UNIVERSIDADE ANHANGUERA

ENGENHARIA CIVIL

CONSTRUÇÃO ESTRUTURAL

JOSÉ LOPES DA SILVA FILHO
Ra:129912682

UNIVERSIDADE ANHANGUERA

ENGENHARIA CIVIL

SISTEMA DE ALVAENARIA ESTRUTURAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
curso de Engenharia Civil da Universidade
Anhanguera de São Paulo requisito parcial à
obtenção do título de Bacharel em Engenharia
Civil.

JOSÉ LOPES DA SILVA FILHO
Ra:1299126824

Aprovado em: __/__/____

BANCA EXAMINADORA

Prof. (ª). Titulação Nome do Professor (a)

Prof. (ª). Titulação Nome do Professor (a)

Prof. (ª). Titulação Nome do Professor (a)

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus por permitir a oportunidade de superar todas as dificuldades
até aqui. A esta universidade, seu corpo docente, direção e administração pelo o
auxílio. À minha orientadora e professora Cristiane, pelas suas correções e
incentivos. A minha coordenadora Marcia Barros pelo suporte junto ao curso. Ao
suporte do Monitor de Iniciação cientifica o Aluno E colega de Curso Marcio Silva. A
minha família, pelo o apoio incondicional.

E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, a todos eles
o meu muito obrigado.

de (lajes. escadas e vergas). E relatar como esse sistema tem conquistado. Dar um roteiro de dimensionamento de projeto de acordo com a necessidade do empreendimento. Como também abri um gargalo de potencial aliado as novas tecnologias de materiais e processo que sugestiona implementações inovadoras. E exatificar o potencial construtivo desse sistema estrutural e suas limitações. os próprios blocos de concreto em sua resistência. damos como amostra de alvenaria estrutural no qual os elementos que desempenham a função estrutural. E por fim dar uma solução viável e para esse sistema em projetos residenciais de baixa rendas periferias. Empenhasse nesse trabalho em explanar o emprego de estruturas pré-moldadas e mistas. recentemente. Estrutural. ou seja. por exemplo. RESUMO Primeiramente este trabalho intui em evidenciar o avanço histórico da alvenaria de como demonstrar seus conceitos técnicos de materiais e depois mostrar Como um sistema de alvenaria estrutural é racionalizado comparativo. . Palavras-chave: Alvenaria. 5 1. mais espaço nas construções do Brasil. Discriminar a s vantagens e desvantagens desse sistema.

Emphasized in this work in explaining the use of precast and mixed structures. And to report how this system has recently gained more space in the constructions of Brazil. The concrete blocks themselves. stairs and yards). Discriminate against the advantages and disadvantages of this system. we give as a sample of structural masonry in which the elements that perform the structural function. to excercise the constructive potential of this structural system and its limitations. this work aims to show the historical progress of the structural constructions of how to demonstrate their technical concepts of materials and then to show how a structural masonry system is rationalized. And finally. 6 ABSTRACT First of all. that is . As well as opening up a bottleneck of potential allied to new materials and process technologies that suggests innovative implementations Key words: Masonry. Structural. 7 . for example (slabs.

. Execução de Obras 14 3.... Viabilização em Empreendimento 35 8........5 Lista de Figura 1 1...1 Blocos 22 4...........Sistema construtivo 4 2...Introdução 3 2.....1 Conceituação de Racionamento 7 2......................... Obstáculos para o Sistema 37 .....2 2 JUSTIFICATIVA..........2 Argamassa de assentamento 24 4...................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇAO.4 Palheta 30 6...............3 Gerenciamento de projeto e construção 11 3.......................3 3 HISTÓRICO.............1 1..............1 Contra marco pré-fabricado 32 7.......2 Projetos 8 2.............................................................4 Armadura 26 4..........3 Binaga 29 5........................................................................3 Graute 25 4....1 Problema de Pesquisa.......1 Controle de qualidade 20 4................1 Meia cana metálica 29 5..............................................2 1................ Equipamentos 28 5....................2 Objetivo do Trabalho........................ Materiais 22 4............ Aplicativos 32 6.........5 Tela metálica e grampo 26 5....................................................

Conclusão 38 10.9. Bibliografia 39 .

................................................................................................................................ 8 LISTA DE FIGURAS 1 Pirâmide de Quéops no Egito..............17 17 Assentamento de bloco....................................................................................................19 22 Bloco 14x19x34....................................................12 12 Assentamento de bloco...................................................23 24 Bloco 14x19x39.......23 .................6 3 Coliseu em Roma..................................................................................................................................................10 11 Fluxograma de gerenciamento de obra..................................................................................16 15 Escantilhão......................14 13 Nicho no bloco...6 4 Edifício Monadnock em Chicago..............................................................................................................................................................................................................................................................................................9 8 Amarração em "T”..............................................................................................................................................................................................................................................6 5 Exemplo de modulação.....................................................................................8 6 Amarração em "T”.......................17 18 Canaleta.......................................15 14 Assentamento de bloco...................................................18 20 Excesso de argamassa....................................................................................................6 2 Farol de Alexandria no Egito......................................19 21 Graute...........................................................................................................................................18 19 Canaleta “J”.........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................16 16 Assentamento de bloco.............................................................................................23 25 Bloco 14x19x19................................23 23 Bloco 14x19x54......................................................................................10 10 Blocos Especiais.............................................................................9 7 Amarração em canto..........9 9 Blocos Especiais................................................................................................................................................................................................................

.........................................................24 27 Bloco 14x19x19.............28 30 Escantilhão..............................................................31 33 Palheta................... 9 26 Bloco 14x19x29.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................30 32..............24 28 Bloco 14x19x44.............................. Bisnaga......................................34 36 Contra marco....................................................35 37 Contra marco............................32 34 Contra marco.........................................................................................................................................................................................................................35 ......................................................................................................................................................................................................24 29 Tela metálica e grampo.................................................................................................................................................................................33 35 Contra marco...............29 31 Meia cana metálica....................

