WEB AULA 1

Unidade 1 – Princípios Básicos da Administração
Financeira

Para iniciarmos primeiramente, deve-se compreender e entender o
sentido e o significado de finanças. Em um sentido amplo, segundo
Gitman (2010), corresponde ao conjunto de recursos disponíveis
circulantes em espécie que serão usados em transações e negócios
com transferência e circulação de dinheiro. Sendo que há necessidade
de se analisar a real situação econômica da empresa, com relação
aos seus bens e direitos.

A administração financeira tem um propósito de evitar gastos
desnecessários e desperdícios, para tanto busca controlar da maneira
mais eficaz possível seus recursos financeiras, tendo, portanto, o foco
no desenvolvimento das atividades operacionais obtendo recursos
viáveis para tal.

Para a empresa, o gerenciamento da área financeira é
vital para sua existência. Esta possibilita o funcionamento da empresa
de maneira sistêmica e sinérgica, objetivando o lucro e a
maximização de seus investimentos, porém o mais importante é o
controle eficaz das entradas e saídas de recursos financeiros.
Por falta deste controle financeiro, segundo o SEBRAE, muitas
empresas fecham suas portas no inicio de suas atividades,
apresentam suporte financeiro insuficiente ou inexistente, sendo,
portanto, indiscutivelmente um dos fatores de maior relevância nas
tomadas de decisões.

Acesse o link abaixo e veja o artigo de Vicente Lentini Plantullo, que
fala sobre o Papel do Administrador Financeiro no Século XXI.

Para as empresas desenvolverem suas
atividades, há o envolvimento de recursos financeiros, sendo assim
orientadas para a obtenção do lucro. Os recursos utilizados, tanto dos
proprietários como dos credores, são aplicados no desenvolvimento
das atividades rotineiras, que visam a produção de bens e prestação
de serviços.
Das operações das empresas, espera-se que o faturamento obtido
seja o suficiente para cobrir todos os gastos – custos e despesas –
incorridos e gerar ainda o lucro. Espera-se ainda, que o resultado
obtido seja suficiente também para liquidar compromissos financeiros
assumidos e pagar os dividendos aos acionistas.
A Função Financeira para Gitman (2010, p. 8),
[...] compreende um conjunto de atividades relacionadas com a gestão dos fundos
movimentados por todas as áreas da empresa. Essa função é responsável pela
obtenção dos recursos necessários e pela formulação de uma estratégia voltada
para a otimização do uso desses fundos. Encontrada em qualquer tipo de empresa,
a função financeira tem um papel muito importante no desenvolvimento de todas
as atividades operacionais, contribuindo significativamente para o sucesso do
empreendimento.

A função financeira nas empresas são todas as ações tomadas na
gestão dos recursos por todas as unidades de negócio da empresa.
Esta função é responsável pela busca dos recursos, seja entre os
sócios ou com terceiros e pela aplicação destes recursos de forma a
obter os resultados planejados pela empresa.

