Espaço orofaríngeo em pacientes com deglutição atípica

Artigo Original

Avaliação cefalométrica do espaço orofaríngeo em
pacientes com deglutição atípica
Cephalometric evaluation of the oropharyngeal space in
cases of atypical swallowing

Resumo Marina Dias Vieiraa
Oswaldo de Vasconcellos Vilella a,b
Objetivo: Avaliar o espaço livre orofaríngeo de indivíduos com deglutição atípica e
comparar os valores encontrados com aqueles obtidos na ausência de hábitos bucais
deletérios, para tentar estabelecer índices cefalométricos capazes de prever a ocorrência
deste hábito. a Curso de Especialização em Ortodontia da
Metodologia: Foram utilizadas as radiografias cefalométricas laterais de 105 indivíduos OCM, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Departamento de Ortodontia, FO-UFF, Rio de
que apresentavam deglutição atípica, divididas em três faixas etárias. A partir das
Janeiro, RJ, Brasil
radiografias foram feitos traçados, sobre os quais foram realizadas medições.
Resultados: Verificou-se que a profundidade da orofaringe aumenta entre 6 e 23 anos de
idade, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre os gêneros masculino e
feminino. Não foram encontradas diferenças significantes entre os pacientes portadores
de deglutição atípica e aqueles com características de normalidade, nas três faixas etárias
estudadas.
Conclusão: Não foi possível estabelecer índices cefalométricos capazes de prever a
ocorrência de deglutição atípica, associada com interposição lingual, pois os indivíduos
estudados foram capazes de manter um posicionamento normal da língua dentro da
cavidade bucal quando em repouso.
Palavras
alavras-- chave: Orofaringe; deglutição atípica; cefalometria; ortodontia

Abstract
Purpose: To evaluate the free oropharyngeal airway space in subjects with atypical swallowing
and compare the findings with those obtained from normal patients aiming to establish a
cephalometric index able to predict atypical swallowing.
Methods: Lateral cephalometric radiographs were obtained from 105 subjects with atypical
swallowing. Radiographs were divided into three age groups for cephalometric tracing and
analysis.
Results: Oropharyngeal depth increased between 6 and 23 years-old, and there was
no significant difference between males and females. No significant differences of
oropharyngeal data were found between patients with normal or atypical deglutition for the
three age groups.
Conclusion: It was not possible to establish a cephalometric index to predict atypical
swallowing associated with tongue interposition because the study subjects were able to
maintain their tongues in a normal position inside the oral cavity during rest.
Key words: Oropharynx; atypical swallowing; cephalometrics; orthodontics

Correspondência:
Oswaldo Vilella
Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 125
Bloco 1, apto. 706 – Gávea
Rio de Janeiro, RJ – Brasil
22451-070
E-mail: ovilella@gq.microlink.com.br