Este sistema. 3 1.projeto tipo desde ao estudo de sol e a topografia do terreno como tabem as soluções estruturais dos componentes que se integram ao seu completo conjunto estrutural da edificao . muito utilizado em prédios geralmente mas mas pouco utilizado ainda em edificações unifamiliar. INTRODUÇÃO O profissional de engenharia civil ao se deparar como um projeto pra desenvolver uma edificao comum sistema de alvenaria estrutural e que obtenha resultados do empreendimento satisfatórios e que se destaque no cenário nacional da Construção Civil e de sua carreira. mas de ve se ter muitos cuidados ao pre. se for bem elaborado o seu projetoe xecutivo é satisfatorio para otimizar a dinâmica d aobra reduzindo seu custo por ser um sistema simples a ser executado . Neste trabalho é mostrado o sistema de Alvenaria Estrutural. .

que é bem usado em galpões. Ao mesmo tempo em que é um elemento de vedação é o elemento estrutural do prédio. para se construir uma ponte existe o sistema construtivo ideal para execução desta obra tanto quanto para se construir uma barragem. orçamentos. indústrias etc. É um item da construção a ser escolhido ainda no processo de estudo de tal obra. hangares. A partir da escolha do sistema a ser adotado. o sistema construtivo é o processo no qual envolve diversos elementos. pois a obra que será realizada certamente ter a um devido uso. aplicando. prédios. SISTEMA CONSTRUTIVO Conforme definição de Camacho (2001). assim sendo o prédio que tem seus pavimentos tipo é um item muito favorável para a estabilidade da estrutura. todos eles têm que ser muito fiéis ao sistema. não deixando misturar dois ou mais sistemas. a não ser que seja para algum fim benéfico. todos os elementos envolvidos como projetos. Dentre os sistemas. e empreiteiras. uma hidroelétrica. existe o convencional. indústrias. Por exemplo. “Sistema construtivo: um processo construtivo de elevado nível de industrialização e de organização. pilares. a construção pré-fabricada em concreto armado ou estrutura metálica. A alvenaria estrutural é muito utilizada em construções verticais com pavimentos tipo e repetições de layout. mais usado em residências uni familiares de médio e alto padrão que consiste em vigas e pilares de concreto armado. para se ter um bom resultado. residências unifamiliares. todos voltados para a mesma linha de raciocínio para chegar a um resultado satisfatório. assim. galpões. pois a alvenaria é a peça fundamental. alvenarias de vedação com blocos de concreto ou cerâmico sem função estrutural. etc. Por exemplo. geralmente com vãos e alturas consideráveis. montando-a também com tecnologia e prática. lajes.) na empresa fabricante com toda sua tecnologia e transportar os elementos para a obra. ” Conforme tal definição. sua carga sempre verticalmente em um ponto em comum. 4 2. O sistema consiste em fabricar os elementos estruturais (vigas. residenciais ou comerciais. cronogramas. se . constituído por um conjunto de elementos e componentes inter-relacionados e completamente integrado pelo processo.

sempre que for citada alguma ideia comparativa. vergas e contra-vergas pré-fabricados.000 A. A ideia do sistema não é nova. temos que fazer os projetos pensando em não ter pilares e vigas com estruturas em concreto armado. o edifício Monadnock (Figura 4) foi o exemplo pioneiro de alvenaria estrutural. pois a alvenaria estrutural é feita para substituí-los. fazendo assim com que gere uma estrutura resistente e principalmente rígida o suficiente para suportar tal solicitação de cargas. Conforme definição de Alves (2005). estamos contribuindo para a agilidade e rápida produção desta. . sistema bastante disseminado e conhecido. Mas. 5 escolhemos executar uma obra com alvenaria estrutural. se decidirmos usar algo pré- fabricado para a agilidade da obra como. como exemplo a Pirâmide de Quéops no Egito. e a partir de 3.000 A. por exemplo. existem obras executadas no passado com o mesmo conceito que usamos em tempos atuais. o Farol de Alexandria (Figura 2). “Vários povos entre eles os persas e os assírios utilizavam desde 10. contra marcos pré-fabricados. que historicamente são considerados materiais de substituição. isso é feito através do sistema convencional de estrutura com concreto armado. formando um conjunto coeso e rígido. altura de 65 m e as paredes interiores possuindo 1. egípcios e gregos utilizavam em suas construções a pedra. a muralha da China e a Catedral de Notre Dame em Paris que desafiaram o tempo provando a eficiência destas técnicas construtivas. Construído em Chicago entre 1889 e 1891 com 16 pavimentos. enquanto que outros povos.C. é claro que no passado as obras eram mais rudimentares. No final do século XIX. Para se ter parâmetro de comparação neste trabalho. Uma construção em alvenaria estrutural consiste basicamente em materiais (no nosso caso blocos) dispostos uns sobre os outros unidos com argamassa e encaixe dos mesmos. Obras marcantes foram construídas no passado em alvenaria como as pirâmides do Egito (Figura 1). o Coliseu em Roma (Figura 3). tijolos secos ao forno”. Os romanos. no caso aos tijolos. por não possuírem este material natural.80 m de espessura. recorriam ao artificial.C. tijolos de adobe.

