APRESENTAÇÃO

Essa cartilha tem por objetivo levar orientações

CARTILHA DO imprescindíveis sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos de
Serviço de Saúde – PGRSS, em concordância com a RDC 306/04 da
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e da Resolução
358/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA. Outras

PGRSS resoluções, leis e normas, tal como a NR 32 do ministério do
trabalho, também serão consideradas.

As informações contidas aqui certamente servirão como
(Plano de Gerenciamento de Resíduos
agentes facilitadores para quem almeja familiarizar-se com o
de Serviço de Saúde) assunto, de modo a desenvolver um entendimento para a aplicação
(Desenvolvimento, implementação e monitoramento) e entendimento
do PGRSS, permitindo assim, um eficaz gerenciamento dos resíduos
de serviço de saúde.

Este documento visa manter informado / atualizado todo
profissional que, dentre outras, atuam na área de saúde. Ele é
resultado de uma ação conjunta do Conselho Regional de
Enfermagem – COREN, e do Centro Tecnológico Ambiental,
Qualidade, Saúde e Segurança Ocupacional – CETAQSSO, com
apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
– ABES, através de sua Câmara Técnica - CTRSS.

O acesso, a distribuição, a reprodução e a utilização dessa
cartilha são inteiramente gratuitos, não incidindo qualquer ônus para
o usuário interessado, desde que não se alterem suas
características originais e se mantenha a identificação do autor –
conforme descrita na última página desta.
Segundo a RDC 306/04 da ANVISA e
Resolução 358/05 do CONAM. Boa leitura !

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passou-se 5. INTRODUÇÃO 4 2.8. QUEM ESTÁ OBRIGADO A IMPLEMENTÁ-LO ? 8 Ao realizarmos uma profunda pesquisa no escopo da legislação 5. comunidades 5. O município também 3 4 .2. neste caso estamos focando as Resoluções RDC Nº 306/04 e Conama Nº 358/04. QUAL É SEU O OBJETIVO ? 7 a expressão “Lixo Hospitalar” deu lugar à “Resíduos de Saúde”.2. COMO CUMPRIR ESSA DETERMINAÇÃO ? 9 que se refere a resíduos de serviço de saúde. nunca estiveram tanto em evidencia como nos dias de hoje.7 TRANSPORTE EXTERNO 15 Os legisladores concluíram então que os estabelecimentos 5.2. Desta forma. É por isso que 3. inclui-se também normas voluntárias expedidas pela ABNT. estendendo-se ao transportador e o responsável pela 5.4 MONITORAMENTO 18 destinação final. 7 ENCERRAMENTO 20 No Brasil a preocupação com o assunto não é nova.3 TREINAMENTO 16 outro poluidor.1 GERAÇÃO / SEGREGAÇÃO 11 e meio ambiente pudessem ter ao menos o mínimo de segurança possível. 5. nas esferas estadual e federal. também passamos a contemplar nesse segmento o 6 OUTRAS RECOMENDAÇÕES 18 princípio da “co-responsabilidade” e também o “poluidor-pagador”.2. onde profissionais. limpeza urbana.2.3 IDENTIFICAÇÃO 13 ambiental e social). ambiental. 4. 5.2.5 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO OU INTERNO 14 profissionais da área ocupacional.8 TRATAMENTO 15 envolvidos na geração e destinação dos resíduos deviam se responsabilizar por suas atuações.2.1 A DISTINÇÃO DOS 5 NÍVEIS DE RESÍDUOS 10 podemos observar que a intenção das autoridades e técnicos era de 5. 5. então a partir destas.2 AS 6 FASES DO MANUSEIO 11 elaborar um programa abrangente.6 ARMAZENAMENTO EXTERNO (ABRIGO) 14 industrial farmacêutica e sociedades de especialidades médicas. 1. independente de seus nichos de atuação (a preocupação é 5. onde se formou um grupo de trabalho envolvendo 5. ainda no 8 REFERÊNCIAS 21 inicio da década de 90 foram emitidas várias leis e normas sobre 9 ESSA CARTILHA 22 resíduos de saúde.2 ACONDICIONAMENTO 12 grande. INTRODUÇÃO ÍNDICE Os Resíduos de Serviço de Saúde.4 TRANSPORTE INTERNO 13 resoluções.1 DESTINAÇÃO FINAL EM ATERRO 16 a aplicar ao “gerador de RSS” as mesmas penalidades que qualquer 5.2. 1.2. 5. O QUE É PGRSS ? 7 O assunto tomou proporções tão grandiosas que passou a abranger várias outras áreas antes não consideradas. Isso ficou caracterizado no ato da elaboração das referidas 5. porque o assunto transpassa várias áreas: Profissional.

