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FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO

A respiração provê oxigênio aos tecidos e remove o dióxido de carbono. A fim de alcançar tais
objetivos, a respiração pode ser dividida em 4 funções principais:

1) Ventilação Pulmonar: influxo e efluxo de ar entre atmosfera e os alvéolos pulmonares.
2) Difusão de oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e o sangue.
3) Transporte de oxigênio e dióxido de carbono no sangue e nos líquidos corporais e suas
trocas com as células de todos os tecidos do corpo.
4) Regulação da Ventilação e outros aspectos da respiração.

VIAS AÉREAS
Da traqueia, via respiratória única, aos alvéolos, há 23 ramificações, sendo as 16 primeiras
condutoras e as 7 últimas transicionais e de trocas. A estas ramificações, corresponde um
aumento de área de secção transversa do sistema respiratório e uma consequente lentificação
da velocidade do fluxo aéreo (velocidade de fluxo= débito/área de secção transversa).

As vias mais centrais, condutoras, não participam nas trocas, constituindo o espaço
morto anatómico, que é cerca de 30% em cada ventilação. Entre elas, encontram-se vias de
maior calibre envolvidas por tecido cartilaginoso, que impede o seu colapso, e vias de menor
calibre com um forte componente muscular, que lhes permite uma dilatação e constrição
independente do volume pulmonar -os brônquios.
Com as sucessivas ramificações seguem-se vias de calibre inferior a 1mm, que deixam
de ter cartilagem - os bronquíolos. Estes se encontram incrustados na rede de tecido
conjuntivo pulmonar, dependendo o seu calibre do volume pulmonar, o que constitui uma
importante diferença funcional em relação aos anteriores. Os bronquíolos respiratórios, cujas
paredes são indefinidas, correspondem às aberturas dos alvéolos, sendo por isso designados
ductos alveolares.
Os alvéolos pulmonares são revestidos por um epitélio simples e fino. O tecido alveolar
ocupa uma fracção mínima do volume total do pulmão, deixando uma grande fracção (40 a
50%) para uma vasta rede capilar. Como resultado, a distância média entre o gás alveolar e a
hemoglobina nos eritrócitos é de apenas 1,5µm, o que torna bastante eficientes as trocas.
Independentemente deste reduzido volume, a área de superfície alveolar interna é
aproximadamente 1m2/Kg de peso corporal.
A unidade funcional do pulmão, para efeitos de trocas, recebe a designação de
Unidade Respiratória Terminal. É composta por um bronquíolo terminal e respectivos ductos
alveolares (bronquíolos respiratórios) e alvéolos. Existirão cerca de 60000 destas unidades,
cada qual com 250 ductos alveolares e 5000 alvéolos anatômicos.
O epitélio das vias aéreas tem um componente ciliar e secretor ausente a partir dos
bronquíolos.
As fibras musculares brônquicas são predominantemente inervadas pelo
parassimpático, que tem ação constritora ligeira a moderada. Podem ser ativadas por reflexos
com origem pulmonar (reflexos da tosse e do espirro), quando há irritação das vias
respiratórias. Estes reflexos poderão estar hiperativos nos doentes asmáticos.
O simpático exerce um fraco controlo direto, visto que há poucas terminações
nervosas deste sistema a nível brônquico. Contudo, há receptores β2-adrenérgicos que
respondem a catecolaminas circulantes. O simpático enerva diretamente as glândulas
submucosas, os gânglios parassimpáticos e o músculo liso vascular.
Está descrita, também, uma inervação não-colinérgica e não-adrenérgica com ação
broncodilatadora mediada pelo VIP (vasoactive intestinal peptide).