6 representou um marco para sua época e significou o apogeu do sistema construtivo em alvenaria estrutural. “Ele se tornou. Figura 4 – Edifício Monadnock em Chicago.Pirâmide de Quéops no Egito. também. ” Figura 1 .Coliseu em Roma. um marco dos limites para a construção em alvenaria estrutural. Figura 3 . Figura 2 – Farol de Alexandria no Egito. .

o aço. madeira para caixaria. dispensa-se qualquer tipo de revestimento sobre este bloco. porém. é um fator que também contribui para a obra ser racionalizada. vigas e pilares para estrutura e alvenaria para vedação. o revestimento gasto em cima de uma parede deste tipo é mínimo. como por exemplo. os blocos são exatamente contados para executar tal obra. funcionalidade e qualidade. A vedação e a sustentação (estrutura) de um prédio são dois papéis distintos. não podendo quebrar ou alterar a forma das mesmas. o gasto com tal material também é muito reduzido. dobra e montagem de armações. pensar e executar com economia. usamos apenas um elemento que faz o papel de dois. . Sendo assim. gesso ou outro material. o concreto é bem reduzido também. tornar racional tal ato. não tendo perdas cortes ou rearranjos. é o tempo e a mão-de-obra especializada em carpintaria e em corte. alinhada e sem imperfeições. ela tem que estar obrigatoriamente em prumo. Sendo assim. Assim. no caso de revestir a alvenaria com reboco. a alvenaria fica com seus blocos aparentes. Em alguns casos não é aplicado nenhum tipo de revestimento no prédio. tornar uma obra racional consiste em projetar. com diversos tamanhos e formatos. não podendo quebrá-los. Além disso. tem que ter o cuidado de fazer um bom acabamento. e outro item que é um dos mais preciosos que conseguimos reduzir. assim. ou seja. pois são usados apenas em alguns pontos da alvenaria estrutural. este é um fator muito considerável no que diz respeito à racionalização. consegue-se reduzir ou até eliminar alguns itens da obra. Não tendo que usar vigas e pilares. Em uma construção no sistema convencional são usados dois elementos. pois não pode haver buracos na alvenaria. ou seja. o fabricante dos blocos além de ter o cuidado com a resistência. Na alvenaria estrutural é como brincar de encaixar peças. na alvenaria estrutural.1 Conceituação de racionalização Racionalizar. O único desperdício provável pode ser n o transporte ou no manuseio do mesmo e. 7 2. raciocinar para executar e manipular algo. este é o principal conceito de racionalização.

o graute deve ser colocado com funil e deve ficar confinado dentro da célula do bloco não havendo por onde vazar ou perder material. a argamassa geralmente vem pronta não há vendo desperdício e sobras de areia.civil.pdf. Lourenço. A consequência disso é uma obra econômica e que reduz bastante o custo para o empreendedor.uminho. a quantidade à ser usado de argamassa e graute é limitada.2 Projetos Para projetar um edifício em alvenaria estrutural é necessário um estudo de modulação juntamente com o projeto arquitetônico. 2. respeitando os projetos na obra não haverá desperdício de materiais. Esta modulação consiste em “encaixar” os blocos uns nos outros respeitando todas as amarrações. cimento. acesso 22/08/2007. 8 Por ser um sistema racionalizado e de alto nível de industrialização.pt/masonry/Publications/Update_Webpage/2002_Lourenco_4. os blocos não podem ser quebrados. . formando um prisma (Figura 5): Figura 5 – Exemplo de modulação – http://www. etc.

tendo pouca variação de medida dos blocos. em último caso. Mamede. Porém. Naturalmente esta edificação ficará com medidas múltiplas das medidas dos blocos escolhidos.teses. cuidados especiais devem ser tomados em cantos e encontros de paredes (Figura 6. Figura 7 – Amarração em canto. 9 Evitando ao máximo os arranjos e emendas. Mamede. usando sempre blocos de medidas iguais em um projeto é um passo muito bom para a funcionalidade da obra. existem blocos especiais com medidas para complementos. Figura 7. mas. ou seja. 2001 2001 . http://www.teses. 18134/tde-06062006-162432/.br/teses/disponiveis/18/ 18134/tde-06062006-162432/.usp. Figura 8): Figura 6 – Amarração em "T”.br/teses/disponiveis/18/ http://www.usp.

br/ teses/disponíveis/18/18134/tde- 06062006-162432/. 2000. 2001 No caso de precisar usar blocos ou preenchimentos com medidas especiais Existem os blocos apropriados para a ocasião (Figura 9 e Figura 10). Figura 9 – Blocos Especiais . Mamede.http://pcc2515. . Vilató.usp.pcc.usp. http://www.pdf. 10 Figura 8 – Amarração em “T”.br/Documentos%202007/RACIONALIZA %C3%87%C3%83O%20DE%20PROJ ETO%20DE%20EDIF%C3%8DCIOS%20EM%20ALVENARIA %20ESTRUTURAL.teses.

Para termos uma obra bem-sucedida e racionalizada. os grautes não são elementos que substituem pilares. tem- se também os complementares como o de instalações hidráulicas. na maioria das vezes com armação em seu interior para suprir necessidades de solicitações de esforços.pcc. comportamento da estrutura. Diferente do que se acredita. ar condicionado. 11 Figura 10 – Blocos Especiais . o calculista da estrutura faz todos os cálculos e considerações conforme a norma brasileira NBR 10837 (ABNT. deixando. bombeiro. Vilató. ou seja. O graute consiste em um concreto bem fluido e com agregados de pequena dimensão. Feita a modulação exata com todos os blocos e paredes desenhados.br/Documentos%202007/RACIONALIZA %C3%87%C3%83O%20DE%20PROJ ETO%20DE%20EDIF%C3%8DCIOS%20EM%20ALVENARIA %20ESTRUTURAL. pois quando o layout do projeto fica bem distribuído e há mais aproveitamento das paredes. e para isso tem-se que pensar neste detalhe na fase de concepção do projeto. eles são apenas componentes do sistema que serve para dar solarização à estrutura. . Não se deve esquecer que.pdf. Feito isso. estes projetos bem planejados têm que se unir um respeitando o espaço e objetivo do outro como se eles conversassem entre si. 1989).usp. Pelo sistema ser um sistema econômico. a obra fica mais econômica. parte-se para a próxima etapa que é de inserir os pontos de graute no projeto. quanto menos paredes menor será o custo da obra. entre outros. rigidez. solicitações de esforços. estabilidade etc. 2000. assim. precisa-se projetar pensando nisso. além dos projetos arquitetônicos e estruturais.http://pcc2515. o projeto de alvenaria estrutural pronto. instalações elétricas.

