PLANO DE LAVRA

EXTRAÇÃO E COMÉRCIO DE AREIA E
CASCALHO E SEIXO

GURUPI-TO
2008

.......................Hidrografia local..0 ................................ 10................................................................ 3............... Método de lavra.............................. 3..........................................................................................FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA............................................................................................................................. Extração em leito de rio..................................................................5....................................................................................1 ...............................4 ...............3 ......................1 .....Caracterização do minério.................................................................................... Escalas de produção..........1 ................................. Identificação do requerente...................................................................................................................................... 3...................CARACTERIZAÇÃODAÁREA......................................Flora............... 7........5 ...2 ......... 3.......................Acessos.................. ..................... Localização e vias de acesso...............5.8 ............2 ................................................................................ 1.....................3..... 1.......................................................... Memorial descritivo da área.. Áreas de servidão.... 3............... Vida útil da jazida .......................................................9 ................. SUMÁRIO 1...................................................3.......................................................................................................... 2.............Bota ......2 ....................1 ....................................0 ............................ 9...................................................................... 8..0 .................................................................................................... Introdução............ Equipamentos utilizados na lavra............ 3........ Operações de beneficiamento.HABITAÇÕES............................... 2............................................................................................... 3..Aspecto geológico..................4 ................................ 2...........................5.................................................................. 3....LAVRA 3...............0 .........................4 ....................... 2....3.......................... 3. 3.......Tanques de decantação............................................. 2.............................................................................................................................. 3.....................................................Caracterização do estéril/rejeito..................................................4 ................................................................ 3..........................................SISTEMA DE DRENAGEM......6 ...................0 ...................................... Transporte........ 2................................................... 2......3 .......11.. 6......................................SEGURANÇA SAÚDE E HIGIENE.........................7 ...................5...........0.............10.......... 3................................................................................... Desativação das frentes de lavra ...................2 ............................................................................... Carregamento................................. 5..............Beneficiamento.................................................0 .........................................5 ....................................................................fora.................................Fauna............1 .Biota 2........................................................ 3........... 1..........PCIAM – PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL NA MINERAÇÃO...... 4..3 .................................................................SEGURANÇA DOS TRABALHADORES...............................................5 ............................................................ Mão-de-obra.........................................................5..............................DESCRIÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO 1.Estocagem de minérios....2 ...PLANO DE RESGATE E SALVAMENTO.........0 ...............0 .....0 ........... 3........................................................................... 3....................................................................................

.............................................Preparação das praças de deposição................... 10..................................................................................................4................... 10................................................... ...................2.........Abertura e manutenção dos acessos... 10.........................................................3...........................Carregamento e transporte...............PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA.................................................... 10................................................................3.................1.............Suspensão da lavra....1...................... 10........................ANEXOS...... 12.......2....................................................5................................................Proposição das medidas de atenuação dos impactos.2.......Disposição da areia.......................Monitoramento................ 10..........................................................................................2..................................6....Dragagem......................0.............. 10.............................................................................2..........7.............. 10........................2................. 10.......Considerações............................... 10..Cronograma de execução....................................................................................2.......................2....................... 10.Manutenção dos equipamentos...........................4..CONCLUSÃO 13............ 11.......................0....0........2............................

