Armando de Holanda

ROTEIRO PARA CONSTRUIR NO NORDESTE
Arquitetura como lugar ameno
nos trópicos ensolarados.

Universidade Federal de Pernambuco
Mestrado de Desenvolvimento Urbano
Recife 1976

Fábula de um arquiteto

. A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusi vamente portas e tectos.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde , jamais portas-contra;
por onde, livres : ar luz razão certa ».

João Cabral de Melo Neto

íNDICE

1. INTRODUÇÃO / página 8
2. CRIAR UMA SOMBRA / pág ina 10
3. RECUAR AS PAREDES / pág ina 14
4. VAZAR OS MUROS / página 18
5. PROTEGER AS JANELAS / pág ina 22
6. ABRIR AS PORTAS / pág ina 26
7. CONTINUAR OS ESPAÇOS / pág ina 30
8. CONSTRUIR COM POU CO / página 34
9. CONVIVER COM A NATUREZA / página 38
10. CONSTRUIR FRONDOSO / pág ina 42
11. BIBLIOGRAFIA / pág ina 44

1\ reg ra vem sendo a adoção de materiais e de sistemas construtivos . a incorp o- ração do pensamento arquitetônico estrangeiro. mas que só exce pcional- mente parti cipam dos projetos aqui constru ídos . esta situ ação fica ma is eviden ci a- da pela forte presença de sua natureza.desenvolvidos 'para outra s situações. No Nord este. ocorrida no século assado e que trouxe pr~u í zos ao ed ifíc io.. mais que isso.Este RoteirQ resultou de algumas observações fe ita§.quando não de solu- ções arq uitetô ni cas comp letas . enquanto instru- mento de amenização dos tróp icos. até hoj~ um s onjunto de técnicas que permitam projetar e constru ir ten do em vis- ta tal desempen ho da edíficação. se m a indispe nsá- vel filtragem à vista do ambiente tropical. Após a rutura da trad ição luso. como arquiteto empenhado em 9. sob retudo europeu e fra ncês. a que as construções espon- tâneas são sensíveis. de sua luz e de seu clima .bra sile ira de constru ir. de co rre- ção dos seus extremos climáticos não fOi d~­ senvolvido . durante os ultimo-s oito anos de atuação no Nord este .para asma is _diferentes ativida: de s humanas. 9 .[i ar ambientes .

2 CRIAR UMA SOM BRA • .

as de admissão. alêm da desobstru- ção do espaço interno. por um abr igo protetor do sol e da s chuva s trop icais. lançando mão de uma cobertura ve ntilada . que as aberturas de exa ustão seja m maiores.C om ecemos por uma ampla sombra . " -----~ t Aodesenho segun do traç o orig inai de Gla uco Campelo (2) por uma sombra aberta . 11 d . onde a brisa penetre e ci rcule livremente. por uma so mbra amena. Para Que a brisa circule é necessano. que re f lita e isole a radiação do so l. retirando o calor e a umidade . ou pelo menos iguais.

de- senvolvi dos para ou tros climas. Numa edificação térrea. Os pés-direito s baixo s. clarabóias ou chaminés. prejud icam sua eficiê ncia como iso lante té rmico. o telhado recebe três vezes e meia mais radiação sola r que os elementos verticais. . capaz de ser valorizada pela luz e de incorporar sua própria sombra como um elemento express ivo . por uma sombra alta. com o mesmo desempenho em isolamento térmico e ci rculação de ar. com desafogo de espaço e muito ar para se respirar.respirem~. 13 - . ao reduzir o vol um e de ar dos am- bientes. (7) além de não permitirem que os telhados . ou por aberturas protegidas como lanternins. As cobertu ras podem ser ventiladas pela disposição de seus elementos. criando -se colchões de ar renovado. pejo p equeno número de j untas. • A inda não se dispõe de uma alternativa moderna pa ra a cobertura de telhas cerâmicas. como pa- redes e esqu adrias. são pobres isolantes térmi- cos.o cimen to-a mianto e o alumínio . No entanto. Comecemos por uma cobertura decidida . o s materiais de uso corr en - te no Norde ste.

