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Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação

ANÁLISE DO DISCURSO E ESTUDOS RETÓRICOSi

Barbara Johnstoneii
Christopher Eisenhartiii

Visão global
Rhetoric in Detail reúne 12 estudos escritos por pesquisadores que se definem,
principalmente, como retóricos que empregam teoria e/ou método da Análise do Discurso
linguística. Esses estudos fazem uso de uma variedade de recursos de análise analítica, incluindo os
da Análise Crítica do Discurso, da Sociolinguística Interacional, da Análise Narrativa e da análise
de corpus informatizado. Eles ilustram a utilidade da Análise do Discurso em uma variedade de
sites retóricos, incluindo os discursos da memória pública e da identidade coletiva, a retórica da
ciência e da tecnologia, da argumentação vernácula, do discurso midiático, e dos estudos de
imigração. O método que esses projetos compartilham entre si ancora-se na especial atenção dada
aos detalhes linguísticos dos registros de discurso, sejam eles textos escritos ou transcrições de fala.
Os autores adotam, geralmente, uma abordagem interpretativa qualitativa e interpretativa, mas
que difere das abordagens frequentemente adotadas em estudos retóricos, na medida em que ela é
orientada mais na direção do corpus do que na das teorias. Trabalhando a partir de instâncias de
texto e de discursos orais particulares e situados, e não a partir de modelos abstratos de discurso,
eles escolhem abordagens sistemáticas para explorar por que determinados enunciados tomam as
formas específicas que eles têm.
A abordagem em questão parte de uma atitude sintonizada com múltiplas fontes de coerção
contextual, e não a partir da teoria e da busca de torná-la evidente. Embora os estudos dos capítulos
tratem de várias questões retóricas de modos variados, todos eles partilham entre si três
características metodológicas: eles são empíricos, no sentido de que se baseiam em observação e
não em introspecção; eles são etnográficos, na medida em que buscam entender os funcionamentos

i
N.T.: Este artigo é a tradução do capítulo 1, “Discourse analysis and rhetorical studies” (p. 3-21), introdutório à obra
Rhetoric in detail: discourse analyses of rhetorical talk and text, organizado por Barbara Johnstone e Christopher
Eisenhart, 2008, John Benjamins Publishing Company, Amsterdam/Philadelphia.
A parte final do capítulo (que contém os subtítulos Chapter themes e The intellectual history of this book) não foi
traduzida para o português, em razão de se tratar da apresentação dos artigos reunidos na obra acima citada.

This paper is a translation of chapter 1, “Discourse analysis and rhetorical studies” (p. 3-21), the introductory work to
Rhetoric in detail: discourse analyses of rhetorical talk and text, organized by Barbara Johnstone and Christopher
Eisenhart, 2008, John Benjamins Publishing Company, Amsterdam/Philadelphia.
The final part of the chapter (which contains the subtitles Chapter themes and The intellectual history of this book) has
not been translated into Portuguese because it concerns the presentation of articles gathered in the work cited above.
ii
Docente da Carnegie Mellon University (CMU), Estados Unidos. E-mail: bj4@andrew.cmu.edu.
iii
Docente da University of Massachusetts Dartmouth (UMass), Estados Unidos. E-mail: ceisenhart@umassd.edu.

