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Utilização de Antenas de Transmissão

Critérios de Instalação § Proceder à seqüência de testes de desempenho do sistema
radiante, pela ordem: testes de pressurização, testes de potência,
testes de cobertura e testes de qualidade de imagem.

O funcionamento de um sistema radiante em conformidade com as
especificações do fabricante depende da correta instalação das suas
partes e manuseio por pessoal tecnicamente habilitado. Por outro lado, o
• Sequência mau funcionamento de um sistema radiante ou funcionamento em
desacordo com as especificações do fabricante após a sua instalação, em
[ Fixação dos elementos radiantes sendo apurado durante as etapas de teste de desempenho relacionadas
acima, sempre estará associado à erros introduzidos em uma ou mais
das 3 etapas iniciais (desde que não existam imprecisões no projeto
[ Fixação do sistema de distribuição de potência técnico que gerou a especificação do sistema radiante para a aplicação
em questão).
[ Interligação antena(s) - cabo(s) - divisor(es)
A dificuldade de instalação de um sistema radiante é uma
característica intrínseca de cada sistema e está associado a diversos
[ Testes : fatores, tais como:
Pressurização § a faixa de operação da antena ser em VHF ou UHF;
§ o nível de potência de operação da antena e os padrões de
Potência conexão empregados;
§ a situação de montagem da antena ser lateral ou de topo de torre,
Cobertura ser antena auto-portante ou não;

para citar apenas os principais, sendo portanto muito difícil estabelecer
Figura 83 – Critérios de Instalação
uma escala de dificuldade à priori para cada tipo de antena.
Partindo-se do principio de que a estrutura que irá suportar Nas figuras a seguir serão apresentados casos exemplo que irão
mecanicamente a antena, quer seja esta estrutura uma torre ou qualquer
ilustrar as particularidades de instalação para alguns tipos de antenas
outra ferragem de sustentação, foi em algum momento considerada como
mais comuns empregados em sistemas de transmissão de TV.
especificação para fins do projeto de instalação do sistema radiante,
podemos afirmar que a correta instalação de sistemas radiantes deve
sempre observar a seqüência listada na Fig. 83, qual seja:

§ Proceder à fixação dos elementos radiantes ou antenas
propriamente ditas na estrutura de sustentação;
§ Proceder à fixação / montagem dos componentes que formam o
sistema de distribuição de potência, tais como: divisores, cabos,
seções de linha rígida, curvas, adaptadores, conectores, etc... na
estrutura de sustentação;
§ Proceder à interligação entre os elementos radiantes e o sistema
de distribuição de potência

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 56
Utilização de Antenas de Transmissão

• Fixação dos elementos - Painel H • Fixação / Interligação Branch RF - Painel H
Vista da face Vista lateral da
condição de face com ângulo de
colinearidade inclinação inclinação
Face A Face B
mecânica mecânica
especificado

2800
D12S1R7812-4

Nível #1

r
2800

eto
refl
A1 B1

0,85 m @4

torre
Torre - vista de planta D12S1R7812-4

eto
r Nível #2
refl

A2 B2

D12S115878-4

Entrada EIA 1 5/8"

DESENHO 1 DESENHO 2

Figura 85 – Painel H
Figura 84 – Painel H
processo de fixação das antenas.
Nas duas figuras a seguir é apresentado o caso exemplo de
uma instalação de um sistema de Painéis H de VHF de canal baixo (vide A não observação destes critérios de fixação pode levar à
figuras 35-36 anteriores), que ilustra particularidades que devem ser deformações do diagrama de azimute (no caso de offset mecânico e
observadas em qualquer trabalho de instalação de sistema de painéis afastamentos horizontais não respeitados) e deformações do diagrama
em geral. de elevação (no caso de tilt mecânico e separações verticais não
respeitados).
A ilustração da Fig. 84 chama a atenção para a necessidade
de se garantir a fixação dos elementos radiantes na torre ou em Critérios para a correta fixação do conjunto de divisores,
qualquer outra estrutura de suporte garantindo-se sempre o alinhamento curvas e dos cabos de interligação onde não ocorra o surgimento de
mecânico do conjunto com relação à torre e com relação aos demais esforços mecânico sobre as conexões bem como estejam sendo
elementos do arranjo nas direções horizontal e vertical, bem como a respeitados os raios mínimos de curvatura dos cabos empregados são
importância da instalação atender as especificações de tilt mecânico requisitos fundamentais para se garantir a confiabilidade e eficiência do
caso exista. sistema de distribuição de potência como dimensionados pelo
fabricante.
Às vezes a própria torre ou estrutura de sustentação pode
apresentar algum des-alinhamento, o que significa que o simples fato de A ilustração à esquerda da Fig. 85 apresenta o diagrama
prender a antena na estrutura nem sempre irá garantir o alinhamento ou elétrico de um sistema Painel H de 2x faces com 2x níveis de
tilt mecânico especificado pelo fabricante, sendo portanto imprescindível empilhamento vertical pôr face com os respectivos divisores secundários
sempre aferir o alinhamento da torre antes de iniciar-se o e o divisor primário.