Recebido: 18 de abril, 2007
Aceito: 03 de setembro, 2007

26 Rev. odonto ciênc. 2008;23(1):26-30

permita avaliar a postura lingual dos indivíduos portadores d) Pontos cefalométricos: de deglutição atípica quando a língua se encontra em repou. testar as diferenças entre as médias. como mastigação. assim estabeleceram-se padrões de normalidade. foram utilizados para a execução do modificar o espaço orofaríngeo (4-6). A nasofaringe e a orofaringe desem. – Distância linear: A distância linear entre os pontos f1 e f2 foi medida em milímetros. O anterior pode trazer diversos problemas. foram traçadas as radiografias que se localiza posteriormente à laringe e às cavidades nasal cefalométricas laterais de cada paciente. dentre outros. As radiografias e oral. da dentadura As radiografias cefalométricas laterais foram obtidas com e manutenção da oclusão (7). O presente trabalho visa avaliar o espaço livre orofaríngeo – Ponto Go: O ponto médio entre os pontos mais através das radiografias cefalométricas laterais de indi.01 mm. Rev. corpo. respiração e. são os segmentos da faringe de maior Os indivíduos componentes da amostra foram submetidos importância para a ortodontia (3). e os dados. região média ou orofaringe e região inferior ou 59 radiografias dos indivíduos na faixa etária de 12 a 17 laringofaringe (2). encontrados com aqueles obtidos na ausência de hábitos – Ponto f2: Ponto localizado na parede posterior da bucais deletérios. – Ponto B: Ponto mais profundo do contorno do so. o grupo 2 abrangeu faringe. a posição da língua a cabeça do paciente imobilizada num cefalostato orientado no interior da cavidade bucal é de extrema importância para pelo plano horizontal de Frankfurt. e sua posição mais orientados a manter os dentes em oclusão e não deglutir. à anamnese e ao exame clínico. ilimitada de detalhes que podem ser traçados. de acordo com a faixa etária. Portanto. e o grupo 3 apresentou 9 radiografias dos indivíduos penham importante papel nos processos de deglutição e na faixa etária de 18 a 23 anos. quando da sua apresentação para onde d é a diferença entre duas medições e n é o número de tratamento ortodôntico. muscular e membranosa. com o objetivo de comparar os valores língua. A deglutição apresenta papel chave no Registro cefalométrico crescimento e desenvolvimento dos maxilares.23(1):26-30 27 . para tentar estabelecer índices cefalomé. Vieira & Vilella Introdução inclusão: presença de deglutição atípica constando na ficha inicial do paciente como hábito presente. alteração respiratória ou hábitos bucais deletérios de de. A língua participa presente trabalho. ângulo goníaco e processo condilar). em três cervical. Apresenta de 10 a 14 centímetros de comprimento grupos: o grupo 1 foi composto por 37 radiografias dos (1) e é dividida em três partes: região superior ou naso. odonto ciênc. Os pacientes foram o equilíbrio da musculatura orofacial. orofaringe. portanto. significância de 5%. b) Dentes: Incisivo central inferior (imagem mais anterior) nóides estavam presentes e normais. 2008. de vários movimentos. e senhados com o gabarito. As medições foram analisadas após selecionada de acordo com os seguintes critérios de a execução de novos traçados das mesmas radiografias. tricos capazes de prever a ocorrência deste hábito. A amostra desta pes. sobre a linha B-Go. Apesar da existência de uma quantidade quase anormal na região posterior dos dentes anteriores (8-10). sendo o mais primeiro autor desenhou todos os traçados e realizou as comum a mordida aberta anterior. com o auxílio de um paquímetro digital (Figura 1). Esses dados foram colhidos aleatoriamente a partir das fichas clínicas de 512 pacientes atendidos no Curso de Especialização em õ= ∑d 2 2n Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense – UFF. A amostra de conveniência foi determinações duplas. sobre a linha B-Go. c) Tegumentos: Contorno da orofaringe. O espaço aéreo livre e primeiro molar inferior. A faringe é uma estrutura tubular. anos. a presente Nuernberg e Vilella (11) avaliaram radiograficamente o pesquisa copiou apenas as estruturas que permitissem a espaço orofaríngeo através dos traçados cefalométricos realização do estudo: laterais de 180 pacientes ortodônticos que não apresentavam a) Estruturas da face: mandíbula (sínfise. em relação ao espaço ocupado por esta na orofaringe. adotando-se o nível de quisa foi constituída das radiografias cefalométricas late. sendo 46 do gênero intra-individuais foi calculado através da fórmula masculino e 59 do gênero feminino. O erro do método (o) para medições rais de 105 pacientes ortodônticos. No entanto. contorno do não existem estudos que possam fornecer uma medida que palato mole e contorno da língua. deglutição e fala. víduos que apresentavam deglutição atípica associada com – Ponto f1: Ponto localizado na borda posterior da interposição lingual. processo alveolar da mandíbula. Ambos os dentes foram de- da orofaringe foi avaliado de acordo com a faixa etária. posterior e mais inferior do ângulo mandibular. devido à pressão lingual medições. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Tratamento estatístico Federal Fluminense/Hospital Universitário Antônio Pedro O teste estatístico paramétrico t de Student foi utilizado para (Resolução CEP/HUAP no 158/06). ramo. com a aproximação Metodologia de 0. Posteriormente à seleção. registrados em A projeção lingual para frente é uma alteração que pode ficha apropriada. e as tonsilas palatinas e as ade. glutição e/ou fonação atípicas. indivíduos na faixa etária de 6 a 11 anos. Estende-se desde a base craniana até a sexta vértebra foram divididas.

