Área Temática: Jurisdição Penal

Regime Jurídico Aplicável ao Tráfico e Consumo de
Estupefacientes, Substâncias Psicotrópicas,
Precursores e outras Substâncias de Efeitos Similares

Lei n.º 3/97, de 13 de Setembro

Por:
Vitalina do Carmo Papadakis
Juíza de Direito

Maputo, Junho de 2008

Centro de Formação Jurídica e Judiciária
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Regime Jurídico Aplicável ao Tráfico e Consumo de
Estupefacientes, Substâncias Psicotrópicas,
Precursores e outras Substâncias de Efeitos
Similares

A aprovação da Convenção das Nações Unidas contra o
Tráfico Ilícito de Estupefacientes e de Substâncias Psicotrópicas de
1988, assinada por Moçambique e ratificada é a razão determinante
da Lei n.º 3/97, de 13 de Março.

Tal instrumento de direito internacional público visa
prosseguir três objectivos fundamentais:

Em primeiro lugar, privar aqueles que se dedicam ao tráfico
de estupefacientes do produto das suas actividades criminosas,
suprimindo, deste modo, o seu móbil ou incentivo principal e
evitando, do mesmo modo, que a utilização de fortunas ilicitamente
acumuladas permita a organizações criminosas transnacionais
invadir, contaminar e corromper as estruturas do Estado, as
actividades comerciais e financeiras legítimas e a sociedade a todos
os seus níveis.

Em segundo lugar, adoptar medidas adequadas ao controlo e
fiscalização dos precursores, produtos químicos e solventes,
substâncias utilizáveis no fabrico de estupefacientes e de
psicotrópicos e que, pela facilidade de obtenção e disponibilidade no
mercado corrente, têm conduzido ao aumento do fabrico
clandestino de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas.

Em terceiro lugar, reforçar e complementar as medidas
previstas na Convenção sobre Estupefacientes de 1961 - Resolução
da Assembleia da República n.º 7/90, de 18 de Setembro - e na
Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas de 1971 - Resolução da
Assembleia da República n.º 8/90, de 12 de Setembro - colmatando
brechas e potenciando os meios jurídicos de cooperação
internacional em matéria penal.

A transposição para o direito interno dos objectivos e regras
que, num processo evolutivo, vão sendo adquiridos pela
comunidade internacional mostra-se necessária ao seu
funcionamento prático, acontecendo que as disposições mais
significativas daquela Convenção das Nações Unidas não são
exequíveis sem mediação legislativa.

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Vitalina do Carmo Papadakis, Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes, substâncias
psicotrópicas, precursores, e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.º 3/97, de 13 de Março

se não for acompanhado de uma melhoria progressiva dos recursos técnicos da investigação criminal e da formação e dinamismo dos seus titulares. outrossim.” Na lei. ora em revisão. as substâncias e os seus preparados. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.º 3/97. no art. Deve-se fazer um apelo à maior articulação entre o papel do sistema judiciário e dos serviços e organismos de saúde pública. e os produtos definidos como tal nos diversos diplomas legais em vigor ou que constem das listas anexas às Convenções sobre estupefacientes e substâncias psicotrópicas já ratificadas por Moçambique ou as que venham a ser ratificadas e as respectivas alterações. Nos termos da Lei n. A graduação das penas aplicáveis ao tráfico tendo em conta a real perigosidade das respectivas drogas afigura-se ser a posição mais compatível com a ideia de proporcionalidade. a decisão de uma graduação mais ajustada tem de assentar na aferição científica rigorosa da perigosidade das drogas nos seus diversos aspectos. onde se incluem motivações que ultrapassam o domínio científico. para relevarem de considerandos de natureza sócio-cultural não minimizáveis. O que não implica necessária adesão à distinção entre drogas duras e leves e. de 13 de Março . as penas foram graduadas tendo em conta a perigosidade das substâncias. «designadamente em matéria de perda de produtos do crime». o nulo ou reduzido efeito dissuasor da previsão abstracta de penas severas. muito menos. não só em termos de qualidade como também de quantidade e com consequências a nível de dispersão territorial. “consideram-se drogas as plantas. É sabido. Simplesmente. precursores. bem como ainda as listas que vierem a ser adoptadas pelo Governo em cumprimento das recomendações emanadas da Organização Mundial de Saúde. substâncias psicotrópicas.º 3/97. às ilações extraídas por alguns países no campo da descriminalização ou despenalização do consumo. de 13 de Março. particularmente com o Código Penal. especificamente na parte que é dirigida à prevenção e tratamento de toxicodependentes. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. __________________________________________________________________ 3 Vitalina do Carmo Papadakis.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ A lei interna atendeu já à Convenção das Nações Unidas de 1988. Só assim será imaginável levantar uma barreira resistente à extensão de um fenómeno de raízes culturais mas com manifestações imediatas e bem visíveis na saúde do indivíduo. No que respeita à dosimetria das penas a presente reformulação deverá ser harmonizada com o restante sistema jurídico. 3º.