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na "nova retórica" do apenas a respeito da retoricidade do argumento século XX. p. EISENHART. estilos. linhas de argumentação. n. jun. cujas vozes se a respeito da retórica da política mas também materializavam numa recém-democrática da retórica da história e da retórica da cultura Atenas do século V a. disciplinas. os sofistas que descreveram e ensinaram o Hoje em dia. Christopher. em 1970. retóricos do discurso e de seu contexto por retórica clássica. e as técnicas de explicações de texto Originários de uma heurística analítica e uma variedade de perspectivas crítico- em vez de um quadro teórico preexistente. e do público para o privado. o raciocínio da filosofia baseado na constróem uma teoria que dê conta deles. muitos desses identidade pessoal. espontâneo. para os estudos gêneros. do discurso cuidadosamente descobrir algumas novas ferramentas. Desde muito tempo. não queremos apenas saber falar em público aos cidadãos. os o foco de atenção dos retóricos está se retóricos reconhecem a necessidade de novos expandindo da esfera pública para a privada. precisamos tradicionais da retórica . são fundamentados. logos e pathos -. que foram o estende a partir do planejado na direção do objeto principal da crítica retórica. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. Como o foco da retórica se frequentemente institucionais. por exemplo. teóricas da literatura e da teoria sociológica. e eles podem informar e serem informados pela também com meios para descrever os atenção que dão os analistas de discurso à contextos socioculturais e materiais do forma como o léxico e a sintaxe podem evocar discurso.C. formal mas também da retoricidade da Com novas maneiras.figuras de linguagem. ethos.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. criar relações sociais e mundos Conferência Wingspread. Para responder a essas estudos baseiam-se em ferramentas analíticas novas preocupações e a esses sites. não apenas da retórica da esfera trabalho aparece no livro representam o pública mas também da retórica da rua. livro. Análise do discurso e estudos retóricos. abordagem inclusiva para o método analítico. 111-125. invenção e tradicionais de trabalho com novas técnicas de estilo. e os autores cujo popular. e a necessidade de Métodos e problemas nos estudos métodos apropriados e conceitos estruturais retóricos na América do Norte para explorar esse objeto. o aprofundamento do objeto de estudo retórico. cuidadosamente planejados e retóricos e críticos. continuar a complementar os modelos topoi. baseada no discurso para responder a perguntas a respeito dos e guiada pela observação.4. Barbara. tomando.JOHNSTONE. intuição. métodos. textos e oradores prévios e. EID&A . não na América do Norte. do revigoramento dessa tradição. os praticantes emprestaram e meio dos olhos e mentes das pessoas adaptaram métodos provenientes de outras envolvidas neles. particularmente nos artigos de Becker. mostrando como análise da linguagem do texto e da fala. como base retornando repetidamente aos dados.2013. porque intuitiva. 1971). especialmente salão de cabeleireiro ou da internet. No decorrer dessa Os retóricos sempre utilizaram uma conferência (BITZER e BLACK. sobre a saúde da retórica como disciplina salientaram a ampliação. Além de usarem o vocabulário analítico da Brockriede e Henry Johnstone. avaliações experienciais nos discursos oral e escrito. Ilhéus. Entretanto. como na assim. esses estudos ilustram o potencial da Essas ferramentas foram desenvolvidas construção de uma teoria. da oratória para o discurso escrito e para a Os analistas do discurso podem também multimídia. Os elaborado para o discurso espontâneo que primeiros teóricos do discurso na tradição emerge das situações retóricas fugazes do intelectual greco-romana foram os filósofos e cotidiano. gêneros. e vão encontrar alguns ilustrados no da retórica oficial para a retórica vernacular. que discutem 112 .

CHERWITZ e HIKINS. EISENHART. 111-125. à estabelecem o seu sentido e significado no interatividade e aos gêneros discursivos do contexto" (285). foi observado que o de Análise do Discurso. Essa trajetória demonstram como retóricos têm e podem na disciplina. ENOS e McNABB.. estudos do discurso "os campos situados e constituídos em ricos contextos do interconectados de retórica e composição e mundo real. as tendências na área. próprias categorias analíticas".Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. metodológica necessária para "deixar a agentividade. 1996. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. Barton (2002) Análises retóricas e críticas já não sugeriu que os estudos de composição estavam sendo aplicadas apenas a obras pudessem se beneficiar das abordagens históricas. linguísticas. e a outros estudos de construção de contribuição que a obra Rhetoric in detail traz sentido como atividades situadas. mas. e convenções associadas que estavam voltados a experimentos. Aristóteles discutiu os componentes Burkean e Neo-Aristotélico. particularmente em contemporâneas. principalmente. Em seu tratado sobre a daqueles já institucionalizados. Barbara. mas não a sua premissa central de que (NOTHSTINE et al. 1994). A limitação ao heurísticas para invenção e interpretação. Algumas definições emergiram entre os estudos de Comunicação e de discurso retórico distinguem-no. em termos de um conjunto de Como Brockriede (1971) observou. de forma bem clara.JOHNSTONE. têm se voltado para a análise linguística do Semelhantemente fundamental é o discurso por essa desejada flexibilidade interesse da retórica quanto ao poder e às conceitual e metodológica. Estudiosos em momentum1 na retórica está se deslocando de retórica e em estudos de composição também um diádico orador-auditório. EID&A . pela suposição de que o 1 NT: momentum.. essa questões gerais. cada vez mais. e discurso cívico que a retórica se impôs já como métodos de análise sistemática passou. BENSON. é saber que. de modo vigoroso. SIMONS. jun. 2003). Estudos retóricos não "conexões entre textos e contextos. Análise do discurso e estudos retóricos. enquanto Na discussão a seguir. Contexto e agentividade SCHIAPPA et al.. com um enfatizavam apenas as situações de falas foco no uso repetido de características institucionalizadas. mas também a comunicações analíticas do discurso. de modo a análises de discurso fundamentadas. 1993. Ilhéus. e a relação entre estilo e operação em si [sob estudo] sugerir suas argumento. 2002. como os de retórica. p.. Christopher. mudança. 2000. 113 . de uma situação de fala e. tem exigido o desenvolvimento de quadros Entre as práticas disciplinares mais conceituais e metodológicos que vão mais fundamentais da retórica está o estudo do longe. conexões com a trajetórias dentro dessas questões que visam a investigação teórica estabelecida. alguns retóricos o discurso deve ser modelado pelo contexto. para os estudos de analíticos de discurso. são atuais e férteis para a trajetória exigiria a flexibilidade conceitual e construção da teoria retórica: contexto. n. nós esboçamos mantém. 1997. do discurso. GROSS e KEITH. modelo de estudo fizeram apelos para a inclusão de métodos orientado a textos.i: movimento. Onde essas abordagens tradicionais da estabeleceu a conexão da retórica com os crítica retórica têm sido discutidas como discursos público e cívico. escolhas que um retor (orador ou escritor) traz Tracy (2001) descreve as conexões que para uma situação dada. embora não totalmente independentes discurso em contexto. Uma maneira de descrever a cotidiano.2013. que não se tornar isolada e trivial. reconhecida novamente em ainda beneficiar-se das abordagens analíticas reflexões mais recentes (cf.4.. Linguística Aplicada” (2002). MacDonald chamou de processos de comunicação e interações.

