D iretrizes

Bioética necessários ao diagnóstico e tratamento Clínica Médica
da infecção pelo HIV em gestantes, bem

PREVENÇÃO DA
como assistência ao pré-natal, parto,
puerpério e atendimento ao recém- CETOACIDOSE
TRANSMISSÃO nascido.
Comentário
DIABÉTICA:
VERTICAL DO HIV A transmissão do vírus da imuno- CONSIDERAÇÕES
ficiência humana (HIV) da mãe para a
Recentemente, o Conselho Regional criança determina uma infecção crônica SOBRE O
e fatal, que agora pode ser prevenida
de Medicina do Estado de São Paulo,
considerando “a gravidade da infecção com a utilização de adequada terapêuti- TRATAMENTO
pelo HIV e AIDS no Brasil... destacando- ca anti-retroviral; os índices de trans-
A American Diabetes Association pro-
se a crescente feminização da epidemia”, missão mãe-criança, que sem tratamen-
põe dois esquemas de insulinoterapia para
bem como “as altas taxas de transmissão to são superiores a 20%, podem ser
o tratamento da cetoacidose diabética, um
vertical do HIV no país, apesar da dis- reduzidos a 2% ou menos, quando a deles usando insulina endovenosa (EV) na
ponibilização de tratamento gratuitos às carga viral materna é diminuída a níveis dose de 0,1 unidade / kg peso/hora com
gestantes na rede pública, incluindo o indetectáveis por terapêutica anti-re- ajuste conforme resposta da glicemia: do-
acesso aos medicamentos anti-retrovi- troviral agressiva, ou quando a profilaxia brando a taxa de infusão quando a glicemia
rais” e, finalmente, “a comprovada eficá- com zidovudina é combinada com a re- diminuir em velocidade menor que 50-70
cia do tratamento anti-retroviral durante alização de cesariana eletiva2. Por isso, a mg/dl/hora e diminuindo esta infusão quan-
a gravidez, o trabalho de parto e as pri- Resolução do CREMESP é importante: do a queda da glicemia for maior que 70 mg/
meiras semanas de vida, o que permite não é admissível, hoje, que os médicos dl. Outro esquema adotado pela mesma
redução significativa do risco de um re- deixem de fazer o diagnóstico de infec- Associação preconiza o uso de insulina re-
cém-nascido contrair o vírus HIV de uma ção materna e de adotar condutas tera- gular IM ou subcutânea (SC): bolo inicial de
gestante soropositiva”, editou a seguinte pêuticas adequadas, capazes de impedir 0,4 unidades/Kg (metade dessa dose inicial
Resolução1: quase completamente a transmissão em bolo EV e metade via IM ou SC) e depois
Artigo 1º - É dever do médico solicitar à vertical do HIV. mantendo dose de 0,1 unidade/Kg/hora IM
mulher, durante o acompanhamento Resoluções dos Conselhos de Medici- ou SC, observando a taxa de queda da
pré-natal, a realização do exame para na, por si só, não mudam a conduta dos glicemia, que deve ser mantida entre 50 e
detecção do HIV, com aconselhamento médicos; seu papel educativo, porém, é 70 mg/dl/hora. Quando a glicemia chegar a
pré e pós-teste, resguardado o sigilo indiscutível. níveis menores que 250 mg/dl, o pH arterial
profissional. for maior que 7,30, o bicarbonato arterial
Artigo 2º - É dever do médico fazer constar GABRIEL W OLF O SELKA tiver valores maiores que 18 mEq/l e os
no prontuário médico a informação de que corpos cetônicos diminuírem, considera-se
o exame anti-HIV foi solicitado, bem como Referências que ocorreu a reversão do quadro de
o consentimento ou a negativa da mulher 1. Resolução CREMESP nº 95, de 14/ cetoacidose e o controle passa a ser realiza-
em realizar o exame. 11/00, publicada no Diário Oficial do do com insulina Regular (SC) de 4 em 4
Artigo 3º - Os serviços e instituições de Estado, secção I, nº 223, de 22/11/00. horas conforme glicemia capilar, e a prescri-
saúde, públicos e privados, devem pro- p. 48. ção do dia seguinte utilizará insulina NPH
porcionar condições para o exercício 2. Mofenson LM. Perinatal expusure to com 2/3 da dose total de insulina regular no
profissional, disponibilizando exames, zidovudine – benefits and risks. N Engl J dia anterior ou de 0,6/U/Kg de peso. A
medicamentos e outros procedimentos Med 2000; 343: 803-5. reposição de potássio é importante, pois o
