Transformando energia em soluções

Guia de Aplicação de Inversores de Freqüência

GUIA DE APLICAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

WEG AUTOMAÇÃO www.weg.com.br

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AUTORIA: “Este ‘Guia de Inversores de Freqüência’ foi escrito pelos M. Engo . José M. Mascheroni (coordenação do trabalho e criação dos capítulos 2, 4, 6 e 8), M. Engo . Marcos Lichtblau e Eng a. Denise Gerardi (capítulo 7 e o Anexo 1), todos integrantes da ISA Engenharia Ltda. – Florianópolis / SC. Os capítulos 1, 3 e 5 foram escritos utilizando-se materiais fornecidos pela Weg e revisados pelo coordenador. Coube à Weg a criação dos capítulos 9, 10, Anexos 2, 3 e 4, como também a revisão técnica do mesmo.”

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO
1.1 Sistemas de velocidade variável ______________ 09 1.2 Sistemas de variação de velocidade tradicional _______________________________ 12 1.2.1 Variadores mecânicos _________________ 13 • Variador com polias cônicas e correia ___ 13 • Variador com polias cônicas e corrente __ 14 • Variador com discos de fricção _________ 14 1.2.2 Variadores hidráulicos _________________ 14 • Motor hidráulico ____________________ 14 • V ariador hidrocinético _______________ 15 1.2.3 Variadores eletromagnéticos - Embreagens eletromagnéticas _____________________ 15

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO?
2.1 Princípios básicos de funcionamento __________ 19 2.2 Análise de funcionamento ___________________ 23 2.3 Curvas características do motor de indução _____ 25 2.3.1 Torque x velocidade ___________________ 25 2.3.2 Corr ente x velocidade _________________ 26 2.4 Potência e perdas __________________________ 26 2.5 Características de temperatura – classes de isolamento térmico _________________________ 27 2.6 Tempo de rotor bloqueado ___________________ 28

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO
3.1 Categorias de partida _______________________ 33 3.2 Formas de partida _________________________ 34 • Partida direta ____________________________ 34 • Partida estrela-triângulo ___________________ 35 • Partida eletrônica (soft-starter) ______________ 36 3.3 Frenagem ________________________________ 38 3.3.1 Frenagem por contra-corrente __________ 38 3.3.2 Frenagem por injeção de CC ____________ 40 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida __________________________________ 41

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA WEG
4.1 Métodos de controle dos inversores de freqüência ________________________________ 50 • Controle escalar __________________________ 50 • Controle vetorial _________________________ 54 4.2 Característica s dos motores d indução e aciona dos com inversores de freqüência________ 57

2.1.1 Algoritmo de estimação de freqüência ____ 81 6.3 Casos especiais ____________________ 100 • Efeito da temperatura ambiente _____ 100 • Efeito da altitude _________________ 101 7.4 Sincronização de velocidade _________________ 83 5.1 Introdução.2 O que a carga requer? ______________________ 92 7.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.1 8.5 8.3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência __________________ 82 6.3 Estimando cargas ____________________ 95 7.2 Medição de velocidade _____________________ 80 6.2 Operação acima da rotação nominal _____ 99 7.2 Relações básicas _____________________ 88 7.4 Aplicaç ões tpicas ________________________ 102 í • Bombas centrífugas e ventiladores _________ 102 • Extru soras ____________________________ 105 • B obinado res/desbobinadores _____________ 106 6.4 5.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) ______ 96 7.5 Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros de leitura _______________________ 62 de regulação ____________________ 63 de configuração _________________ 66 do motor _______________________ 72 das funções especiais _____________ 72 8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.1 Sensores de posição e velocidade _____________ 78 6.2.2 5.3.8 Rede de alimentação elétrica ______________ Fusíveis ________________________________ Condicionamento da rede de alimentação ____ Interferência eletromagnética (EMI) _________ Cabos _________________________________ Aterramento ____________________________ Dispositivo s de saída _____________________ Instalação em painéis – princípios básicos ___ 112 112 112 113 116 118 119 120 .2.2.1 Tipos de cargas ______________________ 92 7. fundamentos e princípios ________________________________ 87 7.3 5.2.1 5.2 Algoritmo de estimação do período ______ 81 6.2 O pico de carga ______________________ 94 7.3 Ruído s ___________________________________ 82 6.2.4 8.2 8.3.6 8.1 Defini ções __________________________ 87 7.3.3 8.7 8.1 Operação abaixo da rotação nominal ____ 96 • Motor autoventilado _________________ 96 • Motor com ventilação independente ____ 98 7. definiçõ es.1.

3 Inversor de freqüência CFW-09 _____________ • Interface homem x máquina ______________ • Superdrive ____________________________ • Co dificação ___________________________ • Acessórios e periféricos __________________ 125 127 130 130 130 131 134 135 138 142 10 SOFT-STARTER 10.1 Introdução _____________________________ 10.1 Principai s fu nções __________________ • Rampa de tensão na aceleração _____ • Rampa de tensão na desaceleração ___ • Kick start ________________________ • Limitação de corrente ______________ • Pump control _____________________ • Economia de energia ______________ 10.7 Introdução .5 Critério s para dimensionamento ____________ 10.2 Princípio de funcionamento ________________ • Circuito de potência _____________________ • Circuito de controle _____________________ 10.Soft-starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.2 Cálculo do momento de inércia total _____ 201 203 204 205 205 206 206 207 ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1 2 Introdução _____________________________ Distorção harmônica _____________________ 2.6 Considerações importantes ________________ 10.4 Principai s aplicações para soft-starter _______ 10.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.2 Inversor de freqüência CFW-08 _____________ • Recursos / Funções especiais ______________ • Superdrive ____________________________ • Interface homem-máquina _______________ 9.1 Introdução _____________________________ 9.3 Obtenção das harmônicas de corrente ___ Normas relacionadas _____________________ Alternativas para correção do fator de potência e redução de correntes harmônicas __ 211 212 212 213 215 216 218 3 4 .1 Origens ____________________________ 2.8 Soft-starter SSW-05 ______________________ 147 147 148 149 149 149 149 150 151 152 153 154 155 158 164 170 183 186 195 ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 2 3 4 5 6 Momento de inércia de formas simples _______ Teorema dos eixos paralelos _______________ Momento de inércia de formas compostas ____ Momento de inércia de corpos que se movem linearmente _____________________________ Transmissão mecânica ____________________ Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa _______________________________ 6.3.1 Cálculo do momento de inércia de massa _ 6.3 Principais características __________________ 10.2 Proteções _________________________ 10.3.2 Defini ções __________________________ 2.3.3 Acionamentos típicos _______________ 10.

7.4.7.3 4.1 Inversores de freqüência com entrada monofásica ____________ 4.4 4.1 4.5 4.starter Folha de dados para dimensionamento __________ 235 Referências Biblio gráficas _____________________ 237 .7 5 Capacitores _________________________ Reatância de rede e bobina CC _________ Filtros sintonizados __________________ Filtros “broad-band” _________________ Filtros ativos ________________________ Retificadores de 12 e 18 pulsos _________ Retificadores com IGBTs _______________ 4.6 4.CFW-09 Folha de dados para dimensionamento __________ 231 ANEXO 4 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .2 4.CFW-09 Inversores de freqüência .9 Transformadores defasadores ___________ Concl usão _____________________________ 218 218 220 221 222 224 225 225 225 226 227 228 ANEXO 3 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .2 Inversores de freqüência com entrada trifásica _______________ 4.SOFT-STARTER Soft.8 Filtros de corrente do neutro ___________ 4.

Embreagens eletromagnéticas . 1 Variadores mecânicos l Variador de polias cônicas e correia l Variador com polias e corrente l Variador com discos de fricção 1.2.1 1.2 Sistemas de velocidade variável Sistemas de variação de velocidade tradicionais 1. 2 Variadores hidráulicos l Motor hidráulico l Variador hidrocinético 1. 3 Variadores eletromagnéticos .1 INTRODUÇÃO 1.2.2.

....... adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga) Os motores mais amplamente utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução monofásicos e trifásicos....1 INTRODUÇÃO Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento). como 9 .. comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor l Transmissão mecânica . sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia.1 SISTEMAS DE VELOCIDADE VARIÁVEL Durante muitos anos.. 1. É importante ressaltar também o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados..... Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado.... as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia... Estes motores. quando alimentados com tensão e freqüência constantes.. pelo custo. mantendo sob controle tal processo de conversão..... Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por muito tempo implementados com motores de indução de velocidade fixa... como por exemplo a velocidade de rotação de uma bomba.. converte energia elétrica em energia mecânica l Dispositivo eletrônico . pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados.... Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos: l Motor ..... sendo assim o acionamento elétrico de máquinas um assunto de extraordinária importância no que se refere a economia de energia..

O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos. pois ele se renova a cada dia que passa. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. hidráulicos ou elétricos. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor. as seguintes vantagens: l Economia de energia l Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos. devido a adaptação da velocidade a os requisitos do processo l Elimina o pico de corrente na partida do motor l Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos l Etc. Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. hidráulicos ou elétricos. Estes novos dispositivos elet rônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência . a WEG não tem a pretensão de esgotar o assunto. Com este Guia. entre outras. Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. Temos como objetivo maior fornecermos maiores conhecimentos em comando e proteção de motores elétricos de indução utilizando-se inversores de freqüência.1 INTRODUÇÃO primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica. Trataremos neste guia de descrever o funcionamento e aplicações dos inversores de freqüência. 10 . Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. Estes sistemas de variação continua de velocidade eletrônicos proporcionam. Mas foi mesmo na década do 80 que.

1 Figura 1.1 Placa de Identificação (mercado latino) INTRODUÇÃO Placa de Identificação (mercado brasileiro) Exemplo: Placa de Identificação (mercado americano) 11 .

1. Os técnicos ou engenheiros e nvolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle.2 SISTEMAS DE VARIAÇÃO DE VELOCIDADE TRADICI ONAIS Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. obter velocidade variável no eixo do próprio motor. As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas: • Como funciona meu motor? • Como o motor se comporta ante uma determinada carga? • Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? • Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Este guia tem por intenção. assim. é alimentado com freqüência e tensão variável. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos.1 INTRODUÇÃO Na aplicação dos inversores de freq üência o motor de indução. fornecer. informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade variável disponíveis e como eles se comportam ante diferentes cargas. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica. Isto possibilita. É muito importante. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor + inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. mesmo para pessoas sem experiência no assunto. como veremos neste guia. Exemplos: · Bombas ð variação de vazão de líquidos · Ventiladores ð variação de vazão de ar · Sistemas de transporte ð variação da velocidade de transporte • Sistemas de dosagem ð variação da velocidade de alimentação • Tornos ð variação da velocidade de corte 12 .

1 INTRODUÇÃO • Bobinadeiras ð compensação da variação de diâmetro da bobina.2. sobre um eixo ranhurado.1 Variadores Mecânicos Os primeiros sistemas utilizados para se obter uma velocidade diferente das velocidades que eram possíveis utilizando motores de indução foram os sistemas mecânicos. que podem se aproximar ou se afastar.2 . A faixa de variação de velocidade máxima é de 1:8 neste tipo de variador. que podem ser: • Variadores mecânicos • Variadores hidráulicos • Variadores eletromagnéticos 1. pois são os de maior simplicidade de construção e baixo custo. O prato de uma das polias é acionado pelo dispositivo de variação. O fluxo de força é transmitido por fricção entre os discos das polias e a correia. e o prato da outra é pressionado por uma mola. que tem uma seção transversal trapezoidal. Como sabemos estes motores quando alimentados diretamente da rede de distribuição de energia elétrica possuem uma característica de velocidade constante. É assim que para se obter velocidade variável eram necessários adicionalmente outros dispositivos. Os sistemas de variação de velocidade tradicionais empregavam motores de indução como dispositivo primário de conversão de energia. montados um de frente para o outro.Variador com polias cônicas e correia 13 . Figura 1. l Variador com polias cônicas e correia Cada uma das polias cônicas é constituída de dois pratos cônicos.

l Variador com discos de fricção Nos variadores com discos de fricção o fluxo de força é transmitido por fricção entre um par de discos. O motor hidráulico de deslocamento positivo é projetado e desenvolvido para converter a potência hidráulica de um fluído em potência mecânica. construídos com m ateriais de grande resistência à pressão superficial e ao desgaste. variando a relação de transmissão. somente com uma corrente ao invés de correia.1 INTRODUÇÃO l Variador com polias cônicas e corrente Idem ao anterior. Esta conversão é feita através de um dispositivo de engrenagens planetárias ou através de acionamento de pistões com controle efetuado por válvulas e que permite se obter as seguintes características: n n n n n Baixa rotação (5 a 500 rpm aproximadamente) Elevado torque Permite rotação nos dois sentidos Motores de baixa potência Baixo custo Para o acionamento dos motores hidráulicos é necessário que se tenha um sistema hidráulico a 14 .Variadores com discos de fricção 1. e de alto coeficiente de atrito. Figura 1.3 . Um dispositivo de variação desloca um dos discos.2. A pressão de contato necessária para transmitir a potência entre o eixo de entrada e o eixo de saída se auto-regula em função do torque transmitido. A faixa de variação de velocidade máxima neste tipo de variador é de 1:5.2 Variadores Hidráulicos l Motor Hidráulico Este método permit e variação contínua de velocidade.

poderemos diminuir ou aumentar a rotação do segundo ventilador conforme o desejado. O controle da variação de velocidade do motor é feita através da vazão do fluido injetado no motor (quant o maior a vazão. variando-se assim o torque (e também a velocidade) na saída do variador. O princípio de operação pode ser demonstrado pelo seguinte: Colocando-se dois ventiladores frente a frente e fazendo-se a hélice de um deles girar. que faz com que. l V ariador Hidrocinético Este método permite variação contínua de velocidade.3 Variadores Eletromagnéticos Embreagens Eletromagnéticas Com os variadores eletromagnéticos mudou-se o conceito de variação exclusivamente mecânica para variação eletromecânica. composto de um eixo de entrada. a hélice do segundo vent ilador irá começar a girar também ao receber a corrente de ar. Se não houvesse perdas. o sistema tenha um rendimento baixo e um nível de manutenção elevado pela existência de várias partes mecânicas.1 INTRODUÇÃO disposição (tubulações. e em vez das hélices. bombas. ocasionando perdas elevadas. maior a velocidade) que é feito através de válvulas de estrangulament o no circuito hidráulico. cuja rotação pode variar linearmente de zero até uma rotação muito próxima à do eixo de entrada. no lugar de ar usa-se óleo como fluido. 1. Agora se colocarmos entre os dois ventiladores uma folha de papelão. em função do fluxo de ar existente. através de técnicas baseadas no princípio físico das correntes de Foucault. motores elétricos auxiliares).2. Algumas limitações devem ser observadas para a aplicação deste equipamento: 15 . são usados discos aletados que são alojados em uma caixa fechada. No variador hidráulico. O sistema consiste basicamente em um variador de velocidade de princípio hidrocinético. a rotação do segundo ventilador seria praticamente a mesma que a do v entilador acionador. de rotação fixa. utilizando um sistema de discos acoplados a bobinas que podem ter o seu campo magnético variável. em uma análise global do conjunto. montada sobre dois eixos independentes. e de um eixo de saída.

n As manutenções preventivas e corretivas são freqüentes. Isto proporciona um consumo inadequado (desperdício de energia). Tabela Comparativa dos Sistemas de Variação de Velocidade Tradicionais Polias Variadoras Faixa de variação de velocidade Limite de potência Eficiência Custo Pontos fortes Pontos fracos Escorregamento Manutenção difícil Vazamentos Manutenção difícil pequena (1 a 4 máx.) baixo baixa baixo Hidráulico grande elevado baixa elevado baixa baixo partida suave Eletromecânico média 16 . nunca além desta. independente da rotação desejada no eixo de saída. quando se opera em rotações abaixo da rotação nominal. pois existem muitas partes girantes as quais necessitam de ajustes constantes e substituições periódicas.1 INTRODUÇÃO n A rotação máxima de saída é sempre a nominal do motor. n rendimento deste tipo de acionamento é muito baixo. pois apresenta perdas por aquecimento e ruído. n Aqui também o motor sempre estará girando na rotação nominal.

2 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO 2.6 Potência e perdas Características de temperatura .1 2. 2 Corrente x velocidade 2. 1 Torque x velocidade 2.3 Princípios básicos de funcionamento Análise de funcionamento Curvas características do motor de indução 2.5 2.3.3.4 2.classes de isolamento térmico Tempo de rotor bloqueado .

No centro da figura se encontra o condutor e as linhas circulares em volta são uma representação gráfica do campo magnético gerado pela corrente. Uma corrente circulando por um condutor produz um campo magnético. circulará por ele uma corrente elétrica. Se um condutor é movimentado dentro de um campo magnético. representado na figura 2.1 pelas linhas circulares chamadas de linhas de indução magnética.2 19 . 2. Se o dito condutor forma um circuito fechado. Figura 2. proporcional ao número de linhas de indução cortadas por segundo (figura 2. Para começar enunciaremos os princípios físicos básicos da conversão de energia elétrica em energia mecânica. aparecerá uma tensão induzida entre os terminais do condutor.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FUNCIONAMENTO 1.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para compreender o funcionamento de um Inversor de Freqüência é de fundamental importância entender primeiro como funciona um motor de indução.2). Figura 2.1 2.

com a diferença que neste o campo magnético é estático.3 4.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 3. Figura.4 20 .3). proporcional à corrente que circula por ambos condutores e à distância (d) entre eles. igual ao mostrado na figura 2.4. A interação entre estes dois campos magnéticos produzirá uma força (F) de atração ou repulsão entre os condutores (figura 2. Este princípio é similar ao visto na figura 2.5) produzirá um campo magnético girante (figura 2. Dois condutores adjacentes (a e b) pelos quais está circulando uma corrente elétrica (i a e i b) produzem cada um deles um campo magnético (Item 1). alimentado por um sistema de tensões trifásico (figura 2.1. 2. Figura 2.6). Um bobinado polifásico.

Desta maneira é mais fácil fazer a composição dos vetores de indução magnética para cada instante..5 Na figura 2.. Na figura pode-se ver que a resultante destes vetores está girando (campo girante) com uma velocidade proporcional a freqüência e ao número de pólos do motor.6 21 . Figura 2.6. os pontos identificados com os números •.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Figura 2.‡ correspondem aos momentos em que a tensão de uma das três fases é igual a zero.

chamada de velocidade síncrona. é proporcional à freqüência do sistema de tensões trifásico e ao número de pólos do bobinado.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 5. Torque [Kgm]= força [Kg] x distância [m] Figura 2. A velocidade do campo girante descrito anteriormente.7).7 NÚCLEO DE CHAPAS NÚCLEO DE CHAPAS Os motores de indução mais utilizados na indústria são os chamados motores de gaiola trifásicos (figura 2.8 TERMINAIS CAIXA DE LIGAÇÃO 22 . Velocidade do campo girante [rpm]= (freqüência [1/ s] x 120 ) / n° de pólos 6. que provocará a rotação do mesmo (figura 2. Torque: força aplicada num eixo. ENTROLAMENTO TRIFÁSICO 3 2 8 VENTILADOR 5 BARRAS DE ANÉIS DE CURTO-CIRCUITO ROLAMENTOS 12 11 6 7 EIXO PROTEÇÃO DO VENTILADOR 4 TAMPAS 9 1 CARCAÇA 10 Figura 2.8 .rotor e estator).

2. O próprio nome “motor de indução” se deve ao fato de que toda a energia requerida pelo rotor para a geração de torque é “induzida” pelo primário do transformador (estator) no secundário (rotor).2 ANÁLISE DE FUNCIONAMENTO Para análise de funcionamento pode se considerar o motor de indução como um transformador. e como descrito no item 3. Nesta condição. Terminais (10). disponibilizando assim energia mecânica (torque) no seu eixo. Núcleo de Chapas (2). Barras e anéis de curto-circuito (12) Outras partes: Tampas (4). Para facilitar o entendimento do funcionamento do motor de indução dividiremos o estudo em três casos hipotéticos: CASO 1 Primeiramente consideraremos um motor de dois pólos com o “rotor bloqueado”. O estator é formado por três bobinas (bobinado trifásico). este produzirá um campo magnético girante com velocidade de 3600 rpm (item 5). onde o enrolamento primário deste transformador é formado pelo estator e o enrolamento secun dário pelo rotor. e como estas estão em curtocircuito. Como existem dois campos magnéticos. circulará também a máxima corrente por elas. se aplicarmos tensão trifásica com freqüência de 60Hz nos terminais do bobinado do estator. Ventilador (5). As linhas de indução deste campo magnético “cortarão” as espiras do rotor com velocidade máxima induzindo assim a máxima tensão nas espiras do rotor. isto significa que através de algum dispositivo mecânico impediremos que o eixo do motor (rotor) gire. Núcleo de chapas (3). Enrolamento trifásico (8) Rotor: Eixo (7). Proteção do ventilador (6). com pares de pólos em cada fase. Caixa de ligação (9). já que é o único que pode se movimentar pois está montado sobre rolamentos. um no estator e outro no rotor. Nestes motores o rotor é fabricado com espiras em curto-circuito formando uma verdadeira gaiola. aparecerá uma força entre o rotor e o estator que fará com que o rotor gire. Rolamentos (11). Como toda a energia produzida no rotor tem de 23 .2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Estator: Carcaça (1).

podendo até danificar (queimar) o bobinado. A interação entre os dois campos magnéticos. é assim que as linhas de indução do campo magnético girante do est ator “cortarão” as espiras do rotor com uma velocidade de 50 rpm (3600 rpm – 3550 rpm = 50 rpm). circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor). Escorregamento = velocidade síncrona – velocidade do rotor S = (N s – N) –––––––––––––––––– Ns 24 . O campo magnético girante tem uma velocidade de 3600 rpm. Sendo assim não haverá tensão induzida. que pela sua vez produzirá torque no eixo do motor.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? ser “induzida” pelo estator. sendo assim. pois não foram projetados para suportar esta corrente por um período de tempo grande. CASO 2 Agora vamos para o outro extremo. CASO 3 Vamos supor agora que. produzindo uma tensão e uma corrente induzida no rotor. não haverá torque no eixo do motor. Se esta condição for mantida por mais que alguns segundos os fios do bobinado do estator irão esquentar de forma indevida. A diferença entre a velocidade síncrona (3600 rpm) e a velocidade do rotor é conhecida como “escorregamento”. nas mesmas condições do Caso 2. baixamos a velocidade do rotor do motor para 3550 rpm. o do estator e o do rotor. nem geração de campo magnético. produzirão uma força. nem corrente. Neste caso as linhas de indução do campo magnético girante produzido pelo estator “não cortarão” as espiras do rotor pois os dois estão girando com mesma velocidade. Para a produção de energia mecânica (torque) no motor é necessária a existência de dois campos magnéticos. Vamos supor que o rotor do motor possa girar exatamente à velocidade de 3600 rpm.

7 do torque nominal a aproximadamente 30% da velocidade nominal. e o escorregamento aumentará. Se o escorregamento aumenta a velocidade com que as linhas de indução do campo magnético do rotor “cortam” o estator aumentará. A medida que a velocidade aumenta o torque aumenta novamente até atingir o seu valor máximo (80% da velocidade nominal) chegando a seu valor nominal na velocidade nominal.5 a 1. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor de 1. mas na prática a diferença do rotor bloqueado do caso 1 nosso motor pode girar livremente. o torque (torque de partida) será de aproximadamente 2 a 2. Na partida. 25 . Existirá então um ponto de equilíbrio entre a carga do motor e a velocidade do rotor (caso 3). podemos agora imaginar o que acontece na prática com nosso motor de indução. a velocidade do rotor tenderá a diminuir. Quando a velocidade do rotor se aproxima da velocidade síncrona (caso 2) o torque produzido diminuirá. o campo magnético gerado por esta também será maior. aumentando assim o torque disponível no eixo do motor. Sendo assim circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor) que diminuirá a medida que a velocidade do motor aumenta.9. quando o motor é ligado diretamente à rede. a corrente do motor será maior que a nominal e o motor será danificado.1 Torque x Velocidade É a curva que mostra a relação entre o torque desenvolvido pelo motor e a su a rotação. e se esta condição é mantida por muito tempo.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Descritas estas três condições. Se a carga no eixo do motor aumenta. Se o torque requerido pela carga é maior que o nominal do motor. Como mostra a curva (linha cheia) da figura 2. 2. chegando novamente numa condição de equilíbrio.3. Na partida acontece algo similar ao descrito no caso 1. aumentando também a tensão e corrente induzida no rotor. fazendo diminuir também a velocidade do rotor.5 vezes o torque nominal. Se a corrente é maior.

quando o motor é ligado diretamente à rede. Este parâmetro é uma medida da quantidade de potência elétrica transformada pelo motor em potência mecânica. Essas perdas podem ser classificadas em: 26 . A figura mostra que na partida.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 2. Se a carga for a nominal a corrente será também a corrente nominal. Figura 2. devido às perdas no mot or. A potência transmitida à carga pelo eixo do motor é menor que a potência elétrica absorvida da rede.9 .4 POTÊNCIA E PERDAS Na placa de identificação do motor existe um parâmetro chamado de rendimento e identificado pela letra grega η.Curva Torque x Velocidade e Corrente x Velocidade para motores de indução de rotor em gaiola alimentados com tensão e freqüência constantes 2.9) que mostra a relação entre a corrente consumida pelo motor em função da sua velocidade. a corrente que circula por ele será 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal.3.2 Corrente x Velocidade É a curva (linha tracejada da figura 2. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor estacionário determinado pela carga acoplada ao mo tor.

2. n perdas magnéticas no núcleo (perdas no ferro). são mostradas na tabela a seguir: Tabela 2.1 . com a ut ilização generalizada destes equipamentos.Classes de isolamento CLASSE A E B F H TEMPERATURA (°C) 105 120 130 155 180 As classes B e F são as freqüentemente utilizadas. Vida útil da isolação refere-se ao envelhecimento gradual do isolante. n perdas no rotor. os materiais isolantes e os sistemas de isolamento (cada um formado pela combinação de vários materiais) são agrupados em CLASSES DE ISOLAMENTO. a sua vida útil depende quase exclusivamente da vida útil da isolação do bobinado e da vida mecânica dos rolamentos. Atualmente. n perdas por atrito e ventilação.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? n perdas no enrolamento estatórico (perdas no cobre).5 CARACTERÍSTICAS DE TEMPERATURA CLASSES DE ISOLAMENTO TÉRMICO Sendo o motor de indução uma máquina robusta e de construção simples. que tem sido ut ilizado com sucesso em todos os casos de alimentação com fontes senoidais tradicionais (50/ 60Hz) pode não atender os requisitos necessários se os mesmos forem alimentados por outro tipo de fonte. É o caso dos motores alimentados por inversores de freqüência. pela maior temperatura que o material pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil. o problema do rompimento da isolação provocado pelos altos picos de tensão decorrentes da rapidez de crescimento dos 27 . O sistema de isolamento convencional dos motores. ou seja. cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura. Para fins de normalização. não suportando mais a tensão aplicada e produzindo curto-circuito entre as espiras do bobinado. As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme norma NBR-7094.

Este tempo é um parâmetro que depende do projeto da máquina.12. atinja a sua temperatura limite. afim de garantir a vida dos motores.53 175 200 225 IEC 79. Encontra-se normalmente no catálogo ou na folha de dados do fabricante. bem como a alta freqüência com que estes são produzidos.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? pulsos gerados pelo inversor. obrigou a implementar melhorias no isolamento dos fios e no sistema de impregnação. Estes motores com isolamento especial são chamados de ”Inverter Duty Motors”. partindo da temperatura em condições nominais de serviço e considerando a temperatura ambiente no seu valor máximo. A tabela abaixo mostra os valores limites da temperatura de rotor bloqueado. Tabela 2.7 185 210 235 ∆Tmáx (°C) 80 100 125 28 .Temperatura limite de rotor bloqueado CLASSE DE ISOLAMENTO B F H TEMP ERATURA MÁXIMA (°C) NEMA MG1.6 TEMPO DE ROTOR BLOQUEADO Tempo de rotor bloqueado é o tempo necessário para que o enrolamento da máquina. quando percorrido pela sua corrente de partida.2 . de acordo com as normas NEMA e IEC. 2.

29 . como segue: Ipn t rb = t b .2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para partidas com tensão reduzida o tempo de rotor bloqueado pode ser redefinido como segue: t rb = t b x ( U n / U r ) 2 Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com tensão reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à tensão nominal U n = Tensão nominal U r = Tensão reduzida Outra forma de se redefinir o tempo de rotor bloqueado é através da utilização da corrente aplicada ao motor. e I pc depende do mét odo de partida do motor. ( –––––– )² Ipc Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com corrente reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à corrente nominal Ipn = Corrente de partida direta do motor Ipc = Corrente de partida do motor com corrente reduzida Geralmente. I pn é obtido de catálogos e possui o valor em torno de 6 a 8 vezes a corrente nominal do motor. Se por exemplo esta partida for do tipo estrela-triângulo o valor da corrente será de aproximadamente 1/3 da corrente de partida.

2 Categorias de Partida Formas de Partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) 3.1 3.3. Frenagem 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. 2 Frenagem por injeção de CC 3.3. 1 Frenagem por contra-corrente 3.3.

1. Usados também em elevadores e cargas que necessitam de torques de partida muito altos e corrente de partida limitada. e são as seguintes: a) CATEGORIA N Constituem a maioria dos motores encontrados no mercado e prestam-se ao acionamento de cargas normais. como peneiras. transportadores carregadores. elétricos e eletrônicos. são implementados com equipamentos eletromecânicos. Estas categorias são definidas em norma (NBR 7094). e ventiladores. como bombas. b) CATEGORIA H Usados para cargas que exigem maior torque na partida. cargas de alta inércia. c) CATEGORIA D Usados em prensas excêntricas e máquinas semelhantes. onde a carga apresenta picos periódicos. 3. Tabela 3.1 . britadores. máquinas operatrizes. etc. Estes equipamentos permitem acelerar (partir) e desacelerar (frenar) o motor de acordo com requisitos impostos pela carga. concessionárias de energia elétrica. etc. 33 . segurança. cada uma adequada a um tipo de carga.1 CATEGORIAS DE PARTIDA Conforme as suas características de torque em relação à velocidade e corrente de partida. são classificados em categorias.Cara cterísticas das categorias de partida direta Categorias de partida N H D Torque de partida Normal Alto Alto Corrente de partida Normal Normal Normal Escorregamento Baixo Baixo Alto As curvas torque x velocidade das diferentes categorias estão mostradas na figu ra 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Os métodos de comando de um motor de indução. os motores de indução trifásicos com rotor de gaiola.

e fundamentalmente para motores de grande porte. deve-se observar que para este tipo de partida existem restrições de utilização.2 FORMAS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA A maneira mais simples de partir um motor de indução é a chamada partida direta.Partida Direta 34 . a partida direta não é utilizada. Como já foi visto anteriormente.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.2). Porém.2 . aqui o motor é ligado à rede diretamente através de um contator (ver figura 3.Curvas características de torque em função da categoria do motor (partida direta) 3.1 . a corrente de partida de um motor de indução quando ligado diretamente à tensão da rede é 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal. Figura 3. Por este motivo.