e eles têm que estar muito bem planejados e integrados entre si: · Projetos. · Organização da Produção. as instalações.3 Gerenciamento de projeto e construção Um bom sistema construtivo. · Tecnologia. Existem 5 fatores que são essenciais para o bom andamento da execução da obra. ele não conseguirá produzir seu projeto de instalações elétricas. junto com bons projetistas e bons construtores. Se não há informação ou alguma peça da obra o sistema se complica. como mostra o fluxograma na Figura 11. não são suficientes se não houver uma boa gestão da obra. se um projetista de instalações elétricas não tiver em mãos o projeto arquitetônico e estrutural. Em suma. compartilhando sempre informações com cada elemento produtivo. · Gestão da Mão-de-Obra. são feitas por d entro das células vazias dos blocos ou na parte externa da alvenaria. seja operacional ou projetista. 12 Como na alvenaria estrutural não se pode ter cortes nas paredes. · Suprimentos. É Para isso que cada obra precisa ter o gerenciador mesma. O papel do gerenciador da obra é fazer com que cada pessoa. 2. Por exemplo. saiba dos intuitos e objetivos de tal obra. para unir cada Peça da obra e fazer com que “falem a mesma língua”. esta obra certamente não terá sucesso. a intenção de um bom gerenciamento da obra é fazer todos os segmentos de cada peça da obra se integrar. Se ele não fizer reuniões para definir cargas. gerando um produto final satisfatório e com objetivo alcançado. em staffs etc. equipamentos e tudo o que ele precisa saber sobre o segmento dele. na maioria das vezes. .

analisar e testar qualidade de materiais. . Compete a ele também vistoriar serviços prestados por empresas terceiras. unir serviços como produção de alvenaria com instalações elétricas e hidráulicas e outras instalações. 13 Figura 11 – Fluxograma de gerenciamento de obra O Engenheiro. contratações certas etc. Por tudo isso é tão importante o gerenciador em obras de alvenaria estrutural. gerente de obra. uniões certas. para saber etapas certas. e isso cabe ao gerente da obra. pois pelo sistema ser tão atraente no ponto de racionalização e economia consequentemente o sistema é delicado e com bastantes cuidados a serem tomados. conhecer fornecedores e seus produtos etc. geralmente não é especialista em algum segmento da construção. mas ele precisa entender um pouco de cada assunto.

sapata corrida etc. ABCP. radie. conforme Figura 13. 2003. que na alvenaria estrutural não se pode. Sabe-se. Por este motivo precisa-se abrir um nicho com aproximadamente 5cm no bloco onde será feito o graute e limpar a superfície. . e principalmente esquadro e nível nesta etapa. mas este é um ponto especial onde o próprio graute enrijece no ponto onde foi cortada a alvenaria. por isso tem-se que tomar um cuidado especial com a superfície onde receberá o ponto de graute. EXECUÇÃO DE OBRA Depois da fundação pronta seja qual for. Figura 12 – Assentamento de bloco. de forma alguma. Todos os blocos devem ser dispostos exatamente como se encontra no projeto de modulação. pois este esquadro e nível contribuem bastante com a qualidade do prisma. deve-se demarcar a obra com a primeira fiada de blocos. retirando excesso de argamassa de assentamento e aplicando água para uma boa aderência a do graute. pois é um ponto muito propício a acumular massa de assentamento conforme Figura 12. logicamente. Toda a alvenaria tem que estar em seu devido eixo. danificar ou abrir buracos nos blocos. vigas baldrame. 14 3. A primeira fiada de blocos é exatamente a base do graute.

e com isso elas têm que se encontrar e encaixar uma na outra. mangueira de nível. esquadros e principalmente prumo. nível a laser. não importa. ABCP. alinhamento e nível da alvenaria a ser executada (Figura 15). Nas demais fiadas deve-se tomar sempre o cuidado com nível. . 15 Figura 13 – Nicho no bloco. podendo ser nível de bolha. tem-se que contar com a ajuda de réguas e níveis. O mais recomendado é usar o escantilhão para a garantia de prumo. o importante é garantir a integridade da qualidade dos serviços (Figura 14). pois são pontos onde são grauteados e são lugares onde s e encontram duas. para que se mantenha rígido e na sua forma projetada. 2003. Assim. de acordo com a modulação proposta. Os cantos e encontros de paredes também merecem atenção especial. três ou quatro rumos de parede.

Figura 15 – Escantilhão. A argamassa de assentamento pode ser aplicada de duas formas. 16 Figura 14 – Assentamento de bloco. 2003. Segundo fontes da ABCP. uma apenas no sentido longitudinal do bloco e a outra no sentido longitudinal e transversal do bloco. ABCP. ABCP. 2003. estudos feitos anteriormente indicam que existe uma redução de 20% na resistência à compressão de uma parede assentada .

17 apenas com argamassa no sentido longitudinal comparado a uma parede assentada com argamassa nos dois sentidos. ABCP. a canaleta “J” (Figura 19) que serve para ancorar a cinta de respaldo da parede com a laje. ficando um ponto sem estrutura. 2003. também. ABCP. a de enrijecer a estrutura do prisma. . Um elemento que faz parte da responsabilidade de manter o prisma rígido e com estabilidade além do graute são as canaletas “U ” (Figura 18) que servem de cintas geralmente nos respaldos e servem de vergas e contra-vergas para portas e janelas. 2003. longitudinal e transversal. conforme Figuras 16 e 17. Figura 16 – Assentamento de bloco. Quando usadas como vergas e contra-vergas elas têm a função de. pois onde há esquadrias não há área de alvenaria. além de evitar as trincas diagonais em volta das esquadrias. Figura 17 – Assentamento de bloco. Existe.