0 .06 0° SE .22 0° NW 02 02 03 750. 1. a partir do vértice 01. proprietário e requerente da área. Fazenda Barroquinha. sendo 100% em território do Município de Peixe. no sentido horário: Lado do vértice ao vértice Distância(m) Rumo 01 01 02 475. para uso direto como matéria-prima na construção civil.70 ha no Município de Peixe. em terrenos pertencentes ao Sr.3 . no leito do Rio Santa Teresa e em parte da área da Fazenda Barroquinha.50 90° SE 05 05 06 150. Município de Peixe.1.39 0° SE 04 04 05 421. Cep 77 460 000 Local da Atividade: Leito do Rio Santa Teresa. A área onde está situada a jazida fica no leito do Rio Santa Teresa e na sua margem direita. conforme plantas em anexo. N° 1.Identificação do requerente JOSÉ CPF . José Ranulfo de Souza Santos.Introdução O presente Plano de Lavra é um projeto técnico constituído de operações coordenadas de lavra e tem como objetivo a implantação dessas operações para a exploração de areia e cascalho. têm os seguintes comprimentos e rumos verdadeiros. O ponto de amarração (PA) está localizado no vértice n° 1 da poligonal e apresenta as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 12° 01’ 24. TO. movido pelos vários projetos em andamento na região. numa área de 32. O objetivo do empreendimento é a comercialização direta dos bens minerais.61-20 RUA 12. O mercado consumidor na região cresce continuamente. A superfície total da área requerida é de 50.030.1 .1” SUL Longitude: 48° 38’ 23.00 hectares. GURUPI.76 90° SE 07 07 08 831.00 0° SE 06 06 07 533.2 . Estado do Tocantins. 1.DESCRIÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO 1.3” OESTE Os lados do polígono. atendendo as exigências técnicas e legais vigentes.Memorial descritivo da área A área do empreendimento situa-se ao longo do Rio Santa Teresa pela margem direita. Os trabalhos de mineração serão conduzidos de forma a priorizar o aproveitamento racional dos bens minerais em questão.00 90° NE 03 03 04 217. CENTRO. distando aproximadamente 12Km de Peixe.

O Rio Santa Teresa é perene. margem direita. O acesso a partir de Palmas é feito pela rodovia TO-050. está incluída na Zona Fitoecológica das Savanas (Cerrado).53 0° NW 10 10 11 157. onde a savana arbórea aberta (campo cerrado) é o subgrupo predominante. 2. Apresenta-se.Aspecto geológico A área ao longo do vale do Rio Santa Teresa contém um depósito aluvionar com largura variada.255 até a cidade de Fátima.44 90° NW 15 15 16 420. não sendo navegável.01 40°15’24” NW 11 11 12 353. tendo nas margens solos areno argilosos cinza amarelados.TO.1 . em geral serpenteadas por floresta-de-galeria.00m. 2.2 . distante aproximadamente 12Km da sede do município. A Savana ou Cerrado ocorre em praticamente todos os recantos do município de Peixe. na zona rural do Município de Peixe.0 . tendo no seu leito grande quantidade de areia e cascalho de granulometria variada.00 metros e profundidade variando de 1.70 66°56’22” NW 13 13 14 383. 2. nos . que é constituída principalmente por granitos.3 – Biota 2.74 90° SW 09 09 10 507.CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA 2. com largura média de 20.1 . Fazenda Barroquinha.04 90° SW 1. que liga Gurupi a Peixe e no Km 56. até a cidade de Porto Nacional.Flora A região abrangida pelo município de Peixe . num percurso de 60 Km. 08 08 09 113. em maior parte.79 90° NW 12 12 13 447. onde é caracterizada por diferentes espécies fitofissionômicas. num percurso de 110Km.35 39°31’8” NW 14 14 15 178. Daí segue pela TO .242. Daí segue pela TO . percorrendo áreas plano onduladas.50m a 3.4 . sendo constituída por várias formações herbáceas da zona neotropical intercaladas por pequenas plantas lenhosas até arbóreas.3. num percurso de 60 Km.Localização e vias de acesso A área do empreendimento situa-se ao longo do Rio Santa Teresa. pela margem esquerda.153) até a cidade de Gurupi.Hidrografia local O Rio Santa Teresa é afluente do Rio Tocantins. onde está situada a área requerida. granodioritos e tonalitos.54 26°50’49” SW 16 16 01 112. denominada de Complexo Goiano de Idade Arqueana. toma-se uma vicinal a direita e após 08 Km atinge-se a Fazenda Barroquinha e o Rio Santa Teresa. às vezes com quedas d’água. Daí segue pela Belém Brasília (Br . compostos principalmente por quartzo e possuindo camada superficial com solo orgânico amarronzado e está inserida nos domínios da unidade geológica. tendo suas cabeceiras nas proximidades da Serra das Canoas. onde será desenvolvido o trabalho de lavra de areia e cascalho.

