Universidade Federal do Rio de Janeiro

DCC - Departamento de Construção Civil
Disciplina: Arquitetura

ARQUITETURA

ESTILOS ARQUITETÔNICOS
ARQUITETURA MUNDIAL

Professora: Elaine Garrido Vazquez
e-mail: elaine@poli.ufrj.br

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Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCC - Departamento de Construção Civil
Disciplina: Arquitetura

Glossário
1.1. DEFINIÇÃO DE ARQUITETURA .................................................................................................... 6
1.1.1. ARQUITETURA...................................................................................................................... 6
1.1.1.1. MARCO VITRÚVIO................................................................................................................. 7
1.2. ESTILO................................................................................................................................................. 7
1.3. PREMISSAS BÁSICAS ........................................................................................................................ 7
1.3.1. HISTÓRIA...................................................................................................................................... 7
1.3.1.1. RESGATE DA HISTÓRIA....................................................................................................... 8
1.4. REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO ............................................................................................... 8
1.4.1. ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA FISCALIZAÇÃO ...................................................................... 8
1.4.2. ENGENHEIRO CIVIL ..................................................................................................................... 9
1.4.3. ENGENHEIRO CIVIL E ARQUITETO ............................................................................................10
1.4.3.1. TRABALHO DO ARQUITETO ...............................................................................................10
1.4.3.1.1. TRABALHO DO ARQUITETO EM EDIFICAÇÕES.........................................................................10
1.4.3.1.2. ÁREAS DE ATUAÇÃO ARQUITETO.............................................................................................10
2.1. PRÉ-HISTÓRIA ...................................................................................................................................12
2.1.1. IDADE DA PEDRA - PALEOLÍTICO..............................................................................................12
2.1.2. IDADE DA PEDRA - MESOLÍTICO E NEOLÍTICO.........................................................................12
2.2. ARTE RUPESTRE...............................................................................................................................13
2.2.1. ARTE RUPESTRE - BRASIL.........................................................................................................13
2.3. CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE.....................................................................................................13
2.3.1. EGITO ......................................................................................................................................14
2.3.1.1. MÉTODOS CONSTRUTIVOS................................................................................................14
2.3.2. MESOPOTÂMIA ENTRE DOIS RIOS TIGRE E O EUFRATES.......................................................14
2.3.3. GRÉCIA........................................................................................................................................14
2.3.3.1. ARQUITETURA GREGA .......................................................................................................15
2.3.3.1.1. ORDENS GREGAS – DÓRICA, JÔNICA E CORÍNTIA ..................................................................15
2.3.4. ARQUITETURA ROMANA............................................................................................................17
2.4. CIVILIZAÇÕES DA IDADE MÉDIA......................................................................................................17
2.4.1. ARTE CRISTÃ PRIMITIVA............................................................................................................17
2.4.2. ARQUITETURA BIZANTINA.........................................................................................................18
2.4.2.1. MOSAICO .............................................................................................................................18
2.4.3. ARQUITETURA ROMÂNICA ........................................................................................................18
2.4.3.1. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA.............................................................................18
2.4.3.2. ARQUITETURA ROMÂNICA DE PEREGRINAÇÃO..............................................................19
2.4.4. ARQUITETURA GÓTICA..............................................................................................................19
2.4.4.1. INOVAÇÕES .........................................................................................................................19
2.4.4.2. CARACTERÍSTICAS GERAIS...............................................................................................21
2.4.5. ARQUITETURA ISLÂMICA ..........................................................................................................22
2.4.5.1. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA.............................................................................22
3.1. REVISÃO ............................................................................................................................................23
3.1.1. PRÉ-HISTÓRIA E CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE..................................................................23
3.1.2. CIVILIZAÇÕES DA IDADE MÉDIA................................................................................................23
4.1. O MUNDO SÉCULO XV ATÉ O SÉCULO XVIII IDADE MODERNA ....................................................25
4.1.1. RENASCIMENTO SÉCULO XV - QUATROCENTOS ....................................................................25
4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................25
4.1.1.1.1. LEONARDO DA VINCI (1452 - 1519) ............................................................................................26
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Disciplina: Arquitetura

4.1.1.1.1.1. PINTURA...............................................................................................................................26
4.1.1.1.1.2. HOMEM VITRUVIANO...........................................................................................................27
4.1.1.1.1.3. INVENTOR ............................................................................................................................28
4.1.1.1.2. MICHELANGELO (1475 - 1564) ....................................................................................................28
4.1.1.2. ARQUITETURA.....................................................................................................................29
4.1.1.3. MÉTODOS CONSTRUTIVOS................................................................................................30
4.1.2. MANEIRISMO (1520-1600) ...........................................................................................................30
4.1.2.1. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................31
4.1.3. BARROCO (SÉCULOS XVII XVIII)................................................................................................32
4.1.3.1. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................32
4.1.3.1.2. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA .....................................................................................32
4.1.4. ROCOCÓ (SÉCULO XVIII)............................................................................................................34
5.1. BRASIL DESCOBRIMENTO 1500 ATÉ O SÉCULO XVIII ...................................................................36
5.1.1. DESCOBRIMENTO - SÉCULO XVI...............................................................................................36
5.1.2. SÉCULO XVI APÓS 1530 .............................................................................................................36
5.1.2.1. ARQUITETURA MILITAR......................................................................................................37
5.1.2.2. ARQUITETURA RELIGIOSA.................................................................................................37
5.1.2.3. ARQUITETURA CIVIL - SÉCULO XVI - CIDADES ................................................................37
5.1.3. SÉCULO XVII - 1600 .....................................................................................................................38
5.1.3.1. ARQUITETURA.....................................................................................................................38
5.1.3.2.1. ARQUITETURA NAS IGREJAS ....................................................................................................39
5.1.4. SÉCULO XVIII ..............................................................................................................................39
5.1.4.1. ESTILOS BARROCO E ROCOCÓ ........................................................................................39
5.1.4.2. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA.............................................................................39
5.1.4.2.1. MINAS GERAIS ............................................................................................................................40
5.1.4.2.1.1. ESTILOS BARROCO E ROCOCÓ .........................................................................................40
5.1.4.2.1.2. ARQUITETURA CIVIL – TIRADENTES..................................................................................41
5.1.4.2.1.3. ARQUITETURA RELIGIOSA .................................................................................................42
5.1.4.2.2. RIO DE JANEIRO .........................................................................................................................43
5.1.4.2.2.1. CIDADE COLONIAL ..............................................................................................................43
5.1.4.2.2.2. ARQUITETURA RELIGIOSA .................................................................................................43
5.1.4.2.2.3. ARQUITETURA CIVIL ...........................................................................................................45
6.1. O MUNDO SÉCULO XIX .....................................................................................................................47
6.1.1. SÉCULO XIX – PANORAMA HISTÓRICO ....................................................................................47
6.1.1.1. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E ENGENHARIA ......................................................................47
6.1.1.2. ECONOMIA...........................................................................................................................47
6.1.1.3. POLÍTICA..............................................................................................................................47
6.1.1.4. SOCIAL .................................................................................................................................47
6.1.2. ARTE - ARQUITETURA................................................................................................................48
6.1.2.1. NEOCLASSICISMO – SÉCULO XIX .....................................................................................48
6.1.2.1.1. ARQUITETURA NEOCLÁSSICA...................................................................................................48
6.1.2.2. ARQUITETURA ECLETISMO................................................................................................49
6.1.2.3. ARQUITETURA ARTS & CRAFTS........................................................................................49
6.1.2.4. ARQUITETURA ART NOUVEAU ..........................................................................................49
6.1.2.5. ARQUITETURA FERRO E VIDRO ........................................................................................50
6.1.2.6. ARTE - PINTURA ..................................................................................................................51
6.1.2.6.1. NEOCLÁSSICO ............................................................................................................................51
6.1.2.6.2. ROMANTISMO 1830-1850 ............................................................................................................52
6.1.2.6.3. REALISMO 1850-1870 ..................................................................................................................52
6.1.2.6.4. IMPRESSIONISMO 1870 - 1900 ....................................................................................................52
6.1.2.6.4.1. FOTOGRAFIA X PINTURA ....................................................................................................52
6.1.2.6.4.2. EXPOENTES .........................................................................................................................52
6.1.2.6.4.3. CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................53
6.1.2.7. ENGENHEIRO.......................................................................................................................53
7.1. BRASIL SÉCULO XIX .........................................................................................................................54

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Disciplina: Arquitetura

7.1.1. SÉCULO XIX – PANORAMA HISTÓRICO ....................................................................................54
7.1.1.1. ECONOMIA...........................................................................................................................54
7.1.2.1. ARQUITETURA – INÍCIO SÉCULO XIX ................................................................................54
7.1.2.2. MISSÃO FRANCESA ............................................................................................................55
7.1.2.3. ARQUITETURA DA JOVEM NAÇÃO ....................................................................................55
7.1.2.4. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................55
7.1.2.5. ELEMENTOS E COMPOSIÇÃO ............................................................................................55
7.1.3. ARQUITETURA ROMÂNTICA ......................................................................................................56
7.1.4. ARQUITETURA E ENGENHARIA.................................................................................................56
7.1.4.1. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................56
7.1.5. ARQUITETURA ECLETISMO .......................................................................................................57
7.1.5.2. CARACTERÍSTICAS.............................................................................................................57
7.1.5.3. EXPANSÃO DO ECLETISMO ...............................................................................................58
7.1.5.4. EXEMPLOS NO RIO DE JANEIRO .......................................................................................58
7.1.6. NEOCLASSICISMO X ECLETISMO..............................................................................................59
7.1.6.1. JARDINS (NEOCLÁSSICO AO ECLÉTICO): ........................................................................59
7.1.7. ARQUITETURA ART NOUVEAU ..................................................................................................60
7.1.8. ARQUITETURA FERRO E VIDRO ................................................................................................60
8.1. O MUNDO NO SÉCULO XX E XXI ......................................................................................................61
8.1.1. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO .....................................................................................61
8.1.2. SÉCULO XX – ARQUITETURA MODERNA..................................................................................61
8.1.2.2. ARQUITETURA.....................................................................................................................61
8.1.2.2.1. 1930 – 1950: ESTILO INTERNACIONAL.......................................................................................62
8.1.3. CONSTRUÇÕES PÓS-GUERRA..................................................................................................62
8.1.3.1.1. PRINCÍPIOS DE LE CORBUSIER .................................................................................................63
8.1.3.1.2. MODULOR....................................................................................................................................63
8.1.3.1.3. CARACTERÍSTICAS.....................................................................................................................64
8.1.3.1.4.5. PONTOS DA NOVA ARQUITETURA .....................................................................................64
8.1.3.2. WALTER GROPIUS ..............................................................................................................66
8.1.3.2.1. BAUHAUS ....................................................................................................................................67
8.1.3.3. LUDWIG MIES VAN DER ROHE...........................................................................................67
8.1.3.4. FRANK LLOYD WRIGHT ......................................................................................................68
8.1.3.4.1. ARQUITETURA ORGÂNICA.........................................................................................................68
8.1.3.4.2. ARQUITETURA ORGÂNICA.........................................................................................................69
8.1.4. CAUSA E EFEITO.........................................................................................................................70
8.1.5. PÓS MODERNISMO - CONTEMPORÂNEO..................................................................................70
8.1.6. ARQUITETURA HIGH TECH ........................................................................................................71
8.1.6.1. PRÊMIO PRITZKER: Pritzker Architecture..........................................................................71
8.1.7. MOVIMENTOS NA PINTURA........................................................................................................72
8.1.7.1. EXPRESSIONISMO x IMPRESSIONISMO ............................................................................72
8.1.7.1.1. EXPRESSIONISMO - FAUVISMO .................................................................................................73
8.1.7.1.2. EXPRESSIONISMO - FAUVISMO .................................................................................................73
8.1.7.2. CUBISMO..............................................................................................................................73
8.1.7.5. CONSTRUTIVISMO...............................................................................................................74
8.1.7.6. SURREALISMO ....................................................................................................................75
8.1.7.7. EXPRESSIONISMO ABSTRATO ..........................................................................................75
8.1.7.8. ARTE POP ............................................................................................................................75
8.1.7.9. MINIMALISMO ......................................................................................................................75
8.1.7.10. ARTE CONCEITUAL ...........................................................................................................76
9.1. O BRASIL NO SÉCULO XX ................................................................................................................77
9.1.1. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO - PRIMEIRA DÉCADA ..................................................77
9.1.2. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 20 ...................................................................78
9.1.2.1. SEMANA DE ARTE MODERNA............................................................................................78
9.1.3. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 30 ...................................................................78
9.1.3.1. SÉCULO XX – ANOS 30 – CONFORTO TÉRMICO...............................................................79

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...........6.................................11.....................82 9. SÉCULO XX E XXI – RIO DE JANEIRO........................ INICIATIVAS...............................12......................................... SÉCULO XX E XXI – SÃO PAULO ...........87 9.1.......................................... A CONSTRUÇÃO DE UMA METRÓPOLE ...1...... SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 40 ........ SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 60 ...........1.....................10.....2...........................1..................1...............5..........86 9.....1...............1......88 9..............82 9...................................12...83 9...............................1..87 9........4.............. ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA 1990 A 2005......3...............8....12.........5..................................Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9........80 9....1.85 9.............5....CENTRO.......1...............86 9..........7..80 9........... SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 70 ..............2.....................1..... SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA SUL .................................12..........4.............. CARACTERÍSTICAS EM COMUM ................................................................................85 9..... ASPECTOS GERAIS ..............................1........................................9...........85 9........85 9.........1....................... SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 50 ........... SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO .82 9.................................................1.... SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA NORTE............................................ Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC ...............1. CASA INDIVIDUAL – LABORATÓRIO DAS NOVAS FORMAS ..............88 -5- ...............................1...................12....... SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA OESTE ............1........................................12................1.....................

as ciências. do programa proposto. a tecnologia. a forma plástica apropriada. de um determinado meio. as artes. a arquitetura lidaria com qualquer problema de agenciamento. e adornada com muitos e variados ensinamentos: pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles trabalhos que são o resultado das outras artes. "A arquitetura é uma ciência. finalmente. as ciências sociais. porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto.αρχή = primeiro ou principal e tékton . para cada caso específico. DEFINIÇÃO DE ARQUITETURA Arquitectura .“ 1.1.determinados pelo cálculo. em função de uma determinada época. o projeto) do ambiente construído pelo homem. . o mais antigo tratado arquitetônico de que se tem notícia. o campo de trabalho do arquiteto) e o resultado físico (o conjunto construído de um arquiteto. estética e ordenamento de componentes em qualquer situação espacial. Neste sentido. no entanto. A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries. escolher.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1. normalmente ela está associada ao problema da organização do homem no espaço. da época da sua ocorrência. da técnica decorrente dos materiais empregados e." -6- . mas. é o do arquiteto romano Marco Vitrúvio.τέχνη = construção) refere-se à arte ou técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano. A arquitetura enquanto atividade é um campo multidisciplinar. incluindo em sua base a matemática.(do grego arché . surgindo de muitas outras. entre outros.1. e que propõe uma definição de arquitetura. do meio físico e social a que pertence. a política.ou Arquitetura na grafia brasileira . a arquitetura trata destacadamente da organização do espaço e de seus elementos: em última instância.máximo e mínimo . ou seja. dos objetivos e dos recursos financeiros disponíveis para a realização da obra. de um povo e da humanidade como um todo). "Pode-se então definir arquitetura como construção concebida com a intenção de ordenar e organizar plasticamente o espaço. a filosofia.” .cabendo então ao sentimento individual do arquiteto." "Por outro lado. de uma determinada técnica e de um determinado programa. construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. condicionados pelo meio.1. reclamados pela função ou impostos pelo programa. até a conclusão efetiva da obra. preconizados pela técnica. no que ele tem de artista.DEFINIÇÃO – LÚCIO COSTA "Arquitetura é antes de mais nada construção. a história. certa margem final de opção entre os limites . portanto. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . ARQUITETURA Primeiramente. a arquitetura depende ainda. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente arte plástica. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design (ou seja. necessariamente. Atualmente. a arquitetura se manifesta de dois modos diferentes: a atividade (a arte. desde a germinação do projeto. há sempre.

