CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ

LUIZ HENRIQUE GARBULHA DA SILVA

ATIVIDADE 1:

ATERROS SANITÁRIOS / ATERROS
CONTROLADOS

SANTO ANDRÉ
2017
Aterro sanitário

Aterro sanitário é um local destinado à decomposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana.  Células para rejeitos oriundos do lixo domiciliar. comerciais. do solo e do ar. evitando uma possível contaminação da água. . implantação de sistemas de drenagem eficazes. adequado para a recepção de resíduos de origem doméstica. de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos”. ocorre a liberação de gases e líquidos (chorume ou percolado) muito poluentes. No processo de decomposição dos resíduos sólidos. varrição de vias públicas e comércios. o aterro sanitário precisa se encaixar perfeitamente no conceito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que define a disposição final ambientalmente adequada como sendo a “distribuição ordenada de rejeitos em aterros. observando normas operacionais específicas. Para ser qualificado como disposição final ambientalmente adequada. o que leva um projeto de aterro sanitário a exigir cuidados como impermeabilização do solo. Os Figura 1 . Nele são dispostos resíduos domésticos. Portanto para ser chamado de aterro sanitário são necessários no mínimo as seguintes características a central: Unidades Operacionais:  Possibilidade de alojamento em células especiais para vários tipos de resíduos. ou seja.Aterro Sanitário de Paulínea resíduos industriais devem ser destinados a aterro de resíduos sólidos industriais A disposição de resíduos sólidos orgânicos em aterros sanitários exige cuidados adicionais na concepção do projeto. Deve ser projetado para receber e tratar o lixo produzido pelos habitantes de uma cidade. entre outros. para reduzir ao máximo os impactos causados ao meio ambiente e evitando danos a saúde pública. um aterro sanitário é definido como um aterro de resíduos sólidos urbanos. da indústria de construção. é a forma de disposição final mais conhecida mundialmente. e também resíduos sólidos retirados do esgoto. com base em estudos de engenharia. No Brasil. assim como na manutenção e operação de um aterro sanitário.

 Guarita de entrada e prédio administrativo.  Isolamento superior evitando contaminação do ar e atração de animais que se alimentem dos resíduos orgânicos  O isolamento superficial (superior) deve ser feito diariamente  Sistema de drenagem pluvial para evitar que a água da chuva penetre no aterro e dessa forma gere ainda mais chorume  Pátio de estocagem de materiais. Os aterros sanitários podem ser divididos basicamente em dois tipos: Aterro Sanitário Convencional: Aqui os resíduos são depositados acima no nível do solo para posteriormente serem compactados. Unidades de apoio:  Cerca e barreira vegetal. Figura 2 .Aterro Sanitário Convencional .  Estradas de acesso e de serviço. resultante da decomposição da matéria orgânica.  Sistema de coleta e tratamento dos gases do aterro.  Isolamento inferior não permitindo que o chorume atinja os lençóis freáticos.  Sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados (chorume).  Oficina e borracharia. Células de lixo hospitalar (caso o Município não disponha de processo mais efetivo para dar destino final a esse tipo de lixo).  Balança rodoviária e sistema de controle de resíduos.

Depois de preencher uma célula ou trincheira o aterro deve voltar a ter a mesma topografia inicial. Um dos requisitos para o cumprimento da Lei 12. Essa escolha deve obedecer a uma série de critérios para ser aprovada. Depois disso é esgotada sua vida útil. associado a uma ocupação intensiva do solo. O alto grau de urbanização das cidades. setor de execução e setor concluído. Figura 4 . outros de menor porte desenvolvem cada setor de cada vez. o mesmo deve então ser fechado e o gestor público deve buscar outro local para a disposição final do lixo da cidade.305/2010 é a escolha de áreas favoráveis para a destinação ambientalmente adequada de resíduos sólidos. Normalmente um aterro sanitário é Figura 3 . A escolha de um local para a implantação de um aterro sanitário não é tarefa simples. restringe a disponibilidade de áreas próximas aos locais de geração de lixo e com as dimensões requeridas para se implantar um aterro sanitário que atenda às necessidades dos municípios. Aterro Sanitário em valas: Aqui os resíduos são depositados em valas para facilitar a formação de células e camadas assim sua manutenção.Figura esquemática de aterro sanitário . Alguns aterros desenvolvem esses setores concomitantes em várias áreas. Os aterros sanitários apresentam em geral a seguinte configuração: setor de preparação.Aterro Sanitário em valas construído para poder receber 100% dos resíduos de uma sociedade composta de um ou mais municípios para um prazo (vida útil) de pelo menos 20 anos. A técnica de compactação dos resíduos visa aumentar a vida útil do aterro sanitário.

com a finalidade de acompanhamento da quantidade de suporte do aterro. Em complemento. Figura 5 . a impermeabilização e o nivelamento do terreno. esse é revegetado. Ao longo dos trabalhos de disposição e mesmo após a conclusão de um setor do aterro. com os resíduos sendo então depositados em outro setor. inclinômetro. poços de monitoramento. segundo IPT (1995). também devem ser realizadas obras de drenagem das águas pluviais. Na preparação da área são realizados. avaliar o sistema de queima dos gases e a eficiência dos trabalhos de revegetação. As áreas limítrofes do aterro devem apresentar uma cerca viva para evitar ou diminuir a proliferação de odores e a poluição visual.Etapas de construção de um aterro sanitário . além das vias de circulação. Nesse sentido. as seguintes técnicas de monitoramento são geralmente utilizadas: piezometria. Antes de ser depositado todo o resíduo é pesado. basicamente. Na execução os resíduos são separados de acordo com suas características e depositados separadamente. as obras de drenagem para captação do chorume (ou percolado) para conduzi-lo ao tratamento. os gases produzidos pela decomposição do lixo devem ser queimados e os percolados devem ser captados. Os setores concluídos devem ser objeto de contínuo e permanente monitoramento para avaliar as obras de captação dos percolados e as obras de drenagem das águas superficiais. Os resíduos que produzem material percolado são geralmente revestidos por uma camada selante Atingida a capacidade de disposição de resíduos em um setor do aterro. marcos superficiais e controle da vazão.

