LEI Nº 6.794, DE 27 DE DEZEMBRO 1990 ()

Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores do
Município de Fortaleza e dá outras providências

TÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS GERAIS
Art. 1º- Esta Lei regula o regime jurídico dos servidores municipais de Fortaleza, tendo em vista o disposto
no art. 39, da Constituição da República Federativa do Brasil e na Lei Complementar nº 002,de 17de
setembro de 1990.

§ 1º- Servidor Público Municipal, para fins deste Estatuto, é a pessoa legalmente investida em cargo
público de provimento efetivo, de carreira ou isolado, ou de provimento em comissão, que receba
remuneração dos cofres públicos e cujas atribuições correspondam a atividades caracteristicamente estatais
da Administração Pública Municipal.

 §1º com redação dada pela Lei nº 6.901/91.

§ 2º- Cargo público é o lugar, inserido no Sistema Administrativo do Município, caracterizando-se,
cada um, por determinado conjunto de atribuições e responsabilidades de natureza permanente, com
denominação própria, número certo e pagamento pelo Erário Municipal e criação por Lei.

§ 3º- Para os efeitos desta Lei, considera-se Sistema Administrativo o complexo de órgãos dos
Poderes Legislativo e Executivo e suas entidades autárquicas e fundacionais.

Art. 2º- Os servidores municipais abrangidos por esta Lei serão integrados em Plano de Carreira específico,
conforme dispuser lei própria, distribuindo-se em Quadro de Cargos Efetivos e Quadro de Cargos
Comissionados.

Art. 3º- São direitos assegurados aos servidores municipais da administração pública direta, autárquica e
funcional:

I - política de recursos humanos;

II - acesso a cargos, obedecidas às condições e requisitos fixados em Lei;

()
Publicada na edição do Diário Oficial do Município, suplemento ao nº 9526, de 2 de janeiro de 1990.

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III - irredutibilidade de vencimentos;

IV - vencimento base não inferior ao salário mínimo nacional;

V – 13ª remuneração;

VI - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

VII - remuneração do trabalho extraordinário superior, no mínimo em 50% (cinqüenta por cento) à da hora
normal de trabalho;

VIII - salário-família:

IX - auxílios pecuniários, adicionais e gratificações na forma estabelecida nesta Lei:

X - licenças, na forma estabelecida nesta Lei;

XI - gozo de férias anuais remuneradas, com acréscimo de pelo menos 1/3 (um terço) da remuneração
normal:

XII - amparo de normas técnicas de saúde, higiene e segurança do trabalho, sem prejuízo de adicionais
remuneratórios por serviços penosos, insalubres ou perigosos:

XIII - aposentadoria;

XIV - participação em órgãos colegiados municipais que tenham atribuições para discussão e deliberação
de assuntos de interesse profissional dos servidores;

XV - proteção ao trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, na forma da Lei;

XVI - proibição de diferenças remuneratórias, de exercício de cargos e de critérios de admissão, por motivo
de cor, idade, sexo ou estado civil;

XVII - inexistência de limite de idade para o servidor público, em atividade, na participação em concursos;

XVIII - proteção ao trabalho do portador de deficiência, na forma constitucional;

XIX - o adicional de 1% (um por cento) por anuência de tempo de serviço;

XX - promoção por merecimento e antiguidade, conforme critérios estabelecidos em Lei;

XXI - pensão especial à família, na forma da lei, se falecer em conseqüência de acidente de serviço ou de
moléstia dele decorrente;

XXII – VETADO.

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XXIII - proteção ao mercado de trabalho das diversas categorias profissionais, mediante exigência de
habilitação específica declarada pelos respectivos órgãos regionais fiscalizadores;

XXIV - percepção de todos os direitos e vantagens, inclusive promoções, quando à disposição dos demais
poderes e órgãos ou entidade do Município, para exercer cargos em comissão;

XXV - direito de greve, nos termos da Lei;

XXVI - ao servidor público municipal é livre a associação profissional ou sindical, nos termos da
Legislação em vigor.

Art. 4º - São deveres dos servidores municipais:

I - cumprir jornada de trabalho de 08 (oito) horas diárias e 40 (quarenta) semanais:

II - desempenhar suas atribuições em dia e de acordo com as rotinas estabelecidas ou as determinações
recebidas de seus superiores:

III - justificar, em cada caso e de imediato, o não cumprimento do serviço cometido ou de parte dele:

IV - observar todas as normas legais e regulamentares em vigor;

V - cumprir as ordens de seus superiores, salvo quando manifestamente impraticáveis, abusivas ou ilegais:

VI - atender com presteza e precisão ao público externo e interno:

VII - responder direta e permanentemente pelo uso de material de consumo e bens patrimoniais, sob sua
guarda ou responsabilidade:

VIII - levar à autoridade superior as irregularidades que vier a conhecer, quando do exercício de suas
funções;

IX - guardar sigilo profissional:

X - ser assíduo e pontual ao serviço;

XI - observar conduta funcional e pessoal compatível com a moralidade administrativa e profissional:

XII - representar à instancia superior contra ilegalidade ou abuso de poder:

XIII - abster-se de anonimato:

XIV - atender às notificações para depor ou realizar perícias ou vistorias nos procedimentos disciplinares;

XV - atender, nos prazos da lei ou regulamento, as requisições para defesa da Fazenda Pública;

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XVI - atender, nos prazos da lei ou regulamento, os requerimentos de certidões para defesa de direitos ou
esclarecimentos de situações:

XVII - ser parcimonioso e cauteloso no uso dos recursos públicos, buscando sempre o menor custo e o
maior lucro social no seu emprego.

TÍTULO II

DO PROVIMENTO DOS CARGOS

CAPÍTULO I

Das Disposições Preliminares

Art. 5º - Os cargos dispõem-se em padrões horizontais e classes verticais, formados das categorias
funcionais de cada grupo, nos níveis básicos, médio e superior, a serem providos de acordo com os
requisitos constitucionais.

Parágrafo único - Os cargos, padrões, classes, categorias funcionais, grupos ocupacionais e referências
integrarão o Plano Municipal de Cargos e Carreiras.

Art. 6º - O provimento dos cargos far-se-á por ato do Prefeito ou do Presidente da Câmara Municipal de
Fortaleza e do Dirigente de autarquias ou de fundação pública, conforme o caso.

Art. 7º - São formas de provimento dos cargos:

I - nomeação:

II - promoção:

III - transferência:

IV - readaptação:

V - reversão:

VI - reintegração:

VII - recondução:

VIII – aproveitamento.

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§1º . IV .aptidão física e mental.As reservas feitas no disposto no parágrafo anterior não se aplicam aos cargos de Secretário Municipal.  §1º com redação dada pela Lei nº 7.044/91.nível de escolaridade para o exercício do cargo. respeitados a especificação e os pré-requisitos exigidos para o seu exercício. gerido pela Secretaria de Saúde do Município.  Inciso IV com redação dada pela Lei nº 7.Os cargos são de provimento efetivo ou comissionado.  Inciso III com redação dada pela Lei nº 7.estar em gozo dos direitos políticos. 50% (cinqüenta por cento) deles. quando a natureza do cargo o exigir. § 1º . 8º . devendo ser considerados como requisitos básicos para a sua investidura:  Caput com redação dada pela Lei nº 7. Procurador Geral do Município. Rua São José. II .044/91.044/91. Chefe de Gabinete do Prefeito.A primeira etapa. Fundação. eliminatório e classificatório e poderá ser realizado em 02 (duas) etapas. I . 1 • Centro • CEP 60. de caráter eliminatório. § 2º .  Inciso II com redação dada pela Lei nº 7. Presidente ou Superintendente de Autarquia.044/91. a estes reservados os de símbolo DNI. Empresa Pública e de Sociedade Mista e ainda aqueles que integram a rede ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS).  Inciso I com redação dada pela Lei nº 7.O concurso será de caráter competitivo. Ceará.  §2º com redação dada pela Lei nº 7. devendo ser providos por servidores municipais.ser brasileiro.044/91.Os cargos comissionados são de livre provimento e exoneração. constituir-se-á de provas escritas. III .060-170 Fortaleza.Art. CAPÍTULO II Do Concurso Público Art. Brasil 85 3105-1464 . 9º .044/91.044/91.

Art. Parágrafo único .para provimentos de cargos comissionados.A nomeação para cargo efetivo inicial de carreira depende de aprovação em concurso público.para provimento de cargos efetivos de classe inicial de carreira. II . Ceará.Haverá nomeação: I . 10 . CAPÍTULO III Da Nomeação.O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital. podendo ser prorrogado uma única vez.O servidor nomeado em virtude de concurso público tem direito à posse. não se abrindo novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior e cujo prazo não tenha expirado. Art. da Posse e do Exercício SEÇÃO I Da Nomeação Art. Parágrafo único . Art. Brasil 85 3105-1464 . § 2º . 11 .A segunda etapa.O concurso observará as disposições constitucionais e as condições fixadas em edital específico.O concurso terá validade de até 02 (dois) anos. SEÇÃO II Da Posse Rua São José. que serão publicados no Diário Oficial do Município e em jornal diário de grande circulação.060-170 Fortaleza.14 desta Lei. de caráter classificatório. observada a ordem de classificação e dentro do prazo de sua validade. por igual período. observado o disposto no § 1º do Art. 12 . constará de cômputo de títulos e/ou de treinamento. cujo tipo e duração serão indicados no edital do respectivo concurso. 1 • Centro • CEP 60. 13 .

