Farmácia para Concursos

Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Cá Cardoso

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Código de Ética da Profissão Farmacêutica
Professora: Cá Cardoso

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Caro(a) farmacêutico (a),

É com grande satisfação que inicio o Curso Regular de Farmácia para concursos
públicos!

Antes de falar sobre o curso, gostaria de me apresentar. Sou a professora Cá
Cardoso, Farmacêutica e Bioquímica, formada pela Universidade Federal de São
Paulo. Iniciei minha preparação para concursos ainda quando era graduanda,
tendo obtido aprovações nas primeiras colocações e convocações em uma série
de concursos de nível médio, entre eles para a FURP (Fundação para o Remédio
Popular), UNIFESP, SP-Prev, SEE-SP, entre outros. Após formada, também
logrei êxito em diversos concursos e seleções para Farmacêutica, entre eles:
Autarquia Hospitalar de SP, Residências Multiprofissionais (1º lugar) e
Prefeitura de Diadema (1º lugar).

Em 2013, passei a atuar como professora para concursos públicos lecionando as
disciplinas de SUS e específicas de Farmácia. Desde então, produzi uma série
de cursos online, tendo a felicidade de acompanhar a aprovação de diversos
alunos!

Bom, agora que me já me apresentei, vamos ao que interessa: o conteúdo de
nosso curso. Neste curso regular abordaremos as disciplinas mais cobradas em
concursos públicos para Farmacêuticos: Legislação Farmacêutica, Farmácia
Hospitalar/Assistência Farmacêutica, Farmacologia e Farmacotécnica.

Deixo claro que nosso foco será para CONCURSOS! Sendo assim, os assuntos
serão tratados de maneira direcionados para provas.

Ao longo das aulas, farei uso de uma série de esquemas gráficos, de forma a
proporcionar a você um melhor entendimento e memorização sobre os diversos
temas. Além disso, sinalizarei as principais “pegadinhas” de prova e os
principais temas cobrados dentro de cada disciplina.

E, então? Vamos começar?

Bons estudos!
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Aula Conteúdo Programático Data

00 Código de Ética da Profissão Farmacêutica – Resolução 596/14

01 Política Nacional de Medicamentos (Portaria 3916/98)

02 Portaria 344/98 e RDC 6/2014

03 Lei 9.782/99

04 Lei 5.991/73 e Decreto 74.170/74

05 Lei 3.820/60 e Decreto 85.878/81
Conceito, Objetivos, Diretrizes, Atribuições e Estrutura Física da
06
Farmácia Hospitalar
07 Sistemas de Distribuição de Medicamentos

08 Seleção e Padronização de Medicamentos
Normalização, e aquisição de medicamentos- Noções Básicas
09
da Lei 8.666/93-
Planejamento e Controle de estoque de medicamentos e
10
correlatos – CMM, T.A., E.S., Curva ABC, P.R
11 Controle de Infecção Hospitalar
Farmacocinética: absorção, distribuição, metabolização e
12 eliminação de fármacos. Conceitos de Biequivalência e
Biodisponibilidade
13 Fármacos que agem no Sistema Nervoso Autônomo

14 Fármacos que agem no SNC: Sedativos e Hipinóticos
Fármacos que agem no SNC: Anestésicos Gerais e Locais e
15
bloqueadores da Junção Neuromuscular
16 Fármacos que agem no SNC: Antiepiléticos e Antidepressivos
Fármacos que agem no SNC: Antipissicóticos e anti-
17
parkinsonianos
Fármacos que agem no Sistema Cardiovascular: Anti-
18
Hipertensivos, diuréticos, anti-arrítmicos e cardiotônicos
Fármacos anti-diabéticos, insulinas e fármacos que atuam nas
19
dislipidemias
20 Fármacos que atuam no Sistema Gástrico

21 AINES e AIES

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22 Fármacos Antibacterianos I

23 Fármacos Antibacterianos II

24 Fármacos Antivirais

25 Fármacos Antineoplásicos

26 Formas Farmacêuticas I

27 Formas Farmacêuticas II

28 Formas Farmacêuticas III
Manipulação de medicamentos: Preparo. Conceitos de
29
concentração, molaridade e normalidade

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1. INTRODUÇÃO

Neste primeiro módulo, trabalharemos as principais Legislações cobradas em concursos
público. E quando o assunto é legislação, não tem por onde fugir: é preciso a LEITURA
INTEGRAL. Para que a leitura se torne mais agradável e para facilitar seu entendimento
sobre os temas, as legislações deste curso serão apresentadas na forma de esquemas
gráfico. Além disso, ao longo das leis, farei comentários dos temas mais relevantes e
sinalizarei os temas mais cobrados em provas de concursos

Nesta primeira aula, abordaremos o Código de ética da profissão Farmacêutica.
A Resolução 596/14 do Conselho Federal de Farmácia substitui as Resoluções 417/04,
418/04 e 461/07, as quais foram revogadas, e que tratavam respectivamente do Código
de Ética, Código de Processo ético e Infrações e sanções. Sendo assim, esta resolução
está dividida em 3 Anexos, que tratam dos temas citados.

O Anexo I trata do Código de Ética. Abaixo as principais mudanças, para concursos, em
comparação com a RDC 417/04
 O prazo para comunicação ao CRF, quando o farmacêutico for se ausentar
temporariamente e não houver outro que o substitua, para situações que podem ser
agendadas (cursos, congressos, atividades administrativas) passou de 1 dia antes
(RDC 417/04) para 48 horas antes.
 Inclusão de direitos, tais como, direito de ser fiscalizado por outro farmacêutico,
decidir pelo aviamento da prescrição ou não, entre outros.
 Inclusão de deveres, tais como, comunicar ao Conselho Regional de Farmácia, em
5 (cinco) dias, o encerramento de seu vínculo profissional de qualquer natureza,
recusar o recebimento de mercadorias ou produtos sem rastreabilidade de sua
origem, sem nota fiscal ou em desacordo com a legislação vigente, entre outros
 Inclusão de proibições, tais como permitir que terceiros tenham acesso a senhas
pessoal utilizadas em sistemas informatizados e inerentes à sua atividade
profissional, entre outras
Trabalharemos agora o anexo I, na íntegra. Vamos lá?

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ANEXO I

CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA

PREÂMBULO

 O Conselho Federal de Farmácia, pessoa jurídica de direito público e classificado
como autarquia especial criada por lei,

é uma entidade fiscalizadora do exercício profissional e da ética farmacêutica no
país.

 O Código de Ética Farmacêutica contém as normas que devem ser observadas
pelos farmacêuticos e os demais inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia
no exercício do âmbito profissional respectivo, inclusive nas atividades relativas ao:

administração
ensino pesquisa de serviços de
saúde

bem como quaisquer outras atividades em que
se utilize o conhecimento advindo do estudo da
Farmácia, em prol do zelo pela saúde

 O farmacêutico é um profissional da saúde, cumprindo-lhe EXECUTAR:

• Todas as atividades inerentes ao âmbito profissional farmacêutico,
de modo a contribuir para a salvaguarda da saúde pública e, ainda
1

• Todas as ações de educação dirigidas à comunidade na promoção
da saúde.
2

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TÍTULO I
DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

CAPÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º -

O exercício da profissão farmacêutica, como todo exercício profissional, tem uma
dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor,

Cuja transgressão resultará em:
 sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia, após
apuração pelas suas Comissões de Ética,
 observado o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa
 independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País.

Art. 2° - O farmacêutico atuará sempre com o maior RESPEITO:

à vida humana ao meio ambiente à liberdade de
consciência

Nas situações de CONFLITO entre;

E os direitos e garantias
A ciência fundamentais previstos
na Constituição Federal.

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Ou seja, em caso de conflito entre a ciência e os direitos e garantias previstos na
Constituição Federal (a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o
transporte, o lazer, a segurança, entre outros), o farmacêutico deve agir com respeito à
vida humana, meio ambiente e liberdade de consciência.

Art. 3°

 A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada, em todos os seus atos, sem
qualquer discriminação:

pelo BENEFÍCIO ao ser humano,
ao meio ambiente,.

Pela RESPOSABILIDADE SOCIAL

Art. 4º

 Os farmacêuticos responde, individual ou solidariamente, ainda que por omissão pelos
ATOS:

que praticarem

que autorizarem no exercício da profissão.

que delegarem

Perceba que o farmacêutico não responde APENAS pelos atos que praticar, mas também
pelos que autorizar ou delegar a outros profissionais.

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Art. 5°

 O farmacêutico deve exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade, o
farmacêutico devendo:

o dispor de boas condições de trabalho e

o receber justa remuneração por seu desempenho.

Art. 6°

 O farmacêutico deve:
o ZELAR pelo perfeito desempenho ético da Farmácia
o mantendo prestígio e o elevado conceito da sua profissão

Art. 7°

 O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e
científicos:

o para aperfeiçoar, de forma contínua, o desempenho de sua atividade
profissional.

Art. 8°

 A profissão farmacêutica, NÃO pode ser exercida:
em qualquer circunstância  sobrepondo-se à promoção, prevenção e
recuperação da saúde

 com fins meramente comercial.

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Art. 9°

 O trabalho do farmacêutico deve ser exercido com autonomia técnica:

sem a inadequada interferência de terceiros
tampouco com objetivo meramente de lucro
sem finalidade política ou religiosa
ou outra forma de exploração em desfavor da sociedade

Ora, o farmacêutico deve ter autonomia técnica, sem interferência de terceiros. Além disso,
suas atividades não devem objetivar meramente o lucro e não devem ter finalidade
religiosa ou política.

Art. 10
 O farmacêutico deve cumprir as disposições legais e regulamentares que regem a
prática profissional no país,

o sob pena de aplicação de sanções disciplinares e éticas regidas por este
regulamento.

Os capítulos II, III e IV tratam dos DIREITOS, DEVERES e PROIBIÇÕES. São temas
frequentemente cobrados em concursos e, geralmente, o que as bancas fazem é a troca
de conceitos. Ou seja: apresentar um direito como um dever; um dever como um direito;
uma proibição como dever, etc.
Por isso, muita a atenção para os capítulos a seguir!

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CAPÍTULO II
DOS DIREITOS

Art. 11 – É DIREITO do farmacêutico:

I. exercer a sua profissão sem qualquer discriminação, seja por motivo de:
o religião,
o etnia
o orientação sexual
o raça
o nacionalidade,
o idade
o condição social
o opinião política
o deficiência
o de qualquer outra natureza vedada por lei

II.