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Morris LR. estiver dentro da normalidade. es- ser realizada se sua concentração sérica NO TRAUMA DE pecialmente de nódulos solitários. A experiência do Serviço de Emer. R Rasslan S. o emprego de toracotomias para diagnóstico de doença pleuropulmonar. for- patients with diabetes mellitus (Technical mento ou de escape de ar e o seu tratamento. 47(4): 269-95 285 . Lancet 1973: diagnóstico. Umpierrez GE. O cuidado na tamento imediato. ou nenhuma morbidade2. Rev Col Bras Cir 1993. Comentário TÓRAX Entre as grandes vantagens desse método No Pronto Socorro do Hospital das estão a pouca agressividade. nos últimos anos. Diabetes Care 2001. evitando-se assistência médica. fonte de sangra.D iretrizes potássio corporal total estará diminuído. Management of hyperglycemic crises in nóstico precoce de uma lesão. glicose no sangue e a hidratação com ob. condição que exclui 1. servação clínica cuidadosa tendem a evitar toracospia. Rev porque a mortalidade da condição declinou ferimentos toracoabdominais. diminui consideravelmente. assim um traumatismo maior para o doente. com atuando na prevenção e promoção da saú- 4. significativas na alocação de recursos. Rev Ass Med Brasil 2001. ma de Agentes Comunitários de Saúde 2. 24:131-53. gência da Santa Casa de São Paulo. American Diabetes Association: Hyper. ma de pagamento de serviços e modelo de Review). A videocirurgia no velocidade de diminuição das taxas de qualquer tipo de exame. Kitabchi AE. R ODRIGO A NTONIO B RANDÃO N ETO constituem os eventuais grupos que pode. procedimento é eficaz e apresenta pouca demanda e toda uma reorganização dos toacidosis. Dorgan Neto. percebida. o nível de Com o desenvolvimento da videotora- potássio pode estar aumentado no meio intravascular. doentes estáveis com hemotórax ou hemo-pneumotórax. inclusive a video. Ann Int Med 1986 . vêm tus. Clínica Cirúrgica Comentário entretanto. 24: 154-61. A condição fundamental para indicação dade de emergência. da videotoracoscopia no trauma torácico é ROBERTO S AAD J ÚNIOR quado normalmente reverte a condição em a estabilidade hemodinâmica. sem a realização da toracotomia. permite-nos concluir que o de e estão provocando a antecipação da Bicarbonate therapy in severe diabetic ke. 20:111. Turner RC. ferimentos transfixantes do mediastino ou então porta. devido à acidose. PROGRAMA DE 1. as complicações do tratamento e explicam Videotoracoscopia no trauma de tórax.portanto. Kitabchi AE. Col Bras Cir 2001. vem causando alterações et al. Portanto. Sem este método O Programa de Saúde da Família (PSF) treatment of diabetic coma. de 1994.105 : 836-40. Pouco são os relatos de ÉaexperiênciadoServiçodeEmergênciada terapia endovenosa exige na monitorização suaaplicaçãoe. Hockaday TD. Murphy MB. serviços de saúde. trauma de tórax. portanto a reposição só deve V IDEOTORACOSCOPIA coscopia. Murphy MB. toracotomia nos casos eletivos e nas urgências. possíveis de serem realizados em uma uni. 28:3-8. Referências tempo médio de 4 a 7 horas. V Saad Jr. cuidados estes nem sempre e sua indicação não estão bem estabelecidas1 aquilatar seu valor em várias oportunidades. Os objetivos deste procedimento são: diag. insulina EV e pelo maior cuidado que a titui um campo aberto. O PACS e o PSF apre- 3. (PACS) de 1991. Diabetes Care 2001. Economia da Saúde AUGUSTO SCALABRINI N ETO rão beneficiar-se da videotoracoscopia. nestes casos. nos ferimentos da transição toracoabdominal SAÚDE DA FAMÍLIA Small doses of intramuscular insulin in the em doentes assintomáticos.apadronizaçãotécnica Santa Casa de São Paulo que nos permitiu do paciente. Saad Jr R e Rasslan S. vor da população carente no país. Referências A videocirurgia é de fundamental importân- cia para o diagnóstico de lesões do diafragma. desenvolvido a partir do Progra- 515-522. a lesão passará des. Alberti KG. O tratamento ade. 52 doentes. 2. dores de corpos estranhos intrapleurais. Os doentes instáveis evidentemente requerem um tra. sentam uma discriminação positiva em fa- glicemic crises in patients with diabetes melli. a possibilidade de Clínicas /FMUSP utilizamos insulina regular O emprego da videocirurgia no diagnóstico diagnóstico preciso e terapêutica adequada sem IM devido à eficácia comparável ao uso de e tratamento dos traumatismos torácicos cons.