Ele planeja desde o habitar mínimo – a unidade residencial – até a cidade. e principalmente seus detalhes estético-construtivos. História da evolução do pensamento arquitetônico. uma construção passa a ser chamada de arquitectura quando. HISTÓRIA ANTIGUIDADE – imagem do arquiteto ligada à matemática e ao artesão Magister Artificium (mestre dos artesões) Magister Fabricae (mestre de obra) Architectus e architector Século XV (tratado Leon Batista Alberti) Ordenador da edificação em seu conjunto Disciplina baseada na teoria Finalidade da sua prática é a estética Século XVII Dicionário da Academia Francesa -7- . de diferenciar os edifícios e sítios através da idéia de que eles possuem um estilo. a utilitas (que originalmente se refere à comodidade e ao longo da história foi associada à função e ao utilitarismo) e a venustas (associada à beleza e à apreciação estética). é muito comum. das artes e das cidades. Na área de exatas. gótico. e deixou como legado a sua obra em 10 volumes.) e também se torna possível falar em um estilo individual (arquitetura Wrightiana. etc). como o arquiteto também pode ser. Desta forma.C.) que constitui o único tratado europeu do período grego-romano que chegou aos nossos dias e serviu de fonte de inspiração a diversos textos sobre construções e Arquitetura desde a época do Renascimento. principalmente. clássico. o arquiteto é o profissional que cuida do hábitat humano. na área de ciências sociais e humanas. possuir uma função (utilitas) e for. É possível falar em um estilo histórico (barroco. definem-se três os elementos fundamentais da arquitectura: a firmitas (que se refere à estabilidade.1. a noção de estilo envolve a apreensão de um certo conjunto de fatores e características formais dos edifícios: ou seja. 1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1. 1. o engenheiro civil tem atribuição igual à do arquiteto. etc.utilitária Segunda função – simbólica 1. Na obra de Vitrúvio. aos quais deu o nome de De Architectura (aprox. MARCO VITRÚVIO Marcos Vitrúvio Polião foi um engenheiro e arquiteto romano que viveu no século I a.1. A formação do arquiteto se dá em diferentes áreas. a definição mais primordial de estilo é aquela que o associa à forma da arquitetura. sociais e psicológicas do homem. 40 a. PREMISSAS BÁSICAS Arte de construir edifícios com base científica para a satisfação das necessidades materiais. Desde a Antiguidade.2.C. Na área de execução da edificação. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . a quem a observa: Primeira função .3. A arquitetura comunica. Ele é responsável técnico por uma obra. e segundo este ponto de vista. bela (venustas). Tradicionalmente. ESTILO Quando se pensa em algum tipo de classificação dos diferentes produtos arquitetônicos observados no tempo e no espaço. ao carácter construtivo da arquitectura).1.1. Corbuseana. além de ser firme e bem estruturada (firmitas).3.

arquiteto e agrônomo do Brasil. -8- . – As primeiras instituições. os direitos e deveres.1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura “Aquele que exerce a arte da Arquitetura. 23569 de 11/12/1933: regulamentou o exercício das profissões.Decreto 29/08/1828: D. Pedro I fixou as primeiras exigências para a elaboração de projetos e trabalho de construtores.1.4.078/90 .Decreto nº.Lei 5. – No Rio de Janeiro a Faculdade Nacional de Arquitetura foi inaugurada em 1946 1.Resolução nº. Pedro I em 1826 – Imperial Academia de Belas Artes. D. . criou a Academia Real Militar com especialistas militares em fortificações.Decreto nº. .3. dirige sua execução.Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica. . João VI para atender as necessidades imediatas decorrentes da transferência da corte para o Brasil. Arquitetura e Agronomia. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .4. . essa lei estabelece as condições e regras para o exercício da profissão. .Código Civil.Decreto nº. .Código de Defesa do Consumidor . 5194 de 1966: revogou o decreto anterior. surgiram no Brasil apenas na década de 1940.Constituição Federal. • Ensino da Arquitetura – A segunda Escola Superior no Brasil foi a Academia de Belas Artes. passou a exigir diploma para o exercício do cargo e a prática profissional. ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA FISCALIZAÇÃO . de 29 de junho de 1973 . . 4696 de 1871: aprovou um novo regulamento.1. assegura sua defesa”. RESGATE DA HISTÓRIA Criação das primeiras escolas até a regulamentação das profissões de engenheiro. Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo. inaugurada por D. hoje UFRJ. estradas. politécnicos) Revolução industrial rivalidade entre engenheiros e arquitetos 1. . – 1853 Escolas Central que em 1874 transformou-se na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil.194/66 .496/77 .Lei 8.Decreto Federal 23569/33 sistema CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura) /CREA (Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura).Lei 6. REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO .Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia. artista que traça a planta de um edifício. . destinadas à formação de Arquitetos. A partir do Século XVIII surgiram os Engenheiros (pontes.Regula o exercício das profissões de Engenheiro. • Ensino da Engenharia – Início foi em 1807 quando. 1.Decreto nº. 3001 de 1880: baixado pelo poder legislativo do império exigiu a apresentação de título ou carta de habilitação científica. 218. além de garantir proteção à sociedade em relação a maus profissionais e serviços.

reparo ou manutenção.010. operação. Atividade 17 – Operação. Atividade 7 – Desempenho de cargo ou função técnica. de 2005. Atividade 11 – Execução de obra ou serviço técnico. avaliação. elevados. e Atividade 18 – Execução de desenho técnico. Atividade 14 – Condução de serviço técnico. entre outros. Atividade 5 – Direção de obra ou serviço técnico. viadutos. Atividade 8 – Treinamento. pesquisa.4. orientação técnica. ENGENHEIRO CIVIL Engenheiro civil . planejamento. túneis. arbitragem. rodovias. perícia. parecer técnico. Engenheiro eletricista Engenheiro agrícola Engenheiro naval e oceânico Engenheiro aeronáutico Engenheiro cartógrafo Engenheiro industrial Engenheiro de telecomunicações Engenheiro ambiental Engenheiro mecatrônico Engenheiro de automação Engenheiro eletrônico e computação Engenheiro de agrimensura Engenheiro sanitarista Engenheiro de computação Engenheiro de produção Engenheiro químico Engenheiro metalúrgico Engenheiro de petróleo Engenheiro de alimentos Engenheiro de minas Engenheiro de materiais Engenheiro de pesca Engenheiro nuclear Engenheiro florestal Engenheiro Eletrotécnico Engenheiro têxtil Engenheiro mecânico ANEXOS DA RESOLUÇÃO Nº. -9- . Atividade 13 – Produção técnica especializada. Atividade 10 – Padronização. extensão. estudo. controle de qualidade. especificação. a serem atribuídas para o exercício da profissão nos vários níveis de formação. Atividade 16 – Execução de instalação. observadas as demais disposições estabelecidas na resolução: Atividade 1 – Gestão. estabelecidas no art. montagem. 1. ferrovias. Atividade 12 – Fiscalização de obra ou serviço técnico. analise.2. projeta. Atividade 6 – Vistoria. Atividade 3 – Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental. fortificações. Atividade 9 – Elaboração de orçamento. coordenação. 5º da Resolução nº. redes de esgoto. monitoramento. em seu conjunto ou separadamente. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . reparo ou manutenção. de forma integral ou parcial. Atividade 4 – Assistência. experimentação.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1. Atividade 2 – Coleta de dados. auditoria. ensino. divulgação técnica. laudo. manutenção de equipamento ou instalação.010. montagem. desenvolvimento. consultoria.estuda. assessoria. mensuração. ensaio. desenvolve e fiscaliza todo o tipo de construção civil. edifícios. estádios. 1. DE 22 DE AGOSTO DE 2005. Atividade 15 – Condução de equipe de instalação. ANEXO I PREÂMBULO Este Anexo I constitui um glossário que define de forma especifica as atividades seguintes. como pontes. projeto. supervisão.

4. que possibilitem análises preliminares de viabilidade do projeto.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 11 DE DEZEMBRO . acabamentos.4.1. por exemplo. ÁREAS DE ATUAÇÃO ARQUITETO ESPECIALIDADES: Arquiteto de edificações Engenheiro arquiteto.4. que a profissão foi regulamentada no Brasil. os direitos e deveres.569. hospitais. que agora regulamente a profissão. edifícios. A seguir. em 1933. entre outras. o arquiteto define a área total.3.1. O profissional deve ser registrado nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura – CREA – que é subordinado ao Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura – CONFEA. através do decreto no. existe uma etapa de montagem e aferição de programa preliminar a ser desenvolvido.194/66 .3. Estes são órgãos responsáveis pela fiscalização do exercício da engenharia.2. 1.1. 23. Em relação a ambientes externos. o número de quartos.4. 1.3. Em 1966. Projetista (arquiteto) Arquiteto de interiores Arquiteto de patrimônio Arquiteto restaurador. ele pode planejar e organizar o crescimento de cidades e bairros. arquitetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.Esta data foi escolhida para celebrar o engenheiro pois foi nessa data. Ao projetar uma casa.1. TRABALHO DO ARQUITETO O arquiteto é o profissional que elabora planos e projetos associados à arquitetura.3. esse decreto foi revogado e entrou em vigor a lei no. 1. Alguns arquitetos também trabalham prestando serviços de consultoria e assessoramento. Um grande exemplo disso é Brasília. estradas. escolas.10 - . 1. definindo materiais. aspectos ambientais e topográficos. técnicas e metodologias a serem aplicadas na obra. Retrofit Conservador de edificações Restaurador de edificações Arquiteto paisagista Arquiteto da paisagem ou Paisagista Arquiteto urbanista . igrejas. 5. ENGENHEIRO CIVIL E ARQUITETO Casas. além de garantir proteção à sociedade em relação a maus profissionais e serviços. juntamente com o cliente. Antes de iniciar o seu trabalho precisa de um projeto para que possa executá-lo. legislações edílicas e urbanas. É preocupação do arquiteto levar em conta a disposição dos objetos dentro da construção. ele é responsável por todas as etapas de uma construção. Mas afinal quem constrói tudo isto? Foi o engenheiro. com parecer sobre localização. a disposição dos banheiros e até as peças da cozinha. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . assim como a ventilação e a iluminação. É essa lei que estabelece as condições e regras para o exercício da profissão. TRABALHO DO ARQUITETO EM EDIFICAÇÕES Escolha do terreno para a implantação do projeto. pontes. Só após o projeto definido o engenheiro inicia o seu trabalho de realização. O arquiteto é responsável por projetar e planejar o que será construído.

ETAPAS DE PROJETO DE EDIFICAÇÕES Com esses dados e a definição do terreno inicia-se a fase do projeto. das instalações hidráulicas. das instalações elétricas. caberão sempre ao arquiteto o qual.4. a seu critério.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1. poderá indicar profissionais legalmente habilitados para sua execução. O arquiteto também pode ser contratado para uma etapa seguinte à obra executada. Estudo Preliminar Anteprojeto ou Projeto Pré Executivo Projeto Legal Projeto Básico (opcional) Projeto Executivo Final A coordenação e orientação geral dos cálculos complementares ao projeto arquitetônico tais como: cálculo de estrutura. elétricas e sanitárias. telefônicas e de informática.3.11 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . poderá também ser desenvolvido o projeto paisagístico. .2. que é o de desenvolvimento do projeto de arquitetura de interiores. Paralelo a todas essas fases.

Pedra Intermediária Neolítico . também chamado de idade da pedra polida. feitos em madeira. IDADE DA PEDRA . se encerrou com a introdução da agricultura.12 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 2. Foi neste período.C. O abrigo. A fixação inerente à agricultura provocou o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural. que foram assentes as bases para a civilização em que hoje . é um período pré- histórico correspondente ao intervalo entre a primeira utilização de utensílios de pedra pelo homem Este grande período histórico subdivide-se em Paleolítico Inferior e Paleolítico Superior O Paleolítico é o período do desenvolvimento de instrumentos de caça.C.Pedra lascada Paleolítico Inferior 500. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .C. Neolítico.Pedra polida – IDADE DO BRONZE (2.PALEOLÍTICO Paleolítico (pedra antiga). 2.C. Paleolítico Superior 50. Para muitos o próprio termo "Pré-História" é errôneo. osso.C.C. a 500 A.1. O surgimento da Arquitetura está associado à idéia de abrigo. pois não existe uma anterioridade à História e sim à escrita. IDADE DA PEDRA .) – IDADE DO FERRO ( 500 A. É possível traçar as origens do pensamento arquitetônico em períodos pré-históricos.1.1.) 2. Durante este período surgiu a agricultura.000 A.C. a 2000 A.000 A.000 e 10. também conhecido como Idade da Pedra Lascada ou período da selvageria.) Paleolítico .2.000 A.000 e 50. será o elemento principal da organização espacial de diversos povos STONEHENGE o mais conhecido monumento pré-histórico • TRÊS PERÍODOS – IDADE DA PEDRA (500.000 A.C. a 0 A.1.MESOLÍTICO E NEOLÍTICO Mesolítico ou pedra intermediária é um período da pré-história situado entre o Paleolítico e o Neolítico. quando foram erigidas as primeiras construções humanas. como sendo a construção predominante nas sociedades primitivas. PRÉ-HISTÓRIA A Pré-História corresponde ao período da história que antecede a invenção da escrita. Mesolítico .

em suas paredes e tetos rochosos. dromedário. ARTE RUPESTRE .2. Um mito de lenda e realidade.ESPAÑA 2.Também foi aqui que começou a domesticação de animais(cabra. boi.2. populações pré-históricas com 25. O trabalho passou a ser dividido e neste mesmo período o homem começou a se tornar sedentário (a ter moradia fixa). de São Raimundo Nonato. há 260 sítios arqueológicos com pinturas rupestres. gravadas em abrigos ou cavernas. pintura rupestre ou ainda gravura rupestre. ARTE RUPESTRE Arte rupestre.3.. muitas datadas do período Paleolítico. habilidade e inteligência humana. • MESOPOTÂMIA – Palácios. Desenho de figuras rupestres: bisontes e mamutes. CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE • EGITO – pirâmides simbolizam a presença eterna da civilização egípcia. . região central da Bahia No nordeste também foram encontradas pinturas no Estado do Piauí. etc. Fundação Museu do Homem Americano. 2. é o nome que se dá às mais antigas representações pictóricas conhecidas. Naspolini no Estado Santa Catarina Em Minas Gerais na região de Lagoa Santa e Varzelândia oca da Esperança.. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .). 2.13 - . a arte preservada por milênios permitiu que as grutas pré- históricas se constituíssem nos primeiros museus da humanidade Gruta Altamira é chamada de Capela Sixtina da Pré-História CUEVA DE ALTAMIRA . Segundo informação da "FUMDHAM". Vestígios arqueológicos.000 anos.ESPAÑA CUEVA DE ALTAMIRA . Sítios arqueológicos em Coronel José Dias e São Raimundo Nonato.1. cidades fortificadas e monumentos de guerra.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura vivemos. cão. Documento indiscutível da criação. Exemplos: ALTAMIRA e LASCAUX Qualquer que seja a justificativa. na Serra da capivara.BRASIL No Brasil são encontrados diversos arquipélagos onde existem manifestações de arte rupestre.

1. Tem a forma de um leão em repouso com rosto de homem parecendo um faraó e encara o sol nascente. astrológico e escrita (pictográfica e ideográfica). as pirâmides. Arquitetura executada em tijolos de barro. 2. GRÉCIA • TRÊS FASES DISTINTAS – ARAICA . A primeira pirâmide.C. Palácios. cidades fortificadas e monumentos de guerra. Arquitetura do Egito – Os egípcios demonstram nas suas manifestações artísticas uma profunda religiosidade.3. Arquitetura – As pirâmides representam a forma mais elementar e que melhor sugere a idéia de estabilidade e durabilidade da arquitetura egípcia. 2. Eram os emblemas da prudência. construídas de pedra. Quéfren e Miquerinos época marcada pela construção de pirâmides.3.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • GRÉCIA – É pelo tipo de coluna que se conhece a arquitetura Grega • ROMA – A mais importante característica da arquitetura romana é o uso de arcos 2. foi construída pelo arquiteto Imhotep. Cristianismo e Islamismo. das quais as mais conhecidas são as pirâmides de Gizé Esfinge – Santuário de 60 m de comprimento e 17 m de altura. 2. • Arquitetura funerária – Pedra – Justaposição sem nenhum elemento de ligação artificial. notabilizando-se. devido a limitação do material não é uma arquitetura monumental. MÉTODOS CONSTRUTIVOS • Arquitetura dos templos – Argila 14x38 de lado e 11 de espessura tijolos sem cozimento assentados sob uma camada de argila mole. Inventaram sistema cronológico. MESOPOTÂMIA ENTRE DOIS RIOS TIGRE E O EUFRATES Na mesopotâmia nasceram 3 grandes religiões: Judaísmo. da força e da sabedoria reunidos.C. talhada em um rochedo.3. dando um caráter monumental aos templos e às construções mortuárias.3.2. como tumba de Dioser. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .3.1.1. entre elas. "pirâmide de degraus". a 30 A. As pirâmides mais conhecidas são Quéops. EGITO Egito designa-se a civilização que se desenvolveu no vale inferior e no delta do rio Nilo entre 3000 A.14 - .

que surge somente na época clássica.1. elegância e riqueza ornamental.3. era ainda mais esbelta e ornamentada.severidade e rigor nas proporções – Jônica . – Coríntia .1. JÔNICA E CORÍNTIA Na arte grega foram desenvolvidos três sistemas formais: • Dórica era a mais simples. estabelecendo proporções matematicamente precisas. • SISTEMA TRILÍTICO (laje horizontal com dois blocos verticais servindo de apoio) • ELEMENTOS CONSTRUTIVOS FIXOS – Embasamento – Elementos de sustentação – Entablamento • ORDENS ARQUITETÔNICAS – Dórica . tinha um capitel decorado por duas volutas (espirais) • Coríntia. decorado com folhas . é uma das mais conhecidas e admiradas construções do período.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura SEDIMENTAÇÃO DA ARTE ORDEM DÓRICA – CLÁSSICA APOGEU ORDEM JÔNICA – HELENÍSTICA EXAGERO. sendo famosa pelo seu alto capitel em forma de sino invertido.exagero nas formas e na decoração O Parthenon templo dedicado à deusa Atena. • Jônica. mais esbelta. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . DECLÍNIO ORDEM CORÍNTIA 2. 2.leveza.3.3.3. ARQUITETURA GREGA Arquitetura Grega concentra-se na arquitetura religiosa.1.15 - . Templos construídos de pedra mármore com grande rigor de dimensões. na Acrópole de Atenas. ORDENS GREGAS – DÓRICA.

Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Ordem dórica Capitel jónico Capitel coríntio Embora nem todas as colunas sigam a mesma linha pode-se fazer uma subdivisão geral em três componentes ou áreas diferentes: base. a própria coluna (elemento vertical de apoio).16 - . um papel estético sendo normalmente a parte mais trabalhada da coluna. constituindo a sua central e maior parte e fazendo a ligação entre a base e o capitel. de uma certa forma. • Fuste é. Nas ordens clássicas a base assenta numa construção em degraus. Pode ser composto por um só bloco (monolítico) ou segmentado pela sobreposição de diversos blocos (também designados tambores). Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . • Base é o ponto de ligação do fuste com o pedestal ou pavimento do edifício. a parte mais característica de uma dada ordem ou estilo. acima de tudo. . • Capitel. o capitel não só soluciona problemas técnicos como assume. faz a união entre o elemento vertical (fuste) e horizontal. fuste e capitel. Assim.

• GÓTICA – Novo processo construtivo. templos) – Conquista do espaço – Sentido prático e realista – Novo urbanismo 2. 2.4.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 2. condicionada pela religião. embora se diferenciando nas suas características próprias • Herança Etrusca – Ciência do arco e da abóbada • Herança Grega – Conceitos da arte • Grande revolução na Arquitetura propagou-se por toda a Europa – Construções monumentais (Aquedutos.3.17 - . em dois grandes ramos: – Oriental . A tecnologia do período desenvolveu-se principalmente na construção das Catedrais • Fase Catacumbária – Arquitetura – catacumbas subterrâneas • Fase Cristã Primitiva – Arquitetura – basílicas A Arte Cristã Primitiva se dividiu.4. • BIZANTINA – Constantinopla se torna a sede do Império Romano. Os principais fatos a influenciarem a produção arquitetônica foi a ascensão da Igreja Católica. estradas. praças. criando novas formas. obeliscos. CIVILIZAÇÕES DA IDADE MÉDIA • ARTE CRISTÃ PRIMITIVA – Nascimento de Jesus é o acontecimento que a humanidade ocidental fixou como início da nossa era. Mais de 500 Igrejas em apenas 100 anos. pontes. • ROMÂNICA – A arte está novamente a serviço da religião.Arquitetura Românica .Arquitetura Bizantina – Ocidental . passava a ser a Igreja que detinha o capital necessário ao desenvolvimento das grandes obras arquitetônicas. após o reconhecimento do Cristianismo como religião oficial do Império Romano. fontes.4. • ISLÂMICA – Arte essencialmente decorativa. catacumbas. À medida que o poder secular submetia-se ao poder papal.1. ARQUITETURA ROMANA A arquitetura romana deriva da arquitetura etrusca e grega. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . ARTE CRISTÃ PRIMITIVA Desenvolvida nos 5 primeiros séculos do surgimento do Cristianismo.

4.1. Ordens Religiosas – Beneditinas e Cluny.4. 2. Também destacou-se no desenvolvimento da engenharia e de técnicas construtivas arrojadas. serve também de fonte de instrução e guia espiritual aos fiéis. Os bizantinos destacaram-se especialmente na arquitetura religiosa. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . tendo na Catedral de Santa Sofia (Hagia Sofia – sagrada sabedoria) em Istambul. Idade do ouro. espaçosos e profusamente decorados. mostrando-lhes cenas da vida de Cristo. octogonal ou quadrada rematada por diversas cúpulas. solidez e força.4. dos profetas e dos vários imperadores. tendo sido responsável pela difusão de novas formas e tipologias de cúpulas. As conquistas alargaram seu domínio. criando- se edifícios de grandes dimensões. ARQUITETURA BIZANTINA Arquitetura bizantina desenvolvida pelo Império Bizantino (assim chamado como referência a Bizâncio. Elas eram planeadas sobre uma base circular. com paredes grossas e minúsculas janelas. Ano 1000 – fim do mundo que não ocorreu reacendeu o fervor religioso. sua realização mais paradigmática. 2. Abóbada e arco pleno em pedra de igrejas e batistérios.18 - . desimpediram o que viria a ser o famoso «caminho francês» para Santiago de Compostela.1. a capital do Império romano do oriente).3. A expressão artística do período influenciou também a arquitetura das igrejas. atual Turquia. não se destinando somente a decorar as paredes e abóbadas. construção dominada pela horizontalidade.convertida em mesquita.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 2. com pinturas e mosaicos.2. Simplicidade.3. arte essencialmente cristã. A arquitetura é marcada pelo processamento das várias influências estéticas recebidas pelo Império Bizantino. é o mais acabado monumento peninsular da nova arquitetura românica. em 1453. utilização de mosaicos como arte decorativa.2.4. cuja célebre catedral. numerosos mosteiros polarizadores de cultura e arte. reconstruída a partir de 1705. MOSAICO O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina e. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA O estilo românico é um estilo de arquitetura caracterizado por construções austeras e robustas. ARQUITETURA ROMÂNICA Império do Ocidente – Floresce na Europa a Arte Românica influenciada pela arte de Roma. Decoração dos tetos agora não mais em madeira. Foi mais tarde renomeada para Constantinopla – Arquitetura – Obras monumentais de Basílicas. 2. .

tradição romana da vida pública na rua.4. que somente consideravam arte à antiguidade clássica.3. no sentido pejorativo. ARQUITETURA ROMÂNICA DE PEREGRINAÇÃO Igrejas para receber grandes multidões e procissões. a Arte Românica começa a se transformar em Arte Gótica.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 2. cuja expressão máxima situa se na Arquitetura. paredes compactas e poucas aberturas. cobertura em abóbada nave central. A torre é separada da igreja. Assim o batizaram os renascentistas. pelo que havia a necessidade do deambulatório.4. O sistema estrutural é conseguido através de contrafortes para suportar o peso. BATISTÉRIO E TORRE 2. volta-se para a praça.Cúpula alteada.1.4.4.19 - . CATEDRAL. um dos elementos da nova Arquitetura. que permitia o decorrer normal das cerimônias simultaneamente com as procissões passando atrás do altar. A palavra gótico vem de “Godo".2. Arco Ogival – arco quebrado ou agudo. campaniles e batistérios separados. e que surgiu em contraposição à massividade e à deficiente iluminação interior das igrejas românicas. A Europa cria um dos mais belos e originais estilos artísticos. ARQUITETURA GÓTICA No início do século XII.4. Batistério de Compostela . revestimentos a mármore no exterior e uma decoração miudinha. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Tendo aparecido na França. INOVAÇÕES Esquema estrutural de uma Catedral gótica . se desenvolve até o século XV. O gótico é um estilo arquitetônico que colocava especial ênfase na leveza estrutural na iluminação das naves do interior do edifício. A fachada é viva. 2.

o que as torna muito mais leves que as abóbadas românicas. que sustentam a arquitetura central. tornando possível o seu equilíbrio. Assim escorados. eles transferiam para o exterior: para os botaréus e deles para os alicerces.20 - . as pressões das abóbadas mais altas. • o arco preferencial deixa de ser o arco pleno e passa a ser o arco quebrado (arco ogival) • os contrafortes. transformam-se em arcos botantes – braços externos perpendiculares à superfície do edifício. alto. . A verticalidade busca alcançar os céus As estruturas vazadas permitem a utilização de através da indução da perspectiva para o rosáceas e vitrais com cenas religiosas. • Os arcobotantes são uma espécie de meios arcos construídos por cima da cobertura das naves laterais entre os extradorsos da abóbada central e os botaréus.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • abóbadas são construídas com nervura de pedra e enchimento de tijolo (abóbada de aresta). devido aos empuxos menores. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .

a busca da verticalidade e a predominância dos espaços vazios sobre os cheios. A arquitetura gótica representa uma das maiores conquistas da capacidade criadora do homem. • Janelas predominantes. • GÓTICO LANCEOLADO – Século XIII (1200 e 1300) – arco ogival torna-se bastante elevado e acentua-se o verticalismo.4. com uma harmonização do interior com o exterior. SAINTE CHAPELLE NOTRE DAME . Uso de vitrais e as fachadas são mais decoradas. • Contrafortes em menor número. a arquitetura gótica é uma obra-prima de engenharia. • Paredes mais leves e finas. Já configurado o novo estilo. o arcobotante. tendo como elementos fundamentais a abóbada ogival. Do ponto de vista estrutural. • GÓTICO FLAMBOYANT – Século XV (1400 e 1500) – O arco ogival torna-se ainda menos agudo e as fachadas continuam com grande decoração. CARACTERÍSTICAS GERAIS • Verticalismo dos edifícios substitui o horizontalismo do Românico.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 2.4. • GÓTICO PRIMITIVO – Século XII (1100 e 1200) – transição do arco pleno e horizontalidade para o arco ogival e a verticalidade. • Consolidação dos arcos feita por abóbadas de arcos cruzados ou de ogivas.2. • Utilização do arco de volta quebrada. • Torres ornadas por rosáceas. • Nas torres (principalmente nas torres sineiras) os telhados são em forma de pirâmide. • GÓTICO IRRADIANTE – Século XIV (1300 e 1400) – O arco ogival perde sua agudeza e as fachadas continuam a receber sintuosa decorações. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .21 - .

5.5. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . cúpulas. 2. estava nas mãos dos muçulmanos. com seu profeta Maomé.4. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA • Colunas esguias. em Granada. .22 - .4. ARQUITETURA ISLÂMICA • Era muçulmana.1. Governantes islâmicos dominaram a Espanha. Alcorão livro santo e a Mesquita o centro religioso. Duas construções notáveis datam deste período: a mesquita de Córdoba e palácio de Alhambra. • Metade do mundo civilizado da Espanha até a fronteira da China. Alá. intervindo pelo Deus único. arcos em ferradura. com mosaicos e arabescos • Cinco edifícios principais: – Mesquita – Minarete – Madrasah – Conventos fortificados – Mausoléus funerários Arte moura ou mourisca é a arte islâmica do norte da África e da Península Ibérica.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura CATEDRAL KÖLN 2. • Meca centro do islã.

grandiosidade e delicadeza. simples por fora e ricas por dentro par atrair os fiéis. Expansão românica com as Igrejas. abóbada. Arquitetura para a divindade – Templo função simbólica. • BIZANTINA (500 até 1453) – continuação do processo evolutivo. . abóbadas. arcos e colunas. • ROMA (509 AC até 476 DC) . grandes planos de massa e vigorosas pilastras. REVISÃO 3. Embasamento.1.23 - . Imitar os gregos passou a ser hábito dos romanos. suporte e entablamento. arabesco. • EGITO (3000 AC até 332 AC) – Arquitetura funerária função simbólica e utilitária. cúpulas e mosaicos. • GRÉCIA (700 AC até a era cristã) – Ordens dórica. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .1. retangular e rodeado por colunas. CIVILIZAÇÕES DA IDADE MÉDIA • ARTE CRISTÃ PRIMITIVA (313 até 500) – Arquitetura catacumbas e primeiras basílicas função utilitária. jônica e coríntia. Uma civilização que em um tempo perdido construiu para a eternidade a sua morte. • MESOPOTÂMIA (2800 AC até 539 AC) – Foi uma civilização que surgiu do pó e voltou a ser pó. Arco ogival. Cavernas com pinturas rupestres – capela sistina da pré-história. • ROMÂNICA (1000 até 1100) – A fé exaltada levou ao fervor construtivo. Escala heróica. Força. 3. interior e exterior magníficos.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 3. • ISLÂMICA (632 até 1000) – Luxo. • GÓTICA(1200 até 1500) – Construção de grandes catedrais. PRÉ-HISTÓRIA E CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE • PRÉ-HISTÓRIA (500.000 até a era cristã) – Arquitetura função utilitária de abrigo. Pedra.Antiguidade – Idade Média – Roma conquistou a Grécia militarmente mais foi dominada por ela espiritualmente. colunas e vidros. Volumes organizados e equilibrados. Basílicas são a manifestação da arquitetura.1. decorativa. Fachadas simples.2. Pirâmides uma das 7 maravilhas do mundo.1. arcobotante. simetria.

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ROMÂNICO GÓTICO
Abóbada em um todo que difunde o Abóbada se decompõe em partes
empuxo. independentes separadas pelas nervuras.
Paredes espessas, interior sombrio, e Paredes vazadas, grandes janelas e interior
janelas estreitas. claro.
Busca da horizontalidade Busca da verticalidade
Exterior simples e severo Interior ricamente decorado
Exterior simples e severo Colunas leves

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4.1. O MUNDO SÉCULO XV ATÉ O SÉCULO XVIII IDADE MODERNA

4.1.1. RENASCIMENTO SÉCULO XV - QUATROCENTOS

• RENASCIMENTO abriu a Idade Moderna rejeitando a estética e cultura medievais e
propondo uma nova posição do homem perante o UNIVERSO.
• Florença capital cultural da Itália FLORENÇA torna-se uma das grandes potências
mundiais e é nelas que se desenvolveram as condições para o desenvolvimento das artes e das
ciências
• O espírito renascentista evoca as qualidades intrínsecas existentes no ser humano. O
progresso do homem - científico, espiritual, social - torna-se um objetivo importante para o
período. Tal cultura mostrou-se um campo fértil para o desenvolvimento da arquitetura.
• Transição da Idade Média e os tempos Modernos
• Florença capital cultural da Itália
• Inspiração nos modelos greco-romanos
• Matemática denominador comum entre as artes e a teoria das proporções inspirada na
natureza
• Arquiteto x Artesão;
• Homem e ciência

Com a descoberta dos antigos tratados (incompletos) da arquitetura clássica (dentre os
quais, o mais importante foi De Architetura de Vitrúvio, base para o tratado De Re Aedificatoria de
Alberti), deu-se margem a uma nova interpretação daquela arquitetura e sua aplicação aos novos
tempos.
A descoberta da perspectiva é um aspecto importante para se entender o período (e
especialmente a perspectiva central): a idéia de
infinito trazida pela manipulação do ponto de fuga foi
bastante utilizada como elemento cênico na
concepção espacial daqueles arquitetos.
Entre os principais arquitetos da Renascença se
incluem Vignola, Alberti, Brunelleschi e Michelângelo.
Um dado importante na definição da
espacialidade do Renascimento é a incorporação da
perspectiva como instrumento de projeto e da noção
do desenho como uma forma de conhecimento.

4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS

• Igrejas e Palácios
• Inspiração nos modelos greco-romanos
• Exaltação do homem
• Natureza como fonte de inspiração
• Perspectiva Linear
• Contrastes de claro e escuro
• Arte imitação da natureza
• Leonardo, Rafael e Michelangelo.

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CASTELO VALE DO LOIRE -
CASTELO VALE DO LOIRE - CHAMBORD
CHAMOUNT

4.1.1.1.1. LEONARDO DA VINCI (1452 - 1519)

• Um dos gênios mais completos que a humanidade conheceu. Inventor, engenheiro,
arquiteto, cientista e pintor;
• Pintura como arte total
– Virgem dos Rochedos
– Mona Lisa, Gioconda;
– Santa Ceia
• Desenhos técnicos, militares e científicos;
– Homem Vitruviano, Máquinas, helicóptero, tanque blindado;

4.1.1.1.1.1. PINTURA

A influência de Leonardo na história da arte é bastante profunda. Algumas técnicas
desenvolvidas por ele, destacadamente o sfummato e o chiaroscuro, tornaram-se uma regra para
a pintura dos séculos vindouros.

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Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCC - Departamento de Construção Civil
Disciplina: Arquitetura

4.1.1.1.1.2. HOMEM VITRUVIANO

Ao redor do ano 1490, ele produziu um
estudo das proporções humanas baseado no
tratado recém redescoberto do arquiteto romano
Vitruvius.
O Homem Vitruviano, acabou se tornando
um dos seus trabalhos mais famosos e um
símbolo do espírito renascentista.
O homem vitruviano é um conceito
apresentado na obra Os dez livros da Arquitetura,
escrita pelo arquiteto romano Marco Vitrúvio
Polião. Tal conceito é considerado um cânone das
proporções do corpo humano, segundo um
determinado raciocínio matemático e baseando-
se, em parte, na divina proporção. Desta forma, o
homem descrito por Vitrúvio apresenta-se como
um modelo ideal para o ser humano, cujas
proporções são perfeitas, segundo o ideal clássico
de beleza.
Originalmente, Vitrúvio apresentou o cânone
tanto de forma textual (descrevendo cada
proporção e suas relações) quanto através de
desenhos. Porém, à medida que os documentos
originais perdiam-se e a obra passava a ser
copiada durante a Idade Média, a descrição
gráfica se perdeu. Desta forma, com a
redescoberta dos textos clássicos durante o Renascimento, uma série de artistas, arquitetos e
tratadistas dispuseram-se a interpretar os textos vitruvianos a fim de produzir novas
representações gráficas. Dentre elas, a mais famosa e (hoje) difundida é a de Leonardo da Vinci.
Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas
posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado.
Examinando o desenho, pode ser notado que a combinação das posições dos braços e
pernas formam quatro posturas diferentes. As posições com os braços em cruz e os pés são
inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita
no círculo. Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da
figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade,
permanece imóvel.
É interessante observar que a área total do círculo é idêntica a área total do quadrado e este
desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número
irracional 'phi' (=1,618).