2003. deve-se abrir um nicho no bloco da primeira fiada para limpeza da área aderente. ABCP. A célula onde será grauteada tem que estar limpa e livre de qualquer coisa que possa ocupar o lugar do graute (Figura 20). isto é. http://www.geocities. como dito anteriormente. 18 Figura 18 – Canaleta. e. também. um cuidado especial com a argamassa de assentamento para que esta não se misture com dois tipos de material diferentes. Figura 19 – Canaleta “J”. para conseguir ter acesso à sujeira. Esta limpeza é recomendada a ser feita no máximo a cada 6 fiadas.com/valepavi/blocos. .htm .S/D Para executar o grauteamento deve-se tomar alguns cuidados.

Feita a limpeza. Figura 21 – Graute. 2003. materiais excelentes. Para todos os procedimentos de execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto existe a norma brasileira NBR 8798. . 2003. o graute é colocado no interior da célula com a ajuda de um funil para evitar desperdícios e que algum material externo se misture (Figura 21). 1985. 19 Figura 20 – Excesso de argamassa. equipamentos e tecnologias de última geração se não haver mão de obra especializada. ABCP. Rio de Janeiro. ABCP. Não são suficientes ótimos projetos.

item 6. 20 Por isso há um cuidado especial à ser tomado com relação à mão de obra. um deles sem dúvida. pois o ritmo de trabalho é familiar. como observado no Item 3.1 Controle de qualidade A qualidade da alvenaria estrutural como produto final. geralmente entre 4. os tradicionais “bloqueios”. depende de diversos fatores. eles têm mais facilidade no aprendizado do sistema. Tabela 6. a não ser que ela passe por u m treinamento que deixe-a preparada e com toda experiência necessária para execução de alvenaria estrutural com seus detalhes e particularidades. Para controlarmos a resistência dos blocos é necessário coletar aleatoriamente uma certa quantidade de blocos por lote de fabricação. é o da boa execução. Cada bloco tem uma resistência à compressão. por exemplo. prumos. Geralmente as equipes que se especializam em alvenaria estrutural são as equipes que sempre trabalharam com alvenaria seja estrutural ou vedação.1. conforme especificações da NBR 6136/94. sendo não grauteados e com argamassa usual para tal solicitação de carga e resistência. Além de mão-de-obra especializada tem-se que tomar muito cuidado com os materiais a serem empregados. grautes bem feitos etc. alinhamentos.5 e 20 MPa. certamente não é a equipe ideal para fazer alvenaria estrutural. conforme Tabela 1: . assentamento adequado. por exemplo uma equipe que está acostumada a construir obras no sistema convencional com vigas e pilares.0. os blocos. e NBR 7173/82. 3.

tomar providências necessárias. · Possui todas as medidas íntegras e constantes com variações de milímetros. também. ensaios para comprovar resistência à compressão de prismas de blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural. Tipo de bloco Blocos de Ensaio à Massa Amostra Compressão Específica. Umidade e Área líquida. para se saber se um bloco tem qualidade. No processo de industrialização do bloco há uma pequena variação de medida que pode ser tolerada de mais 2 mm para a largura e mais 3 mm para a altura e comprimento das peças. Se houver algum problema com os resultados dos ensaios pode-se ainda. conforme NBR 8215 (ABNT. NBR 7173/82. 1982). Número de Blocos para Número Número de Ensaios de Mínimo de Blocos para Absorção. Existem. Além dos ensaios. pode-se analisar Algumas características a olho nu: · Possui cantos quebrados. 21 Tabela 1 – ABCP 2003 Apud. trincas. Estrutural 9 6 3 Com os blocos ensaiados em laboratório. · Aspecto do bloco homogêneo e sem vazios etc. em tempo. pode-se ter mais segurança nos blocos empregados. · Quebra com facilidade. .

ser múltiplas para facilidade de modulação. o de 14x19x34 (Figura 22) usado nos cantos e o 14x19x54 (figura 23) usado nos encontros de parede em “T”. pode-se dizer que é uma alvenaria estrutural. Tem-se o 14x19x39 (figura 24) que é o mais utilizado nos comprimentos das paredes e o meio bloco desta medida que é o 14x19x19 (Figura 25). pois o bloco não pode absorver muita água tomando a água da argamassa de assentamento. assim. . por isso. fazendo a ligação entre mais peças seja qual for o material e formando uma estrutura prismática. por isso precisa-se de blocos com a finalidade de modular estas medidas. Segue. agregados e água. Os materiais empregados para a fabricação dos blocos de cimento consistem em cimento Portland. os blocos de concreto são divididos em duas famílias. Absorção de água é outro fator considerável. o bloco de sálico-calcário. MATERIAIS 4. 22 4. a família 39 e a família 29. algumas informações sobre o bloco de cimento. portanto tem que existir um bom equilíbrio na absorção de água. muito usado em vãos de portas e janela s. As medidas dos blocos devem. Portanto existem diversos tipos de materiais para ser usado em formato de bloco como o bloco cerâmico. A família 39 possui dimensão em módulo de 20cm diferente da largura que é de 15cm. As proporções e traços são em função da resistência esperada.1 Blocos Alvenaria estrutural é um assunto muito amplo. Ao mesmo tempo não pode ser impermeável por motivo de aderência da argamassa ao bloco. onde a armação da alvenaria precisa terminar em prumo. bloco de concreto celular e o de cimento que é o foco deste trabalho. pois qualquer objeto que for usado com argamassa de assentamento. usualmente.

