Atrasos de voos geram dever de indenizar por conta de problemas com a Aeronave

Quem já andou de avião já deve ter passado por sérios atrasos
sob a excusa de problemas técnicos ocorridos na aeronave, por
congestão no sistema de embarque ou até mesmo por problemas na
sucessão das linhas de voos dos aviões. No entanto, saiba que o
consumidor tem o direito a ser indenizado por isso.

A VRG Linhas Aéreas S/A foi condenada a pagar R$ 5 mil de
indenização por danos morais a cliente que comprou passagem para
Porto Seguro/BA, mas teve que pousar em Salvador por problema
dos flaps da aeronave. A condenação de 1ª Instância foi mantida, em
grau de recurso, pela 5ª Turma Cível do TJDFT, ratificando o
entendimento que o problema técnico da aeronave não se enquadra
no conceito de força maior e não afasta o dever de indenizar (Fonte:
Fonte: TJ-DFT).

Embora a empresa áerea tenha alegado que o atraso foi
decorrente de caso fortuito ou força maior, tendo o desvio sido
motivado para garantir a segurança da vida dos passageiros, tanto a
primeira quanto a segunda instância entendem que a manutenção dos
equipamentos da aeronave da ré é caso de fortuito interno. Dessa
forma, a sua responsabilidade pelo atraso não é afastada.

Por trabalhar oferecendo passagens áreas e estabelecendo data
e horário de chegada e saída, a referida empresa assume os riscos do
empreendimento, ensejando o dever de indenizar caso não cumpra o
acordado aos seus clientes.

Para ter o seu direito salvaguardado, os clientes devem fazer
uma notificação junto à companhia aérea primeiro, para pedir um
abatimento no valor pago pela passagem em decorrência do atraso e,
caso sofra algum prejuízo posterior (como perda da vaga em hotel,
passeio ou evento) requerer um ressarcimento amigável
conjuntamente. Caso não tenha acordo, o cliente deverá tomar nota
de tais fatos por meio de registros documentais (recibos,
comprovantes, ligações gravadas, fotos, vídeos e afins) ou
testemunhais.

Também será necessário fazer um registro de reclamação do
ocorrido junto ao procon da cidade no qual o cliente reside, visto que
se trata de uma relação consumerista. Por último, mas não menos
importante, contratar um advogado para proceder com as demais
medidas cabíveis.

.

Observe que não se trata de tirar vantagem em cima de um
evento inesperado contra a operadora da companhia aérea. Mas sim
de ressarcir o cliente de um real e considerável dano sofrido diante de
um dever de acuidade por parte da prestadora de serviço que não fora
devidamente prestado.

Essas informações não servem como uma consulta jurídica,
sendo que a contratação de um advogado especialista deverá
obrigatoriamente ser feita, a fim de que as peculiaridades de cada
caso sejam avaliadas.

Caso tenha alguma dúvida, estarei à disposição para saná-las.

HM Advocacia

Dr. Hertúlio Medeiros

OAB/PB: 24315

Contato: dr.hertulio.adv@gmail.com /83-98729.7001

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