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Volume 19 / Número 2 EDIÇÃO PORTUGUÊS ATOS O LÍDER DE IGREJA EFICAZ Adaptado dos
Volume 19 / Número 2
EDIÇÃO PORTUGUÊS
ATOS
O LÍDER DE
IGREJA EFICAZ
Adaptado dos ensinos de Frank e Wendy Parrish, e Ralph Mahoney
Primeira Parte:
Deus Molda Seus Líderes!
Segunda Parte:
O Padrão Bíblico Para a
Multiplicação de Liderança

O LÍDER DE IGREJA EFICAZ

O LÍDER DE IGREJA EFICAZ   À medida que você   N o Novo Testamento, a
 

À medida que você

 

N o Novo Testamento, a palavra “eficaz” significa “ativo, poderoso, forte”.

As definições dos dicionários incluem “preparado e disponível para o

serviço”. Assim sendo, o propósito deste ensino é ajudá-lo – através

estiver estudando, permita que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo o dirija e lhe ensine

 

de Cristo – a tornar-se o líder de igreja mais ativo, forte e poderoso que você possa ser, alguém que esteja pronto para o serviço.

Liderança santa significa serviço. Liderança santa significa trabalho – geralmente trabalho árduo, mas um trabalho que é sempre recompensador e duradouro. A liderança santa, no entanto, não é o nosso objetivo maior, mas é um meio para um fim: a edificação e a preparação do Corpo de Cristo, a divulgação do Evangelho, e, o que é mais importante, a glória de

Deus. Para que este ensino seja eficaz em sua vida, você precisa estudá-lo numa atitude de oração e aplicar

que aprender em sua própria vida. Juntamente com isso, você precisa também estudar a Bíblia. A Palavra de Deus contém tudo o que você precisa saber sobre uma liderança santa. Portanto, este ensino

o

levará, vez após vez, a pesquisar as Escrituras. À medida que você estiver estudando, permita que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo o dirija, o molde e lhe ensine, transformando-o num líder eficaz e santo no Corpo de Cristo.

o

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VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

Primeira Parte:

Deus Molda Seus Líderes!

I. DEPENDENDO DE DEUS

Mais de 2,5 milhões de israelitas seguiram a Moisés e saíram do Egito, para entrarem no deserto desconhecido. Essa foi uma enorme responsabilidade de liderança – uma responsabilidade que Moisés não buscou (leia Êxodo 3). Moisés começou como um líder relutante. Ele não acreditava que tivesse capacidade ou habilidade para lide- rar um grupo de pessoas tão grande assim para uma jorna- da tão importante (Êx 3:11-4:16). Deus, no entanto, viu algo em Moisés que Ele desejava usar. As limitações hu- manas de Moisés não eram um problema para Deus – como também as suas limitações não o são. Moisés argumentou com Deus sobre o seu chamado. Ele sabia que não era qualificado para fazer o que Deus o estava chamando para fazer (Êx 3:11-4:16). Ele prova- velmente duvidou das próprias habilidades e temeu o que aquele chamado poderia envolver. Contudo, Deus pro- meteu estar com Moisés e fornecer a ajuda de que ele precisava para cumprir a grande incumbência de Deus para ele. [Estudaremos muito mais sobre o que Deus ensinou a Moisés a respeito de “liderança” na Segunda Parte: “O Padrão Bíblico Para a Multiplicação de Liderança”.]

A. Todos Nós Precisamos Ser Moldados

Quando Moisés tirou os israelitas do Egito, ele não ti- nha experiência nos caminhos de Deus com relação à li-

derança. Deus geralmente coloca as pessoas em posição de responsabilidade antes que elas se sintam prontas ou capazes. Talvez você já tenha sido lançado numa posição

de liderança e esteja enfrentando frustrações ou até mes- mo fracassos. Se esse for o seu caso, anime-se!

O fato de recebermos responsabilidades que vão além

do nível com o qual nos sentimos confortáveis, freqüente- mente faz parte do processo de moldagem de Deus. Ele

usa épocas de “esticamento” para nos ensinar importan- tes lições. Essas situações aumentam nossa fé, expandem nossa capacidade e aumentam nossa confiança em Deus. Nessas ocasiões, aprendemos a depender mais de Deus (Pv 3:5,6).

O Senhor encorajou Moisés, certificando-lhe que os seus

temores e fraquezas poderiam ser vencidos através da aju-

da e do poder de Deus. Moisés – como todos nós – tam- bém precisava de ensinamentos, de ser moldado, e da aju- da de outros. Ele precisava desenvolver sua capacitação. Mais importante de tudo, ele precisava de uma dependên- cia muito maior de Deus, do Seu poder e da Sua sabedoria, como ele jamais precisou antes.

B. Capacitação de Deus – Não Nossa Deus não escolhe Seus servos com base na inteligên- cia, talento ou sabedoria deles. Se você está preocupado com o fato de não ter a “capacitação” para cumprir o cha- mado de Deus para você, isso é na verdade algo bom.

para cumprir o cha- mado de Deus para você, isso é na verdade algo bom. VOLUME

EDIÇÃO PORTUGUÊS Volume 19 / Número 2

EDIÇÃO PORTUGUÊS Volume 19 / Número 2 ATOS O LÍDER DE IGREJA EFICAZ Índice Primeira Parte:

ATOS

O LÍDER DE IGREJA EFICAZ

Índice

Primeira Parte:

Deus Molda Seus Líderes!

Segunda Parte:

O Padrão Bíblico Para a Multiplicação de Liderança

Item Extra:

Esboço de Sermões Para “O Líder de Igreja Eficaz”

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Editores Editor Internacional Revisor Final Fundador da World MAP Artes Gráficas Arte da Capa Tradutor Revisora Leitora de Provas Impressão Gráfica

Frank & Wendy Parrish Gayla Dease Keith Balser Ralph Mahoney Vander Santos Ben Parrish Marcos Taveira Nadya Denis Maura Ocampos Editora Betânia S/C

VISÃO E MISSÃO DA REVISTA ATOS

Proverensinobíblicopráticoetreinamentoministerial grátis a líderes de igreja na Ásia, África e América Latina que pregam ou ensinam a Palavra de Deus a 20 ou mais pessoas a cada semana, de forma que estejam equipados para cumprir a Grande Comissão em sua própria nação e ao redor do mundo.

ATOS, no original, (ISSN 0744-1789) é publica- da a cada três meses pelo “World MAP”, 1419 N. San Fernando Blvd., Burbank, CA 91504, EUA. Toda correspondência deve ser dirigida para o endere- ço acima ou para Caixa Postal 5053, 31611-970 Venda Nova, MG, Brasil ou ainda para o e-mail:

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4 / ATOS

Na verdade, o Apóstolo Paulo nos ensinou exatamente

são muitos os sábios segundo a car-

ne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Ele escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar as sábias; e Deus esco- lheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as coisas que são poderosas; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são, para que nenhuma carne se glorie em Sua presença” (1 Co 1:26-29). Paulo também citou as razões pelas quais ele poderia ter dependido de si mesmo: a sua vasta instrução acadê- mica, o seu zelo, a sua devota linhagem hebraica, a sua obediência à Lei. Contudo, Paulo passou três anos no De- serto da Arábia, separando-se dos seus próprios ganhos de acordo com a carne, a fim de verdadeiramente ganhar

a Cristo (Gl 1:17; Fp 3:4-8). Paulo sabia que em seu próprio poder e sabedoria ele não poderia realizar nada eterno. Não foi “com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com a demons- tração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não fosse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2:4,5). Paulo não estava tentando reunir seguidores para si próprio. Ele queria que todos seguissem a Cristo Jesus, o Senhor. Isso somente poderia ser realizado atra- vés do poder e do Espírito de Deus, e não pela sabedoria humana. O sábio servo de Deus reconhece que é preciso mais que a sua capacitação ou experiência pessoal para qualificá-lo para a obra do ministério. É somente através da capacitação de Deus – do chamado, do poder, dos dons e da unção de Deus – que verdadeiramente seremos frutíferos no ministério. Deus procura os que são leais a Ele – e que são com- pletamente d’Ele – e, então, ELE faz obras poderosas atra- vés deles (2 Cr 16:9). O coração da pessoa, o seu caráter, a sua disposição de depender totalmente de Deus e de obedecer-Lhe são as características que a tornam um vaso adequado para uso do Mestre.

sobre isto:

não

II. CULTIVANDO UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO Quando as pessoas respondem obedientemente ao cha- mado de Deus, Ele assume a responsabilidade de prepará- las e moldá-las para o Seu uso. Deus usa a Sua Palavra, o

Seu Espírito, as circunstâncias, outras pessoas – o que quer que Ele escolher – para moldar os Seus servos. Esta é a mensagem principal de Romanos 8:28: “Sa- bemos que todas as coisas contribuem para o bem da- queles que amam a Deus, dos que são chamados de acordo com o Seu propósito”. Quando amamos a Deus, Ele usa todas as coisas que acontecem em nossa vida para o nosso bem. Contudo, qual

é o verdadeiro significado bíblico da palavra “bem”? Talvez pensemos que o “bem” vindo de Deus para nós consiste em conforto, saúde ou bênçãos materiais; ou um ministério “poderoso e bem-sucedido”; ou circunstâncias fáceis.

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

No entanto, o “bem” de Deus para nós é muito mais importante para a nossa maturidade do que para os con- fortos temporários ou sucesso no mundo. O maior “bem” de Deus para cada um de nós é explicado exatamente no próximo versículo – “sermos conformes à imagem de Seu Filho” (Rm 8:29).

O “bem” de Deus é quando Ele usa tudo o que aconte-

ce em nossa vida para nos fazer mais semelhantes a Je- sus. Os melhores dos melhores líderes de igrejas são os que diariamente rendem o coração e a vida para a obra de Deus. Eles estão se transformando cada vez mais à seme- lhança de Cristo em seu ca- ráter e ministério. Vamos examinar a razão pela qual isso é tão essencial assim:

No entanto, a prioridade máxima de Paulo não era o seu chamado. Era a sua paixão em conhecer e tornar-se

semelhante a Jesus! Foi Paulo que escreveu: “E, na ver- dade, tenho também por perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Se- nhor, pelo qual sofri a perda de todas as coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cris-

to

para que eu possa conhecê-Lo, e o poder da Sua

ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo feito conforme à Sua morte” (Fp 3:8,10; leia também os

versículos 12-15).

O Novo Testamento contém muitas referências ao nosso destino espiritual. E quase todas elas apontam para nós a direção de co- nhecermos e tornarmo-nos semelhantes a Cristo. Deus não está nada interessa- do no que fazemos por Ele, e sim no que esta- mos nos tornando para Ele.

O nosso destino espiritual não tem a ver somente com o que nós fazemos para
O nosso destino espiritual não tem
a ver somente com o que nós
fazemos para Deus. Ele consiste
na conformação da nossa vida no
sentido de sermos semelhantes a
Cristo. O nosso destino – em
primeiro lugar – é sermos
semelhantes a Cristo.

A. O Caráter Semelhante ao de Cristo:

O Primeiro Chamado do Líder Todos nós concordaría- mos que os líderes de igreja precisam devotar-se ao es- tudo diário da Palavra de Deus. Eles precisam traba- lhar no desenvolvimento de seus dons e chamados. Eles também provavelmente pas- sam muitas horas no serviço ministerial. Todas essas coi- sas são partes essenciais do ministério e sempre são pri- oridades importantes. No meio de todas as ati- vidades, no entanto, os líde- res não podem perder de vis- ta a sua busca mais impor- tante: conhecerem a Cris-

to, terem a Sua semelhança formada neles, e permitirem que o Seu Espírito os capaci- te.

Muitas pessoas procuram encontrar uma realização es- piritual em seu “ministério” ou “chamado”, em vez de bus- car um relacionamento com Deus. Elas se tornam muito mais preocupadas com o que podem fazer ou realizar do que com quem elas estão se tornando em Cristo.

O nosso destino espiritual não tem a ver somente com

o que nós fazemos para Deus. Ele consiste na conforma- ção da nossa vida no sentido de sermos semelhantes a Cristo. O nosso destino – em primeiro lugar – é sermos semelhantes a Cristo. Não há dúvida nenhuma de que o Apóstolo Paulo foi um homem extraordinário. Deus o usou para levar milha- res de pessoas a Cristo, escrever as Escrituras sob a inspi- ração do Espírito Santo, iniciar igrejas e mover-se nos dons espirituais com poder. Certamente diríamos que Paulo cum- priu tudo o que Deus o chamou para fazer.

B. O Que é o Caráter Semelhante ao de Cristo? O tornarmo-nos seme- lhantes a Cristo envolve, em parte, o desenvolvimento do nosso caráter cristão – a nos- sa natureza, a nossa consti- tuição moral. Isso não reve- la o quão “perfeitamente” podemos nos comportar ex- ternamente, mas com o fato de sermos verdadeiramente “transformados” de dentro para fora. Aí então esta mu-

dança interna se reflete ex- ternamente, através das nossas atitudes e ações.

1. Reverência Para com Deus

O caráter cristão não tem a ver com honrar ou impres-

sionar os homens. Todos nós precisamos responder pri- meiramente ao Deus Todo-Poderoso. O ponto de partida para o caráter semelhante ao de Cristo é o “temor do Senhor” (Pv 9:10) – o nosso respeito e reverência para com Ele e por Sua santidade. O processo para nos tornar- mos semelhantes a Cristo inicia-se com o nosso viver na prática de nossa fé, com reverência e respeito para com Deus, o Qual olha para nosso coração (1 Sm 16:7).

2. Coração de Servo

O caráter cristão envolve o sacrifício. Precisamos es-

tar dispostos a morrermos para os nossos próprios desejos e concupiscências. Precisamos deixar de lado nossas agen- das ou conveniências pessoais, a fim de nos tornarmos

O Espírito opera através da Palavra de Deus.
O Espírito
opera
através da
Palavra de
Deus.

mais semelhantes a Cristo. Lembre-se: somos chamados para sermos servos do Senhor Altíssimo.

Jesus nos estimulou a termos em mente que a verda- deira atitude de servo não é simplesmente fazermos o que

é esperado. É sacrificial! Precisamos procurar as oportu-

nidades para fazermos até mesmo mais do que os nossos deveres mínimos (Lc 17:10). Talvez haja ocasiões em que menos atividades minis- teriais sejam necessárias, se outras prioridades ordenadas por Deus estiverem sendo negligenciadas (tais como a fa- mília ou a oração). Mais importante de tudo, como servos de Deus, devemos ser obedientes a tudo o que Ele dese- jar (1 Sm 15:22,23).

3. Arrependimento O desenvolvimento do caráter semelhante ao de Cristo

é descrito por Paulo como o revestimento do “novo ho-

mem” (Ef 4:24; Cl 3:10). Isso é realizado com um estilo de vida de arrependimento. Precisamos ser rápidos em respondermos às correções do Espírito Santo. Ele habita dentro de cada crente em Cristo, confirmando-nos à medida que somos obedientes aos caminhos de Deus. O Espírito Santo também nos con- vence de pecados de momento a momento, se formos sen- síveis aos Seus direcionamentos. A nossa resposta à con- vicção de pecado que o Espírito Santo nos traz é o arre- pendimento – uma mudança de mente ou de direção. Talvez estejamos a ponto de dizer ou fazer algo, mas, se formos sensíveis à convicção de pecado que o Espírito Santo nos traz, devemos parar. Se ignorarmos o Espírito Santo, nos tornaremos menos sensíveis, e, mais tarde, endurecidos à Sua obra. Contudo,

6 / ATOS

à medida que respondemos a essa convicção, nos torna- mos mais sensíveis à Sua vontade e direcionamentos.

O desenvolvimento do caráter semelhante ao de Cristo

– ou de sermos santificados – é um processo diário de convicção de pecado, arrependimento e transformação. O Espírito Santo nos ajuda em nossa santificação (2 Co 3:18; Tt 3:5). Obviamente, o Espírito também opera através da Palavra de Deus. A santificação não pode ocorrer sem a Palavra, mas a Palavra precisa vir acompanhada de uma dependência do Espírito Santo.

4. Comportamento Transformado

O fato de nos desvestirmos do velho homem também

envolve em parte uma mudança do nosso comportamento. Paulo foi rápido em salientar que precisamos fazer es-

colhas com a nossa vontade para deixarmos para trás os caminhos da nossa antiga natureza. Leia cuidadosa- mente Efésios 4:22-5:21 e Colossenses 3:12-17.

Sendo Verdadeiramente Transformados

O sermos semelhantes a Cristo não tem a ver somente

com uma conformidade externa a regras e regulamentos. Isso é o que faziam os fariseus. Eles tentavam parecer bons externamente, sem permitirem que seus corações fos- sem transformados. Isso é chamado de “auto-retidão” e não realiza nada, a não ser legalismo e morte espiritual. (Leia Mateus 23 e Mateus 5:20; 7:21-23.) Jesus chamou os fariseus de “sepulcros caiados” (Mt 23:27,28). Eles tinham a aparência externa de santidade, mas estavam cheios de impurezas e de hipocrisia. Não podemos nos purificar e nos santificar por nós mesmos. Precisamos depender inteiramente da obra de

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Cristo. Ele “pagou o preço” pela nossa santificação. Ela já foi inteiramente providenciada para nós. Mas não pode- mos simplesmente tentar “agir” externamente como sen- do santificados. Precisamos nos render a Deus e cooperar com Ele, à medida que Ele opera a transformação em nos- sa vida. O Senhor faz isso à proporção que aprendemos a Bíblia, obedecemos a Ele, crescemos na verdade, e somos instruídos e dirigidos pelo Espírito Santo. Tenha a certeza de que Jesus já providenciou o que precisamos para nos tornarmos semelhantes a Ele, mas precisamos também fazer a nossa parte, como fiéis e obe- dientes discípulos do Mestre.

C. Mais do que Caráter O processo para nos tor- narmos semelhantes a Cristo é, em grande parte, a obten- ção da beleza e pureza do ca-

ráter de Jesus. Isso, no entan- to, é somente uma parte do que

o Novo Testamento ensina so-

bre o processo de nos tornar- mos semelhantes a Jesus. Quando recebemos a Cristo como nosso Salvador, torna- mo-nos povo do Reino de Deus. Todos os crentes têm esse privilégio. Não é algo re- servado somente aos líderes. Na qualidade de “embaixa-

dores do Reino” de Cristo (2 Co 5:20), devemos ser expres- sões vivas da vida de Jesus. Devemos fazer o melhor pos- sível para representarmos o Senhor e os Seus desejos aqui na terra. Assim sendo, o obje- tivo de todos os crentes deve ser o de revelar Cristo viven- do em nós, como também

Cristo ministrando através de nós. Ter a imagem completa de Cristo formada em nós sig- nifica duas coisas:

· Ser semelhante a Cristo em nosso caráter e santi- dade pessoal; e

· Ser semelhante a Cristo em poder e graça no minis- tério. Jesus viveu numa completa santidade, retidão e pureza

– precisamos desesperadamente dessa parte da Sua ima-

gem formada dentro de nós. Jesus, no entanto, também operava como um Servo em todos os dons e poder do Es- pírito Santo – os quais também precisamos que sejam for- mados em nós e liberados através de nós. À medida que nos tornamos semelhantes a Cristo, nos- sa vida deve manifestar tanto os frutos do Espírito (Gl 5:22,23), como também os dons do Espírito Santo (1 Co

12:4-11,27,28).

Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e as fará maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai” (Jo 14:12). Quando Jesus foi para o Pai,

Ele nos enviou o Espírito Santo. Uma das razões para isso

é para que pudéssemos ser capacitados a fazermos as obras de Cristo.

A Vida e o Poder de Cristo

Somente podemos nos tornar verdadeiramente seme- lhantes a Jesus através da tremenda obra interna do Espí- rito Santo (2 Co 3:18), pela vida de Jesus “enchendo” todas as áreas da nossa vida. Não po- demos transformar a nossa natureza humana por nós mes- mos. Podemos, no entanto, escolher abrir nosso coração

e vida à obra de Deus, atra-

vés do poder do Espírito San-

vida à obra de Deus, atra- vés do poder do Espírito San- Devemos ser expressões vivas

Devemos ser expressões vivas da vida de Jesus.

to. É o Espírito Santo operan- do dentro de nós – e a nossa resposta em rendição e obedi- ência – que forma a “plenitu- de de Cristo” dentro de nós. Somente podemos encon- trar a verdadeira “semelhan- ça de Cristo”, à medida que nos abrimos à “plenitude de

Cristo”. Precisamos estar dis- postos a morrermos para a nos- sa própria vida e interesses próprios, a fim de ganharmos

a Cristo (Gl 2:20). Exatamen-

te como João Batista falou, “Ele precisa crescer, mas eu preciso diminuir” (Jo 3:30). Se a nossa vida estiver cheia com a presença e o Es-

pírito de Cristo, seremos líde- res mais amorosos, sábios e graciosos. Amaremos mais a Deus, amaremos mais o Seu Corpo, e alcançaremos os

perdidos como Jesus o faria. Conheceremos a Deus como nosso Pai Celestial, e estaremos mais preparados para res- pondermos e obedecermos a Ele. Nosso coração estará cheio com os desejos de Deus, no sentido de conhecermos

e fazermos a Sua vontade. Seremos muito mais eficazes

no que fazemos, por causa da semelhança d’Aquele que estamos revelando – Cristo. Até mesmo durante ocasiões de grandes tribulações e adversidades, devemos viver de uma maneira tal “que a vida de Jesus também possa ser manifesta em nossos corpos” (2 Co 4:10). Verdadeiramente, o nosso desejo deve ser o de dizer- mos: “Não sou mais eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Aleluia! Quão desesperadamente a Igreja precisa levantar-se e

alcançar este mundo moribundo – tanto com a santidade e pureza, como também com a vida e poder de Jesus Cris-

to. O mundo precisa ver a beleza e o caráter de Cristo em Seus servos, e as pessoas precisam experimentar a vida e

o poder de Deus sendo ministrados através dos Seus ser- vos.

possamos servir a nossos próprios interesses egoísticos. Deus dá dons para serem usados, para servirmos as nos- sas mais altas prioridades: conhecermos e glorificarmos a Deus; sermos transformados à imagem de Cristo; e capa- citarmos os santos para o ministério semelhante ao de Cristo.

D. Rendendo-nos a Deus Diariamente As Escrituras se referem a Deus como sendo o “Olei- ro” e aos Seus filhos como sendo o “barro” (Is 29:16; 64:8; Jr 18:1-6; Rm 9:21). Deus está operando para nos moldar e formar de acordo com a Sua vontade. Isso pode ser um processo doloroso às vezes, mas precisamos nos lembrar de que o Oleiro Mestre nos ama e sempre tem o melhor e os mais elevados propósitos em mente para nós. A transformação é um processo que dura a vida in- teira (2 Co 3:18). Até mesmo os líderes de igreja com maturidade precisam render-se a Deus e aos Seus tra- tamentos. O Espírito Santo continuamente nos estimula com relação à vontade de Deus e aos Seus mais elevados pro- pósitos para nós. No entanto, o nosso dever é respondermos à convicção de pecado produzida pelo Espírito e bus- carmos os propósitos de Deus – todos os dias! Quer ser o servo de Deus mais efi- caz que você possa ser? Então com- prometa-se a tornar-se mais semelhan- te a Cristo. A obra de moldagem de Deus, a Sua Palavra e o Seu poder de unção são a chave para um ministério verdadeiramente eficaz e santo.

