Assistente familiar e de Apoio à

Comunidade
Prestação de cuidados humanos básicos,
higiene e apresentação pessoal
(UFCD 8853 / 50 horas)

Formadora: Helena Oliveira

Objetivos:
 Aplicar técnicas de prestação de cuidados de
higiene e conforto.

 Efetuar a separação, recolha e transporte de
resíduos decorrentes da prestação de cuidados de
higiene e conforto e da higienização dos espaços.

 Aplicar as técnicas de comunicação, de acordo
com o tipo de interlocutor.

Comunicação com o doente

O processo de comunicação

A palavra comunicação deriva do latim communis que significa
comum e tem implícito a comunidade.

Pôr em comum…

O processo de comunicação

É um fenómeno espontâneo e natural, que usamos sem darmos
conta que esconde um processo muito complexo, que envolve a
troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte
para este fim.

Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se
comunicar.

O processo de comunicação Comunicar É uma partilha de SIGNIFICADOS! .

experiências. vender… •Necessidade de agir… O Ser Humano é um ser social. vive em comunidade e necessita de partilhar os seus conhecimentos. estabelecendo relações com o grupo onde se insere! . O processo de comunicação O que motiva a comunicação entre as pessoas? •Necessidade de informar. conhecer… •Necessidade de entreter… •Necessidade de persuadir. divulgar… •Necessidade de partilhar. emoções e interesses.

O processo de comunicação Qual é o objetivo da comunicação? O entendimento entre as pessoas. . sendo necessário que estas se compreendam. para que possam ter algo em comum.

estabelecer metas e atingir objetivos individuais e coletivos da organização.  Conhecer os nossos clientes internos e externos para satisfazer as suas expetativas e necessidades. .  Planear e dar sentido ao trabalho na organização. O processo de comunicação Qual é o objetivo da comunicação?  Coordenar atividades.  Divulgar a identidade. produtos/ serviços da organização.

O processo de comunicação .

completando o processo de comunicação. a partir daí. dará o feedback. . O recetor interpreta a mensagem que pode ter chegado até ele passando por algum obstáculo (ruído. através de um código. bloqueio) e.O processo de comunicação O Processo de Comunicação ocorre quando o emissor emite uma mensagem ao recetor.

• Feedback . através do qual passe a mensagem . • Um canal. • A descodificação da mensagem. • Um recetor a quem se destine a mensagem. . Elementos da comunicação Para existir comunicação tem que existir: • Um emissor . • Uma mensagem transmitida em código. por parte do recetor.Sistema de confirmação da mensagem.

Elementos da comunicação .

Certificar-se se o recetor recebeu e interpretou corretamente a mensagem.Organizar as suas ideias para melhor as transmitir. . . deverá: . Elementos da comunicação Emissor – Sujeito que envia a mensagem Para comunicar com eficácia. Encontrar as palavras mais ajustadas para facilitar a descodificação do recetor. .

• Existem outros canais: . .a televisão. o telefone. o computador. Elementos da comunicação Canal: • É o meio através do qual passa a mensagem. . o rádio.O canal mais vulgar é o ar.

• Estes. . são de carácter universal e têm uma relação de semelhança com a realidade. transmitida em código. Elementos da comunicação Mensagem: • É o conteúdo da comunicação. • O código é um conjunto de sinais com significado. .

Elementos da comunicação Recetor: •É quem recebe a mensagem. -Questionar o emissor. deverá: -Estar atento. -Descodificar corretamente a mensagem. caso não ouça ou compreenda corretamente a mensagem. . •Para receber a mensagem de forma eficaz.

Elementos da comunicação Feedback: .Processo através do qual o emissor verifica se o recetor recebeu corretamente a mensagem. Para isso poderá colocar questões acerca da sua mensagem para verificar (através das respostas do emissor) se ela foi ou não compreendida: “Fiz-me entender? “Ficou alguma questão por esclarecer?” .

Elementos da comunicação Outros elementos também presentes neste mesmo processo. .CODIFICAÇÃO: enquanto codificador de uma mensagem é fundamental que o emissor tenha bem claro qual o objetivo que visa com a comunicação. Ter clareza no que pretende transmitir e ter a sensibilidade necessária para perceber qual é a melhor forma de chegar ao(s) recetor(es) é fundamental para o sucesso da comunicação. embora menos abordados: .

DESCODIFICAÇÃO: consiste na compreensão da mensagem. Elementos da comunicação . conscientes ou inconscientes e que podem gerar ineficiências e dificuldades no processo de comunicação. o recetor deve descodificar de uma forma adequada. Na fase da codificação e descodificação da mensagem podem ocorrer uma multiplicidade de influências. .

Elementos da comunicação .

_ Levar em consideração o quadro de referência do interlocutor.. . Como emissor devo: _Ter sempre presente o objetivo da comunicação. _ Evitar o uso de palavras com duplo sentido. _ OUVIR.. _ Adequar a linguagem não verbal à verbal. _ Verificar a compreensão da mensagem.

Como recetor devo: _ OUVIR.. . _ Mostrar que escuta o emissor. _ Concentrar-se no diálogo.. . _ Argumentar. _ Perguntar. _ Pôr à vontade quem fala.

.Exercício: Passa a mensagem… “Quem conta um conto. acrescenta um ponto” .

Diferentes Perfis Comunicacionais • Passivo • Agressivo • Manipulador • Assertivo .

pois age de forma tal a evitar confrontos. preocupa-se em demasia com a opinião de terceiros. . adotando com frequência uma postura defensiva. Comportamento Passivo Este tipo de comportamento é uma forma de fugir de uma situação conflituosa. na qual a pessoa se torna especializada em “engolir sapos”.

. Diretor..Bem.Comportamento Passivo Sr... não cedo? sei se pode ser. Já saíste mais cedo toda a semana......Queres possível sair mais sair mais cedo?.. . é Pois eu compreendo..

.. .... sofre de stress. o seu ponto de vista é ignorado.. não é tomado a sério. . .. . Comportamento Passivo Evita o confronto... atinge menos do que poderia.... mas.

. Comportamento Passivo Exemplos deste tipo de perfil: .não pedir um favor que é legitimo e do qual se necessita. . .não manifestar desacordo perante algo com que não concorda.aceder a realizar atividades que não lhe interessam só porque isto lhe foi solicitado.

É o “Chefe”/ “ Gestor” ao invés de “Líder”. critica. suas solicitações mais parecem ordens. A pessoa deseja vencer a qualquer custo. normalmente interrompe outras pessoas. usa de sarcasmo. Comportamento Agressivo É uma forma de comportamento que agride o direito de outras pessoas. Quem age assim. atira a culpa sempre nas outras pessoas. tem uma postura invasiva de confronto. .

Diretor. é cedo!!!!! Era o que faltava! Só possível sair mais tens é de cumprir o teu horário! cedo? . Comportamento Agressivo Claro que NÂO podes sair mais Sr.

mas. . Comportamento Agressivo Consegue uma pequena vitória... perde a longo prazo. . . irrita e aborrece os outros que o evitam.....

Gestos hostis e depreciativos quando violência fisica a atenção do interlocutor está orientada para outro lado. Sarcasmo. comentários maliciosos. ameaças “intriguinhas” NÃO VERBAL Gestos hostis e ameaçadores. Comportamento Agressivo Exemplos deste tipo de perfil: DIRECTO INDIRECTO VERBAL Comentários hostis e humilhantes. . insultos.

age com falsidade e bajulações. Usa. . age desta maneira no intuito de satisfazer os seus próprios direitos. pouco se importando com as outras pessoas. de forma subtil as “vinganças” e. Comportamento Manipulador Dá a entender que satisfaz os direitos de outras pessoas. de maneira pseudo-elegante faz os seus ajustes de contas. entretanto. É irónico.

Comportamento Manipulador Sabe. por possível sair mais isso. é trabalhos a tempos e horas. sair à hora seria melhor para cedo? si! . normalmente aprecio pessoas que cumpram o seu horário de trabalho. Aprecio mais aquelas que me entregam os Sr. Diretor.

Comportamento Manipulador Exemplos deste tipo de perfil: .. mas pode ser difícil para mim fazer isso” (evitar indiretamente a tarefa) .“eu faço isso por ti” (paternalização) -“não sei bem..“se fosses mesmo um bom colega. tu.” (chantagem emocional) -“se eu fosse a ti..” (decidir no seu lugar) ..

. ao fazê-lo ela experiencie ansiedade indevida ou excessiva. É por outras palavras aquele que defende os seus direitos. Comportamento Assertivo Pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta. emoções ou opiniões. sem que. e sem ser hostil para o interlocutor. sem violar os direitos dos outros. pela pessoa. das suas necessidades ou preferências.

mas deves compreender que o tens feito todos Sr. Comportamento Assertivo Sim. Diretor. eu sei que gostarias de sair mais cedo. é os dias e deves cumprir o teu possível sair mais horário de trabalho! cedo? .

Comportamento Assertivo _ Defende o seu ponto de vista mas não esquece o dos outros. . _ Consegue resultados: as pessoas respeitam-no e gostam dele. _ a sua auto-estima mantém-se intacta. mesmo que não partilhem a mesma opinião. _ sofre menos de stress.