Um palmo é a largura de quatro dedos
Um pé é a largura de quatro palmos
Um antebraço é a largura de seis palmos
A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos)
Um passo é quatro antebraços
A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele
A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem
A distância do topo da cabeça para o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem
A distância do nascimento do cabelo para o topo do peito é um sétimo da altura de um

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1. INVENTOR Fascinado pelo fenômeno de vôo.1. Os seus cadernos também contêm várias invenções no campo militar: canhões.1. Da Vinci produziu detalhado estudo do vôo dos pássaros. inclusive um helicóptero movimentado por quatro homens.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura homem A distância do topo da cabeça para os mamilos é um quarto da altura de um homem A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem A longitude da mão é um décimo da altura de um homem A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face A altura da orelha é um terço da longitude da face 4. Leonardo da Vinci era um homem à frente de seu tempo. pára-quedas.1. bombas de agrupamento Grande inventor de sua época. entre outras. Seu interesse e criatividade em vários campos de estudo deram origem a invenções como: salva-vidas. MICHELANGELO (1475 . e um planador cuja viabilidade já foi provada.2. bicicleta.1. e planos para várias máquinas voadoras. segundo especialistas é de 1510.3. cientista e pintor • Transformou a arquitetura em um instrumento de expressão individual • Anti-Leonardo • Escultura como arte total – Pietá e Davi (potência masculina e perfeição) • Pintura – Teto Capela Sistina . um tanque blindado movimentado por humanos ou cavalos. escultor. O primeiro batizado de SWAN DI VOLO (Cisne voador). engenheiro. Leonardo da Vinci produziu um desenho de uma ponte como parte de um projeto de engenharia civil. tentou aplicar seus estudos para os protótipos que desenhou.28 - . 4.1564) • Um dos maiores gênios artísticos de todos os tempos. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Arquiteto.1. poeta.1.

Por essa e outras interrupções.29 - .Basílica de São Pedro • Distribuição dos volumes. Michelangelo morre em Roma aos 89 anos de idade. ARQUITETURA • Brunelleschi – pai da arquitetura renascentista • Bramante . na janela do Altar da capela Sistina foi comissionado pelo Papa Paulo III. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . que levou quatro anos para ser feita (1508 – 1512). durante a patronagem de Júlio II. em 1547.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Michelangelo foi convocado a Roma em 1503 pelo recém-designado Papa Júlio II e foi comissionado para construir a tumba papal. ultrapassando as paredes do edifício atinge aos parques e os jardins. Anos mais tarde. e Michelangelo trabalhou nele de 1534 a 1541.2. Entretanto. Então. DAVIS CAPELA SISTINA DEDO DE DEUS 4. integrando a natureza e arquitetura em uma única estrutura • Nasce o Projeto . A mais famosa é a pintura monumental do teto da Capela Sistina no Vaticano.1. Michelangelo tinha constantemente que interromper seu trabalho para fazer outras numerosas tarefas. Michelangelo foi apontado como arquiteto da Basílica de São Pedro no Vaticano. A pintura de O Último Julgamento. em 18 de Fevereiro de 1564. Michelangelo trabalharia na tumba por quarenta anos sem nunca a terminar.1.

mas acima de tudo. MÉTODOS CONSTRUTIVOS • Relações geométricas • Racionalidade das construções • Espaço menos espiritualizado e mais intelectualizado • Estudo da perspectiva e proporções • Beleza ligada a razão matemática • Formas primárias: círculo ou quadrado • Modulação. com certeza. Bramante prova. não é uma cúpula. no Vaticano. embora o projeto final (que consistia no projeto inicial mais algumas alterações) seja da autoria de Michelângelo.1. A obra que melhor reflete as suas concepções de estilo. iniciando um processo que. que não só conhece e domina as possibilidades da linguagem clássica como também entende as características e o espírito de sua época. o projeto da Basílica de S. É comum atribuir o momento de gênese da arquitetura do Renascimento à construção da cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore em Florença. De fato. É justamente na obra de Bramante que este espírito se concretiza de uma forma mais íntegra . aplicando o conhecimento antigo de uma forma nova. Entretanto. clássica. Alcançou a fama através do seu trabalho sobre geometria de desenho de perspectiva e a sua obra exerce notável influência sobre a obra de Michelângelo ou mesmo de Rafael. esta foi projetada por Bramante. por Brunelleschi.e aí justifica-se destacá-lo frente aos seus contemporâneos. Pedro. Caracterizou-se pela concentração na maneira. mas um novo tipo de arquiteto: altera as regras da construção civil. Começou a vida como ourives e foi. constituíram manifesta reação contra os valores clássicos prestigiados pelo humanismo renascentista. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . inédita. separa o projetista do construtor. de fato. MANEIRISMO (1520-1600) O Maneirismo foi um estilo e um movimento artísticos europeus de retomada de certas expressões da cultura medieval que. um arquiteto. é. o estilo levou à procura de efeitos .30 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Predomínio do horizontal sobre o vertical • Elementos greco-romanos • Abóbadas de arco pleno Filippo Brunelleschi foi um arquitecto renascentista. aproximadamente os anos de entre 1520 e 1600.1. gradativamente. posteriormente. simetria e centralidade 4. é ele quem inicia uma tradição de arquitetos que não mais está ligada às corporações de ofícios e cujos profissionais irão cada vez mais (mesmo que.3. São muitos os estudiosos a afirmar que o que Brunelleschi constrói. pouco durante o Renascimento) afirmar-se como intelectuais afastados da construção propriamente dita.2. 4.1. o pioneiro desta arte na Renascença. efetivamente. através do projeto de palácios e igrejas.

como o alongamento das figuras humanas e os pontos de vista inusitados.31 - . As primeiras manifestações anti-clássicas dentro do espírito clássico renascentista costumam ser chamadas de maneiristas. ARQUITETURA .1. Um bom exemplo é o David de Michelangelo. As mãos e os pés são bastante desproporcionais. O termo surge da expressão a maniera de. • Linguagem artística renovadora • Arte com manifestação pessoal – El Greco. • Arquitetura funcional • Solução urbanística – Biblioteca em Veneza – Palácio Pitti em Florença • Arte do desequilíbrio e da dissonância: ora emocional ora disciplinada 4. usada para se referir a artistas que faziam questão de imprimir certas marcas individuais em suas obras. A figura representada não obedece às proporções estabelecidas pelos tratados clássicos. CARACTERÍSTICAS • Nome pejorativo que significa “afetada” ou “amaneirada” • Motivos – Perda supremacia econômica da Itália – Reforma protestante que abala estrutura da Igreja – Saque de Roma pelos franceses e espanhóis • Crise política. Michelangelo e Rafael. econômica e cultural.1.2. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura bizarros que já apontam para a arte moderna.

A reforma dos protestantes. BARROCO (SÉCULOS XVII XVIII) • Nome pejorativo que significa “pérola irregular” • Estilo triunfal com formas exuberantes indo contra a arte renascentista • Concílio de Trento reformulação do catolicismo. pictórico ou escultórico.3. por excelência. Tem como elemento doutrinário o que foi definido no Concílio de Trento.1. Emitiu numerosos decretos disciplinares.3. tornando-o o estilo católico. em Roma como a capital da Religião Católica. • A França adotou o Barroco devido ao absolutismo de Luis XIV. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA • Todo elemento decorativo.1. • Arquitetura Sacra . utilizado pelo novo estilo estava submetido à Arquitetura. em oposição aos protestantes e estandardizou a missa através da igreja católica. As formas do barroco foram promovidas pela instituição em todo o mundo (especialmente nas colônias recém-descobertas). 4.32 - . uma grande reunião para assegurar a unidade de fé e a disciplina eclesiástica. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . CARACTERÍSTICAS • Barroco é a arte da Contra-Reforma • Revolução Comercial resultante do ciclo das grandes navegações – descoberta de novas terras • As primeiras obras barrocas foram na Itália.1.Igrejas . A contra-reforma. abolindo largamente as variações locais. O Concílio de Trento foi o mais longo da história da Igreja: é chamado Concílio da contra-reforma.2. A Igreja sentiu a necessidade de renovar-se para não perder os fiéis.3. 4.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura PINTURA .1.EL GRECO E GOYA 4.1. Contra-Reforma Igreja reafirma seu poder • Soberanos buscam estilos que exaltem seus reinos – Poder da autoridade • Arquitetura é a principal manifestação artística para implantação do novo estilo Surgem dois movimentos de carácter religioso: Os protestantes . e viu na promoção de uma nova estética a chance de identificar-se neste novo mundo.

– Simplicidade do exterior com opulência decorativa do interior – Busca de efeitos decorativos. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . valorização do entalhe com ouro no interior. e muitos artistas barrocos serviram aos reis procurando por esse mesmo objetivo • Pintura e Escultura – Caravaggio – Poussin – Rembrant – Rubens – Velázquez A arte barroca levou o representacionismo da Renascença para novos patamares.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – Fachadas Simples. enfatizando detalhes e movimento na sua busca pela beleza. Luís XIV disse: "Eu sou a grandiosidade encarnada".33 - . . soluções mais sóbrias. – Soluções arquitetônicas para favorecer a participação dos fiéis – Efeitos de luz valorizando o espaço • Arquitetura Palaciana – Versalhes (Rei Sol .Luis XIV) – Compartimentos com dimensões equivalentes – Além disso. a ênfase que a arte barroca deu à grandiosidade é vista como um reflexo do Absolutismo.

Nos interiores. O rococó é um movimento artístico europeu. convidando ao relaxamento e à intimidade.4. Áustria e França • Na arquitetura aparece somente nos interiores • Divisão interna dos Palácios em vários cômodos • Mobiliários. por exemplo. O mobiliário torna-se mais confortável pela redução para uma escala mais humana e as diferentes peças (agora de fácil transporte) espalham-se por todo o espaço. Literalmente. e coquille. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .1. surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitetura de palácios civis. onde o salão se destaca como o espaço de eleição para estar em sociedade. entre o barroco e o neoclassicismo. . Visto por muitos como a variação "profana" do barroco. que significa "rocha". que aparece primeiramente na França.34 - . o rococó é o barroco levado ao exagero. que significa “concha”. pisos. Na ourivesaria. uma interpretação mais sofisticada • Alemanha. o pé-direito reduz em altura e aplicam-se cores suaves e tons pastel nas paredes. ROCOCÓ (SÉCULO XVIII) • Continuação do Barroco. encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: Cores claras Tons pastéis e douramento Representação da vida profana da aristocracia Representação de Alegorias Estilo decorativo O estilo Luís XV designa um estilo de decoração de interiores e mobiliário influenciado pelas linhas fluidas e graciosas do rococó e pelo seu repertório de motivos ornamentais. porcelanas • Arte e arquitetura da aristocracia • Viena – Palácio de Schounbrun O termo rococó forma-se das palavras francesas rocaille. na pintura ou na decoração dos interiores dos hotéis parisienses da aristocracia. no mobiliário.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura PINTURA – VELÁZQUEZ E RUBENS 4.

Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura ARQUITETURA – PALÁCIO DE SCHOUNBRUN ARQUITETURA .35 - .PALÁCIO DE BELVEDERE . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .

técnicas precárias e baixa produtividade. como se chamou mais tarde.SÉCULO XVI A periodização tradicional divide a História do Brasil normalmente em quatro períodos gerais: .Império (1822 a 1889) . cidades costeiras nas proximidades dos portos naturais • Fundação em 1565 por Estácio de Sá da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro A economia da colônia.2. DESCOBRIMENTO . caracterizados por terras extensas. abundante mão-de-obra escrava. gradualmente passou à produção local. BRASIL DESCOBRIMENTO 1500 ATÉ O SÉCULO XVIII 5. Pernambuco e Rio de Janeiro. nova fase Salvador capital da Colônia devido a produção do açúcar • Arquitetura militar. organizadas em grandes propriedades. • Construções precárias de madeira e barro: Porto Seguro 5. Manuel I • Os 30 anos iniciais estabelecimento na costa. religiosa e civil • Centros Bahia.Pré-Descobrimento (até 1500) . a partir de meados do século XVI. pau-brasil e produtos tropicais.1. O engenho de açúcar (manufatura do ciclo de produção açucareiro) constituiu a peça principal do mercantilismo português. Estas. com os cultivos da cana-de-açúcar e do cacau. nada foi feito. a importar africanos como escravos. eram latifúndios.1. os portugueses começaram. Para sustentar a produção de cana-de-açúcar.Colônia (1500 a 1822) .República (de 1889 aos dias atuais). • Atenção voltada para o Oriente • Comércio de escravos. Tratado de Tordesilhas (1494) definiu as porções do globo que caberiam a Portugal no período em que o Brasil foi colônia portuguesa. Mapa da América do Sul em 1575 • 22 de abril de 1500 tomada da posse da nova terra por Pedro Álvares Cabral a mando de D.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 5. Eles eram pessoas capturadas entre tribos das feitorias européias na África e atravessados no Atlântico nos navios negreiros. Estabeleceu que as terras a leste de um meridiano imaginário que passaria a 370 léguas marítimas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam ao rei de Portugal.1. Dentro .1. enquanto as terras a oeste seriam posse dos reis de Castela (atualmente Espanha). SÉCULO XVI APÓS 1530 • Em 1530. iniciada com o puro extrativismo de pau-brasil e o escambo entre os colonos e os índios.36 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .

perpetuando a situação pelas gerações seguintes.1. construída em pontos elevados. 5.2. e seus filhos também eram escravizados. ARQUITETURA RELIGIOSA • Conventos e mosteiros em Olinda. de acordo com a topografia • Necessidade de ordem militar.SÉCULO XVI . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . o desembarque de forças inimigas no porto. ARQUITETURA MILITAR O Farol da Barra pertence a Marinha do Brasil.2. Foi o primeiro forte erguido no Brasil em 1534. Pernambuco e no Rio de Janeiro. viviam aprisionados em galpões rústicos chamados de senzalas.2. 5.CIDADES • Cidades eram fundadas sem planificação e cresciam desordenadamente.3.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura das fazendas.37 - . tradição da cidade acrópole.1. • Características – Adaptação dos modelos portugueses às exigências do clima e disponibilidade de materiais – Taipa portuguesa (terra misturada com folhas esmagadas) – Pedra e cal IGREJA DOS JESUÍTAS ATUAL CATEDRAL BASÍLICA 5.2. Sua função era dificultar a entrada mediante fogo cruzado. . ARQUITETURA CIVIL .1.1.

“Engenheiros Militares” • Civil (centros administrativos) . e o centro de administração do reino de Portugal.1. 5.1600 • Nordeste desenvolvimento com a cana-de-açúcar.1. Rio de Janeiro e Olinda localizadas em pontos altos. tabaco e algodão) • Igreja Católica importante papel na encomenda arquitetônica do Novo Mundo • Olinda. Pelourinho. em posição defensiva.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Salvador. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . 5.38 - . Thomé de Souza. centro histórico da cidade.3.1. extração de madeira e outras atividades subsidiárias (gado. subidas e descidas. arruamentos estreitos e irregulares acompanhando as curvas de nível das encostas dos morros. ARQUITETURA • Militar (fortes) – Fortes e fortalezas . • Arquitetura nos latifúndios • Casa patronal com planta retangular • Capela da família • Aposentos para hóspedes • Paiol para o milho • Cozinhas separadas • Cocheiras para cavalos • Casa dos escravos • Arquitetura nas cidades • Sobrados nas cidades • Administração • Cadeia PALÁCIO RIO BRANCO: em 1549 abrigou o governador-geral do Brasil. na parte mais alta da cidade. SÉCULO XVII .3. cidade crescia de acordo com a topografia. • Cidade colonial – modelo informal de urbanização. Salvador. Rio de Janeiro e Minas Gerais.