p. 1999. derivar um intersecção. Barbara.2013. alguns pensadores. democracia. atividade política (LEFF. possibilidades e o preocupação central é o estudo do discurso compromisso envolvido na escolha dessa opção em vez de outra" (p. 114 . EID&A . EISENHART. mas que falta um cívica. p. Portanto. e uma concepção de virtude que é decisivamente ligada à O programa positivo de Hauser. 135.4. de hipóteses a priori de ambos os lados de uma questão. a agentividade é uma característica essencial dos Na melhor das hipóteses. sofística e ciceroniana que ele renomeia de “retórica humanista”: a abordagem humanista Mas excluir os processos retóricos de nossa implica uma noção de agentividade apreciação do diálogo contínuo da produtivamente ambígua. tendo a capacidade de mudar a pública. produzindo conclusões que especialmente aquele que permite a discussão resultam. consiste em adotar uma atitude empírica no A tentativa de definir e de estudar os estudo do modo como os retores agem na espaços retóricos e as tensões entre a esfera pública. e com a advertência de Simons últimas décadas. Christopher. mas também à ética e à que propusermos será totalmente de ordem política. Isso está retórica contemporânea (cf. 136). Consequentemente. discute a um dos defensores mais leais do discurso agentividade como fonte de tensão entre as como ponto de ancoragem conceptual da concepções Iluministas do eu e as críticas pós. como Habermas que foi Leff. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. que posiciona o democracia também exclui a agentividade orador. da esfera pública de Habermas (1989) permitiu o único . que sugere desenvolver um sentido de questionamento que os estudos retóricos se cidadão democrático que se desloca "do que engajaram no desafio de descrever a interação constitui a cidadania para o como a cidadania de agentividade retórica e contexto. as suas formas de discurso. 448-9). discurso é aquele que pretende efetuar uma concreto. entre eloquência e virtude. a convicção de que o discurso. o trabalho advindo da teoria (2000) de "mover-se para o particular. em ressonância com a advertência de Asen VATZ. do discurso de um agente na esfera mudança.. 2003. o local. 1973).. E é em relação a esse espaço de (2004). a respeito dos padrões racionais/ideológicos desempenha um papel constitutivo na vida de um acordo “válido”. BITZER. não somente no que diz Caso contrário. valorizando o estudo dos agentividade retórica presumida e as restrições discursos vernaculares em detrimento das de contexto reconhecidas tem provado ser um generalizações teóricas baseadas na leitura dos mais produtivos problemas teóricos da solitária dos discursos institucionais. n.para uma teoria do evento específico uma maneira produtiva de pensar sobre essa – a partir do que se poderia. Nos estudos retóricos. como Hauser escreveu: situação para a qual foi designado. 111-125. Nas se realiza". Ilhéus. por exemplo. Análise do discurso e estudos retóricos. então. uma valorização e idealização da referente empírico no método discursivo eloquência que implica uma estreita ligação vigente a que os membros da esfera pública recorrem (HAUSER. consideraram problemáticos os modernas dessas concepções na tradição impulsos estratégicos da retórica. de pelas exigências do auditório.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. 1968. qualquer crítica ou recurso respeito à retórica. pode] incluir uma atitude suspeita quanto à teoria abstrata. Antes que possamos reabilitar a vida pública. então. a sentido de limites. Iluministas da razão. analítica. p. como um indivíduo pela qual as decisões democráticas são que conduz o auditório e como membro de tomadas. devemos primeiramente uma comunidade moldada e condicionada compreender o modo como ocorrem. 273). logicamente. ao mesmo tempo. jun. a retórica da espaços em que são tratados os problemas democracia é impura segundo os padrões retóricos.JOHNSTONE. [Essa tradição fato.

juntamente com a elocução (CONLEY. a “nova” retórica. Um importância do estilo e do papel do estilo exemplo recente é o estudo de Cordova (2004) como um componente central na prática sobre uma campanha populista porto-riquenha retórica. partem. como Ramus. Ilhéus. O escopo desse perpétuo interesse discussão de grande influência de Charland no estilo mudou. Análise do discurso e estudos retóricos. 111-125. muitos nesse período enquanto Vários estudos têm defendido métodos disciplinarmente aderentes. muitos retóricos e estudiosos de Estudos retóricos de estilo deveriam comunicação têm utilizado a intersecção de incluir níveis de análises em que os estudos do estilo e argumento como uma maneira de 115 . durante alguns períodos de sua história. Johnstone (1996) discurso pudessem prover informações.4. como aristotélica (1991) de metáforas como outros oportunidades para estudar a invenção na sala nomes. STRAUSS e XIANG. para envolver adequadamente tanto a evidência quanto a estrutura crítica do discurso. p. HODGES. Fennell e retóricas dos discursos vernaculares que Miller (1991) demonstram a necessidade de poderiam se beneficiar da Análise Crítica do estudar os textos em vários níveis (linguístico. 1994) e alguns (BURKE. O interesse retórico na invenção – a consideravam a invenção ser o reino da descoberta e a criação de argumentos e. Discurso (ACD). Grande parte do (1987) sobre como as escolhas linguísticas em conflito entre as tradições sofistas e textos políticos significativos constituem platônicas/aristotélicas girava em torno da agentes e comunidades agentivas. as preocupações com o estilo são relacionamento da retórica com o estilo tem se muitas vezes associadas a uma força retraído e se expandido com o apoio de outras constitutiva. Estilo e Argumento Em análises retóricas de discursos Ao longo de sua história. a produção de significado – tem uma posição como arte de estilo controlado. jun. Ilustrando essa busca. é claro. mais do que termos da retórica epistêmica. Média. 1950). sido tanto parte de seus fundamentos quanto. Durante a Idade de meados do século XX. Herndl. 1994. EID&A . banido Mais recentemente. da discussão ocorrem nesses momentos. 1990). quando filósofos. semântico. e proveitosa aos estudos retóricos McCormick (2003) concentra-se nas análises (MAcDONALD. natureza essencialmente metafórica das Além de conectarem o retor à práticas retóricas. da de sua disciplina. 1945. por exemplo. marcam a atitude analíticos de discurso para analisar como se retórica atual em direção ao estilo. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. focos nas características micro-retóricas que de forma mais dramática. no ensino e na teoria. n. Estudos retóricos metade do século XX (PERELMAN e contemporâneos têm renovado o interesse na OLBRECHTS-TYTECA. tomada de conhecimento da metáfora e da 1994. comunidade.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. ou no estudo de meramente ornamental. EISENHART. o forte políticos. argumentativo). Christopher. 2006). 2002). Barbara. que não foram via processos retóricos. para uma apreciação do trabalho de de aula e na escrita pedagógica (HILLOCKS. comporta a invenção nas aulas de redação Tratamentos burkeanos sobre a metáfora (SPERLING. utiliza a Análise de Discurso para investigar envolvendo também as ressonâncias pelas como o complexo da agentividade retórica e quais o estilo permanece uma preocupação do contexto é constituído no discurso.JOHNSTONE. por seu interesse relação aos estudos da composição quanto em no estilo como constitutivo. a retórica mantinha geralmente. em parte. 1994). Diversos como o significado ou o conhecimento é feito desenvolvimentos conceituais.2013. tanto em posta em destaque. 1969). Vários estudos seguiram a disciplinas. mais dialética e da filosofia. pode ser invenção (YOUNG e LIU.