. . .tem expressão corporal condizente com as suas palavras.controla suas emoções. . . .olha nos olhos quando fala.fala com elegância e naturalidade.é comedida. e objetiva.expressa calma. .é segura. Comportamento Assertivo A pessoa de comportamento assertivo: .

por isso. Comportamento Assertivo E.de dizer não. opiniões e sentimentos . . sem sentir-se culpada .de dizer sim. entre os quais: . quando lhe convier . defende os seus direitos.de expressar os seus pensamentos.de dizer “não entendi” e pedir esclarecimentos .de ser respeitada e tratada de igual para igual .

procura exprime o que sabe que condescendente. nervosismo. tensa. passivos. manifesta os POSTURA caidos. Distendido. ou agressivos. Hostis. dominador. cabeça seus sentimentos aos sobre si mesmo elevada. Caloroso. Muito baixa ou muito Forte. segundo as Rigida. ar de triste. sorridente ou EXPRESSÃO muito seria. manipuladores bruscos distendidos mas firmes. ameaçadores. ombros Imponente. segundo o impacto sarcástica apropriada à mensagem conteudo verbal que pretende verbal . Transmitindo segurança: GESTOS poucos gestos. mas refletindo FACIAL anular os seus próprios impressiona desprezo sempre os seus sentimentos sentimentos Baixa. Bastante forte e VOZ diminui o impacto do forte. estridente. OLHOS Evasivos. segundo sempre apropriados ao o interlocutor conteudo verbal Muito sorridente ou Zela pelos seus fins: só Arrogante. PASSIVO MANIPULADOR AGRESSIVO ASSERTIVO Fugidios ou Penetrantes. fugidios dominadores dominadores Bom contato Cabeça baixa. corpo direito outros Ansioso: muitos ou Gestos afirmativos. fixos.corpo dobrado fraquezas do outro imponente. muito doce.

... Com alguém que não conheço.Exercício… Comunico de maneiras diferentes com pessoas diferentes. Com o meu patrão. Com a minha família..... Com um amigo... .

. nem muito devagar. -Concentrar-se na mensagem e levar os outros a fazê-lo. nem muito rápido. -Não falar. Princípios da comunicação presencial Para reforçar a qualidade e a eficácia da comunicação é importante: -Pronunciar as palavras correta e claramente.

. . Princípios da comunicação presencial -Acompanhar as palavras de gestos. -Pronunciar o nome do interlocutor e manter contacto ocular. -Reformular o que o interlocutor disse para se certificar de que compreendeu a mensagem pronunciamos cerca de 240 palavras por minuto e o recetor só capta 170.

Princípios da comunicação
presencial
-Se tiver de repetir a mesma informação pela décima vez ao
décimo cliente, faça-o como se fosse a primeira vez: com simpatia
e cortesia. Porque, para o utente é a primeira vez;

-Não dê muita informação de seguida. Crie intervalos para controlar
a sua receção;

-Adapte as sua mensagem ao interlocutor, em função do seu nível
sócio-cultural, idade, etc.

.

Exercício: como reagir…
Está no seu local de trabalho, muito ocupado com tarefas urgentes
e decisivas para o bom funcionamento da sua instituição. O seu
chefe vem ter consigo com um problema e pede-lhe, com urgência,
para fazer outra atividade que levará várias horas.

Perante esta situação pode agir de diversas formas sendo:
passivo, agressivo, manipulativo ou assertivo.

.

Comportamento passivo

- Sem olhar diretamente para o seu chefe e de uma forma muito
hesitante diz-lhe que vai ser difícil fazer essa outra atividade, pois
não tem tempo.

- O seu chefe insiste e você aceita a tarefa imediatamente, mesmo
estando certo de que vai ser impossível conseguir fazê-la a tempo.

Comportamento agressivo
- Diz ao seu chefe que a falha que causou aquela situação não foi
sua e, por isso, não é responsável por ela. Quem cometeu o erro
que o corrija.

- O seu chefe insiste e você diz-lhe que apenas o fará se puder sair
duas horas mais cedo no dia seguinte.

.

Comportamento manipulativo
- Tem vontade de virar as costas ao seu chefe, mas como precisa
do emprego controla-se suspirando de forma impaciente.

- Sente-se obrigado a fazer o que ele quer, mas finge que se tem
sentido mal nos últimos dias para fazer com que a atividade seja
passada para outra pessoa por iniciativa do seu próprio chefe.
Assim não ficará mal visto.

.

. comparando-a com as outras tarefas que tem a fazer nesse dia. para decidirem se será você a pessoa mais indicada para dar resposta à necessidade entretanto surgida. Comportamento assertivo .A seguir.Olha diretamente para o seu chefe. explica que o seu tempo está totalmente ocupado e procura saber qual é a prioridade do pedido feito. . . define com o seu chefe a nova organização das prioridades do trabalho.

e-mail e face a face? . Barreiras à Comunicação Quais são as dificuldades que sentes quando estás a comunicar? O que pode bloquear a comunicação através do telefone.

Barreiras à Comunicação ERROS DE PERCEÇÃO • A perceção é o processo pelo qual os indivíduos organizam e interpretam as suas impressões sensoriais com a finalidade de dar sentido ao ambiente em que vivem. • O facto é que nenhum de nós vê a realidade. . • Estudos mostram que pessoas diferentes podem perceber a mesma coisa de maneira diferente. porque o que fazemos é interpretar o que vemos e chamar isso realidade.

Barreiras à Comunicação .

Barreiras à Comunicação

Barreiras à Comunicação

Barreiras à Comunicação

Barreiras à Comunicação

Barreiras à Comunicação

A forma como percecionamos e interpretamos os estímulos
que recebemos é condicionada por vários fatores que podem
ser de natureza física, psicológica ou social.

Barreiras à Comunicação ERROS DE PERCEÇÃO A perceção é influenciada pelas caraterísticas do observador/recetor: – Personalidade. – Experiências passadas. Motivações. Defesas. Interesses. Atitudes. – Expetativas. .

Barreiras à Comunicação ESTEREÓTIPOS Todos nós somos frequentemente confrontados com situações em que conhecemos muito pouco sobre a outra pessoa. à exceção de algumas caraterísticas como idade. incluindo-as em determinadas classes. . Esta informação embora reduzida e insuficiente pode conduzir à categorização das pessoas. sexo. profissão…e que servem de base para o primeiro contacto.

aplicada de forma inconsciente e antecipativa a determinados objetos e pessoas. Barreiras à Comunicação PRECONCEITOS Conceito ou ideia carregada de carga emocional. GENERALIZAÇÃO Generalização do comportamento de uma pessoa numa dada situação para situações diferentes. .

INCONGRUÊNCIA Contradição entre a mensagem verbal e não verbal. Barreiras à Comunicação PROJEÇÃO Mecanismo psicológico de atribuição aos outros de alguns sentimentos que nós próprios possuímos em determinada situação. . AVALIAÇÃO PRECIPITADA Quando o recetor completa a mensagem antes de recebê-la por inteiro.

. Barreiras à Comunicação JULGAMENTO LAPSOS DE LINGUAGEM Expressões e/ou palavras que dizemos sem nos apercebermos e que constituem mensagens erradas por motivos ligados ao nosso inconsciente.

Barreiras à Comunicação Outros bloqueios à comunicação: •Diferentes quadros de referência (valores. crenças…) •Dificuldade na escuta ativa •Ausência de confiança •Credibilidade da fonte •Diferenças culturais •Impreparação do discurso •Problemas pessoais e estado de saúde/doença .

Barreiras à Comunicação •Estilos pessoais de comunicação •Emoções •Complexidade da mensagem •Falta de atenção •Sobrecarga de mensagens •Falta de vocabulário comum •Papéis sociais desempenhados .

Barreiras à Comunicação RUÍDO (Qualquer coisa que não faz parte nem do emissor nem do recetor e que tem o poder de distorcer a mensagem): • Contexto/Ambiente • Barreiras físicas – Separações como balcões ou vidros • Distância entre emissor e recetor • Temperatura e iluminação do espaço • Características do meio/canal .

Barreiras à Comunicação DEGRADAÇÃO DA MENSAGEM: Uma mensagem degrada-se. em média 20% em cada passo do processo comunicacional: O que eu quero dizer 100% O que eu digo 80% O que se ouve 60% O que se retém 40% O que se retransmite 20% .

Barreiras à Comunicação Assim… .

Barreiras à Comunicação A IMPORTÂNCIA DO FEEDBACK O feedback é fundamental para o emissor da mensagem. ESTEJA ATENTO E PEÇA FEEDBACK!!! . o emissor pode ganhar um discernimento valioso sobre a maneira como a mensagem está a ser recebida. Ao examinar e avaliar o feedback.

• Ouça atentamente a resposta do recetor. • Peça ao recetor para repetir a mensagem. . • Inclua um pedido formal de feedback dentro da própria mensagem ao pedir confirmação. Barreiras à Comunicação COMO PODE VERIFICAR O FEEDBACK? • Observe a linguagem não verbal do recetor.

Feedback (retroação) . Barreiras à Comunicação COMUNICAR É UM PROCESSO CONTÍNUO: A continuidade ou não da comunicação depende da maneira como ela influenciou e foi recebida pelos outros.

humilhar ou menosprezar o outro. . Assertividade Um estilo de comunicação que nos permite lidar com qualquer pessoa. Tem por objetivo minimizar as tensões entre as pessoas. sem ofender. defendendo os nossos pontos de vista.

. Assertividade Permite… •Adotar firmeza sem agressividade. •Negociar tendo em consideração os seus interesses e os interesses dos outros. •Procurar compromissos realistas em caso de desacordo. mesmo de conflito. •Relacionar-se através de objetivos concretos e claramente fixados. •Estar mais à vontade na relação com os outros. •Melhor gestão das situações.