III.O CAMINHO PARA A LIDERANÇA A transformação espiritual de Cris- to sendo formado em nós acontece durante toda a nossa vida. Contudo, pode haver tempos específicos de uma intensa moldagem ou preparo antes de uma nova responsabilidade ministerial. As que mais transformam nossa vida dentre estas ocasiões de moldagem ocorrem durante tribulações ou grandes

adversidades. José foi um homem que experimen- tou muitos longos anos de tribulações e de preparo antes de ser liberado ao chamado que Deus lhe havia revelado. Um estudo da vida de José pode nos ajudar a compreen- der algumas das adversidades que talvez enfrentemos à medida que o Senhor nos molda para o Seu uso. Vários ministros do Evangelho com muita maturidade têm tido experiências que são bem semelhantes às de José. Talvez eles não percebam durante uma tribulação ou ad- versidade que Deus está usando estas circunstâncias para moldá-los ou dirigi-los. No entanto, eles passam a compre- ender mais tarde o motivo pelo qual Deus escolheu aquele caminho específico para eles. NOTA: Antes de estudarmos a vida de José, pare agora

Uma Severa Admoestação Algumas pessoas têm alguns seguidores ou um minis- tério “bem-sucedido”. Isso não significa necessariamente que elas estejam servindo a Deus com os seus dons de liderança. O simples fato de que os seus “dons” ainda estejam funcionando não significa que os líderes estejam vivendo de acordo com os padrões das Escrituras. Eles podem es- tar vivendo em rebeldia ou numa óbvia desobediência a

Deus. Talvez estejam ensinando enganos, diluindo a ver- dade para atraírem uma multidão de seguidores. No en- tanto, eles estão enganados no sentido de acreditarem que isso seja aceitável, pelo simples fato de que eles têm aparência de “êxito”. É um engano terrível acharmos que Deus nos isenta de uma iniqüidade tão grande assim pelo simples fato de que os dons ministeriais ainda estejam fun- cionando. Os líderes que estão vivendo neste engano estão prejudicando a si pró- prios, como também aos seus liderados. Eles desonram a Deus e à Sua Palavra, pois estão sendo desviados e estão fa- zendo com que outros percam o melhor de Deus para si mesmos. Há sérias conseqüências para este tipo de comportamento errado (Mt 18:6). Esse líder está em grande perigo de ele próprio ser “desqualificado” (1 Co 9:27). Deus usa pessoas, e pessoas que são pecadoras por natureza, falham (Rm 3:23). Contudo, um tropeção no pecado, seguido de um sincero arrependimento,

é muito diferente de uma vida numa cla-

ra rebeldia e pecado, enquanto a pessoa ainda estiver ministrando.

Não podemos zombar de Deus nem enganá-Lo (Gl 6:7,8). Ainda que alguns ministros estejam aparentemente escapando impunes de pecados não arrependidos, Deus nunca é enganado. A Bíblia nos ensina que muitos que “ministram” um dia dirão:

“Senhor, Senhor, não profetizamos em Teu nome? E em Teu nome não expulsamos demônios? E em Teu nome não fizemos muitas maravilhas?” (Mt 7:22.) Eles pare- ciam ser líderes dotados. Contudo, eles não se esforçaram em conhecer a Cristo e em ser conformados à Sua ima- gem. No entanto, eles não terão enganado a Cristo. Ele falará as seguintes e terríveis palavras: “Eu nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a ini- qüidade” (Mt 7:23). Nossos dons e chamado não nos são dados para que

7:23). Nossos dons e chamado não nos são dados para que Responder à convicção de pecado

Responder à convicção de pecado produzida pelo Espírito.

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VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

e separe um tempo para ler Gênesis 37-49 em sua Bíblia (veja também Salmos 105:16-24).

A. Um Chamado Precoce José era o filho primogênito de Jacó e sua esposa favo- rita, Raquel. Jacó teve outros filhos anteriormente, mas José era mais favorecido que todos os demais. Quando José ainda era um jovem, Deus lhe deu uma

série de sonhos (Gn 37:5-11). Esses sonhos indicavam que

o propósito para a vida de José era que ele tivesse uma

posição de liderança proeminente. Esse papel de impor- tância fundamental ajudaria muitas pessoas e preservaria

o povo escolhido de Deus, Israel, através do qual o Messi-

as, o Cristo, viria (Gn 45:5-7). Talvez José tivesse sido mais sábio se simplesmente ponderasse essas coisas em seu coração. Em seu zelo, no entanto, José compar- tilhou os sonhos com a sua família. Ele chegou até mesmo a dizer que eles um dia se prostra- riam diante dele. O seu pai o repreendeu e os seus irmãos ficaram com inveja e o odiaram (Gn 37:10,11). José acabou sendo traído por seus irmãos. Eles o venderam como escravo e fizeram com que o seu pai cresse que ele havia sido morto por animais selvagens. Esse período na vida de José deve ter sido tão confuso como foi difícil. Deus havia lhe dado sonhos de grandes coisas que ele realizaria. José tinha uma impressão em seu coração sobre o chamado de Deus em sua vida. No entanto, as suas experiências até aquele momento haviam sido a rejeição, a decepção, a trai- ção e a dor. Ele havia se separado da sua família e estava agora trabalhando como escravo numa terra pagã. Como isso poderia fazer parte do grande plano de Deus para a sua vida?

B. Deus Nunca nos Deixa José foi comprado no Egito como escravo por Potifar, um oficial de Faraó. Neste ponto da narrativa, a Bíblia revela uma verdade profunda: “O Senhor estava com José” (Gn 39:2). Se o Senhor estava com José, por que ele havia sido desprezado e traído por seus irmãos? Por que ele teve de sofrer tamanha adversidade? Somente Deus pode verdadeiramente responder a es- sas perguntas. Deus às vezes nos liberta imediatamente das tribulações e aflições. Às vezes Ele permite que as experimentemos por algum tempo antes de nos libertar. Deus é soberano, amoroso e justo. Quando nossa vida está

entregue a Deus, é somente Ele que decide o curso que ela irá tomar. Quando as circunstâncias se tornam difíceis talvez ques- tionemos se a presença de Deus ainda está conosco. Você pode ter a certeza de que as tribulações NÃO significam que Deus o deixou! Deus prometeu nunca deixá-lo nem abandoná-lo (Dt 31:8; Js 1:5; Mt 28:20; Hb 13:5). Exata- mente como Ele estava com José, assim também Ele esta- rá com você.

C. O Caminho Pode Parecer Estranho Muito embora Deus tivesse poupado a vida de José, Ele de fato permitiu que José sofresse traições e adversi- dades. Apenas podemos concluir que Deus tinha um plano muito especial para José que somente Ele comprendia na ocasião.

Houve uma épo- ca em que as coisas começaram a me- lhorar para José. Permitiram-lhe que estivesse a cargo de toda a casa e das posses de Potifar. Essa foi uma grande responsabili- dade, e José foi fiel (Gn 39:1-6). Mas, exatamente quando as coisas começa- ram a ir bem, uma tribulação ainda maior estava se avultando. A Bíblia nos diz que a esposa de Po- tifar notou José e tentou seduzi-lo a um relacionamento imoral. Deus nunca nos tenta com o mal (Tg 1:12-16). Assim sendo, isso pode ter sido uma tentativa de Satanás de destruir o plano de Deus para José. José, no entanto, permaneceu fiel a Deus e recusou a esposa de Potifar. Amargurada, ela falsamente acusou a José (Gn 39:6-18). Potifar acreditou no engano de sua es- posa, e, irado, ordenou que José fosse lançado na prisão. José havia servido diligentemente e resistido às tenta- ções. Contudo, o resultado da sua fidelidade foram falsas acusações e a prisão! Quão estranho o caminho pelo qual Deus pode levar os Seus escolhidos!

D. Servindo Fielmente A presença do Senhor continuou com José na prisão e lhe deu graça (Gn 39:21). Surpreendentemente, não lemos que José ficou amar- gurado, até mesmo após anos de aprisionamento. Ele ser- via diligentemente em quaisquer circunstâncias em que se encontrava. Assim sendo, ele recebia mais responsabilida- des de liderança para que nelas pudesse se desenvolver

mais responsabilida- des de liderança para que nelas pudesse se desenvolver VOLUME 19 – NÚMERO 2
Ele vem ao nosso encontro.
Ele vem ao
nosso encontro.

(Gn 39:22,23). O tempo não estava sendo desperdiçado. O propósito de Deus ainda estava se desvendando para a vida de José. José, no entanto, estava ciente de que havia sido aprisi- onado injustamente. Ele até mesmo tentou mudar as suas circunstâncias, mas em vão (Gn 40:14,15,23). José permaneceu na prisão, enquanto mais anos se passavam – mais de dez anos ao todo. Ele deve ter tido momentos de frustração, desespero e até mesmo de falta de esperança. O chamado de Deus ao governo deve ter parecido impossível.

E. Provado e Purificado Muito embora o oficial de Faraó tivesse se esquecido de José por muitos anos, Deus não Se esqueceu dele. No momento certo, aquele oficial lembrou-se de José, e ele foi tirado da prisão e colocado diante de Faraó (Gn 41:9-15). Deus habilitou José para dar a interpretação do signifi- cado de um importante sonho de Faraó. O sonho previa um tempo de fartura, seguido por um tempo de fome para todo o Egito. Deus também deu a José a sabedoria para desenvolver um plano de ação que salvaria o Egito – e o povo de Deus – de muitas perdas e de uma grande devas- tação (Gn 41:28-36). Faraó reconheceu que José era um homem cheio do Espírito de Deus (Gn 41:38). Ele colocou José numa posi- ção de autoridade sobre todos os interesses do Egito. So- mente o próprio Faraó teria uma autoridade maior (Gn

41:40-44).

Quando Faraó elogiou José pela sua capacidade de in- terpretações de sonhos, José conhecia a fonte da sua sa- bedoria: “Isto não está em mim; Deus dará a Faraó uma resposta” (Gn 41:16). José deu a Deus toda a gló- ria – um exemplo para todos nós quando Deus nos usa para ministrarmos eficazmente.

Assim sendo, qual foi o resultado dos muitos anos de José em que ele passou por traições, decepções, adversidades e aprisionamento? José saiu da prisão como um homem cheio do Espírito de Deus e cheio de sabedoria! Ele sabia que a sua fonte para tudo era Deus so- mente. O caráter de José havia sido pro- vado e purificado. Ele havia sido prepa- rado para receber muita responsabilida- de e autoridade, como também para ser- vir com retidão e integridade.

F. O Controle Soberano de Deus Chegou o tempo em que José foi final- mente restaurado a seus irmãos e até mes- mo a seu pai (Gn 42-49). José havia so- frido muitos anos de adversidades por causa daquilo que seus irmãos haviam fei- to com ele. Contudo, quando José os viu novamen- te, ele lhes disse: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá, porque Deus me enviou, diante da vossa face para conservação da vida” (Gn 45:5). José não guardou nenhum ressentimento

contra seus irmãos. Ele de livre e espontânea vontade os perdoou. Como isso foi possível?

intentastes

(Gn

50:20.)

mal contra mim, porém Deus o tornou em bem

José disse mais tarde a seus irmãos:

José havia aprendido uma lição extremamente impor-

tante: era Deus que estava a cargo das circunstâncias da sua vida. Ele disse a seus irmãos: “porque Deus me

enviou

que “Ele [Deus] enviou” a José como escravo ao Egito. Deus enviou José? Não foram os irmãos dele que cons- piraram para matá-lo, e aí então para vendê-lo como es- cravo? Sim, eles fizeram isso. Mas foi Deus, o Qual é maior do que qualquer circunstância, que estava em to- das as situações da vida de José. Deus usou as circuns-

tâncias de José para, de uma maneira singular, preservá- lo e prepará-lo para um propósito maior. Posteriormen- te, Deus transformou as ações malignas feitas contra José em algo bom. Líder de igreja: Fique ciente de que quando as tribula- ções, rejeições, mal-entendidos e injustiças vêm a nossa vida, Deus está presente conosco! Se estivermos rendidos

e formos obedientes a Deus, Ele moverá as circunstâncias

a fim de nos transformar para usar-nos até mesmo as pro-

vações de fogo (Dt 4:20; Is 48:10,11). Deus não provoca calamidades ou aflições para nós, para de alguma maneira “ensinar-nos uma lição”. Em vez disso, Ele vem ao nosso encontro – quando as calami-

dades nos sobrevêm, ou quando estamos nos escuros e sombrios vales da vida (Sl 23:4) – para caminhar conosco

e fazer com que algo útil surja dessas tribulações. Talvez tenhamos sofrido terríveis dores, abusos ou re-

A Bíblia diz novamente em Salmos 105:17

10 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

jeições em nossa vida. Somente Deus pode usar tudo o que o inimigo pretendeu fazer para nos prejudicar e des- truir, e transformar essas coisas em algo bom. O nosso Deus é o Grande Libertador, que cura, redime e restaura. Deus não Se esqueceu de você! Deus nunca o deixa- rá! Somente Ele pode fazer com que todas as coisas que aparentemente são contrárias a você contribuam para o seu bem e o bem de outros, para a glória e honra d’Ele! O sangue de Cristo pode purificá-lo, o poder d’Ele pode redimi- lo, o amor d’Ele pode curá-lo, a Palavra d’Ele pode libertá- lo!

Você pode se regozijar! Enquanto você se rende diari- amente a Deus, Ele o transforma e o prepara – para fazê- lo mais semelhante a Cristo Jesus!

Rm 8:18). Estaremos com o nosso amado Salvador! Do- minaremos e reinaremos com Cristo para todo o sempre (2 Tm 2:12). Aleluia!

IV.COMO DEUS USA AS TRIBULAÇÕES Muitos líderes cristãos maduros podem testificar sobre ocasiões na vida em que aparentemente toda esperança havia se acabado. As circunstâncias e desafios haviam sido tão difíceis que eles quase perderam toda a fé em Deus. Talvez eles tenham até mesmo desistido dos sonhos que Deus lhes havia dado, permitindo que morressem em seus corações. Mas do seu desespero e das cinzas surgiu o propósito de Deus. Deus os havia sustentado pela Sua graça e os havia preservado para o Seu propósito. Por permanecerem fiéis, Deus usou as suas tribulações para fortalecê-los e prepará- los para os usar, exatamente como Ele fez com José (Gn

49:24).

Todas as pessoas que Deus deseja usar aparentemente en- frentam tribulações e adversida- des. As Escrituras nos relatam as suas histórias. Noé enfrentou muitas zombarias e escárnios. Abraão enfrentou muitas e mui- tas dificuldades e provas de fé. Moisés teve de vencer adversi- dades desde praticamente a épo- ca do seu nascimento. Os pro- fetas de Deus sofreram grandes perseguições e adversidades. Os discípulos de Jesus, o Apósto- lo Paulo – nenhum deles esca- pou dos grandes desafios e tri- bulações. Contudo, Deus usou a cada um deles como participantes do Seu grandioso plano de redenção da humanidade. Cada um deles fez parte da preservação do povo de Deus, abrindo o caminho para o Salvador, proclamando a Sua sal- vação aos confins da terra, fa- zendo discípulos, equipando os santos, etc. É bem possível que você tenha as suas próprias expe- riências do preparo de Deus através de tribulações e ad- versidades. Ou talvez você esteja no meio de uma grande tribulação agora mesmo.

A. Fontes de Tribulações De onde vêm as tribulações? Algumas tribulações são os tratamentos de Deus. Algumas são produzidas por nós mesmos através dos nossos próprios pecados e rebeldia. Algumas são ataques diretos de Satanás. Muitas tribulações são simplesmente o resultado da vida neste mundo caído. Estas tribulações podem incluir o se- guinte:

G. A Esperança de Glória José permaneceu fiel a Deus, independentemente das circuns- tâncias. Ele foi posteriormente fundamental para a preservação do povo de Deus e para o favorecimento dos propósitos do

Senhor. Nós também precisamos per- manecer fiéis, agradecendo a Deus pelo Seu direcionamento e pela Sua presença que preserva nossa vida (Mt 5:11,12; veja tam- bém Provérbios 2:8; João 14:16- 18). Precisamos continuar confi- ando em Deus, independente- mente das circunstâncias (Pv 3:5,6). Precisamos escolher per- doar os que nos maltratam e amar os que nos perseguem (Mt 5:44-48). Não devemos pagar mal por mal (Rm 12:17-21). Essas coi- sas são difíceis de fazermos por nós próprios, mas podemos fazer todas as coisas “através de Cris- to” e pela grande graça de Deus. Podemos viver nossa vida com fé, certos do seguinte: Deus está conosco, Ele nos ama, e Ele usará tudo em nossa vida para os Seus mais sublimes pro- pósitos. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória através do nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15:57,58). Lembre-se disto: Temos a honra de servirmos a Deus e de entregar a Ele nossa vida para o Seu uso e glória. Mas está chegando o dia em que os que abandonaram tudo para seguirem a Cristo nesta vida temporária entra- rão em sua recompensa eterna. Não haverá mais dores, mais sofrimentos ou lágrimas (Ap 21:4). As leves aflições temporárias desta vida serão coisas do passado (2 Co 4:17;

Confie em Deus.
Confie
em
Deus.

· Opressões ou perseguições civis ou governa- mentais, pelo simples fato de crermos em Jesus Cris- to.

· Membros de nossa família ou outras pessoas que nos traem ou nos desprezam por causa da nossa fé.

· Grandes desafios para o nosso chamado minis- terial. As coisas podem ser especialmente difíceis, ou talvez nos sintamos isolados ou sozinhos em nos- sas lutas. Esses ataques podem vir através de ou- tras pessoas, mas são na verdade forças malignas que estão em operação (Ef 6:12). Nada agradaria mais ao Diabo do que apagar o fogo da sua paixão por Cristo ou o seu zelo em servi-Lo.

· Grandes tribulações físicas para nós ou para alguém que amamos. Alguém muito íntimo e que- rido para nós pode até mesmo morrer. A agonia e a angústia que acompanham esse tipo de sofri- mento ou perda podem ser os opressores mais

Os próprios Apóstolos de Cristo enfrentaram surras, aprisionamentos, privações e adversidades (2 Co 11:23- 33). Todos eles, exceto um, morreram como mártires para

Jesus Cristo. Muitas pessoas da época do Velho e do Novo Testamento sofreram nas mãos dos que se opunham a Deus ou ao Evangelho de Jesus Cristo (por exemplo, João Ba- tista – Mt 14:1-12; leia também Hebreus 11).

A vida, de fato, reserva grandes vitórias e alegrias para

o crente em Cristo. No entanto, as ocasiões em que nos encontramos “no topo da montanha” misturam-se com as

ocasiões em que também precisamos caminhar através dos vales das tribulações.

C. Confiando em Deus nas Tribulações Talvez Deus não seja a causa direta dos nossos sofri- mentos e tribulações, e Ele pode ou não nos libertar imedia- tamente deles. Contudo, realmente sabemos o seguinte com relação às tribulações: Ou Deus nos liberta delas, ou Ele nos dá a força e a graça para en- frentá-las. E Deus promete usar tudo em nossa vida – as coisas boas e as ruins – para nos moldar cada vez mais à imagem de Cristo para os Seus propósitos (Rm 7:28,29).

“Tende grande gozo ”
“Tende
grande
gozo

sombrios.

· As circunstâncias na- turais desta terra caí- da e repleta de peca- do podem trazer tremen- das adversidades. A fome, as enfermidades, as pestilências, graves desastres climáticos ou naturais – tudo isso pode realmente trazer consigo grandes tribulações.

D. Qual é o Propósito das Tribulações? A Bíblia nos ensina que as tribulações são necessárias para o nosso crescimento es- piritual. Tiago faz a seguinte co- locação com relação a isto:

“Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em vá- rias tribulações, sabendo que a prova da vossa fé pro- duz a paciência [perseveran-

ça]. Tenha, porém, a paciên- cia, a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem a falta de coisa alguma” (Tg 1:2-4).

A palavra “perfeito” aqui significa “maturidade, tota-

lidade” (não significa uma impecabilidade perfeita, pois so- mente Deus é perfeito). Os crentes são fortalecidos na perseverança e amadurecidos espiritualmente através das tribulações. Há muitas e muitas outras coisas que as tribulações realizam para os crentes. Examinemos agora apenas algu- mas destas coisas:

B. A Importância da Perseverança Deus não prometeu que nossa vida aqui na terra seria

vivida com tranqüilidade e con- forto, ou que Ele nos pouparia

de dores e adversidades.

Esta vida é muito curta em comparação com a eternidade. Ela é temporária, e não devemos fixar as nossas afeições neste mundo, nem no que ele pode oferecer (Mt 6:19-21;

Cl 3:2). Este não é o nosso lar permanente. Somos apenas

peregrinos aqui (Fp 3:20; Hb 11:13; 1 Pe 2:11). A Palavra nos diz que, como crentes em Jesus Cristo, enfrentaremos oposições nesta vida (1 Pe 5:8,9). Enfren- taremos tribulações, perseguições e adversidades (2 Tm 3:12; veja também Marcos 4:17; Romanos 8:35,36) por amor a Jesus. As Escrituras ensinam que é necessário muito trabalho e perseverança para “terminarmos a corrida” desta vida com sucesso (2 Tm 4:7). A Palavra de Deus nos diz que precisamos “perseverar” até o fim (Mt 10:22; 24:13; 1 Co 4:12; 2 Ts 1:4; Hb 3:14). Esses versículos subentendem o fato de ficarmos firmes na fé em Cristo, até mesmo no meio de grandes dificuldades.

1. As Tribulações Provam Nossa Fé

A Bíblia descreve o preparo na vida de José como uma

época em que “a palavra do Senhor o provou [refi- nou](Sl 105:19). Pedro nos faz a seguinte exortação:

“Amados, não estranheis a ardente tribulação que vem

12 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

sobre vós para vos provar [testar](1 Pe 4:12a). Deus geralmente permite que a nossa fé seja provada e testada com o fogo das dificuldades. Davi escreveu: “Pois o justo Deus prova os cora- ções e as mentes [o homem interior](Sl 7:9). Deus sabe de tudo. Assim sendo, Ele já sabe o que está em nosso coração. No entanto, as Suas provas nos revelam o que está em nosso próprio coração. Precisamos conhecer a força (ou a fraqueza) da nossa fé em Deus. Por exemplo: Durante as tribulações você fica ansio-

so? Com medo? Com raiva? Impaciente? Em caso afir- mativo, isso revela áreas de fraqueza em sua fé, áreas em que você não está confiando em Deus. Essas coisas po- dem se tornar uma grande barreira

à obra de Deus através de você no

futuro. O reconhecimento de onde

a nossa fé é fraca nos ajuda a en-

frentarmos o problema, nos arre- pendermos dele, e nos voltarmos a

Deus para recebermos a Sua for- ça e ajuda. O Senhor também prova as nos- sas motivações. Será que amamos

e servimos a Deus egoisticamente,

somente para obtermos as Suas bênçãos? Satanás acusou Jó desse tipo de coisa. Jó provou que Sata- nás estava errado e permaneceu fiel a Deus, apesar de perder tudo. (Leia o Livro de Jó.) O Senhor nos prova para nos ajudar a vermos a quem realmente amamos (Dt 13:3). Será que ama- mos a Deus mais do que qualquer outra coisa ou qualquer outra pes- soa, independentemente das cir- cunstâncias? Será que o seguir a Deus é mais importante para nós do que qualquer outra coisa? (Leia Lucas 14:26-33.) “O Senhor prova os justos” (Sl 11:5). As tribulações são uma prova em que podemos ser apro-

vados ou reprovados. Se formos aprovados, seguimos adiante para uma força maior em Deus. Se formos reprovados, verificamos onde precisa- mos crescer ainda e aprendemos com o nosso fracasso.

