A topologia de Lacan

A topologia de Lacan
Lacan’s Topology
Marli Piva Monteiro

Resumo
Utilizando objetos da topologia, Lacan possibilita ao mesmo tempo o testemunho dos concei-
tos teóricos e a elucidação dos aspetos clínicos da sua teoria.

Palavras-chave: Topologia, Objetos topológicos, Banda de Moebius, Toro, Cross-cap, Garrafa
de Klein, Corte, Significante, Significado, Repetição, Identificação.

Em topologia falamos muito de vazio – de Por isso, os equívocos da topologia se farão
vazio e de lugar, por causa disso, vou ante- sempre às expensas do cliente. Como limite
cipar para falar de um lugar vazio – lugar de um suposto saber, esse saber da topologia
deixado definitivamente por uma ausência emergindo do Real é um saber posto em ato.
que marcará o Círculo Brasileiro e o Círculo A topologia é o limite sem fronteiras. A
da Bahia – falo do lugar vazio que a morte continuidade sem limites.
inscreveu entre nós, quando interrompeu a O espaço do sonho, da criação, da inven-
trajetória de Antônio Ribeiro da Silva, figu- ção. A dinâmica do ir e vir, fazer – desfazer,
ra humana ímpar, psicanalista de escol. Falar construir – destruir, da troca constante, do
das qualidades de Antônio Ribeiro seria des- inesperado, do vazio, da falta, da inefabili-
necessário, mas ressalto sua maior caracte- dade, do dentro que passa para o exterior e
rística como ser humano e, sobretudo, como vice-versa. Do tempo que modifica o espa-
psicanalista – seu exemplo de humildade. ço e é o espaço que faz tempo para determi-
Quero dedicar este trabalho ao Dr. Antônio nar um lugar. Do confuso, incompreendido
Ribeiro da Silva. Trabalho que é o resultado e pouco nítido que pretende evitar a nossa
do empenho da Oficina de Topologia, nú- compreensão, para nos abrir a uma outra
cleo de estudos inaugurado no CPB, espa- forma de compreender, na busca, na aventu-
ço reservado para a tentativa de des-com- ra, na criação. É um saber fazer adquirido na
preender, des-montar esquemas e conceitos experiência própria da análise, que permitirá
previamente entendidos ou assim supostos, a cada um construir seu próprio estilo, seu
para remontá-los. Um momento de pensar o modo de se conduzir frente a um saber in-
novo. completo, em andamento constante.
A topologia é o estudo dos espaços nas O proposto retorno a Freud feito por
suas propriedades. A visão da topologia per- Jacques Lacan não é uma volta às origens,
mite descrever o espaço, considerando que o quando se pensa na topologia, pois essa volta
objeto não varia. O espaço, por sua vez, não se refere a uma topologia especial – a topolo-
tem profundidade, não tem terceira dimen- gia do sujeito, que depende para se elucidar
são. É através da topologia que Lacan fez de uma “2ª volta” que se faz sobre si mesmo,
possível dizer do Real, impossível de supor- relacionado ao Real, impossível de ser dito,
tar. Topologia se faz, não se sabe, ou melhor, calcada e motivada numa prática, a topologia
saiba-se ou não, se faz topologia, porque a to- tem estrutura de linguagem porque também
pologia é a fronteira entre a teoria e a clínica. pode dizer. Mas a sua linguagem é própria e,