os pais.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ Ponto obrigatório de reflexão ao proceder-se uma revisão de alguma envergadura terá de ser o modo como o sistema jurídico deve lidar com o consumo de drogas. Tal não significa. como alguém que necessita de assistência médica e que tudo deve ser feito para o tratar. desde logo nos próprios países nórdicos. como também na perscrutação minuciosa da sensibilidade das camadas sociais mais envolvidas (os jovens. Esta postura vem merecendo a crítica de laxismo. acreditando-se mais no controlo social que na eficácia da legislação. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. Considera-se censurável socialmente o consumo de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas. Uma alteração radical da política legislativa em tal campo terá de se basear. precursores. os educadores. não emocional nem dogmática. eles também já experimentados em posições mais brandas. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. desde logo pela quebra de responsabilidade individual de cada cidadão perante os outros. que o toxicodependente não deva ser encarado. o centro de gravidade da actuação pretende-se localizado na saúde do consumidor. todavia. por exemplo. conhecida que é a capacidade dos traficantes para explorar novas situações e mercados. Pode. que foram progressivamente abandonando.º 3/97. na conjuntura hoje vivida. as famílias em geral. dada a sua influência cultural). de 13 de Março . procurando-se que o contacto com o sistema formal da justiça sirva para o incentivar ao tratamento. Na Holanda. porém. Arrogando-se de uma solução pragmática. em primeira linha. substâncias psicotrópicas. na hipótese de ter sido atingido pela toxicodependência. o consumo de droga na prática não é proibido. dizer-se que a generalidade dos países representados nas Nações Unidas receia que o invocado pragmatismo do tipo holandês abra brechas num combate cuja amplitude de danos na saúde. especialmente das camadas jovens. __________________________________________________________________ 4 Vitalina do Carmo Papadakis. não só no conhecimento profundo das últimas aquisições científicas sobre o efeito destas drogas na personalidade humana. que não haveria diques bastante para o travar. por sua causa e também pela protecção devida aos restantes cidadãos. o consumidor de drogas é sancionado pela lei vigente de maneira quase simbólica. sem o que essa medida necessariamente se transformará numa intervenção sem reflexão posterior. Em conformidade com tais afirmações. se perfila de uma gravidade tal.

A escolha diversificada de alternativas. conforme os casos. mediante os incentivos adequados do tratamento médico e da reabilitação. impregnada de um apelo constante ao seu sentido de responsabilidade na coesão de todo o restante tecido social a que. para que o toxicodependente ou consumidor habitual se liberte da escravidão que o domina. Por conseguinte. quer da própria relação terapêutica com o drogado. enfim. o ditame fundamental das alterações introduzidas neste ponto dirigir-se-á ao moldar da utensilagem jurídica no sentido de contribuir. acima de tudo deseja-se a sua não etiquetagem.º 3/97. irremediavelmente. substâncias psicotrópicas. quer a nível de prevenção. de 13 de Março .Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ A censurabilidade implícita nessa intervenção será o complemento de coerência com a restante mensagem. em colaboração estreita com as autoridades sanitárias. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. no máximo da sua valência. __________________________________________________________________ 5 Vitalina do Carmo Papadakis. o seu destino o ligou. que o tragam de volta para o cortejo da vida útil. e a maleabilidade do sistema constituem a palavra de ordem. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. Para os consumidores ocasionais. no seio da comunidade. a não marginalização. se possível feliz. precursores. que o seu semelhante o não empurre para becos sem saída ou que a saída acabe mesmo por ser a droga.

bem como ainda as listas que vierem a ser adoptadas pelo Governo em cumprimento das recomendações emanadas da Organização Mundial da Saúde. substâncias psicotrópicas.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ Lei n. Definição de droga – art. exportação. a detenção por qualquer título. trânsito. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.” III. de 13 de Março . as substâncias e os seus preparados. Controle e fiscalização Competência fiscalizadora (art. a produção. Lista e condicionamento – art. __________________________________________________________________ 6 Vitalina do Carmo Papadakis. 4º a) As tabelas anexas à Lei poderão ser alteradas por diploma conjunto dos Ministros da Justiça e da Saúde e serão obrigatoriamente actualizadas de acordo com as alterações que foram aprovadas pelos órgãos apropriados das Nações Unidas. substâncias e preparados constantes das tabelas I a IV. a distribuição. b) O cultivo. Objecto – art. aquisição. o fabrico. o transporte. substâncias psicotrópicas. o comércio. II. e o uso de plantas devem ser nos termos e condicionamentos definidos pela Lei. a importação. precursores. percursores e preparados ou outras substâncias de efeitos similares. a exposição à venda. importação. venda.º 3/97. emprego. a compra. a oferta. 12º) Compete ao Ministério da Saúde a fiscalização das actividades autorizadas de cultivo. o emprego. fabrico. 1º Definir e estabelecer o regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. distribuição. 3º “Consideram-se drogas as plantas. IV. produção.º 3/97. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. a exportação. ainda que gratuito. o consumo. comércio grossista. e os produtos definidos como tal nos diversos diplomas legais em vigor ou que constem das listas anexas às Convenções sobre estupefacientes e substâncias psicotrópicas já ratificadas por Moçambique ou as que venham a ser ratificadas e as respectivas alterações. o trânsito. de 13 de Março I. entrega e detenção de plantas.