(1 Jo 1:9), purificando-nos e preparando-nos para fazer- mos Sua vontade (1 Pe 4:1-3).

3. As Tribulações nos Ensinam Sobre

Dependência e Humildade A humanidade não segue automaticamente o caminho de Deus. Geralmente é bem o oposto (Is 55:8).

Contudo, as tribulações geralmente revelam os erros dos nossos próprios caminhos e nos levam a um lugar de uma maior dependência de Deus. Quando somos humilhados, temos a tendência de bus- carmos o caminho do Senhor mais diligentemente. Fica- mos mais dispostos a cooperarmos com Ele e a nos ren- dermos a Ele. Reconhecemos quão desesperadamente precisamos de- pender d’Ele – da Sua força, sabe- doria, direcionamento e poder. Deus nos prova e nos humilha através das tribulações (Dt 8:16). No entanto, Ele também usa os tempos difíceis para nos lembrar de que todas as coisas boas, todo o sucesso, toda a frutificação somen- te são possíveis por causa da gra- ça, amor e poder de Deus (Dt 8:17,18; Tg 1:17). Vamos nos lem- brar dessas coisas, para que o nos- so próprio orgulho jamais faça com que pensemos que o nosso êxito no ministério é devido às nossas pró- prias ações. Paulo foi poderosa- mente usado por Deus, mas ele re- cebeu uma tribulação física como uma garantia para que ele não se ensoberbecesse, ou se “exaltasse além da medida” (2 Co 12:7-10). À medida que Deus opera gran- des obras através de nós, as tribu- lações nos relembram que não te- mos nenhuma força espiritual ver- dadeira independentemente da grande graça e capacitação de

Deus.

independentemente da grande graça e capacitação de Deus. Ele nos purificará. 4. As Tribulações Liberam o

Ele nos purificará.

4. As Tribulações Liberam o Poder de Deus

Durante as ocasiões de grandes tribulações, nossas fra- quezas são reveladas. Isso não acontece para nos desani- mar. É para nos ensinar a dependermos de Deus e rece- bermos d’Ele. Pois Deus “dá poder aos fracos, e aos que não têm nenhum vigor Ele aumenta a força” (Is

40:29).

Quando Paulo estava fraco, Jesus lhe disse: “A Minha graça é suficiente para ti, pois a Minha força é aper- feiçoada na fraqueza” (2 Co 12:9). Deus não Se limita às nossas fraquezas, pois Ele vê o que podemos fazer e ser, através da Sua ajuda e poder. Deus chamou Gideão de um “homem poderoso e valo- roso” (Jz 6:12). Naquela ocasião, no entanto, Gideão es-

2. As Tribulações nos Purificam Quando purificamos o ouro, é necessário que ele seja aquecido a temperaturas muito altas. Somente desta ma- neira as impurezas do ouro podem subir à superfície, a fim de que elas possam ser removidas. Às vezes precisamos de muito calor e pressões em nossa vida para que motiva- ções, ações e pensamentos impuros sejam revelados. À medida que essas coisas sobem à superfície, podemos en- tão ter a oportunidade de confessá-las e nos arrepender diante de Deus. Ele nos purificará das nossas iniqüidades

tava aterrorizado e estava escondido dos midianitas (Jz 6:11). No entanto, Deus chamou Gideão assim mesmo, e mais tarde o capacitou a cumprir um grande propósito. (Leia Juízes 6-8.) “Temos este tesouro em vasos de barro [fracos, frá- geis], para que a excelência do poder possa ser de Deus, e não nossa” (2 Co 4:7).

Podemos agradecer a Deus pelas tribulações que re- velam a nossa fraqueza e inadequabilidade. Muito embora as tribulações sejam difíceis para a nossa carne (a nature- za humana pecaminosa), elas fortalecem o nosso espírito

– pressionando-nos a uma maior dependência de Cristo e da Sua força. “De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de

Cristo

pois quando sou fraco então sou forte” (2 Co

fidelidade do Senhor, ele decidiu: “Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor” (Lm 3:26; leia Lamentações 3). Isaías também nos ensinou que Deus dá vigor aos fra- cos e renova as forças dos que esperam n’Ele (Is 40:28-

31).

Esperar em Deus significa entrar em Sua presença com adoração e oração. Significa humilharmo-nos diante d’Ele e tomarmos o tempo para recebermos d’Ele o que neces- sitamos. A Bíblia ensina que há tempos e ocasiões para tudo (Ec 3:1-8; At 1:7). Talvez Deus tenha nos chamado, mas talvez ainda não seja o tempo d’Ele para nos enviar à próxima fase ministerial. Talvez precisemos primeiramen- te esperar e enfrentar um tempo de moldagem e cresci- mento. Enquanto entregamos nossa vida a Deus, precisa- mos esperar n’Ele, para o Seu tempo perfeito, até mesmo durante as tribulações. Ao fazermos isso, Ele nos salva, nos fortalece, nos direciona

e nos ajuda a perseverar- mos.

12:9,10b).

5. As Tribulações nos Fortalecem É impossível haver vitóri-

as sem batalhas. As tribula- ções nos ensinam a usarmos

a nossa armadura espiritual;

elas nos fortalecem em nos- sas “habilidades de comba- te” espiritual (Ef 6:11-18). Aprendemos sobre batalha espiritual e intercessão, e crescemos na fé triunfante (2 Co 10:3-6; 1 Jo 5:4). À medida que passamos por tribulações, os nossos “músculos espirituais” são exercitados. Tornamo-nos mais fortes para a próxima tribulação. Podemos assim enfrentar um inimigo ainda maior. Aí então, tornamo-nos ainda mais fortes. À medida que fazemos isso tornamo- nos mais úteis e desenvolve- mos a perseverança (Rm 5:3,4; Tg 1:3). Deus poderá então nos usar de maneiras ainda maiores. Passamos de “força em força” (Sl 84:7) e de “glória em glória” (2 Co 3:18). No meio de batalhas assim, talvez sejamos tentados a sentirmos dó de nós mesmos ou a temermos. Contudo, precisamos resistir a esses pensamentos, e, em vez dis- so, nos lançarmos na misericórdia de Deus em oração. Podemos admitir diante de Deus que somos apenas car- ne – e, aí então, em nossa fraqueza, podemos clamar pela ajuda e força de Deus. Quando oramos “Preciso de Ti, Deus! Não consigo fazer isto sem Ti!”, Deus respon- de, pois verdadeiramente não conseguimos fazer nada sem Ele (Mt 19:26).

Espere n’Ele.
Espere n’Ele.

7. As Tribulações nos Preparam Os sofrimentos podem na

verdade acelerar o cresci- mento espiritual e promover

o nosso preparo: “Que o

Deus de toda a graça, o Qual nos chamou à Sua eterna glória por Cristo Jesus, depois de haverdes sofrido um pouco, vos aperfeiçoe, estabeleça, for- taleça e confirme(1 Pe 5:10). Deus usa as tribula- ções e sofrimentos para nos

aperfeiçoar [preparar, com- pletar], e para nos estabele- cer fortemente em Seus ca- minhos. José era um jovem quando Deus lhe deu os sonhos do seu futuro. Para poder cumprir um chamado tão grande assim, José precisava de tempo para desenvolver sabedo- ria, maturidade e caráter santo.

8. As Tribulações Mudam Nossa Perspectiva Durante as tribulações talvez recorramos aos valores temporários do mundo, procurando alívio, como por exem- plo posses, dinheiro, viagens, álcool ou outras coisas. Logo, no entanto, percebemos que esses bens terrenos não for- necem nenhuma ajuda, alívio ou consolo duradouro. As tribulações revelam o que se tornou a nossa fonte de ajuda e força em tempos de necessidade. Será que re- corremos a Deus ou a alguma outra fonte? As tribulações também elevam os nossos olhos em di- reção ao Céu. Quando perdemos um ente querido, ou en- frentamos grandes desafios, nosso coração se volta para

6. As Tribulações nos Ensinam a Esperarmos

Jeremias lamentou-se pelas suas tribulações e aflições. No entanto, quando ele se lembrou das misericórdias e da

14 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

nossa esperança eterna. O Céu parece tão mais doce quan- do temos um ente querido lá. As tribulações nos ajudam a perceber que este mundo, juntamente com tudo o que há nele, está passando. Os valores eternos e a vontade de Deus tornam-se muito mais reais e importantes para nós (2 Co 4 e 5; 1 Jo 2:15-17). As tribulações nos mostram a futilidade dos recursos humanos. Enquanto sofremos, as tribulações avivam em

nós uma fome pela glória de Deus.

mos com Ele [Cristo], é para que também possamos ser glorificados juntamente com Ele, pois considero que os sofrimentos deste tempo presente não são dignos de ser comparados com a glória que há de ser revelada em nós” (Rm 8:17,18). Muito embora Deus faça com que todas as coisas co- operem para o bem – a imagem de Cristo moldada dentro de nós – Ele também está nos preparando para o dia em que revelará a Sua glória através de nós, e seremos glori- ficados com Cristo! Aleluia!

se de fato sofre-

E. Seguros no Amor de Deus – Até Mesmo no

Meio das Tribulações Deus usa as tribulações e provações para nos prepa- rar, e não para salientar nossos fracassos, ou nos conde- nar (Rm 8:1). Lembre-se: Deus quer que sejamos bem- sucedidos no cumprimento do Seu chamado. Ele quer

nos purificar, para que o nosso futuro seja frutífero. Deus está a nosso favor, e não contra nós (Rm 8:31). Deus é imenso e grandioso, e a Sua perspectiva é eterna. Ele vê e compreende tudo – muito mais do que jamais poderíamos ver e compreender! Ele tem um eterno propósito do Reino para cumprir. Podemos escolher ser parceiros com Ele no cumprimento deste propósito. Devemos, no entanto, con- fiar no Senhor com relação a qualquer que seja o papel que Ele nos der para cumprirmos. Deus também promete nunca nos deixar ou nos aban- donar, e que Ele será o nosso Ajudador. Assim sendo, não há necessidade de ficarmos com medo (Hb 13:5,6). Exa- tamente como Ele estava com José no meio das suas tri- bulações, Deus também está conosco, independentemen- te das circunstâncias. Nunca poderemos ser separados do Seu grande amor (Rm 8:38,39). Talvez você tenha sofrido por causa do seu compro- misso com Cristo, mas ouça as palavras encorajadoras de

alegrai-vos pelo fato de serdes participan-

Pedro:

tes dos sofrimentos de Cristo, para que, quando a Sua glória for revelada, possais também vos alegrar com uma alegria excessivamente grande. Se sois vitupera- dos pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, pois o Espírito de glória e de Deus repousa sobre vós” (1 Pe 4:13,14).

F. A Disciplina de Deus nos Molda

É importante lembrar que José não havia feito nada que trouxesse adversidades à sua vida. A Bíblia não nos diz que José se rebelou ou pecou contra Deus. Às vezes, nosso próprio egoísmo ou pecado pode trazer tribulações ou dificuldades para nossa vida. Isso NÃO é a mesma

coisa que sofrermos em Cristo. Não haverá nenhum galardão para o tipo de sofrimento que trazemos sobre nós mesmos através de escolhas ou ações pecaminosas. Quando Miriã falou contra Moisés e foi acometida de lepra, aquele não foi um caso de sofrimento por Deus (Nm

12). Quando Jonas passou alguns dias na barriga de um grande peixe, aquilo foi devido à sua própria rebeldia (Jn 1). Quando Ananias e Safira foram mortos, aquilo foi um resultado direto das suas ações enganosas (At 5:1-11).

Se formos impetuosos ou desobedientes, ou se tentar-

mos nos apossar de posições ou de poder, para os quais Deus não nos chamou, sofreremos por causa das nossas próprias ações. Se nossas concupiscências ou paixões pas- sam por cima do nosso bom senso, ou se tentarmos exaltar

a nossa vontade própria acima da verdade das Escrituras,

talvez nos encontremos em apuros terríveis. As Escrituras nos admoestam a sermos cuidadosos, para que não soframos pelas nossas próprias transgres- sões: “Que nenhum de vós sofra como homicida, la- drão, malfeitor, ou como o que se entremete em negó- cios alheios” (1 Pe 4:15). Contudo, até mesmo quando pecamos voluntariamente contra Deus, nem tudo está perdido. Deus ainda pode nos libertar quando nos arrependemos com sinceridade [re- nunciamos aos nossos pecados e nos afastamos deles]. Nossos fracassos podem trazer sofrimentos desnecessá- rios sobre nossa própria vida ou sobre as pessoas que es- tão perto de nós. Deus, no entanto, pode usar até mesmo

os piores fracassos de nossa vida para ajudar a nos moldar

e nos transformar. Sua correção e disciplina, e nossa res-

posta a elas, também nos moldam (Dt 8:5; Pv 3:12; Hb

12:7,8).

Deus pode redimir e usar até mesmo os nossos fracas- sos. Ele é digno de todo louvor, pelo Seu grande perdão e graça redentora!

G. Como Devemos Responder às Tribulações?

As tribulações vêm a todos nós. Jesus disse: “No mun-

(Jo 16:33.) O significado da pa-

lavra “tribulação” inclui o seguinte: “pressão, opressão, tensão, angústia, compressão, adversidade, aflição, sofri- mento”. Ela representa o que é livre e desacorrentado, sendo colocado sob muita pressão. Somos livres em Cristo. Este mundo, no entanto, traz as pressões das tribulações e provações. Como podemos

do tereis tribulações

ser bem-sucedidos através das tribulações e crescer com elas? Eis aqui algumas diretrizes.

1. Ore!

A oração é essencial para sermos perseverantes e

bem-sucedidos nas tribulações. Precisamos estar em ora- ção continuamente, pedindo que Deus nos dê força, graça,

e sabedoria. Precisamos pedir que Ele santifique as tribu-

lações para nós, usando-as para a Sua glória e para o nos- so bem. Precisamos sondar nosso coração e permitir que

Deus nos purifique das impurezas. Precisamos renunciar ao nosso orgulho e esforços próprios, clamando a Deus em humildade e pedindo a Sua ajuda e poder.

Precisamos ter um coração que crê. Precisamos crer

a.

Ore no Espírito

3.

Não Fuja

que Deus tem um propósito nas tribulações e que Ele suprirá tudo de que precisamos para sermos perseve- rantes. Ele nos dará sabedoria quando Lhe pedirmos (leia Tiago 1:2-8), para que saibamos o que fazer em resposta às tribulações. Deus CERTAMENTE Se en- contrará conosco, nos ensinará, nos consolará e nos aju- dará.

As tribulações podem ser algo desanimador ou até mesmo esmagador. Às vezes nem mesmo conseguimos encontrar as palavras para orarmos. É nessas ocasiões que podemos – e devemos – orar no Espírito. Ao fazer- mos isso, o Espírito Santo nos ajuda, orando de acordo com a vontade de Deus (Rm 8:26,27). A oração no Espíri-

Quando você estiver sendo severamente provado, tal- vez queira fugir de Deus, do ministério ou da própria situ- ação. Isso é um erro grave! (Obviamente, presumindo-se que você esteja enfrentando tribulações pelo fato de estar obedecendo ao chamado de Cristo!). Talvez você diga em seu coração: “Deus, se Tu não fizeres algo com relação a isso, eu vou embora!” Uma oração muito melhor, no entanto, seria: “Deus, até que Tu me liberes ou me envies a uma outra tarefa, vou ficar exa- tamente onde estou. Ajuda-me a perseverar, a ser fiel ao Teu chamado!” Somente quando for provado que você foi fiel numa dada situação é que você estará preparado para uma tarefa maior (Lc 16:10; 19:17). Geralmente Deus não nos orienta a deixarmos uma tarefa, a menos que Ele es- teja claramente nos direcionando à nossa próxima tarefa.

to também é uma maneira poderosa e eficaz de se edificar

Se formos adiante prematuramente, provavelmente per-

nossa fé (Jd 20). Algumas vezes as tribulações podem ser ataques dire- tos de Satanás ou de demônios. Nesses casos, precisamos nos submeter a Deus e resistir ao Diabo (Tg 4:7), e

a

deremos o propósito que Deus tinha para nós. Ou Deus talvez tenha que intervir a fim de chamar nossa atenção. (Leia os dois primeiros capítulos de Jonas, por exemplo.)

contender com orações e súplicas (Ef 6:10-18).

4.

Obedeça a TUDO que Deus lhe Disser Nas tribulações é importante que ouçamos a Deus – e

b.

Ore com Jejuns

então que Lhe obedeçamos! O caminho de Deus para

O jejum nos ajuda a aquietar nossos impulsos carnais e

moldá-lo é singular. Você não pode imitar o que vê os ou-

a nos tornar mais sensíveis à voz do Espírito Santo. Quan-

do você estiver jejuando, não deixe de orar freqüentemen- te. Da mesma forma, tome tempo para silenciosamente esperar em Deus. Permita que Ele ministre a você e fale ao seu coração.

2. “Tende Grande Gozo!” Paulo e Silas haviam acabado de ser severamente sur- rados e lançados na prisão por terem pregado o Evange- lho. Contudo, naquela mesma noite eles estavam orando e cantando hinos ao Senhor (At 16:22-25). O Senhor, em Sua fidelidade, havia colocado em seus corações “cânticos de livramento” (Sl 32:7). Enquanto cantavam, um terremoto os libertou, juntamente com to- dos os outros prisioneiros. Até mesmo o carcereiro se con- verteu. Uma forte igreja foi estabelecida em Filipos como resultado disso. Como Paulo pôde cantar durante uma tri- bulação como aquela? Porque Paulo era humilde e rendia- se a Deus. Ele tinha a confiança de que Deus estava a cargo de sua vida. Paulo reconhecia a mão de Deus ope- rando em todas as tribulações e desafios. Que fé e graça que Deus nos dá! Deus é sempre digno do nosso louvor. Enquanto O adoramos, nossos olhos se levantam e nosso espírito se eleva. A esperança e a alegria de Deus enchem nosso coração, fortalecendo-nos para as tribulações. Nós podemos ter alegria e ações de graça no meio das tribulações (Jo 16:33; Tg 1:2). Sabemos que Deus as usa- rá para o nosso bem e para a Sua glória (Hb 12:3-11). Podemos até mesmo triunfar sobre as tribulações se voltarmos nosso coração a Deus num humilde louvor: “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cris- to” (2 Co 2:14).

16 / ATOS

tros fazendo. Você precisa descobrir o que Deus quer que você faça. É necessário que em seu coração você esteja submis- so a Deus. Precisamos permitir que a tribulação seja usa- da por Deus para realizar o seu propósito (Tg 1:2-4). Se precisarmos de sabedoria podemos pedi-la a Deus. Ele deseja nos dar sabedoria com liberalidade (Tg 1:5). A obediência requer muita oração; talvez arrependi- mento, uma busca nas Escrituras – e uma espera, espera, espera no Senhor! Seja rápido em responder a Deus e em obedecer-Lhe.

5. Mantenha seu Coração em Retidão Somente você pode escolher a sua resposta a uma tri-

bulação. Você pode permitir que seu coração fique irado, temeroso ou amargurado. Ou você pode escolher receber

o perdão, a paz, a graça e a força de Deus. Essas nem

sempre são escolhas fáceis de fazermos. A nossa angústia ou decepção pode ser grande. Os ataques contra nós po- dem ser muitos. Talvez temamos colocar toda a nossa con- fiança em Deus. Pode levar algum tempo para conquistar- mos os obstáculos ou desafios à nossa fé que surgem du- rante as tribulações. Precisamos continuar achegando-nos a Deus com as nossas ansiedades, temores e preocupações. Podemos ser honestos com Ele, pois Ele já conhece nosso coração. Pre- cisamos entregar as nossas preocupações a Ele, pedindo a Sua ajuda e graça. Somente nós podemos decidir continuar recorrendo a Ele e escolhendo os Seus caminhos – pois somente Ele pode nos tornar líderes eficazes em Seu Reino. Na Segun- da Parte, estudaremos mais detalhadamente algumas das maneiras pelas quais Deus realiza isso.

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

Segunda Parte:

O Padrão Bíblico Para a Multiplicação de Liderança

Frank e Wendy Parrish

Para a Multiplicação de Liderança Frank e Wendy Parrish “Apascentai o rebanho de Deus que está

“Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, servindo como supervisores, não por compulsão, mas voluntariamente; não para ganhos desonestos, mas de bom ânimo; não como senhores sobre aqueles que vos foram confiados, mas sendo exemplos ao rebanho; e quando o Sumo-Pastor aparecer, recebereis a incor- ruptível coroa de glória.” (1 Pe 5:2-4.) Nessa eloqüente passagem, a Bíblia descreve princípios eternos de uma liderança bíblica santa. Mas como pode- mos colocar em prática estes princípios da forma mais efi- caz possível? Como sempre, as próprias Escrituras nos fornecem instruções claras, específicas e práticas. Êxodo 18:13-22 ressalta alguns problemas comuns na liderança e oferece soluções altamente eficazes e que hon- ram a Deus.

Dependendo de Deus Quando Moisés começou a liderar e tirar o povo do Egito, não demorou muito tempo até que ele caísse numa armadilha de liderança comum: ele tentou ser o único líder de um grupo de pessoas. Moisés talvez tenha presumido que, uma vez que Deus o havia chamado para fazer uma tarefa, então ele deveria cumprir essa tarefa sozinho. Felizmente para Moisés e os filhos de Israel, Deus en- viou um servo sábio – Jetro, o sogro de Moisés – para aconselhá-lo. Jetro reconheceu os problemas que estavam sendo criados pelo estilo de liderança independente de Moisés. Quando Moisés começou a enfrentar desafios em seu chamado, Deus usou Jetro para sabiamente instruir Moisés

com relação à maneira pela qual os problemas poderiam ser solucionados. Leiamos agora algumas passagens bíblicas que contam essa história:

“E aconteceu que, ao outro dia, Moisés assentou- se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde. Vendo pois o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: ‘Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até

Então o sogro de Moisés lhe disse: ‘Não é

bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu e o

povo que está contigo, porque este negócio é muito

Ouve agora

a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo

pois eles

carregarão o fardo contigo’.(Êx 18:13-22.) Jetro salientou uma falha grave na liderança de Moisés:

ele estava tentando fazer a obra que Deus o havia chama- do a realizar por si só, sem a ajuda de outros. O líder que é pego na armadilha de ser um líder independente se limi- tará e nunca cumprirá o seu propósito completo como líder de igreja. Jetro deu a Moisés um conselho sábio sobre como so- lucionar os desafios de liderança que ele estava enfren- tando. Jetro entregou o seu conselho a Moisés e sabia- mente o dirigiu a Deus para uma confirmação do seu con- selho (Êx 18:23). Moisés foi humilde e sábio por receber e agir em obediência ao conselho de Jetro (Êx 18:24). Eles tinham um bom relacionamento, um relacionamento de confiança e respeito mútuo (Êx 4:18; 18:7).