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manipulável. A banda de Moebius permite subverter A banda de Moebius constitui-se assim. toran- Como o significado não cessa de deslizar do-a bilátera. por isso interpretação um corte e apontando o desejo. sem separar. é o tempo que de Moebius. que vão produzir uma 134 Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. porém estruturalmente presente – o dos três registros: Real. a relação significante/significado. A sig. se quisermos. Lacan se utilizou de alguns ob. Essa marca é deixa- lação do sujeito com o Outro. pelo espaço ding” – espaço que se mostra ao desaparecer. p. faremos com que jeto unilátero. ou o que é a transferência ção simples. uma questão de espaço. É um representante do irrepresentável. que representa o sujeito própria. o espaço do desejo. que dá conta da É que esqueci o que sinto estrutura do sujeito. A diferença entre os corte. (c) a relação significante/significado. escondido no É também o corte que faz surgir o signifi- dito. dizer algo que está. ela Se efetuarmos um corte sobre a banda não tem avesso nem direito. A topologia de Lacan para dizê-la. conceitos: (a) a questão do significante. ou comportamento sempre existe uma mar- c) A garrafa de Klein. se ato analítico. no mesmo momento. pois seu no espaço vazio. ao tempo em que é efetuado. Por causa disso. e o desejo do analista en- mento de torção. por sua vez. 1996. e permite a representação dessa abstração A repetição é que faz surgir o significante. em sua relação com o sujeito do desejo. superfície da banda e faz desaparecer a estru- nificação. corte de linguagem o corte. É por isso que podemos dizer que a banda de A relação do sujeito com o inconsciente Moebius é o representante do irrepresentável é feita através de automatismos de repetição. com uma tesoura. logo já não será mais o mesmo. bem assim. então. Quando canto o que não minto jetos básicos. 41 | p. dividiremos. está marcada pelo vazio tura dessa mesma banda. a saber: E choro o que sucedeu a) A banda de Moebius. E julgo que não sou eu. faz a diferença entre as duas faces. que esclarece a relação do de- sejo com a demanda. portanto. O no direito e já é outro. mento dado. evidente na banda de Moebius. 133–140 | Julho/2014 . (b) No corte da palavra. que vai. de fragmentos. 533) para falar de sujeito? cortes. que permitem a escritura tável. A conclusão de Lacan de que um primitivo. o Real está sempre voltando ao mesmo lugar petição é essa insistência do significante para está. depende de uma tira de papel que é a mesma coisa. quando completa a volta já está ser destruído logo. Mas a repetição não é que se coloca sobre si mesma com um movi. o significado de um significante num mo. que representa a re. O corte muda a estrutura da banda. surge o desejo para pelo avesso. O espaço existente entre a repetição. significar o sujeito. pois o faz em “fa- que ela encerra. os objetos topológicos. descola-se significante de significado – faz- (d) a repetição. do desejo na cura. no entanto. dois espaços. a repetição e a No caso da repetição de um ato-sintoma identificação. nunca o mesmo. o que é o Real. quanto corte induz a repetição como ato. é o ato como repetição que produz o desejo. A re. Simbólico e UM-a-mais que é o desejo. ca – a marca do repetido. portanto. b) O toro. É um ob. E que tal pegar Pessoa (1930 apud mas a cadeia significante é uma sucessão de GALHOZ. e a regressão é a marca – a marca do não con- e) Os nós. pode dizer que a repetição é a manifestação A banda de Moebius – objeto de constru. a cada volta da repetição. vazio. da por uma linha que se volta por cima de si d) O Cross-cap. mostra a dois é. cante. Sendo a avesso e seu direito são contínuos. desconstruível a banda mude sua estrutura tornando-a bilá- e reconstruível e permite referendar alguns tera: tem agora direito e avesso. se Imaginário.