RESUMO – Alberto Galdino LoL

Espaço morto fisiológico: é na realidade a soma do espaço morto anatômico com outros volumes gasosos pulmonares que não participam da troca gasosa. a faringe e a traquéia. o espaço morto é muito desvantajoso para remover os gases expiratórios dos pulmões. O ar dos alvéolos sem perfusão não faz trocas gasosas e é considerado espaço morto (sem função). tais como o nariz. Ele ventila e não perfunde. renovação do ar sendo este o que faz as trocas gasosas. por simplesmente preencher as vias respiratórias onde essas trocas nunca ocorrem. É o espaço entre o ar e o sangue. -Também pode ocorrer o contrario onde ocorre a perfusão. ele é chamado ESPAÇO MORTO FISIOLÓGICO. destes 500ml. ESPAÇO MORTO ANATÔMICO E FISIOLÓGICO Parte do ar que a pessoa respira nunca alcança as áreas de trocas gasosas. RESUMO – Alberto Galdino LoL . Quando o espaço morto alveolar é incluido na medida total do espaço morto. Na expiração. Na circulação brônquica. mas não ocorre a ventilação. -O espaço morto fisiológico é maior que o anatômico. Esse ar é chamado AR DO ESPAÇO MORTO. É bidirecional. 150ml estão no espaço morto anatômico (área onde não ocorre qualquer troca gasosa) então estes 150ml são denominados ar do espaço morto anatômico. ou seja. há a nutrição da parede dos brônquios. CIRCULAÇÃO PULMONAR (Trocas Gasosas) E BRÔNQUICA (Parênquima Pulmonar) Na circulação pulmonar o sangue do coração manda pro pulmão fazer as trocas e o sangue fica arterializado. mas não perfundida e os gases que chegaram aos alvéolos nestas regiões não podem participar das trocas gasosas e é funcionalmente morto. os ares inspirados a cada respiração normal. -Por exemplo: determinada área do pulmão é ventilada. por não ser útil para as trocas gasosas. antes de qualquer ar dos alvéolos alcançar a atmosfera. 500ml – 150ml = 350ml. Portanto. bronquíolos. o que resulta em um sangue que não pode fazer as trocas gasosas e a este sangue o chamamos de sangue shunt por sua incapacidade de realizar as trocas gasosas. o ar do espaço morto é expirado primeiro. em contraposição ao espaço morto anatômico. 500ml é o volume corrente. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO A membrana respiratória é formada por membranas basais e epitélio.

São os mais cobrados na respiração forçada. Acessórios Esternocleidomastóideo. VT= Vc x FR (ventilação total) VEM= VEM x F (volume espaço morto) VA= (Vc – VEM) x FR (ventilação alveolar) MECÂNICA RESPIRATÓRIA -Forças Elásticas e Resistivas- A pleura pulmonar é uma fina camada membranosa formada por dois folhetos: Pleura Parietal que recobre internamente a parede costal da cavidade toráxica Pleura Visceral que recobre os pulmões. Características: Resistência à fadiga. aumentando o volume da caixa toráxica no sentido vertical (crânio-caudal). facilitando os movimentos dos pulmões durante a mecânica da respiração pulmonar. ‘DIAFRAGMA’. Esterno-Hióide. posição corporal e actividade metabólica. que é ocupado pelo líquido pleural para a lubrificação das pleuras. o mediastino (pleura mediastinal) e o diafragma (pleura diafragmática). Escalenos e Externos. A cavidade pleural é o espaço virtual entre os dois folhetos da pleura. Num esforço ventilatório máximo. Pode ser avaliado por espirometria. em cada ciclo ventilatório.Em repouso. Varia com a idade. Maior densidade capilar (proteólise). a ventilação total. -Musculos da Respiração- Músculos Inspiratórios: ao se contrairem. Intercostais Externos e Músculos do Pescoço (Esternocleidomastóideo e Escalenos): tracionam as costelas e o osso esterno para cima e para diante. o volume mobilizado. A ventilação alveolar corresponde ao volume de ar renovado que chega aos alvéolos a cada ventilação ou a cada minuto. Pode considerar-se que a ventilação alveolar é a parte da ventilação total obtida após a exclusão do espaço morto anatômico. Maior capacidade oxidativa. a ventilação total designa-se por capacidade vital. Para umvolume corrente de 500mL e uma frequência respiratória normal de 12 a 15/minuto. Primários Músculos Paraesternais. sexo. produzem aumento do volume da caixa toráxica. Alto fluxo sanguíneo. RESUMO – Alberto Galdino LoL . Peitoral Maior Diafragma: traciona a superfície inferior dos pulmões para baixo. e que participa efetivamente nas trocas gasosas. designa-se por volume corrente (média no adulto: 500mL). aumentando o volume da caixa toráxica no sentido horizontal (ântero-posterior). FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO VENTILAÇÃO TOTAL E ALVEOLAR A ventilação total é o volume de ar que entra ou sai das vias aéreas a cada movimento respiratório ou num minuto. é de 6 a 8L/min.

