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MONTAGEM, PARTIDA E OPERAÇÃO DE UM SISTEMA DE LODOS ATIVADOS
PARA O TRATAMENTO DE EFLUENTES: PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E
BIOLÓGICOS.

Lívia Cordi 1, Márcia Regina Assalin 2, Maria Cristina Diez 3 e Nelson Duran 4

RESUMO
Muitas pesquisas têm sido desenvolvidas, em escala de laboratório, para estudar a aplicação e otimização do
processo de lodos ativados aos mais diversificados tipos de efluentes o que torna extremamente importante
conhecer os parâmetros ambientais, operacionais e cinéticos envolvidos neste sistema. Porém, não há literatura
sobre os procedimentos básicos para a implantação, ativação e monitoramento de um sistema de lodo ativado em
escala laboratorial. O presente artigo descreve a montagem, partida e operação de um reator de lodo ativado,
operando em processo contínuo, com objetivo de o efluente papeleiro Kraft E1. Fatores como
biodegradabilidade do efluente a ser tratado, estado estacionário do reator, parâmetros operacionais como
monitoramento físico-químico e biológico, entre outros, são apresentados.
Palavras-chave: lodo ativado, tratamento de efluentes, fatores operacionais.

ASSEMBLY, START AND OPERATION OF AN ACTIVATED SLUDGE REACTOR FOR THE
INDUSTRIAL EFFLUENTS TREATMENT: PHYSICO CHEMICAL AND BIOLOGICAL
PARAMETERS

ABSTRACT
Although of the immense available bibliography regarding the activated sludge process, little it is found in
relation to the basic procedure to be adopted to implant, to activate and to monitor a reactor of activated sludge
in laboratory scales. This article describes the assembly, departure and operation of an activated sludge system,
operating in continuous process, at a laboratory scale, to study effluents treatments, using as example, Kraft E1
pulp mill effluent. Factors as biodegradability of the effluent to be treated, stationary state of the reactor,
conventional operation parameters as physical chemistry and biological parameters are presented.
Keywords: water activated sludge, effluent treatment, operational factors.

Trabalho recebido em 12/03/2008 e aceito para publicação em 25/03/2008.

1
Bióloga pela Universidade Estadual de Campinas. Técnica do Herbário UEC - Instituto de Biologia da Universidade
Estadual de Campinas. Laboratório de Química Biológica. Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Cidade
Universitária. CP: 6154 CEP: 13083-970. E-mail:cordi@unicamp.br
2
Doutora em Ciências pelo Instituto de Química da UNICAMP. Técnica de nível superior da Embrapa Meio-Ambiente,
Laboratório de Resíduos de Pesticidas, Jaguariúna-SP. E-mail: massalin@cnpma.embrapa.br
3
Professora da Faculdade de Engenharia Química da Universidad de la Frontera, Chile. Departamento de Ingeniería Química.
Avenida Francisco Salazar n. 01145, Universidad de la Frontera –Casilla 54-D, Temuco, Chile. E-mail: mcdiez@ufro.ch
4
Professor Titular no Instituto de Química da UNICAMP. Instituto de Química - Laboratório de Química Biológica.
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Cidade Universitária. CP: 6154 CEP: 13083-970. E-mail:
duran@iqm.unicamp.br

Engenharia Ambiental - Espírito Santo do Pinhal, v. 5, n. 1, p. 097-115, jan/abr 2008