O Toro Cada significante separado do que o antece. mental. Também se pode fazer um toro a partir de um cilindro. desviando-se seu ponto de blema da dupla inscrição no consciente e chegada até terminar a volta completa. E pasmo do que sei que não almejo. Aproxima-se de corte do corte. recortando a si mesmo. O desejo. A topologia de Lacan descontinuidade significante sobre o Real. É preciso um segundo corte sobre no. é sempre biface. voltas devem se multiplicar sem se cruzar. não tas. O Toro é uma superfície de revolução fecha- de e do que o sucede é. 41 | p.. a que se faz em é preciso transpor bordas. que fica esquecida. além da borda da faixa. 1996. O outro. pode-se entender que o desejo que a estrutura do significante é análoga à do contorna o objeto. Mas busco. ela a transforma em cido. 1996. se encontram lapsos. p. da como uma superfície sem margem com para garantir sua função de significante. torno do furo central. se faz a volta na alma do toro. Assim foi que Lacan disse que no dito Sei que nunca terei o que procuro ex-siste o dizer e que o dito deve ser situado E que nem sei buscar o que desejo alhures. insciente no silêncio escuro Se. A faixa de Moebius é ela própria. a si mesma. volta-se à an. Assim. mas esse primeiro corte nominado de alma do toro. essas no inconsciente que nos estamos referindo.. na superfície do toro faz-se um trajeto que segue o círculo meridiano e se fecha Quando nos referimos ao deslocamen. representando um corte signi. Para isso. ao fracasso porque o objeto. p. uma boia ou um pneumático. consciente e na cadeia inconsciente. a que não se pode contar. re- torna-se à estrutura primitiva. eis O dito corta a faixa. É ao se repetir que a demanda deseja o o corte e demonstra a função topológica da objeto como faltoso. 539) para falar de sujeito: desaparecer. ele próprio. corte e da e de estrutura em anel. Vale ressaltar Por isso. O que uso esta forma definida demanda quanto a questão da identificação. A banda de Moebius Pessoa (1927 apud GALHOZ. de todo o toro. o corte for duplo. e sua repetição funda- consciente. porém. é um círculo meridiano. numa volta. 508): é corte. O um centro vazio. O inconsciente é constituído como desconhecido. forma-se o oito interior. Essa é. De onde para outra ulterior resvalo Designando por (d) o desejo e (D) a deman- Em outro mundo. e o efeito do dito corte é o sujeito. Uma vez que a interpretação é um cor. aquilo que exprime – um desejo desconhe- te na banda de Moebius. pois avesso e direito são contí. que é uma repetição que desconhece nuos. Somente Feito isso. 133–140 | Julho/2014 135 . Em sua busca interminável de sujeito. apesar de essencial. tiga dimensão. de todas as vol- ciente no discurso consciente. nem o fazem GALHOZ. Um significante não é o mesmo no discurso Desse modo. Define-se ain- ficante sobre o Real. da. tropeços podem aparecer no discurso ilustradas a demanda. Mas o desejo é fadado borda. laridade de apresentar um centro “exterior” Falo ainda de Pessoa (1932 apud e dois cortes nem o dividem. em sua estrutura Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. avesso para ser depois destituído. Tem a particu- si mesmo. Esquecimentos. peque- não basta. Fazendo-se esse trajeto ao redor to do significante e do significado é ao pro. e o objeto é dito o que fal- oito interior – uma circularidade que retorna ta = furo. O toro nos permite Sou entre mim e mim o intervalo estabelecer tanto a relação que une o desejo à Eu. Obtém-se compondo-se significante já introduz um corte sobre o Real um círculo com outro – o mais interior é de- para reencontrá-lo. descreve-se uma volta suplemen- a unilateralidade da banda de Moebius pode tar ao redor do furo central – a volta a mais explicar a produção das formações do incons.

133–140 | Julho/2014 . o sentar como uma esfera sobre a qual se abre reviramento do toro que vai permitir a com- um túnel que se torna uma alça ou uma gar. É na são retomados e modificados. A topologia de Lacan induz ao fracasso. esse corte opera é o lugar da transferência. Há pelo menos. Identificação Além disso. É efeito de signifi. 3) Identificação ao desejo do Outro. A 2) Identificação ao traço unário. porém. ele as classificou do se- pecular. preensão da incorporação e da identificação rafa cujo fundo e gargalo se comunicam. O toro se transforma num truque. o objeto a. apoiada num objeto sem imagem es. do cross-cap. O ponto do corte é o essencial tivamente a demanda ao desejo. mas é ao Quando Freud falou dos dois tipos de preço da morte que a identidade simbólica identificação em Psicologia das massas e aná- se faz. lise do ego (1921). Se um toro se dobra sobre si mesmo. ao caso. pode dar origem à enigmática garrafa de Klein. como avesso de um e direito totêmico é o mais essencial. coloca em continuidade a o sujeito pode fazer surgir um saber do qual face externa com a face interna. Como enig. não se anula. introjeção o que iria depois corres- abarque. uma bainha ou como se arregaçássemos as mangas de uma cami- O cross-cap sa. po se faz presente por dois orifícios: a boca Além do mais. É condição in- apoia o olhar. Na voz o cor. O quado para significar sua causa. Essa noção de iden- ubiquidade podemos dizer que a garrafa de tificação ficou confundida com a de incor- Klein é um enigma. Não há conceito que a poração. é uma manobra sobre o toro. No entanto. e não o suposto saber. a potência do pai do outro e vice-versa. analista está situado sobre a linha entre o ponto de identificação fascinante e o objeto A garrafa de Klein a. fosse um dedo de luva. desejo são o cross-cap. Desse modo é que se liga a relação do sujeito com o seu objeto de de- ao percurso da demanda e se torna inevitável sejo. É no cross-cap que Lacan O corte. duas formas de fazer o cebe sua própria mensagem invertida – é ele reviramento do toro e é somente possível quem sabe. antes. mas pode ponder a uma exigida projeção. que torna unilátero esse objeto ção tem assim sua origem na privação. Pela sua com a questão do amor. procedendo a esse artifício. para depois revirá-lo. superfície fechada o interior. mesmo no banquete com o Outro. como se ção – a falta que o antecede. Repete-se em sua identidade com um um corte em linha cheia e transformar o toro e só se repete pela condição prévia de priva. num tubo. dentro passou para forra. Ele é o suporte da fantasia ou dispensável para o reviramento e fica como 136 Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. que não vem haver relato que a testemunhe. Para Lacan. a garrafa de Klein pode se apre. o Outro é a que é visada. guinte modo: As duas estruturas que apoiam o objeto do 1) Identificação primária. para pal. o abertura que aparece a conjunção do sujeito pai não é introjetado. só pode ser interrogada como dizer. nem saber que a ateste. A subjetiva. Não é difícil perceber que o que estava Já o cross-cap ou gorro cruzado. a garrafa de Klein. entre os quais oscila constantemente. surge no campo do Outro. é um objeto abstrato. onde bilátero ou. Na análise. 41 | p. o desejo. A fantasia é o corte do cross-cap desta- a sua repetição. ou mira bis. Pode-se fazer cante. – o objeto a. e o de fora. Como cada demanda faz a cando-se um objeto sem imagem especular volta na cavidade central. O sujeito captar a visão lacaniana da incorporação. ilusão do espelho precisa existir. A primária. duplicidade. O lugar onde está excluído e perante o qual se sente inade. É a partir de Lacan que tais conceitos ma. e sem margens. se integra defini. garrafa de Klein apoia a voz. ligou a identificação ao pai para falar e o ouvido para escutar. O cliente só dialoga porque re.