A posse ocorrerá em virtude de nomeação para cargos de provimento efetivo e em comissão. § 5º . condições e responsabilidades a ele inerentes.901/91.060-170 Fortaleza. obrigatoriamente.  Artigo com redação dada pela Lei nº 6. SEÇÃO III Do Exercício SUBSEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. Rua São José.901/91.Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. 16 . emprego ou função pública. prorrogável por mais de 30 (trinta) dias. a requerimento do interessado ou por quem o represente legalmente.Em se tratando de servidor em licença ou em qualquer outro tipo de afastamento legal.É de 30 (trinta) dias improrrogáveis o prazo para o servidor entrar em exercício.No ato da posse. Brasil 85 3105-1464 . Ceará. § 2º . o prazo será contado do término do afastamento. para comprovar que o candidato se encontra apto para o desempenho das atribuições do cargo. § 4º .Art.  §4º com redação dada pela Lei nº 6. § 1º . 15 . contado da publicação do ato de nomeação. o servidor apresentará.Será revogado o ato de nomeação. se não ocorrerem a posse e o exercício nos prazos previstos nesta Lei.Posse é a investidura no cargo. 14 . Art. pela Junta Médica Municipal. § 1º . declaração dos bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração sobre exercício de outro cargo. formalizada em assinatura do termo respectivo pela autoridade competente e pelo empossado.A posse poderá dar-se mediante procuração específica. 1 • Centro • CEP 60.A posse dependerá de prévia inspeção médica. § 3º . com aceitação expressa das atribuições. § 2º .A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias. contados da data da posse.

para oferecer defesa. SUBSEÇÃO II Do Estágio Probatório Art. III . informará ao órgão de pessoal sobre o servidor. por critérios próprios. durante o qual sua aptidão e capacidade para o desempenho do cargo serão avaliados trimestralmente. IV . se contrário à confirmação.§ 3º . 19 . tendo em vista os requisitos enumerados no artigo anterior. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 02 (dois) anos. Brasil 85 3105-1464 . pelo prazo de 10 (dez) dias. Art.idoneidade moral. 60 (sessenta) dias antes do término deste.A vista de informação da chefia imediata do servidor. Art. Art.060-170 Fortaleza. II. dar-se-á vista ao estagiário. observados especialmente os seguinte requisitos: I .assiduidade. concluindo a favor ou contra a confirmação do estagiário. 18 . §1º . Ceará. Rua São José.O chefe imediato do servidor sujeito a estágio probatório. 17 .pontualidade. §2º .eficiência.O exercício de cargo comissionado exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço.O início. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. o órgão de pessoal emitirá parecer escrito. fixados em regulamento.A autoridade dirigente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exercício.Desse parecer. 20 . 1 • Centro • CEP 60.disciplina. V .Ao entrar em exercício. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no cadastro funcional do servidor.

de forma a evitar que se dê por mero transcurso de prazo.  Caput com redação dada pela Lei nº 6. Brasil 85 3105-1464 .A remoção é o deslocamento do servidor de um para outro órgão de unidade administrativa e processar-se-á "ex-officio" ou a pedido do servidor. 23 . Art. de um para outro órgão do mesmo Poder. com o respectivo cargo. Parágrafo único .901/91. Rua São José.  Artigo com redação dada pela Lei nº 6.§3º .901/91. encaminhará ao chefe do Poder competente o respectivo decreto com exposição de motivos sobre o assunto. fica automaticamente ratificado o ato de nomeação. observado sempre o interesse da Administração. Art. 21 .O órgão de pessoal diligenciará junto às chefias que supervisionam servidor em estágio probatório.Entende-se por lotação o número de cargos existentes em cada Órgão da Administração Direta. o órgão de administração geral.060-170 Fortaleza.Julgados o parecer e a defesa. e o número de cargos constantes nos Quadros de Pessoal das Entidades da Administração Indireta e Fundacional do Poder Executivo Municipal.A apuração dos requisitos exigidos no estágio probatório deverá processar-se de modo que a exoneração do servidor estagiário possa ser feita antes de findar o período do estágio. §6º .Relotação é o deslocamento do servidor. que constituem o Quadro Único de Pessoal.A relotação dependerá da existência de vaga e será processada por ato do Chefe do Poder Executivo. Ceará.  Parágrafo único com redação dada pela Lei nº 6. §4º . SUBSEÇÃO III Da Lotação. §5º .  Artigo com redação dada pela Lei nº 6. se considerar aconselhável a exoneração do servidor estagiário.901/91. 22 .Se o despacho do órgão de pessoal for favorável à permanência do servidor estagiário. respeitada a lotação de cada Secretaria ou entidade. da Relotação e da Remoção  Subseção com denominação dada pela Lei nº 6.901/91 Art.901/91. 1 • Centro • CEP 60.

de caráter classificatório. cumulativamente.A transformação depende de habilitação em seleção interna de caráter competitivo. Promoção. 28 . III . Brasil 85 3105-1464 . II . b) a segunda etapa. ou de qualquer classe de nível médio para a primeira de nível superior. 1 • Centro • CEP 60. Rua São José. cujo tipo e duração serão indicados no edital da respectiva seleção.Readaptação é a passagem do servidor de uma carreira para outra carreira diferente.existência de vaga. de referência de igual valor salarial. constituir-se-á de provas escritas. obedecidos os critérios exigidos para o ingresso nas respectivas carreiras. constará de cômputo de títulos e/ ou treinamento. de: I .060-170 Fortaleza. Ceará. § 1º . podendo ser de oficio ou a pedido e dependerá. Art. 24 . obedecidos os critérios de merecimento ou antiguidade. a seguir definidas: a) a primeira etapa. dentro da mesma carreira. Readaptação e Transformação Art. 26 – Promoção é a passagem do servidor de uma classe para a imediatamente superior. de caráter eliminatório.Transformação é a passagem do servidor de qualquer classe de nível básico para a inicial de nível médio ou superior. readaptação e transformação.inspeção da Junta Médica Municipal que comprove sua incapacidade para a carreira ou classe que ocupa e capacidade para a nova carreira ou classe. Art. mais compatível com sua capacidade funcional. obedecidos os critérios de merecimento ou antiguidade. eliminatório e classificatório que poderá ser realizada em duas etapas.possuir habilitação legal para o ingresso na nova carreira ou classe. 27 .O desenvolvimento do servidor municipal na carreira ocorrerá mediante ascensão funcional em suas modalidades: progressão. promoção. SEÇÃO I Da Progressão. 25 – Progressão é a passagem do servidor de uma referência para a seguinte. CAPÍTULO IV Da Ascensão Funcional Art. dentro da mesma classe. Art.

CAPÍTULO V Da Transferência Art.A transferência ocorrerá de ofício ou a pedido do servidor.060-170 Fortaleza.A reversão depende de exame médico. para nova aposentadoria e disponibilidade. que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria. 32 .Reversão é o reingresso do aposentado no serviço público municipal. Art. 29 .  Artigo com redação dada pela Lei nº 6. 33 .A reversão não dará direito. 34 . 1 • Centro • CEP 60. em que fique comprovada a capacidade para o exercício da função.§ 2º . no mesmo cargo anteriormente ocupado. de preferência. à contagem do tempo em que o servidor esteve aposentado. em processo. pertencentes a Quadro de Pessoal diverso.A reversão dar-se-á. CAPÍTULO VI Da Reversão Art.Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que não tomar posse ou não entrar em exercício nos prazos previstos nesta Lei. 31 . § 1º . Art. de 25 de junho de 1991. pela Junta Médica Municipal.A reversão far-se-á a pedido do servidor. 35 .Não ocorrerá reversão nas hipóteses de servidor aposentado voluntariamente.A transferência é a passagem do servidor de cargo de carreira para outro de igual denominação. 30 . Art. Brasil 85 3105-1464 . classe e referência. Rua São José. § 2º . atendido o interesse do serviço mediante o preenchimento de vaga. Art.901. Art. Ceará.As vagas reservadas para transformação não poderão ultrapassar o limite de 50% (cinqüenta por cento) dos cargos não preenchidos. após verificado.

posto em disponibilidade com remuneração integral. observando o disposto no art. Brasil 85 3105-1464 . o servidor será aproveitado em outro. II – demissão. com ressarcimento de todas as vantagens. 1 • Centro • CEP 60. 38 . § 1º .060-170 Fortaleza. § 2º . 39 . civil. ou. § 2º . por decisão administrativa ou judicial.Comprovada a má fé por parte de que deu causa à demissão invalidada. ou aproveitado em outro cargo. CAPÍTULO VII Da Recondução Art. e aposentado. quando invalidada a sua demissão ou readaptação. ainda.  Artigo com redação dada pela Lei nº 6.Encontrando-se provido o cargo de origem. o seu ocupante será reconduzido ao cargo de origem. 127. ou no cargo resultante de sua transformação. § 1º . pela Junta Médica Municipal.901/91. CAPÍTULO VIII Da Reintegração Art.Encontrando-se provido o cargo. 36 – Recondução é o retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado. Art.A vacância do cargo público decorrerá de: I – exoneração. responderá este. penal e administrativamente.A recondução decorrerá de reintegração do anterior ocupante. Ceará.O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica. 37 – Reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo anteriormente ocupado. TÍTULO III DA VACÂNCIA E SUBSTITUIÇÃO CAPÍTULO I Da Vacância Art. Rua São José. se julgado incapaz.

IV – aposentadoria. b) quando o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido Lei. 1 • Centro • CEP 60. IV .da vigência do ato que extinguir cargo e autorizar que sua dotação permita o preenchimento de cargo vago. Ceará. Art.da vigência do ato que criar e conceder dotação para o seu provimento ou de que determinar esta última medida.III – promoção ou readaptação.Os ocupantes de cargos em comissão terão substitutos indicados no regulamento ou estatuto do órgão ou Entidade ou. se o cargo já estiver criado.a juízo da autoridade competente. Parágrafo único .a pedido do próprio servidor. 43 . V – falecimento.060-170 Fortaleza. 41 . Art. serão consideradas abertas.A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: I . em caso de omissão. Rua São José. 42 . Art.901. de 25 de junho de 1991. Parágrafo único . a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. II . todas as que decorrerem de seu preenchimento.  Inciso III com redação dada pela Lei nº 6.A vaga ocorrerá na data: I .da vigência do ato administrativo que lhe der causa. II .Verificada a vaga. VI – transferência.a exoneração de oficio será aplicada. Brasil 85 3105-1464 . previamente designados pela autoridade competente.da morte do ocupante do cargo: III .A exoneração de cargo de carreira dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. 40 . CAPÍTULO II Da Substituição Art. na mesma data.

