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Relações entre a saúde mental de estudantes

do ensino fundamental e as práticas e
estilos parentais#
The relationships between the mental health of elementary school students
and the practices and parenting styles
Maria Fernanda Barboza Cid*
504
Thelma Simões Matsukura**
Fabiana Cia***
O Mundo da Saúde, São Paulo - 2015;39(4):504-513
Artigo Original • Original Paper

Resumo
O presente estudo teve por objetivo, relacionar a saúde mental infantil de crianças estudantes do primeiro ciclo do ensino
fundamental com as práticas e estilos parentais dos responsáveis. Foram participantes da pesquisa 321 crianças, estudan-
tes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental e seus responsáveis. Os instrumentos de medida utilizados foram:
o Questionário de Capacidades e Dificuldades, o Inventário de Estilos Parentais e o Questionário de Atividades Cotidianas.
Foram feitas análises estatísticas comparativas e correlacionais. Os resultados indicaram correlações positivas significativas
entre saúde mental infantil e as práticas e estilos parentais. O estudo também revelou que nas famílias que adotam regras
e responsabilidades que são compartilhadas por todos, as crianças se comportam mais de forma pró-social, apontando
um possível fator de proteção à saúde mental infantil. O estudo também revelou que nas famílias que adotam regras e
responsabilidades que são compartilhadas por todos, as crianças se comportam mais de forma pró-social, apontando um
possível fator de proteção à saúde mental infantil.
Palavras-chave: Saúde Mental Infantil. Estilos Parentais. Práticas Parentais. Ensino Fundamental.

Abstract
Objectives: This study aimed to relate to children’s mental health of school children of the first cycle of basic education
with parenting practices and styles of those responsible. Methods: This study included a total of 321 first- to fifth-grade
children and their parents or guardians. The measurement instruments used for data collection were the strengths and dif-
ficulties questionnaire, the parenting styles inventory and the activities of daily life questionnaire. Correlation analyses and
comparative analyses were performed. Results: The results indicated significant correlations between parenting practices
and child mental health. This study also suggested that in families where boundaries, rules and roles were established,
including shared responsibilities, they have been shown to be associated with higher rates of child pro-social behavior,
indicating protective factors for the mental health outcomes of children. Conclusions: The study revealed that there are
links between child mental health, and the parenting practices and styles adopted by those responsible in order that the
more positive practices, the fewer difficulties in mental health children present. It is believed that the results may contribute
towards subsidizing relevant issues to be considered by public policies of child mental health.
Keywords: Childhood’s Mental Health. Parenting Styles. Parenting Practices. Basic Education.

DOI: 10.15343/0104-7809.20153904504513
# O presente manuscrito é parte da Tese de Doutorado da primeira autora, defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação
Especial da Universidade Federal de São Carlos.
* Universidade Federal de São Carlos – SP – Brasil. E-mail: mariafernandacid@gmail.com
** Universidade Federal de São Carlos – SP – Brasil. E-mail: thelmamatsukura@gmail.com
*** Universidade Federal de São Carlos – SP – Brasil. E-mail: fabianacia@hotmail.com
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