posto que caso alguns se fechassem. Oblíquo Externo e Interno): elevam a superfície inferior dos pulmões. Expiração: processo inteiramente PASSIVO. evitando assim seu colabamento. cerca de –7cm H2O (inspiração). etc. Durante a expiração a pressão intrapleural. -Propriedades elásticas do Pulmão- Todas as estruturas do pulmão (vasos. É subatmosférica.) encontram-se interligadas por uma trama de tecido conjuntivo pulmonar. não se inspira nem expira a pressão alveolar é de 0cm H2O (sendo na realidade a pressão atmosférica). Transverso Abdominal Músculos Abdominais (Transverso. de sorte que. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Músculos Expiratórios: ao se contrairem. É a INTERDEPENDÊNCIA. denominado SURFACTANTE. Músculos Intercostais Internos: tracionam as costelas e o esterno para baixo. pois existe uma drenagem constante do liquido intersticial pelos ductos linfáticos. RESUMO – Alberto Galdino LoL . Durante a expansão do pulmão a pressão intrapleural fica mais intensa e negativa. seus vizinhos pucariam suas paredes e tenderiam a reabri-los. diminuindo o volume da caixa toráxica no sentido horizontal (ântero-posterior). que contribui para manter todos os alvéolos abertos. sendo no repouso –5cm H2O. produzem diminuição do volume da caixa toráxica. Além das propiedades elásticas dos tecidos pulmonares. entre as duas pleuras. -Gasto de Energia- Passivo: inspiração (basal) Ativo: expiração. Esforço físico (inspiração/ativa) A variação de comprimento (volume) é proporcional à força (pressão). No momento de repouso. assim durante a inspiração a pressão alveolar cai para cerca de –1cm H2O. ou seja. alvéolos. Alveolar e Transpulmonar- Pressão Intrapleural (Pip): é a pressão no espaço pleural. Durante a expiração ocorre o oposto do descrito acima e a pressão aumenta para cerca de 1cm H2). Pressão Alveolar (Palv): é a pressão no interior dos alvéolos. Durante a inspiração a caixa torácica se expande por causa da musculatura. -Pressão Intrapleural. É sempre negativa. diminuindo o volume da caixa toráxica no sentido vertical (crânio-caudal). Sendo a responsável por manter a expansão pulmonar contra a parede torácica. ou seja. esta pressão é sempre negativa nunca positiva. aumenta para – 3cm H2O. quando há insuflação todos esses componentes se distendem. de acordo com as leis da física quando o volume de gás sofre um aumento súbito sua pressão diminui. bronquíolos. o que expande também o pulmão. os pulmões ainda apresentam um importante fator que contribui para suas caracteristicas elásticas: a TENSÃO SUPERFICIAL do líquido que recobre as zonas de trocas. Músculos: Retroabdominal. Oblíquo Externo.

O pulmão enche mais facilmente em sua região apical do que a basal. Quanto maior a pressão transpulmonar maior a quantidade de ar que entra no pulmão. A complacência é máxima em volumes pulmonares moderados. A complacência pulmonar de um individuo sadio e adulto é de cerca de 200 ml/cm H2O. RESUMO – Alberto Galdino LoL . 500ml é o volume corrente. É o trabalho necessário para expandir os pulmões contra as forcas elásticas do pulmão. os ares inspirados a cada respiração normal. Força elástica causada pela tensão superficial do liquido que reveste as paredes internas dos alvéolos e outros espaços aéreos do pulmão. COMPLACÊNCIA: É uma medida da tendência de um órgão oco a resistir ao recuo às suas dimensões originais com a remoção de uma força compressiva ou distentiva. renovação do ar sendo este o que faz as trocas gasosas. destes 150ml estão no espaço morto anatômico (área onde não ocorre qualquer troca gasosa) então estes 150ml são denominados ar do espaço morto anatômico. Força elástica do próprio tecido muscular. a histerese é determinada pela força elástica dos pulmões que estão em dois grupos: 1. 2. 500ml – 150ml = 350ml. -Lei de Hooke- Afirma que os corpos perfeitamente elásticos exibem uma relação linear entre a força aplicada e a deformação obtida até ser o módulo de elasticidade. e muito baixa em volumes que são muito baixos ou muito altos. ou seja. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Pressão Transpulmonar (Ptp): é a pressão resultante (diferença) entre a pressão intrapleural e alveolar. Histerese: fenômeno físico determinado pela resistência do tecido pulmonar que provoca uma diferença entre a curva de insuflação e deflação pulmonar. pois no movimento da expiração o pulmão nunca se esvazia por completo e o ar para sair do pulmão passa por ultimo na região basal em direção aos bronquíolos. por conseguinte a região basal fica com mais ar que a apical após a expiração. Tanto os pulmões como a caixa toráxica são elásticas e armazenam energia quando se destendem. sendo ela quem controla a quantidade de ar que entra ou sai do pulmão. e por isso o pulmão enche mais facilmente na região basal.

