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Prevenção contra Explosões e outros Riscos

CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E OUTROS RISCOS

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Prevenção contra Explosões e outros Riscos

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Prevenção contra Explosões e outros Riscos

PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E
OUTROS RISCOS
DÁCIO DE MIRANDA JORDÃO
LUCIANO RUBIM FRANCO

Equipe Petrobras
Petrobras / Abastecimento
UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap
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CURITIBA
2002

Prevenção contra Explosões e outros Riscos

363.11 Jordão, Dácio de Miranda.
J82 Curso de formação de operadores de refinaria: prevenção contra
explosões e outros riscos / Dácio de Miranda Jordão, Luciano Rubim Franco. –
Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002.
42 p. : il. color. ; 30 cm.

Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC,
RECAP, SIX, REVAP.

4 1. Prevenção de incêndio. 2. Instalação elétrica. 3. Indústria do petróleo.
I. Título.

capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras. Estes materiais – módulos didáticos. como um processo contínuo e permanente de aprimoramento. aprofundar seu conhecimento. portanto. com a sua disposição para buscar outras fontes. buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. 5 . Contamos. mas sim. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras. desta forma não po- dem ser tomados como algo pronto e definitivo.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Apresentação É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. dife- renciação em serviços e competência tecnológica. gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes téc- nico-práticos dos operadores com as teorias. precisamos de você e de seu perfil empreendedor. colocar questões aos instrutores e à turma. Para continuarmos buscando excelência em resultados. representada pela UN-Repar. Nome: Cidade: Estado: Unidade: Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo. enfim. planos de aula. caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. slides de apresentação.

...2..............................6.....4..........................3 Densidade ....................... 16 2.................................. 8 1......1 Introdução ............3 Triângulo do Fogo .................................................................................. 20 2.............5.......................................................................5...............................................................2...................................... 7 1...............................2 Comburente ... 17 2...........................................................................................5.............. 10 1.......................................................................2..................................................3 O Conceito de Divisão para a Classe I .............4. 10 1................ 21 6 2..5........6.............................................................................1 Introdução ......................................................................1 Combustível .................1 Classes de Incêndio ........................................................ 22 .....6 Extensão das Áreas Classificadas (volumes de risco) ................................................................................... 8 1...................................... 7 1...................................................................................................... 8 1........................................................................................ 10 1............................................................................... 17 2...4 Conceituação Conforme Prática Brasi-leira/Internacional ............... Prevenção contra Explosões e outros Riscos Sumário 1 Princípios Básicos de Prevenção de Incêndio ..................................................................................................3 Calor .............1 Armazenagem de material ...................................................................................5.....................1 Ponto de Fulgor (Flash Point) ...................................4 Instalação de pára-raios ........................ 10 1......................3 Fonte de Calor .....1 Introdução .........................4................... 9 1.............................................................. 9 1.................................................................................5..........................................................2 Comburente ...................2 Propriedades básicas das substâncias inflamáveis ............................................ 18 2....4 Temperatura de Ignição ............... 7 1...3 Ordem e Limpeza .................................... 14 2............5..................... 21 2................................................11 1........................................5 Técnicas de Prevenção ..2 Agentes Extintores ....................................................................................................................................................1 As Figuras de Classificação de Áreas ....................... 13 2....................................2.2 Princípios Básicos do Fogo ..................................................................6 Método de Extinção .........2 Limites de Inflamabilidade .........4 Condições propícias ... 7 1....2............................................... 10 1...............1 Combustíveis ......................5........................ 7 1............................................................................................................5 Classificação de uma Área ................................................2...............6............. 17 2................. 13 2.....11 1.......11 2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO ...............2 Conceituação Conforme Prática Americana .....................................4 Características dos elementos essenciais do fogo .......... 16 2....................................................................2 Manutenção adequada ................ 7 1......................... 14 2........... 7 1....................

