UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

ANÁLISE DOS RISCOS ERGONÔMICOS DA ATIVIDADE DE ARMAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM CANTEIRO DE OBRAS DE TRÊS LAGOAS/MS
GIBSON ARAÚJO MANSILLA

Orientadora: Profa. Dra. Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira

JANEIRO/2010 CUIABÁ MT

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

ANÁLISE DOS RISCOS ERGONÔMICOS DA ATIVIDADE DE ARMAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM CANTEIRO DE OBRAS DE TRÊS LAGOAS/MS

GIBSON ARAÚJO MANSILLA

Orientadora: Profa. Dra. Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira

Monografia apresentada como exigência para conclusão do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho, oferecido pela Universidade Federal De Mato Grosso, sob a orientação da Profª Drª Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira .

CUIABÁ MT 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

FOLHA DE APROVAÇÃO

Título: Análise dos riscos ergonômicos da atividade de armação na construção civil em canteiro de obras de Três Lagoas/MS

Aluno: Gibson Araujo Mansilla

Monografia apresentada, defendida e aprovada em 13 de janeiro de 2010.

_____________________________________________________ Profª Drª Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira Orientadora

_________________________________________________ Prof. Dr. Marcio de Lara Pinto Examinador Interno

____________________________________________________ Profa. MSc. Luciane Cleonice Durante Examinadora Interna

DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho, aos profissionais que atuam na construção civil.

AGRADECIMENTOS

A Deus, por ter me dado força e sabedoria para transpor as dificuldades encontradas durante esta caminhada. A minha Orientadora Profª Dra. Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira pela preciosa orientação o que tornou possível a conclusão desta monografia. À professora Msc Luciane Durante pela determinação, sugestões e incentivo e por participação da Banca de Qualificação. Ao Prof. Dr. Marcio de Lara Pinto, pela contribuição e participação na Banca de Defesa. A todos os professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Curso de Pós-Graduação em Especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho. A minha esposa Débora E. Pedrotti Mansilla e a Yago Pedrotti Araujo Mansilla por nunca perder a confiança na minha pessoa. Aos meus colegas de curso e a todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização desse trabalho.

SUMÁRIO
DE FIGURAS ............................................................................................................. i DE QUADROS .......................................................................................................... ii DE ANEXO...............................................................................................................iii .................................................................................................................................... iv .................................................................................... Erro! Indicador não definido. – INTRODUÇÃO ...................................................... Erro! Indicador não definido. .1 - PROBLEMÁTICA ........................................... Erro! Indicador não definido. .2 – JUSTIFICATIVA ............................................ Erro! Indicador não definido. .3 - OBJETIVOS .................................................... Erro! Indicador não definido. .3.1 – OBJETIVO GERAL ................................. Erro! Indicador não definido. .3.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................... Erro! Indicador não definido. - REVISÃO BIBILOGRÁFICA................................ Erro! Indicador não definido. .1 CONSTRUÇÃO CIVIL ..................................... Erro! Indicador não definido. .2 EPI’s NECESSÁRIOS AOS TRABALHADORES DE ARMAÇÃO ........ Erro! Indicador não definido. .3 RISCOS ERGONÔMICOS ................................ Erro! Indicador não definido. - METODOLOGIA ................................................... Erro! Indicador não definido. ........................................................................... Erro! Indicador não definido. – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ....... Erro! Indicador não definido. .1 Resultados dos Questionários ............................. Erro! Indicador não definido. .2 Descrição da Atividade do Armador .................. Erro! Indicador não definido. - CONCLUSÕES ....................................................... Erro! Indicador não definido. - BIBLIOGRAFIAS .................................................. Erro! Indicador não definido. .................................................................................... Erro! Indicador não definido. I - Questionário para Coleta dos Dados .................... Erro! Indicador não definido.

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LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – Relação de EPI’s e dos riscos inerentes a função de armador FIGURA 2 - Código de Postura – MÉTODO OWAS FIGURA 3 - Classificação das posturas segundo o método OWAS FIGURA 4 – Composição do código do método OWAS para corte de vergalhão FIGURA 5 – Composição do código do método OWAS para dobra de peças FIGURA 6 – Composição do código OWAS para montagem de peças FIGURA 7 – Composição do código OWAS para transporte de peças

ii

LISTA DE QUADROS
QUADRO 1 – Tipos de risco no trabalho de armação QUADRO 2 – Análise da postura X tarefa do armador

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LISTA DE ANEXO
Anexo I - Questionário para Coleta dos Dados

iv

RESUMO

MANSILLA, Gibson. Análise dos riscos ergonômicos da atividade de armação na construção civil em canteiro de obras de TRÊS LAGOAS/MS.

A Indústria da Construção Civil é uma atividade econômica que envolve tradicionais estruturas sociais, culturais e políticas, é caracterizada por apresentar um elevado índice de acidentes de trabalho e, está em segundo lugar na freqüência de acidentes registrados em todo o país. O objetivo deste trabalho é o de analisar os riscos ergonômicos das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores de armação da construção civil no canteiro de obras no município de Três Lagoas/MS. A metodologia direciona-se para uma pesquisa quantitativa e qualitativa baseada no Estudo de Caso, foi utilizado para a análise da postura dos trabalhadores de armação o método OWAS (Ovako Working Posture Analysin System). O trabalho na construção civil oferece inúmeros riscos aos trabalhadores, no entanto, como verificou-se nos resultados deste trabalho, com a implementação da Segurança do Trabalho, trabalhadores e empresários conseguem implementar ações de forma a prevenir acidentes.