 Interagir com o profissional prescritor, quando necessário,

para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica,
observado o uso racional de medicamentos;

Perceba que a integração com o prescritor é um DIREITO e não um dever (como
muitas vezes é colocado em provas)

III. Exigir dos demais profissionais de saúde
 o cumprimento da legislação sanitária vigente,
 em especial quanto à legibilidade da prescrição;

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IV. RECUSAR-SE A EXERCER A PROFISSÃO em instituição pública ou privada:

 sem condições dignas de trabalho ou
 que possam prejudicar o usuário,

com direito a representação junto às autoridades sanitárias e profissionais,
contra a instituição;

V. OPOR-SE A EXERCER A PROFISSÃO, ou SUSPENDER A SUA ATIVIDADE, em
instituição pública ou privada:

 Sem remuneração ou
 Sem condições dignas de trabalho

ressalvadas as situações de urgência ou de emergência,

devendo comunicá-las imediatamente ao CRF e às
autoridades sanitárias e profissionais;

VI. NEGAR-SE A REALIZAR ATOS FARMACÊUTICOS que sejam contrários aos
ditames da ciência, da ética e da técnica,

comunicando o fato, quando for o caso:
 ao usuário,
 a outros profissionais envolvidos e
 ao respectivo Conselho Regional de Farmácia.

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VII
 ser fiscalizado no âmbito profissional e sanitário,

obrigatoriamente por FARMACÊUTICO;

VIII
 exercer sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços
que contrariem os ditames da legislação vigente;

IX
 ser valorizado e respeitado no exercício da profissão,

independentemente da função que exerce ou cargo que ocupe;

X
 ter acesso a todas as informações técnicas relacionadas:

ao seu local de trabalho E ao pleno exercício da profissão

XI
 DECIDIR, justificadamente, sobre o aviamento ou NÃO de qualquer prescrição,
 bem como fornecer as informações solicitadas pelo usuário;

XII
 NÃO SER LIMITADO, por disposição estatutária ou regimental de estabelecimento
farmacêutico, tampouco de instituição pública ou privada,

na escolha dos meios cientificamente reconhecidos a serem utilizados no
exercício da sua profissão.

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CAPÍTULO III
DOS DEVERES

Art. 12
 O farmacêutico

o durante o tempo em que permanecer inscrito em um CRF

o independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão,

DEVE

Perceba que os DEVERES estão relacionados à INSCRIÇÃO em um CRF e não ao
profissional estar em exercício ativo da profissão (trabalhando como farmacêutico) ou não.
Por exemplo, um farmacêutico pode estar desempregado, porém com sua inscrição ativa
no CRF. Ele continua tendo os deveres dispostos abaixo:

I. comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes:

fatos que caracterizem infringência:
o a este Código e
o às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas;
II. Dispor seus serviços profissionais ás autoridades constituídas, se solicitado, em caso
de:

conflito social catástrofe epidemia
interno

Ainda que SEM remuneração ou qualquer outra vantagem pessoal;

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Temos aqui as únicas hipóteses em que o farmacêutico deve prestar serviços SEM
remuneração: conflito interno social, catástrofe e epidemia.
É comum que bancas coloquem em provas que serviços prestados nesses casos devem
ser remunerados, o que está ERRADO.

III. exercer a profissão farmacêutica respeitando

os atos As diretrizes As normas técnicas

A legislação vigente

IV. respeitar o DIREITO DE DECISÃO do usuário sobre seu tratamento, sua própria
saúde e bem-estar,

o excetuando-se o usuário que, mediante:

laudo médico OU determinação judicial,

For considerado incapaz de:
 discernir sobre opções de tratamento e/ou
 decidir sobre sua própria saúde e bem-estar;

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V. comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes:

o a RECUSA em se submeter à prática de atividade contrária à lei ou
regulamento

o bem como a DESVINCULAÇÃO do cargo, função ou emprego

o motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da:
da profissão da saúde
pública;

VI. guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão,

excetuando-se os de dever legal, amparados pela legislação vigente, cujo dever
legal exija:
o comunicação,
o denúncia ou a quem de direito
o relato;

VII. Respeitar a vida humana, JAMAIS cooperando com ATOS que:

intencionalmente atentem contra ela ou

que coloquem em risco a integridade do ser humano ou da coletividade

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VIII. Assumir, com responsabilidade social, ética, sanitária, ambiental e educativa,

sua função na determinação de padrões desejáveis EM TODO ÃMBITO
PROFISSIONAL

IX. contribuir para a PROMOÇÃO DA SAÚDE individual e coletiva,

o principalmente no campo da prevenção,
o sobretudo quando, nessa área, desempenhar cargo ou função pública;

X. garantir ao usuário o acesso à informação independente sobre as práticas terapêuticas
oficialmente reconhecidas no país,
de modo a possibilitar a sua livre escolha

XI. selecionar, nos limites da lei, os colaboradores para atuarem no auxílio ao
exercício das suas atividades;

XII. denunciar às autoridades competentes:

o quaisquer formas agressão ao meio ambiente e

o riscos inerentes ao trabalho, que sejam prejudiciais à saúde e à vida;

XIII. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia, em 5 (cinco) dias

o encerramento de seu vínculo profissional de qualquer natureza,

independentemente de retenção de documentos pelo empregador

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XIV. RECUSAR o recebimento de mercadorias ou produtos:

sem rastreabilidade de sua origem

sem nota fiscal

em desacordo com a legislação vigente

XV. basear suas relações com os demais profissionais, farmacêuticos ou não:

na
no respeito
na urbanidade na liberdade independência
mútuo
de cada um

XVI.
 respeitar as normas éticas nacionais vigentes,
bem como
 proteger a vulnerabilidade dos envolvidos, ao participar de pesquisas envolvendo
seres humanos ou animais.

Art. 13
 O farmacêutico deve comunicar PREVIAMENTE ao CRF, por escrito, o afastamento
temporário de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade
técnica,

quando NÃO houver outro farmacêutico que, legalmente, o substitua.
ATENÇÃO: os prazos a seguir são muito cobrados:

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§ 1º
 Na hipótese de afastamento por motivo de::

doença Acidente pessoal

ou outro
óbito familiar imprevisível, a ser
avaliado pelo CRF

A comunicação formal e documentada deverá ocorrer em 5 (CINCO)
DIAS ÚTEIS após o fato
§ 2º

 Quando o afastamento ocorrer por motivo de:

férias congressos cursos de
aperfeiçoamento

atividades Outras atividades
administrativas previamente agendada

A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com
ANTECEDÊNCIA MÍNIMA de 48 HORAS

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Situações que podem ser
Situações IMPREVISTAS
AGENDADAS
(doença, acidente, morte
(férias, congressos, cursos,
familiar)
atividades administrativas)

5 dias depois 48 horas antes

CAPÍTULO III
DAS PROIBIÇÕES

Art. 14- É proibido ao farmacêutico:

I. participar de qualquer tipo de experiência, com fins:

bélicos
raciais ou
eugênicos

ou Pesquisa não aprovada por:
- Comitê de Ética em Pesquisa/Comissão Nacional de
Ética em Pesquisa (CEP/CONEP) ou
-Comissão de Ética no Uso de Animais;

II. exercer simultaneamente a Medicina;

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III. exercer atividade farmacêutica com fundamento em procedimento não reconhecido
pelo CFF;

IV. praticar ato profissional que cause dano físico, moral ou psicológico

que possa ser caracterizado como:

imperícia, Negligência ou imprudência

V.
 deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém
vínculo profissional, ou

 permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde
não exerça pessoal e efetivamente sua função;

VI. realizar, ou participar de atos fraudulentos em qualquer área da profissão
farmacêutica;

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eutanásia
VII. fornecer:

meio tortura,

instrumento Aborto ilegal
para induzir a prática
(ou dela participar) de: toxicomania
substância e/ou

conhecimento quaisquer outras
formas de procedimento
degradante ou cruel em
relação ao ser humano e
aos animais;;

VIII. produzir, fornecer, dispensar, ou permitir que seja dispensado:

meio instrumento substância e/ou conhecimento

medicamento ou fórmula ou especialidade farmacêutica,
magistral fracionada ou não

Que NÃO contenha:
 sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s),
 bem como suas respectivas quantidades,

Contrariando as normas legais e técnicas,

Excetuando-se a dispensação hospitalar interna, em
que poderá haver a codificação do medicamento que for
;
fracionado, sem, contudo, omitir o seu nome ou fórmula

IX. obstar, ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais;

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X.

ACEITAR REMUNERAÇÃO ABAIXO DO ESTABELECIDO COMO O PISO
SALARIAL, oriundo de acordo, ,convenção coletiva ou dissídios da categoria;

Lembre-se: aceitar remuneração abaixo do piso é PROIBIDO!

XI. declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar;

XII. aceitar ser:

perito
de qualquer processo ou quando houver interesse,
auditor
procedimento envolvimento pessoal ou
institucional;
relator

XIII. permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor

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XIV. exercer a profissão farmacêutica

quando estiver sob a sanção disciplinar de SUSPENSÃO;

XV.
o extrair,
o produzir,
o fabricar,
o transformar,
o beneficiar,
o preparar,
Medicamento
o distribuir,
o transportar,
o manipular, em contrariedade à
produto sujeito ao
o purificar, controle sanitário legislação vigente,
o fracionar,
o importar,
Substância
o exportar,
o embalar,
o reembalar,
o manter em depósito,
o expor,
o comercializar,
o dispensar ou
o entregar ao consumo

Ou permitir que tais práticas sejam realizadas

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XVI. exercer a profissão em estabelecimento NÃO registrado, cadastrado e licenciado
nos órgãos:

do exercício profissional;

de fiscalização sanitária

Na Junta Comercial

Na Secretaria de Fazenda da
localidade de seu funcionamento

XVII. aceitar a interferência de leigos:
o em seus trabalhos e
o em suas decisões de natureza profissional;

XVIII. delegar a outros profissionais atos ou atribuições EXCLUSIVOS da profissão
farmacêutica;

XIX. omitir-se e/ou acumpliciar-se:
o com os que exercem ilegalmente a Farmácia, ou
o com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos
relacionados à atividade farmacêutica, em qualquer das suas áreas de
abrangência;

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XX.
 assinar trabalhos realizados por outrem, alheio à sua:
o execução,
o orientação,
o supervisão ou
o fiscalização,

 ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico>
o que NÃO praticou ou
o do qual não participou efetivamente;

XXI. prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador

para desrespeitar a dignidade de subordinados;

XXII.
 pleitear, de forma DESLEAL, para si ou para outrem:

emprego

cargo ou exercidos por outro farmacêutico

função

 bem como praticar atos de concorrência desleal;

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XXIII.