3 RECUAR AS PAREDES .

terraços. de coadores da luz. jardins sombrea- do s. proteg id as do sol e do ca lor. circundado por terraços altos . Durante o século passado. ou ao longo da fachada principal. antes de atingir os ambientes internos.. reafjrmando a platibanda que escond e o telhado e cria fachadas pla nas. varandas . suavizando suas asperezas e tor- nando -a repousante. A arquitetura moderna dos volumes puros cortou essa evo- • lução. das chuvas e da umi dad e.Lan cemos as paredes sob esta sombra. recua- das. pérgolas . 15 . resultando no chalé solto no • lote. as varandas foram sendo incor- poradas às habitações urbanas. expos tas ao sol. locais onde se possa estar em contato com a natureza e com O límp ido céu do Nordeste . As casas dos antigos engenhos e fazendas brasileiras pos- suíam esses locais sombreados: varandas corridas em torno • do corpo da edificação. criando agrad áveis áreas exter- na s de vive r : Areas sombreadas e abertas desempenham a função de fjl- tros.

pois sua tecnologia se en- de forma a surgirem lugares abrigados. Sob esta luz. pois sua leitura provocará idêntico des- conforto de quando se observa uma fotoqrafia com ex- cesso de exposição. não se pode aceitar um sistema de ar condicionado que perca sua eficiência por excessivas trocas de calor com o exterior. no momento. 17 . noites.simples. Num país que precisa poupar energia. só podemos utilizar o ar condi- cionado de uma forma restrita. Infelizmente. Os estudos de adequação do edifício aos trópicos não per- derão seu interesse na medida em que sejam desenvolvi- dos novos sistemas de condicionamento do ar . sendo os sistemas eficientes dis- poníveis . donde contra num estagio inicial. a fa- chada sombreada e aberta.complicados. animados pela luz. uma vez que o dimensionamento dos equi- pamentos estará sempre dependente da maior ou menor proteção dos ambientes à radiação solar. delicada e sutil.Evitemos essa arquitetura de volumes puros e insolados e exploremos a longa projeção. econômicos e que possam ser utilizados de uma maneira extensiva . não se pode pensar numa fachada tratada com uma modenatura I . A luz do Nordeste é uma alegria diariamente renovada: ela solta os objetos no espaço. no entanto.de ar condicionado central . de se possa participar do desenrolar dos dias e das difícil manutenção e extremamente onerosos. pelos ventos e pelas chuvas: lugares de uma arquitetura da experiên- cia humana do ambiente natural ou urbano. onde apenas se pressente a presença dos detalhes. ao definir fortemente suas superfícies e contornos.

4 VAZAR OS MUROS .

.. -.que pode ass umir uma ampla gama de configurações entre filigra na e marcado jogo de relevos.. padronização dimensio nal. Com o estágio de racionaliza- · ção atingido . . num processo natural de seleção.o combogó . sem exiqências de manutenção e com alto grau de · II !!I~ · iiii ~lli 1 !-. i1 :::! ~ li!1. com desenhos fantasiosos ou ingênuos . como se precisassem guardar o calo r dos ambientes . econô- ·· II ~~ ·•· iiji 888 ~: mico. leve. !:!I · :'~I ... Combinemos as paredes compactas com os pa- nos vazados ... . mas sempre um elemento simples. para que filtrem a luz e deixem a brisa penetrar. as pare- des continuaram compactas.. o combo gó ocorre frequ entemente nas construções mo- destas do Nordeste. Tiremos partido das imensas possibilidade s construtivas e plásticas do elemento vazado de parede . 11---198 8 ~I é um componente preparado para a grande produção in- dustrial. 19 . o combogó • l. resistente. Mesmo depois de perdida sua função estr'utuf'al.

estudando a di sposição dos septos e a relação dos cheios e vazios. praticamente abando- nado nos projetos posteriores. As primei ras manifestações da arquitetura moderna no Nor- deste . em função da orientação dos locais on- de serão empregados e dos níveis de ilumina- ção e ventilação desejados. sendo no entanto. já incorporavam o combogó numa linguagem plástica tropical.Desenvolvamos novos padrões. de forma a valorizar o combogó como elemento construtivo e expressivo de uma arquitetura aberta dos trópicos. com a presença de Luiz Nun es no Recife (3) entre 1934 e 1936. 21 .