711): lavra vem do campo do Outro. O tempo é o campo do Outro. cal do Outro no Real – o Real do outro Real. pode ser satisfeita imediatamente. princípios que os corpos obedecem. 41 | p. A topologia de Lacan marca na operação. corpóreo. são corpóreos. de Nome-do-Pai. o círculo pode dizer que sejam causa dos corpos. E o corte do lekton é associado à parte Para isso. toro que com ele se continua. a natureza não admite o vem de um campo exterior à linguagem do vazio. O som e o objeto a ter. intervalo no movimento. ração. e ele nunca é satisfeito. ação dos corpos. ocupa- (1998) se refere a essas duas regiões tornadas do por um ou outro corpo. mas não se submetem aos Esse lugar vazio é um lugar de palavra. o equilíbrio da alma. mas também ao som que impac- ter. Como. o qual funda o cor. O toro passa som. mas meridiano se torna um círculo ao redor da existem separados deles. que fica firmado na marca da falta. O in- central se transformam no interior absoluto. promoviam a austeridade de cará. ao mesmo tem- mesmo. pretendiam a impassibilidade riorizado é o gozo absoluto do pai da horda. O que se incorpora é o va- Sou um evadido zio. que depois de morto se torna lei. a existência do vazio não vel outro tipo de espaço. outra vez. formada de pelas paredes reviradas do toro. um dos mais famosos O que se incorpora é o vazio. no momento que Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. (d) tempo. Novamente Pessoa (1931 apud GALHOZ. e não se de nome. é só o imediatamente e deriva do a topologia é fundada no toro – num truque. Lacan O lugar é definido como intervalo. A estrutura do O tempo para os estoicos não tem antes homem é tórica. ou seja. não existir. objeto e significado. ou seja. porém. O homem é um truque. e toda nem depois. um interior absoluto. mas o furo central continua o mitante que os faz. produto do reo. Os estoicos foram filósofos gregos Zenão de Ou antes. o buraco central e o exterior do (a) lekton. existir e. Ao revirar o toro. p. lugar vazio. a essência estoicos foi o poeta Alfred de Vigny. Nessa reversão. assim. a dor e os infortúnios. 133–140 | Julho/2014 137 . incorpora é o vazio. Os incorpóreos são definidos no limite da falta radical do Outro e marca de falta. entre o vazio e o lugar a ele. ato. um truque. que é a fonte dos significantes. rigidez moral e moderação dos prazeres. sua falta no Real. é a falta radi- Ah! Mas eu fugi. São quatro os incorpóreos: para fora. ta o corpo e o separa da carne. O toro é. O lekton está no nível do corte. a palavra. o lugar vazio incorporado vai ficar Cicio que se caracterizavam pela persecução marcando no tempo posterior. mas de acor- que a palavra tem um sentido mortal e que do com os estoicos. que vi. Essa incorporação é uma função que ocupado pelo corpo – lugar vazio como in- Lacan nomeia se apropriando dos estoicos. Como o que estava dentro passou po. do corpo ausente e o seu mais inatingível – o veu na época do romantismo e é considerado Real impossível que ex-siste. Mais tarde. mas o significado é incorpó- esse interior absoluto é o meso. A função do corte é que vai tornar possí. únicas em Função e campo da palavra e diz O vazio é a falta de corpo. incorporando-se lico sustenta o corpo. perante o sofrimento. O que é exte- Além do que. são recobertos O lekton é o dito. buraco central e do exterior periférico. a falta de corpo que na concep- Logo que nasci ção dos estoicos é impossível – não se forma. (b) lugar: (c) vazio. sua incorpo- da ataraxia. corpóreo faz a marca no lugar onde o simbó- O corte é feito pela palavra. o exterior periférico e o esse vazio como corpo do simbólico. Fecharam-me em mim O que é incorporado. Têm uma forma li- alma do toro. ou melhor. portanto. ocupa-se po. mas a pa- 1996. pois. na França. incorpórea. De fato o que se o precursor do simbolismo na França.