cujas estimativas atuais entre a presença de transtornos emocionais nas sinalizam que uma entre quatro ou cinco crian. Os autores en. Por meio mento dos filhos a fim de que os mesmos sigam destes estudos foi possível identificar alguns princípios morais e aprendam comportamentos fatores de risco e de e de proteção. cia e socialização. em países em desenvolvimento. no dia não estar relacionados à presença e/ou ausência a dia familiar. o principal ciais. o estudo de Sá e colaboradores estudo que objetivou identificar crianças em indicou que. são os mais envolvidos na determinação da Nessa direção. o desenvolvimento de políticas de intervenção Além da questão epidemiológica. instabilidade financeira da família relacionados à saúde mental infantil. quanto em relação aos fatores que podem ou Sobre as práticas e estilos parentais. incluindo o Participaram 100 crianças de seis a 12 anos Brasil. em por exemplo. na medida em que todas as pesquisas sua ocorrência é fundamental para os campos da desenvolvidas foram realizadas em apenas três saúde e educação. vens e adultos9. 3. a partir do ano 2000.7% com base em instrumentos de diagnós- A identificação de problemas relativos à saú. 13. responsabilidade. 2. dificuldades escolares7. lizadas pelos pais na educação dos filhos são de- contraram 15 estudos publicados no período de nominadas práticas educativas parentais10. de um Núcleo de Atenção Primária do Progra- cia e adolescência começaram a ser realizados ma de Atenção Primária e Saúde da Família. que estão presentes nas esferas Para isso. contextos familiar e escolar (tais como estresse Outros estudos buscaram investigar aspectos materno. risco para transtornos emocionais nos usuários demiológicos na área de saúde mental da infân. os fatores Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais O Mundo da Saúde. os pais utilizam diversas estratégias individual. tais como que garantam a independência. 7. que pode ser entendido como a . 12. Assim.. Tais estratégias e técnicas uti- zados no Brasil de 1980 a 2009. saúde mental materna. 2001 a 2009 que apontaram taxas de prevalência O resultado do uso de um conjunto de Prá- de saúde mental variando de 12% a 24. 6. estudos epi. especial. práticas parentais inadequadas. e técnicas para orientar o comportamento dos Paula et al.6% com ticas Educativas Parentais é denominado Estilo base em instrumentos de rastreamento e de 7% Parental10. Os aspectos presentes no ambiente (como enfoque tem sido dado aos fatores de risco. ou seja. Porto Alegre e Bahia)8. 11.2015. pesqui- direcionadas à prevenção e/ ou promoção da sas mais recentes têm buscado investigar de saúde mental de crianças1. 5. àqueles relacionados ao contexto e baixa estimulação infantil) onde a criança vive ambiente familiar2. familiar e extrafamiliar3. tais como brinquedos e ma. 10.7 desenvolveram um adolescentes. 7. tanto no e ausência de rotinas definidas) e também de que se refere às questões epidemiológicas. Os autores encontraram associações de países desenvolvidos. 11. buscaram identificar fatores de risco relaciona- Sobre a identificação de problemas relativos dos ao desenvolvimento de problemas de saúde à saúde mental na população de crianças e mental infantil. A saúde mental forma mais veemente os fatores relacionados à infantil pode ser compreendida enquanto um manifestação ou não dos problemas de saúde 505 elenco de habilidades adaptativas que envolvem mental nessa população. No entanto. terial escolar.39(4):504-513 aspectos emocionais. As taxas encontradas são semelhantes às de idade.8 fizeram uma revisão de estudos filhos no cotidiano e promover sua independên- epidemiológicos de cunho populacional reali. São Paulo . comportamentais e so. Verificou-se uma discrepância regional dos de mental infantil e dos processos que envolvem estudos. os filhos podem exer- escolaridade dos pais. os pais buscam guiar o comporta- de problemas emocionais em crianças. de risco e proteção. na medida em que permitem estados (São Paulo. recursos presentes no cer adequadamente o papel social quando jo- ambiente familiar. alguns estudos nacionais saúde mental infantil3.INTRODUÇÃO a 12. Ferrioli et al. tico. crianças e a presença de situações adversas nos ças no mundo sofre algum transtorno mental2. 4. a autonomia e nível socioeconômico. 11. 8.

