Cópia não autorizada

NOV 2001 NBR 6211
Corrosão atmosférica - Determinação
de cloretos na atmosfera pelo método
ABNT – Associação da vela úmida
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 / 28º andar
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro – RJ
Tel.: PABX (21) 210-3122
Fax: (21) 220-1762/220-6436
Endereço eletrônico:
Origem: Projeto NBR 6211:2001
www.abnt.org.br ABNT/CB-43 - Comitê Brasileiro de Corrosão
CE-43:000.01 - Comissão de Estudo de Corrosão Atmosférica
NBR 6211 - Atmospheric corrosion - Determination of the chloride deposition
rate in atmosphere by wet candle method
Descriptors: Atmospheric corrosion. Chloride
Esta Norma substitui a NBR 6211:1980
Copyright © 2001,
ABNT–Associação Brasileira Válida a partir de 31.12.2001
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Corrosão atmosférica. Cloreto 6 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referência normativa
3 Aparelhagem
4 Método de ensaio
5 Resultados
6 ANEXO
A Figuras

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém o anexo A, de caráter normativo.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma prescreve o método da vela úmida para a determ inação, através de análise química, do teor de cloretos
inorgânicos existentes na atmosfera e depositados sobre a superfície de área conhecida, durante um período de tempo
especificado.

1.2 O método prescrito nesta Norma aplica-se especificamente à determinação de cloretos solúveis em água, como os
existentes em atmosferas marinhas, e de ácido clorídrico (HCl) proveniente de atmosferas poluídas.

2 Referência normativa

A norma relacionada a seguir contém disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. A edição indicada estava em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, reco-
menda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais recente
da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