– A pessoa tenha os seus próprios desejos e necessidades. Assertividade Permite que… – A pessoa se respeite e saiba respeitar.. sem ter de se justificar. quando assim o entende. – A pessoa consiga dizer não. ou sentir-se culpado. de forma construtiva. e que estes respondam positivamente. – A pessoa seja mais respeitada pelos outros . – A pessoa saiba fazer pedidos aos outros. .

. Esta é a forma como vejo a situação). • Dizer o que se pensa e sente (Isto é o que EU penso. Isto é o que EU sinto. • Escutar ativamente o que está a ser dito e mostrar ao outro que além de o ouvir também o compreende. • Dizer o que se deseja que aconteça. Assertividade Implica… • Estar à vontade na relação face a face e manter uma relação com o outro assente na confiança e no respeito mútuo.

Assertividade Os DIREITOS da Assertividade: • Possuir e expressar sentimentos: cada pessoa tem a sua sensibilidade e reage de forma caraterística sem por isso ser considerada melhor ou pior que os outros. • Possuir e expressar opiniões: cada pessoa tem uma visão particular da realidade. . o que proporciona uma infinidade de opiniões diferentes. • Dizer “Não sei”: o direito de dizer “não sei” reside na nossa capacidade para aceitar as nossas limitações.

“Mas” nega o que vem antes. Evite tentar.Comunicação afirmativa – auxiliares linguísticos 1. Substitua “mas” por “e” quando indicado. 2. “Não” (“Não posso”. “Tentar” pressupõe a possibilidade de falha. 3. no início de uma frase traz à mente o que se segue ao “não”. “não devo”. comunicando o que quer e não o que não quer. “nunca”). FAÇA! . Seja afirmativo/a.

. “Devo. Substitua SE por QUANDO. DECIDO. Por exemplo: substitua “se eu conseguir ganhar mais dinheiro. irei viajar” por “Quando ganhar mais dinheiro”. Use QUERO.Comunicação afirmativa – auxiliares linguísticos 4. tenho que ou preciso que” pressupõe que algo externo tem controlo na sua vida. VOU…! 5.

substitua “eu gostaria de agradecer a simpatia de todos” por “eu agradeço a presença de todos”. .Comunicação afirmativa – auxiliares linguísticos 6. Substitua ESPERO por SEI. Esperar suscita dúvidas e enfraquece a linguagem. Por exemplo. Por exemplo. 7. Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. em vez de “eu espero aprender isso” diga “eu sei que vou aprender isso”.

“Qual destas situações é melhor. As perguntas iniciadas por “Como?” Explicativa Obter razões e explicações. Alternativa Optar entre alternativas.“Então a hipótese A é a nossa escolha ?” Coordenadora Obter acordo. 3. Quando. 1. 1. “Podemos concluir que este é o próximo Preparar caminho para a ação. “Noutra situação fez-se isto. “Existe acordo geral em relação a este plano?” . 2. 1. “Isto seria uma alternativa viável?” Hipotética Desenvolver novas ideias. 2. talvez acontecia?” impopular. passo?” 2. “Exatamente. Tipo de Objetivo Exemplos pergunta Factual Obter informação. 1. “Devíamos considerar isto como uma solução Avançar uma solução da possível?” empresa. problema?” Desenvolver informação adicional. “Porque pensa isso?” Desenvolver novas ideias. “Exatamente. 2. Onde?” 2. 1. “De que forma é que isto ajudaria a resolver o Alargar a discussão. como é que isto devia ser feito?” Conducente Introduzir uma nova ideia. O Quê. o que Sugerir outra opinião. 2. 1. 1. “Que outros aspetos deste caso devem ser considerados?” 3. As cinco perguntas: “Quem. “Suponha que fazíamos assim. como é que isto devia ser feito?” Justificativa Desafiar velhas ideias. seria viável?” Mudar o rumo da discussão. “Como é que sabe?” Obter razões e provas. Porquê. A ou B?” Obter acordo. 2. Abrir uma discussão.

Exemplo (…) AFAC: Sr. Vamos passar para o refeitório? (Ser claro e específico) UTENTE: Neste momento não posso! AFAC: Porquê? (Questionar assertivamente) . está na hora do almoço. José.

UTENTE: Porque quero ficar aqui! AFAC: Existe algum motivo para querer e aqui? (Questionar assertivamente) UTENTE: Estou muito cansado. Era o que mais me faltava agora… AFAC: Entendo que esteja desconfortável com este pedido. (Mostrar empatia) .

(Ser educado) .UTENTE: Já tive fisioterapia e uma atividade de animação. ainda por cima dormi mal. Mas está na hora da refeição e por isso temos de ir para o refeitório. (Mostrar empatia + Disco riscado) UTENTE: Bem…vai ter de ser não é? AFAC: Obrigada pela sua compreensão e colaboração. AFAC: Compreendo que esteja cansado por ter dormido mal e já ter tido fisioterapia e animação.

.

a comunicação constitui-se num instrumento básico para o cuidado. . Comunicação com o doente No contexto da saúde. sendo ferramenta primordial para formação de vínculo e satisfação das necessidades do doente.

o tom de voz. o tato e a escrita são também formas de comunicação amplamente utilizadas. . Comunicação com o doente O profissional deve ter em conta na comunicação a importância do processo comunicativo não podendo esquecer que as expressões faciais. a audição. conscientemente ou não.

pelas palavras escolhidas. Comunicação com o doente Além da informação ou de algum dado objetivo. pela ênfase que é dada a determinada elocução e pela postura corporal assumida ao transmitir a mensagem. o que se sente em relação ao que está sendo transmitido é sempre percetível pelo tom de voz utilizado para transmitir a mensagem. .

a qualidade da comunicação. família. Diante disso. mas para a toda a equipa multidisciplinar e família. doente. maior confiança do utente/profissionais de saúde. beneficia a adesão e o sucesso do tratamento. equipa de saúde. não é direcionada somente ao utente/profissional de saúde. no contexto da saúde. . redução do nível de ansiedade do doente/família.Muitas reclamações não ocorreriam se houvesse maior e melhor informação… Uma comunicação de qualidade estabelecida entre profissional de saúde. redução dos gastos em saúde.

não é apenas ouvir. a forma de comunicar muda uma situação. utilizar gestos de afeto que expressem aceitação e estimulem a expressão de sentimentos vivenciados pelo doente. . Saber escutar… O escutar também é um cuidado e. Assim. mas permanecer em silêncio ao lado. para melhor ou para pior.

num sentido negativo que envolve progressão da doença. E quando se tem de dar más notícias? A má notícia tem sido definida como qualquer informação que envolva mudança drástica na perspetiva de futuro da pessoa. dolorosos ou custosos que podem enfraquecer e/ou mutilar o corpo. Elas também podem ser mensageiras de prognósticos que apontam para um tempo de vida mais curto do que o esperado. dor ou perdas de funções que se tornarão crónicas ou permanentes ou a necessidade de tratamentos prolongados. ou mesmo para a proximidade da morte. .

O processo de transmitir más notícias ao doente é desafiador e complexo… Portanto. o problema da comunicação levanta as seguintes questões:  O que deve ser dito?  Quem deve dizer?  Como deve ser dito?  Para quem deve ser dito? .

. ou não. Por vezes ficam em conflito interno. há a necessidade de os profissionais questionarem-se em relação à maneira como irão dividir essas informações com as pessoas envolvidas. Diante disso. entre contar. uma má notícia para o seu doente e/ou a seus familiares.O processo de transmitir más notícias ao doente é desafiador e complexo… Os profissionais de saúde ficam preocupados com o fato do utente conseguir tolerar a comunicação de um diagnóstico. bem como informar-se sobre o que o doente sabe realmente e o que não quer saber e qual o profissional mais bem preparado para o fazer.

sente-se se o utente estiver sentado .  Posicionar-se ao mesmo nível que o utente. sem interferências e com privacidade.  Uso de linguagem percetível evitando termos técnicos de modo que o utente compreenda o que está a ser transmitido. uma conversa franca. sem ilusões e sem falsas expectativas.Na comunicação de más notícias são normalmente adotadas algumas estratégias específicas:  Ambiente tranquilo.

. dando tempo ao utente/familiar de assimilar tudo o que foi transmitido. Informação individualizada e o conteúdo transmitido.  Responder a todas as eventuais perguntas e esclarecer todas as dúvidas. foi compreendido. de acordo com as necessidades ou desejos do doente envolvendo outras pessoas se o utente assim o desejar. fazer uma síntese das principais questões abordadas e assegurar-se de que tudo o que foi dito.  Reconhecer as emoções e sentimentos que podem eclodir neste momento por parte do utente/pessoa significativa.  No final da comunicação.

Assim. prognóstico e tratamento. é também uma arte. pois o profissional da saúde deve falar sem rodeios sobre o diagnóstico. abre-se a possibilidade de se fortalecer o laço entre profissional de saúde e doente e de garantir a qualidade desta relação. . Saber compartilhar uma notícia dolorosa com um doente não é apenas um desafio. mas sem retirar a esperança.

. depressão e aceitação. normalmente passam pelos seguintes estágios: negação. negociação. Cabe ao profissional de saúde e/ou Cuidador saber lidar com a diversidade da resposta humana a esta comunicação. raiva. quando recebem uma má noticia.Os doentes e seus familiares.