M.. Em da Saúde em 2005. partida e operação de um sistema de lodos ativados 1..C. a liberação de energia necessária para o Os tratamentos baseados em crescimento e manutenção das células processos biológicos são os mais utilizados bacterianas (VAZOLLÉR et al. nos rios.. L. são bastante alarmantes condições aeróbias. desenvolvimento da microbiologia tem sejam eles de origem domésticas ou propiciado a utilização de processos industriais.R. 2005). transformando-as em industrial foi de 13. n. Este processo se Levantamentos ambientais. / Montagem.458 t DBO5. 2005.Espírito Santo do Pinhal. 2001). 5. Além disso. uma vez que podem ser Nos últimos anos. 097-115. a carga orgânica remanescente nos promove a oxidação de compostos corpos aquáticos. tanto de ordem econômica (FREIRE et al. que moléculas mais simples e mais estáveis. 2006. N. MINISTÉRIO DA envolvido na biodegradação (processada SAÚDE. Diez. Assalin. deste tipo de processo está orientada na sendo este mais versátil e eficiente remoção da matéria orgânica presente nos (SINGH & THAKUR. enquanto que a complexas. como os realiza através da estabilização biológica realizados pela CETESB e pelo Ministério (biodegradação) da matéria orgânica.. juntamente com o oxigênio dissolvido e o Neste caso. Só no estado de São por bactérias) é a respiração celular que Paulo. permitindo o tratamento de biológicos (tanto aeróbios como grandes volumes de efluentes.Cordi. Duran. o oxigênio é o principal nitrogênio amoniacal foram responsáveis aceptor de elétrons gerados a partir da pelo comprometimento de 30 % dos degradação destes compostos.. anaeróbios) na remediação de efluentes transformando compostos tóxicos em CO2 industriais.013 t DBO5. medidos como demanda química Atualmente existe um grande (DQO) e bioquímica (DBO) de oxigênio interesse.20 d-1. atualmente. o grande aplicados à maioria dos efluentes gerados. a autodepuração. quanto sanitária e social em que os O tratamento biológico aeróbio é despejos domésticos e industriais sejam uma reprodução do mecanismo de submetidos a tratamentos adequados antes biodegradação que ocorre naturalmente de seu lançamento em corpos aquáticos. 1. v. de origem doméstica foi orgânicos com quebra de moléculas de 1. o mecanismo (CETESB. INTRODUÇÃO rejeitos.20 d-1. p. 2000). sendo as formas mais aplicadas e H2O (ou CH4 e CO2) com custos a lagoa aerada e lodos ativados relativamente baixos. 2005). 1991). AGDAG & Engenharia Ambiental . recursos hídricos do território paulista durante o metabolismo respiratório ocorre (MORITA. M. jan/abr 2008 . A principal aplicação (FERNANDO & FEDORAK.

. podem bactérias agregadas sob a forma de flocos ser identificados com relativa facilidade. identificação é lenta e bastante onerosa Embora o meio ambiente seja (VAZOLLÉR et al. Duran. pois A etapa de depuração biológica são susceptíveis às múltiplas influências. a área necessária para a implantação de um Como representantes da microbiota. introduzido o efluente a ser tratado. 1991). e a ser controlado. Opera com tanto no floco quanto livres (ALÉM pouco substrato auxiliar. Além disso. 1991). contínuo.. L. 2004). Uma autoxidação (metabolismo endógeno) além vez que a comunidade do lodo ativado é de ocorrer à floculação bacteriana. pois pode causar problemas carga orgânica do efluente em reduzidos na decantação do lodo (ALÉM tempos de retenção hidráulica.Espírito Santo do Pinhal. Seu crescimento deve remover a toxicidade (crônica e aguda). sendo capaz de SOBRINHO.. pois permite a separação da Engenharia Ambiental . 097-115. sistema de lodos ativados é bastante encontram-se os protozoários e reduzida (FREIRE et al. p. cuja propriamente o nome de lodos ativados. 5. a natureza do despejo. biologicamente ativos. O processo de aeração. aquático.R. 1996). sua composição é característica bastante importante do dependente da qualidade do substrato e das processo. aeróbio. N. biológico encontra-se misturado com o temperatura. especializada. 1996). que constituem diminuição da biomassa devido a aproximadamente 95 % da biomassa.. 1.Cordi. que origina ao contrário das bactérias. 1997). os organismos presentes não são É interessante que a população necessariamente os mesmos de ambientes bacteriana presente no sistema de lodos naturais de água doce (VAZOLLÉR et al. / Montagem. n. É formado por diferentes oxigênio (DBO) etc. demanda bioquímica de meio líquido. partida e operação de um sistema de lodos ativados SPONZA. embora bactérias um inóculo permanente e aclimatado filamentosas também estejam presentes (VAZOLLÉR et al. O lodo pH. jan/abr 2008 . POKHREL & condições ambientais do tanque de VIRARAGHAVAN. Para um sistema operando lodos ativados pode ser definido como um adequadamente. Além disso. ativados permaneça em sua maioria na fase 1991). M. 2000. ocorre no tanque de aeração ao qual é como por exemplo.C.. A microbiota é composta por endógena. 2005. morfologia de bastonetes Gram-negativos com reciclo de biomassa que constitui em são predominantes.. pois é nesta fase que ocorre a diversos tipos de bactérias.. papel de bioindicadores do processo. concentração de oxigênio dissolvido. as bactérias com processo fermentativo. M. VON micrometazoários que desempenham o SPERLING. Assalin. SOBRINHO. Diez. v.