gasolina. Os elementos essenciais do fogo são: Pensando em um escritório iluminado com – combustível. combustão. 7 1. etc. 1. entre ou. o que determinará a melhor ati. candescente ligada. ocorre um princípio de incêndio. um palito de fósforos. segurança. 1. para o início da Para que ocorra essa reação química. uma lâmpada incandescente de 10 watts. combustível é todo material. o material combustível. Note-se que o calor propicia: c) saber avaliar as características do in.1 Introdução 1 Os combustíveis podem apresentar-se em Deve-se conhecer os dois aspectos bási. ter no mínimo dois reagentes que. aspectos principais que devem ser conhecidos Há casos de materiais em que a própria por todos os trabalhadores. bustão. cerca de 21% de oxigênio. sição. o oxigênio combina-se com a) características do fogo. a) elevação da temperatura. zando-se certas medidas básicas. a) combustível – mesa. temperatura ambiente já serve como fonte de calor. para própria – sólido (madeira. c) causas de incêndios. em sua compo- d) estudo dos combustíveis. b) aumento de volume dos corpos. papel. Para tanto.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Princípios Básicos de Prevenção de Incêndio 1. substância que possui a propriedade de queimar. evitar que ocorra fogo. é importante que ele seja combatido de forma eficiente. etc). É importante notar que. de entrar em combustão. etc). mosfera. c) calor – representado pela lâmpada in- ou seja. a fogo. É o elemento que possibilita a reação en- é necessário: tre o combustível e o comburente. propano. tem- – comburente. éter.1 Combustível b) comburente – oxigênio presente na at- Em síntese. que esses elementos se apresentam. pícias para o início do fogo. Quando.2. apesar da prevenção. bate a incêndios. há a necessidade de que as condições em partir da existência de uma circunstância fa.2 Comburente tros ítens: Normalmente.2 Princípios Básicos do Fogo Pode-se definir o fogo como conseqüên- cia de uma reação química denominada com- 1.2. incêndios. além dos elementos essenciais do ver-se-á. pretende-se enfocar os cias. três estados físicos: cos da Proteção Contra Incêndio. se no ambiente: – calor. O primeiro aspecto é o da prevenção de – gasoso (acetileno. para que sejam 1. poderão combinar-se. que produz calor ou calor e luz. de.2. c) mudança no estado físico das substân- Com este trabalho. que envol- vem a necessidade de se conhecer. isto é. tude a ser tomada.4 Condições propícias bustão. como a chama de b) saber utilizar os equipamentos de com.2. papel. dando início à com- b) propriedades de riscos de materiais. – líquido (álcool. utili.. tecidos. cêndio. sejam pro- vorável. mantendo e a) conhecer os agentes extintores. . etc). O ar atmosférico contém. propagando a combustão. de qualquer nível. butano. cadeira.3 Calor minimizadas suas conseqüências.