Para que esta gestão seja eficiente e eficaz é
preciso que o gestor financeiro tenha conhecimentos sólidos das
demonstrações financeiras das empresas, pois somente com boa
compreensão das demonstrações será possível a análise das mesmas.
Outro fator importante da Função Financeira na empresa é o controle
de seus Fluxos de Fundos, ou Fluxos de Capital. Esta ferramenta
financeira é de grande utilidade para analistas de investimentos, no
qual possibilidade uma previsão dos investimentos necessários e sua
compatibilidade com a capacidade da empresa de obter estes
recursos.
Para melhor descrever o Fluxo de Fundos vamos utilizar um exemplo
baseado em Gitman (2010):
Uma indústria requer investimentos em bens que constituem os meios de produção,
através dos quais são gerados os produtos a serem colocados no mercado. Esses
investimentos referem-se a imóveis, instalações, equipamentos etc., denominados
genericamente por imobilizações ou ativos fixos.
A transformação de matérias-primas em produtos acabados provoca dispêndios com
mão-de-obra e outros custos de fabricação. As demais atividades envolvem
pagamentos de salários e outras despesas.
A estocagem de materiais e de produtos representa aplicações de recursos, assim
como as contas a receber provenientes das vendas a prazo e de outras transações.
O financiamento de todas essas operações é realizado com recursos investidos pelos
proprietários ou acionistas da empresa (capital próprio ou patrimônio líquido) e com
recursos correspondentes as dívidas e compromissos a pagar (capital de terceiros).
Outros recursos de terceiros podem ser obtidos no mercado de capitais através do
lançamento de títulos de dívida a longo prazo (debêntures).
As receitas de vendas são a principal fonte operacional de recursos financeiros e de
lucros, permitindo que a empresa liquide seus compromissos e remunere o
investimento realizado pelos proprietários.
As linhas tracejadas indicam a ligação de algumas contas de
resultado com outras contas patrimoniais.
O reservatório de disponibilidades engloba o capital existente em
caixa, os saldos bancários de livre movimentação e os recursos
aplicados no mercado financeiro.
A figura apresenta outros fluxos que não estão diretamente
relacionados com as disponibilidades que representam:
Figura 2. Fundos x Disponibilidades

Fonte: Do autor
Há uma irregularidade nos fluxos de recebimentos e de pagamentos,
o que pode fazer com que ocorra faltas de capital alternadamente. A
empresa pode sentir dificuldades em saldas seus compromissos
mesmo registrando lucros elevados, e um aumento nas vendas a
prazo implica a necessidade de novos recursos para financiar o
capital de giro.

À Função Financeira cabem duas tarefas básicas:
Figura 3 – TarefasBásicas da Administração
Fonte: Do autor
OBTENÇÃO DE RECURSOS
A primeira tarefa da função financeira é de responsabilidade exclusiva
da área administrativa financeira e envolve a captação vultosa de
recursos para investimentos em projetos de forma que seja o
suficiente para suprir os fundos demandados pelas operações
rotineiras da empresa.
Existem várias formas de classificarmos as fontes de recursos à
disposição de uma empresa, sendo as principais:
Figura 4 – Fontes de Recursos

Fonte: Do autor
Os Recursos Próprios são representados pelo capital integralizado,
reservas e lucros retidos e os Recursos de Terceiros são
representados pelos compromissos assumidos e dívidas contraídas.
Os Recursos Permanentes são os recursos próprios e dívidas em
longo prazo e os Recursos Temporários são os compromissos e
dívidas de curto prazo. Por fim, os Recursos Onerosos são os que
provocam despesas financeiras e Recursos Não Onerosos são os que
não provocam despesas financeiras.

É importante haver uma adequação entre as
fontes e usos de recursos em termos de prazos e custos. Por
exemplo: é recomendável a utilização de recursos permanentes para
compra de equipamentos, cujo valor investido será recuperado
através das receitas de vendas em um período de alguns anos. Pois
se usarmos recursos com um prazo inferior ao da maturação
financeira desse investimento, a empresa poderá encontrar
dificuldades para honrar a divida contratada.
Alguns empresários pensam que o capital próprio não possui custo,
visto que não pagam juros a nenhuma instituição financeira, como
em um empréstimo realizado. Porem, o capital próprio envolve um
custo implícito, correspondente à expectativa de lucros dos
acionistas. Podemos caracterizar também como custo de
oportunidade, que é corresponde ao retorno que os acionistas
obteriam com tais recursos em outras aplicações com o mesmo grau
de risco suportado por seus investimentos na empresa.