73 vezes maior.3 .TRIÂNGULO (Y. o torque resistente da carga não deverá ser superior ao torque do m otor quando o motor estiver em estrela. ou seja.3. A menor tensão deverá ser igual à tensão de rede e a out ra 1. Figura 3. Na partida o motor é ligado na conexão de maior tensão.∆) Este tipo de partida só pode ser utilizado em motores que possuam ligação em dupla tensão (por exemplo 3 x 380 V e 3 x 220 V). A partida estrela-triângulo poderá ser usada quando a curva de torque do motor for suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida.Partida estrela-triângulo 35 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l PARTIDA ESTRELA .4. como mostra a figura 3. isto possibilita uma redução de até 1/3 da corrente de partida do motor. Esta partida é implementada com dois contatores como mostra a figura 3.

para cada fase do motor. Com isso. motor com partida estrela-triângulo l PARTIDA ELETRÔNICA (SOFT-STARTER) A chave de partida a estado sólido consiste de um conjunto de pares de tiristores (SCR) ou combinações de tiristores/diodos. como ocorre com o método de partida por ligação estrela-triângulo. 36 . consegue-se manter a corrente de partida (ver figura 3. a tensão atinge seu valor pleno após uma aceleração suave ou uma rampa ascendente. ao invés de ser submetido a transição brusca. O ângulo de disparo de cada par de tiristores é controlado eletronicamente para aplicar uma tensão variável no motor durante a aceleração. Este comportamento é.Curva característica de torque e corrente. ajustável conforme a aplicação.4 . como desejado. No final do período de partida. m uitas vezes.5) próxima da nominal e com suave variação. chamado de partida suave (soft-starter).3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.

a vantagem de não possuir partes móveis ou que gerem arco elétrico.). Ainda.Curva característica de torque e corrente.5 . fusíveis. 37 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. pois sua vida útil é mais longa. Este é um dos pontos fortes das chaves eletrônicas. cabos. assim como dos componentes acessórios (contatores. a chave eletrônica apresenta. como nas chaves eletro-mecânicas. como um recurso adicional. também. a soft-starter apresenta a possibilidade de efetuar a desaceleração suave para cargas de baixa inércia. etc. motor com partida suave (soft-starter) Além da vantagem do controle da corrente durante a partida.

Para este tipo de frenagem. as correntes induzidas nos enrolamentos rotóricos são de freqüências altas (duas vezes a freqüência estatórica) e de elevada intensidade.1 Frenagem por contra-corrente Obtém-se a frenagem por contra-corrente através da inversão de duas fases da tensão de alimentação do enrolamento estatórico (ver figura 3.3 FRENAGEM Os motores de indução possibilitam várias formas de frenagem. Dessa forma. passará a funcionar em sentido oposto. isto é. Figura 3. 3.7). a rotação do rotor fica agora contrária a um torque que atua em direção oposta (ver figura 3. Quando a velocidade cai a zero o motor deve ser desenergizado. pois o torque desenvolvido pelo motor é elevado. onde se tem s < 0 e o motor opera com características de gerador. acarretando em um sobreaquecimento do motor.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3.6) e começa a desacelerar (frenar). para reverter a direção de rotação do campo girante do motor com o mesmo girando ainda na direção inicial.6. A seguir apresentaremos dois métodos de frenagem elétrica. Curva de torque x rotação na frenagem por contra-corrente 38 .3. caso contrário. onde há a absorção de potência elétrica da rede com corrente maior que a nominal.

Frenagem por contracorrente 39 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.7 .

podendo causar sobreaquecimento excessivo no mesmo. a tensão contínua a ser aplicada no estator do motor é obtida através do disparo dos transistores do inversor.Curva de torque x rotação durante a frenagem CC Como veremos posteriormente.8 . o qual também estabelece um campo magnético estacionário com respeito ao estator. a frenagem CC tem sua aplicação limitada devido ao fato de que toda a energia de frenagem é dissipada no próprio mo tor. Figura 3. quando utilizado um inversor de freqüência. 40 . A rotação do rotor em seu campo produz um fluxo de corrente alternada no mesmo.9). Na prática.3. Assim.2 Frenagem por injeção de corrente contínua (CC) É obtida através da desconexão do estator da rede de alimentação e da posterior conexão a uma fonte de corrente contínua (ver figura 3. não necessitando de nenhum dispositivo adicional.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. Devido à interação do campo magnético resultante e da corrente rotórica. A corrente contínua enviada ao enrolamento estatórico estabelece um fluxo magnético estacionário cuja curva de distribuição tem uma fundamental de forma senoidal. da resistência do circuito rotórico e da velocidade do rotor. o motor desenvolve um torque de frenagem (ver figura 3.8) cuja magnitude depende da intensidade do campo. para não comprometer a vida útil do motor. utiliza-se a frenagem CC com tensões contínuas limitadas a aproximadamente 20% da tensão nominal CA do mo tor. pois a tensão CC é proveniente do próprio circuito intermediário do inversor.

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. provocando queda de tensão na rede de alimentação.Frenagem por injeção de CC 3.9 .4 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA Vantagens • Menor custo de todas • Muito simples de implementar • Alto torque de partida Desvantagens • Alta corrente de partida. Em função disto pode provocar interferência em equipamentos ligados na mesma instalação • É necessário sobredimencionar cabos e contatores • Limitação do número de manobras/hora 41 .

l SOFT-STARTER Vantagens • Corrente de partida próxima à corrente nominal • Não existe limitação do número de manobras/hora • Longa vida útil pois não possui partes eletromecânicas móveis • Torque de partida próximo do torque nominal • Pode ser empregada também para desacelerar o motor Desvantagens • Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida 42 . o custo é levado devido a necessidade de seis cabos.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens • Custo reduzido • A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta • Não existe limitação do número de manobras/hora Desvantagens • Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal • São necessários motores com seis bornes • Caso o motor não atingir pelo menos 90% da velocidade nominal. o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta • Em casos de grande distância entre motor e chave de partida.

1 Métodos de controle do s inversores de freqüência l l Controle escalar Controle vetorial 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4.2 Características dos motores de indução acionados com inversores de freqüência .

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA No capítulo anterior vimos diferentes alternativas de comandar um moto r de indução a partir da rede de alimentação.s ) n = ––––––––––––––––––––––––– p onde: n = velocidade em rotações por minuto (rpm) ƒ = freqüência da rede em Hertz (Hz) s = escorregamento p = número de pólos Figura 4.s ) n = ––––––––––––––– –––– = 1750 rpm 4 A partir da simples observação da equação anterior podemos deduzir que se pudéssemos dispor de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação poderíamos variar diretamente no motor a sua velocidade de rotação. em todos estes casos a freqüência de alimentação foi a da rede.1 Se considerarmos como exemplo um motor de 4 pólos.0278) teremos: 120 x 60 ( 1 . isto é. podendo ser calculada pela seguinte equação: 120 x ƒ x ( 1 . com escorregamento nominal (s = 0. É assim que a velocidade do motor será a velocidade nominal. 45 . 60Hz.

um abaixo da freqüência nominal e outro acima.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora o que acontece se alimentarmos o motor a partir de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação. 120 x 30 (1 .2 120 x 90 (1 . A seguir mostraremos dois casos.s) n = –––––––––––––––––– – = 875 rpm 4 Figura 4.3 46 .s) n = ––––––––––––––––– –––––– = 2625 rpm 4 Figura 4.

As figuras 4.4 gera uma tensão contínua que é posteriormente filtrada e introduzida no bloco seguinte.4 O diagrama de blocos da figura 4.5 47 . O inversor é composto de seis chaves implementadas numa configuração como mostrada na figura 4.5. Figura 4.4 mostra as partes componentes deste dispositivo.1 a 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora como podemos através de um dispositivo eletrônico. obter um sistema trifásico com freqüência variável. chamado de Inversor. Figura 4. O retificador da figura 4. e a partir da tensão e freqüência constante da rede.3 acima mostram para um mesmo período de tempo exemplos de ondas senoidais trifásicas com diferentes valores de freqüência.

6 que variando o tempo que cada combinação de chaves permanece num determinado estado.6. entre as fases V e W é zero e entre as fases U e W é positiva.. OBSERVAÇÃO Os números correspondem as chaves fechadas. Existem várias tecnologias de fabricação para este tipo de transistores. Os inversores de freqüência modernos utilizam para a combinação de abertura e fechamento das chaves uma estratégia chamada de “PWM” (Pulse Width Modulation) ou “Modulação por Largura de Pulsos”. Esta estratégia permite a geração de ondas senoidais de freqüên cia variável com resolução de até 0. 5 e 6 estão fechadas e as chaves 2. Pode se deduzir também a partir da figura 4. A linha cheia representa a onda gerada pela combinação de seis estados das chaves 1. 3 e 4 abertas.6 a seguir mostra um exemplo simples de como pode ser gerada uma primeira aproximação de uma onda senoidal.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Dependendo da combinação de chaves abertas ou fechadas pode se obter na saída do inversor formas de onda diferentes.Transistor Bipolar com Porta Isolada (Insulated Gate Bipolar Transistor) A figura 4. 48 .01Hz. A onda senoidal representada com linha tracejada serve como referência para o leitor identificar a aproximação mencionada. podemos variar a freqüência da onda de saída. Estas chaves são implementadas nos inversores de freqüência com dispositivos semicondutores chamados de transistores de potência. Nos cinco estados seguintes mud a a combinação de chaves abertas e fechadas permanecendo o mesmo tipo de análise do primeiro estado. Durante o primeiro estado as chaves 1. como representado na forma de onda. Assim no motor a tensão entre as fases U e V é positiva. Os transistores mais freqüentemente utilizados são os chamados: IGBT .

6 49 .4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4.

Este bobinado tem dois parâmetros que defin em suas características. Fazendo uma análise muito simplificada podemos dizer 50 . Figura 4. que mantém o torque do motor constante. O estator do motor de indução possui um bobinado trifásico como mostrado na figura 2.7 4. A resistência depende do tipo de material (cobre) e do comprimento do fio com qual é realizado o bobinado. igu al ao nominal.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA A figura 4.1 MÉTODOS DE CONTROLE DOS INVERSORES DE FREQUÊNCIA l CONTROLE ESCALAR O funcionamento dos inversores de freqüência com controle escalar está baseado numa estratégia de comando chamada “V/F constante”. quando utilizada a técnica PWM para comando dos transistores de potência. para qualquer velocidade de funcionamento do motor.7 mostra o padrão de chaveamento da tensão e a corrente resultante numa fase do motor. Um deles é a sua resistência ôhmica R [Ohm] e o outro e a sua indutância L [Henry]. Já a indutância depende fundamentalmente da geometria (forma) do bobinado e da interação com o rotor.4.

Assim teremos que o valor da corrente será proporcional à tensão de alimentação V. Assim. desprezá-lo. O valor de indutância L é uma constante do motor. nesta aproximação. 51 .L e I = V /( R 2 + X L2 )1/2 Para valores de freqüên cia acima de 30Hz o valor da resistência é muito pequeno quando comparado com o valor da reatância indutiva. mas a tensão e a freqüência são dois parâmetros que podem ser “controlados” pelo inversor de freqüência.π. e para um método de controle simples como o escalar. como mostra a equação e a figura 4.f. se para variar a velocidade do motor de indução temos que variar a freqüência da tensão de alimentação. à indutância L e à freqüência f.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que a corrente que circulará pelo estator do motor será proporcional ao valor da resistência “R” e ao valor da reatância Indutiva “XL” que é dependente da indutância L e da freqüência f. a estratégia de controle “V/F constante” varia a tensão proporcionalmente com a variação da freqüência de alimentação (e da reatância indutiva) do motor para obter no estator uma corrente constante da ordem da corrente nominal do motor. desta maneira podemos. Assim: XL = 2.8.

8. Figura 4.9 52 . e conseqüentemente o torque do motor. É assim que a partir deste ponto a corrente. pois já foi atingida a tensão máxima (tensão da rede). Est a região (acima dos 60Hz no exemplo) é conhecida como região de enfraquecimento de campo. A figura 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA I ≅ V/f = Cte.9 a seguir mostra o gráfico do torque em função da freqüência onde fica em evidência este comportamento. Figura 4. acim a de 60Hz a tensão não pode continuar subindo. diminuirão.8 Como se pode observar na figura 4.

nem elevada precisão e nem controle de torque. que foi desprezado anteriormente.5 % da rotação nominal para sistemas sem variação de carga. são utilizados na maioria das vezes motores de indução convencionais sem nenhum sistema de realimentação de velocidade (tacogerador de pulsos acoplado ao motor) em malha fechada. É assim que.10 a seguir. Com estas características.10 Podemos deduzir assim que o cont role escalar em inversores de freqüên cia é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens). o inversor de freqüência escalar é a mais utilizado em sistemas que não requerem alto desempenho. Este apresenta também um custo relativo menor quando comparado com 53 . Para que isto seja evitado. Pelo princípio de funcionamento e aplicação. começa a ter influência no cálculo da corrente. através de um método chamado de compensação I x R . de para baixas freqüências. A faixa de variação de velocidade é pequena e da ordem de 1:10 (Ex: 6 a 60Hz). Um inversor com controle escalar pode controlar a velocidade de rotação do motor com uma precisão de até 0. mantendo-se a proporcionalidade entre a freqüência e a tensão. a corrente e conseqüentemente o torque do motor diminuem bastante.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para freqüências abaixo de 30Hz o termo correspondente a resistência R do estator. e de 3 % a 5 % com variação de carga de 0 a 100 % do torque nominal. conforme figu ra 4. Figura 4. a tensão do estator em baixas freqüências deve ser aumentada.

No inversor v/f a referência de velocidade é usada como sinal para gerar os parâmetros tensão/freqüênc ia variável e disparar os transistores de potência. do fluxo e do torque num motor de corrente contínua proporcionam um meio direto para o seu controle. Contudo. calculando a corrente do estator e a corrente de magnetização. Já o inversor vetorial calcula a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina. Veremos na continuação uma descrição dos inversores com controle vetorial. o circuito de potência do inversor de freqüência vetorial não é diferente de um inversor de freqüência v/f. sendo composto dos mesmos blocos funcionais. como o uso de acionamentos em corrente alternada do tipo controle vetorial. A palavra “vetorial” está sendo nos ú ltimos tempos muito utilizada para dar nome aos novos inversores. Vantagens do Inversor com Controle Vetorial • Elevada precisão de regulação de velocidade. • Operação suave em baixa velocidade e sem oscilações de torque. gradativamente. No motor de indução a corrente do estator é responsável por gerar o fluxo de magnetização e o fluxo de torque. estão aparecendo opções de novas alternativas. l CONTROLE VETORIAL Em aplicações onde se faz necessária uma alta performance dinâmica. 54 . pois a proporcionalidade da corrente de armadura. Para tais aplicações os acionamentos de corrente contínua sempre representaram uma solução ideal.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA outros tipos de inversores mais sofisticados. mesmo com variação de carga. o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um controle preciso de torque para uma faixa extensa de condições de operação. não permitindo obter um controle direto do torque. respostas rápidas e alta precisão de regulação de velocidade. a busca por avanços tecnológicos significativos tem diminuído esta hegemonia e. • Alta performance dinâmica. como por exemplo o inversor com controle vetorial. Basicamente. • Controle de torque linear para aplicações de posição ou de tração.

um exemplo típico é a representação vetorial de uma força ou uma corrente elétrica. Um vetor é uma representação matemática de um grandeza física que possui magnitude e direção. Os inversores vetoriais recebem este nome devido a que: 1. ou corrente de magnetização (produtora de FLUXO) e Iq ou o corrente produtora de TORQUE 2. O torque produzido no motor é proporcional ao “produto vetorial” das duas componentes 4. É por isto que este tipo de controle requer microprocessadores muito potentes que realizam milhares de operações matemáticas por segundo. Para resolver esta equação é necessário conhecer ou calcular os seguinte parâmetros do motor: ð Resistência do estator ð Resistência do rotor ð Indutância do estator ð Indutância do rotor ð Indutância de magnetização 55 . A qualidade com a qual estas componentes são identificadas e controladas define o nível de desempenho do inversor. Para calcular estas correntes é necessário resolver em “tempo real” uma equação que representa matematicamente o comportamento do motor de indução (modelo matemático do motor).4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA algumas vezes de maneira não muito apropriada. A corrente total é a soma vetorial destas duas componentes 3. tantas vezes quanto necessário para poder controlar o motor. Tempo real significa que este cálculo tem que ser feito muitas vezes por segundo. A corrente que circula no bobinado estatórico de um motor de indução pode ser separada em duas componentes: Id. Vamos tentar esclarecer um pouco estes conceitos.

aliando as performances dinâmicas de um acionamento CC e as vantagens de um motor CA. outros mais sofisticados utilizam rotinas de autoajuste para calcular estes parâmetros. pois calcula as duas componentes da corrente do motor. em alguns sistemas que utilizam controle vetorial é necessário o uso de um encoder (tacogerador de pulsos) acoplado ao motor para que se tenha uma melhor dinâmica. como por exemplo: ð Regulação de velocidade: 0. mas é superior ao inversor v/f . A seguir alguns valores típicos para estes inversores: ð Regulação de velocidade: 0. um avanço tecnológico significativo. Este tipo de inversores conseguem excelent es características de regulação e resposta dinâmica. O controle vetorial representa.01% ð Regulação de torque: 5% ð Faixa de variação de velocidade: 1:1000 ð Torque de partida: 400% máx. Porém. Sendo assim podemos dizer que existem dois tipos de implementação de inversores vetoriais: o inversor “sensorless” (sem sensores) e o inversor com realimentação por encoder (controle orientado pelo campo). característica muito útil quando utilizados motores rebobinados ou já existentes. o que torna o motor especial. sem dúvida. ð Torque máximo (não contínuo): 400% O inversor “sensorless” tem um grau de desempenho menor que o anterior.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ð Curva de saturação Muitos inversores vem com estes valores préprogramados para diferentes motores.1% ð Regulação de torque: Não tem ð Faixa de variação de velocidade: 1:100 ð Torque de partida: 250% ð Torque máximo (não contínuo): 250% 56 . O inversor com realimentação por encoder é capaz de controlar a velocidade e o torque no mot or.

Vejamos agora o comportamento da curva “torque x velocidade” quando o motor é alimentado através do inversor de freqüência.2 CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como já vimos na seção anterior. Podemos ver assim que. O motor do exemplo é um motor de quatro pólos. será 1750 rpm. 57 . Figura 4. a curva característica “corrente x velocidade” e “torque x velocidade” do motor de indução mostra que a partir do valor de torque equivalente a 150% do nominal (área de trabalho intermitente) as duas curvas apresentam o mesmo comportamento. com carga nominal. com o motor com carga nominal.11. devida ao escorregamento. assim sua velocidade síncrona será de 1800 rpm e a velocidade do eixo. A 60Hz temos exatamente o caso da figura 4. que coincide com a resposta de um motor acionado diretamente da rede.11 Os inversores de freqüência trabalham exclusivamente nesta região. A figura 4. Isto significa que torque e velocidade tem um comportamento linear com a corrente.12 mostra um conjunto de curvas para diferentes velocidades (freqüências) de operação.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4. existe uma diferença de 50 rpm entre a velocidade síncrona calculada e a velocidade de rotação do moto r.

suficiente para acionar qualquer carga acoplada ao motor.12 Observando novamente a figura 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4. Outra característica importante do acionamento de motores com inversores de freqüência é que a corrente de partida é praticamente da ordem da corrente nominal. e a velocidade do motor será de 850 rpm. novamente para torque nominal o escorregamento será o nominal equivalente a 50 rpm. É interessante observar que diminuindo a freqüência pela metade a velocidade síncrona também cai a metade. pois sempre tem uma diferença constante equivalente ao escorregamento. 58 .9 vemos que para uma freqüência de alimentação de 30Hz a velocidade síncrona será de 900 rpm. mas a velocidade do motor não. e que alimentando o motor a partir de 3 ou 4Hz podemos obter no rotor um to rque de 150 % do nominal.

4 Parâmetros do motor 5.5. Parâmetros das funções especiais l l Ciclo automático Controle de processos com inversores de freqüência .1 5.2 Parâmetros de leitura Parâmetros de regulação l l Rampas de aceleração/desaceleração Curva U/F ajustável 5.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.3 Parâmetros de configuração l l l l l Frenagem Rampa de aceleração e frenagem reostática Rejeição de freqüências críticas Partida com motor girando (flying start) Compensação do escorregamento 5.

sintonizem ou adeqüem o comportamento do inversor e motor em uma determinada aplicação. Quase todos os inversores disponíveis no mercado possuem parâmetros programáveis similares. chamado de Interface Homem-Máquina (IHM). quando comandado pelo teclado (referência de velocidade. Interface Homem-Máquina (IHM) 61 .1. Figura 5. Estes parâmetros são acessíveis através de uma interface composta por um mostrador digital (“display”) e um teclado.1.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Um parâmetro do inversor de freqüência é um valor de leitura ou escrita. ver figura 5. valor de freqüência) . através do qual o usuário pode ler ou programar valores que mostrem. Exemplos simples de parâmetros: l Parâmetro de Leitura P003: Corrente consumida pelo motor l Parâmetro Programável P121: Velocidade de giro do motor.

. P002 . em rpm. EXEMPLOS: P001 .Corrente do motor Indica a corrente de saída do inversor em ampères. Indicação em rpm.. na linha de inversores WEG são identificados do P001 até o P099. P006 .Referência de Velocidade Valor da referência de velocidade antes da rampa. permitem visualizar os valores programados nos parâmetros de regulação. os parâmetros serão agrupados pelas suas características: l Parâmetros de leitura l Parâmetros de regulação l Parâmetros de configuração l Parâmetros do motor l Parâmetros das funções especiais 5. em Hz . de configuração. P005 .Estado do inversor Indica o estado atual do inversor. em Volts.Velocidade do Motor Indica o valor da velocidade real. como seu nome indica. As sinalizações disponíveis são: Ready.1 PARÂMETROS DE LEITURA Os parâmetros de leitura. do motor e das funções especiais. Subtensão e E00.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para facilitar a descrição. Run. Por exemplo. Independe da fonte de origem da referência. E11 62 .Tensão do circuito intermediário Indica a tensão atual no circuito intermediário de corrente contínua.Freqüência aplicada ao motor Valor da freqüência de saída do inversor. P004 . P003 . somente a sua leitura. . Estes parâmetros não permitem a edição do valor programado.

5. P133 . Este impulso produz vibrações no equipamento acoplado ao motor.Tempo de aceleração e P101 . não 63 . e indicada para cargas com pouca inércia. em %.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P009 .Referência mínima e P134 . EXEMPLOS: P100 . o sistema acoplado ao motor recebe um impulso chamado de “jerk”.Referência máxima Define os valores máximo/mínimo de velocidade na saída quando o inversor é habilitado. Especificando o valor de tempo e velocidade final podemos assim controlar a aceleração e desaceleração do motor.2 PARÂMETROS DE REGULAÇÃO São os valores ajustáveis a serem utilizados pelas funções do inversor. Na transição da velocidade zero para a rampa e da rampa para a velocidade final. Os inversores possuem normalmente dois tipos de rampas: Rampa linear A rampa linear é a mais simples. A velocidade máxima é definida pelo parâmetro P134.Torque no Motor Indica a parcela da Corrente Total que é proporcional ao torque. Rampa em “S” A rampa “S” é um recurso no qual se permite obter a aceleração/desaceleração de car gas onde se necessita de uma partida/parada de forma suave. RAMPAS DE ACELERAÇÃO/ DESACELERAÇÃO As rampas permitem ao usuário do inversor modificar a velocidade de rotação do motor de forma controlada.Tempo de desaceleração Definem os tempos para acelerar linearmente de 0 até a velocidade máxima ou desacelerar linearmente da velocidade máxima até 0.

Ref.Ref. onde se define os tempos d e aceleração e desaceleração e também o percentual de distorção “S” da curva. 4 Multispeed _______ 900 rpm P128 . 3 Multispeed _______ 600 rpm P127 . 5 Multispeed _______ 1200 rpm P129 . Seu uso é recomendado quando utiliza-se duas ou mais velocidades fixas (pré-ajustadas). A rampa “S” pode ser ajustada em fun ção da aplicação através do software do inversor (parâmetros de programação).Ref.Ref. CLP’s.2 . 2 Multispeed _______ 300 rpm P126 .Ref.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ocorrendo choques mecânicos no sistem a. as quais podem ser comandadas através de: chaves seletoras. contatores. 1 Multispeed _______ 90 rpm P125 .Ref. conforme descrito na figura a seguir: Figura 5. chaves fim-decurso. etc. 6 Multispeed _______ 1500 rpm 64 . pois traz as seguintes vantagens: l imunidade a ruído elétrico l simplificação de comandos e ajustes EXEMPL O: P124 .Aceleração e desaceleração por rampa “S” Multi-Speed Esta função permite a variação da freqüência de saída do inversor através de combinações das entradas digitais.

Ref. 8 Multispeed _______ 1650 rpm Figura 5.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P130 .3 CURVA U/F AJUSTÁVEL Esta função permite a alteração das curvas características padrões definidas. que relacionam a tensão e a freqüência de saída do inversor e conseqüentemente o fluxo de magnetização do motor.Ref. 7 Multispeed _______ 1800 rpm P131 . a fim de adequar a uma necessidade específica. 65 .

O motor passa a funcionar então como um gerador. Figura 5. as funções a serem executadas.3 PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO Definem as características do inversor. que podem ocasionar a sua destruição ou bloqueio do inversor. provocando um fluxo reverso da energia do rotor para o estator. 5. f) de pontos distintos que são: Ponto mínimo. Durante a frenagem a freqüência do rotor é maior que a freqüência do estator. o tempo de desaceleração é muito pequeno e deve ser empregado o recurso de frenagem elétrica ou mecânica.Curva U/f ajustável Esta característica é necessária. O ajuste da relação entre a tensão e a freqüência é feito através do software do inversor (parâmetros de programação). ponto médio e ponto máximo. pois nestes casos o fluxo de magnetização do motor é diferente dos motores padrões. injetando esta 66 . o que pode acarretar picos de corrente ou operação com corrente acima da nominal do motor.4 . bem como as funções das entradas e saídas. FRENAGEM Quando o motor de indução está sendo empregado em processos que exigem paradas rápidas.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Esta característica pode ser utilizada em aplicações especiais nas quais os motores utilizados necessitam de tensão nominal ou freqüência nominal diferentes dos padrões. onde se define a inclinação de uma reta (conforme ilustrado na figura a seguir) através de três pares (U.

Geralmente se utiliza a frenagem reostática para baixar a velocidade até um determinado valor. caso contrário o motor irá partir com uma condição de sobrecarga provocando uma sobrecorrente elevada. Rampa de desaceleração A freqüência diminui até zero. A frenagem elétrica pode ser feita através de um dos procedimentos abaixo. evitando a sobretensão no barramento DC do driver. tanto para ligar como desligar o freio. freqüência de início da frenagem (P301). a partir do qual se aplica corrente contínua no motor. Parâmetros associados: Duração da frenagem (P300).5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA energia no barramento DC do inversor. Frenagem reostática É usada para dissipar a energia que retorna do motor através de um banco de resistores. A magnitude da corrente contínua. 3. Normalmente estes sistemas tem um tempo de atraso elevado. A frenagem mecânica consiste em comandar. são parâmetros que podem ser especificados pelo usuário. conseguindo uma frenagem rápida e preservando o inversor. que define o torque de frenagem. durante a rápida frenagem do motor. 2. Assim o usuário deve ter certeza que o rotor está liberado do freio antes de dar um comando para movê-lo. Este modo é geralmente usado com cargas de baixa inércia. conforme o tempo de desaceleração especificado pelo usuário. podendo ser empregado quando os requisitos de parada não são muito rígidos. Injeção de corrente contínua Permite a parada do motor através da aplicação de corrente contínua no mesmo. através de um relé. e pode causar um aquecimento excessivo do motor quando os ciclos de parada são muito repetitivos. e o período durante o qual ela é aplicada. ou uma combinação deles: 1. o que provoca uma sobretensão neste. tensão aplicada durante a frenagem (P302) 67 . um sistema capaz de segurar o eixo do rotor.

mas mantendo-se o motor girando. sendo que dessa forma o motor se comporta como um gerador assíncrono e fornece um torque de frenagem. Em outras palavras. Este tipo de frenagem é útil quando se deseja a parada do motor (freio) apenas. necessitando-se para isso de um inversor de freqüência.5 .Frenagem CC com bloqueio por rampa de desaceleração RAMPA DE DESACELERAÇÃO E FRENAGEM REOSTÁTICA É possível uma frenagem controlada através de uma rampa de desaceleração quando a freqüência aplicada ao motor é reduzida de uma forma controlada.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA INJEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA Este tipo de frenagem do motor é conseguida aplicando-se no seu estator uma tensão contínua. diferentement e da frenagem reostática que pode ser utilizada para reduzir a velocidade. isto é. que poderá atuar a proteção e bloquear o mesmo. O torque de frenagem pode ser ajustado de acordo com a aplicação. Figura 5. o torque gerado pelo motor torna-se negativo e este é frenado. Durante a frenagem CC. Neste estado o motor o pera como gerador com a energia cinética (do motor e da carga) convertida em energia elétrica 68 . através do tempo de injeção de corrente contínua e do nível de tensão CC aplicada no motor. quando a velocidade síncrona (ou freqüência estatórica aplicada pelo inversor) torna-se menor do que a velocidade do motor (velocidade rotórica). para não haver um pico de corrente no inversor. quando o escorregamento torna-se negativo. não necessitando nenhum dispositivo adicional. é necessário um intervalo para a desmagnetização do mo tor (Tempo Morto). Esta é obtida pelo disparo dos transisto res do inversor.