entre outros. além da mata galeria ainda existente. Geralmente. cega machado. tucum. Observa-se também. Há. As espécies mais comuns são: gonçalo alves. ainda. variam quanto à largura e composição. O quadro abaixo apresenta as principais espécies vegetais identificadas na área do empreendimento e seu entorno: Nome Vulgar Nome Científico Açoita cavalo da folha larga Luehea macrocarpa Araçá Eugenia florída Barbatimão Struphnodendron barbatiman Brinco de galinha Rourea induta Cagaiteira Quelea parviflora Canela de ema Vellozia glochidea Carvoeiro Sclerolobium paniculatum Cedro Cedrella fissilis Cega machado Physocalimma sacaberrimun Craibeira Tabebuia caraíba Fava de bolota Parkia sp Faveiro Dimorphandra mollis Gonçalo Alves Astronium spp Guariroba Campomanesia bullata Ipê roxo Tabebuia sp Ipê-amarelo Tabebuia serratifolia Jacarandá Machaerium sp Jatobá do cerrado Hymenaea stignocarpa Lixeira Curatetla americana Mangaba Hancomia speciosa Marmelada Crysophilun sp Mirindiba Buchenavia sp Murici Byrsonima sp Negramina Siparuna s£ Olho de boi Diospyrus sp . característico de solos férteis e úmidos responsável pela grande diversidade da flora e fauna. As espécies mais freqüentes são: buriti. com árvores baixas e retorcidas no estrato mais alto e rasteiro no estrato rente ao solo. a savana gramíneo-lenhosa (campo limpo) e a savana parque (parque cerrado). macaúba. Esta formação é composta de elementos arbóreos. tingui. perenes e casca corticosa. É uma vegetação xeromórfica. nas regiões serranas. embaúba. entremeados de plantas lenhosas raquíticas. folhas coriáceas grandes. ausência de estrato arbustivo nítido e com camada graminosa de espécies hemicriptófitas em tufos. A savana arbórea densa (cerradão) é encontrada nas regiões de matas de galeria. que predominam principalmente. com elementos esgalhados.campos. etc. mas a vegetação é sempre alta e densa. No levantamento da área da margem direita do Rio Santa Teresa. foi verificada uma vegetação característica do cerradão. na área do empreendimento a ocorrência de mata ciliar no Rio Santa Teresa e afluentes. constituída por elementos florestais.

Os quadros a seguir.Pau d’óleo Copaifera longsdorffii Pau terra da folha larga Qualea grandiflora Pau terra da folha miúda Qualea parviflora Pequi Caryocar brasiliense Pindaíba branca Duguetia sp Pindaíba do cerrado Xylopia emarginata Puçá Rauwolfia bahiensis Quineira Strychnos pseudoquina Sucupira Vatairea macrocarpa Timbó Licania tomentosa Vinhático Plathymenia reticulata 2. as espécies faunísticas encontradas foram animais de médio a pequeno porte. que em virtude da heterogeneidade de recursos ecológicos abriga uma comunidade faunística diversificada. répteis. A avifauna representa o maior número de espécies detectadas na área. mamíferos. o lambari. por atividades agropecuárias. entre as matas de galeria e o cerrado. foram observados animais como a cobra coral. sapos e rãs. o calango.2 .Fauna A fauna da região de Peixe é característica do bioma Cerrado. apresentando maiores índices de freqüência nas áreas de transição. Esta constitui um grupo altamente presente nas variadas fisionomias do município. o camaleão e a lagartixa. como o tatu. raposa. cutia. onde a avifauna é preponderante. Em razão da área circunvizinha ao empreendimento encontrar-se parcialmente degradada. periquito. Quanto aos anfíbios e répteis. traíra e etc. onde podem ser identificados espécimes como: rolinha. piau.3. anfíbios e peixes identificados na área e seu entorno: NOME CIENTÍFICO NOME COMUM Leptotila varreauxi Juriti Scardafella squamata Rolinha fogo-apagou Zenaida auriculata Pomba-do-bando Columbina talpacoti Rolinha caldo-de-feijão Columba cayennensis Pomba verdadeira Claravis pretitiosa Juriti-azul Belopterus chilensis Téu-téu Passer domesticus Pardal Orizoborus angolensis Curió Volatina jacarina Tiziu Cyanocorax cyanopogon Cã-cã Stelgidopteryx ruficillis Andorinha Pitangus sulphuratus Bem-te-vi Muscivora tyrannus tyrannus Tesourinha . apresentam as principais espécies de aves. cascavel. araras entre outras. foram identificadas espécies de peixe como o mandi. bem-te-vi. No Rio Santa Teresa e afluentes das proximidades da área do empreendimento. etc. perdiz.