5 PROTEGER AS JANELAS .

Retomemos a lição de Le Corbusier e proteja- mos as aberturas externas com projeções e que- bras-sol. no caso intencional. foram adotados quebras-sol para toda fachada norte. identificando os caminhos do sol sobre nossas cidades durante o ano. No projeto do Edififc io do Ministério da Educaçã o e Cultu- ra. ao pres- tigio que passou a desfrutar o pano de vidro (curtai n wall).. para que. para desenhar- mos proteções efidentes.. tinham essa função protetora.. jâ sob influência da chamada -arquite tura in ternacional. fracamente in- - /"" . . foi recoberta por um pano contínuo de vidro. Redesenho segundo traç o orlQlnal de Lúcio Costa. (5) Estudemos cuidadosamente a inso lação das fa- chadas. solada. em parte. 23 . e que tem sido utilizado no Brooil ocm ce aten tar para sua adequação às dife rentes orientações. para o isola- mento da mulher do que a rua pudesse oferecer . Os muxarahis. fortemente insolada. possam permanecer abertas. enquanto a fach ada su l. abrigadas e sombreadas. que outrora recohriam as sacadas de Olin- da. real izado com grande sensibilidade ao amb iente brasilei- ro. embora dificultassem o contato com o exterio r. devido. (5) O caminho indicado por esse projeto não teve a explo ração posterior que era de se esperar.

o pei- toril-ventilado. mesmo durante chuvas pesadas.--"">1 I I I 25 . ao longo de sua vida. . em cujos interiores tudo desbota e onde só se pode permanecer com as cortinas fechadas isolado do exterior. .proteções que. Evitemos as desprotegidas fachadas envidraça- das. ~ . pelo aumento da umidade do ar. As vantagens econômicas dessas pro- teções ficam evidenciadas quando se compara seu custo de instalação com os de operação do edifício. criado por Augusto Reinaldo. Nessas oca- siões é ind ispensável que os ambientes permaneçam ven- tilados. sendo utilíssimo. além de sombrearem as facha- das. -. nas edificações em altura. As chuvas de verão do Nordeste provocam a sensação de maior calor. . para a criação de ambientes amenos e a re- dução dos consumos de energia com refrigeração e ilu- minação art ificiais. permitam a renovação de ar dos ambien- tes. A proteção das aberturas' externas torna-se imprescindível nos trópicos..

6 ABRIR AS PORTAS .

\ portas protegidas e sombreadas que possam permanecer abertas . as lojas. apesar do luxo das suas vitri- nas. porque é uma experiência / 11 / . é um lugar onde se per- manece~ (6). mas também para aqueles encontrados ou despedidos. Isto é o que é uma porta. talvez a grande realidade de uma porta seja o definido pos icionamento de um maravilhoso gesto humano: a consc iente chegada e partida.. . quase não se per- cebe se se está dentro ou fora. A porta é um lugar teito para uma ocasião.(8).A passagem é menos marcada que na Europa entre as casas e a calçada.Tentemos apreender a fluência entre a paisa- gem e a habitação. prolongam a exposição até a rua. . é a grande real idade de uma por- ta? Bem. 27 .. /1 ~:. .='= = = = . a rua não é somente um lugar onde se passa. -Qual então.. Na verdade. I1 algo que emoldura seu ir e vir. eu pergunto. para desenharmos portas que sejam um convite aos contatos entre os mundos coletivo e indi- viduai. . vItal não só para aqueles que o fazem. entre o exterior e o interior.

co m o inconvenien te de não po s- . perm it ia m a tira - gem de ar dos amb ientes. da habitação do século pa ssado . A s po rtas rasga das. que pro- t ejam os amb ientes e p ermitam a tiragem de ar . guarn eci das por ba nde iras abertas de ferro. capazes de garanti r a nece ssá ria pr ivaci dade e de adm i- tir ar e luz. bem como po rtas interna s v ersáte is. 29 . sibilita r o controle da propagação de ruídos entre os cô mo- dos .Desenhem os portas externa s v azadas.