b) sólido líquido vapor – ponto de combustão. Se esse combustí. incendiar-se-ão e propícias”. pode-se considerar para que ele liberasse vapores combustíveis. haverá o aquecimento do papel e este come- essenciais do fogo çará a liberar vapores que. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Caso se aproxime. chama do fósforo aceso. foro aceso. ra. se entrarem em contato com alguma fonte de ca- d) gás apresenta-se no estado físico lor. dependendo da temperatu- 1. Se pedaços de madeira forem aquecidos. em relação ao nível Portanto. pela boca do tubo. mento prosseguir. sob condições (comburente) e inflamam em contato com a propícias. tem-se o chamado triângulo do fogo. incendeiam-se. Aumentando-se a temperatu- abaixo de 16%. Aproximando-se um fós- rá combustão. de laboratório. quando esta estiver acesa. entrando em contato com o calor râmide com o acréscimo do termo “condições da chama do fósforo aceso. compreensão do fenômeno. combinarão com o Todo material possui certas propriedades oxigênio e ocorrerá a combustão. uma folha de 1. numa certa temperatura. num certo ponto. no ambiente. dentro de um tubo de vidro Quanto ao oxigênio. em porcentagens adequadas. Por exemplo. pelo tubo e. definem-se algu- mas variáveis.4. uma pi. somente quando o combustível de combustibilidade. ele deverá estar presen. Só que as chamas não se adequado à combustão mantêm. O pon- to de fulgor varia de combustível a combustí- vel: para a gasolina corresponde a – 42oC.4 Características dos elementos papel da lâmpada. formam-se em pequena quantidade. manter-se-ão. exemplo: parafina – temperatura de ignição. se o aqueci- Existem variações nesta forma de apresen. Para melhor exemplo: papel. vários casos: Cada material. Isso porque o calor gerado pela a necessidade de que seja aquecido. 3. O fenômeno obser- vado indica o “ponto de fulgor” da madeira (combustível sólido).1 Combustíveis fonte de calor (lâmpada).3 Triângulo do Fogo sólido (a madeira). aquecimento aquecimento – ponto de fulgor. considerando-se por exemplo. que é de 150oC. nota-se que um combustível 1. os gases continuarão a sair tação. ele incendiar a gasolina com a chama de um is- poderá entrar em ignição. em contato com a 1. aquecimento Ponto de Fulgor c) líquido vapor É a temperatura mínima em que um com- exemplo: óleos combustíveis bustível começa a desprender vapores que. aquecimento ra a que estiver submetido. Ponto de Combustão 8 Na experiência da madeira. liberará maior ou a) sólido vapor menor quantidade de vapores. não se sustentam. Foi . e não have. não ocorrendo o mesmo em relação ao vel estiver no estado sólido ou líquido. porém. levar o carvão coque à temperatura necessária Esquematicamente. já para o asfalto é de 204oC. Por aí. por não existirem exemplo: acetileno vapores suficientes. denominadas: 2. Este vapor Se ele estiver reduzido a porcentagens não pega fogo. deira desprenderá vapor de água. haverá carvão coque. a uma certa temperatura a ma- te. diz-se que a mistura combus. esses gases transformar-se-ão em chamas. queiro. Quando os três elementos apresentam-se desprende gases que se misturam ao oxigênio em um determinado ambiente. O fogo não continua porque os gases são insuficientes. Agora a queima não pára. para que chama do isqueiro não seria suficiente para comece a liberar vapores ou gases. começarão a sair gases tível-comburente está muito rica. pode-se apresenta-se sob a forma de vapor ou gás. que o diferem de outros.

Há substâncias que liberam oxigênio em Por condução. desprende dem ser as mais variadas: gases que em contato com fonte externa de – a chama de um fósforo. Condução se em chamas. das. guns graus. uma atmosfera com cloro. Num certo ponto. grandes quantidades de carbono e/ou de hi- drogênio.4. Foi atingida a “temperatura de A propagação do calor é feita de molécu- ignição”. pelo simples contato com o oxigênio do ar. ponto de combustão é superior em apenas al- entrando em contato com o oxigênio (combu. damente de –40oC. rente). sendo aquecido. eles pegarão fogo sem necessidade de já ocorre a vaporização. 1. O tetracloreto de carbono. a uma temperatura ambiente de 20 oC.3 Fonte de Calor peratura mínima em que esse combustível só. certas condições como o cloreto de potássio. acontece um – uma lâmpada. São radiações em peso. isto é. As fontes de calor em um ambiente po- lido. 8% de Carbono e 92% de Cloro. pois através rá o fogo. fato diferente. líquidos e gases combustíveis contêm dares superiores. mesmo que o combustível e tendem a se elevar. ou seja. as que são sentidas pelas pessoas quando se aproximam de um forno quente. 1. calor incendeiam-se. convecção ou radiação. as chamas continuam. 9 Outras substâncias podem funcionar com comburentes. basicamente. vãos de escadas. naturalmente.4. evidentemente. da condutividade tér- a 180oC e o enxofre a 232oC. é o caso Continuando-se o aquecimento da madei. cujas porcentagens em peso são apro. ao saírem do tubo. podem ser atingidos an- nicos. poços de elevado- Grande parte dos materiais sólidos orgâ. É um fenôme- chama ou outra fonte de calor. mantêm. pegam fogo e. conside.2 Comburente Ao considerar genericamente a combus- tão como uma reação de oxidação. No ponto de combustão. – a brasa de um cigarro aceso. O éter atinge sua temperatura de ignição depender.Prevenção contra Explosões e outros Riscos atingido o “ponto de combustão”. bem como de sua superfície Uma substância só queima quando atinge e espessura. não havendo necessidade de É uma forma característica dos fluidos. Con. de calor. mica do material. a tem. chama do fósforo. Não há mais necessidade da O calor pode atingir uma determinada área fonte externa de calor. por movimento gases desprendidos de um combustível infla- vibratório. como janelas. a combus- tão química das substâncias determinará o grau de combustibilidade do material. O calor do sol é rado não combustível. Considerando-se que o prender. . É a transmissão do calor por meio de on- ximadamente 82% de Carbono e 18% de Hi. Quando ela dade da existência de um meio físico. mantendo-se as chamas. do combustível. de aberturas. Como exemplo pode ser citado o gás Radiação propano. vão atingir os corpos frios. A taxa de condução do calor vai mam-se. as moléculas expandem-se vém lembrar que. tais casos. criando correntes ascen- esteja no ponto de combustão. Os gases desprendidos por condução. continuarão a se des. transmitido por este processo. Por radiação. por exemplo. etc. são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma complementação de conhecimentos. Todo corpo quente emite radiações que drogênio. portanto. alcança a temperatura de ignição. que é a temperatura mínima em que la para molécula do corpo. só pelo contato com o combu- rente. os gases. bastará que seus gases entrem em contato com o oxigênio Convecção para pegar fogo. Pelo aquecimento. cujo ponto de fulgor é aproxima- ra. É importante destacar a necessi- pele menos o ponto de combustão. res. da gasolina. tem aproximadamente. – a chama de um maçarico. a madeira. fonte de calor para provocar as chamas. se não houver dentes às moléculas mais frias. no bastante comum em edifícios. A própria temperatura do ambiente já pode Temperatura de Ignição vaporizar um material combustível. não se verifica.