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 57
Utilização de Antenas de Transmissão

• Caso exemplo - Slot
• Caso exemplo - Slot
6

Flange
6" 150lbs

1
CL

1

3 Flange
EIA 7/8"

6

5050 mm
5
@ 15
Corte A-A 50 mm
7300 6 @15

2
Entrada
EIA 1 5/8"

4
CL

2
4 3
Flange
90.0° EIA 7/8"

TORRE 6
A A
4 3 Flange EIA 1 5/8"
slot inferior
TORRE

Flanges
950 mm 90.0°
EIA 1 5/8"
@ 15
1630
5
Flange EIA 1 5/8"
slot superior

Entrada
EIA 1 5/8" Figura 87 – Slot

Figura 86 – Slot Nesta condição de montagem e na maioria das vezes, a
conexão de entrada da antena com a linha de transmissão proveniente
A foto à direita desta figura mostra a situação de instalação do TX, ou com os cabos de interligação ao divisor principal ( i.e. sistema
resultante onde os componentes foram acomodados de forma a não de distribuição de potência ou branch de RF do sistema radiante ), se dá
interferir com o acesso ao interior da torre pela escada, note que os pela base da flange de fixação como mostrado na foto / ilustração da
cabos coaxiais estão conduzidos e presos ao longo das travessas da figura, conectores no padrão EIA ( 7/8”, 1 5/8”, 3 1/8” ) são normalmente
torre por intermédio de abraçadeiras de fixação a fim de se evitar utilizados para estabelecer a interface de conexões entre a antena e
vibração por ação do vento ou o risco de sofrerem deformação por atrito cabos coaxiais.
ou engate com outras partes da torre.
A chapa de apoio no topo da torre que irá sustentar a antena
Nas duas figuras a seguir são apresentados casos exemplo de deve portanto ser fabricada com um vão livre compatível com esta área
instalação de antenas Slot (vide figuras 40-42 anteriores) de conexões e apresentar furação para fixação da flange de 8 furos de
respectivamente na condição de montagem de topo e de montagem tal maneira que o tubulão possa ser preso respeitando-se o azimute de 0
lateral. graus da antena slot na direção determinada pelo projeto de viabilidade
técnica ( em antenas slot adota-se o padrão construtivo de alinhar o furo
A Fig. 86 apresenta a foto de um sistema de 4 fendas em VHF da sua flange de fixação com 0 graus do seu diagrama de azimute ).
instalado no topo de uma torre, a fixação do tubulão de sustentação da
antena se dá por intermédio de uma flange mecânica padronizada de 8 Na Fig. 87 tem-se a foto de um sistema de 8 fendas em UHF
furos como apresentado na foto / ilustração ao centro. instalado na lateral de uma estrutura de concreto, neste caso o tubulão
de
Capítulo 7 – Critérios de Instalação 58
Utilização de Antenas de Transmissão

• Caso exemplo - Superturnstile • Caso exemplo - Superturnstile
500

4" sch40

Oeste
Leste
D=114

Norte

Sul
N1 S1 L1 O1
nível #1 nível #1

S1 L1

2250 máx
5" sch40 N1 O1
D=141

N2 S2 L2 O2
2600 nível #2 nível #2

D18S2R15812-8 D18S2R15812-8
S2 L2

centro de radiação
N2 O2
1200 Divisor Divisor Plano de conexão
Norte-Sul Leste-Oeste feed-line N3 O3
16000
S3 L3