Fornecer, dispensar ou ou permitir que sejam dispensados, sob qualquer forma

Substância, medicamento ou fármaco para uso diverso da indicação para
qual foi licenciado

salvo quando baseado em evidência ou mediante entendimento
formal com o prescritor;

XXIV. exercer atividade no âmbito da profissão farmacêutica em interação com outras
profissões, concedendo vantagem ou não aos demais profissionais habilitados para
DIRECIONAMENTO DE USUÁRIO,
visando ao interesse econômico e
ferindo o direito deste de escolher livremente o serviço e o profissional;

XXV. receber remuneração por serviços que NÃO tenha efetivamente prestado;

XXVI. coordenar, supervisionar, assessorar ou exercer a FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA ou
PROFISSIONAL quando

for sócio ou acionista de
qualquer categoria OU

for interessado por que forneça drogas, medicamentos, insumos
qualquer forma OU
farmacêuticos e correlatos, laboratórios,
distribuidoras, indústrias,.
prestar serviços a empresa
ou estabelecimento

Com ou SEM vínculo empregatício

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XXVII. submeter-se a fins meramente mercantilistas
o que venham a comprometer o seu desempenho técnico,
o em prejuízo da sua atividade profissional;

XXVIII. deixar de obter de participante de pesquisa ou de seu representante legal o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para sua realização envolvendo
seres humanos,

após as devidas explicações sobre a sua natureza e as suas consequências;

XXIX. utilizar-se de conhecimentos da profissão com a finalidade de:

cometer ou favorecer atos ilícitos de qualquer espécie;

XXX. fazer uso de

documento atestado certidão declaração

FALSOS OU ALTERADOS;

XXXI. permitir que terceiros tenham acesso a SENHAS

 Pessoais,
 sigilosas e  utilizadas em sistemas informatizados e

 intransferíveis, inerentes à sua atividade profissional;

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O dispositivo sobre senhas também foi acrescido nesta Resolução

XXXII. exercer interação com outros estabelecimentos, farmacêuticos ou NÃO, de
forma a viabilizar a realização de prática VEDADA em lei ou regulamento;

XXXIII. assinar LAUDO ou qualquer outro documento farmacêutico

EM BRANCO,

De forma a possibilitar, ainda que por negligência, o uso indevido do seu nome ou
atividade profissional;

XXXIV. Intitular-se responsável técnico por qualquer estabelecimento

sem a autorização prévia do Conselho Regional de Farmácia,

comprovada mediante a Certidão de Regularidade
correspondente;

XXXV. divulgar informação sobre temas farmacêuticos de conteúdo:

ou que contrarie
inverídico sensacionalista, promocional a legislação
vigente;

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XXXVI. promover a utilização de substâncias ou a comercialização de produtos que:

 não tenham a indicação terapêutica analisada e aprovada, bem como que

 não estejam descritos em literatura ou compêndio nacionais ou internacionais
reconhecidos pelo órgão sanitário federal;

XXXVII. utilizar-se de qualquer meio ou forma para:

divulgar preconceitos e
difamar, caluniar, injuriar apologia a atos ilícitos ou
vedados por lei específica

XXXVIII.
 exercer sem a qualificação necessária o MAGISTÉRIO, bem como
 utilizar esta prática para aproveitar-se de terceiros em benefício próprio ou para obter
quaisquer vantagens pessoais;

XXXIX. exercer a profissão e funções relacionadas à Farmácia, exclusivas ou não,

sem a necessária habilitação legal;

XL. AVIAR RECEITAS com prescrições médicas ou de outras profissões, em desacordo:

com a técnica farmacêutica Com a legislação vigentes;

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Perceba que, a integração com o profissional prescritor é um DIREITO do
farmacêutico, enquanto, aviar prescrições em desacordo com a técnica farmacêutica
ou com a legislação é uma PROIBIÇÃO.

XLI. produzir, fabricar, fornecer, em desacordo com a legislação vigente:

 radiofármacos e
 conjuntos de reativos ou reagentes,

destinados às diferentes análises complementares do diagnóstico clínico;

XLII.

 alterar o processo de fabricação de produtos sujeitos a controle sanitário,
 modificar os seus componentes básicos, nomes e demais elementos

OBJETO DO REGISTRO,

contrariando as disposições legais e regulamentares;

XLIII. fazer declarações injuriosas, caluniosas, difamatórias ou que depreciem:

o farmacêutico

a profissão

ou instituições e entidades farmacêuticas,

Sob qualquer forma

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O artigo 15 apresenta as proibições específicas para farmacêuticos que atuam no serviço
público:

Art. 15 – Quando atuante no SERVIÇO PÚBLICO, é VEDADO ao farmacêutico:

I. utilizar-se do serviço ou cargo público

para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem,
como forma de obter vantagens pessoais;

II. cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço;

III. reduzir, irregularmente, quando em função de chefia, a remuneração devida a outro
farmacêutico.

CAPÍTULO V
DA PUBLICIDADE E DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

Art. 15 – É VEDADO ao farmacêutico:

I. divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico;

II.
 publicar, em seu nome, trabalho científico do qual não tenha participado ou

 atribuir-se autoria exclusiva quando houver participação:
o de subordinados ou
o outros profissionais, farmacêuticos ou não;

III. promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário;

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IV. anunciar produtos farmacêuticos ou processos

por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos ou de
outros produtos farmacêuticos;

V. utilizar-se, sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa,

de dados ou informações, publicados ou não;

TÍTULO II
DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS

Art. 17

 O farmacêutico, perante seus pares e demais profissionais da equipe de saúde,
deve comprometer-se a:

I. manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho:

 observados os preceitos éticos;

II. adotar CRITÉRIO JUSTO:
o nas suas atividades e
o nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro
farmacêutico;

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III. prestar COLABORAÇÃO aos colegas que dela necessitem, assegurando-lhes:

consideração apoio e solidariedade

que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria;

IV. prestigiar iniciativas dos interesses da categoria;

V. empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito, procurando manter a
confiança:

dos membros dos
da equipe de destinatários
trabalho do seu serviço

VI. - manter relacionamento harmonioso com outros profissionais,,

limitando-se às suas atribuições,

no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a
que se propõe em benefício individual e coletivo;

VII. DENUNCIAR atos que contrariem os postulados éticos da profissão.

VIII. - RESPEITAR AS OPINIÕES de farmacêuticos e outros profissionais,

mantendo as discussões no plano técnico-científico;

IX. tratar com respeito e urbanidade os farmacêuticos fiscais, permitindo que
promovam todos os atos necessários à verificação do exercício profissional.

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TÍTULO III
DAS RELAÇÕES COM OS CONSELHOS

Art. 18

 Na relação com os Conselhos, obriga-se o farmacêutico a:

I. Observar:

Normas • resoluções

• acórdãos e
Deliberações • decisões

dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia;

II. prestar, com fidelidade, informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu
exercício profissional;

III. comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito,

toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional;

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IV. Atender, no prazo determinado:

convocação,

intimação,

feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia,
notificação

requisição
administrativa,

 A não ser por motivo de força maior, comprovadamente justificado.

V. tratar com respeito e urbanidade os empregados, conselheiros, diretores e
demais representantes dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia.

Art. 19
 O farmacêutico, no exercício profissional, fica obrigado a informar, por escrito, ao
respectivo CRF TODOS OS SEUS VÍNCULOS:

o com dados completos da empresa
o razão social,
o nome(s) do(s) sócio(s),
o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ
o endereço,
o horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica - RT),

o mantendo atualizado:

o o seu endereço residencial e eletrônico
o os horários de responsabilidade técnica ou de substituição.
o bem como sobre qualquer outra atividade profissional que exerça, com seus
respectivos horários e atribuições

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TÍTULO IV
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES

Art. 20

 As sanções disciplinares As sanções disciplinares, definidas nos termos do Anexo III
desta Resolução, e conforme previstas na Lei Federal nº 3.820/60, consistem em:

• de advertência ou ou advertência com emprego da palavra "censura";
1

• de multa de 1 (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos
2 regionais;

• de suspensão de 3 (três) meses a 1 ano;
3

• de eliminação.
4

As infrações disciplinares serão tratadas com mais detalhes no Anexo III.

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TÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 21

 As normas deste Código aplicam-se a todos os inscritos nos Conselhos Regionais
de Farmácia

Parágrafo único
 Os farmacêuticos que exercem funções em organizações, instituições ou serviços estão
sujeitos às normas deste Código.

Art. 22

A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição:

 PRECÍPUA (principal):

 Do CFF
 dos Conselhos Regionais de Farmácia
 de suas comissões

 Sem prejuízo:

das autoridades da área
de saúde, policial e dos farmacêuticos da sociedade
judicial

Atenção: caso a questão informe que a verificação de normas do Código de ética é
EXCLUSIVA dos Conselhos de farmácia, está ERRADO.

Quem pode verificar se as normas deste código estão sendo cumpridas?

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Qualquer cidadão, os próprios farmacêuticos, as autoridades de saúde, policial e judicial.
Obviamente tal verificação é atribuição principalmente dos Conselhos Regionais e
Federais e de suas comissões.

Art. 23

 A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em
que o profissional ESTIVER INSCRITO ao tempo do fato punível em que incorreu,

Art. 24

 O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia:

o atestada em instância:

administrativa judicial médica

o certificada pelo Conselho Regional de Farmácia

 terá seu registro e suas atividades profissionais suspensas de ofício,
enquanto perdurar sua incapacidade.

Art. 25

O profissional condenado por sentença criminal, transitada em julgado, em razão
exercício da profissão,

Também ficará “ex officio” suspenso de exercer as suas atividades enquanto durar
pena restritiva de lierdade

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Art. 26
 Prescreve em 24 (VINTE E QUATRO) MESES a constatação fiscal de ausência do
farmacêutico no estabelecimento, através de auto de infração ou termo de visita,

para efeito de instauração de processo ético.

“AUSÊNCIA” será definida no anexo II. Este artigo apenas dispõe que, quando ausência
for constatada o prazo para o instaurar o processo ético é de 24 meses. Após esse prazo,
a constatação prescreve, ou seja, deixa de ter valia.

Art. 28
 O Conselho FEDERAL de Farmácia, ouvidos:

o os Conselhos Regionais de Farmácia e
o a categoria farmacêutica,

promoverá a revisão e a atualização deste Código, quando necessário.

Art. 29
 As omissões deste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia.