Tatu-bola Dasyprocta aguti aguti Cutia Tamanduá tetradactyla tetradactyla Tamanduá-mirim Callithris penicillata jordani Sagüi Cavia porcellis percellus Preá Rattus rattus rattus Rato doméstico Sylvilaguns brasiliensis Coelho do mato RÉPTEIS NOME CIENTIFICO NOME COMUM Geochelone carbonaria Jaboti Ameiva Ameiva laeta Teu Dracena spp. Lagartixa Boa constrictor constrictor Jibóia Micrurus spp. Coral verdadeira Bothrops jararaca Jararaca Crotalus durissus Terrificus Cascavel . João-de-barro Rhynchotus refercens Perdiz Nothura maculosa Codorna Crypturellus undukatus Jaó Crypturellus parvirostris Inhambú-xororó Otus choliba Corujinha Rhinoptynx clamador Coruja.rabo branc(cuitelo) Antrocothoraz nigricollis Beija-flor papo-preto MAMÍFEROS NOME CIENTÍFICO NOME COMUM Blastocerus dichotomus Veado galheiro Mazana americana rufa Veado mateiro Priodontes giganteus Tatu-canastra Euphrantus sexcinetus seosus Tatu-peba Tolypeutes spp. Tucano Phaeotornis pretei Beija-flor . Lagarto Gymnodactylus spp.Coryphospingus pileatus Tico-tico-rei Saltador máximos Sabiá-gonga Nyctichromus albicolis Curiango Crotophaga ani Anu-preto Guira-guira Anu-branco Coragyps atratus Urubu comum Butero magnirostrid magniplumis Gavião pega-pinto Cariana cristata Seriema Aramides cajannea Saracura três-potes Furnarius spp. mocho orelhudo Colaptes campestris Pica-pau de penacho Forpus crassirostris Periquito Amazona amazonica Papagaio Anadorrynchus hyacinthinus Arara azul Ramphastos spp.

não serão . oficinas.1 .Caracterização do estéril/rejeito O estéril/rejeito é caracterizado por matéria orgânica.3 .Extração em leito de rio A extração da areia e do cascalho ocorrerá inicialmente no trecho indicado em planta.5.2 . 3.Spilotes pullatus anomalepis Caninana Iguana iguana iguana Camaleão papa-vento 2. escritório. com superfície de 500 m². Os principais consumidores a serem atingidos são das cidades de São Valério de Natividade. pátio de estocagem e acessos. O trecho a ser lavrado.LAVRA 3.Áreas de servidão As áreas de servidão são definidas pelas áreas da lavra.00 x 50. local do peneiramento. média e grossa. do leito do Rio Santa Teresa. principalmente folhas. por uma pá carregadeira com caçamba frontal. Natividade e Gurupi. de cor esbranquiçada a cinza claro e cascalho de característica aluvionar. conforme poligonal da área requerida.Caracterização do minério Na área foram identificadas areias essencialmente quartzosas. da planta de detalhes em anexo. Alojamento.5 . Estado do Tocantins. 3.Método de lavra Extração em leito ativo de Rio Lavra a céu aberto por dragagem hidráulica por sucção direta. do NATURATINS e da propriedade. 3. seguindo diretamente até o consumidor. 3.5.0 . 2. de granulometria fina. tanques de decantação.Transporte O transporte será feito por caminhões tipo caçamba da área de extração ou do pátio de estocagem. respeitando-se os limites da área objeto das licenças do DNPM. 3. A extração da areia e do cascalho ocorrerá no leito do Rio Santa Teresa para montante do ponto de extração em toda sua extensão. composta por restos vegetais.4 . corresponde a um polígono de 5. densidade em torno de 2. cantinas. Peixe. no leito do Rio Santa Teresa.00m. conforme planta de detalhes em anexo.4 .Carregamento O carregamento dos caminhões basculantes será feito diretamente pela moto bomba e se acumular e houver estoque no pátio. galhos e raízes e também uma pequena quantidade de silte que será decantado.