para a não observância da emitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. 5 6 . haja vista a falta de entendimento e Sanitária – ANVISA. O PGRSS é complexo e requer uma atenção especial. mas sim porque no Brasil a ANVISA é Porem. pois ela (isso comprovou a não se limitou a ser mais uma lei a ser seguida. seguindo em uma por ela. matas. mas a situação parecia que caminharia para o pleno colapso. essa mesma resolução sofreu algumas pequenas urgentemente. então que no ano de 2003 apareceu em cena a Resolução da resoluções e outros. lixões e refere a legislação ditada pela ANVISA. comunidades e meio ambiente de um modo Apesar da RDC 306/04 ser bem extensa e diversificada. fragilidade da legislação trouxe uma notória idéia de um “Sistema de Gestão”. portarias. Mais tarde. De forma eficiente. alterações e foi reeditada como RDC 306/04. Essa resolução foi realmente até em praças públicas. harmonizando assim os ideais com a ANVISA de uma vez fato de não se ter tido por todas. mas a real necessidade de que também monitorar seus processos. surpreendente. independente de o órgão primariamente competente para fiscalizar os qualquer motivo ou estabelecimentos de saúde de um modo geral. por haver alguns Talvez o maior motivo pequenos pontos de vista que divergia da então resolução 283. ninguém melhor do que a própria ANVISA para emitir uma lei específica e também para garantir que seu Por várias vezes cumprimento ocorresse ! foram encontrados resíduos de saúde jogados A RDC 33/03 certamente foi um marco histórico no que se em rios. o risco biológico estava Serviço de Saúde – PGRSS. o país carecia dessas resoluções. dos órgãos responsáveis.direcionou atenção especial para o assunto nos primeiros anos de Provavelmente não pela ausência de uma legislação específica. haja vista que os ora prevista). no ano de 2005 conseqüentemente seu o CONAMA também revisou sua resolução e a reeditou como descumprimento fosse pelo 358/05. o fato era que pacientes. onde velocidade muito perigosa. decretos. no que tange a resíduos de saúde. a questão ainda estavam Diretoria Colegiada – RDC nº 33 da Agencia Nacional de Vigilância longe de ser resolvida. sobre o assunto. praticamente se resume no Plano de Gerenciamento de Resíduos de sem que as autoridades se dessem conta. ela geral. não apenas para ter mais lei. mesmo sem ter culpa. 2000. situação. pagavam por isso. que legislação e também tratava sobre o mesmo assunto. que envolve vários requisitos ditados avançando e espalhando-se silenciosamente. como já vimos. sendo assim alvo de inúmeras criticas positivas. causando uma reviravolta nas expectativas aplicabilidade do exigido. Ora. algo fosse feito Posteriormente. Havia então estabelecimentos de saúde deveriam não apenas implementar. profissionais. Inexplicavelmente. Foi Apesar desse grandioso volume de leis. uma eficiente fiscalização Na realidade. que havia na época. no próximo artigo veremos em detalhes.