ALOCAÇÃO DE RECURSOS

A alocação de recursos é considerada a segunda
função básica da função financeira. Há uma busca constante na
otimização no uso dos recursos financeiros para que se alcance a
rentabilidade desejada e a liquidez seja preservada, ou seja, a
capacidade da empresa honrar suas dividas nos vencimentos.
Para o desenvolvimento das operações, alguns ativos são
imprescindíveis, enquanto outros podem estar relacionados ou não
com as atividades básicas da organização. Assim, temos:
Quadro 1 – Ativos Empresariais

Fonte: Do autor
A paralisação de uma linha de produção certamente constitui objeto
de preocupações por parte da maioria dos funcionários da empresa,
porque eles sabem que haverá queda nas vendas. Ao mesmo tempo
em que continuarão existindo custos e despesas fixas a empresa não
está gerando receitas.
Igualmente escassos e onerosos são os recursos aplicados nos
estoques e nas duplicatas a receber. No entanto, o investimento de
capital em excesso nesses ativos poderá não ser percebido
claramente. Pode-se dizer que chega até a existir um conflito de
interesses entre a área financeira e outras áreas da empresa que
tendem a provocar a manutenção de excesso de estoques e de
contas a receber de clientes. Vejamos alguns exemplos:
É função da administração financeira a busca da eliminação dos
excessos de estoques e de duplicatas a receber, considerando sempre
o efeito da rentabilidade das operações em função dos custos dos
recursos aplicados nesses ativos.
O executivo responsável pela área financeira argumentará que o
custo médio unitário dos produtos demonstrado pela contabilidade
está defasado e que os preços de venda deveriam ser calculados a
partir dos custos de reposição.
Desta forma, percebemos que aspectos relativos à liquidez e
a rentabilidade são primordiais para a decisão de alocação de
recursos. Desta forma, vamos trabalhar agora estes dois conceitos.
Líquidez
Para as empresas é primordial seu relacionamento com as instituições
financeiras e outros credores, não podendo prescindir do credito
concedido por estes e também seus fornecedores. Se a empresa não
honrar seus compromissos nas datas acordadas, poderá sofrer
restrições de crédito e, assim, ter dificuldades para manter seu ritmo
nas operações.

A insolvência de uma empresa pode surgir devido a
excesso de imobilizações ou de estoques, à concessão de clientes de
prazos muito longos para pagamento, ou ainda, à utilização de fontes
de financiamento inadequadas.
A manutenção da liquidez da empresa representa a preocupação mais
imediata do Tesoureiroque é o executivo responsável por essa parte
da administração financeira.
A liquidez da empresa advém da administração conveniente entre
seus ativos e passivos. É importante controlar as entradas e saídas
de recursos de tal forma que seja possível antecipar situações de
insuficiência de recursos financeiros. Para isso é importante a
compreensão do Regime de Caixa e Regime de Competência.
O Regime de Competência reconhece as receitas no momento da
venda e os gastos quando incorridos de fato. Por outro lado,
o Regime de Caixa reconhece as receitas e os gastos somente com
relação aos fluxos de entrada e saída reais de caixa.
Quadro 2 – Regime de Competência x Regime de Caixa

Fonte: Do autor
Em um sentido estritamente contábil, a empresa é um tanto
lucrativa, mas é um fracasso financeiro em termos de fluxo de
entradas de caixa adequados para atender suas obrigações, a
empresa não vai sobreviver, apesar do seu nível de lucratividade.
Rentabilidade

O lucro ou prejuízo de cada período resulta da
confrontação de receitas e despesas, observando-se o regime de
competência de exercícios. O lucro indica o excedente das receitas
sobre os custos e despesas incorridos.
Comparando o lucro com o investimento realizado para sua obtenção
é possível obter uma medida da remuneração dos recursos aplicados
denominada taxa de rentabilidade ou taxa de retorno.