ABCP. 2003. . por isso existe no mercado na forma de bloco de vedação. onde a amarração da alvenaria precisa terminar em prumo. Conforme ABCP (2003). e possui dimensão em módulo de 15cm o que facilita. ABCP. consta apenas como vedação. ABCP. 2003. 2003. Figura 25 – Bloco 14x19x19. 2003. Existe o bloco de 14x19x29 (Figura 26) que é o mais utilizado nos comprimentos das paredes. ABCP. muito usado em vãos de portas e janelas. pois é a mesma medida de sua largura. a família 29 ainda não apresenta dimensões padronizadas de norma de blocos estruturais. 23 Figura 22 – Bloco 14x19x34. Figura 23 – Bloco 14x19x54. o meio bloco desta medida é o 14x19x19 (Figura 27). Figura 24 – Bloco 14x19x39. e o 14x19x44 (Figura 28) usado nos encontros de parede em “T”.

assim. 1992). ela se torna a emenda entre os componentes. A resistência da argamassa geralmente é de 70% a 10 0% da resistência do próprio bloco. espessura mínima das paredes estão especificadas na norma brasileira NBR 6136 (ABNT. Figura 28 – Bloco 14x19x44. 24 Figura 26 – Bloco 14x19x29. pois há um componente estrutural (bloco) em cima e outro embaixo. ou seja. ABCP. não se aumenta a . ABCP. 1994) e NBR 7184 (ABNT. 4. As características como resistência à compressão. que suportar a carga solicitada e unir os componentes do prisma. 2003. 2003. tendo. Figura 27 – Bloco 14x19x19. Se a resistência da argamassa é aumentada. 2003. Por isso. dimensões dos blocos. ABCP.2 Argamassa de assentamento Um item muito importante do sistema é a argamassa de assentamento. pois ela tem a responsabilidade de distribuir toda a carga para os blocos que nela estão ligados. pode-se assimilar a ela uma solda de uma estrutura metálica.

S.70 MPa e não esteja exposta em meio agressivo. podendo se ter problemas com juntas menores e juntas maiores. A norma americana classifica 4 tipos de argamassa mista. 4. N e O: · Argamassa tipo M: usada em alvenaria em contato com o solo. concentrando tensões que prejudicam a resistência da parede. . M. · Argamassa tipo S: usada em alvenaria sujeita a esforços de flexão. a medida ideal para ela é de 1cm. como fundações. a resistência da parede diminui. sem contato com o solo. O que deve ser muito bem observado são as espessuras das juntas. designados no sistema de alvenaria estrutural. Tem média resistência à compres são e boa durabilidade. 25 resistência da parede em geral. e se a junta passar de 1cm. Se a junta for menor que 1cm corre-se o risco da face de um bloco encostar na outra. Possui alta resistência à compressão e excelente durabilidade. portanto ela pode ser usada nesse percentual de resistência.3 Graute O graute é um concreto com agregados miúdos e alta plasticidade e com o slump necessário para preencher os vazios e se acomodar nos vãos. · Argamassa tipo O: pode ser usada em alvenaria de unidades maciças onde a tensão de compressão não ultrapasse 0. Apresenta baixa resistência à compressão e conveniente para o uso em paredes de interior em geral. muros de arrimo etc. Tem boa resistência à compressão e à tração quando confinada entre as unidades. e respeitar sempre a resistência da argamassa de assentamento exigida pelo calculista da estrutura. Por tanto deve-se controlar essa junta horizontal com 1cm. · Argamassa tipo N: usada para uso geral em alvenarias expostas.

Estes são casos à p arte onde com certeza é necessária a armação desta estrutura. por exemplo. a área da seção do bloco dando mais resistência para o ponto da alvenaria que está grauteado. 4. Com isso. por isso o cuidado tem que ser redobrado. . não se consegue ter amarração na alvenaria com a modulação e suas medidas múltiplas perfeitas. assim. pois quase sempre as condições de lançamento não são boas e as armaduras internas também não ajudam. Há ocasiões. Logicamente. o aço e o graute. é necessário um concreto com uma boa trabalhabilidade. o bloco. para se obter uma peça uniforme e com boa resistência.4 Armaduras Apesar do sistema não ser em concreto armado.5 Tela Metálica e Grampo Em algumas situações de projeto ou mesmo de alteração do próprio projeto. aumentando. aumentando a resistência de sobrecarga e m tal ponto. 26 Eles são usados no interior da célula dos blocos. Para que isso aconteça. nas vergas e contra-vergas. onde se precisa unir alvenaria de vedação com alvenaria estrutural. também. casos especiais precisam ser estudados mais profundamente. Nestes casos. Com isso o resultado pretendido é de uma peça integra e com os quatro itens muito bem integrados. 4. como. o aço tem boas características para suprir tração e é usado para este fim. a argamassa de assentamento. Usa-se aço também no graute para estruturar e dar características mais resistentes ao ponto em vigor. como um longo vão ou uma parede onde terá esforço lateral como um muro de arrimo de alvenaria estrutural. existem pontos na alvenaria estrutural onde necessita aço. Elas são nada mais que peças como vigas que sofrem solicitações de cargas de compressão e de tração. usa-se a tela metálica ou grampo.

http://pcc2515. usando a tela ou o grampo como união de alvenarias. .usp. desta forma. o mais uniforme possível (Figura 37). 27 Muito importante ressaltar que quando se adota estes procedimentos fica totalmente descartada a possibilidade de aproveitar o efeito de uniformização de distribuição de cargas verticais ou horizontais.pdf. com que as duas peças de alvenaria se integrem tentando formar uma seção maior. Figura 29 – Tela metálica e grampo .br/Documentos%202007/RACIONALIZA %C3%87%C3%83O%20DE%20PROJ ETO%20DE%20EDIF%C3%8DCIOS%20EM%20ALVENARIA %20ESTRUTURAL. 2000.pcc. O grampo também é muito utilizado em paredes duplas onde existem grandes cargas atuando lateralmente na parede. Vilató. fazendo.