Parágrafo único . madrasta. genros. quando legalmente autorizado.júri e outros serviços obrigatórios por Lei. TÍTULO IV DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I Do Tempo de Serviço Art. 44 . Art.luto até cinco dias corridos. V .Serão considerados de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I . 1 • Centro • CEP 60. até cinco dias corridos. noras. companheiro. enteados. por falecimento do cônjuge. pais. filhos. 45 . irmãos.nascimento de filho.exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgãos ou entidades dos Poderes da União. Municípios ou Distrito Federal. c) por motivo de doença em pessoa da família.férias. III . Ceará. até oito dias corridos. b) para tratamento de saúde. na hipótese do servidor exercer outro cargo em comissão. Brasil 85 3105-1464 . sogro e sogra. Estado ou País.convocação para o Serviço Militar. II .060-170 Fortaleza. considerado o ano de trezentos e sessenta e cinco dias. Rua São José. facultada a opção.licença: a) à maternidade.A apuração do tempo de serviço será feita em dias que serão convertidos em anos. VII .estudo em outro Município. VI . VIII .casamento. Estados. à adotante e à paternidade.O substituto assumirá automaticamente o exercício do cargo nos afastamentos ou impedimentos do Titular e fará jus à remuneração pelo seu exercício. paga na proporção dos dias de efetiva substituição. padrasto. IX . quando legalmente autorizado. IV . avós.

em operações de guerra.d) para o desempenho de mandato eletivo. disponibilidade e promoção por antigüidade:  Caput com redação dada pela Lei nº 6. CAPÍTULO II Das Férias Anuais SEÇÃO I Do Direito à Férias e a da sua Duração Art.O tempo de serviço prestado às Forças Armadas. Art. sociedade de economia mista e empresa pública. 47 . Estado ou outro Município. 46 . 48 .  Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6. III . será contado em dobro. § 2º . comoção interna.060-170 Fortaleza. fundação pública.o tempo de serviço público prestado à União.É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.901/91. e) prêmio. Ceará.a licença para mandato eletivo. anualmente. autarquia. Distrito Federal e Município. § 1º . serviço militar ou eleitoral ou necessidade comprovada de retorno inadiável ao trabalho.Para cada período aquisitivo serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. Estado.901/91. Brasil 85 3105-1464 . convocação para o júri. I . Art. 49 . Art. 1 • Centro • CEP 60. vinculada à Previdência Social. que podem ser acumuladas até o máximo de 02 (dois) períodos. Parágrafo único . II . no caso de necessidade do serviço.É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidade dos Poderes da União. Rua São José.As férias poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública.Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria.O servidor faz jus.o tempo de serviço em atividade privada. a 30 (trinta) dias consecutivos de férias.

O período de férias não gozadas durante a vida funcional. na proporção de 1/ 12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 (quinze) dias. Art.060-170 Fortaleza. SEÇÃO IV Dos Efeitos da Exoneração ou Demissão Art. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. Parágrafo único . dentro do possível. por necessidade de serviço. será devida ao servidor a remuneração correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. Parágrafo único . 54 . Ceará. a remuneração que lhe for devida na data da respectiva concessão. antes do início do gozo de suas férias. será contado em dobro para efeito de aposentadoria e disponibilidade.Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos. elaboradas. 53 . ao servidor. acrescida de pelo menos 1/ 3 (um terço). com antecedência de no mínimo 15 (quinze) dias.Concretizada a exoneração ou demissão de cargo efetivo. cabendo a este assinar a respectiva notificação. 1 • Centro • CEP 60. SEÇÃO III Da Remuneração e do Abono de Férias Art. 51 . em um só período. Rua São José. 52 – A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do Serviço Público. SEÇÃO II Da Concessão e da Época das Férias Art.A concessão das férias será participada. Art. Brasil 85 3105-1464 .As férias serão concedidas por ato do Dirigente da Unidade Administrativa.O servidor exonerado terá direito a remuneração relativa ao período incompleto de férias. por escrito. 50 . nos 12 (doze) meses subseqüentes a data em que o servidor tiver adquirido o direito. obedecidas as respectivas escalas.O servidor perceberá. atendendo aos interesses do servidor. Parágrafo único .

para acompanhar o cônjuge ou companheiro.por motivo de doença em pessoa da família. pela aposentadoria.Terminado o prazo. pela prorrogação da licença ou. Art.060-170 Fortaleza. 58 .para serviço militar obrigatório. serão consideradas em prorrogação.A licença poderá ser terminada ou prorrogada de ofício ou a pedido. 56 . VI . o servidor será submetido a nova inspeção médica. VIII . pela Junta Médica Municipal. contados do término da anterior.para tratamento de saúde. VII . § 2º .A licença para tratamento de saúde depende de inspeção médica. contar-se-á como licença o período compreendido entre a data do término e a do conhecimento oficial do despacho. 55 – Conceder-se-á ao servidor licença. CAPÍTULO III Das Licenças SECÃO I Das Disposições Preliminares Art. Art. e terá a duração que for indicada no respectivo laudo. II .As licenças concedidas dentro de 60 (sessenta) dias. §1º . Parágrafo único . III – maternidade. se indeferido. Ceará.para desempenho de mandato eletivo.O pedido de prorrogação deverá ser apresentado antes de finda a licença e. Brasil 85 3105-1464 . V . IV . se for o caso. Rua São José.Terminada a licença o servidor reassumirá imediatamente o exercício. 1 • Centro • CEP 60.paternidade. I .prêmio. devendo o laudo concluir pela volta do servidor ao exercício. Art. 57 .

Art.Parágrafo único . não titular de cargo de carreira. 60 .O ocupante do cargo em comissão. para concessão de licença para tratamento de saúde será feito pela Junta Médica Municipal.Todas as licenças serão concedidas pelo Prefeito. em exame médico. Parágrafo único . 62 . Parágrafo único .060-170 Fortaleza. o servidor que recusar a submeter-se a exame médico.Considerado apto. neoplasia maligna. 55. espondilartrose anquilosante.O exame. terá direito às licenças referidas nos itens I a IV do art. 61 . Art. estados avançados de Paget (osteite deformante) ou de outra moléstia que. cessando o efeito da penalidade. quando aquele não poder fazê-lo. Art. somente serão levadas em consideração as licenças da mesma espécie. 1 • Centro • CEP 60. Presidente da Câmara Municipal ou Dirigente da Entidade ou por delegação destes a pessoa credenciada. Art. o servidor reassumirá. Rua São José. Brasil 85 3105-1464 . nefropatia grave. não poderá dedicar-se a qualquer atividade remunerada.A licença para tratamento de saúde será “ex-ofício” ou a pedido do servidor ou de seu legítimo representante. sob pena de ser cassada a licença. com o mesmo objetivo. como faltas injustificadas. Art. epilepsia vera.O servidor licenciado para tratamento de saúde.A licença a servidor atacado de tuberculose ativa. cegueira ou redução de vista que lhe seja praticamente equivalente. com suspensão de 30 (trinta) dias. Art. 63 – Será punido disciplinarmente. 64 . salvo se fora do Município. 59 . 65 .No curso da licença poderá o servidor requerer exame médico. sob pena de se apurarem. Ceará.O atestado ou laudo passado por médico ou junta médica particular. SEÇÃO II Da Licença para Tratamento de Saúde Art. Parágrafo único . logo que se verifique o exame. só produzirá efeitos depois de homologado pela Junta Médica Municipal. caso se julgue em condições de reassumir o exercício. os dias de ausência.Para efeito deste artigo. hanseníase. alienação mental.

ascendentes. enteado e colateral consanguíneo ou afim até o segundo grau civil. § 2º . por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. SEÇÃO IV Da Licença Maternidade Art. o que deverá ser apurado através de acompanhamento social. SEÇÃO V Da Licença Paternidade Art. 68 .Será concedida licença ao servidor. será licenciada por 120 (cento e vinte) dias corridos com remuneração integral. 67 . §2º.Aplica-se à servidora adotante o disposto no caput deste artigo. § 1º . 69 . mediante inspeção médica.A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestado simultaneamente com o exercício do cargo.A licença será concedida sem prejuízo de remuneração integral. Art. Ceará.060-170 Fortaleza.a juízo de Junta Médica Municipal. 66 . por ocasião do nascimento de filho ou adoção. será concedida quando o exame médico não concluir pela concessão imediata da aposentadoria. SEÇÃO III Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. apresentar registro civil de nascimento da criança ou prova da adoção.A prescrição médica determinará a data de início da licença a ser concedida à gestante. padrasto ou madrasta. ocasionar incapacidade total e definitiva. § 1º . 1 • Centro • CEP 60.Será concedida licença paternidade ao servidor que. mediante comprovação médica.A servidora gestante. Rua São José. descendentes.Será integral a remuneração do servidor licenciado para tratamento de saúde. Brasil 85 3105-1464 .

Rua São José. § 2º . 1 • Centro • CEP 60. salvo se optar pelas vantagens do serviço militar. e outros encargos de segurança nacional.Parágrafo único . § 3º . durante os estágios prescritos pelos regulamentos militares. independentemente de solicitação. SEÇÃO VII Da Licença para Acompanhar o Cônjuge ou Companheiro Art. aplicando-se o disposto no § 2º deste artigo.A licença de que se trata este artigo será também concedida ao servidor que houver feito curso para ser admitido como oficial das Forças Armadas. 71 . § 1º . § 1º . cujo cônjuge ou companheiro tiver sido mandado servir. sem perda de remuneração.Da remuneração descontar-se-á a importância que o servidor perceber na qualidade de incorporado.060-170 Fortaleza. § 2º .A licença paternidade é de 05 (cinco) dias corridos.A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a incorporação. Ceará. será concedida licença com remuneração integral.O servidor. 70 . para que reassuma o exercício. contados a partir do nascimento ou adoção da criança.Excluem-se da regra do caput deste artigo os municípios integrantes da Região Metropolitana de Fortaleza. Brasil 85 3105-1464 .Ao servidor que for convocado para o serviço militar. em outro ponto do território nacional. SEÇÃO VI Da Licença para Serviço Militar Obrigatório Art.Ao servidor desincorporado conceder-se-á prazo não excedente a 30 (trinta) dias. terá direito a licença sem remuneração. ou no estrangeiro. § 4º .A licença será concedida mediante pedido devidamente instruído e vigorará pelo tempo que durar a comissão ou a nova função do cônjuge ou companheiro.

