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Legislação:

- Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB – EAOAB)
- Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB (RG)
- NOVO Código de Ética e Disciplina (NCED)

1 - Quadros da OAB
A) advogados (Art. 8º do EAOAB)
B) estagiários (Art. 9º do EAOAB)

Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:

I - capacidade civil;

II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e creden-
ciada;

Art. 23 do Regulamento Geral exige ainda histórico escolar na ausência do diploma!

III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;

E os estrangeiros?

Veja o Art. 8º, § 2º, do EAOAB: “O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em direito no Brasil, deve fazer
prova do título de graduação, obtido em instituição estrangeira, devidamente revalidado, além de atender aos de-
mais requisitos previstos neste artigo.”

IV - aprovação em Exame de Ordem;

V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;

Não confundir: atividade incompatível, conduta incompatível, inidoneidade moral e crime infamante.

VI - idoneidade moral;

VII - prestar compromisso perante o conselho.

2 – Tipos de inscrição

A) Principal

Art. 10, EAOAB: A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende
estabelecer o seu domicílio profissional, na forma do regulamento geral.

§ 1º Considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o
domicílio da pessoa física do advogado.

B) Suplementar

Art. 10, § 2º, EAOAB: Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos Sec-
cionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão considerando-se habitualidade a intervenção
judicial que exceder de cinco causas por ano.

Art 15, § 5º, EAOAB: O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado junto
ao Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios obrigados à inscrição suplementar.

C) Por transferência

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§ 3º. em caráter temporário.assim o requerer. dos juizados especiais.cers. 28. II . atividade incompatível com o exercício da advocacia. deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente. 3 – Licença e cancelamento da inscrição A) Licença Art. IV . V . da justiça de paz. 12. EAOAB: Licencia-se o profissional que: I . EAOAB: No caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa. dos tribunais e conselhos de contas.membros de órgãos do Poder Judiciário. e o impedimento.passar a exercer. atividade incompatível com a advocacia.sofrer doença mental considerada curável.passar a exercer. (Vide ADI 1127-8) III . III .ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. II .assim o requerer. A) Cancelamento Art. VI . 10. 11. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público. juízes classistas. por motivo justificado. II .ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro.sofrer penalidade de exclusão.ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta.falecer. com as seguintes atividades: I .chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais.militares de qualquer natureza.perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. a proibição parcial do exercício da advo- cacia. www. bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta. III . 27. A incompatibilidade determina a proibição total. na ativa. em caráter definitivo.com. A advocacia é incompatível. 4 – Impedimento e incompatibilidade A) Conceito: Art. IV .Art. do Ministério Público.br 3 . V . EAOAB: Cancela-se a inscrição do profissional que: I . B) Casos de incompatibilidade: Art. mesmo em causa própria.

EAOAB c/c ADI 1. fundações públicas. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. 28. MACETE: Exceções ao macete: 1 – Art. EAOAB: Procurador Geral tem exclusividade para o desempenho do cargo. 3 – Art. parágrafo único. II . arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. As autoridades. Art.127-8: advogado que é juiz eleitoral pode advogar. C) Casos de impedimento Art. 28. § 2º. entidades paraestatais ou empre- sas concessionárias ou permissionárias de serviço público. EAOAB: Diretor sem poder de decisão e diretor acadêmico de direito: não há incompatibilidade. no exercício da profissão.ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento. 2 – Art. sociedades de economia mista. 29. VIII .cers.os membros do Poder Legislativo. 30. com liberdade. “in fine”. inclusive privadas. www.os servidores da administração direta. empresas públicas. São impedidos de exercer a advocacia: I . II. indireta e fundacional. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público. 6 – Direitos dos advogados Art. em seus diferentes níveis. Parágrafo único.exercer. 5 – Art. magistrados e membros do Ministério Público. 28. EAOAB: membros da MESA do Poder Legislativo = incompatíveis. os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado. 4 – Art. a profissão em todo o território nacional.com. de- vendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. I.br 4 . 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados. EAOAB: professor de direito é livre para advogar.ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu de- sempenho.VII . 7º São direitos do advogado: I . 30.

para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos. de sua correspondência escrita. cartórios. antes de sentença transitada em julgado. pessoal e reservadamente.permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. VII . quando estes se acharem presos. telefônica e telemática. em instância judicial ou administrativa. desde que munido de poderes especiais. ou perante a qual este deva comparecer. desde que relativas ao exercício da advocacia. com instala- ções e comodidades condignas. de 2008) III . a autori- dade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste ar- tigo. a ser cum- prido na presença de representante da OAB. em qualquer hipótese. e ser atendido. eletrônica. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares. mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados. IX – sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo. contra a inobservância de preceito de lei.767. d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente. V . XI . § 6o Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. nas sessões de julgamento.dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. tribunal ou autoridade.767. em qualquer juízo ou tribunal. em prisão domiciliar. (Incluído pela Lei nº 11. c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional. a comunicação expressa à seccional da OAB. desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado. salvo se prazo maior for concedido. independentemente de licença. sob pena de nulidade e.ter a presença de representante da OAB.II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. mediante intervenção sumária. bem como de seus instrumentos de trabalho. (Incluído pela Lei nº 11. VIII . www. vedada a utilização dos documentos. (Reda- ção dada pela Lei nº 11.767. específico e pormenorizado. sendo. na sua falta. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. nos demais casos.com. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. de 2008) Art. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. b) nas salas e dependências de audiências. secretarias.reclamar. regulamento ou regimento.127-8) VI .não ser recolhido preso. para lavratura do auto respectivo. independentemente de horário pre- viamente marcado ou outra condição. por motivo ligado ao exercício da advo- cacia. expedindo mandado de busca e apreensão.ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais. ainda que considerados incomunicáveis. mesmo sem procuração.br 5 . senão em sala de Estado Maior. assim reconhecidas pela OAB. quando preso em flagrante. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. no caso de delegacias e prisões. e. pela ordem. ofícios de justiça. verbalmente ou por escrito.comunicar-se com seus clientes. (Vide ADI 1. de 2008) § 7o A ressalva constante do § 6o deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade.usar da palavra. observando-se a ordem de chegada. em decisão motivada.127-8) X . IV . pelo prazo de quinze minutos. após o voto do relator. e. dentro do expediente ou fora dele. perante qualquer juízo. serviços notariais e de registro. (ADI 1. 7º. documentos ou afirmações que influam no julgamento.cers.

ser publicamente desagravado. deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. podendo tomar apontamentos. o fornecimento incompleto de autos ou o forneci- mento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo implicará responsabiliza- ção criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa. podendo copiar peças e tomar apontamentos. XIX . XVI . A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV. autos de processos findos ou em andamento.falar. 11 e 12 foram alterados pela Lei 13.245/16). XIII . 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. findos ou em andamento. XIV .usar os símbolos privativos da profissão de advogado.com.examinar. reconhecida pela autoridade em despacho motivado. secretaria ou repartição. mesmo sem procuração.assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações. em juízo. mesmo sem procuração. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo. b) (VETADO). em cartório ou na repartição compe- tente. de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados. subsequentemente.cers. podendo. Nos autos sujeitos a sigilo. mesmo sem procuração. quando não estejam sujeitos a sigilo. * Inciso XXI e alínea acrescentados pela Lei 13. sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente. da eficácia ou da finalidade das diligências.245/16. § 11. XV . ou da Administração Pública em geral. OBS: § 10. sob pena de nulidade absoluta do res- pectivo interrogatório ou depoimento e. em meio físico ou digital. § 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça.br 6 . pelo prazo de dez dias. mediante comunicação protocolizada em juízo. 7º.retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial. sentado ou em pé. ainda que conclusos à autoridade. 3) até o encerramento do processo. (Este inciso e os §§ 10.examinar. no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos. a autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elemen- tos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não documentados nos autos. ou retirá-los pelos prazos legais. em qualquer instituição responsável por conduzir investigação. Art. autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza. tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. proferido de ofício. XVIII . asse- gurada a obtenção de cópias. ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. direta ou indiretamente. após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. quando houver risco de comprometimento da eficiência. No caso previsto no inciso XIV.XII . e só o fizer depois de intimado. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. www.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. ou sobre fato relaci- onado com pessoa de quem seja ou foi advogado. mediante representação ou a requerimento da parte interessada. bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela. § 12. XVII . XX .retirar autos de processos findos. XXI .recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar. inclusive.