Cuidados Humanos Básicos .

Cuidados Humanos Básicos .

 Todos os indivíduos têm necessidades que necessitam de ser satisfeitas. . Cuidados Humanos Básicos  Cuidados prestados aos indivíduos para a satisfação das suas necessidades humanas básicas.

O que é uma necessidade? Aquilo que é Sensação de imprescindível falta .

.O que é uma necessidade humana básica? Algo que para a pessoa é imprescindível para sobreviver ou funcionar o mais adequadamente possível de tal modo que atinja um nível de equilíbrio satisfatório.

As necessidades estão agrupadas em 5 grupos: “Hierarquia das Motivações” de Maslow .

As necessidades estão agrupadas em 5 grupos: .

. Cuidados Humanos Básicos  A dependência surge normalmente com o passar dos anos.  Esta pode agravar-se devido à ausência de apoio e de afeto familiar. que leva à solidão e ao isolamento.

 Mobilidade. . Cuidados Humanos Básicos Sente-se mais dificuldade ao nível das necessidades básicas:  Higiene pessoal.  Vestir / Despir.

da mobilidade. entre outros. da audição. . dos ossos. da visão. dos músculos.  Esta situação leva à perda de capacidades a nível do equilíbrio. Cuidados Humanos Básicos  Com o passar dos anos ocorrem determinadas alterações no corpo humano.

já que muitos deles dependem dos prestadores de cuidados (agentes de lar) para a satisfação destas.  A satisfação necessidades humanas básicas do idoso têm por base a prestação adequada dos cuidados humanos básicos . Cuidados Humanos Básicos  No contexto da geriatria ( do cuidar do idoso) as necessidades fisiológicas têm uma dimensão importantíssima no bem estar deste.

Cuidados Humanos Básicos  CUIDADOS DE HIGIENE E CONFORTO Uma boa higiene significa todo o conjunto de medidas que devemos ter em conta. para que o idoso tenha : • Pele. Em boas condições!! • Dentes. • Unhas. • Boca . • Cabelo.

Cuidados Humanos Básicos Os cuidados de higiene do corpo. realizados pelo próprio idoso. Quando este não conseguir . dentes e próteses devem ser. na medida do possível. deve ser auxiliado. . barba. incentivando-o sempre. cabelos. a fim de preservar a sua autonomia. boca. unhas.

Cuidados Humanos Básicos Higiene pessoal é fundamental Saúde e bem estar geral de qualquer indivíduo .

Cuidados de Higiene e conforto .

. Alterações nos hábitos de higiene No doente / idoso podem ou vão-se perdendo algumas habilidades/competências a nível da mobilidade e de motivação psicológica que por sua vez vão alterar os cuidados e hábitos de higiene.

: pés.  Presença de confusão mental. Alterações nos hábitos de higiene A higiene corporal e o gesto de vestir é muitas vezes alterado pelas doenças existentes. esquecimento do que deve ser realizado e como.  Presença de dor ou desconforto. costas). .  Incapacidade de acesso a determinadas partes do corpo (ex. como:  Diminuição de força e energia.  Medo de se ferir durante o procedimento (insegurança pessoal). dificuldade de compreensão. ou seus sintomas. pernas.

compreende de todos os hábitos e condutas que nos auxiliem a prevenir doenças e a manter a saúde e o nosso bem-estar. De forma mais comum. . Mais amplamente. podemos dizer que significa limpeza acompanhada do asseio. CONCEITO DE HIGIENE Consiste na prática do uso constante de elementos ou atos que causem benefícios para os seres humanos. inclusive o coletivo.

Na vida quotidiana. CONCEITO DE HIGIENE A higiene é um conjunto de meios e regras que procuram garantir o bem-estar físico e mental. a capacidade de nos auto-cuidarmos diminui e a carência de cuidados de higiene aumenta. satisfazemos as nossas próprias necessidades. . no entanto durante o envelhecimento e durante a doença. promovendo a saúde e prevenindo a doença.

o manuseio de produtos de higiene e suas interações com o Ser Humano. . especificando em normas especiais. HIGIENE COLETIVA É o conjunto de normas de higiene implantadas pela sociedade de forma a direcioná-la a um conceito geral de higiene.

acaba por influenciar no relacionamento intersocial. que se transformam em normas de vida. . pois implica a aquisição de hábitos. HIGIENE PESSOAL É o conjunto de hábitos de limpeza e asseio com que cuidamos do nosso corpo. Por ser um fator de importância no nosso dia-a-dia.

objetivos  Assegurar a limpeza do corpo. HIGIENE PESSOAL .  Evitar a maceração.  Assegurar o bem-estar e uma boa auto-estima da pessoa cuidada. de modo a manter e favorecer o papel protetor e secretor da pele.  Manter as mãos e unhas limpas e com bom comprimento.  Favorecer o relaxamento e a comunicação. .  Prevenir a irritação da pele.

Os cuidados de higiene promovem:

 CONFORTO DO UTENTE: previne a detioração cutânea e evita o
aparecimento de lesões;

 OBSERVAÇÃO DO UTENTE: despistando possíveis alterações
de pele (eritemas, zonas de pressão, pele descamativa.) estado
nutricional, e mobilidade;

 RELAÇÃO DE AJUDA COM O UTENTE: o momento é ideal para
se educar para a saúde e poderá ser aproveitado para uma
observação física minuciosa, ajudando na colheita de dados.

Aspetos a ter em conta durante os cuidados de
higiene:
 Algumas pessoas idosas, doentes ou com incapacidades podem, às
vezes, se recusar a tomar banho. É preciso que o cuidador identifique
as causas.

 Pode ser que a pessoa tenha dificuldade para movimentar-se, tenha
medo da água ou de cair, pode ainda estar deprimida, sentir dores,
tonturas ou mesmo sentir-se envergonhada de ficar exposta à outra
pessoa, especialmente se o cuidador for do sexo oposto.

 É preciso que o cuidador tenha muita sensibilidade para lidar com
essas questões

Aspetos a ter em conta durante os cuidados de
higiene:
 Respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre que confiança se
conquista, com carinho, tempo e respeito;

 Proporcionar higiene e conforto, promovendo a saúde e prevenindo a
doença;

 Avaliar grau de dependência;

 Favorecer independência/autonomia (não substituir quando o Utente
tem capacidade para realizar determinada tarefa, incentivar ao
autocuidado);

Aspetos a ter em conta durante os cuidados de
higiene:

 Observar todo o corpo, avaliando a integridade cutânea;

 Promover a integridade cutânea (secar todas as pregas cutâneas e
espaços interdigitais, aplicar creme e massajar todo o corpo, etc.);

 Promover mobilização passiva e ativa;

 Promover uma relação interpessoal com Utente e Família (por
exemplo: identificar-se, explicar procedimento, incentivar a
colaborar);

Aspetos a ter em conta durante os cuidados de
higiene:

 Não impor nova rotina, se possível atender à vontade do Utente e
aos seus hábitos (por exemplo: hora e frequência do banho);

 Verificar condições ambientais (temperatura, iluminação e
ventilação);

 Assegurar as regras de segurança para o Utente e para o Cuidador
(grades e barras de proteção, tapetes antiderrapantes, não deixar o
Utente sozinho, não deixar que tranque a porta, utilizar luvas, atender
à ergonomia, etc.);

).  Preparar todo o material anteriormente. algálias.  Atentar ao material invasivo do Utente (sonda naso-gástrica. dignidade e valores culturais do Utente. pentear. drenos.  Utilizar material de uso pessoal e se possível descartável. cuidar das unhas. barbear.Aspetos a ter em conta durante os cuidados de higiene:  Respeitar privacidade. etc. catéteres. . soros. etc.). pensos.  Estimular auto-estima e auto-imagem do Utente (utilizar espelho.

 Se surgirem dúvidas.Aspetos a ter em conta durante os cuidados de higiene:  Iniciar higiene propriamente dita.  Atender a salubridade do meio envolvente do Utente. partindo da parte mais limpa para a mais suja. .  Promover trabalho em equipa. problemas ou alterações comunicar à família ou outro elemento responsável da Equipa. integrando o Utente e Família na mesma. pela cabeça em direção aos pés.

realização e identidade.  Manter a privacidade na conversação. Este deve mostrar-se através de:  Providenciar a privacidade.É importante o respeito do espaço que nos rodeia. no qual satisfazemos as nossas necessidades de segurança. .  Bater à porta antes de entrar no quarto.  Minimizar a exposição corporal.

estado emocional. . esta desenvolve através das experiências de vida antecedentes culturais e sociais.Todos nós temos uma perspetiva individual da necessidade de higiene e conforto. estilos de vida individuais. práticas das pessoas significativas.

entendem-se como os cuidados específicos a cada parte do corpo a ter em conta.  Também podem ser chamados cuidados de higiene parciais à higiene de parte do corpo. Cuidados de Higiene Parciais  Os cuidados de higiene parciais. . mãos. axilas e genitais). frequentemente a regiões com secreção abundante e maior carência de higiene (cara.

Cuidados à boca .

. Cuidados à boca  É a higiene da cavidade oral tendo em vista o conforto e bem- estar da pessoa.

 Ajudar a conservar os dentes e a mucosa oral em bom estado. Objetivos  Manter a boca limpa e húmida.  Massajar as gengivas e estimular a circulação.  Remover secreções ou restos alimentares.  Prevenir complicações.  Fazer ensino sobre a importância da higiene oral. .

