CARÊNCIAS NUTRICIONAIS

Carências Nutricionais são definidas como situações em que a ausência de consumo, ou o
consumo em quantidades insuficientes, de um ou mais nutrientes resultam na instalação processos
orgânicos adversos (prejudiciais) para a saúde.
Muitos fatores estão envolvidos com o desenvolvimento de carências nutricionais, como
fatores socioeconômicos (renda, emprego, moradia, acesso aos alimentos) e culturais (tabus
alimentares), hábitos alimentares (escolha e preparação dos alimentos, composição das refeições),
políticas sociais (saneamento básico, agricultura, serviços de saúde), etc... É preciso salientar que,
nem sempre, a pessoa que tem condições financeiras de adquirir os alimentos está livre de vir a
desenvolver alguma carência nutricional, já que a seleção dos alimentos consumidos pode não ser
adequada. A educação nutricional é uma das formas mais eficientes de combate às carências nos
grupos populacionais.
A melhor maneira de prevenir o surgimento de qualquer carência nutricional é a ingestão de
uma dieta equilibrada (com os nutrientes distribuídos nas proporções corretas), diversificada
(contendo alimentos de todos os grupos) e adequada (na quantidade suficiente para o
funcionamento do organismo) a cada indivíduo.
Algumas carências nutricionais afetam um grande número de pessoas, especialmente nos
grupos mais vulneráveis (bebês, crianças e gestantes), causando prejuízos sociais, biológicos e
econômicos, sendo consideradas problemas de saúde pública e necessitando, muitas vezes, de
políticas desenvolvidas e monitoradas pelos governos para a prevenção e tratamento das doenças ou
agravos à saúde provocados pela deficiência.
As principais carências nutricionais que encontramos no Brasil são anemia ferropriva,
hipovitaminose A, bócio endêmico e desnutrição.

ANEMIA FERROPRIVA

Anemia é um agravo à saúde definido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma
condição em que a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, como resultado da
carência de algum nutriente (ferro, folato, Vit B12, Zinco, etc...) ou de perda significativa de sangue
(hemorragias). O desequilíbrio entre a quantidade de ferro exigida pelo organismo e a quantidade
ingerida deste nutriente através da alimentação é a causa da anemia ferropriva, o tipo de deficiência
nutricional (e de anemia) mais comum em todo o mundo, responsável por até 50% das mortes de
mulheres durante o parto.
O ferro é um mineral essencial ao organismo, responsável pela formação da hemoglobina
(células do sangue) e pelo transporte de oxigênio até as todas as células do corpo, dentre outras
funções.
Fatores de risco: baixo consumo de alimentos fontes de ferro com maior biodisponibilidade
(ferro heme - carnes e vísceras), abandono precoce do aleitamento materno (o leite materno é rico
em ferro altamente biodisponível – melhor absorvido e utilizado pelo organismo –, devido à
presença da transferrina), gravidez múltipla (gêmeos), alimentação materna insuficiente durante a
gestação, presença de infecções parasitárias, comprometimento da capacidade de absorção
intestinal, baixo nível socioeconômico, condições precárias de saneamento e dificuldade de acesso
aos serviços de saúde pública.