Como evitar sua ação? – Instalação elétrica em condições pre- cárias Fios expostos ou descascados podem ocasionar curtos-circuitos.4 Instalação de pára-raios ciais do fogo: o calor). uma proteção importantíssima. Isto é especialmente importante no caso de vente armazenado deve ser apenas o escadas. a substân.3 Ordem e Limpeza Os corredores. presentado por móveis. ou gases inflamáveis.5. nas quais o sol. ma. criando perigosa fonte de calor. A carga excessiva em cir- vimentar material inflamável. 1. em sinistro 1. Exemplo: seção cuitos elétricos pode e deve ser evitada. dos tubos de oxigênio. é preciso saber como se pode evitar a presença do terceiro elemento essen- cial do fogo: o calor. tos de escritório devem merecer atenção espe- ções de ventilação para armazenagem cial. são lugares onde o mínima quantidade de inflamável para fogo pode começar e se propagar rapidamen- uso.5. masia o volume do material combustível re- vel da área de trabalho. – Pisos anti-faísca lhos com solventes. porque um simples pre- podem evitar a ocorrência do fogo: go no sapato poderá ocasionar um in- – manter sempre. transformar a fábrica cados. Armazenagem em locais separados contribui muito para aumentar a segurança. Daí. mo. em tam combustíveis ou inflamáveis esto. cortinas e – proibição de fumar nas áreas onde exis. chaves elé- cia inflamável longe de fonte de calor tricas a óleo oferecem maior proteção e de comburente. seção de corte e oxicorte. nar aquecimento por atrito em partes tileno estiverem separados ou isolados móveis. Em locais onde há estoque de líquidos deira. se encon- trarem condições favoráveis à forma- ção de chamas. – Instalação mecânica Falta de manutenção e lubrificação em – a operação de solda e a fábrica estarão equipamentos mecânicos pode ocasio- muito mais seguras. os móveis e os equipamen- – possuir um depósito com boas condi. certas circunstâncias. no local de trabalho. A decoração. Não se deve esquecer que todo numa gigantesca fogueira. – Instalações elétricas mal projetadas Por convenção. por exemplo. etc. Exemplo trá- 1. Poderão provocar aquecimento nos fios e ser origem de incêndios. de pintura. o que pode tornar mais difícil sua extinção. se possível.1 Armazenagem de material que roubou mais de uma centena de vi- É um fato comum nas empresas usar. rações de solda e oxicorte. se os tubos de ace. pois pode estar sendo aumentado em de- de inflamáveis e. carpetes. forros falsos. mais graves. Todo esse combustível pode. graxa pelo chão. o mais longe possí. . Uma ponta de Os incêndios causados por raios são mui- cigarro acesa poderá causar incêndio de to comuns. de te. operações de pintura. os pisos devem Algumas providências simples e práticas ser anti-faísca.5.2 Manutenção adequada Além da preparação com combustível e comburente. como no caso de ope. que chaves de faca. que serão origem de focos de incêndio. como no caso. cêndio. 1. Pela mesma razão. 10 fumante é um incendiário em potencial (ele conduz um dos elementos essen. com papéis e estopas sujos – manter sempre.5. a de óleo. a instalação de pára-raios ser graves proporções. porque aí as conseqüências podem ser suficiente para um dia de trabalho. depósitos de papel. Prevenção contra Explosões e outros Riscos 1. das preciosas.5 Técnicas de Prevenção gico ocorreu em São Paulo. de operações. traba.