Posto de saúde sistêmicos. obrigatoriamente. impresso). indicadores e monitoramentos. A RDC 306/04. onde o PGRSS é o ponto 4.. O QUE É PGRSS ? pequena frase: “Saúde e segurança para todos envolvidos direta e indiretamente”. definem-se como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde 3. intra-empresas. em resumo. implementação e monitoramento de procedimentos sistêmico documentados (posto em papel. serviços de tatuagem. unidades móveis de adequado gerenciamento dos RSS (resíduos de Serviço de Saúde) atendimento à saúde. pode-se representar o objetivo do PGRSS por uma 2. nas próprias instituições que o geram. distribuidores de produtos de um modo geral. Veterinários. onde sua avaliação e ajustes são constantes. Embora a obrigatoriedade do plano venha por meio de uma A sigla PGRSS é uma abreviação de Plano de Gerenciamento de resolução a exigência acontece em âmbito federal. importadores. baseando. é obrigatória a todos os estabelecimentos que O plano não deve ser encarado como mais um documento. Dentistas. que descreva todas as intenções e procedimentos da forma tem ligação com a saúde (gerando resíduos de serviço de organização. drogarias e farmácias inclusive as de específicos e eficazes contra possíveis infectos contagios de manipulação. necrotérios. (individualmente) o desenvolvimento e a implementação do plano. esse plano é uma composição de vários processos Hospitais. visitantes. distribuidores e produtores de Visa estabelecer de forma definida e documentada um materiais e controles para diagnóstico in vitro. Para efeito da RDC 306/04. Por tanto. se em eficientes indicadores.. pacientes. laboratórios analíticos de produtos para É importante lembrar que a legislação foi desenvolvida por um saúde. Os procedimentos de fiscalização contarão com a participação das Secretarias Municipais e estaduais de Saúde e de Meio 7 8 . cabendo a elas mesmas dentre outros similares. melhoria continua por meio de medições. é basicamente a elaboração. Etc. funerárias e serviços onde se realizem grupo de técnicos especializados advindos de várias áreas. farmacêuticos. que de alguma documentado. ser aplicado em todos O PGRSS pode ser representado por um “Manual” estabelecimentos brasileiros que prestam serviços. A implantação do PGRSS não é voluntária. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de profissionais. QUEM ESTÁ OBRIGADO A IMPLEMENTÁ-LO ? central ou o a organização de todos os processos. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. com força de lei. inclusive prevendo programas de treinamentos e saúde ou clínico). serviços de acupuntura. centros de controle de zoonoses. deve. Sobretudo. Resíduos de Serviço de Saúde. comunidades e meio ambiente saúde. tendo atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). QUAL É SEU O OBJETIVO ? humana ou animal. por finalidade agir preventivamente através de controles serviços de medicina legal. na de alguma forma gerem resíduos de saúde: realidade. Clínicas.

sendo analisado e revisado constantemente. Para montar o PGRSS e assim cumprir o determinado na RDC 306/04 e na Resolução 358/05 é necessário C Resíduos que apresentem riscos à saúde publica e ao desenvolver. Agulhas. tais como Bisturi. B. ela se divide em cinco subgrupos. alcançados). embora seja comum. informações precisas sobre o estabelecimento. ou se de (através de gráficos oriundos de resultados alguma forma contaminados por ele. é importante lembrar que o PGRSS não é um simples Importante: Os resíduos classe D. e assim deve ser tratado como tal. Escalpo. Tudo deve ser devidamente D Resíduos comum (domestico). ao meio ambiente devido a presença de Agentes Biológicos. como seguem: Para cada item descrito acima há um método próprio. específico. em especial os indicadores dos processos que informam o status E Resíduos especiais. Nota: A classe “A” tem uma particularidade importante. deverão assumir a condição da classe a qual ele se associou. como segue: As penalidades aplicadas pelo seu não cumprimento podem A Resíduos que apresentem riscos à saúde pública e ser desde pequenas sanções administrativas à pesadas multas. (1) A distinção dos 5 níveis de resíduos. (3) Treinamento. pois quando não segregados corretamente ele é dinâmico e ativo. de 13/11/01. pode ser desprezada normalmente – via coleta manejo dos resíduos.738. Essa classe. que documentado.Ambiente. além da representa o lixo gerado no setor administrativo do identificação do estabelecimento. podendo culminar até na interdição do estabelecimento. Etc.1 A DISTINÇÃO DOS 5 NÍVEIS DE RESÍDUOS decreto nº 20. o plano deve ser elaborado com cautela. *1 Desde que observada a quantidade estabelecida pela prefeitura. rigorosamente todas as obrigatoriedades descritas na legislação. comum *1. E. também aglomerado de informações ou um básico documento. C. perfuração ou o corte. 5. o qual estabelece o Programa Emergencial de Fiscalização do Lixo Hospitalar. conforme veremos no artigo que segue. pelo contrário. definindo minuciosamente os processos. COMO CUMPRIR ESSA DETERMINAÇÃO ? B Resíduos que apresentem riscos à saúde publica e ao meio ambiente devido as suas características Química. além da própria ANVISA. No PGRSS deve conter. Porem. (2) As 6 fases do manuseio. merece nossa atenção. na cidade do Rio de A RDC 306/04 divide as classes de resíduos em A. (4) Monitoramento 9 10 . observando Nesse caso. implementar e monitorar processos meio ambiente devido ser proveniente de materiais Radioativos. Por isso. conforme também previsto no 5. podem involuntariamente ser misturados a resíduos de outras classes. pontos essenciais. de tratamento. que têm em sua utilidade a (como está) o plano. D e Janeiro. Essa No PGRSS é importante entender profundamente quatro classe é conhecida como “Perfuro-cortantes”.