24. o ex. 2 mostrou que usuárias acima de 65 anos. a racionalização dos custos. com história de infarto do mio- atingir a população brasileira carente e saúde. 47(4): 269-95 .abep. tanto. Lima LD. na dose de um modelo de assistência à saúde para 2. enfermeiro. Mais da metade da popu. Médico de família. mente dos estudos observacionais prévios. afirma Monique Bourget4.”. de forma não zar os gastos públicos com saúde e. 2001. Ceará e Minas Ge. e a médica de famí- lia Monique Bourget discutiram os avan- RECOMENDAÇÕES famílias e recebe de R$ 28. Mas. Os debatedores DA AMERICAN 54.. a American Heart desta forma.. Anais de Demografia Brasileira. Population Conference. apre- lação brasileira apresentava renda fami. Rubens Kon.000. Carmo comparado ao placebo. 22% e 13% da população em todo mundo. Kilsztajn S. 24.mimeo). diferente- program in Brazil.5mg/dia). Em função disso. o coordenador 4. já apresentavam um grau de que está acumulado. MS.. na dose de 0. Brasília. de medroxi-progesterona (AMP. automa- rais.00 por agente comunitário)1. princípio. Mas a distribuição geográfi.500. 4: 20-8. 3 O PSF classes de renda. atingiram 12% em 2000. Family health destinados para o Atendimento Am. Disponível: http://www. 2001. associação estrogênio conjugado eqüino Comentário neral Population Conference. Informações de 2. objetivando a prevenção secundária da S AMUEL K ILSZTAJN participação destes programas nos re. Gasto privado com saúde por ficativo da mortalidade ocorria no primeiro ano privados de saúde em 1998. Sal. O PSF está sendo apresentado como (ECE. Gilson Carvalho.br/tabnet/ dências angiográficas de coronariopatia. Entre- SOBRE TERAPÊUTICA 10 milhões. doença cardiovascular (DCV) tem propiciado cursos do SUS. http://tabnet. “Pode ser que ra. sentavam aumento da mortalidade. o PACS cobria mais de onalizar o uso da tecnologia. ampliar e melhorar a assis. das refe- 26 milhões de brasileiros e o PSF quase rências. Rio de Janeiro.htm. O PACS/PSF.br. Insti. Camara MB. PREVENÇÃO cobertura do PSF respectivamente de cionalizando o custo se consiga atender 31%. inúmeras polêmicas. 1) a TRH não deve ser iniciada para a preven- 286 Rev Ass Med Brasil 2001.00 do SUS por ano (além de R$ acreditam que o PSF conseguirá dimi- 1. HEART ASSOCIATION ASSOCIATION junho de 2000. sição com estrogênio (TRE) após a meno- PSF pode ser avaliada pela evolução da pausa. Estrogen Replacement Study) que. 2001 1998. Ginecologia médico. porém. Association (AHA) resolveu se posicionar. Isto ocorreu principal- Referências presentavam 4% do total dos recursos mente após a publicação do HERS (Heart 1. Ser médico fessionals” com as seguintes recomendações: do Curso de Especialização em Saúde (CRMSP). não deverá ser acompanhada renciada.625mg/dia) com acetato Salvador . tência médica no Brasil. atinge em média cerca de 800 a 1000 de. primária de verdade. para fazer atenção SECUNDÁRIA cada um dos estados 2. Em nuir a demanda por especialistas e raci.datasus.gov. General de uso dos hormônios e no decorrer dos anos certamente tornará possível racionali. da hospitalização. que re.. vador. secretário nacional de Assistência à Saú- magem e 4 a 6 agentes comunitários. composto por da Família da USP. a DE REPOSIÇÃO ca do PACS/PSF ainda é bastante dife. o custo não vai ser A decisão de se utilizar a terapia de repo- A importância crescente do PACS/ menor. revascularização coronariana ou evi- de alto risco. da (texto apresentado e distribuído no Ge. Alagoas. responsáveis por 50% da popula- ção coberta pelo PSF no Brasil em junho ticamente abre-se uma porta para tudo CLIMATÉRIO E de 2000. 