Figura 5. da inércia das massas em movimento e do torque resistente.6 . assegurando a dissipação da energia de frenagem nestas resistências externas. Como exemplo. Uma parte da energia de frenagem é dissipada em perdas no moto r. como energia que é consumida através de um módulo de frenagem reostática. problemas de ressonância mecânica em 69 . A corrente máxima admissível na resistência de frenagem está relacionada aos seguintes fatores: l Valor ôhmico da resistência de frenagem. que são bancos de resistores controlados eletronicamente e conectados ao circuito intermediário (CC) que permite se obter até um torque de frenagem próximo ao torque nominal do motor.Curva de torque x rotação da máquina assíncrona com motor e gerador REJEIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS CRÍTICAS Este recurso se utiliza quando o sistema a ser acionado possui faixas de operação com rotações críticas e que não podem ser utilizadas. l Corrente de limitação do inversor associado. através da ponte de transistores. Os inversores de freqüência apresentam a opção de utilização de módulos de frenagem reostática. l Corrente máxima do transistor de potência.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que é transmitida ao circuito intermediário (CC). e o restante deverá ser dissipada de alguma forma. A potência da frenagem é função do tempo de desaceleração.

Figura 5. Caso o valor ajustado seja uma freqüência crítica. o religamento não é possível devido ao fato de que quando o motor ainda encontra-se girando. o inversor atua através das rampas ajustadas.7 . bloqueando-o.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ventiladores. PARTIDA COM MOTOR GIRANDO (“FLYING START”) Este recurso se utiliza para quando é necessário o religamento do motor com o inversor de freqüência mesmo que o moto r (ou máquina) ainda esteja em movimento.Rejeição de freqüências críticas Quando da aceleração ou desaceleração do moto r. passando pelas freqüências críticas. podem causar a destruição de rolamentos e eixos. o inversor atua de forma a impor a freqüência de 70 . que causam a vibração excessiva do mesmo. Com o recurso de partida com motor girando. conforme mostra a figura 5. Para os inversores comuns sem este recurso.7. o inversor irá operar na freqüência imediatamente acima ou abaixo do limite imposto. chegando aos valores desejados. existe uma magnetização residual que faz com que seja gerada uma tensão nos seus terminais. A rejeição de freqüências críticas é feita através do ajuste da freqüência central e de uma banda em torno desta freqüência a qual o inversor não permitirá acionar o mot or. Com o religamento do in versor. surgem então picos de corrente transitórias que faz com que a proteção contra curto-circuito do inversor atue.

COMPENSAÇÃO DO ESCORREGAMENTO Para que um motor de indução desenvolva torque é necessário que a velocidade do rotor seja inferior a velocidade do estator (Hz). mas a velocidade do rotor será aproximadamente 1750 rpm a plena carga e 1795 rpm a vazio. assim por exemplo o campo girante produzido no estator. Caso exista uma realimentação de posição. 71 . A compensação do escorregamento é empregada para manter a velocidade constante indep endente de mudanças na carga. gira à velocidade de 1800 rpm. através de encoder ou resolver. atuando como um controle de velocidade em malha aberta. o driver pode calcular a velocidade atual do motor e iniciar seu comando nesta freqüência. de um motor de quatro pólos ligado à rede de 220 V/60 Hz. ut ilizando as rampas de aceleração ou desaceleração para atingir a velocidade de referência. fazendo uma rampa de tensão num tempo especificado pelo usuário. a freqüência de saída do inversor aumenta ou diminui conforme a corrente do motor varia em função do aumento ou diminuição da carga. proporcional a freqüência de referência (P311). Parâmetros associados: Tempo para que a tensão de saída varie de 0 Volts até a tensão de trabalho.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA referência instantaneamente. A quantidade de escorregamento é determinada diretamente pela condição de carga do motor. não sendo necessário especificar nenhum parâmetro auxiliar para o procedimento de “Flying Start ”. sendo a diferença entre ambas denominada escorregamento. Assim.

4 PARÂMETROS DO MOTOR Define os parâmetros obtidos dos dados de placa. Conforme demonstrado na figura a seguir. regulador PID e regulador de velocidade.8 Esta função proporciona as seguintes vantagens dentro do processo: l Não necessita de comando externo para troca de velocidades (operador ou dispositivo de comando temporizados). l tempos de atuação precisos e mais estáveis e não apresentam influência externa (grande repetibilidade). l imunidade a ruído elétrico.Rotação do motor l P403 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.Tensão do motor l P401 . CICLO AUTOMÁTICO O ciclo automático é utilizado para acionar um motor em uma determinada seqüência de operação a ser repetida a cada liberação do inversor. a freqüência de cada patamar.5 PARÂMETROS DAS FUNÇÕES ESPECIAIS Inclui os parâmetros relacionados com ciclo automático. bem como a sua duração podem ser ajustadas (programadas) independentemente. EXEMPLOS l P400 .Freqüência do motor 5.Corrente do motor l P402 . Figura 5. 72 .

como vazão. referência. Parâmetros associados: Ganho proporcional.9 . superpondo seu sinal de controle ao controle normal de velocidade do inversor (U/F). ganho integral. produzindo um sinal de saída que atuará sobre o processo no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido e o desejado. tipo de ação (reversa ou direta). CONTROLE DE PROCESSOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Regulador PID (Proporcional – Integral – Derivativo) Um regulador pode ser descrito como um sistema que lê do processo a variável que se deseja controlar e a compara com o valor de referência desejado. Exemplos de aplicação Controle de vazão em uma tu bulação. l maior flexibilidade na programação do ciclo do processo.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA l simplificação de comandos e ajustes. temperatura. controle de temperatura. etc. l eliminação da manutenção de dispositivos de comandos externos. controle de nível. O algoritmo de um regulador PID consegue obter erro nulo em regime. controle de pressão.Controle de vazão com inversor de freqüência 73 . Como exemplo temos o controle de vazão: Figura 5. número de pulsos por revolução (no caso de realimentação por encoder). nível. Este regulador pode ser ut ilizado para controlar diversas variáveis do sistema. ou pressão. ganho diferencial. tipo de realimentação. com realimentação da vazão e com o inversor acionando a motobomba que faz o fluido circular.

1 Algoritmo de estimação de freqüência 6.2.2 Sensores de posição e velocidade Medição de velocidade 6.1 6.3 6.2.2. 2 Algoritmo de estimação de período 6.4 Ruídos Sincronização de velocidade .6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. 3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência 6.

para este poder corrigir em forma dinâmica (em todo momento) o desvio do valor programado. a velocidade (acoplando um sensor ao eixo do motor). por exemplo. Mas em sistemas que requerem maior precisão no valor da velocidade do eixo do motor é necessário “controlar” o sistema. Controlar o sistema significa colocar um sensor que indique o valor real da variável.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Comandar a velocidade de um motor acionado por um inversor de freqüência significa simplesmente programar ou colocar uma referência de velocidade numa entrada do inversor. e realimentar este valor num regulador do inversor que atuará no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido no sensor e o valor desejado (programado). Em sistemas que não requerem muita precisão ou que são acoplados a cargas conhecidas e constantes. o comando de velocidade pode ser suficiente para atingir as especificações projetadas. É assim que continuamente o sensor está informando ao inversor o valor real da variável.1 77 . sem ter informação real se essa velocidade programada está presente no eixo do motor. Figura 6.

2 Os codificadores incrementais são dispositivos óptomecânico-eletrônicos que fornecem informação discreta de deslocamento (posição relativa). modulando desta maneira o feixe luminoso produzido pelo emissor de luz. e gerando neste um sinal elétrico correspondente com as divisões gravadas no disco.1 SENSORES DE POSIÇÃO E VELOCIDADE Dada sua simplicidade e baixo preço os codificadores angulares ou tacogeradores de pulsos. transformaram-se nos últimos anos.2) Três conjuntos de emissores de luz e detetores fotoelétricos são cuidadosamente dispostos a cada lado do disco codificado. Figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. Estes são fabricados com um disco de vidro ou metal que tem na sua periferia uma trilha com segmentos opacos e transparentes (ver figura 6. O feixe de luz é focalizado no disco mediante sistemas 78 . chamados normalmente de “encoders”. Este disco é montado em um eixo podendo girar livremente. num dos dispositivos mais utilizados para medição de posição angular e velocidade. Quando o eixo gira. sendo acoplado pela sua vez ao eixo do elemento do qual se deseja determinar o deslocamento ou velocidade (por exemplo o eixo do motor). atingindo o detetor. as linhas o pacas e transparentes do disco passam entre o emissor e detetor de luz.

A distância entre dois pulsos adjacentes do encoder é: Xk . Figura 6.3 (sinais A e B). Os dois pares emissor/detetor são posicionados de maneira tal a produzir no detetor dois sinais defasados de 90°. ver figura 6. por exemplo eletronicamente em um dispositivo de contagem. é uma medida do deslocamento angular do dispositivo. pulsos/rev x 4).X k-1= ∆Xk (ver figura 6. prismas.4) Figura 6. espelhos.3 Portanto o número de pulsos do encoder detectados. etc).4 79 .6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA ópticos (lentes. Estes sinais são processados (decodificados) por um circuito eletrônico obtendo-se informação do sentido de rotação e a quadruplicação da resolução básica do encoder (nr.

velocidade mínima) dentro da qual o sistema opera dentro das especificações. já que o valor da velocidade é “estimado” a partir de um dado de posição.] =k . o valor unitário de deslocamento será 1/p: ∆Xk = ∆X=1/p [rev]. Para analisar estes métodos é importante definir os parâmetros que caracterizam um sistema de medição. Existem vários médodos de medição de velocidade. 80 . ∆X =k/p [rev. Assim. Desta maneira a posição Xk (posição depois de acontecidos k pulsos). alta precisão e baixo tempo de detecção numa larga faixa de medição.2 MEDIÇÃO DE VELOCIDADE Até pouco tempo atrás só eram utilizados tacogeradores analógicos para realimentação de velocidade em motores elétricos. Cada método pode ser caracterizado por um “algoritmo de estimção”. Faixa de medição: É a faixa de velocidades (velocidade máxima. 2Π/p [rad. a saber: Resolução: É o menor incremento de velocidade que pode ser medido pelo sistema Precisão: É o máximo desvio que o valor medido sofre em relação ao valor real de velocidade Tempo de detecçã o: È o tempo que o sistema necessita para realizar a medição.5% no melhor dos casos) • muito sensíveis à ruído (sinal analógico) Com a maciça utilizaçã dos encoders t em surgido o diferentes tipos de t écnicas de medição digital de velocidade.linearidades • variação da resposta com a temperatura • baixa precisão (0.] Logo. 6. Se o encoder possui p pulsos por revolução. um bom sistema é aquele cujo método de medição propicia alta resolução. para medir posição basta um dispositivo que possa contar os pulsos gerados pelo encoder. mas estes apresentavam problemas como: • não.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA valor conhecido e constante. é k .

5 6.6 81 . mas em baixas velocidades.6). Este tempo é computado com a ajuda de uma base de tempo “Pc” com freqüência fixa conhecida (ver figura 6.2. Este método é indicado para sistemas com faixa de medição estreita e para medição de altas velocidades.1 Algoritmo de Estimação de Freqüência A velocidade é aproximada contando o número de pulsos M1 vindos do transdutor durante um tempo fixo T p. contando os pulsos M2. Figura 6.5. Este método t al como o anterior é utilizado para faixas de medição estreitas.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. ver figura 6.2.2 Algoritmo de Estimação do Período A velocidade é aproximada medindo-se o tempo compreendido entre um número inteiro de pulsos consecutivos do encoder “P e” (dois ou mais). Figura 6.

os sinais podem ser transmitidos até uma distância máxima de aproximadamente 1000 metros.3 RUÍDOS O ambiente industrial é normalmente muito poluído por ruídos de origem eletromagnética. os dois canais serão afetados e como no final da linha é realizada uma operação de subtração dos sinais o ruído será rejeitado. corrompendo a informação. podendo comprometer a integridade dos sinais transmitidos desde os sensores até à máquina. podendo causar sérios problemas.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. se um ruído for induzido na linha.7 A figura 6. Desta maneira as duas medições são realizadas sincronizada mente permitindo obter com este método bons resultados tanto em altas como em baixas velocidades.3 Algoritmo de Estimação Simultânea de Período e Freqüência A velocidade é aproximada medindo período e freqüência. 82 . Os cabos que conduzem os sinais atuam como antenas receptoras dos ruídos.2. níveis de sinal elevados (12 ou 24 V) ou transmissão de sinais em forma diferencial.7 mostra uma linha de transmissão diferencial. Dependendo do tipo de cabo e da impedância de saída do dispositivo que gera o sinal diferencial. 6. Figura 6. A quantidade de ruído eletromagnético induzido nos cabos pode ser minimizada utilizando-se cabos blindados.

6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.4 SINCRONIZAÇÃO DE VELOCIDADE A figura 6. é necessário um sistema que gere instantaneamente uma n ova relação de transmissão. sentido de rotação e torque.8 mostra uma representação esquemática de um mecanismo convencional para variação de velocidades e sentido de rotação.9 mostra um exemplo onde não obstante existir redutores. Normalmente é utilizada uma cadeia cinemática. existe também para cada eixo um acionamento controlado eletronicamente. em aplicações onde se precisa de uma relação variável. A figura 6. necessários para adaptar velocidades e/ou torques dos motores com as respectivas cargas.8 Este tipo de configu ração é utilizado em aplicações onde são necessárias relações de transmissão fixas. com projeto baseado em especificações de velocidade. Este tipo de sistema além de eliminar a complicada cadeia cinemática oferece a grande flexibilidade do controle eletrônico onde qualquer combinação de velocidade e sentido de rotação pode ser programado. No entanto. 83 . as características de saída estão determinadas pelas características do acionamento combinadas com um determinado conjunto de engrenagens. Figura 6.

seu valor real de velocidade é fornecido para sincronizar os outros eixos.9 O sistema possui um motor e um acionamento por eixo. isto é.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 6. 84 . Todos os motores deverão ter a mesma tensão e freqüência de alimentação. Sistema multimotores: É quando um inversor de f reqüência alimenta vários motores conectados em paralelo. Neste tipo de aplicação deve se levar em conta que um ou vários dos motores ligados ao sistema multimotores pode necessitar ser desligado com o inversor funcionando. à velocidade do eixo mestre. Um dos eixos opera com a função de mestre. pois suas velocidades serão proporcionais. A velocidade de funcionamento dos motores dependerá do número de pólos e do escorregamento (que é fun ção da carga) de cada motor. este fato precisa ser levado em consideração na hora do dimensionamento. considerados escravos. com razão de proporcionalidade programável.

1 Tipos de carga l Torque constante l Potência constante l Torque linearmente crescente l Torque com crescimento quadrático 7.2.4 Aplicações típicas l Bombas centrífugas e ventiladores l Extrusoras l Bobinadores/desbobinadores .3. 1 Operação abaixo da rotação nominal l Motor autoventilado l Motor com ventilação independente 7. 1 Definições 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. 2 Operação acima da rotação nominal 7.1 Introdução. 2 Relações básicas 7.2 O que a carga requer 7.3. definições. fundamentos e princípios 7.3. 3 Casos especiais l Efeito da temperatura ambiente l Efeito da altitude 7.2.1.2.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) 7.1. 2 O pico de carga 7. 3 Estimando cargas 7.

Finalmente. bem como do efeito de uma transmissão mecânica nestas grandezas. perturbações introduzidas na rede elétrica. Não só as características de torque são diferentes. mesmo a respeito de coisas aparentemente insignificantes. velocidade e aceleração/ desaceleração. a fim de se poder fazer uma aplicação apropriada. 87 . a menos de declaração explícita ao contrário. pode-se dizer que é necessário conhecer muito bem a máquina a ser acionada. é necessário utilizar um método sistemático para selecionar o equipamento adequado. portanto. etc.1. com a máquina a ser acionada. com rotor tipo gaiola de esquilo. É necessário. dimensões de carcaça disponíveis. O dimensionamento do acionamento é feito com base no torque requerido p ela carga (veja a definição de torque e de carga na seção 7. um conhecimento básico de como o motor interage com o sistema de controle. fator de potência gerado. Assim.1 abaixo). que devem ser levadas em conta ao se fazer uma escolha. 7. o conjunto compreendido pelo motor e seu sistema de partida. e um dos segredos está em entender muito bem a aplicação.Sempre que houver uma menção genérica a ”motor” nesta seção. e estes dois por sua vez. É impossível perguntar demais.1Definições MOTOR . É muito importante fazer uma quantidade tão grande quanto possível de perguntas. É necessário ainda uma compreensão das relações entre torque . estará se referindo ao motor de corrente alternada (ca) de indução.1. Acionamentos ca e cc têm características peculiares. assíncrono. potência.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS Uma das maiores fontes de problemas ao se tratar de sistemas de acionamento é a aplicação inadequada dos diversos tipos existentes.A palavra acionamento significa aqui. DEFINIÇÕES. mas também há consideráveis diferenças de custos.1 INTRODUÇÃO. mais qualquer aparelho eletrônico de controle envolvido (tal como um inversor). ACIONAMENTO .

1. por exemplo. Uma massa em repouso requer um torqu e (ou força) para colocá-la em movimento. do ponto de aplicação da força ao centro do eixo. uma massa em movimento requer um torque (ou força) para modificar a sua velocidade ou para colocá-la em repouso. O Anexo 1 traz as fórmulas para o cálculo do momento de inércia de massa de diversos corpos comuns. TORQUE . A unidade de torque no SI (Sistema Internacional) é o Nm (Newton-metro). ou seja. ou que estão em contato e exercem influência sobre eles. Todo corpo que tem massa tem inércia. 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA CARGA .O torque pode ser definido como “a força necessária para girar um eixo”. Pode-se determinar o torque demandado para por em movimento uma máquina. utilizando uma chave de grifo e um dinamômetro de mola (figura 7.1). 88 . da sua geometria.2 Relações Básicas Torque O torque T (Nm) é o produto da força F (N) necessária para girar o eixo. o conjunto de componentes da máquina que se movem. começando a partir da ponta-de-eixo do motor. Te at . INÉRCIA . pela distância r (m) do ponto de aplicação da força ao centro do eixo T=F*r (7. medindo a força.A palavra carga significa aqui. O momento de inércia de massa J (kgm 2) de um corpo depende da sua massa m (kg) e da distribuição da massa ao redor do eixo de giro.Inércia é a resistência que uma massa oferece à modificação do seu estado de movimento. e por isso é denominado de torque estático de atrito.1) Este é o torque necessário para vencer os atritos internos da máquina parada. Ele é dado pelo produto da força tangencial F (N) pela distância r (m).

Medição de torque Exemplo: Se obtivermos uma leitura de força de 75 N (~ 7.1 . 7. (Lembre-se: 1.2) Exemplo: Um motor de 2 pólos comandado por um inversor cuja freqüência máxima de saída é de 150Hz.760 rpm.3) 89 . então a potência seria (eq.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. 7. permite chegar até uma velocidade síncrona de (eq.6 = 45.1) Te at = 75 * 0.0 Nm VELOCIDADE DE ROTAÇÃO A máxima velocidade síncrona de rotação n (rpm) de um motor controlado por inversor depende do número de pólos p do motor e da freqüência máxima de saída f (Hz) do inversor selecionado.3) e a unidade é o Watt. 7.000 W = 1 kW) Exemplo: Se a máquina demandasse os mesmos 45.000 rpm POTÊNCIA A potência P é dada pelo produto do torque T (Nm) pela velocidade de rotação n (rpm) P = (2*π/60) * T * n (7. n = 120 * f / p (7.6 kgf) a 0.2) n = 120 * 150 / 2 = 9.6 m (600 mm) do centro do eixo de entrada. o torque será (eq.0 Nm a uma velocidade de rotação de 1.

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P = (2*π/60) * 45,0 * 1.760 = 8.294 W (~ 8,3 kW) ACELERAÇÃO (DESACELERAÇÃO) O torque T (Nm) necessário para acelerar (ou desacelerar) uma carga com momento de inércia de massa (ou simplesmente inércia) J (kgm2), da velocidade de rotação n1 (rpm) para n2 (rpm), em um tempo t (s), é dado por Td ac = (2* π/60) * J * (n 2 – n 1) / t Este torque é chamado de torque dinâmico de aceleração, Td ac . Se n 2 > n 1 (aceleração), Td ac é positivo, significando que seu sentido é igual ao sentido de rotação; se n 2 < n 1 (desaceleração), Td ac é negativo, significando que seu sentido é contrário ao sentido de rotação. Exemplo: Um cilindro maciço de alumínio, de diâmetro d = 165 mm e comprimento l = 1.200 mm, e portanto com uma massa m de aproximadamente 69,3 kg, tem momento de inércia de massa J de (eq. 7.1, Anexo 1) J = 1/8 x 69,3 x 0,165 2 = 2,36E10 –1 kgm 2 Se o corpo deve acelerar de de 0 a 1.760 rpm no tempo de 1,0s, então o torque de aceleração será (eq. 7.4) Td ac = (2* π/60) * 2,36E10 -1 * (1.760 – 0) / 1,0 = 43,5 Nm Adicionando-se o torque de aceleração acima calculado ao torque de atrito calculado no primeiro exemplo acima, tem-se T = 45,0 + 43,5 = 88,5 Nm e para a potência (eq. 4.3) P = (2*π/60) * 88,5 * 1.760 = 16.303 W (~ 16,3 kW) EFEITO DE UMA TRANSMISSÃO MECÂNICA Por transmissão mecânica entende-se um redutor (ou multiplicador) de velocidade como, por exemplo, um 90

(7.4)

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redutor de engrenagens, ou uma redu ção por polias e correia em V, ou ainda correia dentada. Uma transmissão mecânica tem dois parâmetros importantes para o dimensionamento do acionamento, que são: (a) a razão de transmissão iR, e (b) a eficiência ηR . No caso de redutores de engrenagens estes parâmetros são fornecidos pelo fabricante do mesmo, e no caso de transmissões por polias e correias, podem ser calculados a partir dos parâmetros da transmissão (razão dos diâmetros efetivos ou razão dos números de dentes). Redutores de velocidade são utilizados, por exemplo, no acionamento de máquinas de baixa velocidade, entre o eixo do motor e o eixo de entrada da máquina. Assim como a velocidade de rotação do motor é reduzida na proporção da razão de transmissão iR, também o torque do motor é multiplicado na mesma proporção. Além disso, uma parte da energia que entra é consumida pelas perdas internas (atritos, ruído, etc), quantificadas pela eficiência ηR . Assim, o torque necessário na entrada de um redutor, T1 (Nm) em função do torque demandado na saída T2 (Nm) é dado por T1 = T 2 /( i R * ηR ) (7.5) Exemplo: Se no exemplo 4, com T2 = 88,5 Nm, houvesse um redutor de engrenagens de 1 estágio com razão de transmissão iR = 1,8 e eficiência ηR = 0,85 teríamos para o torque T1 (eq. 7.5) T1 = 88,5 / (1,8 * 0,85) = 57,8 Nm A velocidade máxima do motor deveria ser então n 1 = 1.760 * 1,8 = 3.168 rpm E a potência (eq. 7.3) P = (2*π/60) * 57,8 * 3.168 = 19.179 W (~ 19,2 kW)

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7.2 O QUE A CARGA REQUER ?

Antes de mais nada convém relembrar a definição do termo carga, da Sec. 7.1.1: Neste material a palavra carga significa: “ O conjunto de componentes da máquina que se move, ou que está em contato e exerce influência sobre eles, começando a partir da ponta-deeixo do motor”. Devemos iniciar preocupando-nos com a carga, e não com o motor ou com o inversor. Um bom trabalho de decisão a respeito do melhor sistema de acionamento de uma máquina requer que a máquina em sí seja considerada primeiramente. Se você não conhece a máquina em profundidade não poderá tomar decisões acertadas com respeito ao seu acionamento. Com esta finalidade é de grande utilidade um “check list”, que contenha uma coletânea de sugestões de perguntas a serem feitas. Pergunte-se a respeito da performance e das demandas da máqu ina. A carga é constante ou variável? É n ecessária uma aceleração rápida? Neste caso, qual é o máximo tempo de aceleração admitido? O regime de serviço é contínuo, ou interrompido, e repetido em intervalos? O Anexo 2 apresenta uma proposta bem mais extensa de um tal “check list”, que pode inclusive ser expandido, adaptado para o seu caso específico. Vamos nos concentrar daqui por diante na determinação do torque demandado pela carga.

7.2.1 Tipos de cargas

Geralmente os dados a respeito do torque demandado pela carga são apresentados na forma de um gráfico “torque versus velocidade”. Não precisa ser um gráfico impecavelmente produzido, com linhas perfeitas e coloridas. Importante é que seja de bom tamanho (não muito pequeno), e em escala. Pode muito bem ser feito a mão. Geralmente as cargas caem em uma das seguintes categori as: l Torque constante O torque demandado pela carga apresenta o mesmo valor ao longo de toda a faixa de velocidades. Logo, a demanda de potência cresce linearmente com a velocidade (figura 7.2a). Uma esteira transportadora movimentando uma carga de 1 ton

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de peso a 0,1 m/s, por exemplo, requer aproximadamente o mesmo torque que se estivesse a 1,0 m/s. Outros exemplos de cargas com este tipo de comportamento são: equipamentos de içamento (guindastes e elevadores), laminadores, extrusoras, e bombas de deslocamento positivo (de pistões, de engrenagens e helicoidais). l Potência constante O torque inicial é elevado e diminui exponencialmente com o aumento da velocidade. A potência demandada permanece constante ao longo de toda a faixa de variação de velocidade (figura 7.2b). Isto normalmente é o caso em processos onde há variações de diâmetro, tais como máquinas de bobinamento e desbobinamento, e desfolhadores, bem como em eixos-árvore de máquinas-ferramenta. Quando o diâmetro é máximo, é demandado máximo torque a baixa velocidade. A medida que diminui o diâmetro, diminui também a demanda de torque, mas a velocidade de rotação deve ser aumentada para manter constante a velocidade periférica. l Torque linearmente cr escente O torque cresce de forma linear com o aumento da velocidade, e portanto a potência cresce de forma quadrática com esta (figura 7.2c). Exemplo de carga com este comportamento são prensas. l Torque com crescimento quadrático O torque demandado aumenta com o quadrado da velocidade de rotação, e a potência com o cubo (figura 7.2d). Exemplos típicos são máquinas que movimentam fluidos (líquidos ou gases) por processos dinâmicos, como, por exemplo, bombas centrífugas, ventiladores, exaustores e agitadores centrífugos. Estas aplicações apresentam o maior potencial de economia de energia já que a potência é proporcional à velocidade elevada ao cubo.

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tal como num t ransportador muito pesado. 94 .2a . Outras aplicações apresentarão demanda máxima durante a operação em regime. Uma carga de alta inércia que requer aceleração muito rápida.2 O pico de carga O pico de torque é diferente para cada tipo de máquina e precisa ser corretamente identificado. e não na partida. com sobrecargas súbitas aparecendo periodicamente. igualmente terá uma alta demanda de torque durante a aceleração.2c .Cargas típicas (torq ue linearmente crescente Figura 7.Cargas típicas (torq ue constante) Figura 7.2d .2b . Em alguns casos o torque de partida é muito elevado.Cargas típicas (po tência constante) Figura 7.2.Cargas típicas (torq ue com crescimento quadrático) 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.

Logo. a uma leitura de corrente de 20 A.7 A = 1. A corrente deveria ser medida em uma das fases do motor no momento da p artida. 7.0 A = 46. O torque de um motor CA operando com inversor de freqüência acima da rotação nominal varia inversamente ao quadrado da velocidade.4 Nm Pode-se dizer que o motor vai desenvolver então 81.3) T = 15000/((2pi/60) x 1760) = 81. Em seguida verifica-se o valor da corrente nominal na plaqueta de identificação do motor.3 A vão suprir as perdas e produ zir a excitação do motor. Exemplo: Um motor de 15 kW.8 % de 52. corresponderá um torque de (20 – 5. que tem um motor CA alimentado diretamente pela rede. a uma velocidade igual ao dobro da rotação nominal o motor produz apenas ¼ do torque nominal.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. Importante também é determinar a duração de cada uma dessas condições dentro do ciclo da máquina.3 Estimando cargas Por vezes é necessário determinar o torque demandado por uma máquina existente.4 Nm / 46. por exemplo. 1760 rpm.3) x 1.743 Nm/A produtor de torque Assim. durante a aceleração. Os demais 52.743 = 25.7 A vão produzir torque. como segue (eq. durante o funcionamento normal e ainda em eventuais situações de sobrecarga. O rendimento deste motor a 100 % da potência nominal é de 89.2. Se for possível tomar valores de corrente em cada uma das condições de operação da máquina.8 %. 220 V tem uma corrente nominal de 52. pode-se chegar a uma boa aproximação do torque demandado pela máquina. Isto significa que 89.0 – 46.6 Nm Este raciocínio é válido até a rotação nominal.0 A. O torque nominal do motor pode ser calculado a partir da potência e da rotação nominais. A corrente elétrica consumida pelo motor é um bom indicativo do torque demandado.7 = 5. 95 .

com carcaçade ferro-fundido.7 7. O fator de serviço não deve ser confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea. l MOTOR AUTOVENTILADO Para a utilização de motores autoventilados padrão. O fator de serviço FS = 1.3 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA SELEÇÃO DE ACIONAMENTOS (MOTOR/ INVERSOR) 7.3. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua. bem como das harmônicas e do enfraquecimento d e campo nas rotações acima da nominal para motores fechados. uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de ainda suportar o funcionamento em condições desfavoráveis. significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima da sua potência nominal. Dessa forma. auto-ventilados. o sobredimensionamento ou ut ilização de motores com um fator de serviço mais elevado se torna necessário. entretanto. com a mesma corrente nominal (determinada pela carga) gerando a mesma perda de potência que ocorre em velocidades mais elevadas. se o motor gira mais lento. a carga normalmente diminui.3 e equacionada a seguir: 96 . então a perda de potência será proporcional à carga. Quando o motor é ut ilizado em aplicaç para controle de oes ventiladores ou bombas centrífu gas. indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente no moto r. pois há um menor fluxo d e ar de refrigeração disponível quando o ventilador do motor se movimenta em velocidades menores (motores autoventilados). conforme a velocidade se reduz. Isto. que leva em consideração as influências da redução da ventilação em baixas rotações. o motor se sobreaquece. não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas. está representada na figura 7. O fator de redução do torque (“derating factor”). dessa forma o sobreaquecimento deixa de existir. sob condições especificadas. a redução da ventilação nas baixas rotações faz com que seja necessária uma diminuição no torque demandado do motor ou o sobredimensionamento do mesmo.0. Em aplicaç onde o motor deve desenvolver pleno torque ões (100% da corrente) em baixa velocidade. ou seja. de modo a manter sua temperatura dentro dos limites da sua classe térmica. durante alguns segundos.1 Operação abaixo da rotação nominal Considerando-se que as perdas no cobre são resultado da corrente do motor. OBSERVAÇÃO: Chama-se fator de serviço (FS) o fator que aplicado à potência nominal.

