3.

DERIVADAS PARCIAIS1

3.1. ACRÉSCIMOS

3.1.1 Acréscimo total

Seja a função z = f ( x, y ) definida na região D ⊂ ℜ 2 . Tomemos o ponto ( x, y ) ∈ D e atribuamos a x
o acréscimo ∆x e a y o acréscimo ∆y , tais que o ponto ( x + ∆x, y + ∆y ) ∈ D .

O acréscimo da função quando passamos do ponto ( x, y ) ao ponto ( x + ∆x, y + ∆y ) é

∆z = f ( x + ∆x , y + ∆y ) − f ( x , y )

e se chama acréscimo total da função.

A variação das variáveis independentes x e y pode ser avaliada através da distância ∆l entre os
pontos ( x, y ) e ( x + ∆x, y + ∆y ) .

∆z f ( x + ∆x , y + ∆y ) − f ( x , y )
A razão = é uma razão incremental e seu limite, para ∆l → 0 ,
∆l ∆l
definiria a derivada de z = f ( x, y ) , no ponto, caso o limite existisse.

Entretanto, este limite quase sempre não existe, pois o ponto, ( x, y ) poderá aproximar-se do ponto
( x + ∆x, y + ∆y ) de inúmeras maneiras e o limite vai depender da maneira de aproximação, isto é, da
direção de aproximação. Estas considerações levar-nos-ão ao conceito de derivada direcional, que
estudaremos mais adiante.

1
O presente material faz parte da Apostila de Cálculo II, elaborada pelo prof. José Donizetti de Lima.
Alguns tópicos da versão original foram suprimidos.

3.1.2. Acréscimos parciais

3.1.2.1. Acréscimo parcial em x

Seja a função z = f ( x, y ) e o ponto ( x, y ) ∈ D . Conservemos y constante e atribuamos a x o
acréscimo ∆x , tal que o ponto ( x + ∆x, y ) ∈ D . O acréscimo da função quando passamos do ponto
( x, y ) para o ponto ( x + ∆x, y ) é
∆ x z = f ( x + ∆x, y ) − f ( x, y )
e se chama acréscimos parcial em x.

3.1.2.2. Acréscimo parcial em y

Se na função z = f ( x, y ) conservarmos x constante e dermos a y o acréscimo ∆y , de modo a
passarmos do ponto ( x, y ) ao ponto ( x, y + ∆y ) , também pertencente a D , teremos o acréscimo
parcial em y ,
∆ y z = f ( x , y + ∆y ) − f ( x , y )

2

As razões = e ∆x ∆x ∆yz f ( x. y ) ∆x →0 ∆x ∆x ∂x ∂x ∆yz f ( x. ∆y ∆y Os limites destas razões para ∆x → 0 na primeira e ∆y → 0 na segunda. A idéia chave é fazer com que apenas uma variável por vez varie. y ) = D y f ( x. respectivamente. a derivada de uma função f num ponto P . 3. derivamos em relação a apenas uma variável por vez. y ) . y ) são os ∆ x z f ( x + ∆x. No caso de uma função z = f ( x. y ) − f ( x. Sabemos que sua derivada. DERIVADAS PARCIAIS 3. y + ∆y ) − f ( x. Definições: Vimos anteriormente que ∆ x z = f ( x + ∆x. são as derivadas parciais da função z = f ( x. um dos instrumentos mais importantes. pelo incremento ∆x . y ) por uma das notações seguintes: ∂z ∂f z x ou f x ou ou ∂x ∂x 3 . então o limite da razão (quociente) do acréscimo parcial ∆ x z . Especificamente. Para funções de mais de duas variáveis. y ) − f ( x. por exemplo. y ) = D x f ( x . y ) ∆y → 0 ∆y ∆y ∂y ∂y Definição 1: Se z = f ( x. o procedimento é fazer com que uma delas varie enquanto todas as outras são mantidas invariáveis. Designa-se a derivada parcial em relação a x da função z = f ( x. representa o coeficiente angular da reta tangente a essa função no ponto considerado. Assim: ∆ x z f ( x + ∆x. y + ∆y ) − f ( x. chama-se derivada parcial em relação a x de z = f ( x. y ) = são as razões incrementais da função z em relação a x e a y . caso existam. o gradiente. y ) de duas variáveis independentes. y ) é uma função de duas variáveis reais. enquanto a outra é mantida invariável. y ) ∂z ∂f lim = = = = f ' y ( x. Geometricamente.2. Introdução: Suponha que y = f (x ) seja uma função de apenas uma variável. desde que o limite exista. quando ∆x tende a zero. tal procedimento nos fornece uma derivada para cada uma das variáveis independentes.2. encarando todas as outras como constantes. y + ∆y ) − f ( x. y ) − f ( x. y ) . Essas derivadas individuais são as peças com as quais construiremos. y ) acréscimos parciais em x e y .3. necessitamos de instrumental matemático semelhante para trabalhar com a taxa com que z muda quando ambos x e y variam. y ) ∂z ∂f lim = = = = f ' x ( x.2. por exemplo.2. pois permite determinar a direção de máximo crescimento de uma função. definida por dy ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) y ' = f ' ( x) = = lim = lim dx ∆x → 0 ∆x ∆ x → 0 ∆x pode ser interpretada com a taxa de variação de y em relação a x. y ) e ∆ y z = f ( x.1.

pelo incremento ∆y . é preciso. à derivada em relação a y calculada supondo x constante. somente. à derivada em relação a x calculada supondo y constante. Designa-se a derivada parcial em relação a y da função z = f ( x. ter-se atenção em relação a que variável se efetua a derivação. y ) = x + y ⇒  2 2  ∂f = 2 y  ∂y 4 . Definição 2: Analogamente. podemos também definir as derivadas parciais em relação a x e y da função z = f ( x. que as regras de cálculo das derivadas parciais são as mesmas empregadas para calcular a derivada das funções de uma variável. y ) como sendo o limite da razão do acréscimo parcial ∆ y z . y + ∆y ) − f ( x.Em símbolos: ∂f ∆ z  f ( x + ∆x . y ) . y ) = lim x = lim   ∂x ∆x → 0 ∆x ∆x → 0  ∆x  Nota: O símbolo ∂ na notação ∂f é utilizado para enfatizar que há outra variáveis independentes e ∂x não apenas x . o símbolo ∂ na notação ∂f é utilizado para enfatizar que há outra ∂y variáveis independentes e não apenas y . y ) = lim = lim   ∂y ∆y → 0 ∆x ∆y → 0  ∆y  Nota: Da mesma forma. y ) . y )  ( x. quando ∆y tende a zero. y )  ( x. y ) = x 2 + y 2 em relação a x e a y . y ) por uma das notações seguintes: ∂z ∂f z y ou f y ou ou ∂y ∂y Em símbolos: ∂f ∆yz  f ( x. y ) do seguinte modo: • "chama-se derivada parcial da função z = f ( x. define-se a derivada parcial em relação a y de z = f ( x. Solução:  ∂f  ∂x = 2 x f ( x. em relação a y . desde que o limite exista." 2) Resulta das definições anteriores. Exemplos: 1) Determine a derivada parcial de f ( x." • "chama-se derivada parcial da função z = f ( x. Observações: 1) Na prática. y ) − f ( x . em relação a x .