biodegradabilidade. desenvolvidas. agitação de tratamentos de efluentes.Espírito Santo do Pinhal. L. até mesmo a utilização de reatores. a lodos ativados. o efluente papeleiro Kraft aproximadamente 25 oC. dispensando disponível a respeito do processo de lodos. em escala de concentração de oxigênio dissolvido laboratório. ativar e monitorar um reator de deve envolver o efluente de interesse. / Montagem. Diez. é cinéticos envolvidos no sistema (SIN et al. Assalin.R. sendo que a única convencionais de monitoramento são diferença em relação ao anterior é a apresentados. o desempenho correção dos nutrientes necessários aos Engenharia Ambiental . utilizando controlada e temperatura de como exemplo. operando aeração constante de forma a resultar numa em sistema contínuo. n. outro ensaio deve ser realizado microrganismo (A/M) e parâmetros simultaneamente. M. partida e operação de um sistema de lodos ativados biomassa (que retorna ao sistema) e do do sistema de lodos ativados na efluente tratado. adiciona-se biomassa ao efluente de Este artigo tem por objetivo interesse numa razão biomassa/efluente de descrever a montagem. Mantém-se o sistema sob de um sistema de lodos ativados. M. TESTE DE processo de lodos ativados aos mais BIODEGRADABILIDADE DO diversificados tipos de efluentes. para estudar a aplicação e otimização do 2. alimentação do reator.. A cada intervalo E1. Duran. Um pouco é encontrado quanto ao erlenmeyer poderá desempenhar o papel de procedimento básico a ser adotado para um reator tipo batelada. Um estacionário do reator.. 097-115. relação alimento.. um processo mais lento. partida e operação 10:90 (v/v).Cordi. em escala de laboratório. p. O procedimento implantar. De maneira simplificada. jan/abr 2008 . o que EFLUENTE torna extremamente importante conhecer Antes de se aplicar um tratamento os parâmetros ambientais.. repetindo-se este procedimento biomassa. Fatores como biodegradabilidade do de 24 h retira-se pequenas alíquotas do efluente a ser tratado. estado durante 7 dias (DIEZ et al. adaptação da efluente. 1. para sua utilização em estudos compreendida entre 2 e 4 mg L-1. Além disso. 2002). remediação do efluente papeleiro também Muitas pesquisas têm sido é discutida.. agitação e temperatura que torna o desenvolvimento da pesquisa controlada. necessário determinar-se sua 2005). v. 5. em escala de laboratório o biomassa. Isto pode ser realizado Apesar da imensa bibliografia de maneira bastante simples.C. operacionais e biológico. à remediação de um efluente. N.

Modelo esquemático do reator de lodos ativados. 3.C. que deve ser gradativa. N. Dr.UNICAMP. cuja grande vantagem.Cordi. é o baixo custo no sistema. além da carga orgânica pela biomassa inoculada de sua simplicidade. constitui um típico sistema de lodos utilizando-se como referencial a DBO do ativados operando em fluxo contínuo. capacidade volumétrica de 2. sob em ambos os casos. v.5 L. Figura 1. nutrientes (N e P) indica que o efluente O sistema é constituído de uma pode ser submetido à remediação por meio unidade aeróbia e cilíndrica com de processos biológicos. Dra. no Instituto de Química .5 L. sendo que a diferença orientação do Prof. M. Assalin. / Montagem. e aplicado (DQO) do efluente. sob coordenação da remoção da demanda química de oxigênio Profa.R. segundo a relação biológicos. O sistema descrito a seguir DBO:N:P na proporção de 100:5:1. 1. 5. O efluente..Espírito Santo do Pinhal. n. MODELO ESQUEMÁTICO DO Esta unidade apresenta-se conectada à SISTEMA DE LODO ATIVADO parte inferior de um decantador anaeróbio Existem diversos modelos de cônico e cuja capacidade volumétrica é de reatores que podem ser utilizados no 1.Chile.. com adição ou não de necessário à sua construção.. A capacidade da remoção deste sistema. A entre ambas as amostras testes deve ser Figura 1 apresenta um modelo esquemático muito pequena. no qual há a separação da biomassa tratamento de efluentes por sistemas do efluente tratado. p. Engenharia Ambiental . partida e operação de um sistema de lodos ativados microrganismos. Maria Cristina Diez. na qual ocorre a entrada do efluente a ser tratado. jan/abr 2008 . Diez. Duran. 097-115. O principal parâmetro analítico reator foi desenvolvido na Faculdade de utilizado para a verificação da Engenharia Química da Universidad de la biodegradabilidade do efluente é a Frontera . M. Nelson Durán. L.