Palavras-Chave: construção civil, ergonomia e armadores

v

ABSTRACT
MANSILLA, Gibson. Ergonomic risk analysis of activity in the frame construction in job works of Três Lagoas/MS.

The Construction Industry is an economic activity that involves traditional social structures, cultural and political, is characterized by a high rate of accidents and is second in frequency of incidents reported across the country. The objective of this study is to analyze ergonomic risks of activities carried out by workers of frame construction on the building site in the municipality of Três Lagoas / MS. The methodology is directed to a qualitative and quantitative research based on case study was used to analyze the attitude of the employees of the frame OWAS method (Ovako Working Posture analysin System). Work in construction offers a number of risks to workers, however, as shown by the results of this work, the implementation of Work Safety, workers and employers can implement actions to prevent accidents. Keywords: construction, ergonomics and owners

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1 – INTRODUÇÃO
1.1 - PROBLEMÁTICA
O trabalho na construção civil oferece inúmeros riscos aos trabalhadores, riscos este que na maioria das vezes acomete a saúde do trabalhador. Outro grave problema segundo Ribeiro et al. (2005 p. 528) é o dos trabalhadores menosprezarem os riscos existentes no ambiente de trabalho, exigindo assim por parte dos responsáveis um trabalho constante de conscientização dos riscos existentes aos trabalhadores. Tais fatos nos levam a entender a importância da Segurança do Trabalho e suas implicações não somente na construção civil, mas também em todas as atividades funcionais. Com a implementação da Segurança do Trabalho tanto os trabalhadores como os empresários conseguem implementar ações de forma a prevenir acidentes. Tais ações podem ser simples medidas de proteção, ou até medidas mais sofisticadas dependendo do trabalho a ser realizado e o risco a que o trabalhador se encontra exposto. Segundo Dwyer apud DALCUL (2001, p.04) “fatos envolvendo a ocorrência de acidentes de trabalho repercutem em maior reflexão sobre o valor atribuído à vida, fazendo com que a segurança no trabalho seja tratada como uma questão de ordem pública”. Com o surgimento das Normas Regulamentadoras que são um conjunto de Normas que visam regulamentar e fornecer orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à medicina e segurança no trabalho no Brasil, cada vez mais empregados e empregadores são conhecedores desses riscos e a prevenção configura-se como o melhor caminho a ser tomado por ambos.

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A Norma Regulamentadora 9 (NR 9) estabelece em seu conteúdo a obrigatoriedade da elaboração e a implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Com vistas à saúde do trabalhador e aos riscos que podem existir no ambiente de trabalho a NR 9 destaca como sendo riscos ambientais, os agentes físicos (Ruídos, Vibrações, Radiações ionizantes, Radiações não ionizantes, Frio, Calor, Pressões anormais, Umidade), agentes químicos (as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão) e os agentes biológicos (as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros). A NR 17 estabelece parâmetros que permitem a adaptação do ambiente de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador, causando-lhe maior conforto, segurança e melhor desempenho. Destacamos aqui inúmeros riscos ergonômicos que enfrentados comumente pelos trabalhadores da construção civil, no desenvolvimento das mais variadas funções, como: levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho. A importância de identificar os riscos ergonômicos para os trabalhadores de armação em um Canteiro de Obras se torna

imprescindível, já que esta é uma importante função desenvolvida pelos trabalhadores no transcorrer do processo executivo de um empreendimento. Outro fato importante é que ao detectarmos tais riscos a sua prevenção se torna menos complexa melhorando assim a condição de vida destes trabalhadores, já que os riscos ergonômicos são identificados como responsáveis por vários problemas futuros a saúde deste trabalhador. A atividade de armação segundo a Classificação Brasileira de Ocupações, elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego é: “os trabalhadores que preparam a confecção de armações e estruturas de concreto. Cortam e dobram

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ferragens de lajes. Montam e aplicam armações de fundações, pilares e vigas”. A área de atuação destes profissionais, ainda segundo o CBO, é: “a indústria da construção como assalariados com carteira assinada. Os armadores de estrutura de concreto e de concreto armado trabalham em equipe e o moldador de corpos de prova em usinas de concreto trabalha individualmente. Todos atuam com supervisão ocasional. O trabalho é realizado a céu aberto, durante o dia. Os armadores de estrutura de concreto e de concreto armado realizam suas atividades em posições desconfortáveis durante longos períodos, em grandes alturas e estão expostos a ruído intenso”. Diante do exposto pretendem-se com esse trabalho fazer uma análise dos riscos ergonômicos da atividade de armador, em um canteiro de obras no município de Três Lagoas/MS bem como, identificar, registrar e analisar as principais posturas adotadas pelos mesmos ao longo de sua jornada de trabalho.