ASTM D 512-89:1999 - Standard test methods for chloride ion in water

5 g de difenilcarbazona e 0.00705 M (0. para o frasco coletor.2830 g de nitrato mercúrico hidratado (Hg(NO3)2. 3. O cilindro é introduzido numa rolha de borracha.025 N) de cloreto de sódio Secar o cloreto de sódio (NaCl) por 1 h a 600°C.2.2.3 Proteção da vela úmida A vela úmida deve ser protegida por meio de uma cobertura de material inerte e opaco de no mínimo 50 cm x 50 cm. A área da superfície da gaze exposta à atmosfera deve ser de 2 aproximadamente 100 cm e cuidadosamente determinada e expressa em metros quadrados (S). ficando com uma altura de cerca de 15 cm acima desta. 3.4200 g de nitrato mercúrico hidratado (Hg(NO3)2. 3. a 1 000 mL.2 Ácido octanóico (CH3 (CH2)6 COOH) 3. Deve-se também tomar cuidado para que o material utilizado não contamine a solução com cloretos ou com interferentes. O frasco coletor deve ser de vidro. 3. que devem atingir o fundo do fras- co.1 Vela úmida Consiste em um cilindro envolvido com gaze cirúrgica e fixado a um frasco coletor por meio de uma rolha (ver figura A.05 M (0. 3.05 g de azul-de-bromofenol em 75 mL de etanol (C2H5OH) a 95% e completar a 100 mL com etanol. isenta de cloretos.1 do anexo A).). NOTA: Não se devem utilizar luvas de látex. .4 Água glicerinada Diluir com água 200 mL de glicerol .1. Dissolver 1.2.6.42).2 do anexo A. Filtrar.CHOH (CH2OH)2. Guardar em frasco escuro e descartar após seis meses.25 N) de hidróxido de sódio Dissolver 10 g de hidróxido de sódio (NaOH) em água e completar a 1 000 mL.2 Reagentes Os reagentes devem ser de qualidade para análise (p. 3. 3.2 do anexo A) e em posição mais alta que todos os obstáculos situados num raio de 3 m.8 Solução de indicador misto Dissolver 0. O cilindro é constituído de material inerte como vidro ou polietileno.42).4612 g do sal seco em água e completar a 1 000 mL em balão volumétrico.5 Solução-padrão 0.1. sem perda.H2O) em 25 mL de água acidificada com 0.a.2 Suporte da vela úmida A vela úmida deve ser instalada num suporte adequado. 3.42) a 1 000 mL.6 Solução-padrão 0.4 Colocação da vela úmida A vela úmida deve ser colocada numa posição central e a uma distância de 20 cm do topo da cobertura. e adicionar 20 gotas de ácido octanóico como fungicida.2.5 cm de diâmetro. se necessário. pois estas têm teores de cloretos comparáveis aos existentes nas mãos. de aproximadamente 2. e padronizar em relação à solução padrão de cloreto de sódio (NaCl) de acordo com 3. 3.2. pelos quais passam as extremidades da gaze. a uma altura mínima de 1 m acima do nível do solo (ver figura A.5 mL de ácido nítrico (HNO3 d = 1.1.1 Materiais 3. como indicado na figura A.2.25 M (0.25 mL de ácido nítrico (HNO3 d=1. polietileno ou outro material inerte.2.7 Solução-padrão 0. se necessário. 3. Diluir a 1 000 mL em balão volumétrico.H2O) em 50 mL de água acidificada com 0. 3. de acordo com 3.2. Diluir a 1 000 mL em balão volumétrico.2. com aproximadamente 800 mL de ca- pacidade. Filtrar.05 N) de ácido nítrico Diluir com água 3 mL de ácido nítrico (HNO3 d=1. Cópia não autorizada 2 NBR 6211:2001 3 Aparelhagem 3.025 M (0.1 Água Qualquer referência à água deve ser entendida como água destilada ou desmineralizada.0125 M (0. A vela úmida deve ser preparada utilizando luvas de PVC e em ambiente isento de contaminantes.0141 N) de nitrato mercúrico Dissolver 2. so- bre o qual é enrolada uma camada dupla de gaze cirúrgica.025 N) de nitrato mercúrico Dissolver 4. e padronizar em relação à solução- padrão de cloreto de sódio (NaCl).2.3 Solução 0.9 Solução 0. A rolha tem dois tubos de vidro localiza- dos o mais próximo possível do cilindro.2. Estes tubos devem ter formato adequado para que o líquido que desce pela gaze seja drenado.6.1. 3.