Bazerman contemporânea. começou a seja a mídia. ou transcrições tradições intelectuais começaram a convergir de discursos falados ou o discurso gestual. Outros. Christopher. Ilhéus. caracterizar o discurso retórico e os tipos de de idéias e práticas sociais que podem incluir práticas. visando à exegese dos textos. por padrões reproduzíveis contextos linguísticos e sociais em que estão de estrutura que poderiam ser chamados inseridos. incluindo a argumento. assim influenciada por seu funcionamento nos como as sentenças. ou No Reino Unido. comunicação institucional. 1999). Por "discurso". 1994.A. com aspectos EGGINS.4. 111-125. uso. M. Atendendo ao apelo de Ferdinand de Saussure O que é a Análise do Discurso? (1916) para recentrar o estudo da língua na Os linguistas que se referem a si mesmos estrutura sincrônica. discurso. em interessados na estrutura e função dos trechos parte. Halliday. p. EISENHART. ou seja. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. de escrita. o comportamento envolvem a construção do futuro. ilustrativos de práticas típicas em disciplinas Com outras vertentes da linguística incluem Winsor (2000. os analistas do discurso os linguistas que trabalhavam em várias examinam os textos escritos. desenvolver uma “gramática sistêmico- Alguns analistas de discurso tentam funcional” e a questionar como as sentenças se explicitamente ligar características do conectam nos textos (HALLIDAY. tomado nesse sentido. epidítico e diferentes. Essa tradição persiste nos estudos etc. as abordagens dominantes como analistas do discurso exploram aquilo da maior parte do século XX trataram dos que pode ser aprendido sobre a linguagem e sons. ainda. como a língua muda e é adquirida modalidade. de comunicação linguística em qualquer que baseado no trabalho de J. por exemplo. Outros têm objetivos discursos públicos como judiciário. querem dizer "gramática”. que estudiosos da tradição foucaultiana Kenneth Pike e outros linguistas associados ao chamam "discursos": circulação de conjuntos Summer Institute of Linguistics 116 . Nos Estados Unidos.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. (2) a ideia de que os uma frase. n. Estão estrutura de frases e sentenças é modelada. examinam o papel da discursiva da identidade e da memória.R. Estudos organizacional. Barbara. mas é representada na mente. o construção da temporalidade em gêneros que discurso político. Análise do discurso e estudos retóricos. em na direção de duas ideias sobre o discurso vez de confiarem em suas próprias intuições a inter-relacionadas: (1) a ideia de que a respeito das possibilidades gramaticais. Alguns estão interessados nos tipos deliberativo não só incluía componentes dos de questões em relação às quais os linguistas tipos de apelos que estavam sendo feitos (e os têm sempre se perguntado: como a linguagem tipos de provas em que eles operavam). a Análise do Discurso tem (2000). no entanto. Myers (2003) e Fahnestock e Secor raízes históricas na Filologia do século XIX. A classificação aristotélica de modos de fala. Firth. (1991). como a produção e também discutia as expectativas das interpretação do discurso podem ser melhor características estilísticas que tipificariam cada modeladas. muitas vezes através os fenômenos discursivos e sociais em uma de uma combinada atenção de estilo e ampla variedade de contextos. tradição de Chomsky. jun. Os trabalhos de Dunmire (2005.2013.JOHNSTONE. das frases e proposições. 1994). a comunicação em família etc. a construção 2000). e em como a estrutura das frases é textos e as conversações são modelados. De encontro aos linguistas gerativistas da No início da década de 1960.K. exploram as ligações entre de gênero ou tipificação. EID&A . em vez do sobre os falantes ao estudarem a língua em discurso conectado. instâncias reais de conversação. no estudo diacrônico (histórico) da língua. pela forma como elas funcionam nas de fala ou de texto que são maiores do que conversações e textos.