7 CONTINUAR OS ESPAÇOS .

31 . que condicionam sempre soluções intensa- mente compartimentadas. por um tra tamento distinto das superfíc ies. fazendo-o livre. a continu idade espacial tem es~ I barrado. por um plano vazado. n por uma cor. Separemos apenas os locais onde a privacidade. As paredes a meia-altura. Identifiquemos os casos em que as paredes de- vam isolar completamente os ambientes. contí- nuo e desafogado.Deixemos o espaço fluir. estritamente o recomende. No ent anto . ou a atividade neles reali- zada. soltas do teto. para não pe rdermos a oportunidade de lançá. em excessivas exigências de privac idade. sobretudo na habitação. .Ias li- v res. Os ambientes podem ser individualizados po r uma diferença .do espaço. de níveis. permitem que o ar circule livremente e atravesse a edificação. além de contribuírem para a con- tinuidade . por uma variação de intensidade luminosa.

esquecem as cores do seu próprio Jugar.os azuis e os verdes. que re· sultam escu ros pelos materiais aparen tes. A ambiência do Nordeste ainda não foi assumida pelos ar- quitetos. esquecem o branco . na bela tradição da casa do Nordeste.sempre um encanto contra os verdes escuros da pa isagem . os acres e os castanhos. Numa terra onde se tem o privilégio de viver no mundo da natureza durante todo o ano. sobretudo em relação à cor dos edi fícios. 33 . que estejam de acordo com o nosso tempera mento e com os no ssos modos de viver. rep leto de móveis e objetos. o O criando ambientes co rd iais .Mantenhamos os inte riores despojados. pode-se dispensar o equipa- do interior das habitações norte-americanas e européias.

8 CONSTRUIR COM POUCO .

. longos beirais. A excessiva variedade de materiais. corrente nas constru- ções atuais. paredes e esquadrias desprotegidas. a outra parece excelente para quem prefere sentir-se exilado nos trópicos. escuros materiais aparentes. interiores carre- gados de revest ime ntos. móveis estofados. I o • 35 .Empreguemos materiais refrescantes ao tato e à vista nos locais mais próximos das pessoas. Na pri- meira. cobertas e for- ros ventilados. Nas se- gunda. pisos atapetados. de OI inda ou de Salvador com a que hoje construímos. Nosso organismo sente desconforto quando não consegue eliminar o excesso de calorias que produz. aberturas dosadas . redução no sentido de evitarmos a de- masiada variedade de materiais que emprega- mos numa mesma edificação. cobertas baixas e seladas. apenas compromete a unidade dos projetos e transforma a construção num processo complicado e one- roso. como paredes e pisos. paredes in- ternas a meia-altura de altos pés-direitos. Enquanto numa tudo concorre para a ameni- zação dos extremos da luz e da temperatura tropicais. Sob este aspecto é inte- ressante comparar a casa de Alcântara. por trocas de calor com o ambiente imediato. pois cada material exige um tipo de juntas e de aca- bamento distintos.. claras fachadas em azulejos ou massa. Sejamos sensatos e façamos uma redução no edifício. cortinas. de São Luís. levando a dificuldades de execução quan- do ocorrem em demasia.