1.2 – JUSTIFICATIVA
O setor da construção engloba um grande número de atividades econômicas, desde a construção e reforma de casas até grandes projetos de engenharia. A atividade da construção divide-se basicamente entre construções residenciais, comerciais, industriais, de serviços e os projetos de engenharia civil; como rodovias, pontes, hidroelétricas, linhas de transmissão entre outras. A construção civil é um ramo de atividade que emprega um grande contingente de mão-de-obra em toda parte que necessite deste tipo de trabalho, principalmente daquela semi-qualificada. Apesar de ser uma das mais antigas atividades produtivas do homem, ela ainda é pouco estudada. É uma atividade que possui tarefas árduas e complexas e o índice de acidentes desse setor é relativamente alto, devido a grande variedade de

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tarefas executas pelos trabalhadores, que apresentam pouca ou nenhum treinamento prévio para a realização das mesmas. A Indústria da Construção Civil é uma atividade econômica que envolve tradicionais estruturas sociais, culturais e políticas. É nacionalmente caracterizada por apresentar um elevado índice de acidentes de trabalho e, está em segundo lugar na freqüência de acidentes registrados em todo o país. Esse perfil pode ser traduzido como gerador de inúmeras perdas de recursos humanos e financeiros no setor. Outro problema que ocorre entre os trabalhadores da construção civil é o fato dos mesmos subestimarem os riscos existentes no ambiente de trabalho, fato esse que ocasiona uma necessidade de treinamento e conscientização quanto aos riscos existentes em cada situação de trabalho bem como a forma correta de prevenção de acidentes do trabalho. A ergonomia tem como função a redução das doenças ocupacionais, fadiga muscular, situações de riscos e acidentes,

proporcionando uma redução nas perdas, danos e custos à empresa e um melhor conforto, produtividade e desempenho do trabalhador. Os riscos ergonômicos são aqueles que envolvem como agentes o esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso e exigência de postura inadequada. A idéia da qualidade de vida do trabalhador precisa ser algo presente. Com esse enfoque, o presente estudo discute as atividades do trabalhador em obras da construção civil procurando proporcionar melhor qualidade de vida e condições adequadas no trabalho.

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1.3 - OBJETIVOS

1.3.1 – OBJETIVO GERAL
O objetivo geral deste trabalho é analisar os riscos ergonômicos das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores de armação da

construção civil em um canteiro de obras no município de Três Lagoas MS.

1.3.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentam-se como objetivos específicos:

a. Identificar os riscos ergonômicos inerentes ao posto de trabalho de armação em Canteiro de Obras. b. Apresentar soluções de segurança no trabalho que garantam a saúde do trabalhador frente a tais riscos. c. Aplicar o Método WOAS para fins de avaliação do risco ergonômico.

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2 - REVISÃO BIBILOGRÁFICA
2.1 CONSTRUÇÃO CIVIL
A construção civil exerce um importante papel social no país por absorver uma boa percentagem da mão-de-obra nacional. Divide-se em: construção pesada, obras de arte e edificações. O sub-setor edificações merece destaque pois representa isoladamente cerca de 30% das obras do setor, empregando, portanto, a maioria dos trabalhadores dessa indústria. Essa mão-de-obra apresenta, entretanto, baixa qualificação e baixo grau de instrução formal, sendo oriunda, em sua maioria, da área rural, estando sujeita a situações de trabalho adversas. O processo produtivo na construção civil é realizado ao ar livre, ficando o trabalhador exposto aos efeitos das intempéries. O trabalho é predominantemente manual, forçando o operário a exercer um grande esforço físico. Esses operários assumem ao longo de sua jornada de trabalho posturas inconvenientes, o que representa problemas sérios para o futuro, além disso, os movimentos são repetitivos e alguns equipamentos utilizados apresentam índices elevados de ruídos. Algumas pesquisas referentes à ergonomia na construção civil já existem, o que é importante para melhorar as condições de trabalho dos operários do setor e consequentemente a qualidade dos serviços executados. Entretanto, ainda há um vasto estudo a ser realizado nessa área de conhecimento. Nesse sentido, procurou-se fazer uma revisão dos riscos ergonômicos na etapa de fundação e estrutura, fase de armação, uma vez que esta etapa, é comum as mais variadas obras de edificações.

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2.2 EPI’s NECESSÁRIOS AOS TRABALHADORES DE ARMAÇÃO
A Figura 1 a seguir descreve o posto de trabalho de armação identificando os riscos aos quais estão expostos o trabalhador além da indicação dos EPIs necessários para desempenho de tal função.

FIGURA 1 – Relação de EPI’s e dos riscos inerentes a função de armador.
FONTE: SEBRAE/ES, (s/d)

A seguir está apresentada o Quadro 1 onde indica os riscos a que estão submetidos os trabalhadores de armação e os respectivos EPI’s e EPC’s relacionados.

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QUADRO 1 – Tipos de risco no trabalho de armação POLICORTE Risco Tipo do agente Ruído Fumos Metálicos Fonte geradora Atrito do disco com vergalhão Devido ao resíduo resultante do corte do aço (serragem) Devido a possível contato de componentes elétricos com partes acessíveis ao operador Arremesso no operador de partes do disco ou do material que está sendo serrado Medidas Preventivas Utilização de EPI, abafadores tipo concha Utilização de EPI, máscaras para pó Execução de aterramento adequado para o equipamento Utilização de EPI’s como luvas de raspa, avental de raspa, protetor facial e manutenções freqüentes para verificação do estado do disco Conscientização diária Execução de telheiros para abrigar os trabalhadores, uso de uniformes que protejam o trabalhador da insolação

FÍSICO

QUÍMICO

FÍSICO

Choque elétrico e queimadura

FÍSICO

Cortes e mutilações

Levantamento e Transporte ERGONÔMICO manual de peso

Falta de conhecimento por parte do operador

ERGONÔMICO

Insolação

Jornada de trabalho executada ao relento

Fonte: LAMBERT & PINTO, 2009

Por meio das informações apresentadas pelo Quadro 01 percebese a abundância de riscos aos quais estão expostos os trabalhadores de armação. Comprovando assim a necessidade de estudo para melhor compreensão de forma a obter uma maior efetividade na sua neutralização.