por essa tubulação os gases sobem e chegam a superfície. o limite é de três camadas. por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto. por exemplo. 5. Cada metro cubico le lixo pesa cerca de 0. O chorume é tratado no próprio aterro e lançado no esgoto. mas nas metrópoles elas chegam a 20. que levam a mistura até a lagoa de acumulação. 2. 3. 10. . com vegetação nativa. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra. 4. Não é recomendável construir nesses terrenos. alguns são recolhidos em tambores. ou recolhido em piscinões e transportado para uma estação de tratamento de esgoto. é feita uma camada de impermeabilização. Mas antes disso. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade. Tratores compactam a terra do fundo do buraco.6 tonelada. O lixo solta gases. 7. Para drenar o chorume. é preciso fechá-lo. já que o gás e o chorume continuam sendo produzidos por pelo menos 15 anos. brita e manta. é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro. A administração é a área responsável por coordenar e monitorar as atividades do aterro. Em cidades pequenas.1. A cada 5 metros de lixo. avaliar sua vida útil e planejar a construção de novos aterros. o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol. Para evitar descarte irregular ou entradas não autorizadas a área é toda cercada. outros são queimados. O aterro começa com a escavação de um grande buraco. Em São Paulo. 8. sobre ela coloca- se uma camada de pedra britada. Balanças controlam a quantidade de lizo que chega ao aterro 9. que são captados por uma rede de tubos verticais perfurados. Quando o aterro esgota sua capacidade. A maior parte deles dá origem a áreas verdes de conservação. 6.

minimizando os impactos ambientais. nem sistema de tratamento de percolado (chorume mais água de infiltração) ou de extração e queima controlada dos gases gerados. não havendo impermeabilização de base (comprometendo a qualidade do solo e das águas subterrâneas). diminuindo assim o impacto visual. começou a ser utilizado durante os últimos anos para denominar os aterros “não sanitários”. cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. captação e queima do biogás. mas apresenta qualidade bastante inferior ao aterro sanitário. onde o solo recebeu algum tipo de cobertura antes de servir como depósito de resíduos. O grande problema começa quando o chorume desse chega aos lençóis freáticos e causam epidemias nas cidades onde essa solução foi implantada. O aterro controlado é preferível ao lixão. Esse método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos.Aterro controlado disposição de resíduos sólidos urbanos no solo. o mau cheiro e a proliferação de animais Com essa técnica de disposição produz-se. não recobrimento com camada de terra ao final da jornada diária de trabalho. tais como impermeabilização do fundo. . o aterro controlado é uma técnica de Figura 6 . Alguns ainda possuem sistema de drenagem do chorume. O termo aterro controlado. Essa solução representa uma espécie não ambiental de disposição final dos resíduos. não coleta dos gases produzidos e consequente queima ou aproveitamento. em geral. entre outros aspectos. não recolhimento e tratamento do percolado. Segundo a NBR 8849/1985. os quais apresentam algumas falhas ou faltas. poluição localizada. Aterros controlados O Aterro controlado foi uma solução rápida encontrada para dar resposta à imensa quantidade de resíduos gerados e que os municípios não conseguiam tratar. sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança. Normalmente são antigos lixões ou áreas próximas a eles.

na verdade. Nesse local ainda são construídas chaminés para liberação de gases. Vale ressaltar que esse isolamento com a cobertura impermeável de manta plástica é feito para se evitar que a água das chuvas transporte ainda mais chorume para os lençóis freáticos. uma tentativa de tentar transformar os lixões em aterros sanitários. Figura 8 .Impermeabilização de aterro controlado um antigo lixão. O aterro controlado pode ser compreendido como sendo uma “solução intermediária” entre o aterro sanitário e o lixão. Esse isolamento é feito com uma cobertura impermeável de manta plástica. ao mesmo tempo em que se tenta captar o chorume por meio de bombeamento. primeiramente. Para construção de um aterro controlado procura-se. cobertura essa que evita que animais potencialmente transmissores de doenças sejam atraídos. evitando seu total escoamento para os lençóis freáticos. assim como uma parte do chorume capturado por bombeamento é recolhido para a superfície. isolar uma área de Figura 7 .Figura esquemática de aterro controlado . contaminando-os. Nos aterros controlados o biogás é queimado. É. O próximo passo na construção de um aterro controlado é a criação de uma cobertura de terra com grama.

A Lei. . determina que todas as administrações públicas municipais. onde só poderão ser depositados resíduos sem qualquer possibilidade de reciclagem e reaproveitamento . indistintamente do seu porte e localização. Porém. o aterro controlado pode ser considerado um lixão controlado. pois não possui a estrutura completa necessária para evitar os impactos negativos ao meio ambiente. substituindo-os por aterros sanitários ou industriais.305/2010 os aterros controlados ficam proibidos. no prazo máximo de 4 anos a partir da data de sanção da Lei. quando não bem construídos. Um triste fator dos aterros controlados no Brasil é que. mesmo realizando essas melhorias. acabam por se tornar novos lixões sem quaisquer fiscalizações ou plano de recuperação. devem construir aterros sanitários e encerrarem as atividades dos lixões e aterros controlados. muitos deles. levando em consideração todas as normas técnicas. Com a Lei 12.

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