00 x 25.00m. já que a lavra se aterá apenas aos pontos onde existem esses depósitos naturais que são sazonais. totalizando 3. recompondo assim o ambiente original.00m² de área. com o decapeamento da parte superficial. de onde a polpa. cascalho grosseiro.500m². que atinge a área de lavra e o pátio de estocagem. superfície de 625.5.5. areia media e areia grossa.3 .750m³ de minério. superfície de 2. o acesso será feito por uma estrada já existente.00 x 25. altura de 1.construídos por não haver necessidade. para após a lavra voltar aos seus lugares de origem.5. após decantada será conduzida por outro canal até um tanque de clarificação de 25. superfície de 625.1 .00m x 50.Operações de beneficiamento Fluxograma da Atividade de Lavra . composta por solo com matéria orgânica.00m.00m.Acessos Conforme planta de detalhes em anexo. que serão convenientemente armazenados. 3.00m. O material retido nas peneiras. Em todos os pontos do rio onde existem bancos de areia e forem explorados. 3.6 . galhos e raízes serão devidamente armazenados.Tanques de decantação Conectado com o pátio de estocagem será construído um tanque de decantação de 25.Estocagem de minério O minério será estocado numa área de 50. pois a infra-estrutura utilizada será da cidade de Peixe. 3.Bota-fora O bota fora será no tanque de decantação preparado na continuidade da área de lavra. esses procedimentos deverão ser adotados.5 .00 x 25. 3. 3.2 . com os trabalhadores sendo transladados diariamente. material orgânico composto por folhas. através de um canal retoma ao leito normal do Rio Santa Teresa a jusante da área de lavra.00m². resultando em três produtos: areia fina. para posterior retorno após o encerramento da lavra para sua área de origem. 3. onde o restante da lama será decantada e a polpa limpa e clarificada.5.5.Beneficiamento O beneficiamento será simplesmente uma classificação por peneiramento. Esta área será previamente preparada.5 m.4 . com dimensões de 25. superfície de 625m².

pois o curso d’água é ativo.10. 130 cv: Capacidade: 2.9 . silte e areia fina) Tanque de decantação Areia Fina Areia Media Areia Grossa Cascalho Estocagem Carregamento e Comercialização Fig. 3.7 .0m³ Combustível: óleo diesel 3.Escala de produção Quantidade mensal: 600 m³ de areia.Mão-de-obra QUALIFICAÇÃO QUANTIDADE .8 . 1: Fluxograma da Atividade de Lavra 3. sendo reposto continuamente pela dinâmica do Rio Santa Teresa. 3.Caçamba de 6. Área de Lavra Desmonte Mecânico Água + Efluentes sólidos Matéria Orgânica Separação Granulométrica (Água.Vida útil da jazida Indefinida. Combustível: Óleo Diesel Caminhão Mercedes Benz 1313 .Equipamentos utilizados Draga de 4” acoplada a motor Diesel de 110 cv Pá carregadeira FIAT ALLIS 1500B.8 m³ por caçamba.