forma de uréia. 097-115. M. além do reator deve ser continuamente alimentado carbono. L. 5. é proveniente de um compressor DBO:N:P (100:5:1) usualmente utilizada de pequeno porte (podem ser utilizado para estes sistemas (VON SPERLING. / Montagem. 2005). SAUNAMAKI. bomba peristáltica. bem como o teor de recirculação do lodo. Há trabalhos na literatura que hidráulica (TRH) requerido. partida e operação de um sistema de lodos ativados Ambas as unidades são construídas microrganismos é necessário que esteja em acrílico. cuja vazão é HEREDIA et al. sulfato ou nitrato de Para impulsionar a recirculação periódica amônia. DIEZ et al. com o efluente a ser tratado. jan/abr 2008 . que impulsiona a efluente a ser tratado. 1996). Duran. Para que o nitrogênio seja utilizado pelos Engenharia Ambiental . O necessitam de outros nutrientes. 1997). Desta forma é representado por um tubo de vidro com necessário determinar-se a DBO do entrada lateral para ar.Espírito Santo do Pinhal. modelos desenvolvidos para aquários 1997). as quais vidro.. dotado de difusores de ar.2 ajustado com soluções de ácido pela estabilização da matéria orgânica sulfúrico e hidróxido de sódio 5 mol L-1. enquanto que a de fósforo na do lodo. Diez. todos em feita continuamente por meio de uma solução aquosa (DIEZ et al. ausência de difusores e presença de um fosfato de amônio ou ortofosfato temporizador.R. já feitas as sendo os principais nitrogênio (N) e correções necessárias.8 e 7.. para promover a oxigenação do reator e que posteriormente se realizar a correção também possibilita a agitação contínua da adequada dos nutrientes segundo a relação biomassa. podendo ser substituído por numa forma amoniacal ou nitrato.. relatar a tratamento de efluentes industrias (DIEZ et razão ou mesmo as conseqüências desta al. fósforo (P) (SOTEMANN et al. N. substituição (HEREDIA et al. 1. 2000). O ar necessário para nitrogênio e fósforo presente. M. n. dependente do tempo de retenção 1994).Cordi. ALIMENTAÇÃO DO REATOR na alimentação do reator esteja em torno de Os microrganismos responsáveis 6. A adição de N pode ser feita na domésticos). v. 2002. Além da correção de nutrientes. p.. são assimiláveis pelos mesmos (VON O sistema de recirculação é SPERLING. Assalin. 2000. 2002. para suas atividades metabólicas. contudo... Sistemas expressam o carbono em termos de DQO similares foram utilizados com sucesso no ao invés da DBO sem. utiliza-se um sistema similar com forma de superfosfato triplo (Ca(H2PO4)2).C. A alimentação do sistema é dihidrogenado de potássio. é necessário que o pH do efluente utilizado 4.

No caso de ocasionar sérios problemas ao processo e compostos fenólicos. 2006). L. (WENDEROTH et al.C. tempo necessário à aclimatação da Uma variedade de fenômenos tem biomassa. No a toxicidade dos compostos a serem tratamento de despejos industriais. 5. cuja prática é centrada microrganismos envolvidos na para culturas puras ou adaptação natural biodegradação (WILMES & BOND. ADAPTAÇÃO DA BIOMASSA oxigênio dissolvido. idade do lodo e do A capacidade dos microrganismos tipo de substrato utilizado. torna-se adaptada durante 40 dias.Cordi. na prática. nos quais as necessário para que a adaptação ocorra a condições determinadas para um sistema contento depende da fonte de biomassa específico não podem ser estendidas a utilizada. uma vez que depende das sido propostos para explicar esta fase. temperatura. Para o especial àqueles projetados para a remoção efluente papeleiro Kraft E1 a biomassa foi de poluentes específicos. N. a capacidade de degradação do doméstica. M.. Isto é processo de seleção e multiplicação dos bastante comum em processos que organismos selecionados.R. concentração de outros sistemas. A partida de um sistema de lodos Na literatura encontram-se descritos ativados quando colocados à frente de o tempo de duração da fase de adaptação compostos de difícil degradação pode para alguns substratos. adaptação por devido ao pobre controle dos clonagem de genes. pode ser feita basicamente de duas poucos sistemas são altamente eficientes maneiras. M.. v.. utilizada para processos biológicos. Diez. em degradar compostos orgânicos tóxicos A adaptação dos microrganismos é bem conhecida. 2003). pH.. p.. sendo elas. partida e operação de um sistema de lodos ativados 5. n.Espírito Santo do Pinhal. Assalin. a ocorrência de um (MARCHETTO et al. 2003). condições específicas do sistema como por exemplo. a fase de adaptação até mesmo interromper as atividades da biomassa tende a ser mais longa devido biológicas no interior do sistema. 097-115.. O tempo envolvem biotecnologia. essencialmente sendo. Engenharia Ambiental . Assim tratamentos de efluentes. que é mais 2004). jan/abr 2008 . utilizando-se necessário à adaptação da biomassa para biomassa proveniente de uma estação de que esta seja capaz de degradá-los. / Montagem. 2005). entretanto. em tratados (KARGI & EKER. Duran. 1. sistema de lodos ativados pode ser Dados como estes demonstram que aumentada se o inóculo for adaptado não é possível estabelecer-se um padrão de (NAKAMURA et al.