quando concorrer qualquer das circunstâncias previstas no artigo 41º deverão ser agravadas em ¼ nos seus limites mínimo e máximo. para o caso do n. tráfico. Tráfico e outras actividades afins (art. a Secção IV. 33º) Tal como acima foi referido do artigo 33º não constam as situações em que podemos considerar estar em face de alguma actividade ilícita. material e precursores) e 41º (conversão. instrumentos ou produtos e a desobediência qualificada no rol dos crimes. As penas previstas nos artigos 33º (Tráfico e outras actividades ilícitas). estabelecimentos ou locais. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. se for detectada alguma infracção deverão ser conhecidas às autoridades competentes para os devidos efeitos legais. e 12 a 16 anos de prisão maior para o n. abandono de seringas. 33º a 40º) Se tomarmos em conta que o legislador. para os n. quando no mesmo não menciona as tais actividades ilícitas. Quando não se está autorizado a (n. de 13 de Março .º 3/97. Deveria ser nesta secção onde mandar-se-ia aplicar a regra da agravação prevista no artigo 40º. em termos sistemáticos. No caso de tráfico as molduras penais são de 16 a 20 anos de prisão maior.º 1): • Cultivar __________________________________________________________________ 7 Vitalina do Carmo Papadakis. 16 e 20 anos de prisão maior. feita pelo Ministério da Saúde à alguma empresa. sem indicação da medida da agravação. como actividades ilícitas. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. não se percebe por que é que intitulou o artigo 33º de “tráfico e outras actividades ilícitas”. este artigo faz parte da secção III da lei. transferência ou dissimulação de bens ou produtos). intitulada “outras actividades ilícitas”.ºs 2 e 3.º 4. conversão e outras informações) previu uma secção. precursores. considera-se tráfico: 1. unidades.º 1. Uma crítica que pode ser feita a ao artigo 40º é o facto de o mesmo fazer referência ao artigo 41º para efeitos de agravação quando. e nela inclui as associações criminosas.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ No âmbito da fiscalização. V. Assim. 35º (utilização indevida do equipamento. o incitamento ao uso de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas. substâncias psicotrópicas. a) Tráfico e outras actividades ilícitas (art. agravada nos seus limites mínimos e máximos. no capítulo III (prevenção. Os crimes previstos na Lei 1.

substâncias e preparados constantes das tabelas I a III (n. agravada nos seus limites mínimos e máximos. Pena: 16 e 20 anos de prisão maior. plantas. por qualquer título • Proporcionar a outra pessoa • Transportar • Importar • Exportar • Fazer transitar Pena: 16 a 20 anos de prisão maior. Alguém que cultiva plantas. 55º. substâncias ou preparados constantes das tabelas I a III (n. Alguém que cultiva plantas. 4. 3. precursores. Alguém que age de modo contrário aos termos da autorização concedida cedendo. __________________________________________________________________ 8 Vitalina do Carmo Papadakis. 5. Pena: 16 e 20 anos de prisão maior.º 2).º 3/97. Alguém que ilicitamente detém fora das circunstâncias previstas no art. introduzindo ou diligenciando para que seja colocado no comércio plantas. agravada nos seus limites mínimos e máximos. constantes da tabela IV e diversos dos que constam do título de autorização (n. produz ou fabrica substâncias ou preparados diversos dos que constam do título de autorização (n. sem indicação da medida da agravação. de 13 de Março . e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. produz ou fabrica substâncias ou preparados.º 3) Pena: 16 e 20 anos de prisão maior. 2. substâncias psicotrópicas.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ • Produzir • Fabricar • Extrair • Preparar • Oferecer • Por à venda • Distribuir • Comprar • Ceder • Receber.º 4) Pena: 12 a 16 anos de prisão maior. sem indicação da medida da agravação.º 1).