Finalizamos aqui o Anexo I do Código de Ética. O Anexo II desta resolução, que segue
abaixo, trata do Código de Processo Ético. A principal mudança, em comparação com a
RDC 418/04, é a alteração da MAIORIA DOS PRAZOS. Atente-se aos novos prazos
pois são comumente cobrados em prova.

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ANEXO II
CÓDIGO DE PROCESSO ÉTICO

TÍTULO I
Das Disposições Gerais

CAPÍTULO I
Do processo

Art. 1º

 A apuração ética, nos Conselhos Regionais de Farmácia, reger-se-á por este Código

o aplicando-se, supletivamente, os princípios gerais de direito aos casos
omissos e/ou lacunosos.

Para apuração ética, deve-se basear neste código, porém, em casos omissos, poderá ser
utilizado os princípios gerais do direto.

Art. 2º

 A competência disciplinar:

o é do Conselho Regional em que o faltoso estiver inscrito ao tempo do fato punível
em que incorreu,

 devendo o processo ser instaurado, instruído e julgado em caráter
SIGILOSO, sendo permitida vista dos autos apenas:

às partes e aos procuradores

fornecendo-se cópias das peças expressamente requeridas.

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Temos aqui duas informações importantes:
1. A competência disciplinar é do Conselho REGIONAL em que o farmacêutico estiver
inscrito
2. O processo é SIGILOSO.

§ 1º

 No decurso da apuração ética, PODERÁ o profissional solicitar transferência para
outro CRF,

o sem interrupção ou prejuízo do processo ética no CRF em que tenha
cometido a falta.

Devendo o CRF julgador, após transitado em julgado, informar ao CRF em que o
profissional estiver inscrito quanto:
 ao teor do veredicto e
 à penalidade imposta.

Ou seja, não há impedimento para que o farmacêutico solicite sua transferência para outro
CRF no decorrer de um processo. Porém, o processo ético ocorrerá da mesma forma e o
veredito e a penalidade serão informadas para o CRF para o qual ele se transferiu. Ou
seja, o farmacêutico não “se livra” do processo só porque se transferiu para outro CRF.

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§ 2º

 Por se tratar de direito intertemporal, o processo ético NÃO será suspenso nem
encerrado na hipótese de:

pedido de cancelamento de
desligamento inscrição profissional

E deverá seguir seu regular procedimento.

Ou seja: ainda que o farmacêutico solicite desligamento ou cancele sua inscrição
profissional, o processo prosseguirá.

Art. 3º

 Os Conselhos Regionais instituirão COMISSÕES DE ÉTICA,

 Com a competência de emitir parecer,
justificadamente, pela abertura ou não de
processo ético-disciplinar
 Sendo que a decisão denegatória deverá
ser submetida ao Presidente do CRF para
deliberação

Atenção para a competência das Comissões de ética. Essas instâncias emitem um parecer
opinando pela abertura ou não do processo ético e informam sua decisão para o
Presidente do CRF.

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§ 1º
 Cada Comissão de Ética será composta por, no mínimo, 3 (TRÊS) FARMACÊUTICOS:

o nomeados pelo Presidente do CRF e

o homologados pelo Plenário,

o Com mandato igual ao da Diretoria.

§ 2º -
 Compete à Comissão de Ética escolher dentre os seus membros o seu
Presidente.
§ 3º

 É VEDADA à :

à Diretoria

Aos conselheiros Do CRF a participação na Comissão de Ética.

Aos empregados

Perceba quem não pode participar das comissões de ética: membros da diretoria,
conselheiros e empregados do CRF.

§ 4º
 Verificada a ocorrência de vaga na Comissão de Ética,
o o Presidente do CRF indicará o substituto para ocupar o cargo, mediante
homologação pelo Plenário e mandato igual ao da Diretoria.

§ 5º Os custos necessários à realização dos trabalhos da Comissão de Ética deverão ser
arcados pelo Conselho Regional de Farmácia,
o VEDADO o pagamento de qualquer tipo de gratificação aos seus membros.

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Perceba que os membros das Comissões de ética NÃO são remunerados por seus
trabalhos nas comissões.

Art. 4º

 A Apuração Ética obedecerá, para sua tramitação, cronologicamente os seguintes
passos:

1 • Recebimento da denúncia;

• Instauração ou Arquivamento;
2

• Montagem do Processo Ético-disciplinar;
3

• Instalação dos trabalhos;
4

• Conclusão da Comissão de Ética;
5

• Julgamento;
6

• Recursos e Revisões;
7

• Execução
8

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Art. 5º
 Compete aos Conselhos Regionais de Farmácia

o processar e julgar em primeira instância os profissionais sob sua jurisdição
e seus membros colegiados, INCLUSIVE:

Gestores e
observado o princípio da segregação
Conselheiros

O princípio da segregação é o princípio da divisão de tarefas, ou seja, estabelece que o
trabalho, no caso o processamento e julgamento em primeira instância dos profissionais,
deve ser dividido. Isso evita que todo o poder fique na mão apenas de uma pessoa e
diminui a chance de violações.

Art. 6º
 Compete ao Plenário do Conselho Federal de Farmácia

o julgar em instância de recurso os processos disciplinares éticos.

Ou seja, o primeiro julgamento sempre será realizado pelo Conselho Regional. Caso o
acusado não concorde com o decidido e queira entrar com recurso, o julgamento será
realizado pelo conselho Federal.
Veja abaixo as competências da Comissão de ética, Conselho Regional e Conselho
Federal, com relação aos processos ético-disciplinares:

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Comissão de Conselho Conselho
Ética REGIONAL de FEDERAL de
Farmácia Farmácia

processa e julga em Julga em instância
opina pela abertura
primeira instância de recurso os
ou não de processo
os processos processos
ético disciplinar.
disciplinares disciplinares

TÍTULO II
Dos procedimentos

CAPÍTULO II
Do Recebimento da Denúncia

Art. 7º
 A apuração do processo ético inicia-se por ato do Presidente do CRF, quando este:

1. tomar ciência do ato ou matéria
que caracterize infração ética
profissional;

2. tomar conhecimento de infração
ética profissional por meio do
Relatório de Fiscalização do CRF.

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Art. 8º

 O Presidente do CRF encaminhará, em ATÉ 20 (VINTE) DIAS do conhecimento do fato,

o despacho ao Presidente da Comissão de Ética,

determinando a análise e decisão sobre a viabilidade de abertura de
Processo Ético-disciplinar, com base nos indícios apresentados na
denúncia recebida.

Ou seja, para que um processo ético-disciplinar tenha início, é necessário que o Presidente
do CRF tome conhecimento de um ato ou matéria que caracterize infração profissional ou
tome conhecimento da infração (através de Relatório de Fiscalização do CRF).
Após tomar conhecimento, ele tem 20 dias para solicitar que a Comissão de ética avalie se
o processo deve ser aberto ou não.

§ 1o
 O Presidente da Comissão de Ética terá o prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir
do recebimento da solicitação,

o para ENTREGAR a ANÁLISE.
que pode ser monocrática ou em conjunto
com os demais membros.

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§ 2o

 A análise da Comissão de Ética, deverá conter:

Uma parte Uma parte
expositiva conclusiva
na qual será aposta a
expressão:

em que serão fundamentados “pela instauração de Processo
os motivos Ético disciplinar”
ou
“pelo arquivamento”.

No primeiro caso, deverão constar os dispositivos do Código de Ética, em tese, infringidos.

A partir da solicitação, a comissão de ética tem que entregar a análise em 30 dias,
decidindo pela abertura do processo (caso em que terá que citar os dispositivos do Código
de ética que foram infringidos) ou pelo arquivamento.

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CAPÍTULO III
DA INSTAURAÇÃO OU ARQUIVAMENTO

Art. 9º
 O Presidente do CRF analisará o parecer do Presidente da Comissão de Ética (CE) e

despachará em até 30 (vinte) dias:

pelo pela instauração
OU de Processo
arquivamento
Ético Disciplinar

Prazo de 20 Prazo 30 dias:
Prazo de 30
Presidente dias: dias: Presidente do
do CRF Despacha ao CE entrega
CRF despacha
pelo
recebe Presidente da Anáslise ao
arquivamento
denúncia CE solicitando Presidente do
ou instauração
Análise CRF
do processo

Quem recebe a denúncia?
Presidente do CRF

Depois de receber a denúncia, qual o procedimento adotado pelo presidente do CRF?
Solicitar análise da Comissão de Ética

Quem emite a análise?
Presidente da Comissão de ética.

Para quem a análise é entregue?
Presidente do CRF
Parágrafo Único
Quem decide se o processo será instaurado ou arquivado?
Presidente do CRF CAPÍTULO IV

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DA MONTAGEM DO PROCESSO ÉTICO DISCIPLINAR

Art. 10
 Instaurado o Processo Ético Disciplinar mediante despacho do Presidente do CRF,

o a Secretaria o registrará por escrito e o autenticará, atribuindo ao processo um
número de protocolo que o caracterizará e, de imediato,

 o encaminhará à COMISSÃO DE ÉTICA.

Ou seja, a Comissão de Ética faz a análise por abrir ou não o processo ético-disciplinar. O
presidente do CRF, então, decide sobre a abertura ou não, baseado na análise da
Comissão de Ética. Quando decidido pela abertura, o processo volta para a Comissão de
Ética para que esta instância o instale.

Art. 11

 O processo será formalizado através de autos, com peças anexadas por termo,
sendo os:

despachos,

pareceres, juntados, preferencialmente, em ordem cronológica.

decisões,

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CAPÍTULO V
DA INSTALAÇÃO DOS TRABALHOS

Art. 12
 Recebido o processo, a Comissão de Ética o instalará e deverá observar os prazos
prescricionais previstos em lei para concluir os seus trabalhos, obedecendo aos
seguintes procedimentos:

•Lavrar o competente termo de instalação dos trabalhos
1

•Designar, dentre os membros da comissão,o relator do processo;
2

•Designar um empregado do CRF para secretariar os trabalhos da
3 Comissão;

•Designar local, dia e hora para a Sessão de Depoimento do indiciado e
4 oitiva de testemulha;

•Determinar a imediata comunicação por correspondência ao indiciado,
5 relatando-lhe:

a obrigatoriedade de
comparecimento das
do local, data e hora testemunhas arroladas
Do direito de arrolar até
da abertura do designados para a na Sessão de
3 (três) testemunhas
processo ético; sessão em que Depoimento designada
na sua defesa prévia,
ocorrerá o seu pela CE,
depoimento; independentemente da
intimação

.
Cujos nomes e endereços deve(m) ser
apresentada(s) em até 10 (DEZ) dias
anteriores à data da audiência

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Note que o indiciado tem direito a 3 testemunhas, cujos nomes e endereços devem ser
apresentados em até 10 dias ANTERIORES da audiência.

