Cronograma de estudos SESI

Interpretação e compreensão de texto – Vídeo aula

https://www.youtube.com/watch?v=Qcq2x9dEzVE

Linguagem verbal e não verbal
Comunicação é o processo de troca de informações entre um emissor e um receptor. Um
dos aspectos que pode interferir nesse processo é o código a ser utilizado, que deve ser
entendível para ambos.

Quando falamos com alguém, lemos um livro ou revista, estamos utilizando a palavra
como código. Esse tipo de linguagem é conhecido como linguagem verbal, sendo a
palavra escrita ou falada, a forma pela qual nos comunicamos. Certamente, essa é a
linguagem mais comum no nosso dia a dia. Quando alguém escreve um texto, por
exemplo, está usando a linguagem verbal, ou seja, está transmitindo informações através
das palavras.
A outra forma de comunicação, que não é feita nem por sinais verbais nem pela
escrita, é a linguagem não verbal. Nesse caso, o código a ser utilizado é a simbologia. A
linguagem não verbal também é constituída por gestos, tom de voz, postura corporal, etc.
Se uma pessoa está dirigindo e vê que o sinal está vermelho, o que ela faz? Para. Isso é
uma linguagem não verbal, pois ninguém falou ou estava escrito em algo que ela deveria
parar, mas como ela conhece a simbologia utilizada, apenas o sinal da luz vermelha já é
suficiente para compreender a mensagem.
Ao contrário do que alguns pensam, a linguagem não verbal é muito utilizada e importante
na vida das pessoas. Quando uma mãe diz de forma áspera, gritando e com uma expressão
agressiva, que ama o filho, será que ele interpretará assim? Provavelmente não. Esse é
apenas um exemplo entre muitos, para ilustrar a importância da utilização da linguagem
não verbal.

Outra diferença entre os tipos de linguagens é que, enquanto a linguagem verbal é
plenamente voluntária, a não verbal pode ser uma reação involuntária, provindo do
inconsciente de quem se comunica.

Relação semântica discursivas
-Ver apostila IBGE
Dentre os assuntos que fazem parte de provas de Língua Portuguesa de centenas de
concursos todos os anos está o seguinte: "relações lógico-discursivas (causalidade,
temporalidade, conclusão, comparação, finalidade, oposição, condição, explicação,
adição, entre outras) estabelecidas entre parágrafos, períodos ou orações".

A principal conjunção utilizada é o ‘porque’. a comparação ainda existe metaforicamente. utiliza-se apenas a conjunção ‘que’ para exprimir essa relação. fui na farmácia". Exemplo: "Se todo mundo concordar. o candidato precisa reparar que as relações discursivas são aquelas que dão sentido ao texto.Pode-se prever que as questões sobre essa temática certamente irão versar sobre aspectos relacionados à interpretação de texto e à substituição de termos vinculados às expressões originais (sem que haja mudança de contexto). por exemplo. em que a frase após a vírgula denota a relação de explicação. vivia Pepita”. Comparação Para essa relação. Olhe um exemplo: "Ele come como um leão". indicando o quanto a pessoa se alimenta bem. Exemplo: "Porque/como/visto que estava doente. É necessário impor para que seja realizado ou não. pela qual uma ação aconteceu. A conjunção mais conhecida da condição é a partícula ‘se’. para estabelecer uma comparação entre os elementos e pelas ações que serão proferidas na oração principal. decidimos separar algumas dicas sobre como perceber essas relações e as diferenças entre elas. mesmo que ela não vá". nesta frase: "Eu irei. tenha em mente a palavra contraste. Geralmente. como em “Lá no fundo do rio. que já indica a probabilidade. . entretanto. Condição As relações condicionais são aquelas que expressam uma imposição para que algo aconteça. conforme o contexto. libero a festa". como em: "Estava com tanta sede que bebi muitos litros de água". Assim. É na concessão que acontece contradição. no próprio texto pode não haver uma conjunção e aí será necessário compreender o sentido de causa e efeito por si só. Concessão Para o concurseiro não esquecer jamais o que indica concessão. a causa. porque é esse tipo de simbologia que essa relação lógica-discursiva oferece. Causalidade A causalidade é aquela que representa o motivo. Consequência A consequência é o efeito que é declarado na oração principal. utiliza-se muito a conjunção ‘como’. Antes de mais nada. para que o candidato tenha noção dessas relações lógico-discursivas. por exemplo. Mesmo que haja uma metáfora inserida.

na verdade. É essa. Exemplo: "Conforme foi dito. Temporalidade É no tempo que conseguimos exprimir as noções de posterioridade e anterioridade. você fica assim" (expressa a condição do tempo. se atenua ou impõe algo que diz. Assim. “Conforme”. percebemos a presença dos modalizadores pelos elementos lingüísticos que os expressam. No texto. Através da modalização é possivel perceber qual a atitude do locutor na defesa do que pretende. Pode-se utilizar “Segundo”. Na verdade. sentimentos e atitudes do locutor com relação a seu discurso. Há dois tipos básicos de modalizadores: a) Modalidades Epistêmicas: referem-se ao eixo do saber (certeza/ probabilidade). como pode haver um texto sem modalização? A resposta é muito simples. Esses funcionam como indicadores de intenções. Portanto. Por exemplo: "Sempre que acontece isso. Essa pode sim ser mais explícita ou mais discreta. ‘para que’. como acontece no período a seguir: "Fui viajar.Conformidade A conformidade é aquela relação em que só poderá realizar um fato se seguir uma regra. conforme como se pede. para que pudesse esquecer de você". que são marcas deixadas por quem escreve. Eles revelam o grau de engajamento do falante em relação ao conteúdo proposicional veiculado. que geralmente está acompanhado pela expressão ‘quando’. É o fato que pode expressar essa causa de tempo. realizei a tarefa". Finalidade A finalidade é aquilo que você responde: qual o objetivo da ação? A onde você quer chegar? Através da construção ‘a fim de que’. Simplesmente não há texto sem modalização. é possível perceber se ele crê no que diz. uma norma. O chamado ethos é a imagem que a gente cria de si mesmo. MODALIZAÇÃO O que é modalização? Modalização é o fenômeno pelo qual o sujeito expressa sua adesão ao texto. você consegue exprimir essa relação lógica-discursiva. além de simultaneidade. a marca dos modalizadores no discurso. do que aconteceu). . é a expressão de um ponto de vista. “De acordo”.

eu duvido. · Saber – eu sei. eu proíbo.. é necessário.É uma pena que nas escolas não sejam utilizados para formar cidadão mais críticos. Os verbos modais são muito importantes para que se saiba de fato qual sentido se quer atribuir e como se deve ler. restringindo as chances de o leitor discordar dos fatos apresentados pelo autor. Eu faço Letras .. · performativos explícitos: eu ordeno.. certamente.. · Proibido: Não se deve estacionar na faixa amarela. já que .. é preciso. lamentavelmente. eu acho. um texto sempre revela um pouco daquilo que quem escreve pensa. ele proporciona ao leitor a chance de tirar suas próprias conclusões. os verbos modalizadores recebem especial atenção em qualquer gramática em que se procure. é certo Viajarei com certeza. é possível Provavelmente virei.. Outra maneira de enriquecer o texto está no uso do diminutivo e aumentativo das . · advérbios: talvez. que tenham mais certeza do que querem ao escreverem ou que possam melhor se posicionar quando lêem ou falam. se eu repito várias vezes uma palavra provavelmente eu estou querendo enfatizar uma ideia. eu permito.Português/Alemão e... ele pode tornar seu discurso mais polêmico ou autoritário. O modalizadores são um recurso muito rico de nossa língua.· Crer – eu acho. felizmente.Um texto nunca é neutro por completo.. haver de. · predicados cristalizados: é certo. dever. no ensino da língua alemã. Recursos Linguísticos A primeira coisa que você precisa entender é que os recursos linguísticos são efeitos especiais de uma língua e que têm como objetivo enriquecer o texto. ter que/ de.. eu sei. · verbos auxiliares: poder. precisar de. como dito antes. Quando o autor faz esta escolha. a) Modalidades Deônticas: referem-se ao eixo da conduta (obrigatoriedade/ permissibilidade).. · Obrigatório: Você precisa se alimentar melhor. infelizmente. · verbos de atitude proposicional: eu creio.Quando se constrói um discurso mais polêmico fazemos mais uso dos modalizadores inseridos no eixo do crer. Já o discurso inserido no eixo do saber e do dever estará mais voltado para um discurso autoritário. Recursos Lingüísticos para a expressão da modalização: · modos e tempos verbais. De acordo com os modalizadores que um autor utiliza. Por exemplo.

também são exemplos de recursos linguísticos. Meu sobrinho é um cachorrão! . Porém. Pronto! Esses são os principais "efeitos especiais" que podemos usar num discurso. que é o estudo da linguagem conotativa.. . Já percebeu que o sufixo "inho(a)" nem sempre tem função de mostrar afeto? Ex.Neste contexto. Pessoas de baixo nível cultural.palavras. recursos linguísticos. como o Enem.. que apresenta mais de um significado para uma mesma palavra em determinado texto. gente no diminutivo está representando uma expressão pejorativa. Função social do texto. O objetivo do texto 3. . não podemos deixar de falar da polissemia. costumam exigir seu conhecimento em relação à expressões semelhantes. Saiba que as questões relacionam a forma com o efeito.Você percebe que esse "xingamento" soa mais como elogio pelo sobrinho ser um pegador de mulheres . Outro exemplo interessante é a palavra "cachorro". a dica é sempre observar: 1. Para finalizar.Sabemos que se trata de um namorado canalha. muito usadas em poemas. Então.: Não quero falar com essa gentinha. O namorado dela é uma cachorro! .. O autor 2.questão cultural.. efeitos expressivos. Os concursos. As figuras de linguagem. cafajeste. O tema principal 4.

regionalismos e linguagem vulgar. o falante está mais preocupado em transmitir o conteúdo da mensagem do que como esse conteúdo vai ser estruturado. coloquial. Utilizar a norma culta da língua portuguesa. Esse nível de linguagem não segue a rigor todas as regras da gramática normativa. cartilhas e dicionários das línguas etc. cada língua possui sua estrutura e muitas delas possuem um conjunto de regras responsável pelo funcionamento dos elementos linguísticos. já que esse é o nível de linguagem ensinado nas escolas. os falantes elegem o nível de linguagem mais adequado para que tanto o emissor quanto o receptor das mensagens possam compreender e ser compreendidos. os usuários das línguas podem eleger qualquer um dos diferentes níveis de linguagem para interagir verbalmente com os outros. A interação verbal entre os sujeitos é possível por meio das palavras e pode ser realizada por meio da fala e/ou da escrita. não significa comunicar-se de maneira difícil e rebuscada. por exemplo. Embora à língua padrão seja atribuído certo prestigio cultural e status social. ser de conhecimento e acessível a todos os falantes da mesma comunidade linguística. os usuários da língua encontram a norma-padrão de funcionamento da língua chamada de “padrão ou culta”.Níveis de linguagem Podemos interagir e nos comunicar com outras pessoas por meio de diversos níveis de linguagem: padrão. ou pelo menos deveria. nos manuais didáticos. a qual deve. Isso significa que existem linguagens diferentes para ocasiões distintas. Ao utilizar a linguagem coloquial. Nível 1: Norma culta/padrão Como sabemos. gírias. Dependendo da situação comunicativa. em toda situação comunicativa. pois está mais preocupado com a função da linguagem do que com a forma. . o uso da linguagem culta está menos relacionado à questão estética e muito mais associado à sua democratização. Nela. ou seja. Esse conjunto de regras é conhecido como gramática normativa. Nível 2: Linguagem coloquial/informal/popular A linguagem coloquial é aquela utilizada de maneira mais espontânea e corriqueira pelos falantes.

os falantes conseguem compreender a mensagem e seus efeitos de sentido nas trocas de mensagens. As estruturas gramaticais não seguem regras ou normas de funcionamento. isto é. os falantes utilizam a linguagem coloquial nas situações comunicativas mais informais. Ela está relacionada ao cotidiano de certos grupos sociais e podem ser incorporadas ao léxico de uma língua conforme sua intensidade e frequência de uso pelos falantes. mas. É o caso. apresenta uma imensa variedade de regionalismos na fala dos usuários nativos de cada uma de suas cinco regiões. Nível 5: Linguagem vulgar A linguagem vulgar é exatamente oposta à linguagem culta/padrão. está quase obsoleta. O Brasil. mesmo de maneira bem rudimentar. de maneira geral. De maneira geral. mas que. beleza”.com/watch?v=yJG3fjBwI1k . as palavras ou expressões provenientes das gírias são utilizadas durante um tempo por um certo grupo de usuários e depois são substituídas por outras por outros usuários de outras gerações.youtube. de uma gíria bastante utilizada pelos falantes nas décadas de 80 e 90: “chuchu. nas mais variadas comunidades linguísticas. por exemplo. O mais interessante é que. Nível 3: Linguagem regional/regionalismo A linguagem regional está relacionada com as variações ocorridas. por exemplo. familiares etc. atualmente. principalmente na fala. Veja alguns exemplos bastante recorrentes em nossa língua:  “Nóis vai”  “Pra mim ir”  “Vamo ir” DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Vídeo aula: https://www. Nível 4: Gírias A gíria é um estilo associado à linguagem coloquial/popular como meio de expressão cotidiana. Essas variações são também chamadas de dialetos. Podemos considerar a linguagem vulgar como sendo um vício de linguagem. nos diálogos entre amigos.

com/watch?v=AWlBx9_TPSs .FIGURAS DE LINGUAGEM Vídeo aula: https://www.cccyoutube.