SEÇÃO VIII Da Licença para Desempenho de Mandato Eletivo Art. emprego ou função. afastado nos termos deste artigo.060-170 Fortaleza.tratando-se de mandato eletivo federal. havendo compatibilidade de horários.investido no mandato de Prefeito. 73 . sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. SEÇÃO IX Da Licença-Prêmio Art. 72 . emprego ou função. na forma dos dispositivos legais que regulamentam a matéria. goze de licença- prêmio. aplicando-se as seguintes disposições: I . §2º . não havendo compatibilidade. estadual ou distrital. na forma prevista no artigo anterior. emprego ou função sem remuneração. Ceará.A licença prevista neste artigo considerar-se-á automática com a posse no mandato eletivo. §1º .Se o ocupante do cargo em comissão for também de um cargo de carreira ficará exonerado daquele e licenciado deste.O servidor ocupante de cargo em comissão será exonerado com a posse no mandato eletivo. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. só poderá reassumir o exercício do cargo. após o término ou renúncia do mandato. perceberá as vantagens de seu cargo. sem prejuízo de sua remuneração. será aplicada a norma do inciso anterior. III . II . Rua São José.investido no mandato de Vereador. § 1º . Art. 74 .O servidor municipal deverá licenciar-se antes da eleição a que for concorrer. com as vantagens desse cargo. a título de prêmio por assiduidade.O servidor municipal. deve ter nele pelo menos dois anos de exercício ininterruptos. Brasil 85 3105-1464 . 75 – Após cada quinquênio de efetivo exercício o servidor fará jus a 03 (três) meses de licença.Para que o servidor titular de cargo de carreira. Parágrafo único . ficará afastado do seu cargo.O servidor investido em mandato eletivo será considerado em licença. será afastado do cargo. no exercício de cargo em comissão. 1 • Centro • CEP 60. e. Art.

Art. Brasil 85 3105-1464 . de ofício. Parágrafo único .060-170 Fortaleza.afastar-se do cargo em virtude de: a) licença para tratamento em pessoa da família por mais de 04 (quatro) meses ininterruptos ou não.A licença-prêmio.sofrer penalidade disciplinar de suspensão. Ceará. 78 . e) disposição sem ônus. 1 • Centro • CEP 60. 80 .§ 2º .As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo. Rua São José. bem como decidir se poderá ser concedida por inteiro ou parceladamente. para efeito de aposentadoria e disponibilidade. a licença-prêmio não será concedida por período inferior a um mês. por mais de 03 (três) meses ininterruptos ou não: d) licença para tratamento de saúde por prazo superior a 06 (seis) meses ininterruptos ou não. ou a pedido do servidor. a data do início do gozo pela licença prêmio. será contado para efeito de licença-prêmio.O direito de requerer licença-prêmio não está sujeito à caducidade. devidamente fundamentado. 81 . Art. Art.É facultado ao servidor contar em dobro o tempo de licença-prêmio não gozada. 77 . determinar. o direito ao gozo do período restante da licença.O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença prêmio. Parágrafo único . Parágrafo único . preservado em qualquer caso.  Alínea “e” acrescentada pela Lei nº 6.É facultado à autoridade competente. 76 – Não se concederá licença-prêmio ao servidor que no período aquisitivo: I .901/91. b) para trato de interesse particular.Somente o tempo de serviço público prestado ao Município de Fortaleza. quando o exigir interesse público. c) por afastamento para acompanhar o cônjuge ou companheiro. a pedido do servidor. na proporção de um mês para cada alta. poderá ser gozada por inteiro ou parceladamente. 79 . dentro de 90 (noventa) dias seguintes da apuração do direito.A licença-prêmio poderá ser interrompida. Art. Art. II . tendo em vista o interesse da Administração.Requerida para gozo parcelado. Art.

função ou emprego em órgãos ou entidades da Administração Federal. c) por motivo de casamento até o máximo de 08 (oito) dias. Ceará. Art. consecutivos ou não. Parágrafo único .Depois de 02 (dois) anos de efetivo exercício.O servidor deverá aguardar em exercício a autorização do seu afastamento. quando: a) for estudante para incentivo à sua formação profissional e dentro dos limites estabelecidos nesta Lei.Não será autorizado o afastamento do servidor removido antes de ter assumido o exercício. III . integrar ou assessorar comissões.060-170 Fortaleza. o servidor poderá obter autorização de afastamento para o trato de interesse particular. e) . até 05 (cinco) dias. 1 • Centro • CEP 60. por um período não superior a 10 (dez) anos. d) por motivo de luto.com ou sem direito a percepção da remuneração. com ou sem prejuízos da remuneração. CAPÍTULO IV Dos Afastamentos SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. Parágrafo único . 82 .Os servidores ocupantes de cargo de carreira ou comissão poderão. Rua São José. Brasil 85 3105-1464 .O servidor poderá se afastar do exercício funcional: I – sem prejuízo da remuneração. 84 . quando para o exercício das atribuições de cargo. devidamente autorizados. SEÇÃO II Para Trato de Interesse Particular Art.VETADO. II . Estadual ou Municipal. 83 . grupos de trabalho ou programas. conforme se dispuser em lei ou regulamento.sem direito a percepção da remuneração quando se tratar de afastamento para o trato de interesse particular. b) for realizar missão ou estudo fora do Município de Fortaleza.

86 . 91 .O afastamento para o trato de interesse particular será negado quando for inconveniente ao interesse público. podendo a autoridade competente exigi-la. Brasil 85 3105-1464 . Ceará. 1 • Centro • CEP 60. Art. 87 .Art. das condições previstas para as mesmas.O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. §1º . Art. findo o qual caracterizar-se-á o abandono do cargo. quando do interesse do Município. 85 . Parágrafo único .060-170 Fortaleza.Poderá ser autorizado o afastamento. de até 02 (duas) horas diárias. 88 . 2º grau ou do ensino superior. a juízo da autoridade competente. §2º . mediante documento oficial. neste caso. 89 . a critério da Administração. não podendo ser renovado. o servidor ser expressamente notificado para apresentar-se ao serviço no prazo máximo de 30(trinta) dias. devendo. Art.É assegurado ao servidor o direito de petição para requerer ou representar e pedir reconsideração. ao servidor que frequente curso regular de 1º grau. a autorização poderá ser revogada. SEÇÃO III Das Autorizações para o Incentivo à Formação Profissional do Servidor Art. Rua São José.As autorizações previstas nesta seção dependerão de comprovação.VETADO. Art.A autorização prevista neste artigo poderá dispor que a redução dar-se-á por prorrogação do início ou antecipação do término do expediente diário. desistindo da autorização. conforme julgar conveniente.Quando o interesse do serviço o exigir.O servidor poderá a qualquer tempo reassumir o exercício. prévia ou posteriormente.O afastamento para missão ou estudo fora do Município ou no estrangeiro será autorizado nos mesmos atos que designarem o servidor a realizar a missão ou estudo. 90 . prorrogável por igual período. CAPÍTULO V Do Direito de Petição Art. conforme considerar mais conveniente ao estudante e aos interesses da repartição.

Rua São José. ou do último ato ou termo do respectivo processo. Art. Art. da data em que o interessado dele tiver ciência.Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. sucessivamente. quando cabível. Brasil 85 3105-1464 .O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro do prazo de 30 (trinta) dias. 94 . com valor fixado em lei. 95 . 1 • Centro • CEP 60. Ceará. Parágrafo único . Art. CAPÍTULO VI Do Vencimento e Remuneração Art. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. será dirigido à autoridade imediatamente superior a quem tiver expedido o ato ou proferido a decisão.Remuneração é o vencimento do cargo.§ 3º .O recurso.O servidor perderá: I .O pedido de reconsideração.O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá: I – em 05 (cinco) anos. Art. Parágrafo único .O prazo de prescrição contar-se-á da data da publicação do ato impugnado e quando esta for de natureza reservada. que não terá efeito suspensivo. quanto aos atos de que decorrerem demissão. Art. Parágrafo único . Art. II – em 120 (cento e vinte) dias. salvo os casos previstos nesta Lei. às demais autoridades. interrompe a prescrição. 93 . acrescido das vantagens pecuniárias permanentes ou temporárias estabelecidas em Lei. em escala. 98 .Caberá recurso: I – do indeferimento do pedido de reconsideração. e. II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 97 . nos demais casos.A prescrição interrompida recomeçará a correr pela metade do prazo da data do ato que a interrompeu.a remuneração dos dias que faltar ao serviço. 92 . 96 .VETADO.060-170 Fortaleza.

são indivisíveis e pagos de acordo com a ordem de preferência estabelecida na lei civil. a remuneração. Brasil 85 3105-1464 .  Inciso II com redação dada pela Lei nº 6. periculosidade e risco de vida. III – gratificação por serviço extraordinário.060-170 Fortaleza. IV – gratificação por participação em órgão de deliberação coletiva.II – a parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos.Juntamente com o vencimento. não sofrerão descontos além dos previstos expressamente em lei. 101 .Quando o servidor for exonerado ou demitido.As reposições e indenizações à Fazenda Municipal serão descontadas em parcelas mensais não excedentes da 10ª (décima) parte da remuneração.A remuneração do servidor e os proventos do aposentado. 1 • Centro • CEP 60. Art. salvo em se tratando de: I – prestação de alimentos. Ceará. nem serão objeto de arresto. II – reposição ou indenização devida à Fazenda Municipal. ausências e saídas antecipadas. Parágrafo único . seqüestro ou penhora. 103 .O vencimento. Art. Art. 99 . 102 . II – gratificação de insalubridade. Rua São José. o provento ou qualquer vantagem pecuniária atribuída ao servidor. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I – 13ª Remuneração. CAPÍTULO VII Das Vantagens Pecuniárias SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. quando falecidos. Art.O servidor que não estiver no exercício do cargo somente poderá perceber vencimento ou remuneração nos casos previstos em lei ou regulamento. na forma que se dispuser por Decreto. 100 . determinada judicialmente ou acordada. a quantia por ele devida será inscrita como divida ativa para os efeitos legais.901/91.