y ) = ln ⇒ x2 + y2  ∂f = − 2 x y 2  ∂y x4 − y 4 5 . y ) = x 2 + xy + y 2 b) f ( x. Solução:  ∂f  ∂x = 2 xy − 3 y 2 f ( x. Solução:  ∂f  ∂x = cos( x + 3 y ) + 2 sen(2 x − y ) f ( x. y ) = ln = [ln( x 2 − y 2 ) − ln( x 2 + y 2 )] x +y 2 2 2  ∂f 2 xy 2  = x2 − y2  ∂x x − y 4 4 f ( x.(− x + 2 y )  ∂y 5) Determine as derivadas parciais de f ( x. y ) = x + xy + y ⇒  2 2 b) f ( x. y ) = x 2 + y 2 ⇒   ∂f = y  ∂y x2 + y2  3) Determine as derivadas parciais de f ( x. Então:  ∂z  ∂x = 4( x − xy + y ) . y ) = ln com >0 x2 + y2 x2 + y2 x2 − y 2 1 Solução: Inicialmente.2) Calcule as derivadas parciais das funções a seguir: a) f ( x. y ) = 3x 3 + 5 y 4 ⇒   ∂f = x + 2 y  ∂f = 20 y 3  ∂y  ∂y  ∂f x  ∂x =  x2 + y2 c) f ( x.(2 x − y ) 2 2 3 z = ( x 2 − xy + y 2 ) 4 ⇒   ∂z = 4( x 2 − xy + y 2 ) 3 . y ) = x 2 + y 2 Solução:  ∂f  ∂f  ∂x = 2 x + y  ∂x = 9 x 2 a) f ( x. y ) = 3 x 3 + 5 y 4 c) f ( x. y ) = x 2 y 2 − 3 xy + 4 . y ) = x 2 y 2 − 3xy + 4 ⇒   ∂f = 2 x 2 y − 3x  ∂y 4) Determine as derivadas parciais da função: z = ( x 2 − xy + y 2 ) 4 . y ) = sen( x + 3 y ) − cos(2 x − y ) ⇒   ∂f = 3 cos( x + 3 y ) − sen(2 x − y )  ∂y x2 − y2 x2 − y 2 6) Determine as derivadas parciais de f ( x. Solução: Notemos a existência das componentes potência e base. preparemos a função: f ( x. y ) = sen( x + 3 y ) − cos( 2 x − y ) .

y + ∆y. z ) = 4 x 3 z − 3 x 2 yz 2 − 4 xy 2 z 3 − 6 y 3 z 4 − y + 6 ⇒  = −3 x 2 z 2 − 8 xyz 3 − 18 y 2 z 4 − 1  ∂y  ∂f  = 4 x − 6 x yz − 12 xy z − 24 y z 3 2 2 2 3 3  ∂z 6 . z ) = 4 x 3 z − 3 x 2 yz 2 − 4 xy 2 z 3 − 6 y 3 z 4 − y + 6 Solução:  ∂f  = 12 x z − 6 xyz − 4 y z 2 2 2 3  ∂x  ∂f f ( x. z + ∆z ) − f ( x. z )  = lim   ∂z ∆z → 0 ∆z  Por outro lado. = lim   . z ) = x 2 + y 2 + z 2 b) f ( x . ∂x ∆ x → 0  ∆x  ∂y ∆y →0 ∆y  Exemplos: 1) Calcule as derivadas parciais das funções a seguir: 1 a) f ( x. z . y. t )  ∂f  f ( x.. z . y . y. z . z )  = lim  . t ) − f ( x. u = f ( x. . se tomarmos uma função w de três variáveis x. de maneira análoga. y . y e z . y. z) = x + y2 + z2 2 Solução:  ∂f x  =  ∂x x2 + y2 + z2   ∂f y a) f ( x. y . t ) − f ( x. ∂y ∆y → 0 ∆y  ∂f  f ( x. y . y. y + ∆y. w = f ( x. t )  = lim   . Por exemplo. y .. se tomarmos uma função u de quatro variáveis x. y. z . z ) − f ( x. t ) . y . então: ∂f  f ( x + ∆x. z e t . y . z . as derivadas parciais de uma função de um número qualquer de variáveis. y ) = x + y + z ⇒  = 2 2 2  ∂y x2 + y2 + z2   ∂f = z  ∂z x + y2 + z2 2   ∂f 2x  =− 2  ∂x (x + y 2 + z 2 )2 1  ∂f 2y b) f ( x. z ) . z )  = lim   . z ) − f ( x . y ) = 2 ⇒  =− 2 x +y +z  ∂y (x + y 2 + z 2 )2 2 2  ∂f 2z  =− 2  ∂z (x + y 2 + z 2 )2 2) Determine as derivadas parciais de f ( x. y . y . então: ∂f  f ( x + ∆x . y.Definição 3: Definem-se. ∂x ∆ x → 0  ∆x  ∂f  f ( x.