Procura dentre o povo homens capazes

difícil para ti; tu só não o podes fazê-lo

à tarde?’

Vamos estudar agora as instruções de Jetro mais detalhadamente:

I. CINCO INSTRUÇÕES DADAS A MOISÉS

A. Fique Diante de Deus Pelo Povo (Êx 18:19)

“Fique diante de Deus pelo povo, para que você possa trazer as dificuldades a Deus.” (Êx 18:19.) Moisés estava passando a maior parte do seu tempo “as- sentado diante do povo” (Êx 18:13-16), tentando resolver os problemas deles. Isso representa uma tentação que to- dos os líderes enfrentam. É lisonjeador quando as pessoas o respeitam como líder e pedem a sua ajuda. Talvez você te- nha algum entendimento da Palavra e dos caminhos de Deus. Assim sendo, as pessoas querem a sua opinião ou conselho. Isso é aceitável, mas somente de uma forma limitada. Isso NÃO é aceitável quando você, como líder, se encontra sentindo-se responsável – até mesmo obri- gado – a resolver os problemas de todos. Esse erro grave pode fazer com que as pessoas dependam de você, em vez de amadurecerem e aprenderem a ir a Deus por si próprias. Moisés estava se- guindo o costume oriental dos governantes, os quais se assentavam nos portões (lu- gares de autoridade) para administrarem justiça a seus vassalos. Moisés tinha boas intenções, mas ele nunca poderia suprir as exigênci- as nem resolver os proble- mas de milhões de pessoas sozinho. Jetro reconheceu que Moisés estava passando tempo demasiado tentando resolver os problemas das pessoas, e não passando tempo suficiente indo a Deus pelas pessoas. Ele disse a Moisés: Não é bom o que fazes. Total- mente desfalecerás, as- sim tu e o povo que está contigo, porque este ne- gócio é muito difícil para ti; tu só não podes fazê- lo(Êx 18:17,18). Jetro ofereceu várias soluções para aquele desa- fio. Contudo, elas exigiam que Moisés mudasse a maneira pela qual ele estava pas- sando o seu tempo. Jetro primeiramente instruiu a Moisés a ficar diante de Deus pelo povo” (Êx 18:19). Moisés não precisava ouvir e resolver os problemas de todos. A responsabilidade primordial de Moisés era orar pelo povo. Moisés deveria chegar perante Deus e colocar as dificuldades do povo diante do Senhor em oração.

Ir a Deus primeiramente com as necessidades do

povo:

· aliviava Moisés do tremendo fardo de tentar resol- ver tantas necessidades (leia Salmos 37:5-7; 55:22; Provérbios 3:5,6; 16:3; 1 Pedro 5:7);

· convidava Deus a mover-Se a favor do Seu povo e de suas necessidades;

· proporcionava a Moisés o tempo para ouvir de Deus com relação ao que ele deveria fazer para conduzir o povo apropriadamente.

A primeira responsabilidade do líder de igreja é orar

pelas pessoas que Deus lhe dá (1 Sm 12:23; Rm 1:9; Cl 1:9). Depois, ele precisa tomar o tempo para ouvir o que Deus lhe disser para fazer – e aí então fazê-lo! Moisés aprendeu essa lição, e as suas intercessões pelo povo tornaram-se muito importantes (Êx 32:30-34).

Discipulado, e Não Solução de Problemas

No Velho Testamento, os líderes designados por Deus agiam como mediadores entre Deus e as pessoas, dizen- do-lhes o que o Senhor es- perava delas. O líder fica-

Equipando-os e ensinando-lhes.
Equipando-os e
ensinando-lhes.

va

diante de Deus a favor

do

povo. Contudo, Jesus é o Me-

diador final entre Deus e a humanidade (1 Tm 2:5,6).

O Seu sacrifício e perdão

pelos pecados da humani- dade possibilitam que todo indivíduo arrependido seja restaurado a Deus. Todo crente em Jesus Cristo pode ter agora um relacio- namento direto com Deus! Deus também forneceu à Igreja a Sua Palavra – a

Bíblia – para que soubés- semos o que Deus espera

de nós. Jesus também nos

deu o Espírito Santo. Ago-

ra todos os crentes em Je-

sus Cristo podem e devem orar diretamente a Deus. Todos os crentes podem ser dirigidos por Deus, ou- vir respostas de Deus, e re- ceber poder do Espírito Santo para o serviço cris- tão. Contudo, pode levar um tempo para os novos crentes amadurecerem a ponto de poder receber o que necessi- tam de Deus por sí próprios. É por isso que Deus le- vanta e designa a liderança na Igreja (Ef 4:11-16). Os líderes precisam discipular os crentes jovens, equi- pando-os e ensinando-lhes nas Escrituras e nos cami- nhos do Senhor. Os crentes imaturos precisam de ajuda, para saberem como obedecer a Deus, caminhar com Ele,

18 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

e ser dirigidos por Ele. É necessário que você, na quali-

dade de líder de igreja, fique diante de Deus e ore pela sua congregação. Você precisa orar por ela a fim de mi- nistrar-lhe eficientemente! Mas, você também tem de ensinar às pessoas como elas podem ir a Deus em ora- ção por si próprias, como ouvir a Sua voz, e como buscar em Sua Palavra as respostas que elas precisam receber d’Ele. É errado, como líder de igreja, achar que só você preci- sa ter todas as respostas e resolver todos os problemas para as pessoas. Se você agir assim, as necessidades das pessoas começarão a ocupar a maior parte do seu tempo. Esse grave erro pode rapidamente desequilibrar suas prio- ridades ministeriais – e levá-lo à comum armadilha de lide- rança do orgulho e da autoconfiança.

B. Ensine ao Povo (Êx 18:20) Jetro, em seguida, deu a Moisés um outro ponto de instrução para o povo – ensina-lhes!Moisés era res-

ponsável por dirigir uma grande multidão de pessoas. Aqueles indivíduos haviam sido escravos na cultura pe- caminosa do Egito por toda a sua vida. Eles eram pagãos

e supersticiosos, ignorantes com relação a Deus e Seus

caminhos. Ao saírem do Egito, aquelas pessoas trouxeram ídolos com elas (Ez 23:7,8). Elas caíram em idolatrias gravíssimas ao longo do caminho (Êx 32), de forma que Deus as julgou severamente. Deus é um Deus zeloso (Êx 20:5; 34:14; Tg 4:4,5) e Ele não tolera por muito tempo as afeições do Seu povo sendo direcionadas a ídolos inúteis ou a outros deu- ses. Devemos adorar e servir a Deus somente (Êx 20:2,3; 1 Sm 7:3). Deus disse aos israelitas como eles deveriam viver quan- do Ele lhes deu mandamentos para guiá-los (Êx 20:1-17). Contudo, o povo precisava de instruções adicionais que o ajudasse a aplicar aqueles mandamentos em sua vida diá- ria. Assim sendo, Moisés deveria “ensinar-lhes” (Êx 18:20), tantos os mandamentos, como também a maneira de caminhar em obediência a esses mandamentos. Essa mesma situação existe em muitos países e cultu- ras ainda hoje. Quando as pessoas são salvas e saem de uma cultura religiosa pagã, elas não sabem como viver de uma forma que seja obediente e agradável a Deus.

Buscando a Verdade Através de Jetro, Deus deu a Moisés três áreas gené- ricas para o ensino, a fim de ajudar o povo a viver num fiel relacionamento de aliança com um Deus santo.

1. Ensine ao Povo os Estatutos e as Leis de Deus (Êx 18:20) Moisés já estava usando os estatutos e as leis de Deus para decretar decisões justas (Êx 18:16). Contudo, Moisés estava apenas resolvendo disputas e problemas individuais. Ele não havia reunido o povo para instruir a todos eles nos caminhos de Deus. O desejo de Deus é que o Seu povo O conheça. Eles também precisam conhecer as leis e princípios que Ele

lhes deu através da Sua Palavra (Sl 119). Assim sendo, as pessoas precisam ser ensinadas com relação ao que se encontra na Palavra de Deus e como estudarem a Pala- vra de Deus por si próprias. Em Atos 17:11, o povo de Beréia, ao ouvir o Evangelho, “examinou cada dia nas Escrituras se estas coisas eram ”

(At

assim.” Conseqüentemente, “muitos deles creram

17:12.) O povo de Beréia sabia como examinar a verdade

e confirmá-la na Palavra de Deus. Isso era uma prote-

ção para eles no sentido de não serem desviados por fal-

sos ensinamentos. Quando o líder de igreja ensina ao seu rebanho a Palavra de Deus com precisão, ela o ajudará a proteger os membros da congregação contra enganos, fal- sas religiões e mentiras do Diabo.

Ensino Bíblico:

Prioridade Máxima Para Todo Líder de Igreja

O líder de igreja diligente ensina ao seu rebanho os es- tatutos, leis e doutrinas encontrados na Palavra de Deus.

O líder dedicado:

· estuda a Palavra de Deus da melhor maneira possí- vel (2 Tm 2:15);

· passa tempo orando e meditando na Palavra de Deus, permitindo que Deus lhe dê revelações e entendi- mento;

· usa quaisquer ferramentas de pesquisa confiáveis que lhe estiverem disponíveis para ajudá-lo a estu- dar (tais como a Revista ATOS);

· faz todo o possível para ter a certeza de que o seu rebanho seja instruído com a sabedoria e a verdade da Palavra de Deus (1 Tm 4:13,16). Deus valoriza muito o estudo e o ensino da Sua eterna

e imutável Palavra. Ele até mesmo designou um dos cinco

dons principais de treinamento ministerial como “mestre” (Ef 4:11). Deus instruiu que os presbíteros e líderes sábios, “que governam bem, sejam considerados dignos de

uma duplicada honra, especialmente os que trabalham na Palavra e na doutrina” (1 Tm 5:17). É por isso que Deus faz um juízo mais severo sobre os que ensinam a Palavra de Deus (Tg 3:1). Ensinar a Palavra de Deus ao seu rebanho é a pri- oridade máxima do líder. Paulo ensinou a Timóteo a “persistir em ler, exortar e ensinar” e a “meditar nes- tas coisas, dedicando-se inteiramente a elas” (1 Tm 4:13,15; veja também 2 Timóteo 2:15).

2. Ensine ao Povo a Maneira de Caminhar (Êx

18:20)

As pessoas precisam fazer mais do que simplesmente memorizarem estatutos e leis. Elas também precisam apren- der como aplicar as Escrituras na própria vida, vivendo em obediência a Deus, o Qual lhes deu esses estatutos e leis. Deus nos dá a Sua Palavra para nos ensinar quem Ele

é e o que é exigido para andarmos em retidão diante d’Ele. Precisamos aprender como caminhar com Deus diaria- mente, amando-O, assim como Ele nos ama (Dt 6:5; 7:6- 9). O desejo de Deus – desde a época da Sua Criação original, desde a Sua aliança com Abraão, desde o envio

do Seu Filho por nós, e até mesmo agora – é o de ter um relacionamento pessoal e de amor com toda a huma- nidade (Gn 1:26-28; 12:1-3; Jo 3:16; 1 Tm 2:4).

Vamos examinar agora um exemplo de como isso pode ser feito.

Uma Amostra de um Ensino Bíblico Mateus 5:48 diz: “Sede vós pois perfeitos, como é

perfeito o vosso Pai que está nos Céus”. À primeira vista, esse versículo citado por Jesus parece impossível de se cumprir, e, portanto, pode parecer condenatório. Deus sabe que nós, como seres humanos, não somos capazes de uma impecabilidade absolutamente per- feita nesta vida. O que significa então a palavra “perfeitos” neste versículo bíblico? A palavra grega original traduzida por “perfeitos” neste texto é a palavra “teleios”. Essa palavra significa “ter sido com- pletado ou totalmente amadu- recido”, como uma pessoa to- talmente adulta em comparação com uma criança. No entanto, ela também tem um significado derivado da sua raiz “telos”, que significa “um fim, propósito, alvo, ou objetivo”. O ideal grego com relação a perfeição também en- volvia a função, ou a maneira pela qual alguma coisa poderia ser útil. É como uma ferramen- ta que se encaixa perfeitamen- te em nossas mãos e é perfei- tamente útil para cumprir o pro- pósito para o qual ela foi plane- jada. Assim sendo, podemos en- tender que Mateus 5:48 signifi- ca que devemos nos esforçar em direção ao objetivo de sermos plenamente maduros em Cristo

e úteis nas mãos de Deus para

cumprirmos o propósito para o qual Ele nos criou.

O nosso Pai Celestial é to- talmente completo. Vemos em

outras referências bíblicas que Deus tem o compromisso de nos ajudar a sermos mais completos

– mais semelhantes a Cristo – e

de nos ajudar a cumprir o nosso

propósito n’Ele (Hb 12:3-11; Fp 1:6; 2 Co 3:8; Rm 8:27-30). Para mais revelações com relação a Mateus 5:48, po- demos examinar os outros versículos do contexto de Mateus 5 também. Jesus nos lembra que devemos ser to- talmente maduros e funcionar em nosso propósito com relação a amar os outros, até mesmo os que são cruéis, ou vingativos, ou que nos maltratam (Mt 5:38-48). O nosso Pai Celestial sempre é completamente amoroso. Ele é to- talmente amadurecido – perfeito – em amor. O nosso Pai

Uma Vida Agradável a Deus Moisés estava liderando um grupo pagão de ex-escra- vos, e eles não sabiam nada sobre Deus. Não sabiam o que significava amar a Deus, obedecer-Lhe, ou servir a Ele e a outros com a própria vida. Era preciso mostrar- lhes como caminhar nas leis de Deus e aplicá-las na vida

prática diária. Esse tipo de discipulado realiza várias coi- sas importantes:

· À medida que as pessoas vivem em caminhos que agradam a Deus, a obediência delas as ajuda a se aproximarem do Senhor. Deus, por outro lado, Se aproxima delas e Se agra- da de suas ações (veja Tiago 4:8).

· À medida que as pesso- as aprendem a viver pe- los princípios da Palavra de Deus, elas são poupa- das do pecado e da de- sobediência. Elas não participam mais de com- portamentos que sejam destrutivos para elas ou para outros. A vida des- sas pessoas melhoram e elas ficam mais sábias. Elas não precisam con- versar com um líder com relação a todas as peque- nas disputas ou questões que surgem.

· À medida que as pessoas começam a ser pratican- tes da Palavra e não so- mente ouvintes (Tg 1:22),

tes da Palavra e não so- mente ouvintes (Tg 1:22), Deus nos dá a Sua Palavra

Deus nos dá a Sua Palavra para nos ensinar quem Ele é e o que é exigido para andarmos em retidão diante d’Ele. Precisamos aprender como caminhar com Deus diariamente, amando-O, assim como Ele nos ama.

elas vivem uma vida mais frutífera. Elas começam a se alinhar com o propósi- to de Deus para elas e para a Sua Igreja. Elas aprendem a evangelizar, ministrar e a servir outros, através de atos de mise- ricórdia e de bondade.

Como Ensinar a Palavra de Deus Há dois aspectos com relação ao ensino apropriado da Palavra de Deus:

· O primeiro deles é ensinar exatamente o que se en- contra na Palavra de Deus.

· O segundo é ajudar as pessoas a compreenderem como a Palavra de Deus deve ser aplicada na vida diária.

20 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

Celestial sempre escolhe o que há de melhor para nós, até mesmo quando O rejeitamos, ou O maltratamos. “Deus é amor” (1 Jo 4:8) e “Deus demonstra o Seu próprio amor para conosco em que enquanto éramos ainda pecado- res Cristo morreu por nós” (Rm 5:8). Há muitos outros versículos na Bíblia que confirmam o fiel e imutável amor e bondade de Deus para conosco. Jesus nos ordena a sermos “perfeitos” no sentido de amarmos os nossos inimigos, exatamente como Deus é perfeito em amar os Seus inimigos. Em Mateus 5, Jesus até mesmo nos dá situações da vida real de como esta verdade pode ser aplicada diariamente em nossa vida:

· Não se vingue nem faça retaliações às pessoas que

o maltratam (Mt 5:38,39). Isso pode ser confirmado em Romanos 12:19, onde está claro que o juízo é responsabilidade de Deus.

· Vá além do que as pessoas possam exigir de você,

e faça ainda mais por elas (Mt 5:40-42). Deus pro-

mete que ao darmos Ele nos retribuirá ainda mais (Lc 6:38).

· Devemos amar todas as pessoas, até mesmo os nossos inimigos. Fazemos isso orando por elas, per- doando-lhes, e abençoando-as, até mesmo quando forem cruéis (Mt 5:43-47). Esse tipo de amor radi- cal, inspirado por Deus, faz com que o mundo todo saiba que somos verdadeiros seguidores de Cristo (Jo 13:35).

Um Obreiro Diligente Escolhemos aqui uma passagem difícil das Escrituras e abrimos o seu verdadeiro significado de uma maneira mais clara. Examinamos também os versículos do seu contexto

e confirmamos a verdade com outros versículos da Bíblia.

Sim, foi necessário um tempo para estudarmos as Escritu-

ras, pesquisarmos e prepararmos. É necessário um obrei-

ro diligente para o ensino correto da verdade de Deus (2 Tm 2:15). Isso também demonstra como você pode tanto ensinar as verdades da Palavra de Deus, como também ajudar as pessoas a saberem o que é esperado delas como resposta. Portanto, elas podem ser mais do que meros ouvintes da Palavra de Deus; elas podem ser praticantes também (Tg

1:22-25).

A Palavra de Deus é “viva e poderosa, e mais afia- da do que qualquer espada de dois gumes, penetran- do até mesmo à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e ela discerne os pensamentos e in- tenções do coração” (Hb 4:12). A Palavra de Deus traz convicção de pecado. O conhecimento da Palavra de Deus

e o entendimento de como aplicá-la nos ajuda a vivermos em obediência a Deus. Ela também nos dá um conheci- mento utilizável da verdade (1 Tm 2:4).

3. Ensine ao Povo o Trabalho a Ser Feito (Êx 18:20) A maioria das pessoas que saíram do Egito com Moi- sés eram judeus por natureza. Contudo, elas não forma- vam uma nação unificada ou um grupo de pessoas. Elas eram mais semelhantes aos judeus da época de Jesus,

“cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36). Foi com esse grupo desesperado, egoísta, e pecamino- so que Deus queria formar um povo de aliança. Aquelas pessoas deveriam se tornar um povo especial, o qual ca- minharia com Deus como nação, e seria o instrumento atra- vés do qual Ele traria o Messias. Aqueles indivíduos eram antigos escravos. A maioria deles não sabia como trabalhar sem um áspero feitor or- denando todo e qualquer movimento deles. Contudo, havia muito trabalho a ser feito, se mais de dois milhões de pes- soas tivessem de sair do Egito e entrar em sua Terra Pro- metida! Seria necessário que todos contribuíssem com seus talentos e força. Muitos teriam de aprender novas habili- dades e desenvolver capacidades que não sabiam que pos- suíam. Deus, através de Jetro, disse a Moisés como organizar as pessoas para o trabalho, a fim de que elas pudessem ajudar a carregar o fardo da chegada deles à Terra Prome- tida. Essa é uma poderosa prefiguração para o seguidor de Cristo do Novo Testamento envolvido na vida atual da Igre- ja! Vamos agora examinar isso mais detalhadamente:

Alimentando os Novos Crentes Exatamente como os israelitas que estavam saindo da escravidão, assim também éramos nós quando primeira- mente nos achegamos a Cristo. Éramos “escravos do pe- cado” (Rm 6:17), vivendo egoisticamente e em desobedi- ência. Toda a nossa perspectiva da vida era terrena e egoística (Ef 2:1-3). Na qualidade de líderes de igreja, não devemos nos sur- preender nem ficar desanimados com a imaturidade espi- ritual dos “bebês recém-nascidos” em Cristo. Eles podem ser egoístas e até mesmo agirem de formas tolas às vezes. No entanto, é nosso privilégio e responsabilidade dar- lhes o “leite puro da Palavra” (1 Pe 2:2). Este “leite puro” são as verdades bíblicas básicas necessárias para um crescimento e maturidade espiritual saudá- vel. Alguns exemplos de “leite puro” ou de temas básicos a ser ensinados aos novos crentes incluem:

· Conhecendo a Deus, a Jesus e ao Espírito Santo

· Batismos – nas águas e no Espírito Santo

· Lendo, compreendendo e obedecendo a Bíblia

· Orando todos os dias e ouvindo a Deus

· Arrependimento e perdão (dizendo “não” ao peca- do em nossa vida)

· Salvação pela fé, e não por obras

· Comunhão com outros seguidores de Cristo

· Generosidade

· Adoração

· Serviço

Dons de Todos os Crentes Ensinar aos novos “bebês” é importante. Mas também é importante dar-lhes tarefas para eles fazerem como par- te do Corpo de Cristo. Todas as pessoas têm um papel importante a cumprir para que o Corpo cresça e funcione

de maneira saudável (Ef 4:16). Esses papéis podem co- meçar com coisas pequenas e aumentar, à medida que os novos crentes amadurecem e provam ser fiéis nestas coi- sas pequenas (Lc 19:17). O Apóstolo Paulo deixa claro que o “trabalho do mi- nistério” deve ser feito por TODOS os que fazem parte da Igreja, e não somente por alguns escolhidos (Ef 4:12). Todos os seguidores de Cristo têm dons dados por Deus (Rm 12:4-8; 1 Co 12). Deus deseja que estes dons sejam usados para a edificação da Sua Igreja (1 Co 14:12). Um papel muito importante do líder de igreja, pastor ou presbítero é ajudar a todos os crentes a identifica- rem os seus dons e a encontrarem um lugar para usá-los no ministério. Nem todos os crentes são cha- mados a tarefas ministeriais em tempo integral. Contudo, todos os discípulos de Cristo têm o propósito de ser pes- soas que ministrem. Eles podem e devem servir em algum tipo de ministério ao Corpo de Cristo e à socieda- de ao seu redor.