existe a necessidade de cotidiano. 5% dos respon- avaliadas pelo Inventário de Estilos Parentais de sáveis eram analfabetos. hierarquia e apoio emocional na relação contribuir de forma mais efetiva com o pla- com os filhos. Assim. à renda mensal. cipantes sob a forma de entrevista. 71% dos participantes declara- 30 crianças. 39% de- dessa natureza podem gerar estresse e medo nas las possuem de seis a oito anos. Foram participantes. O Mundo da Saúde. gerando promoção da saúde mental infantil. Yu et al. ções imaturas e impulsivas14. bem como a influência das variá. responsáveis. Os Os instrumentos utilizados na coleta de da- resultados revelaram que as práticas parentais dos foram: monitoria positiva e comportamento moral são Questionário de Atividades Cotidianas – variáveis preditoras de comportamentos pró-so. o presente estudo teve Com o objetivo de investigar crianças com por objetivo. rede pública de ensino. ensino fundamental com as práticas e estilos veis práticas parentais e uso do tempo livre no parentais dos responsáveis. práticas de das práticas e estilos parentais na determinação carinho. 32% tinham ensino fun- Gomide10 poderiam ser preditoras de problemas damental incompleto ou completo. diálogo e brincadeiras em conjunto no da saúde mental infantil. pelos responsáveis.14 avaliaram 4936 crianças australianas de quatro MÉTODOS e cinco anos de idade. Do total de das mesmas e as levando a apresentarem rea. 43% de nove a crianças. da ram renda familiar de até dois salários mínimos. tais como: existência de responsabilidades. cuidado dos responsáveis em relação à criança. QAC: Para a identificação dos dados gerais ciais. visando a com os filhos em diversas situações. Em relação à escolaridade. Quanto Behavior Check List (CBCL). interferindo na regulação do humor dez anos e 18% acima de dez anos. 7% os pais. Já o Estilo Parental é o padrão nejamento e implementação de intervenções global de características da interação dos pais preventivas em saúde e educação. Os resultados encon.. 30% tinham de comportamento identificados pelo Child ensino médio incompleto ou completo. 5% os avós e 3% outros. São Paulo . Acredita-se que tais estudos possam poder. Aponta-se portamentos que derivam das mesmas. 49% delas são do gênero esse resultado. Foram participantes do presente estudo 321 trados revelaram que as principais variáveis responsáveis por crianças estudantes do primeiro relacionadas aos problemas de conduta nas ao quinto ano do ensino fundamental de cinco crianças foram a utilização.13 desenvolveram um estudo com responsáveis tinham idade variando de 26 a 45 o objetivo de levantar quais práticas parentais anos. 70% dos Salvo et al. foi construído pelas pesquisadoras. observa-se que embora estudos inter. Com base no exposto. apontando que práticas parentais masculino e 51% do gênero feminino. interior do Estado de São Paulo. 84% eram as mães das crianças. mais investigações que busquem compreender um questionário com 42 questões abertas e de forma mais aprofundada essa questão. apresentado aos responsáveis parti- diz respeito a especificar as práticas e os com.2015. e sua falta somada às práticas negativas são da família e de algumas práticas parentais de preditoras de dificuldades comportamentais13. e um de seus pais. maneira que os pais lidam com as questões de família. As autoras discutem Em relação às crianças. a partir que o questionário foi elaborado a partir de de outras características também presentes na apontamentos da literatura referente aos fatores relação pai/mãe-criança e no ambiente familiar de risco e proteção que possivelmente estão tais como as relações de cuidado existentes na envolvidos na determinação da saúde mental . na educação das crianças. no que fechadas. com idades entre 11 e 13 anos. um clima emocional12. relacionar a saúde mental infantil risco para o desenvolvimento de problemas de crianças estudantes do primeiro ciclo do 506 de conduta. re- nacionais e nacionais já indiquem a importância gras e limites no ambiente familiar.39(4):504-513 Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais desenvolvimento de tais problemas. escolas da rede municipal de ensino da cidade de práticas parentais pouco consistentes e hostis de São Carlos.