foram realiza- dos com uma abordagem combinatória: a partir de dois triân- gulos de dupla curvatura. as cas- = TI == D. Possibilidades Comb inatórias Promovamos a ra cionalização e a padronização da construção. o temor pe la padronização da construção.Desenvolvamos componentes padronizados que possuam amplas possibilidades combinatórias. Desta forma. formando unidades duplas e triplas. uma vez que não se corre o risco de um ambiente ur- ---7 bano monótono. sem pr ejuízos da individua- lização de cada programa. a que todos teriam que se conformar. obtidos pelo corte ao longo das d iagona is de um parabolóide-hiperbólico. recentemente concluidos. Os projetos das edificações. Com uma abordagem combinatôria ou permutacional da ar- qu itetura. exploremos estas poss ibilidades para que. com um. indis- pensável à utili zação dos processos industria 's. Esta era a idéia de Le Corbusie r quando observava que "bastam vin- te e três letras para se escrever as dezenas de milha res de palavras de 50 idiomas" (4). foi possível repetir o mesmo processo construtivo pa ra oito edificações. perde sen- tido. Cn cas foram acopladas entre si. levará a um vocabulário consisten- te para a criação de novos conjuntos de viver. 37 . dois e q uatro apoios : p rosseguindo com o processo combina tório. A redução do edifício a seus componentes básicos e sua posterio r padron ização. foram organizadas três fam ílias de cascas de concreto. do Tr iangulos Básicos Parque Histórico Nacional dos Guararapes. contribuindo para a repetição dos processos construtivos e para a re dução dos custos da construção. venhamos a obter ricas relações espaciais. a par- tir de simp les re la ções construtivas.

9 CONVIVER COM A NATUREZA .

opondo-a à anterior.continue a ser amesquinhada e destruída. de homem rural? Utilizemos generosamente o somb reamento ve- getal. permitindo ao homem uma tranqui la convivência com a natureza. Na Finrãndia é notável a integração entre as cidades e o campo. das vias. ou pela pressa em assumir sua condição urbana. Está merecendo um estudo a atual falta de gosto do homem urbano do Nord este peta arborização nas imediações de sua casa.Estabeleçamos com a natureza tropica l um en- tendimento sensível de forma a podermos nela intervir com equilíbrio. dos estacionamentos. das praças e dos parques se articulem e se pro longuem pe las praias e campos.que já foi contínua e grandiosa . Não permitamos que a paisagem natural . com seus bichos e fantasmas. 39 . recentiss ima aliás. Será pelo medo ancestral da mata tropical. fazendo com que as árvores dos jardinS.

de suas folhas graúdas. de seus verdes escuros .Lembremo-nos dos antigos quintais recifenses . arrumada sobre bem comportados grama- dos.. de suas copas fechadas. Respeitando as exigências de compat ibilidade ecoló- gica e estética. 41 . de Sua luz filtrada. ele pode criar associações artificiais de uma expressividade enorme ".. e acolhamos o caráter selvático e agigan- tado da natureza tropica l. de suas sombras. (1) Rejeitemos os jardins de vegetação delicada e miúda. «O paisagista no Brasil goza da liberdade de construir jar- dins baseados num a realidade florística de riqueza transbor- dante.

10 CONSTRUIR FRONDOSO .

por terem sido desenvolvidos para situações completamente distintas da no ssa. ao nos colocar em harmonia com o ambiente tro- pical. demanda de edi- ficações das nossas populações. que já re- tard ou em demasia a afirma ção de uma arqu ite- tura decid id am ente à vontade nos trópicos bra- si leiros . Trabalhemos no sentido de uma arq uitetu ra li- vre e espontânea. de fato. sensibilidade social e ade- quação ao me io. fascinam. mas que podem ser enganadores. mas também de qualidade.livremo-nos dessa dependê nc ia cultural em re- lação aos paise s ma is desenvolvidos. perm iti rá distinguir nas suas arqui tetura o que é criação de espaços com conteúdo humano. 43 . vigorosa. que seja uma clara expres- são de nossa cultura e revel e uma se nsivel apro- priação de nosso espaço. nos in cite a nele viver integralmente. Desenvo lvamos uma tecnologia da construção tropical . acolhedora e envolvente. não só em ter- mos de quantidade. que. recursos que. aberta . co n- tinua . traba lhemos no senti- do de uma arquitetura sombrea da . do qu e é inco rporaçã o de sofisticados re- cursos tecnológ icos. A anális e crítica das realizações dos países desenvolvidos. que nos forneça os meios necessários para o atendimento da en orme.