A exceção dos perfuros-cortantes. resistente a ruptura vedado e plásticos com tampa rosqueada e vedante para resíduos líquidos e identificado) de modo a evitar que esses objetos transpassem e assim por diante.2. torna-se indispensável um monitoramento constante em todas as etapas do processo. O acondicionamento deve obedecer também aos contaminem pessoas por meio de perfuração ou corte. entre outros). A geração do resíduo oriundo do Serviço de Saúde. vasilhames cortantes (recipiente rígido.191 de 07/00. até uma As lixeiras existentes nos setores já devem contemplar os complexa cirurgia (que podem gerar desde os mesmos resíduos.809 da ABNT). Identificação.2 AS 6 FASES DO MANUSEIO A segregação consiste em separar e colocar o resíduo no local designado cercando-se de cuidados especiais para evitar o Segregação. desde a aplicação de um simples em recipientes rígidos. Acondicionamento é o ato de isolar o resíduo por ensacar ou engarrafá-lo.2 ACONDICIONAMENTO resíduos de serviço de saúde. como por exemplo.1 GERAÇÃO / SEGREGAÇÃO Conforme definido nas NBR-9. além dos requisitos de segurança (rigidês do seu descarte (conforme NBR 12. característica: sacos plásticos para resíduos sólidos. Armazenamento manuseio indevido ou seu desprendimento. o símbolo. receberão. resistentes a rupturas e vedados. tendo a cor.5. a descrição e a espessura condizente com tal resíduo. Acondicionamento. Transporte Interno e/ou Externo. até sacos plásticos de acordo com as classes dos resíduos que elas peças anatômicas e tecidos. o caso das seringas que Os resíduos devem ser acondicionados conforme sua devem ser descartadas em caixas especiais para material perfuro. todos resíduos sólidos devem ser segregados por meio de sacos plásticos. são considerados 5. Respeitando A B C D E sempre sua característica. na prática do serviço. 5. Vale dizer que cada uma das classes deve ser tratada de modo singular. 11 12 . esses devem ser acondicionados a todo instante*2. pode acontecer em qualquer parte do processo. quando no ato critérios de cor e simbologia. Quanto aos resíduos líquidos. Em outros casos e espessura) descrito na resolução. o descarte deve ser feito em lixeiras com tampa acionada (aberta) por pedal – sem contato com as mãos. igualmente a outras atividades. Interno e Externo. curativo (onde o algodão e a gases são os resíduos). Exceto os produzido pelo setor administrativo (classe “D”). Segregar corretamente *2 Por isso. Destinação ou Tratamento Final. qualquer material deve ser segregado imediatamente no ato de sua geração. Independente de qual seja. todos os resíduos gerados pelos procedimentos de saúde. neste caso.2. diferenciado.190 de 12/93 e NBR-9.