N. quando a retirada do lodo excedente é feita A fase de adaptação da biomassa é diretamente no reator. Diez. diretamente relacionado com a idade do segundo Von Sperling (1997). p. sólidos em suspensão voláteis sejam O volume de lodo excedente a ser -1 atingidos (entre 1500 e 4000 mg SSV L . ESTADO ESTACIONÁRIO DO no reator deve ser feita continuamente REATOR durante esta fase. 1997). n.. 1. Opcionalmente pode concluída quando o equilíbrio entre a ser retirado na linha de recirculação. forma determina-se arbitrariamente a idade uma vez que indicam respectivamente. que também é promovendo assim a sua degradação denominado controle hidráulico. no efluente). sendo os valores típicos microrganismos presentes no sistema. partida e operação de um sistema de lodos ativados A alimentação da biomassa presente 6. retirado do sistema de lodos ativados está dependendo do tipo de sistema utilizado). v. jan/abr 2008 . de maneira a se obter Nenhum tratamento poder ser elevados tempos de retenção hidráulica. 097-115.. produção e retirada de lodo produzido é embora a retirada de lodo diretamente do estabelecido. Assim. Para tanto é necessário processo de adaptação dos organismos. 5. ocorre (LIWARSKA-BIZUKOJC.C. a do lodo (tempo de residência celular) concentração aproximada de lodo e desejada. bem como quando o estado reator seja mais simples e adequada. Duran. Um deles. Desta suspensos totais (SST) e voláteis (SSV). compreendidos entre 4 e 30 dias. O lodo e o volume do reator. M.. Assalin. A condição de estado estacionário é verificada quando a média de medidas Engenharia Ambiental . / Montagem. Tal retirada crescimento da biomassa é indicativo de pode ser feita em dois pontos distintos que a microbiota é capaz de assimilar a (desconsiderando-se os sólidos suspensos matéria orgânica presente no efluente. caso se deseje manter a idade do lodo em 20 dias. L. iniciado sem que o reator tenha atingido o que poderá ser diminuído ao longo do estado estacionário. basta retirar 1/20 do volume do reator de lodo por dia. que a concentração de sólidos suspensos O monitoramento do sistema durante voláteis atinja um valor constante o que a fase de adaptação da biomassa pode ser implica num equilíbrio entre a geração e a restringido à determinação dos sólidos retirada de biomassa excedente. Desta forma acompanha-se o crescimento dependendo do sistema aplicado (VON da biomassa até que valores típicos de SPERLING. 2005). M. estacionário do reator é atingido.Cordi.Espírito Santo do Pinhal.R.

N.. cuja vazão esteja adequada ao para a adaptação da biomassa. (DIEZ et al. Determinação da relação DBO:N:P adequada ao efluente a ser 8. 2002). partida e operação de um sistema de lodos ativados consecutivas de um determinado parâmetro que possa haver tempo hábil ao apresente desvio padrão menor que 5% crescimento e adaptação da mesma. bastante simples. pelas etapas descritas 9. exemplo. por meio de um difusor utilizado é a determinação da DQO do conectado a um compressor de pequeno efluente na saída do reator. Monitorar o crescimento da típicos de efluente papeleiro. A concentração utilizados para o controle do sistema de de sólidos suspensos voláteis deve ser lodos ativados. partida e ativação do reator de lodos 8. p. n. em função das características interesse. Iniciar a etapa de determinação. 7. Fornecimento de oxigênio Usualmente. 5. Iniciar o tratamento abaixo: propriamente dito. o parâmetro mais ao sistema. Iniciar a retirada de lodo 7. (A/M) 3. / Montagem.R. de forma a atingir o equilíbrio REATOR DE LODO ATIVADO entre a produção e retirada de lodo O procedimento a ser seguido para excedente. através da determinação de utilizada para este caso em específico. PARTIDA E ATIVAÇÃO DO excedente. Diez. Esta relação também é inferior à desejada para o tratamento. M. MONITORAMENTO 2. por meio de uma bomba típicas do efluente utilizado como substrato peristáltica. a remoção de fenóis totais. 1. principalmente a sua facilidade de 5. Aguardar que o reator atinja ativados pode ser descrito. Relação alimento/microrganismo tratado. 097-115. Introdução da biomassa na Este é um dos parâmetros mais unidade aeróbia do reator. para muita conhecida como F/M. Duran. v.. devido porte. M. sólidos suspensos voláteis. Outros parâmetros podem alimentação do reator com o efluente de ser avaliados. Caracterização físico- química do efluente a ser tratado pelo 8.. 4.. jan/abr 2008 . L. 1.1. Por tempo de retenção hidráulica desejado.C.Cordi. pode ser biomassa. 6.Espírito Santo do Pinhal. PARÂMETROS DE CONTROLE E sistema de lodos ativados. de maneira o estado estacionário. termo Engenharia Ambiental . Assalin.