z0 ) . assim. ( x 0 . y0 . paralelo ao plano xOz. em relação à reta (s). z0 ) da superfície S e intersecção das curvas C 1 e C 2 . B B B B ∂z A derivada parcial ( x 0 . paralela ao eixo dos x. y ) será unicamente da variável y e representará a B B curva C 1 . Fixemos x. y0 . ( x 0 . com a superfície S de equação z = f (x. y 0 ) nos fornece o coeficiente angular (decline) da reta tangente t 2 à curva ∂x B B ∂z C 2 no ponto P0 ( x0 . o ponto P0 ( x0 . paralelo ao plano yOz. y0 . intersecção do plano x = x 0 . B B Obtemos. paralela ao eixo dos y. B B B B intersecção do plano y = y 0 . fazendo-o igual a x 0 . com a superfície S de equação B B B B z = f (x. a função z = f(x. y 0 ) nos fornece o coeficiente angular (decline) da reta tangente t 1 à curva ∂y B B ∂z C 1 no ponto P0 ( x0 . y 0 ) = tgβ ∂y B B 7 . yo ) será unicamente da variável x e representará a curva C 2 .INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DAS DERIVADAS PARCIAIS Seja z = f (x. em relação à reta (r). y) . z0 ) . y) . y 0 ) = tgα ∂x B B ∂z A derivada parcial ( x 0 . y) uma função definida na região D ⊂ ℜ 2 tendo por imagem gráfica a superfície S do ℜ 3 que se projeta sobre D no plano xOy. Se fizermos y = y 0 . A função z = f(x o .

que são dadas por: ∂f ∂f = 3 y 2 + 8xy + 2y e = 6 xy + 4 x 2 + 2 x ∂x ∂y Como essas derivadas parciais são contínuas em ℜ 2 . y 0 .DIFERENCIABILIDADE Introdução: Sabemos que o gráfico de uma função derivável de uma variável constitui uma curva que não possui pontos angulosos. devemos fazer uma análise bem mais cuidadosa. uma curva suave. y) ∈ ℜ 2 . 8 . f ( x 0 . y) . Em cada ponto do gráfico temos uma reta tangente única. que as funções polinomiais são diferenciáveis em ℜ 2 . y) ∈ ℜ 2 . deverá existir um único plano tangente. pela suavidade de seu gráfico. Em cada ponto ( x 0 . Nota: Observamos que o raciocínio usado nesse exemplo pode ser generalizado para qualquer função polinomial. então f é diferenciável em ( x0 . y 0 ) . y 0 ) um ponto do domínio da função f (x. a) f ( x. as derivadas parciais estão relacionadas com o plano tangente ao gráfico de uma função de duas variáveis. Isso é ilustrado nos exemplos que seguem. y ) . que são dadas por: ∂f ∂f = 2x e = 2y ∂x ∂y Como essas derivadas parciais são contínuas em ℜ 2 . y) = x 2 + y 2 Solução: A função dada tem derivadas parciais em todos os pontos ( x. nesse último caso. isto é. y) = 3xy 2 + 4 x 2 y + 2 xy Solução: A função dada tem derivadas parciais em todos os pontos ( x. que representa uma “boa aproximação” de f perto de ( x 0 . então. f ( x. b) f ( x. pois somente a existência das derivadas parciais não garante que existirá um plano tangente. No entanto. y 0 )) do gráfico de f . Nota: Essa proposição é muito útil para verificarmos que muitas das funções mais usadas no cálculo são diferenciáveis. concluímos que f é diferenciável em ℜ 2 . y 0 ) . y) possui derivadas parciais e ∂x ∂y num conjunto aberto A que contém ( x0 . Exemplos: 1) Verificar que as funções a seguir são diferenciáveis em ℜ 2 . assim como a derivada de uma função de uma variável está ligada à reta tangente ao gráfico da função. Se f (x. Similarmente. y 0 ) . concluímos que f é diferenciável em ℜ 2 . Proposição: (Uma condição suficiente para diferenciabilidade) ∂f ∂f Seja ( x0 . Desta forma. queremos caracterizar uma função diferenciável de duas variáveis. Concluímos. y 0 ) e se essas derivadas parciais são contínuas em ( x0 .

que é dada por: ( x − x0 ) 2 + ( y − y 0 ) 2 ou seja. y) = sen ( xy 2 ) Solução: A função dada tem derivadas parciais em todos os pontos ( x. y) ∈ ℜ 2 . y 0 ) . y ) − ( x 0 . 0)} . y) = x 2 + y 2 Solução: Em todos os pontos ( x. exceto na origem. y 0 ) | = ( x − x 0 ) 2 + ( y − y 0 ) 2 9 . y ) − ( x 0 .c) f ( x. y ) é diferencíavel no ponto ( x 0 . concluímos que f é diferenciável em ℜ 2 . y) ≠ (0. | ( x. então f é contínua nesse ponto. y) = 2 x + y2 Solução: Em todos os pontos ( x. b) f ( x. Logo. y 0 ) . y) é diferenciável em todos os pontos de ℜ 2 . Lembre-se: | ( x. que são dadas por: ∂f ∂f = y 2 . f (x. elas são contínuas em ℜ 2 − {(0. y ) a ( x 0 . exceto na origem: x a) f ( x. 2) Verifique que as funções dadas são diferenciáveis em todos pontos de ℜ 2 . Logo. 0)} . cos( xy 2 ) ∂x ∂y Como essas derivadas parciais são contínuas em ℜ 2 . exceto na origem. y) ≠ (0. y) é diferenciável em todos os pontos de ℜ 2 . 0) a função dada tem derivadas parciais que são: ∂f x ∂f y = e = ∂x x +y 2 2 ∂y x + y2 2 Como essas derivadas são funções racionais cujo denominador se anula apenas na origem. elas são contínuas em ℜ 2 − {(0. y 0 ) | representa a distância de ( x. ( x. Proposição: Se f ( x. cos( xy 2 ) e = 2 xy. 0) a função dada tem derivadas parciais que são: ∂f − x2 + y2 ∂f − 2 xy = 2 e = 2 ∂x ( x + y ) 2 2 ∂y ( x + y 2 ) 2 Como essas derivadas são funções racionais cujo denominador se anula apenas na origem. f (x. y) ∈ ℜ 2 . ( x. y) ∈ ℜ 2 .