28 5. É a primeira marca nivelada em relação à referência definida pelo ponto mais alto da laje. o nivelamento. É composto por uma haste vertical a qual é graduada com marcações a cada 20 cm para indicar a fiada do bloco (figura 29). alinhamento e prumo perfeito das fiadas. 2003. Figura 30 – Escantilhão. desta forma. EQUIPAMENTOS 5. mas que tem um papel significativo para a boa execução dos serviços. . colocada sempre nos cantos de encontro de paredes. garantindo.1 Escantilhão É uma ferramenta utilizada após a definição dos alinhamentos das paredes a ser executada. É um equipamento usado para maior segurança e sem riscos de perder a referência de níveis e alinhamento e deve ser fixado o no piso com parafuso e bucha. ABCP. O escantilhão é um equipamento simples e de fácil a aplicação.

uma restrição quanto à fluidez de tal argamassa. Por exemplo. pois tem um difícil manuseio. 29 5. 2003. Com todos esses obstáculos. pois é necessário trabalhar com um balde de água ao lado e a palheta simples é mais prática de se utilizar e de produzir.2 Meia Cana Metálica É uma ferramenta utilizada para aplicação de argamassa de assentamento nos blocos. Existe. além de ter um custo menor (figura 30). Figura 31 – Meia cana metálica. Ela tem pouca aceitação. pois são necessários agregados muito miúdos para uma boa trabalhabilidade.3 Bisnaga É uma ferramenta utilizada também para a aplicação de argamassa de assentamento nos blocos. e causa problemas ao operário por motivos de peso e necessidade de fazer força para pressioná-la para sair da argamassa. ABCP. 5. também. porém ainda há alguns serviços que a bisnaga é uma boa opção. o enchimento de juntas verticais (Figura 31) entre os blocos. porém também não tem uma aceitação muito boa em obras. . a ferramenta preferida é a palheta.

o operador não tem um fácil aprendizado. Por exemplo. 5. lembrando que não se pode usar mais nem menos que 1cm de argamassa na junta horizontal da alvenaria. facilitando e. 2003. pesada. Muito útil para dar agilidade ao processo de aplicação de argamassa no sentido longitudinal do bloco (Figura 32). Esta ferramenta se destaca comparado com a bisnaga e a meia cana metálica pelo motivo de praticidade. principalmente. . O seu tamanho geralmente é de 40cm de comprimento e aproximadamente 3cm ou 4cm de largura. a bisnaga é grande. Pode-se dizer que é uma desempenadeira fina e comprida. 30 Figura 32 – Bisnaga. é necessário que a me ia cana metálica tenha um recipiente com água ao lado para aplicação no bloco. ABCP. controlando a quantidade de argamassa a ser colocada.4 Palheta É uma ferramenta muito simples que pode até ser feita na própria obra com sobras e retalhos de madeira.

2003. 31 Figura 33 – Palheta. ABCP. .

pois ele é executado durante a fase de levantamento da alvenaria e já é a peça acabada. Figura 34– Contramarco – http://home. 2005. assim. 32 6. Ceotto.1 Contra Marco Pré-fabricado Este é um aplicativo muito interessante para ser usado juntamente com a alvenaria estrutural. fixar as esquadrias diretamente sobre ele. é uma peça que já vem pronta da fábrica (Figuras 33 e 34) e é apenas usada para ser instalada nos vãos das esquadrias.uniemp. pois pensando em uma construção racionalizada e ágil.pdf. A grande vantagem é a agilidade.br/seminarios/palestras/palestra_iccb05_lh_ceotto. e o melhor deixa a obra limpa e sem desperdício de materiais. e para chumbar batentes na alvenaria com massa.0 APLICATIVOS 6. podendo. Isso faz economizar a mão-de-obra para requadro de vãos. .org. apenas vedando as juntas para bom conforto interno do ambiente.

br/seminarios/palestras/palestra_iccb05_lh_ceotto. o suporte para fixação enquanto se instala e executa a alvenaria (Figura 36).org. pode-se graduar na lateral do contramarco as medidas das alturas dos blocos para seguir o mesmo nível (Figura 35). também. 2005. o que é proibido no sistema de alvenaria estrutural. no entanto. 33 Figura 35 – Contramarco – http://home.uniemp. a instalação tem que ser feita com os mesmos cuidados da alvenaria. . e sem deixar grandes vãos entre as juntas. Ceotto. Por ser uma peça usada junto com a alvenaria estrutural.pdf. Precisa-se. Para se ter segurança com a instalação. isto é. pois a peça deve vir da fábrica com as medidas certas. níveis etc. Existe. prumos. alinhamentos. tomar alguns cuidados na obra. ela deve ser fabricada de acordo com as medidas modulares da alvenaria e do projeto de tal vão fazendo com que se encaixe nos limites da alvenaria sem precisar quebrar a alvenaria.