– Estilo somente no interior (paredes e tetos). SÉCULO XVIII • Marca a evolução do Barroco e Rococó • Construção deixa de ser em madeira e taipa para pedra cal e alvenaria • Desenvolvimento do país • Ciclo do ouro • Escultura para exposição dentro das igrejas.2.3. – Forma mais pesada.1. pintura e azulejos – Somente a fachada tem ornamentação externa 5. ESTILOS BARROCO E ROCOCÓ • Barroco – Ornatos de forma regular e exuberante. – Fundos claros com douramentos. ARQUITETURA NAS IGREJAS • Características – Cor Branca para contrastar com o azul do céu e o verde das montanhas – Ausência de cúpulas – Nave única – Simplicidade e nitidez dos volumes – Interior com suntuosa decoração em talha dourada.39 - .1.1. 5. – Estilo do interior e exterior.4.4. – Formas mais leves e graciosas. procissão.2.1. CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA • Arquitetura Religiosa – Torres cilíndricas – Relevos em pedra-sabão – Complexas composições ornamentais – Talha dourada nos interiores – Igrejas forradas em ouro IGREJA E CONVENTO DE SÃO FRANCISCO . conjunto para festas e oratório (culto doméstico) 5. • Rococó – Ornatos de foram irregular e ondulante.1. com janelas e sacadas com várias cores (sobrados) – Casa da câmara e cadeia • Religiosa (igrejas e mosteiros) – Maneirismo e barroco • Latifundiário (fazendas) – Casas da fazenda e do engenho 5.4. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . com ricos dourados. barro ou madeira.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – Alvenaria de pedra.1.

cadeia.1. Talha dourada.1. púlpitos. Era preciso levar. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • “Igreja do ouro”.4. 5.1. edificações mais elaboradas. e por séculos foi a capital do Brasil.altar mor – Chafariz – Praças. primeira época do estilo barroco. ESTILOS BARROCO E ROCOCÓ Igrejas com papel fundamental simbolizando a arquitetura de qualidade. a economia e as relações de poder da época sendo por isso a maior expressão cultural do período No Brasil o estilo revelou-se tardiamente. Francisco Xavier de Brito. além de ser o porto. Materializavam os desejos e anseios sociais. A cidade foi descrita pelo padre José de Anchieta como "a rainha das províncias e o empório das riquezas do mundo". A obra foi iniciada em 1708. ferramentas e rebanhos de gado para alimentar a verdadeira multidão que para lá se instalou.1. com José Pereira Arouca. escravos. já que havia demanda por todo tipo de produtos para o povoamento das Minas Gerais. Tiradentes e Mariana 5.1.4. Manuel da Costa Ataíde e António Francisco Lisboa .40 - .2. O eixo econômico e político se deslocou para o centro-sul da colônia e o Rio de Janeiro tornou-se sede administrativa. O período que ficou conhecido como Ciclo do Ouro iria permitir a criação de um mercado interno. administração. O espaço de valor arquitônico da cidade.Ouro Preto – Esculturas – Congonhas do Campo – São João Del Rei. MINAS GERAIS • Ciclo do ouro • Barroco e Rococó Mineiro – Igrejas Entalhe. os painéis de azulejo refletem a vida de São Francisco de Assis No final do século XVII descobriu-se ouro nos ribeiros das terras que pertenciam à capitania de São Paulo e mais tarde ficaram conhecidas como Minas Gerais. na pintura mural e na arquitetura. • Manoel Costa Athaide pintura dos tetos (Rococó) • Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) – São Francisco de Assis .2. na escultura de madeira e de «pedra-sabão».

à direita para as lavadeiras e à esquerda bebedouro para os animais.2.4. não só à época.1. CADEIA E CASA DE CÂMARA MINA DE OURO E CASA . mas durante o período colonial. (Vila Rica.41 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Antônio Francisco Lisboa. mais conhecido como Aleijadinho. entalhador. 29 de agosto de 1730 — Vila Rica. desenhista e arquiteto brasileiro. É considerado o maior expoente do estilo barroco nas Minas Gerais (barroco mineiro) e das artes plásticas no Brasil. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .1. 5. 18 de novembro de 1814) foi um escultor.2. ARQUITETURA CIVIL – TIRADENTES Chafariz construído em 1749 com 3 funções: parte da frente água potável.

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Fachada projetada pelo mestre Aleijadinho Catedral em São João Del Rei .3.2.1. ARQUITETURA RELIGIOSA Matiz de Santo Antônio.1. considerada a 2 igreja mais rica em ouro do Brasil.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura TOPOGRAFIA 5.4.construção de 1710.42 - .

RIO DE JANEIRO • Rio de Janeiro se desenvolve como porto escoadouro do metal precioso para Portugal. em esteatita. Paróquias.4.1. Santuário do Caraça Patrimônio Religioso. nativos e natureza) • XVII . • XVIII .2. risco da tribuna do altar-mor. retábulo da capela-mor). ponto de comunicação com a metrópole.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Igreja São Francisco de Assis.1. atinge notável desenvolvimento tornando-se a capital e sofrendo um surto construtivo.Núcleo urbano se consolida.Terras planas próximas ao porto. Artístico e Ecológico 5. Final do século habitantes e estrutura urbana consolidada 5. Histórico. Cultural.2. (Esculturas dos tambores ogivais dos púlpitos. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .4.43 - .2.2.4. os mestres Aleijadinho e Athaide deixaram as mais belas obras do Rococó Mineiro. principal porto da Colônia. com o ciclo do ouro vira capital. representando episódios bíblicos.1.2. feitio das pedras Dara. • Mosteiro de São Bento • Igreja da Ordem Terceira do Carmo 5.2.1. CIDADE COLONIAL • XVI . ARQUITETURA RELIGIOSA • Conventos. barrete da capela-mor.2. Irmandades e Rural . Defesa do território e fortalezas (lutas contra os franceses.Traçado irregular topografia.

exemplo de capela rural século XVIII Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo .século XVIII Igreja de Santa Cruz dos Militares – século XVIII . século XVII Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Características – Planta com capela mor profunda – Nave e contorno externo retangular – Fachada de corpo central com torres compostas a partir da marcação das primeiras linhas – Elementos com cantaria branco – Uso sistemático da talha (madeira esculpida) – Ornato não como acessório e sim estrutural Igreja e Mosteiro de São Bento.44 - .

Século XVII • Casas de Chácara – Nos arredores núcleo urbano – Senzala.2.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 5. ARQUITETURA CIVIL • Palácios – Construção Oficial – A cidade melhora as construções civis.1. casas mais confortáveis – Casa da Chácara do Caju • Casas de Fazenda – Área rural.2. telhados em águas e pátios centrais Antigo Convento do Carmo. alvenaria caiada com elementos em cantaria. abrigou a corte em 1808 Santa Casa da Misericórdia Paço Imperial . áreas para animais. jardins. século XVII.4. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . plantio da cana-de-açúcar – 3 elementos principais: Casa Grande (capela inserida no corpo ou anexa).3. vãos com distanciamento constante. horta. portas e janelas no pavimento térreo e janelas com sacadas no pavimento superior.45 - . Engenho e Senzala – Casa da Fazenda do capão do Bispo . passa a ter um caráter mais duradouro – Casa do Governo (Paço Imperial) e Palácio Episcopal – Fachadas horizontais.

Chafariz da Glória – Jardins e área de lazer .46 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Casa da Fazenda do Engenho d’água Casa da Fazenda do Capão do Bispo • Obras de Infra-estrutura – Obras Públicas – Abastecimento de água.Aqueduto da Carioca – Chafarizes . muros e fortalezas – Engenheiros militares para projetar e edificar – Porto escoadouro do ouro Século XVIII Aqueduto dos Arcos da Lapa Chafariz do Mestre Valentim . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . captação do rio Carioca .Passeio Público • Arquitetura Militar – Fortificações e preocupações coma defesa – Forte .

1. A urbanização da sociedade e a explosão demográfica das cidades. enquanto o engenheiro busca soluções para pólas em prática 6. Define-se duas artes: a de projetar e a de construir • O arquiteto dita as regras do bom gosto. novos materiais e sistemas de produção. • Social – a burguesia e o operariado.1. de forma que os antigos materiais (como a pedra e a madeira) passaram a ser substituídos gradativamente pelo concreto (betão) (e mais tarde pelo concreto armado) e pelo metal.47 - .4. SÉCULO XIX – PANORAMA HISTÓRICO • Economia – a Revolução Industrial e suas implicações: novas formas de energia. • Política – a instabilidade das guerras e a Revolução Francesa. Romantismo.3. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E ENGENHARIA No fim do século XVIII e início do XIX.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 6. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Ecletismo.2.1. SOCIAL • As mudanças foram mais visíveis na arquitetura.1. POLÍTICA • A revolução francesa desperta no homem a esperança de igualdade.1.1. a Europa assistiu a um grande avanço tecnológico. Foram descobertas novas possibilidades construtivas e estruturais.1.1.1. resultado direto dos primeiros momentos da Revolução Industrial e da cultura iluminista.1. ECONOMIA • A revolução industrial surge substituindo o antigo sistema artesanal transformando o modo de pensar e de viver – Trabalho manual x produção mecânica – Oficina x fábrica • Estradas de ferro e estações ferroviárias. Arquitetura de ferro e vidro – Aos diferentes movimentos na Pintura: Neoclássico. O MUNDO SÉCULO XIX 6. A quantidade de construções realizadas no século XIX foi maior que a soma de todos os períodos anteriores • Enormes extensões em campo se transformaram em áreas construídas . liberdade e fraternidade. Porém o sonho de uma sociedade democrática não se realizou • A revolução pos fim a tantos pressupostos tomados por verdadeiros durante séculos 6. 6. Art Nouveau. • Arte – Aos diferentes movimentos na Arquitetura: Neoclassicismo. Realismo e Impressionismo 6.1.1.

foi transformado em templo para honrar a memória dos homens ilustres da nação: Voltaire. das famílias e da sociedade • Rejeição da extravagância do barroco • É necessário que a construção realizável do ponto de vista econômico.1. Rosseau. de fato.48 - .1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .1. NEOCLASSICISMO – SÉCULO XIX Também chamado de Academismo Substituição do Rococó (exótico e gracioso) pelo Neoclássico (histórico e intelectual).1. os ideais e os sentimentos desta burguesia. comemorando vitória e respeito a pátria – Arcos do triunfo celebrar as vitórias PANTHÉON: Igreja até 1791. evitando-se o supérfulo tanto na estrutura quanto na decoração • Retorno ao greco-romano com edifícios como templos. heróicos e políticos. Ocorria muito mais uma cópia do repertório formal clássico e menos uma experimentação desta forma. O Neoclassicismo não se pretendeu. ARQUITETURA NEOCLÁSSICA • Fundamenta-se na utilidade pública e privada. com pórtico de colunas – Panthéon “ Arquitetura perfeita ” • Construções monumentais. coincidindo com a substituição da aristocracia latifundiária e palaciana pela burguesia mercantil e industrial.2. o Neoclassicismo está identificado com a retomada da cultura clássica por parte da Europa Ocidental em reação ao estilo barroco. tendo como diferença a aplicação das novas tecnologias. O novo conceito de beleza é a razão e a arte funcional.1. 6.2. Temas patrióticos. O crescimento das cidades implicou em um maior cuidado no seu planejamento.2.1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Funcionalismo introduzido pelas necessidades e pelo progresso. um estilo novo (diferente da arte clássica renascentista). no bem estar social do indivíduo. ARTE . Victor Hugo . fazendo nascer a planificação como arte 6.ARQUITETURA • Neoclassicismo – a partir de 1780 – inspiração nos modelos clássicos • Ecletismo – a partir de 1830 – formar um todo a partir de elementos de estilos distintos • Arts&Crafts e Art Nouveau – a partir de 1860 – princípio de uma nova era • Ferro e vidro – a partir de 1870 – industrialização na arquitetura 6. Movimento cultural do fim do século XVIII. O Neoclassicismo expressa os interesses. Robespierre.

foi um estilo estético essencialmente de design e arquitectura. como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. algumas academias (tanto européias quanto americanas) passaram a propor um modelo de arquitetura historicista. Grandes blocos de prédios e apartamentos.49 - . Entre outras idéias. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . fábricas e edifícios públicos em rápida expansão. embora seja mais comum manter a expressão original) foi um Movimento Estético Social inglês surgido na Inglaterra. chamado Arte Nova em Portugal.1. 6.4. ARQUITETURA ARTS & CRAFTS O movimento das arts & crafts (do inglês artes e ofícios. ARQUITETURA ECLETISMO • Mistura de vocabulário formais de várias origens para formar um novo estilo. que mais tarde seria conhecido como designer. • Reação ao ecletismo • Necessidade de uma nova arte baseada em uma nova sensibilidade para o desenho e para as capacidades inerentes a cada material • Integração entre arquitetura e artes decorativas • Surgimento de uma nova atividade: Decoração • Unir a arte a indústria. Eram construídos numa diversidade de estilos que careciam de qualquer relação com a finalidade do edifício • Grand Palais e Petit Palis Após a crise dos neos (neoclássico. 6.2.Casa Milá.2. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão artista.na segunda metade do século XIX.1. Uso de um grande número de elementos decorativos • A construção converteu-se numa rotina vazia.3.2. o debate sobre qual o estilo histórico mais importante tornou-se infrutífero. principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica.2. resultado da mistura de estilos diversos.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 6.) que dominou a arquitetura do século XIX. Durou relativamente pouco tempo. Da constatação de que a aplicação dos novos materiais não estava subordinada a um estilo específico. procurando criar formas originais que se adaptem aos novos materiais • Gaudi .1. Parque Guell e Sagrada Família . etc. mas influenciou o movimento francês da art nouveau. visto que a total reprodução de um estilo histórico é impossível. defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro. ARQUITETURA ART NOUVEAU Art nouveau (francês arte nova). neogótico. Aqui a palavra estilo é usada para representar apenas um certo conjunto de aspectos formais. defendia o fim da distinção entre o artesão e o artista.

Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura ARQUITETURA . ARQUITETURA FERRO E VIDRO • Uso de novas técnicas de obtenção do vidro e do ferro (industrialização) e seu emprego na estrutura arquitetônica .1.2. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .CASA MILÁ E PARQUE GUELL ARQUITETURA – SAGRADA FAMÍLIA 6.50 - .5.

não é mais um tema histórico. mercados. etc.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Os novos programas e partidos: fábricas.1. heróicos como modelo • Pintura impessoal • Regras absolutas e morais • Expoentes – Jacques Louis David figura máxima da pintura neoclássica européia – Jean Dominicque Ingres pintor muito importante.PINTURA • Três grupos ainda não são modernos fundamentais.6. ARTE . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . pavilhões. • Nascimento do arranha-céu • Torre Eiffel 6.2. .2. NEOCLÁSSICO • Resgate de valores universais • Temas exemplares.6. Idealiza um mundo moral e exemplar.1. mitológico ou religioso. pontes.1. Pintura deixa de ser narrativa. com posições distintas e antagônicas – Neoclassicismo – Romantismo – Realismo • Início da Arte Moderna – Impressionismo 6.51 - .

Assume a função da arte pictórica • Pintura exposição demorada – Arte da pintura registrar a imagem de uma pessoa – Residência campestre – Preservar o aspecto de qualquer coisa para a prosperidade • Necessidade dos artistas em buscar alternativas onde a máquina não poderia substituí-lo 6. subjetividade • Conceito de sublime – termo da filosofia.6. sem posar – Berthe Morisot – mulher que pinta intimidade feminina com efeitos de luz e cor – Renoir – cores complementares verde e vermelho/ azul e laranja / roxo e amarelo .2.2. IMPRESSIONISMO 1870 . sensação do infinito do incompreensível. REALISMO 1850-1870 • Reação ao neoclássico e ao romantismo • Olhar o mundo como ele é. Pouco interessados do desenho e da cor 6.2. ROMANTISMO 1830-1850 • Reação ao neoclássico. o pintor deve representar somente o que vê ou o que concretamente existe.6. trágico e sofrimento 6. religião.1. cenas fortuitas e ângulos inesperados. história e literatura.1. EXPOENTES • Expoentes – Manet – primeiro impressionista e último realista – Monet – técnica rápida de pintura para captar o instante – Degas – captura do instante. Consciência da própria limitação diante do infinito • Expoentes – Delacroix defende a liberdade de expressão e o predomínio do sentimento.2.52 - .3.2. O pintor não pinta a paisagem e sim a cor da paisagem • Pintura ao ar livre 6. mais barato e mais rápido.1.4. fracasso da revolução • Temas exóticos e sentimentais.1.6. Eliminam a imaginação. sem regras • Direito individual.1900 • Primeiro movimento de arte moderna • Reação aos movimentos anteriores • Despreocupação com o tema que passa a ser a luz solar e seu efeito sobre os objetos.2. não cria • Temas do cotidiano • Preocupação com o claro-escuro e composição mais estáticas • Expoentes – Courbet e Manet segundo este estilo.6. arte concreta e real • Artista observa e pinta. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . e pintar somente o que vê (Anjo?). FOTOGRAFIA X PINTURA • Fotografia exposição rápida.1. – Goya não se submete.4.4. Voltam-se para as cenas do cotidiano.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 6.2.6.1. singularidade e diferenças • Não imita nem se submete.

se misturam com o fundo.6. ENGENHEIRO • Entre as conquistas da revolução industrial está a figura do engenheiro • Realizador das transformações que se concretizam na técnica das novas estruturas urbanas .4.1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . CARACTERÍSTICAS • Quadro impressão do nascer do sol – crítica leva ao nome do grupo de impressionismo • Ausência total da linha do horizonte • Ausência total de desenho • As formas não têm limite fixo.2. MANET BERTHE MORISOT RODIN 6.3.2.1.7.53 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – Rodin na escultura e Toulouse-Lautrec pintor mais independente da época 6. não tem um elemento principal. • Tema geral.

