sete anos, quando tive este sonho que, ao fugir, fui atingido pelas costas por três

punhaladas. Se vos disser que esta saudação que se faz sob as armas, antes de combater, eu
a fiz a primeira vez que tive um florete na mão. Se vos disser que cada preliminar, mais ou
menos gracioso que a educação ou a civilização puseram na arte de matar, me era
conhecido antes de toda educação nas armas, etc.”. Esta ciência instintiva, anterior a toda
educação, deve ter sido adquirida antanho. Onde então, se não vivemos mais que uma vez?
O Sr. Lagrange refere, numa carta dirigida à Revista em 1880, que conhece, em Vera-Cruz,
uma criança de sete anos, chamada Júlio-Afonso, que cura pela imposição das suas
mãozinhas, ou por meio de remédios vegetais de que dá a receita. Quando se lhe pergunta
onde os aprendeu, responde que quando era grande, tinha sido médico. Esta faculdade
extraordinária declarou-se à idade de quatro anos, e muitas pessoas, a princípio incrédulas,
se declararam convencidas.
Pode-se pretender aqui que a criança é simplesmente médium: de fato, ouve os espíritos;
porém sabe distinguir perfeitamente o que lhe revelam do que tira do si próprio; esta certeza
de que era médico antes desta vida não lhe foi inculcada pelos seus guias, é inata.
O Sr. Bouvery cita, segundo o Lotus Azul, o caso do Sr. Isaac G. Foster, cuja filha chamada
Maria, morreu em ILL, condado de Effingam. Teve, alguns anos mais tarde, uma segunda
filha que nasceu em Dakota, cidade que veio habitar depois da morte de Maria. A nova filha
foi chamada Nellie, porém persistiu em chamar-se Maria, dizendo que era o verdadeiro
nome pelo qual a chamavam outrora.
Numa viagem feita em companhia de seu pai, ela reconheceu a antiga casa, e muitas
pessoas que nunca tinha visto, porém, a primeira filha Maria conhecia muito bem. “A uma
milha da nossa antiga casa, diz o Sr. Foster, acha-se a casa de escola que Maria frequentava;
Nellie, que não a vira, fez uma exata descrição dela e exprimiu-me o desejo de vê-la
novamente. A levei até lá, aí chegando, ela se dirigiu diretamente para uma escrivaninha
que sua irmã ocupava, dizendo-me: esta é a minha”. “Dir-se-ia, um morto que voltou do
túmulo”, acrescenta o pai. Ê a expressão exata, pois se podemos crer que a criança viu este
lugar no sonambulismo, ninguém pôde indicar-lhe as pessoas que Maria conhecia e, não
obstante, Nellie não se engana, ela as indica exatamente.
Poderia estender esta lista, porém como me falta tempo para discutir convenientemente esta
questão, prefiro passar a outra série de documentos, sempre referentes à volta da alma a este
plano.
A Reencarnação anunciada com antecedência
Soube estes dois seguintes fatos, pelo Sr. Bouvier, um excelente magnetizador, diretor do
jornal “La Paix Universelle”, que se publica em Lyon. Um paciente que tinha o costume de
dormir, e que goza, neste estado, da faculdade de ver os espíritos, lhe disse um dia,
espontaneamente, que a alma de uma religiosa desejava falar-lhe. O Sr. Bouvier lhe
perguntou quem era ela e o que desejava. Ela deu o seu nome e indicou o convento situado
em Rouen, onde vivia, e disse que voltaria após a sua morte que estava próxima. O
paciente, da mesma forma que o Sr. Bouvier, ignorava absolutamente a existência deste
estabelecimento religioso, e ambos nunca tinham ouvido falar dele. Algum tempo depois, a
mesma religiosa apresentou-se e disse que tinha deixado seu corpo terrestre, o que foi
reconhecido posteriormente, e que voltaria ainda no sexo feminino e só viveria três meses.
Todos estes acontecimentos realizaram-se pontualmente.
Um segundo caso de encarnação foi predito ao Sr. Bouvier, anunciando que o espírito ia
incorporar-se, sob a forma feminina, numa família bem conhecida do diretor d’A Paz
Universal, e que de nenhum modo esperava a vinda de outro filho que não desejava. O
espírito disse que seria infeliz porque não o amariam. Tudo isto infelizmente realizou-se
nas condições anunciadas.