a exportação. preparados ou outras substâncias de efeitos similares) do equipamento. Diferente dos artigos anteriores. sem que para tal esteja autorizado. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. vulgarmente conhecida por suruma. produção ou fabrico ilícitos de estupefacientes. de equipamento materiais ou substâncias incluídas nas tabelas V e VI. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. aqui também atende-se o conhecimento pelo agente da infracção da utilização indevida (cultivo. Material e Precursores (art. substâncias psicotrópicas. substâncias psicotrópicas. preparados ou outras substâncias de efeitos similares (n. o transporte ou distribuição de equipamento. sem que para tal esteja autorizado. sem que para tal esteja autorizado. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. preparados ou outras substâncias de efeitos similares) do equipamento. exportado. Pena: 8 a 12 anos de prisão maior. materiais. c) Utilização Indevida do Equipamento. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. Tal como no n.º 3/97. transportado ou distribuído sem que para tal esteja autorizado. 34º) Este artigo pune o cultivo da planta ”Cannabis Sativa”. precursores. substâncias ou preparados constantes das tabelas V e VI. importado. aqui atende-se o conhecimento pelo agente da infracção da utilização indevida (cultivo. substâncias psicotrópicas. substâncias psicotrópicas. • C 2) A detenção. material. por qualquer título. substâncias psicotrópicas (n. sabendo que são ou vão ser utilizados no cultivo. por ele fabricado. 35º) Este artigo pune: • C 1) O fabrico. material. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. Pena: 3 dias a 1 ano de prisão.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ b) Cultivo de ”Cannabis Sativa” (art. de 13 de Março . sabendo que são ou vão ser utilizados no cultivo. a importação.º anterior.º 1). substâncias ou __________________________________________________________________ 9 Vitalina do Carmo Papadakis. substâncias ou preparados constantes das tabelas V e VI.º 2).

substâncias ou __________________________________________________________________ 10 Vitalina do Carmo Papadakis. precursores.º 3. produção ou fabrico ilícitos de estupefacientes.º anterior. substâncias ou preparados constantes das tabelas V e VI. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. de 13 de Março . aqui também atende-se o conhecimento pelo agente da infracção da utilização indevida (cultivo.º 3/97. sabendo que são ou vão ser utilizados no cultivo. em consequência da circunstância autorização nos termos do capítulo II. Pena: 2 a 8 anos de prisão maior. substâncias psicotrópicas. A medida da pena de 8 a 12 anos de prisão maior é agravada para 12 a 16 anos de prisão maior. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. • C 4) A detenção. exportado. Diferente dos artigos anteriores.º 3. preparados ou outras substâncias de efeitos similares) do equipamento. que ele detém sem que para tal esteja autorizado. estando para o efeito autorizado nos termos do capítulo II. o transporte ou distribuição de equipamento. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. • C 3) O fabrico. transportado ou distribuído que ele detém com autorização de autoridade competente e nos termos da presente Lei. substâncias psicotrópicas (n. a exportação. produção ou fabrico ilícito de estupefacientes. substâncias ou preparados constantes das tabelas V e VI. al b)). materiais. de equipamento materiais ou substâncias incluídas nas tabelas V e VI. a)). por ele fabricado. estando para o efeito autorizado nos termos do capítulo II. agravada nos termos gerais (art. al. por qualquer título. preparados ou outras substâncias de efeitos similares) do equipamento. material. 91º do CP). Pena: 12 a 16 anos de prisão maior. substâncias psicotrópicas. preparados ou outras substâncias de efeitos similares (n. a importação. substâncias psicotrópicas. Tal como no n. sabendo que são ou vão ser utilizados no cultivo. importado. e multa de 30 a 100 mil meticais (da nova família). material. aqui atende-se o conhecimento pelo agente da infracção da utilização indevida (cultivo. substâncias psicotrópicas.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ preparados constantes das tabelas V e VI.

Contudo tais artigos não contém qualquer previsão em termos de factos que poderiam ser enquadrados no presente artigo. III. O entendimento que se deve ter de quantidades diminutas para os efeitos do presente artigo constam do n. e multa de 30 a 100 mil meticais (da nova família). 36º) O artigo não indica as quantidades que poderão ser consideradas de pequenas quantidades. precursores.º 2. que ele detém com autorização de autoridade competente e nos termos da presente Lei. substâncias ou preparados compreendidos nas tabelas I. V e VI. substâncias ou preparados destinados ao seu uso pessoal. Pena: 8 a 12 anos de prisão maior.º faz a remessa para os artigos 27º e 29º. o limite considerado necessário para o consumo individual durante um dia. d) Tráfico de pequenas quantidades (art. quando: • As plantas. se disserem respeito a plantas. agravada nos termos gerais (art. 33º da mesma Lei e tiver tido por objectivo único conseguir plantas. Pena: a) 2 a 8 anos de prisão maior e multa de 10 a 30 mil meticais (da nova família). 37º) Para efeitos de punição. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. de 13 de Março . se se tratar de substâncias ou preparados incluídos na tabela IV. Pena: prisão de 1 a 2 anos e multa até 10 mil meticais (da nova família). pensando que o legislador talvez quisesse referir-se aos artigos 33º e 35º. nos termos do presente artigo. O n. __________________________________________________________________ 11 Vitalina do Carmo Papadakis. aquele que praticar os actos previstos no art. em relação aos factos a serem punidos. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.º 3/97. é agravada para 8 a 12 anos de prisão maior. II.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ preparados constantes das tabelas V e VI. e) Traficante consumidor (art. 91º do CP). em consequência da circunstância autorização nos termos do capítulo II. A medida da pena de 2 a 8 anos de prisão maior. ou seja. substâncias ou preparados estiverem incluídos nas tabelas I a III. b) prisão até 2 anos e multa correspondente. é considerado traficante-consumidor. substâncias psicotrópicas.