Ou seja. não só através dos alvéolos propriamente ditos. se funde com a do epitélio membrana endotelial capilar. pode exprimir-se a capacidade de difusão da membrana.. Em termos de superfície total de trocas. o que. Com base no volume de gás que se difunde através da membrana. como p. deve ser de cerca de 21 mL/min/mmHg.6µm. a próxima etapa no processo da respiração é a difusão do O2 dos alvéolos para o sangue e do CO2 no sentido oposto do sangue para os alvéolos. febre. a área superficial da membrana. os fatores que determinam a velocidade das trocas gasosas através da membrana respiratória são: a espessura da membrana. tanto O2 quanto o CO2 passam do meio mais concentrado para um meio menos concentrado. O tempo de trocas é o adequado para que a PO2 no eritrócito entre em equilíbrio com a PO2 alveolar.também contribui para a rapidez das trocas.ex. cerca de 70 m2. para uma diferença de pressão de 1 mmHg. por si. hipóxia etc. diminuindo a quantidade de plasma que os gases devem percorrer. Como se pode perceber tanto O2 quanto CO2 tem um sentido oposto durante a difusão. Hipoventilação ocorre quando a ventilação é inadequada para realizar a troca de gases nos pulmões. Surpreendentemente. a difusão não é um passo limitante. e para o O2. delgado entre o epitélio alveolar e a membrana capilar membrana basal dos capilares que. Num indivíduo saudável. Esta troca ocorre nas membranas respiratórias (todas as superfícies pulmonares) por meio de difusão. estima-se. como já foi referido. em cada minuto. espaço intersticial. Hipoventilação: aumenta a captação de CO2 Hiperventilação: aumenta a excreção de CO2 RESUMO – Alberto Galdino LoL .2 L/min. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO As paredes alveolares são extremamente finas e estão envolvidas por um plexo capilar extenso. devido a causas muito variadas.Esta estreita proximidade faz com que as trocas ocorram através das membranas de todas as porções terminais dos pulmões. podendo traduzir-se em hipocapnia e alcalose. o diâmetro dos capilares raramente excede os 5µm. a espessura de todas estas camadas ronda um total de 0. Por outro lado. Ventilação Normal: 4. composto por células epiteliais finas membrana basal epitelial. o coeficiente de difusão do gás na substância da membrana a diferença de pressão parcial do gás entre os dois lados da membrana. ou seja. em muitos pontos. o que faz com que os eritrócitos seencostem às paredes. Após os alvéolos serem ventilados com ar fresco. Em suma. Esta superfície de trocas designa-se por membrana respiratória e possui diferentes camadas: camada de fluido que reveste internamente o alvéolo (onde se encontra o surfactante) epitélio alveolar. exercício físico. Hiperventilação é o aumento da quantidade de ar que ventila os pulmões.