em conjunto com o advogado ou o defensor público. o advogado presta serviço público e exerce função social. § 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. Art.com. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. § 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas.127-8) II . § 2º No processo judicial. § 1º O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos.Atos privativos de advocacia A) Atos judiciais a. quando visados por advogados. 1º do Estatuto. salas especiais permanentes para os advogados.cers. fóruns. por motivo de exercício da profissão. (Vide ADI 1. em juízo ou fora dele. observado o disposto no inciso IV deste artigo. § 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. só podem ser admitidos a registro. difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte. pelos excessos que cometer. (Vide ADI 1. regularmente inscrito. previstos no Art. 1º. em todos os juizados. dos Municípios e das respectivas entidades de administração indireta e fundacional. da Procuradoria da Fazenda Nacional. no exercício de sua atividade. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).127-8) 6 . sob pena de nulidade.1 . nos limites desta lei. ao conven- cimento do julgador. em caso de crime inafiançável. delegacias de polícia e presídios. da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados. podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB. OBS 2: Art.as atividades de consultoria. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.2) exceções B) Atos extrajudiciais Art. nos órgãos competentes. na postulação de decisão favorável ao seu constituinte.br 7 . 1º São atividades privativas de advocacia: I . tribunais.127-8) OBS 3: Imunidade profissional do advogado Art. 7º. § 1º Exercem atividade de advocacia.a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais. além do regime próprio a que se subordi- nem. pode praticar os atos previstos no Art. § 3º No exercício da profissão. sujeitando-se ao regime desta lei. o advogado contribui.1) ius postulandi a. os integrantes da Advocacia-Geral da União. com uso e controle assegurados à OAB. do Distrito Federal. § 2º: O advogado tem imunidade profissional.OBS 1 : Art. (Vide ADI 1. assessoria e direção jurídicas. Art. 7º. o advogado é inviolável por seus atos e manifestações. na forma do regi- mento geral. § 4º.Atos dos estagiários Art. 6. § 3º. sob a responsabilidade do advo- gado: www. § 1º No seu ministério privado. não constituindo injúria. e seus atos constituem múnus público. 7º. EAOAB O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. 29 do RG: Os atos de advocacia. § 2º O estagiário de advocacia. em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste. EAOAB: O advogado somente poderá ser preso em flagrante.

Atos nulos Art. V . caput. presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na inconstitucionalidade. III . o estagiário pode comparecer isoladamente. Constitui infração disciplinar: I . CP) b. ou facilitar. 34 ao 41 do EAOAB) Art. parágrafo único. 355.: Lide temerária C) Responsabilidade disciplinar • Infrações e sanções disciplinares (arts. mediante participação nos honorários a receber. EAOAB) b.assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha feito. VI . 356. proibidos ou impedidos. sigilo profissional. 355.violar.manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei. VIII . São também nulos os atos praticados por advogado impedido . o seu exercício aos não inscritos. Parágrafo único. assinando a respectiva carga. com ou sem a intervenção de terceiros. 34.com.estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior.no âmbito do impedimento .valer-se de agenciador de causas. 7 . II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos. § 2º Para o exercício de atos extrajudiciais.sus- penso. 34.2) Retenção abusiva dos autos (Art. por qualquer meio. penais e administrativas. VII . www. quando receber autorização ou substabelecimento do advogado. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.I – retirar e devolver autos em cartório.3) Patrocínio infiel (Art. CP.angariar ou captar causas. ou em que não tenha colaborado. XXII. Responsabilidade funcional do advogado A) Responsabilidade civil B) Responsabilidade penal b. quando impedido de fazê-lo. 154.advogar contra literal disposição de lei.1) Violação do sigilo profissional (Art. CP) Obs. sem justa causa.4) Tergiversação e patrocínio simultâneo (Art.br 8 . CP) b. IV . II . III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.cers. sem prejuízo das sanções civis. Art.exercer a profissão.

XX . da parte contrária ou de terceiro. XXVIII .locupletar-se.censura. 35. www.praticar crime infamante.incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional.tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia. abusivamente.deixar de cumprir. relacionados com o objeto do mandato. quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública.praticar. no prazo estabelecido.com.receber valores. relacionados com o objeto do mandato. à custa do cliente ou da parte adversa. XVI . XX . XVIII .deturpar o teor de dispositivo de lei.fazer. o estagiário.locupletar-se.prejudicar.recusar-se. XIV . imputação a terceiro de fato definido como crime. depois de regularmente noti- ficado a fazê-lo. sem expressa autorização do constituinte. sem expressa autorização do constituinte. depois de regularmente notificado.deixar de pagar as contribuições. em nome do constituinte. XV . XVII . a anulação ou a nulidade do processo em que funcione. bem como de depoimentos. XIX . injustificadamente.abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da renúncia. XXIV . ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança. alegações forenses ou relativas a causas penden- tes. ato excedente de sua habilitação. XI .fazer publicar na imprensa. XIX . determinação emanada do órgão ou de autoridade da Ordem.reter. por culpa grave. XXIX . docu- mentos e alegações da parte contrária.IX . a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele.prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la. XXI . As sanções disciplinares consistem em: I .cers. por si ou interposta pessoa. para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa. Art. XXVI .acarretar.receber valores.br 9 . multas e preços de serviços devidos à OAB. por qualquer forma. X . de citação doutrinária ou de julgado. sem justo motivo. XXVII . XXII . por ato próprio. XII .recusar-se a prestar. em matéria da competência desta. conscientemente.solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta. interesse confiado ao seu patrocínio.fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB. da parte contrária ou de terceiro. XXV . por qualquer forma.manter conduta incompatível com a advocacia. sem autorização escrita deste. desnecessária e habitualmente. XXIII . XIII . à custa do cliente ou da parte adversa. assistência jurídica. por si ou interposta pessoa.