Grupos de risco: gestantes, lactantes (mulheres que amamentam), crianças (0 – 6 anos),
mulheres em período reprodutivo (que menstruam), idosos e adolescentes. As reservas corpóreas de
ferro são maiores nos homens; por isso, eles não fazem parte do grupo de risco de anemia

anorexia (falta de apetite). e a cegueira é uma das conseqüências mais graves. HIPOVITAMINOSE A É definida como baixa disponibilidade de Vitamina A nos depósitos hepáticos (no fígado) e níveis diminuídos no sangue. síndrome de má absorção de gorduras. falta de disposição para o trabalho). Gestantes anêmicas dão à luz a bebês com baixo peso e têm risco aumentado de morrer durante o parto. A anemia ferropriva é diagnosticada através de exame de sangue (hemograma). Desde 2004. e complementando a introdução dos alimentos até os 2 anos) correm menos risco de desenvolver deficiência de ferro.ferropriva. mantém saudáveis a pele e as mucosas (nariz. infecções freqüentes (parasitárias. Pessoas que fazem dietas vegetarianas devem ser acompanhadas por um nutricionista ou médico e se submeter a exames rotineiros. as carências nutricionais não apresentam manifestações clínicas (ou estas se apresentam tardiamente – fome oculta). preferencialmente por via oral e juntamente com uma fonte de Vit. boca. Fatores de risco: alimentação monótona (pobre em vegetais e frutas). a anemia ferropriva pode causar retardo no crescimento e perda significativa na capacidade cognitiva (de adquirir conhecimentos). palidez da pele e mucosas (gengivas e olhos). o que faz com que as pessoas só procurem os serviços de saúde quando o quadro está muito grave. Em médio prazo. Sinais e sintomas: os sintomas clínicos surgem em longo prazo (deficiência crônica). a partir da avaliação dos níveis e características da hemoglobina (baixos níveis de hemoglobina e hemácias com formatos alterados ou pouco pigmentadas). pacientes com hipovitaminose A fazem parte deste grupo. o uso de alimentos enriquecidos com ferro e o consumo de uma dieta equilibrada contendo os alimentos que são as melhores fontes de ferro (carnes e vísceras) e de Vit. garganta. A carência de vitamina A é considerada um grave problema de saúde pública. Tratamento: para uma resposta imediata. Grupos de risco: gestantes e lactantes. C (suco de laranja). C (frutas cítricas) serão suficientes para prevenir uma deficiência. das proteínas que armazenam e transportam ferro (ferritina e transferrina) e da capacidade total de ligação do ferro (quando está muito alta. pois sua alimentação é pobre em carnes (ferro heme) e rica em vegetais (ferro não heme + fitatos). Conseqüências e complicações: em crianças. Infelizmente. significa que as reservas de ferro estão baixas). o tratamento é realizado através da administração de sais de ferro (sulfato ferroso). Atua principalmente na manutenção da visão. baixo nível socioeconômico. Pessoas que sofrem síndromes de má absorção devem ser acompanhadas e a suplementação pode ser indicada. sociais e biológicos que são evitáveis. crianças com dificuldade de aprendizagem e apáticas (muito paradas). é obrigatório o enriquecimento de farinhas com ferro e ácido fólico. Bebês que são amamentados (exclusivamente. Muitas vezes. o sulfato ferroso é distribuído em Postos de Saúde e muitas campanhas são realizadas para esclarecimento da população (educação nutricional). baixo consumo de alimentos que contêm gorduras (a vitamina A só pode ser absorvida com a presença de lipídios na dieta). unhas finas e achatadas. após as alterações hematológicas (hemoglobina entre 8 e 11g/dL) e incluem: fadiga (cansaço. falta de amamentação ou desmame precoce. comprometendo o desenvolvimento da inteligência e as funções imunológicas (infecções associadas). crianças em fase escolar (até 14 anos) e idosos. . pelo menos durante 6 meses. recém-nascidos (nascem com baixo estoque de vitamina A). pois afeta um grande número de pessoas e produz impactos econômicos. O Governo Federal (através do Ministério da Saúde) desenvolve várias políticas de prevenção e tratamento das anemias. bacterianas e virais – comuns em crianças). olhos) e possui funções antioxidantes. A vitamina A é essencial ao crescimento e desenvolvimento do ser humano. no funcionamento adequado do sistema imunológico (defesa do organismo).