Parágrafo único . SEÇÃO II Da 13ª remuneração Art. 104 . XI – gratificação pelo aumento de produtividade. Art. VII – diárias. XI.060-170 Fortaleza. 106 . Rua São José. técnico ou científico. XVII – gratificação de plantão. VI – gratificação por exercício de magistério. XIII – gratificação pela execução de trabalho relevante. XVI – gratificação pela prestação de serviço em regime de sobre aviso permanente. XV – gratificação de raio X. IX – adicional por trabalho noturno.A 13ª remuneração não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. calculada sobre a remuneração do último mês trabalhado. 105 . 1 • Centro • CEP 60. Parágrafo único – Leis específicas regulamentarão as vantagens pecuniárias constantes nos incisos VI. qualquer que seja a sua causa.A fração igual ou superior a 15 (quinze) dia será considerada como mês integral.901. no respectivo ano. de 25 de Junho de 1991). Brasil 85 3105-1464 .V – gratificação por participação em comissão examinadora de concurso.A 13ª remuneração corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro. o servidor perceberá 13ª remuneração proporcionalmente aos meses de efetivo exercício. X – gratificação por representação. Ceará.No caso de vacância em cargo de carreira. VIII – adicional por tempo de serviço. XIII. XII. XV e XVI deste artigo. XII – (suprimido pela Lei nº 6. XIV – retribuição adicional variável. por mês de exercício. Art.

108 . 1 • Centro • CEP 60. II .A gratificação a que se refere o caput deste artigo se classifica segundo os graus máximo.O trabalho em condições de periculosidade assegura ao servidor uma gratificação de 30% (trinta por cento) sobre o vencimento base. garantida a incorporação aos proventos desde que comprovada a Rua São José. Art. Periculosidade e Risco de Vida Art. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do vencimento base do servidor.O exercício de trabalho em condições insalubres. Parágrafo único . cessará com a eliminação do risco à saúde ou integridade física.com a utilização de equipamentos de proteção individual ao servidor. que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. com valores de 40% (quarenta por cento). Art.A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I .O direito do servidor à gratificação de insalubridade. Ceará. 113 . 111 . respectivamente. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. Art. assegura a percepção da gratificação de insalubridade.com adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. 109 .Pela execução de trabalho de natureza especial com risco de vida será concedida uma gratificação de 20% (vinte por cento). periculosidade ou risco de vida. Brasil 85 3105-1464 . 107 . médio e mínimo. exponham os servidores a agente nocivo à saúde.A insalubridade e periculosidade serão comprovadas por meio de perícia médica.São consideradas atividades ou operações perigosas.São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. 112 . Parágrafo único . acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. periculosidade ou risco de vida. vedada a acumulação dessas gratificações. por sua natureza ou método de trabalho. por sua natureza.060-170 Fortaleza. condições ou métodos de trabalho. calculada sobre o vencimento base do servidor.O servidor poderá optar pela gratificação de insalubridade. Parágrafo único . aquelas que. Art. Art. SEÇÃO III Da Gratificação de Insalubridade. 110 . impliquem em contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Art.

060-170 Fortaleza.O servidor que. por qualquer motivo.A diária será concedida por dia de afastamento. conforme o caso. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora do Município.O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho.O servidor que receber diárias e não se afastar do Município. SEÇÃO V Das Diárias Art.  Artigo com redação dada pela Lei nº 6.Na hipótese do servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto para seu afastamento. fará jus a passagens e diárias.Somente será permitido serviço extraordinário para atender situações excepcionais e temporárias. se afastar do Município. 117 . fica obrigado a restituí-las. SEÇÃO IV Da Gratificação por Serviço Extraordinário Art. respeitado o limite máximo de 02 (duas) horas diárias.901/91. Parágrafo único . excetuando-se a representação de cargo comissionado. alimentação e locomoção. para outro ponto do Território Nacional. em caráter eventual ou transitório. a serviço. restituirá as diárias recebidas em excesso no prazo de 05 (cinco) dias. 114 . Rua São José. incidindo sobre a remuneração do servidor. Art.901/91. 115 . de forma ininterrupta. Ceará. Art. 116 . cujo valor será fixado por ato do Prefeito ou Presidente da Câmara. integralmente. Brasil 85 3105-1464 . Parágrafo único . no prazo de 05 (cinco) dias. 1 • Centro • CEP 60.percepção do benefício por período superior a 02 (dois) anos.  Artigo com redação dada pela Lei nº 6. na data de postulação da aposentadoria. para cobrir as despesas de hospedagem.

o trabalho executado entre às 19 (dezenove) horas de um dia e às 7 (sete) horas do dia seguinte. SEÇÃO VI Do Adicional por Tempo de Serviço Art.  §4º acrescentado pela Lei nº 6. incidente sobre o vencimento do servidor.901/91.  §2º acrescentado pela Lei nº 6. Brasil 85 3105-1464 . para esse efeito. para efeito deste artigo.901/91.060-170 Fortaleza. inclusive para aposentadoria e disponibilidade. incorporando- se aos vencimentos para todos os efeitos. §3º . §1º . de 06 de maio de 1981 e pelo Art. salvo opção por uma delas.391.  §3º acrescentado pela Lei nº 6.Considera-se noturno. § 2º . mantidas as condições estabelecidas pela Lei nº 5.O anuênio calculado sobre o vencimento. 118 .901/91. § 1º .Não poderá receber o adicional a que se refere este artigo o servidor que perceber qualquer vantagem por tempo de serviço. §2º .  §2º com redação dada pela Lei nº 7.O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 1% (um por cento) por anuênio de efetivo serviço público.O limite do adicional a que se refere o “caput” deste artigo é de 35% (trinta e cinco por cento).  Antigo parágrafo único renumerado como §1º pela Lei nº 6. SEÇÃO VII Do Adicional por Trabalho Noturno Art. 119 . sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre a hora diurna.442/93. § 4º . Rua São José. de 13 de setembro de 1990.O servidor fará jus ao adicional por tempo de serviço a partir do mês subsequente àquele em que completar anuênio. Ceará.O trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e. 1 • Centro • CEP 60.901/91. 53 da Lei Complementar nº 001.A hora do trabalho noturno será computada como de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.

assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos.O servidor investido em cargo em comissão.O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo poderá optar pela maior representação dos cargos em comissão exercidos. Art. sob qualquer hipótese.Nos horários mistos. aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. §1º . percebendo gratificação equivalente a cargo comissionado.Também para integralização do tempo de serviço exigido no caput deste artigo. Art. no qual tenha permanecido por um período mínimo de 12 (doze) meses. ser adicionada ou incorporada a seus vencimentos ou proventos. a partir da remuneração de Secretário Municipal.060-170 Fortaleza.O período em que o servidor atuar como membro de comissão. § 2º . Ceará. a qualquer tempo.A gratificação de representação é atribuída aos ocupantes de cargos em comissão e outros que a legislação determinar. Brasil 85 3105-1464 . o valor correspondente a 60% (sessenta por cento) da representação do cargo em comissão que esteja exercendo. a título de verba especial. poderá perceber. Parágrafo único . Rua São José. garantida a incorporação desta vantagem aos proventos de aposentadoria.§ 3º .O direito à percepção da vantagem de que trata este artigo cessa quando o servidor deixar de exercer o cargo em comissão. SEÇÃO VIII Da Gratificação de Representação Art. 122 .O servidor que já tenha adicionado aos seus vencimentos a vantagem do artigo anterior. computar-se-á: I . 1 • Centro • CEP 60. em ordem decrescente. Parágrafo único . 121 . não podendo esta vantagem. quando nomeado para cargo comissionado. para nenhum efeito.Os percentuais da gratificação serão estabelecidos em Lei. quando deste afastado depois de 08 (oito) anos sem interrupção ou 10 (dez) anos consecutivos ou não. fica com o direito de continuar a perceber a representação correspondente ao cargo em comissão que ocupava à época do afastamento. 120 . tendo em vista despesas de natureza social e profissional determinadas pelo exercício funcional.

128 – O aproveitamento de servidor que se encontra em disponibilidade a mais de 01 (hum) ano dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental. Art. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. § 1º . e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem. Art. 126 – Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. Art. sem direito a indenização. salvo doença comprovada por Junta Médica Municipal.Será tornado sem efeito o aproveitamento e cessada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. Ceará. § 2º . com remuneração integral. Art. o servidor em disponibilidade será aposentado. o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de aproveitamento.Invalidada a demissão do servidor estável será ele reintegrado.060-170 Fortaleza. Brasil 85 3105-1464 . por Junta Médica Municipal.Verificada a incapacidade definitiva. 125 . Rua São José. 124 . 123 . 1 • Centro • CEP 60. CAPÍTULO IX Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. CAPÍTULO VIII Da Estabilidade Art.O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 127 .O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Art. 129 .Se julgado apto. o servidor estável ficará em disponibilidade.O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de carreira adquirirá estabilidade no serviço público após 02 (dois) anos de efetivo exercício.

Parágrafo único . Brasil 85 3105-1464 .O servidor será aposentado: Rua São José. 132 . nos termos e condições definidos em regulamento.060-170 Fortaleza. implicará devolução ao Erário do total auferido. Art. dolo ou má fé. IV – (Revogado pela Lei nº 8.Os benefícios e serviços serão concedidos. 1 • Centro • CEP 60. III – (Revogado pela Lei nº 8. observadas as disposições desta Lei.814/2003). II – (Revogado pela Lei nº 8. Ceará. 130 . V – pensão. sem prejuízo da ação cabível.814/2003).814/2003). TÍTULO V DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. VIII – (Revogado pela Lei nº 8.O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude. VII – (Revogado pela Lei nº 8.O Município assegurará a manutenção de um sistema de previdência e assistência que.814/2003). CAPITULO II Da Aposentadoria SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. preste os seguintes benefícios ao servidor e à sua família: I – aposentadoria. odontológica e hospitalar.814/2003). VI – assistência médica. 131 . dentre outros.