boate.º 3/97. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. __________________________________________________________________ 12 Vitalina do Carmo Papadakis. embarcação ou aeronaves. substâncias ou preparados incluídos nas tabelas I a IV (n. Pena: prisão até 1 ano e multa até 5 mil meticais (da nova família). recinto vedado.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ • As substâncias ou preparados estiverem incluídos na tabela IV. casa ou recinto de reunião. 38º) • O agente da infracção é o proprietário. f) Tráfico e consumo em lugares públicos ou de reunião (art. e tem como elemento material o facto de consentir que seja utilizado para o tráfico ou uso de plantas. substâncias ou preparados incluídos nas tabelas I a IV. o director ou. café. Pena: 2 ano a 8 anos de prisão maior e multa de 20 a 50 mil meticais (da nova família). discoteca. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. cervejaria. veículo. Pena: 12 ano a 16 anos de prisão maior. de espectáculo ou de diversão ou similares. • O agente da infracção é aquele que nas condições descritas nos números anteriores não tomar as medidas apropriadas para evitar que esses lugares sirvam de ponto de encontro de pessoas que se entregam ao tráfico ou uso ilícito de substâncias ou preparados indicados nas tabelas I a IV (n. pastelaria. Pena: 8 ano a 12 anos de prisão maior. substâncias psicotrópicas. restaurante. de 13 de Março . precursores. • O agente da infracção é aquele que tem ao seu dispor edifício. por qualquer título. e tem como elemento material o facto de consentir que os lugares acima indicados sejam utilizados para tráfico ou uso ilícito de plantas.º 2). explore hotel. o gerente. Constitui indício bastante e suficiente de consentimento e de falta de adopção de medidas apropriadas o facto de anteriormente terem sido encontrados utentes a consumirem ou traficarem drogas nos mencionados lugares. clube. casa de pasto.º 3). a pessoa que.

utiliza-os. c) Penas: 8 a 12 anos de prisão maior 3. 2. movimentação.º 2 e 4 do art. propriedade desses bens ou produtos ou os direitos relativos a eles. transferência ou dissimulação de bens ou produtos (art.al. precursores. 41º Conversão. para fins não terapêuticos (n. cúmplice ou encobridor) que tendo conhecimento da proveniência ilícita (por meio da prática dos crimes previstos nos artigos 33º. Outras actividades ilícitas (arts. transferi-os. por qualquer título. 33º e no art. detém-nos. disposição. 36º. no todo ou em parte.º 1).Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ Como efeito da condenação pela infracção prevista no n. 35º. origem.al. transferência ou dissimulação de bens ou produtos (art. Pena: 8 ano a 12 anos de prisão maior. 37º e 39º). de 13 de Março . substâncias psicotrópicas.º 1 determina o encerramento do respectivo estabelecimento.º 3/97. g) Abuso de exercício de profissão (art. 41º) Este é o único crime previsto na Secção III. a) Penas: 16 a 20 anos de prisão maior b) oculta-os ou dissimila a verdadeira natureza. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. Conversão. auxilia ou facilita alguma operação de conversão ou transferência desses bens ou produtos. b) Penas: 12 a 16 anos de prisão maior c) adquiri-os ou recebe-os. ministre ou entregue substâncias ou preparados indicados nos n. 42º a 45º) __________________________________________________________________ 13 Vitalina do Carmo Papadakis. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. oculta ou dissimula a sua origem ilícita ou auxilia pessoa implicada na prática de qualquer dos referidos crimes a eximir-se às consequências jurídicas dos seus actos . 39º) • O agente da infracção é o médico ou outro profissional que passe receitas.al. localização. conserva-os ou guarda-os . Refere-se ao agente da infracção (autor. de determinados bens ou produtos: a) converte-os.