desenvolveram. na linguística não há outra maneira? Por que essas palavras interacional e em várias correntes da teoria da particulares e nessa ordem particular? argumentação.4.. gestos. responsável pelo que diz. textos transmitidos por meio da não poderia jamais ser simplesmente tradição oral. incluindo transcrições de interações crítica semelhante. linguistas marxistas JOHNSTONE. para descobrir tarde. Discourse in Society. n. Barbara. Mas independentemente do tipo Discurso. 1999. Christopher. permanece influente [. a questão de base que Recentes trabalhos feitos por analistas do um analista de discurso se põe é: "Por que esse discurso são mais ecléticos. influenciados pela teoria por que um texto dado é como ele é. da sociologia. similarmente. 1972. 2003. discurso (PÊCHEUX. colocou o filiações disciplinares. ver também Na França. escreveu ou assinou. deveria ser descobrir como o poder de comunicação on-line. Ao mesmo tempo. jun. uma participantes de uma situação e como seus 117 . As análises de discurso ilustradas nos TEN HAVE. no contexto de programas de discurso baseado na função. às vezes. são baseados na trecho do discurso é do jeito que é? Por que pragmática. da sociologia da língua e da Uma abordagem heurística do discurso antropologia linguística (LABOV.2013. em seu particular contexto sócio- sistemático e fundamentado tornou-se cada cultural. Becker (1995. inclui WODAK. partimos ideologia é construída e revelada por meio do de uma abordagem particularista. Iniciamos nosso começaram a explorar a maneira como a trabalho com uma técnica heurística. também. 1969). 2005[. GUMPERZ. porque os os analistas de discurso sejam linguistas. 1972). unicamente verbal e. 1992. evidentemente. Sociolinguística Variacionista.L. bases disciplinares estão na linguística. 1982. de discurso considerado. um método de formação em Análise de Discurso é oferecida.. uma vez que a Análise do Discurso escritos. Um pouco mais interpretativa mas sistemática. capítulos de Rhetoric in Detail partem do GUMPERZ e HUMES. por vezes. o que uma pessoa fala tem continuam interessados principalmente nas influência sobre o que é dito e como é dito. documentos objetivo. linguistas. Análise do discurso e estudos retóricos. quem era o vez mais interdisciplinar. seja qual for sua que falou. da Análise da Discourse and Communication e Text and Talk Conversação. 1996. como provérbios e reproduções descritiva. 1974. público-alvo pretendido e quem eram os Os manuais já não pressupõem que todos ouvintes ou leitores reais. olhares e outras geralmente chamada Análise Crítica do modalidades. obviamente. Ilhéus. revistas como 1967). mas o uso da Nós precisamos pensar. é discurso (FAIRCLOUGH. à do discurso trabalham com material de vários atenção dos anglófonos.]. 111-125. que é definição. da retórica. no O material desses analistas. SCHEGLOFF e JEFFERSON. particularmente aqueles cujas que é o nosso “texto”. EID&A . da Para responder a essas questões.JOHNSTONE. normalmente de maneira invisível. na sociolinguística. trabalho de A. Muitos analistas precisamos. trouxeram. compreensão da estrutura da sentença e do por vezes. p. que eles "estudos do discurso" em diversas chamaram gramática tagmêmica (PIKE. pensar a respeito do de discurso.]). na pessoa Análise do Discurso. Analistas social da escola de Birmingham. uma abordagem tipos. da Sociolinguística Interacional publicam os trabalhos de pessoas de variadas e da Etnografia da Comunicação. EISENHART. 1963.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. como um método de análise considerada. SACKS.. nós literatura e da antropologia. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. discurso ao alcance dos estudantes de mudança da língua. visto que. o surgimento da Discourse Studies. propondo que o seu gravadas em áudio ou filme.. circula. questões sobre a linguagem. Essa abordagem. fotografias. especializações acadêmicas. 2008).

garantia de que seu uso resulte em uma única e Podemos dividir essas questões que definitiva explicação. em potencialmente interessante e importante a que medida ele se encaixa no conjunto de respeito de um texto ou de um conjunto de coisas que as pessoas. papéis são definidos influenciam. n. Essas seis observações e utilizar textos para testar ou ilustrar a teoria. do discurso. EID&A . Podemos acabar decidindo. A heurística que categorias corresponde a uma das maneiras em nós utilizamos aqui força-nos a pensar. Cada uma dessas teorias e não em uma única.JOHNSTONE. Análise do discurso e estudos retóricos. quanto uma fonte de pelas memórias de discursos anteriores das criatividade em que oradores. Ilhéus. tanto quanto pelas outras fontes de escritores se expressam pela manipulação dos criatividade e coerção. e não há textos e de interações. ou aquela que ajuda a • O discurso é modelado pelos participantes e descobrir as relações entre o texto e seu meio modela os participantes.razão sociedade. por que os contextos modelam os textos e vice. 118 . signatários e pessoas. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. É uma forma de fundamentar a análise do discurso no discurso. "intertextualidade". de difusão. e procedimentos de descoberta para aplicação que meio (ou meios) de produção tem a ver sistemática. modelos que se tornaram convencionais. Precisamos pensar em uma ordem específica. Heurística é um conjunto de convencionalmente fazem com o discurso. sobre o discurso constituem uma heurística de o que é dito e como é dito. EISENHART. precisam ser feitas a respeito de um texto em Uma boa heurística baseia-se em várias seis grandes categorias. Precisamos pensar a respeito levados em consideração sistematicamente. da linguagem empregada. são os tipos de teorias necessárias para • O discurso é modelado por seu propósito e conectar as observações particulares a respeito modela os propósitos possíveis. ou os • O discurso é modelado por discurso anterior objetivos de seus produtores ou suas relações e modela as possibilidades de discurso sociais. em como o discurso é modelado versa. textos. jun. p. em seus contextos. que a abordagem mais útil • O discurso é modelado pelo mundo e será aquela que nos dá maneiras de identificar modela o mundo. Barbara. em cada projeto particular.2013. Cada um desses aspectos de construção pelas ideologias que fazem circular o poder na de texto é tanto uma fonte de coerção . exemplo. Uma heurística não encaixa em estruturas maiores de conjuntos de é um conjunto de etapas mecânicas. ou um conjunto de temas a serem com o que ele é. • O discurso é modelado pela linguagem e ou aquela que nos ajuda a descrever a modela a linguagem. 111-125. A figura 1 lista esses seis aspectos de em vez de partir de uma teoria pré-selecionada modelagem de textos. a Figura 1: Como o discurso é modelado e modela afirmações gerais sobre a linguagem. A heurística é um primeiro passo da • O discurso é modelado por seu meio de difusão e modela as possibilidades de seu análise que ajuda o analista a perceber quais meio de difusão. a linguagem empregada. sobre aquilo que a Contrariamente aos procedimentos de linguagem encoraja os oradores e os escritores um conjunto de instruções. claramente. mas isso força-nos também a pela qual os textos são tipicamente de certas pensar sobre como o discurso é modelado formas e não de outras –. Christopher. e naquilo que é relativamente difícil de de uma heurística não precisam ser seguidos fazer com essa linguagem. os procedimentos a fazer.4.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. feitas quando se usa a heurística. Nós precisamos exploração sistemática daquilo que é pensar a respeito do que motivou o texto. como a ideologia circula por meio do discurso. a vida seu contexto humana ou a sociedade. futuro. e não há uma sobre a estrutura do texto e como ele se maneira fixa de segui-los.