Diez. v. 1. Já a determinar-se valores de A/M e relacioná- quantidade de microrganismos é los com a eficiência na remoção de DBO. disponível para que as bactérias. É possível determinar-se a melhor degradadoras primárias. Esta relação pode ser expressa pela seginte 8.. 097-115. / Montagem. (realizado numa proveta de 1000 mL) e SS Baixas razões A/M implicam numa é a concentração de sólidos suspensos no quantidade insuficiente de alimento para reator. baixa qualidade. Baseia-se na decorrência do metabolismo endógeno é relação existente entre a matéria orgânica formado em sua maioria por cápsulas do efluente a ser tratado e a quantidade de celulares. V V é o volume da unidade aerada do reator (L) IVL = (2) SS e SSV são os sólidos suspensos voláteis (g em que V é o volume ocupado pelo lodo L-1). 5. O resíduo formado em “food/microorganisms”. além das características de com que a maior parte do lodo permaneça composição do lodo (CAO et al. após um período = (1) M V .Cordi. M. Para valores elevados de la. sendo o IVL expresso em mL g-1. p.2 Índice volumétrico do lodo (IVL) equação: Este parâmetro define-se como sendo o volume ocupado por um grama de A Q. 2005).SSV de sedimentação de 30 minutos.. este A quantidade de matéria orgânica fenômeno é conhecido por “bulking”. O IVL se em que.. L. A razão A/M é expressa em g DBO após 30 minutos de sedimentação fornecida por dia/g SSV. DBO é a demanda bioquímica do efluente (g L-1). Para isto é necessário DQO do efluente a ser tratado.DBO sólidos presente no reator.C. com o índice volumétrico do lodo filamentosos (BITTON. N.. manter o crescimento dos microrganismos Este parâmetro é indicador das que passam para a fase de respiração características de decantação dos lodos Engenharia Ambiental . Está relacionada com a eficiência do A/M ocorre predominância de organismos sistema. 1994). Duran. normalmente expressa como sólidos ou mesmo DQO.R. em suspensão indefinidamente. utilizem como relação A/M em função do substrato alimento pode ser medida como DBO ou utilizado. endógena. jan/abr 2008 . o que faz (IVL).Espírito Santo do Pinhal. Assalin. n. partida e operação de um sistema de lodos ativados originário do inglês. Q é a vazão do efluente utilizado define pela seguinte equação: -1 na alimentação do reator (L d ). M. leves. cujo lodo resultante é de microrganismos necessários para degradá. suspensos voláteis presentes no lodo.

A análise qualitativa dos utilizando-se um analisador portátil de protozoários pode ser feita oxigênio.Espírito Santo do Pinhal. Parâmetros físico-químicos podendo ser facilmente eliminado junto Além dos parâmetros descritos com o efluente tratado. A Tabela 1 uma série de valores referenciais para este apresenta as relações existentes entre os parâmetro. p. o que leva a uma diminuição para monitorar o sistema de lodos ativados. que podem ser Micrometazoários sendo eles rotíferas. Duran. com deles uma freqüência específica. sólidos suspensos totais e microscopicamente com Microscópio voláteis.. realizados a cada dois ou três dias. v.3. 300 mL g-1.R. 8.. daí a combinado. Engenharia Ambiental .Cordi. já valores superiores à ativados (VAZOLLÉR et al. da capacidade depurativa do sistema (CAO uma vez que podem ajudar a explicar et al. Assalin. Análise da microbiota desempenho desses reatores biológicos A microbiota é indicadora do aerados. M. a presença de substâncias tóxicas O pH pode ser determinado pelo uso (ANDREOLI & BONNET.C.4. observados com aumento de 100 a 1000 Na literatura é possível encontrar-se vezes (CORDI et al.. / Montagem. 2000. M. indica uma péssima CORDI et al.. 2007). sendo as diariamente. O microbiota do sistema (BUITRÓN & mesmo pode ser estendido para a GONZÁLES. tendo cada um concentração de oxigênio dissolvido. e suspensos totais e voláteis. com a (SST) e voláteis (SSV). n. com exceção dos sólidos classes sarcodina. ciliata. como por exemplo. uma vez que sua natureza dissolvido (OD). capacidade de sedimentação do lodo. determinação de oxigênio dissolvido. 097-115. 1997. possíveis alterações ocorridas no 8. 5. na saída do anteriormente. medida de oxigênio lodos ativados.. por exemplo.2007). pH. partida e operação de um sistema de lodos ativados além de estar relacionado com a razão nematóides e anélidas. jan/abr 2008 . podendo ser A/M. mastigophora. 2005).. conjunto de parâmetros do processo de temperatura. N. segundo a metodologia APHA. de pHmetro dotado com eletrodo de vidro LAVALLEE et al.. para importância em se realizar a análise da facilitar na realização das medidas.. outros devem ser utilizados decantador. Óptico e os organismos podem ser Todas as análises devem ser realizadas agrupados em: Filo Protozoa. L. 1996). um IVL de até microrganismos presentes e as condições 100 mL g-1 é considerado um lodo de boa de desempenho dos sistemas de lodos sedimentabilidade. sólidos suspensos totais varia com o nível de depuração. de preferência de campo. Diez. 1. 2005).