2. 5 Resultados 5. 4.6 Identificar a amostra.3.3. após a adição do indicador.1. solução de NaOH 0. Cópia não autorizada NBR 6211:2001 3 4 Método de ensaio 4.1. 2+ 4. pois reagem com nitrato mercúrico. anotando-o (VT).3.2 Os íons Fe interferem quando presentes em concentrações superiores a 0.1.2.01 g/L.05 M. PO4 . gota a gota.2.1 O volume de água glicerinada deve ser aumentado em locais onde.3. de cor azul-violeta. 4.6 Os sais quaternários de amônio interferem na faixa de 0.2.3.3. anotando a área da superfície exposta. 4.Se o volume da amostra contiver menos que 2. após a adição do indicador.05 g/L.3. e fixá-la ao frasco coletor. 3. desenrolar a gaze por meio de uma pinça e colocá-la em recipiente adequado. 4.3. 4. 4.5 mg de íon cloreto. Caso.1 Instalar a vela úmida conforme 3. Ca e Al não interferem até 1. 4.2. gota a gota.3 Determinação do teor de cloretos 4.3 Titular com solução de nitrato mercúrico 0. até obter- se coloração amarela.25 M. em metros quadrados (S). Mg . utilizando a mesma solução-padrão de nitrato mercúrico utilizado para titular a amos- tra. 2+ 2+ 3+ 4.3 O íon Cu não interfere até 0. e adicionar 1 mL de ácido em excesso.2.001 g/L a 0. .1 Tomar uma alíquota que não contenha mais que 20 mg de íon cloreto. até mudança para a cor azul-violeta.2 Terminado o tempo de exposição.3.1. gota a gota. o local e o tempo da exposição. usando microbureta. CN . SO3 e S interferem. 4. a titulação final tanto da amostra como do branco deverá ser feita utilizando a solução-padrão 0.1 Os resultados devem ser expressos em massa de cloreto por unidade de área.5 Juntar a solução do frasco coletor às águas de lavagem. em dias (t).1 Princípio do método O íon cloreto resultante da absorção em água contendo glicerol é titulado com solução diluída de nitrato mercúrico na pre- sença do indicador misto difenilcarbazona e azul-de-bromofenol. até mudar a coloração para amarela. especi- ficando-se sempre o início e o término do ensaio e o local de exposição. Pb . adicionar HNO3 0.1.2 Interferências . assim como a água de lavagem do frasco. possa haver diminuição significativa de volume durante o tempo de exposição. Ni .2.4 Retirar a gaze. apareça a coloração amarela ou laranja. SCN .3.3 Agitar a solução para que os cloretos retidos na gaze se dissolvam.8. 3+ 4.0 g/L. contendo aproximadamente 200 mL de água glicerinada.3.5 Os íons SO4 . em mililitros (V T .4 Os íons Zn .0125 M até coloração azul-violeta permanente. NOTA . e por unidade de tempo. 4. 2. .2 Preparar uma vela adicional que é utilizada como um ensaio em branco.1 Preparar a vela úmida. adicionar. ) 4.1.2.3.10 g/L. Anotar o volume da alíquota (Va). Conservar as águas de lavagem. em uma faixa de valores de pH de 2. e completar a um volume conhecido. 2- 4. 4. Anotar o volume de solução gasto. Cr e Cr não interferem até 0. Fe . 4.00705 M de nitrato mercúrico. contendo cerca de 200 mL de água. devido às condições ambientais.2 Adicionar de 5 a 10 gotas de indicador misto e agitar o recipiente.2. conforme descrito em 3. 2+ 2+ 2+ 2+ 3+ 6+ 4.3 a 2. .002 g/L. F .2 Procedimento da amostragem 4.4 e deixá-la exposta por um período em torno de 30 dias.3. Adicionar então HNO3 0.3. em mililitros (B).1 Preparação da vela úmida 4.3. 4. Anotar o volume de solução gasto. 2. O ponto final da titulação é indicado pela formação do complexo mercúrico-difenilcarbazona. .05 M.utilizando pinça.2. se necessário.2. e adicionar 1 mL de ácido em excesso. apareça a coloração azul-violeta ou vermelha. Caso. I .1. Diluir a alíquota com água a 50 mL.3.3 Procedimento 4.1 Os íons Br . lavando-a com água. guardando-a em local isento de cloretos.2.1. em mililitros (A). .3. o volume total da amostra após diluição. 4.4 Efetuar o ensaio em branco. 4.

em dias. em molaridade.d) = Va × S × t onde: A é o volume gasto de solução-padrão de nitrato mercúrico com a alíquota.5 × VT ( ) Cloreto mg /( m 2 . B é o volume gasto de solução-padrão de nitrato mercúrico com o branco. M é o concentração de solução-padrão de nitrato mercúrico. Cópia não autorizada 4 NBR 6211:2001 5. Va é o volume de alíquota. VT é o volume total da amostra após a diluição. t é o tempo de exposição. S é o área da gaze exposta. em metros quadrados. em mililitros. _________________ /Anexo A . em mililitros.2 O teor de cloretos é determinado pela seguinte equação: 2(A − B ) × M × 35. em mililitros. em mililitros.

Cópia não autorizada NBR 6211:2001 5 Anexo A (normativo) Figuras Figura A.1 .Vela úmida .

Suporte da vela úmida _________________ .2 . Cópia não autorizada 6 NBR 6211:2001 Figura A.