sua equação é satisfeita pelas coordenadas deste ponto. y0 ) e ( P0 ) = ( x0 . y0 . vamos a: ∂z ∂z z − z0 = .( y − y 0 ) ∂x ∂y Portanto. isolando z . a equação do plano (π ) tangente à superfície S de equação z = f (x.( x − x0 ) + ( P0 ). ∂z a ∂z b =− (5) e =− (6) ∂x c ∂y c Substituindo as equações (5) e (6) na equação (1).EQUAÇÃO DO PLANO TANGENTE O conceito de plano tangente a uma superfície corresponde ao conceito de reta tangente a uma curva. cuja equação geral é dada por: ax + by + cz + d = 0 (1) Como este plano passa pelo ponto P0 ( x0 . tangentes à superfície S no B B B B ponto P0 . assim. Geometricamente. vamos a: a b z − z 0 = − ( x − x0 ) − ( y − y0 ) (4) c c a b d Por outro lado. notamos que as duas retas tangentes t 1 e t 2 . o plano tangente a uma superfície num ponto é o plano que “melhor aproxima” a superfície nas vizinhanças do ponto. na equação (1). Observando a figura anterior. temos: z = − x− y− c c c Calculando as derivadas parciais de z . ∂x ∂x ∂y ∂y 10 . temos: a ( x − x0 ) + b( y − y 0 ) + c( z − z 0 ) = 0 (3) Isolando o termo em z.( y − y0 ) ∂x ∂y ∂z ∂z ∂z ∂z Nota: Por simplicidade: ( P0 ) = ( x0 . no ponto P0 ( x0 .( x − x 0 ) + . determinam um plano tangente à superfície S. z0 ) . z0 ) é: ∂z ∂z z − z0 = ( P0 ). y0 . y) . ax 0 + by 0 + cz 0 + d = 0 (2) Fazendo a equação (1) menos a equação (2). y0 ) .

( x − x0 ) + ( P0 ). x − x0 y − y 0 z − x0 A normal n .( y − y0 ) .−2. b. fazendo: z 0 = ( 5{ ) 2 − 4. y0 .(−2) = 16 B B  ∂y ∂z ∂z Como a equação do plano tangente é dada por: z − z0 = ( P0 ). Exemplos: 1) Determine as equações do plano tangente e da reta normal à superfície z = x 2 − 4 y 2 no ponto P (5. y0 . 9) .EQUAÇÃO DA RETA NORMAL A reta normal (n) à superfície S no ponto P0 ( x0 . determinemos o ponto P0 ( x0 .(− {2) = 25 − 16 = 9 .  ∂z  ∂x = 2 x As funções derivadas parciais são: z = x − 4 y ⇒  2 2  ∂z = −8 y  ∂y  ∂z  ∂x ( P0 ) = 2. P0 (5. Solução: Inicialmente. z0 ) é perpendicular ao plano (π ) tangente à superfície no mesmo ponto e consequentemente perpendicular às tangentes t 1 e t 2 . z0 ) . terá por equações: = = a b c Multiplicando as três razões por (-c): x − x0 y − y0 z − z0 x − x0 y − y0 z − z 0 ( −c ) = ( −c ) = ( −c ) ⇒ = = a b c a b c − − − c c c a ∂z b ∂z Como: − = ( P0 ) e − = ( P0 ) . c) . normal à superfície S é. 2 x0 y0 Assim. a equação da normal é dada por: = = . logo: ∂z ∂z − 1 ( P0 ) ( P0 ) ∂x0 ∂y0 11 . temos:   ∂z ( P0 ) = −8. temos: ∂x ∂y z − 9 = 10( x − 5) + 16( y + 2) ⇒ z − 9 = 10 x − 50 + 16 y + 32 ⇒ 10 x + 16 y − z − 9 = 0 x − x0 y − y0 z − z0 Por outro lado.−2) . temos: c ∂x c ∂y x − x0 y − y0 z − z0 = = ∂z ∂z −1 ( P0 ) ( P0 ) ∂x ∂y Nota: Essa equação é chamada de equação simétrica ou equação paramétrica da reta. portanto paralelo ao vetor normal do plano (π ) r vn = (a. B B B B O vetor diretor da reta (n).5 = 10 Aplicando estas derivadas no ponto P 0 .

12 . o ponto procurado é P0 (2. Solução: Determinemos as derivadas parciais no ponto. as derivadas parciais de z serão nulas. . temos: ∂z ∂z −1 ( P0 ) ( P0 ) ∂x ∂y x−3 y −4 z −5 x−3 y −4 z −5 = = ⇒ = = 3 4 −1 3 4 −5 5 5 3) Determine o ponto da superfície z = x 2 + y 2 − 4 x − 6 y + 9 em que o plano tangente é paralelo ao plano ao plano cartesiano xOy. z0 ) é: ∂z ∂z z − z0 = ( P0 ). Solução: Se o plano tangente à superfície z for paralelo ao plano xOy. De z 2 = x 2 + y 2 ⇒ z = x 2 + y 2 (z = 5 > 0)  ∂z 1 x ∂z 3 3  ∂x = .4) . 2x = ⇒ ∂x ( P0 ) = = 9 + 16 5  2 x +y 2 2 x +y 2 2 z = x2 + y 2 ⇒   ∂z = 1 . 2y = y ⇒ ∂z ( P0 ) = 4 = 4  ∂y 2 x 2 + y 2 x2 + y2 ∂y 9 + 16 5  Sabemos que a equação do plano tangente (π ) à superfície z no ponto P0 ( x0 .  ∂z  ∂x = 2 x − 4 = 0 ⇒ x = 2 z⇒  ∂z = 2 y − 6 = 0 ⇒ y = 3  ∂y Calculemos z: z = 4 + 9 − 8 − 18 + 9 ⇒ z = −4 Portanto. 5) . 4. sabemos que as equação da normal (n) são: = = . y0 . x−5 y +2 z −9 = = 10 16 −1 2) Determine as equações do plano tangente e da reta normal à superfície z 2 = x 2 + y 2 no ponto P0 (3. z − 5 = ( x − 3) + ( y − 4) ⇒ 5 z − 25 = 3 x − 9 + 4 y − 16 ⇒ 3 x + 4 y − 5 z = 0 5 5 x − x0 y − y0 z − z0 Por outro lado. 3.( x − x0 ) + ( P0 ).( y − y0 ) ∂x ∂y 3 4 Logo.