2001. pela redução do custo da saúde porque HORMONAL NO quando se dá atenção primária. tabnet. 2001. quando liar per capita inferior a 1 salário mínimo 3. 2001. etc.D iretrizes Cada grupo do PSF. Ministério da Saúde. significativa. In: IUSSP. bulatorial e para a Atenção Básica em tuto de Medicina Social/UERJ. auxiliar de enfer.00 a R$ ços e desafios do PSF.000. CD-ROM 16p. seguintes reduzia-se.org. Viana ALD. Campinas: ABEP. Esse incremento signi- e 76% não estavam cobertas por planos MSN. Disponível: cardio. emitindo um “Statement for Healthcare Pro- Em recente debate.

Em outras pala- 65 anos) e não-climatéricas. apresenta algumas limitações. tiprofissional que assessora a gestante. randomizado e controlado com que geralmente ocasiona a transformação A mortalidade materna. não bastasse. A reintro. é prudente que se descontinue o dimento e amparados por berçários de qua- uso da TRH ou que se considere a profilaxia do tromboembolismo venoso. que de fato ocorreu no primeiro trabalho que abrange todo o Estado. para que realmente outros tipos de esteróides. no contexto placebo. 47(4): 269-95 287 . O avanços tecnológicos na área da saú- lizada. Na cidade de São Paulo. quanto menor for a razão de mortali- miante foi mais prescrito no grupo placebo. Deve-se evitar a alta do pré-natal. doenças. Isso sam o atendimento da população mais ca- ano de uso do hormônio. 104:499-503. com doses de 50% a 60%1. em relação ao grupo usuário de hormô. portante a existência de Comitês de Morta. estruturado. à primeira vista. As normas sugeridas vi- bolismo. MORTALIDADE proceder a uma admissão supervisionada e Comentário mais coerente. saúde. de um caso normal em um caso complica- mundial. Como se isto distintas e por outras vias com o intuito de continentais. com lidade Materna com a função de identificar certeza predispondo ao agravamento das JOSÉ MENDES ALDRIGHI ANTONIO DE P ÁDUA M ANSUR os problemas regionais e estabelecer medi. é im. Herrington DM. NORMAS PARA lidade. 3) caso uma mu. Association. entre- ser seguido.8 óbitos maternos por foi considerada alta para este grupo etário. de uma enorme vontade política se considere as limitações do HERS e que de Materna mais atuantes. Porém. que já estavam em uso por longo Hormone replacement therapy and car. com realidades distintas. Comentário melhor a qualidade de saúde disponibi- de. Em um país de dimensões surtam o efeito desejado. uma reciclagem constante da equipe mul- 100. citam-se: 1) a população estudada do. evitando-se grandes deslo- ofertado a uma população. camentos para a realização da consulta de vras. En. a nutrição da nossa popula- melhor aclarar esta questão. MATERNA grinação da gestante por vários serviços2. dade materna (RMM) de uma localidade. O atendimento à gestante deve ser avaliar a qualidade do serviço de saúde era composta de mulheres idosas (acima de regionalizado. ços devem garantir uma referência para o cessite permanecer imobilizada na vigência Obstetrícia parto. A RMM declarada para o Brasil em nios. apesar de ser um estudo pros. de serem executadas. 