§ 3º As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a sociedade de que façam parte.cers. III . são consideradas. arts. § 6º Os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não podem representar em juízo clientes de inte- resses opostos. § 2º Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o Código de Ética e Disciplina. sem registro nos assentamentos do inscrito. que adotem denominação de fantasia. § 5º O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar. ou integrar. ficando os sócios. que incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar.II . uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia.247/16). com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional.exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da OAB. desde que prevista tal possibilidade no ato constitutivo. § 1º A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. Art. simultaneamente. um advogado responsável pela sociedade. em ofício reservado. pelo menos. A censura pode ser convertida em advertência. II . § 7º A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados. Não são admitidas a registro nem podem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária. III . parágrafo único. B) Personalidade jurídica. D) Outras considerações. 37 ao 43 do RG) A) Natureza jurídica. 40. que realizem atividades estranhas à advocacia.exclusão.ausência de punição disciplinar anterior. § 1º A razão social deve ter. 36. as seguintes circuns- tâncias. 9 . 15 ao 17 do EAOAB.com. entre outras: I . Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia. obrigados à inscrição suplementar.suspensão. no que couber. IV . obrigatoriamente. o nome de.multa. para fins de atenuação. 16.br 10 . 15. Art. constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia. IV . com alterações pela Lei 13. independentemente das razões que motivaram tal concentração. * Atenuantes: Art.Sociedade de advogados (arts. C) Denominação. na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. Art.falta cometida na defesa de prerrogativa profissional.prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública. inclusive o titular da sociedade unipessoal de advocacia. Na aplicação das sanções disciplinares. www. § 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados. quando presente circunstância atenuante. podendo permanecer o de sócio falecido.

§ 1º Para efeitos deste artigo. Art. os honorários de sucumbên- cia são devidos aos advogados empregados. salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Art. ou pessoa por este representada. 21. § 3º É proibido o registro. Parágrafo único. entre outras finalidades. fora da relação de emprego. na forma estabelecida em acordo. Além da sociedade. 19. 20. salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva.§ 2º O licenciamento do sócio para exercer atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário deve ser averbado no registro da sociedade. completo ou parcial. Art. A relação de emprego. a. aguardando ou executando ordens. com a expressão Sociedade Individual de Advocacia. Parágrafo único. o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia respondem subsidiária e ilimi- tadamente pelos danos causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia. de sociedade que inclua.com. no seu escritório ou em atividades externas. na qualidade de advogado. O salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença normativa. 18 ao 21 do EAOAB) Art. 22 ao 26 do EAOAB) A) Tipos: a. Nas causas em que for parte o empregador. § 3º As horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia seguinte são remuneradas como noturnas. B) Pacto (ou cláusula) quota litis C) Formas judiciais de cobrança D) Elementos éticos para a estipulação www. não alterando sua constituição. A jornada de trabalho do advogado empregado. § 4º A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser obrigatoriamente formada pelo nome do seu titular. não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia. no exercício da profissão.cers. 17. sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer.3) Sucumbenciais. Os honorários de sucumbência. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. a atividade de advocacia. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos empregadores. mesmo havendo contrato escrito. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à dispo- sição do empregador.2) Arbitrados judicialmente.Honorários Advocatícios (arts. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. 10 . a.1) Pactuados (ou convencionados). 18.br 11 . hospedagem e alimentação. nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais. acrescidas do adicional de vinte e cinco por cento.Advogado empregado (arts. percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora. 11 . Art.

Os convidados. 145 ao 150. arts. arts. EAOAB. o local e o tema central da Conferência. As sessões são dirigidas por um Presidente e um Relator. expositores e membros dos órgãos da OAB têm identificação especial durante a Conferência. 62 a 104. painéis ou outros modos de exposi- ção ou atuação dos participantes. §2o. 146. 115 a 120. Os estudantes de direito. Art. EAOAB. arts. www. 149. no segundo ano do mandato.com. todos com direito a voto. os serviços de apoio e infra-estrutura e o regimento interno da Conferência. EAOAB. reunindo-se trienalmente. RG) B) Conselhos Seccionais (arts. Cabe à Comissão Organizadora definir a distribuição do temário. 121 a 127.Eleições e mandatos (arts. 147. 148. a Comissão Organizadora é representada pelo Presidente. Quando as sessões se desenvolvem em forma de painéis. Os trabalhos da Conferência desenvolvem-se em sessões plenárias.convidados: as pessoas a quem a Comissão Organizadora conceder tal qualidade. O Presidente pode desdobrar a Comissão Organizadora em comissões específicas. RG) 13 . arts. 63 a 67. salvo se for advogado. São membros das Conferências: I .E) Prescrição (Art. definindo suas composi- ções e atribuições. os expositores ocupam a metade do tempo total e a outra metade é destinada aos debates e votação de propostas ou conclusões pelos participantes. tendo por objetivo o estudo e o debate das questões e problemas que digam respeito às finalidades da OAB e ao congraçamento dos advogados. Art. RG) Art. os advogados e estagiários inscritos na Conferência. decidem-se a data. A Conferência Nacional dos Advogados é órgão consultivo máximo do Conselho Federal. Durante o funcionamento da Conferência.efetivos: os Conselheiros e Presidentes dos órgãos da OAB presentes. A Conferência é dirigida por uma Comissão Organizadora. com poderes para cumprir a programação estabelecida e decidir as questões ocorrentes e os casos omissos. EAOAB . §1o. §2o. §1o. escolhendo um porta-voz entre os presentes em cada sessão da Conferência. mesmo inscritos como estagiários na OAB. EAOAB) 12 . são membros ouvintes. 105 a 114. sem direito a voto.cers. Art. §3o. As Conferências dos Advogados dos Estados e do Distrito Federal são órgãos consultivos dos Conselhos Seccionais. 145. As conclusões das Conferências têm caráter de recomendação aos Conselhos correspondentes. RG) C) Subseções (arts. No primeiro ano do mandato do Conselho Federal ou do Conselho Seccional. §1o. arts. escolhidos pela Comissão Organizadora. Art. 25.br 12 . EAOAB . §1o. II . 60 e 61. 51 a 55 . RG) D) Caixa de Assistência dos Advogados (Art. 128 a 137. por ele presidida e integrada pelos membros da Diretoria e outros convidados. os nomes dos expositores. reunindo-se trienalmente. 62. 56 a 59. a programação dos trabalhos. §2o. no segundo ano do mandato. §2o. designada pelo Presidente do Conselho.Órgãos da OAB A) Conselho Federal (arts. RG) 14 – Código de Ética e Disciplina – Deveres dos Advogados 15 – Processo Disciplinar 16 – Conferência Nacional dos Advogados (arts.