A relação entre o lucro líquido e o capital próprio é a forma mais
comum de se medir o êxito alcançado pelos proprietários durante o
exercício social da empresa. Esta relação demonstra uma taxa no
qual já estão computadas as despesas financeiras, a tributação do
imposto de renda e os resultados não operacionais.
Liquidez x Rentabilidade
Diante de tudo que vimos até então, podemos concluir que o
administrador financeiro deve gerenciar os recursos financeiros da
empresa em busca de um equilíbrio entre a liquidez e a rentabilidade
da mesma, sendo um dos principais desafios enfrentados.
Desta forma, a liquidez é preservada quando a empresa percebe a
necessidade de ser manter um volume de recursos financeiros
disponíveis em caixa e/ou aplicações financeiras de curtíssimo prazo.

Assim, a empresa deverá manter dinheiro parado nas contas
bancárias para compor os saldos médios exigidos, ao mesmo tempo
em que será compelida a utilizar intensamente os serviços oferecidos
por esses estabelecimentos bancários, a maioria dos quais mediante
a cobrança de tarifas elevadas.
O Tesoureiro defenderá esses procedimentos, argumentando que
seus benefícios compensam os custos envolvidos. O Controller irá
demonstrar que esse excesso de zelo na manutenção da liquidez
compromete seriamente a rentabilidade.
Quando uma pessoa decide por investir seu capital em uma empresa
ao invés de alternativas mais seguras, a mesma está se dispondo a
correr um determinado risco, com intuito de aumentar seu patrimônio
pessoal. Desta forma, podemos admitir que as empresas possuem
como objetivo principal, maximizar a riqueza de seus proprietários
por meio da valorização de usa empresa no mercado.

Em termos gerais, podemos dizer que o valor de
uma empresa no mercado corresponde ao valor presente de seus
fluxos futuros descontados a uma taxa mínima de atratividade.
Portanto, a meta da administração financeira vai de encontro aos
objetivos básicos dos acionistas ou proprietários, ou seja, são
orientadas para o aumento do valor da empresa no mercado.
Corroborando estas afirmações, Braga (1995, p. 32) aduz que o
administrador financeiro deve considerar a real amplitude da meta da
administração financeira, que vai além do lucro das empresas:
A meta da administração financeira coincide com o objetivo básico dos proprietários
ou acionistas. As decisões financeiras são orientadas para o aumento do valor de
mercado da empresa. Na verdade, a meta da administração financeira é a
maximização da riqueza do acionista que constitui algo mais amplo e profundo do
que a maximização dos lucros.

Podemos assim concluir que não é simplesmente maximizar o lucro,
mas sim que:

A maximização da riqueza segundo Gitman (2010) envolve os
seguintes aspectos:
Muitas empresas utizam o Valor Econômico Adicionado – EVA
(Economic Value Added) para determinar se um investimento está ou
não maximizando a riqueza dos proprietários. Podendo ser calculado
ao se subtrair o custo dos recursos usados para financiar um
investimento dos lucros operacionais após os impostos.
Figura – 5 Fluxo de Decisão Financeira
Fonte: Do autor
Quando os investimentos resultarem em um EVA positivo, o valor das
ações estão com seus resultados sendo maximizados e com efeito
negativo os resultados estão sendo reduzidos, veja um exemplo:
O EVA de um investimento com lucros operacionais após os impostos
de $500.000 e associado a custos de financiamento de $420.000
seria de $80.000. Devido ao fato de esse EVA ser positivo, o
investimento deve aumentar a riqueza do proprietário, desta forma, é
aceitável.
Acesse o link abaixo e aprofunde mais seus conhecimentos
sobre o EVA.

http://www.bcb.gov.br/ftp/denor/luciano-
bcb.pdf
Assim sendo, o valor da maximização da riqueza da empresa se
constitui a meta ou a função objetiva da administração financeira, por
refletir melhor o interesse dos acionistas, é uma função mais ampla
do que a obtenção de lucros com a atividade da empresa.
Figura 6 – Maximização do Valor da Empresa
Já que a maioria das decisões tomadas dentro da empresa é medida
em termos financeiros, não surpreende que o administrador
financeiro desempenhe um papel-chave na operação da empresa.
Para você qual seria esse papel chave? Você poderia fazer uma lista
de funções que consideram importante para a administração
financeira.