2) o hipolipe. que o atendimento seja feito de forma dig- ral) possuem Comitês de Mortalidade Ma- gênios e 5) o estrogênio usado por via oral na. 2001. Circulation. deve se basear nos benefícios e diovascular disease. et al. acompanhando-se a gestante semanalmen- dução da TRH deve se basear nos benefíci- os e riscos estabelecidos não-coronarianos. cos para serviços de alto-risco. Dependem. parecem simples o “Statement” da AHA é oportuno e deve do que a divulgada. somente 4) a adição do progestogênio poderia redu. como um planejamento familiar bem tempo.000 nascidos vivos. Diminuir a mortalidade mater- C LAUDIA M ARIA S ANTOS A LDRIGHI das apropriadas para saná-los. é fundamental que onde existe um dos Comitês de Mortalida. entretanto. Estes servi- lher desenvolva um evento agudo ou ne. tanto. vel a implantação de medidas básicas de DCV. em hospitais equipados para tal aten- da TRH. Collis P. REDUÇÃO DA te até a vigência do parto. É fundamental 1998 foi de 65. para 11 das 27 capitais (incluído o Distrito Fede- zir os efeitos cardioprotetores dos estro. com drenagem de casos patológi- preferência da paciente. 2) a decisão para continuar Referência redução adequada da RMM é imprescindí- ou suspender a TRH em mulheres com Mosca L. visando a redução da pere- O HERS. Entendemos que significa dizer que esta razão é bem maior rente e. ção é deficiente e mal-orientada. apenas o Comitê do Paraná executa um nologia de ponta. Para uma na é um trabalho árduo e sem resultados Rev Ass Med Brasil 2001. e propiciou o maior risco de tromboem.D iretrizes ção secundária. Os hospitais que atendem as gestantes sem patologia devem bem como na preferência da paciente. pré-natal e do parto. verifica-se uma agregada a uma mobilização da classe médi- novos estudos devam ser realizados com subnotificação do óbito materno em torno ca como um todo. 3) a dose de estrogênio prescrita de não param de acontecer. é utilizada como parâmetro para se tre elas. o que poderia explicar a menor mortalida. amparada por conhecimentos e tec- terna atuantes ou em fase de implantação. um pré-natal consciente e co- riscos estabelecidos não-coronarianos e na thcare professionals from the American Heart erente. A statement for heal. o pectivo.

induzida por GH ABRASCO. 47(4): 269-95 . condições que podem. Em Ao lado da análise sobre a segurança de conversão a cortisona. A possibilidade de condições específicas em que se esteja con- seu uso em crianças. Interação com outros hormônios – O gravemente enfermos tratados com altas doses de GH. Parcialmente. São incertas as implicações (se é Cada vez mais tem havido indicações do de diabéticos em uso de GH deve seguir que há) dessas elevações e isto deve ser para o uso de GH em pacientes adultos que 288 Rev Ass Med Brasil 2001. vem ser implementadas nos pacientes rece- e dependente de dose. cia que tal fato associe-se à reposição com especialmente nas fases iniciais do uso do 2. Pode também reduzir a biodis. Em dois estudos controla- GH aumenta a conversão de T4 a T3 e PARTE I pode desmascarar um hipotireoidismo inci- dos por placebo. mas não há evidên- Obstet 1998. Vega CEP. siderando o tratamento farmacológico. aumentando sua deve ser considerado farmacológico. Redução de dose no caso de Aspectos de segurança em tratamento sintomas persistentes deve ser considera. insuficiência cardíaca congestiva. porém de suma importância as recomendações usuais. envolvendo 