2.0. ∂z ∂z = 2x e = 2y ∂x ∂y ∂z ∂z = 2x e = 2y Substituindo P (0. 0) b) Em P (1. 0. 0) .Definição: Seja f : ℜ 2 → ℜ diferenciável no ponto ( x 0 . o plano tangente ao gráfico da função z = x 2 + y 2 nos pontos P (0. 0. P (0. ou seja. apresenta um ponto anguloso na sua origem. O gráfico da função z = x 2 + y 2 . 0. 0. 2) Cálculo das derivadas parciais: As derivadas parciais são as mesmas. se existir. a) Em P (0.. 0) . 1. y 0 . 0) . não sendo diferenciável nesse ponto.( y − 1) ⇒ 2x + 2 y − z − 2 = 0 2) Determinar. 1. 0. não adimitindo plano tangente neste ponto. 2) na equação do plano tangente. y 0 )) ao plano dado pela equação ∂f ∂f z − f ( x0 . y 0 ).( y − 0) ⇒ z = 0 obtemos: Geometricamente. 0) na equação do plano ∂x ∂y tangente. o plano tangente ao gráfico da função z = x 2 + y 2 no ponto P (0.( x − 1) + 2.( x − x 0 ) + ( x 0 . f ( x 0 .1.( y − y 0 ) ∂x ∂y Exemplos: 1) Determinar. > plot3d(sqrt(x^2+y^2).2). temos: z − 2 = 2. Essa função não tem derivadas parciais em (0.( x − 0) + 2.1. que possui plano tangente em todos os seus pontos.x=-2. se existir. Seu gráfico representa uma superfície “suave”. 2) Solução: Essa função é diferenciável em todos os pontos de ℜ 2 . y 0 ) . 0) e P (1.0. y0 ) = ( x 0 .y=-2.. 13 . y 0 ). 1. obtemos: Substituindo P (1. z − 0 = 2. Chamamos plano tangente ao gráfico de f no ponto ( x 0 .

obtemos: 2 1 z− 3 = . ( x0 . y0 ) . se existir. Por exemplo. PU UP  ∂f ∂f  ∇ f ( x0 . Suas derivadas parciais são dadas por: ∂z 2x ∂z y = e = ∂x 2x + y 2 2 ∂y 2x + y2 2 Substituindo P (1. y 0 ) . isto é. 1. y0 )  . definimos o vetor gradiente de funções de mais de duas variáveis. . y0 ) =  ( x0 .   ∂x ∂y ∂z  14 . Se estamos trabalhando com um ponto genérico ( x. transladado paralelamente da origem para o ponto ( x0 .   ∂x ∂ y  Analogamente. ( x − x0 . y0 ). y ) . y ) uma função que admite derivadas parciais de 1 a ordem no ponto ( x 0 . ( x0 . y 0 ). y 0 ) =  ( x0 . y 0 ) é um vetor cujas componentes são as derivadas parciais de 1 a ordem de f nesse ponto. y0 ) . usando o produto escalar de dois vetores. z ) . y − y0 )  ∂x ∂y   ∂f ∂f  O vetor  ( x0 . formado pelas derivadas parciais de 1 a ordem de f . y 0 )  . y 0 ) . a equação do plano tangente pode ser reescrita como  ∂f ∂f  z − f ( x0 . y 0 ). denotado por grad f ( x0 . 3 ) . tem  ∂x ∂y UP PU  propriedades interessantes que serão vistas a seguir.( x − 1) + . ( x0 .( y − 1) ⇒ 2 x + y − 3 z = 0 3 3 Nota: Observemos que. 0) . usualmente representamos o vetor gradiente por  ∂f ∂f  ∇ f =  . o plano tangente ao gráfico da função z = 2 x 2 + y 2 no ponto P (1. y0 ) como um vetor aplicado no ponto ( x0 . Ou seja. Solução: Essa função é diferenciável em todos os pontos de ℜ 2 − (0. 3 ) na equação do plano tangente. y 0 ) ou ∇ f ( x 0 . interpretamos ∇ f ( x0 . O gradiente de PU UP f no ponto ( x 0 . VETOR GRADIENTE Definição: Seja f ( x. y . 1. y 0 )   ∂x ∂y  Nota: “ ∇ ”: lê-se: nabla Geometricamente. para três variáveis w = f ( x. temos:  ∂f ∂f ∂f  ∇ w =  .3) Determinar.

1) 15 . 2 Resposta: ∇ f (x.0)  1 − x2 − y 2 1 − x2 − y 2    4) Determinar o vetor gradiente da função f ( x. y ) = 1 − x 2 − y 2 em P (0. 0) = (0. 0) .   Resposta: ∇ g (x. y ) ⇒ ∇ f (1. 3) . 4) = (6.− y  ⇒ ∇ g (0.Exemplos: 1) Determinar o vetor gradiente das funções: y2  y2 2y  a) z = 5 x 2 y + Resposta: ∇ z = 10 xy − 2 . xz 2 . 4) . y ) = x 2 + y em P (3. Resposta: ∇f (3. 3) = (2.2 xyz ) 1 2 2) Determinar o vetor gradiente da função f ( x. y ) = x 2 + y no ponto (1. y) = (2 x.5 x 2 +  x  x x  b) w = xyz 2 ( Resposta: ∇ w = yz 2 . 3) 3) Determinar o vetor gradiente da função g ( x. y) =  − x .

As derivadas parciais das derivadas de 2 a ordem. A partir da derivada de f PU U P ∂f em relação a x . obtemos ∂y ∂2 f ∂f  ∂f  ∂ 2 f ∂f  ∂f  =   e =   ∂x∂y ∂x  ∂y  ∂y 2 ∂y  ∂y  Exemplos: 1) Dada a função f ( x. = 6 xy + 2 x 4 e ∂x ∂y ∂x 2 ∂y 2 ∂2 f ∂2 f = = 3 y 2 + 8x 3 y ∂y∂x ∂x∂y 16 . determine suas derivadas parciais de 2 a ordem. funções de duas variáveis. PU UP Solução: As derivadas parciais de 1 a ordem de f são: PU UP ∂f ∂f = 3 x 2 y + 2 xy 4 e = x3 + 4 x2 y 3 ∂x ∂y ∂f A partir de . ∂y∂x ∂x∂y Solução: ∂f ∂f ∂2 f 2 2 ∂ f 2 = y 3 + 4x 3 y 2 e = 3 xy 2 + 2 x 4 y : = 12 x y .DERIVADAS PARCIAIS SUCESSIVAS (ORDEM SUPERIOR) Se f é uma função de duas variáveis. PU UP PU UP constituirão as derivadas parciais de 3 a ordem. PU UP também. suas derivadas parciais de 1 a ordem são. . a partir da derivada de f em relação a y . y ) temos quatro derivadas parciais de 2 a ordem. y ) = x 3 y + x 2 y 4 . em geral. e assim sucessivamente (and so on). elas são chamadas derivadas parciais de 2 a ordem de f . PU UP Para uma função z = f ( x. determine suas derivadas parciais de 2 a ordem e verifique se PU UP ∂2 f ∂2 f = . Se as derivadas dessas funções existem. temos: ∂x ∂ 2 f ∂f  ∂f  ∂f ∂2 f ∂f  ∂f  ∂f =   = (3 x 2 y + 2 xy 4 ) = 6 xy + 2 y 2 e =  = (3x 2 y + 2 xy 4 ) = 3 x 2 + 8 xy 3 ∂x 2 ∂x  ∂x  ∂x ∂y∂x ∂y  ∂x  ∂y ∂f A partir de . então. ∂y∂x ∂x∂y 2) Dada a função f ( x. se existirem. obtemos: ∂y ∂2 f ∂f  ∂f  ∂f 3 ∂ 2 f ∂f  ∂f  ∂f 3 =   = ( x + 4 x 2 y 3 ) = 3 x 2 + 8 xy 3 e =   = ( x + 4 x 2 y 3 ) = 12 x 2 y 2 ∂x∂y ∂x  ∂y  ∂x ∂y 2 ∂y  ∂y  ∂y ∂2 f ∂2 f Observe que: = . . y ) = xy 3 + x 4 y 2 . obtemos as seguintes derivadas parciais de 2 a ordem: ∂x PU UP ∂ 2 f ∂f  ∂f  ∂2 f ∂f  ∂f  =   e =   ∂x 2 ∂x  ∂x  ∂y∂x ∂y  ∂x  ∂f Por outro lado.

Isso ocorre para a maioria das funções que aparecem na prática. nos exemplos anteriores as derivadas parciais mistas de 2 ordem. 17 . Solução:  ∂2 z  2 = 12 x − 18 xy + 12 y 2 2  ∂z  = 4 x 3 − 9 x 2 y + 12 xy 2 − 4 y 3 ⇒   ∂x  ∂x  ∂ z = −9 x 2 + 24 xy − 12 y 2 2   ∂y∂x  z⇒  ∂2 z  2 = 12 x − 24 xy − 72 y 2 2  ∂z  ∂y  = −3 x 3 + 12 x 2 y − 12 xy 2 − 24 y 3 ⇒  2  ∂y  ∂ z = −9 x 2 + 24 xy − 12 y 2   ∂x∂y  ∂2 f ∂2 f Observe que: = . determine as derivadas parciais de 2 a PU UP ordem. y ) = sen( 2 x + y ) . = 9 e e = = 6e 2 x + 3 y ∂x ∂y ∂x 2 ∂y 2 ∂y∂x ∂x∂y ∂2 f ∂2 fa Observe que. e são ∂y∂x ∂x∂y PU UP iguais. y ) = e 2 x + 3 y . Essa igualdade é conhecida como teorema de Schwartz. determine suas derivadas parciais de 2 a ordem. PU UP Solução: ∂f ∂f = 2 cos ( 2 x + y ) e = cos ( 2 x + y ) ∂x ∂y ∂2 f ∂2 f ∂2 f ∂2 f = − 4 sen( 2 x + y ) . determine suas derivadas parciais de 2 a ordem e verifique se PU UP ∂ f2 ∂ f 2 = . = − 2 sen( 2 x + y ) . PU UP Solução: ∂f ∂f ∂2 f 2 x+3 y ∂ f ∂2 f ∂2 f 2 2 x+3 y = 2e 2 x + 3 y e = 3e 2 x + 3 y => = 4 e .3) Dada a função z = x 4 − 3 x 3 y + 6 x 2 y 2 − 4 xy 3 − 6 y 4 + 2 . ∂y∂x ∂x∂y 5) Dada a função f ( x. y ) = cos( 2 x + y ) . ∂y∂x ∂x∂y Solução: ∂f ∂f ∂2 f ∂2 f = −2 sen( 2 x + y ) e = − sen( 2 x + y ) => = −4 cos( 2 x + y ) . = − cos(2 x + y ) e ∂x ∂y ∂x 2 ∂y 2 ∂2 f ∂2 f = = −2 cos( 2 x + y ) ∂y∂x ∂x∂y 6) Dada a função f ( x. determine suas derivadas parciais de 2 a ordem. ∂y∂x ∂x∂y 4) Dada a função f ( x. enunciado a seguir. = − 2 sen( 2 x + y ) e = − sen( 2 x + y ) ∂x 2 ∂y∂x ∂x∂y ∂y 2 ∂2 f ∂2 f Observe que: = .

y ) D yx f ( x. y ) temos as seguintes representações: f xx ( x. y ) ∂y Por outro lado. y) ∂x∂y ∂2 f Para a derivada ( x.2 ye x + y 2 b) z = x. além da apresentada.TEOREMA DE SCHWARTZ: INVERTIBILIDADE DA ORDEM DE DERIVAÇÃO Seja z = f ( x. y ) D xx f ( x. observando as expressões que originaram as correspondentes notações. ∂y∂x ∂x∂y Nota: Esse teorema se estende às derivadas mistas de ordem superior à 2 a . então: ( x0 . y ) D x f ( x. nas últimas notações introduzidas. ∂ 2 f ∂f  ∂  Por exemplo. y ) temos as seguintes representações: f xy ( x. y ) ∂x ∂f A derivada ( x. y0 ) . y ) D yy f ( x. y ) também é representada por: f x ( x. y0 ) = ( x0 . a ordem de derivação é lida da esquerda para a direita. y ) D y f ( x. y ) D11 f ( x. y ) temos as seguintes representações: f yy ( x. enquanto f xy = ( f x ) y ou D xy f = D y (D x f ) .e Resposta: ∂y∂x ∂x∂y OUTRAS NOTAÇÕES USADAS PARA REPRESENTAR AS DERIVADAS Existem outras notações. y ) ≠ (0. y ) uma função com derivadas parciais de 2 a ordem contínuas num conjunto aberto PU UP ∂ f 2 ∂ f 2 A ⊂ ℜ 2 . y) ∂x 2 ∂2 f Para derivada ( x. Por ∂3 f ∂f  ∂ 2 f  exemplo. y ) D12 f ( x. =   . y) ∂y∂x ∂2 f Para a derivada ( x. y ) D22 f ( x. para as derivadas parciais de 2 a ordem temos:PU UP ∂2 f Para a derivada ( x. ao contrário da notação introduzida anteriormente. =   = ( f zy )x = f zyx ∂x∂y∂z ∂x  ∂y∂z  18 . y ) D xy f ( x. y ) D1 f ( x. PU UP ∂f A derivada ( x. y ) temos as seguintes representações: f yx ( x. PU UP Exemplo: 1) Verificar a condição de igualdade de derivadas parciais do Teorema de Schwartz para as funções: y ∂2 f ∂2 f 6 xy 2 − 2 x 3 a) z = 2 Resposta: = = . que costumam ser usadas para representar as derivadas parciais de 1 a ordem. y ) D1 f ( x. y ) D21 f ( x. Podemos ver que isto é razoável. para todo ( x0 . se ( x. y ) ∂y 2 É importante notar que. ∂y∂x ∂y  ∂x  Nota: Para as derivadas de mais alta ordem. y ) também é representada por: f y ( x. essas notações são estendidas de maneira natural. y0 ) ∈ A . 0) x + y2 ∂y∂x ∂x∂y ( x 2 + y 2 ) 3 ∂2 f ∂2 f x+ y 2 = = (1 + x).

y ) e no instante de tempo t e c > 0 é uma constante característica do material de que é feita a placa. pode aparecer em problemas de eletricidade. x m ) dir-se-á de classe C n em uma região D ⊂ ℜ m .. a equação = k ⋅  2 + 2  aparece na teoria da condução. . y . para o ℜ 3 (tridimensional ou 3 variáveis). ∂x 2 ∂y 2 ∂z 2 aerodinâmica. 3. 2. temos: + + =0. a equação se torna: ∂t ∂ 2T ∂ 2T + =0 ∂x 2 ∂y 2 ∂ 2T ∂ 2T ∂ 2T De forma análoga. e de grande aplicabilidade). y ) diz-se harmônica quando satisfaz à equação de Laplace: + =0 ∂x 2 ∂y 2 • Uma função w = f ( x. a equação = α ⋅ aparece no estudo de vibração de cordas ou fios. Desta forma. ∂U  ∂ 2U ∂ 2U  • Por outro lado. = 0 . 19 .... z ) diz-se harmônica quando satisfaz à equação de Laplace: ∂ w ∂ w ∂ w 2 2 2 + + =0 ∂x 2 ∂y 2 ∂z 2 Nota: Essas equações são exemplos de equações diferenciais parciais (conhecidas como EDP. ∂x 2 ∂y 2 ∂z 2 Definição: ∂2z ∂2 z • Uma função z = f ( x. portanto. ∂ 2V ∂ 2V ∂ 2V • A equação + + = 0 . teoria do potencial e em muitos outros campos. se e somente se existirem e forem contínuas em D as derivadas parciais de f de ordem 1. calor. EQUAÇÃO DE LAPLACE OU EQUAÇÃO HARMÔNICA Sabe-se que a equação que rege o fluxo de calor é dada por: ∂T  ∂ 2T ∂ 2T  = c ⋅  2 + 2  ∂t  ∂x ∂y  onde T é a temperatura num ponto ( x. x 2 . com n inteiro positivo (n ∈ Z +* ) .. Escrevemos: f ∈ C n (classe de diferenciabilidade).DEFINIÇÃO: Uma função de várias variáveis y = f ( x1 .. bem como na ∂t  ∂x ∂y  difusão de nêutrons em uma pilha atômica para a produção de energia nuclear. ∂T No equilíbrio térmico T não varia com o tempo e.. ∂2 y 2 ∂ y 2 • E ainda. n . bem como na ∂t 2 ∂x 2 propagação de sinais elétricos.

q. assim. temos: ∂2z ∂2 z + 2 = e x sen y − e y cos x − e x sen y + e y cos x = 0 (c. cos x é harmônica.d) ∂2z ∂2z ∂x 2 ∂y = −e cos x.q. sen y é harmônica. Solução: ∂z ∂z = −e y sen x. sen y + e y . = e x cos y ∂x ∂y ∂2z ∂2 z ⇒ + = e x sen y − e x sen y = 0 (c.Exemplos: 1) Verifique que a função z = e x . Solução: ∂z ∂z = e x sen y. 2 = −e x sen y x ∂x 2 ∂y 2) Verifique que a função z = e y . = e y cos x ∂x ∂y ∂2 z ∂2z ⇒ + 2 = −e y cos x + e y cos x = 0 (c.d) ∂2z ∂2z ∂x 2 ∂y 2 = e sen y. cos x é harmônica. Da mesma forma. 2 = e y cos x y ∂x 2 ∂y 3) Verifique que a função z = e x . a soma de funções harmônicas é uma função harmônica. de forma direta. 20 .d) ∂x 2 ∂y Nota: A derivada de uma função harmônica é uma função harmônica.q. Solução: Observe que este exemplo é a soma dos exemplos 1 e 2.