060-170 Fortaleza. 90% (noventa por cento). Ceará. Brasil 85 3105-1464 .O servidor que contar tempo de serviço igual ou superior ao fixado para aposentadoria voluntária com proventos integrais. 60 % (sessenta por cento).Os proventos da aposentadoria serão revistos.A proporcionalidade dos proventos da aposentadoria.por invalidez permanente. obedecerá sempre aos seguintes percentuais sobre o vencimento do cargo: I .até 10 (dez) anos de tempo de serviço.I .de mais de 15 (quinze) até 20 (vinte) anos de tempo de serviço. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade.voluntariamente. III . II – compulsoriamente. IV . 70% (setenta por cento). sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. Art. Art. III . II . na forma prevista no caput deste artigo. na mesma proporção e na mesma data.de mais de 25 (vinte e cinco) e menos de 30 (trinta) e 35 (trinta e cinco) anos. aposentar-se-á com as vantagens do cargo em comissão. 133 .O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo poderá optar pela maior representação dos cargos em comissão exercidos. e no qual tenha permanecido por um período mínimo de 12 (doze) meses. desde que haja ocupado durante 05 (cinco) anos ininterruptamente ou 07 (sete) anos consecutivos ou não. a que se acrescentarão as vantagens pecuniárias que deverão integrá-los. 1 • Centro • CEP 60.O resultado da aplicação da proporcionalidade. Parágrafo único . V . 135 .de mais de 20 (vinte) anos até 25 (vinte e cinco) anos de tempo de serviço. Rua São José. inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.de mais de 10 (dez) anos até 15 (quinze) anos de tempo de serviço. Art. 134 . 50% (cinqüenta por cento). Parágrafo único . conforme o caso. constituirá a parte fixa dos proventos do inativo. ou aos 70 (setenta) anos de idade. em cujo exercício se encontrar. 80% (oitenta por cento). com base no tempo de serviço.

Nos demais casos. ainda que fora do local de trabalho. § 3º .O servidor será aposentado por invalidez permanente. neoplasia maligna. devendo o laudo médico estabelecer-lhe a precisa caracterização. SEÇÃO II Da Aposentadoria por Invalidez Art. §2º . contagiosa ou incurável. ocorra em razão do desempenho do cargo. epilepsia vera. doença de Parkinson. os proventos de aposentadoria por invalidez serão proporcionais ao tempo de serviço. alienação mental. em decorrência do desempenho do cargo.A prova de acidente será feita em processo especial. paralisia irreversível e incapacitante. acarretando dano físico ou mental para o servidor. espondiartrose anquilosante.Considera-se também acidente em serviço. inclusive no deslocamento do ou para o trabalho. 136 . para efeito desta Lei. prorrogáveis quando as circunstâncias o exigirem. sob pena de suspensão de quem omitir ou retardar providências.  Alínea “b” com redação dada pela Lei nº 7. Ceará. na forma prevista pelo art. ou durante o período de trânsito. ainda que fora da sede. §1º . § 4º .Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições de serviço de fato nele ocorridas.decorrer de acidente em serviço: II .901/91. cegueira ou redução de vista que lhe seja praticamente equivalente. nefropatia grave e estados avançados de Paget (osteíte deformante) e síndrome da imunodeficiência adquirida. § 5º .060-170 Fortaleza.por moléstia profissional ou doença grave. Brasil 85 3105-1464 . quando: I . 133. cardiopatia grave. inclusive: a) quando acometido de tuberculose ativa. a agressão sofrida e não provocada pelo servidor. deste Estatuto. Rua São José. sendo os proventos integrais. no prazo de 10 (dez) dias. 1 • Centro • CEP 60.  §5º com redação dada pela Lei nº 6.723/95. especificada em lei. b) quando acometido de hanseníase.Entende-se por acidente em serviço todo aquele que.

O servidor que requerer aposentadoria nos termos deste artigo. II . se professor.aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço. com proventos integrais. se homem. Rua São José. e aos 25 (vinte e cinco). SEÇÃO IV Da Aposentadoria Voluntária Art. 137 . se homem. SEÇÃO III Da Aposentadoria Compulsória Art. Ceará.aos 30 (trinta) anos de serviço.O retardamento do ato que declarar a aposentadoria compulsória não impedirá que o servidor se afaste do exercício de seu cargo ou função no dia imediato ao que atingir a idade limite  Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6. se homem. 138 . e aos 30 (trinta).O servidor será aposentado voluntariamente: I .060-170 Fortaleza. comprobatório de que o servidor implementou o tempo de serviço necessário à aposentadoria. se professora. com proventos proporcionais a esse tempo.aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em função de magistério. se mulher. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. Brasil 85 3105-1464 . com proventos proporcionais ao tempo de serviço. se mulher. poderá afastar-se do exercício de seu cargo ou função após decorridos 60 (sessenta) dias da data da postulação. 1 • Centro • CEP 60.901/91. mediante expedição de documento fornecido pelo órgão. Parágrafo único .  Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 6. e aos 60 (sessenta). III . com proventos integrais.aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade.901/91. de mulher. IV . Parágrafo único . e 25 (vinte e cinco).O servidor será aposentado compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade.

144 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). 141 – (Revogado pela Lei nº 8. Ceará. Rua São José.814/2003). 149 – (Revogado pela Lei nº 8. CAPÍTULO III Do Salário-Família Art.814/2003).814/2003). Art. 148 – (Revogado pela Lei nº 8. CAPÍTULO VI Da Pensão  O regime previdenciário dos servidores públicos municipais ocupantes de cargos efetivos (PREVIFOR) é atualmente disciplinado na Lei nº 9. Art. Art. Brasil 85 3105-1464 .814/2003).103/2006.814/2003). 147 – (Revogado pela Lei nº 8. CAPÍTULO V Do Auxílio-Funeral Art. 1 • Centro • CEP 60.814/2003).814/2003) Art. 145 – (Revogado pela Lei nº 8. 140 – (Revogado pela Lei nº 8. CAPÍTULO IV Do Auxílio-Natalidade Art. 139 – (Revogado pela Lei nº 8. Art.814/2003).060-170 Fortaleza. 142 – (Revogado pela Lei nº 8. 146 – (Revogado pela Lei nº 8. 143 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. Art. Art.814/2003).

os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente. II – temporária: a) Os filhos de qualquer condição. b) a pessoa separada judicialmente ou divorciada. 1 • Centro • CEP 60. Ceará. o valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. b) . 151 . até 21 (vinte e um) anos.O menor sob a guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade. Brasil 85 3105-1464 . com percepção de pensão alimentícia. § 2º .A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem extinguir-se ou reverter por motivo de morte.São beneficiários das pensões: I – vitalícia: a) cônjuge. e) a pessoa designada maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência que viva sob a dependência econômica do servidor. Art.O irmão órfão de pai e sem padrasto.A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes. c) a companheira que comprove convivência há 05 (cinco) anos ou que tenha filho em comum com o servidor. ou enteados até 21 (vinte e um) anos de idade.As pensões distinguem-se quanto à natureza em vitalícia e temporária. 152 . cessação da invalidez ou maioridade do beneficiário. c) . que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. Rua São José. até 21 (vinte e um) anos. Art.Art.a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor. ou se inválidos enquanto durar a invalidez. § 1º . e d) . até o limite fixado em lei. 153 – Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia.060-170 Fortaleza. e o inválido que comprove dependência econômica ao servidor. Art. ao da respectiva remuneração ou proventos. 150 – Por morte do servidor. d) a mãe e/ou pai que comprovem dependência econômica ao servidor. ou inválida.

Art. metade do valor caberá ao titular ou titulares da pensão vitalícia. Ceará. 159 – Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I .a renúncia expressa.a cessação de invalidez em se tratando de beneficiário inválido. 154 – Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária. órfão ou pessoa designada aos 21 (vinte e um) anos de idade: V . 160 . em partes iguais entre os titulares da pensão temporária. 158 . inundação. ou acidente não caracterizado como em serviço. qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de beneficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que foi oferecida. IV . entre os que se habilitarem. 157 – Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor ou inativo. 163.da pensão vitalícia para os remanescentes desta ou para os titulares da pensão temporária. Art. nos seguintes casos: I – declaração de ausência. Brasil 85 3105-1464 . em partes iguais.a anulação do casamento.a acumulação de pensão na forma do art. quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge. Art. 156 – Concedida a pensão. o valor integral da pensão será rateado.Por morte ou perda da qualidade de beneficiário a respectiva cota reverterá: I . II .Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária.A pensão será transformada em vitalícia ou temporária. irmão.060-170 Fortaleza. conforme o eventual reaparecimento do servidor.a maioridade de filho. III . VI . 155 . Rua São José. Art. Art.Art. sendo a outra metade rateada. II – desaparecimento em desabamento.o seu falecimento. Art. III – desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo. incêndio. 1 • Centro • CEP 60. se não houver pensionista remanescente de pensão vitalícia. pela autoridade judiciária competente.

Não poderão ser justificadas as faltas que excederem de 20 (vinte) por ano. obedecido o limite de 03 (três) ao mês. ao chefe imediato. Art.da pensão temporária para os co-beneficiários ou.814/2003). §1º . Art. Parágrafo único – Considera-se causa justificada o fato que por natureza e circunstância. 167 . na falta destes. para o beneficiário da pensão vitalícia. por escrito. sob pena de ter descontados dos seus vencimentos os dias de ausência. CAPÍTULO VII Do Pecúlio Art. 165 – (Revogado pela Lei nº 8. 1 • Centro • CEP 60. Rua São José. Ceará. Brasil 85 3105-1464 . 166 – Nenhum servidor poderá faltar ao serviço sem causa justificada. 162 – As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma proporção e condições dos reajustes dos vencimentos dos servidores em atividade. TÍTULO VI DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I Das Faltas ao Serviço Art. 163 – Ressalvado o direito de opção.II . Art. é vedada a percepção cumulativa de pensão. possa razoavelmente constituir escusa do comportamento. Art. 161 – A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo. no primeiro dia em que comparecer ao trabalho. Art.O servidor que faltar ao serviço fica obrigado a justificar a falta. salvo a hipótese de 02 (duas) pensões originárias de cargos ou empregos públicos constitucionalmente acumuláveis. prescrevendo tão somente as prestações exigíveis há mais de 05 (cinco) anos.060-170 Fortaleza. 164 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003).