pois: O ar alveolar é substituído parcialmente por ar atmosférico a cada respiração. A maioria dos gases com importância na fisiologia da respiração possuem uma solubilidade muito baixa no sangue e o inverso ocorre nos lipídios através da membrana celular onde são muito solúveis. pois 2300/350 = 0. Peso molecular do gás. A área da reação transversa do liquido. O ar atmosférico seco que penetra nas via aérea é umidificado antes de chegar aos alvéolos. A difusão depende de cinco fatores: 1. A velocidade de renovação do ar alveolar pelo ar atmosférico ocorre de maneira muito lenta.300ml. 5. Quando há edema a membrana celular aumenta em muito a sua espessura. Esta troca ocorre nas membranas respiratórias (todas as superfícies pulmonares) por meio de difusão. O CO2 esta em difusão constante do sangue para os alvéolos. Evitar o aumento ou diminuição excessiva na oxigenação dos tecidos. Como se pode perceber tanto O2 quanto CO2 tem um sentido oposto durante a difusão. com isso se tem uma maior dificuldade para ocorrer à difusão. ou seja. O O2 esta constantemente sendo absorvido dos alvéolos para o sangue. 4. quando a respiração é interrompida. RESUMO – Alberto Galdino LoL . O ar alveolar não apresenta de modo algum as mesmas concentrações gasosas do ar atmosférico. ao nível do mar. 3.007 Esta renovação lenta do ar é importante para evitar: Alterações súbitas da concentração de gases no sangue. Alterações excessivas do pH do sangue e tecidos. tanto O2 quanto o CO2 passam do meio mais concentrado para um meio menos concentrado. Composição do ar alveolar e sua relação com o ar atmosférico. como consequência disso o ar renovado a cada respiração é de apenas 1/7. pois em um individuo normal após a respiração no final da expiração o volume de ar que permanece no pulmão é de cerca de 2. todavia apenas 350ml chegam aos alvéolos a cada respiração normal. Solubilidade do gás em um liquido. 2. Temperatura do gás. a próxima etapa no processo da respiração é a difusão do O2 dos alvéolos para o sangue e do CO2 no sentido oposto do sangue para os alvéolos. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Após os alvéolos serem ventilados com ar fresco. A distancia através da qual o gás deve difundir. Alterações súbitas da concentração de CO2 tecidual.

o que resulta em um sangue que não pode fazer as trocas gasosas e a este sangue o chamamos de sangue shunt por sua incapacidade de realizar as trocas gasosas. mas não ocorre a ventilação. o que leva a uma alcalose. mas não perfundida e os gases que chegaram aos alvéolos nestas regiões não podem participar das trocas gasosas e é funcionalmente morto. Pressão arterial O2 = 100mmHg. A concentração de CO2 no sangue é muito mais importante que a de O2. pois: CO2↑ H+↑ pH↓. Por exemplo: determinada área do pulmão é ventilada. sendo também continuamente liberado nos alvéolos e apartir daí para fora do corpo. em saltos de 160mmHg para 149mmHg. RESUMO – Alberto Galdino LoL . Pressão venosa CO2 = 45mmHg. CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ H+ + HCO3- Este tampão tem como finalidade manter a estabilidade do pH. Pressão arterial CO2 = 40mmHg. [CO2] no ar atmosférico é praticamente 0mmHg. Pressão alveolar O2 = 104mmHg. Também pode ocorrer o contrario onde ocorre a perfusão. É mais importante manter o equilíbrio de CO2 que o de O2: [CO2] no ar atmosférico é praticamente 0mmHg. “O espaço morto fisiológico é maior que o anatômico.” Quando entra O2 no organismo a sua pressão parcial diminui devido a umidificação que ocorre nas vias aéreas. É controlado em 2° lugar pela velocidade da entrada do novo O2 para os pulmões pelo processo da ventilação. tendo como função reativar o tampão carbônico para a manutenção do pH. [CO2] no ar alveolar = 40mmHg. CO2↓ H+↓ pH↑. o que leva a uma acidose. O CO2 é resultado da queima da glicose dentro das células. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Concentração e pressão de O2 nos alvéolos: É controlado em 1° lugar pela velocidade de absorção de O2 pelos capilares. já o O2 é muito pouco solúvel em meio liquido saturando mais rapidamente PV (pressão venosa pulmonar)O2: 40mmHg PV (pressão venosa pulmonar)CO2: 45mmHg Pa (pressão artéria pulmonar)O2: 104mmHg Pa (pressão artéria pulmonar)CO2: 40mmHg PA (pressão alveolar)O2: 100mmHg PA (pressão alveolar)CO2: 40mmHg ESPAÇO MORTO FISIOLÓGICO: é na realidade a soma do espaço morto anatômico com outros volumes gasosos pulmonares que não participam da troca gasosa. Concentração e pressão de CO2 nos alvéolos: O CO2 é continuamente formado no organismo. Se o gás for solúvel no liquido (plasma) ele exerce pouca pressão este é o caso do CO2 que demora a saturar. Pressão venosa O2 = 40mmHg.