nível #3 nível #3

N3 S3 L3 O3

6" sch40
3800
D=168 N4 O4
8500 D12S1158158-8
S4 L4

NS LO

nível #4 nível #4

N4 S4 L4 O4

NS LO Entrada
1500

Divisor
de entrada

Plano de conexão
entrada do sistema
3000 6" sch40
D=168
secção penetrante

Figura 89 – Superturnstile
Figura 88 – Superturnstile
As mesmas recomendações quanto a fixação de todos os
de sustentação foi excluído e foram incorporados braços ou “brackets” componentes do branch de RF de forma a não se aplicar nem transferir
que, via de regra, adaptam a antena à ferragem existente respeitando-se esforços para as conexões bem como observar-se os raios de curvatura
especificações de afastamento e tilt-mecânico caso existam. A mínimos dos cabos coaxiais utilizados são aplicáveis e devem ser
interligação entre a antena e a linha de transmissão proveniente do TX, sempre observados para se garantir confiabilidade e eficiência do
ou com os cabos de interligação ao divisor principal ( i.e. sistema de sistema conforme dimensionados pelo fabricante.
distribuição de potência ou branch de RF do sistema radiante ), se dá
pela lateral da antena por intermédio de conexões no padrão EIA ( 7/8”, A natureza auto-portante das antenas Superturnstile (vide
1 5/8”, 3 1/8” ). figuras 35-36 anteriores) tornam a instalação de sistemas VHF em canal
baixo por si só um trabalho complicado e que exige perícia e pessoal
Em qualquer situação de instalação, quer seja de topo ou técnico habilitado em função da complexidade do sistema.
lateral, tanto os cabos como os divisores do branch de RF do sistema
radiante poderão apresentar-se de alguma forma não integralizados Já para o caso de sistemas operando em canal alto de VHF,
construtivamente no conjunto mecânico da antena como uma única peça em função das dimensões mecânicas mais reduzidas e da quantidade
e terão de ser instalados na estrutura de sustentação a fim de permitir a dos níveis de empilhamento vertical do sistema, pode-se proceder ao
conexão deste conjunto com a linha de transmissão proveniente do TX fornecimento do sistema completamente montado para instalação como
e, simultaneamente com as antenas slot requerendo estrita observação ilustrado nas fotos das figuras 88 e 89.
das recomendações do fabricante e manuseio por pessoal técnico
habilitado.

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 59
Utilização de Antenas de Transmissão

A instalação de antenas Superturnstile se dá sempre na Face A,B,C,D

condição de topo de torre, dependendo das características mecânicas • Caso exemplo
da antena a mesma pode ser presa por intermédio de flanges A1 B1 C1 D1

– Painel H

D14S115812-8
Nível #1

padronizadas de 8 furos (como no caso de antenas Slot de topo – vide Face A Plano de conexão

Fig. 86 anterior) ou por intermedio de seção penetrante quando as feed-line #1

características mecânicas da antena assim exigem, este ultimo caso Divisor
nível 1

está mostrado na ilustração esquerda da Fig. 88 onde tem-se o desenho
de uma antena de 4 níveis de VHF canal baixo que se projeta 16 mt Face B A2 B2 C2 D2

D14S115812-8
315
315 Nível #2

acima do topo da torre e apresenta seção penetrante de 3 mt (abaixo do N1
500
topo da torre) aparada por ferragens que permitem o apoio da antena na
Plano de conexão
Face D feed-line #2

D14S1318158-8
torre e ajuste do seu prumo vertical. 6360 centro de radiação Divisor
nível 2

N2
Plano de conexão divisor
primário / secundários

O diagrama elétrico do branch de RF de uma antena Face C
N3
Divisor de
Nível #3

Superturnstile de 4 níveis está mostrado na ilustração esquerda da Fig.
A3 B3 C3 D3 entrada Plano de conexão
entrada do sistema
Divisor
nível 3 EIA 3 1/8"

89, neste caso são utilizados dois divisores secundários 1:8 e um divisor Plano de conexão
feed-line #3

D14S115812-8
principal 1:2 com os respectivos cabos coaxiais de interligação, a foto à 3180
1640 240
N4

direita mostra o detalhe das conexões dos dois divisores secundários. 2200 (*)