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2.3 RISCOS ERGONÔMICOS
Segundo IIDA (1993), “A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. Isso envolve não somente o ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais de como esse trabalho é programado e controlado para produzir os resultados desejados”. A Ergonomia visa a transformação das condições de trabalho, a fim de que elas sejam melhor adaptadas aos trabalhadores (NERI, 1992; apud. LUNA et al., 1995). Com este objetivo, a Ergonomia passa por vários estágios, que se diferenciam principalmente pelo enfoque dado aos fatores que influenciam às condições de trabalho. Os dados e conhecimentos ergonômicos podem apoiar e orientar o planejamento e a execução de medidas preventivas de acidentes do trabalho e de doenças ocupacionais, como também reduzir o desconforto físico do trabalhador, aumentando assim a eficiência do trabalho. Os riscos ergonômicos estão relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes a execução das atividades profissionais. Estes riscos podem produzir alterações no organismo com relação ao estado emocional dos trabalhadores, comprometendo a saúde, segurança e produtividade. Os riscos ergonômicos mais freqüentes na construção civil, na opinião de FERNANDES et al. (1989), são: levantamento e transporte manual de peso, postura e jornada de trabalho. Estes riscos podem gerar fadiga, problemas na coluna do operário, perda de produtividade, incidência de erros na execução do trabalho, absenteísmo, doenças ocupacionais e dores físicas. Com a continuação destas tarefas, o operário, poderá interromper suas atividades

periodicamente ou definitivamente. A intervenção ergonômica na construção civil é mais difícil do que nas outras indústrias. São vários os fatores que contribuem para isto: O local de trabalho é mudado todo dia; há grande rotatividade dos trabalhadores; muitos trabalhadores são contratados por empreiteiras e os

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proprietários da obra alegam não terem condições de contratarem um especialista em ergonomia (SCHENEIDER, 1995). Na opinião de SCHENEIDER (1995), existem quatro tipos de intervenção da ergonomia na construção: 1. Mudanças nos materiais de trabalho; 2. Mudanças nas ferramentas e equipamentos; 3. Mudanças nos métodos e organização do trabalho; 4. Treinamento e programas de exercício. Mesmo sendo um trabalho penoso exigindo do trabalhador posturas que desafiam a ergonomia a intervenção ergonômica é possível na construção.

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3 - METODOLOGIA
. A opção metodológica direciona-se para um misto entre a pesquisa quantitativa e qualitativa com ênfase no Estudo de Caso, considerando que os dados serão obtidos em um canteiro de obras de uma construtora de médio porte no município de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul. Pesquisas com opção metodológica em Estudo de Caso apresentam um forte cunho descritivo. Desta forma, utilizou da observação para identificar os riscos inerentes a saúde dos trabalhadores de armação, especificamente no Canteiro de Obra já citado anteriormente. Segundo Cezar Coelho (p. 03), “Estudo de Caso enquadra-se como uma abordagem qualitativa e é freqüentemente utilizado para coleta de dados na área de estudos organizacionais” o que reforça ainda mais a nossa escolha por este Método, já que a proposta é a de mostrar a realidade atual e evidenciar os riscos ergonômicos enfrentados pelos trabalhadores de armação. Fez-se uso ainda da pesquisa bibliográfica, no sentindo de vislumbrar junto aos referenciais teóricos especializados e Normas Regulamentadoras subsídios para a identificação dos riscos ergonômicos enfrentados pelos trabalhadores de armação. Para a análise da postura dos trabalhadores de armação utilizaremos o método OWAS (Ovako Working Posture Analysin System) adequado para análise do corpo inteiro em situações de trabalho dinâmico, já que segundo Iida (1992) e Guimarães(2002) apud Ribeiro et al. 2005 este método foi desenvolvido na Finlândia, na década de 70, e objetiva criar informações para melhorias dos métodos de trabalho pela identificação de posturas corporais inadequadas durante a realização da atividade e tem se mostrado uma importante ferramenta, na sua versão computadorizada, para

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a identificação de problemas em situações de trabalho com manuseio e transporte de carga. Existem vários métodos e técnicas para o registro e análise das posturas. Eles podem ser descritivos, fotográficos, por instrumentos ou por observação in loco. Os registros descritivos e fotográficos não demonstram

consistência se aplicados isoladamente. No primeiro a avaliação é prolixa e de difícil análise. Já no segundo registram-se apenas flashes das posturas, sem informações quanto à duração e força empregada. De modo algum se deseja afirmar que os dois métodos não são válidos. Sendo assim Mas sim, que devem ser utilizados sempre como coadjuvantes na análise e, nunca, como ferramenta única. Em decorrência disto, muitos métodos e técnicas mistas foram desenvolvidos. No caso do trabalho conforme já anteriormente descrito o método utilizado é o OWAS O método se baseia na amostragem da atividade em intervalos constantes ou variáveis, verificando-se a freqüência e o tempo gasto em cada postura. Nas observações são consideradas as posições das costas, braços, pernas, uso de força e fase da atividade aos quais são atribuídos valores consubstanciados em um código de seis dígitos. A tabela com os códigos de postura encontra-se relacionados na Figura 2 e 3. O primeiro dígito do código indica a posição das costas, o segundo, à dos braços, o terceiro, a das pernas, o quarto indica a carga ou uso da força e o quinto e sexto dígitos, a fase de trabalho. Em seguida de posse do código de cada atividade consegue-se enquadrar cada postura instantânea e determinar a categoria de ação correspondente de acordo com parâmetros pré definidos.