aceitou participar).2015. dade de participantes necessários para o desen- Contém 42 questões e pode ser respondido tanto volvimento do estudo e para a composição da pelos pais (que respondem sobre como utilizam amostra probabilística. te estudo foi calculado o Alpha de Cronbach Após o envio das cartas. pais de todos os alunos sorteados informando Ressalta-se que esse instrumento apresenta sobre o estudo e sobre o fato de que um mem- estudos de validação no Brasil20. comportamento moral. sendo que os bro da equipe do estudo entraria em contato resultados para avaliar o estilo parental materno por telefone ou diretamente na residência. Definida a amostra. que foi respondida pelo responsável. variando de 0. São Paulo . A partir do nú- alta probabilidade de desenvolvimento de com. regular acima da média trata-se de um estilo des (SDQ): O SDQ17 foi utilizado para avaliar bom. subdivididos em cinco subescalas parental regular abaixo da média. quanto novo contato foi realizado com a direção das pelos filhos (que respondem sobre as práticas escolas participantes.infantil 6. os procedimentos para identificação da quanti- punição inconsistente e monitoria negativa. A autora aconselha a participação Esse questionário tem sido traduzido e validado em programas de intervenção terapêutica para para mais de 40 países. o contato com os para o índice de estilo parental (iep). Não foram realizados estudos importante das práticas parentais positivas e de validação deste instrumento. abuso alunos por escola e por série.82 (abuso físico). revelando coeficiente tê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos de consistência interna de 0. mas uma não a partir das práticas educativas: monitoria posi. Para a amostra abuso psicológico e negligência19. um as práticas educativas com seus filhos). revelando responsáveis iniciou-se a partir de visitas domi- coeficiente de consistência interna de 0. apresentando tradução. anti-sociais. Os ciliares e mais uma vez os objetivos do estudo escores do IEP revelam o Estilo Parental adota.71. no qual solicitou-se a assinatura . mero de crianças matriculadas nas sete escolas portamentos antissociais em pelo menos um de municipais que aceitaram participar do estudo seus membros10. problemas de conduta. Estilo parental de risco. iniciaram-se os procedimentos de identificação rado a fim de identificar famílias em que haja e localização dos participantes. por exemplo.47 (monitoria negativa) no estudo. um encontro pode ser: 1. Estilo parental ótimo: com presença foi agendado. relações interpes. No identificar os alunos e famílias. Essa carta-convite foi enviada pelas a 0. visando. da Universidade Federal de São Carlos (CAAE: Inventário de Estilos Parentais (IEP): Para a 4677. 18. 15. 7. participantes foi utilizado o IEP. Estilo por 25 itens. É composto aprimoramento das práticas parentais.000. Estilo parental Questionário de Capacidades e Dificulda. abuso psicológico. No presente indica que os filhos estão em risco importante 507 estudo foi utilizada a versão para pais.135-08) e autorização da Secre- avaliação dos estilos parentais dos responsáveis taria Educação do município de São Carlos.0. nesse momento. negligência. pais. nas situações de abuso físico. disciplina relaxada. O inventário foi desenvolvido (são oito as escolas municipais. de treinamento de pais. Para a amostra do presen. soais e comportamento pró-social. para o português6. também. que foi para o desenvolvimento de comportamentos Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais O Mundo da Saúde. mas a autora aconselha a busca de um problemas de saúde mental infantil. através do número total de tiva. utilizou-se apenas a versão para Foi confeccionada uma carta-convite para os os pais. do presente estudo foi calculado o Alpha de Após a aprovação do projeto pelo Comi- Cronbach para o SDQ. Para do pelos Pais (pai e mãe separadamente) que aqueles que aceitaram participar. para revelaram coeficientes razoáveis de consistência convidá-los pessoalmente para a participação interna. educativas do pai e da mãe separadamente). ausência das práticas negativas. seria importante os pais participarem de grupos nais. professoras das crianças. sintomas emocio.72.39(4):504-513 apresentada aos responsáveis pelas crianças. foram realizados físico. indica que que avaliam: hiperatividade. presente estudo. 16. foram explicados e o convite realizado. que foi elabo.

