Bibliografia de e sobre Pedro da Fonseca 195

BIBLIOGRAFIA DE E SOBRE PEDRO DA FONSECA

JOÃO MADEIRA

Se em algum momento da História da Filosofia houve esqueci-
mento, ou quem sabe até desconhecimento, do valor e abrangência
das contribuições feitas por Pedro da Fonseca para os âmbitos da
Filosofia, em geral, e para a Metafísica e a Lógica, em particular, o
mesmo certamente não é válido para o século XX e para estes pri-
meiros anos do século atual. Seja no que diz respeito ao contexto geral
da História da Filosofia, seja para a Metafísica, ou mesmo para a
Lógica e Teoria do Conhecimento, observa-se um interesse incipiente
e crescente pelo filósofo jesuíta, que é por muitos considerado como
o maior expoente da Filosofia Portuguesa de todos os tempos e um
dos mais influentes pensadores de todo o mundo entre 1564 e 1629
(período entre a primeira a a última publicação das obras de Fonseca).
Parece haver elementos suficientes para afirmar que sua influência
se estende muito além daquele período, adentrando o período chama-
do “moderno” e com desdobramentos até para o presente e o futuro.
O trabalho de compilar todas as referências feitas ao nome “Pedro
da Fonseca”, mesmo por aqueles autores que o citam apenas uma vez
e en passant, seria provavelmente bastante informativo e ilustrativo,
mas não pertence ao escopo do presente artigo. O que aqui se propõe
é uma partilha dos frutos colhidos, até o momento presente, da pes-
quisa bibliográfica dos artigos e das obras mais relevantes e essenciais
sobre o autor em questão.
Para confirmar o ponto inicial, ou seja, que há interesse crescente
pelos vários aspectos da filosofia trabalhados por Fonseca, os livros
e artigos serão distribuídos pelas áreas com que mais se coadunam.
Tal divisão traz em si uma dose de imprecisão que é própria de qual-
quer tentativa de taxonomia ou classificação da atividade humana.
Uma ausência importante, mas espera-se justificada, é a de arti-
gos e contribuições às várias enciclopédias (filosóficas e outras), dicio-
nários de filosofia e obras de história de cunho mais geral (onde a
referência a Fonseca apareça apenas uma vez e sem qualquer infor-

Revista Filosófica de Coimbra – n.º 29 (2006) pp. 195-208

reed. outras obras que tenham sido citadas nas bibliografias anteriores sobre Fonseca. 1604). 1589). S. FONSECA. dos Estados Unidos e de outros países. 1609. e de John Doyle em Routledge Encyclopedia of Philosophy. um primeiro contato com tais catálogos já produziu o resultado de apontar para a existência de ao menos duas outras edições das Insti- tuições Dialéticas.J.. Lugduni. e que se encontram na Biblioteca Municipal de Lion. mas que não puderam ser pessoalmente consultadas. Pedro de. Coimbra: Universidade Coimbra. Institutionum dialecticarum libri octo. Também figuram. e cujo resul- tado se encontra transcrito na introdução de sua reedição das Insti- tuições Dialéticas. Hildesheim. que não estavam elencadas na referida introdu- ção. pp. Commentariorum in Libros Metaphysicorum Aristotelis I (Roma. não fosse o fato de o próprio autor admitir que restaram algumas referências indiretas ou incompletas que naquela época não puderam ser confirmadas. São elas: FONSECA. III (Évora. Pedro da.). apud Ioannem Pillehotte. 1964.º 29 (2006) . Apesar de ainda estar em curso. Há aqui que observar-se que o trabalho de pesquisa das edições das obras de Fonseca. da ed. in-8° (395 págs. pela quantidade de informações relevantes que contém. Tal esforço teria tornado sua pesquisa insuperável. reimpressão. nesta biblio- grafia. Exceções são os artigos de António Manuel Martins em Logos Enciclopédia Luso-brasileira de Filosofia. Pedro de. 195-208 Revista Filosófica de Coimbra – n.). Lisboa: 1591. Coimbra: 1564.196 João Madeira mação adicional). sumptibus Petri Rigaud. 1629). IV (Lion. as possibilidades inimagináveis em 1964. feito por Joaquim Ferreira Gomes. no final do segundo volume de sua reedição das Instituições Dia- lécticas (1964).. ______ Instituições Dialécticas. II (Roma. 1964. 1577). in-8° (350 págs. Coimbra: Universi- dade Coimbra. Ou ainda. 1612). 1610. de acesso online aos catálogos de muitas das principais bibliotecas européias. certamente exigiu alguns anos e a cooperação de pessoas responsáveis pelas várias bibliotecas situadas nos mais diversos países. pela sua afirmação de que a Isagoge Philophica tem seu valor e originalidade. Lugduni. 1965. I) Fontes Primárias FONSECA.1615. IV. especialmente naquela escrita por Joaquim Ferreira Gomes. ______ Isagoge Filosófica. de Colónia (I-III. S.J. além de muito minucioso e competente. e talvez prin- cipalmente. reed. Institutionum dialecticarum libri octo.