Parágrafo Único

 O indiciado ou seu procurador terá ACESSO AO PROCESSO:

o sempre que desejar consultá-lo,
o observando-se o expediente da Secretaria do CRF
o sendo VEDADA a retirada dos autos originais,
o facultando-lhe a obtenção de cópias mediante o pagamento de taxa
respectiva.

O indicado pode consultar o processo sempre que desejar, porém, não pode retirar
nenhum documento dele. O que pode fazer é tirar cópias, mediante pagamento dessas.

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Art. 13

 Compete ao Relator da Comissão de Ética no Processo Ético-disciplinar:

• Instruir o processo para julgamento
1

• Intimar pessoas, mediante correspondência com Aviso de
2 Recebimento (AR) ouciência inequívoca;

• Requerer perícias e demais provas ou diligências
3 consideradas necessárias à instrução do processo

• Emitir relatório;
4

• Requerer ao Presidente da Comissão de Ética a realização de
5 nova sessão de depoimento, se necessário.

Art. 14

 A SESSÃO DE DEPOIMENTO do indiciado obedecerá ao que segue:

I. Somente poderão estar presentes no recinto

os membros da o depoente e/ou
as testemunhas
Comissão de Ética seu procurador

o funcionário do
CRF responsável
o advogado do CRF
por secretariar a
Comissão de Ética;

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É muito comum que alternativas de questões que afirmem que a sessão de depoimento é
aberta ao público, o que está ERRADO! Só podem estar presentes no recinto as pessoas
mencionadas no esquema acima.

II. Cabe ao Presidente da Comissão de Ética determinar a ordem de entrada e/ou
permanência no recinto dos participantes da sessão;

III. . A sessão de depoimento poderá ser gravada em áudio,

sendo as gravações anexadas ao processo;

IV. Ao final da sessão de depoimento, o relator do processo oferecerá aos presentes o
“TERMO DE DEPOIMENTO”,

 por escrito,
 em duas vias de igual teor,
 que deverá ser lido e assinado pelos presentes.

Art. 15

 O Presidente da Comissão de Ética notificará, na audiência, o indiciado para,
no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar as razões finais

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Art. 16

 Caso o indiciado não se manifeste à Comissão de Ética e também não compareça ao
local, no dia e na hora marcados para prestar depoimento,

o o Presidente da Comissão de Ética o somente o convocará novamente se
houver apresentação de justificativa plausível de eventual impedimento,

 Declarando-o REVEL, se ausente

Sendo que no prazo de 10 (dez) dias, o Presidente da Comissão de Ética
comunicará o ocorrido ao Presidente do CRF, requerendo-lhe a
nomeação de Defensor Dativo.

§ 1o
 O Presidente do CRF

o terá o prazo de 15 (quinze) dias para a proceder a nomeação do Defensor Dativo.

§ 2o
 O Defensor Dativo, a partir de sua nomeação,

o terá o prazo de 30 (trinta) dias para apresentar, por escrito, à Comissão de Ética, a
defesa do indiciado.

Art. 17
 O revel:
o poderá intervir no processo em qualquer fase,
o não lhe sendo devolvido prazo já vencido.

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CAPÍTULO VI
DA CONCLUSÃO DA CE

Art. 18

 Concluída a instrução processual, o Relator da Comissão de Ética apresentará seu
relatório.

Parágrafo único:
 O relatório a que alude o “caput” deste artigo conterá:

Parte Expositiva Parte Conclusiva

- mediante sucinto relato dos - com a apreciação do valor
fatos, probatório das provas,
- a explícita referência ao local, à - indicando expressamente a
data e à hora da infração, infração e os dispositivos do
- e a apreciação das provas Código de Ética infringidos, e
acolhidas; - se houve, ou não, culpa.

Art. 19
 Concluído o processo, o Presidente da Comissão de Ética remeterá os autos ao
Presidente do CRF para as providências cabíveis.

Perceba que: o RELATOR elabora um relatório em que aprecia as provas colhidas, indica
a infração e os dispositivos do código de ética que foram infringidos e se houve ou não
CULPA por parte do indicado. Após isso, o presidente da Comissão de Ética envia o
processo para o presidente do CRF para que ele marque a data de julgamento (que deve
ocorrer em até 180 dias após o recebimento do processo) e para que designe o
Conselheiro Relator, que, na data do julgamento emitirá seu parecer.

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CAPITULO VII
DO JULGAMENTO

Art. 20
 Recebido o processo, o Presidente do CRF terá o prazo de 30 (trinta) dias para:

marcar a data de julgamento do processo em
Reunião Plenária;

designar um Conselheiro Relator entre os
Conselheiros Efetivos, por distribuição pela
Secretaria, observados os eventuais
impedimentos e suspeições

comunicar ao indiciado a data de julgamento,
com antecedência mínima de 15 (quinze)
dias.

Parágrafo Único
 A reunião Plenária de julgamento do Processo Ético-disciplinar deverá ser realizada,

o no prazo máximo de 180 dias corridos, contados, a partir da data de recebimento
do Processo Ético-disciplinar pelo Presidente do CRF.

Art. 21
 O Conselheiro Relator designado

o Deverá apresentar seu parecer na data da Reunião Plenária em que o processo
será submetido a julgamento.

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§ 1º
 O Conselheiro Relator,

uma vez observada a não  poderá permanecer com os autos por até 2
iminência de prescrição
(duas) reuniões plenárias,

E desde que devidamente  podendo-se prorrogar por mais 2 (duas)
justificado
se assim for deliberado pelo Plenário,

 Sob pena de instauração de processo ético e demais
procedimentos cabíveis em seu desfavor, observado o princípio da segregação.

§ 2º
 Não apresentando o Conselheiro Relator o parecer, TAMPOUCO justificativa prévia, o
Presidente do CRF:

• determinará a instauração de processo ético nos moldes do
1 parágrafo anterior

• designará outro relator, que o apresentará na reunião
2 plenária subsequente.

Art. 22
 Abrindo a Sessão de Julgamento, o Presidente da Reunião Plenária concederá a
palavra ao Conselheiro Relator:

 que lerá seu parecer e,

 após a concessão de direito à defesa oral, por 10 (dez) minutos:

o Ao indiciado ou
o Seu procurador legalmente constituído

 proferirá o seu voto, em julgamento realizado, em sessão secreta.

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Perceba que o julgamento ocorre em sessão secreta e que ocorre o seguinte (na
sequência)
 O Conselheiro Relator lê o seu parecer
 O indicado ou seu procurador apresenta a defesa
 O Conselheiro Relator dá o seu voto

Parágrafo único - Apenas podem permanecer no recinto de julgamento os:

os conselheiros os empregados
as partes
membros do necessários à
interessadas
Plenário sua condução

Art. 23

 Cumprido o disposto nos artigos anteriores, o Presidente da Reunião Plenária dará a
palavra, pela ordem, aos Conselheiros que a solicitar, para:

requerer vista dos autos;

requerer a conversão do julgamento em diligência,
com aprovação do Plenário, caso em que
determinará as providências que devem ser
adotadas pela Comissão de Ética;

Opinar sobre a matéria , os fundamentos ou
conclusões do Relator, devendo as suas razões
serem conduzidas a termo em ata

Proferir seu voto.

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Art. 24

 Na hipótese de :

pedido de vista dos autos
 o processo será retirado de pauta,
OU
conversão do julgamento em diligência

§ 1o
Neste caso, cumpridas as respectivas providências, os autos serão
devolvidos ao Conselheiro Relator para juntar seu parecer

§ 2º

 A Comissão de Ética terá o prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da data da
realização da Plenária que deu origem ao pedido de diligência,

o para devolver ao Presidente do CRF o Processo Ético-disciplinar considerado.
o sendo que este prazo poderá ser prorrogado por igual período, desde que
plenamente justificado e aprovado pelo Plenário.

§ 3o

 Cumprida(s) a(s) diligência(s), o Presidente da Comissão de Ética remeterá ao Presidente do
CRF o Processo Ético-disciplinar,

o quando se contarão novamente os prazos previstos no artigo 20.

180 dias para o
30 dias para marcar a julgamento ocorrer,
data do julgamento contado da data de
recebimento do processo
pelo presidente do CRF

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Art. 25

 A DECISÃO dos Conselhos Regionais de Farmácia

o será fundamentada com base no parecer e voto do relator.

Ou seja, a decisão do CRF sobre o processo ético, fundamenta-se no parecer e no voto do
RELATOR

Parágrafo Único
 Na hipótese de DIVERGÊNCIA do voto do Relator E:

Havendo pedido de revisão O Presidente do CRF designará este
por outro Conselheiro, como Revisor, que deverá apresentar
voto, por escrito, na Sessão Plenária
subseqüente ou extraordinária.

Art. 26
 A decisão do Plenário terá a forma de ACÓRDÃO,

 A ser lavrado de acordo com o parecer do Conselheiro cujo voto tenha sido adotado.
 Com expressa:
o numeração própria,
o número do processo,
o nomes das partes, procuradores, relator e revisor, se houver, além de
o ementa com palavras-chave de pesquisa,
o dispositivo infringido,
o pena aplicada,
o forma de votação e
o data,

sob pena de nulidade.
CAPÍTULO VIII

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DOS RECURSOS E REVISÕES

Art. 27
 Da decisão do Conselho Regional caberá RECURSO ao Conselho Federal, no prazo
de 30 (trinta) dias corridos, a contar da data em que o infrator dela tomar
conhecimento.

§ 1º
 Interposto tempestivamente (dentro do prazo)
,
o o recurso terá efeito suspensivo nos casos previstos em lei.

§ 2º
 No caso de interposição Intempestiva (fora do prazo que deverá ser certificada, nos
autos, pelo Conselho Regional,

o o processo será arquivado, com certidão de trânsito em julgado.

Art. 28

 O RECURSO administrativo será julgado
o de acordo com o que dispuserem as normas do Conselho FEDERAL de
Farmácia.

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Art. 29

 No prazo de até 1 (um) ano, a contar do trânsito em julgado da decisão, o punido
poderá requerer REVISÃO do processo ao CRF, com base em:

1. FATO NOVO ou

2. Na hipótese de a decisão condenatória ter sido fundada em depoimento, exame
pericial ou documento cuja falsidade ficar comprovada.

Aquele que o punido conheceu somente após o
FATO trânsito em julgado da decisão e que dê condição,
por si só, ou em conjunto com as demais provas já
NOVO produzidas, de criar nos julgadores uma convicção
diversa daquela já firmada.