A compreensão do papel da função financeira
dentro da empresa é primordial para o desenvolvimento das
atividades e tomadas de decisões financeiras. Sendo assim, as
funções chaves do administrador financeiro e do seu objetivo global
são necessárias.
De forma bastante abrangente, podemos identificar quatro áreas de
decisões financeiras:
Figura 7- Áreas de Decisões Financeiras
Fonte: Do autor

Vamos analisar agora cada uma dessas decisões:
Decisões de Investimentos
As decisões de investimentos pode se referir tanto à administração da
estrutura do ativo da empresa quanto à implementação de novos
projetos.
Os investimentos em infra-estrutura fixa tem efeitos prolongados
sobre a vida da empresa e uma decisão inadequada poderá
comprometer seus resultados e sua sobrevivência. Além disso, os
altos investimentos geralmente implicam aumentos de aplicações de
recursos no capital de giro.

Nas decisões de investimentos o objetivo é investir
em projetos com retorno maior do que a menor taxa de corte
aceitável. Por taxa de corte podemos entender como a taxa mínima
de atratividade, no qual deve ser maior para projetos com maior risco
e refletir o mix de financiamento utilizado.
O administrador financeiro deve identificar os níveis necessários de
ativos circulantes para atender as necessidades de capital de giro,
alem da aplicação de recursos em ativos com realização no longo
prazo. O equilíbrio na aplicação dos recursos, no curto e longo prazos
e ativos de natureza permanente é relevante na maximização dos
recursos, já que o resultado e a mensuração do valor da empresa
dependem do desempenho destes ativos.
Dentre os recursos é necessário um foco de atenção no capital de
giro, que corresponde aos ativos circulantes, que se transformam
dentro do ciclo operacional. O capital de giro ou circulante se
caracteriza pelo giro ou circulação que o mesmo faz entre as contas
patrimoniais.
Para melhor compreensão acompanhe a circulação do capital a partir
dos fatos contábeis, evidenciando a composição do capital de giro e o
reflexo na geração do resultado da empresa.
Quadro 3 - Circulação do capital
Fonte: Do autor
O capital circulante que inicialmente era de R$100.000,00, circulou
pela empresa, saindo da conta caixa, passando pela conta de
estoques e pela conta de clientes retornando a conta caixa. Nesta
circulação este capital gerou resultado contábil positivo (lucro de
R$30.000,00) e gerou reflexo positivo no fluxo de caixa (aumento de
R$30.000,00). Neste caso como o fluxo financeiro ou ciclo de caixa
ocorreu no mesmo período que o ciclo operacional tivemos o
resultado igual ao incremento de caixa.
Decisões de Financiamento
As decisões de financiamento têm como propósito estruturar de
maneira eficaz as finanças da empresa, de forma adequada às
operações cotidianas e a implantação de novos projetos.
O objetivo é selecionar um mix de financiamento que maximize os
valores dos projetos e esteja de acordo com os ativos financiados. O
mix de financiamento deve levar em conta a estrutura de capital
desejada e os prazos para quitação dos empréstimos e
financiamentos. A estrutura de capital deve levar em conta o custo de
capital que pode ser entendido como a remuneração aos terceiros e
acionistas por disponibilizarem seus recursos para aplicação nos
ativos da empresa.
Figura 7 – Mix de Financiamento
Fonte: Do autor
Para compor a melhor estrutura de financiamento em relação a
prazos e fontes de recursos, Gitman (2010) aborda algumas questões
a serem trabalhadas em prol deste resultado, a seguir:
Estas e outras questões correlatas envolverão análises profundas das
alternativas existentes e de suas implicações futuras. O administrador
financeiro deve pesquisar fontes de financiamento, seja própria ou de
terceiros, que sejam confiáveis e viáveis, equilibrando juros,
benefícios e formas de pagamento.
Normalmente, muitas dessas decisões são tomadas mediante a
necessidade e até a certo desespero emergencial pela falta de
planejamento, mas independente deste fator, é necessária uma
análise e estudo minucioso pós e contras a fim de se ter segurança e
respaldo em decisões como esta.
Destinação do Lucro
O lucro é caracterizado com a remuneração do investimento dos
proprietários da empresa em determinado exercício social. A
pergunta inicial para reflexão é:

Essa indagação é um dos grandes desafios do administrador
financeiro e revela que a política de distribuição de dividendos está
diretamente relacionada com as decisões de financiamento.
Quanto menos a empresa distribuir de seus lucros, menos
dependente ficará das fontes mais onerosas de recursos financeiros e
também aumentará a participação do capital próprio na estrutura
financeira da empresa. Por um outro lado, não pode distribuir pouco,
pois irá desagradar os investidores (acionistas) que irão receber
menos dividendos e podem ser compelidos a desistirem da ação,
fazendo com que o preço por quota reduza.
O ideal é garantir que os preços das ações fiquem em níveis
elevados, o que pode garantir o suprimento do mercado em futuros
lançamento de novas ações, portanto, uma política adequada
equilibra esta relação entre preço da ação e utilização de recursos
próprios em novos investimentos.
A destinação dos lucros está ligada diretamente ao exercício social
findo, quanto à geração, mas também está diretamente ligada aos
resultados previstos para o exercício vindouro, quanto à destinação.

Acesse os links abaixo e tenha acesso completo a Lei
11.638/07 (BRASIL, 1997) e a Lei 6.404/76 (BRASIL, 1976).
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11638.htm
Análise e Planejamento Financeiro
A análise e o planejamento financeiros visam a:

Esta atividade se apoia fortemente em demonstrações financeiras
baseadas em regime de competência, porém o foco está em avaliar
os fluxos de caixa futuros e, assim, desenvolver planos que
assegurem uma estabilidade financeira adequada e que de apoio às
metas da empresa.

Decisões Financeiras e Áreas de Atuação
A função financeira de uma empresa pode ser realizada por uma
única pessoa ou um grupo de pessoas, que normalmente são
divididas em cargos diferenciados conforme seu nível hierárquico, tais
como: vice-presidente de finanças, diretor tesoureiro, controller e
gerente financeiro, que pode ser denominado simplesmente como
administrador financeiro.
É comum nas pequenas e médias empresas as atividades financeiras
serem de responsabilidade de um dos sócios e nas grandes empresas
existir uma divisão de acordo com sua hierarquia como citado acima.
Veja a figura abaixo:
Figura 8 – Visão Financeira da estrutura de uma sociedade por ações

Fonte: Do autor
Quadro 4 – Funções Financeiras
Fonte: Do autor
Suas principais atribuições podem ser visualizadas no quadro abaixo:
Quadro 5 – Atribuições das funções financeiras
Tudo bem até aqui? Depois de ter compreendido o que é
administração financeira você vai saber agora quais são suas
principais áreas de atuação das finanças para compreender mais
adiante suas algumas funções especificas.
No mercado financeiro podemos perceber que há diversas áreas em
que o administrador financeiro pode atuar, sendo as mais comuns:
Quadro 6 – Áreas de Atuação

Fonte: Do autor
Como vocês puderam perceber, as finanças estão presentes nas
empresas como um todo, em todas as áreas, e o seu gerenciamento
eficaz é extremamente importante para o alcance dos resultados
almejados.
O administrador financeiro lida com o capital da empresa, que é um
recurso essencial da organização, portanto, as decisões tomadas
indicarão o sucesso ou o fracasso da mesma. Desta forma, este
profissional atua em diversas funções ou cargos bem específicos, a
seguir vamos analisar os principais: