Cópia não autorizada

DEZ 2003 NBR 5738
Concreto - Procedimento para
moldagem e cura de corpos-de-prova
ABNT - Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13/28º andar
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (21) 3974-2300 Origem: Projeto NBR 5738:2002
Fax: (21) 2240-8249/2220-6436
Endereço eletrônico:
ABNT/CB-18 - Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados
www.abnt.org.br CE-18:301.03 - Comissão de Estudo de Ensaios Físicos para Concreto Fresco
NBR 5738 - Concrete - Procedure of molding and curing of concrete test
specimens
Copyright © 2003,
Descriptors: Concrete. Test specimens. Molding
ABNT–Associação Brasileira Esta Norma substitui a NBR 5738:1994
de Normas Técnicas Válida a partir de 30.01.2004
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados
Palavras-chave: Concreto. Corpo-de-prova. Moldagem 6 páginas

Sumário

Prefácio
1 Objetivo
2 Referências nor mativas
3 Definição
4 Aparelhagem
5 Amostragem
6 Abatimento
7 Procedimento d e moldagem
8 Cura
9 Preparação das bases dos corpos-de-prova cilíndricos para ensaio à compressão axial

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma pre screve o procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova de concreto.

1.2 Esta Norma se aplica a corpos-de-prova cilíndricos utilizados nos ensaios de compressão e de tração por compressão
diametral e a corpos-de-prova prismáticos utilizados no ensaio de tração por flexão.

1.3 Esta Norma não se aplica a concretos com abatimento igual a zero ou misturas relativamente secas, tais como as
empregadas para a construção de tubos para galerias ou blocos de concreto.

4.Concreto . ao serem citadas neste texto.0 ± 0.2 O conjunto cons tituído pelo molde e sua base deve ser estanque. 25 cm. 4. cilíndrica.Separação de agregados grandes por peneiramento NBR NM 47:2002 . devem ser vedadas com um material de características adequadas que não reaja com o cimento Portland. e as condições de perpendicularidade e planeza das laterais e base dos moldes. sendo verificadas as dimensões. sem danificar os corpos-de-prova. com diâmetro igual ao da haste.1 e 4. 4 Aparelhagem 4.Amostragem de concreto fresco NBR NM 36:1998 . no caso de corpos-de-prova prismáticos.3 Vibradores 4. com superfícies lisas e livres de saliências. 4. e cumprir com os seguintes requisitos: o comprimento deve ser pelo menos 50 mm maior que o vão de ensaio e 50 mm maior que três vezes a dimensão do lado da seção transversal do corpo-de-prova. A base. NBR 9833:1987 . com tolerância de planeza de 0.2 Prismáticos Devem ter seção transversal quadrada.05 mm.Determinação da massa específica e do teor de ar pelo método gravimétrico - Método de ensaio NBR NM 33:1998 . 2%. 20 cm. 4.1.1 mm.Concreto fresco .3 Não devem ser aceitos moldes com geratrizes abertas desencontradas.4. com exatidão de 0. com um ou os dois extremos em forma semiesférica. e a menor aresta. no caso de corpos-de-prova cilíndricos.1 As laterais e a b ase do molde devem ser de aço ou outro material não absorvente. As medidas diametrais têm tolerância de 1% e a altura. Cópia não autorizada 2 NBR 5738:2003 2 Referências no rmativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que.3.05 mm.1 Devem ter altur a igual ao dobro do diâmetro.2 Devem ter espe ssura suficiente para assegurar as condições definidas em 4.4 Controle geom étrico Periodicamente.1. constituem prescrições para esta Norma.2) mm de diâmetro e comprimento de 600 mm a 800 mm. que não reaja com o cimento Portland.3. a tolerância das dimensões deve ser inferior a 2% e nunca maior do que 2 mm.Concreto . Para evitar esse problema. 15 cm.Concreto fresco . a dimensão transversal deve ser de no mínimo 150 mm.1.1.3.1.1 Moldes 4.1.Determinação do teor de ar em concreto fresco . 4. colocada no extremo inferior do molde. respectivamente.3 Características gerais 4. os moldes podem ter um dispositivo que evite o desencontro das geratrizes abertas.1. O molde deve ser aberto em seu extremo superior e permitir fácil desmoldagem. de (16. com superfície lisa. para evitar perda de água. 4. O diâmetro deve ser de 10 cm. 4. Os planos das bordas circulares extremas do molde devem ser perpendiculares ao eixo longitudinal do molde. A freqüência de vibração não deve ser inferior a 100 Hz (6 000 vibrações por minuto).1. Quando as juntas não forem estanques.Concreto . As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.3.1.1 Os vibradores d e imersão (internos) podem ter eixo rígido ou flexível e devem ser acionados por um motor elétrico.1 Cilíndricos 4. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.1.1. recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. e suficientemente resistentes para manter sua forma durante a operação de moldagem. aplica-se a seguinte definição: 3. deve ser rígida e plana.1 dimensão bási ca dos corpos-de-prova: Dimensão utilizada como referência para os corpos-de-prova. com exatidão de 0. 30 cm ou 45 cm. ou sempre que se verificar alguma anomalia.Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone 3 Definição Para os efeitos desta Norma.1. medida quando o elemento vibrante estiver submerso no concreto.1. . 4.Método pressométrico NBR NM 67:1998 . deve ser realizado um controle geométrico. Como toda norma está sujeita a revisão. sendo utilizado o diâmetro. dependendo das condições e freqüência de uso dos moldes.2 Haste de adens amento Deve ser de aço.3.

de acordo com a NBR 9833.2 Adensamento manual com haste (ver tabela 1) 7. 7. b) os concretos com abatimento compreendido entre 30 mm e 150 mm podem ser adensados com a haste (adensamento manual) ou por vibração. determinar o teor de ar na amostra de concreto de acordo com a NBR NM 47 ou. no caso de concretos que contenham agregados de elevada porosidade.4.3. 7. 6. que ocasionalmente sejam encontradas na moldagem dos corpos-de-prova.1 Proceder a uma prévia remistura da amostra para garantir a sua uniformidade e colocar o concreto dentro dos moldes em número de camadas que corresponda ao que determina a tabela 1. utilizando uma concha de seção U.2. ele deve dispor de meios para fixar firmemente o molde ao vibrador. que deve penetrar no concreto com seu extremo em forma de semiesfera o número de vezes definido na tabela 1. 7 Procedimento de moldagem 7.1 Dimensões do s corpos-de-prova A dimensão básica do corpo-de-prova deve ser no mínimo quatro vezes maior que a dimensão nominal máxima do agregado graúdo do concreto. 5 Amostragem 5. de acordo com o responsável pela obra.4 Adensamento dos corpos-de-prova 7. Deve dispor ainda de aparelhagem para controlar a freqüência de vibração.2 Registrar. . a hora de adição da água de mistura.3.Quando necessário. para posterior referência. os moldes e suas bases devem ser convenientemente revestidos internamente com uma fina camada de óleo mineral. 4.1 Introduzir o con creto no molde em camadas de volume aproximadamente igual e adensar cada camada utilizando a haste. deslocar a concha ao redor da borda do molde. 4. 7. NOTA .1 A amostra de co ncreto destinada à preparação de corpos-de-prova deve ser obtida de acordo com o definido na NBR NM 33. 7. devem ser eliminadas por peneiramento do concreto. 7.Para concretos especiais.4. livre de vibrações e outras perturbações que possam modificar a forma e as propriedades do concreto dos corpos-de-prova durante sua moldagem e início de pega.2 As amostras em pregadas nos ensaios de abatimento e teor de ar devem ser descartadas. a medida básica do corpo-de-prova pode ser no mínimo três vezes maior que a dimensão nominal máxima do agregado graúdo do concreto. As partículas de dimensão superior à máxima nominal. 6 Abatimento 6.2. determinado de acordo com a NBR NM 67.2 A superfície de apoio dos moldes deve ser rígida.2. Cópia não autorizada NBR 5738: 2003 3 4. NOTA . o procedimento de moldagem pode ser modificado de modo a simular o adensamento a ser empregado na obra. o local de aplicação do concreto.2 Ao introduzir o c oncreto.4 Qualquer que s eja o tipo de vibrador externo utilizado. 7. de acordo com a NBR NM 36.3 Os vibradores e xternos podem ser do tipo de compartimento fechado e a freqüência de vibração deve ser superior a 50 Hz (3 000 vibrações por minuto). horizontal. e das seguintes condições: a) os concretos com abatimento compreendido entre 10 mm e 30 mm devem ser adensados por vibração. nivelar o concreto antes de iniciar seu adensamento. O comprimento total da parte flexível e do elemento vibrante deve ser pelo menos 80 mm maior que a altura do molde.Alternativamente.1 Escolha do mé todo de adensamento Deve ser feita em função do abatimento do concreto.1 Antes de proced er à moldagem dos corpos-de-prova. com a haste em movimento circular.3. imediatamente. a data.2 O diâmetro ou o lado exterior da seção transversal do elemento vibrante de vibradores internos não deve ser inferior a 19 mm nem superior a 1/4 da dimensão básica (d) para os corpos-de-prova cilíndricos e 1/3 da dimensão básica (d) para os corpos-de-prova prismáticos.4.2 Preparação do s moldes 7. de forma a assegurar uma distribuição simétrica e.3 Moldagem dos corpos-de-prova 7.3.1 Determinar o ab atimento da amostra de concreto de acordo com a NBR NM 67. desde que conste no relatório do ensaio. NOTA .3. 5. a hora da moldagem e o abatimento obtido. c) os concretos com abatimento superior a 150 mm devem ser adensados com a haste (adensamento manual).

4. no sentido do eixo longitudinal do corpo-de-prova. bater levemente na face externa do molde até o fechamento dos vazios deixados pelo elemento vibrante. Em nenhum caso é aceito completar o volume do molde com concreto após o adensamento da última camada. em pontos afastados entre si aproximadamente a metade do comprimento do corpo-de-prova.4. .2 Colocar o concr eto no molde em camadas de volumes aproximadamente iguais. O elemento vibrante deve ser introduzido em direção perpendicular à superfície do corpo-de-prova.3. Cópia não autorizada 4 NBR 5738:2003 Tabela 1 . Os golpes devem ser distribuídos uniformemente em toda a seção transversal do molde. Esse tempo depende da consistência do concreto e da eficiência do vibrador. quando adensada com a haste.3.4. ao longo de seu eixo.Número de camadas para moldagem dos corpos-de-prova 1) Dimensão básica Número de camadas em função do tipo Tipo de de adensamento Número de golpes para (d) corpo-de-prova adensamento manual mm Mecânico Manual 100 1 2 12 150 2 3 25 Cilíndrico 200 2 4 50 250 3 5 75 300 3 6 100 450 5 9 225 150 1 2 75 Prismático 250 2 3 200 450 3 -. Ao vibrar cada camada. Cada uma das camadas seguintes também deve ser adensada em toda sua espessura. Deve-se evitar vibrar demasiadamente o concreto. 7.3 Adensamento por vibração 7. pois isso pode produzir segregação. evitando-se golpear a base do molde. tipo de vibrador e de molde. 7. 7.3. 7.3.1 Para cada class e de concreto.4 A retirada do vib rador deve ser realizada com todo o cuidado possível. preenchendo totalmente o molde com concreto ao vibrar. até o fechamento destes.4.4.4.4. Após o adensamento de cada camada.1 Para corpos-de -prova cilíndricos.2 A primeira cama da deve ser atravessada em toda a sua espessura.3. Antes de iniciar a vibração de cada camada. com dimensões compatíveis com o diâmetro do corpo-de-prova a ser moldado.É permitido o emprego do complemento auxiliar tronco-cônico. a razão entre o diâmetro do corpo-de-prova e o diâmetro ou o lado externo do elemento vibrante não deve ser inferior a quatro.2.4. NOTA .3. que deve ser mantido uniforme.2 Para corpos-de -prova prismáticos. -- 1) Para concretos com abatimento superior a 160 mm. 7.3. ao adensar a segunda camada.3 Se a haste de a densamento criar vazios na massa de concreto.4. Caso o número de camadas resulte fracionário. de forma que ao ser adensada complete todo o volume do molde e seja possível proceder ao seu rasamento.2.3. no centro da superfície do corpo-de-prova.4. na massa do concreto adensado.3.4. a razão entre a largura do molde e o diâmetro ou o lado externo do elemento vibrante não deve ser inferior a três. 7.3. definido na NBR NM 67.3 Vibração intern a 7. a quantidade de camadas deve ser reduzida à metade da estabelecida nesta tabela. fazendo com que a haste penetre aproximadamente 20 mm na camada anterior. arredondar para o inteiro superior mais próximo. eliminando o material em excesso. evitando que fiquem vazios em cada local de inserção. 7. deve-se bater levemente na face externa do molde. Somente quando o adensamento for realizado por vibração interna.4 A última camad a deve ser moldada com quantidade em excesso de concreto.3.3 Ao adensar a ca mada inferior. o elemento vibrante deve ser introduzido apenas uma vez. é requerido um tempo particular de vibração. o vibrador deve penetrar aproximadamente 20 mm na camada anterior. 7. o molde deve conter a quantidade total de concreto correspondente a essa camada. A vibração deve ser finalizada quando a superfície do concreto apresentar um aspecto relativamente liso e praticamente não houver mais o aparecimento de bolhas de ar na superfície. 7. o concreto da última camada deve ser colocado de modo que sua superfície fique no máximo 5 mm abaixo da altura do molde.2. de acordo com a tabela 1. evitar que o vibrador descanse sobre a base do molde ou toque suas paredes laterais.

8. (25 ± 2)°C ou (27 ± 2)°C. os corpos-de-prova devem ser levados imediatamente após o rasamento indicado em 7.2 Antes de serem armazenados. 8. até que sejam enviados ao laboratório para serem ensaiados. 7. ou após 48 h.2.1 Quando não for possível realizar a moldagem no local de armazenamento. os corpos-de-prova devem ser identificados.2 Esses corpos-d e-prova devem receber as mesmas proteções contra as ações climáticas e a mesma cura em toda sua superfície que a estrutura de concreto que representam. NOTA . com a finalidade de evitar perda de água do concreto.1 e 8.3. devem permanecer na obra nas condições indicadas em 8.2. ou 48 h (no caso de corpos-de-prova prismáticos). empregando para isso uma régua metálica ou uma colher de pedreiro adequada. exposição direta ao sol ou outra fonte de calor. 8. 8.4 Vibração exter na Devem ser tomadas todas as precauções para que o molde se mantenha fixo à superfície ou ao elemento vibrante.2 ou 8. (25 ± 2)°C ou (27 ± 2)°C.2. NOTA . qualquer movimento que possa perturbar o concreto ou a superfície superior do corpo-de-prova. 8. Cópia não autorizada NBR 5738: 2003 5 7. . 7. os corpos-de-prova destinados a um laboratório devem ser transportados em caixas rígidas.1 Os corpos-de-p rova devem ser desmoldados e identificados como descrito em 8.3. os corpos-de-prova devem ser mantidos em câmara úmida até o momento do ensaio.6. os corpos-de-prova podem ser desmoldados em idades mais recentes e esse fato deve constar no relatório do ensaio.2.3.4 Impedir a secag em das superfícies dos corpos-de-prova prismáticos entre o momento em que são retirados do local de cura e a realização do ensaio.A temperatura do ar pode ser mantida no intervalo de (21 ± 2)°C. evitar trepidações.1 Após a moldage m.5. 8. após cumprido o período de cura inicial.2. 8.1 Os corpos-de-p rova a serem ensaiados a partir de um dia de idade.3 Imediatamente após sua identificação. 7. segundo definido em 8.1 Cura inicial 8.Em casos especiais. 8 Cura 8. 8.3 pelo menos durante 21 dias.3. choques. no caso de corpos-de-prova cilíndricos.5 Ao chegar ao la boratório. Os corpos-de-prova não devem ficar expostos ao gotejamento nem à ação de água em movimento.3 Corpos-de-pro va moldados para verificar as condições de proteção e cura do concreto 8.5 Os corpos-de-p rova preparados com concreto leve devem ser retirados da câmara de cura aos sete dias e conservados ao ar a (23 ± 2)°C e a uma umidade relativa de (50 ± 15)% até o momento do ensaio. Ao manusear os corpos-de-prova.3. evitando temperaturas elevadas e perda de umidade. porém deve ser registrada no relatório de ensaio. que evite golpes.2. Para realizar o transporte.3.6. livre de vibrações e de qualquer outra causa que possa perturbar o concreto. devem ser desmoldados 24 h após o momento de moldagem.2 Os corpos-de-p rova transportados da obra ao laboratório para serem ensaiados. contendo serragem ou areia molhadas. os corpos-de-prova devem permanecer no mesmo local e expostos às mesmas condições climáticas que as estruturas. colocar os moldes sobre uma superfície horizontal rígida.2.3. os corpos-de-prova devem ser armazenados até o momento do ensaio em solução saturada de hidróxido de cálcio a (23 ± 2)°C ou em câmara úmida à temperatura de (23 ± 2)°C e umidade relativa do ar superior a 95%.4. inclinações e. no local mais próximo possível de onde foi extraída a amostra de concreto.6 Manuseio e tra nsporte 7. 8.2 Corpos-de-pro va moldados para comprovar a qualidade e a uniformidade do concreto durante a construção 8.1.1. devem permanecer na obra pelo menos durante três quartas partes da idade de ensaio.2. para corpos-de-prova prismáticos.3. porém deve ser registrada no relatório de ensaio. moldados com a finalidade de verificar a qualidade e a uniformidade do concreto utilizado em obra ou para decidir sobre sua aceitação. devem ser submetidos ao tipo de cura correspondente.4 Se os corpos-de -prova forem ensaiados aos 28 dias. sendo imediatamente armazenados sobre a estrutura. até o local onde permanecerão durante a cura inicial. 8. de forma geral. Durante as primeiras 24 h (no caso de corpos-de-prova cilíndricos). No caso de outras idades. sendo devidamente cobertos com material não reativo e não absorvente. todos os corpos-de-prova devem ser armazenados em local protegido de intempéries.A temperatura do ar da câmara úmida ou da água do tanque de cura pode ser mantida no intervalo de (21 ± 2)°C. golpes.3 Após o período d e cura especificado para as estruturas.2 Após a desforma. após o adensamento da última camada deve ser feito o rasamento da superfície com a borda do molde. devem ser embalados de maneira adequada. NOTA .5 Rasamento Independentemente do método de adensamento utilizado. 8.

05 mm em qualquer ponto.1.6 A placa deve permanecer sobre o topo do corpo-de-prova até a desforma. Esta operação é normalmente executada em máquinas especialmente adaptadas para essa finalidade.1 Decorridas 6 h a 15 h do momento da moldagem. no momento de sua aplicação. 9.4.5 Outros processos podem ser adotados. com a utilização de ferramentas abrasivas. 9. deve ser feita de acordo com o estabelecido em 9. desde que estes sejam submetidos à avaliação prévia por comparação estatística.4 A espessura da camada de capeamento não deve exceder 3 mm em cada topo. com espessura menor ou igual a 3 mm.1 Consiste na remoção. 9.4 Retificação ou capeamento Os corpos-de-prova que não tiverem sido rematados conforme 9.2. 9.4 A pasta de cimento colocada sobre o topo do corpo-de-prova deve ser trabalhada com a placa até que a face inferior desta fique em contato firme com a borda superior do molde em todos os pontos. NOTA .2 As falhas de planicidade em qualquer ponto da superfície obtida.4.2.3 O acabamento dos topos dos corpos-de-prova deve ser feito com o auxílio de uma placa de vidro plana. de forma a adequá-las para a realização dos ensaios de compressão.1 Antes de ensaia r os corpos-de-prova. por meios mecânicos. A retificação deve ser feita de tal forma que se garanta a integridade estrutural das camadas adjacentes à camada removida. é imprescindível preparar suas bases.4.4.3 Remate com p asta de cimento (procedimento opcional) 9.3. passar uma escova de aço sobre o topo do corpo-de-prova e rematá-lo com uma fina camada de pasta de cimento consistente. Cópia não autorizada 6 NBR 5738:2003 9 Preparação da s bases dos corpos-de-prova cilíndricos para ensaio a compressão axial 9. com no mínimo 12 mm de espessura e dimensões que ultrapassem em pelo menos 25 mm a dimensão transversal do molde.05 mm. 9.2 A preparação d as bases dos corpos-de-prova cilíndricos. com resultados obtidos de corpos-de-prova cujos topos foram preparados por retificação. 9. 9.1 Consiste no revestimento dos topos dos corpos-de-prova com uma fina camada de material apropriado. a adequabilidade do material de capeamento utilizado deve ser testada por uma comparação estatística. e) resistência à compressão compatível com os valores normalmente obtidos em concreto. que garanta a perpendicularidade da superfície obtida com a geratriz do corpo-de-prova.4. 9. 9.Em caso de dúvida.2 A pasta deve ser preparada cerca de 2 h a 4 h antes de seu emprego.3 devem ser capeados ou retificados. 9. c) fluidez. 9. e proporcione uma superfície lisa e livre de ondulações e abaulamentos.5 A aderência da pasta à placa de capeamento deve ser evitada.4.3.3. 9.4.2.2 Deve ser utilizado um dispositivo auxiliar. e os resultados obtidos apresentem-se compatíveis. d) acabamento liso e plano após endurecimento.4. isenta de riscos ou vazios e não ter falhas de planicidade superiores a 0. b) compatibilidade química com o concreto. ________________ .2. não devem ser superiores a 0.1 Retificação 9.3 A superfície resultante deve ser lisa.2 Capeamento 9. com resultados obtidos de corpos-de-prova capeados por processo tradicional.3. 9.4. com as seguintes características: a) aderência ao corpo-de-prova. denominado capeador.3. 9.1. 9. lubrificando-se esta última com uma fina película de óleo mineral. de modo que se tornem superfícies planas e perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo-de-prova.4. de uma fina camada de material do topo a ser preparado.3 e 9.3.2.