É facultado aos expositores submeter as suas conclusões à aprovação dos participantes. ser fiel à verdade para poder servir à Justiça como um de seus elementos essenciais. 152. TÍTULO I DA ÉTICA DO ADVOGADO CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. do Regula- mento Geral. do Estatuto.906.br 13 .velar por sua reputação pessoal e profissional. a honra. honestidade. no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos arts. em sua conduta. defendendo com o mesmo denodo humildes e poderosos. dos direitos humanos e garantias fundamentais. 152. exortando os advogados brasileiros à sua fiel observância. São deveres do advogado: I . A Medalha só pode ser concedida uma vez. aprimorar- se no culto dos princípios éticos e no domínio da ciência jurídica. cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes. mas também com desprendi- mento. (NOVO) CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – OAB O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. é defensor do Estado Democrático de Direito. nesse mister. de 04 de julho de 1994. com a dignidade e a correção dos profissionais que honram e engrandecem a sua classe. jamais permitindo que o anseio de ganho material sobreleve a finalidade social do seu trabalho. Art. 1º O exercício da advocacia exige conduta compatível com os preceitos deste Código.cers. 17 – Medalha Rui Barbosa (Art. exercer a advocacia com o indispensável senso profissional. independência. da Lei n. permanentemente. O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais é regulamentado em Provimento. empenhar-se na defesa das causas confiadas ao seu patrocínio. indispensável à administração da Justiça. social e profissional. Inspirado nesses postulados. os quais se traduzem nos seguintes mandamentos: lutar sem receio pelo primado da Justiça. veracidade.atuar com destemor. o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. com independência e altivez. em perfeita sintonia com os fins sociais a que se dirige e as exigências do bem comum. RG) Art. e proporcionando-lhe a realização prática de seus legítimos interesses.com. Parágrafo único. 8. aprova e edita este Código. dignidade e boa-fé. em suma. pelos atributos intelectuais e pela probidade pessoal. Parágrafo único.preservar. III . Art.§3o. II . 2º O advogado. da Justiça e da paz social. www. e será entregue ao homenageado em sessão solene. V.empenhar-se. da cidadania. dando ao constituinte o amparo do Direito. O Colégio de Presidentes das subseções é regulamentado no Regimento Interno do Conselho Seccional. dos Provimentos e com os princípios da moral individual. 33 e 54. fazendo com que o ordenamento jurídico seja interpretado com retidão. IV . comportar-se. 150. no prazo do mandato do Conselho. pugnar pelo cumprimento da Constituição e pelo respeito à Lei. Parágrafo único. ao instituir o Código de Ética e Disciplina. norteou-se por princípios que formam a consciência profissional do advogado e representam imperativos de sua conduta. a nobreza e a dignidade da profissão. de modo a tornar-se merecedor da confiança do cliente e da sociedade como um todo. agir. no aperfeiçoamento pessoal e profissional. proceder com lealdade e boa- fé em suas relações profissionais e em todos os atos do seu ofício. A “Medalha Rui Barbosa” é a comenda máxima conferida pelo Conselho Federal às grandes personalida- des da advocacia brasileira. lealdade. da moralidade. decoro. zelando pelo caráter de essencialidade e indispensabilidade da advocacia.

sem o assentimento deste. f) contratar honorários advocatícios em valores aviltantes. VI .adotar conduta consentânea com o papel de elemento indispensável à administração da Justiça. § 1º O advogado público exercerá suas funções com independência técnica. 4º O advogado. XI . CAPÍTULO II DA ADVOCACIA PÚBLICA Art. 8º As disposições deste Código obrigam igualmente os órgãos de advocacia pública.V .pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivação dos direitos individuais. coletivos e difusos. sempre que possível. do Direito e das leis. a conciliação e a mediação entre os litigantes. www. c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética. 6º É defeso ao advogado expor os fatos em Juízo ou na via administrativa falseando deliberadamente a verdade e utilizando de má-fé. quando no exercício da função de defensor público. VIII . d) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído.br 14 . Parágrafo único. a honestidade e a dignidade da pessoa humana. XIII .zelar pelos valores institucionais da OAB e da advocacia. É legítima a recusa. ou de órgão de assessoria jurídica. 7º É vedado o oferecimento de serviços profissionais que implique. IX . X . de pretensão concernente a direito que também lhe seja aplicável ou contrarie orientação que tenha manifes- tado anteriormente.cers. contribuindo para a solução ou redução de litigiosidade. Art.abster-se de: a) utilizar de influência indevida. pelo advogado. a instauração de litígios. do patrocínio de causa e de manifestação. a qualquer tempo. e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as quais tenha vínculos nego- ciais ou familiares. em seu benefício ou do cliente. prevenindo. ou como integrante de departamento jurídico. Art. público ou privado. incluindo aqueles que ocupem posição de chefia e direção jurídica.cumprir os encargos assumidos no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil ou na representação da classe. à defesa dos necessitados. 3º O advogado deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos. VII . no âmbito consul- tivo.estimular. deve zelar pela sua liberdade e independência. a moral. ainda que vinculado ao cliente ou constituinte.desaconselhar lides temerárias. b) vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos. Art. mediante relação empregatícia ou por contrato de prestação permanente de serviços. direta ou indiretamente. sempre que possível. XII . Art. 5º O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização. angariar ou captar clientela. a partir de um juízo preliminar de viabilidade jurídica. Art.com.ater-se.contribuir para o aprimoramento das instituições. e advogados públicos.

e das consequências que poderão advir da demanda. em seguida. § 3º). é recomendável que externe ao cliente sua impressão e. www. Art. qualquer circunstância que possa influir na resolução de submeter-lhe a consulta ou confiar- lhe a causa. clientes com interesses opostos. 18. antes. O advogado. Sentindo o advogado que essa confiança lhe falta. O advogado não deve deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu patrocínio. uma vez decorrido o prazo previsto em lei (EAOAB.com. A conclusão ou desistência da causa. A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o desobriga do pagamento das verbas hono- rárias contratadas. mas. tratando a todos com respeito e consideração. observará nas relações com os colegas. As relações entre advogado e cliente baseiam-se na confiança recíproca. bem como a prestar-lhe contas. 19. obriga o advogado a devolver ao cliente bens. Art. 17. valores e documentos que lhe hajam sido confiados e ainda estejam em seu poder.§ 2º O advogado público. 13. ou reunidos em caráter permanente para cooperação recíproca. Art. Art. ou não. salvo se o contrário for consig- nado no respectivo instrumento. Art. não podem representar. imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada. Concluída a causa ou arquivado o processo. quanto a eventuais riscos da sua pretensão. tenha havido. por isso. não se dissipando as dúvidas existen- tes. 11. CAPÍTULO III DAS RELAÇÕES COM O CLIENTE Art. inclusive o que exerce cargo de chefia ou direção jurídica. em face de dificuldades insuperáveis ou inércia do cliente quanto a providências que lhe tenham sido solicitadas. sem se subordinar a intenções contrárias do cliente.cers. denunciar. o substabelecimento do mandato ou a ele renuncie. § 2º O advogado não será responsabilizado por omissão do cliente quanto a documento ou informação que lhe devesse fornecer para a prática oportuna de ato processual do seu interesse. 14.br 15 . o dever de urbanidade. assim como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em eventual verba honorária de sucumbência. A parcela dos honorários paga pelos serviços até então prestados não se inclui entre os valores a ser devolvidos. calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado. fazendo cessar a respon- sabilidade profissional pelo acompanhamento da causa. Art. Os advogados integrantes da mesma sociedade profissional. 12. desde logo. autoridades. 15. extinção do mandato. 10. presume-se cumprido e extinto o mandato. A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção do motivo que a determinou. no exercício do mandato. O advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído. atua como patrono da parte. Art. promova. O mandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo. Art. de modo claro e inequívoco. 5º. a quem lhe solicite parecer ou patrocínio. cumprindo-lhe. renuncie ao mandato. Parágrafo único. servidores e o público em geral. 16. § 1º A renúncia ao mandato não exclui responsabilidade por danos eventualmente causados ao cliente ou a tercei- ros. salvo por motivo plenamente justificável ou para adoção de medidas judiciais urgentes e inadiáveis. sem prévio conhecimento deste. sendo reco- mendável que. procurando esclarecê-lo quanto à estratégia traçada. Art. sem prejuízo de esclarecimentos complementares que se mos- trem pertinentes e necessários. Art. Art. pormenorizadamente. Deve. ao mesmo tempo em que preservará suas prerrogativas e o direito de receber igual tratamento das pessoas com as quais se relacione. igualmente. em juízo ou fora dele. 9º O advogado deve informar o cliente.