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FIGURA 2 - Código de Postura – MÉTODO OWAS

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Costas

Braços

1 2 3

1
1 2 3

2
1 2 3

3
1 2 3

4
<10 kg >10kg <20 kg 3 4 < 20 Kg e <30 kg
São necessárias correções logo que possível São necessárias correções imediatas

1 2

Não são necessárias medidas corretivas Serão necessárias correções no futuro

Fonte: WILSON E CORLETT: 1995

FIGURA 3 - Classificação das posturas segundo o método OWAS

Força

1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 2

3

Pernas

QUADRO PARA DETERMINAÇÃO DA CLASSE DE CONSTRANGIMENTO DA POSTURA INSTANTÂNEA. 1 2 3 4 5 6 7

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Foi utilizado também um questionário baseado em VERAS, (2004) (Anexo 1) para coletar informações pessoais dos trabalhadores além da opinião dos mesmos referentes ao seu ambiente de trabalho. A observação visual dos trabalhadores durante sua jornada de trabalho nos seus postos de trabalho será registrada através de fotografias, tal observação é de grande importância no estudo ora proposto uma vez que nos permite constatar efetivamente a postura adotada pelos trabalhadores nas atividades desenvolvidas diariamente. Os dados foram coletados no período de uma semana, do mês de janeiro do corrente ano. A obra onde as análises foram realizadas é composta por um edifício de três pavimentos, com área total de aproximadamente 5.200,00 m², implantada em um terreno com área de 3.000,00 m² localizado na área central da cidade de Três Lagoas. O empreendimento se encontra na fase de execução da infra-estrutura, execução de blocos e vigas baldrames além das contenções verticais em concreto armado. Tendo em vista o escopo de o trabalho analisar a função de armador, esta pesquisa restringe-se apenas a estas duas fases da edificação, fundação e estrutura, pois são as principais etapas onde se tem o envolvimento deste trabalhador. A fundação é a parte de uma estrutura que transmite ao terreno as cargas da edificação. No caso em estudo a fundação profunda do tipo estaca hélice contínua, com sua moldagem “in loco”, com perfuração de 18,00 metros de profundidade e inserção de armadura nos primeiros 4,00 metros

A estrutura compreende os pilares, vigas, lajes. O edifício possui estrutura de concreto armado moldado “in loco” com volume de concreto de 1200 m³ e num total de aço a ser aplicado em toda a obra de aproximadamente 80.000 kg.

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A equipe de armação é composta de cinco trabalhadores sendo dois armadores e três ajudantes de armador que fazem uma jornada de 44 horas semanais com intervalos para almoço e descanso semanal aos domingos.

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4 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
4.1 Resultados dos Questionários
Com base nos dados obtidos nos questionários em anexo, conseguiu-se traçar um perfil dos trabalhadores de armação do Canteiro de Obras. A média de idade dos trabalhadores é de aproximadamente 39 anos. Em relação ao tempo de atuação na construção civil a maioria deles (60%) atua a mais de 10 anos, e somente 40% começou a trabalhar na construção civil a menos de um ano. Sobre a renda familiar 60 % dos trabalhadores recebem de 01 a dois salários mínimos e 40% recebem somente um salário mínimo. As informações relativas ao cotidiano no canteiro de obras indicam que 60% dos trabalhadores além da carga horária semanal faz 10 horas extras por semana em média, 20% fazem de 03 a 04 horas extras e somente 20% não fazem horas extras. O aumento do número de horas semanais trabalhadas é preocupante considerando que estes trabalhadores indicam entre as suas atividades, algumas que necessitam de muito esforço como transporte das ferragens. E 100% dos trabalhadores relatam que manuseiam cargas pesadas. No entanto nenhum dos trabalhadores indica que tem algum problema físico em virtude das atividades desenvolvidas na sua função. Porém salienta-se que a negação do problema por parte dos trabalhadores, pode estar relacionado a que os dados foram coletados pelo técnico de segurança do trabalho responsável pelo Canteiro de Obra.

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Outro dado importante é que somente 20% dos trabalhadores já sofreram acidente de trabalho inclusive necessitando de afastamento das suas função por um determinado tempo. Mas sem exceção todos os trabalhadores preocupam-se com as situações de riscos que eles se submetem em função da atuação como armadores, e indicam que as situações as quais mais temem são Choque elétrico, perfurações, manuseio com ferramentas e principalmente quando tem que operar em tarefas relacionadas à altura.