25 <= f r < 0.freqüência nominal [Hz] Para 0 <= f r < 0.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.70 (7. fr . em condições de alimentação com uma onda senoidal e fluxo nominal no entreferro.47 Para 0.50 <= f r < 0.7) (7.Curva “torque x freqüência” para motores fechados.28 Para 0.9) (7.49 * f r + 0.3 .freqüência de operação [Hz] f n .74 * f r + 0.8) (7.50 T/T n = 0.83 T/T n = 0.3 são as seguintes: A freqüência normalizada. dada por fr = f / f n sendo: f . autoventilados A curva foi obtida experimentalmente.28 * f r + 0.25 T/T n = 1. As equações correspondentes a cada trecho da curva da figura 7.6) 97 .

28 * 0.70 = 0.5 T/T n = 0. que geralmente é acoplado ao motor principal por intermédio de uma flange defletora especial que permite o suporte mecânico do motor da ventilação. pode fornecer f r = 30 / 60 = 0.74 * 0.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para 0.84 ou seja. somente 65.0 T/T n = 0. não existirá mais o problema de sobreaquecimento do motor por redução de refrigeração. de freqüência nominal f n = 60Hz.25 + 0. Para motores com ventilação independente. 7.9). devido à redução na capacidade de refrigeração quando operando a f = 30 Hz.83 <= f r < 1. o ventilador que era acoplado ao próprio eixo do motor agora é acoplado à um outro motor indepen dente.655 (eq. 7.11 ) (7.47 = 0.0 T/T n = 0.6) (eq.5% do seu torque nominal. ou seja. 98 .8).25 T/T n = 0. 7.10 ) Exemplo: Um motor fechado.5 + 0. e a f = 15Hz f r = 15 / 60 = 0. autoventilado. l MOTOR COM VENTILAÇÃO INDEPENDENTE Com a utilização de motores com ventilação independente. somente 84 % do seu torque nominal. (eq.93 / f r (7. podendo o mesmo ser dimensionado com a carcaça normal e potência necessária ao acionamento.6) (eq.93 Para f r > 1. 7.

Figura 7. rotor. a máxima velocidade estará limitada pelo torque disponível do motor e pela máxima velocidade periférica das partes girantes do motor (ventilador.5 .3.4 .Característica de torque disponível x rotação em motores com ventilação independente 7.Diminuição de torque devido ao aumento de velocidade 99 . como o motor funcionará com enfraquecimento de campo.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. A velocidade máxima depende do seu balanceamento mecânico e dos rolamentos.2 Operação acima da rotação nominal Um motor padrão para operar em rede de freqüência de 50 ou 60 Hz pode girar a freqüências mais altas quando alimentado por um co nversor de freqüência. mancais). Neste caso.

é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 2% / ºC (7. Conforme a NBR-7094.12 ) Figura 7. b) Meio refrigerante (ar ambiente) com temperatura não superior a 40ºC. principalmente. l Temperatura do meio refrigerante. acima de 40 o C e limitada a 50 o C. as condições usuais de serviço. são: a) Altitude não sup erior a 1000 m aci a do nível do m mar.3 Casos especiais A potência admissível de um inversor de freqüência é determinada levando-se em consideração. deve-se considerar os seguintes fatores de redução: l EFEITO DA TEMPERATURA AMBIENTE A redução da potência (corrente) nominal do inversor de freqüência. maior do que 40ºC e/ou em altitude maior do que 1000m acima do nível do mar.3.6 . devido à elevação da temperatura ambiente. Nos casos em que o inversor deva trabalhar com temperatura do ar de refrigeração na potência nominal.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da temperatura 100 . dois fatores: l Altitude em que o inversor será instalado.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.

Segundo a norma NBR-7094. também redução de potência. Os inversores tem aquecimento diretamente proporcional às perdas e estas variam. A insuficiente troca de calor entre o inversor e o ar circundante. o que significa. diminuição do seu poder de arrefecimento.13 ) Figura 7. conseqüentemente. aproximadamente. apresentam problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l EFEITO DA ALTITUDE Inversores funcionando em altitudes acima de 1000 m.7 . leva a exigência de redução de perdas. A redução da potência (corrente) nominal do conversor de freqüência. devido à elevação da altitude acima de 1000 m e limitada a 4000 m. numa razão quadrática com a potência.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da altitude 101 . os limites de elevação de temperatura deverão ser reduzidos de 1% para cada 100m de altitude acima de 1000 m. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 1 % / 100m (7.

Portanto. pois ambos são máquinas rotativas cuja função é aumentar a energia de um fluido.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. Por exemplo. entre motor e bomba ou v entilador. O produto da vazão pela pressão nas respectivas unidades SI resulta na potência fluídica Pf em Watt (W). caso seja duplicada a rotação da máquina com vistas a aumentar a vazão e/ou a pressão. e no SI é dada em m 3/s.2. com uma ef iciência característica ηt A potência mecânica mínima a ser fornecida pelo motor será então P M = P f / ( ηf * ηt) ou P M = P m / ηt 102 (7.15 ) . 7.4 APLICAÇÕES TÍPICAS A seguir serão tratadas algumas aplicações típicas. o torque T a plena carga pode ser usado juntamente com a rotação n da bomba ou ventilador para calcular a potência mecânica Pm (eq. A vazão V é expressa como volume deslocado por unidade de tempo. a partir de uma fonte externa. A pressão p é dada em Pascal (Pa = N/m 2). Esta família de máquinas têm como característica que o torque de carga apresenta crescimento quadrático com a rotação (veja sec. item 4).16 ) (7. Pode haver ainda uma transmissão intermediária. 7. geralmente um motor elétrico. l BOMBAS CENTRÍFUGAS E VENTILADORES Bombas centrífugas e ventiladores são considerados em conjunto.1. Os dados disponíveis a respeito da máquina podem ser (a) a curva “vazão V x pressão p” ou (b) o torque T demandado a plena carga. o método de seleção de motor/inversor é basicamente o mesmo para os dois. será demandado um torque 4 vezes maior para tal.3) demandada pela máquina: P m = (2* π/60) * T * n A bomba ou ventilador apresenta uma eficiência fluídica ηt de acordo com a qual ela converte a energia mecânica em energia do fluido. Pf = V * p (7.14 ) Alternativamente.

Para rotações abaixo da nominal não existem problemas. deve-se levar em conta os seguintes aspectos com relação à faixa de variação de rotação: Para rotações acima da rotação nominal do motor deve-se tomar o cuidado de não ultrapassar a potência nominal do motor. ou seja.648 W (~59. recirculadores.800 rpm. 7. A potência mecânica P m requerida pelo ventilador é P m = (2* π/60) * 320 * 1. absorvendo potência nominal da rede. Em sistemas de controle de vazão ou pressão utilizando inversor de freqüência. Exemplo: Dimensionar o motor para acionar um ventilador com as seguintes características: • Rotação máxima: n = 1.4) Caso se deseje fazer controle de vazão ou pressão através da variação da rotação do motor. uma vez que há a diminuição quadrática do torque de carga. As outras formas de controle de vazão pressão utilizam componentes limitadores (válvulas. (Eq.780 rpm • Inércia do rotor: J = 20 kgm 2 • Acoplamento direto ao motor • Torque de partida: T 0 = 11 % do torque a plena carga • Torque a plena carga: T = 320 Nm A rotação do motor será 1. etc. para que não se entre em condição de sobrecarga.780 = 59. a potência absorvida da rede é apenas a necessária na condição de operação do sistema. um motor de IV pólos.6 kW) 103 . e o motor opera sempre em condição de carga nominal. dampers.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Em ventiladores de rotor muito grande e pesado poderá ser necessário fazer uma verificação do tempo de aceleração.). não havendo portanto problemas de sobreaquecimento por redução da ventilação. nem de sobrecarga do motor. O controle da vazão ou da pressão através da variação de velocidade possibilita uma grande economia de energia.

45 * (T p / T n + T máx / T n) * T n Do catálogo do fabricante.3 Nm Tp / T n = 3. Tméd M = 0.2 Logo. JM JM = 0.1 Nm O torque médio do motor é dado por Tméd M = 0.5 = 3.2 Tmáx / T n = 3.138. utilizando a equação 7. P M = P m = 59.11 * 320 + 320) / 3 = 130.6 Nm O torque médio de aceleração Tméd a é. para o motor de 75 kW. O torque médio da carga é dado por: Tméd C = (2 * T 0 + T) / 3 = (2 * 0. observa-se que o motor imediatamente acima da potência calculada é o de potência nominal P M = 75 kW.008.9 s 104 .T méd C ) = 1. é necessário determinar o torque médio da carga Tméd C e o torque médio do motor Tméd M .94830) * (1.780 .2) * 395. Tméd a = (T méd M .6 kW Consultando o catálogo de motores.2 + 3. Para se fazer a verificação do tempo de aceleração ta.3 = 1.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como o acoplamento é direto.008.45 * (3.94830 kgm 2 Assim.4 pode-se calcular o tempo de aceleração ta t a = (2* π/60) * (20 + 0. IV pólos: Tn = 395.5 Nm Também do catálogo do fabricante do motor. obtém-se o momento de in ércia de massa do rotor do motor. portanto.0) / 1.

Devese tomar cuidado especial novamente para situações de operação abaixo da metade da rotação nominal do motor. 105 . é importante avaliar a potência e o torque de acionamento na temperatura de trabalho. Se há requisitos apertados de temp o de aceleração e/ou desaceleração é necessário aumentar o tamanho do motor/inversor e/ou utilizar recurso de frenagem respectivamente.1. Portanto. podendo variar menos que 1% em relação à velocidade selecionada. Deve-se dar especial atenção quanto ao material a ser extrudado. como plásticos (PVC) e borrachas. 3. Como o tempo de aceleração é menor. 7. como ração. Para materiais não-críticos. e esta por sua vez origina a variação da potência e do torque de carga. item 1) ao longo de toda a faixa de velocidades. Variações na temperatura do ambiente tem como conseqüência a correspondente variação da viscosidade do fluido. pode-se utilizar inversores de cont role escalar. É importante observar ainda que: 1. Variações de velocidade acarretam variações de espessura do produto. ou acionamentos de corrente contínu a. Se acelerações e desacelerações se repetem com freqüência no ciclo de trabalho é ne cessário avaliar também a capacidade térmica do motor. Isto só é possível com inversores de freqüência de controle vetorial. Este problema poderá ser contornado através (a) do sobredimensionamento da carcaça ou (b) através da utilização de ventilação forçada independente. pode-se considerá-lo aceito. requerem uma elevada estabilidade da velocidade. etc. 2. l EXTRUSORAS Estas máquinas têm como característica apresentarem torque de carga do tipo constante (veja sec.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O catálogo do fabricante informa que para este motor o máximo tempo com rotor bloqueado é de 6 s. fios. Determinados materiais.2. onde deverá ser levado em conta o problema do sobreaquecimento devido à redução da ventilação em motores comuns.

Sendo a força de tração F t (N) também constante. o torque resistente TC também aumenta. item 2). l BOBINADORES/DE SBOBINADORES Os bobinadores/desbobinadores são classificados em dois grupos. Note-se que quando a bobina está vazia (r mínimo) a rotação n é máxima. Os bobinadores axiais têm como característica apresentar torque de carga do tipo potência constante (veja sec. Para esta última condição deve-se levar em conta a sobrecarga inicial da extrusora. com torque resistente muito elevado em relação ao normal. quais sejam: (a) bobinadores/ desbobinadores axiais. e (b) bobinadores/ desbobinadores tangenciais. A medida que o raio aumenta é necessário que a rotação diminua. onde a bobina é acionada diretamente pelo seu eixo. ou (b) carregada e a frio. 106 . 7.1. com torque resistente normal. que por sua vez deverá levar a um sobredimensionamento da corrente nominal do inversor. A velocidade de rotação nb (rpm) da bobina para esta condição é dada por: n b = (60/(2* π)) * V t / r onde r é o raio da bobina em (m).17 ) (7. para que a velocidade tangencial Vt permaneça constante.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Outro aspecto que me rece muita atenção é com relação à condição de partida da máquina. a medida que o raio r da bobina aumenta. Isto se deve ao requisito de que a velocidade tangencial Vt (m/s) da bobina seja constante durante todo o processo. proporcional à sobrecarga exigida pela extrusora. onde a bobina é acionada indiretamente através de rolos de atrito. que pode ser (a) carregada e a quente.18 ) Dessa forma. o torque resistente apresentado pela carga TC (Nm) é dado por: TC = F t * r (7.2.

ou (b) entrando na região de rotação acima da nominal. Tornos de superfície (desfolhadores) também têm comportamento semelhante.2. Nestes casos a rotação do motor não varia. Novamente é importante atentar para o requisito de estabilidade de velocidade de bobinamento. levando em conta o problema do sobreaquecimento do motor em rotações abaixo da metade da nominal.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para o acionamento de cargas desse tipo com motor de indução e inversor de freqüência pode-se (a) utilizar somente a faixa de rotação abaixo da rotação nominal do motor.1. obrigando muitas vezes a utilização de inversores com controle vetorial. e em velocidade acima da nominal. imposto pelo material a ser bobinado. Importante apenas atentar para o problema de sobreaquecimento do motor em condições de operação em baixa velocidade. e o torque de carga aumenta proporcionalmente ao aumento do raio da bobina. não havendo problemas de sobrecarga do motor nem de sobreaquecimento. item 1). onde as curvas de torque resistente e de torque motor se assemelham. Os bobinadores tangenciais têm como característica que o torque de carga é do tipo constante (veja sec. 7. 107 . Há também bobinadores axiais onde não há o requisito da velocidade tangencial ser constante. A rotação do motor permanece constante durante todo o processo a fim de manter a velocidade tangencial da bobina também constante.

7 Interferência eletromagnética (EMI) l Conceitos básicos Cabos Aterramento Dispositivos de saída l Relés térmicos l Reatância de saída 8.5 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.3 Rede de alimentação elétrica Fusíveis Condicionamento da rede de alimentação l Filtro de rádio-freqüência l Contatores 8.princípios básicos .1 8.6 8.8 Instalação em painéis .2 8.4 8.

Serão abordados os seguintes tópicos (ver figura 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência.1 111 . A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular.1): l Rede de Alimentação l Manobra e proteção Chave Seccionadora Fusíveis de Alimentação l Condicionamento da Alimentação Transformador Isolador Reatância de Rede Filtro de Rádio Freqüência Contatores l Interferência Eletromagnética EMI Interferência Eletromagnética RFI Interferência de RF l Aterramento l Cabos l Dispositivos de Saída Relés Térmicos Reatância l Instalação em painéis Figura 8.

por exemplo pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede). é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. Exemplos: l A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador / reatância). l A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador) l A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente. Estes são normalmente especificados na documentação técnica.3 CONDICIONAMENTO DA REDE DE ALIMENTAÇÃO Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação. no entanto.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede.1 REDE DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA REDE DE ALIMENTAÇÃO DESBALANCEADA Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. se por algum motivo esta tensão varia. 8. será necessário colocar um transformador de isolação. A tensão entre fase e terra deve ser constante.2 FUSÍVEIS Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. 8. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor. As reatâncias de rede são utilizadas também para: l Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação l Reduzir harmônicas 112 . sendo assim. Existem.

CONTATORES Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. ou Interferência Eletromagnética. devem ser montados próximos a alimentação do inversor. Caso seja necessário. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor (ver figura 8. 8. O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor.4 INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA (EMI) CONCEITOS BÁSICOS O que é EMI? A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipament os eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l Melhorar o fator de potência l Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. 113 . Na grande maioria dos casos não são necessários pois os inversores WEG já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI). Da mesma forma. que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos. emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento.3). FILTRO DE RÁDIO-FREQÜÊNCIA Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerado pelo próprio inversor. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada.

A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal. Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética. 114 . Como já foi comentado para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. Reciprocamente. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. enquanto que a menor parte é absorvida. Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente gera ondas de alta impedância (campos “E”). Em que consistem as EMIs? A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro. Contrariamente. as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. gera campos de baixa impedância (campo “H”). se um dispositivo opera com correntes elevadas comparado a sua voltagem.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície . causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. Como proteger os equipamentos da EMI? Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem.

devido a segurança e a blindagem eletromagnética. janelas. e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). Plástico e outros materiais não condutores. e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs. podem ser metalizados com pinturas condutivas. todas as partes condutoras que podem entrar em contato com o usuário tem que ter uma diferença de potencial de zero volts a respeito do aterramento.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. permeabilidade e espessura). devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. camadas de filme metálico. Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para 115 . painéis de acesso. Quando é necessária a blindagem eletromagnética? Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. da freqüência. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário. etc. Quando um equipamento está corretamente aterrado. Blindagens eletromagnéticas típicas: Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. Portas. quando utilizados como gabinetes. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas. aberturas.

É assim que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências. É necessário porém seguir estritamente as instruções de instalação (ex. fazê-lo a 90º. Os inversores WEG possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. 8. Cabos . l Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado conforme figura 8.5 CABOS O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética. Cabos de Sinal e Controle: l Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado. l Separar dos cabos de sinal. cruzamento de cabos.Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores. controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis. 116 . Se perto do equipamento houver contatores. Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação: l Cabo com blindagem e fio-terra. mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA minimizar a radiação emitida e absorvida. como alternativa pode ser usado eletroduto met álico com fiação comum interna. l Manter sempre continuidade elétrica de blindagem. l Separação da fiação de potência.1. l Caso necessário.: o gabinete precisa ser aterrado).

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l Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado. l Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados conforme tabela: MODELOS COMPRIMENTO DA FIAÇÃO (m) ≤ 1 00 > 100 ≤ 30 > 30 DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEPARAÇÃO (mm) 100 250 100 250

Corrente de Saída < 25A ≤ 2 4A Corrente de Saída > 25A ≥ 2 8A

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Figura 8.2 - Instalação de equipamentos

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8.6 ATERRAMENTO

Aterramento em um Único Ponto l Filtro + conversor + motor (ver figura 8.2). l O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança). l Nunca utilizar neutro como aterramento. l Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc). l A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre. Conexão de Resistores de Frenagem Reostática l Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado. l Separado dos demais. A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

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Figura 8.3 - Montagem típica “CE” em placa metálica

8.7 DISPOSITIVOS DE SAÍDA

l RELÉS TÉRMICOS Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências, podem acontecer disparos nos relés, mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do mo tor.

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l REA TÂNCIA DE SAÍDA Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: A - Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida. B - Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”, bloqueando o inversor. Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Esta reatância devem ser projetada especialmente para altas freqüências, pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz.

8.8 INSTALAÇÃO EM PAINÉIS - PRINCÍPIOS BÁSICOS

As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado, sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme figura 8.4.

Figura 8.4 - Instalação em painéis

Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento, o qual estará representado no projeto. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. 120

ou seja. usando conexões de baixa impedância. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto. Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. por sua vez. placas. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. exceto os aterramentos de estrutura. deve estar rigorosamente conforme projeto. suporte e portas do painel. 121 . Quando não é possível. devem cruzar-se a noventa graus.

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LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.1 9.2 9.3 Introdução Inversor de freqüência CFW-08 Inversor de freqüência CFW-09

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9.1 INTRODUÇÃO

Como sabemos, os inversores de freqüência tem por finalidade controlar a variação de velocidade de motores elétricos de indução trifásicos para aplicações nos mais diversos segmentos industriais. A linha de inversores de freqüência WEG representa o estado da arte em tecnologia de acionamento de motores elétricos de indução trifásicos, disponibilizando funções e recursos que permitem proteger e controlar os motores elétricos de forma extremamente facilitada e eficaz. T rabalhando com controle escalar ou vetorial, os inversores de freqüência WEG tem como principais aplicações: l l l l l l l l l l l Agitadores e Misturadores; Bombas Centrifugas; Bombas Dosadoras de Processos; Esteiras Transportadoras; Filtros Rotativos; Granuladores e Pelotizadoras; Máquinas de Corte e Solda; Máquinas de Papel; Mesas de Rolo; Secadores e Fornos Rotativos; Ventiladores e Exaustores;

Utilizando as mais avançadas técnicas de controle vetorial de fluxo, os inversores vetoriais permitem controlar, além da velocidade, o torque do motor, proporcionando: l l l l l Elevada precisão de velocidade; Elevada precisão de torque; Otimização do torque de partida; Excelente dinâmica; Tempo de resposta extremamente reduzido.

Estas características, aliada ao uso de motores de indução trifásicos permitem que os inversores de freqüência sejam utilizados em aplicações onde, até 125

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data recente, somente se utiliza motores de corrente contínua, como: l l l l l l l l Bobinadores e Desbobinadores; Rebobinadeiras de Papel; Elevadores e Transportadores de Cargas; Extrusoras; “ Spindle “ em Máquinas-ferramenta; Sistemas Multimotores sincronizados; Guinchos, Guindastes e Pontes Rolantes; Laminadores de Aço;

Ou seja, consegue-se reduções significativas de custos ampliando-se os níveis de controle necessários á máquina ou processo. A linha de inversores de freqüência WEG foi concebida para atender às necessidades de mercados exigentes como os mercados norte-americano e europeu. Em decorrência desta concepção, seus produtos encontram-se certificados com os selos UL (EUA), cUL (Canadá) e CE (Comunidade Européia). Os recursos disponíveis variam de acordo com a família.

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9.2 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-08

Destinados ao controle e variação da velocidade de motores elétricos de indução trifásicos, os inversores da linha CFW-08 reúnem design moderno com tecnologia estado da arte mundial, onde destacam-se o alto grau de compactação e o elenco de funções especiais disponíveis. De fácil instalação e operação, este produto dispõe de recursos já otimizados em software, facilmente parametrizáveis através de interface homem-máquina simples, de fácil uso, que habilitam-no para utilização em controle de processos e máquinas industriais. Além disto, utilizando técnicas de compensação de distorção de tempo morto, o CFW-08 Plus evita instabilidade no motor e possiblita o aumento de torque em baixas velocidades. APLICAÇÕES l Bombas centrífugas l Bombas dosadoras de processo l Ventiladores / Exaustores l Agitadores / Misturadores l Extrusoras l Esteiras transportadoras l Mesas de rolos l Granuladores / Peletizadoras l Secadores / Fornos rotativos l Filtros rotativos l Bobinadores / Desbobinadores l Máquinas de corte e solda BENEFÍCIOS l Controle com DSP (Digital Signal Processor) permite uma sensível melhora no desempenho do inversor l Tecnologia estado da arte l Eletrônica com componentes SMD l Controle Escalar ou Vetorial Sensorless l Modulação PWM Senoidal - Space Vector Modulation l Módulos IGBT de última geração l Acionamento silencioso do motor l Interface com teclado de membrana táctil l Programação flexível l Dimensões compactas l Instalação e operação simplificadas l Alto torque de partida l Kit para instalação em eletrodutos

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5 2. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.6 2.0 380/400/415/440/460/480V 200 115 150 2.6 4.0 DIMENSÕES (mm) Altura Largura Profund.5 2.1 1.0 3.0 A 00.0 3.25 0.0 0.3 A 0100 10 A 0160 16 A 380-480 V 0010 1.0 5.5 A 0100 10 A 0130 13 A 0160 16 A Tensão de Alimentação 2024 = 200-240 V 3848 = 380-480 V Língua do Manual P = português E = inglês S = espanhol F = francês G = alemão Opcionais S = standard O = com opcionais Grau de Proteção 00 = standard N1 = Nema 1 InterfaceHomem-Máquina 00 = standard SI = sem interface Frenagem Reostática 00 = standard DB = frenagem reostática (IGTB interno) Cartão de Controle 00 = standard A1 = controle 1 (plus) Filtro de EMI 00 = não tem FA = filtro classe A interno Hardware Especial 00 = não tem Hx = hardware especial versão X Software Especial 00 = não tem Sx = software especial versão X Final do código 5 10 11 6 12 7 3 Fases de Alimentação S = monofásico T = trifásico B = monofásico ou trifásico 13 8 14 Ex.6 2.0 2.18 0.5 1.6 A 0027 2.0 3.75 1.0 2.5 1.6 A 0026 2.37 0.2 3.75 1.18 0.2 3.5 2.6 A 0026 2.16 1.0 151 75 131 1. Peso (kg) 200/220/230/240V kW 0. 400V e 460V) e/ou motores de outros fabricantes.0 1.0 2.7 A 0040 4.7 151 75 131 1.0 2. Para motores de outras polaridades (ex.25 0.5 1. manual em português e cartão de controle Plus 128 .0 2.0 5.6 A 0040 4.3 6.5 2.2 3.55 1. alimentação monofásica ou trifásica em 200-240 Vca. especificar o inversor através da corrente nominal do motor.0A.0 NOTAS: A s potências máximas dos motores.75 1.5 1.5 10 1.0 200 115 150 2.: 230V.0 1.7 4.0 0.0 151 75 131 1. Codificação CFW-08 1 1 2 0040 2 B 3 2024 4 P 5 O 6 4 00 7 00 8 00 9 9 00 10 00 11 00 12 00 13 Z 14 Inversor de Freqüência Série CFW-08 Corrente Nominal de Saída: 220-240 V 0016 1.3 6.6 4.1 1.0 A 0073 7.0 7. na tabela acima.: CWF080040B2024POAIZ Inversor de Freqüência Série CFW-08 de 4.9 Tensão de Rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de especificações .7 4.0 A 0070 7.6 2.5 1. outras tensões (ex.33 0.7 0.0 200 115 150 2.5 2.5 2.7 0.0 5.CFW-08 INVERSOR CFW-08 Alimentação Monofásica ou Trifásica Trifásica Monofásica ou Trifásica Trifásica Modelo CFW080016B2024PSZ CFW080026B2024PSZ CFW080040B2024PSZ CFW080070T2024PSZ CWF080073B2024PSZ CFW080100B2024PSZ CFW080160T2024PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ Inom (A) 1.0 7.0 A 0043 4.0 1.3 10 16 1.37 0.: 6 a 8 pólos).0 1.0 1.25 0.0 4.3 A 0065 6.5 10 440 380 220 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potencia HP 0.

1 NA e 1 NF Opções de programação: Is > Ix . Fs > Fx . -15%) 200 ...Emissão e Imunidade) LVD 73/23/EEC .240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%. 62 Hz) Maior que 0..Diretiva de Baixa Tensão / UL 508C ACABAMENTO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Compatibilidade Eletromagnética Baixa tensão 129 ..20mA 4 entradas isoladas programáveis 1 saída programável.9 Modelo LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas .20mA ou 4. a cada 10 min.) Maior que 95% 1 entrada isolada 0.10 V.:: RPM ) Temperatura do dissipador Corrente de saída no motor ( A ) Tensão de saída no motor ( V ) Mensagens de Erros / Defeitos Torque de Carga CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude 0 .01 Hz (f < 199Hz). 300 Hz Ref. Analógica: 0.1Hz (f>100Hz) Ref.5 / 5.. 0. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Cinza claro – PANTONE – 413 C EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente Industrial Norma EN 61800-3 (EMC . Digital: 0.5% e Ref... -15%) 380 ..20mA ou 4. Fe > Fx . 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na corrente de saída) 5 .. modulação PWMsenoidal ( Space Vector Modulation ) Tensão imposta V / linear ou quadrático (escalar) Controle vetorial sensorless (VVC: VoltageVectorControl ) Chaveamento Variação de freqüência Resolução de freqüência Acuracidade (25ºC ± 10ºC) Sobrecarga admissível Rendimento ENTRADAS Analógicas Digitais SAÍDAS Relé Transitores IGBT .01% 150% durante 60 seg..98 IP 20 NEMA 1 com kit adicional para conexão de eletroduto metálico Fonte chaveada DSP (Digital Signal Processor).10 V.2 Hz (48 . 16 bits. Analógica: 0.. DeviceNet ou ModBus (opcional) Sobretensão e subtebsão no circuito intermediário Sobretemperatura Sobrecorrente na saída Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de hardware. Parametrizaçã o (Progr amação de funções gerais) Incrementa / Decrementa Freqüência (Velocidade) JOG.. Run Analógica COMUNICAÇÃO Interface serial Redes “Field Bus” SEGURANÇA Proteções – 1 saída analógica i solada 0 .CFW-08 CFW-08 Standard Tensão Monofásica Trifásica CFW-08 Plus ALIMENTAÇÃO 200 ..10 V (8 bits) RS-232 ou RS-485 (opcional) Unidade para comunicação ProfiBus DP.....5 x Inom.Freqüências Selecionáveis: 2.. e Ref.480V: 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V (+10%.1% de Fmáx... defeito externo e erro de comunicação serial Curto-circuito na saída e curto-circuito fase-terra na saída Erro de programação e erro de auto-ajuste INTERFACE HOMEMMÁQUINA (HMI) Comando Liga / Desliga. Inversão de sentido de ro tação e Seleçã o Local / Remoto Supervisão (Leitura) Freqüência de saída no motor ( Hz ) Tensão no circuito intermediário ( V ) Valor proporcional à freqüência ( Ex.0 / 10 / 15 kHz Faixa: 0 .. 1 contato rev ersível (NA/NF) 2 saídas programáveis.20mA 2 entradas isoladas: 0. (1. 15%) Freqüência Cos ϕ (Fator de deslocamento) GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Standard Opcional Tipo de alimentação Método de controle Tipos de controle 50 / 60 Hz +/. 0. Digital: 0. Fs = Fs . 0.240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%. 90% sem condensação 0 ..

comando e monitoração do inversor CFW-08 130 . 5 . etc) Compensação de escorregamento I x R manual e automático Curva V/F ajustável (programável) Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função “COPY” via Interface Homem-Máquina Remota (HMI-CFW08-S) Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração de desaceleração (independentes) Frenagem CC (corrente contínua) Função Multi-Speed (até 8 velocidades pré-programadas) Seleção do sentido de rotação Seleção para operação Local / Remoto Regulador PID superposto (con trole automático de nível.. em ambiente Windows para parametrização. rpm.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Recursos / Funções Especiais Standard / Plus Interface Homem-Máquina incorporada .: m/min.Ex.. etc) Partida com o motor girando (FlyingStart) Rejeição de freqüências críticas ou ressonantes ( Skip Frequency ) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ridethru) Opcionais Interface Homem-Máquina remota (Display de LED’s 7 segmentos) Interface Homem-Máquina remota (grau de proteção NEMA 4) Módulo de Interface para HMI Remota Cabo para Interligação da HMI Remota (1 ... 10m) Software de programação via microcomputador PC. pressão.Display de LED’s 7 segmentos Senha de h abilitação para programação Auto-diagnóstico de defeitos e Auto-Reset Indicação de grandeza específica (programável) .5 e 10 m) Módulo de Comunicação Serial RS-232 Conversor RS-232 para RS-485 (necessário módulo MCS-CFW08) Software de programação via microcomputador PS Kit NEMA 1 p ara conexão de eletroduto metálico Kit para montagem em Trilho DIN Kit moldura para HMI-CFW-08-S Unidadespara Redes de Comunicação FieldBus ProfiBus DP DeviceNet ModBusRTU HMI-CFW08-S HMI-CFW08-N4-S MIS-CFW08 CAB-HMI08-S-X MCS-CFW08 MIW-02 SUPERDRIVE KNI-CFW08-MX KMD-CFW08 KMR-CFW08-S MFW-01 / PD MFW-01 / DN MFW-01 / MR – – Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe A interno Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe B externo SUPERDRIVE INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMO TA Modelo com acessório MIS-CFW8 de interface com HMI remota KMI-CFW08-S-N4 HMI remota com moldura e grau de proteção NEMA 4 (cabos de 1 . 2 . 7. 3 . 10m) Modelo com módulo MCW-01 (RS-232) HMI-CFW08-S remota de fixação direta (cabos de 1 .