de . tubulação. 7. químicos. capotes.0 . etc. serão devidamente recolhidos e as áreas e os pátios de estocagem e decantação serão recuperados.0 . 5.HABITAÇÕES Os trabalhadores que farão a operação de lavra.11 . após comunicação ao DNPM. capacetes. para não aparecimento de acidentes e doenças do trabalho. como luvas.das 07:00 horas às 17:00 horas 3.Desativação das frentes de lavra Caso haja a paralisação das frentes de lavra. com mapeamento e confecção do PPRA (Plano de Prevenção de Riscos Ambientais) e fixação em local visível e de fácil acesso pela comunidade envolvida.SEGURANÇA.FORNECIMENTO DE ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA A água a ser utilizada será dragada do Rio Santa Teresa para a composição da polpa areia/água e a água para consumo humano será trazida em recipientes térmicos apropriados da fazenda próxima e/ou da cidade de Peixe. protetores auriculares. os equipamentos da operação tais como draga. será providenciada da rede rural que já abastece a sede da fazenda. tanque de decantação. 4. com colocação em locais estratégicos.SISTEMA DE DRENAGEM O sistema de drenagem na operação de lavra e peneiramento é feito seguindo o seguinte trajeto: retirada do curso d’água. tanque de clarificação e retorno ao curso do Rio Santa Teresa a jusante da área de lavra. serão desenvolvidas pelo acompanhamento e prevenção de fatores físicos. peneiras. (Equipamento de Proteção Individual). pátio de estocagem.Administração 01 Lavra 02 beneficiamento/peneiramento 01 motorista 01 operador de máquina 01 auxiliar de serviços gerais 01 TOTAL 07 Jornada de trabalho: 05 dias/semana . A energia necessária será através dos motores dos equipamentos e se necessário. serão transladados diariamente da 6. As mesmas são listadas abaixo: O empreendedor deve fornecer e fiscalizar a utilização de EPIS. formação da polpa.0 . conforme descrito no item recuperação das áreas degradadas. máscaras de pó. pelos trabalhadores da empresa. SAÚDE E HIGIENE As medidas de monitoramento de doenças relacionadas com as atividades do empreendimento. biológicos e mecânicos.0 . potencialmente geradores de risco a saúde humana.20 dias /mês Turno: 01 turno . nos locais onde haja riscos á saúde humana.

traduzidos em melhor qualidade de vida para os cidadãos.placas indicativas de medidas de segurança e obrigatoriedade da utilização dos equipamentos de proteção. luvas. assim. a partir do aumento do número de operários. deve-se tomar. evitando. estadual e federal. Acompanhamento dos acidentes de trabalho. O responsável. Acompanhamento através de exames periódicos da população envolvida com o empreendimento. No entanto. organização.0 . com comunicação dos casos registrados para os organismos de controle. antes de assumi-las. nos âmbitos municipal. com assistência médica e social durante a fase de reabilitação do trabalhador. Para tanto. No que se refere aos equipamentos. conhecidas como PNEUCOMONIOSES. dengue e febre amarela. limpeza e pessoal devidamente capacitado para a função levam as condições e atos inseguros tenderem a zero. com afastamento do local de trabalho do operário envolvido. Toda atividade de extração propicia benefícios econômicos e sociais. que deverão ser revisados semanalmente e mantidos em boas condições de uso. Prevenção de Acidentes Os acidentes são provocados. . para acompanhamento e implantação de programa de prevenção de acidentes. tais como malária. seguros e adequados a cada função dos seus funcionários. livres de entulhos e com sinalização corno determina a norma vigente. limpeza e ordem no âmbito do empreendimento. botinas e protetores auriculares. a execução de algumas tarefas consideradas perigosas pode resultar em acidentes indesejáveis. basicamente. através de exames médicos periódicos dos funcionários. sendo adotados os seguintes procedimentos e normas: a) Acompanhamento da utilização e uso dos equipamentos e ferramentas. o empreendedor deverá adquiri-los de boa qualidade. por condições inseguras ou atos inseguros. ainda as seguintes medidas: a) Treinamentos adequados e constantes para todos os trabalhadores em suas respectivas funções. instalará a CIPA. b) Os locais de trabalho devem ser mantidos limpos e desimpedidos. o aparecimento de doenças infecto contagiosas e em especial as doenças do aparelho respiratório. Acompanhamento do aparecimento de casos de doenças de caráter endêmico. Rodízio de funcionários nas áreas mais nocivas á saúde. que tem manifestação tardia. Tais acidentes podem ser minimizados ou totalmente evitados com o uso de equipamentos e ferramentas adequadas. A utilização de equipamentos e ferramentas adequadas.SEGURANÇA DOS TRABALHADORES A segurança dos trabalhadores será supervisionada pelo encarregado treinado para os procedimentos a serem aplicados. com a metodologia. juntamente com os trabalhadores envolvidos. na área do empreendimento. treinamento e capacitação dos funcionários e uma constante fiscalização das atividades de higiene. c) Os operários usarão capacetes. As estradas e vias de acesso serão mantidas desimpedidas. 8.