1.2.1.1. novos hábitos. Início coma a Missão Artística Francesa A arquitetura brasileira encontrava-se em completo estado de estagnação e decadência Frontões formados por colunas gregas (Belém. BRASIL SÉCULO XIX 7. Vinda da corte portuguesa foi o marco decisivo para a arquitetura brasileira. SÉCULO XIX – PANORAMA HISTÓRICO • Economia – Em 1808 única cidade colonial da história a se tornar capital de seu império. porque trouxe para cá o estilo neoclássico. democrático.2. moderno e burguês. NEOCLASSICISMO – SÉCULO XIX Rejeição da profusão ornamental do barroco e do rococó Revolução francesa e a inconfidência Mineira.1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 7. João chegaram ao Rio de Janeiro • Abrigou um contingente de 15000 pessoas. a rainha de Portugal e o príncipe D.1. ECONOMIA • Em 1808. Olinda. ambas em 1789. • Social – Substituir a monarquia absoluta pela democracia burguesa • Arte – Aos diferentes movimentos na Arquitetura: Neoclassicismo. Ecletismo.1.1. Rio de Janeiro) 7.1. Romantismo.3.1. Espanha e Portugal assinaram o Tratado de Madrid • Missões científicas sob o comando de engenheiros militares • Caminho pelo qual entrou a arquitetura neoclássica • Mapa do Brasil • Construções racionalizadas 7.1.54 - . • Política – A instabilidade com a Inconfidência Mineira. POLÍTICA • Em 1750.1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . O Rio de Janeiro procurou modernizar-se na medida do possível e as principais iniciativas foram urbanas e arquitetônicas 7. Um salto demográfico de 30% • Etapa de profundas modificações na cidade e na sua arquitetura • Aproximar a nova capital aos parâmetros europeus. SOCIAL Os recém chegados habituados com os padrões sociais europeus. Art NoUveau. Projeto iluminista do Brasil independente. nova urbanidade 7.1. abertura dos portos. acharam o Rio de Janeiro desatualizado.2.1. Arquitetura de ferro e vidro – Criação da Academia de Belas Artes 7. ARQUITETURA – INÍCIO SÉCULO XIX .

1. • Conjuntos de casas nas ruas da carioca e da Conceição há riquíssimos exemplares de fachadas com ritmação rigorosa e clássica • O neoclassicismo se estende em direção ao interior fluminense nas fazendas de café e nos edifícios municipais 7.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Arquitetura classicizante e mais moderna para o conforto pessoal do monarca e alguns membros da corte Ordenamentos urbanísticos e postura municipais que visavam impor através da arquitetura mudanças na postura social. 7. corpo central destacado e duas alas laterais (Palácio do Itamaraty) e corpo central ressaltado unido por alas alongadas a outros corpos salientes nos extremos (Paço de São Cristóvão).55 - .primeiro projeto executado de um artista brasileiro.2. binário. chafarizes Um exemplar de planejamento em molde neoclássico em escala urbanística é o Jardim Botânico Arquitetura neoclássica como veículo comunicador. – Materiais . Em todos os casos com rigorosa simetria na composição das fachadas e das plantas.2. – Obra remanescente é o antigo Cassino Fluminense – Outras obras: Santa Casa de Misericórdia. mas é apropriado pelas camadas intermediárias da burguesia.Palácio do Itamaraty .2. Através da sua rigorosa disciplina permitia a leitura do programa civilizador da monarquia 7.2. Palácio Universitário.1.4.3. ELEMENTOS E COMPOSIÇÃO Uma visão do conjunto dos edifícios neoclássicos no Rio de Janeiro permite verificar a incidência dos elementos tomados do vocabulário clássico e a constância de proporções internas – Colunas – colunas autônomas aparecem em fachadas não-religiosas – Portas e janelas – fachadas com um ritmo constante. ARQUITETURA DA JOVEM NAÇÃO • Forte onda nacionalista. A Academia Imperial de Belas Artes no Brasil formou o primeiro plantel de arquitetos brasileiros • Manoel de Araújo Porto-Alegre . MISSÃO FRANCESA • Criação da Academia Brasileira de Belas Artes em 1816 • Abertura dos cursos em 1826 com projetos de urbanismo e arquitetura • Introduziu no Brasil uma linguagem internacional e moderna para a arquitetura • A Academia permitiu mudar o âmbito das influências à Ecole des Beaux-Arts de Paris 7. em que se repete um mesmo elemento (vão de janela ou porta) – Frontões – fachada neoclássica com frontão retangular – Composição – corpo único (Procuradoria Geral do Estado). CARACTERÍSTICAS • Neoclassicismo não está mais restrito à elite.1. Candelária. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .Procuradoria Geral do Estado Corpo Central destacado e duas alas laterais . dos interiores e do detalhamento.cor branca e pedra Corpo Único . Incentivou a construção de sobrados.1.5.2.

ARQUITETURA E ENGENHARIA • A revolução industrial deu início a duas vertentes paralelas • Academia (1671) – Académie Royale d’Architecture – Eclle Nationale Supérieure des Beaux-Arts – Beaux Arts (modelo de escolas superiores de arquitetura mundo afora) • Engenharia (1750) – Ecole des Ponts et Chaussées – Ecole Polytechinique e serviu de exemplo para demais cursos de engenharia 7.1.4. ARQUITETURA ROMÂNTICA • Chalés primeira manifestação de arquitetura romântica no Rio de Janeiro • Alternativa para variar o neoclassicismo – Casas Casadas • Jardins parque paisagístico pitoresco 7.56 - .1. reduzi-lo a números e apresentar solução adequada. Avaliação do problema.1.4.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Corpo Central ressaltado unido por alas alongadas a outros corpos salientes nos extremos – Paço de São Cristóvão 7. composição e proporção) A engenharia é moderna. .1. CARACTERÍSTICAS A arquitetura Beaux-Arts é tradicionalista.3. Os valores são baseados na arquitetura como arte (simetria. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . estruturalmente segura e economicamente compensadora.

Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 7. ajuste geométrico das partes com o todo • Arquitetura “falante” a arquitetura deve exprimir através do estilo a função a que se destina • Ornamentação é uma roupagem que reveste a arquitetura para que fiquem ocultos os elementos desagradáveis • Biblioteca Nacional e Museu Nacional de Belas Artes Biblioteca Nacional . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . conforto e luxo • Proporção como desenvolvimento natural decorrente das características anteriores.1. – Tijolos e telhas – sobrados – Casa com afastamento lateral e áreas internas • As leis e códigos passaram a se preocupar com as condições de higiene e habitação • Com o aumento da população surgem todos os problemas típicos de uma cidade moderna – Av.1.1. ARQUITETURA ECLETISMO • Brasil colonizado pelos portugueses e africanos. ECLETISMO • Enquanto a classe dominante construía seus ricos palacetes. palácio do governos.5.2.5. o povo dentro de suas limitações acompanhava o movimento renovador. CARACTERÍSTICAS • Simetria como propriedade geométrica de um volume a ser rebatido em pelo menos um plano • Composição das fachadas e a distribuição dos espaços internos foi composta para conferir hierarquia.57 - . recebeu em seu alinhamento prédios de variados estilos 7.1. • Pluralidade cultural das populações • A partir de 1870 se afirma alterando os partidos arquitetônicos • Palácio eclético para agência central dos correios e telégrafos. assembléias legislativas e o fórum 7. central alargada.5. recebe novos imigrantes que se integram ao conjunto eclético.

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . bizantina.58 - . Devido a borracha o norte sofreu a alucinação da fortuna – Trouxeram construções importadas prontas (tijolos ingleses. – Escola de música da UFRJ. EXEMPLOS NO RIO DE JANEIRO • Ecletismo classicizante construções palacianas e oficiais – Hospital da Cruz Vermelha • Idade Média neogótico construções religiosas e construção militar – Igreja da Imaculada Conceição.5. orientais.5.4. Clube Naval.1. e todas as vias foram construídas em torno de um anel viário (Avenida do Contorno) • As cidade do norte também foram reformuladas de acordo com a visão eclética. . Oswaldo Cruz. Teatro Municipal • Outros estilos italiano. Quartel central do Corpo de Bombeiros e Ilha Fiscal • França capital cultural do mundo – Jockey Club. Parque Lage.3.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura TEATRO MUNICIPAL X ÓPERA DE PARIS MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES X LOUVRE 7. EXPANSÃO DO ECLETISMO • Mudança da capital de Ouro Preto devido às novas exigências do progresso (condições climáticas e topográficas) para Sabará (Belo Horizonte) – cidade eclética – A planta da nova cidade foi imaginada adequadamente fixando os eixos principais. lampiões belgas e mobília francesa) – Edifícios pré-fabricados de elementos estruturais (Mercado de Belém e teatro de Manaus) 7.1. Museu de Belas Artes.

– Ornamentação para ressaltar o sentido da ordem e disciplina didática • Ecletismo – Acomodação de várias referências no tempo – Dramaticidade.59 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . disciplina. conforto. contenção. – Ordem.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Ecletismo popular necessidade decorativas gerou a mão-de-obra artesanal – Saara e Avenida Mem de Sá Hospital da Cruz Vermelha Ilha Fiscal Saara Jockey Club Fundação Oswaldo Cruz 7. emoção e exuberância. – Ornamentação acentua a dramaticidade.1. NEOCLASSICISMO X ECLETISMO • Neoclassicismo – Arquitetura clássica. confere luxo.6.6. nobreza. JARDINS (NEOCLÁSSICO AO ECLÉTICO): • Composição espacial de grande importância • Jardim Botânico • Reforma do Passeio Público • Remodelação do Campo de Santana • Vista Chinesa .1. greco-romana. expressividade.1. 7. luxo. equilíbrio e razão.

de pontes ferroviárias ou teatros a simples varandas ou escadas domésticas • A importação do Brasil foi muito mais de obras prontas e modelos a copiar do que idéias • Fábrica de tecidos Bangu.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura • Jardins da Quinta da Boa Vista • Parque Lage • Parque Guinle • Jardins do Palácio da Catete 7. estavam disponíveis ao mercado brasileiro por catálogo • Era possível importar de coretos de praça a mercados inteiros. Confeitaria Colombo.60 - . ARQUITETURA ART NOUVEAU • Concepção moderna e industrialista • Tentativa moderna de conciliar a arquitetura e a indústria • Significou para a arquitetura apenas uma forma de decoração superficial. Leopoldina Restaurante Albamar . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .8.7. um estilo mais acadêmico. ou seja.1. ARQUITETURA FERRO E VIDRO • A tardia industrialização do Brasil e a manutenção da mão-de-obra escrava não especializada atrasaram a entrada do engenheiros como solucionadores do espaço arquitetônico. • Muitos itens arquitetônicos de ferro. restaurante Albamar. fabricados na Europa. • Manifestação modesta Docas do Rio de Janeiro Confeitaria Colombo 7.1. • Estação Marítima Docas do Rio. Estação inicial da Leopoldina.

Suas características podem ser encontradas em origens diversas como a Bauhaus.2.cronológica. . ironicamente está aí sua definição. Mies e Le Corbusier). o vidro e o concreto armado não determinam um novo estilo. SÉCULO XX – ARQUITETURA MODERNA É uma designação genérica para o conjunto de movimentos e escolas arquitetônicos que vieram a caracterizar a ARQUITETURA produzida durante grande parte do século XX. na França em Frank Lloyd Wright nos EUA.Novo estilo – O cliente passa de pessoal para impessoal e o arquiteto passa a fazer parte de uma parceria ou firma • 1914 . com suas superfícies limpas e o mínimo de molduras. 8. • 1939 -1945 . SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO Não se segue mais uma única linha histórica . crescimento do sistema rodoviário. O MUNDO NO SÉCULO XX E XXI 8. O International Style.Expressionismo Cubista – Os cubos brancos e os conjuntos de blocos cúbicos compostos de diversas maneiras representam o estilo • 1930 . principalmente a arquitetura do século XIX expressada no Ecletismo. Interconexão íntima entre espaços interiores e exteriores.Primeira Guerra Mundial • 1920 .2.1.1939 – Retorno ao Novo Estilo – Evoluiu e transformou-se em um estilo de monumentabilidade semi-clássica. mas pertencem a ele. O International Style traduz um conjunto de vertentes essencialmente européias (principalmente as arquiteturas de Gropius.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. Vivemos uma nova situação. de origem norte-americana.1918 . Um dos princípios básicos do modernismo foi o de renovar a arquitetura e rejeitar toda a arquitetura anterior ao movimento.2. Dois países onde alguns arquitetos adotaram os preceitos homogêneos do International Style foram Brasil e Estados Unidos. ARQUITETURA • 1900 .Segunda Guerra Mundial • 1950 – 1980 . em Le Corbusier. e a fé na delicadeza dos elementos de aço aparente. é perfeitamente adequado à produção industrial de seus elementos. Não há um ideário moderno único. Novas cidades. na qual já não existe tendência dominante. – A escala de construção aumenta.1914 .1. Isto faz sentido porque vivemos num mundo em fluxo constante Século das Massas e da Ciência: Novo estilo com sua recusa a aceitar o artesanato e as extravagâncias. é relacionada à Frank Lloyd Wright e referida como arquitetura orgânica. mais do que das superfícies sólidas de concreto. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . 8.1. traduz esta posição de convergência. na Alemanha.1930 . expansão dos subúrbios.A Revolta Contra a Razão – Desejo direto de inovação da forma e meios técnicos de expressá-las.1. Uma outra vertente. A arquitetura do século XX é quase indefinível. O aço. é perfeitamente adequado a vasta clientela anônima e.61 - .1. e.

especialmente no caso de Le Corbusier. mas também por suas atividades didáticas. o planejamento do espaço interior da casa é que vai determinar suas formas externas A casa deve ser pensada como uma máquina de habitar 8. mais conhecido pelo seu pseudônimo Le Corbusier • É o Picasso da arquitetura • O paralelo com cubistas na pintura é evidente.3. A linha divisória entre engenharia e arquitetura nos trabalhos de planejamento já não existe. dirigidas no sentido de difundir. CONSTRUÇÕES PÓS-GUERRA Após a segunda guerra – reconstruções.1. ao desenvolvimento e barateamento dos custos da indústria gráfica e das técnicas de impressão das ilustrações. foi muito mais rápido. que também era pintor • Le Corbusier o nome mais famoso na arquitetura do século XX. carência de materiais e recursos. 8. graças a maior facilidade de locomoção.1. LE CORBUSIER (1888-1965) • Charles-Edouard Jeanneret-Gris (1887-1965). intelectual.2. Ao destruir a segunda guerra propicia oportunidades para o desenvolvimento da arquitetura moderna.62 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. dizia-se que era aceitável para as fábricas. 1930 – 1950: ESTILO INTERNACIONAL Mudança de um estilo pioneiro e de países pioneiros para um estilo que produz extraordinárias obras em todo o mundo. enfim desumano. os engenheiros devem ser mencionado ao lado do arquiteto. o estilo do século XX.2. Gropius e Wright Urgência.3. sem graça e sem plenitude. ou seja.1. Como ninguém podia negar seus méritos funcionais. mecanizado. uma vez que deixa enormes áreas livres a serem trabalhadas com a tendência geometrizante As cidades modernas com um aspecto cubista Processo de industrialização domina arquitetura A construção parte de dentro para fora. Nas obras mais relevantes da arquitetura. programa de habitações populares grande influência de Le Corbusier. não apenas pelas revolucionárias edificações que criou.1.1. desenvolver e materializar o axioma do funcionalismo “Cada elemento deve cumprir uma função” . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Crescente internacionalismo O estilo foi chamado de caixa de charutos. tendem ao tradicionalismo refazer exatamente como era antes o que foi destruído. No plano humano foi chamado duro.

que.2.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. jocosamente.3. Le Corbusier defendia. Foi um dos primeiros a compreender as transformações que o automóvel exigiria no planejamento urbano.83m e criou uma série de medidas proporcionais que dividia o corpo humano de forma harmônica e equilibrada Isso servia para orientar os seus projetos e suas pinturas e baseava-se na "razão de ouro". criticando qualquer esforço artificial de ornamentação.3. MODULOR Ele idealizava o tamanho padrão do homem com 1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . de uma simplicidade e austeridade 8. abriu caminho para o que mais tarde seria chamado de international style. uma proporção matemática considerada harmônica e agradável a visão Ele criou o "Modulor".1.1. todos os edifícios deviam ser brancos". ao negar características histórico-nacionalistas. A cidade do futuro. deixando o terreno fluir debaixo da construção.1. deveria consistir em grandes blocos de apartamentos assentes em pilotis. um sistema de medidas e proporções baseado nos números de ouro e aplicou isso em vários sentidos. "por lei. na sua perspectiva.1. PRINCÍPIOS DE LE CORBUSIER A pesquisa que realizou envolvendo uma nova forma de enxergar a forma arquitetônica baseado nas necessidades humanas revolucionou (juntamente com a atuação da Bauhaus na Alemanha) a cultura arquitetônica do mundo inteiro Sua obra. .1. que teria representantes como Ludwig Mies van der Rohe e Walter Gropius A sua influência estendeu-se principalmente ao urbanismo. o que formaria algo semelhante a parques de estacionamento.63 - . As estruturas por ele idealizadas.