substâncias psicotrópicas. Consumo e tratamento (arts. de plantas incluídas nas tabelas I a IV (n.º 5) Poderá ser isento de pena o agente que cumulativamente preencher os requisitos constantes do n. Pena: prisão até 1 ano e multa correspondente. se o agente for consumidor ocasional pode ser dispensado a pena. de plantas. de plantas. Consumo É punível: • O consumo pelo agente ou a aquisição ou a detenção para o consumo do agente. a detenção ou a aquisição pelo agente. de 13 de Março .Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ a) Associações criminosas (42º) b) Incitamento ao uso de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas (43º) c) Abandono de seringas. precursores. instrumentos ou produtos (44º) d) Desobediência qualificada (45º) VI. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. substâncias ou preparados em quantidade acima da necessária para o consumo médio individual durante três dias (n. No caso do n. o tribunal ordenará a inibição da faculdade de conduzir veículos automóveis e de pilotar aeronaves e embarcações pelo período que durar a toxicodependência (n.º 1).º 3).º 3.º 6: a) não tiver atingido a maioridade b) não for reincidente __________________________________________________________________ 14 Vitalina do Carmo Papadakis. Em caso de condenação de consumidor toxicodependente. Pena: prisão até dois anos e multa correspondente. Pena: prisão não inferior a 1 ano e multa correspondente. 55º a 58º) 1. • O cultivo para consumo do agente.º 2). • O cultivo. substâncias ou preparados constantes das tabelas I a IV (n. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.º 3/97.

e realizar-se-á no prazo máximo de trinta dias.º 2). 56º. 58º) Sempre que haja indícios de que alguém é consumidor habitual de plantas. prestação de compromisso e relatório pericial (n. Daqui resulta que o legislador não foi muito feliz ao __________________________________________________________________ 15 Vitalina do Carmo Papadakis. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. pondo em sério risco a sua saúde ou relevando perigosidade social. público ou privado. VII. 46º a 49º) A secção V tem como título tentativa. os médicos. atenuação e penas acessórias.º 7). O exame será efectuado por médico ou serviço especializado de saúde. que prevê a regra de punição da tentativa.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ c) comprometer-se solenemente mediante declaração perante o Magistrado a não recomeçar. o Ministério Público pode ordenar a realização do devido exame médico (n. técnicos e demais pessoal de estabelecimentos que assistam o paciente estão sujeitos ao dever de segredo profissional.º 3 do art. cônjuge. substâncias ou preparados constantes das tabelas I a IV. Aos exames periciais será atribuído o valor probatório que se acha consagrado na lei processual penal (n. mas o artigo 46º. precursores. prevê também a regra de punição dos actos preparatórios e da frustração. 56º) Nos termos do n. Tratamento espontâneo (art. mas também pode ser requerido pelo representante legal.º 3/97. substâncias psicotrópicas. substâncias ou preparados constantes das tabelas I a IV e do sério risco a sua saúde ou relevando perigosidade social. aplicando-se o regime do processo penal no que respeita à obrigação de comparência. de 13 de Março . cabendo a este a iniciativa para a realização do mesmo (n. 3.º 3). devendo ter-se sempre em conta a necessidade de se efectuarem diligências para o apuramento dos indícios de o agente ser um consumidor habitual de plantas. não estando obrigados a depor em tribunal nem a prestar informações às entidades policiais sobre a natureza e evolução do respectivo processo terapêutico.º 1). Exame médico e consumidores habituais (art. atenuação e penas acessórias (arts. Tentativa. autoridade sanitária ou policial. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. d) aceitar voluntariamente submeter-se a tratamento médico se for indivíduo toxicodependente 2.

34º (cultivo de “cannabis sativa”). Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. fundamentalmente o __________________________________________________________________ 16 Vitalina do Carmo Papadakis. 3. Atenuação ou isenção de pena (art. Globalmente considerados estes instrumentos sancionatórios atingem direitos dos cidadãos infractores. como se de tentativa se tratasse. sendo a “cannabis sativa” (tabela I – C) uma planta com efeitos menos nefastos que a cocaína (Tabela I . transferência ou dissimulação de bens ou produtos) e 42º (associações criminosas) serão punidas como crimes consumados. e não fez o mesmo e relação a infracção prevista no art. 39º (abuso de exercício de profissão) e 43º (incitamento ao uso de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas) serão punidos com a mesma pena. transferência ou dissimulação de bens ou produtos) serem mais graves que a do art. Infracções cometidas por negligência (art. 1. precursores.º 3/97. 48º) O mesmo que se disse para o artigo 47º se aplica para o caso das punição das infracções previstas nos artigos 33º. a de prisão (3 dias a 2 anos) e multa correspondente (3 dias a 2 anos). 34º. material e precursores). Penas Acessórias (art. de 13 de Março. 49º) Ao lado da sanção principal. 47º) O legislador previu atenuação ou isenção de pena nas situações previstas no artigo 47º. substâncias psicotrópicas. de 13 de Março .Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ intitular a secção. a Lei n. 4. 37º.B). e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. para além de que as infracções previstas nos artigos 33º (tráfico e outras actividades ilícitas). 35º. Enquanto que a tentativa e a frustração das infracções previstas nos artigos 33º (tráfico e outras actividades ilícitas). 2. 36º. material e precursores) e 41º (conversão. 46º) Os actos preparatórios e a tentativa de prática das infracções previstas nos artigos 35º (utilização indevida do equipamento. Acrescentando que a infracção prevista no artigo 34¿ tiver sido cometida por negligência não beneficia de qualquer atenuação. prisão e prisão maior na realização dos objectivos subjacentes no combate ao tráfico e consumo ilícito de droga. pois se refere a frustração e actos preparatórios. 35º (utilização indevida do equipamento. tentativa e frustração (art. 38º e 44º. Actos preparatórios.º 3/97. 41º (conversão. consagra igualmente um conjunto de sanções acessórias que desempenham uma função complementar das penas de multa.