1 • Centro • CEP 60. § 4º . será o requerimento encaminhado ao órgão de pessoal para as devidas providências. em detrimento da dignidade da função pública. V . companheiro ou parente até o segundo grau civil. no prazo de 05 (cinco) dias. cônjuge. até o máximo de 10 (dez) por ano. Rua São José. II – retirar. VII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação à associação profissional ou sindical.Ao servidor é proibido: I – ausentar-se do serviço durante o expediente. exceto como acionista. IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço.A autoridade competente decidirá sobre a justificação no prazo de 05 (cinco) dias. III – recusar fé a documentos públicos. Brasil 85 3105-1464 . sem prévia anuência da autoridade competente.Deferido o pedido de justificação da falta.Para justificação de faltas. X . poderão ser exigidas provas do motivo alegado pelo servidor. Ceará. CAPÍTULO II Das Proibições Art.cometer a pessoa estranha à repartição. IX . § 3º .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. o desempenho de encargos que sejam da sua competência ou de seu subordinado. sem prévia autorização do chefe imediato. cabendo recurso para autoridade superior. VIII – manter. cotista ou comandatário. ou a partido político.060-170 Fortaleza.§2º . quando indeferido o pedido. a justificação das que excederem a esse número até o limite de 20 (vinte) será submetida. à decisão do seu superior hierárquico. mediante manifestação escrita ou oral.referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público. devidamente informada por essa autoridade. fora dos casos previstos em Lei.O chefe imediato do servidor decidirá sobre a justificação das faltas. qualquer documento ou objeto da repartição. sob sua chefia imediata. 168 .exercer comércio ou participar de sociedade comercial. § 5º . VI .

comissão.A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. XII – receber propina. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. nos casos de dolo ou culpa. em razão de suas atribuições. se não o fizer dentro de 15 (quinze) dias.XI – participar de gerência de administração de empresa privada e. o servidor optará por um dos cargos e. de que resulte prejuízo ao Erário ou terceiros. Ceará. 1 • Centro • CEP 60. exceto em situações de emergência e transitórias. 170 .A responsabilidade penal abrange os critérios e contravenções. transacionar com o Estado. Brasil 85 3105-1464 . Parágrafo único . desde que seja comprovada a boa-fé.cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa. a critério da Administração. XIII – praticar usura sob qualquer de suas formas. será exonerado de qualquer deles.acumular cargos.Tratando-se de dano causado a terceiros. responderá o servidor perante a Fazenda Municipal em ação regressiva. nessas condições. XIV – proceder de forma desidiosa. 169 – O servidor responde civil. nesta qualidade. XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. Rua São José. Art. XVII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo e com o horário de trabalho. CAPÍTULO III Das Responsabilidades Art. Parágrafo único . presente ou vantagens de qualquer espécie.060-170 Fortaleza. XV . funções e empregos públicos nos termos da Constituição Federal.Verificada em processo administrativo a acumulação ilícita. XVIII . imputadas ao servidor. Art. 171 . doloso ou culposo.

II – suspensão.060-170 Fortaleza. 172 . incisos I a IX. Art. Art. CAPÍTULO IV Das Penalidades Art. Brasil 85 3105-1464 . os danos que dela proverem para o serviço público. Art.Art. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.A advertência será aplicada por escrito. 1 • Centro • CEP 60. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. Parágrafo único – Quando houver conveniência para o serviço. Rua São José. Ceará. nos casos de violação de proibições constantes do art. 176 . regulamento ou normas internas. Art. IV . 175 – São penalidades disciplinares: I – advertência. na base de 50% (cinquenta por cento) por dia da remuneração. V – destituição de cargo em comissão. III – demissão. e de inobservância de dever funcional previsto nesta Lei. Art.177 .Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. 173 – As sanções civis.A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. 168. 174 – A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que neguem a existência do fato ou sua autoria.A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão. penais e administrativas poderão cumular-se. sendo independentes entre si.178 .

VIII – revelação de segredo apropriado em razão do cargo. a servidor ou a particular. Art. após o decurso de 03 (t rês) e 05 (cinco) anos de efetivo exercício. Art.abandono de cargo. III – inassiduidade habitual. 168. 180 . empregos ou funções públicas. nesse período.crime contra a administração pública. sem justa causa. durante o período de 12 (doze) meses.168. 184 . II . 181 – Entende-se por abandono de cargo a deliberada ausência ao serviço.se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. 182 – Entende. cassação de disponibilidade e aposentadoria. Art. Ceará. as de demissão. 1 • Centro • CEP 60. V – insubordinação grave em serviço. por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. respectivamente. interpoladamente.183 – O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.060-170 Fortaleza. IX . 179 – As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. X – acumulação ilegal de cargos. VI .A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . IV – improbidade administrativa. ressalvado o disposto no parágrafo único do art.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal. XI – transgressão do art.pelo Prefeito. sem causa justificada. praticado nova infração disciplinar. Brasil 85 3105-1464 . VII – aplicação irregular de dinheiro público. Rua São José. Art. por 60 (sessenta) dias. Art.ofensa física. se o servidor não houver .As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . em serviço. Presidente da Câmara ou dirigente superior de autarquias ou fundações.Art. incisos X a XV. salvo em legítima defesa própria ou de ourem.

Brasil 85 3105-1464 . assegurada ao acusado ampla defesa. quanto às infrações puníveis com demissão.pela autoridade que houver feito a nomeação. a partir do dia em que cessara suspensão. § 2º . § 4º .060-170 Fortaleza. Art. este recomeçará a ocorrer.a aplicação das penas de advertência e suspensão até 30 ( trinta) dias é da competência de todas as autoridades administrativas em relação a seus subordinados.A ação disciplinar prescreverá: I . III .O prazo de prescrição começa a correr da data em que o ilícito foi praticado.São imprescritíveis o ilícito de abandono de cargo e a respectiva sanção.em 02 (dois) anos.pelo Secretário Municipal ou autoridade equivalente.Suspenso o curso da prescrição. quanto à suspensão. IV . § 5º . 185 . mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar.em 05 (cinco) anos. a de suspensão superior a 30 (trinta) dias.A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. quanto à advertência. e III . 1 • Centro • CEP 60. cassação de aposentadoria e disponibilidade e destituição de cargo em comissão. § 1º . Rua São José.em 180 (cento e oitenta) dias.Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.II . TÍTULO VII DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. pelo prazo restante. § 3º . 186 – A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. Ceará. II . quando se tratar de destituição de cargo em comissão de não ocupante de cargo de carreira.

em linha reta ou colateral.Quando a sindicância for realizada apenas por um sindicante este designará outro servidor para secretariar os trabalhos mediante a aprovação do superior hierárquico. Parágrafo único .Da sindicância instaurada pela autoridade poderá resultar: I – arquivamento do processo. II . feitas as diligências necessárias à apuração das irregularidades e ouvido o indiciado e todas as pessoas envolvidas nos fatos. em que se indique seu objeto e um servidor ou comissão de servidores.Art. 188 – Ao ato que cominar sanção precederá sempre procedimento disciplinar. confirmada a autenticidade. 187 – As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração.O processo de sindicância será sumário. 189 . dentre eles. assegurado ao servidor ampla defesa. Art.060-170 Fortaleza. § 2º . bem como peritos e técnicos necessários ao esclarecimento de questões especializadas. à vista da representação motivada do sindicante. 190 .Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito. 1 • Centro • CEP 60. 192 – O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. consangüíneo ou afim. o seu presidente e secretário. parente do acusado. Art. sob pena de nulidade da cominação imposta. para a sua conclusão. até o terceiro grau Rua São José. 193 – O processo disciplinar será conduzido por Comissão de Inquérito Composta de servidores designados pela autoridade competente que indicará. § 1º . Brasil 85 3105-1464 .A sindicância será aberta por portaria. CAPÍTULO II Do Processo Disciplinar Art. nos termos desta Lei.A autoridade que determinar a instauração da sindicância terá prazo nunca inferior a (30) trinta dias. Art. ou que tenha relação mediata com as atribuições do cargo em que se encontre investido. Art. 191 .abertura de inquérito administrativo. Ceará. Art. prorrogáveis até o máximo de 15 (quinze) dias. para realizá-la.

as reuniões e as diligências realizadas pela comissão de Inquérito serão consignadas em atas. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. 197 . pessoalmente ou por intermédio de advogado.É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo. quando as circunstâncias o exigirem. objetivando a coleta de prova. meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Parágrafo único . Rua São José. quando se tratar de prova pericial.Sob pena de nulidade. Art. SEÇÃO I Do Inquérito Art. acareações. a autoridade competente oficiará à autoridade policial.O relatório da sindicância integrará o inquérito administrativo.060-170 Fortaleza. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. 196 . 194 . Art. Brasil 85 3105-1464 . Ceará. com a utilização de meios e recursos admitidos em direito. admitida a sua prorrogação por igual prazo. investigações e diligências cabíveis.A Comissão de Inquérito exercerá suas atividades com independência e imparcialidade.O prazo para a conclusão do inquérito não excederá 60 (sessenta) dias úteis. a técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. sem prejuízo do direito de defesa do indiciado.199 . arrolar e reinquirir testemunhas. Art. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da Administração. 195 – O inquérito administrativo será contraditório. Art.O Presidente da Comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes. 1 • Centro • CEP 60. para abertura do inquérito. 198 – Na fase do inquérito a comissão promoverá a tomada de depoimentos. § 1º .Art. recorrendo.Na hipótese do relatório da sindicância concluir pela prática de crime. assegurada ao acusado ampla defesa. como peça informativa da instrução do processo. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. Parágrafo único . quando necessário.