27. Art. 20. o dever de urbanidade. O advogado. www. AUTORIDADES. nos atos e manifestações relacionados aos pleitos eleitorais no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil. O advogado que se valer do concurso de colegas na prestação de serviços advocatícios. 26. 24. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes e não conseguindo o advogado harmonizá-los.Art. sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado. com reserva de poderes. É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal. instau- rando-se processo ético-disciplinar e dando-se ciência às autoridades competentes para apuração de eventual ilícito penal. § 2º O substabelecido com reserva de poderes deve ajustar antecipadamente seus honorários com o substabele- cente. da mesma forma. cumprindo ao advogado agir.cers. Art. como patrono e preposto do em- pregador ou cliente. SERVIDORES PÚBLICOS E TERCEIROS Art. 28. Art. sob a égide das garantias constitucionais. Art. Art. Art. por um dos mandatos. com prudência e discrição. seja no âmbito de sociedade de advogados ou de empresa ou entidade em que trabalhe.com. AGENTES POLÍTICOS. 29. O advogado não se sujeita à imposição do cliente que pretenda ver com ele atuando outros advogados. devendo exigir igual tratamento de todos com quem se relacione. no sentido de que a todos seja concedido tratamento condizente com a dignidade da pessoa humana. nem fica na contingência de aceitar a indicação de outro profissional para com ele trabalhar no processo. Ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à validade ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou intervindo de qualquer maneira. Art. 21. simultaneamente. ao mesmo tempo em que preservará seus direitos e prerrogativas. CAPÍTULO IV DAS RELAÇÕES COM OS COLEGAS. dispensar- lhes-á tratamento condigno. adotar-se-ão as medidas cabíveis. Não há causa criminal indigna de defesa. seja em caráter individual. § 1º O dever de urbanidade há de ser observado.br 16 . deve resguardar o sigilo profissional. O advogado observará. que não os torne subalternos seus nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível com a natureza do trabalho profissional ou inferior ao mínimo fixado pela Tabela de Honorários que for aplicável. O substabelecimento do mandato. É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo. 23. 22. § 2º No caso de ofensa à honra do advogado ou à imagem da instituição. judicial e extrajudici- almente. ao postular em nome de terceiros. renunciando aos demais. tratando a todos com respeito e consideração. caber-lhe-á optar. Consideram-se imperativos de uma correta atuação profissional o emprego de linguagem escorreita e po- lida. § 1º O substabelecimento do mandato sem reserva de poderes exige o prévio e inequívoco conhecimento do cliente. contra ex-cliente ou ex-empregador. Art. agentes políticos. bem como a observância da boa técnica jurídica. resguardado sempre o sigilo profissional. Parágrafo único. servidores públicos e terceiros em geral. 25. como defensor. autoridades. da mesma forma. deve declinar seu impedimento ou o da sociedade que integre quando houver conflito de interesses motivado por intervenção anterior no trato de assunto que se prenda ao patrocínio solicitado. é ato pessoal do advogado da causa. nas suas relações com os colegas de profissão.

como legitimados a recorrer nos processos em trâmite perante os órgãos da OAB. sem prejuízo das providências que a Ordem dos Advogados do Brasil possa adotar com o mesmo objetivo. 35. nessa qualidade. sempre que os beneficiários não dispuserem de recursos para a contratação de profissional. nem beneficiar institui- ções que visem a tais objetivos. enquanto exercer cargos ou funções em órgãos da OAB ou tiver assento. Ao submeter seu nome à apreciação do Conselho Federal ou dos Conselhos Seccionais com vistas à inclusão em listas destinadas ao provimento de vagas reservadas à classe nos tribunais. não praticar nepotismo nem agir em desacordo com a morali- dade administrativa e com os princípios deste Código. enquanto exercer cargos ou funções em órgãos da OAB ou representar a classe junto a quaisquer instituições. o advogado empregará o zelo e a dedicação habituais. nos seus Conselhos. 33. § 1º Considera-se advocacia pro bono a prestação gratuita. independendo de solicitação de reserva que lhe seja feita pelo cliente. § 3º A advocacia pro bono não pode ser utilizada para fins político-partidários ou eleitorais. Parágrafo único. 31. ou como instrumento de publicidade para captação de clientela. públicos ou privados. A vedação estabelecida neste artigo não se aplica aos dirigentes de Seccionais quando atuem. Não poderá o advogado. O advogado.br 17 . em qualquer condição. contratar advogado. inclusive intervindo junto aos demais órgãos competentes e com poder de decisão da pessoa jurídica de que se trate. não dispuserem de recursos para. atuar em processos que tramitem perante a entidade nem oferecer pareceres destinados a instruí-los. § 2º A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que. Art. no Conselho Nacional de Justiça. o candidato assumirá o compromisso de respeitar os direitos e prerrogativas do advogado. conveniado ou dativo. Parágrafo único. www. no exercício de cargos ou funções em órgãos da Ordem dos Advogados do Brasil ou na representação da classe junto a quaisquer instituições. Quando o aviltamento de honorários for praticado por empresas ou entidades públicas ou priva- das. sem prejuízo do próprio sustento. de forma que a parte por ele assistida se sinta amparada e confie no seu patrocínio. CAPÍTULO VI DO EXERCÍCIO DE CARGOS E FUNÇÕES NA OAB E NA REPRESENTAÇÃO DA CLASSE Art. 34.cers. Art. O sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado tenha tido conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.Parágrafo único.com. os advogados responsáveis pelo respectivo departamento ou gerência jurídica serão instados a corrigir o abuso. no exercício de seu mister. CAPÍTULO V DA ADVOCACIA PRO BONO Art. Art. 30. eventual e voluntária de serviços jurídicos em favor de instituições sociais sem fins econômicos e aos seus assistidos. no Conselho Nacional do Ministério Público e em outros colegiados. 36. órgãos ou comissões. direitos e prerrogativas da classe dos advogados que representa. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome conhecimento no exercício da profissão. CAPÍTULO VII DO SIGILO PROFISSIONAL Art. não poderá o advogado. manterá conduta consentânea com as disposições deste Código e que revele plena lealdade aos interesses. Salvo em causa própria. órgãos ou comissões. 32. públicos ou privados. firmar contrato oneroso de prestação de serviços ou fornecimento de produtos com tais entidades nem adquirir bens postos à venda por quaisquer órgãos da OAB. No exercício da advocacia pro bono. Art. e ao atuar como defensor nomeado. O sigilo profissional é de ordem pública. igualmente.

painéis luminosos e inscrições em suas fachadas. III . III .o fornecimento de dados de contato.as inscrições em muros. cinema e televisão. a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade. Art. II .br 18 . quando no exercício das funções de mediador. 37. As colunas que o advogado mantiver nos meios de comunicação social ou os textos que por meio deles divulgar não deverão induzir o leitor a litigar nem promover.responder com habitualidade a consulta sobre matéria jurídica. II .§ 1º Presumem-se confidenciais as comunicações de qualquer natureza entre advogado e cliente. ou em veiculação de matérias pela internet. se submete às regras de sigilo profissional. em processo ou procedimento judicial. não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão. captação de clientela. painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade. com o intuito de captação de clientela. sendo vedados: I .a utilização de mala direta. Parágrafo único. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem justa causa.insinuar-se para reportagens e declarações públicas. em qualquer meio de comunicação. 40. em colunas ou artigos literários. nos meios de comunicação social.cers. publicados na imprensa. é permitida a utilização de placas. causa sob o patrocínio de outro advogado. Art. Art. Art. Art. IV . culturais. paredes. www. conciliador e árbitro. dessa forma. IV . administrativo ou arbitral. 42. bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão. CAPÍTULO VIII DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL Art. Exclusivamente para fins de identificação dos escritórios de advocacia. como endereço e telefone. 41. V . A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior. veículos. aca- dêmicos ou jurídicos. 39.abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega. elevadores ou em qualquer espaço público.a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras. desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39. VI . V .o uso de outdoors. 38.debater. sendo permitida a referência a e-mail. É vedado ao advogado: I . § 2º O advogado.divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes e demandas. sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional. IV .com.a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras. como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam defesa própria.a veiculação da publicidade por meio de rádio. O advogado não é obrigado a depor.