Preparando as Pessoas Para o Trabalho Moisés trouxe um grupo de indivíduos que havia sido escravo por toda a vida e o colocou numa posição de súbi- ta liberdade. Aqueles indivíduos não estavam acostuma- dos a tomar iniciativas nem a trabalhar além dos requisitos mínimos. Muitos nunca tiveram oportunidade de desenvol- ver uma habilidade ou profissão. No deserto, Deus lhes fornecia comida do céu diaria- mente (Êx 16). Mas este nem sempre seria o caso. Deus sabia que, no futuro, aqueles escravos teriam de lutar em batalhas, produzir o próprio alimento, e desenvolver capacitações para sobreviverem por si próprios. Deus também compreende a natureza humana e a im- portância de termos trabalho para fazer (Pv 10:16; 22:19; 27:23; Ec 9:10a). O trabalho faz parte do plano de Deus para a humanidade. Isto é verdade e aplicável desde o início (Gn 2:15,20). Assim sendo, Deus ordenou que Moisés desse ao povo um trabalho que eles tivessem de fazer, a fim de que eles mais tarde vivessem e prosperassem na Terra Prometida. O Apóstolo Paulo deparou-se com um problema seme- lhante com a Igreja de Tessalônica. As pessoas estavam sendo salvas e libertas da escravidão do pecado. No en- tanto, elas ficaram tão entusiasmadas com a sua recém- encontrada liberdade que pararam de trabalhar. Elas co- meçaram a simplesmente ficar sentadas, esperando a Se- gunda Vinda de Cristo! Elas ficaram preocupadas que, caso não estivessem vigiando, talvez pudessem perder a Jesus quando Ele voltasse novamente. Paulo, no entanto, tranqüilizou-as de que seria impossível perder a volta de Cristo à Terra (1 Ts 4:16-5:6; 2 Ts 2:1-5). Paulo também repreendeu esses indivíduos, salientan- do que cada um deveria estar trabalhando e vivendo a sua vida de uma maneira ordenada (2 Ts 3:6-12; veja também 1 Ts 4:11). Caso contrário, em sua ociosidade, eles poderiam ficar desregrados e intrometidos. Paulo cita a sua própria vida e conduta, e a vida e conduta da sua equipe de liderança, como um exemplo de pessoas que

22 / ATOS

trabalham para se sustentar e assumir as suas responsa- bilidades.

Há épocas e lugares em que bons empregos são difí- ceis de se encontrar. No entanto, trabalho produtivo de algum tipo geralmente pode ser encontrado em toda parte.

O trabalho é sempre útil (Pv 14:23). Os líderes de igreja

precisam encorajar os seus membros a serem produtivos.

O fruto do seu trabalho, não importa quão pequeno seja,

ajudará a suprir as suas necessidades. Eles também serão abençoados por Deus ao darem um décimo (o dízimo) à

Igreja (Ml 3:8-11), e terão recursos extras para outras boas obras (Ef 4:28). Uma Palavra Especial a Pastores, Evangelistas, Após- tolos e Outros Líderes de Igreja:

Em 1 Coríntios 9, Paulo esclarece que os que traba- lham espiritualmente têm a liberdade dada por Deus de receberem sustento financeiro enquanto trabalham no mi- nistério (1 Co 9:1-11,14; veja também Romanos 15:27). No entanto, Paulo também diz rapidamente o seguinte:

“No entanto não temos usado deste direito, mas su- portamos tudo, para não pormos impedimento algum

Eu, no entanto, não tenho

usado nenhuma destas coisas [o direito de receber sus- tento financeiro das pessoas a quem Paulo pregava e mi- nistrava](1 Co 9:12,15). Paulo trabalhava como fabricante de tendas para sus-

tentar-se, a fim de que ele não fosse um peso às igre- jas (At 18:3; 20:33-35; 2 Ts 3:8,9). Ele não recebia susten-

ao Evangelho de Cristo

to

financeiro dos membros de uma igreja local. Paulo nos

três razões pelas quais ele trabalhava com as suas pró-

prias mãos para se sustentar no ministério:

· Para que o Evangelho não fosse impedido de ne- nhuma forma (1 Co 9:12).

· Paulo trabalhava por uma recompensa eterna, e não por uma recompensa terrena. Paulo era extrema- mente cuidadoso para não abusar nem usar errada- mente da sua “autoridade no Evangelho” por razões egoísticas (1 Co 9:18).

· Ao sustentar a si próprio Paulo estava isento dos julgamentos e opiniões dos homens. Isso o fazia um servo mais eficaz a todos, para que ele pudesse ga- nhar mais pessoas para Cristo (1 Co 9:19-22). Qual é o equilíbrio correto entre receber sustento fi- nanceiro para o ministério e pagar pelas nossas próprias necessidades através de um outro emprego? Em alguns casos, o líder de igreja não tem escolha na questão, pois ele precisa trabalhar para sustentar a si mes- mo; ou as responsabilidades da igreja talvez não exijam a sua atenção em tempo integral. Nesse caso, ele pode dar o seu tempo extra para um trabalho num emprego a fim de não ser um peso para a igreja, devido ao seu sustento fi- nanceiro. Essa é uma maneira, semelhante ao caso de Pau- lo, de demonstrarmos amor e um compromisso de servir- mos aos outros. Isso também é um poderoso testemunho à comunidade de que você está presente para dar e servir, e não para tirar algo das pessoas. Em outros casos, a igreja é grande o suficiente para sustentar o pastor financeiramente. Mas será que é erra-

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

do ou menos “espiritual” receber salário de uma igreja? Não, não é. É aceitável recebermos um salário como pastor de tempo integral ou líder de igreja. Todo líder de igreja precisa examinar freqüente-

mente o próprio coração para ter a certeza de que ele está estabelecido nas prioridades corretas (Cl 3:1-7). Por exemplo, será que você continuaria servindo como presbítero ou pastor, se não estivesse recebendo absolu- tamente nenhum sustento financeiro da igreja? Ou será que você tem tempo extra para trabalhar num outro em- prego, de maneira a não ser um peso para a igreja com o seu sustento integral? Paulo declarava veementemente e aplicava a autodisci- plina a fim de obter a “coroa incorruptível” da aprovação de Deus, em vez de ser desqualificado (1 Co 9:24-27). Na Primeira Carta de Pedro às Igrejas, ele também abordou a atitude do líder no serviço à igreja:

“Aos presbíteros que es- tão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e tam- bém participante da glória que há de ser revelada:

e aprovação de Deus em seus ministérios. Isso não é ver-

dade (Lc 12:15; Tg 2:5) – e nos leva a colocarmos nossas

afeições nas coisas materiais e terrenas, em vez das coi- sas espirituais incorruptíveis (Mt 6:19,20; 1 Pe 1:4). Se as riquezas fossem um sinal da aprovação e bênção de Deus, aí então tanto Jesus como Paulo teriam de ser considerados como horríveis fracassos! Da mesma forma seriam considerados a maioria dos profetas do Velho Tes- tamento e os apóstolos do Novo Testamento. Contudo, a pobreza tampouco é um sinal de espirituali- dade. Nem a abundância, nem a escassez é necessa- riamente um sinal da nossa obediência a Deus, do nosso estado espiritual, ou da nossa aprovação dian- te de Deus. Ao contrário, Deus nos chamou para obedecermos a Sua Palavra e para confiarmos n’Ele em todo o tempo e para todas as nossas necessi- dades. Há ocasiões em que Deus pode fornecer muito mais do que necessitamos. Assim sendo, teremos uma abundân- cia para darmos à obra do Seu Reino. Em outras ocasiões tal- vez pareça que mal temos o suficiente. Essa é a nossa oportunidade de crescermos na fé e confiarmos que Deus suprirá as nossas necessida- des (Fp 4:19). O Espírito Santo, através de Paulo, nos ensina o equi- líbrio exatamente correto:

“Aprendi a contentar-me em qualquer estado que eu esteja. Sei como estar aba- tido [viver humildemente] e sei como ter em abundância [viver com prosperidade]. Em toda parte e em todas as coi- sas aprendi tanto a estar sa- tisfeito, como a estar com fome, tanto a ter em abun- dância, como a sofrer ne-

cessidades” (Fp 4:11,12). Como Paulo podia viver

num estado assim de tanta paz e contentamento? Ele nos diz

o seguinte no próximo versículo: “Posso fazer todas as

coisas através de Cristo que me fortalece” (Fp 4:13). Paulo compreendia que colocar a nossa confiança em coisas materiais ou no trabalho somente para ganhos ter- renos é uma tolice. (Veja 1 João 2:15-17; veja também 1 Timóteo 6:3-10; Hebreus 13:5.) Cristo nos ajudará e nos dará o que necessitarmos para realizarmos os Seus propósitos com ou sem riquezas! As- sim sendo, quer seja na riqueza ou na pobreza, a nossa confiança deve estar em Deus e em Sua provisão para nós – olhando para Ele, para que Ele supra TUDO o

para nós – olhando para Ele, para que Ele supra TUDO o Deus nos chamou para

Deus nos chamou para obedecermos a Sua Palavra.

Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, servindo como supervisores, não por compulsão, mas voluntariamente, não por ganhos desonestos, mas de ânimo pronto; não vos as- senhoreando dos que vos foram confiados, mas sen- do exemplos do rebanho; e quando o Sumo Pastor, apa- recer recebereis a incorrup- tível coroa de glória.” (1 Pe

5:1-4.)

O papel de todos os líderes de igreja é servir o rebanho que Deus lhes deu. O rebanho não existe para servir ao líder.

Os seus liderados NÃO exis- tem para suprir as suas neces-

sidades ou para ajudá-lo a ser bem-sucedido no ministério. Eles existem para que você possa amá-los, servi-los, pas- toreá-los na Palavra e nos caminhos de Deus – e ver estes seus liderados amadurecidos e treinados para fazerem a obra do ministério (Ef 4:12).

A Atitude do Líder com Relação às Riquezas Alguns na Igreja de hoje em dia usam o ministério para ganhos materiais. Jesus revelou que estes “pastores” não têm um compromisso com o bem estar do rebanho (Jo

10:12,13).

Outros acham que as riquezas são um sinal da bênção

que necessitarmos – para a vida e a santidade (2 Pe

1:3).

C. Treine Outros Para Ajudarem a Liderar (Êx 18:21) Deus deu muitos conselhos sábios a Moisés através do seu sogro, Jetro. Uma instrução muito importante encon-

tra-se em Êxodo 18:21. Neste versículo, Moisés foi esti- mulado a formar uma equipe de líderes que o ajudas- se a liderar o povo. Esses líderes deveriam ajudar a car- regar a responsabilidade do ministério com Moisés (Êx

18:22).

Moisés era um conselheiro sábio e talentoso, familiari- zado com as leis de Deus. Antes de receber o conselho de Jetro, Moisés administrava justiça ao povo e resolvia as suas disputas, como era o costume dos governantes da sua época. Moisés era bem-intencionado. No entanto, ele jamais poderia satisfazer as necessidades de milhões de pessoas liderando desta maneira. Como líderes, talvez também sejamos bem-intenciona- dos em nossos esforços ministeriais. Contudo, talvez nos encontremos exaustos, ou não muito saudáveis; ou talvez

o nosso cônjuge, ou a nossa família, não esteja recebendo

a atenção necessária. É possível “exagerarmos em nossas boas ações”. Como líderes devemos estar dispostos a trabalhar duro,

e não sermos preguiçosos. Contudo, tampouco devemos

ser exageradamente zelosos com o que está além das nos- sas forças, capacidade ou chamado. Os líderes independentes – os que tentam fazer a obra do ministério sozinhos – são mais suscetíveis ao engano, orgulho, erros ou à exaustão. Eles não aprenderam a asso- ciar-se apropriadamente com os outros. Eles também têm dificuldades de manter suas prioridades ministeriais em ordem. Eles podem ser tentados a abandonarem o minis- tério ou a ficarem irados com Deus por tê-los chamado. O seu casamento ou a família deles pode sofrer os resulta- dos da negligência. A liderança não é fácil. Até mesmo Moisés sentiu-se “esmagado” algumas vezes com o peso das muitas responsabilidades da liderança (leia Números

11:14,15).

Uma salvaguarda para não nos tornarmos líderes inde- pendentes é prepararmos líderes consagrados a Deus que

sirvam ao nosso lado. Todo líder de igreja precisa de ajuda,

e todo crente precisa da oportunidade para usar os seus

dons e servir a Igreja de Jesus Cristo. Treinando líderes que sirvam com ele, o líder de igreja também pode cumprir uma de suas responsabilidades prin- cipais: treinar e equipar outros para serem ministros. Em sua Segunda Carta ao jovem Timóteo, Paulo o instrui:

“E o que de mim entre muitas testemunhas ouviste, con- fia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar a outros também” (2 Tm 2:2).

Alinhando Nossas Prioridades A importância de uma liderança em equipe e também de se manter as prioridades corretas no ministério é vista na Igreja Neo-Testamentária do Primeiro Século.

24 / ATOS

“Ora, naqueles dias, quando o número dos discí- pulos estava se multiplicando, surgiu uma reclamação

contra os hebreus pelos gregos, porque as suas viúvas eram negligenciadas na distribuição diária. “Aí então os Doze convocaram a multidão dos dis- cípulos e disseram: ‘Não é desejável deixarmos a Pa- lavra de Deus e servirmos as mesas. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, a quem pos- samos designar para este negócio; mas nós nos devo- taremos continuamente à oração e ao ministério da

Palavra.’

Aí então a Palavra de Deus espalhou-se, e

o número dos discípulos multiplicou-se grandemente em Jerusalém, e um grande número de sacerdotes eram obedientes à fé” (At 6:1-7). Há vários pontos principais a serem considerados nes- sa passagem:

1. As Prioridades dos Apóstolos

Os Apóstolos haviam caminhado com Jesus por mais de três anos, e, desde a Sua morte e ressurreição, eles haviam estado trabalhando muitíssimo. Eles estavam ensi- nando e pregando, servindo mesas, alimentando os famin- tos, ajudando os necessitados, etc. Agora, no entanto, o número de discípulos estava se multiplicando rapidamente – rápido demais para os Apóstolos servirem a todos eles adequadamente. Quando os problemas começaram a sur- gir, isto fez com que os Apóstolos avaliassem as suas prio- ridades. Os Apóstolos não estavam tentando evitar o trabalho. No entanto, eles perceberam que precisavam da maior parte do tempo que tinham para o chamado principal:

· oração;

· ensino da Palavra de Deus; e

· dirigir o povo. Essas eram as mesmas tarefas principais que Moisés deveria cumprir (Êx 18:19,20).

2. A Liderança Envolve Parceria Santa

O Espírito Santo confirmou uma vez mais o padrão bíblico, assim como Ele o fez com Moisés. Os Apósto- los deveriam envolver outras pessoas nas responsabili- dades diárias de liderança. É vital compreendermos que os que oravam e ensinavam as Escrituras (os Apósto- los) não eram mais importantes ou espirituais do que os que deviam “servir as mesas” (At 6:2). As qualifica- ções para os que ajudariam os Apóstolos através do serviço eram: “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6:3). Eles até mesmo impuseram as mãos sobre os discípulos em ora- ção antes de começarem o serviço (At 6:6) – da mes- ma maneira que impuseram as mãos sobre os que esta- vam saindo para ensinar (At 13:3). Duas coisas chamam a nossa atenção:

· Aqueles sete homens com maturidade não acha- ram que servir as mesas fosse algo “indigno” para eles. Eles reconheciam que o ministério aos ou- tros sempre envolve o servir aos outros.

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· Os Apóstolos designaram pessoas que os ajudas- sem quando ficou óbvio que eles não mais conse- guiriam dar conta de todas as suas crescentes res- ponsabilidades.

bem-preparadas para papéis ministeriais adicionais,

servindo aos outros na prática.

· As pessoas têm a tendência de assumirem mais res- ponsabilidades para a assistência social e ministerial

– e de sustentá-la – se estiverem pessoalmente en-

3. A Parceria Multiplica o Ministério

O resultado de se dividir a obra com outros líderes

designados foi o seguinte: Aí então a Palavra de Deus espalhou-se, e o número dos discípulos multiplicou-se ”

grandemente

Antes deste mover dirigido pelo Espírito de multipli- cação de líderes, a Palavra de Deus estava se espa- lhando – mas não tão rapidamente como ela poderia ter se espalhado. Uma vez que os líderes principais se devotaram à ora- ção, ao ensino e à lide-

rança, muito mais pes- soas foram alcançadas e salvas. Enquanto ou- tros líderes ajudavam a servir as pessoas, mui- tas outras necessida- des estavam sendo su- pridas. Ambas as áreas de ministério preci- savam de uma aten- ção apropriada: o en- sino da Palavra e o cui- dado prático das neces- sidades das pessoas (Mc 16:15; Tg 1:27). Nenhuma destas duas áreas eram mais, ou menos importante do que a outra. Quando qualquer uma destas áreas era negligencia- da, o ministério era pre- judicado.

volvidas.

· Os que são mais jovens, ou menos amadurecidos espiritualmente, têm uma meta a atingirem.

· A multiplicação da liderança permite que Deus mul- tiplique a frutificação em áreas como: almas salvas;

a igreja desenvolvida e amadurecida; novas igrejas

iniciadas; boas obras como um testemunho à socie- dade; um testemunho à glória de Deus; e a validade da salvação através de Jesus Cristo e do Seu poder de transformar vidas humanas.

(At 6:7.)

Ele, com certeza, tem potencial!
Ele, com
certeza,
tem
potencial!

Investir tempo nos que demonstram um potencial de liderança.

Vida Gera Vida O padrão para a lide- rança eficaz em todas as Escrituras é “repro- duzir espiritualmente” mais liderança. Os lí- deres precisam passar adiante o que Deus lhes ensinou. Dentre as suas outras responsabilida- des, os líderes precisam sempre investir tempo, oração, dons e recursos para o treinamento de uma outra geração de líderes fiéis. O treinamento de uma outra geração de líderes inclui o ganhar novos convertidos para Cristo, discipular pes- soas, liderar e ensinar, tanto por palavras, como pelo exemplo.

4.

Frutificação

Contudo, o bom líder

Multiplicada

também deve fazer esforços específicos no sentido

O

conselho de Deus a Moisés, dado através de Jetro,

não foi dado a fim de que Moisés tivesse menos tra- balho a fazer. Era para ajudar Moisés trabalhar mais sa- biamente – a ter prioridades corretas com relação ao seu tempo e esforços ministeriais. Moisés precisava dar uma atenção apropriada em ouvir de Deus e comunicar a Pala- vra de Deus ao Seu povo, exatamente como fizeram os Apóstolos. (Estudaremos isso mais tarde, neste artigo.) O compartilhamento das responsabilidades de lideran- ça também produz outros benefícios:

· Permite que muitas outras pessoas usem e desen- volvam os seus dons, dando-lhes ao mesmo tempo uma oportunidade de servirem.

de investir tempo nos que demonstram um potencial de liderança.

TREINANDO LÍDERES DE IGREJA A parceria na liderança envolve o princípio bíblico da semeadura e da colheita (2 Co 9:6). Quando semeamos abundantemente do nosso tempo para treinarmos outros líderes, também colhemos abundantemente dos frutos do ministério (que são mais pessoas salvas, igrejas iniciadas, discípulos amadurecidos, necessidades supridas, etc.). Paulo explicou isto ao jovem Timóteo: “E o que de mim entre muitas testemunhas ouviste, confia-o a ho- mens fiéis, que sejam capazes de ensinar a outros tam-

 

· Mais pessoas aprendem sobre liderança e são mais

bém” (2 Tm 2:2).

O princípio de Paulo de treinar outros faz com que o

Evangelho se espalhe muito mais rapidamente. Paulo abor-

dou quatro grupos de pessoas – em primeiro lugar, o pró- prio Paulo; em segundo lugar, Timóteo, discípulo de Paulo; em terceiro lugar, os “homens fiéis”; e em quarto lugar, os “outros”, os quais seriam ensinados pelos homens fi- éis. O investimento de Paulo do seu tempo e ensinos a uma única vida, Timóteo, teria um impacto muito mais abrangente sobre muitas e muitas pessoas!

O diagrama abaixo mostra a grande multiplicação que

pode acontecer se um líder de igreja escolher apenas UMA pessoa fiel e passar UM ano treinando essa pessoa para o ministério. Aí então, no segundo ano, cada uma delas trei- nar uma outra pessoa para o ministério, e assim por diante. Alguns chamam isto de princípio do “cada um ensina um”.

CADA UM ENSINA UM

NO FINAL DO

NÚMERO DE PESSOAS TREINADAS

 

Ano 1

2

Ano 2

4

Ano 3

8

Ano 4

16

Ano 5

32

Ano 6

64

Ano 7

128

Ano 8

256

Ano 9

512

Ano 10

1.024

Ano 11

2.048

Ano 12

4.096

Ano 13

8.192

Ano 14

16.384

Ano 15

32.768

Ano 16

65.536

Ano 17

131.072

Ano 18

262.144

Ano 19

524.288

Ano 20

1.048.576

Há também outros métodos de treinamento de líderes. Jesus escolheu doze homens e passou mais de três anos ensinando-lhes e trabalhando com eles. Eles O observa- ram orando, ministrando e ensinando quase que diariamente. Ele lhes ensinou princípios, e, aí então, os enviou para co- locarem aqueles princípios em prática. Se eles falhassem, Ele os instruiria (leia Lucas 10). Esses doze discípulos fo- ram bem treinados. Aí então, através do poder do Espírito Santo, eles mudaram o seu mundo e todo o curso da histó- ria!

Outros líderes têm sido muito bem-sucedidos na for- mação de institutos de treinamento bíblico, onde muitos alunos podem aprender de uma só vez, através de vários instrutores. Para ser eficaz, esse método precisa usar a Bíblia como seu principal livro de estudo. Ele também pre-

26 / ATOS

Comece pedindo ao Senhor que Ele lhe dê um “Timóteo”.

Comece pedindo ao Senhor que Ele lhe dê um “Timóteo”. cisa incluir o treinamento “com experiência

cisa incluir o treinamento “com experiência prática”, o que

permite que os alunos façam de fato a obra do ministério enquanto estiverem aprendendo sobre o ministério. No entanto, qualquer que seja o método, é evidente que

o padrão bíblico para um ministério eficaz e duradou- ro precisa incluir o treinamento de novas lideranças.

O que eu Tenho a Dizer? Talvez você ache que não tem nada de significativo para ensinar a outros líderes em potencial. De uma certa maneira, isso é verdade com relação a todo líder. Os ho- mens não têm nada de valor eterno em sua própria sabe- doria para ensinar aos outros. Contudo, Deus ainda quer nos usar para ensinar os outros, a partir das Suas profun- das fontes de sabedoria. Deus lhe dará revelação e compreensão à medida que você O buscar e estudar a Sua Palavra. Ele o ajudará a saber o que você deve ensinar aos outros. Deus derrama- rá a Sua sabedoria e vida sobre você, para que você, por sua vez, faça o mesmo na vida de outros. Deus também usará o seu conhecimento d’Ele, a sua experiência ministerial, a sua instrução e o seu conheci- mento da Bíblia – tudo isso o ajudará a treinar os que Deus lhe der. Talvez você tenha acesso a bons materiais de trei- namento, como por exemplo a Revista ATOS ou “O Ca- jado do Pastor”. Talvez Deus lhe traga pessoas que já são capacitadas ou que tenham conhecimentos em certas áreas. Pode ser que elas não precisem de muito treinamento. Talvez você deva simplesmente reconhecer os dons que elas possuem,

e o que podem oferecer para servirem aos propósitos de Deus, e, aí então, estimulá-las e liberá-las.