Pessoas que vivem em regiões montanhosas. devido a alterações no epitélio ocular. Sinais e sintomas: a deficiência começa sub-clinicamente (sem sintomas aparentes). Conseqüências e complicações: a xeroftalmia e cegueira noturna são reversíveis após a introdução da vitamina A na dieta. O sistema imunológico também pode ficar muito prejudicado. O consumo de alimentos bociogênicos crus (mandioca. amendoim e soja) prejudica a absorção e utilização do iodo pelas células da tireóide. o sal não deve ser armazenado em geladeira e deve-se evitar colocar colheres molhadas no recipiente onde ele está armazenado (a umidade reduz a qualidade do iodo). o crescimento físico e a maturação das células nervosas. nabo. no entanto. as ulcerações na córnea podem levar à cegueira irreversível (ceratomalácia) e à perda do olho (necrose dos tecidos). A manifestação clínica mais precoce é a visão prejudicada em ambientes pouco ilumindos. A são dadas às crianças de 6 meses a 5 anos (garantindo uma reserva hepática de 6 meses). atacando a conjuntiva – membrana que reveste o olho . A partir de 2001. rins. de bacias sedimentares e nos bolsões de miséria também fazem parte do grupo de risco. respectivamente) que regulam o metabolismo celular. puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz) também recebem uma mega-dose de 200. Tratamento: a suplementação com 2 mega-doses de Vit. Pele seca. normalmente.. a educação nutricional (esclarecimento da população sobre a importância do consumo de alimentos ricos neste nutriente) é um dos recursos mais eficientes para prevenir a hipovitaminose A. sendo importantes para o funcionamento de vários órgãos (coração. ou cegueira noturna (nictalopia). ainda encontramos deficiência de iodo em populações de cerca de 120 municípios no Brasil.000 UI – 10 mg – ou 200. etc. principalmente em regiões de bacias sedimentares (bacias Amazônica. Grupos de risco: gestantes. Fatores de risco: o baixo consumo de sal iodado é o principal fator risco para o desenvolvimento de DDIs. fígado. cérebro.000UI imediatamente após o parto. Desde 1994. mega-doses de Vit. repolho. O iodo é utilizado pela glândula tireóide para a produção de hormônios (T3 e T4 - triiodotironina e tireoxina. O tratamento deve seguir com o planejamento alimentar rico em fontes de Vit. Sinais e sintomas: a deficiência de iodo. A xeroftalmia (olho seco) pode agravar-se. Os prejuízos à saúde causados pela carência de iodo (mesmo a moderada) são facilmente evitáveis com uma alimentação adequada. O bócio (aumento no volume da glândula tireóide. deve-se acrescentar sal iodado à mistura. A por 6 meses. Sanfranciscana e Paranaica) e nos bolsões de miséria dos grandes centros urbanos. o que contribui para aumentar o número de mortes e de casos graves de infecção em crianças. A hipovitaminose A é a maior causa de cegueira em todo o mundo. fadiga e infecções persistentes também podem ser sinais de carência de vitamina A.(manchas de Bitot) e a córnea (xerose e ulceração corneal). Ao comprar sal. A e o consumo de alimentos fortificados. Como a mega-dose só garante reservas de Vit. DISTÚRBIOS POR DEFICIÊNCIA DE IODO (DDIS) Apesar de ser obrigatória a iodação do sal desde a década de 1950. A. demora a se manifestar.000UI de palmitato de retinil) é indicada para uma resposta imediata. fetos em formação e crianças até 5 anos. A (injeção intramuscular de 100. como estratégia para garantir as reservas da mãe durante a produção do leite materno rico em Vit. quando os níveis sangüíneos de Vit A atingem valores inferiores a 30mg/dL. porque quando as pessoas procuram os serviços de saúde os tecidos oculares já estão muito comprometidos. O Governo Federal (através do Ministério da Saúde) desenvolve algumas políticas de prevenção da hipovitaminose A.. deve-se sempre observar se este é iodado e se está dentro do prazo de validade. sinal clínico visível como uma protuberância na frente do pescoço) e o hipotireoidismo (redução na produção dos hormônios tireoideanos) surgem apenas .). Ao preparar temperos caseiros.