4) = ∂x x 2 + y2 ∂x 17 ∂y x 2 + y2 ∂y 17 ∂f ∂f ∂f x− y 4) Demonstrar que + + = 1 . 4) e f(x. z ) = x + ∂x ∂y ∂z y−z 5) Calcule as derivadas parciais da função f ( x. y) d) ( −1. y. = x 2 cos y b) = 2 x + 3 y.4) = − c) ( x . z . = .LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA A REVISÃO DOS CONCEITOS 1) Calcule as derivadas parciais das funções a seguir: a) z = x 2 . = 4 x + 6 y ∂x ∂y ∂z ∂z b) = 2 x sen (2 xy ) + 2 x 2 y cos (2 xy ) = 2 x ⋅ [ sen (2 xy ) + xy cos (2 xy )]. y ) = x 2 + 3 xy − 4 y 2 x2 + y2 + z2 c) z = sen( 3 x ) . = ∂x x + y + z + t ∂y 2 2 2 2 x + y + z + t ∂z 2 2 2 2 x + y + z + t ∂t 2 2 2 2 x + y + z2 + t2 2 2 21 . y) = b) (−1. = −2 sen (3 x) sen (2 y ) ∂x ∂y ∂f x 2 − y 2 − z 2 + 2 xy + 2 xz ∂f y 2 − x 2 − z 2 + 2 xy + 2 yz ∂f z 2 − x 2 − y 2 + 2 xz + 2 yz d) = . z ) = x+ y+z Resposta: ∂z ∂z ∂z ∂z a) = 2 x seny. e =− ∂x (x + 2y + 1) 2 ∂y (x + 2y + 1) 2 3) Dado o ponto P ( −1.4) c) ( x . cos( 2 y ) d) f ( x.4) ∂x ∂x ∂y ∂y Resposta: ∂f x ∂f 17 ∂f y ∂f 4 17 a) ( x . t ) = x 2 + y 2 + z 2 + t 2 Resposta: ∂f x ∂f y ∂f z ∂z t = . y) b) ( −1. = . y) = x 2 + y 2 . y. y. = −4 y ⋅ e x −2 y + 4 x 2 2 2 2 c) ∂x ∂y ∂f 1 ∂f 2 d) =. = 3 x − 8 y ∂x ∂y ∂x ∂y ∂z ∂z c) = 3 cos (3 x) cos (2 y ). = 2 x 3 cos (2 xy ) ∂x ∂y ∂z ∂z = (2 x + 4) ⋅ e x −2 y + 4 x . y) = d) (−1. = e = ∂x (x + y + z) 2 ∂y (x + y + z) 2 ∂z (x + y + z) 2 ∂z ∂z 2) Determinar as derivadas parciais e das funções abaixo: ∂x ∂y a) z = x 2 + 3y 2 + 4xy + 1 P P P P b) z = x 2 sen (2xy) P P x 2 − 2 y 2 + 4x 1 c) z = e d) z = x + 2y + 1 Resposta: ∂z ∂z a) = 2 x + 4 y. sen y b) f ( x. calcule: ∂f ∂f ∂f ∂f a) ( x . se f ( x.

2. 2) = −12 0 C / cm ∂x ∂y 9) Determine as derivadas parciais de 1 a ordem da função z = xye xy . 0. Verificar se as funções dadas são harmônicas: ∂x 2 ∂y 2 a) z = y 3 − 3 x 2 y b) z = x 2 + 2 xy c) z = e x cos y Resposta: a) Sim b) Não c) Sim 22 . ∂T ∂T Resposta: (1. 48) .(1 + xy ). PU U P ∂z ∂z Resposta: = ye xy (1 + xy ) e = xe xy (1 + xy ) ∂x ∂y ∂z ∂z 10) Se z = ln( x 2 + xy + y 2 ) verifique que x +y =2 ∂x ∂y y2 x2 11) Determine as derivadas parciais de 2 a ordem da função: z = PU UP − x y y2 x2 Sugestão: Prepare a função: z = − ⇒ z = x −1 . y ) = 4 x 2 y − xy 3 com o plano x = 3 no ponto P0 (3. y) = 60 – 2x 2 – 3y 2 representa a temperatura em qualquer ponto de uma chapa. − 2 d) y 2 e xy . = =− 2 e = ∂x ( x + y 2 ) 2 ∂x∂y ∂y∂x (x + y 2 )2 ∂y 2 ( x 2 + y 2 ) 2 13) Determinar as derivadas parciais de 2 a ordem das seguintes funções: PU UP a) z = x 2 − 3 y 3 + 4 x 2 y 2 b) z = x 2 y 2 − xy c) z = ln xy d) z = e xy Resposta: a) 2 + 8 y 2 . 2 = − 3 e = =− 2 + 2 ∂x 2 x y ∂y x y ∂x∂y ∂y∂x x y 12) Determine as derivadas parciais de 2 a ordem da função z = ln x 2 + y 2 . y ) tem derivadas parciais de 2 a ordem contínuas e satisfaz a equação de Laplace PU UP ∂2 f ∂2 f + = 0 . ∂y 8) A função T(x. 48) . ∂f Resposta: (3. 4 xy − 1. e xy . 0. Considerar a temperatura medida em graus Celsius e a distância em cm. ∂x 7) Encontre o coeficiente angular da reta tangente à curva de intersecção da superfície f ( x.(1 + xy ). ∂f Resposta: (3. P P P P Encontrar a razão de variação da temperatura em relação a distância percorrida ao longo da placa na direção dos eixos positivos x e y. no ponto (1. y −1 x y ∂ 2 z 2 y 2 2 ∂ 2 z 2 2x 2 ∂2 z ∂2 z 2 y 2x Resposta: = 3 − . − 18 y + 8 x 2 b) 2 y 2 . 4 xy − 1. 16 xy. 16 xy. 2).6) Encontre o coeficiente angular da reta tangente à curva de intersecção da superfície f ( x. PU U P ∂ z 2 x −y 2 ∂ z 2 ∂2z 2 2 xy ∂2z x2 − y2 Resposta: 2 = − 2 . y ) = 4 x 2 y − xy 3 com o plano y = 2 no ponto P0 (3. 2) = 0 . (1. y 2 − x 2 . 2) = −4 0 C / cm . ela é dita uma função harmônica. e xy . x 2 e xy x y 14) Se z = f ( x. 2) = 40 . 2. 2x 2 1 1 c) − 2 .

e x . Resposta: r ∂y ∂y  y = r sen ϕ ∂r ∂ϕ ∂w ∂w ∂w 19) Verifique se para w = ( x − y ). 3) . x −5 y +3 z −4 Equação da reta normal: = = 5 −3 −4 23 .( z − x ) tem-se + + =0 ∂x ∂y ∂z 20) Determine a equação do plano tangente e a equação da reta normal da superfície z = x 2 − y 2 no ponto P (5. Resposta: Equação do plano: 5 x − 3 y − 4 z = 0 . em cada caso.( y − z ).15) Verifique que a função w = e 3 x + 4 y . = xy + z para z = xy + x. ∂z ∂z y 16) Mostre que x. ∂x ∂y 17) Determine. + y. cos 5z é harmônica. as derivadas parciais da função:  ∂z  ∂x = 3 x y + 2 x ln y + y sen xy 2 2 a) z = x 3 y 2 + x 2 ln y − cos xy Resposta: z ⇒   ∂z = 2 x 3 y + x + x sen xy 2  ∂y y  ∂z x− y x+ y  ∂x = (1 + x)e + ye b) z = xe x − y + ye x + y Resposta: z ⇒   ∂z = (1 + y )e x + y − xe x − y  ∂y  ∂z  ∂x = 2 x ln xy + x c) z = x ln xy Resposta: z ⇒  2  ∂z = x 2  ∂y y ∂x ∂x ∂r ∂ϕ  x = r cos ϕ 18) Calcule para  .