. Cuidados à boca  É muito importante fazer a higiene da boca das pessoas acamadas para evitar cáries. deve ser encorajada a fazê-lo.  Se a pessoa consegue escovar os dentes sozinhos. O cuidador deve providenciar o material necessário e ajudá-lo. dor de dentes e inflamação da gengiva.

independentemente da pessoa ter ou não dentes. deve ser feita após cada uma das refeições e após o uso de remédios pela boca. Cuidados à boca  A higiene oral adequada aumenta o bem-estar e estimula o apetite.  A higiene oral dos adultos e idosos. .

podem necessitar de higiene oral de 8/8H ou até de 1/1H para melhorar as condições da mucosa oral. os cuidados à boca são muitas vezes negligenciados no dia-a-dia. ou outras alterações. .  Pessoas com a boca ou lábios secos. Cuidados à boca  Embora se saiba da importância da saúde oral.

. Material  Copo com água.  Toalha. pode ser eliminado com a realização da higiene e uso da solução antissética bucal após as refeições).  Escova de dentes ou espátula montada com compressas  Pasta dentífrica.  Tina riniforme. às vezes está presente.  Solução desinfetante da mucosa (o “mau hálito” que.

Orientações gerais

 O material deve ser individual;

 Deve haver o máximo de cuidado com as próteses dentárias, por

se tratar de um objeto dispendioso, de demorada recuperação e

indispensável à alimentação, expressão verbal e aspeto pessoal;

Orientações gerais

 Prestar atenção especial a Idosos com presença de sonda

nasogástrica ou necessidade de aspiração de secreções, tendem

a apresentar maior acumulação de sujidade na boca e maior

desidratação da mucosa oral. Pelo que é fundamental a higiene

cuidada da mesma. Dever-se-á trocar o adesivo de fixação da

sonda nasogástrica diariamente, após o banho.

Procedimento
 Providenciar a preparação e transporte do material para junto do

utente;

 Lavar as mãos;

 Explicar o procedimento ao utente e pedir a sua colaboração;

 Elevar a cabeceira da cama, caso não haja contra indicações ou

pedir ao utente para se sentar;

Procedimento
 Colocar a toalha sobre o tórax do utente (sob o queixo);

 Colocar o material ao alcance do utente caso esteja em condições

de executar o procedimento por si próprio ou executá-lo caso o

utente não o possa fazer;

 Colocar uma tina riniforme sob o queixo do utente;

Procedimento
 Deitar a água sobre a escova e colocar a pasta ao longo da
mesma ou embeber a espátula montada com compressa, com
água e elixir;

 Dar a água ao utente para bochechar;

 Pedir ao utente para proceder à lavagem das gengivas e língua
ou dos dentes, da raiz para a coroa em movimentos, ou substitui-
lo, se necessário;

 Lavar as mãos. . Procedimento  Pedir ao utente para bochechar de novo e secar a cara com uma toalha.  Reinstalar o utente.  Providenciar a recolha e lavagem do material.

Cuidados à boca da pessoa inconsciente .

 É mais seguro com 2 elementos: um cuida da boca e outro retira as secreções.Cuidados à boca da pessoa inconsciente  Os utentes inconscientes necessitam de especial atenção.  Risco de aspiração de água. .  Não use os dedos para abrir a boca: risco de mordidela.

.  Prevenir complicações.  Ajudar a conservar os dentes e a mucosa oral em bom estado. Objetivos  Manter a boca limpa e húmida.  Massajar as gengivas e estimular a circulação.  Remover secreções ou restos alimentares.

 Luvas de látex.  Toalha. .  Tina riniforme.  Elixir da mucosa oral  Copo com água. Material e equipamento  Pasta dentífrica.  Compressas.  Seringa.  Espátulas montadas com compressa ou escova de dentes.  Vaselina esterilizada.

Procedimento  Lave as mãos e coloque luvas.  Verifique a existência de reflexo faríngeo (coloque a espátula no meio da língua) .AVALIA O RISCO DE ASPIRAÇÃO. puxando a cortina ou fechando a porta.  Deite a cama na horizontal. .  Preserve a intimidade do utente.  Verifique o estado da cavidade oral.  Posicione o utente perto do bordo da cama rode a cabeça ligeiramente para o colchão.

 Separe.  Limpe o palato e a língua. Lave primeiro as superfícies de mastigação e depois a parte posterior dos dentes. Colocar uma tina ou bacia sob o queixo do utente juntamente com a toalha. mas devagar para não estimular o reflexo faríngeo. . para resguardar. suavemente os maxilares com uma espátula almofadada (NÃO FORÇAR).  Lave a boca usando a escova ou a espátula almofadada humedecida.

 Informe o utente que terminou. Com uma seringa coloque água na boca para bochechar e limpar a boca.  Aspire as secreções à medida que se acumulam.  Aplique vaselina ou gel hidrossolúvel nos lábios. . se necessário.

 Avalie a respiração.  Reposicione o doente.  Lave as mãos. . Retire as luvas.

próteses .Cuidados à boca .

quando de retiram as próteses. na fala e no sorriso. . Nas instituições. conhecidas como dentadura. estas devem ser guardadas num copo rotulado para evitar que se percam ou quebrem. A prótese é importante tanto para manter a auto- estima da pessoa. ponte fixa ou ponte móvel. É recomendável a remoção da prótese durante a noite. colocadas na boca para substituir um ou mais dentes. para reduzir a pressão nas partes moles e osso. como manter as funções dos dentes na alimentação.próteses As próteses são partes artificiais. Cuidados à boca .

A água com sabão ou um agente de limpeza suave. É extremamente importante observar as condições de conservação das próteses. . limpa-as eficazmente sem causar desgaste. Cuidados à boca . além de provocar ferimentos nas gengivas que facilitam ocorrência de infeção e aparecimento de tumores a longo prazo.próteses Existem vários produtos de limpeza para próteses. principalmente os de difícil mastigação. Isto porque próteses desajustadas na boca. fazem com que a pessoa idosa deixe de comer certos alimentos.

próteses Elas devem ser lavadas com escovas duras a cada realização da higiene bucal e no período noturno devem ser retiradas da boca e colocadas em um copo com água filtrada ou fervida. Cuidados à boca . .

 Explicar o procedimento ao utente.  Usar espátula ou escova com pasta dentífrica e proceder a lavagem dos dentes da raiz para a coroa em movimentos circulares. . Providenciar a preparação e transporte do material para junto do utente.  Elevar a cabeceira da cama (se não houver contra-indicação).  Lavar as mãos.  Colocar a toalha sobre o tórax do utente (sob o queixo).

 Providenciar a recolha e lavagem do material.  Aspirar a boca do utente em simultâneo.  Enxugar a cara do utente com toalha. .  Reinstalar o utente. a língua e a face interna da boca. Embeber outra espátula em água e elixir e limpar as gengivas.

Cuidados ao cabelo .

pentear e cortar. Cuidados ao cabelo Os cuidados básicos dos cabelos incluem: observar. lavar. Consiste em remover a sujidade do cabelo e couro cabeludo e pentear os cabelos. escovar. .

 Melhorar a auto-imagem da pessoa.  Estimular a circulação.  Prevenir lesões e infeções. . Objetivos  Proporcionar higiene e conforto.

Orientações quanto à execução  Verificar as condições ambientais da unidade.  Cortar o cabelo só quando o utente o autorizar.  Prender os cabelos compridos. no caso de pessoa inconsciente/confusa solicitar sempre a autorização familiar. temperatura ventilação e iluminação. não utilizando objetos traumatizantes. .

 Champô ou sabão líquido.  Outros objetos de uso pessoal.  Toalhas.  Secador. se necessário.  Jarro com agua a temperatura aconselhável ou um a gosto do doente.  Pente ou escova. Material  Dispositivo em calha.  Balde. se necessário. . se necessário.  Bolas de algodão ou tampões para os ouvidos. se necessário.

Lavagem da cabeça na cama com ajuda total .

 Explicar o procedimento ao doente e pedir a sua colaboração.  Colocar o dispositivo em calha e dirigi-lo para dentro do balde. Procedimento  Providenciar a preparação e transporte do material para junto do doente. .  Lavar as mãos.  Retirar a almofada e colocar uma toalha.

 Colocar uma bola de algodão ou tampão em cada ouvido. . se o doente o solicitar e pedir-lhe que mantenha os olhos fechados.  Pentear o cabelo e observar se existe alguma alteração. Procedimento  Desapertar a camisa ou pijama.  Cobrir o tórax com uma toalha.  Verificar a temperatura da água de acordo com a preferência do doente.

 Massajar toda a superfície do couro cabeludo com movimentos circulares firmes e passar com água. Retirar tampões ou bolas de algodão dos ouvidos.  Espremer o cabelo de modo a ficar com o mínimo de água. Repetir tantas vezes quantas necessárias. evitando molhar a cara. Procedimento  Deitar água sobre a cabeça.  Aplicar champô ou sabão líquido no cabelo. . se necessário.

 Secar o cabelo. de preferência com secador. . Procedimento  Levantar a cabeça do doente e retirar o dispositivo em calha  Colocar a cabeça do doente sobre a toalha.  Pentear o cabelo.  Retirar a toalha. enxugar bem e colocar a almofada.

 Lavar as mãos.  Providenciar a recolha. .  Reinstalar o doente. Procedimento  Apertar o pijama ou camisa e refazer a cama. limpeza e arrumação do material.