no mundo todo. frutos do mar. que se manifestam como retardo moderado na maturação intelectual. juntamente com o Governo Federal (Ministério da Saúde). 1996. os danos cerebrais e ósseos causados pela deficiência são irreversíveis. Infelizmente. os primeiros sintomas incluem atraso no crescimento e dificuldade de aprendizagem (algumas crianças não conseguem andar ou falar). Avaliação da Quantidade de iodo no sal brasileiro Tipo de sal Marcas Classificação Diana Muito bom Bio Sal Muito ruim Refinado Cisne Muito bom Ita Ruim Refinado Extra Lebre Muito ruim Sal Light Muito bom Diana Muito bom Cisne Bom Grosso Bio Sal Muito ruim Arisco Muito ruim Mais Vida Ruim Natus Muito ruim Comum Moído Fonte: IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor). valores abaixo de 10?g/dL são considerados deficientes. expondo a população ao risco de desenvolver uma carência que acarreta graves impactos biológicos e sociais. muito mais baixo do que os gastos com o tratamento dos DDIs somados aos prejuízos econômicos provocados pelo retardo mental. O custo com a iodação do sal de cozinha é de cerca de R$0.quando a carência é grave e crônica. DESNUTRIÇÃO A desnutrição (ou subnutrição) é uma doença de natureza clínico-social. Podem existem variações menos graves desta síndrome. O consumo regular de sal iodado e de alimentos fonte de iodo (peixes. vegetais. muitos fabricantes de sal não vêem cumprindo a determinação do governo e colocam no mercado um sal com baixo teor de iodo.017 por pessoa ao ano. cerca de 89 milhões de pessoas sofram danos cerebrais por carência de iodo. . publicou em maio de 2003 uma portaria onde estabelece os teores mínimo e máximo de iodo para enriquecimento do sal de cozinha. mudez e alterações na estrutura corporal. A ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária). Estima-se que. Conseqüências e complicações: fetos ou recém-nascidos com deficiência de iodo podem desenvolver o cretinismo – síndrome caracterizada por retardo mental grave. caracterizada por consumo energético e protéico em quantidades insuficientes para o funcionamento do organismo e cujo principal determinante é a pobreza. surdez. O diagnóstico precoce de deficiência de iodo pode ser dado a partir da medição de iodo excretado na urina (iodúria). leite e ovos) é suficiente para prevenir o desenvolvimento de DDIs. Tratamento: o hipotireoidismo é tratado com a administração por via oral de formas sintéticas dos hormônios T3 e T4 (levotiroxina). Nas crianças. No entanto.

5 Baixo Eutrofia 18.1 a 25.9 Aumentado Obesidade grau 2 35. fadiga e letargia (estado de sonolência mórbida). AIDS.. aumentando os requerimentos energéticos e nutricionais. segundo IMC (Kg/m2) Classificação IMC (Kg/m2) Risco de co-morbidades Magreza grau 3 Abaixo de 16. tanto em sua composição quanto em seu funcionamento.0 a 39. altura. podemos citar a presença de verminoses. fatores socioeconômicos (baixa renda. Já a desnutrição por carência de energia ou calorias (também chamada de marasmo) é caracterizada por acentuada perda de peso (perda de tecido adiposo e muscular).. medição de pregas cutâneas. Sinais e sintomas: a Desnutrição Protéico Calórica (também chamada de kwashiorkor – deficiência na ingestão de calorias e de proteínas) é caracterizada por presença de anasarca (edema generalizado).0 Baixo Pré-obesidade 25. fraqueza. Crianças desnutridas têm o seu desenvolvimento físico e . A medida do IMC (Índice de Massa Corporal – dada pela relação entre a altura e o peso de uma pessoa) é o padrão mais usado na avaliação do estado nutricional. despigmentação dos cabelos. Fatores de risco: desmame precoce (principal causa de desnutrição em crianças entre 0 e 2 anos). comprometendo a adequação da dieta. doença pulmonar. tornando-o mais frágil e suscetível ao desenvolvimento de doenças oportunistas associadas à carência nutricional.0 Sem riscos Sobrepeso 24...0 Alto Magreza grau 2 16. A desnutrição é diagnosticada através da análise de parâmetros bioquímicos (exames laboratoriais). antropométricos (peso. idosos.1 a 29. Famílias com baixa renda tendem a