Na Tabela 2 encontram-se os resultados obti- to. Observa-se na Tabela 1 que 43% das crian- horários e de formas diferentes com os parti- ças participantes. sendo o assunto principal a escola. No que se refere ao diálogo/conversa lises de comparação entre grupos foi utilizado estabelecida entre responsável e criança. veram até três tentativas de contato em dias. embora não negativo.2015. Assim. Parentais. apresentam escore “Clínico” para que não aceitaram participar ou com os quais a saúde mental. cinco escolas participaram do presente Para além dos dados descritos na Tabela 2. . o mesmo procedimento era realizado. te quando o valor da estatística que o descreve Verifica-se também que 45% das crianças parti- (p-valor) era menor do que 0. o IEP indica o estilo parental adotado Os dados coletados foram todos de natureza pelos responsáveis e. verifi- o teste de Mann-Whitney. sendo que os resultados são referentes às considerando os valores de referência do ins- crianças e responsáveis advindos destas. do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. apresentados sob a forma de entrevista. conversa. Para as aná. a fim de manter o rigor do tra. verifica-se a ser de 7%. Para as análises estatísticas de correlação veis com as crianças. Considerando que a pontuação de cada prá- balho e não o prejudicar metodologicamente. o mento das negativas vistas individualmente. Quando o contexto familiar convite para a participação na pesquisa era acei. dos com a aplicação do Inventário de Estilos então. dades que todos conhecem e cumprem.05. composta para esse fim e. trumento. estudo. carinho nas crianças e 75% brincam com as foi utilizado o teste de Spearman. os instrumentos de coleta de dados Apresentam-se na Tabela 1 os resultados eram aplicados. Para e horários quando está em casa e que em 43% a realização das análises estatísticas. utilizou-se das famílias não existem regras e responsabili- o Software Statística. advindos da aplicação do SDQ.39(4):504-513 Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais amostra de substituição. Dessa um valor baixo. ao observar a média do IEP. três tentativas de contato. No nível de confiabilidade da amostra. sendo que os referentes aos instru- predominância dos estilos parentais negativos. considerando que. da prevalência de problemas de saúde mental No que se refere à coleta de dados. embo- tade dos responsáveis relatou que costuma dar ra a amostra tenha sido composta de forma proba- bilística. mesmas. Observa-se que os tes. e de comparação entre grupos. admitindo-se cipantes não possuem uma rotina de atividades como probabilidade de erro o valor de 5%. para as análises de correlação. São Paulo . segundo a percepção de seus cipantes que não eram encontrados. mentos padronizados utilizados: SDQ e IEP foram Apresenta-se a Tabela 3 com os resultados tratados a partir das planilhas de cálculo de cada referentes às práticas de cuidado dos responsá- um deles. foram utilizados Como mostram os dados da Tabela 3. então. os tica varia de 0 a 12. Observa-se que. O Mundo da Saúde. hou- infantil. me- testes não paramétricos. as variáveis estudadas não apresentaram “bronca” na criança mesmo sem a existência uma distribuição normal na população estudada. de 5% passou entanto. de um motivo. ca-se que a maioria dos responsáveis relata que tes foram considerados com resultado significan. observa-se que as médias participantes de duas escolas foram excluídos da relativas às práticas positivas (Monitoria Positiva amostra. Àqueles responsáveis. As práticas e estilos parentais e variáveis do ou seja. totalizando 321 participantes. e Comportamento Moral) são altas em detri- zadas ter sido inferior a 50% do previsto. assinava-se o TCLE e os instrumentos eram. RESULTADOS Feito isso. A grande maioria dos responsá- o que impediu a realização de testes paramétricos. forma. 14% apresentam escore “Li- 508 o contato não foi possível nas três tentativas mítrofe” e 43% não apresentam problemas de eram substituídos por outros que compunham a saúde mental. em razão do número de entrevistas reali. no presente observou-se a quantitativa. veis (93%) relatou que possui o hábito de fazer Dessa forma.

35 0.38 Punição Inconsistente 3. dis. Classificação do SDQ Total Subescalas Saudável Limítrofe Clínico f % f % f % f % Sintomas emocionais 113 35 38 12 170 53 321 100 Problemas de Conduta 147 46 48 15 126 39 321 100 509 Hiperatividade 186 58 33 10 102 32 321 100 Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais O Mundo da Saúde. São Paulo . mais as crianças responsabilidades que todos conhecem e pre- apresentam problemas de conduta e problemas cisam cumprir apresentam significativamente gerais de saúde mental. o grupo das práticas parentais: punição inconsistente. Sendo que.14 IEP 2.88 2. Além disso.75). 5 ‘limítrofe’ e 0-4 ‘clínico’.26 2.93 5.  