92 0. de acordo com o tipo de maloclusão (Angle2) Na Tabela 3 estão representados os resultados do teste t de Student da comparação dos valores médios da variável f1 – Maloclusão f1 – f2 n f2 dos gêneros masculino e feminino.07 11 . Comparação entre os indivíduos com deglutição atípica 18-23 12.72 3. as maloclusões Classe I e Classe II.49 4.95 mm.01 3. f1 – f2 Faixa etária n X SD X –SD X +SD Tabela 5.5 12 .82 3. 2008. Não houve dife- A Tabela 2 apresenta os resultados do teste t de Student da rença estatisticamente significante entre as médias.65 0.51 9.57 11.27 18-23 09 13.5 06-11 37 12.27 2.43 X+SD referentes à medida f1 – f2 (mm). n. profundidade da orofaringe (f1 – f2) em cada faixa etária. Não houve diferença estatistica.585n.s.03 0.410 6-1 1 a n os 1 2-17 a no s 18-2 3 a n os 12-17 11. desvios padrão (SD). desvios-padrão. Classe I e Classe III e A Tabela 1 apresenta os valores das médias aritméticas. isto é.s.654 18-23 09 13.65 Classe I 57 13.23(1):26-30 .43 n. Vilella (13) de acordo com a faixa etária. de acordo com a Classe II 37 11.349n.90 Tipo de Faixa f1 – f2 etária n deglutição X SD p (anos) Tabela 2. 12-17 e 18-23 anos e 6-11 e atípica 37 12. Tabela 1. Não houve diferença estatisticamente Tabela 4. etárias 6 a 11 e 12 a 17 anos. 12-17 59 12.s.81 f1 – f2 11.00 0.01 3.65 0. = não significativo. 12-17 59 12. 72 n. mente significante entre os gêneros.73 13. 06-11 12. Seu resultado foi de 0. A Fi- comparação das médias da variável f1 – f2 entre as faixas gura 1 ilustra esta comparação.51 * Valores obtidos por Nurnberg e Vilella (13). odonto ciênc.23 18-23 09 13. (linha cheia) e com deglutição normal (tracejado) quanto à n.1 ig.s. notou-se um pequeno sentada pelo paciente.03 0.51 0.52 paciente. Teste t de Student referente à medida f1 – f2 (mm). para a variável 12 f1 – f2 (mm).1.s.556n. de acordo com a faixa etária estudada 12 .s. a comparação entre as médias aumento do espaço aéreo livre orofaríngeo dos 6 aos 23 da amostra atual e daquela selecionada por Nuernberg e anos nos indivíduos com deglutição atípica.27 2.49 0.49 4.03 8.21 16.126n. 12.279n.5 Faixa etária M F p (anos) 11 X SD X SD n. Médias aritméticas (X).s.70 13. 12 a 17 e 18 a 23 anos. = não significativo.49 Tabela 3.s.49 4. faixa etária Classe III 11 13.60 2.000n.769n.63 13 12. Classe I 57 13. n.69 2. médias menos um desvio padrão e médias A Tabela 5 mostra o teste t de Student entre as médias da mais um desvio padrão da variável f1 – f2 dos três grupos variável f1 – f2 de acordo com o tipo de deglutição apre- etários.46 16. Teste t de Student entre os valores médios da variável (anos) f1 – f2 de acordo com o tipo de deglutição apresentada pelo 06-11 37 12. De acordo com os resultados. significante entre as médias.s.69 2.s. 13 .81 3. = não significativo. X-SD e Classe III 11 13.s.136n. Classe II 37 11. 2006.86 3.82 3.s.72 3.51 Faixa etária f1 – f2 n normal* 18-23 60 13.56 0.1 .27 2.21 3. Teste t de Student da diferença entre as médias dos gêneros masculino (M) e feminino (F).s.07 3. por faixa etária estudada 12-17 59 12.63 13. atípica 59 12.64 15. de acordo com as (Angle) X SD p faixas etárias estudadas. Fig .63 06-11 37 12.72 1. (anos) X SD p atípica 09 13. Classe II e Classe III.03 18-23 anos normal* 12-17 60 12.72 3.27 3.49 4.s.27 2.Espaço orofaríngeo em pacientes com deglutição atípica Resultados A Tabela 4 apresenta o teste t de Student da comparação da diferença entre as médias da variável f1 – f2 de acordo com O erro intra-observador na determinação dos valores da o tipo de maloclusão (Angle) apresentada pelo paciente.s.09 0.97 4.63 10.90 2.05 0. e 6 a 11 e 18 e 23 anos. 28 Rev. = não significativo.72 3.118n.65 0.s. etárias 6-11 e 12-17 anos. medida f1 – f2 deste estudo foi verificado após novos Observou-se que o espaço aéreo livre orofaríngeo não traçados de 10 radiografias cefalométricas e novas medições apresentou diferença significante quando foram comparadas da variável estudada. Teste t de Student entre os valores médios das faixas normal* 06-11 60 11.511n.