4.2 Descrição da Atividade do Armador
O trabalho da equipe de armação no canteiro de obra ora estudado pode ser dividida basicamente em quatro tarefas principais, são elas: a) Corte dos vergalhões Nesta etapa o trabalhador manuseia os vergalhões, que comercialmente possuem dimensões de 12 (doze) metros de comprimento tendo o seu peso variando de acordo com a bitola da barra. O aço é retirado da área de estocagem e posicionado na bancada, o corte é mecanizado, com utilização de uma serra tipo policorte (Figura 2). b) Dobra das peças cortadas A etapa da dobra consiste em executar as dobras nas peças já cortadas para atender as solicitações do projeto de estruturas. As dobras são executadas em uma bancada marcada com pinos e a virada da peça de aço é feita manualmente com auxílio de cantoneiras ou tubos, utilizando o princípio da alavanca. (Figura 3) A execução desta tarefa e da anterior descrita, nesta obra em particular, não é muito intensa, pois a logística da construtora optou por adquirir o aço já com os cortes e dobras executados de fábrica. c) Montagem das peças A montagem consiste no posicionamento das várias barras que já se encontram cortadas e dobradas para efetivamente dar forma à armação

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da peça estrutural, neste caso pilares, vigas e contenções, esta etapa pode ser desempenhada tanto na própria central de armação ou diretamente na peça estrutural, isto ocorre quando a mesma possui dimensões que impossibilitam o transporte até a estrutura a ser armada. (Figura 4). A união das várias peças é feita manualmente com utilização de arame recozido e ferramenta do tipo torquês. d) Transporte e posicionamento das peças montadas Esta atividade se torna necessária quando a montagem da armadura é feita na própria central de armação, sendo necessário assim o seu transporte até a peça estrutural de destino. O transporte normalmente é feito manualmente com a utilização de dois ou mais operários dependendo da dimensão e peso da peça a ser transportada (Figura 5).

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4.3 Aplicação do método OWAS Nesta etapa do estudo, foram avaliadas, pelo Método OWAS, as atividades desempenhadas pelos armadores.

Atividade analisada: Corte de Vergalhão

1 DIGITO

O

2 DIGITO

O

3 DIGITO

O

4 DIGITO

O

1
COSTAS

2
BRAÇOS

2
PERNAS
1-Sentado 2- De pé com ambas as pernas esticadas 3-De pé com o peso

1
CARGA / FORÇA

POSIÇÕES TÍPICAS DO MÉTODO OWAS

1 –Ereta 2-Inclinada 3 – Ereta e torcida 4- Inclinada e torcidao

1-Dois braços abaixo de uma das pernas esticadas dos ombros 2- Um braço no nível ou acima dos ombros 3- Ambos os braços no nível ou acima dos ombros

1-Peso ou força necessária igual ou menor 10 Kg 4-De pé ou agachado 2 – peso ou força com ambos os necessário maior que joelhos flexionados 10 Kg ou menor que 20 5- De pé ou Kg agachado com um 3- Peso ou força dos joelhos necessária excede 30 dobrados Kg
6- Ajoelhado em um ou ambos os joelhos 7-Andando ou se movendo

FIGURA 4 – Composição do código do método OWAS para corte de vergalhão

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Atividade analisada: Dobra das peças cortadas

1 DIGITO

O

2 DIGITO

O

3 DIGITO

O

4 DIGITO

O

2
COSTAS

1
BRAÇOS
1-Dois braços abaixo dos ombros

2
PERNAS
1-Sentado 2- De pé com ambas as pernas esticadas 3-De pé com o peso de uma das pernas esticadas

1
CARGA / FORÇA

POSIÇÕES TÍPICAS DO MÉTODO OWAS

1 –Ereta 2-Inclinada 3 – Ereta e torcida 4- Inclinada e torcidao

2- Um braço no nível ou acima dos ombros 3- Ambos os braços no nível ou acima dos ombros

1-Peso ou força necessária igual ou menor 10 Kg 4-De pé ou agachado 2 – peso ou força com ambos os joelhos necessário maior que flexionados 10 Kg ou menor que 20 5- De pé ou agachado Kg com um dos joelhos 3- Peso ou força dobrados necessária excede 30 Kg 6- Ajoelhado em um
ou ambos os joelhos 7-Andando ou se movendo

FIGURA 5 – Composição do código do método OWAS para dobra de peças

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Atividade analisada: Montagem das peças

1 DIGITO

O

2 DIGITO

O

3 DIGITO

O

4 DIGITO

O

2
COSTAS

1
BRAÇOS
POSIÇÕES TÍPICAS DO MÉTODO OWAS
1-Sentado

2
PERNAS
2- De pé com ambas as pernas esticadas

1
CARGA / FORÇA

1 –Ereta 2-Inclinada 3 – Ereta e torcida 4- Inclinada e torcidao

1-Dois braços abaixo uma das pernas dos ombros esticadas 2- Um braço no nível ou acima dos ombros 3- Ambos os braços no nível ou acima dos ombros

3-De pé com o peso de

4-De pé ou agachado com ambos os joelhos flexionados 5- De pé ou agachado com um dos joelhos dobrados 6- Ajoelhado em um ou ambos os joelhos 7-Andando ou se movendo

1-Peso ou força necessária igual ou menor 10 Kg 2 – peso ou força necessário maior que 10 Kg ou menor que 20 Kg 3- Peso ou força necessária excede 30 Kg

FIGURA 6 – Composição do código OWAS para montagem de peças

23

Atividade analisada: Transporte e posicionamento das peças montadas

1 DIGITO

O

2 DIGITO

O

3 DIGITO

O

4 DIGITO

O

1
COSTAS

1
BRAÇOS
1-Dois braços abaixo dos ombros
1-Sentado

7
PERNAS
2- De pé com ambas as pernas esticadas 3-De pé com o peso de uma das pernas esticadas

2
CARGA / FORÇA

POSIÇÕES TÍPICAS DO MÉTODO OWAS

1 –Ereta 2-Inclinada 3 – Ereta e torcida 4- Inclinada e torcidao 2- Um braço no nível ou acima dos ombros 3- Ambos os braços no nível ou acima dos ombros