VECTRUE TECHNOLOGY ® A tecnologia “Vectrue” desenvolvida pela WEG apresenta as seguintes vantagens: þ Controle escalar ou vetorial programáveis no mesmo produto þ Controle vetorial com sensorless ou opcionalmente com encoder þ Controle vetorial sensorless permitindo alto torque e rapidez na resposta. tornando-se assim uma solução simples. incorporam a mais atualizada e avançada tecnologia disponível a nível mundial para controle de motores de indução trifásicos. possibilitando sua adaptação e uso nas mais diversas aplicações de todos os segmentos industriais. Vetorial Sensorless e Vetorial com Encoder.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9. programável unicamente por software e facilmente pelo próprio usuário. onde um recurso especial chamado “Optimal Braking ® ” pode ser utilizado sem a necessidade de instalação de resistor de frenagem. a WEG amplia sua família de drives para variação de velocidade com um produto dotado de uma gama repleta de recursos.3 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-09 Os inversores de freqü ência WEG. compacta e mais econômica. Inovações também foram introduzidas para atender aplicações que exigem frenagem. independente do grau de complexidade. A tecnologia “Vectrue ® ” representa um avanço tecnológico incomparável. onde a inércia cinética da carga é regenerativa ao link DC do inversor e cujo excesso é dissipado sob forma de calor em um resistor de 131 . OPTIMAL BRAKING ® Para aplicações que exijam tempos de parada reduzidos e/ou paradas de cargas de elevada inércia. mesmo em velocidades muito baixas ou na partida þ Auto-ajuste adaptando automaticamente o controle vetorial ao motor e à carga. os inversores tradicionais utilizam-se da Frenagem Reostática. da série CFW-09. Desta forma. permitindo à nova geração de inversores WEG incorporar em um único produto técnicas de controle Escalar.

1 . 1500cv (com unidades em paralelo até 1500 cv) 132 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG frenagem interligado ao circuito de potência.Gráfico Torque x Velocidade típico para m otor de 10cv acionado por inversor CFW-09 BENEFÍCIOS ADICIONAIS þ Controle e programação uniformes para toda a gama de potências þ Microcontrolador RISC 32 bits de alta capacidade þ Interface Homem-Máquina destacável tipo duplo display LCD+LED (para fácil programação e visualização) þ Ampla gama de potências: 1 . além da grande vantagem de dispensar o uso do resistor de frenagem. assegurando assim uma solução ideal. No gráfico comparativo dos tipos de frenagem comprovamos as vantagens significativas do método de frenagem “Optimal Braking ® “. com torques de frenagem da ordem de 5 vezes maior que um torque característico de uma típica frenagem CC.. Figura 9. Esta inovação tecnológica permite obter acionamentos de alta performance dinâmica. a qual possibilita uma frenagem ótima capaz de atender a grande maioria das aplicações até então somente atendidas pelo método da frenagam reostática.. Os inversores CFW-09 incorporam a função “Optimal Braking ®“ para o modo vetorial. otim izada e de custo reduzido para as aplicações de frenagem.

Device Net ou Modbus RTU (opcional) þ Evolução do produto via software para funções especiais adicionais com reprogramação da memória interna tipo “Flash” Eprom þ Na primeira energização (ou após o reset para o padrão de fábrica) o usuário é guiado pela interface Homem-Máquin a para entrar com os dados mínimos necessários para o correto funcionamento do inversor.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG þ Dimensionamentos para Torque Constante e Torque Variável þ Grau de proteção NEMA 1/IP20 Standard até 200cv. 133 .Software Superdrive (opcional) þ Link DC acessível para alimentação em corrente contínua ou retificador regenerativo þ Comunicação em redes Field Bus: Profibu s DP. IP20 até 500cv þ Instalação e programação simplificadas þ Elevada compactação þ Possibilidade de fixação via flange. com dissipador atrás da placa de montagem þ Programação via microcomputador PC .

t Reseta o inversor após a oco rrência de erros. defini do a n origem dos comandos/referência. Seleciona (comuta) display de LED’s entre o número do parâmetro e seu valor (posição/conteúdo) para programação. Display LED’s 7 segmentos Display LED (cristal líquido) disponível para vários idiomas Habili a o inversor via rampa (partida). t Após habilitado comuta o s indicadores do display. permitindo copiar a programação de um inversor para outros. Decrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. NOTA A função de cada tecla pode ser inibida individualmente. à rpm à volta à estado à torque à Hz à ampère Desabili a o inversor via rampa (parada). Seleciona o modo de operação do inversor.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG INTERFACE HOMEM X MÁQUINA Interface de operação inteligente do tipo duplo display. LED’s e LCD. além de incorporar uma descrição detalhada de todos os parâmetro s e mensagens via display LCD alfa-numérico. que permite ótima visualização a distância. via programação. Incrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. 134 . Quando pressionada realiza a função JOG (impulso momentâneo de velocidade). Função copy incorporada. Inverte o sentido de rotação do m otor co mutando entre horário e an ti-horário.

para parametrização.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG SUPERDRIVE Software de programação via microcomputador PC. 135 . armazenando no microcomputador. A comunicação entre o inversor e o microcomputador é feita via s erial RS-232(p onto a ponto) ou via serial RS-405 para interligação em rede. diretamente no inversor. Permite editar parâmetros on-line. O software também incorpora funções para permitir “up-load” do conjunto de parâmetros do microcomputador para o inversor. É possível armazenar arquivos de parâmetros de todos os inversores CFW-09 existentes na instalação. comando e monitoração dos inversores C FW-09. como também “down-load” do inversor para o microcomputador. em ambiente Windows. ou editar arquivos de parâmetros off-line.

0 4.5 22 30 37 45 55 75 92 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 1 PADRÃO Incorporado noproduto 220 / 230 V 2 3 4 5 6 7 8 220 V OPCIONAL Interno OPCIONAL c/ unidadeexterna PADRÃO Incorporado noproduto 1 3 4 5 6 7 8 9 10 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V OPCIONAL Interno 380 V OPCIONAL com unidade externa – PADRÃO Incorporado noproduto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 OPCIONAL Interno 440 V OPCIONAL com unidade externa – * CT = Torque Constante (T carga = CTE).5 7.5 10 20 25 30 40 40 60 75 75 100 1. VT = Torque Variável (Ex.6 4.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.5 11 18.5 7.5 9.5 7.0 3.0 7.2 3.0 3.7 5.0 5.5 15 18.0 5.5 22 30 37 45 55 75 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 Torque Variável Tamanho HP 1.5 1.0 7.5 2.5 9.5 7.9 Tensão da rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de Es pecificação INVERSOR CFW-09 Modelo Básico CFW-09 .5 22 30 37 37 55 75 1.0 4.5 11 15 18.2 4.0 5.5 11 15 18.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 36 45 54 70 86 105 130 174 36 45 54 70 86 105 130 174 68 86 105 130 150 174 VT * Tensão (V) MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL • TorqueConstante HP 1.0 6.1 1.5 10 15 20 30 30 50 60 75 75 125 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.0 5.5 2.0 2.7 5.2 3.4 5.5 2.0 3.2 4.0 3.5 2.5 11 15 18.4 5.5 7.0 3.0 3.0 3.0 7.5 2.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.5 10 15 20 25 30 40 50 50 75 100 1.5 2.6 4.5 2.5 2.0 ‚ 10 ‚ 13 16 24 28 45 54 70 86 105 130 142 180 240 3.1 1.1 1.5 7.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 3.0 3.0 7.5 22 30 37 45 55 55 75 1.5 10 15 25 30 40 50 60 75 100 125 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.5 1.0 7.2 3.0 ‚ 7.0 7.7 5. 0006-T-2223-P-S 0007-T-2223-P-S 0010-T-2223-P-S 0013-T-2223-P-S 0016-T-2223-P-S 0024-T-2223-P-S 0028-T-2223-P-S 0045-T-2223-P-S 0054-T-2223-P-S 0070-T-2223-P-S 0086-T-2223-P-S 0105-T-2223-P-S 0130-T-2223-P-S 0142-T --2223-P-S 0180-T-2223-P-S 0240-T-2223-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S Frenagem Reostática Corrente Nominal (A) CT* 6.1 1.5 2.0 5.5 11 15 22 22 37 45 55 55 92 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.5 2..5 22 30 37 45 55 75 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1..7 5.: Torque Quadrático => T carga ~n2) 136 .0 6.2 3.0 5.0 2.

outras tens ões (ex. na tensão 220-230V podem opcionalmente ser . 7 e 10A. As potências máximas dos motores.: 230. 137 . alimentados por rede monofásica. 400 e 460 V) e/ou motores de outros fabricantes. 2. sem redução de corrente (potência) nominal de saída. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.: 6 e 8 pólos). na tabela ao lado.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG NOTAS 1. Para motores de outras polaridades (ex. especificar o inversor através da corrente nominal do motor. Os modelos de inv ersores CFW09 de 6.

Versão do produto: S = Standard O = com Opcionais 7. Grau de proteção: 00 = Standard (vide tabela de características) 8.0 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0030 = 30 A 0038 = 38 A 0045 = 45 A 0060 = 60 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 0361 = 361 A 0450 = 450 A 0600 = 600 A 0686 = 686 A 0855 = 855 A 1140 = 1140 A 1283 = 1286 A 1710 = 1710 A 2. 03-CFW09 incorporado B1 = Opcional EBB . Cartões de expansão de funções: 00 = Standard (não há) A1 = Opcional EBA .. Tensão de alimentação: 2223 = Faixa 220 ... 230 V 3848 = Faixa 380 ..DN (Rede Device Net) incorporado MR = Opcional KFB .6 A 0004 = 4.MR (Rede Modbus RTU) incorporado 138 . 02-CFW09 incorporado B3 = Opcional EBB ..9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CODIFICAÇÃO CFW-09 0016 T 3848 P O 00 SI DB A1 DN H1 S3 Z 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1.. Interface Homem . 01-CFW09 incorporado B2= Opcional EBB . 230 V 380 .Máquina (HMI): 00 = Standard (com HMI de LED’s + LCD) IL = Opcional com HMI somente de LED’s SI = Sem HMI 9. Cartões para rede de comunicação: 00 = Standard (não há) PD = Opcional KFB .5.0 A 006 = 220 . Frenagem: 00 = Standard (vide tabela de especificações) DB = Opcional com frenagem reostática incorporada internamente 10.. Corrente nominal de saída do inversor em torque constante (CT) 3. 480 V 0003 = 3. 480 V 5.0 A 0005 . 03-CFW09 incorporado 11. Alimentação de entrada do inversor: T = Trifásica 4.5 A 0009 = 9. Idioma do manual do produto: P = Português E = Inglês S = Espanhol 0007 = 7.PD (Rede Profibus DP) incorporado DN = Opcional KFB .0 A 0010 = 10 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0028 = 28 A 0045 = 45 A 0054 = 54 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0130 = 130 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 6. Inversor de freqüência WEG famíli a CFW-09 çç 6. 02-CFW09 incorporado A3 = Opcional EBA . 01-CFW09 incorporado A2 = Opcional EBA ..

.. Sn 14.3 17 22 30 43 55 80 190 230 139 . Hn = Opcional com versão de hardware especial H1 . Sn = Opcional com versão de software especial S1 . DIMENSÕES E PESO MECÂNICA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 410 688 700 335 LARGURA “ l “ (mm) 143 182 223 250 ALTURA “ H “ (mm) 210 290 390 475 550 675 835 975 1020 1185 300 310 370 492 274 PROFUNDIDADE “ P “ (mm) 196 PESO 3.. Hn 13.....9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 12.. Final do código: Z = Dígito i ndicador de final de codificações do produto Exemplos: CFW09 0013 T 2223 P S Z CFW09 0105 T 3848 P O IL A1 PD Z CFW09 0086 T 3848 P O SI DB B2 MR S3 Z NOTA Não é necessário colocar 00 (Standard) no código. Software especial: 00 = Standard (não há) S1 . Hardware especial: 00 = Standard (não há) H1 .0 5.

. 20mA ou 4 . 1A 1 saída programável. digital (ex: teclado.25 / 2. .0. fluxo e velocidade implementados com software (Full Digital) Escalar (tensão impost ... 204Hz (para rede em 60Hz) 0 . 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na co rrente de saída) 5 .. analógica 10 b its +/. FieldBus) +/. com fonte interna isolada 12Vcc ¬ 2 saídas programáveis (11 bits): 0 . co ntrole e laboratórios Underwriters Laboratories Inc. +10V 0 . ≥ = 30A) Falha de encoder incremental Falha de conexão da interface HMI .98 NEMA 1 / I P20 (modelos Tamanhos 1 ... 0 . 150% do torque nominal 2 entradas diferenciais programáveis (10 bits): 0 .. 20 mA ) ¬ 6 entradas progr amáveis isoladas: 24Vcc 1 entrada progr amável isolada: 24Vcc ¬ 1 entrada programável isolada: 24Vcc (para termistor PTC do motor) ¬ 1 entrada diferencial.. 1 entrada programável isolada (10 bits): 0 ..8 x Inom.. -15%) 50 / 60Hz +/.. 20 mA 1 entrada programável bipolar ( 14 bits): -10 . 20mA ¬ .0.. .2Hz (48 . 8) IP20 (modelos Tamanhos 9 .... 10V.... contatos NA/NF (NO/NC ): 240Vca.. 62Hz) Menor que 3% Maior que 0.. 170Hz (para rede em 50Hz) acima de 204Hz (sob consulta) 150% durante 60 segundos a cada 10 minutos (1.5 / 5. +10V ¬ 2 saídas programáveis isoladas (11 bits): 0 ..01% da velocidade nominal para ref. . contato NA (NO): 240Vca. Device Net ou Modbus RTU.0.CFW09 (ponto a ponto) ¬ RS-485.... analógica 14 bits Torque Regulação: +/..10% do torque nominal Faixa de regulação de torque: 0 ...0 / 10 kHz 0 .. 1A 2 saídas programáveis isoladas OC: 24Vcc.. 10V.. 20 mA ou 4 .... 20 mA ou 4 . 90% sem condensação 0 ..9 GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . 2) c Tampa e laterais metálica:cinza claro RAL 7032 (p/ tamnhos 3 ..CFW-09 ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Desbalanceamentoentre fases Cos ϕ (fator de deslocamento) Standard Tipo de alimentação Microcontrolador Métododecontrole Tipos de controle Trifásica: 220-230V: 220/230V e 380-400V: 380/400/415/440/460/480V (+10%.10) Base: cinza escuro RAL 7022 (p/ tamanhos 3 ..emissão e imunidade) LVD 73 / 23 / EEC: diretiva de baixa tensão / UL 508C Inversores a semicondutores Equipamentos para conversão de energia Equipamentos eletrônicos para uso em instalações de potência Requisitos de segurança p/ equiptos elétricos p/ uso em medição....1% da velocidade nominal para ref. 10) Fonte chaveada Tipo RISC 32 bits PWM Senoidal SVM (Space Vector Modulation) Reguladores de corrente.U / F ) a Vetorial Sensorless (sem Encoder) Vetorial com encoder Transistores IGBT ... USA (pendente) Chaveamento Variação de freqüência Sobrecarga a dmissível Rendimento Controlede velocidade (modo escalar) Controlede velocidade (modove torial) PERFORMANCE ENTRADAS Controledetorque (modove torial) Analógicas Digitais SAÍDAS Encoderin cremental Analógicas Relé Transistor Encoder Interfaceserial Redes “Field Bus” Proteções COMUNICAÇÃO SEGURANÇA CONDIÇÕESDO AMBIENTE ACABAMENTO Temperatura Umidade Altitude Cor CONFORMIDADES / NORMAS CERTIFICAÇÕES Compatibili ade d eletromagnética Baixa tensão Norma IEC 146 Norma UL 508 C Norma EN 50178 Norma EN 61010 UL (USA) e cUL (CANADÁ) CE (EUROPA) 140 1 Opcional ..CT) 180% durante 1 segundo a cada 10 minutos (1.CT) Maior que 97% Regulação: 1% da velocidade nominal c/ compensação de escorregamento U/F Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidad e = 1:20 Regulação: 0.Freqüências selecionáveis: 1..01% da velocidade nominal para r ef. 50 mA ¬ 1 saída diferencial isolada de sinal de Encoder: alimentação externa 5 .. 0 . via cartões EBA ou EBB (multiponto até 30 inversores) ¬ Profibus DP.5 x Inom. 20 mA ou 4 . via kits adicionais KFB ¬ Sobretensão no circuito intermediário Curto-circuito na saída Subtensão no circuito intermediário Curto-circuito fase-terra na saída Sobretemperatura no inversor Erro externo Sobretemperaturanomotor Erro de autodiagnose Sobrecorrentena saída Erro de programação Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de comu nicação serial Sobrecarga no r esistor de frenagem Erro de ligação invertida (motor ou Encoder) Erro na CPU (Watchdog) / EPROM Falta de fase na alimentação (mod. 10V 2 saídas programáveis bipolares (14 bits): -10 .. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Tampa plásti a: cinza claro PANTONE 413 C ( p/ tamnhos 1 .... 15Vcc ¬ RS-232 via kit serial KCS ..CWF09 0 .10) EMC diretiva 89 / 336 / E EC: ambiente industrial Norma EN 61800-3 (EMC .. 20 mA ¬ 2 saídas programáveis. isolada.5% da velocidade nominal Sensorless Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidade = 1:100 Faixa de regulação de velocidade = até 0rpm com Regulação: Encoder ¬ +/..

pressão.CFW-09 INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Comando Liga / Desliga. Parametrização (programação de fun ções gerais) Incrementa / Decrementa velocidade JOG..9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas ..Ex. 142A / 380-480V Kit frenagem reostática (unidade externa) DBW .MR Kit SUPERDRIVE com interface Software SUPERDRIVE Comunicação S erial RS-232 Conectores e cabos KSB .. 0X . N > Nx . inversão de sentido de rotação e seleção Local / Remoto Referência de velocidade (rpm) Corrente de saída no motor (A) Velocidade no motor (rpm) Tensão de saída no motor (V) Valor proporcional à velocidade (ex.modo U/F Curva U/F ajustável (programável) .mode los até 45A / 220-230V e até 30A / 380-480V Função multi-speed (até 8 velocidades pré-programadas) Função c iclo automático do processo Recursos especiais: horímetro. Inglês. 7.. rpm. N = N*.X Tampa cega para HMI local TCL . 8) KIL .CFW09 Frenagem reostática incorporada (transistor interno) Modelos “DB” Modelos: 54 .(incremento / decremento momentâneo de velocidade) Função “COPY” (inversor → HMI ou HMI → inversor) Funçõe s específicas programadas em saídas digitais (relé): N* > Nx. 8) KMF .) OPCIONAL 141 .CFW09 Kits para redes de comunicação Profibus DP KFB .modo U/F Limites de velocidade mínima e máxima Limite da corrente máxima Ajuste da corrente de sobrecarga Ajuste digital do ganho e do offset das entradas analógicas Ajuste digital do ganho d as saídas analógicas Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função JOG + e JOG .Português. 600A / 220-230 e 380-480V Kit fixação via flange (p/ modelos tamanhos 3 .HMI 09 . 3. vazão.. N = 0.. T > Tx e T < Tx Onde: N = Velocidade.. 10) KME . %. Is > Ix.Modo vetorial Frenagem reostática incorporada .: m/min.01 Modelos: 180 ..: m/min) Estado do inversor Freqüência de saída no motor (Hz) Estado das entradas dig itais Tensão no circuito in termediário (V) Estado das saídas digitais (transistor) Torque no motor (%) Estado das saídas a relé Potência de saída (kW) Valor das entradas analógicas Horas de produto energizado (h) 4 últimos erros armazenados em memória Horas de funcionamento / trabalho (h) Mensagens de Erros / Defeitos Interface homem-máquina incorporada com duplo display LCD + LED (HMI-CFW09-LCD) Senha de h abilitação para programação Seleção do idioma da IHM (LCD) .CFW09 Cartões de expansão de funções EBA . N* = Referência.. Is < Ix. etc) Seleção do sentido de rotação (horário / anti-horário) Seleção para operação Local / Remoto Partida com o motor girando (Flying S tart) Rejeição de velocidades críticas ou ressonantes (Skip Speed) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ride-Through) Sem interface Homem-Máquina Local Modelos “SI” Interface Homem-Máquina Local S implificada (display LED’s) HMI-CFW09-LED Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display de LED’s) HMI-CFW09-LED-N4 Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display LCD) HMI-CFW09-LCD-N4 Cabo para interligação da HMI Remota (1.CFW09) RECURSOS / FUNÇÕES DISPONÍVEIS Standard (Padrão) Opcionais 1 Disponível em breve (Dados sujeitos a alteração sem prévio aviso.Sensorless ou com encoder Auto-diagnóstico de defeitos e auto-reset de falhas Reset para programção padrão de fábrica ou para padrão do usuário Auto-ajuste do inversor as condições da carga (self tuning) Indicação de grandeza específica (programável) . Is = Corrente saída e T = Torque motor Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração e desaceleração independentes Frenagem CC (corrente contínua) Frenagem Ótima (Optimal Braking) ® . I/h.CFW09 Kit Montagem Extraível (p/ modelos tamanhos 9 . wattímetro (kW) Regulador PID superposto (controle automático de n ível.DN (instalação interna ao inversor) ModbusRTU KFB ..modo U/F I x R (boost de torque) manual ou automático . peso. Espanhol Seleção do tipo de c ontrole (via parâmetro): Escalar U/F.5 e 10 m) CAB .CFW09 Filtro EMC com alta capacidade de atenuação RF Supervisão(Leitura) (HMI . 5.CFW09 (inversor ↔micro PC) KCS .PD FieldBus Device Net KFB . 2. 142A / 220-230V e 38 .CFW09 Tampa cega para HMI remota TCR .CFW09 Módulo Interface Serial RS-232 KCS .CFW09 EBB ... N < Nx.CFW09 KIt Indutor para Link DC (p/ modelos tamanhos 2 .CFW09 Kit moldura para interface remota KMR . etc) Compensação de escorregamento . 0X .

TAMPAS CEGAS TCL . INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMOTA NEMA 4 .CFW09 . cimento. com display de LED’s. LED’s e LCD.CFW09 LOCAL REMOTA INTERFACE HOMEM-MÁQUINA SIMPLIFICADA (opcional) Interface de operação simplificada.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Acessórios e Periféricos INTERFACE HOMEM-MÁQUINA COMPLETA HMI . destinada a ambientes com incidência de água ou outros agentes agressivos (pó. KIT INTERFACE COMUNICAÇÃO SERIAL RS-232 KCS . para conexão do inversor CFW09 a um microcomputador PC. Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). com recursos completos via códigos e mensagens com textos alfanuméricos e função Copy. Distância máxima 10m. ou a outros equipamentos. . Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). para operação remota em porta de painel ou console de máquina. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel. destinados ao fechamento completo do produto quando usado sem a HMI. para uso do software SUPERDRIVE de programação e monitoração do inversor. fibras. etc). com grau de proteção NEMA 4/IP 56. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel.CFW09 . via comunicação serial RS-232. remota ao inversor.CFW09 .LED Interface de operação com duplo display.LCD HMI .CFW09 TCR . 142 Interface Homem-Máquina remota. opcional para soluções de custo reduzido. Distância máxima 10m.LCD .CFW09 Módulos de tampa cega. KIT MOLDURA PARA INTERFACE REMOTA KMR .CFW09 Kit interface serial.LCD HMI . local (TCL) para tampa de inversor e remota (TCR) para moldura da Interface Homem-Máquina (HMI) remota. para transferência de operação do inversor para a porta do painel ou para um console da máquina.N4 Moldura para instalação / fixação de Interface Homem-Máquina.

• • • • • • • • • • • EBB.. Cabos especiais com comprimentos superiores. 3.5 e 10 metros.CFW09 Configuração Funções Entrada de encoder Saída de encoder Serial RS-485 A/D de 14 bits D/A’s de 14 bits Entrada isolada Saídas isoladas Entradas e saídas digitais + termistor • • • • • • EBA. KITS PARA REDES DE COMUNICAÇÃO “FIELDBUS” ⇒ ⇒ ⇒ KFB .DN Modbus RTU KFB . 5.HMI09 .MR CARTÕES DE EXPANSÃO DE FUNÇÕES EBA 0X .. • 01 02 03 01 02 03 • • • • 143 . 7. . sob consulta.. 0X .. .X Profibus DP Cabos com comprimento (X) de 1.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CABOS PARA INTERLIGAÇÃO DE INTERFACE REMOTA CAB .CFW09 EBB .PD Device NET KFB . 2.

6 Considerações importantes 10.5 Critérios para dimensionamento 10.3.2 Princípio de funcionamento l l Circuito de potência Circuito de controle 10.3.7 Soft-Starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.4 Principais aplicações para soft-starter 10.1 Principais funções l l l l l l Rampa de tensão na aceleração Rampa de tensão na desaceleração Kit Start Limitação de corrente Pump control Economia de energia 10.1 Introdução 10.8 Soft-Starter SSW-05 .10 SOFT-STARTER 10.3 Acionamentos típicos 10.3 Principais características 10.2 Proteções 10.3.

Olhando para o passado podemos claramente perceber o quanto estas técnicas tem contribuído para este fim. Um dos mais claros exemplos são os sistemas de acionamento para motores de indução. principalmente levando-se em consideração conceitos e tendências voltados a automação industrial. conforme uma programação feita anteriormente pelo usuário. uma técnica que tornou-se muito utilizada na atualidade. COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS DE PARTIDA 10.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de tiristor es (SCR´s). 147 . Em nosso estudo faremos uma comparação entre estes vários sistemas e os que utilizam as soft-starters. seja ele residencial ou industrial. Estes equipamentos eletrônicos vem assumindo significativamente o lugar de sistemas previamente desenvolvidos. algumas técnicas foram desenvolvidas. Esta estrutura é apresentada na figura 10. que é comandada através de uma placa eletrônica de controle. as chaves de partida soft-starters. de uma ponte tiristorizada na configuração anti-paralelo. ou melhor. a fim de ajustar a tensão de saída.10 SOFT-STARTER 10.1 INTRODUÇÃO Com a crescente necessidade na otimização de sistemas e processos industriais.1. largamente utilizado em praticamente todos os segmentos. Em particular nós iremos analisar e avaliar. em grande parte representados por sistemas eletromecânicos.

variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. • O circuito RC representado no diagrama é conhecido como circuito snubber. 148 .10 SOFT-STARTER Figura 10. onde variando o ângulo de disparo dos mesmos. e tem como função fazer a proteção dos SCRs contra dv/dt. CIRCUITO DE POTÊNCIA Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor. constituído por seis SCRs. É constituída basicamente pelos SCRs e suas proteções. e os TCs (transformadores de corrente). já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes. o circuito de potência e o circuito de controle.Blocodiagrama simplificado Como podemos ver.1 . a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência. A seguir faremos uma análise mais atenciosa de cada uma das partes individuais desta estrutura. • Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada).

gerar na saída da mesma. Graficamente podemos observar isto através da figura 10. • Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters tem uma função muito simples.3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 10.1 Principais funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas.2 . uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. sendo assim. 10.Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração 149 . sinalização e interface homem-máquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação. monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência. Figura 10.10 SOFT-STARTER CIRCUITO DE CONTROLE Onde estão contidos os circuitos responsáveis pelo comando. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas. que é através do controle da variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores. bem como os circuitos utilizados para comando. totalmente digitais. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico.3.2.

K = energia cinética (Joules) J = momento de inércia total (Kg. Na parada por inércia. momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor. Tanto o valor do pedestal de tensão. isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por t a. 1 2 K = –––––– J .m 2) ω = velocidade angular (rad/s) Na parada controlada a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido. • Rampa de tensão na desaceleração Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor.10 SOFT-STARTER Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. e de tensão de partida (pedestal). por inércia ou controlada. etc .3. 150 . implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga. respectivamente. Graficamente podemos ver observar a figura 10. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga. A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. atuação da função de limitação de corrente. o qual será mostrado posteriormente. quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante. até que toda energia cinética seja dissipada. que por sua vez. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado. irá perdendo velocidade. e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga. como por exemplo: sistema de acoplamento. A equação (1) mostra matematicamente como podemos expressar esta forma de energia. ω (1) 2 onde.

• Kick Start Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. Deve-se ter muito 151 . que pode provocar sérios danos a todo o sistema hidráulico. esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tens ão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida. a perda de conjugado reflete no aumento do escorregamento. Como podemos ver na figura 10. etc. No caso particular das bombas centrífugas é importantíssimo minimizar-se o efeito do “golpe de aríete”.10 SOFT-STARTER Figura 10. Se o motor perde velocidade a carga acionada também perderá. além da própria bomba.Perfil de tensão na desaceleração O que ocorre neste caso pode ser explicado da seguinte maneira: Reduzindo-se a te nsão aplicada ao motor.4. transportadores.3 . e assim acelerar a carga. suficiente para vencer o atrito. Nestes casos. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração. isto é possível utilizando uma função chamada “Kick Start”. este irá perder conjugado. Este tipo de recurso é muito importante para aplicações que devem ter uma parada suave do ponto de vista mecânico. comprometendo componentes como válvulas e tubulações. o aumento do escorregamento faz com que o motor perca velocidade. Podemos citar como exemplo bombas centrífugas.