diferente do que vem estabelecido no Código Penal.º 3 não se compreende o que o legislador quis dizer com “.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ direito de permanência em território nacional. 50º a 54º) A lei prevê nos artigos 50º efeitos que não resultam necessariamente de uma condenação. 38º e 44º). que não é obrigatória e que deve ser determinada pelo juiz na sentença condenatória. No n. bens ou direitos (art. onde os factos tenham ocorrido. Perda de objectos. 37º. __________________________________________________________________ 17 Vitalina do Carmo Papadakis. 59º) Consta do n. artigos 74º a 83º. ou a revogação do direito de uso e aproveitamento da terra se o agente foi concessionário. pois. como se este artigo previsse alguma infracção criminal.º 3/97. 59º a 62º) 1. de exercício de profissão ou o encerramento da empresa. IX. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. por um lapso de tempo. Suspensão da pena e obrigação de tratamento (art. valores. 36º. 35º. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. deverá. serão perdidos a favor do Estado os objectos que tenham servido ou estavam destinados a serem usados na prática de alguma das infracções previstas na Lei. substâncias psicotrópicas. Medidas especiais (art. 54º. de 13 de Março .º 1 a remessa para o artigo 48º (infracções cometidas por negligência). estabelecimento ou lugar público. precursores. Parece que o legislador quis dizer “dos crimes referidos no artigo 48º” (artigos 33º. VIII. segundo o qual o réu definitivamente condenado pode incorrer em efeitos não penais e penais. A sua aplicação. usufrutuário ou detentor da posse da terra por qualquer título.. Os efeitos estabelecidos nos artigos 51º e 53º são da condenação. Isto é..a pena será cumprida em zona apropriada do estabelecimento prisional”. no caso de infractores estrangeiros. mesmo que não haja lugar a punição de alguma pessoa pelo facto. Aos bens perdidos a favor do Estado deverão ser dados o destino previsto no art. devendo atender-se à dimensão da ilicitude do facto e à culpa manifestada. ser feita à luz dos critérios estabelecidos para a fixação das penas.

63º) Aplica-se subsidiariamente o Código Penal e a legislação complementar. Suspensão com cumprimento de obrigações (art. por período determinado. substâncias psicotrópicas.º 1). Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. Revista e perícia (art. A entidade competente para ordenar o acto é a autoridade judiciária (n. precursores. efectuadas apenas por pessoas contra as quais existam indícios sérios de participação numa das infracções previstas nos artigos 33º. Toxicodependente em prisão preventiva ou em cumprimento de pena de prisão (art. Escutas telefónicas (art. 68º) É permitida a intercepção e a gravação de conversações e comunicações telefónicas e intercepções telemáticas. Buscas e capturas (art. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. Em relação a este n.º 3 do art. 65º) 4. de 13 de Março .Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ 2. 3. 67º) 6. nomeadamente dos suportes da gravação (n.º 1). 68º poderá levantar-se uma dúvida sobre o papel do Ministério Público nos processos sobre __________________________________________________________________ 18 Vitalina do Carmo Papadakis. 66º) 5. no qual se sumarizam as partes relevantes da escuta. 60º) 3. 63º a 76º) 1. Aplicação da lei nacional (art.º 2). Pode ainda. Da intercepção e gravação é lavrado auto. 41º e 42º. 64º) Aplicação da lei aos factos cometidos fora do território nacional nas circunstâncias indicadas no artigo. Legislação penal (art. o juiz. cabendo à autoridade judiciária decidir sobre a matéria considerada pertinente a juntar ao processo e ordenando a destruição dos elementos sem interesse. Legislação subsidiária (art. 35º. 62º) X. abster-se da junção dos elementos ao processo se tiver razões para crer que o conhecimento do auto pelas partes pode prejudicar as finalidades da investigação (n. que se apresentem de grande interesse para a descoberta da verdade ou para a prova (n. 61º) 4. Legislação processual penal (art. Tratamento no âmbito do processo pendente (art. 2.º 3).º 3/97.