Todos devem ser laváveis. ralo sacos e vasilhames. de (pelo caminhão). estrutura mínima já citados no item anterior. cores e frases.500 da ABNT. que deve ser em ambiente percorrer por um roteiro previamente exclusivo com acesso facilitado para esses definido não coincidente com o veículos coletores.2. com cantos e bordas arredondadas. 5. colocada em local de fácil visualização. além de possuir pisos e paredes lisas. além de estar aposta nos resistentes e laváveis.6 ARMAZENAMENTO EXTERNO (ABRIGO) O transporte também deve ser feito de acordo com os critérios Consiste no local de guarda dos recipientes com os resíduos até a de segurança estabelecidos pela realização da etapa de coleta externa resolução. conforme as normas de segurança O abrigo externo também deve observar os parâmetros da estabelecidas pela resolução. mínima para 240 litros).5 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO OU INTERNO A identificação pode ser feita por meio de uma etiqueta Depois de devidamente ensacados. 13 14 . deve estar nos carrinhos de transportes e nos sifonado e lavatório para as mãos.2. no traslado dos resíduos do ponto de geração até o local destinado ao armazenamento temporário ou externo (se for o caso). abertura.3 IDENTIFICAÇÃO Os recipientes com mais de 400 litros de capacidade devem possuir válvulas de dreno no fundo. tipo de resíduo e data da geração.5. A identificação de um modo geral. os resíduos deverão ser fixada ou simplesmente presa no próprio saco ou vasilhame. sendo obrigatória a forma indelével. fornecendo informações ao correto manejo dos mesmos. esse deve contendo. “sala de resíduos” quando for exclusivo. ponto de iluminação artificial e com anteparo que impeça o acesso de pessoas não autorizadas. devidamente identificado. Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes. utilizando-se símbolos. além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao O armazenamento temporário interno deve ser identificado como risco específico de cada grupo de resíduos. com estabelecimento. Sempre por meio de um No armazenamento externo também recipiente apropriado (carrinho de não são permitidos qualquer tipo de material rígido com rodas. aos parâmetros referenciados na norma NBR 7. as seguintes informações: Dados do ser construído em área de fácil acesso para o sistema de coleta. horário de visita ou distribuição de alimentos. etc. transportados para um local designado (armazenamento).4 TRANSPORTE INTERNO contendo os resíduos ali guardados. deslocamento. No armazenamento interno não é permitida de forma alguma a manutenção (manuseio. de ordenadamente e nunca diretamente no chão. Os sacos devem ser dispostos locais de armazenamento. ou seja. 5. como por exemplo. no mínimo. atendendo conservação em recipientes. Consiste na movimentação do resíduo intra-estabelecimento. com capacidade manutenção dos sacos com resíduos.) dos sacos 5.2.2.

incondicionalmente integrantes do processo.2. Os sistemas de tratamento térmico por incineração devem 5. que neste caso é altamente recomendável consultar a da integridade dos trabalhadores. por tanto. O tratamento pode ser aplicado no próprio estabelecimento gerador ou em outro estabelecimento.1 DESTINAÇÃO FINAL EM ATERRO Importante: O transportador deve ser devidamente licenciado junto aos órgãos Consiste na disposição de resíduos no solo. e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº. 5. tratamento ou disposição final. devidamente registrados. Todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente são licença operacional do mesmo. de acordo com a Resolução CONAMA nº. Neste caso. importante na implementação de um processo sistêmico.2. está dispensado do licenciamento ambiental. ficando sob a responsabilidade dos serviços Os profissionais devem ser treinados não de um modo que as possuírem.8. observadas nestes casos.2. como no Rio de Janeiro. a disposição final dos resíduos de saúde tem ocorrido em aterro apropriado. legislação. previamente preparado para recebê-los. quando no trafego. Solicite a licença operacional do de saúde. alvo de treinamento. técnicas ou processos que bom lembrar que o aterro deve ser devidamente licenciado pelos reduzam ou eliminem os riscos de contaminação advindo dos resíduos órgãos ambientais competentes. estabelecimento ! entre outros. o (armazenamento externo) da unidade de saúde até o local de processo de incineração de rss é proibido. Checar e vigilância sanitária e de meio ambiente. evitando assim danos ocupacionais ou ao meio ambiente. que em geral 237/1997 e são passíveis de fiscalização e de controle pelos órgãos de segue o ciclo do PDCA (Planejar.8 TRATAMENTO Atualmente. 316/2002.3 TREINAMENTO estabelecimento gerador e o local do tratamento.237/97. obedecendo a critérios técnicos de construção e operação. 15 16 .810 e 14652.7 TRANSPORTE EXTERNO obedecer ao estabelecido na Resolução CONAMA nº. a garantia da eficácia dos equipamentos mediante superficial. Desenvolver ou implementar. sendo esse competentes. Devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana e observando o estabelecido nas NBR’s 12. 5. utilizando-se de técnicas que venham a Em síntese. as condições de segurança para o transporte entre o 5. mas cada um especificamente em sua parte do processo ou controles químicos e biológicos periódicos. em muitos estados brasileiros. sendo parte licenciamento ambiental. da população e do meio ambiente. Quando no processo de autoclavação. exigindo-se do mesmo a licença de operação. Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de O treinamento está intrínseco ao processo. Também deverá ser exigida a Ajustar). é Consiste na aplicação de métodos. Consiste na remoção (transporte) dos resíduos do abrigo Nota: Em alguns estados brasileiros. tarefa. o tratamento a ser aplicado está vinculado ao tipo de garantir a preservação das condições do acondicionamento e também resíduo.