Representação gráfica da função “Kick Start” Devemos observar alguns aspectos importantes relacionados com esta função. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga. Como a tensão de partida poderá ser ajustada próximo da tensão nominal. Isto é claramente indesejável. já que ela poderá ser mal interpretada e.10 SOFT-STARTER cuidado com esta função. Figura 10. pois a utilização da softstarter nestes casos advém da necessidade de garantirse uma partida suave. pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária. Na figura 10. mesmo que por um pequeno intervalo de tempo. seja mecanicamente. a corrente de partida irá atingir valores muito próximos daqueles registrados no catálogo ou folha de dados do motor. é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. inclusive o do próprio sistema de acionamento. ou quando realmente ficar óbvia a condição severa de partida. seja eletricamente. Desta forma podemos considerar este recurso como sendo aquele que deverá ser usado em última instância.4 . • Limitação de corrente Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada. 152 . desta forma. comprometer a definição com relação ao seu uso.5 podemos observar graficamente como esta função é executada.

as chaves compensadoras. melhor ainda. Em termos práticos. por exemplo. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação. Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação. não sendo isto de forma alguma um fator proibitivo na escolha do sistema de partida. seja necessário ajustar uma rampa de tensão de tal forma que a tensão de partida (pedestal) próximo aos níveis de outros sistemas de partida como.Limitação de corrente Este recurso é sempre muito útil pois garante um acionamento realmente suave e.5 .10 SOFT-STARTER Figura 10. onde normalmente é 153 . Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia. ou mesmo quando para que o motor acelere a carga. • Pump control Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida soft-starter em sistemas de bombeamento. viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. podemos dizer que esta função é a que deverá ser utilizada após não obter-se sucesso com a rampa de tensão simples.

• Economia de energia Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. Por ser um motor onde o conjugado desenvolvido é proporcional ao quadrado da tensão aplicada.Equilíbrio entre conjugado e tensão 154 . a velocidade (rotação) aumentará ligeiramente. Se carga diminui e o motor for alimentado por uma tensão constante. conforme a figur a 10. Caso esta tensão seja devidamente reduzida. Quando a tensão no motor está em seu valor nominal e a carga exige o máximo conjugado para o qual o motor foi especificado. a demanda de corrente reduzirá e o ponto de operação se moverá junto à curva para o ponto B. prejudicial ao sistema como um todo.10 SOFT-STARTER necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. São habilitadas também as pro teções de seqüência de fase e subcorrente imediata (para evitar o escorvamento). Figura 10. A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete. haverá uma redução do conjugado com uma redução de tensão. Esta função.6 . o ponto de operação será definido pelo ponto A.6. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções. quando ativada. reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. o ponto de operação passará a ser o ponto A|.

10 SOFT-STARTER Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. pois estas também podem garantir ao motor toda a proteção necessária.7 .3. Isto. A seguir estão relacionadas as principais proteções que as soft-starters oferecem. Figura 10. Cabe destacar que este tipo de otimização de energia possui alguns inconvenientes.2 Proteções A utilização das soft-starters não fica restrita exclusivamente a partida de motores de indução. 10. principalmente. Normalmente quando uma proteção atua é emitida uma mensagem de erro específica para permitir ao usuário reconhecer o que exatamente ocorreu. diga-se de passagem. sobreaquecimento de transformadores e interferências em equipamentos eletrônicos. a geração de tensões e correntes harmônicas e variações no fator de potência. vem sendo evitado a todo custo. é muito difícil de encontrar-se pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados. No caso as harmônicas podem ocasionar problemas relativos a danos e redução da vida útil de capacitores para correção de fator de potência. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência.Proteção de sobrecorrente imediata 155 . • Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização).

15 156 . sistemas de bombeamento. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como. Figura 10.10 SOFT-STARTER • Subcorrente imediata Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização). = 1.Característica de sobr ecarga para F. por exemplo.9 .Proteção de subcorrente imediata • Sobrecarga na saída (Ixt) Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. Figura 10. protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo.8 .S.

• Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. • Falha nos tiristores Detecta se algum dos tiristores está danificado. a CPU executa uma rotina de auto diagnose e verifica os circuitos essenciais. onde também estão montados os tiristores. Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C. o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. Caso exista. serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. • Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. bloqueia os pulsos de disparo e envia uma mensagem de erro através do display. Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase. • Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. como exemplo. • Seqüência de fase invertida Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. Caso haja alguma irregularidade.10 SOFT-STARTER • Sobretemperatura nos tiristores (medida no dissipador) Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. podemos citar o acionamento para bombas. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display. Interferência eletromagnética também pode causar a 157 .

• Defeito externo Atua através de uma entrada digital programada. 10. seja aceito. • Erro de programação Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. relés auxiliares. pressostatos. sondas térmicas. sendo alguns deles utilizados em sistemas um pouco mais sofisticados. 158 . etc. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade. • Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial.10 SOFT-STARTER atuação desta proteção. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada.3.3 Acionamentos típicos Veremos a seguir os acionamentos tipicamente configuráveis nas chaves soft-starters. como por exemplo.

10 .H.10 SOFT-STARTER • Básico / Convencional Todos os com andos. leituras e monitoração de status feitos via I.Diagrama simplificado de um acionamento básico Parâmetro P53 P54 P55 P61 * Padrão de fábrica Programação 1 2 oFF oFF 159 .M. Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a dois fios Figura 10.

Diagrama do acionamento com inversão de sentido de giro Parâmetro P04 P51 P53 P54 P55 P61 Programação oFF 3 4 4 3 oFF 160 .11 .10 SOFT-STARTER • Inversão de sentido de giro Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e troca do sentido de giro Figura 10.

10

SOFT-STARTER

• Frenagem por injeção de corrente contínua Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e frenagem cc

Figura 10.12 - Diagrama do acionamento com frenagem CC

Parâmetro P34 P35 P52 P53 P54 P55 P61

Programação Maior que oFF Ajuste de carga 3 4 2 3 OFF

161

10

SOFT-STARTER

• By-pass Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e contator de bypass

Figura 10.13 - Diagrama do acionamento com by-pass da chave

Parâmetro P43 P52 P53 P54 P55 P61

Programação ON 2 4 2 3 OFF

162

10

SOFT-STARTER

• Multimotores / Cascata Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais para três motores

Figura 10.14 - Diagrama orientativo do acionamento tipo cascata

163

10

SOFT-STARTER

10.4 PRINCIPAIS APLICAÇÕES PARA SOFT-STARTERS

Nos últimos anos as chaves soft-starters vêm sendo amplamente utilizadas em vários segmentos industriais, destacando-se em algumas aplicações como por exemplo, sistemas de bombeamento, ventiladores, exaustores, misturadores (pulpers), compressores, moinhos, etc. A partir de agora analisaremos os principais aspectos a serem considerados em cada uma das aplicações mais típicas, como definido a seguir : • • • • • Bombas centrífugas; Compressores; Ventiladores; Misturadores (pulpers); Moinhos, centrífugas, transportadores, etc.

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. Baixo • Condição de partida ........ Quadrático (parafuso) ou Constante (alternativo) • Momento de inércia ...0 • Comentários: 1) É a melhor aplicação para soft-starter 2) Função Pump Control minimiza golpe de aríete.... Baixo • Condição de partida ...... IP/I N ≤ 3.....10 SOFT-STARTER BOMBAS CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado . tipicamente I P/I N ≤ 3.................... COMPRESSORES Características • Tipo de conjugado ... Qu adrático • Momento de inércia ........0 • Comentários: (1) (2) 165 ...........

..... Médio • Condição de partida .......Curvas típicas de conjugado em função da rotação 166 ... Qu adrático • Momento de inércia .15 ....10 SOFT-STARTER VENTILADORES Características • Tipo de conjugado . IP/I N ≤ 3.... Figura 10....5 • Comentários: 1) Para grandes potências usar a limitação de corrente na partida..... 2) A partida é feita normalmente com o damper fechado (sem carga).....

. o momento de inércia pode ser elevado.... Médio / Alto • Condição de partida . 2) Dependendo do material.Curva típica de conjugado em função da rotação 167 ... Qu adrático • Momento de inércia ....10 SOFT-STARTER MISTURADORES Características • Tipo de conjugado .... Figura 10....... envolvido no processo............5 • Comentários: 1) Conjugado resistente na partida pode ser muito alto. IP/I N ≤ 3..16 .

TRANSPORTADORES Características • Tipo de conjugado .. IP/I N ≤ 4..5 168 ... Constante • Momento de inércia ............................. Médio / Alto • Condição de partida ... Constante • Momento de inércia ......... 2) Usar limitação de corrente na partida...10 SOFT-STARTER MOINHOS Características • Tipo de conjugado ......5 • Comentários: 1) Verificar se parte com ou sem carga...... Elevado • Condição de partida ....... IP/I N ≤ 4.

. 4) Verificar se parte com ou sem carga.. 2) Utiliza limitação de corrente na partida......5 • Comentários: 1) Utiliza a limitação de corrente de partida.10 SOFT-STARTER • Comentários: 1) Utiliza rampas de tensão na aceleração e desaceleração. 169 .......... 2) Verificar o número de manobras (centrifugação por bateladas). IP/I N ≤ 4.. 3) Verificar se ocorrem sobrecargas...... CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado ...... Line ar • Momento de inércia ... Elevado • Condição de partida ..

5 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO Neste capítulo iremos estabelecer os critérios mínimos e necessários para efetuar-se o correto dimensionamento de uma chave soft-starter. trazendo como principais benefícios a redução da corrente e do conjugado de partida respectivamente. Desta forma trataremos de verificar estes pontos e definir critérios que nos possibilitem especificar o modelo ideal de chave estática. o motor deverá ser capaz de produzir um conjugado dinâmico tal. acoplamento entre o motor e a carga. rede de alimentação. da carga. Fisicamente. Como vimos anteriormente. do ambiente. Para podermos especificar uma soft-starter é muito importante obtermos algumas informações relacionadas principalmente com as características do motor. Em relação aos aspectos acima expostos devemos levantar os seguintes dados : Motor • Corrente nominal • Potência nominal • Tensão de alimentação • Número de pólos • Fator de serviço • Tempo de rotor bloqueado • Momento de inércia • Curva característica de conjugado em função da rotação Carga • Curva característica de conjugado em função da rotação • Tipo de acoplamento • Apresenta sobrecarga na partida ou em regime • Número de partidas por hora • Momento de inércia ou GD 2 170 .10 SOFT-STARTER 10. condições de operação. Devemos garantir que o motor ao ser acionado por uma chave soft-starter tenh a condições de acelerar a carga da rotação zero até sua rotação nominal (ou próximo disto) onde haverá então o equilíbrio. o motor sofre algumas alterações nas suas características de conjugado em virtude de aplicarmos a ele uma tensão reduzida. que seja este o suficiente para vencer o conjugado resistente da carga e a inércia refletida em seu eixo.

Também será possível referir o momento de inércia da carga ao eixo do motor para obtermos o momento de inércia total. altitude. Na maioria das vezes dispõe-se somente do tipo de máquina a ser acionado e a potência nominal do motor. agressividade (se existe a presença de líquidos. Partindo desta realidade poderemos estabelecer duas situações possíveis. etc). muitas vezes.10 SOFT-STARTER Observações • Para montagem em painel definir: grau de proteção. umidade. retrofitting ou em ampliações das instalações. Sabemos que. para que um motor elétrico suporte a condição de partida a seguinte 171 . Adotaremos informalmente a seguinte denominação para nos referirmos à estas situações: Situação Ideal Onde temos disponíveis todas as informações. Situação Normal Onde temos soment e algumas das informações. a chave será aplicada em máquinas mais antigas. corrosivos. Veremos as duas independentemente e assim definiremos os critérios específicos a cada uma delas. Isto por sinal é muito comum pois. maresia. pois a corrente da soft-starter será dimensionada em relação a ela. sólidos ou gases inflamáveis. uma quando temos todas as informações disponíveis e outra quando não temos. sólidos em suspensão. • Característica do ambiente: temperatura. Desta forma podemos estabelecer o primeiro critério de dimensionamento como a seguir: INOM soft-starter ≥ I NOM motor (5. tensão de comando.1) Muitas vezes todas estas informações não estarão disponíveis e desta forma teremos que aplicar fatores para sobredimensionamento da soft-starter. SITUAÇÃO IDEAL Neste caso dispomos das curvas de conjugado por rotação da carga e o do motor. poeira. refrigeração. sendo desta forma possível determinar o tempo d e aceleração através da equação (3). Devemos frisar com relação aos dados do motor que a mais importante informação é a corrente nominal.

Jmotor .17). Para calcularmos o conjugado acelerante precisaremos calcular a área delimitada pelas curvas características de conjugado do motor e d a carga (figura 10. Esta 172 .momento de inércia do motor. pois esta informação pode ser obtida através do catálogo de motores ou folha de dados onde é considerado que no motor está sendo aplicada a tensão nominal. a T ( ––––––– ) C A (5.tempo de aceleração. O momento de inércia total é calculado por: J =J T motor +J carga (5. Jcarga .10 SOFT-STARTER relação deve ser respeitada: t ≤ 0.tempo de rotor bloqueado. t A .3) Onde.momento de in ércia da carga referida ao eixo do motor.tempo de aceleração. t a . t RB . JT . ∆n .rotação.momento de inércia total.conjugado acelerante.4) Onde . CA . Na condição acima devemos na verdade considerar o tempo de rotor bloqueado corrigido em função dos fatores de correção da corrente ou da tensão.80 x t a RB (5.2) Onde. ∆n . Para o cálculo do tempo de aceleração partimos da seguinte equação: J t = 2π .

6) CR(n) dependerá da característica de conjugado da carga. e E são constantes inteiras e positivas dependentes das características do motor.10 SOFT-STARTER área pode ser calculada de diversas maneiras sendo analiticamente. C.5) Onde A. A equação da curva de carga com um pouco de boa vontade poderá ser interpolada mas a do motor é muito difícil de conseguirmos. para que assim possamos integrá-las entre os limites desejados.Representação gráfica do conjugado acelerante Assim a área representada na figura acima poderia ser calculada pela resolução da seguinte expressão genérica: CA = ∫ n –––––––––––––––– dn – ∫ C R (n)dn Cn 2 – Dn + E 0 0 A – Bn n (5. pois seria necessário obter informações muito det alhadas da características elétricas do motor. B. Para executar o cálculo de forma analítica deveremos conhecer as equações das duas curvas. que como visto anteriormente poderá ser 173 . D. Figura 10.5) seja uma aproximação válida e bastante razoável. se considerarmos ainda que a equação (5. A – Bn = ––––––––––––––––– 2 Cn – Dn + E C motor (5. numericamente ou graficamente.17 .

Somente deverá ficar esclarecido que antes de aplicar-se esta técnica. Uma maneira interessante seria calcularmos esta área através de alguma técnica de integração numérica. dependendo do número de subintervalos. Esta técnica consiste em dividirmos o intervalo de integração em N partes iguais e calcularmos a área do trapézio formado em cada um dos subintervalos Dn . hiperbólico ou não definido). sendo que os pontos de conjugado serão lidos diretamente da curva (ver figura 10. através de fatores de redução. Por simplicidade utilizaremos a integração pela técnica dos trapézios. Nitidamente pode-se perceber que haverá uma margem de erro no valor da área a ser calculada. a curva de conjugado do motor deverá ser corrigida em função da variação da tensão aplicada. Podemos cons iderar que a variação da tensão aplicada ao motor obedece a seguinte relação: 174 .10 SOFT-STARTER classificada em um dos grupos específicos (constante.18 . esta técnica mostra-se muito eficiente e simples.Técnica de integração numérica pela regra dos trapézios Apesar de trabalhosa. quadrático. mas no nosso caso perfeitamente tolerável. linear. Figura 10.18). pois permite calcularmos o conjugado acelerante para qualquer que seja a característica de conjugado do motor e da carga. Vemos que será mais fácil buscarmos outra forma de calcularmos esta área sem a necessidade de recorrer a técnicas de integração muito complexas.

UP = tensão de partida.7 onde.19 ilustra esta consideração.10 SOFT-STARTER UNom – U p U(n) = ( –––––––––––––––– ) . Na verdade o que nos diz a expressão (5. n + U p n Nom 5. onde a soft-starter receberia a leitura de velocidade do motor para que assim aplicasse a rampa de tensão. Figura 10. De qualquer maneira para efeito de dimensionamento isto não nos trará nenhum inconveniente sendo t ambém uma aproximação relativamente satisfatória. n Nom = rotação nominal.Rampa de tensão aplicada ao motor na partida Podemos assim colocar estes valores em uma tabela de forma a facilitar a visualização dos resultados obtidos segundo o procedimento acima descrito. UNom = tensão nominal.19 . A figura 10.7) seria válido se tivéssemos um sistema de malha fechada de velocidade. 175 .

––––––– 2 2 n Nom CNom C RNom NOTA Todos os valores de conjugado na tabela acima foram referenciados ao conjugado nominal do motor por comodidade e por ser mais fácil trabalhar com valores dessa forma referenciados.2).10 SOFT-STARTER Tabela 10.Valores de conjugado Rotação C / C Nom (%) (motor) n0 C0 CRC / C Nom CA / C Nom C0 + C 1 ––––––– 2 C1 + C 2 ––––––– 2 C2 + C 3 ––––––– 2 CR0 + C R1 ––––––– 2 CR1 + C R2 ––––––– 2 CR2 + C R3 ––––––– 2 C R0 - n1 C1 C R1 - n2 ··· C2 ··· C R2 ··· - ··· CN-1 + C Nom CRN-1 + C RNom ––––––– . teremos certeza de que o motor escolhido atende a condição de partida. Matematicamente podemos expressar isso através da seguinte relação: t a = Σ tan 0 N (5. Vamos agora aplicar este procedimento em um exemplo prático baseando-se em um uma aplicação real. Caso isto se verifique. Aplicando estes valores na equação (5.8) O valor encontrado a partir da expressão (5.8) deverá obedecer o que defin e a expressão (5. sendo fornecidas as seguintes informações: 176 .1 . Bastará depois disso somarmos todos estes valores parciais obtendo assim o valor do tempo de aceleração total do motor.3) poderemos calcular os tempos de aceleração parciais para cada um dos subintervalos.

A curvas de conjugado em fun ção da rotação. • Curvas com as características de conjugado e corrente do motor.281078 7.46366 CV.10 SOFT-STARTER • Curva de conjugado da carga.8338 204.375647 13. OBSERVAÇÃO Ver anexo I. Com estes dados podemos calcular a potência requerida pela bomba e assim determinar a potência do motor adequado ao acionamento da bomba. Chegamos a P c = 20.0444 184.m) 229.11075 20. fornecem o valor de conjugado requerido em dez pontos de rotação distintos. escolheremos um motor de 25 CV (valor comercial de potência normalizada).1a Pontos de conjugado resistente Rotação (% de n NOM ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CRES (N.39183 0.54 210. • Folha de dados do motor.4117 197.2833 193.7878 229.4864 29.81349 3. da bomba e do motor.8 177 .45658 66.95917 Conjugado do motor Cmotor (N.38082 81.0356 216. Lendo estes valores das curvas obtemos a tabela abaixo: Tabela 10.m) 36. com rendimento de 75%.6594 191.50259 40.9072 99. Neste caso aplicaremos o procedimento para uma bomba centrífuga que irá trabalhar em um ponto de operação definido pela vazão de 200 m 3/h e uma pressão de 21 mca. ou melhor.15931 52.54 255.

63 43. Desta forma podemos determinar os valores de conjugado corrigido para cada um dos pontos fornecidos.27 158.1. Podemos então montar a seguinte tabela: Tabela 10. Esta tabela apresentará os valores de conjugado acelerante médio para cada um dos intervalos de rotação definidos. Aqui iremos considerar que o motor atinja a tensão nominal ao final da rampa de tensão aplicada pela softstarter.63 79.10 SOFT-STARTER Os valores de conjugado do motor deverão ser corrigidos para a variação de tensão que será aplicada. Sabemos que conjugado do mot or varia com o quadrado da tensão aplicada.5 48 54.5 74 80.5 87 93.21 99.87 184.23 137.22 31. Esta tabela é mostrada a seguir: 178 .m) 14.5 100 Cmotor (N.1b Os valores de conjugado do motor devem ser corrigidos através da seguinte relação: CMotor = (U/100) 2 x C motor (tirado da tabela 10.80 Com os valores de conjugado corrigidos podemos agora preencher uma tabela como a tabela 10.1a) Rotação (% da n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Tensão (% da U Nom ) 35 41.70 106.35 22.16 58.5 61 67. já que conhecemos a rampa de tensão.

90 124.65 99. e a partir daí calcularmos a tensão que deveria ser aplicada.13 92.16 52.m) 28.84 45.8.12 36. considerando esta situação. Note que o conjugado será corrigido conforme a seguinte relação: 179 .38 81.08 s.49 29.54 56.81 3.82 72. Quando esta função está ativa devemos aplicar fatores para correção das curvas de conjugado e corrente do motor. Devemos lembrar que no procedimento usado no exemplo acima não consideramos a ativação da função “limitação de corrente” da soft-starter.3). Uma alternativa válida seria a de considerarmos um valor de limitação de corrente.10 SOFT-STARTER Rotação (% de n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CMotor (N.11 20.m) 23.59 117.75 193.38 13. temos condição de calcular os tempos de aceleração parciais para cada um deles (através da equação 5.24 45.80 CRES (N.04 161.56 Com os valores de conjugado acelerante médio para todos os intervalos de rotação.46 66.85 54. visto que o tempo de aceleração é muito pequeno em relação ao tempo de rotor bloqueado (corrigido).93 56.71 148.23 65.58 38.75 80.96 118.m) 16.84 98. Para calcularmos o tempo de aceleração total basta utilizarmos a relação 5. Podemos verificar que este motor terá condições de acelerar tranqüilamente a carga.28 7.39 0.96 Ca médio (N.50 40. Substituindo os valores nas respectivas equações chegamos ao seguinte resultado para o tempo de aceleração total : t a = 1.

que poderá ser encontrado a partir da seguinte relação: I ef SSW = √ ––––––––––––––––––––– .10 ) Nom 360 2 válido para um regime de partidas de 10 partidas por hora.12 ) 180 .C – C n Rn (5. O valor encontrado através da relação (5. Neste caso devemos comparar os valores obtidos através de (5.10 SOFT-STARTER I C = ( ––––––– A I n Lim ) .10) e (5.10 ) Deve-se notar que a relação entre o valor da limitação e a corrente do motor nos informará diretamente a relação da tensão aplicada em relação a tensão nominal. Para garantirmos o acionamento do motor devemos então calcular o valor de corrente eficaz para o regime de partida do motor utilizando o valor de corrente limite e tempo de aceleração total. Isto pode ser feito através da seguinte relação: I = ef √ (I ) Lim x t + (360 – t ) a a ––––––––––––––––––––– .11) e os mesmos devem obedecer a seguinte relação: I efSSW ≥ k. I máx máx (3) x t 2 + 360 – t 360 ( ) NomSSW (5.11) onde.10) deverá ser comparado com o valor de corrente eficaz da softstarter. I (5. Assim podemos atribuir um valor a I Lim e verificarmos se o valor de tensão aplicada ao motor é válido ou satisfatório. t máx depende do modelo da soft -starter.I ef (5.

0 NOTA Os valores acima são válidos para regime de serviço normal. Tabela 10.2 .0 1. com número de partidas não superior a 10 partidas por hora.2 (folga de 20% acima do calculado). porém somente se necessário.0 1. A tabela abaixo nos mostra estes fatores.0 1.0 1.0 1.10 SOFT-STARTER Poderá ainda ser usado na expressão (5. 181 .Critérios de Dimension amento Aplicação Bomba Centrífuga Compressores (parafuso) Compressores (alternativo) Ventiladores Carga Baixa Baixa Média Quadrático Inércia Baixa Baixa Baixa Média/Alta Fator 1. pois este fator dificilmente supera o valor de 1. Dessa forma estabeleceremos fatores de multiplicação que deverão ser aplicados a corrente nominal do motor. colhidos através da experiência. representado por k. a inércia e conjugado resistente da carga referidos ao eixo do motor.8 – 2. assim seremos obrigados a considerar critérios de dimensionamento baseados em resultados empíricos.8 – 2.8 – 2.12) um fator de segurança.2 Até 22 kW 1. SITUAÇÃO NORMAL Na situação normal não poderemos dispor de informações mais detalhadas. ou seja. ou seja.5 – 1.5 Acima de 22 kW Misturadores (pulpers) Moinhos Transportadores Centrífugas Média Média/Alta Média/Alta Baixa Média Média Alta Muito Alta 1.8 1. Consideramos também. Estabelecemos dessa maneira os procedimentos para dimensionamento de um acionamento com soft-starter para a situação denominada de Ideal.

255 /220-440/2 (ver catálogo).0. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.0x253. • Assim devemos consi derar o valor de 2. • Assim devemos consi derar o valor de 1. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.10 SOFT-STARTER Exemplos: Considerar um motor Weg.1 vemos que devemos considerar o fator 1. Acionando um ventilador em uma câmara de resfriamento.76 A. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253. Acionando um transportador contínuo em uma empresa de mineração.1 vemos que devemos considerar o fator 1. 2. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.88 A. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03. • Pelo critério da tabela 5. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.5x253.88 A ⇒ 507. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.410 /220-440/2 (ver catálogo). • Pelo critério da tabela 5.0.88 A.5.88 A ⇒ 380.1 vemos que devemos considerar o fator 1. • Pelo critério da tabela 5. 175 CV – IV pólos – 380 Volts – 60 Hz 1. 3. 182 .88 A.580 /220-440/2 (ver catálogo). Acionando uma bomba centrífuga em uma estação de tratamento de água.82 A. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos Inom = 253.

podemos utilizar uma das saídas digitais programáveis da própria chave para comandar o religamento dos capacitores. De maneira geral. Isto. No caso de usar-se fusíveis de ação retardada. onde normalmente temos os capacitores de correção já conectados junto ao mot or. principalmente o que está relacionado a proteção da chave. estaremos comprometendo de maneira muito severa o sistema como um todo. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA Devemos atentar aos casos onde é necessária a correção de fator de potência. serão gerados 183 . Caso. os mesmos não garantirão a integridade dos semicondutores. Visto que a chave é constituída basicamente de uma placa eletrônica de controle e de módulos de semicondutores de potência. por exemplo. Para a aplic ação de softstarters neste tipo de situação devemos garantir que durante a execução das rampas os capacitores estejam desconectados do circuito de saída entre a chave e o motor. Nestes casos é sempre oportuno consultar o fabricante da soft-starter para que este possa avaliar melhor a situação e assim indicar uma solução mais adequada. 10. é o mais seguro e correto em termos de garantias. sem dúvidas. já que os mes mos com certeza irão danificar-se. porém ela torna-se muito vulnerável a erros. os cuidados deverão ser redobrados já que se os capacitores forem acidentalmente conectados antes do final de execução da rampa de aceleração.6 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES É importante salientarmos alguns aspectos importantes relacionados a sistemas de acionamento com softstarters.10 SOFT-STARTER Não há dúvida que esta maneira de dimensionar as soft-starters é muito mais simples. principalmente nos casos onde a correção é feita individualmente. FUSÍVEIS Recomenda-se a utilização de fusíveis de ação ultrarápida para proteção da chave contra curto-circuitos. a opção seja a de usar-se um circuito de comando independente da soft -starter. já que em virtude das poucas informações oferecidas é muito difícil garantir o acionamento.

ficando assim claro. em sua maioria modelos analógicos. ACIONAMENTOS MULTI-MOTORES Quando utilizar-se uma única soft-starter para o acionamento de vários motores (ao mesmo tempo). CONTATOR DE ENTRADA Alguns modelos de chaves encontrados no mercado. Sempre ajustar de acordo com o motor utilizado e a corrente de operação do mesmo. do ponto de vista relacionado a segurança do usuário. PROTEÇÃO DE SOBRECARGA Não esqueça de ajustar corretamente os parâmetros relacionados com a proteção de sobrecarga. seccionadoras. etc. etc. 184 . disjuntor. terão como característica entrarem em curto quando danificados. .10 SOFT-STARTER transitórios indesejáveis de corrente. não será possível desligar o motor sem que se tome uma atitude mais drástica e com certeza mais perigosa. Os modelos analógicos são distribuídos em função de terem um custo menor do que as chaves digitais que por sua vez não tem esta obrigatoriedade. no aspecto de segurança. que se não tivermos um elemento de seccionamento no circuito de força. O importante é lembrar que nos modelos digitais estes contatores são colocados em conformidade às normas. providenciar a utilização de relés de sobrecarga individuais para cada um dos motores. com a mesma ainda acionando o motor ou habilitada.). os mesmos por serem semicondutores. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO NA SAÍDA Evite comutar dispositivos como contatores. pois no caso de uma falha na soft-starter (placa de controle) e a queima de um ou mais módulos de tiristores. que poderão seguramente danificar de forma irreversível os semicondutores. conectados na saída da chave. Não esqueça que neste caso a soft-starter deverá ser dimensionada pela soma das correntes individuais de cada motor. chave seccionadora. As normas exigem que seja colocado um dispositivo de seccionamento do circuito de força (contator. exigem a colocação de um contator no circuito de entrada da chave.

Figura ilustrativa para acionamento multimotor A corrente total (I T) é dada pelo somatório das correntes de todos os N motores.10 SOFT-STARTER IT I1 I2 I3 Figura 10.20 . Matematicamente teremos a seguinte relação: I = T ∑I | N K 185 .