522 pacien- tes. Maternidade: dilema entre GH. Estudo da morta. automaticamente extrapolados para outras glicêmico seja avaliado em todos os pacien. do tratamento com GH. O exame de fundo de olho deve ser mos as dosagens de lipoproteínas como um C ARLOS E DUARDO P EREIRA VEGA periodicamente realizado e. 1995. Não recomenda- to. DM lação normal. pecialmente recorrência de tumor) em durante o ano de 1996. Marcus PAF. Pediatria ocorrência. Tanaka ACA. Rev Bras Ginecol Retenção de fluidos – Pode ocorrer. ram altas doses de GH não podem ser lina. proteínas. monitorizados quanto à função tireoideana. Dessa for. com monito. A evolução negativa observada em em adultos hipopituitários e as ações meta. pituitário em reposição de GH. de- çou-se sobre os aspectos de segurança com rada durante a terapia. Referências motivo de descontinuação do uso de GH. A substituição de GH no neficiar-se deste tipo de uso. – tem sido documentada uma incidência Boyaciyan K. vascular deve seguir os padrões para popu. Come ntário Comentário contra-indicações do uso de GH. Recomenda-se que o metabolismo ma. o Risco de câncer e recorrência de tumor 1. guns aspectos do uso do hormônio (GH) e O GH pode diminuir a concentração de Tratamentos farmacológicos com GH – verificar se algumas preocupações com sua cortisol total diminuindo a globulina ligadora Qualquer tratamento com GH que não seja utilização encontram respaldo na literatura (CBG). isto reflete a normaliza- nascimento e morte. As recomendações usuais para pre- GH. a Sociedade debru. história clínica e exame físico são capazes de identificar tal bendo GH. adultos hipopituitários. Barbosa SA.D iretrizes imediatos. vem ser coletados dados de segurança e o uso do GH em adultos. de substituição em pacientes deficientes especializada. se bem que procedimento rotineiro em pacientes uma retinopatia não-proliferativa não seja hipopituitários. antes e após substituição com GH. ou tolerância a glicose alterada não são adulto aumenta os níveis séricos de lipo. uma insuficiência adrenal deve ser conside. Peso. demonstrou-se que a mortalidade au- A Sociedade de Pesquisa em Hormônio piente. farmacológico de GH em adultos – Uso de HORMÔNIO DO da. mo se estivéssemos testando uma nova de diabetes mellitus (DM) está aumentada vascular observada na acromegalia ativa não droga. rização intensificada no início do tratamen. desenvolvimento de retinopatia prolifera. pesado contra os benefícios da instituição para o bem-estar de nossa população. pode ser extrapolada para o adulto hipo. pacientes em terapia intensiva que recebe- bólicas do GH incluem antagonismo à insu. 20:395-403. eventualmente. be- tes. Pazero LC. O cuida. Função cardíaca e lipoproteínas – A protocolos devem ser desenvolvidos. a monitorização da função cardio. recebeu GH. Todos os pacientes devem ser mentou de 19% para 42% no grupo que de Crescimento reuniu-se para avaliar al. co- Metabolismo da glicose – A prevalência prevalência aumentada de doença cardio. São Paulo: Hucitec. ponibilidade de cortisol. venção de câncer e detecção precoce de- ção da hidratação tecidual. Cuidado especial em pacientes com Terapia Intensiva – Estudos demonstram que a mortalidade dobra em pacientes CRESCIMENTO . tiva exige a suspensão do uso do hormônio aumentada de certas doenças malignas (es- lidade materna no Município de São Paulo de crescimento.