b) Exigir o uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual (EPI’s).1 . fazendo sua remoção para um hospital mais próximo. peças de maquinários.1 . etc.0 . 10.2. 10.2 . Materiais que possam servir de depósitos de água e favorecer a reprodução de vetores de doenças parasitárias. Em caso de acidente fatal é obrigatório que se tome as seguintes medidas: 1) Comunicar o acidente imediatamente a autoridade policial competente 2) Comunicar imediatamente o acidente a Delegacia do Trabalho 3) Comunicar imediatamente o acidente ao DNPM 4) Isolar o local diretamente relacionado ao acidente mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente. de caminhos e acessos.0 .Abertura e manutenção dos acessos . serão armazenados e. Todos os trabalhadores deverão participar ativamente de todos os programas relacionados à prevenção de acidentes.Preparação das praças de disposição Na abertura do pátio para estocagem do material.PLANO DE RESGATE E SALVAMENTO Durante a operação de lavra.PCIAM .Considerações 10. para poderem discutir sobre os problemas que podem causar acidentes e terem condições de sugerirem medidas de prevenção. que na região conta com o melhor e mais aparelhado sistema de atendimento médico- hospitalar.2.Medidas de controle ambiental Dentre as principais medidas de controle ambiental. visando à recomposição das áreas existentes. visando a recomposição futura do solo e a revegetação dessas áreas com espécies nativas. para atender com rapidez e eficiência. posteriormente terão sua destinação final em locais adequados. latas. o encarregado e sua equipe deverão contar com um sistema de resgate e salvamento. como também divulgar e zelar pela observância das normas de segurança e medicina do trabalho ou de regulamentos e instrumentos de serviços emitidos pelo empregador. no caso específico na cidade de Gurupi.PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL NA MINERAÇÃO 10. o local de trabalho deve ser mantido livre de sucatas diversas como pneus. com posterior plantio de espécies nativas. o transporte de trabalhador(es) acidentados com gravidade. c) Palestras freqüentes sobre o uso dos EPI’s e segurança na área de extração.2 . deve-se evitar decapeamentos desnecessários e estocar a camada de solo orgânico. 9. deve ser recuperada através de gradagem e subsolagem. mangueiras. fora da área de inundação do curso d’água. 10. que deverão ser armazenados em locais adequados. A compactação dos solos nas áreas de estocagem.