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . . O objetivo maior era o bem estar dos usuários. junto com uma ousadia necessária a quem tem idéias revolucionárias Le Corbusier olhou para o mundo como um trabalho a ser desenvolvido. Foi um homem que marcou sua época 8.4. no tempo em que foram idealizadas.1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8.1. nos presenteou com idéias arrojadas que hoje são comuns mas definiram uma mudança.1. Esse purismo. Uma inédita relação interno-externo criar-se-ía entre observador e morador. um reflexo de sua personalidade. Dono de um estilo próprio. cria-se no ambiente urbano uma perspectiva nova. cada coisa tinha uma razão de ser O seu desprezo pelos adornos e enfeites não o impediu de construir edifícios bonitos e agradáveis.1. CARACTERÍSTICAS A principal preocupação do arquiteto em seus projetos era a funcionalidade.3.64 - . foi a sua principal marca registrada. como uma obra a ser modificada e dedicou-se a isso com todas as suas energias.5. PONTOS DA NOVA ARQUITETURA La Villa Savoye Construção sobre pilotis: ao tornar todas as construções suspensas. As edificações eram projetadas para serem usadas e com isso todos os enfeites e decorações eram rejeitados.3.3. As linhas eram simples e funcionais.

Planta livre da estrutura: a definição dos espaços internos não mais estaria atrelada à concepção estrutural. Fachada livre da estrutura: conseqüência do tópico anterior. . Os pilares devem ser projetados internamente às construções. Com o avanço técnico do concreto armado seria possível aproveitar a última laje da edificação como espaço de lazer. Deveriam ser abolidos quaisquer resquícios de ornamentação.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Terraço-jardim: não mais os telhados do passado. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . O uso de sistemas viga-pilar em grelhas ortogonais geraria a flexibilidade necessária para a melhor definição espacial interna possível. criando recuos nas lajes de forma a tornar o projeto das aberturas o mais flexível.65 - .

artes plásticas e arquitectura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha.2. WALTER GROPIUS Bauhaus é como é conhecida a Staatliches Bauhaus (literalmente.1. casa estatal de construção). Influenciado pelo antigo mestre Behrens. fechamentos em vidro. Consciência Social. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e arquitectura. Fundou a Bauhaus em 1919. tendo em vista as exigências e possibilidades da técnica e indústria modernas. de acordo com a melhor orientação solar. 8. seu primeiro grande projeto (para a Fábrica Fagus em 1911) já prenuncia parte dos elementos que vão caracterizar sua futura obra: estrutura metálica. Extraordinária capacidade de organização e coordenação. em 1907 completa sua formação. construtivismo e funcionalidade. defesa do sentido social da Arquitetura. Programa de uma criação nova. (arquiteto prenunciador do modernismo). volumetria pura. Movimento cujo o cerne se encontram as bases do funcionalismo na arquitetura .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura Janela em fita: à uma certa altura. sendo uma das primeiras escolas de design do mundo. de um ponto ao outro da fachada. Uma escola de arte e arquitetura Torna-se centro de todas atividades artísticas européias Primeira fase – pensamento plástico do expressionismo tardio e o ideal do artesanato medieval Segunda fase – concepções plásticas. uma escola de design. Em 1910 estabelece escritório próprio. Fé Pedagógica.66 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Suas principais virtudes: Equilíbrio. dirigida à objetividade e funcionalidade.3.

e "God is in the details" ("Deus está nos pormenores").1. custo reduzido e orientação para a produção em massa. definido espaços austeros mas que transmitem uma determinada concepção de elegância. Sede da Bauhaus em Dessau. e também dos Estados Unidos da América nas décadas seguintes . voltada sempre às necessidades impostas pelo lugar. para Berlim.3. o Edifício foi projetado por Walter Gropius. A partir de 1937 Walter Gropius passa a lecionar na Universidade de Harvard e no ano seguinte torna-se diretor do departamento de arquitetura da universidade. como o aço e o vidro. patente na sua obra concreta. segundo o preceito do minimalismo. diretor da escola 8. e procurou estabelecer planos para a construção de casas populares baratas por parte da República de Weimar. É famoso pela sua interpretação pessoal. a Bauhaus teve impacto fundamental no desenvolvimento das artes e da arquitectura do ocidente europeu. Mies van der Rohe procurou sempre uma abordagem racional que pudesse guiar o processo de projeto arquitetônico. Contudo. BAUHAUS Escola foi fundada por Walter Gropius em Weimar no ano de 1919.2. Weniger ist mehr. Less is more. em 1925 a escola mudou-se para Dessau.3.1. O principal campo de estudos da Bauhaus era a arquitectura (como fica implícito até pelo seu nome). A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitetura e artes. (Ludwig Mies van der Rohe) cujo governo municipal naquele momento era de esquerda. Os edifícios da sua maturidade criativa fazem uso de materiais representativos da era industrial. devido à perseguição do recém-implantado governo nazista. em alemão. Nos EUA começa a trabalhar com arranha-céus. sem jamais limitar-se apenas a esses objetivos. Gropius pressentiu que começava um novo período da história com o fim da Primeira Guerra Mundial e decidiu que a partir daí dever-se-ia criar um novo estilo arquitetônico que refletisse essa nova época. . A Bauhaus havia sido grandemente subsidiada pela República de Weimar. Foi professor da Bauhaus e um dos formadores do que ficou conhecido por International style.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. LUDWIG MIES VAN DER ROHE O arquiteto alemão (naturalizado norte-americano) Ludwig Mies van der Rohe é considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX.para onde se encaminharam muitos artistas exilados pelo regime nazista. Nova mudança ocorre em 1932. dos aforismos (que não são da sua autoria): less is more ou.3. Após uma mudança nos quadros do governo.67 - . Alemanha. Sua concepção dos espaços arquitetônicos envolvia uma profunda depuração da forma.1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Seu estilo tanto na arquitectura quanto na criação de bens de consumo primava pela funcionalidade. Walter Gropius acaba sendo obrigado a deixar o país.

uma reação) à arquitetura racionalista influenciada pelo International style de origem européia. Um arquiteto europeu considerado orgânico foi Alvar Aalto.1. Foi a figura chave da arquitetura orgânica.68 - . a arquitetura orgânica é considerada como um contraponto (e em certo sentido. de acordo com sua localização e finalidade.4. F. arquitetura organicista ou ainda organicismo foi uma escola da arquitetura moderna influenciada pelas idéias de Frank Lloyd Wright.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura arquitectura funcionalista para arranha-céus: o Edifício Seagram em Nova Iorque Edifício Seagram O Pavilhão alemão na Feira Mundial de Barcelona 8.3.1. L. Trabalhou no início de sua carreira com Louis Sullivan. trabalham ou rezam. FRANK LLOYD WRIGHT Frank Lloyd Wright . É considerado um dos mais importantes do século XX. um dos pioneiros em arranha-céus da Escola de Chicago. O conceito do organicismo foi desenvolvido através das pesquisas de Frank Lloyd Wright. Frank influenciou os rumos da arquitetura moderna suas idéias e obras. não exclui porém. .1. De uma forma geral. desenvolveu-se ao redor de todo o mundo. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Wright defendia que o projeto deve ser individual. que acreditava que uma casa deve nascer para atender às necessidades das pessoas e do caráter do país como um organismo vivo. enorme dose de ousadia.4.foi um arquiteto estadunidense. • Arquitetura orgânica • É possível resumir as características da arquitetura de Wright em 5 aspectos bem nítidos: – Simplicidade orgânica – Inexistência de um estilo pré determinado – Concepção do edifício como um fato orgânico – Dependência da cor unicamente as formas naturais – Deixar a mostra os materiais empregados na obra • Esta ânsia na busca da naturalidade. Sua convicção era de que os edifícios influenciam profundamente as pessoas que neles residem. um desdobramento da arquitetura moderna que se contrapunha ao International style europeu.3. Apesar de ter surgido nos EUA. e por esse motivo o arquiteto é um modelador de homens. tanto no uso de formas novas como no emprego de novidades tecnológicas 8. ARQUITETURA ORGÂNICA A arquitetura orgânica.

69 - . os organizadores. que ”se adapta ao clima e que foge aos processos e formas conhecidas.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8.2. e permanece no Rio por três semanas.3. Lúcio Costa. Por iniciativa da Union of American Republics foi organizada em 1929 a primeira etapa de um dos grandes concursos internacionais de Arquitetura daquele ano. Wright parte para o Brasil no dia 21 de setembro. entre outros A julgar pelos jornais. criando quase uma arquitetura brasileira. Já no porto do Rio Wright é imediatamente procurado pelos estudantes grevistas da Escola Nacional de Belas Artes. Nesta casa ele explicita como em nenhuma outra sua teoria orgânica. ARQUITETURA ORGÂNICA A passagem de Frank Lloyd Wright pelo Brasil em 1931 permanece até nossos dias um episódio pouco investigado na historiografia da Arquitetura. Kaufmann House (Fallingwater) entre 1934-37. Wright nunca imaginou que encontraria uma construção como aquela no Brasil. A razão de sua menção neste artigo é a dissolução de um pequeno “mito“ presente na historiografia da Arquitetura Brasileira. desenvolvimento lógico de uma extensa e complexa obra que a antecede.4. como representante das Américas. Participaram desta fase Arquitetos de 48 países. . cujo julgamento acontece em 1931 no Rio de Janeiro. segundo o qual Wright teria se inspirado no terraço da Casa da Rua Toneleros de Warchavchik ao concebê-la. decidem pela realização de um segundo concurso.1. O mesmo se pode dizer dos aspectos ligados à apreciação da obra do Mestre norte-americano por parte dos brasileiros.” Frank Lloyd Wright reassume seu papel de inovador da Arquitetura Moderna com a realização da Edgar J. e de suas conseqüências na formulação de certas propostas estéticas até os anos 60. Insatisfeitos com os resultados iniciais. a inauguração da casa moderna que Gregori Warchavchik construíra para Willian Nordschild contou com a presença de Wright. à busca de apoio ao movimento. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Qualificada pela imprensa como um acontecimento curioso. Frank Lloyd Wright é convidado a participar do júri.

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . já que o Rio de Janeiro se consolidara como “território dos corbusianos“. os desenhos das praças. O funcionalismo desenvolvido por Le Corbusier.5.70 - . Determinam a distribuição do espaço. Uma de suas principais preocupações no momento é a honestidade dos materiais. 8. Gropius. Em sua expressão inicial as tendências pós-modernas estão ligadas ao movimento de contra-cultura nos anos 60.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura O reflexo decisivo da obra de Wright no Brasil dá-se. novas concepções estéticas. Pós-modernismo nos anos 70 e 80 A imagem que temos hoje da arquitetura pós-moderna é associada principalmente à década de 80. a criação de espaços compatíveis com a nova forma de trabalho 8. a perspectivas das ruas. CAUSA E EFEITO A necessidade da Europa de uma planificação urbanística que visasse ao sentido social dos edifícios necessitavam de uma síntese. apontam a desagregação das comunidades e das relações humanas como resultado dos preceitos modernos. o ferro. porém através de João Batista Vilanova Artigas (1915-1984). Suas críticas. PÓS MODERNISMO . o vidro e o concreto.1. Mies van der Rohe e Wright constituiu o princípio aglutinador das diversas tendências inovadoras. nas quais sua busca por uma compreensão e desenvolvimento do pensamento wrightiano são legíveis. dirigidas principalmente à visão urbanística anterior.4.CONTEMPORÂNEO Pós-modernismo nos anos 60 As críticas à arquitetura moderna ganharam força nos anos 60. Criadores das formas com que o homem contemporâneo convive diariamente. A revolução industrial não poderia deixar de afetar as técnicas de construção. Ambos criticam através de observações sociológicas a escala monumental e a impessoalidade do modernismo. Ela exige sobretudo para as fábricas e escritórios.1. Na história da arquitetura moderna os principais fatores de desenvolvimento da arquitetura no século XX foram o progresso científico e técnico nos processos construtivos. E sintomaticamente em São Paulo. Em 1942 Artigas realiza em São Paulo pequenas residências. Além de por à disposição dos arquitetos novos materiais. Alguns elementos utilizados nos projetos desta época fizeram da pós-modernismo . das casas e edifícios.

muito centrada no emprego de materiais de tecnologia avançada nas construções. também.6.1. ARQUITETURA HIGH TECH A Arquitetura High Tech. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . juntamente com outras atitudes estéticas.1. como o próprio nome indica. teve forte marcação. ou de Alta Tecnologia. PRÊMIO PRITZKER: Pritzker Architecture 1979 Philip Johnson of the United States 1994 Christian de Portzamparc of France 1980 Luis Barragán of México 1995 Tadao Ando of Japan 1981 James Stirling of Great Britain 1996 Rafael Moneo of Spain 1982 Kevin Roche of the United States 1997 Sverre Fehn of Norway 1983 Ieoh Ming Pei of the United States 1998 Renzo Piano of Italy 1984 Richard Meier of the United States 1999 Sir Norman Foster of the United Kingdom . No Design. MUSEU DE ARTE MODERNA – CENTRO GEORGES POMPIDOU (1977): 8. projetado por Richard Rogers e Renzo Piano.6.1. como o Slick-tech. O pós-modernismo na arquitetura tem também uma forte ligação com os espaços comerciais e sua expressão máxima: o shopping center e os museus catedrais do sec XX. é uma corrente da arquitetura. emergente nos anos 80. 8.71 - . Historiadores classificam na dentro de um chamado Tardo-modernismo. Um exemplo famoso deste tipo de arquitetura é o Centro Pompidou em Paris. numa alusão aos valores contrapostos às atitudes pós-modernas associadas à este tipo de intervenção que caracteriza a High Tech. mas foram responsáveis também pela criação de uma imagem estereotipada e caricatural do "movimento".Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura imediatamente reconhecível como estilo.

(Fauvismo. arte conceitual e Fotorealismo emergiram. mas indicou o começo de um número de movimentos anti-arte. expressionismo e futurismo. cubismo. . retorno a ordem. Cavaleiro Azul e Nova Objetividade) – Cubismo (1907 . e com freqüência caminhando em direção à abstração. Expressionismo Alemão. os materiais e as funções da arte. Nos anos pré-I Guerra Mundial do século XX.7.7. uma explosão criativa ocorreu com fauvismo. Gehry of the United States 2004 Zaha Hadid of the United Kingdom 1990 Aldo Rossi of Italy 2005 Thom Mayne of the United States 1991 Robert Venturi of the United States 2006 Paulo Mendez da Rocha of Brazil 1992 Alvaro Siza of Portugal 2007 Richard Rogers of the UK 1993 Fumihiko Maki of Japan 8. através de idéias inéditas sobre a natureza. (Fauve – entre feras) • Segundo grupo – Expressionismo alemão. A arte moderna se refere a uma nova abordagem da arte em um momento no qual não mais era importante que ela representasse literalmente um assunto ou objeto (através da pintura e da escultura). op art e arte mínima. Entre 1960 e 1970. arte da terra.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1985 Hans Hollein of Austria 2000 Rem Koolhaas of The Netherlands 1986 Gottfried Boehm of Germany 2001 Jacques Herzog and Pierre de Meuron 1987 Kenzo Tange of Japan 2002 Glenn Murcutt of Australia 1988 Gordon Bunshaft e Oscar Niemeyer 2003 Jørn Utzon of Denmark 1989 Frank O.1.1. Ao invés disso. As décadas de 1950 e 1960 viram emergir o expressionismo abstrato. opositores do impressionismo (Matisse e Van Gogh). e é aí que a idéia de moderno começa a tomar forma. • Arte Moderna – Expressionismo (1905 .1924) – Construtivismo 1917 – Surrealismo 1924 – Expressionismo Abstrato 1940 • Arte Contemporânea – Pop arte – Minimalismo – Arte conceitual 8. e do surrealismo. pop art.1. chocar com impacto • Terceiro grupo – Cavaleiro Azul. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . A noção de arte moderna está estreitamente relacionada com o modernismo. os artistas passam a experimentar novas visões.1920) – Futurismo (1909 -1918) – Dadaísmo (1916 . I Guerra Mundial trouxe um fim a esta fase. pintura mais tradicional. • Quarto grupo – Nova Objetividade resgate do romantismo e do neoclássico. trágico. arte do desempenho.72 - .1920) . como dada e o trabalho de Marcel Duchamp. MOVIMENTOS NA PINTURA Arte Moderna é o termo genérico usado para designar a maior parte da produção artística do fim do Século XIX até meados dos anos 1970. EXPRESSIONISMO x IMPRESSIONISMO • Primeiro grupo – Fauvismo onde a expressão vai de dentro para fora. espiritualizar o mundo (Kandinsk) - abstrato. mais agressivo.

73 - . CUBISMO Pablo Picasso marca oficialmente o nascimento do cubismo.1. Foi o único pintor em vida que recebeu glórias Construindo o fato pictórico.7. Preocupação de construir e não representar Descrição intelectual do objeto.7. não representa como vejo o mundo e sim como penso o mundo.1. Atenção pelas cores.2. 8.FAUVISMO Quadro de cabeça para baixo. abandono das realidades exteriores. movimento revolucionário da história.1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .7. “O homem é um aprendiz: a dor é seu mestre. isto significa que a realidade não deve ser imitada. Pintar como sente e não como vê. EXPRESSIONISMO .1.1.FAUVISMO Vermelho e verde para exprimir as paixões humanas. E ninguém se conhece até que tenha sofrido”.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. nem sequer servir de modelo . EXPRESSIONISMO .2.1. É mais importante reproduzir a forma geométrica do que o objeto Toda criação deve vir do interior para o exterior. voltado para as realidades interiores Estado de espírito 8.