Onde Devo Começar? Deus quer usar todos os líderes de igreja para treinar mais líderes ainda. Mas como isso é realizado?

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Comece pedindo ao Senhor que Ele lhe dê um “Timó- teo”. Pode ser um amigo, um membro da sua igreja, ou até mesmo um membro da sua própria família. Tenha cuidado para não olhar somente para a aparência externa, ou para os dons óbvios. Peça para Deus ajudá-lo a ver o seu “Ti- móteo” da maneira que Ele o vê. Lembre-se: “Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê a aparência externa, mas o Senhor olha para o cora- ção” (1 Sm 16:7). O seu “Timóteo” talvez seja alguém com um passado bem arruinado e que precisa muito da ajuda de Deus. Isso, porém, não é um problema para Deus. A Bíblia nos ensina que os que muito são perdoados também amam muito (Lc 7:47). Uma pessoa com um coração que é leal a Deus, que O ama, e quer serví-Lo é uma escolha melhor do que alguém que simplesmente tenha uma aparência externa aceitável. Jesus escolheu a Sua equipe de liderança, orando pri- meiramente: “E aconteceu naqueles dias que Ele su- biu ao monte para orar, e continuou a noite inteira em oração, e, quando já era dia, chamou a Si os Seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem deu também o nome de Apóstolos” (Lc 6:12-14). Após um prolongado tempo de oração, Jesus escolheu doze dentre os mais íntimos d’Ele para que se tornassem os Seus Apóstolos. Durante o restante do Seu tempo nesta terra, Jesus treinou, discipulou, ensinou, e enviou em mi- nistério estes doze. Eles não eram “líderes natos”. Eles eram apenas homens comuns, de níveis sociais diferentes, incluindo-se pescadores e cobradores de impostos. Alguns eram bem instruídos, outros não. No entanto, todos tinham em comum um profundo desejo de servirem ao Senhor e de fazerem a Sua verdade e salvação conhecida a todos os homens. Assim sendo, ore para que Deus lhe dê os que Ele quer que você treine; e ore para que Deus o ajude a vê-los como Ele os vê.

Qualificações Para a Liderança Deus pode usar qualquer um que Ele escolher para fazer a Sua vontade, até mesmo um asno (Nm 22:20-35). Contudo, Deus pode ser mais eficaz através de pessoas que Lhe obedeçam e façam as coisas à maneira d’Ele. Assim sendo, a Bíblia nos dá chaves que nos ajudam a reconhecer bons líderes em potencial. Essas chaves in- cluem as características que devem ser uma parte do desenvolvimento da vida de todos os líderes de igreja em potencial. Moisés precisava de homens que estivessem prontos a assumir responsabilidade de liderança imediatamente. As- sim sendo, o padrão de requisitos era mais elevado do que talvez pudesse ser para os que ainda estavam em treina- mento para a liderança. Provavelmente Moisés não conhecia pessoalmente a maioria das pessoas que ele liderava. Portanto, ele deixou a seleção dos líderes a critério dos que os conheciam me- lhor: as pessoas com as quais eles conviviam em comuni- dade (Dt 1:13). Esse exemplo também foi seguido pelos Apóstolos (At 6:3). Há qualificações adicionais para os

presbíteros e líderes, citadas no Novo Testamento (1 Tm 3:1-13; 4:12-16; 2 Tm 2:15-26; Tt 1:5-9; 2:7,8,11-13; 1 Pe

5:1-4). Tome algum tempo para ler e estudar esses versículos bíblicos. É óbvio que os requisitos bíblicos para o caráter do líder de igreja são de fato desafiadores! Muitos jovens líderes em potencial precisam de tempo para amadurecer e desenvolver-se em seu caráter antes que eles possam satisfazer estas qualificações. Aprender

o que Deus espera deles como líderes deve fazer parte de

seu treinamento. As características bíblicas da personalidade de uma li- derança santa devem ser:

· ensinadas e vividas como exemplo aos jovens líde- res em potencial; e

· vividas como um estilo de vida diário por líderes mais amadurecidos. É importante lembrarmos que o caráter semelhante ao de Cristo pode levar anos para se desenvolver. As seguin- tes qualificações de liderança são metas que devemos tra- balhar para alcançá-las. Haverá enganos e falhas ao lon- go do caminho, exatamente como foi no caso dos discípu- los de Jesus (Mt 14:22-33; 16:21-23; Mc 10:35-45; Lc 22:49- 51). O importante a procurar é um coração que deseje servir ao Senhor e que rapidamente se arrependa pelos fracassos, seguindo firme adiante para ser tudo o que Deus deseja.

5. Características de Personalidade Necessárias Para os Líderes de Igreja Vamos examinar agora as instruções que Deus deu a Moisés com relação ao tipo de pessoa que devemos esco- lher para responsabilidades de liderança de igreja: “E tu dentre o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” (Êx 18:21).

a. “Homens Capazes” (Êx 18:21) Os significados bíblicos para a palavra “capaz” inclui os seguintes: “forte, virtuoso, força moral, bom senso, au- daz, que não agrada os homens, verdadeiro, que discerne, não egoísta, sábio, do melhor caráter”. Essas são algumas das características que os bons líderes devem possuir. Elas também devem ser as metas para os novos líderes em treinamento. Vale a pena tomarmos um tempo para estudarmos a lista acima minuciosamente. Como líder, será que essas coisas podem ser ditas sobre você? Você está se esfor- çando para viver como um exemplo de verdade, sabedoria

e virtude? Será que as pessoas que você está treinando

para a liderança estão aprendendo a viver na prática essas importantes questões de caráter também? Além das características mencionadas acima, há tam- bém três coisas adicionais a ser reconhecidas nos que são “homens capazes”, com potencial de liderança santa:

1) Os que Servem os Outros com um Coração Disposto Procure pessoas que façam qualquer coisa que preci-

se ser feita com uma boa atitude. Essas pessoas são hu-

mildes e dispostas a fazerem tarefas modestas (Jo 13:3- 17). Elas também entram ousadamente numa situação quando é necessária uma liderança (2 Tm 1:7). Os líde- res capazes não estão interessados em ser servidos ou “estar a cargo”. Eles querem servir os outros e ver uma tarefa realizada. O bom líder pensa nas necessidades dos outros antes das suas próprias necessidades. Essa é a liderança santa em ação – serviço humilde (leia Mateus

20:25-28).

2) Aqueles que os Outros Seguirão Isto pode parecer óbvio, mas os líderes em potencial devem ser o tipo de pessoa que os outros seguirão. Eles devem ser capazes de inspirar e motivar os outros, e de se dar bem com as outras pessoas. No entanto, eles preci- sam ser ensinados a liderar as pessoas na direção certa – em direção ao Senhor e Seus caminhos.

Eles buscam conhecer e compreender a Palavra de Deus

e obedecê-la. Talvez eles falhem ocasionalmente ou ce-

dam a tentações, como todas as pessoas o fazem. Contu- do, o seu temor a Deus rapidamente os leva ao arrependi- mento e à confissão, e também a assumir a responsabili- dade diante dos outros. Os que temem a Deus O reverenciam, O honram, e O adoram em espírito e em verdade. Eles agem e falam de

maneiras que reflitam a sua profunda reverência e respei-

to pelo Santo e Supremo Deus de toda a Criação. Há três importantes características a considerar quan-

do estivermos buscando um líder que “tema a Deus”:

1) Um Coração de Humildade

Em Miquéias 6:8 a Bíblia instrui: “O que o SENHOR requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e que andes humildemen- te com o teu Deus?” Os que temem o Senhor desejam obe- decer-Lhe. Eles fa- zem o que é justo e são misericordiosos

com os outros. Eles também caminham humildemente com

Deus. “Humildade” po- de ser definida como:

modéstia, ausência de orgulho e arro- gância, e um interes- se não-egoístico pe- las necessidades dos outros. A humildade é o oposto da arro- gância, do orgulho, ou do egoísmo. A pessoa humilde não procura o que ela pode ganhar, mas o que ela pode dar. A pessoa humilde não usa as pessoas para os seus próprios

ganhos, mas deseja servir os outros por amor a Jesus. A humildade é a chave para a manutenção do amor e da unidade no Corpo de Cristo (Ef 4:1-3). Os que são verda- deiramente humildes podem se dar bem com as outras pessoas, encontrando coisas em comum para a comunhão

e a unidade.

A humildade não é um ódio a si próprio, ou quando alguém finge ser manso. Não é um “falso martírio”, ou agir de uma forma que pareça ser “espiritual”. A verda- deira humildade é um reconhecimento sadio de que so- mente Deus tem toda sabedoria, poder, glória e honra.

A humildade se expressa em obediência a Deus, confi-

ando n’Ele para tudo o que é necessário na vida e no

ministério.

Seja diligente no estudo da Bíblia.
Seja diligente
no estudo da
Bíblia.

3) Os que Estão Dispostos a Trabalhar Duro Servir os outros na liderança requer

muito trabalho duro.

O líder em potencial

precisa estar dispos-

to a trabalhar com as

suas mãos, como

também ser tão dili- gente assim no estu-

do da Bíblia. Ele pre-

cisa ser fiel na obra da oração, e também

estar disposto a aju- dar a suprir as neces- sidades práticas do seu rebanho. Procu-

re os que trabalham

de boa vontade com

as próprias mãos, mas que também buscam as coisas de Deus com a mesma diligência.

b. “Tementes a Deus” (Êx 18:21)

A segunda qualificação que Moisés deveria procurar

nos líderes era um saudável temor a Deus. Mas o que significa “temer a Deus”? Os que temem o Senhor crêem plenamente que há um Deus sobre eles. Eles sabem que todas as ações são vis- tas por Deus, e que eles são responsáveis diante d’Ele. Eles compreendem que o Senhor é reto e justo, e que eles estarão diante d’Ele em juízo algum dia (Gn 18:25; 1 Sm 2:10; 1 Pe 4:5; Ap 20:11-15). Os líderes santos e que temem a Deus são conscienci- osos, e não pecam voluntariamente, mesmo em segredo.

28 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

A humildade é vista numa disposição de sermos ser-

vos, de tomarmos as posições inferiores (Lc 14:7-11). Os

“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os tolos desprezam a sabedoria e a instrução” (Pv

que são verdadeiramente humildes têm um amor genuíno

1:7).

pelos outros e um coração de servo para com eles. Eles

A

marca da verdadeira maturidade espiritual é um re-

não julgam os outros nem se consideram superiores. Eles não são ríspidos ou censuradores; não são orgulhosos ou arrogantes.

O nosso padrão de verdadeira humildade é o Próprio

Cristo. “Que nada seja feito por ambições egoísticas ou por vaidade, mas, por humildade; que cada um consi- dere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um somente para os seus próprios interesses, mas tam- bém para os interesses dos outros. Que este sentimento esteja em vós, como também estava em Cristo Jesus, o Qual, estando na forma de Deus, não teve por usurpa- ção ser igual a Deus, mas aniquilou a Sua Própria re- putação, assumindo a forma de um escravo, vindo na semelhança dos homens. E, encontrando-se na forma de homem, humilhou-Se a Si Mesmo e tornou-Se obedi- ente até a morte, até mesmo a morte da Cruz” (Fp 2:3-8).

O “Líder-Obreiro”

A humildade semelhante à de Cristo é vista nos que

estão dispostos a servirem, com fidelidade e diligência, em qualquer tarefa designada a eles. Eles fazem uma peque- na tarefa com o mesmo esmero com que fariam uma tare- fa maior. No Reino de Deus, Ele geralmente nos dá inicialmente

pequenas responsabilidades para ajudar a fortalecer o nosso caráter e nos ensinar a fidelidade. À medida que somos diligentes e fiéis no pouco, aí então Deus libera mais para nós (Mt 25:21). Jesus disse: “A colheita verdadeiramente é grande, mas os obreiros são poucos; portanto, orai ao Senhor da colheita para que Ele envie obreiros para a Sua colheita” (Lc 10:2). O Senhor está procurando por aque- les que trabalhem em Sua colheita. Ele precisa de “líde- res-obreiros”, pessoas que estejam dispostas a fazer mais do que o mínimo.

O Senhor deseja aqueles que: esperam e oram quando

os outros não estão dispostos (Êx 33:11; Mt 26:40,41); es-

tudam diligentemente a Palavra de Deus como obreiros (2 Tm 2:15); são tão diligentes no ensino de uma lição às crianças na Escola Dominical como seriam diligentes no ensino diante de uma grande multidão (Lc 19:17); colocam toda a sua confiança em Deus, enquanto são ousadamente obedientes ao direcionamento do Espírito Santo (Rm 8:14; 2 Tm 1:7).

O líder-obreiro frutífero tira o lixo ou arruma as cadei-

ras com o mesmo louvor e adoração ao seu Senhor, como se milagres estivessem sendo realizados através das suas

mãos. Isso é possível porque o líder-obreiro santo sabe que TUDO o que ele faz é para a glória de Deus, e, por- tanto, é digno dos seus maiores esforços (Cl 3:17,23).

2) Uma Atitude Ensinável “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é o entendimento” (Pv 9:10).

conhecimento crescente do quão pouco sabemos e do

quanto ainda precisamos do Senhor. Os bons discípulos são os que estão dispostos a aprender e a continuar apren- dendo em toda a sua vida. Eles reconhecem as insondá- veis riquezas de Deus e dos Seus caminhos (Rm 11:33- 35). Eles se devotam continuamente a conhecerem mais de Deus (Fp 3:7-14).

A pessoa ensinável está disposta a ser ensinada e mol-

dada pela mão de Deus, independentemente da sua idade ou experiência. Deus não exige que os líderes sejam bri- lhantes, mas eles realmente precisam estar dispostos a aprenderem e a obedecerem o que quer que Deus os ins- trua a fazer. Ao considerar líderes em potencial, observe como eles respondem a instruções e a correções feitas num espírito de amor. Será que eles reconhecem a necessidade deles de aprender? Será que são humildes o suficiente para ad- mitirem os seus erros? Será que eles recebem instruções bíblicas e agem de acordo com elas? Como líderes que disciplinam outros, precisamos ter cui- dado com o que estamos ensinando (Tg 3:1). Não pode- mos tirar proveito das pessoas a quem servimos (1 Pe 5:2,3). O melhor professor lidera seus alunos através de um exemplo amoroso e paciente – esforçando-se para vi- ver na prática, a cada dia, os princípios que ele está ensi- nando!

3. Um Elevado Caráter Moral Paulo enfatizou a importância da pureza e da integrida- de moral ao escrever a sua Primeira Carta a Timóteo. “Que ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo aos crentes na Palavra, na conduta, no amor, no espí- rito, na fé, na pureza” (1 Tm 4:12). Esse versículo nos diz que devemos nos esforçar e ensinar os jovens discípu- los, com relação a um estilo de vida de pureza em nossas palavras, ações, relacionamentos, atitudes, em nosso ca- minhar com Cristo, e em nosso coração para com Deus e os outros. Portanto, o exemplo de pureza que damos como líderes dá muita glória a Deus e ajuda os outros a saberem como eles devem caminhar como seguidores de Cristo.

Nesta mesma Carta, Paulo também cita as qualifica- ções para os presbíteros e diáconos da Igreja. (Leia 1 Ti- móteo 3:1-13.)

evidente que a liderança bíblica no Corpo de Cristo

exige um elevado caráter moral. Nenhum de nós será perfeito ou imaculado quanto ao pecado nesta vida (Rm 3:23). Contudo, nós, especialmen- te em posições de liderança – somos chamados para bus- carmos a retidão (Mt 5:20; 1 Tm 6:11; 2 Tm 2:22). Preci- samos viver uma vida de pureza da melhor maneira pos- sível. Devemos ser exemplos do caráter de Cristo para o rebanho. Como líderes, se falharmos ou tropeçarmos, preci-

É

samos ser rápidos para nos arrepender e confessar nossas falhas a um outro líder de confiança. Precisa-

· ter uma vida aberta e responsável diante dos outros

· renovar nossa mente na Palavra de Deus diaria-

treinamento ministerial também precisam ser baseados nas verdades das Escrituras.

mos ser humildes o suficiente para admitir nossas fra- quezas, pedir oração, receber o perdão e sermos res-

1) Um Livro Vivo!

taurados.

A

Bíblia não é um livro de “informações religiosas”.

Os líderes precisam se esforçar pela integridade, até mesmo nas coisas mínimas que talvez nenhuma outra pes- soa veja. Deus nos vê o tempo todo. Deus está esperando para liberar para nós mais do Seu propósito à medida que somos fiéis e retos com o que Ele já colocou em nossas mãos para fazermos. Os filhos de Eli, o Sumo-Sacerdote, fizeram muitos males e usaram a sua posição de liderança para ganhos egoísticos. Deus trouxe um juízo sobre eles e sobre toda a casa de Eli (leia 1 Samuel 2-4). Ananias e Safira agiram de uma forma hipócrita e mentiram a Deus, e o juízo do Senhor caiu sobre eles (At 5:1-11). Através desses exemplos de liderança fracassada, aprendemos que Satanás busca tentar os líderes a esmo- recerem em seus padrões morais e em sua integridade. Não podemos ceder nenhum lugar ao Diabo (Ef 4:27). Nós também devemos:

(Ef 5:21);

mente;

Ela é a Palavra viva de Deus (Jo 6:63; Hb 4:12). Ela é capaz de trazer convicção de pecado, discernir os nos- sos pensamentos e expor as intenções do nosso cora- ção. Ela nos ensina quem Deus é, e qual é o nosso lugar em Seus eternos propósitos. Paulo nos ensinou que “o conhecimento incha [nos deixa arrogantes] mas o amor edifica” (1 Co 8:1). Sim, precisamos conhecer as Es- crituras, mas precisamos fazer mais do que meramente conhecer em nossa mente o que a Bíblia diz. Precisa- mos também permitir que a Palavra de Deus penetre em nosso coração e mude quem nós somos e como vi- vemos. Jesus teve os piores problemas com os que tinham o maior conhecimento das Escrituras – os fariseus e saduceus. Qual era o problema? Jesus disse o seguinte sobre eles: “Examinai as Escri- turas, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam. E não quereis vir a Mim para terdes vida” (Jo 5:39,40). Não era suficiente so- mente conhecer as Escrituras. As Escrituras têm como

propósito revelar a Deus-Pai e ao Deus-Filho. Os fariseus sabiam sobre Deus, mas não conheciam a Deus! E eles

· dar as boas-vindas continuamente à convicção de pecado trazida pelo Espírito Santo e ao Seu poder em nossa vida (Rm 12:1,2; 2 Co 10:4,5; Ef 5:17-20);

se

recusaram a aceitar ao Deus-Filho e a conhecê-Lo. Se os fariseus tivessem permitido que a Palavra de Deus

· temer a Deus, a Quem um dia prestaremos contas

· ensinar aos jovens líderes a importância da pureza e

os

conduzisse a Deus – a um relacionamento íntimo e pes-

(Hb 4:13); e

da integridade diante de Deus, vivendo como um exemplo de retidão para eles.

soal com Ele – aí então eles certamente teriam aceitado a Jesus, o Amado Filho de Deus (Jo 8:19).

2) Questões do Coração

 

O

problema com os fariseus não era o conhecimento

c. “Homens de Verdade” (Êx 18:21) A palavra “verdade” neste versículo significa: “verda- deiro, fiel, digno de confiança”. Isso se refere a homens

Verdade, e a Vida

Verdade – Jesus Cristo – conhecemos melhor a verdade.

(Jo 14:6.) Quando conhecemos A

das Escrituras. A falha deles foi em permitir que tal conhe- cimento fosse apenas “conhecimento mental”, que aquele conhecimento não os tocasse profundamente no coração.

que são honestos e verdadeiros, que falam a verdade, e

O

conhecimento que tinham das Escrituras tocava apenas

que julgam as questões de acordo com ela.

o

seu “homem exterior”, mas não transformava o seu “ho-

Para sabermos o que é verdadeiro, precisamos de uma fonte para a verdade. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a ”

Quanto mais conhecermos a Jesus – que é A Verdade – tanto melhor compreenderemos o que é correto e verda- deiro. Também já recebemos a Palavra de Deus, a Bíblia, para nos ensinar o que é verdadeiro e correto (Jo 8:31,32).

mem interior” (Mt 23:27,28; Rm 12:1,2). Eles não busca- vam conhecer a Deus e receber uma revelação do cora- ção d’Ele. (Veja também 2 Timóteo 3:1-9.) Jesus não é contra a instrução ou o conhecimento. Lucas era um médico altamente instruído, como também o eram alguns dos outros discípulos. O Apóstolo Paulo era um

homem extremamente instruído. Contudo, Jesus também escolheu alguns discípulos que eram homens de pouca ins- trução.

Assim sendo, o mais importante treinamento ministe-

 

O

que todos eles tinham em comum, no entanto, era a

rial que podemos dar a líderes em potencial é ensi- nar-lhes o que está na Bíblia. Há muitos, muitos livros em nosso mundo, mas somen- te UM contém as palavras eternas de Deus que são vivas

entrega. Eles entregaram incondicionalmente os seus ta- lentos, capacidades, dons, formação, instrução – TUDO o que eram – ao Rei dos reis. Assim sendo, Ele os capacitou com o Seu Espírito e os usou para a glória de Deus. Você

e poderosas – a Bíblia! As Sagradas Escrituras precisam

pode ler sobre a declaração pessoal de Paulo com relação

ser a nossa primeira fonte para o discipulado de pessoas e para o treinamento de novos líderes que sejam pessoas de verdade. Quaisquer outros recursos que usarmos para o

essa atitude de coração em Filipenses 3:3-16. Esses homens não retiveram nada, mas entregaram tudo a Jesus para o Seu uso. O que podemos aprender

a

30 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

com eles é que Deus quer que o nosso coração esteja totalmente rendido a Ele. “Pois os olhos do Senhor passam por toda a terra, para mostrar-Se forte para com aqueles cujo coração é leal a Ele” (2 Cr 16:9). Uma vez que Deus tenha nosso coração, Ele pode moldar-nos, usar-nos e mostrar-Se forte através de nós. Quando dependemos do Senhor Deus Todo-Poderoso e

confiamos n’Ele, os recursos, o tremendo poder celestial e

o nosso Senhor ressurreto farão o impossível (Mt 19:26). Ele nos dará muitos frutos que permanecem (Jo 15:16).

O Profeta Daniel revelou: “Mas o povo que conhece

o seu Deus será forte e fará grandes proezas” (Dn

11:32b). Quando conhecemos a Deus, Ele acrescenta algo

a nossa vida que não podemos obter de nenhuma outra

fonte: “Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, perceberam que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e perceberam que eles haviam estado com Jesus(At 4:13).