Chama-se oxi. Classe C – Fogo em equipamentos elétricos ma. a combustão. comburente e calor. A par- momentaneamente. Já na combustão de um to mais rápido o ataque às chamas. eliminá-las. não haverá a emissão um dos elementos do triângulo do fogo.6. acaba a sustentação. a) Ação de resfriamento: diminui-se a Quando em um poço de petróleo que está temperatura do material incendiado a em chamas. identificar bem o in- cêndio que se vai combater. madeira. Tem-se. de oxidação. ou uma união das duas ações. com propriedade de queimarem em sua su- o fogo. como: tecidos.2 Agentes Extintores ligação dos pontos do triângulo. é a brasa do cigarro. o comburente. O calor. uma indicação mui. elementos Basicamente. o que se pretende é evitar a meno químico. que. bustão. Classe D – Fogo em elementos pirofóricos do-se uma das pernas. mento. Trata-se de uma queima muito mais fáceis de controlar e de extinguir. etc. tintas. de combustão dessa substância. transforma-se em substância combustível e o comburente não poderão trans- muito diferente. e introdução de outro gás energizados. ou como o magnésio. para escolher o equipamento correto. quadros de distribuição. De tudo isso. formação do triângulo do fogo. gasolina. Pode-se eliminar o calor. consiste em desfazer. a oxi. no ata- dação é instantânea e violenta. gulo do fogo. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas ou pode piorar a situa- ção. etc. sob tensão.. e de da. papel. se proíbe fumar. não deixando resíduos. Os incêndios são divididos em quatro classes: Eliminado um desses elementos. O triângulo do fogo é um tripé. . Pode-se. A palavra oxidação significa também quei. eliminar ou afas. provoca-se uma explosão para níveis inferiores ao ponto de fulgor ou 11 combate a incêndio. Pode-se eliminar a substância que está perfície e profundidade. a extinção de um incêndio é essenciais. em romper o triân- dação a queima das substâncias. ainda. aí. conclui-se que. pre possível). Sem este calor. transformadores. etc.6. em seu início. por os produtos que queimam somente em sua meio de resfriamento no ponto em que ocorre superfície. Na explosão da dinamite. a queima. e que deixam resíduos. É uma oxidação mais rápi. o oxigênio. fibras. como no caso Os incêndios. serão as possibilidades de reduzí-las. ao fogo em seu início? Que solução deve ser tudo é o que apresenta chamas. to importante de como é possível acabar com etc. O mesmo acontece com o formar-se em fogo. combustível e oxigênio. para de vapores necessários ao prossegui- que o incêndio acabe. Classe B – São considerados inflamáveis. a gasolina ou com um gás que pega fogo. tir deste instante. A principal preocupação. de combustão. graxas. ao impedir a 1. É preciso conhecer. o que se deseja é afastar.6 Método de Extinção Quando em um lugar onde existe material Como foi visto. tar o comburente (oxigênio) do lugar da quei. neste se queima. Quan- lenta. por abafamento. tentada? Como os incêndios são de diversos Considere o triângulo do fogo: tipos. são muito da ferrugem.1 Classes de Incêndio ma. este não feita por uma ação de resfriamento ou abafa- surgirá ou deixará de existir. fios. tais como óleos. çado. 1. lê-se um aviso em que ma. Mas que tipo de ataque é feito O tipo de queima que interessa a este es. É um fenô.Prevenção contra Explosões e outros Riscos 1. há chamas. sendo queimada (esta é uma solução nem sem. uma reação química que pro. seja. o fogo é um tipo de quei. terminará Classe A – Fogo em materiais de fácil com- a combustão. mento do fogo. o que se inflama. indispensáveis para o fogo. o fogo extingue-se. isto é. Eliminan. Um pedaço de papel ou madeira caso. como motores. aumentando as chamas. A oxidação pode ser lenta. o zircônio.. que não seja comburente. vernizes. se já tiver come. sem chamas. espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos). o titânio. as soluções serão diferentes e os equi- pamentos de combate também. óleo. maiores papel. com- voca alterações profundas na substância que bustível.