bem como menção a qualquer emprego. Na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de escritório de que se utilizar. atual ou pretérito. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade.br 19 . Parágrafo único. As normas sobre publicidade profissional constantes deste capítulo poderão ser complementadas por outras que o Conselho Federal aprovar. a extensão do patrocínio. bem como as instituições jurídicas de que faça parte. página eletrônica.Art. e as especialidades a que se dedicar. CAPÍTULO IX DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS Art. 44. visando ao esclareci- mento de tema jurídico de interesse geral. para manifestação profissional. de entrevista na imprensa. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos deverá observar as diretrizes estabe- lecidas neste capítulo. o endereço. Art. desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela. Quando convidado para manifestação pública. e-mail. em qualquer órgão ou instituição. 45. mediante comprovação documental. a forma de pagamento. em qualquer hipótese. o seu objeto. desde que sua circulação fique adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico. vedados pronunciamentos sobre métodos de trabalho usados por seus colegas de profissão. § 1º O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma especial. § 5º É vedada. § 1º Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas relacionadas à vida profissional. por escrito. os quais. 43. preferentemente. deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos. por meio físico ou eletrônico. porém. assim como a divulgação de boletins. presumem-se devam ser atendidos pelo cliente. 48. Art. Parágrafo único. à arbitragem ou a qualquer outro método adequado de solução dos conflitos. por este firmada. § 4º As disposições deste capítulo aplicam-se à mediação.cers.com. § 3º O contrato de prestação de serviços poderá dispor sobre a forma de contratação de profissionais para serviços auxiliares. sobre matéria cultural de interesse dos advogados. à conciliação. os honorários ajustados. além de dispor sobre a hipótese de a causa encerrar-se mediante transação ou acordo. na ausência de disposição em con- trário. devendo estabelecer. salvo o de professor universitário. São admissíveis como formas de publicidade o patrocínio de eventos ou publicações de caráter científico ou cultural. www. ser-lhe-á lícito reter o respectivo valor atualizado. o horário de atendimento e os idiomas em que o cliente poderá ser atendido. individualmente ou integrado em sociedades. pelo advogado. Art. de importâncias devidas ao cliente. educacionais e instrutivos. deve o advogado evitar insinuações com o sentido de promoção pessoal ou profissional. 47. O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio. no ato de prestação de contas. bem como sobre o pagamento de custas e emolumentos. sem propósito de promoção pessoal ou profissional. site. 46. a diminuição dos honorários contratados em decorrência da solução do litígio por qualquer mecanismo adequado de solução extrajudicial. o número ou os números de inscrição na OAB. o advo- gado fará constar seu nome ou o da sociedade de advogados. logotipo e a fotografia do escritório. de reportagem televisionada ou veiculada por qualquer outro meio. somente será admissível quando o contrato de prestação de serviços a autorizar ou quando houver autorização especial do cliente para esse fim. observadas as diretrizes do presente Código. § 2º A compensação de créditos. Art. § 2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas do advogado. escla- recendo se este abrangerá todos os atos do processo ou limitar-se-á a determinado grau de jurisdição. será contratada. A prestação de serviços profissionais por advogado. por qualquer modo e forma. com clareza e precisão. cargo ou função ocupado. inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos. bem como o debate de caráter sensacionalista. Caso o contrato preveja que o advogado antecipe tais despesas. QR code.

www. todavia. inclusive aquele referente às diligências. seja de sociedade de advogados. sob pena de caracterizar-se avilta- mento de honorários. quando acrescidos dos honorários da sucumbência. a complexidade e a dificuldade das questões versadas. conforme se trate do domicílio do advogado ou de outro. Art.br 20 . II . proporcionalmente à atuação de cada um no processo ou conforme haja sido entre eles ajustado. quando for o caso. apenas.a competência do profissional.o caráter da intervenção. podendo. entre advogados. Art. Parágrafo único. Os honorários da sucumbência e os honorários contratuais. atendidos os requisitos da moderação e da razoabilidade.a possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em outros casos. § 7º O advogado promoverá. não poderá ser levada a protesto. § 3º Nos processos disciplinares que envolverem divergência sobre a percepção de honorários da sucumbência. VI .a praxe do foro sobre trabalhos análogos.a relevância. comprovadamente.o lugar da prestação dos serviços. Art. IV . preliminarmente. a verba correspondente aos honorários da sucumbência será repartida entre o substabelecente e o substabelecido. ser levado a protesto o cheque ou a nota promissória emitido pelo cliente em favor do advogado. VII . pertencendo ao advogado que houver atuado na causa. § 1º No caso de substabelecimento.com. § 2º Quando for o caso. Os honorários profissionais devem ser fixados com moderação.§ 6º Deverá o advogado observar o valor mínimo da Tabela de Honorários instituída pelo respectivo Conselho Seccional onde for realizado o serviço. VIII . V .o trabalho e o tempo a ser empregados. atendidos os elementos seguintes: I . conforme se trate de serviço a cliente eventual. os honorários advocatícios poderão incidir sobre o valor de umas e outras.o valor da causa. assistindo-lhe direito autônomo para promover a execução do capítulo da sentença que os estabelecer ou para postular. seja do advogado autônomo. § 2º Quando o objeto do serviço jurídico versar sobre prestações vencidas e vincendas. não autoriza o saque de duplicatas ou qualquer outro título de crédito de natureza mercantil. os honorários devem ser necessariamente representados por pecúnia e. Art. quando esse. não tiver condições pecuniárias de satisfazer o débito de honorários e ajustar com o seu patrono. III . de forma destacada a execução dos honorários contratuais ou su- cumbenciais. ser emitida fatura. se faça segundo o critério estabelecido no § 1º. 52. depois de frustrada a tentativa de recebimento amigável. a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor em seu favor. Na hipótese da adoção de cláusula quota litis. 49. poderão ser por ele executados. entre advogados. a Ordem dos Advogados do Brasil ou os seus Tribunais de Ética e Disciplina poderão ser solicitados a indicar mediador que contribua no sentido de que a distribuição dos honorários da sucumbência. 51. deverá ser tentada a conciliação destes. porém. § 1º A participação do advogado em bens particulares do cliente só é admitida em caráter excepcional. Pode. frequente ou constante. o vulto. 50. ou de se desavir com outros clientes ou terceiros. não podem ser superiores às vantagens advin- das a favor do cliente. em instrumento contratual. tal forma de pagamento. com fundamento no contrato de prestação de serviços. pelo relator. O crédito por honorários advocatícios. a qual. a condição econômica do cliente e o proveito para este resultante do serviço profissional. preferentemente. quando o cliente assim pretender.cers.