Normalmente o divisor principal é instalado no interior da torre a fim de
se facilitar a conexão da entrada do sistema radiante com a linha de Nível #4 A4 B4 C4 D4
Divisor
nível 4

transmissão proveniente do TX. Plano de conexão
feed-line #4

D14S115812-8
(*) medida
aproximada
medidas em mm

A quantidade de componentes e complexidade das conexões e
fixação dos cabos coaxiais ao longo do tubulão são elementos
complicadores à medida que se lida com instalação de antenas Figura 90 – Painel H
Superturnstile com número crescente de níveis de empilhamento e a
antena opera em canais baixos de VHF, pois o acesso às diversas
partes e componentes da antena deve ser feito obrigatoriamente As figuras 91 e 92 apresentam alguns aspectos relacionados à
escalando-se a sua estrutura. instalação de antenas Painel de Dipolos (vide figuras 26-32 anteriores)
operando em canais baixos de VHF.
Arranjos de antenas painel com várias faces e vários níveis de
empilhamento vertical tornam o branch de RF do sistema complexo e A instalação de sistemas de banda I e II não é somente
também de difícil instalação caso se trate de um sistema operando em trabalhosa no que se refere à fixação dos painéis dado a sua
canais de UHF ou banda III de VHF normalmente utilizados em torres constituição mecânica e pêso, quando se emprega empilhamento como
com dimensões reduzidas, como mostrado na Fig. 90. neste caso a construção do branch de RF pode requerer vários
comprimentos de onda de extensão que devem ser vencidos com lances
A instalação do branch de RF deve obrigatoriamente de cabos coaxiais e/ou seções de linha rígida.
acomodar-se dentro da torre e continuar permitindo acesso ao seu
interior, desta forma divisores e cabos devem estar distribuídos ao longo A foto à esquerda da Fig. 91 mostra o detalhe do divisor
da altura do sistema e ao longo da seção transversal da torre, como na principal 1:4 e as conexões com as curvas e seções de linha rígida
ilustração à direita onde pode-se verificar a distribuição dos divisores utilizadas para interligar os divisores secundários, os quais estão
secundários em diversas alturas relativamente ao centro de radiação do distribuídos ao longo da abertura vertical de 21 mt ocupado pela antena
sistema. como mostrado no detalhe da foto e das ilustrações à direita da Fig. 91.

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 60
Utilização de Antenas de Transmissão

• Caso exemplo - Painel Dipolos VHF Face A,B,C,D

A1 B1 C1 D1

D12SNN-6 D12SNN-6 D12SNN-6 D12SNN-6

Nível #1

A1 B1 C1 D1

N1B

N1C
N1A
N1D
D14SNN-6 D12S1R78N-6

N1 N2 6210

A2 B2 C2 D2
Entrada
D12SNN-6 D12SNN-6 D12SNN-6 D12SNN-6 EIA 7/8"

3105
A2 B2 C2 D2
Nível #2
N2B

1800

N2C
N2A
N2D
D14SNN-6

2020

Figura 92 – Painel Dipolos VHF
Figura 91 – Painel Dipolos VHF

No caso da instalação de um branch de RF constituído em • Caso exemplo - Yagi
quase a sua totalidade por componentes em linha rígida, deve-se
garantir alinhamento mecânico de todo o conjunto, preservar as
conexões livres de esforços, bem como deve-se incorporar dispositivos
de apoio que possibilitem margem mecânica de acomodação do Av (*)

conjunto por efeito de variações térmicas e ação do vento.
C

A instalação de antenas tipo Yagi (vide figuras 21-23 lado

L
anteriores) e tipo Log-Periódica (vide figuras 24-25 anteriores) não
Ah
representam maiores dificuldades, dado entretanto a dimensão física
pronunciada destas antenas em canais baixos de VHF sua fixação na Alfa

torre exige obrigatoriamente o emprego de apoios do tipo mão francesa 4
1 2 3
a fim de estabilizar mecanicamente a antena contra a ação do vento, o
que pode atrapalhar a instalação de arranjos verticais e horizontais
empregando-se esta classe de antenas. 5 6 7 8

A Fig. 93 mostra ilustrações de um arranjo de antenas Yagi ao
redor de uma torre de seção reduzida o que obriga o emprego de um 9

deslocamento vertical da antena para cada uma das faces do arranjo, N-Fêmea

Figura 93 - Yagi

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 61
Utilização de Antenas de Transmissão

caso contrário antenas adjacentes se sobreporiam. Esta providência
mecânica reflete-se no diagrama de radiação vertical do arranjo mas, se
dimensionada com critério, apenas para elevações além do ângulo de
meia potência vertical da antena (HPBWV) não comprometendo assim a
cobertura.

Normalmente estes sistemas operam com baixa potência,
conexões tipo N e cabos coaxiais flexíveis de bitola reduzida sem auto-
sustentação, deve-se portanto instalar os divisores dentro da torre de
maneira a evitar-se cabos longos e suspensos nas proximidades das
antenas.

Capítulo 7 – Critérios de Instalação 62