Não era importante quanta instrução ou conhecimento os Apóstolos tinham ou não tinham. O que fez a diferença foi o fato de que eles haviam estado com Jesus, conheciam

a Deus, foram capacitados pelo Espírito Santo, e estavam

totalmente entregues ao Senhorio de Cristo – e eles viraram

o mundo de cabeça para baixo (At 17:1-6). Assim sendo, quando estamos ensinando e discipulando os “Timóteos” que Deus nos dá, precisamos ter o cuidado de não somente darmos a eles fatos sobre Deus e a Sua Palavra. Precisamos instilar a Palavra de Deus de manei- ra que os dirija, os incite e os estimule a uma mais profun- da fome e relacionamento com o Deus que os formou e que deseja conhecê-los.

d. “Que Aborreçam a Cobiça” (Êx 18:21) Dentre as qualificações para a liderança que Jetro deu

a Moisés, “aborrecer a cobiça” é algo vital que os líderes

de igreja e pastores compreendam. A cobiça pode destruir ministérios, famílias, até mesmo igrejas. Ela pode fazer com que pessoas santas, numa outra situação, se tornem dese- quilibradas, ou até mesmo enganadas, desviando muitos outros com elas.

A cobiça é uma “arena” ampla com relação ao fracas-

so humano, e é algo que é amplamente abordado nas Es- crituras. Deus odeia a cobiça e Ele pronunciou severos juízos sobre ela e sobre os que são consumidos por ela (1 Tm 6:3-10; 2 Pe 2). Deus não Se opõe às riquezas nem às posses materi- ais. Ele, porém, Se opõe veementemente ao desejo de ganho tornando-se a nossa prioridade. Deus nos deu muitas bên- çãos nesta vida para que delas desfrutássemos (1 Tm 6:17). Contudo, Deus Se entristece quando a Sua provisão e bên- çãos se tornam mais importantes para nós do que Ele ou a Sua obra.

1) Definição de Cobiça

O pecado da cobiça envolve muito mais do que um

mero desejo ímpio de riquezas materiais. Podemos cobi- çar qualquer meta, objeto ou posição.

Nas Escrituras, a raiz da palavra “cobiçar” é “desejar ou ter prazer em”. “Desejo” não é errado em si próprio. Tampouco é errado sentimos prazer pelas coisas boas que Deus supre. No entanto, o pecado da cobiça vai muito além dos desejos simples. No Novo Testamento, as palavras refe- rentes a “cobiçar” e “cobiça” revelam a constante progressão de uma atitude cobiçosa:

pleon – “desejar mais, quer seja em quantidade, qua- lidade, ou número”;

pleonekto – “tentar agarrar mais, fracassar por ten- tar alcançar em demasia”;

·

·

·

pleonexia – “avareza ou ganância”;

pleonektes – “um desejo tão ganancioso por ga- nhos que chega a usar enganos, extorsões, manipu- lações ou roubos, a fim de se ganhar o objeto do seu desejo ardente”.

Décimo Mandamento de Êxodo 20:17 revela clara-

mente que desejar a coisa errada é pecado. Quando agi- mos com base em nossos desejos cobiçosos, não estamos mais submissos a Deus nem ao Senhorio de Jesus Cristo em nossa vida. Ao contrário, somos dirigidos – e até mes-

mo controlados – pelos nossos desejos ímpios. Mais tarde, os nossos desejos cobiçosos começarão a dominar o nos- so comportamento e a nos seduzir ao pecado. “Mas cada um é tentado quando é atraído pelos seus próprios desejos e seduzido. Aí então, quando o desejo é concebido dá à luz o pecado; e o pecado, havendo se desenvolvido totalmente, gera a morte.” (Tg 1:14,15.)

A Bíblia descreve o que pode ocorrer quando busca-

mos a cobiça – “contendas, ciúmes, acessos de raiva, ambições egoísticas, dissensões, invejas” (Gl 5:19-21). Vemos também as mesmas características da cobiça sen- do descritas quando a sabedoria humana e terrena é con- trastada com a sabedoria de Deus (Tg 3:13-18). Somos até mesmo admoestados pelo Espírito de Deus que um coração voltado a alvos egoísticos no fim se tornará um inimigo de Deus (Tg 4:1-4). Líder de Igreja: Cuidado! A escravidão da cobiça pode surpreender e vencer a qual- quer um. Ela sempre começa gradativamente, com sim- ples desejos pelo que os outros possuem (Êx 20:17). No entanto, esses desejos podem tornar-se rapidamente uma sedução ao pecado, o que mais tarde causa a morte.

·

O

2) Cuidado com a Idolatria Os líderes de igreja podem facilmente ser vitimados por um tipo específico de comportamento cobiçoso. Isto geralmente se manifesta em arrogância, ou no desejo de se obter uma posição ou o louvor dos homens. Jesus re- preendeu veementemente esta atitude nos fariseus (Mt 6:1- 6, 16,17; 23:5-12; Jo 5:44;12:42,43). Quando cobiçamos ou desejamos ardentemente uma posição, um título, um mi- nistério maior, ou uma atenção indevida de pessoas ou de outros líderes, essas coisas são desejos pecaminosos. Nós as transformamos num alvo que é colocado diante dos nossos olhos, em vez de olharmos para o Senhor e para os Seus desejos para nós. Começamos a servir os nossos pró- prios desejos, no lugar dos propósitos de Deus.

Qualquer coisa que erguemos e servimos como sendo mais importante do que Deus ou do que aqui- lo que Ele deseja para nós é uma forma de idolatria. Deus nos ordenou que não colocássemos NENHUMA

imagem falsa ou ídolo diante d’Ele (Êx 20:3,4). Caso con- trário, é um esmorecimento nos absolutos de Deus e é um pecado. Enquanto os nossos olhos estão cheios das nossas próprias metas e “ídolos”, como pode ser possível olhar- mos para Deus e ver o que Ele deseja para nós? Como podemos servir a Deus plenamente, quando estamos na verdade servindo os nossos próprios desejos ou cobiças? Será que verdadeiramente podemos agradar a Deus quan- do estamos mais preocupados em agradar ou impressio- nar outras pessoas? Precisamos estar cientes de que a cobiça é uma forma de idolatria inspirada por demônios (Cl 3:5). Nós podemos – e devemos – prote-

ger o nosso coração de desejos errados que le- vam à cobiça. Os nos- sos desejos precisam

começar e sempre per- manecer aos pés de Jesus. Devemos ter um coração singelo, que se satisfaz com a adora- ção e a obediência ao nosso Senhor e Mes- tre, Jesus. Numa atitude de oração, precisamos perguntar em todas as situações: “Senhor, Tu me deste este desejo do meu cora- ção? Se Tu me conce- deste este desejo, será que ele aumentará o meu amor por Ti e me ajudará a servi-Lo? Ou será que ele me le- vará a outros desejos e buscas que enfraque- ceriam os Teus propó- sitos para mim?” Em Salmos 37:4,5 recebemos uma revelação maior:

Deleita-te também no Senhor, e Ele te dará os dese- jos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n’Ele, e Ele realizará isto.” “Deleitar no Senhor” significa encontrar a nossa ver- dadeira alegria e satisfação em nosso relacionamento com Ele – em Suas Palavras, ações e presença. Se Ele for o nosso deleite, aí então os desejos que se formam em nosso coração mais verdadeiramente se alinharão com os dese- jos d’Ele para nós. “Entregar os nossos caminhos a Deus” significa entre- garmos totalmente todas as coisas a Deus e à Sua vontade para nós; significa confiar que Ele cumprirá os Seus dese-

jos para nós. Quando fazemos isso, Ele realiza a Sua von- tade para nós. Deus pode verdadeiramente conceder “os desejos do coração” ao servo rendido e devotado. Se nosso coração estiver voltado para Deus e o nosso deleite for fazermos a Sua vontade, nosso coração desejará mais plenamente o que Ele quer para nós. Jesus também nos ensina esse princípio ao dizer: “Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras perma- necerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15:7). À medida que permanecermos na pre- sença do Senhor e meditarmos diariamente em Sua Pala- vra, os desejos d’Ele começarão a encher nosso coração. Aí então poderemos orar e pedir que o Senhor cumpra esses desejos, e Ele o fará – porque o nosso coração está de acordo com o que Ele deseja para nós. Deus quer a nossa total e completa leal- dade a Ele (2 Cr 16:9), para mostrar-Se forte através dos Seus ser- vos devotos. O nosso coração é perverso e pode tentar nos enga- nar (Jr 17:9). Contudo, podemos, semelhante- mente a Davi, convi- dar o Senhor a sondar o nosso coração e nos convencer de motiva- ções e desejos ímpios (Sl 139:23,24). Aí en- tão podemos entregar os desejos errados a Deus, com uma atitu- de de arrependimento.

“Entrega o teu caminho ao SENHOR ”
“Entrega o teu
caminho ao
SENHOR ”

3) A Cobiça Destrói! A Bíblia nos dá muitas admoestações com relação ao peca- do da cobiça. Ela é uma força traiçoeira e destrutiva para homens e mulhe- res de Deus. Tome um tempo para ler e estudar as se- guintes passagens bíblicas. Ore com base nelas e peça que o Espírito Santo traga uma convicção de pecado e resplandeça a luz da verdade de Deus em quaisquer áre- as obscuras de cobiça que talvez estejam escondidas em seu coração: Êxodo 20:3-6,17; Números 22-24; 31:8,18; Deuteronômio 8:1-20; 23:4,5; Jeremias 6:13; 8:10; Miquéias 3:5-12; Mateus 6:19-34; Marcos 4:19; Lucas 12:15-21; João 10:10; Atos 5:1-5; 1 Coríntios 6:9,10; Efésios 5:5; Colossenses 3:5; 1 Timóteo 3:3,8; 6:3,5,9,10; Tito 1:11; Tiago 5:1-6; 1 Pedro 5:2; 2 Pedro 2; 1 João 2:15-17; Judas 11; e Apocalipse 2:14; 22:14,15. A Bíblia revela o engano das posses ou das riquezas. O

32 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

desejo de termos “mais” pode encher nosso coração e abafar a chama do nosso amor e zelo por Deus. Deus conhece nossas necessidades e promete ser o nosso Supridor. No entanto, o Seu juízo cairá sobre os que usam Seu nome ou a pregação do Evangelho para os pró- prios ganhos egoísticos.

4) A Cura Para a Cobiça Podemos aprender com o Apóstolo Paulo como guar- dar nosso coração contra o mal destrutivo da cobiça: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me em qualquer situação em que eu me en- contre. Sei estar abatido, e sei também ter em abun- dância. Em todas as maneiras e em todas as coisas, aprendi tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância, como também padecer necessidades. Pos- so todas as coisas através de Cristo que me fortalece” (Fp 4:11-13). Paulo combatia a armadilha pecaminosa da cobiça com

o contentamento (Fp 4:11-13). A palavra grega equivalen-

te a “contentamento” significa “suficiente em todas as situ- ações”. Paulo sabia que ele não era suficiente em si mesmo

para suprir suas necessidades e ministério. Ele compreen-

dia que a sua verdadeira suficiência vinha somente de Deus. “Não que sejamos suficientes, ou capazes por nós mes- mos, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa suficiência vem de Deus.” (2 Co 3:5.) Na extrema fraqueza de Paulo, através do seu “espi- nho na carne”, Jesus lhe ensinou o seguinte: “A Minha graça é suficiente para ti, pois a Minha força se aper- feiçoa na fraqueza” (2 Co 12:9). Paulo nos revela uma verdade que pode nos liberar para vivermos todos os dias, independentemente das circuns- tâncias, com alegria, paz, fé e esperança. Paulo não foca- lizava as suas necessidades, a sua carência ou a sua fra- queza. Ele não confiava que as riquezas ou as provisões deste mundo suprissem as suas necessidades. Ele não se esforçava para obter posições nem atenções. Ele não fi- xava o seu coração em coisas passageiras e temporárias. Ele não buscava egoisticamente as suas próprias concu- piscências ou desejos. Ao contrário, Paulo colocava a sua confiança e fé em Cristo, Que era suficiente para tudo

o que ele necessitava! Paulo colocava as posses e metas deste mundo numa perspectiva apropriada e em contraposição ao chamado da eternidade. Ele ensinou o seguinte a Timóteo: “Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e é certo que nada podemos levar dele. Tendo, porém, comida e roupas, estejamos contentes com estas coisas” (1 Tm 6:6-8). A vida, a mente e o coração de Paulo eram consumi- dos com um ardente desejo e uma paixão de conhecer plenamente a Cristo Jesus, o seu Senhor (Fp 3:10-14), e de fazer Cristo conhecido de todos (Cl 1:25-29). Paulo confi- ava em Cristo e na Sua suficiência para o suprimento de todas as necessidades e desafios da vida. Por causa disso, Paulo pôde ousadamente declarar que ele podia “fazer todas as coisas através de Cristo”.

Paulo sabia, por revelação, que até mesmo quando ele estava destituído das posses deste mundo, ainda as- sim ele era rico além dos mais fantásticos sonhos de qual- quer um. “Porque conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual, muito embora fosse rico [na gló- ria do Céu], no entanto, por amor de vós, tornou-Se pobre, para que pela Sua pobreza enriquecêsseis.” (2 Co 8:9.) Os que conhecem a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e O segue fielmente são ricos ilimitadamente! Eles são ricos em amor, graça, perdão, liberdade, paz, gló- ria e força. Essa é a verdadeira prosperidade, a qual é eterna e não pode ser tirada de nós. Nenhuma riqueza ou título pode nos dar isso. É somente através de Cristo que temos o suficiente para todos os momentos da vida. A superabundância de vida que Cristo nos dá e que é derramada em nós é a fonte do nosso contentamento. Precisamos nos ater bem frouxamente às posses ou po- sições terrenas, pois elas não podem suprir o que verda- deiramente necessitamos. Esta lição vital de contenta- mento santo e de evitarmos a cobiça é uma lição funda- mental, que precisa ser ensinada a todos os líderes em formação.

D. Dê a Cada Líder Tarefas Específicas (Êx 18:21) Vamos examinar agora a próxima instrução dada a Moisés por Deus, através de Jetro, em Êxodo 18:21: “e os coloque sobre eles [o povo] por líderes de mil, líderes de cem, líderes de cinqüenta, e líderes de dez”. Não é suficiente o simples fato de se escolher líderes, de dar-lhes títulos, ou até mesmo de treiná-los. O próxi- mo passo vital no treinamento de líderes de igreja é liberá- los, para eles próprios fazerem a obra do ministério. To- dos os líderes (e os líderes em potencial) precisam co- meçar a “exercitar” as suas habilidades. Eles precisam receber tarefas e trabalhos específicos a serem cumpridos. Aprender teorias sobre um assunto é útil, mas os ver- dadeiros alunos nunca crescerão em suas habilidades até que comecem a fazer de fato as coisas para as quais eles foram treinados!

1. Ore Para Discernimento de Dons, Habilidades e Potencial Algumas pessoas talvez queiram ser líderes, mas elas talvez não tenham os dons, o chamado, ou a capacidade de liderar outras pessoas. Seria melhor para essas pesso- as servirem numa função de assistência, outros supervisi- onando-as e dirigindo-as em seu serviço. Há muitos diferentes tipos de líderes. A Bíblia revela que há uma grande variedade de dons, habilidades, cha- mados e ministérios para os líderes (Rm 12:3-8; 1 Co 12:12- 31; Ef 4:11). Nenhum dom ou chamado é mais importante do que qualquer outro dom ou chamado. A Bíblia iguala a Igreja – todos os crentes em Jesus Cristo – a um “Corpo” (1 Co 12:12-31). Cada parte individual do corpo é impor- tante para a saúde e função de todo o corpo. Se uma parte do corpo estiver fraca ou ferida, todo o corpo sofre. Se

uma outra parte do corpo não cumprir a sua função, todo o restante é prejudicado. Precisamos uns dos outros. Precisamos que os dons e chamados de todos os crentes sejam ativados, para que o Corpo funcione apropriadamente.

É por isso que é tão importante que os líderes de igre-

ja ajudem as pessoas a identificarem seus dons e chamado

e a treiná-las para fazerem sua parte no Corpo de Cristo.

Na qualidade de líder de igreja, ore para que Deus o ajude

a discernir as capacidades e dons das pessoas que você

serve. Também ore e peça que Deus reúna e levante uma variedade de dons, chamados e ministérios dentro da sua igreja. Comece a orar com (e pelos) crentes que Deus lhe der para discipular e treinar. Ore para que os seus dons lhes sejam revelados pelo Espírito Santo. Aí então treine- os e estimule-os a usarem os seus dons. Abra espaço para eles fazerem a sua parte no funcionamento apropriado do Corpo.

Ajude-os a amadurecer nos dons e a crescer no cará- ter cristão. Estimule-os no estudo da Bíblia e na participa- ção da igreja. Quando eles se tornarem crentes fortes e estáveis, reúna os presbíteros e imponha as mãos sobre eles e confirme os seus dons e chamados, da maneira como

o Espírito Santo dirigir (1 Tm 4:14).

2. Envolva Novos Líderes em Tarefas Ministeriais

O ensino e o treinamento são importantes para o aluno.

No entanto, não há melhor “professor” do que a experi- ência! Você precisa dar a seus novos líderes tarefas mi- nisteriais. Por exemplo, se você estiver treinando os líderes sobre como evangelizar, certifique-se em enviá-los logo para compartilharem e pregarem o Evangelho aos não-salvos. Ou talvez você esteja ensinando a seus discípulos como estudar e se preparar para um sermão. Logo em seguida, permita que eles ensinem numa sala de aula, ou a um outro grupo de pessoas, a fim de praticarem o que estão apren- dendo. Você pode até mesmo desejar que eles preguem um sermão para a igreja. Após as experiências ministeriais, permita que seus discípulos lhe façam perguntas e falem sobre os êxitos e falhas deles. Instrua-os e estimule-os, e envie-os nova- mente. Esse foi um método de ensino que Jesus usou com Seus discípulos por mais de três anos. Jesus ensina-

va os discípulos através das Escrituras, demonstrava o que deveriam fazer, e, aí então, os enviava para fazerem as mesmas coisas que Ele fazia. Depois Ele conversava com eles e lhes dava mais instruções. (Veja Marcos 9:14- 29; Lucas 9:1-62; 10:1-24.) Esse processo de aprender e depois fazer reforça as lições no coração e na mente dos seus alunos. Isso tam- bém os ajuda a perceberem o quanto eles ainda precisam

aprender!

Na verdade, fazer a obra do ministério levará os dis- cípulos à sua profunda necessidade de receber o poder do Espírito Santo. Eles logo perceberão o quanto preci- sam ser ungidos, capacitados e dirigidos pelo Espírito de

34 / ATOS

Deus. Isso também estimulará a completa dependência deles em Deus para tudo o que Ele os está chamando para fazerem.

3. Mantenha o Treinamento Equilibrado

importante equilibrar sempre o conhecimento das Es-

crituras com aplicações práticas. Não há nenhuma dúvida de que um conhecimento minucioso da Bíblia é vital para todos os crentes. Isso é especialmente aplicável aos que querem ser líderes de igreja. A Bíblia é importante para a vida diária deles, e ela é uma pedra fundamental para um ministério eficaz. Portanto, devemos ensinar aos líderes em potencial, usando principalmente a Bíblia. No entanto, o conhecimento das Escrituras e da doutri- na deve ser equilibrado com treinamento e experiência na prática. O objetivo é treinarmos tanto a cabeça quanto as mãos! Estimule-os também a permitirem que o Espírito Santo lide diariamente com o que está no coração deles (questões de caráter). Este equilíbrio de se treinar a “cabeça, as mãos e o coração” ajuda o líder em potencial a ser frutífero e pro- dutivo, por amor a Jesus.

É

4. Quanto Treinamento é Suficiente?

O programa de treinamento não precisa ser excessiva-

mente longo. Jesus ensinou, treinou e deu exemplo da ver- dade por mais de três anos a Seus discípulos. Muitos de- les, porém, não compreendiam de fato o que Jesus estava lhes ensinando até que fossem cheios com o Espírito San- to (Jo 16:12-15). Felizmente, já temos o Espírito Santo para nos liderar, guiar e ensinar, à medida que amadurecemos em Cristo. E o treinamento ministerial não se completa em apenas um período de tempo. Os discípulos de Jesus Cristo e os mi- nistros devem estar aprendendo, crescendo e sendo trans- formados durante toda a sua vida. João nos exorta nes- te processo de crescimento espiritual que dura toda a nos- sa vida (1 Jo 2:12-14). Contudo, também é sábio termos um período especí- fico de treinamento para todos os ministros em po- tencial. Bom senso deve ser usado na determinação da extensão do treinamento. Alguns crentes talvez já tenham uma formação cristã ou um conhecimento bíblico ao qual possam recorrer. Pode ser que eles se desenvolvam mais rapidamente e estejam prontos para responsabilidades de

liderança antes que outros. Outras pessoas, no entanto, talvez precisem de muito mais tempo para amadurecerem em seu caráter e para crescerem no conhecimento e ex- periência com as coisas de Deus. Independentemente da extensão do treinamento, ele deve ser basicamente alicerçado na Bíblia. Todos os pro- gramas de treinamento também devem enfatizar o seguin- te:

· Dedicação e compromisso com Cristo (Gl 2:20);

· Pureza de caráter, vida e relacionamentos (1 Co 9:24-

27);

· Fidelidade no estudo da Palavra e na oração (2 Tm 2:15; Ef 6:18);

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

· Uma forte dependência no poder do Espírito Santo (1 Co 4:20; Cl 1:28,29);

· Treinamento prático e “experimental” [fazendo ime- diatamente o que é ensinado] (Lc 10:1-17). Enquanto treinamos novos líderes de igreja, podemos ficar confiantes na promessa de Cristo: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e as fará maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai” (Jo 14:12). A Sua Palavra é verdadeira! Nós podemos, pela Sua graça, ser abundantemente frutíferos no ministério – e os nossos frutos permanecerão (João 15:16).

sempre consegue dar conta de todos os detalhes sozinho. Entre outras coisas, pode-se incluir o seguinte: a coorde- nação da equipe de louvor e adoração; a contagem e o registro das ofertas; o cuidado com os pobres e enfermos; o ensino das crianças; a colocação das cadeiras ou de equi- pamentos; a limpeza da igreja; o preparo de boletins ou de folhas avulsas; e muitos e muitos outros detalhes práticos. Procure por aqueles que estão dispostos a assumirem esses tipos de responsabilidades. Dê-lhes o treinamento necessário para fazerem o trabalho, e, aí então, libere-os para fazê-lo.