Prevalência de Problemas de Saúde Mental Infantil Identificados pelo SDQ junto a escolares do ensino fundamental de São Carlos/SP.41 2.37 8.47 1. que vive em famílias nas quais existem regras e ciplina relaxada e abuso físico. significativa foi encontrada. com os Em relação aos dados do SDQ com as va- resultados da correlação entre saúde mental da riáveis do QAC. referente à variável Os dados apresentados na Tabela 4 eviden. quando comparado com o sáveis (representado pelo IEP) mais as crianças grupo de crianças que não tem regras que todos apresentam problemas de saúde mental. “existência de regras e responsabilidades que to- ciam que quanto mais os responsáveis se utilizam dos conhecem e cumprem”. Problemas de Conduta 0-2 ‘saudável’.15 3.39(4):504-513 Problemas de relacionamento 174 54 46 14 101 31 321 100 com os colegas Comportamento pró-social 293 91 10 3 18 6 321 100 Total de dificuldades 137 43 45 14 139 43 321 100 A pontuação para a classificação da escala dos Sintomas Emocionais varia de 0-3 ‘saudável’.31 1. Comportamento Pró-social.41 Negligência 2. 14-16 ‘limítrofe’ e 17-40 ‘clínico’. 0-2 ‘saudável’.69 1. 4 ‘limítrofe’ e 5-10 ‘clínico’. 2011. Problemas com Colegas. apenas uma única diferença criança e as práticas parentais dos responsáveis.2015. conhecem e devem ser cumpridas (M=8. apresenta-se a Tabela 4. 3 ‘limítrofe’ e 4-10 ‘clínico’. Práticas Parentais Média Desvio Padrão Coeficiente de Variação Monitoria positiva 10.17 Comportamento Moral 10. 2011. 6-10 ‘saudável’. pró-social (M=8.81 0.13 Disciplina Relaxada 3. 6 ‘limítrofe’ e 7-10 ‘clínico’.45 Monitoria Negativa 6.Tabela 1. Hiperatividade 0-5 ‘saudável’. Pontuação total das dificuldades 0-13 ‘saudável’.39 2. Tabela 2.11 1.03 Abuso Físico 2.11 1.4). . quanto mais mais a habilidade de se comportar de forma negativo o estilo parental adotado pelos respon.53 2. 3 ‘limítrofe’ e 4-10 ‘clínico’.  Resultados Descritivos do Inventário de Estilos Parentais avaliado junto aos responsáveis por estudantes do Ensino Fundamental de São Carlos/SP.28 A seguir.38 1.

310** 0.355** 0. ns = não significativo em relação ao valor de p e/ou índice de correlação < que 0. Não 74 23 Este resultado suscita algumas hipóteses. constituindo-se um problema de Saú- Sim 183 57 de Pública.455** Suplemento de Impacto ns ns ns ns ns * = p<0. estudantes do Ensino Fundamen- Em relação à prevalência de problemas de tal da cidade de São Carlos/SP.3 . Sabe-se que a baixa renda familiar e o pertencimento a regiões Sim 241 75 menos favorecidas tem sido considerada como Não 80 25 fatores de risco para o desenvolvimento de pro- Criança tem uma rotina de horários e atividades blemas relacionados à saúde mental20.352** -0. Punição Disciplina Sub-escalas Negligência Abuso Físico IEP Inconsistente relaxada Sintomas emocionais ns ns ns ns ns Problemas de conduta 0. 2011. indo além da especificidade da Não 138 43 saúde mental23. Tabela 4. 21. pensando nas políticas de saúde. per- Na família existem regras e responsabilidades que todos conhecem e cumprem passa da atenção básica à atenção especiali- zada.378** ns 0.536** Hiperatividade ns ns ns ns ns Problemas de relacionamento ns ns ns ns ns Comportamento pró-social ns ns ns ns ns Total de Dificuldades 0. obtida pelo presente es- Variável f % tudo a partir do total de dificuldades do SDQ. assistência social e.2015.368** -0. São Carlos/SP. população vinculada às escolas muni- Responsável brinca com a criança cipais da cidade de São Carlos.380** ns 0.05. os quais têm indicado taxas Sim 247 77 de prevalência variando de 10% a 25%1.  Correlações Significativas entre o IEP e o SDQ. 2011. 22. intervenções Não 144 45 especializadas em saúde.39(4):504-513 Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais assuntos de rotina tante superior ao que tem sido encontrado em estudos nacionais. São Paulo .  Práticas de Cuidado dos Responsáveis DISCUSSÃO com as Crianças. tais Responsável costuma conversar com a criança sobre como o fato das crianças participantes do pre- assuntos do interesse dela sente estudo serem provenientes exclusivamente Sim 270 84 de famílias residentes em bairros periféricos da Não 55 17 cidade. indicando que as crianças ne- cessitam de intervenção especializada. Tabela 3. saúde mental infantil. quando está em casa Aponta-se para a necessidade de ações de Sim 177 55 prevenção e promoção à saúde. Esse 510 Não 10 3 resultado aponta um índice de prevalência bas- Responsável costuma conversar com a criança sobre O Mundo da Saúde. 20. Responsável costuma conversar com a criança sobre observou-se uma taxa de aproximadamente assuntos da escola metade das crianças com escore “clínico” para Sim 311 97 a saúde mental. ** = p<0.01. educação.