Predominância de flagelados Má depuração Sobrecarga orgânica Predominância de ciliados Boas condições de depuração pedunculados e livres Predominância de Arcella (rizópodes com teca) Boa depuração Predominância de Aspidisca Nitrificação costata Predominância de Trachelophyllum sp. Microrganismos indicadores das condições de depuração. jan/abr 2008 . Microrganismos Características do processo Exemplo Predominância de flagelados Início de operação e rizópodes Baixa idade do lodo Deficiência de aeração. Diez. / Montagem.. M.R. N. 1. L. M. p. 097-115. (ciliado Alta idade do lodo livre) Predominância de Vorticella Efluente de má qualidade microstoma Predominância de anelídeos Excesso de oxigênio do gênero Aelosoma dissolvido Predominância de filamentos Intumescimento do lodo “Bulking” filamentoso Engenharia Ambiental .Cordi. Duran. 5...C. partida e operação de um sistema de lodos ativados Tabela 1. v. n.Espírito Santo do Pinhal. Assalin.

L. de uma estação de tratamento de efluentes mas são pouco biodegradáveis. Ao final de 40 dias. pelo sistema de lodos ativados. 097-115.C. Diez.9 e 100. fenóis totais suspensos totais e voláteis durante o (APHA. bem como na variações de temperatura entre 24 e 28 oC. Na Figura 3 são eficiência do tratamento foram: remoção apresentadas as variações de sólidos de DQO (APHA. permaneceram entre 3340 e 2790 mg ativação apresentado anteriormente.. A concentração biológicos de maneira geral (DIEZ et al. Os L-1 respectivamente. O tempo de retenção hidráulica O IVL do sistema de lodos ativados permaneceu em 20 horas e adotou-se a permaneceu entre 53. caracterizando-se o parâmetros adotados para estudar a crescimento da biomassa. Engenharia Ambiental . resultado da presença de ligninas e de A biomassa utilizada é proveniente taninos polimerizados que não são tóxicos. DESEMPENHO DO SISTEMA DE constantes de remoção de DQO solúvel (45 LODOS ATIVADOS NA %). 1984). n. O valor de sólidos foi estudada em escala de laboratório. O pH no seja realizada no afluente.. A Tabela 2 indicando uma boa sedimentabilidade do apresenta a caracterização inicial do lodo.R.Cordi.5 e a concentração de temperatura e o oxigênio dissolvido podem oxigênio dissolvido (OD) em 6. 5.. 1995a). A cor do efluente papeleiro é efluente papeleiro Kraft E1.. p. ao final desta utilizando o sistema e o roteiro de partida e fase. partida e operação de um sistema de lodos ativados O ideal é que a determinação do pH aproximadamente 1500 mg L-1. Assalin. / Montagem. Duran. Sólidos suspensos totais e voláteis. A Figura 2 PAPELEIRO KRAFT E1: UM apresenta os valores de remoção de DQO ESTUDO DE CASO.Espírito Santo do Pinhal. idade do lodo igual a 20 dias. tratamento do efluente papeleiro. M. N. jan/abr 2008 . à temperatura ambiente. 1.9 mL g-1. observaram-se na unidade aeróbia. M. A aproximadamente 7. inicial de sólidos suspensos totais foi de 2002). ser determinados apenas na unidade Devido ao fato do reator ser mantido aeróbia. suspensos totais e voláteis. 1995b) e cor (ATLOW et al. o que determinou o término da fase de REMEDIAÇÃO DO EFLUENTE adaptação da biomassa. unidade aeróbia interior do reator aeróbico foi mantido em e unidade de separação do lodo.0 mg L-1. a pequena remoção obtida por processos estado de São Paulo. observou-se a estabilização do sistema através de taxas 9. v. durante a fase de adaptação da biomassa A remediação do efluente papeleiro até o instante em que o sistema atingiu o Kraft E1. estado estacionário. recirculação do sistema. justificando domésticos situada na cidade de Campinas.