com a areia sendo retirada por sucção e sendo colocada diretamente dentro das caçambas transportadoras. após comunicação ao DNPM.Manutenção de equipamentos A manutenção dos motores dos equipamentos. 10.Os caminhos e acessos abertos devem ser recuperados quando do término dos serviços.3.Suspensão da Lavra Caso haja paralisação das frentes de lavra. da flora e da qualidade biótica do curso d’água. os caminhos e acessos devem ser umedecidos. deverá ser implantado um plano de recomposição da vegetação. quando for necessário. peneiras. com as operações de troca de óleo e de engraxamento devem realizar-se de forma adequada. Para isto.6 .Dragagem A dragagem será pelo método mais simples possível.Cronograma de execução . com o término das atividades de extração.2. Os funcionários serão orientados. os equipamentos da operação tais como draga. serão devidamente recolhidos e as áreas e os pátios de estocagem e decantação serão recuperados. com o conseqüente depósito.2. buscando o fortalecimento das práticas conservacionistas da fauna e da flora no local.4 . A educação ambiental Será constante. tubulação. No entanto caso haja um aumento no movimento de veículos na área de extração que ocasione no aumento da poeira.4 . O material coletado deverá ser encaminhado para locais apropriados em postos de combustíveis. adequadamente. 10. no sentido de não cometerem ações predatórias. pelos funcionários 9 por técnico 9specializado.Carregamento e transporte O impacto causado pela poeira fugitiva e de ruídos.Monitoramento Para o êxito do presente plano torna-se necessário o acompanhamento das medidas que serão implantadas.2. no período de estiagem. no sentido de atuarem na proteção da fauna. 10. 10. etc. Com o objetivo de recompor a vegetação degradada. deve-se repor o solo e a vegetação original. por parte do responsável pelo empreendimento. não podendo.7 . por serem ao ar livre. para posterior carregamento das caçambas transportadoras por pá mecânica. 10. ser lançado efluente e/ou resíduo no curso d’água ou no solo. O óleo já utilizado será armazenado em tambores.2. em hipótese alguma. e mesmo coibir estes atos por parte de terceiros.2. 10. devido ao movimento de caminhões. utilizando-se vasilhames para evitar o derramamento de óleo e graxas. será de pequena monta e fácil dissipação.3 . na região.Disposição da areia e do cascalho A areia só será depositada nas áreas destinadas a estocagem se for conveniente adotar-se períodos mais longos de operação da draga. 10.5 .

000. é recuperada pelo reaproveitamento do material orgânico e solo já estocado para esta finalidade.500.PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA Toda área que for degrada pelo decapeamento para preparação de área para o pátio de estocagem. MESES MEDIDAS DE CONTROLE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Preparação das praças X Abertura de Acessos X Implantação do Sistema de drenagem X X Fornecimento de EPI X Sinalização da área X Manutenção de equipamentos X X X X Acompanhamento da lavra X X X X X X X X X X X Outros X X X X 11.00 (quatro mil e oitocentos reais) = 36% A Viabilidade Econômica apresentada acima é um exercício que prova que o projeto pode ser desenvolvido. Faturamento Total/mês. beneficiamento por peneiramento. tendo um faturamento de R$ 18.00 (treze mil e duzentos reais) Lucratividade: R$ 4.00 por metro cúbico.000. R$ 18.00(seis mil reais) Salários: R$ 3.000. a R$ 30.0 .200.00 (mil reais) Responsável Técnico: R$ 700.00 (setecentos reais) Total de despesas mensais: R$ 13.00 (um mil reais) Recuperação Ambiental: R$ 1.000.000.000.00 (três mil reais) Encargos sociais: R$ 1. providencia-se plantio de gramíneas. pois apresenta uma receita positiva. arbustos e arvores nativas para completar a recuperação.0 CONCLUSÃO Faturamento Produção mensal estimada: Areia: 600m³/mês. decantação. acessos e caminhos. 12. aberturas de frentes de lavras. .00 (dezoito mil reais).00 (dezoito mil reais) Despesas operacionais mensais: Máquinas e equipamentos: R$ 6.800. Se necessário.00 (um mil e quinhentos reais) Impostos e Taxas: R$ 1.

....... A não extração da areia deixaria de aproveitar os recursos minerais naturais de suma importância para o uso na construção civil. para quaisquer esclarecimentos e informações que se fizerem necessários... Engenheiro de Minas ....... 01 de setembro de 2008 _____________________________________________________ Responsável Técnico: CREA .. Gurupi.... O titular: NA .....O método a ser utilizado na extração de areia será a alternativa tecnológica mais simples existente a comumente empregada para aproveitamento econômico deste tipo de bem mineral...... Técnicos do DNPM.. localizados em leito de drenagem. colocam-se à disposição dos Srs....EXTRAÇÃO E COMÉRCIO DE AREIA E SEIXO LTDA bem como seu responsável técnico....

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