Lavagem da cabeça na cama com ajuda parcial .

 Acompanhar ou ajudar o doente a instalar-se numa cadeira confortável junto do lavatório.  Explicar o procedimento ao doente e pedir a sua colaboração.  Lavar as mãos. . Procedimento  Providenciar a preparação e transporte do material para a casa de banho.

.  Cobrir o tórax com uma toalha. se o doente solicitar e pedir-lhe que mantenha os olhos fechados. Procedimento  Colocar uma almofada sob a região cervical do doente protegida com uma toalha e dispositivo de lavagem a abrir em calha no lavatório.  Colocar uma bola de algodão ou tampão em cada ouvido.

 Deitar água sobre a cabeça evitando molhar a cara. Procedimento  Verificar a temperatura da água de acordo com a preferência do doente.  Massajar toda a superfície do couro cabeludo com movimentos circulares firmes e passar com água. .  Aplicar o champô ou o sabão líquido no cabelo. repetir tantas vezes quantas necessárias.

secar o cabelo de preferência com o secador. retirar os tampões ou as bolas de algodão dos ouvidos.  Pentear o cabelo.  Solicitar ao doente que levante a cabeça e retirar o dispositivo em calha. Procedimento  Espremer o cabelo de modo a ficar com o mínimo de água possível. se necessário.  Retirar o excesso de água com a toalha. .

 Reinstalar o doente. se necessário.  Providenciar a recolha.  Acompanhar ou ajudar o doente a deslocar-se para a unidade.  Lavar as mãos. Procedimento  Retirar a toalha. . lavagem e arrumação do material.

Pentear o cabelo .

Procedimento  Providenciar a preparação e transporte do material para junto do doente.  Ajudar o doente a instalar-se confortavelmente.  Explicar o procedimento ao doente e pedir a sua colaboração. .  Lavar as mãos.

colocar a toalha sobre a almofada. se o doente não se levantar. se estiver emaranhado humedecer com álcool ou água. .  De acordo com a situação convidar o doente pentear-se ou penteá-lo.  Dividir o cabelo em madeixas e penteá-lo suavemente. Procedimento  Colocar a toalha sobre os ombros do doente.

 Lavar as mãos. . limpeza e arrumação do material.  Reinstalar o doente. Procedimento  Retirar a toalha.  Providenciar a recolha.

CUIDADOS AOS OUVIDOS .

CUIDADOS AOS OUVIDOS A sujidade nos ouvidos e orelhas pode provocar ulceração e infeção. . pois podem causar lesões. não esquecendo a parte posterior da mesma. canetas para retirar a cera (cerúmen). clipes. Instrua o utente a não colocar objetos pontiagudos tais como ganchos. pelo que também devem ser considerados determinados aspetos importantes na sua higiene. Durante o banho lavar com água e sabão as orelhas.

mas sem introduzir no ouvido. . etc. algodão. toalhetes.  Utilizar toalhete. Procedimento  Preparar material necessário: luvas. cotonetes. algodão ou cotonete.  Observar presença de cerúmen (cera). pois pode traumatizar o tímpano e o objetivo é retirar a sujidade e não introduzi-la no ouvido.

 Considerar próteses auditivas. POIS ÁGUA FRIA PODE PROVOCAR TONTURAS E NÁUSEAS E ÁGUA QUENTE AUMENTA O RISCO DE INFEÇÃO DO CANAL AUDITIVO . .  DEVE USAR-SE ÁGUA MORNA. Procedimento  Observar alterações.

CUIDADOS AOS OLHOS .

A secura resulta da acumulação de pó e bactérias que predispõe a infeções: instilar lágrimas artificiais. . CUIDADOS AOS OLHOS As pessoas mais velhas sofrem muitas vezes de diminuição de lubrificação dos olhos.

 Não usar sabão. Deve se limpar cuidadosamente do canto externo para o interno e limpar cada olho com uma parte diferente da toalha. Procedimentos  A principal intervenção na higiene dos olhos é norma de limpeza dos olhos durante o banho. .

. considerar conjuntivites e irritações. coloque um toalhete ou uma bola de algodão embebido em água morna ou solução salina sobre os olhos fechados. etc. Procedimentos  Quando os olhos têm secreções secas.  Observar alterações do olho.  Repita esta operação até as secreções estarem húmidas para serem removidas facilmente e sem traumatismo.

Cuidados aos olhos à pessoa inconsciente .

existe uma diminuição da proteção. . dependendo do estado geral dos olhos e da quantidade de humidade do ambiente:  Se o reflexo de pestanejar está ausente.  A secura do olha pode levar a perda da visão.Cuidados aos olhos à pessoa inconsciente A pessoa inconsciente requer frequentes cuidados aos olhos (ex:4/4H).  Deve-se então ter como cuidados a instilação de lágrimas artificiais ou Soro Fisiológico e se necessário efetuar penso oclusivo.

Cuidados à prótese ocular .

evitando assim a secura ocular. Para isso é muito importante lubrificar a prótese de forma periódica com gotas oftálmicas. Cuidados à prótese ocular É aconselhável realizar uma limpeza da prótese uma vez por mês para evitar a aderência de depósitos que a lágrima vai depositando sobre a superfície da prótese. Também pode realizar-se uma limpeza sem retirar a prótese utilizando um algodão húmido e fazendo suaves movimentos em direção à parte nasal. Em muitos casos a prótese pode ser utilizada sem retirá-la durante um mês. .

Para isso é necessário lubrificá-la de ambos os lados e depois levantar a pálpebra superior com os dedos polegar e indicador. Deslizar a prótese por baixo da pálpebra tanto quanto for possível. com água morna.  Reinserir a prótese. . REMOÇÃO E REINSERÇÃO DA PRÓTESE  Irrigar a cavidade com solução salina. Enxaguar bem. Limpar com os dedos polegar e indicador. Pressionar a pálpebra inferior para que a prótese seja deslizada dentro da cavidade.  Utilizar os produtos de limpeza recomendados pelo oftalmologista.

Cuidados às Mãos e Unhas .

diabetes. deformidades ósseas. etc. . Mãos e Unhas Os Idosos costumam apresentar sérios problemas nas mãos e unhas devido a alterações circulatórias.

longas ou ásperas.  Não contribuir para o contágio de doenças. evitar acumulação de sujidade. . evitar traumatismo devido a unhas encravadas.  Evitar a contaminação dos alimentos. Objetivos  Prevenir a infeção ou inflamação. etc.

. alterações da circulação sanguínea (periférica) e até por outras doenças menos comuns”. Objetivos  Prevenir a propagação de vírus. anemia. bactérias. “Também podem ocorrer por deficiência de ferro.  As unhas quebradiças estão associadas ao descolamento transversal das camadas da unha e também à imersão frequente das mãos e unhas na água. parasitas….

manchas….  Empurrar as cutículas e não as corte. amolecendo-as previamente em água morna. o que favorece o desenvolvimento de infeções. corta-las ou lima-las se necessário (cortando de forma reta e não muito próximo da pele). pode-se proporcionar o aparecimento de pequenas feridas na pele ou desunir a unha do seu leito e eliminar uma barreira natural protetora. .  Observar alterações: feridas. Orientações nos cuidados  Cuidar das unhas.

Cuidados aos pés .

diabetes. devido a mudanças circulatórias. assim como incentivar o uso de calçado adequado. Cuidados aos pés Os idosos costumam ter sérios problemas nos pés. deformidades ósseas. . Devemos ensinar a proteger os pés de lesões e mantê-los limpos e secos. é fundamental prestar atenção na forma correta de fazer a limpeza. entre outros. Por isso.

 Hidratar com cremes. Orientações nos cuidados  Deve lavar-se com água e sabão.  Secar bem principalmente entre os dedos. óleos e sempre aplicar vaselina ou hidratante nos locais calosos. . como calcanhares.

limadas e limpas.  Cuidar se houver micoses (usar instrumentos de uso pessoal ou desinfeta-los).  Cuidar das unhas mantendo-as cortadas. Orientações nos cuidados  Não cortar calosidades (pode provocar hemorragia). .

 Examinar os pés todos os dias e procurar um profissional em caso de calos. calosidades ou qualquer inflamação ou infeção. . Orientações nos cuidados  As unhas devem ser cortadas semanalmente e retas.  Observar a coloração dos pés e verificar se existe lesões cutâneas.

.  Usar sapatos adequados às várias atividades.  Manter o calçado limpo e trocá-lo todos os dias.  Usar sapatos confortáveis. Orientações nos cuidados  Tratar a pele caso seja extremamente seca ou com transpiração excessiva.

e de serem facilmente limpas com um banho regular. apesar de não acumularem tanta sujidade.Orientações quanto às unhas dos pés  As unhas dos pés necessitam das mesmas atenções que as das mãos. a menos que se tenha o hábito de andar descalço. .

. sobretudo a do primeiro dedo. há quem opte por cortá-las após o banho e quem prefira amolecê-las. mantendo-as previamente num recipiente com água morna.Orientações quanto às unhas dos pés  O principal cuidado das unhas dos pés corresponde ao seu corte. em condições normais. uma vez por semana ou de quinze em quinze dias e sempre retas.  Como as unhas dos pés costumam ser muito duras.