70º) O prazo previsto para a validação ou não da prisão dos agentes dos crimes previstos na presente Lei é de 10 dias. Parece que o legislador não teve em conta. 69º) Ocorrendo a prisão em flagrante delito a autoridade policial dela dará conhecimento imediato ao Ministério Público. conversão. e para os restantes crimes a instrução deverá ser efectuada no prazo previsto na lei processual penal. devendo ser-lhe remetido cópia do auto lavrado e o respectivo auto no prazo de três dias após a prisão. Liberdade provisória e prisão preventiva (art. 42º) é de nove meses. previamente obtida. Prazo para legalização da prisão (art. que o juiz. 7. 33º). como titular da acção penal. substâncias psicotrópicas. sendo este um prazo especial. material e precursores(art. que o processo penal não é um processo de partes. Remessa de auto (art.º 3/97. como poderá o Ministério Público decidir pela acusação ou abstenção sem tal prova. 35º). utilização indevida do equipamento. 72º) É inadmissível liberdade provisória quando tenham sido praticadas as infracções previstas na Lei n. pois a regra geral é que o prazo para o efeito é de 48 horas. pois se à autoridade judicial lhe é reservado o poder de decidir sobre a junção ou não das provas ao processo quando tenha razões para crer que o conhecimento do auto sobre escuta telefónica pelas “partes” pode prejudicar as finalidades da investigação. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. de 13 de Março . Prazo de instrução (art. de 13 de Março puníveis com pena superior a dois anos de prisão (n. na fase de instrução preparatória tem uma intervenção muito limitada e que o Ministério Público é a entidade competente para dirigir a instrução preparatória e por isso tem acesso a toda e qualquer prova que tiver sido obtida. transferência ou dissimulação de bens ou produtos (art. segundo. Quando a prisão tenha sido efectuada fora de flagrante delito o prazo para a remessa dos autos é de cinco dias. 41º) e associações criminosas (art. __________________________________________________________________ 19 Vitalina do Carmo Papadakis. 8. precursores. 10. 71º) Para os crimes de tráfico e outras actividades ilícitas(art. 9. primeiro.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ infracções previstas na presente lei.º 3/97.º 1). e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.

74º) 13. 80º) 5. Cooperação internacional (art. 77º) A investigação do tráfico e consumo ilícitos de plantas. Investigação criminal (art. pois a instrução preparatória é dirigida pelo Ministério Público e. nos termos do n. Medidas relativas a menores (art. Sistema financeiro e bancário (art. 11. em regra. 82º) 7.º 2. Actos não puníveis (art. Perícia médico-legal (art. Prestação de informação e apresentação de documentos (art. 73º) 12. 2. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. substâncias e preparados apreendidos. Tratamento compulsivo (art. 76º) XI. 83º) Em relação ao n. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. Suspensão provisória do processo de instrução (art. substâncias psicotrópicas. 78º) 3.º 3/97.º 1 poderá ser colocada a dúvida sobre a autoridade competente para ordenar o exame das plantas. de 13 de Março . 75º) 14. Princípios especiais (arts. Exames e destruição de substâncias (art. 81º) 6. substâncias e preparados incluídos nas tabelas anexas à Lei. 79º) 4. 77º a 85º) 1. precursores. os exames poderão ou deverão ser efectuados nesta fase por ordem do Ministério Público e a autoridade judiciária apenas ordenaria a destruição da droga remanescente. quando diz que “o juiz deve ter especialmente em conta os recursos económicos que o arguido detenha e que possa utilizar para quebrar a caução”. é da competência exclusiva da Polícia de Investigação Criminal. __________________________________________________________________ 20 Vitalina do Carmo Papadakis.º 2.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ Não se compreende a intenção do legislador ao prever o n. Entregas controladas (art.

Apreensão e medidas acessórias (arts. Multas (art. 86º) 2. Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. que tenham por objecto infracções previstas na Lei n. 87º) XIII.º 3/97. 85º) Toda a apreensão de plantas. Cadastro (art. precursores. substâncias e preparados constates das tabelas I a IV deverá ser comunicada ao Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga. substâncias psicotrópicas. 89º) __________________________________________________________________ 21 Vitalina do Carmo Papadakis. XII. Comunicação da decisão (art.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ 8. Contravenções (arts. Apreensão e medidas acessórias (art. 86º a 87º) 1. de 13 de Março . 88º a 89º) 1. 88º) 2. Regra geral (art. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n. Amostras solicitadas por entidades estrangeiras (art. assim como os tribunais deverão remeter ao mesmo cópia das decisões ou sentenças. 84º) 9.º 3/97. º Lei n. de 13 de Março.

substâncias psicotrópicas. de 13 de Março . Regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. • Artigos sobre droga extraídos da internet __________________________________________________________________ 22 Vitalina do Carmo Papadakis.º 3/97. e outras substâncias de efeitos similares – Lei n.º 3/97.Centro de Formação Jurídica e Judiciária ___________________________________________________________________________________ Fonte • Lei n. substâncias psicotrópicas. precursores e outras substâncias de efeitos similares). de 13 de Março (Define e estabelece o regime aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes. precursores.