É verdade que. r 5. que trata de segurança em ambiente implementam a norma NBR ISO 9000. um sistema. se aassim o for necessário. muitas das vezes. Planejar.. 17 18 . voluntária. Checar. “Programa de Treinamento”. Devem ser monitorados todos os itens da RDC 306/04 da ANVISA. o bom funcionamento de operações e programas (que envolvem pessoas) depende disto. a NR 32 do Trabalho” (ou operacional). ► Variação do percentual de reciclagem prevendo inicialmente o treinamento e posteriormente a reciclagem dos profissionais envolvidos. via de regra. há uma importância extrema de se adotar um corrigindos. é bastante aplicado pelas organizações que ministério do trabalho.. ► Variação da proporção de resíduos do Grupo D ► Variação da proporção de resíduos do Grupo E O Plano de Treinamento pode ser um simples cronograma. Implementar.4 MONITORAMENTO “CICLO DO PDCA” O monitoramento acontece por meio dos resultados medidos. dos resíduos de serviço de saúde (conforme itens 20 e 21 da RDC 306/04 da ANVISA). também conhecido como “Instrução de também poderão ser abordadas como. Mesmo sendo essa uma norma hospitalar. têm giro permanente. Agir corretivamente. não há PGRSS funcionando ! 6 OUTRAS RECOMENDAÇÕES Uma forma eficiente de controlar minuciosamente as etapas de CK O treinamento pode envolver assuntos individualizados a cada execuções das tarefas nos setores é pela elaboração documentada setor. por tanto. É importante salientar que os resultados devem ser analisados e Portanto. Podemos definir processos de trabalho como uma seqüência lógica de execuções de tarefas. Outras regulamentações de segurança Esse documento. por exemplo. é preciso ter um certo refinamento e bastante discernimento para enxergar ou entender como acontece um processo no setor de trabalho. por tanto. desde que não perca o foco no alvo principal que é o manuseio desses processos de trabalho. É interessante comentar que sem o devido treinamento não há gerenciamento. sendo. abaixo DO descrito: ► Taxa de acidentes com resíduo pérfurocortante PLAN PDCA CHECK ► Variação da geração de resíduos ACTION ► Variação da proporção de resíduos do Grupo A ► Variação da proporção de resíduos do Grupo B Os processos não param.

isto sem falarmos das doenças. centrado na legislação vigente e nas cronograma). mesmo com os cuidados atualmente praticados. ou seja. mas certamente não será definitivo. dejetos como lixos domésticos. Seu controle. quanto para transporte e disposição. Devido a problemas ocorridos no início do século passado. dos lençóis Nota: Um grupo de trabalho. agora com vírus Em síntese. sem dar-lhes o cuidado que necessitam. entre outras. de pessoas e etc. aliado ao “exército” que sobrevivem ao redor dos aterros e lixões. Uma vez definidos. um passo a passo que descreve para o funcionário a forma que ele deve Sem uma legislação específica provavelmente a grande maioria praticar suas tarefas. os quais. vimos a contaminação dos hospitais se devem estar contidas todas as informações pertinentes às tarefas que prolongarem a todos os cantos da cidade. deverá se freáticos. os processos de trabalhos devem ser quando por falta de conhecimento e conseqüentemente de uma descritos transformando-se em Instruções de Trabalho – IT. a saúde ocupacional e o meio ambiente. Essa IT deve também levar em insetos e roedores. consideração os assuntos definidos na legislação sobre meio ambiente. vimos que os legisladores preocupados com a saúde pública. estabeleceram programas avançados. com o objetivo de O que Será Quem Onde será Como irá Quando Por quê ? feito ? fará ? feito? fazer ? irá fazer? padronizar os procedimentos internos e externos. certamente nos levarão a crer que esses resíduos não mais poderão ser considerados como agora. A população cresceu e a dos vetores também. nesta legislação sanitária eficaz. 19 20 . como se fosse um Através deste trabalho. de uma forma abrangente. mobilizar para elaborar. mesmo porque ainda não é o ideal. entre outros. saúde e segurança ocupacional. em todo tipo de estabelecimento do trato com a saúde. é muitos mais potentes. As Instruções de Trabalho em geral seguem as atribuições da 7 ENCERRAMENTO moderna ferramenta de gestão “5 W + 1H” (que é uma descrição documentada das tarefas a serem realizadas. inclusive o de revisões. previamente definido pela alta administração. talvez tratariam esses quem inspeciona. dos estabelecimentos incluindo empresas responsáveis pelo gerando certeza e segurança tanto para quem executa. resultando na contaminação do solo. conscientizar. Deve ser escrita com clareza e objetividade. é muito importância. inclusive através de serão executadas pelo funcionário. logo o risco cresceu. Isto é o que nos basta para o momento. implementar e monitorar a aplicação das IT’s nos setores. pois novidades no campo da medicina e por outro lado no campo das doenças estarão ocorrendo em um curtíssimo espaço de tempo. do ar. desde a Linha de raciocínio da ferramenta 5W + 1 H geração até a disposição final de todos os resíduos. podemos dizer que a Instrução de Trabalho – IT. É importante definir: práticas do cotidiano.