. o que aumenta a concentração de CO2 no sangue que por sua vês diminui o pH do mesmo. Acidose metabólica: ocorre por problemas relativos ao metabolismo. -Transporte de O2 e CO2 no Sangue- Após sua difusão dos alvéolos para o sangue pulmonar.. Quando o sangue venoso passa pelo pulmão deixa cerca de 5mmHg de CO2 saindo para a veia pulmonar com cerca de 40mmHg de CO2. RESUMO – Alberto Galdino LoL . é compensado através de uma hiperventilação e os rins aumentam a excreção de HCO3. TRANSPORTE DE O2 NO SANGUE: O pH do sangue arterial é diferente do sangue venoso: Sangue arterial: 7. então qualquer problema que impeça este processo em longo prazo acarretará uma acidose respiratória.e a reabsorção de H+. ele também se combina quimicamente no sangue o que aumenta seu transporte em cerca de 15 a 20 vezes.46 Esses valores têm importância para o transporte de O2 que é muito pouco solúvel em H2O(plasma). o O2 é transportado principalmente pela hemoglobina dentro dos eritrócitos até capilares teciduais onde é liberado para ser utilizado pelas células. O CO2 faz o caminho inverso do O2. os rins aumentam a excreção de íons H+ e a reabsorção de HCO3-. Todos estes problemas aumentam a concentração de H+ no sangue o que por sua vê diminui o pH. a hemoglobina (Hb) para seu transporte. Hb F (2 gama) e Hb S (aa de cadeia beta é Valina no lugar de glutamato) 4 grupos HEME (Protoporfirina e Ferro Ferroso Fe2+) Combinação com O2 (Oxihemoglobina) Dissociação com O2 (Deoxihemoglobina) *Metemoglobina: Férrico (Fe3+) – Nitrito *Carboxihemoglobina: (Hb CO) A hemoglobina se liga a até quatro O2 e a partir que o primeiro se liga os outros se ligam a ela mais facilmente (mecanismo de autofacilitação). Alcalose metabólica: por problemas do metabolismo tem se a falta de íons H+ e o excesso de HCO3.Para se compensar 1° tem se os tampões dos líquidos corporais e também os rins necessitam de vários dias para corrigir o problema.44 Sangue venoso: 7. no diabético o excesso de corpos cetonicos no sangue e etc.o que aumenta o pH. ou seja. A presença de sangue nos eritrócitos permite que o sangue transporte 30 a 100 vezes mais O2 de que sem sua presença. excesso de produção de acido lático. Acidose respiratória: causada por uma ventilação ruim. sendo necessário uma proteína.36 a 7. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Percebe-se que a diferença entre o sangue venoso e o arterial não pode ser muito grande. para se compensar tem se os tampões corporais e também os rins. para compensar tem-se uma hiperventilação para retirar o CO2 em excesso. Hemoglobina (CARACTERISTICAS) 4 polipeptídicas (2 alfas e 2 betas) – Hb A.44 a 7. Alcalose respiratória: ocorre quando se tem uma ventilação excessiva que eleva o pH do sangue. pois se isso ocorre-se o sangue venoso seria muito ácido. O2 dissolvido no plasma. por exemplo.