Anotações 12 . como a diluição de um líquido combustível em água ou a interferência na reação química. A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) evi- ta a propagação do incêndio. sem a necessida- de de se utilizar um agente extintor. outros efeitos podem ser conseguidos. que deslocará o ar da su- perfície do material em combustão. pela aplicação de um agente extintor. Prevenção contra Explosões e outros Riscos b) Ação de abafamento: é resultante da re- tirada do oxigênio. Dependendo do tipo de agente extintor ou da forma como alguns deles são empregados.

de modo a imple. é necessário levar em conta que os equipamentos elétricos que operam em am- bientes com possibilidade de presença de ma- terial inflamável são especiais. específicos. de. ainda. na grande maioria dos casos. a instalação elétrica O objetivo de tudo isso é evitar que haja nesses locais necessita ter tratamento especial. esse é o primeiro pas- so. Mas que garantia o usuário tem de que mentar a seleção e aplicação otimizada dos esses requisitos construtivos especiais previs- equipamentos elétricos. Para tanto. uma vez que O procedimento inicial nesta situação en. Nesse caso. vas. Sem dúvida. determinar: 1. pode-se passar para a fase seguinte. porém é necessário. to. Isto é chamado de classificação de áreas. tos pelas normas técnicas foram incorporados mental saber que cuidados especiais devem ao equipamento durante a sua construção? .Prevenção contra Explosões e outros Riscos Instalações Elétricas na Indústria de Petróleo 2.1 Introdução 2 ter os equipamentos elétricos e seus acessó- A presença de produtos inflamáveis na rios para que não se constituam em uma indústria de petróleo é inerente à sua ativida. Depois de realizada a classificação de áreas. ou seja. a extensão da área onde essa mistura poderá ser encontrada. Portanto. devem incorporar os requisitos construtivos volve a avaliação do grau de risco no local. que os tornam adequados à opera- Isto é obtido através de um mapa do ambiente ção em atmosferas potencialmente explosivas. referente 13 ao equipamento elétrico. o tipo de substância que pode estar pre- sente no local. aqueles míni- mos necessários para iniciar um incêndio ou uma explosão. 2. Como conseqüência. o volume de risco. 3. Os requisitos construtivos especiais estão sença de mistura explosiva nesse ambiente e especificados nas normas técnicas respecti- em que extensão essa mistura explosiva pode. fonte de ignição. mentos elétricos e acessórios. um encontro fatídico entre uma mistura infla- uma vez que os níveis de energia presentes em mável e a energia elétrica presente em equipa- suas partes e equipamentos superam em mui. industrial que mostre a probabilidade de pre. é possível dizer: rá acontecer. a probabilidade com que essa substân- cia pode ocorrer. é funda.