Ceotto.pdf.br/seminarios/palestras/palestra_iccb05_lh_ceotto. Figura 37 – Contramarco – http://home.br/seminarios/palestras/palestra_iccb05_lh_ceotto.uniemp. Ceotto.pdf.org. . 2005. 2005. 34 Figura 36 – Contramarco – http://home.uniemp.org.

foram especificados blocos de 14 MPa. e principalmente experiências em obras e empreendimentos executados com todos os cuidados e regras para uma boa prática do sistema construtivo. qualidade e agilidade. tendo todas suas qualidades. atraído pela redução de custos de até 30% proporcionado pelo sistema. A resistência dos blocos cai à medida que sobem os andares. VIABILIZAÇÃO EM EMPREENDIMENTOS Conforme a Revista Téchne 34. A volta da classe C ao mercado consumidor de imóveis e o empenho da engenharia nacional estão alavancando u m sistema construtivo que parecia fadado aos conjuntos habitacionais populares. pois são itens característicos dela. no gosto do meio técnico brasileiro. ” A mentalidade de um sistema construtivo racionalizado não é apenas modismo ou uma simples questão de demonstrar técnicas alternativas. Da primeira fiada até o quinto pavimento. culminando com 6 MPa entre o 15o pavimento e a cobertura. de acordo com a faixa de andar executada. p.26: “Cada vez mais distante do preconceito que a associava apenas às construções populares. Isso alavanca uma nova concepção de valores e boas condições para obras de alto padrão que são mais caras. com isso. por fim. a alvenaria estrutural ganha espaço nos canteiros de obras brasileiros. É mais do que isso. “Uma das medidas de economia tomadas pela JHS para viabilizar o empreendimento foi empregar blocos de concreto com diversas resistências à compressão. A possibilidade de construir edifícios altos com apartamentos amplos – um edifício na zona leste de São Paulo já alcançou a marca dos 24 pavimentos e outros dois no Morumbi. estão sendo construídos com até quatro dormitórios – tem enterrado alguns velhos preconceitos. Os empreendedores estão deixando de lado a ideia de que a alvenaria estrutural serve apenas para construções simples e populares (conforme revista 34 da Techne) e partindo para um novo horizonte que sã o as construções com padrão mais alto. “Não é preciso usar o mesmo tipo de bloco . Isso é reflexo de muito estudo. é uma questão de sobrevivência entre construtores e empreendedores. A alvenaria estrutural caiu. ensaios. a alvenaria estrutural está se destacando. Claro que não se pode esquecer que nas construções de baixo e médio padrão ainda também é um excelente sistema. pois o mercado brasileiro está cada vez mais competitivo e exigente em termos de preço. zona sul. 35 7.

afirma Carlos Alberto Tauil. P. Por exemplo. onde há pouco esforço pode -se usar um de mais baixa resistência. 36 em todo o edifício”. . um ponto muito interessante para evitar desperdícios em prédios com alturas significativas é a adoção de blocos de diferentes resistências usados apenas onde lhe exige tal esforço.” (Revista Téchne 34 . Todavia. gerente técnico comercial da Glaser. fabricante paulista que está fornecendo os blocos de concreto para a obra. no final.PINI – mai/jun – 1998. nos primeiros pavimentos de um prédio são usados blocos de uma alta resistência.26-31). no meio do prédio já podemos usar de média resistência e.

cada sistema construtivo serve para suprir sua necessidade arquitetônica. econômica e rápida. e estão cada vez mais extintos. Por exemplo. como vigas metálicas. o papel da alvenaria estrutural começa a não ter condições de suprir essas necessidades. . Isso não impede de se usar outros tipos de materiais juntamente com a alvenaria estrutural. com vãos extremamente grandes. com janelas muito grandes. pode-se dizer que os obstáculos encontrados são mínimos. por exemplo. provavelmente. e geralmente empreendimentos verticais e sobrados. Porém em empreendimentos residenciais. é muito difícil encontrar equipes especializadas que saiba dos detalhes e das necessidades do sistema construtivo para poder executar a obra do jeito que foi pensada e projetada. Bons profissionais junto com a tecnologia do sistema são capazes de desenvolver projetos arquitetônicos maravilhosos e ousados. vigas e m concreto armado. 37 8. Existe apenas um bom senso a ser respeitado. a estrutura em concreto armado moldado em loco ou estrutura de concreto armado pré-fabricado etc. peças em concreto armado pré-fabricado para vencer vãos. Escolhe-se. o sistema de alvenaria estrutural é o sistema mais indicado para empreendedores que precisam de uma obra racionalizada. Nos tipos de empreendimentos com arquitetura onde exige vãos muito longos. certamente não será adotado o sistema de alvenaria estrutural. comerciais. Não existe mais o conceito que associa alvenaria estrutural com aqueles prédios onde quase não apresentam vãos e com janela s muito pequenas. OBSTÁCULOS PARA O SISTEMA Hoje em dia com a quantidade de recursos e tecnologias desenvolvidas no sistema de alvenaria estrutural. Um obstáculo um pouco maior para o empreendedor é a mão de obra especializada. se precisar construir um estacionamento de caminhões de dois ou mais pavimentos.

a argamassa geralmente vem pronta não havendo desperdício e sobras de areia. CONCLUSÃO Através da pesquisa realizada pode-se dizer que o sistema de alvenaria estrutural é um sistema de simples execução. pose-se concluir que a metodologia da alvenaria estrutural. ( 2003): · Projetos. etc. Por ser um sistema racionalizado e de alto nível de industrialização. · Organização da Produção. 38 9. O fruto de um empreendimento onde são respeitados estes itens será. quando usada de forma correta com integração total entre as partes envolvidas e. cinco fatores fundamentais devem ser rigorosamente seguidos. atuando com projetos inteligentes e estratégicos. · Gestão de mão de obra. a quantidade à ser usado de argamassa e graute é limitada. respeitando suas restrições é um método bastante ágil. porém para um empreendimento bem- sucedido. respeitando os projetos na obra não haverá desperdício de materiais. Com isso. uma obra racionalizada com menos perdas de materiais e mão-de-obra e. o graute deve ser colocado com funil e deve ficar confinado dentro da célula do bloco não havendo por onde vazar ou perder material. os blocos não podem ser quebrados. sem dúvida. conforme Penteado. consequentemente. A consequência disso é uma obra econômica e que reduz bastante o custo para o empreendedor. por exemplo. · Suprimentos. . Esse sistema apresenta alguns obstáculos e pequenas limitações. mas que são supridos com bons profissionais. limpo e lucrativo de se construir. cimento. · Tecnologia. menos custo.

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