substitui a leitura da RDC 306/04 da ANVISA e da Resolução 358/05 do CONAMA. esperamos que você. de 02/98. de 02/02. Enfermagem do Rio de Janeiro Normatização ABNT Nº 10.abesrio.cetaqsso. Parabéns ! Importante: Para empreendimentos novos. em especial a equipe técnica do COREN-RJ e ABES-RIO. lei 3273 de 06/09/2001. de 09/05. Patrocínio: Resolução Conama Nº 006. caro leitor. de 04/91.605. mas também com a Desejamos que você seja bem sucedido na elaboração e nobre missão de melhorar a qualidade de vida das pessoas de um aplicação do seu PGRSS. alguma forma empenha-se em adquirir mais conhecimento não apenas com a visão de cumprir a legislação. Conselho Regional de Lei Federal Nº 9. RDC / Anvisa Nº 50.org.br 21 22 .com. Se precisar de auxílio. pelo contrário. nos contate ! modo geral. Serviço especial de coleta infectante NR 32. de 12/04. de 03/04. Essas contêm informações detalhadas dos assuntos que aqui foram abordados de forma 8 REFERÊNCIAS holística.br www. de 11/01. o 9 ESSA CARTILHA bem adquirido se reflete a toda sociedade brasileira. tenha tirado pleno Gostaríamos de expressar nossos elogios a você que de proveito da matéria expressa nessa cartilha. ao solicitar a licença É de suma importância entender que essa cartilha. de 08/77.br Resolução Conama Nº 005. de 08/93. NBR ISO 14000. em o PGRSS já deve ser apresentado junto com o requerimento. não é uma vitória isolada dos órgãos regulamentadores.br www.cleanambiental. Aproveitamos para agradecer todas as pessoas que de Decreto Municipal Nº 20. hipótese alguma. de 01/93. Lei Federal Nº 6. Resolução Conama Nº 358.com. No ínterim. Lei Estadual Nº 2. www.437.org. Assim.coren-rj. a idealização e aplicação na íntegra do PGRSS. de 05/05.738. www. RDC / Anvisa Nº 36. alguma forma contribuíram para o sucesso desse trabalho.060.004.

Analista Ambiental com ênfase em Sistemas e Gerenciamento de Resíduos. Sanitária e Ambiental). Rev. Palestrante da APBA (Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes).O autor. BS 8800.com. Permitida sua total reprodução (gratuitamente). Perito Sanitário e Ambiental – registrado no CONPEJ.br Todos os direitos autorais reservados ao autor. Auditor. OHSAS 18000. Gestor da Qualidade (ISO 9000. Aperfeiçoado em Vigilância Sanitária pela Fundação Oswaldo Cruz. 5S). ISO 14000. www. 00 Fev / 2006 23 . desde que citada a fonte e o autor. Coordenador da Câmara Técnica de Resíduos de Serviços de Saúde da ABES Rio (Associação Brasileira de Eng. Ricardo Bruno Rio. Graduado em Gestão e Planejamento Ambiental pela Universidade Estácio de Sá.cetaqsso. Coordenador Técnico Operacional e Administrador técnico da CETAQSSO Consultoria.