chamadas de ti. em função da área classificada. 2. que se consegue atin. quando flamáveis quando liberadas para o meio ex- os equipamentos sofrerão manutenção e serão terno? operados. no caso específico de equipamentos elétricos e torna-se necessário. pode ser obtida a partir do resultado pos de proteção. Estes são. como por exemplo: vapor acima da superfície do líquido pode ser . Sem dúvida. poderão invalidar todo o processo anterior visando manter alto nível Será que é necessário conhecer as proprie- de segurança. deve-se acrescen. que – envelhecimento dos materiais. tem-se uma instalação Ok. sem que seja necessário um profundo conhecimento das propriedades fí- sicas e químicas das substâncias inflamáveis.2 Propriedades básicas das substâncias Ou seja: inflamáveis A metodologia para a classificação de áreas pode ser encontrada nas normas técnicas. convecção é fraca. que se a área. etc. deve-se levar pico das indústrias que processam. de requisitos especiais. unidade. periodicamen- eletrônicos para atmosferas potencialmente ex. o estado desses dispositivos e componen- plosivas é de caráter compulsório no Brasil. te. Portanto. são os critérios de escolha desses tipos de pro. durante a vida útil da esses equipamentos elétricos. para que o nível de segurança não seja afe- As normas técnicas sobre esse assunto tado. Quando a evaporação é devida à difusão e a poderá estar sujeita a diversos tipos de agres. portanto. manuseiam em conta que a montagem desses equipamen. os procedi- mentos para esta tarefa já levam em conta gran- de parte dessas propriedades. e esse será o próximo assun- talação insegura. a garantia de que essa instala- definem várias alternativas construtivas para ção permanecerá OK. e/ou armazenam produtos inflamáveis. instalação elétrica em ambientes com possibi- e escolhidos os tipos de proteção que serão lidade de presença de material inflamável. derados durante o projeto e montagem de uma Depois de definida a classificação de áreas. existem quatro propriedades dessas que são imprescindíveis para o trabalho de classi- ficação de áreas e apresentam. portanto.1 Ponto de Fulgor (Flash Point) gir um alto nível de segurança na instalação O fato de haver uma mistura de vapor e ar 14 acima da superfície do líquido por si só não elétrica. o enriquecimento do ar com são. é classificar faz essa tarefa.2. pergunta-se: não forem cumpridos. cas é dada pelo processo de certificação. tar às etapas mencionadas. ou seja. de modo que o usuário poderá elaborar um plano de classifi- cação de áreas. Levando em conta que. durante a vida útil significa que esta mistura seja inflamável. 2. pode-se afirmar. após a entra. tornando a ins. tos requer também o conhecimento por quem O primeiro passo. Por isso. Do mesmo modo. construído de acordo com essas normas técni. Felizmente. – intempérie. dades e o comportamento das substâncias in- da em operação da unidade industrial. pri- mordial importância para o desenvolvimento de todo o resto do trabalho: Se todas essas fases forem cumpridas. da unidade. o conhecimento de como as substâncias inflamáveis comportam-se ao serem liberadas para o meio externo. é de crucial importância para a primeira avaliação do grau de risco (clas- sificação de áreas). Po- rém. Para isso. os cuidados com a montagem. verificar. estes poderão sofrer alterações que invalidem seu tipo de proteção. a instalação elétrica como um todo. então. Serão vistos também quais da aplicação periódica de uma inspeção. tí- aplicados naqueles ambientes. to a ser examinado. Prevenção contra Explosões e outros Riscos A garantia de que o equipamento foi – ataque químico. assim. Porém. os passos a serem consi- teção. tes. manutenção e operação.