quando o sangue chega nos tecidos a sua pressão varia de acordo com o seu metabolismo. o que atrapalha a dissociação da Hb diminuindo a quantidade de O2 liberado. a quantidade total de O2 ligado à hemoglobina é de 19. Para o metabolismo celular é necessária apenas à presença de pequena pressão de O2.5mm. mas a saturação da Hb nunca pode passar de 100% ou seja apenas 03% de seu valor normal que é 97%. quando a PO2 cai a concentração de Hb também cai. 99% do O2 é transportado pela proteína Hb. Gráfico da dissociação da Hemoglobina: No sangue arterial com uma saturação de 97%. -Função de tampão da hemoglobina- Tampão de O2 tecidual. ela é responsável pela estabilização da pressão de O2 no plasma e tecidos. A uma PO2 de 104mmHg. Efeito Bohr: desvio para a esquerda. a concentração de O2 é transportado em 20% ou seja. sendo necessário uma PO2 de apenas 1mmHg para que a PO2 deixe de ser um fator limitante para as reações enzimáticas das células. ou seja.4mm para cada 100ml de sangue. O aumento da temperatura do sangue favorece o desvio para a direita. RESUMO – Alberto Galdino LoL . FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Normalmente cerca de 97% de todo O2 transportado dos pulmões para os tecidos são transportados em combinação química com a hemoglobina. assim em condições normais cerca de 5mm de O2 são transportados dos pulmões para os tecidos a cada 100ml de sangue. tanto na altitude onde a PO2 dos alvéolos pode cair pela metade ou quando mergulhamos a altas profundidades onde a PO2 nos alvéolos pode aumentar cerca de até 10 vezes. Quando a concentração de O2 da ATM se modifica acentuadamente o efeito tampão da Hb entra em ação. Nos tecidos a PO2 normal é de cerca de 40mmHg. pois aumenta o transporte de O2 para os músculos durante a atividade. a seguir o fluxo sanguíneo continua e ao passar pelos capilares teciduais perde cerca de 05mm de O2. o que automaticamente reduz a PO2 do capilar para um valor que é apenas alguns mm do valor normal de 40mmHg. para que ocorram as reações químicas intracelulares normais. Por exemplo: quando por qualquer que seja motivo a pressão alveolar venha a se elevar até 500mmHg cerca de 5 vezes o seu valor normal. Quando 100% da Hb esta ligada ao O2. 100ml de sangue para 20mm de O2. Fatores que desviam a curva de dissociação da oxiemoglobina: Quanto mais CO2 tiver maior será o metabolismo celular e a célula por sua vês necessitara de uma maior quantidade de O2. sendo que os três restantes estão dissolvidos na água do plasma. ao passar pelos capilares esta quantidade cai para cerca de 14. mantendo a PO2 tecidual e sanguínea quase constante.

70% na forma de bicarbonato dentro da hemácia. Na circulação parte de todo CO2 é transportado na forma de bicarbonato dentro da hemácia (maior parte). Hipoventilação aumenta a captação de CO2. com uma facilidade muito maior que o O2. Acidose deprime o sistema nervoso podendo causar coma. Hiperventilação aumenta a excreção de CO2. As hemácias possuem a enzima anidrase carbônica que catalisa a reação H2O + CO2. O maior problema não é a falta de O2. que formara acido carbônico que por sua vês se dissociara em íons bicarbonato e H+ (todo este processo ocorre dentro da hemácia). FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO TRANSPORTE DE CO2 NO SANGUE: O CO2 se dissolve bem no sangue. Uma hiperventilação não aumenta a concentração de O2 no sangue. conseqüentemente a pressão do CO2 será também bem menor que a do O2. a não ser que se aumente o numero de Hb. também na forma liquida no sangue e por ultimo ligado a hemoglobina Hb-CO2 (carboxiemoglobina). RESUMO – Alberto Galdino LoL . mas sim o acumulo de CO2. 23% Hb-CO2. Alcalose excita o sistema nervoso podendo causar convulsão. Já a concentração de CO2 é muito maior que a de O2 (por isso sua concentração é mais importante que a de O2). 07% CO2 dissolvido na plasma. pois a uma pressão de 100mmHg 97% de todo O2 e transportado pela hemoglobina.