Tradução de Vera Ribeiro. 1996. Torus. Psicoanalisis . A topologia de Jacques Lacan. Salvador (BA). J. 2. de Janeiro: Zahar. S. JULIEN. 1996. surge atordoado no eu poético: D’OR. Além do princípio de pra- zer. resultante da mor.curso de topolo- do-Pai. Escritos. 18). Klein’s bottle. 1998. Referências a morte que inaugura o sujeito. Escritos.Topologia y também é vazio. O retorno a Freud de Jacques Lacan . 1995. O sujeito toro-truque. Direção-geral da tradução de Jayme Salomão. Porto Alegre: Artes Médicas. R ecebido em : 1 7 / 0 3 / 2 0 1 4 A provado em : 3 1 / 0 3 / 2 0 1 4 138 Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. J. 1994. como para Lacan o amor é também significação. 1998. v. p. para a palavra surgir. In: ______. M. 79-154. its clinical aspects. Psicologia de grupo e a análise do Para o destino de partir. introdução e notas. E. In: ______. Tradução de Vera Ribeiro. GALHOZ. o Nome. Obra poética de Fernando Pessoa. A. p. Porto Alegre: Artes Médicas. P. LACAN. Introdução à leitura de Lacan. 238-324. The cutting. Repetition. 508): DARMON.a aplicação do espelho. 1993. 1996. Poesias Keywords: Topology. conclui-se que o amor CRUGLAK. L. LACAN. J.o tempo lógico de Lacan. Rio de Janeiro: Zahar. Topological surfaces. Organização. Rio de Janeiro: Imago. Psicanálise e tempo . O estádio do espelho como forma- dor da função do eu (1949). CRUGLAK. as well as. eleita FREUD. Signifier. Rio Identification. A topologia de Lacan morto. Rio de Janeiro: Aguilar. uma significação. Porto Alegre: Artes Médicas. 133–140 | Julho/2014 . C. Ensaios sobre a topologia laca- Cadáver de vontade feita niana. sonho e sentir Sequencia interrompida. não passa de gia (Clínica de Borda) Salvador .tema: Identificación Primera. Signification. 1990. M. 41 | p. 1996. Moebius strip. Como lugar vazio. instaurando o sujeito. PORGE. Incorporación y retornamiento del Toro. assim. Mito Real. Notas de aulas . Estrutura Novamente Pessoa (1926 apud GALHOZ. o pai surge como a morte – e. In: ______. 96-103. Seminário . Cross-cap. até porque é preciso ocorrer a morte da coisa. p. psicologia de grupo e outros trabalhos (1920- 1922). do sujeito. Rio de Janeiro: Zahar. inserido na ordem simbólica pelo corte. 1996. C. the essential concepts of lacanian’s theory. p. Rio de Janeiro: Campo Matêmico. ego (1921). J. te.BA. 1998. Função e campo da fala e da lingua- gem em psicanálise (1953). Coligadas. GRANON. Abstract (Edição standard brasileira das obras psicológi- Lacan’s topology is the possibility of testifying cas completas de Sigmund Freud.

ACM. 41 | p. Tradutora. Membro efetivo do Círculo Psicanalítico da Bahia. Membro da International Federation of Psychoanalytic Societies (IFPS).Salvador/BA Fone: (71)3359-2555 E-mail: <pivamarli@gmail. Psicanalista. 133–140 | Julho/2014 139 .com> Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. A topologia de Lacan Sobre a autora Marli Piva Monteiro Médica. Endereço para correspondência Av.Itaigara 41825-000 . 1034/121 C Ed. Pituba Parque Center .

133–140 | Julho/2014 . A topologia de Lacan 140 Estudos de Psicanálise | Belo Horizonte-MG | n. 41 | p.