4-De pé ou agachado com ambos os joelhos flexionados 5- De pé ou agachado com um dos joelhos dobrados 6- Ajoelhado em um ou ambos os joelhos 7-Andando ou se movendo

1-Peso ou força necessária igual ou menor 10 Kg 2 – peso ou força necessário maior que 10 Kg ou menor que 20 Kg 3- Peso ou força necessária excede 30 Kg

FIGURA 7 – Composição do código OWAS para transporte de peças

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Na Quadro 2 a seguir tem-se os resultados dos dados proporcionados pelo método OWAS.

QUADRO 2 – Análise da postura X tarefa do armador TAREFA Corte dos vergalhões Dobra das peças cortadas Montagem das peças Transporte e posicionamento das peças montadas Codigo do OWAS 1221 2121 2121 1172 Medidas a serem tomadas Não são necessárias medidas corretivas Serão necessárias correções no futuro Serão necessárias correções no futuro Não são necessárias medidas corretivas

O quadro anterior mostra que apenas nas atividades relacionadas a dobra das peças cortadas e a montagem das peças necessitam de medidas corretivas no futuro.

25

5 - CONCLUSÕES
No decorrer da pesquisa identificaram-se inúmeros riscos aos quais estão submetidos os trabalhadores da armação em um canteiro de obras. No entanto, de forma a atender os objetivos propostos pela pesquisa nos ateremos aqui identificamos nos fixamos nos riscos ergonômicos que são: postura inadequada no desempenho do trabalho, transporte de cargas, ambiente de trabalho inadequado. A avaliação pelo Método OWAS nos mostrou que as atividades de dobra das peças cortadas e montagens das peças necessitam de correções no futuro, já o corte de vergalhão e o transporte das peças montadas não necessitam de intervenções imediatas. É conveniente salientar que tais resultados são apenas indicativos, ou seja, mesmo não sendo tão nocivos em relação aos riscos ergonômicos precisam ser constantemente avaliados. Neste sentido as medidas para mitigar e até mesmo eliminar os riscos ergonômicos, não pode deixar de contar com uma política de conscientização efetiva e bem elaborada por parte dos profissionais responsáveis pelos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do trabalho – SESMT, pois no caso específico dos riscos citados somente com o conhecimento por parte dos trabalhadores é que se obterá êxito no combate deste problema. Sugere-se como possíveis soluções de segurança frente aos riscos identificados a adoção de bancadas adequadas para a montagem das peças, melhor organização da área utilizada para armação, utilização de carrinhos para transporte das peças, ampliação no uso de vergalhões cortados e dobrados mecanicamente, implementação de ginástica laboral além do uso de um colete lombar.

26

A análise criteriosa e o avanço das pesquisas no campo da Engenharia de Segurança vêm contribuindo de maneira efetiva para a diminuição dos riscos de acidentes de trabalho. No entanto, mesmo com um campo epistemológico construído a respeito da Segurança do Trabalho e com o aumento crescente de pesquisas científicas nesta área, há de sensibilizar as empresas para a importância da adoção de medidas e estratégias claras de Segurança sejam especificamente no caso deste trabalho em um Canteiro de Obras ou em outro lugar de forma a garantirmos ambiente onde os trabalhadores se sintam confortáveis e protegidos.

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6 - BIBLIOGRAFIAS
BRASIL Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação Brasileira de Ocupações. Disponível em http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTitulo Resultado jsf. Acesso em 18/01/2010. BRASIL. Norma regulamentadora – NR 9: riscos ambientais. Brasília (DF): Programa de prevenção de riscos ambientais; 1994.

COELHO CESAR, A. M. R. Valentini. Método do Estudo de Caso (Case Studies) ou Método do Caso (Teaching Cases)? Uma análise dos dois métodos no Ensino e Pesquisa em Administração. Disponível em http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/cesar__metodo_do_estudo_de_caso_administracao.pdf. Acesso em 06/01/2009. DALCUL, A. L. P. C. Estratégia De Prevenção Dos Acidentes De Trabalho Na Construção Civil: Uma Abordagem Integrada Construída A Partir Das Perspectivas De Diferentes Atores Sociais. Tese De Doutorado. UFRS. Porto Alegre: 2001. 228 P. MANSILLA, G.. Trabalho apresentado na Disciplina Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações do Curso de Especialização em Engenharia de Seguranças do Trabalho. 2009. RIBEIRO, S. B; SOUTO, M.M.; ARAUJO JUNIOR, I.C. Análise Dos Riscos Ergonômicos Da Atividade Do Gesseiro Em Um Canteiro De Obras Na Cidade De João Pessoa/Pb Através Do Software Winowas. Revista Gestão Industrial. 1 : (4), 528-535. UTFPR. Ponta Grossa PR: 2005 SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO. Lei N° 6514 de 22/12 1977. Normas Regulamentadoras NR aprovadas pela Portaria N° 3214 08/06/1978. Índices Remissivos. São Paulo: Atlas. 2008. VERAS, J. C. Fatores de risco de acidentes de trabalho na indústria da construção civil: análise na fase de estruturas. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernanbuco. Recife:2004