E. Deixe que os Líderes Liderem! (Êx 18:22)

A instrução de Jetro a Moisés continua: “E permita

que eles julguem o povo em todo o tempo. E será que todo negócio grave eles trarão a ti, mas toda questão

pequena eles próprios julgarão. Assim será mais fácil para ti, pois eles carregarão o fardo contigo” (Êx

18:22).

b. O compartilhamento do fardo das responsabilidades espirituais (Nm 11:14-17)

O fardo espiritual para se liderar o povo também era

demasiado para Moisés carregar sozinho. Portanto, Deus fez com que Moisés selecionasse 70 homens maduros es- piritualmente dentre o grupo de liderança total, para que

eles fossem anciãos. O ministério deles era ajudar a car- regar o fardo espiritual da liderança dos israelitas (Nm

Os líderes de igreja fiéis precisam seguir o padrão bíbli- co de treinamento de outros para a liderança. “E o que de mim, entre muitas testemu- nhas, ouvistes, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar a ou- tros também” (2 Tm 2:2). Devemos ensinar aos lidera- dos com base na Bíblia, como liderar pelo exemplo de vida,

e dar-lhes oportunidades para um treinamento na prática. O passo final, no entanto,

é o mais importante do pro-

cesso: deixe que eles lide- rem! Devemos identificar os líderes em potencial, equipá- los para o ministério, e, aí então, liberá-los para que eles façam a obra do minis- tério. Se não liberarmos e não confiarmos que os outros as- sumam responsabilidades

ministeriais, impediremos o crescimento deles e roubaremos do Corpo de Cristo a con- tribuição dessas pessoas.

11:17).

Os pastores precisam da ajuda de líderes maduros para compartilharem o fardo da oração, a visão, e o ministé- rio à igreja. As suas respon- sabilidades podem incluir:

oração e visão; o ensino de aulas; pregações; a direção do louvor; a liderança de equipes de evangelização; a oração pelos enfermos; aconselhamento; o discipu- lado de novos crentes; e muitas outras responsabilida- des espirituais. O pastor sábio também forma uma equipe de inter- cessão, dirigida por ele ou

por uma outra pessoa. O foco principal desta equipe é orar pela liderança e pela igreja. Os presbíteros desig- nados de qualquer igreja de-

vem participar de alguma forma deste fardo espiritual de intercessão. Algumas pessoas podem carregar ambos os tipos de fardos – tanto tarefas práticas quanto questões espirituais. Ou talvez funcionem melhor somente numa área. Mas ambos os tipos de “carregadores de fardos” são necessá- rios à vida saudável e ao desenvolvimento da igreja.

rios à vida saudável e ao desenvolvimento da igreja. Os pastores precisam da ajuda de líderes

Os pastores precisam da ajuda de líderes maduros para compartilharem o fardo da oração, a visão e o ministério à igreja.

1. Transfira o Fardo Ao liberarmos outras pessoas para a liderança, estamos transferindo o fardo do ministério. Aprendemos com a experiência de Moisés que há duas áreas distintas de far- dos a ser compartilhados com outros líderes:

a.

ministeriais (Êx 18:22) Há muitos detalhes e tarefas práticas que precisam de atenção para que uma igreja ou ministério funcione apro- priadamente. O pastor ou o principal líder de igreja nem

O compartilhamento do fardo das tarefas

2. O Papel do Líder Principal

A maior responsabilidade do líder principal é treinar

outros para a obra do ministério, e aí então liberá-los para fazê-la. Assim como Jetro disse a Moisés, permita

que eles julguem o povo

Algumas pessoas mal-orientadas acham que um gran- de líder é alguém que faz tudo sozinho. Isso talvez seja

(Êx 18:22.)

verdade na maneira de se pensar do mundo. Mas, no Rei- no de Deus, exatamente o oposto é verdadeiro.

O líder verdadeiramente grande e consagrado a Deus treina, equipa e libera outros para fazerem a obra do mi-

equipando os

santos para a obra do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo” (Ef 4:12). Isso significa que o treinador que libera também deve confiar naqueles que treinou – confiar que Deus os ajuda- rá e confiar que o Espírito Santo os ungirá e os capacitará. Os novos líderes provavelmente não farão tudo de forma correta, especialmente no início, mas à medida que se apli- carem, eles se desenvolverão em suas capacidades e em sua fidelidade.

nistério. Ele cumpre a diretriz bíblica:

3. Lidando com o Fracasso Nenhum de nós é perfeito. Essa não é uma nova reve- lação! Contudo, precisamos nos lembrar disto ao liberar- mos novos líderes para posições ministeriais. Eles terão pontos de dificuldades, até mesmo de fracassos. Talvez

eles não executem apropriadamente suas tarefas ministe- riais. Eles podem até mesmo cair em tentações e pecados. Isso não tem que acontecer, mas pode acontecer em al- guns casos. Os fracassos no Reino de Deus podem ser de grande utilidade no processo de crescimento e moldagem. Jesus enviou Seus discípulos em várias ocasiões, ciente de que eles poderiam falhar. Certa vez, eles não conseguiram expulsar um demônio (Mc 9:14-29). Jesus não rejeitava Seus discípulos devido às suas incapacidades ou falhas. Ao contrário, Ele usava

Seus

discípulos perguntaram- Lhe à parte: ‘Por que não pudemos nós expulsá-lo?’ Assim sendo, Ele lhes dis- se: ‘Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e je- jum’”. (Mc 9:28,29.) Os discípulos fizeram uma pergunta a Jesus. A Sua res- posta lhes trouxe correção e instrução. Ele lhes ensinou que eles precisavam estar es- piritualmente preparados para encontros com o mundo de- moníaco. Como alguém que treina outras pessoas, lembre- se do seguinte: No Reino de Deus, a correção NÃO sig- nifica rejeição! Deus nos corrige porque somos Seus filhos (Hb 12:3-11). Precisa- mos demonstrar amor e pa- ciência para com os que es- tamos treinando. Podemos usar as suas falhas como uma oportunidade para estimulá-los e instruí-los ainda mais.

aquelas ocasiões como oportunidades de ensino.

O Líder que Cai Há, infelizmente, alguns fracassos que exigem a remo- ção do ministério por algum tempo, ou até mesmo perma- nentemente. Isso não se aplica no caso de uma falha numa responsabilidade ou do cumprimento inadequado de uma ta- refa ministerial. Esses tipos de falhas envolvem a correção, o ensino e o encorajamento. O tipo de fracasso que desqualifica alguém para o ministério envolve o pecado e o envolvimento direto nas “obras da carne” (Gl 5:16-23). Essas obras incluem o adultério, a fornicação, o roubo, a mentira, a facciosidade e outros pecados lamentáveis. Se esse tipo de comportamento ocorrer em alguém que esteja no ministério (ou que esteja sendo treinado para o

Seja um Exemplo de Humildade

Alguns dos que treinamos talvez se saiam melhor do que nós em algumas coisas. Isso nunca deve ser um pro- blema para nós. Libere e esti-

mule seus alunos a serem o melhor que puderem, para a glória de Deus!

As únicas razões que po- deríamos ter para não liberar- mos totalmente aqueles que treinamos são o nosso próprio orgulho, insegurança ou temor. Nenhuma dessas razões tem motivações santas. É muito melhor para nós crucificarmos essas motivações carnais de qualquer forma (Rm 13:14). A nossa meta deve ser a de trei- narmos líderes que possam fir- mar-se com o nosso apoio e ir além em Deus do que jamais poderíamos ter ido. Isso re- quer humildade, e Deus Se agrada dos humildes e prome- te abençoá-los. Também precisamos nos lembrar que a igreja ou o mi- nistério que lideramos não pertence a nós. Somos sim- plesmente administradores de uma parte do Corpo de Cristo, a Igreja que Ele está edificando. Se acreditarmos em algo diferente disso seremos levados a um sentimen- to de importância própria e ao desejo de controlarmos o “nosso” ministério. Isso se tornará um lugar em que o pecado mortal do orgulho tentará entrar. Humilhe-se di- ante de Deus e resista à armadilha do Diabo com relação ao orgulho! Como líderes de igreja, precisamos treinar adequada- mente os outros e liderá-los pelo nosso exemplo. Aí então precisamos dar-lhes tarefas específicas a ser realizadas ou funções a ser desempenhadas. Precisamos estar dis- poníveis para ajudá-los enquanto estiverem aprendendo. E precisamos liberá-los para fazerem a obra do ministério!

Siga a maneira bíblica.
Siga a
maneira
bíblica.

36 / ATOS

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

ministério), essa pessoa precisa ser confrontada. Pre- cisa ser removida das responsabilidades ministeriais por um período considerável (pode ser por alguns anos) para permitirmos um tempo para libertação, cura e restauração dos relacionamentos prejudicados. Esse líder também precisa produzir frutos de um arre- pendimento santo (2 Co 7:9,10). Ele precisa fazer uma con- fissão sincera e aceitar a responsabilidade pelo seu fra- casso. Ele deve se abdicar voluntariamente de suas res- ponsabilidades ministeriais. Ele também deve estar disposto a submeter-se à liderança da igreja (ou a um grupo de pastores amigos, diante dos quais ele tenha responsabili- dades) durante um tempo de restauração e cura. Essa pessoa precisa demonstrar um registro consisten- te, num determinado período, de um comportamento san- to, sem um fracasso semelhante, antes de poder ser consi-

derada a possibilidade de ela assumir responsabilidades de liderança. Isso é feito para a proteção do rebanho e para a libertação verdadeira e completa da pessoa que fracas- sou. Se ocorrerem em outras ocasiões pecados semelhan- tes, aí então talvez sejam necessárias uma correção e uma disciplina num prazo ainda maior. (Veja Mateus 18:15-17; 1 Coríntios 5:1-8; 2 Coríntios 2:5-11; Gálatas 6:1; 1 Timó- teo 5:1,2.) Talvez seja até mesmo o caso de uma remoção permanente do ministério, se nenhum arrependimento ver- dadeiro ou nenhuma mudança for evidente, ou se os fra- cassos continuarem a se repetir.

O líder de igreja precisa usar discernimento e sabedoria

do Espírito Santo para aplicar uma correção apropriada e amorosa em cada situação. Alguns fracassos são pecados lamentáveis e precisam ser abordados veementemente. Talvez sejam necessários vários anos para que ocorra uma total restauração e cura. Outros fracassos podem ser me- nos graves, e a restauração pode ocorrer mais rapidamente, mas, ainda assim, eles exigem confronto e correção. Toda correção e disciplina deve seguir a instrução bí- blica de “falarmos a verdade em amor(Ef 4:15). Deus compreende a nossa fragilidade e fraqueza hu- mana. Todos nós pecamos e estamos destituídos do mais sublime bem de Deus para nós (Rm 3:23). No entanto, a vontade de Deus sempre é redimir o nosso propósi- to e restaurar o nosso relacionamento com Ele e com os outros. Deus faz isso em resposta ao nosso arrependi- mento verdadeiro e à nossa total submissão ao Seu Senho- rio em nossa vida (2 Co 7:1-10).

Portanto, como líderes de igreja, permitamos que a verdade frutifique em nossa própria vida primeira- mente. Sejamos exemplos vivos dos que são humildes, devotados a Cristo e obedientes à Palavra de Deus. Aí então poderemos direcionar a vida das pessoas que discipulamos. Com essa forma de confrontos dóceis e hu- mildes (Gl 6:1; 2 Tm 2:24-26), continuamos a dar o exem- plo do caráter de Cristo aos que estamos treinando.

II. BENEFÍCIOS DE UMA LIDERANÇA MULTIPLICADA

À medida que treinamos líderes e transferimos o fardo

do ministério, haverá muitos frutos. Haverá uma multipli-

cação do ministério. Mais pessoas serão eficazmente alcançadas com o Evangelho e mais frutos serão ganhos para a glória de Deus. As pessoas que você lidera encon- trarão os seus dons e chamados, e começarão a contribuir para a saúde e o crescimento do Corpo de Cristo. Deus deu a Moisés a promessa de três benefícios com a multi- plicação de líderes e com o compartilhamento com eles do fardo do ministério (Êx 18:22,23).

A. Será Mais Fácil Para Você

será mais fácil para você”

(Êx 18:22). As responsabilidades compartilhadas, o estí- mulo mútuo e o fato de não estarmos sozinhos na lideran-

ça tornam o fardo mais leve. Podemos viver de acordo com a promessa de Cristo: “O Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve” (Mt 11:30).

Em primeiro lugar,

B. Você Poderá Subsistir

Em segundo lugar, foi dito a Moisés que o fato de ele treinar líderes-obreiros faria com que ele “pudesse subsistir” (Êx 18:23). Muitas vezes, os líderes de igrejas ficam cansados no meio de uma tarefa. Talvez eles se sintam sobrecarregados, esgotados ou desanimados. Eles podem ficar doentes ou ser vencidos pelas tentações. Eles podem até mesmo ser tentados a abandonarem o minis- tério. Para resistir até o fim, os líderes de igreja precisam de ajuda. Moisés tinha Arão e Hur (Êx 17:8-13), e ele ouviu o conselho de Jetro de treinar até mesmo mais lí- deres.

C. Todo o Povo Será Beneficiado Em terceiro lugar, todo o povo será beneficiado e

“ irá ao seu lugar em paz” (Êx 18:23). As ovelhas do

Corpo de Cristo precisam receber ensino, cuidado e ministração. Se forem negligenciadas, talvez elas se des- viem. Elas podem desenvolver problemas que o Diabo usará para levá-las a enganos ou ao pecado. Ninguém consegue cuidar de todas as necessidades existentes numa igreja local – e nem deveríamos mesmo! Deus criou o Seu Corpo de forma a sermos mutuamente dependentes (1 Co 12:12-27). A participação de cada mem- bro é necessária para que todos possamos “chegar à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cris- to” (Ef 4:12-16).

Podemos evitar os problemas que surgem com o fato de sermos “líderes independentes”, treinando e liberando os santos para fazerem a obra conosco (Ef 4:12). À medi-

da que seguirmos a maneira bíblica de multiplicação de liderança, também veremos uma frutificação multiplicada. Uma nova geração de líderes será treinada para levar adi- ante a obra do Senhor! Podemos ser exemplos dos princípios bíblicos de lide- rança aos que estamos treinando, a fim de que eles tam- bém possam fazer o mesmo. Assim, Deus nunca terá falta de alguém que Ele possa usar (1 Rs 19:18; 2 Cr 16:9) e o Corpo de Cristo será eficazmente dirigido e

pastoreado!

ESBOÇO DE SERMÕES PARA “O LÍDER DE IGREJA EFICAZ”

Primeira Parte:

Deus Molda Seus Líderes

I. DEPENDENDO DE DEUS

A. Todos Nós Precisamos Ser Moldados

B. Capacitação de Deus – Não Nossa

II. CULTIVANDO UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO

Segunda Parte:

O Padrão Bíblico Para a Multiplicação de Liderança

I. CINCO INSTRUÇÕES DADAS A MOISÉS

A. Fique Diante de Deus Pelo Povo (Êx 18:19)

B. Ensine ao Povo (Êx 18:20)

1. Ensine ao Povo os Estatutos e as Leis de Deus (Êx 18:20)

2. Ensine ao Povo a Maneira de Caminhar (Êx 18:20)

A. Caráter Semelhante ao de Cristo:

O

 

O

Primeiro Chamado do Líder

3. Ensine ao Povo o Trabalho a Ser Feito (Êx 18:20)

B. Que é o Caráter Semelhante ao de Cristo?

O

 

1.

Reverência Para com Deus

C. Treine Outros Para Ajudarem a Liderar (Êx 18:21)

2.

Coração de Servo

1. As Prioridades dos Apóstolos

3.

Arrependimento

2. A Liderança Envolve Parceria Santa

4.

Comportamento Transformado

3. A Parceria Multiplica o Ministério

C.

Mais do que Caráter

4. Frutificação Multiplicada

D.

Rendendo-nos a Deus Diariamente

5. Características de Personalidade Necessárias Para os Líderes de Igreja

a. “Homens Capazes” (Êx 18:21)

III. O CAMINHO PARA A LIDERANÇA

A.

Um Chamado Precoce

Deus Nunca nos Deixa

O

Servindo Fielmente

Caminho Pode Parecer Estranho

1) Os que Servem os Outros com um Coração Disposto

B.

2) Aqueles que os Outros Seguirão

C.

3) Os que Estão Dispostos a

D.

Trabalhar Duro

E.

Provado e Purificado

O Controle Soberano de Deus

b. “Tementes a Deus” (Êx 18:21)

F.

1) Um Coração de Humildade

G.

A Esperança de Glória

2) Uma Atitude Ensinável 3) Um Elevado Caráter Moral

c. “Homens de Verdade” (Êx 18:21)

IV. COMO DEUS USA AS TRIBULAÇÕES

A.

Fontes de Tribulações

1) Um Livro Vivo! 2) Questões do Coração

B.

A

Confiando em Deus nas Tribulações

Qual é o Propósito das Tribulações?

1. As Tribulações Provam Nossa Fé

2. As Tribulações nos Purificam

Importância da Perseverança

d. “Que Aborreçam a Cobiça” (Êx 18:21)

C.

1) Definição de Cobiça

D.

2) Cuidado com a Idolatria

3) A Cobiça Destrói

4) A Cura Para a Cobiça

3. As Tribulações nos Ensinam Sobre

Dependência e Humildade

D. Dê a Cada Líder Tarefas Específicas

(Êx 18:21)

4. As Tribulações Liberam o Poder de Deus

5. As Tribulações nos Fortalecem

1. Ore Para Discernimento de Dons,

Habilidades e Potencial

6. As Tribulações nos Ensinam a Esperarmos

2. Envolva Novos Líderes em Tarefas Ministeriais

7. As Tribulações nos Preparam

3. Mantenha o Treinamento Equilibrado

8. As Tribulações Mudam Nossa

4. Quanto Treinamento é Suficiente?

E. Deixe que os Líderes Liderem (Êx 18:22)

Perspectiva

E.

Seguros no Amor de Deus – Até Mesmo no

1. Transfira o Fardo:

a. Tarefas Ministeriais (Êx 18:22)

Meio das Tribulações

F.

A

Disciplina de Deus nos Molda

b. Responsabilidades Espirituais

G.

Como Devemos Responder às

(Nm 11:14-17)

2. O Papel do Líder Principal

Tribulações?

1. Ore!

a. Ore no Espírito

b. Ore com Jejuns

2. “Tende Grande Gozo!”

3. Não Fuja

4. Obedeça a TUDO que Deus lhe Disser

5. Mantenha seu Coração em Retidão

38 / ATOS

3. Lidando com o Fracasso

II. BENEFÍCIOS DE UMA LIDERANÇA MULTIPLICADA

A. Será Mais Fácil Para Você

B. Você Poderá Subsistir

C. Todo o Povo Será Beneficiado

VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

URGENTE! • URGENTE! • URGENTE! • URGENTE! • URGENTE! • URGENTE! • URGENTE! •

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Destaque o Formulário de Renovação da Revista ATOS desta revista; Siga TODAS as instruções do Formulário de Renovação; Responda a TODAS as perguntas do Formulário de Renovação – escreva claramente em letra de fôrma; e, Remeta o Formulário de Renovação, sem demora, para o escritório do World MAP mais próximo de você!

Não se esqueça de renovar sua assinatura a cada dois anos e assim você não
Não se esqueça de renovar sua
assinatura a cada dois anos e
assim você não ficará
desalentado, desejando saber por
onde andará sua Revista ATOS.

NOTA: A Revista ATOS não é um “curso por correspondência”. Você não receberá um “certificado” ou “diploma” depois que ler

a

Revista ATOS. Nossa esperança e oração é que você receba

algo mais valioso: Ensinamento bíblico e treinamento para o ministério prático! Isso o ajudará a tornar-se mais eficaz no ensino, no serviço e no testemunho a outros.

A

Revista ATOS é enviada, gratuitamente, aos líderes de igreja

que a solicitem na Ásia, África e América Latina. Esses líderes

receberão a Revista ATOS durante dois anos, e após esse

período eles deverão renovar sua assinatura para que continuem

a

recebê-la por mais dois anos.

FORMULÁRIO DE RENOVAÇÃO DE ASSINATURA e/ou SOLICITAÇÃO DE O CAJADO DO PASTOR Marque SIM ou
FORMULÁRIO DE RENOVAÇÃO DE ASSINATURA e/ou SOLICITAÇÃO DE O CAJADO DO PASTOR
Marque SIM ou Não conforme seu interesse:
1. Como minha assinatura da Revista ATOS expirará nos próximos seis meses, preciso renová-la: SIM NÃO
2. O número de minha etiqueta é:
Data de vencimento é:
/
3. Eu sou líder de igreja na Ásia, África ou América Latina e ensino ou prego a Palavra de Deus a um grupo de 20 ou mais pessoas, pelo menos
uma vez por semana. (Isso DEVE ser verdade para você receber a Revista ATOS ou O Cajado do Pastor.)
SIM
NÃO
4. Você tem uma cópia de O Cajado do Pastor em qualquer idioma?
SIM
NÃO
5. Estou solicitando uma cópia de O Cajado do Pastor.
SIM
NÃO
6. POR FAVOR, COLOQUE SEU NOME E ENDEREÇO COMPLETOS ABAIXO EM LETRAS GRANDES.
Sobrenome(s):
Primeiro(s) Nome(s):
Endereço (rua, número):
Bairro:
Cidade:
Estado:
Código Postal
País
CPF
-
-
Cargo (ou responsabilidade) na igreja:
Minha assinatura:
Data:
/ /
7. Esta edição de ATOS foi:
fácil de entender
difícil de entender
de grande ajuda
desnecessária
Escreva e compartilhe conosco sobre como a Revista ATOS ou o livro O Cajado do Pastor têm ajudado em seu ministério.
Apreciaríamos receber fotos sua usando a Revista ATOS ou O Cajado do Pastor em seu trabalho de pregação ou ensino.
REMETA ESTE FORMULÁRIO COMPLETO PARA A REVISTA ATOS. VEJA O ENDEREÇO NA PÁGINA 4.

Solicite sua cópia deste poderoso equipamento literário de World MAP! O Cajado do Pastor

conhecido por alguns como “Uma Escola Bíblica em Livro” – é uma obra de 1000 páginas projetada para treinar e equipar líderes de igreja. Contém escritos, com base bíblica, de muitos autores cheios do Espírito. Esse livro foi compilado para satisfazer as necessidades especiais de líderes de igreja que trabalham na Ásia, África e América Latina.

de igreja que trabalham na Ásia, África e América Latina. Neste livro, O Cajado do Pastor

Neste livro, O Cajado do Pastor, você achará:

[1]

Um Manual de Treinamento Para Novos Crentes que cobre todos os assuntos que

[2]

você precisa ensinar a novos convertidos. Uma Concordância Tópica com milhares de referências bíblicas, que cobrem

[3]

200 principais tópicos da Bíblia. Essa seção de referência de O Cajado do Pastor o ajudará a ensinar a Bíblia a outros. Um Guia Para Treinamento de Líderes, contendo o melhor material de treinamento de liderança de igreja reunido por World MAP durante os últimos trinta anos.

Tudo isso e muito mais está contido em um único volume chamado O Cajado do Pastor!

Para receber sua cópia deste poderoso Livro Para Treinamento de Líderes, O Cajado do Pastor, leia e preencha cuidadosamente o Formulário de Solicitação anexo a esta revista.

Após responder todas as perguntas, e escrever suas respostas tão claramente quanto possível, remeta o formulário para o endereço de World MAP mais próximo de você. Você receberá sua cópia do livro O Cajado do Pastor o mais rápido possível (mas devido aos embaraços que ocorrem às vezes no correio, por favor, dê um prazo de 6 meses, pelo menos, para O Cajado do Pastor chegar até você).

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VOLUME 19 – NÚMERO 2 – 2005

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