consumir menos hortaliças e frutas. distúrbios na digestão ou absorção de nutrientes e presença de alergias ou intolerâncias alimentares.0 a 34.9 Médio Obesidade grau 1 30.9 Alto Obesidade grau 3 Acima de 40 Muito alto Adaptado de: OMS – 1995. além de quantidades menores de alimentos fonte de energia.5 a 24. falta de saneamento básico e de acesso aos alimentos) e fatores culturais (hábitos e tabus alimentares). anorexia. Entre as causas secundárias.) e clínicos (sinais físicos – edema. etc.). especialmente as proteínas sangüíneas albumina (< 3g/dL) e transferrina (< 180 mg/dL).. A fórmula utilizada para o cálculo do IMC foi desenvolvida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 1990: IMC = Peso (Kg) / Altura2 (m) Classificação e riscos de doenças associadas. gestantes e lactantes. olhos sem brilho. A causa primária de desnutrição é uma alimentação quantitativa e qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes (especialmente a proteína). alterações neurológicas. Quanto maior o tempo de privação de alimentos. unhas finas. Conseqüências e complicações: a desnutrição leva a uma série de alterações em todo o organismo. cabelos secos. câncer (ou outras doenças que causam aumento dos requerimentos energéticos).9 Aumentado Magreza grau 1 17. (inclusive pacientes hospitalizados). etc. retardo no crescimento de crianças e redução na concentração de proteínas viscerais.. Grupos de risco: crianças até 5 anos. com relativa preservação dos níveis sangüíneos das proteínas viscerais. infecções. mais grave se torna o quadro e mais difícil fica reverter os danos provocados pela carência. Condições sanitárias precárias contribuem para o surgimento de doenças infecciosas e parasitoses em crianças. magreza.0 a 18. etc. pessoas que vivem em bolsões de pobreza dos centros urbanos e pacientes com doenças espoliativas (que aumentam os requerimentos nutricionais) como câncer. redução da massa muscular.0 a 16. sendo utilizado para diagnosticar tanto a desnutrição quanto a obesidade. síndromes de má absorção.

Tratamento: o primeiro passo é a recuperação do estado nutricional do paciente. o uso de suplementos energéticos. além de aumentar o período de hospitalização. * Criança cujo peso ficou abaixo do percentil 3 (curva inferior) da curva de peso por idade da Caderneta de Saúde da Criança. 1999 a 2005** Fonte: Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB – Base limpa. um planejamento alimentar adequado (quantitativa e qualitativamente) e ações de educação nutricional (incluindo toda a família) poderão promover o crescimento das crianças e o ganho de peso. nas áreas cobertas pela Estratégia Saúde da Família. ** Dados até o mês 11/2005. através da oferta de uma dieta hipercalórica (rica em alimentos com alta densidade energética. . Programas assistencialistas (baseados na doação de dinheiro ou cestas básicas) não são capazes de reverter o quadro de miséria da população e de atacar a principal causa da desnutrição – a pobreza. gestantes que não se alimentam adequadamente dão à luz a bebês com baixo peso (desnutridos). Em médio prazo. Sujeito a modificações. Campanhas contínuas de incentivo ao aleitamento materno (desde 1999) obtiveram um resultado positivo. reduzindo o número de crianças desnutridas menores de 1 ano. O Ministério da Saúde e Governo Federal acompanham os índices de desnutrição no Brasil través do número de crianças internadas e diagnosticadas. sem os sintomas clínicos da desnutrição grave. e o tratamento das doenças associadas à carência alimentar.neurológico irreversivelmente prejudicado. não refletindo nos dados oficiais a grande quantidade de pessoas com subnutrição mascarada (fome oculta). Prevalência de aleitamento materno exclusivo em crianças até 4 meses e desnutrição protéico calórica* em crianças menores de 1 ano. muito calóricos) e hiperprotéica (rica em proteína com alta biodisponibilidade). A desnutrição provoca ainda aumento da morbidade (gravidade das doenças) e da mortalidade (nº de óbitos). Brasil. o que gera um alto custo para os serviços de saúde e impactos socioeconômicos.