Cuidados perineais .

há necessidade de realizar os cuidados perineais várias vezes ao dia. que normalmente é realizada durante o banho. em Idosos dependentes. No entanto. incontinência fecal e urinária. secreções excessivas. etc. cirurgia perineal. irritações ou escoriações. . presença de algália. Cuidados perineais A Higiene perineal refere-se à limpeza dos genitais externos e região circundante. Este facto deve-se a situações como: infeções genito-urinárias. Normalmente constituem uma parte do banho completo.

toalhas. resguardos. aparadeira. sabão. Orientações gerais  Reunir material necessário: luvas. fralda. . saco coletor. se necessário. pomadas. dispositivo urinário. urinol. esponjas.  Questionar o Idoso se pretende urinar ou evacuar antes de proceder a higiene perineal. creme. Colocar urinol ou aparadeira. etc. bacia.

Orientações gerais  Colocar o Idoso em decúbito dorsal (barriga para cima). . colocar o Idoso de decúbito lateral (de lado) para proceder a higiene da região de eliminação intestinal. lavar a região de eliminação urinária e posteriormente. se possível com pernas fletidas.

 Estar atento a queixas como ardor.  Deixar que o idoso realize o auto-cuidado genital.  Especial atenção em utentes de sexo oposto que se podem sentir constrangidos.  Ter uma atitude profissional e digna respeitando a privacidade do idoso. Aspetos a atender  Cuidado acrescido em doentes algaliados. sinais de inflamação. vermelhidão. ou dor perineal . caso esteja capaz de o fazer.

Cuidados perineais femininos .

Lave do meato urinário para o orifício vaginal e depois lave os pequenos e grandes lábios e só no final lavar o períneo. . Use um lado do toalhete para cada passagem. Cuidados perineais femininos  Lavar sempre das zonas mais limpas para as mais sujas. em movimento de cima para baixo.

utilizando uma mão para afastar os lábios e outra para lavar.  Secar bem. .  Passe por água limpa e seque toda a superfície da pele. Cuidados perineais femininos  Preste atenção à sujidade acumulada entre os lábios. dando ênfase às pregas para que a humidade não provoque assaduras. poder-se-á utilizar uma esponja ou uma caneca de água para conseguir obter maior eficácia.

Cuidados perineais masculinos .

 Puxe o prepúcio (parte da ponta do pénis. nomeadamente em caso de Idoso não circuncidado). a "cabeça do pénis") para baixo e lavando a glande. popularmente. . posteriormente o pénis e o escroto (não esquecer de voltar a colocar o prepúcio na sua posição normal. Cuidados perineais masculino  Começar a lavar com movimentos circulares pela ponta do pénis.

 Ao fazer a higiene perineal deve ter presente que os orifícios corporais são potenciais portas de entrada para os microrganismos patogénicos e que a pele quente e húmida conduz ao desenvolvimento bacteriano . pelo que este procedimento deverá ser realizado com respeito pela privacidade do Idoso e num ambiente de descontração. Cuidados perineais masculino  A estimulação da glande pode provocar ereção.

dando ênfase às pregas para que a humidade não provoque assaduras. .  Secar bem. Cuidados perineais masculino  Limpe sempre da zona anterior para a posterior.

Cuidados ao doente algaliado .

 Manter o saco coletor abaixo do nível da bexiga (para a urina não refluir novamente). . pelo que devem ser tomadas as devidas precauções. tais como:  Algaliação deverá ser realizada por Enfermeiro. Cuidados ao doente algaliado Atender ao Idoso algaliado: que apresenta um risco de infeção aumentado.

exceto se o saco se romper e for necessário substituir. Cuidados ao doente algaliado  Não desadaptar saco da algália. .  Despejar a urina do saco coletor várias vezes ao dia (2 a 3 vezes e sempre que necessário).

etc. urina com sangue ou coágulos.  Considerar perdas extra-algália e Idosos que não usam saco coletor. .  Verificar se a algália ou tubo do saco coletor não fica dobrada ou a traumatizar alguma parte do corpo do Idoso.). Cuidados ao doente algaliado  Observar as características da urina e a quantidade (urina concentrada.

Cuidados de Higiene Cuidados Totais .

Banho .

Banho  O banho é a lavagem de toda a superfície corporal. de forma a satisfazer as necessidades de higiene e conforto do utente. .  O banho no leito. deve-se providenciar o material e auxilia-lo na higiene. providencia-se quando o Idoso é totalmente dependente ou quando há uma restrição do exercício. Se o Idoso for semi-dependente e seja necessário o banho no leito.

Banho no Leito .

 É importante ter outra pessoa para ajudar além do cuidador. dando mais segurança à pessoa idosa. Banho no Leito  Este tipo de banho deve ser realizado quando a pessoa idosa é totalmente dependente de outra pessoa e tem muitas dificuldades de se mover. evitando acidentes e cansaço físico. ou quando a pessoa idosa é muito pesada e tem muitas dores ao mudar de posição. . Existem também alguns requisitos para promover o banho de leito com segurança e conforto à pessoa idosa.

 Providenciar um ambiente sem corrente de ar. Banho no Leito  Aproveite o momento do banho para fazer movimentos com o corpo da pessoa idosa e massagens. para estimular a circulação sanguínea e evitar atrofias dos músculos. fechando janelas e portas. também irá dar privacidade à pessoa idosa. . Desta forma. peça avaliação de algum profissional da saúde. Se perceber manifestações de dor durante a movimentação da pessoa idosa.

quando necessário. secos.Utilizar lençóis limpos. .Limpar o colchão. nos lençóis da cama. .Não deixar migalhas de pão. etc. Banho no Leito  Quanto à arrumação da cama.. fios de cabelos. . os pontos principais a serem seguidos são: . passados ao ferro.

e providenciar a troca quando necessário. Observar o estado de conservação do colchão. nem sacudi-las no ar. travesseiros e impermeável. . as roupas de cama.Não alisar com as mãos. mas ajeitá- las pelas pontas. . Banho no Leito .Não arrastar as roupas de cama no chão. .

Banho no Leito  Ao preparar o banho todas as ações devem ser explicadas à pessoa idosa de forma clara e pausadamente.  É recomendado para o banho de leito que vá despindo a pessoa idosa de acordo com a parte do corpo que será higienizada. nunca deixando a pessoa idosa totalmente despida. passo a passo e o cuidador deve incentivá-la e motivá-la para seu próprio cuidado. .

 Observar a integridade cutânea. .  Fazer observação física.  Favorecer a independência do utente.  Estimular a circulação. Objetivos  Proporcionar higiene e conforto.

 Verificar condições ambientais do espaço. Orientações gerais  Explicar o procedimento ao idoso e incentivar a sua independência.  Secar bem o idoso dando especial atenção as orelhas. axilas e pregas cutâneas.  Usar toalhas e toalhetes individuais. .  Respeitar a privacidade do doente.  Nunca deitar a roupa suja para chão.

 Toalhas.  Roupa para mudar a cama e o utente.  Luvas de látex. .  Sabão dermoprotector. Material e equipamento  Recipiente com água.  Tesoura.  Manápula ou toalhete.

 Pente. .  Óleo de amêndoas doces ou creme hidratante.  Vitamina A:  Álcool.  Outros objetos de uso pessoal.  Arrastadeira. Material e equipamento  Bacia.

Banho no Leito com ajuda total .

 Lavar as mãos. deixando o idoso protegido com o lençol de cima.  Oferecer a arrastadeira.  Retirar a roupa da cama e almofadas.  Explicar o procedimento ao utente e pedir a sua colaboração. . Procedimento  Providenciar a preparação e transporte do material para junto do utente.

 Fazer os cuidados de higiene à boca.  Colocar a toalha sob o queixo e lavar o rosto. Procedimento  Retirar a roupa do idoso (colocar no saco de roupa suja). em decúbito dorsal. se não contra-indicado.  Posicionar o idoso perto da beira da cama o mais próximo possível de pessoa que presta os cuidados. .

com o dedo indicador no canto externo do olho e depois mover até ao canto interno ou seja da zona mais limpa para a mais suja. Procedimento  Lavar a face: colocar a toalha sob o pescoço.  Lavar os membros superiores. . dando especial atenção à axila e mãos. lavar os olhos com água simples. destapar o membro mais afastado e coloca-lo sobre uma toalha ao longo do membro.  Lavar o pavilhão auricular e certificar-se que fica bem lavado e seco.

 Proceder do mesmo modo para o membro mais próximo. de modo a que o utente. possa pôr a mão em imersão na água. Procedimento  Colocar a bacia sobre a cama. .  Lavar o tórax e abdómen: colocar a toalha sobre o tórax puxando simultaneamente o lençol para baixo até às ancas. Lavar a mão e cortar as unhas se necessário.

Procedimento  Levantar a toalha ligeiramente procedendo à lavagem do pescoço. Lavar todo o membro e secá-lo.  Destapar o membro mais afastado e colocá-lo sobre a toalha. com especial atenção às pregas do pescoço. umbigo e região infra-mamária. Secar bem. . tórax e abdómen.  Membros inferiores: Dobrar a extremidade inferior do lençol até aos joelhos.

se necessário. nádegas e zonas de proeminência óssea.  Cortar as unhas. deixando-o bem tapado . dando especial atenção aos espaços interdigitais.  Lavar e secar as costas.  Massajar bem as costas.  Pedir ao utente ou ajudá-lo a fletir os joelhos. Mergulhar os pés e proceder à sua lavagem. Procedimento  Com uma das mãos levantar os pés e com a outra colocar a bacia sobre a toalha.