(BURKE. pelo menos em parte. linguagem tende a privilegiar o discurso As relações interpessoais conectadas ao referencial e a imaginar que o discurso (pelo discurso incluem as relações entre oradores e escritores. são modelados pelo mundo e modelam o humana. Ilhéus. EISENHART. 1990) e (bem conhecido por retóricos interessados em intertextualidade (BAKHTIN. ouvintes-terceiros. Da mesma forma. Barbara. Análise do discurso e estudos retóricos. que menos idealmente) reflete o mundo pré- estão representados nos textos. nós estamos apontando para o fato (MILLER. discurso nos ajudam a modelar nossas Quando nós apontamos o modo como os expectativas sobre o discurso futuro. A afirmação de que o discurso é Não importa se um discurso é ou não modelado pelas relações interpessoais dos participantes e de que ele auxilia a modelar considerado alguma coisa. SWALES. ele pode ser o resultado de um pensar sobre como as posições e papéis dos experimento linguístico. como também existente. Entretanto. e overhearers2. estilo e disposição) que existem formas As relações intertextuais capacitam as convencionais de estruturar textos em todos os pessoas a interpretar as novas instâncias de níveis. ou talvez modelado pelas expectativas criadas pelo o mais verdadeiro: os mundos humanos são discurso familiar e as novas instâncias de modelados pelo discurso. O discurso nasce do mundo ou dos mundos que para o exemplo. Falar uma língua. como os filósofos do as relações existentes entre eles na produção e século XX (FOUCAULT. ou mesmo da questão para a se presume existir fora do discurso. da informação familiar à mundo está enraizada na retórica e na teoria linguística sobre o papel da referência na nova informação. 1984. Christopher. algumas culturalmente específicas familiar aos retóricos. 111-125. o inverso também é verdadeiro. 1980). Situando a heurística na teoria retórica antes). 119 .Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. A alegação de que os e outras resultantes do processo de cognição textos e suas interpretações. Elas incluem maneiras de se mover. o sujeito normalmente precede o Cada um dos seis elementos da nossa heurística analítica baseia-se em um corpo de predicado). como por exemplo.4. já é convencionais de estruturar unidades maiores do discurso. como o do dadaísmo falantes são mutuamente modelados e na poesia. mas não com ngi). bem como os novos modos de ou louco. 1945) e linguistas (SAPIR. existem maneiras pensamento sobre a linguagem e a comunicação que. segundo a qual o discurso é vez. 1949. significa usar meios convencionais de categorias familiares de estilo e forma. palavras ( o –s. mundos dos produtores e intérpretes de textos. ao mesmo tempo. jun. EID&A . deve textos e suas interpretações são modelados também ser familiar aos retóricos envolvidos pelos recursos estruturais que estão com as teorias contemporâneas sobre gênero disponíveis. p. do exemplo para a reivindicação geral. frases (nas frases declarativas em inglês. vem depois da raiz e não Ouvintes não ratificados dos quais o orador tem consciência. Os usos estruturar sílabas (uma nova palavra inglesa do discurso são tão variados quanto as culturas pode começar com pri. como o inglês ou o discurso em referência às atividades e coreano. A capacitados no contexto de estruturas maiores tradição do pensamento ocidental sobre a de poder. é relevante a maneira como ele será interpretado. 1941) mostraram-nos mais de uma heurística. 1986). pode ser exigido em um ritual. auditórios. que mostra que uma palavra 2 inglesa está no plural.2013.JOHNSTONE. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. ou da reivindicação geral produção e interpretação do discurso. O discurso essas relações deve evocar os modos que for tido como aquele que não se refere a tradicionais de pensar sobre o auditório e o nada poderá ser entendido como sem sentido ethos retórico. retóricos interpretação de textos. n. A próxima observação quanto à WORF. dos resposta.