Brasil 85 3105-1464 . a expedição do mandato será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. 202 – Concluída a inquirição das testemunhas.060-170 Fortaleza.O defensor do acusado poderá assistir ao interrogatório bem como a inquirição das testemunhas. 1 • Centro • CEP 60. com o ciente do interessado.Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirme. § 2º . o prazo será comum é de 20 (vinte) dias. § 2º . Parágrafo único .As testemunhas serão inquiridas separadamente. Art. § 2 º . Art. ser anexada aos autos. § 1º .lhe vista do processo na repartição.O indiciado será citado por mandado expedido pelo Presidente da Comissão para apresentar defesa escrita. cada um deles será ouvido separadamente.O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. assegurando-se. Art.Havendo 02 (dois) ou mais indiciados.Se a testemunha for servidor público. Parágrafo único . após a expedição do laudo pericial. Rua São José. Art. 200 – As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da Comissão. observados os procedimentos previstos nos artigos 200 e 201. e sempre que divergirem em suas declarações sobre os fatos ou circunstâncias. a comissão proporá à autoridade competente que ele será submetido a exame por junta médica oficial. será promovida a acareação entre eles. § 1º .§ 2º . Ceará. não sendo à testemunha trazê-lo por escrito.Será indeferido o pedido de prova pericial. com a indicação do dia e hora marcados para inquirição.O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. 203 – Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. § 1 º . devendo a segunda via. 204 – Tipificada a infração disciplinar será elaborada a peça de instrução do processo com a indicação do servidor. podendo reinquiri-las por intermédio do Presidente da Comissão. 201 . Art. no prazo de 10 (dez) dias.No caso de mais de um acusado. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial do perito. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. proceder-se-á à acareação entre os depoentes.

Brasil 85 3105-1464 . o prazo para defesa contar- se-á da data declarada em termo próprio. 210 – Aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras contidas nos Códigos de Processo Civil e Penal. para apresentar defesa. 1 • Centro • CEP 60.208 – Apreciada a defesa. Rua São José. pelo dobro.Para defender o indiciado revel. com o relatório da comissão.O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar á comissão o lugar onde poderá ser encontrado. 207 – Considerar-se-á revel o indiciado que. publicado no Diário Oficial do Município e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. Art. a comissão elaborará relatório minucioso.A revelia será declarada por despacho nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. será remetido à autor idade que determinou a sua instauração. para julgamento. Parágrafo único . será citado por edital. § 4º . regularmente citado. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. pelo servidor encarregado da diligência. § 2º . não apresentar defesa no prazo legal. 209 – O processo disciplinar.O prazo de defesa poderá ser prorrogado. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partis da última publicação do edital.060-170 Fortaleza.No caso de recusa do indiciado em apor o ciente no mandado de citação. a autor idade instauradora do processo designará um defensor dativo. 205 .Reconhecida a responsabilidade do servidor. Art. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. Art. Art.§ 3º . § 1º . § 2º . Art.Na hipótese deste artigo. § 1º . para diligências reputadas indispensáveis. 206 – Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. Art.. Ceará. que deverá ser um advogado.O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido.

Brasil 85 3105-1464 . 1 • Centro • CEP 60. Presidente da Câmara Municipal. a autoridade julgadora poderá. Art. 185. § 2º . Parágrafo único . agravar a penalidade proposta. salvo quando contraditórias as provas dos autos.A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. este será encaminhado à autoridade competente. motivadamente. ou ao dirigente superior de autarquia ou fundação. para instauração de novo processo. § 1º . o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. Art. § 2º será responsabilizada na forma do capítulo IV. ficando traslado repartição. que decidirá em igual prazo. do Título VI . SEÇÃO II Do Julgamento Art. o julgamento caberá ao Prefeito.060-170 Fortaleza. § 1 º . ou isentar o servidor de responsabilidade. 212 . 213 – Verifica-se a existência de vício insanável. desta Lei. a autor idade julgadora proferirá a sua decisão. abrandá-la. Art.Se a penalidade prevista for a de demissão ou cassação de aposentadoria ou cassação de disponibilidade.O julgamento acatará o relatório da comissão de inquérito.Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo.O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. 214 – Extinta a punibilidade pela prescrição. 215 – Quando a infração estiver capitulada como crime. a autoridade julgadora declarará a nulidade do processo ou de atos do processo e ordenará a constituição de outra comissão. Rua São José. Art. § 2º . 211 – No prazo de 60 (sessenta) dias. Ceará. § 3º .Quando do relatório da comissão contrariar as provas dos autos. contados do recebimento do processo. o julgamento caberá a autoridade competente para a imposição da pena mais grave. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor.Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções.

qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo.Recebida a petição. prorrogável por igual prazo. as normas e procedimentos próprios da comissão de inquérito. 220 – O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Secretário Municipal ou autor idade equivalente.A revisão correrá em apenso ao processo originário. a qualquer tempo. § 1º . Art. SEÇÃO III Da Revisão do Processo Art. 217 . 193 desta Lei. na forma prevista no ar t. no que couber. Art. se autorizar a revisão. ausência ou desaparecimento do servidor .No processo revisional. a pedido.O processo disciplinar poderá ser revisto. o dirigente do órgão ou entidade providenciará a constituição da comissão. do cargo.O servidor que responde a processo disciplinar só poderá ser exonerado.No caso de incapacidade mental do servidor. acaso aplicada. 221 . 1 • Centro • CEP 60. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. o ônus da prova cabe ao requerente. 216 . 219 – A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão que requer elementos novos. 222 . o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que ar rolar. 218 .Art.Em caso de falecimento. Brasil 85 3105-1464 . a pedido ou de oficio. Parágrafo único . Parágrafo único . Art. Art. Ceará. § 2º .060-170 Fortaleza. ainda não apreciados no processo originário. a revisão será requerida pelo respectivo curador.Na petição inicial.A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. 223 – Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. Rua São José. que. ou aposentado voluntariamente. Art. quando as circunstâncias o exigirem. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. Art.

227 . § 2º . 226 . será declarada sem efeito a penalidade aplicada. Presidente da Câmara Municipal ou dirigente superior da autarquia ou fundação. Parágrafo único . quando do processo revisto houver resultado pena de demissão ou cassação de aposentadoria ou cassação de disponibilidade.O dia do servidor público será comemorado a 28 de outubro. 1 • Centro • CEP 60.Art.à autoridade responsável pela designação quando a penalidade for destituição de cargo em comissão. e nesta data.060-170 Fortaleza. hipótese em que ocorrerá apenas a conversão da penalidade em exoneração. a ser regulamentado em Lei. Art.Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da penalidade. considerado ponto facultativo. será renovado o prazo para julgamento. sem prejuízo da sua remuneração. Art. III .O prazo para julgamento será de até 60 (sessenta) dias contados do recebimento do processo. Brasil 85 3105-1464 . § 1º . Art. 228 – Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos nesta Lei. far-se-á a outorga do título de Servidor Padrão Municipal. II . 224 .O servidor é dispensado do expediente de trabalho no dia do seu aniversário natalício.ao Prefeito. quando houver resultado penalidade de suspensão ou de advertência. 225 – Julgada procedente a revisão.O julgamento caberá: I . restabelecendo- se todos os direitos atingidos.ao Secretário Municipal ou autoridade equivalente. exceto em relação à destituição de cargo em comissão. Rua São José. no curso do qual a autor idade julgadora poderá determinar diligências. Ceará.Concluídas as diligências. salvo exceções expressamente previstas. TÍTULO VIII CAPÍTULO ÚNICO Das Disposições Gerais Transitórias Art.

salvo disposições em contrário.O Prefeito. diploma e honra ao mérito. condecoração e elogio. de 17 de setembro de 1990. 236 . domingo. mantida a simbologia vigente. convertendo.prêmios pela apresentação de idéias. autarquia e fundacional. interessar ao servidor público municipal ativo e ao inativo. Art.060-170 Fortaleza. Art.Poderão ser instituídos. 234 . 1 • Centro • CEP 60. 232 . Art.se prorrogado até o primeiro dia útil. no âmbito dos Poderes Executivos e Legislativo. por força do que dispõe a Lei Complementar nº 02.Os efeitos financeiros.O Regime Jurídico decorrente desta Lei é igualmente aplicável aos servidores que. podendo ser suplementadas se insuficientes.As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias de cada órgão ou entidade. certidões e outros papéis que. 230 – Ficam mantidas as atuais jornadas de trabalho dos servidores da administração direta. Ceará. da aplicação desta lei. serão produzidos a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao da publicação desta lei no Diário Oficial do Município. exerçam funções da Parte Especial do Quadro de cada órgão da administração direta. que esteja sendo exercido por servidor não ocupante de cargo efetivo ou função no Município de Fortaleza. 233 . na ordem administrativa. sábado. 229 .É assegurado o exercício de cargo comissionado de símbolo DAS-2 ou DAS-3. inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais. até a respectiva exoneração. Art. 231 – São isentos de taxas ou emolumentos os requerimentos. Rua São José. Art.Na contagem dos prazos. Art.feira. os seguintes incentivos funcionais. Art. 235 .se automaticamente os valores das gratificações em gratificações de representação. e II . Brasil 85 3105-1464 . o prazo considera. além daqueles já previstos nos respectivos planos de cargos e carreiras: I .concessão de medalhas. Art. sexta. feriado ou dia de ponto facultativo.As atuais funções gratificadas passam à categoria de cargos em comissão. o Presidente da Câmara e o dirigente superior de autarquia e fundação poderão delegar a seus auxiliares as atribuições que lhe são cometidas por esta lei. autárquica e fundacional. se esse dia cair em véspera de feriado. excluir-se-á o dia do começo e incluir-se-á o dia do vencimento. exceto as que impliquem em punição de servidor. Parágrafo único .Parágrafo único .

Brasil 85 3105-1464 . Ceará. ficando revogadas todas as disposições legais ou regulamentares que. de 02 de outubro de 1972. 1 • Centro • CEP 60. colidam com esta Lei.O Prefeito e o Presidente da Câmara expedirão a regulamentação necessária à per feita execução desta Lei. 238 . de 31 de dezembro de 1965.Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação. JURACI VIEIRA DE MAGALHÃES Prefeito Municipal Rua São José.060-170 Fortaleza. implícita ou explicitamente.Art. com nova redação dada pela Lei nº 4058. Paço da Prefeitura Municipal de Fortaleza. em 27 de dezembro de 1990. especialmente a Lei nº 3174. 237 . Art.