Parágrafo único. proferirá despacho declarando instaurado o processo disciplinar ou determinando o arquivamento da representação. o do Tribunal de Ética e Disciplina. com menção das faltas atribuídas. A representação será formulada ao Presidente do Conselho Seccional ou ao Presidente da Subseção. deve o advogado renunciar previamente ao mandato que recebera do cliente em débito. IV . em caso de rescisão do contrato de prestação de serviços. se for o caso. ser reduzida a termo. Eventuais ajustes com a empresa operadora que impliquem pagamento antecipado não afetarão a responsabilidade do advogado perante o cliente. serão juntadas a ficha cadastral do representado e certidão negativa ou positiva sobre a existência de punições anteriores. www. 55. § 3º O relator. certidão sobre a existência ou não de representações em andamento. nos termos do parecer do relator ou segundo os fundamentos que adotar. neste último caso.a identificação do representante. conforme dispuser o regimento interno do Conselho Seccional. § 2º Não se considera fonte idônea a que consistir em denúncia anônima. no prazo de 30 (trinta) dias. A representação deverá conter: I . até o máximo de cinco. Art. designa relator.cers. Havendo necessidade de promover arbitramento ou cobrança judicial de honorários.a narração dos fatos que a motivam. § 1º A instauração. 54. § 4º O Presidente do Conselho competente ou. devendo ser observadas as disposições deste quanto à hipótese. conforme o caso. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação do interessado. II . mediante credenciamento junto a empresa operadora do ramo. 58. o Presidente do Conselho Seccional ou o da Subseção. será acompanhada da informação sobre as faltas imputadas. em tese. o rol de testemunhas. de infração disciplinar. Art. do processo disciplinar dar-se-á em função do conhecimento do fato. 57. na impossibilidade de obtê-la. de forma que permita verificar a existência. a qual.a assinatura do representante ou a certificação de quem a tomou por termo. de ofício. quando obtido por meio de fonte idônea ou em virtude de comunicação da autoridade competente.Art.com. § 1º Os atos de instrução processual podem ser delegados ao Tribunal de Ética e Disciplina. devendo. observando-se o mesmo prazo.br 21 . bem como. emitirá parecer propondo a instauração de processo disciplinar ou o arquivamento liminar da representação. 53. para o recebimento de honorários. caso em que caberá ao seu Presidente. atendendo aos critérios de admissibilidade. TÍTULO II DO PROCESSO DISCIPLINAR CAPÍTULO I DOS PROCEDIMENTOS Art.os documentos que eventualmente a instruam e a indicação de outras provas a ser produzidas. Será providenci- ada. Nas Seccionais cujos Regimentos Internos atribuírem competência ao Tribunal de Ética e Disciplina para instaurar o processo ético disciplinar. se positiva. ainda. 56. Art. sob pena de redistribuição do feito pelo Presidente do Conselho Seccional ou da Sub- seção para outro relator. III . É lícito ao advogado ou à sociedade de advogados empregar. um de seus integrantes. para presidir a instrução processual. sistema de cartão de crédito. por sorteio. Art. a representação poderá ser dirigida ao seu Presidente ou será a este encaminhada por qualquer dos dirigentes referidos no caput deste artigo que a houver recebido. Parágrafo único. Recebida a representação. designar relator. § 2º Antes do encaminhamento dos autos ao relator. por escrito ou verbalmente. quando esta dispuser de Conselho. por sorteio. com a sua qualificação civil e endereço.

será proferido despacho saneador e. 59. prazo comum de 15 (quinze) dias para apresentação de razões finais. relator para proferir voto. ainda. a indicação de haver sido esta adotada com base no voto do relator ou em voto divergente. Compete ao relator do processo disciplinar determinar a notificação dos interessados para prestar esclare- cimentos ou a do representado para apresentar defesa prévia. Art. Art. Art. com seus fundamentos. quanto ao mais. O Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina. por sorteio. o relator não será o mesmo designado na fase de instrução. devendo fazê-lo fundamentadamente. § 8º Abre-se. § 4º O voto divergente. para comparecerem à sessão de julgamento. do representado e das testemunhas. de modo que este se desenvolva por impulso oficial. impertinente. em seguida. § 6º O relator somente indeferirá a produção de determinado meio de prova quando esse for ilícito. primeiro pelo representante e. até o limite de 5 (cinco). Membros Honorários Vitalícios e detentores da Medalha Rui Barbosa será processada e julgada pelo Conselho Federal. § 7º Concluída a instrução. contendo a essência da decisão. sempre que o relator o determinar. audiência para oitiva do representante. www. § 1º A notificação será expedida para o endereço constante do cadastro de inscritos do Conselho Seccional. 15 § 5º O relator pode determinar a realização de diligências que julgar convenientes. as seguintes regras: § 1º O acórdão trará sempre a ementa. 60. que deve ser acompanhada dos documentos que possam instruí-la e do rol de testemunhas. o Presidente do Conselho competente ou. é facultada a sustentação oral pelo tempo de 15 (quinze) minutos. requererem. 61. sendo competente o Conselho Pleno. § 5º Será atualizado nos autos o relatório de antecedentes do representado. o disposto no Regulamento Geral. § 3º Oferecida a defesa prévia. ressalvada a hipótese do § 2º do Art. obser- vando-se. a sanção aplicada.cers. § 3º O voto condutor da decisão deverá ser lançado nos autos. § 2º O processo será incluído em pauta na primeira sessão de julgamento após a distribuição ao relator.§ 5º A representação contra membros do Conselho Federal e Presidentes de Conselhos Seccionais é processada e julgada pelo Conselho Federal. § 3º O representante e o representado são notificados pela Secretaria do Tribunal. § 6º A representação contra dirigente de Subseção é processada e julgada pelo Conselho Seccional. desnecessário ou protelatório. dando enquadramento legal aos fatos imputados ao representado. o relator profere parecer preliminar. salvo se. Art. após o recebimento do processo. o quórum de instalação e o de deliberação. sendo competente a Segunda Câmara reunida em sessão plenária. § 4º O representante e o representado incumbir-se-ão do comparecimento de suas testemunhas. § 2º Se o representado não for encontrado ou ficar revel. quando procedente a repre- sentação. o enquadramento legal da infração. A represen- tação contra membros da diretoria do Conselho Federal. cumprindo-lhe dar andamento ao processo. o do Tribunal de Ética e Disciplina designar-lhe-á defensor dativo. deverá ter seus fundamentos lançados nos autos. 62. § 2º O autor do voto divergente que tenha prevalecido figurará como redator para o acórdão. pelo representado. com os seus fundamentos.com. § 1º Se o processo já estiver tramitando perante o Tribunal de Ética e Disciplina ou perante o Conselho competente. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes consideradas e as razões determinantes de eventual con- versão da censura aplicada em advertência sem registro nos assentamentos do inscrito. da qual serão as partes notificadas com 15 (quinze) dias de antecedência. em seguida. por motivo justificado. a ser submetido ao Tribunal de Ética e Disciplina. em voto escrito ou em transcrição na ata de julgamento do voto oral proferido. ainda que vencido. 73 do EAOAB. após o voto do relator. com 15 (quinze) dias de antece- dência. do qual constarão. devidamente instruído. § 4º Na sessão de julgamento. no prazo de 15 (quinze) dias. designada. Nos acórdãos serão observadas.br 22 . ao apre- sentarem o respectivo rol. designa. Do julgamento do processo disciplinar lavrar-se-á acórdão. conforme o caso. se for o caso. em qualquer caso. sejam elas notificadas a comparecer à audiência de instrução do processo.