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ANEXO

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Anexo I - Questionário para Coleta dos Dados
1. Identificação 1.1 Nome: 1.2 Idade: ( ) menor de 18 anos ( ) entre 18 e 20 ( ) entre 26 e 30 ( ) entre 41 e 45 ( ) entre 31 e 35 ( ) entre 46 e 50 ( ) entre 21 e 25

( ) entre 36 e 40 ( ) acima de 50

1.3 Cargo / função: ( ) Carpinteiro ( ) Ferreiro ( ) Pedreiro 2. Caracterização 2.1 Tempo na empresa: ( ) menos de 1 ano ( ) de 1 a 5 anos ( ) de 6 a 10 anos ( ) mais de 10 anos 2.2 Tempo na CC: ( ) menos de 1 ano ( ) de 1 a 2 anos ( ) de 3 a 4 anos ( ) de 5 a 6 anos anos 2.3 Já trabalhou na agricultura? ( ) sim ( ) não 2.4 Estado civil: ( ) solteiro ( ) casado ( ) separado ( ) viúvo 2.5 Possui filhos? ( ) não ( ) sim. Quantos? ________ 3. Escolaridade 3.1 Sabe ler? ( ) sim ( ) não 3.2 Sabe escrever? ( ) sim ( ) não ( ) assina apenas o nome 3.3 Estudou até que série/ano? ( ) analfabeto( ) 3ª série ( ) alfabetização ( ) 1ª série ( ) 7ª série ( ) 3º ano ( ) superior incompleto ( ) de 7 a 8 anos ( ) de 9 a 10 anos ( ) mais de 10

( ) 4ª série

( ) 8ª série

( ) 5ª série

( ) 1º ano

( ) 2ª série ( ) 6ª série ( ) 2º ano( ) superior completo 3.4 Fez algum curso profissionalizante? ( ) sim ( ) não 4. Moradia / Alimentação / Transporte 4.1 Tipo de moradia atual: ( ) Própria ( ) Alugada ( ) Casa Parente ou Amigo ( ) outro

( ) Pensão ou República

30

4.2 Caso não resida naobra, como é feita sua locomoção? ( ) ônibus ( ) a pé ( ) veículo empresa ( ) veículo próprio ( ) bicicleta ( ) outro meio

4.3 Tempo gasto na locomoção (minutos)? ( ) Até 30 ( ) 30 a 60 ( ) 61 a 90 ( ) 91 a 120

( ) 121 a 150 ( ) + de 150 4.4 A alimentação fornecida pela empresa é? ( ) ótima ( ) boa ( ) regular ( ) péssima 4.5 A quantidade de alimentação é suficiente? ( ) sim ( ) não 5. Trabalho / Renda 5.1 Horas extras (semanal): ( ) Entre 1 e 2 ()3a4() ( ) 5 a 6( ) 9 a 10 ( ) não faz horaextra

7 a 8 ( ) mais que 10

5.2 Trabalha nos finais de semana para Completar o seu salário fora da empresa? ( ) sim ( ) não 5.3 Caso sim, qual função? ( ) pedreiro ( ) encanador ( ) motorista ( ) agricultor ( ) marceneiro ( ) outros (Qual):

( ) eletricista ( ) carpinteiro ( ) servente ( ) vigia

( ) gesseiro _______________

5.4 Renda familiar (salário mínimo): ( ) Até 1 ()1a2 ()3a4 ()5a6 ()7a8 ( ) 9 a 10 ( ) mais de 10 salários

5.5 Cite as suas três maiores despesas: ( ) moradia( ) alimentação( ) saúde( ) transporte ( ) educação ( ) vestuário ( ) lazer ( ) outras 6. Segurança, Higiene do Trabalho e Ergonomia 6.1 Fez exame médico na admissão? ( ) sim ( ) não 6.2 Foi submetido aos exames periódicos? ( ) sim ( ) não 6.3 Sofreu algum acidente de trabalho? ( ) sim ( ) não

6.4 Caso sim, especifique: ( ) com afastamento ( ) sem afastamento

31

6.5 Fez algum curso de prevenção de acidente? ( ) sim 6.6 A empresa fornece EPI gratuitamente? ( ) sim 6.7 O uso obrigatório é fiscalizado? ( ) sim 6.8 Pratica esporte? ( ) sim ( ) não ( ) não ( ) não

( ) não

6.9 Qual a periodicidade? ( ) finais de semana 6.10 Ingere bebidas alcoólicas? ( ) sim ( ) não

( ) durante a semana

6.11 Caso sim, quando? ( ) finais de semana ( ) de vez em quando ( ) todos os dias no final do serviço ( ) todos os dias inclusive em horário de trabalho 6.12 É fumante? ( ) sim ( ) não 6.13 Cite uma situação de risco/perigo que o senhor considera no canteiro: ( ) não utilização / uso inadequado de EPI ( ) perfuração / cortantes ( ) ausência de EPC ( ) trabalho em altura ( ) choque elétrico

6.14 Você manuseia equipamentos pesados nas suas atividades? ( ) sim ( ) não 6.15 Antes de exercer sua atividade, você tinha algum problema físico? ( ) sim ( ) não 6.16 Em caso positivo, este problema o atrapalha para sua função que exerce? ( ) sim ( ) não 6.17 Você sente algum problema físico causado pelo trabalho? ( ) sim ( ) não 6.18 Que tipo de atividade provocou seu problema

físico?_________________________

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