A ausência destas também se justifica pela rápida mudança e pelas possibilidades exponenciais que o “espaço virtual” permite. de uma forma ou de outra. nas palavras do próprio autor. principalmente no que se refere aos séculos XVI e XVII. Lisboa: 1959 (125 págs. II) Literatura secundária A) Livros Até o presente momento. A digitalização e disponibilização de edições originais. de termos como “Pedro da Fonseca”. “Petrus Fonseca”.Bibliografia de e sobre Pedro da Fonseca 197 Tal resultado. 1960). Não estão computados neste número as teses de mestrado de Miguel Baptista Pereira. A razão é o evidente fato de não terem sido publicadas. Tal acesso. 195-208 . será de grande auxílio e já faz antever acréscimos importantes ao conteúdo deste artigo. Pedro da Fonseca — ‘The Portuguese Aristotle’ (Lovaina. A presente obra constitui um estudo preliminar. também aqui não aparecem as inúmeras páginas da Internet que se apresentam como resultado da consulta. através dos vários instrumentos de busca disponíveis. O Princípio da Individuação na Metafísica de Pedro da Fonseca (Coimbra. Não se fará menção explícita à procedência de tais informações. F. 2001). visto que as mesmas são de domínio público. ou “Fonseca”. a pesquisa bibliográfica aponta para a existência de apenas cinco livros exclusivamente sobre Pedro da Fonseca. C.º 29 (2006) pp. faz antever possíveis futuros acréscimos à lista das edições das obras de Fonseca. Teses Fundamentais da Gnosiologia de Pedro da Fonseca. porém. e de João Madeira. às pessoas interessadas. obras raras e manuscritos. A. sobre as principais características das idéias de Fonseca que servem de fundamento para uma compreensão do processo de Revista Filosófica de Coimbra – n. de que se têm notícia.). “Pedro Fonseca”. que várias informações incompletas ou deficientes. no caso de referências bibliográficas que não se encontram em outro meio de divulgação que não seja a Internet. fossem confirmadas ou retificadas. Por razão semelhante. Os livros exclusivamente sobre Pedro da Fonseca são: SILVA. “Peter Fonseca”. encorajador e estimulante. já permitiu que muitas das informações aqui presen- tes fossem adquiridas. Ou ainda.