apresentando exemplo). 71% desses literatura da área. Nessa perspectiva. a probabilidade da criança apresentar diferenças estatisticamente significativas entre os dificuldades na esfera da saúde mental aumenta.16 ao discorrer sobre os configurando. de ações que caracterizam as práticas parentais breza e por outros aspectos sociais16. Os ticas punição inconsistente. mínimos. observou-se que a suficientes para interferir e prejudicar as práticas 511 maioria adota estilo parental de risco para o de.24 apontam a necessidade de tência de regras e limites na família. de proteção à saúde mental infantil. quando vivenciam essa realidade. 24. Gomide (2006) aponta que a exis- reção. constituir um risco proximal para a saúde mental bem como sobre o que pode estar envolvido na das crianças foco do presente estudo. 2. trazendo consequên- Esse achado remete à discussão a respeito cias negativas para sua saúde mental. calizadas em regiões periféricas da cidade. que poderiam deixá-la mais ou menos vulnerá. organizam a rotina dos membros familia- influência dos fatores de risco que ele chama de res. pois estão presentes na relação tirem regras e responsabilidades. configurou‑se como um possível fator o desenvolvimento e saúde mental das crian. 25 participantes declaram renda de até dois salários Além disso. Assim.2015. são caracterizadas como fatores de Vale observar que o fato de na família exis- risco proximal. na medida ças. e estilos parentais adotados pelos cuidadores que. inclusive das crianças. pode-se considerar (monitoria positiva) a partir de um contexto de que as práticas e estilos parentais ocorrem por afeto e respeito (comportamento moral) favo- meio de processos proximais entre a criança recem o desenvolvimento de comportamentos e seu cuidador e. positivas18. considerando que: 1. portanto. as da importância das atitudes dos pais para o práticas e estilos parentais negativos parecem desenvolvimento e saúde mental das crianças. grupos. sendo identificada no pelos aspectos sociais e históricos presentes no presente estudo como um potencial fator de contexto sociocultural do indivíduo24. Nessa di.39(4):504-513 senvolvimento de comportamentos antissociais por sua vez. por portamento Pró-Social” do SDQ. disciplina relaxada participantes do presente estudo são responsáveis e abuso físico. vivenciados pelas crianças. Quando tais relações são permeadas por em que se relacionou com a subescala “Com- atitudes negativas (negligência e violência. no que se refere às práticas e es. sugeridas e se avaliar variáveis contextuais extra-familiares acompanhadas pelos responsáveis. rentais negativos. Relações entre a saúde mental de estudantes do ensino fundamental e as práticas e estilos parentais O Mundo da Saúde. bem como o índice de estilos por crianças estudantes de escolas que estão lo- parentais se correlacionaram com o escore ge.9. de forma pró-social do que as crianças que não Além disso. assim. um mecanismo de risco16. . sáveis e crianças vivenciam situações estressoras ticipantes do presente estudo. Sobre as práticas e estilos parentais. são influenciadas pró-sociais nas crianças. sendo con- adoção pelos pais e responsáveis de estilos pa. em famílias nas quais essa característica existe. aponta-se que as famílias desses respon- tilos parentais adotados pelos responsáveis par. fatores de risco ambientais e os possíveis efeitos Sobre os fatores de proteção foi possível que eles podem causar para o desenvolvimento verificar que o fato de as famílias apresentarem socioemocional infantil. cita que características em seu contexto regras e responsabilidades presentes no relacionamento e na interação que todos os membros compartilham e cum- entre mãe/pai e filho são determinantes para prem. sequências de uma série de fatores de risco distais. aten- ral do SDQ. Tais relações reforçam achados da dendo à população de seu entorno. Collins et al. Assim. prejudicam os processos proximais nas crianças ou estilo parental não adequado. bem como que podem exercer influência na forma dos pais a monitoria das atividades de rotina da criança educarem seus filhos. apresentam mais a habilidade de se comportar vel a tal situação16. 25. as atitudes parentais. proteção à saúde mental infantil18. 10. sinalizando que as crianças que vivem independente de suas características genéticas. faz parte do conjunto distais e que podem ser exemplificados pela po. negativas. que de certa vivenciada diretamente pela criança e sofrem forma. Rutter. São Paulo . as prá.

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