As Soft-Starters WEG. destinadas à aceleração. engrenagens. Com o ajuste adequado das variáveis. que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. microprocessadas e totalmente digitais. apresentando-se como uma solução completa e de baixo custo.7 INTRODUÇÃO – SOFT-STARTER SSW-03 PL US / SSW-04 Soft-Starters são chaves de partida estática. garantindo. mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tiristores. o torque produzido é ajustado à necessidade da carga. permite obter partidas e paradas suaves do mesmo. correias. A interface homem-máquina permite facil ajuste de parâmetros facilitando a posta em marcha. desta forma. BENEFÍCIOS • Proteção eletrônica integral do motor • Relé térmico eletrônico incorporado • Interface Homem-Máquina incorporada • Função “ Kick-Start ” para partida de cargas com elevado atrito estático • Função “Pump Control” para controle inteligente de sistemas de bombeamento • Evita o “Golpe de Ariete” em bombas • Limitação de picos de corrente na rede • Limitação de quedas de tensão na partida • Eliminação de choques mecânicos • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores.10 SOFT-STARTER 10. configurados em paralelo ou em cascata • Facilidade de operação. polias. programação e manutenção via interface homem-máquina 186 . O controle da tensão aplicada ao motor. permite um eficaz controle sobre bombas. são produtos dotados de tecnologia de ponta e foram projetadas para garantir a melhor performance na partida e parada de motores de indução. desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. A função incorporada. “Pump Control”. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Possibilidade de partida de várias motores. evitando desta forma o “Golpe de Ariete”.

10 SOFT-STARTER • Simplificação da instalação elétrica • Comunicação serial RS-232 incorporada • Comunicação em Redes FieldBus: ProfiBus DP.(somente para SSW-03 Plus) • Totalmente digital / Microcontrolador 16 Bits • Operação em ambientes de até 55 ºC • Certificações Interna cionais UL. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) • Programação e monitoração via microcomputador PC com software SUPERDRIVE (opcional) • Possibilidade de ligação padrão (3 cabos) ou ligação dentro do delta do motor (6 cabos) . cUL e CE PRINCI PAIS APLICAÇÕES • Bombas Centrífugas / Alternativas (Saneamento / Irrigação / Petróleo) • Ventiladores / Exaustores / Sopradores • Compressores de Ar / Refrigeração (Parafuso / Pistão) • Misturadores / Aeradores • Centrífugas • Britadores / Moedores • Picadores de Madeira • Refinadores de Papel • Fornos Rotativos • Serras e Plainas (Madeira) • Moinhos (Bolas / Martelo) • Transportadores de Carga * Correias / Cintas / Correntes * Mesas de Rolos * Monovias / Nórias * Escadas Rolantes * Esteiras de Bagagem (Aeroportos) * Linhas de Engarrafamento 187 .

Aceleração . Desaceleração . com possibilidade de fixação local ou remota (até 3 metros). Tensão plena .10 SOFT-STARTER IHM-3P LED que indica que a Soft-Starter iniciou partida ou parada LED indica estado da Soft-Starter: . 188 . Em economia de energia INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Liga soft-starter Desliga soft-starter Reseta erros na soft-starter Incrementa o número ou conteúdo do parâmetro Decrementa número ou conteúdo do parâmetro Comuta display entre o número do parâmetro e o seu conteúdo ♦ IHM-3P → Interface Homem-Máquina destacável.

2) Na ligação convencional do tipo padrão (3 cabos) o motor pode ser conectado tanto em ligação Estrela como em Triângulo. a SoftStarter é 43% menor do que a Soft-Starter necessária na ligação tipo padrão (3 cabos). ou seja. na ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). com a Soft-Starter dentro do Delta do Motor. pode-se acionar um motor de potência 73% maior do que na ligação tipo padrão (3 cabos).10 SOFT-STARTER TIPOS DE LIGAÇÃO (SOFT-STARTER → MOTOR) LIGAÇÃO PADRÃO (3 cabos) LIGAÇÃO DENTRO DO DELTA DO MOTOR (6 cabos) Motor em Estrela Motor em Triângulo Soft-Starter dentro do Delta do motor ISoft-Start er = ITotal consumida ISoft-Start er = I Total consumida SSW-03 e SSW-04 √3 SSW-03 IMPOR TANTE 1) A ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos) é possível somente com as Soft-Start ers SSW03 Plus. 189 MOTOR 220 / 380V 380 / 460V 440 / 760V 220 / 380 / 440 / 760V Ligação 6 cabos 220V 380V 440V 220 / 440V . para um mesmo tamanho de Soft-Starter na utilização da ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). 3) Para uma mesma potência de motor.

10 SOFT-STARTER REDES DE COMUNICAÇÃO “FieldBus” Interligação em Redes Rápidas As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-04 podem opcionalmente ser interligados em redes de comunicação rápidas “FieldBus ”. características exigidas em aplicações de sistemas complexos e/ou integrados.. as redes de comunicação rápidas conferem elevada performance de atuação e grande flexibilidade operacional.. MIW-02 MFW-01 MIW-02 190 . através dos protocolos padronizados mais difundidos mundialmente. CLP REDES “FIELDBUS” MFW-01 MIW-02 MIW-02 MIW-02 . podendo ser: • ProfiBus DP • DeviceNet • ModBus RTU FIELDBUS Destinadas principalmente a integrar grandes plantas de automação industrial. de acordo com o protocolo desejado. As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-0 podem se 4 interligar as redes de comunicação do tipo “FieldBus “ através de Módulos FieldBus WEG.

10 Tensão da Rede SOFT-STARTER Tabela de Especificação ...55 ºC CV 40 50 75 100 125 125 150 200 200 225 250 300 350 450 75 100 125 175 200 200 270 350 370 400 450 600 650 800 75 100 125 200 250 250 300 400 430 450 500 700 750 900 100 150 176 250 300 300 400 500 550 600 700 850 950 1200 Ligação no Delta (6 cabos) Ta = 0.SSW-03 Plus SOFT-STARTER SSW-03 Plus Nominal Modelo 40 ºC 120 / 240-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220/440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-400 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220/-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 460-575 170 / 460-575 205 / 460-575 255 / 460-575 290 / 460-575 340 / 460-575 410 / 460-575 475 / 460-575 580 / 460-575 670 / 460-575 800 / 460-575 950 / 460-575 1100 / 460-575 1400 / 460-575 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL (1) Ligação Padrão (3 cabos) Tensão Ta = 0...40 ºC Ta = 0...55 ºC Tamanho CV 75 100 125 175 200 200 250 330 350 400 450 550 600 750 125 175 200 300 350 350 450 600 630 700 750 1000 1050 1350 150 200 250 350 400 400 550 650 700 800 900 1150 1250 1550 175 270 300 450 550 550 700 900 950 1050 1150 1500 1600 2050 (V) CV 50 75 85 100 125 140 150 200 250 270 300 400 450 600 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 750 800 1000 100 150 170 200 250 270 350 400 500 550 700 800 900 1200 125 150 220 250 300 350 450 500 600 750 850 1100 1200 1500 kW 37 77 63 75 90 103 110 150 185 200 220 300 330 450 55 90 110 130 150 185 220 260 300 330 400 550 600 730 75 110 125 150 185 200 260 300 370 400 500 600 660 900 90 110 160 185 220 250 330 370 450 550 690 800 900 1100 kW 30 37 55 75 90 90 110 150 150 166 185 220 260 330 55 75 90 130 150 150 200 260 270 300 330 450 475 600 55 75 90 150 185 185 220 300 315 330 370 500 550 660 75 110 130 185 220 220 300 370 400 450 500 630 700 900 kW 55 90 110 130 150 185 220 260 300 300 400 475 600 730 110 150 185 220 260 300 370 450 500 630 730 900 1000 1300 130 185 220 260 300 370 450 500 630 700 850 1050 1200 1500 165 220 300 330 400 475 550 660 800 920 1100 1300 1550 1950 kW 55 75 90 130 150 150 185 240 260 300 330 400 450 550 90 130 150 220 260 150 330 450 470 500 550 730 770 1000 110 150 185 260 300 300 400 476 500 600 660 850 920 1150 130 200 220 330 400 400 500 660 700 770 850 1100 1200 1500 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 220 220 / 230 / 380 / 400 / 415 / 440 V 380 440 460 / 480 / 575 V 575 191 ..40 ºC CV 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 650 800 1000 150 200 250 300 350 400 500 600 700 850 1000 1200 1350 1750 175 250 300 350 400 500 600 700 850 950 1150 1400 1600 2050 225 300 400 450 550 650 750 900 1100 1250 1500 1800 2100 2650 (A) 55 ºC 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1800 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 Ta = 0..

2 15 22 37 55 11 22 30 45 55 kW 4.5 11 18.5 30 37 55 2 1 2 1 2 1 2 1 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 460-575 460/480/ 575 V 30 / 460-575 45 / 460-575 60 / 460-575 85 / 460-575 NOTAS: (1) As potências indicad as nas tabelas (SSW-04 e SSW-03) são para ca rgas suaves do tipo bomb as entrífugas e compresso res.5 11 15 22 7.5 11 15 22 7.5 20 30 40 60 15 25 40 50 75 Tamanho 55°C 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 kW 4...4 7. com base em motores WEG de IV pólos .2 9.10 SOFT-STARTER Tabela de especificação .2 15 22 30 45 11 18.5 15 22 30 45 9. número de partidas/hora e tipo de carga. Dimensões e Pesos ALTURA (mm) SÉRIE TAMANHO LARGURA “L” (mm) “H” (IP 00) “H2” (c/ kit IP 20) PROFUNDIDADE “P” (mm) PESO (kg) SSW-04 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 140 275 365 605 720 886 961 1011 1111 1288 - 199 283 244 257 315 325 345 431 5.. O dimensio namento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.5 20 440 30 50 75 15 30 575 40 60 75 (1) Inominal (A) 40°C 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 Ta=0. consul tar a WEG.5 22 37 9.40°C (2) CV 6 10 220 15 20 30 10 20 380 30 40 60 12.SSW-04 Tensão da Rede SOFT-STARTER SSW-04 Modelo 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Ta=0. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas. (3) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 55°C.0 17 20 42 50 59 64 72 180 224 480 530 605 655 705 855 1210 SSW-03 PLUS 521 571 679 192 . (2) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 40°C.60 Hz..55°C (3) CV 6 10 15 20 30 10 15 25 30 50 12.4 7.

.PL * Somente para SSW-03 Plus ** Exceto para SSW-03 Plus (1 100 e 1400A) 1 Linha Soft-Starter SSW-04 SSW-03 Plus 2 Corrente NOminal da Soft-Starter SSW-04 ⇒ 16..: 2 / 3 / 4 – PL* SSW-04.1400 A 3 Faixa de Tensão da Rede de Alimentação 220-440V 460-575V 4 Tensão Eletrônica / Ventilação 1 ⇒ 110-120 V ** 2 ⇒ 220-230 V 193 .10 SOFT-STARTER Codificação 1 Ex.85 A SSW-03 Plus ⇒ 120..290/460-575/I ..60/220-440/2 SSW-03.

– USA CE ( Europa ) Certificado pelo ITS – UK REGIME DE PARTIDA ( 10 Partidas / Hora ) ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA FUNÇÕES / RECURSOS INTERFACE HOMEM – MÁQUINA CONDIÇÕES AMBIENTE ACABAMENTO CONFORMIDADES/ NORMAS CERTIFICAÇÕES Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio.. 1 . 90 % da Tensão Nominal ( KICK – START ) Duração : OFF... 30 segundos Pulso de tensão na partida programável Nível : 70 ... 50 % da Tensão Nominal Duração : 1 . 600 segundos Auto-Reset da memória térmica programável OFF. 20 segundos Subcorrente imediata programável 20 .....20mA (Exceto SSW-04) Relé 2 Saídas programáveis ( NA ) : 250 V / 1 A 1 Saída ( Reversor = NA + NF ) : 250 V / 1 A – Defeitos Analógicas 1 Saída programável ( 8 bits ) : 0. Digitais 4 Entradas programáveis isoladas ( fotoacopladas ) : 24 Vcc Analógicas 1 Entrada diferencial programável (10 bits): 0.. 200 % da Corrente Nominal Função JOG ( impulso momentâneo ) 25 . e Parametrização ( Programação de funções gerais ) Incrementa e Decrementa parâmetros ou seu conteúdo Supervisão ( Leitura ) Corrente de saída ( motor ) – [ A ] Tensão de saída – [ 0 . 500 % da Corrente Nominal Sobrecorrente imediata programável 32 . . Desliga / Reset. .10 Vcc ( Exceto para SSW-04 ) Interface Serial RS-232 Redes “FieldBus” Unidades p/ comunicação em redes ProfiBus DP. 65 Hz ) Eletrônica / Ventilação Versão 1: 110 / 120 Vca e Versão 2: 220 / 230 Vca Gabinete Metálico SSW-04: IP 20. 2 segundos Frenagem CC ( injeção de corrente contínua ) Nível : 30 ... 10 segundos Proteção de sobrecarga ( motor ) programável OFF.10Vcc.... 440 V e 460 .. 0. 55 °C – Com redução na corrente/potência de saída (Vide tabela de corrente/potência ) Umidade 0 .01 / PD ProfiBus DP Unidades para Redes de MFW . 1 . 600 segundos Classe térmica de proteção sobrecarga do motor 5.. 240 segundos Rampa de desaceleração programável OFF.50 Tensão nominal de linha da rede programável 220 .....15 % ) Modelo 460-575 : 460 / 480 / 525 / 575 V ( + 10 % .. 0... 200 % da Corrente Nominal Tempo de sobrecorrente imediata programável OFF. 20. 30 ..... DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) Proteções Sobrecorrente imediata na saída ( motor ) Falta de fase na alimentação Subcorrente na saída ( motor ) Falta de fase na saída ( motor ) Sobrecarga na saída ( motor ) – I 2 t Falha no tiristor Sobretemperatura nos tiristores / dissipador Erro na CPU ( Watchdog ) Sequência de fase invertida Erro de programação Defeito externo Erro de comunicação serial Standard ( Padrão ) Interface Homem-Máquina incorporada ( destacável ) – Display de LED’s 7 segmentos Senha de habilitação de programação Auto-diagnóstico de defeitos Função PUMP CONTROL ( proteção contra Golpe de Ariete em bombas ) Função ECONOMIA DE ENERGIA Relé para função de B Y-PASS da soft-starter Inversão de sentido de giro por entrada digital programável ( via contatores externos ) Interface serial RS-232 Tensão inicial ( pedestal ) programável 25 . 190 % da Corrente Nominal Tempo de subcorrente imediata programável OFF.) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) com redução de 33% na Inom. 240 segundos Degrau de tensão na desaceleração programável 100 ....... 150 . 40 % da Tensão Nominal Limitação de corrente de partida programável OFF. 50 % da Tensão Nominal Auto-Reset de erros programável OFF. 575 V IHM-3P Opcionais Interface Homem-Máquina Remota ( LED’s ) SUPERDRIVE Software de programação via PC MAC-0X Módulo de aquisição de corrente (para SSW-03) KIT IP20 Kit de montagem IP 20 Adicional RF .. 25 e 30 Fator de serviço do motor 0. -DLC/RF . -1M Filtro EMC (somente para SSW-04) MFW . 10 ..... 90 %.... sem condensação Altitude 0 .. SSW-03 Plus: IP 00 (Padrão) ou IP 20 (Opcional com kit) Método Variação da tensão sobre a carga ( motor ) Tipo de Alimentação Fonte chaveada ( SSW-04 ) ... ) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) Pesado 450 % ( 4.. 40 °C – Condições normais de operação à corrente nominal 40 ..5 Hz ( 45 ...10 SOFT-STARTER Características Técnicas ALIMENTAÇÃO Tensão GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Modelo 220-440 : 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V ( + 10 % . 0.2 .. Fonte linear ( SSW-03 ) CPU Microcontrolador de 16 Bits Normal 300 % ( 3 x Inom. 90 % da Tensão Nominal Rampa de aceleração programável 1 .01 / DN DeviceNet ComunicaçãoFieldBus MFW ..... 2 . LVD 73 / 23 / EEC – Diretiva de baixa tensão EMC EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente industral ( com filtro adici onal para SSW-04 ) i UL(USA)/cUL(Canadá) Underwriters Laboratories Inc.20mA ou 4.. ] Corrente de saída ( motor ) – [ % da I nominal ] Cos ϕ da carga – [ 0....00 .. 194 .99 ] Potência ativa fornecida à carga – [ kW ] Back-up dos 4 últimos erros Potência aparente fornecida à carga – [ kVA ] Versão de software da Soft-Starter Estado da proteção térmica – [ 0 .. 4000 m – Com redução na corrente de saída de 1% / 100 m acima de 1000 m Cor Tampa: cinza claro RAL 7032 Gabinete: cinza escuro RAL 7022 Segurança Norma UL 508 – Equipamentos de Controle Industrial Baixa Tensão Norma EN 60947-4-2 . 10. 1..15 % ) Frequência 50 / 60 Hz +/.80 ... 15...01 / MR ModiBus RTU Comando Liga... 250 ] Temperatura dissipador (SSW-04) – [ °C ] Temperatura 0 .5 x Inom.. 100 % U nom.. 1 .. 1000 m – Condi ções normais de oper ção à corrente nominal a 1000 .

etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada pela eliminação de choques mecânicos • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Facilidade de operação. engrenagens. polias.10 SOFT-STARTER 10. projetadas para a aceleração. Permitindo fácil ajuste. contribuindo para a otimização de espaços em painéis elétricos.05 são compactas. A Soft-Starter SSW-05 Plus já incorpora todas as proteções para seu motor e létrico. programação e manutenção • Simplificação da instalação elétrica • Operação em ambientes de até 55 °C MODELOS 3 a 30A 45 a 85A 195 . desaceleração e proteção de motores elétricos de indução trifásicos. com controle DSP (Digital Signal Processor) foram projetadas para fornecer ótima performance na partida e parada de motores com excelente relação custo-benefício. As chaves Soft-Starters SSW . simplifica as atividades de Posta-em-M archa e operação do dia-a-dia. através do controle da tensão aplicada ao motor. BENEFÍCIOS • Função “Kick-Start” para partida de cargas com elevado atrito inicial • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores.8 SOFT-STARTER SSW-05 Soft-Starters são chaves de partida estática. correias.05. As Soft-Starters Weg SSW .

Hn) Standard (não há) Opcional versão x (S1 .Família SSW-05 2 .Versão do produto S = P = 7 ...: SSW050010T2246PSZ SSW050060T4657PPZ 5 .Hardware especial 00 = Hx= 8 .Software especial 00 = Sx = 9 .Corrente nominal de saída 0003 0010 0016 0023 0030 0045 0060 0085 3 .Entrada de alimentação 4 .Idioma do manual do produto P = Português E = Inglês S = Espanhol Standard Plus Standard (não há) Opcional versão x (H1 ... 460 V 460 ..10 SOFT-STARTER AJUSTES E INDICAÇÕES Dip-switch para Habilitar / Desabilitar as proteções do motor (modelo Plus) Leds para indicação das proteções da SSW-05 (modelo Plus) Leds para indicação de estado da SSW-05 Ajustes de tensão de pedestal. CODIFICAÇÃO Exemplos de Utilização SSW05 1 0010 T 2246 P 2 3 4 5 P 6 3A 10 A 16 A 23 A 30 A 45 A 60 A 85 A 220 . tempo de aceleracação e desaceleração. Sn) dígito indicador de final de código 6 .. 575 V 00 7 00 8 Z 9 1 . corrente do motor.Tensão de Alimentação 2246 4657 T= Trifásica Ex..Fim de código Z = 196 ..

16 SSW-05.4 11 18.7 22.4 11 14.5 5 10 15 20 30 40 60 2 7.30 SSW-05.10 SSW-05.45 SSSW-05.60 SSSW-05.60 Hz.23 SSW-05.4 14.5 5.7 5.30 SSW-05.4 29.10 SSW-05.03 SSW-05.85 SSW-05.7 5.16 SSW-05.45 SSSW-05.1 29.5 7.5 2.10 SSW-05.03 SSW-05.5 7.2 130 55 145 1.8 185 75 172 3.7 7.45 SSSW-05.4 11 14.10 SSW-05.03 SSW-05.85 SSW-05.2 185 75 172 3.23 I nom.7 18.8 A DIMENSÕES (mm) L P PESO (Kg) 220/230/380/400/415/440/460/480V SSW-05. 197 .85 SSW-05.2 3.5 5 7.30 SSW-05.8 185 75 172 3. com base em motores WEG e IV pólos .2 130 55 145 1.8 185 75 172 3.4 44.60 SSSW-05.5 7. número de partidas/hora e tipo de carga.85 NOTA: As potências indicadas na tabela são para cargas do tipo bombas centrífugas e compressores.1 1. O dimensionamento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga. (A) 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 575 V 440 V 380V 220 V MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potência CV 0.5 10 15 20 30 1.45 SSSW-05.60 SSSW-05. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.2 130 55 145 1.8 55.75 3 5 7.5 10 20 25 40 50 75 kW 0.4 22.1 36.8 1.1 3.16 SSW-05.7 22.4 36.1 3.30 SSW-05.2 1.2 130 55 145 1.16 SSW-05. consultar a WEG.03 500/525/575 V SSW-05.10 SOFT-STARTER Tabela de Especificação SSW-05 TENSÃO DA REDE Micro Soft-Starter SSW-05 Modelo SSW-05.60 SSSW-05.5 10 15 25 30 50 1.23 SSW-05.23 SSW-05.

.Com redução na corrente de 1% / 100 m acima d e 1000 m Cinza Claro .480 Vca (+10%.90% Tensão Nominal 1 – 20 s Off – 20 s 30 ..Pantone . 55 ºC ...575 Vca (+10%. 90% sem condensação 0 ...Condições normais de operação à corrente nominal 0 . 1000 m . 4 partidas p or hora 01 x entrada para partida e parada 01 entrada para reset de erros 01 saída a relé pa ra indicação de tensão plena (By-Pass) 01 saída a relé para indicação de Operação RS232C Sobrecarga do motor Seqüência de fase Falta de fase Rotor bloqueado Sobrecarga nos SCRs Sobrecorrente Falha interna (watchdog) FUNÇÕES / RECURSOS Tensão inicial Tempo da rampa de aceleração Tempo da rampa de desaceleração Relação entre In da chave e In do motor 30 .Ambiente industrial CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude ACABAMENTO INSTALAÇÃO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Forma de Fixação Segurança Baixa Tensão EMC Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio 198 . 4000 m . -15%) 500 . ) durante 10 s. -15%) Fonte chaveada (90 – 250 Vca ) IP00 Variação da tensão sobre a carga (motor) Microcontrolador de 16 Bits (DSP) 300% ( 3 x Inom..413 C (tampa) e Preto (base) Fixação por parafusos ou montagem em trilho DIN 35 mm Norma UL 508 – Equip amentos de Controle Industrial IEC 60947-4-2 EMC diretiva 89 / 336 / EEC .Condições normais de operação à corrente nominal 1000 ..100% 0 .10 SOFT-STARTER Características Técnicas MODELO ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Eletrônica GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE REGIME DE PARTIDAS ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA Plástico injetado Método CPU Normal Digitais Digitais Interface Serial Proteções SSW – 05 STANDARD 50 / 60 Hz SSW – 05 PLUS 220 .

Momento de inércia de formas simples Teorema dos eixos paralelos Momento de inércia de formas compostas Momento de inércia de corpos que se movem linearmente Transmissão de velocidade Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa l l Cálculo do momento de inércia de massa Cálculo do momento de inércia total 4.Anexo I CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. 3. . 2. 6. 5.

em relação ao seu eixo baricêntrico. referido ao seu eixo longitudinal é J = 1/8 * m * D 2 [kgm 2]. ou de um cilindro maciço.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. Serão utilizadas as seguintes notações: m ρ D d Db l – massa [kg] – massa específica [kg/m 3] – diâmetro externo [m] – diâmetro interno [m] – diâmetro da base [m] – comprimento [m] a. o eixo que passa pelo seu centro de gravidade. b – lados [m] a) DISCO OU CILINDRO MACIÇO O momento de inércia de massa de um disco.2) 201 .1) ou J = π/32 * ρ * D 4 * l [kgm 2] (4. Todas as unidades deverão ser as do Sistema Internacional (SI). ou seja. (4. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS SIMPLES 1 A seguir são apresentadas as expressões para o cálculo do momento de inércia de massa J [kgm 2] de formas geométricas simples.

3) ou J = π/32 * ρ * (D 4 .6) 202 .ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA b) CILINDRO OCO J = 1/8 * m * (D 2 + d 2) [kgm 2] (4.d 4) * l [kgm 2] (4.5) ou J = 1/12 * ρ * (a 3b + ab 3) * l [kgm 2] (4.4) c) PARALELEPÍPEDO J = 1/12 * m * (a2 + b 2) [kgm 2] (4.

e J – momento de inércia de massa em relação ao eixo baricêntrico 203 .7) (4.8) 2.9) Sendo: e – distância entre os eixos [m]. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS O momento de inércia de massa J’ [kgm 2] de um corpo em relação a um eixo paralelo ao seu eixo baricêntrico é dado por J’ = J + m * e 2 (4.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA d) CONE 1 J = 3/40 * m * D b2 [kgm 2] ou J = π/160 * ρ * D b4 * l [kgm 2] (4.

diâmetros internos [m] Ii 204 . D2 .comprimentos de cada primitiva i da peça [m] . MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS COMPOSTAS CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA Exemplo: J1 = 1/8 * m 1 * (D12 + d 12) [kgm 2] J2 = 1/8 * m 2 * D 12 + d 22) [kgm 2] J3 = 1/8 * m 3 * (D22 + d 22) [kgm 2] J4 = 1/8 * m 4 * D 22 [kgm2] ou J1 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 14) * I 1 J2 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 24) * I 2 J3 = (π * ρ) / 32 * (D 24 – d 24) * I 3 J4 = (π * ρ) / 32 * D 24 * I 4 J = J 1 + J2 + J3 + J4 [kgm2] Onde: mi .diâmetros externos [m] d1.ANEXO 1 3. d2 .massa de cada primitiva i da peça [kg] D1.

ou ainda rolete/esteira J = m * r 2 [kgm 2] (4. ou tambor/cabo.11 ) Sendo: r – raio primitivo do pinhão. MOMENTO DE INÉRCIA DE CORPOS QUE SE MOVEM LINEARMENTE 1 O momento de inércia de uma massa m [kg] que se move linearmente reflete-se no seu eixo de acionamento da seguinte forma: 4.2 Acionamento através de pinhão/cremalheira.12 ) 205 .ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 4. TRANSMISSÃO MECÂNICA O momento de inércia de massa é refletido do eixo de saída (2) para o eixo de entrada (1) de uma transmissão de acordo com a seguinte expressão: J1 = J 2 / i 2 Onde: J2 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de saída (2).1 Acionamento através de parafuso de movimento (fuso) J = m * (p / 2π)2 [kgm 2] (4. com rotação n 2 [rpm] J1 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de entrada (1). com rotação n 1 [rpm] i – razão de transmissão (i = n 1 / n 2) (4. ou raio externo do tambor ou rolete [m] 5.10 ) Sendo: p – passo do fuso [m] 4.

ANEXO 1 6. EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 6.1 Calcular o momento de inércia de massa J do volante mostrado na figura abaixo a) Momento de inércia do volante maciço J1 = (π * ρ) / 32 * d 14 * I 1 b) Momento de inércia dos alívios laterais (negativo) J2 = (π * ρ) / 32 * d 24 * (I 1 – I 2) c) Momento de inércia dos excessos laterais do cubo (positivo) J3 = (π * ρ) / 32 * d 34 * (I 3 – I 2) d) Momento de inércia do furo do cubo (negativo) J4 = (π * ρ) / 32 * d 44 * I 3 e) Momento de inércia de um furo da alma J5 = (π * ρ) / 32 * d 54 * I 2 f) Transposição de e) para o eixo baricêntrico do volante J’5 = [(π * ρ) / 32 * d 54 * I 2] + [(π * ρ) / 16 * d 52 * d 62 * I 2] J’5 = (π * ρ) / 32 * d 52 * I 2 * (d 52 + d62) g) Momento de inércia de massa do volante J = J 1 – J 2 + J3 – J 4 – (4 * J’ 5) J = (π * ρ) / 32 * {d14 * I 1 – d 24 * (I 1 – I 2) + d 34 * (I 3 – I 2) – d 44 * I 3 – 4 * [d 52 * I 2 * (d 52 + 2 * d 62)]} 206 .

2 Para o sistema mostrado no diagrama abaixo.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 6. JTOt = JM + JP1 + (1/I 2) * [J P2 + JF + (pF/2π)2 * (mM + mP)] 207 . calcular o momento de inércia total referido ao eixo do motor Dados: JM JP1 JP2 I JF pF mM mP = momento de inércia de massa do rotor do motor [kgm2] = momento de inércia de massa da polia motora P 1 [kgm2] = momento de inércia de massa da polia movida P 2 [kgm2] = razão de transmissão (i = n 1 / n 2) = momento de inércia de massa do fuso de esferas recirculantes [kgm 2] = passo da rosca do fuso de esferas recirculantes [m] = massa móvel da mesa da máquina [kg] = massa da peça [kg] Logo.

Anexo II CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA DA REDE EM INSTALAÇÕES COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA .

tem ganho cada vez mais importância e algumas empresas têm adotado normas para garantir um determinado nível deste. os efeitos causados na rede elétrica de alimentação e as opções que podem ser emp regadas para minimização destes efeitos.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. Isto exige conhecimento técnico das características elétrica de ent rada dos inversores de s freqüência e sua interação com o sistema elétrico. condicionamento de ar. etc). 211 . eletrodomésticos. a sua corrente de entrada (drenada da rede) possui uma forma de onda não senoidal contendo harmônicas da freqüência fundamental. O conceito de “Power Quality (PQ)”. nos sistemas elétricos de potência projetados e colocados em funcionamento nas suas instalações. etc). Estas correntes harmônicas circulando nas impedâncias da rede de alimentação provocam quedas de tensão harmônicas distorcendo a tensão de alimentação do próprio inversor ou de outros consumidores. INTRODUÇÃO 2 É inegável a utilização cada vez maior de inversores de freqüência para o controle de velocidade de motores. Os objetivos deste artigo são o de analisar os princípios da geração de harmônicos dos inversores de freqüência destinados ao acionamento de motores. Devido as características do circuito de entrada dos inversores. bancos de capacitores. motores. normalmente constituído de um retificador a diodos e um banco de capacitores de filtro. A variação da velocidade dos motores através de inversores traz como vantagens a melhoria da eficiência dos processos/equipamentos e também no uso mais racional da energia elétrica. Sua utilização na área industrial é prática comum e também cresce nas áreas comerciais e domésticas (refrigeração. Como efeito destas distorções harmônicas de corrente e tensão podemos ter o aumento de perdas elétricas nas instalações com sobreaquecimento dos seus componentes (cabos. transformadores. falhas no funcionamento de equipamentos eletrônicos bem como um baixo fator de potência. que pode ser traduzido como qualidade da energia elétrica.