com a escrita acadêmica. Christopher. durante também ser solidários à alegação de que o muito tempo. 2002. RASKIN e WEISER. para a Linguística como uma discurso é modelado pelas limitações e fonte de ideias e métodos (cf. com atenção especial às interpessoal ou organizacional. Barbara. COOPER e possibilidades de seus suportes midiáticos e GREENBAUM. LEVINE e SCOLLON. contemporânea em retórica relativamente fixos e rotineiros.Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação. EISENHART. 2006) e outros estejam familiarizados com a Análise do interessados na multimodalidade (HODGE e Discurso. PRELLI. mas as atividades. muitas vezes características estruturais e semânticas de repetitivas que envolvem o discurso. os autores norte-americanos. p. possivelmente relevantes. incluindo a Análise do Discurso estará na posição de poder focalizar uma ou linguística. p. Os composicionistas Barton e Stygall são modeladas por seus usos no discurso. KAUFER et al. eles têm colegas que estão. o discurso da 120 . 2004. notam que "a Análise do Discurso é base para Finalmente. a observação de que o discurso é a empreitada de estudos de composição: cada também modelado por seu propósito está na estudo no campo baseia-se. por sua vez. Análise do discurso e estudos retóricos. n. 111-125. 1983). de Geisler (2004) e de Kaufer e seus colegas Os artigos de Rhetoric in detail ilustram (KAUFER e BUTLER. 1986. origem a modos relativamente fixos de procedimentos que frequentemente incluem Análise do discurso na pesquisa maneiras de falar e tipos de textos.2013. assim como a explicitamente. que. EID&A . um rigoroso princípios retóricos. autores enfatizam diferentes elementos da Em departamentos de comunicação heurística. Especialistas do departamento inglês de SCOLLON e SCOLLON. certas maneiras 2004) que têm desenvolvido um sistema como a análise linguística do discurso pode automático de análise de texto baseado em prover uma fundamentação. multidimensional e "densa" descrição concentra-se nos métodos para o estudo da (GEERTZ.. Em cada caso.4. Ilhéus. 2005). textos e os discursos são modelados e mas por pessoas que estudam a comunicação habilitados. tomando qualquer das diversas de texto quantitativo podem se dirigir ao livro abordagens para consubstanciar os detalhes. jun. porém. humanas. implícita ou raiz da disciplina da retórica. A Análise Crítica do conjunto de métodos analíticos para responder Discurso também tem tido ressonâncias entre a uma série de perguntas retóricas. algumas dessas abordagens. 1988. o analista escrita. 1). KRESS. domínios) que têm a ver com a escrita em Começar a interrogar os textos por meio geral. Tradução de Kelly Cristina de Oliveira e Moisés Olímpio Ferreira. Diferentes estudantes de alfabetização (GEE. além de análises do modo sistemático de pensar sobre contextos discurso nas aulas de redação. 2004. Tendo feito isso. as possibilidades das mídias 1987). Isso resulta em uma O livro de Bazerman e Prior (2004) ampla. na análise de textos e/ou da idéia de que o discurso também molda fala em seus diversos contextos" (BARTON e possíveis objetivos deve encontrar STYGALL. dão instâncias específicas de texto e fala. com a escrita de todos os modos sugeridos pela heurística como uma segunda língua e com o discurso significa que a análise parte dos textos e de um científico e profissional. Estudantes interessados em análise duas questões. A obra de Barton e ressonâncias em qualquer um que pensa a Stygall reúne trabalhos de linguistas e respeito de como a retórica epidítica ou retóricos (ou de estudiosos que deliberativa opera em contextos simultaneamente se ocupam dos dois contemporâneos. a Análise do Discurso é dão sistemática atenção aos modos como os muitas vezes praticada não pelos retóricos. Especialistas em retórica visual Embora muitos críticos retóricos não (HANDA. 2000.JOHNSTONE. 2003) devem retórica e composição têm olhado.

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