o www. com o tempo de isquemia que. perfusão distal. quando o paciente tem outras lesões com Referência palmente por acidentes automobilísticos. 2) a radiogra.000 mortes por 5) o reparo imediato da lesão é preferível ano nos Estados Unidos. ou o paciente é de alto risco cirúrgico. desvio do novas técnicas multislice. os achados mais signifi. produziram seu GH breviver se a lesão for diagnosticada e controle medicamentoso da pressão arteri- nessa fase de crescimento. of blunt aortic injury. deve ser o menor possível. é a maneira de statement from the Growth Hormone ções adicionais. abordados pela Sociedade de Pesquisa em experiência no tratamento destas lesões. pectivos com dados confiáveis: 1) a possibi. bém um exame sensível e específico. A grande maioria dos pacientes te. não dis. Em pulmonar. 3) a aortografia tem alta sensibi. Os cuidados a tratada rápida e eficazmente. são altamente promissores. the Surgery of Trauma. tais como a necessi. risco imediato de vida. Rev Ass Med Brasil 2001. interescapular deve desencadear investigação de neoplasias e. Comentário tical evaluation of the safety of recombinant fia de tórax é um bom exame de triagem. mecanismo de trauma.org. Guidelines for the diagnosis and management atropelamentos. especificidade e acuidade. indepen. trospectivas ou em revisão de banco de dados: conta. pomos de nível I de evidência para estabe. NívelIIIdeevidência: Asseguintesrecomen- GH e abertas quanto a doses farmaco. o rápido avanço das técnicas de NA RUPTURA teste útil. Disponível: tem morte instantânea. Nestes casos.east. Como ne. ou retros. botão aórtico pouco definido. a técnica helicoidal ou TRAUMÁTICA DA espiral tem valor preditivo negativo extre- vavelmente assumirão papel prioritário no tratamento destas lesões. mento desta lesão de alta letalidade. Um alto índice de suspeita. R UY J ORGE C RUZ J R ponsável por cerca de 8. 2) o eco transesogágico é tam- o seguimento dos pacientes. reparo deve ser retardado. virtude da raridade dos pacientes que che- DIAGNÓSTICO lidade.D iretrizes foram crianças que cresceram normalmen. porém ções periódicas com o intuito de se detectar Nível II de evidência: As recomendações requer disponibilidade. que permitem brônquio fonte esquerdo ou de sonda tomografias de excelente qualidade em Medicina Baseada em Evidências nasogástrica e opacificação da janela aorto. Cri. causadas princi. J. extremamente importante. treinamento e experi- alterações que podem levar à suspensão da listadas a seguir são baseadas em estudos ência do examinador. por conseqüência. 2000. que chegam vivos ao hospital podem so. segundos. LUIZ F RANCISCO P OLI DE FIGUEIREDO A ruptura traumática da aorta é res. reservan. randomizado. dente da direção do impacto. As 2001. melhor conduzido com alguma técnica de por exemplo) nunca deve ser esquecido. AORTA TORÁCICA mamente elevado e pode ser usada isolada- mente para excluir lesão da aorta. D URVAL D AMIANI lidade de lesão traumática da aorta deve ser principalmente a paraplegia. al deve ser realizado até que a cirurgia possa serem tomados em tais pacientes são bem nhum centro de trauma possui enorme ser realizada. cantes incluem alargamento do mediastino. complicações neurológicas. 86:1868-70. Eastern Association for torácicos. quedas e esmagamentos dade de craniotomia ou laparotomia urgen. as diretrizes propostas são baseadas nas dações são baseadas em séries de casos re- lógicas devem ser tomados em sua devida evidências atualmente disponíveis. lecer uma conduta padrão. Referência dos em colisões automobilísticas. prospectivos não-comparativos. 3) o reparo da lesão é medicação (como retinopatia proliferativa. rapidamente realizar o diagnóstico e trata- Research Society. têm correlação considerada em todos os pacientes envolvi. 4) tomografia computadorizada é um to isso. do-se a angiografia para exames duvidosos. baseado no human Growth Hormone administration: determinando a necessidade de investiga. Clin Endocrinol Metab. Alguns “mitos” têm sido derrubados. sendo considerada o exame-padrão contra qual as gam vivos. o papel das técnicas de perfu- são distal deve ser determinado em estu- E CONDUTA outras modalidades devem ser compara. Growth Hormone Research Society. 47(4): 269-95 289 . tanto como triagem como para o reparo com próteses endovasculares pro- diagnóstico da lesão. o te e. com avalia. Enquan- das. portanto. Os 10% a15% por idade avançada ou comorbidades. dos multicêntricos prospectivos. Nível I de evidência: Como não há estudo 1) a presença de pseudo coartação ou sopro como a contra-indicação do GH em casos clínico prospectivo. subseqüente.