Art. 30

 A REVISÃO terá início por petição dirigida ao Presidente do CRF, instruída com:

o certidão de trânsito em julgado da decisão e
o as provas documentais comprobatórias dos fatos argüidos.

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Parágrafo Único
 O Presidente do CRF, ao acatar o pedido, nomeará um relator para emissão de
PARECER

o qual será submetido a julgamento em sessão plenária do CRF, no prazo
máximo de 180 (cento e oitenta) dias.

CAPÍTULO IX
Da Execução

Art. 31
 Compete ao Conselho Regional a EXECUÇÃO da decisão proferida em Processo Ético-
disciplinar, que:
o se processará nos estritos termos do Acórdão e
o será anotada no prontuário do infrator.

§ 1º
 Na execução da penalidade de ELIMINAÇÃO da inscrição do profissional no quadro
do Conselho Regional de Farmácia,

o além dos editais e das comunicações feitas às autoridades e interessados,

proceder-se-á a apreensão da Carteira Profissional do infrator, inclusive mediante
ação judicial, se necessário

§ 2º
 Na hipótese de aplicação definitiva de penalidade de SUSPENSÃO, o CRF deverá
promover:

publicidade da decisão

as anotações necessárias

além da apreensão temporária da cédula e da carteira
profissional.

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Conforme vimos anteriormente, são 4 as Sanções Disciplinares possíveis: advertência ou
multa, suspensão ou eliminação.
No caso de eliminação, deve-se comunicar às autoridades e interessados e realizar a
apreensão da carteira profissional. No caso de suspensão, deve-se publicar a decisão,
fazer as anotações necessárias e apreender temporariamente a cédula e a carteira
profissional

CAPÍTULO IX
DOS PRAZOS

Art. 32
 Considera-se prorrogado o prazo até o 1º (primeiro) dia útil subseqüente, se o
vencimento se der em:

feriado recesso do Conselho.

Parágrafo único
 Os prazos serão contados a:
o partir da juntada de Aviso de Recebimento (AR) aos autos,
o mediante certidão respectiva lavrada pelo Conselho Regional de Farmácia ou
o por ciência inequívoca do interessado.

Art. 33

 A representação por procurador:

o deverá estar instruída com o respectivo instrumento, com firma devidamente
reconhecida, excetuando-se aquela outorgada a advogado.

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Art. 34

 A punibilidade por FALTA sujeita a Processo Ético-disciplinar, pelo CRF em que
esteja inscrito, PRESCREVE em 5 (cinco) anos, contados da data de verificação do
fato respectivo ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que
tiver cessado.

Art. 35
 O conhecimento expresso ou a notificação feita diretamente ao profissional faltoso
interrompe, mas não suspende, o prazo prescricional de que trata o artigo anterior.

Parágrafo único.
 O conhecimento expresso ou a notificação de que trata este artigo ensejará defesa
escrita ou a termo, a partir de quando recomeçará a fluir novo prazo prescricional.

Art. 36
 Todo processo ético-disciplinar paralisado há mais de 3 (três) anos, pendente
de despacho ou julgamento, será arquivado:

o “ex officio”, ou
o a requerimento da parte interessada,

sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação

Comentário: “ex officio” – por conta própria, pelo próprio CRF

Art. 37
 Para abertura de processo ético-disciplinar com fundamento na AUSÊNCIA do
profissional no estabelecimento a que presta assistência técnica, conforme dispõe o
Código de Ética,

serão necessárias, no mínimo, 3 (três) constatações fiscais, no período de 24
(vinte e quatro) meses

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3 comprovações
AUSÊNCIA fiscais
em 24 meses

Parágrafo único
 O prazo prescricional inicia-se a partir da data da TERCEIRA constatação necessária à
instauração do processo ético-disciplinar.

Lembre-se que o artigo 26 do Anexo I determina que prescreve em 24 (vinte e quatro)
meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento. Inicia-se a
contagem dos 24 meses a partir da terceira constatação.

Art. 38
 Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do Conselho FEDERAL de Farmácia,
podendo inclusive decidir em processos em andamento, desde que observada a ampla
defesa e o devido processo legal

Finalizamos aqui o anexo II.
O Anexo III desta resolução, que segue abaixo, trata das infrações e sanções. A principal
mudança, em comparação com a RDC 461/07, é a classificação das infrações em leves,
moderadas e graves e a padronização das sanções para cada um desses grupos (ao
contrário do que dispunha a RDC 461/07, na qual, para cada infração, uma sanção
diferente era aplicada)

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ANEXO III

Estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares

Art. 1º

 As transgressões:
o Às NORMAS (resoluções e deliberações ) e dos Conselhos Federal
e Regionais de
Farmácia
o às DETERMINAÇÕES (acórdãos e decisões)

o bem como as infrações à legislação farmacêutica

São passíveis de APENAÇÃO, ressalvadas as previstas em normas especiais.

Art. 2º
 Nas infrações éticas e disciplinares serão observadas:

• tipificação da conduta
1

• reincidência
2

• Análise do fato e as suas consequências ao exercício
profissional e à saúde coletiva
3

sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis.

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Art. 3º
 Em grau de recurso, deve ser observado o princípio do “reformatio in pejus”,

Que consiste na impossibilidade de tratamento mais severo do que o
registrado na decisão recorrida, sem que haja recurso interposto neste
sentido.

Art. 4º
 Considera-se reincidente aquele que tiver antecedentes disciplinares em processos
findados administrativamente ou com decisão transitada em julgado.

Parágrafo único - Verifica-se a reincidência quando se comete outra infração ética
durante o prazo de 5 (cinco) anos após o trânsito em julgado da decisão administrativa
que o tenha condenado anteriormente.

Outra
infração no
Reincidência
prazo de 5
anos

Art. 5º

 Quando aplicada a pena de:

suspensão
deve esta ser PUBLICADA no órgão de divulgação
oficial do CRF, depois do trânsito em julgado.
eliminação,

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Art. 6º
 As sanções aplicadas serão objeto de:
o registro na ficha individual do farmacêutico,
o devendo ainda ser comunicadas, no caso de suspensão, ao empregador e ao
órgão sanitário competente, além da apreensão da cédula e da carteira
profissional.

Art. 7º
 Às infrações éticas e disciplinares LEVES devem ser aplicadas as penas de:

• advertência sem publicidade na primeira
Na primeira vez vez

• advertência por inscrito, sem publicidade,
Na segunda vez com o emprego da palavra “censura

Na terceira vez • multa no valor de 1 (um) salário mínimo a 3
ou (três) salários mínimos regionais, que serão
elevados ao dobro no caso de reincidência
subsequêntes

 São infrações LEVES:

1. deixar de comunicar ao CRF e às autoridades farmacêuticas, com discrição e
fundamento, fatos de seu conhecimento que caracterizem infração:

o ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica e
o às normas que regulam as atividades farmacêuticas;

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2. desrespeitar o DIREITO DE DECISÃO DO USUÁRIO sobre:

seu tratamento Sua própria saúde Bem-estar

Excetuando-se aquele que, mediante laudo médico ou determinação judicial, for
considerado incapaz de:
o discernir sobre opções de tratamento ou
o decidir sobre sua própria saúde e bem-estar;

3. exercer a profissão farmacêutica sem:

condições dignas de trabalho

justa remuneração por seu
desempenho;

4. afastar-se temporariamente das atividades profissionais por motivo de:

o doença,
o férias,
o congressos,
o cursos de aperfeiçoamento ou
o outras atividades inerentes ao exercício profissional,

quando NÃO houver outro farmacêutico que legalmente o substitua,

SEM comunicar ao Conselho Regional de Farmácia;
5. aceitar a interferência de leigos:

em seus trabalhos; e em suas decisões de
natureza profissional 72
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6. Deixar de informar, por escrito, ao respectivo CRF TODOS OS SEUS VÍNCULOS:

o com dados completos da empresa
o razão social,
o nome(s) do(s) sócio(s),
o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ
o endereço,
o horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica - RT),

o mantendo atualizado:

o o seu endereço residencial e eletrônico
o os horários de responsabilidade técnica ou de substituição.
o bem como sobre qualquer outra atividade profissional que exerça, com seus
respectivos horários e atribuições

7. prevalecer-se de cargo de chefia ou empregador para desrespeitar a dignidade de
subordinados;

8. submeter-se a fins meramente mercantilistas que venham a comprometer o seu
desempenho técnico, em prejuízo da sua atividade profissional;

9. deixar de obter de participante de pesquisa ou de seu representante legal o Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para sua realização envolvendo seres
humanos,

após as devidas explicações sobre a sua natureza e as suas consequências;

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10. permitir que terceiros tenham acesso a SENHAS

 Pessoais,
 sigilosas e  utilizadas em sistemas informatizados e

 intransferíveis, inerentes à sua atividade profissional;

11. exercer sem a qualificação necessária o MAGISTÉRIO,
bem como utilizar esta prática para aproveitar-se de terceiros em benefício
próprio ou para obter quaisquer vantagens pessoais;

12. utilizar-se, sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa, de dados ou
informações, publicados ou não

Art. 8º
 Às infrações éticas e disciplinares MEDIANAS, devem ser aplicadas a pena de:

• multa no valor de 1 (um) salário mínimo a 3 (três) salários
1 mínimos regionais, que serão elevados ao dobro

• ou aplicada a pena de suspensão, no caso de reincidência,
2

Às infrações éticas e disciplinares MEDIANAS são

1. exercer simultaneamente a Medicina;

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2. produzir, fornecer, dispensar, ou permitir que seja dispensado:

meio instrumento substância e/ou conhecimento

medicamento ou fórmula ou especialidade farmacêutica,
magistral fracionada ou não

‘ Que NÃO contenha:
 sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s),

 bem como suas respectivas quantidades,

Contrariando as normas legais e técnicas

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3.

o extrair,
o produzir,
o fabricar,
o transformar,
o beneficiar,
o preparar,
Medicamento
o distribuir,
o transportar,
o manipular, em contrariedade à legislação
produto sujeito ao
o purificar, controle sanitário vigente,
o fracionar,
o importar,
Substância
o exportar,
o embalar,
o reembalar,
o manter em depósito,
o expor,
o comercializar,
o dispensar ou
o entregar ao consumo

Ou permitir que tais práticas sejam realizadas

4. realizar exames e perícias técnico-legais, e emitir laudos técnicos em relação às
atividades profissionais, em desacordo à legislação vigente;

5.
 obstar ou dificultar a ação fiscalizadora ou
 desacatar as autoridades sanitárias ou profissionais, quando no exercício das suas
funções;

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6. omitir das autoridades competentes quaisquer formas de agressão ao meio ambiente
e riscos inerentes ao trabalho, que sejam prejudiciais à saúde e à vida;

7. aceitar remuneração ABAIXO DO ESTABELECIDO COMO O PISO SALARIAL oriundo
de acordo, convenção coletiva ou dissídio da categoria;

8. delegar a outros profissionais atos ou atribuições EXCLUSIVOS da profissão
farmacêutica;

9. exercer a profissão e funções relacionadas à Farmácia, exclusivas ou não, sem a
necessária habilitação legal

10.

 deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém
vínculo profissional, ou

 permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde
não exerça pessoal e efetivamente sua função;

11. NÃO comunicar em 5 (cinco) dias ao Conselho Regional de Farmácia o encerramento
de seu vínculo profissional de qualquer natureza,

independentemente de retenção de documentos pelo empregador;

12. declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar, nos
termos da lei;

13. deixar-se explorar por terceiros, com finalidade:

política religiosa

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14. exercer a profissão em estabelecimento NÃO registrado, cadastrado e licenciado nos
órgãos:

do exercício profissional;

de fiscalização sanitária

Na Junta Comercial

Na Secretaria de Fazenda da
localidade de seu funcionamento

15. assinar trabalhos realizados por outrem, alheio à sua:
a. execução,
b. orientação,
c. supervisão ou
d. fiscalização,

ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico>
e. que NÃO praticou ou
f. do qual não participou efetivamente;

16.
 publicar, em seu nome, trabalho científico do qual não tenha participado, ou

 atribuir-se autoria exclusiva, quando houver participação de subordinados ou outros
profissionais, farmacêuticos ou não;

17. aviar receitas com prescrições médicas ou de outras profissões, em desacordo:

com a técnica farmacêutica E a legislação vigente

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18. coordenar, supervisionar, assessorar ou exercer a FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA ou
PROFISSIONAL quando:

for sócio ou acionista de
qualquer categoria OU

for interessado por que forneça drogas, medicamentos, insumos
qualquer forma OU
farmacêuticos e correlatos, laboratórios,
distribuidoras, indústrias,.
prestar serviços a empresa
ou estabelecimento

Com ou SEM vínculo empregatício

19. promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário, bem como em
relação a produtos farmacêuticos e à divulgação de assuntos científicos não
fundamentados na promoção, proteção e recuperação da saúde;

20. Inobservar:

• resoluções
Normas • deliberações

• acórdãos e
Deliberações • decisões

dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia;

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21. permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor;

22. aceitar ser:

perito
de qualquer processo ou quando houver interesse,
auditor
procedimento envolvimento pessoal ou
institucional;
relator

23.
 pleitear, de forma desleal, para si ou para outrem, emprego, cargo ou função
exercidos por outro farmacêutico, bem como

 praticar atos de concorrência desleal;

24. exercer atividade no âmbito da profissão farmacêutica em interação com outras
profissões, concedendo vantagem ou não aos demais profissionais habilitados
para
DIRECIONAMENTO DE USUÁRIO,

visando ao interesse econômico e

ferindo o direito deste de escolher livremente o serviço e o profissional;

25. receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado;

26. exercer interação com outros estabelecimentos, farmacêuticos ou não, de forma a
viabilizar a realização de prática vedada em lei ou regulamento;

27. intitular-se responsável técnico por qualquer estabelecimento sem a autorização
prévia do Conselho Regional de Farmácia, comprovada mediante a Certidão de
Regularidade correspondente,

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28. divulgar informação sobre temas farmacêuticos de conteúdo:

ou que contrarie
inverídico sensacionalista, promocional a legislação
vigente;

29. promover a utilização de substâncias ou a comercialização de produtos que:

 não tenham a indicação terapêutica analisada e aprovada, bem como que
 não estejam descritos em literatura ou compêndio nacionais ou internacionais
reconhecidos pelo órgão sanitário federal;

30. quando atuando no serviço público, utilizar-se do serviço ou cargo público

para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem,
como forma de obter vantagens pessoais utilizar-se do serviço, emprego ou cargo

31. reduzir, irregularmente, quando em função de chefia ou coordenação, a
remuneração devida a outro farmacêutico;

32. anunciar produtos farmacêuticos ou processos por quaisquer meios capazes
de
induzir ao uso indevido e indiscriminado de medicamentos ou de outros
produtos farmacêuticos

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Art. 9º - Às infrações éticas e disciplinares GRAVES devem ser aplicadas as penas de:

Na primeira vez • suspensão de 3 (três) meses

na segunda vez • suspensão de 6 (seis) meses

na terceira vez • suspensão de 12 (doze) meses

 São infrações GRAVES:

1. VIOLAR o sigilo de fatos e informações que tenha conhecimento no exercício da
profissão,

excetuando-se os de dever legal, amparados pela legislação vigente, cujo dever
legal exija:
o comunicação,
o denúncia ou a quem de direito
o relato;

2. participar de qualquer tipo de experiência, com fins:

bélicos raciais ou eugênicos

ou Pesquisa não aprovada por:
- Comitê de Ética em Pesquisa/Comissão Nacional de Ética em
Pesquisa (CEP/CONEP) ou
-Comissão de Ética no Uso de Animais;

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3. exercer atividade farmacêutica com fundamento em procedimento NÃO
reconhecido pelo CFF;

4. fornecer:
eutanásia
meio tortura,

instrumento Aborto ilegal
para induzir a prática
(ou dela participar) de: toxicomania
substância e/ou

conhecimento quaisquer outras
formas de procedimento
degradante ou cruel em
relação ao ser humano e
aos animais;;

5. Não Respeitar a vida humana, cooperando com ATOS que:

intencionalmente atentem contra ela ou

que coloquem em risco a integridade do ser humano ou da coletividade

6. produzir, fabricar, fornecer, em desacordo com a legislação vigente:

 radiofármacos e
 conjuntos de reativos ou reagentes,

destinados às diferentes análises complementares do diagnóstico clínico;

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7. omitir-se ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia ou com os
profissionais ou instituições que pratiquem atos ilícitos relacionados à atividade
farmacêutica, em qualquer das suas áreas de abrangência;

8.

Fornecer, dispensar ou permitir que sejam dispensados, sob qualquer forma

Substância, medicamento ou fármaco para uso diverso da indicação para
qual foi licenciado

salvo quando baseado em evidência ou mediante entendimento formal com o prescritor;

9.

 alterar o processo de fabricação de produtos sujeitos a controle sanitário,
 modificar os seus componentes básicos, nomes e demais elementos

OBJETO DO REGISTRO,

contrariando as disposições legais e regulamentares;

10. praticar ato profissional que cause dano físico, moral ou psicológico

que possa ser caracterizado como:

imperícia, Negligência ou imprudência

11. utilizar-se de conhecimentos da profissão com a finalidade de cometer ou favorecer
atos ilícitos de qualquer espécie;

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12. fazer uso de

documento atestado certidão declaração

FALSOS OU ALTERADOS;

13. assinar LAUDO ou qualquer outro documento farmacêutico

EM BRANCO,

De forma a possibilitar, ainda que por negligência, o uso indevido do seu nome ou
atividade profissional;

14. realizar ou participar de atos fraudulentos em qualquer área da profissão
farmacêutica;

15. utilizar-se de qualquer meio ou forma para:

divulgar preconceitos e
difamar caluniar injuriar apologia a atos ilícitos ou
vedados por lei específica

16. Receber ou receptar mercadorias ou produtos:

sem rastreabilidade de sua origem

sem nota fiscal

em desacordo com a legislação vigente

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17. fazer declarações injuriosas, caluniosas, difamatórias ou que depreciem:

o farmacêutico

a profissão

ou instituições e entidades farmacêuticas,

Sob qualquer forma

Art. 10

 Àquele que continuar a exercer a profissão, mesmo enquanto estiver sob a
sanção disciplinar de SUSPENSÃO,

será aplicada idêntica pena pelo prazo em dobro ao originariamente determinado.

Art. 11
 A pena de suspensão de 3 (três) a 12 (doze) meses será DIRETAMENTE
aplicada por motivo de:

prisão em virtude de pronúncia criminal
sentença

Art. 12

 A pena de ELIMINAÇÃO será imposta aos que porventura tiverem perdido algum dos
requisitos dos artigos 15 e 16 da Lei nº 3.820/60 para fazer parte do Conselho Regional de
Farmácia,

 inclusive aos que, por faltas graves, já tenham sido 3 (três) vezes condenados
definitivamente à pena de suspensão, ainda que em Conselhos Regionais de Farmácia
diversos.

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Abaixo os artigos 15 e 16 da lei 3.820/60:

Art. 15. - Para inscrição no quadro de farmacêuticos dos Conselhos Regionais é
necessário, além dos requisitos legais de capacidade civil:
1) ser diplomado ou graduado em Farmácia por Instituto de Ensino Oficial ou a êste
equiparado;
2) estar com seu diploma registrado na repartição sanitária competente;
3) não ser nem estar proibido de exercer a profissão farmacêutica;
4) gozar de boa reputação por sua conduta pública, atestada por 3 (três) farmacêuticos
inscritos.

Art. 16. Para inscrição nos quadros a que se refere o parágrafo único do art. 14, além de
preencher os requisitos legais de capacidade civil, o interessado deverá:
1) ter diploma, certificado, atestado ou documento comprobatório da atividade profissional,
quando se trate de responsáveis ou auxiliares técnicos não farmacêuticos, devidamente
autorizados por lei;
2) ter licença, certificado ou título, passado por autoridade competente, quando se trate de
práticos ou oficiais de Farmácia licenciados;
3) não ser nem estar proibido de exercer sua atividade profissional;
4) gozar de boa reputação por sua conduta pública, atestada por 3 (três) farmacêuticos
devidamente inscrito

Perda de requisitos
dos artgos 15 e 16
da Lei 3.820/60
ELIMINAÇÃO
3 Vezes
suspendido

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Art. 13

 Na hipótese de diversas condutas praticadas pelo indiciado, oriundas do mesmo fato
ou processo ético-disciplinar,

as punições serão aplicadas de forma CUMULATIVA e SEQUENCIAL, delineando-
se a pena por cada infração apurada.

Art. 14
 Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do Conselho Federal de Farmácia .

Finalizamos aqui esta aula! Espero que tenham gostado.

Atentem-se que esta Resolução é de 2014, então, para resolver questões sobre este
tema, utilize apenas questões de 2014 par frente, ok?

Abaixo segue um simulado com algumas questões para que você possa treinar! Vamos
lá?