todo o volume de ar existente no pulmão. Não pode ser medida na expirometria por ter volume residual como um de seus componentes. podem ser medidos 4 volumes (volume corrente. de reserva inspiratório. O espirômetro é um equipamento composto por uma escala indicadora de volume. O volume corrente pode ser designado ainda como VT ( Tidal Volume). de reserva expiratório e residual) e 4 capacidades ( capacidades inspiratória. afere as capacidades e volumes pulmonares. Caso fosse registrado. Não pode ser calculada por espirometria. portanto. Na espirometria. estaria abaixo da reserva expiratória. expirado completamente. ou seja. não incluindo-o então. ou seja. VOLUMES PULMONARES: são as medidas individuais da quantidade de ar que o indivíduo é capaz de inspirar ou de expirar de acordo com a espirometria. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ESPOMETRIA: VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES Os volumes e as capacidades pulmonares são medidos por meio da Espirometria. Consiste. permanece nos pulmões ao final da expiração normal. Não pode ser demonstrado no gráfico da espirometria uma vez que o espirograma só demonstra volumes inspirados ou expirados. Capacidade Pulmonar Total (CPT= VC+VRI+VRE+VR =5800ml ou CPT=CV+VR): representa o somatório de todos os volumes pulmonares. vital e capacidade pulmonar total). funcional. na maior quantidade de ar que uma pessoa pode expelir dos pulmões após tê-los enchido ao máximo e. em condições normais. passando pelo volume corrente (incluindo-o). um tanque com água e um bocal. Capacidade Vital (CV= VRI+VC+VRE =4600ml): é a amplitude total de uma inspiração máxima e uma expiração máxima. uma campânula flutuante. Volume de Reserva Expiratória (VRE=1100ml): volume de ar que. CAPACIDADES PULMONARES: São as somas de dois ou mais volumes pulmonares. Capacidade Residual Funcional ( CRF= VRE+VR =2300ml): consiste em uma quantidade de ar que. RESUMO – Alberto Galdino LoL . em seguida. Volume de Reserva Inspiratória (VRI=3000ml): é o volume de ar extra que ainda se consegue inspirar depois de já ter inspirado o volume corrente. que consiste em medir a entrada e a saída de ar nos pulmões. Volume Residual (VR=1200ml): volume do ar que permanece nos pulmões mesmo no final da mais vigorosa das expirações (mesmo assim é constantemente renovado). partindo do nivel expiratório basal e enchendo ao máximo os pulmões. por meio de uma expiração forçada. ainda pode ser exalado no final a expiração do volume corrente normal. Volume Corrente (VC=500ml): corresponde ao volume de ar inspirado e expirado em cada ciclo respiratório em condições basais (o ciclo respiratório em repouso). Capacidade Inspiratória (CI= VC+VRI =3500ml): é a quantidade de ar que um indivíduo pode inspirar.

sem qualquer sensação subjetiva de desconforto. o que mostra a importância das insuflações (respirações boca a boca) como forma de fornecer ar oxigenado para o socorrido. ainda oxigenado.min-1 ou 6 litros. APNÉIA: parada dos movimentos respiratórios ao final de uma expiração basal. a zona de condução. Mais acertadamente. no volume corrente ou no ritmo. Com base nesse traçado. BRADIPNÉIA: diminuição da frequência respiratória. após inspirar até a capacidade pulmonar total (CPT). nem todo ar inspirado participa das trocas gasosas (aproximadamente 150ml). Porém. As emoções. o choro. a tosse. a fonação. bem como várias entidades mórbidas. VRM= Volume Corrente (VC) x Frequência Respiratória (FR) VRM= 500ml x 12 ciclos. expire tão rápida e intensamente quanto possível em um espirógrafo. isto é. laringe.min-1 Volume do Espaço Morto (VEM=150ml): 6 litros de sangue percorrem as vias aéreas por minuto. MANOBRAS EXPIRATÓRIAS FORÇADAS Solicita-se ao indivíduo que. traquéia e brônquios terminais e que será expirado sem ter entrado nos alvéolos. HIPOVENTILAÇÃO: diminuição da ventilação global. é possível computar a Capacidade Vital Forçada (CVF) e o Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1. a do. RESUMO – Alberto Galdino LoL . porém não atinge os alvéolos. o sono. HIPERVENTILAÇÃO: aumento da ventilação global. HIPERPNÉIA: aumento do volume corrente. Compreende cerca de 150 ml de ar. sensação subjetiva de dificuldade respiratória. sendo o volume expirado lido em um traçado volume-tempo. -----------------------------x-------------------------------x--------------------------------x--------------------------- Diversos fatores modificam a ventilação. aumento da ventilação alveolar além das necessidades metabólicas. seja por alterações na frequência. Em outras palavras. faringe.0). HIPOPNÉIA: diminuição do volume corrente. DISPNÉIA: respiração laboriosa. Este volume corresponde ao Volume do Espaço Morto. Com maior precisão. Consiste no ar que se encontra no nariz. FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Volume Respiratório Minuto (VRM): Corresponde à quantidade total de ar que se movimenta pelas vias respiratórias a cada minuto. que ocupa apenas a zona que não participa da difusão aérea. podem modificar o padrão ventilatório. diminuição da ventilação dos alvéolos aquém das necessidades metabólicas. APNEUSE: interrupção dos movimentos respiratórios ao final da inspiração. as necessidades metabólicas. TAQUIPNÉIA: aumento da frequência respiratória. recebendo denominações especiais: EUPNÉIA: é a respiração normal. é o volume de ar que entra nos pulmões.

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