Coimbra: Uni- versidade de Coimbra. primeiro capítulo. É com- posta de cinco capítulos que vão desde uma apresentação aprofundada da “obra de Fonseca”. PEREIRA. sobretudo da Escolástica alemã pré-kantiana e de Kant. etc. e por fim. GRY¯ENIA. A segunda parte trata do “Objeto da Metafísica” em Fonseca. A. “abstração”. “cognoscibi- lidade dos indivíduos”. Esta obra é a tese de doutorado de António Manuel Martins apre- sentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.º 29 (2006) . Lógica e Ontologia em Pedro da Fonseca. 1995 (213 págs. Lublin: Red. ao final. capítulo primeiro. Além da exposição clara e detalhada. com freqüentes referências aos textos de Fonseca. e “Transcendentais e Categorias” nos três capítu- los seguintes. A primeira aborda o aspecto his- tórico da vida e obras de Pedro da Fonseca. segundo capítulo. do “Princípio da não-contradição”. “papel do intelecto (agente e passivo)”. mais especificamente do “objecto partitivo” (seres puramente metafísicos. mas contem tradução do índice e um resumo. causas primeiras e Deus) no capítulo primeiro. que foi apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Arystotelizm i Renesans. 195-208 Revista Filosófica de Coimbra – n. M. substância e ser comum) no segundo.). 1994 (388 págs. procura também estabelecer um paralelo com a metafísica moderna. notadamente a Isagoge Filosófica e os Comentários à Metafísica. Esta tese de doutorado apresentada à Universidade Católica de Lublin se constitui de duas partes. e as principais correntes do aristotelismo do século XVI. A obra foi escrita em Polonês. e do “Objecto primeiro e adequado” (ser como ser. M. “Essên- cia e Existência”.). B. MARTINS. K. Trata-se da tese de doutorado de Miguel Baptista Pereira. Com freqüência remete aos textos de Fonseca.198 João Madeira conhecimento e de temas como “universais”. para ilustrar e confirmar as teses propostas. Pedro da Fonseca. 1967 (414 págs. Está pp. passando pela exposição de temas centrais da metafísica como o “objeto da Metafísica”. Filozofia bytu Piotra Fonseki. no que tange às categorias.). em Português. Ser e Pessoa. Wydawnictw Katolickiego Uniwersytetu Lubelskiego. “primum cognitum”. Coimbra: Fundação Calouste Gulbenkian/ Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica.

1916 (106 págs.º 29 (2006) pp. Valor e Projeção da sua Obra. mas foram citadas por outros autores. O primeiro (A) tra- ta brevemente da vida de Fonseca e um pouco mais extensamente sobre sua obra (inclusive sobre o que era conhecido até então em termos de manuscritos atribuídos.” Revista Portuguesa da Filosofia.). até culminar com considerações sobre “Fonseca e o Método da Metafísica” no capítulo quarto. “Origem dos Comentários à Metafísica de Aristóteles de Pedro da Fonseca. 1953.” Beiträge zur Geschichte der Philosophie. onde começa por referir-se ao livro de Ueldelhofen (ver a seguir). UEDELHOFEN. sobre- tudo no que se referente ao capítulo central (quarto). 354-374. Esta tese de doutorado que na primeira página traz o título Petrus Fonseca als Logiker.Bibliografia de e sobre Pedro da Fonseca 199 voltada principalmente para o problema do “Método da Filosofia”. 42-57. O primeiro capítulo aborda a “Atualidade Metafísica”. esta obra tem o interesse adicional de analisar e contras- tar algumas das obras mais recentes sobre o tema em questão. em seguida faz uma retrospectiva do tema em suas raízes clássicas e abordagens medievais.” Revista Portuguesa Revista Filosófica de Coimbra – n. 1946. “Die Logik Petrus Fonsecas. nos capítulos segundo e terceiro. Bonn: Verlag von Peter Hanstein. começando por uma visão ge- ral. terminando com a suppositio. “Pedro da Fonseca. ______. B) Menções As obras antecedidas por * não puderam ser consultadas para a elaboração deste artigo. v. divide-se em três capítulos. textos apócrifos e espúrios associ- ados a ele ou à lógica dos Conimbricenses.” Revista Portuguesa de Filosofia. Além de uma abordagem profunda e abrangente. com enfoque nas “inovações” de Fonseca em comparação com Aristóteles. i) No contexto geral da História da Filosofia: ABRANCHES. “Pedro da Fonseca e a Renovação da Escolástica. O final (C) é na verdade a apreciação feita pelo autor sobre as contribuições lógicas de Fonseca. respectivamente. 9. passa pelas conseqüências da escolha do título “Dialéticas” e segue a ordem adotada por Fonseca. 195-208 . O segundo (B) procede à análise das Instituições Dialécticas. ______. C. M. 2.

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