Bons estudos e até a próxima aula!
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1. 2015/COTEC – UNIMONTES- Pref. Fruta Leite/MG - Assinale a alternativa que
identifica a resolução do Conselho Federal de Farmácia, a qual dispõe sobre o Código
de Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as infrações e as
regras de aplicação das sanções disciplinares.

A) 600, de 25 de julho de 2014.

B) 594, de 29 de novembro de 2013.

C) 599, de 24 de julho de 2014.

D) 596, de 21 de fevereiro de 2014.

2. 2015 – FGV – Pref. Cuiabá/MT - Segundo as resoluções do Conselho Federal de
Farmácia que tratam do código de ética da profissão Farmacêutica, assinale a afirmativa
incorreta.

(A) É dever do farmacêutico exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações aos
usuários dos serviços.

(B) Quando necessitar se afastar do trabalho em que é responsável técnico, o
farmacêutico deverá informa o Conselho Regional de Farmácia em até 03 (três) dias após
o afastamento, em caso de doença, acidente pessoal, óbito familiar, ou outro.

(C) É proibido ao farmacêutico exercer a Medicina concomitantemente com a Farmácia.

(D) É proibido ao farmacêutico aceitar ser perito quando houver envolvimento pessoal ou
institucional no caso.

(E) Compete aos Conselhos Regionais julgar, em primeira instância, os farmacêuticos sob
sua jurisdição que tenham praticado ato ilícito no âmbito profissional

3. 2014 - SMS-SP –VUNESP- De acordo com o Código de Ética da Profissão
Farmacêutica, é permitido, ao farmacêutico,

(A) exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos
órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional por um período de até 3 meses.

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(B) respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar,
excetuando-se o usuário que, mediante laudo médico ou determinação judicial, for
considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento e/ou decidir sobre sua
própria saúde e bem-estar.

(C) produzir, fornecer, dispensar, ou permitir que seja dispensado meio, instrumento,
substância e/ou conhecimento, medicamento ou fórmula magistral, ou especialidade
farmacêutica fracionada ou não, que não contenha sua identificação clara e precisa sobre
a(s) substância(s) ativa(s) contida(s), bem como suas respectivas quantidades, desde que
promova a saúde do paciente.

(D) praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia,
desde que promova a saúde do paciente.

(E) exercer a farmácia em interação com outras profissões, concedendo vantagem, ou
não, aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário, visando ao
interesse econômico

4. 2014 - Município de Feira Grande – Alagoa- COPEVE-UFAL- Segundo a Resolução
do CFF nº 596, de 21 de fevereiro de 2014, que Aprova o Código de Ética
Farmacêutico, o farmacêutico deve

A) comunicar previamente ao Conselho Regional de Farmácia, por escrito, o afastamento
temporário das atividades profissionais pelas quais detém responsabilidade técnica,
quando não houver outro farmacêutico que, legalmente, o substitua.

B) comunicar em até 48 horas após o afastamento ao Conselho Regional de Farmácia,
por escrito, o afastamento temporário das atividades profissionais pelas quais detém
responsabilidade técnica, independentemente da existência de farmacêutico substituto.
Quando afastamento for por motivo de férias, congressos, cursos de aperfeiçoamento,
atividades administrativas ou outras previamente agendadas.

C) comunicar previamente ao Conselho Regional de Farmácia, por escrito, o afastamento
temporário das atividades profissionais pelas quais detém responsabilidade técnica,
quando não houver outro farmacêutico que, legalmente, o substitua, apenas no setor
privado.

D) comunicar ao Conselho Regional de Farmácia, por escrito, em um prazo de até 15 dias,
o afastamento temporário das atividades profissionais pelas quais detém responsabilidade
técnica, independentemente da existência de farmacêutico substituto, caso esse
afastamento se dê por motivo de doença, acidente pessoal, óbito familiar ou por outro
imprevisível.

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E) comunicar previamente ao Conselho Regional de Farmácia, por escrito, o afastamento
temporário das atividades profissionais pelas quais detém responsabilidade técnica,
independentemente da existência de farmacêutico substituto

5. 2015/COTEC – Pref. Lagoas dos Patos/MG - De acordo com o Capítulo III, Art.12, da
Resolução n.° 596, de 21 de fevereiro de 2014, o farmacêutico, durante o tempo em que
permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia, independentemente de
estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve, EXCETO

A) Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes os
fatos que caracterizem infringência ao Código de Ética da profissão farmacêutica e às
normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas.

B) Contribuir para a promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva,
sobretudo quando, nessa área, ocupar cargo ou desempenhar função pública

C) Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia, em 30 (trinta) dias, o encerramento de
seu vínculo profissional de qualquer natureza, independentemente de retenção de
documentos pelo empregador.

D) Dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas, ainda que sem
remuneração ou qualquer outra vantagem pessoal, em caso de conflito social interno,
catástrofe ou epidemia.

6. 2014- Pref. MARTINÓPOLE–CED – CONSULPLAM De acordo com a Resolução 596
de 21 de fevereiro de 2014, que dispõe sobre o Código de Ética Farmacêutica, o Código
de Processo Ético e estabelece as infrações e as regras de aplicação das sansões
disciplinares, responda as questões 38 à 40, que tratam sobre o Código de Ética
Farmacêutica. É direito do farmacêutico:

a) Não é direito do farmacêutico interagir com o profissional prescritor.

b) Exigir dos profissionais da saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente, em
especial quanto à legibilidade da prescrição.

c) Recusar-se a exercer a profissão apenas em instituição privada sem condições dignas
de trabalho.

d) Opor-se a exercer a profissão ou suspender a sua atividade apenas em instituição
pública sem remuneração ou condições dignas de trabalho, ressalvadas as situações de
urgência ou emergência.

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7. 2014- Pref. MARTINÓPOLE–CED – CONSULPLAM - De acordo com a Resolução 596
de 21 de fevereiro de 2014, quando atuando no serviço público, é vedado ao
farmacêutico:

a) Utilizar-se do serviço, emprego ou cargo para executar trabalhos de empresa pública de
sua propriedade, como forma de obter vantagens pessoais.

b) Aumentar, irregularmente, quando em função de chefia ou coordenação, a remuneração
devida a outro profissional da saúde.

c) Ter acesso a todas as informações técnicas relacionadas ao seu local de trabalho e ao
pleno exercício da profissão.

d) Cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço.

8. 2015 - CRF-TO –Imagem Segundo o código de ética farmacêutica, é proibido ao
farmacêutico:

I -fornecer, dispensar ou permitir que sejam dispensados, sob qualquer forma, substância,
medicamento ou fármaco para uso diverso da indicação para a qual foi licenciado, salvo
quando baseado em evidência ou mediante entendimento formal com o prescritor.

II -omitir-se ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia ou com
profissionais ou instituições que pratiquem atos ilícitos relacionados à atividade
farmacêutica, em qualquer das suas áreas de abrangência.

III - deixar de obter de participante de pesquisa ou de seu representante legal o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para sua realização envolvendo seres
humanos, após as devidas explicações sobre a sua natureza e as suas consequências.
Podemos afirmar que:

a ( )Apenas as afirmativas I e III são corretas.

b ( )Apenas as afirmativas I e II são corretas.

c ( )As afirmativas I, II e III são corretas.

d ( )Apenas a afirmativa III é correta.

9. 2015 - CRF-TO –Imagem O Código de Ética Farmacêutica contém as normas que
devem ser observadas pelos farmacêuticos e os demais inscritos nos Conselhos
Regionais de Farmácia no exercício do âmbito profissional respectivo, inclusive nas
atividades relativas ao ensino, à pesquisa e à administração de serviços de saúde, bem

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como quaisquer outras atividades em que se utilize o conhecimento advindo do estudo
da Farmácia, em prol do zelo pela saúde. Segundo o código de Ética Farmacêutica:

a ( ) É permitido ao farmacêutico exercer a profissão em estabelecimento não registrado,
desde que a promoção, prevenção e recuperação da saúde sejam seus objetivos.

b ( ) É dever do farmacêutico comunicar ao CRF a recusa em se submeter à prática de
atividade contrária à lei ou regulamento, bem como a desvinculação do cargo motivada
pela necessidade de preservar os interesses da profissão.

c ( ) Prescreve em 12 meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no
estabelecimento para efeito de instauração de processo ético

d ( ) O profissional condenado por sentença criminal transitada em julgado poderá exercer
as atividades da profissão provisoriamente na prisão.

10. 2015- FUNCAB – CRF-RO - De acordo com o Código de Processo Ético, constante da
Resolução nº 596/2014 do CFF, é correto afirmar:

A) O processo ético poderá ser suspenso ou encerrado sempre que houver pedido de
desligamento ou cancelamento de inscrição profissional por parte do faltoso.

B) Cada Comissão de Ética, instituída pelos Conselhos Regionais de Farmácia, serão
compostas por, no mínimo, cinco farmacêuticos nomeados pelo presidente do CRF.

C) No decurso da apuração ética, poderá o profissional solicitar transferência para outro
CRF, sem interrupção do processo ético no CRF em que se apura a falta cometida.

D) Poderão integrar as Comissões de Ética, membros da diretoria, conselheiros e
empregados dos CRF's

. E) Os integrantes das Comissões de Ética serão remunerados de forma justa pelo seu
trabalho, sendo os custos dessa remuneração arcados pelos CRF's.

11. 2015 - CRF-TO –Imagem A Resolução n° 596 de 21 de fevereiro de 2014, do
Conselho Federal de Farmácia, dentre outras providências, estabelece as infrações e
as regras de aplicação de sanções disciplinares, das quais podemos afirmar que:

a ( ) Verifica-se a reincidência quando se comete outra infração ética durante o prazo de 10
anos após o trânsito em julgado da decisão administrativa que o tenha condenado
anteriormente.

b ( ) Compreende infração ética e disciplinar mediana afastar-se das atividades
profissionais por motivo de doença, congressos, cursos ou outras atividades inerentes à
profissão, sem comunicar o CRF.

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c ( ) Compreende infração ética e disciplinar grave permitir que terceiros tenham acesso a
senhas pessoais, sigilosas e intransferíveis, utilizadas em sistemas informatizados e
inerentes à sua atividade profissional.

d ( ) Compreende infração ética e disciplinar grave participar de qualquer tipo de
experiência com fins bélicos, raciais ou eugênicos, bem como de pesquisa não aprovada
por Comitê de Ética em Pesquisa ou Comissão de Ética no Uso de Animais.

GABARITO
1-D 2-B 3-B 4-A 5-C 6-B
7-D 8-C 9-B 10-C 11-D

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