na revisão. subsequentemente. contra- riam os princípios deste Código. Cabe revisão do processo disciplinar. o relator assinará prazo ao requerente para que com- plemente a documentação. no que couber. Nos casos de competência originária do Conselho Federal. § 3º. para o seu exame. 69. Art. Art. § 5º O pedido de revisão terá autuação própria. Art. § 3º O pedido de reabilitação terá autuação própria. O advogado que tenha sofrido sanção disciplinar poderá requerer reabilitação. Na hipótese prevista no Art. CAPÍTULO II DOS ÓRGÃOS DISCIPLINARES SEÇÃO I DOS TRIBUNAIS DE ÉTICA E DISCIPLINA Art. 73. O relator e o revisor têm prazo de 10 (dez) dias cada um para elaboração de seus pareceres. A conduta dos interessados. 66. o pedido será liminarmente arquivado. o procedimento do processo disciplinar. a produção de prova e a sustentação oral. regem-se pelas disposições do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. § 2º A competência para processar e julgar o processo de revisão é do órgão de que emanou a condenação final. Art. para deliberação.br 23 . cumprindo à Secretaria do Conselho competente certificar. aplicando-se-lhes. 70. Parágrafo único. § 1º A competência para processar e julgar o pedido de reabilitação é do Conselho Seccional em que tenha sido aplicada a sanção disciplinar. revisor. por sorteio. 41). Parágrafo único. § 4º O pedido de reabilitação será instruído com provas de bom comportamento. reunida em sessão plenária. Os recursos contra decisões do Tribunal de Ética e Disciplina. devendo os autos respectivos ser apensados aos do processo disciplinar a que se refira. podendo o Presidente.cers. no pedido de reabilitação. no prazo e nas condições previstos no Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (Art. § 2º Observar-se-á. As sessões do Tribunal de Ética e Disciplina obedecerão ao disposto no respectivo Regimento Interno. nos autos. www. perante este tramitará o pedido de reabilitação. que se revele temerária ou caracterize a intenção de alterar a verdade dos fatos. devendo os autos respectivos ser apensados aos do processo disciplinar a que se refira. § 5º Quando o pedido não estiver suficientemente instruído. o procedimento do processo disciplinar. no exercício da advocacia e na vida social. apresentando-os na primeira sessão seguinte. 64. o do Conselho Seccional. sujeitando os responsáveis à correspondente sanção. subsidiariamente. § 3º Quando o órgão competente for o Conselho Federal. § 5º). sendo designado relator. a revisão processar-se-á perante a Segunda Câmara. 67. do EAOAB. no processo disciplinar. ao Conselho Seccional.com. do Regulamento Geral e do Regimento Interno do Conselho Seccional. O Tribunal de Ética e Disciplina poderá funcionar dividido em órgãos fracionários. § 4º Observar-se-á. O Tribunal dará conhecimento de todas as suas decisões ao Conselho Seccional. As consultas submetidas ao Tribunal de Ética e Disciplina receberão autuação própria. Art. Art. de acordo com seu regi- mento interno. não cumprida a determinação. na forma prevista no Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advo- gados do Brasil (Art. em sessão especial designada pelo Presidente do Tribu- nal. para que deter- mine periodicamente a publicação de seus julgados. serão facultadas ao representado ou ao seu defensor a apresentação de defesa. em face da complexidade da questão. designar. 68. o efetivo cumprimento da sanção disciplinar pelo requerente. 70.Art. 65. assim como a interposição de recursos com intuito manifestamente protelatório. § 1º Tem legitimidade para requerer a revisão o advogado punido com a sanção disciplinar. 63. no que couber.

atuar como órgão mediador ou conciliador nas questões que envolvam: a) dúvidas e pendências entre advogados. com o mesmo objetivo.responder a consultas formuladas.cers. Em até 180 (cento e oitenta) dias após o início da vigência do presente Código de Ética e Disciplina da OAB. devendo ser dada prioridade.organizar. os Conselhos Seccionais e os Tribunais de Ética e Disciplina deverão elaborar ou rever seus Regimentos Internos. as funções de Corregedor-Geral. nos julgamentos. em primeiro grau. Compete aos Tribunais de Ética e Disciplina: I . trimestralmente.Art. Provimento do Conselho Federal sobre a matéria. 75. A pauta de julgamentos do Tribunal é publicada em órgão oficial e no quadro de avisos gerais. 74. www. instrução e julgamento de processos ético-disciplinares.br 24 . aos processos cujos interessados estiverem presentes à respectiva sessão.com.906/94. no âmbito do Conselho Federal. observando. de informática e de pessoal necessários ao pleno funcionamento e ao desenvolvimento das atividades do Tribunal de Ética e Disciplina. II . cuja competência é definida em Provimento. na sede do Conselho Seccional. § 3º A Corregedoria-Geral do Processo Disciplinar coordenará ações do Conselho Federal e dos Conselhos Secci- onais voltadas para o objetivo de reduzir a ocorrência das infrações disciplinares mais frequentes. IV . do Conselho Federal. palestras. sobre matéria ético-disciplinar. No caso dos Tribunais de Ética e Disciplina. V . bem como os que resultem de sucumbência. preventivamente. subsequentemente. no que couber. § 2º Nos Conselhos Seccionais. Art. nas mesmas hipóteses. adaptando-os às novas regras e disposições deste Código. As Corregedorias-Gerais integram o sistema disciplinar da Ordem dos Advogados do Brasil. 8. seminários e outros eventos da mesma natureza acerca da ética profissional do advogado ou estabelecer parcerias com as Escolas de Advocacia. com antecedência de 15 (quinze) dias. as Corregedorias-Gerais terão atribuições da mesma natureza. na internet. 73. preservadas as regras de sigilo. § 1º O Secretário-Geral Adjunto exerce. promover e ministrar cursos. 71. Art. § 1º Os Conselhos Seccionais divulgarão. O Conselho Seccional deve oferecer os meios e o suporte de apoio material. a quantidade de processos ético-disciplinares em andamento e as punições decididas em caráter definitivo. b) partilha de honorários contratados em conjunto ou decorrentes de substabelecimento. VI . em caso de conduta suscetível de acarretar repercussão prejudicial à advocacia. TÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. c) controvérsias surgidas quando da dissolução de sociedade de advogados. § 2º A divulgação das punições referidas no parágrafo anterior destacará cada infração tipificada no artigo 34 da Lei n.julgar.suspender. logístico.exercer as competências que lhe sejam conferidas pelo Regimento Interno da Seccional ou por este Código para a instauração. os processos ético-disciplinares. nos termos do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. os Regimentos Internos serão submetidos à aprovação do respectivo Conselho Seccional e. 72. em tese. SEÇÃO II DAS CORREGEDORIAS-GERAIS Art. o acusado. III .

O Conselho Federal da OAB regulamentará em Provimento o processo ético-disciplinar por meio eletrônico. As disposições deste Código obrigam igualmente as sociedades de advogados.cers. Art.br 25 . Fica revogado o Código de Ética e Disciplina editado em 13 de fevereiro de 1995. no que couber.Art. 79. cabendo ao Conselho Federal e aos Conselhos Seccionais. Os autos do processo disciplinar podem ter caráter virtual. quando exercidas por advogados. Art. bem como às Subseções da OAB. Brasília. Este Código entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação. 77.com. bem como as demais disposições em contrário. à mediação. 19 de outubro de 2015. 78. Art. os consultores e as socie- dades consultoras em direito estrangeiro e os estagiários. 76. promover-lhe ampla divulgação. mediante adoção de processo eletrônico. As disposições deste Código aplicam-se. Art. à conciliação e à arbitragem. 80. Parágrafo único. no que lhes forem aplicáveis. Marcus Vinicius Furtado Coêlho Presidente Nacional da OAB Paulo Roberto de Gouvêa Medina Relator originário e para sistematização final Humberto Henrique Costa Fernandes do Rêgo Relator em Plenário www.