Ls . localizadas interna ou externamente aos inversores de freqüência. como mostrado na figura 1. dependendo da potência do inversor de freqüência. e um banco de capacitores de filtro conectado a saída deste retificador (no denominado circuito intermediário). pois as harmônicas da corrente de entrada são dependentes como uma 212 .ANEXO 2 2. O circuito de entrada mais freqüentemente encontrado constitue-se basicamente de uma ponte retificadora de diodos monofásica ou trifásica. I rh Onde: Vh = tensão harmônica de ordem h devido a corrente harmônica de ordem h f = freqüência da rede de alimentação Irh = corrente harmônica de entrada de ordem h É importante salientar que o circuito de entrada não pode ser caracterizado como uma fonte de correntes harmônicas como comumente é feito para os acionamentos de corrente contínua. A amplitude das harmônicas de tensão no PCC podem se r calculadas se conhecidos os valores da reatância de rede e das amplitudes das correntes harmônicas: V h = h . Esta impedância é representada por uma indutância pura (Ls) para efeito de análise.1 ORIGENS CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA A grande maioria dos inversores de freqüência para motores de indução apresenta uma corrente de entrada (corrente consumida da rede elétrica CA) com forma de onda não senoidal. a qual é devida normalmente a impedância série de transformadores e a impedância dos cabos de interconexão. Para potências maiores é comum a adição de impedâncias limitadoras tais como reatâncias de rede (Lr) ou bobinas CC (Lcc) no circuito intermediário. DISTORÇÃO HARMÔNICA 2. O espectro das formas de onda da corrente (Ir) consumida da rede apresenta um valor fundamental (componente de 50 ou 60Hz) e harmônicas de ordem superior. 2π . A conexão destes inversores de freqüência a uma rede elétrica ocasiona uma distorção na tensão devido a queda na impedância série da rede. Em geral as harmônicas de ordem par possuem amplitudes desp rezíveis assim como as de ordem múltiplas de 3 para os casos de alimentação trifási ca. f .

Circuito de potência típico dos inversores de fr eqüência 2. O fator de potência considerado é o chamado fator de potência total (FP).ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 função não linear da soma dos valores das reatâncias presentes na entrada do retificador (Lr ou Lcc) e da reatância de rede (Ls). Como figura de mérito para se avaliar a distorção harmônica da rede elétrica no PCC utiliza-se a Distorção Harmônica Total de Tensão (no inglês deno minada por THD) e definida como segue: ∞ ∑ Vh2 THD(V)% = 100 . as harmônicas de correntes podem ser calculadas ou facilmente obtidas através de simulação. Figura 1 . Vh = amplitude da harmônica de tensão de ordem h [em muitas aplicações práticas a medição e análise é limitada a 31ª harmônica (h=31) sem sacrifício da precisão]. Não confundir com o COS φ1 da onda 213 . –––––– ––––– h=2 V1 onde: V = amplitude da onda fundamental de tensão (50 ou 60Hz). Além da distorção harmônica da tensão outra grandeza de interesse é o fator de potência na entrada.2 DEFINIÇÕES O ponto de interesse para se avaliar o valor da distorção harmônica de tensão é o denominado Ponto de Conexão Comum (PCC) que é o ponto onde são conectados os Inversores de Freqüências e as demais cargas alimentadas por esta rede. Uma vez conhecidas as reatâncias.

ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA fundamental. O fator de potência é definido como segue: (entrada trifásica) Pe FP = –––––––––––– √3 . definida pela equação: h ∑ I h2 µ = ––––––––––––– 2 I1 214 . V e (entrada monofásica) Pe FP = –––––––––––– Ie . I e . V e Onde: Pe = potência ativa na entrada do inversor de freqüência [W] Ie = corrente na entrada do inversor de freqüência [A] Ve = tensão na entrada do inversor de freqüência [V] O fator de potência na entrada também pode ser expresso em função da distorção harmônica de corrente e do COS φ1 da fundamental como segue: COS φ1 FP = –––––––––––– 1 + µ2 Onde: COSφ1 = fator de potência da onda fundamental µ = distorção harmônica de corrente.

3 4.0 3.3 24.8 Ir9 30.6 26.9 43.91 215 .4 3.3 32.5 1 2 3 4 5 Ir1 160 160 160 160 160 160 Ir3 128.6 Irms 247 225 207 198 191 187 THD(I) 117 99 82 72 66 60 FP 0.1 13.4 8.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes monofásicas.69 0. 2. Portanto.88 0.8 5. X 0.1 91.9 8.8 12.5 1 2 3 4 5 Ir1 93 93 93 93 93 93 Ir5 72.5 9.0 4.3 7.8 103.7 29.9 3. Tabela 1 .8 42.8 12.77 138. X 0.90 0.2 57.7 47. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.3 5.8 11.3 37.6 Ir7 54.7 Ir11 21.4 105.2 38.83 0.7 6.75 0.7 6.0 Irms 131 121 106 99 96 96 THD(I) 101 84 59 45 39 35 FP 0.8 5.75 0.9 11.2 5.69 0.8 Ir13 9. um método eficaz para aumento do FP é o da redução das amplitudes das harmônicas da corrente de entrada. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.73 0.2 63.3 4.0 Tabela 2 .4 3.3 OBTENÇÃO DAS HARMÔNICAS DE CORRENTE Os valores característicos dos circuitos de entrada dos inversores de freqüência estão indicados n a Tabela 1 para redes monofásicas e na Tabela 2 para redes trifásicas.0 8.3 33.4 6.5 Ir7 63.3 5.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Pelas equações nota-se que quanto menor a distorção harmônica de corrente mais o fator de potência total se aproxima do fator de potência da onda fundamental.6 98.76 0. o que pode ser conseguido através de diversos métodos a serem mostrados posteriormente.6 2.0 17.7 12.1 Ir15 10.3 5.3 Ir13 11. Na prática o COS φ1 da onda fundamental é muito próximo de 1.6 115.3 12.1 2.8 6.2 14.7 13.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes trifásicas.5 Ir5 82.64 0.4 5.4 9.1 Ir11 12.0 3.

NORMAS RELACIONADAS Muitas empresas utilizam integralmente ou em parte os requisitos desta norma para criar suas próprias normas e critérios internos de especificação.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA As tabelas 1 e 2 indicam os valores das correntes harmônicas Irh de ordem h e da corrente eficaz de entrada expressas em percentual da corrente nominal de saída do inversor de freqüência. 3. O valor da taxa de distorção harmônica de corrente THD(I) é definido por: ∞ ∑ Irh2 h=2 THD(I)% = 100 . Em 1981 o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) estabeleceu os riscos e recomendou níveis de distorção harmônica de tensão em seu “paper” IEEE-519. Aplicações Especiais “Profundidade dos Notches” THD (V) Área dos Notches 10% 3% 16. Tabela 3 .800 Sistemas Dedicados 50% 10% 36. 216 . Um sistema dedicado é exclusivamente ded icado para alimentar o conversor.500 Aplicações especiais incluem hospitais e aeroportos.2 desta norma aqui reproduzida.2 da IEEE-519 -“Low-Voltage System Classification and Distortion Limits” (Classificação de Sistemas de Baixa Tensão e Níveis de Distorção). Este documento foi revisado em 1992 para incluir níveis máximos recomendados de distorção harmônica de corrente. Esta norma define um THD máximo de 3% para Sistemas em Geral (General System) valor este mostrado na tabela 10. ––––––––––– Ir1 Os valores são indicados em função do valor da queda de tensão percentual nas reatâncias indutivas presentes no circuito de entrada do inversor de freqüência ( Ls + Lr + Lcc/2 da figura 1) quando percorridos pela corrente de saída nominal do inversor.400 Sistemas Genéricos 20% 5% 22.Reprodução da Tabela 10.

com reflexo principalmente no custo. corrente de demanda nominal. Para equipamentos com correntes >16A o atendimento da fu tura norma IEC 1000-3-4 é recomendado. Na Europa estão previstas a adoção de normas que limitam as harmônicas de corrente consumidas pelos inversores de freqüência. foi adiada primeiramente para 1º de Junho d e 1998 e mais recentemente para 1º de Janeiro de 2001. t ipo e localização das cargas. sendo muitas vezes difícil se chegar a um consenso sobre um assunto complexo e que requer dos fabricantes de inversores de freqüência alterações substanciais nos projetos para cumprimento dos requisitos. A norma EN 61800-3: 1996 – “Adjustable s peed electrical power drive systems” (dispositivos de drives elétricos de potência com velocidade variável) – Part 3 – “EMC product standard including specific test methods” (norma de EMC incluindo métodos de teste específicos) estabelece que os fabricantes de inversores de freqüência deverão disponibilizar informações sobre os níveis de harmônicas de corrente sob carga nominal como um percentual da corrente nominal. A IEC 1000-3-2 publicada em 1995 para ser seguida a partir de 1º de Janeiro de 1997. mas sim o seu efeito no sistema. 1% de distorção inicial em tensão e impedância da rede puramente indutiva. 217 . Estas normas são normas de produto diferentemente da IEEE-519 a qual não limita as harmônicas do inversor de freqüência independentemente. bitolas e comprimento de cabos. etc) e informações dos inversores de freqüência fornecidas pelo fabricante (amplitude das harmônicas de corrente). Os valores devem ser mostrados para ordem de harmônicas até pelo menos a 25ª sob certas condições de rede: razão de curto-circuito (Rsc) = 250. Para equipamentos com corrente de entrada <16A é necessário o atendimento dos requisitos da norma IEC 1000-3-2 – “Harmonic limits for equipment with input currents <16A per phase (limites de harmônicas para equipamentos com correntes de entrada <16A por fase) a qual substitui a antiga IEC 555-2. As datas para obrigatoriedade do atendimento destas normas na Europa tem sofrido várias alterações.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Para uma análise de atendimento dos requisitos desta norma é necessário termos informações da instalação (impedância % ou impedância de curto-circuito dos transformadores.

1 CAPACITORES O uso de capacitores para correção de fator de potência em redes elétricas que alimentam inversores de freqüên cia pode ocasionar problemas como ressonâncias série ou paralela na rede elétrica excitadas pelas harmônicas da corrente consumida pelos inversores. • posicionar os capacitores fisicamente longe dos inversores. provocados por curto-circuitos momentâneos da rede elétrica devidos à condução simultânea dos diodos do retificador. Como vantagens adicionais da reatância de rede estão a redução da corrente eficaz nos diodos do retificador. Neste caso os capacitores corrigem o fator de potência somente d as cargas lineares. A área dos “notches” possui limites definidos na norma IEEE-519 1992.ANEXO 2 4.2 REATÂNCIA DE REDE E BOBINA CC A introdução de uma indutância em série com a alimentação (reatância de rede) ou no circuito intermediário (bobina cc). 4. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ALTERNATIVAS PARA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DAS CORRENTES HARMÔNICAS 4. Para drives com entrada trifásica e potência maior que 15HP é prática comum o uso de reatância de rede na entrada destes. redução da corrente de ripple nos capacitores do circuito intermediário e a limitação da área dos “notches”. • dimensionar os capacitores considerando as correntes de 60Hz e das harmônicas. A reatância de rede ainda reduz a incidência de bloqueio dos drives por sobretensão no circuito intermediário devido a surtos de tensão na rede 218 . se possível na alta tensão. Para reduzir o risco de problemas no uso destes capacitores sugere-se o seguinte: • somente utilizar capacitores para correção de fator de potência quando as correntes consumidas pelos inversores e outras cargas não-lineares representarem no máximo 20% da corrente total de demanda. Além disto os capacitores podem ser sobrecarregados por estas correntes harmônicas. Os riscos de problemas são tanto maiores quanto maior for o peso das cargas não lineares em relação as lineares e quanto mais próximo os capacitores estiverem destas cargas. • utilizar sempre reatores em série com os capacitores.acarreta uma melhora do fator de potência (aumento) e uma diminuição da distorção harmônica da corrente como mostrado na figura 2.

Neste caso. Na figura 2 podemos ver que a introdução de uma bobina cc em um drive de 25HP/440V com entrada trifásica causa uma diminuição do ripple de tensão no circuito intermediário sem no entanto diminuir o valor médio desta tensão. indutância da bobina cc e da capacitância do link DC. A utilização de bobina cc. Figura 2 . pelo fato destes transientes que causam sobretensão serem de modo diferencial. não atingindo a chamada onda quase-quadrada na saída com o objetivo de reduzir as perdas no motor.Formas de onda medidas em um inversor de 25HP com alimentação trifásica em 440V/60Hz (a) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e sem bobina cc (b) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e com bobina cc A inclusão da reatância de rede também provoca uma diminuição do valor da tensão média do circuito intermediário comparada aquela obtida sem reatância. dependendo da combinação dos valores de impedância de rede. o efeito limitador da reatância de rede é maior quando comparado a bobina cc pelo fato da indutância aparecer de forma duplicada. A maioria dos inversores de freqüência é do tipo PWM com índice de sobremodulação limitado. A corrente de entrada também passa de descontínua para contínua (com a bobina cc) o que pode introduzir ‘notches” na tensão da rede. pode resultar em ressonâncias indesejadas com o sistema.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 elétrica. A tensão de saída máxima é dada por: 219 .

sendo que a amplitude da 3ª harmônica é reduzida a zero. Portanto.máx = tensão eficaz máxima na saída do Inversor de Freqüência (Volts) Vdc = valor médio da tensão no circuito intermediário (Volts) A utilização de reatância de rede que apresenta uma queda de tensão p ercentual de 2 a 3% para a corrente nominal do inversor de freqüência resulta num bom compromisso entre a queda de tensão no motor. como mostrado na figura 3. 4. apesar de citados na IEEE-519. máx = –––––––––––––– √2 Onde: Vo.3 FILTROS SINTONIZADOS Uma alternativa para diminuir a distorção harmônica e aumentar o fator de potência de inversores é o uso de filtros sintonizados. A vantagem de tal configuração é possibilitar a redução 220 . melhoria do fator de potência e redução da distorção harmônica da corrente. pode ocasionar problemas de ressonância com a rede de alimentação ou pode haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas não lineares. No caso dos inversores de freqüência com entrada monofásica o mais comum é o filtro série sintonizado na 3ª harmônica. Neste caso a distorção da corrente é menor que a obtida com a reatância de rede. Em ambos os casos citados poderemos ter uma distorção maior da rede e/ou uma sobrecarga nos componentes do filtro. sobrecarregando o filtro. A tensão do circuito intermediário apresenta uma queda significativa em comparação ao valor obtido sem filtro. para uso destes filtros faz-se necessário uma análise detalhada envolvendo todo o sistema.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. Outra alternativa são os Filtros Sintonizados (ou Filtros Filtros Shunt. Uma alternativa recentemente proposta por fabricantes de filtros é o uso de Filtros Shunt + Reatância de Rede. O uso destes filtros. Paralelos ou “Trap-Filters”). Vários filtros poderiam ser utilizados em paralelo cada um sintonizado para uma determinada harmônica. Vdc Vo.05 .

estando “isolado” das demais cargas pela reatância série.4 FILTROS “BROADBAND” Uma nova alternativa que compete com a anterior para o caso de inversores de freqüência com entrada trifásica é o chamado Filtro tipo “Broad-Band”. evitando o excesso de capacitores na rede. Figura 3 . O contator K1 é utilizado para desconectar os capacitores da linha enquanto o inversor estiver desabilitado. como mostrado na figura 4. O transformador é necessário para manter a tensão do circuito intermediário aproximadamente constante com a variação da carga do motor acionado pelo drive.Filtro shunt + reatância de rede 4.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 das harmônicas da corrente consumida da rede elétrica sem o perigo de haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas. Na prática trata-se de um filtro passa-baixa com um transformador para regulação de tensão. 221 . Além disto a possibilidade de ocorrerem ressonâncias com a rede elétrica é minimizada pelo fato da reatância série deslocar a freqüência natural de ressonância para um valor menor que a freqüência da rede. devido ao fato do filtro operar apenas com as harmônicas de corrente do drive.

Para inversores de maior potência é necessário o uso de diversos filtros em paralelo.5 FILTROS ATIVOS Outro método muito eficaz para atenuação das harmônicas de corrente são os equipamentos para correção ativa que são instalados em paralelo com a alimentação e externamente aos inversores. Figura 4 .90 a 0.95 em avanço.30 também em avanço para a situação do drive bloqueado. Valores típicos obtidos com uso destes filtros conectados a entrada de um drive trifásico são THD(I)=8 a 10% e FP=0. para carga nominal e 0. 222 . problemas de “importação de correntes harmônicas” de outras cargas ou ressonância não ocorrem.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA Diferente da alternativa anterior (filtro shunt + reatância de rede). o que implica em gastos de energia adicionais e custo elevado. os semicondutores de potência destes equipamentos devem operar com freqüências de chaveamento altas (maior que 10KHz).20 a 0. Estes equipamentos possuem um circuito de controle que faz com que absorvam uma corrente reativa de forma a compensar os reativos do inversor (figura 5). A aplicação destes filtros ativos deverá seguir a orientação dos fabricantes destes e os níveis de atenuação serão controlados de acordo com a potência e o número de filtros utilizados.Circuito do Filtro Broad-Band 4. para que tenham um funcionamento eficiente. além de algoritmos de controle com resposta rápida. a velocidade de resposta de controle deve ser alta. Uma característica destes filtros é que. Na prática isto significa que.

7% 223 . O THD(I) é reduzido de 76. Resultados típicos obtidos com este tipo de filtro são mostrados na figura 6.Harmônicas da corrente consumida da rede elétrica com o uso de um compensador ativo paralelo com corrente nominal de 103 A ligado à entrada de um inversor trifásico.Exemplo de uso de Compensador Ativo Paralelo com Inversor de Freqüência Figura 6 .4% para 3. Figura 5 .ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 O uso correto deste tipo de filtro reduz drasticamente a distorção da corrente absorvida da rede elétrica.

Para inversores de baixa tensão são utilizados retificadores de 12 ou 18 pulsos. alimentação em 480V trifásico. A amplitude da terceira harmônica mostrada pode ser devida a distorção já existente na tensão da rede de alimentação.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. Teoricamente as harm ônicas de ordem h<11 deveriam apresentar amplitude zero. provocada por outras cargas não lineares ligadas nesta rede elétrica e efeitos de saturação de transformadores de alimentação.460V com carga nominal (a) Forma de onda da corrente de linha (b) harmônicas de corrente. mesmo antes da instalação do inversor.6%.98. No entanto desequilíbrios entre as reatâncias de dispersão de fluxo dos secundários Y/∆ do transformador fazem com que na prática tenhamos valores diferentes de zero como visto na tabela da figura 7. A distorção harmônica da corrente é bastante reduzida THD(I)=8. THD(I)=8. (a) (b) Figura 7 . acionando motor de 250HP . Na figura 7 temos um exemplo de medições feitas em um caso prático de uso de um inversor de 250HP com um transformador defasador (estrela/delta) mais retificador de 12 pulsos com conexão série.6% e o fator de potência elevado FP=0.98 224 .6 RETIFICADORES DE 12 E 18 PULSOS Uma das alternativas para a redução da distorção harmônica da corrente e o aumento do fator de potência dos inversors com entrada trifásica é a utilização de circuitos retificadores com maior número de pulsos. conexão série. O fator de potência medido na entrada do inversor é PF=0.Dados de medição em um caso real de uso de um Inversor de 250HP com retificador de 12 pulsos.

Figura 8 .7. chamados “microdrives”. a IEC 1000-3-2. dimensões físicas e facilidade de operação e colocação em funcionamento. por exemplo. 4.7 RETIFICADORES COM IGBTS 2 4.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. Estes podem ser fornecidos como dispositivos opcionais para serem instalados externamente ou já virem de fábrica instalados dentro do inversor em substituição ao retificador de diodos deste. Na figura 8 são apresentadas algumas medidas feitas em um inversor de 50HP provido de um retificador co m IGBTs.1 Inversores de Freqüência com entrada monofásica No caso de inversores com entrada monofásica é possível a modificação da topologia do circuito de entrada para introduzir correção ativa das harmônicas para atender. Várias topologias do circuit o de potência tem sido estudadas. sendo um mercado extremamente competitivo com uma pressão enorme sobre preços. além da eliminação das harmônicas de baixa ordem de forma bastante eficaz. é possível a regeneração de energia para a rede elétrica. a corrente permanece praticamente senoidal e em fase com a tensão garantindo com isso uma baixa distorção harmônica e um alto fator de potência (praticamente unitário). Note-se que o mercado de inversores de freqüência com entrada monofásica limita-se a potências de no máximo 2HP Esta faixa de potência é dominada pelos .Blocodiagrama de inversor com retificador com IGBTs 225 . Neste caso. os custo obtidos até agora não tem permitido o seu uso na maioria das aplicações industriais.2 Inversores de Freqüência com entrada trifásica No caso dos inversores de freqüência com entrada trifásica podem ser usados retificadores de entrada com IGBTs. se torque resistente (modo motor) ou de frenagem (modo gerador).7. Nota-se que independentemente da carga. Porém.

Medidas feitas em um caso real de uso de um inversor de 50HP alimentação em 380V e com retificador de entrada com IGBTs . O uso destes filtros.8 FILTROS DE CORRENTE DO NEUTRO Em instalações onde existem diversos inversores com entrada monofásica é possível utilizar filtros com objetivo de atenuar a amplitude das harmônicas triplas de corrente (3ª. A bitola do cabo do neutro é muitas vezes dimensionada para uma capacidade de corrente inferior a dos cabos utilizados nas fases. O filtro deve ser posicionado o mais próximo possível dos inversores. reduz a sobrecarga no cabo do neutro. Na prática trata-se de 226 .2%. PF=-0. PF=0.ANEXO 2 (a) CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA (b) (c) (d) Figura 9 .2A. Na figura 10 podemos observar uma aplicação típica deste tipo de filtro. 9ª e 15ª) que circulam no neutro.97] (c) Harmônicas de corrente para as situações (a) e (b).97] (b) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor co m carga nominal [I1=65. além de reduzir a distorção da tensão provocada pelas citadas harmônicas de corrente. de forma a evitar que as harmônicas triplas da corrente circulem por um tr echo grande da instalação. (a) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor frenando com 70% da carga nominal [I1=43. THD(I)=8.7%. O filtro é constituido de uma carga reativa de baixa impedância de seqüência zero. THD(I)=8.8A. 4.

O transformador deverá ser projetado de tal forma a apresentar uma impedância semelhante entre os seus enrolamentos secudários. mo tores de mesma potência e com a mesma carga no eixo. Na figura 11 podemos observar um exemplo de aplicação de um transformador defasador que possui dois secundários com defasamentos de 0 e 30° em relação a tensão de entrada. acionarem motores iguais. do 227 .. i. Neste caso.9 TRANSFORMADORES DEFASADORES Os transformadores defasadores são úteis na redução de harmônicas em instalações onde existem pelo menos dois inversores de freqüência com entrada trifásica. e.Aplicação típica de um filtro de corrente de neutro 4. Com este arranjo consegue-se um desempenho. Através do deslocamento de fase das tensões nas saídas destes transformadores é possível o cancelamento de harmônicas na entrada destes. consegue-se o cancelamento da 5ª e da 7ª harmônica gerada por estes dois inversores no primário do transformador. se os dois inversores forem da mesma potência. Figura 10 .ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 um autotransformador em delta ou em configurações mais complexas tipo zig-zag. Obviamente. caso os inversores não apresentem correntes de entrada idênticas não haverá um cancelamento total destas harmônicas.

no qual o atraso da fundamental da corrente de entrada em relação a tensão de rede é muito pequeno. CONCLUSÃO Com o uso cada vez maior de inversores de freqüência. simplicidade. Para isto. a melhoria do fator de potência pode ser obtida com a redução das harmônicas de corrente. Figura 11 . foram apresentadas diversas alternativas que vão desde a introdução de uma reatância na entrada até a sofisticada inclusão de filtros ativos e/ou retificadores transistorizados. 228 .ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ponto de vista da corrente consumida da rede pelos dois inversores. idêntico a de um inversor de freqüência com retificador de 12 pulsos. Como a maioria dos inversores de freqüência possui no circuito de entrada uma ponte de diodos. custo e eficiência energética. existe a necessidade de medidas preventivas para a melhoria do fator de potência e para a redução da distorção harmônica das correntes no sistema elétrico. A adoção de uma ou de outra destas técnicas deve ser analisada levando-se em conta os seguintes aspectos: impacto na qualidade de energia causado pelo inversor de freqüência na instalação elétrica na qual o mesmo será conectado.Transformador defasador com s ecundários Y / ∆ 5.

Anexo III CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .

........ Partida s / Hora ................................ Cartões para Redes FieldBus: [ ] Profibus DP [ ] DeviceNet [ ] ModBus RTU Interface Serial: [ ] RS 232 [ ] RS 485 Opcionais: Periféricos ao Inversor [ ] Moldura para HMI Remota [ ] Cabo para HMI . Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] .......................... V ⇒ .................. [ ] .................................A [ ] 440 V ⇒ .................) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga + Potenciômetro [ ] Interface Homem-Máquina do Inversor [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Distância entre o Motor e o Inversor: Comprimento do Cabo ⇒ ....... Softwar e de Progração do Inversor por Microcomputador PC: [ ] Software SUPERDRIVE Acessórios Internos ao Inversor Cartões Expansão de Funções: [ ] ......................................... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ........m [ ] Potenciômetro 1 Volta [ ] Potenciômetro 10 Voltas [ ] Reatância de Rede [ ] Reatância de Carga [ ] Fusíveis Ultra-Rápidos [ ] Resistor de Frenagem [ ] ............ rpm Relação de Redução entre o Eixo do Motor e a Carga: Relação ⇒ 1: ..........) ....ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 3 Tel...................... a .........montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] .......S...................A Número de Partida por hora: .... = ................. favor enviar em anexo........ (especifica r nas Obs........................................ [ ] ....... m [ ] Agressiva [ ] ..... segundos) ......... Pólos (...... rpm) Faixa de Rotação desejada: De .... 231 ................................................... V Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] ........ [ ] ..: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento ......A [ ] ...... rpm Rotaçã o na Carga: .. Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas....... Rotação no Motor: ..... ºC (especificar nas Obs..... % MOTOR CARGA Tipo de Parada (Frenagem) Necessária: [ ] Parada por Inércia (por Desligamento do Motor e Inversor) [ ] Parada Suave por Rampa de Desaceleração ⇒ (Tempo Desejado de ....... segundos) [ ] Parada Rápida por Frenagem Elétrica ⇒ (Tempo Deseja do de ....) Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] .................. [ ] .................................Inversor de Freqüência Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: . [ ] ..........A [ ] 380 V ⇒ ..m INSTALAÇÃO Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ............................................ Sobrecarga na Partida ou em Regime é Maior que 150%? [ ] Não [ ] Sim ⇒ ......................... [ ] .......... Características Desejadas no Inversor Método de Controle: [ ] Escalar (U / F) [ ] Vetorial Sensorless [ ] Vetorial com Encoder Funções Especiais: [ ] Multi-speed (até 8 velocidades) [ ] Ciclo Automático do Processo [ ] Regulador PID [ ] ........................... É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Torque Constante [ ] Torque Quadrático [ ] Torque Indefinido (especificar nas Obs............................. CV Fator de Serviço: F.....

Anexo IV FOLHA DE DADOS PARA DIMENSIONAMENTO .

....... kgm 2 INSTALAÇÃO Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] .... Partida s / Hora ....... (especifica r nas Obs....) ....ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 4 Tel.. Nm .......... MOTOR Conjugado resistente da carga referido ao eixo do motor: .. Pólos (..... m [ ] Agressiva [ ] ......A [ ] 440 V ⇒ ...........) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga [ ] Interface Homem-Máquina [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado .: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento ...............Soft-Starter Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: ...................... ºC (especificar nas Obs..................... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ......... V ⇒ ..................................................A Número de Partida por hora: ................... kgfm CARGA Inércia da carga referida ao eixo do motor: ......S..........montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] .... V Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ... favor enviar em anexo....... = . É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Bomba [ ] Bomba Centrífuga [ ] Compressor a Pistão [ ] Compressor a Parafuso [ ] Ventilador e Exaustor [ ] Misturador [ ] Centrífugas [ ] Outras Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] ............... CV Fator de Serviço: F.... rpm) Faixa de Rotação desejada: De ........... 235 ........ Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas..........................................A [ ] ......A [ ] 380 V ⇒ ....... a ...........

1992. Drivesmag On-Line Magazine • Ron Peters. IEEE Transaction on Industry Applications. Drivesmag On-Line Magazine • Ron Peters. T. Banerjee. Drivesmag On-Line Magazine • Nicholas D.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS • IEEE Recommended Practices and requirements for Harmonic Control in Electrical Power System. Swamy. Drivesmag On-Line Magazine • Nicholas D. MTE Corporation • Mahesh M. “Harmonics: Existing and Forthcoming Standards and the Impact For Drives”. 1992 • BS EN 61800-3: 1997 Adjustable Speed Electrical Power Drive Systems Part 3. M. Swamy. September-Oc tober 1998 • “Active Filter Technology for True Harmonic Current Cancellation”. Aims Technologies Europe. Hanitsch and J. “IEEE 519 Voltage Distortion Limits”. Schiele. Pr oduct Catalogue • “Drive Ap plied Harmonic Filters”. “Drives. EMC Product Standard Including Specif ic Test Methods • S. 47-63 • Fang Zheng Peng. Divan and B.. Trans-Coil Inc. R. Product Catalogue 237 . February. Hayes. IEEE Standard 519. 34. Drives Supplement. 5. September/October 1996. Bredtmann. impedance and Harmonic Caracter istics”. Desing Products & Applications. No. “Active Filter System Implementation”. D. pp. “Harmonic Reduction Using Broad-Band Harmonic Filters”. M. “IEEE 519 Current Distortion Limits”. “Megawatt Asynchronous Drive With 12-Pulse Rectifier and Active Power Line Condictioner • Ron Peters. IEEE Industry Application Magazine. Drivesmag On-Line Magazine • Roger Critchley. “Harmonic Interaction Between 1500-kVA Supply Transformer and VFD Load at an Industrial Plant. “Understanding Your Options with Passive Harmonic Filters in a Three-Phase System with Drives”. “App lication Issues of Active Power Filters”. pp 21-30 • R. IEEE Industry Application Magazine. Hayes. Vol. pp 42-47 • Mahesh M. Frank. “A Crash course on Drives Power Topologies”. September/October 1996. Bhattacharya.

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Fax (47) 372-4020 www. Prefeito Waldemar Grubba.SC Fone (47) 372-4000 . 3000 89256-900 .com.WEG AUTOMAÇÃO Av.br .Jaraguá do Sul .weg.

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