a protrusão alveolar dos dentes. para este fim. que pode ser considerada um dicar que os indivíduos que apresentam este tipo de hábito dos alicerces da cefalometria. tendem a apresentar mais anterior da língua. Da mesma forma. pois os indivíduos que apresentam a classificação proposta por Angle (14). tendem a possuir A avaliação do posicionamento da língua no interior da menor profundidade da orofaringe (1). não foram notadas diferenças significantes entre os valores médios dos Conclusões grupos 6-11 anos. se pertinente obter índices relativos à profundidade da Essa condição. se o paciente a ser tratado radiografias cefalométricas de perfil. A hipertrofia das tonsilas faríngeas etárias para que os valores pudessem ser confrontados com e/ou amigdalianas é um dos fatores indutivos para o esta- os dados obtidos por Nuernberg e Vilella (11). Vieira & Vilella Discussão espaço orofaríngeo aumentado. não foram encontradas diferenças deglutição atípica com interposição lingual. entre os pacientes portadores de deglutição atípica e adotada para que os objetivos da pesquisa pudessem ser aqueles com características de normalidade avaliados por alcançados. entretanto. cada faixa etária da amostra foi di. proposta por Baik et al. interposição lingual. Talvez esta discre- cavidade bucal é de grande importância devido às con. (12) foi dadas. Por outro lado. II e III (Tabela 4). é reco- na Tabela 3. prognatismo mandibular. conseqüentemente. que pode se determinaram índices cefalométricos para a profundidade transformar em fator causador ou agravante de diversas da orofaringe em indivíduos brasileiros que respiravam maloclusões (15). e. não apresentavam degluti. A amostra selecionada apresenta algum tipo de problema.6). de aumento da profundidade da orofaringe nos indivíduos Para o ortodontista. não há na literatura médica ou odontológica número de pacientes portadores de maloclusão Classe III trabalhos realizados com o objetivo de verificar a ocorrência pertencentes à amostra coletada.11) possa ser explicada pelo pequeno entanto. nas três faixas etárias estu- A distância linear f1 – f2. De fato. Esta variável oferece aos pesquisadores a Nuernberg e Vilella (11). associada com clusão apresentado pelo paciente. No de outros autores (1. Com relação à pro- consistiu de indivíduos brasileiros que apresentavam fundidade da orofaringe. pância entre os resultados da presente pesquisa e os achados seqüências danosas da interposição lingual (8-10). ficando a amostra total dividida o tratamento do problema encontrado. de prever a ocorrência de deglutição atípica. este assunto foi pesquisado com o auxílio das orientado pela cefalometria. Rev. um posicionamento normal da língua. No presente de normalidade é poder reconhecer. mesmo As radiografias selecionadas foram divididas em faixas quando em repouso. estatisticamente significantes. 12-17 anos e 18-23 anos (Tabela 2). considerou. mendável que o ortodontista tenha maior atenção e faça o camente significantes. a importância de se conhecer os índices que apresentam este tipo de hábito deletério. O presente resultado parece in- padronização da medição. a partir do diagnóstico estudo. tais como a mordida aberta anterior. pacientes com ANB aumentado.23(1):26-30 29 . os encaminhamento para o profissional mais qualificado para grupos foram reunidos. 2008. Este resultado está em desacordo com o Entretanto. não foram observadas diferenças estatisti. postura constantemente mais anterior da língua. os quais belecimento desse posicionamento vicioso. Observou-se não este tipo de hábito bucal deletério são capazes de manter haver diferença significante entre a profundidade da oro. com base nestes resultados. oral. Adotou-se. seria muito proveitosa a comparação dos valores que foi relatado por Ceylan e Otkay (1) e por Nuernberg considerados normais para a profundidade da orofaringe e Vilella (11). o exame clínico continua vidida em dois grupos. pacientes com uma posição mais com aqueles obtidos através das radiografias cefalométricas anterior da mandíbula e. como na Classe II. apenas de acordo com a idade. labial (5. Como as radiografias ce. Para eles. bucal deletério são capazes de manter um posicionamento falométricas de perfil já fazem parte da rotina de diagnóstico normal da língua quando em repouso dentro da cavidade da maioria dos tratamentos ortodônticos (13). ciada com interposição lingual. Segundo os resultados apresentados sendo o principal meio de diagnóstico. não deve ser confundida com a orofaringe através desse tipo de radiografia. quando em repouso faringe nos pacientes portadores de maloclusões Classes I. dentro da cavidade oral. da língua. o predominantemente pelo nariz. a amostra Não foi possível estabelecer índices cefalométricos capazes total foi dividida também de acordo com o tipo de malo. Para verificar a existência de diferenças entre os gêneros Para os pacientes que apresentam deglutição atípica asso- masculino e feminino. odonto ciênc. mesmo quando em repouso. ção ou fonação atípicas e possuíam tonsilas palatinas e a mordida cruzada anterior e a ausência de selamento adenóides consideradas normais. Apesar de não ter sido o objetivo do trabalho. como laterais de pacientes que apresentam postura constantemente ocorre em muitos casos de Classe III.

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