Procedimento  Colocar a toalha sobre as nádegas no sentido do comprimento a cama.  Retirar a toalha e esticar o lençol de cima. Secar bem.  Oferecer a manápula ou toalhete ao utente para lavar os órgãos genitais ou lavá-los no caso de o utente não o poder fazer. .  Descalçar as luvas se necessário.

 Pentear o cabelo. .  Reinstalar o utente. Procedimento  Vestir ou ajudar o utente a vestir-se.  Providenciar a recolha e lavagem do material.  Lavar as mãos.  Fazer a cama.

Banho no Leito com ajuda total Seja sensível e observador aquando do banho ao idoso. pois é um momento privilegiado para avaliar alguma necessidade e desenvolver uma relação de confiança! .

Banho no leite com ajuda parcial .

Banho no leite com ajuda parcial É o banho geral em que a ajuda do prestador de cuidados é de aproximadamente 50% nos cuidados de higiene e conforto do idoso. .

 Colocar o material ao alcance do utente.  Fazer ou ajudar na higiene oral. Procedimento  Colocar o utente em posição adequada à sua situação clínica. .  Calçar luvas de látex. se necessário.

 Cortar as unhas. se necessário.  Vestir ou ajudar o utente a vestir-se se necessário. . Procedimento  Ajudar o utente a lavar-se nas áreas em que não for capaz.  Massajar as zonas de proeminência óssea com produto adequado ao tipo de pele ao utente.

 Providenciar a recolha e lavagem do material. Procedimento  Pentear ou ajudar o utente a pentear os cabelos.  Fazer a cama.  Reinstalar o utente.  Lavar às mãos. .

Banho no chuveiro .

. Banho no chuveiro É o banho com chuveiro em que a ajuda pode ser total ou parcial nos cuidados de higiene e conforto do idoso. dependendo do seu grau de dependência.

 Estimular a circulação. .  Fazer observação física. a respiração cutânea e o exercício. Objetivos  Proporcionar higiene e conforto.  Favorecer a independência do utente.  Manter a integridade cutânea.

 Incentivar a sua independência. . Orientações gerais  Verificar as condições ambientais da casa de banho.  Respeitar as preferências e privacidade do idoso.  Não permitir que o idoso se feche na casa de banho.  Explicar os procedimentos ao idoso.

este deveria ir de encontro as preferências do idoso. Orientações gerais Relativamente ao horário. . porém isto nem sempre é possível devido à organização das instituições. .

 Pijama/camisa. .  Óleo de amêndoas doces ou creme hidratante.  Bacia. Material e Equipamento  Toalhas/Manápulas.  Sabão/Luvas. .  Pente/pasta dentífrica e escova (Objetos de uso pessoal).

 Transportar o idoso para a casa de banho.  Fazer a higiene oral.. .  Lavar as mãos.  Explicar o procedimento ao idoso e pedir a sua colaboração. Procedimento  Providenciar a preparação e transporte do material para a casa de banho.

 Lavar o idoso.  Observar todo o corpo e características da pele.  Ajustar o fluxo e a temperatura da água.  Calçar luvas de látex. Procedimento  Despir o idoso. .  Limpar o idoso.

 Vestir o idoso.  Cortar as unhas se necessário.  Pentear o cabelo.  Massajar as zonas de proeminências ósseas com produto adequado ao tipo de pele do idoso. . Procedimento  Descalçar luvas de látex.

.  Providenciar a recolha e lavagem do material e limpeza da casa de banho.  Lavar as mãos.  Instalar o utente na cadeira ou na cama. Procedimento  Transportar o utente para a unidade.

.  Assento para banheira ou chuveiro. banho no chuveiro ou na banheira não esqueça as medidas de segurança:  Tapete antiderrapante. Procedimento Em ambos os casos.  Barras de apoio para as mãos.

Trocar a fralda .

Trocar a fralda  O uso de fraldas descartáveis geriátricas pode ser útil. os familiares e a pessoa idosa. . explicando a sua importância e a sua necessidade. para as pessoas idosas que apresentam incontinência urinária e/ou fecal. frequentemente promove o entendimento e melhor aceitação por ela. de forma cautelosa. Contudo uma boa conversa entre o cuidador. não conseguem controlar a eliminação de urina e/ou fezes.  O uso de fraldas pode causar constrangimento e vergonha para a pessoa idosa. ou seja.

. pensando na facilidade ou dificuldade da pessoa idosa ir até o quarto de banho na continuidade do seu sono e na presença do cuidador ou alguém para auxiliá-la. em intervalos regulares. ao WC durante o dia. procure levá-la. simplesmente para ter menos trabalho com o seu cuidado.  Durante a noite deve-se avaliar os benefícios de uso da fralda. Trocar a fralda  Não se deve colocar fraldas na pessoa idosa. Se a pessoa idosa tem controlo das suas eliminações.

evitando assaduras e feridas na pele. em intervalos regulares. a fralda deve ser trocada. Todas as vezes que o idoso urinar ou defecar.  Nunca deixe fraldas molhadas no corpo por muito tempo.  Deve-se realizar a troca das fraldas. Trocar a fralda  Se a pessoa idosa não consegue controlar suas eliminações e ir até o WC o uso da fralda geriátrica é indispensável. durante todo o dia e noite. .

é muito importante lembrar-se de fazer a higienização da área genital.  Na mulher idosa. Trocar a fralda  É necessário realizar uma boa higiene íntima (dos genitais e região anal). precisa-se avaliar a necessidade de trocar os curativos durante a higiene íntima e troca da fralda. da vagina para o ânus. em todas as trocas de fralda. sempre da frente para trás. isto é.  Se a pessoa idosa tiver úlceras por pressão (escaras) próximas à área genital. .

pois quando a pessoa idosa está deitada. sua cintura está mais fina e ao sentar-se ou levantar. a pressão na barriga aumenta e pode ser muito desconfortável se a fralda estiver muito apertada. . Trocar a fralda  Lembre-se de fechar a fralda de forma que não esteja muito apertada.

realizar a lavagem da área genital em todas as trocas das fraldas. por algum motivo importante. deve- se pelo menos fazer a higiene íntima com lenços humedecidos. mesmo quando a pessoa idosa só tenha urinado na fralda. sem antes ter feito a higiene. mas nunca retirar a fralda suja e colocar a limpa. Trocar a fralda  Quando não se pode. .

youtube.com/watch?v=ciIL7pER_a0 .Vídeo: banho no leito https://www.

Técnicas de fazer a cama Com e sem doente .

Muda da cama com doente Uma pessoa acamada passa os seus dias deitada ou sentada na cama. Fazer uma cama com uma pessoa lá deitada não é difícil. pelo que é crucial manter esse ambiente o mais limpo e higiénico possível. podem restringir a circulação e contribuir para a formação de escaras – é crucial mudar os lençóis da cama diariamente. mas sim uma questão de hábito e destreza. . Para além de manter os lençóis sempre bem esticados – os lençóis enrugados são desconfortáveis.

. 4. Com uma mão no braço ou ombro e outra na perna dobrada. Antes de mudar os lençóis da cama. rode o acamado para o bordo da cama. Retire o lençol de baixo e liberte-o até às costas do acamado. informe a pessoa acamada o que vai fazer e que necessita da sua colaboração. Comece por retirar a almofada e o lençol de cima. 2. 5. 3. Certifique-se que a pessoa acamada está segura e numa posição fixa. Muda da cama com doente 1. puxando-o na sua direção.

Agora. Muda da cama com doente 6. 10. utilizando a mesma técnica. 7. De seguida. 11. Retire o lençol sujo e estique o lençol de baixo completamente. aproximando-o das costas da pessoa acamada. Posicione a pessoa acamada novamente e certifique-se que está confortável. coloque o lençol limpo. Termine com o lençol de cima e a manta ou cobertor. 8. desloque o acamado para o outro lado da cama. 9. Mude a fronha da almofada. .

Muda da cama com doente https://www.youtube.com/watch?v=Ow9yDcI 3MXY .

com/watch?v=Mw7m9 NohkwU .youtube. Muda de cama sem doente https://www.

Ajudas técnicas de apoio .

instrumentos. . monitorizar. limitação da atividade e restrição na participação (ISO 9999/2007). aliviar ou neutralizar qualquer impedimento. permanente ou temporária. equipamento. tecnologia e software) especialmente produzido e disponível. compensar. para prevenir. Ajudas técnicas Define-se ajudas técnicas / produtos de apoio como qualquer produto (incluindo dispositivos. Destinam-se a todas as pessoas com deficiências ou incapacidade.

com uma maior racionalização dos custos e uma maior transparência. que substitui o anterior sistema supletivo de ajudas técnicas/produtos de apoio. promover a inclusão e aumentar a qualidade de vida destas pessoas . de 16 de abril. aprova o novo Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio .º 93/2009. Pretende-se com a implementação deste novo sistema de atribuição e financiamento de Produtos de Apoio. potenciar a funcionalidade. exponenciar a participação. que seja mais coerente. Tem por finalidade compensar e atenuar as limitações de atividade e restrições de participação decorrentes da deficiência.Ajudas técnicas – enquadramento legal O Decreto-Lei n.SAPA.

inr.Instituto Nacional para a Reabilitação - INR http://www.pt/ .

Ajudas técnicas https://www.youtube.com/watch?v=xOYAlYNtq zY .

net/eccifafe/ajudas-tcnicas- uma-mais-valia-no-processo-de-cuidar- 13380926 .slideshare.Para consulta… http://pt.