1. partida e operação de um sistema de lodos ativados Tabela 2.Cordi. Engenharia Ambiental . n. Variação da concentração de SST e SSV durante o tratamento do efluente papeleiro Kraft E1. v. M. 5. Remoção de DQO ao longo da fase de adaptação da biomassa e estabilização do reator. / Montagem.. L. Duran. jan/abr 2008 .Espírito Santo do Pinhal.94 1858.R. Figura 3. M..6 Figura 2.68 438 26. 097-115. p.204 9. N. Caracterização inicial do efluente papeleiro Kraft E1 Parâmetro Cor (456 nm) pH COT (mg L-1) Fenóis Totais (mg L-1) DQO(mg L-1) Valor 0..C. Diez. Assalin.

. microbiota presente no lodo. relativamente alto se consideramos que o Tabela 3.Espírito Santo do Pinhal.. com o para degradá-los. Protozoários encontrados no lodo durante a fase de aclimatação. como o adotado neste fração de compostos de baixa estudo a máxima eficiência de remoção de biodegradabilidade. É bem conhecido que compostos Durante a fase de aclimatação.C. jan/abr 2008 .1 Controle Biológico totais. / Montagem. n. 1.R.. Diez. partida e operação de um sistema de lodos ativados Mesmo em elevados tempos de efluente papeleiro apresenta uma elevada retenção hidráulica.Cordi. cor foi de 36 %. M. v. Término da Protozoários Início da Aclimatação Aclimatação Pouca quantidade de Classe ciliata Muitos livres e fixos livres e fixos Classe sarcodina NI * Muitos Filo Protozoa Classe Muitos e pequenos Poucos mastigophora Classe rotífera Poucos Muitos Classe nemátoda Poucos NI * Filo Anelida NI * NI * Engenharia Ambiental . L. em função da substituição A demanda química de oxigênio do esgoto doméstico pelo efluente (DQO) representa tanto o material papeleiro. 097-115. A Tabela 3 apresenta os orgânico quanto inorgânico. Este valor é quantitativa dos mesmos. que pode ou organismos presentes no sistema de lodo não ser biodegradável pelo sistema ativado no início e no fim da fase de biológico. A eficiência de remoção de aclimatação. bem como uma estimativa DQO foi de 50 %. p. Resultados semelhantes foram obtidos para a remoção de fenóis 9. Assalin. 5. Duran. fez-se fenólicos inibem a biomassa presente em um acompanhamento microscópico da sistemas de tratamento biológico assim. M. N. da população. é necessário manter um objetivo de avaliar as possíveis alterações elevado TRH.

M. jan/abr 2008 . em escala de laboratório.R. O sistema foram encontrados na fase final. M. Duran. bem como 36 fixos (indicativos da boa eficiência do % da concentração de fenóis totais no processo) aumentou significativamente ao tempo de retenção hidráulica estudado. N. final da aclimatação. CONCLUSÃO AGRADECIMENTOS Embora muitos outros fatores Ao CNPq e à FAPESP pelo apoio estejam envolvidos com a operação e financeiro. Quanto à composição da adaptação dos organismos ao efluente parede celular apenas bactérias Gram estudado. 097-115. os aqui apresentados são auxílio na identificação da microbiota dos suficientes para partir e operar um sistema sistemas de lodos ativados. claros das condições do sistema. assim como são parâmetros negativas foram observadas. ciliados livres e DQO do efluente papeleiro. Dentre tudo o que foi discutido. A biológico foi capaz de remover 50 % da população de rotíferos. Assalin. cocos e Ao avaliarmos a microbiota do diplococos. (bioindicadores da pobre No caso do efluente papeleiro esta sedimentabilidade do lodo). apenas Gram negativas foram Filo Anelida e Filo Tardigrada. uma Engenharia Ambiental . v. 10. possivelmente por terem sido Pela análise morfológica das selecionadas durante a aclimatação do bactérias presentes no lodo na fase final da reator e responsáveis pela degradação aclimatação. mastigophora. rotífera. p. nemátoda.. Alexandre Nunes monitoramento de um sistema de lodos Ponezi. sendo as classes sacordina. identificaram-se primária do substrato. L.. os quais não fase se concluiu após 40 dias.Espírito Santo do Pinhal. a etapa de adaptação da biomassa e o estado estacionário do sistema merecem especial atenção.Cordi. Ao Dr. observadas. / Montagem. pelo ativados. Quanto às ciliata. bactérias. Os protozoários Os protozoários predominantes na encontrados no lodo são pertencentes ao biomassa são representantes das classes Filo Protozoa. 5. também sistema de lodos ativados fica evidente a espiroquetas. sendo observadas. predominantemente bastonetes. sacordina e rotífera. do CPQBA-UNICAMP. ciliata. n.C. Diez. 1.. partida e operação de um sistema de lodos ativados Na fase inicial da aclimatação foi vez que são determinantes para um possível observar nematóides tratamento eficiente.

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