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . DADAÍSMO – DICIONÁRIO DÁDA CAVALINHO Durante a primeira guerra os artistas saem de seus países e vão para um lugar neutro – Suíça Marcas profundas para a produção contemporânea de arte. apologia as não razão.74 - . Nenhum significado = nada de pintura. para causar impacto. isto acaba dando ao dadaísmo um caráter multinacional.7.4. Manifestos arrasavam o passado glorificando o futuro Passado deve ser destruído e valorizar o progresso Todas as coisas se movem.5.7. FUTURISMO Movimento de vanguarda italiano Extremamente radical nas suas posturas.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. escultura e música Duchand ridiculariza a sociedade – Privada = fonte.1. Monalisa de bigodes e cavanhaque Razão e a ciência levara a guerra.1.7. simples e cores puras. sucata para desvincular a arte de mercadoria 8. polêmica e animosidade através de manifestos. transformam-se Postura fascista e terrorista 8.1. CONSTRUTIVISMO Estilo reduz a pintura a elementos geométricos. Abstracionismo geométrico Vertente geométrica do modernismo Defesa da racionalidade como essência humana Geometria para representar as imagens Racionalidade através de formas geométricas designam a arquitetura .3. dada=cavalinho. do ilógico. Nome do grupo de forma aleatória tirada do dicionário. do acaso Arte a partir do lixo.

Miró e Salvador Dali 8. SURREALISMO Verdade interior e subjetividade e inconsciente. mídia e marketing • Representa um questão de superfície.8.1.1. ARTE POP • Aspectos da cultura urbana.7. registro da ação do pintor ao pintar • Escala monumentais.6.9. imediatas evitando a subjetividade • Lógica geométrica e matemática • O que vê é o que é. EXPRESSIONISMO ABSTRATO • Movimento essencialmente americano • Pintores refugiados da guerra em Nova York • Muda a maneira de pintar. na lógica e no racional.7. Estratégias que pudessem driblar a razão permitindo que o subconsciente se manifestasse Visão do mundo que não se baseava na relação causa efeito. pintura é auto referente. cotidiano e popular. ligado a psicanálise . organizando certas regras de fácil percepção • Configurações diretas. MINIMALISMO • Trabalho feito para alguém que conhece arte e não para um leigo • Redução radical do trabalho visualidade de formas planas.7. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . não há nada a ser descoberto .1. sem conteúdo e sem profundidade 8.Freud.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8. no sentido do universo urbano e não do povo • Veiculação para a massa • Evitar usar técnicas tradicionais • Culto do consumismo. pintura imediatista onde nenhuma elemento prevalece em relação a outro 8.1.7.75 - .7.

7.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 8.76 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .1. Nova questão: Por que é arte? • Qualquer coisa sob certa circunstância pode ser arte. ARTE CONCEITUAL • A partir dos anos 60 ruptura entre moderno e contemporâneo.10. O aspecto da visualidade não é mais o critério de arte • Conceber e executar • Negar a idéia de estilo e sim marca pessoal e individual .

abriu-se a avenida central (Rio Branco). SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO . o que fomentou a rápida substituição das mansões e chalés por edifícios de apartamentos As populações de baixa renda não ficaram esquecidas. iniciou-se a urbanização da orla de Copacabana. A legislação incorporou conceitos de ventilação. Salvador de Sá Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1905) Av. habitação social na Av. área de janelas O esgoto passou a ser tratado antes de chegar à baía Sobre a malha urbana. Ao lado dos palácios culturais surgiram monumentos cívicos do senado como a Câmara dos Vereadores e do Supremo Tribunal Federal Regularizou-se a orla sul da Guanabara. Central atual avenida Rio Branco . O setor paisagisticamente privilegiado possuía um espaço limitado. Escola nacional de Belas Artes.1. O BRASIL NO SÉCULO XX 9. econômica e cultural ao centro Praça no fim da avenida com um centro dedicado à cultura com monumentos arquitetônicos Teatro Municipal.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . entre 1902 e 1906.1. Um pouco mais tarde após a primeira guerra com a proliferação dos cinemas que ajudaram a complementar a configuração da praça que ganhou o apelido popular da Cinelândia.PRIMEIRA DÉCADA A grande marca republicana no urbanismo carioca veio quando o presidente Rodrigues Alves. para melhorar as condições de circulação do espaço. Biblioteca Nacional.1.77 - . Vitalidade cívica. nomeou para a Prefeitura do Distrito Federal o engenheiro Francisco Pereira Passos em 1903 A capital devia expressar a modernidade européia do século que se iniciava Obra do Porto condições comerciais favoráveis e segurança O novo urbanismo devia oferecer garantias de saúde. pé direito.

78 - . A partir desse ano o ecletismo entra em crise e o modernismo em ascensão 1922 – Construção do hotel Copacabana Palace. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 30 Período áureo da arquitetura Art Déco com iniciativa brasileira. Novo Mundo O ecletismo pretendeu.Edifício Roxy .1934 . SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 20 Semana de arte moderna em 1922.1. uma arquitetura eterna Visita de Le Corbusier ao Brasil em 1929. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . Surge a idéia de fazer uma semana de eventos culturais Paulo Prado.1. moradia coletiva.1. com o historicismo multitemporal. prédios de apartamentos. eliminando o estilo. O evento foi tumultuado porque a platéia estava acostumada com trabalhos clássicos. concreto armado. a Europa deixou de ditar as influências diretas e imediatas Linguagem brasileira para os postulados funcionalistas.1. Di Cavalcanti e Oswaldo de Andrade Alugaram o teatro Municipal de são Paulo. estimulou o aparecimento de edifícios com 10 pavimentos nesta região Edifícios empresariais diferenciados da trama urbana : Mesbla. despertou imagens inéditas. terraço e brise soleil Arranha-céus. transformando seu traçado rígido em linhas ondulantes 9. Salões e saraus nas mansões dos magnatas do café.1935 Decoração do interior das portarias . Nova postura da arte brasileira. SEMANA DE ARTE MODERNA União de um grupo de artistas jovens.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9.3.2. com a guerra. suprimir a passagem do tempo em nome de uma arquitetura de todos os tempos: Os modernos quiseram. temática nordestina). Os acidentes geográficos dificultavam a expansão da casa unifamiliar Clientela particular e empreendimentos estatais Cristo Redentor -1926 Central do Brasil -1937 Clube Ginástico Português . espírito nacionalista 9.2. Modernismo pioneiro arte nacional – Tarcila do Amaral – Di Cavaltente – Cândida Portinari A partir de 1930 – fase social – temas da realidade brasileira (pau-brasil.

Houve um salão de Arquitetura Tropical. a busca do conforto térmico por meio de brise-soleil e da ventilação cruzada foi uma constante no contexto carioca – Aeroporto Santos Dumont – Instituto de Resseguros do Brasil – Rodoviária .Ministério da Educação Visita de Le Corbusier – parecer da localização e o partido arquitetônico 1936 – Construção da ABI. SÉCULO XX – ANOS 30 – CONFORTO TÉRMICO Quando o uso de ar condicionados ainda não era generalizado.Burle Marx e Cândido Portinari 9.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 1930 – Lúcio Costa foi nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes. com Frank Lloyd Wright 1936 . ficou somente um ano 1933 – A semente começou a dar frutos.79 - .1. que mais tarde definiram a particularidade da linguagem carioca – resultado da reinterpretação da receita corbuseana • Estrutura modular de concreto armado • Pilotis no térreo • Planta livre • Fachadas com brise-soleil • Terraço jardim Palácio Gustavo Capanema – MEC -1936 Projeto . Oscar Niemeyer.1.Lúcio Costa.Le Corbusier Colaboradores: . lançou a contribuição definitiva para a determinação dos componentes tipológicos que caracterizariam a produção local até os anos 1960 e originaram o edifício de Brasília.O Brasil marcou sua presença na exposição mundial em Nova York. com o pavilhão desenhado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer Início do projeto do MEC – Oscar Niemeyer. Roberto Burle Marx como paisagista. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .3. Eduardo Reidy Consultor . Emprego de novos elementos arquitetônicos. Cândido Portinari como pintor dos grandes painéis e azulejos A vinda de Le Corbusier ao Rio. utilizou-se pela primeira vez brise-soleil em um edifício comercial 1939 .

quando o museu de arte moderna de Nova York organizou uma exposição sobre a arquitetura moderna brasileira Afonso Eduardo Reidy. contratou para projetar o célebre conjunto arquitetônico da Pampulha.Reconhecimento internacional da qualidade da Nova Arquitetura. prefeito de Belo Horizonte no início dos anos 40. quase sempre para população de baixa renda.4. Obrigou o concreto armado a se sujeitar plasticamente a formas inesperadas. programas de grande envergadura. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 50 Muitas cidades do mundo foram planejadas e construídas segundo projetos e decisões do governo.80 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9.1.5. mas nenhuma nasceu como Brasília. executou obras públicas. fora dos padrões racionalistas porém ainda presos aos perfis retilíneos Primeira igreja com partido realmente moderno Painéis de Cândido Portinari 9.1. Maracanã – 1949 Conjuntos Habitacionais Consagração de Niemeyer – Juscelino Kubitschek. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 40 1942 . com a concepção do eixo monumental balizado pela praça dos Três Poderes e pela Torre de Rádio e TV . Da determinação e engenho de 3 pessoas – Presidente Juscelino – Urbanista Lúcio Costa – Arquiteto Oscar Niemeyer O plano da cidade coube a Lúcio Costa.

obra prima de Reidy. A obra que simboliza este período é o conjunto residencial conhecido como Pedregulho – O edifício principal.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura O projeto de todos os edifício coube a Oscar Niemeyer Tendo sempre como base o funcionalismo de Le Corbusier difundido em grande escala A construção de Brasília influenciou várias gerações de arquitetos. que completam o conjunto . com sete pavimentos e 260 m de comprimento. em que o edifício assume a estrutura como elemento básico da composição. ginásio esportivo. Os jovens que se formavam na época diante da monumentalidade do projeto. constitui uma fita ondulante que acompanha a curva do morro sobre o qual se apóia – Os demais edifícios (escola. centro de serviços comunitários e dois blocos residenciais). 1953 – Museu de Arte Moderna. sentiam que dispunham de uma profissão capaz de intervir seriamente nos destinos de uma nação.81 - . é o primeiro exemplo de concreto armado aparente. são volumes purista. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .

5.1. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 60 Golpe de 64 ditadura Muitos artistas e arquitetos foram exilados do país Intensa atividade construtiva caracterizada pela forte presença de investimento estrangeiro Estilo internacional .1.6.início anos 60 – edifícios com cotas elevadas – Pilotis foram substituídos por volumes fechados .1. CARACTERÍSTICAS EM COMUM • A nitidez de volumes puros suavizados pelo pilotis.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9.5. as fachadas envidraçadas e as tramas de brise-soleil constituíram um modelo que perduraria nos vinte anos seguintes – Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) – Prédios da Cidade Universitária Ilha do Fundão 9.82 - . CASA INDIVIDUAL – LABORATÓRIO DAS NOVAS FORMAS • Eixo fundamental da trajetória da arquitetura carioca • As casas expressavam as divergências e interações existentes – Mansão na Gávea – Casa nas Canoas – Condomínio residencial na Barra 9.1.2.

ao longo da costa. Catete e Glória. Principais avanços tecnológicos – Estrutura metálica – Parede-cortina – Elevadores de alta velocidade – Ar condicionado central – Sofisticados sistemas de segurança e controle de incêndio 9.1. Uma área com mais de um milhão de metros quadrados.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – As portarias e as tramas protetoras foram substituídos pelas fachadas simples com janelas Edifício Avenida Central Clube de Engenharia 1960 – maior projeto urbanístico: O Parque do Flamengo. as circulações horizontais cobertas e as rampas de circulação vertical Surgimento das gigantescas torres que deformavam a escala preexistente da trama de construções. exibindo uma total variedade de estilos – Concreto aparente – Multinacionais como cliente – Arquitetura bancária – Fervor construtivo por organismos estatais – Concepções inusitadas – Nova classe média – Especulação imobiliária dos grandes centros urbanos Programas extremamente complexos e técnica construtiva avançada tornaram-se possíveis devido a estrutura empresarial do escritório de arquitetura Edifícios comercias ao longo da Avenida Rio Branco Desmonte do morro de Santo Antônio – a nova esplanada foi ocupada por um conjunto desordenado de edifícios .83 - . – Maiamização – a região acabou adotando um modelo urbanístico com vias expressas e condomínios fechados e imensos Edifício Avenida Central constituiu o símbolo da nova dinâmica da economia brasileira. em todo o país. o maior espaço verde da cidade 1969 – sede da Universidade Estadual do Rio de Janeiro emprega a linguagem brutalista dos módulos de concreto armado.7. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . expressando a dinâmica funcional do conjunto. Blocos de salas de aula. Causou uma agressão e as altas torres foram deslocadas para a Barra da Tijuca. SÉCULO XX – PANORAMA HISTÓRICO – ANOS 70 “Milagre Econômico” verdadeira febre de construções públicas e privadas. o teatro.

Foi autorizada a inserção de skyline. sede do BNH.1968 Hotel Méridien -1975 CASS . Meridien. turísticas e ao surgimento dos shopping centers – Othon Palace. Desmonte do morro de Santo Antônio – Milagre Econômico Catedral Metropolitana Centro Cândido Mendes . Rio Design Center e Rio Sul. BNDES e Petrobrás. no tecido urbano que mantinha a altura de 12 pavimentos.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – Catedral. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . para dar vazão as demandas comerciais.1973 O Rio passou a ter uma estrutura integrada com a construção de um amplo sistema viário que uniu pontos da cidade até então isolados – Barra da Tijuca e Jacarepaguá – Niterói – Ponte de 13 km sobre a baía – Abertura de túneis – Vias expressas – Implementação do metrô .84 - .

5% ao ano – 1995 a 2004 PIB cresceu 0. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .3% ao ano • Cidade Partida – Espaço marítimo das praias – 600 favelas espalhadas pela cidade – Extenso território sem qualidade urbanística e arquitetônica 9.8. ASPECTOS GERAIS • Poder Econômico – 1960 a 1975 PIB cresceu 7. porém não era tão radical a diferença em relação a zona Norte Graças à iniciativa de alguns governantes.1. ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA 1990 A 2005 • Ponte Rio Niterói teve sua continuidade com as Linhas Vermelha e Amarela • Escassez de projetos – Mudança da capital para Brasília não havia a necessidade de se fazer projetos para funções estatais – Cidade – Estado.9.1.Oscar Niemeyer – CIEPs 1986 – Passarela do Samba 1985 – MAC 1990 • 1990 – Conde • Programas para transformar o espaço urbano com abrangência social. INICIATIVAS • 1980 . obras de grande porte foram realizadas na Zona Norte .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9. com o intuito de desenvolver a região e amenizar as diferenças Avenida Presidente Vargas pretendia formar um eixo monumental de ligação entre o Centro e a Zona Norte Cidade Universitária Estádio do Maracanã e UERJ Pavilhão de São Cristóvão Avenida Brasil Aeroporto Internacional Pedregulho Contudo a progressiva separação entre os bairros estabeleceu diferenças irreversíveis A concentração de indústrias e bairros operários ao longo das linhas do trem e o progressivo crescimento das favelas nessas regiões anularam as possibilidades de integração A arquitetura Contemporânea é caracterizada pela grande especulação imobiliária e a favelização 9.10.1. política e cultural .11.85 - . em 1974 duplicidade de governo Prefeito e Governador. Prejuízo para o desenvolvimento arquitetônico da cidade – Ditadura Militar prejudica a expressividade e a originalidade 9. A CONSTRUÇÃO DE UMA METRÓPOLE Resumir a evolução da cidade entre as décadas de 20 a 80 significa testemunhar a transformação do Rio de Janeiro clássico em uma metrópole moderna Desde os anos 30. já estava definida a ocupação da Zona Sul pela parcela mais favorecida da população.1.

1.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura – Rio Cidade 1992 – Favela Bairro 1992 9.86 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .12.12.1.1.CENTRO . SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO . SÉCULO XX E XXI – RIO DE JANEIRO 9.

SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA SUL .1.12.3.2.1. SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA NORTE 9. Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9.12.87 - .

1.1.12.4.12.88 - . Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC . SÉCULO XX E XXI – PANORAMA HISTÓRICO – ZONA OESTE 9.Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura 9. SÉCULO XX E XXI – SÃO PAULO PAULISTA – MASP CATEDRAL DA SÉ .

Universidade Federal do Rio de Janeiro DCC .89 - .Departamento de Construção Civil Disciplina: Arquitetura PAULISTA CENTRO CULTURAL CAIXA ECONÔMICA SECRETARIA DA JUSTIÇA .