I são subdivididos conforme mostrado tremamente importante para a definição da área a seguir: classificada.8°C (100° F). b) Líquido Classe IIIA – qualquer líqui- do que tenha ponto de fulgor igual ou superior a 60° C (140° F) e abaixo de Nota 2: A volatilidade dos líquidos aumen- 93° C (200° F). Flash Point by the Tag Closed Tester). se I. dos Inflamáveis e Combustíveis. Conforme esta norma. tenham ponto de fulgor abaixo de do combustível. por Pressure of Petroleum Products (Reid Method).8°C (100° F). inferior a 37. Líquido inflamável inflamável. não são considerados para efeito desta norma. os líquidos c) Liquido Classe IIIB – qualquer líqui. tenham ponto de fulgor igual ou terminado pelo método do vaso fechado superior a 22.” . Quando aquecidos acima do seu ponto de fulgor. Os lí- quidos combustíveis são classificados como Classe II ou Classe III.8° C (100° F) quando de. A tempe.6 mm Hg (40 psig) a 37. . fechados..8°C (100° F). estarão sujeitos ao mes- do que possua ponto de fulgor igual ou mo comportamento que os líquidos das acima de 93° C (200° F). ta com a temperatura. porém (ASTM D56-Standard Method of Test for inferior a 37.8°C (73° F).8° C (100° F) e abaixo de portáteis.. têm-se 22.” como líquidos da Classe III.8°C (100° F) e pressão de vapor (Reid Por definição.. O mesmo Nota: O limite superior de 93° C (200° F) é raciocínio vale para os líquidos que possuam 15 dado porque essa norma não se aplica a lí- ponto de fulgor acima de 93°C (200°F).8° C (100° F). “. Os lí- que é capaz de formar uma mistura inflamá. o líquido desenvolve uma ou inferior a 37. Isto não significa que líquidos com ponto de fulgor acima de 93° C (200° F) ponto de fulgor quando serão considerados não sejam combustíveis. quidos com ponto de fulgor acima de 93° C desde que sejam aquecidos acima de seu (200° F).8°C (73° F) e ponto de ebulição de fulgor e pressão de vapor. quidos inflamáveis são denominados de Clas- vel acima da superfície do líquido.. dicionados em tambores ou outros recipientes perior a 37. 323 – Standard Method of Test for Va- mar uma mistura inflamável. é estabelecida pela NBR 7505 – Armazenamento de Líqui. Os líquidos da Classe O conhecimento do ponto de fulgor é ex. Classes I e II respectivamente. a capacidade individual de 250L.. que adotou as mesmas definições da norma americana – Líquidos Classe IB – líquidos que NFPA 30 – Flammable and Combustible tenham ponto de fulgor inferior a Liquids Code. que não ultrapassem 60° C (140° F). conforme a seguir: ratura na qual isto ocorre é chamada de a) Líquidos Classe I – líquidos que te- Ponto de fulgor nham ponto de fulgor inferior a 37. quan- Menor temperatura na qual um líquido li. conforme a seguir: Nota 1: Os líquidos com ponto de fulgor a) Líquido Classe II – qualquer líquido igual ou superior a 22. Líquido combustível Líquido que possua ponto de fulgor igual – Líquidos Classe IC – líquidos que ou maior do que 37. baseada nos valores de ponto 22. o ponto de fulgor é: pressure) que não exceda a 2068.Prevenção contra Explosões e outros Riscos tão desprezível que não resulte numa mistura “. – Líquidos Classe IA – líquidos que A definição de líquido inflamável e líqui. das Classes II e III. nado pelo método acima mencionado.8° C (73° F) acon- que possua ponto de fulgor igual ou su.8°C (73° F) e ponto de ebulição as seguintes definições: igual ou superior a 37. Quando a temperatura ambiente é Líquido que possua ponto de fulgor igual suficientemente alta..8°C (100°F). quando determi- grande quantidade de vapor por evaporação. do determinado pelo método ASTM D bera vapor em quantidade suficiente para for.

em que não outras que possuem faixas de inflamabilidade haja uma forte convecção. no caso de liberação para a at. a formação de inflamabilidade aplicáveis a algumas substân. referidas a 20ºC dos nessa classe estão: hidrogênio. pelo fato de ser mais 16 considerando-se as mesmas condições de li.5 15 67 290 inflamável. ou seja. em locais fechados. do ar como sendo igual a um e compara-se flamabilidade (LSI) há uma faixa denomi. em relação ao ar. acetileno e eteno. baixas. ao processo de difusão. Os outros suem faixas de inflamabilidade amplas apre. gases e vapores inflamáveis são mais pesados sentam maior risco. Dissulfeto de 1 60 30 1900 ma concentração na qual a mistura torna. que geralmen- que o ar. Neste caso eles estarão subordinados for a faixa de inflamabilidade da substância. Limite inferior Faixa de inflamabilidade Limite superior de de centração em que a mistura possui uma alta inflamabilidade inflamabilidade percentagem de gases ou vapores. é expressa mistura rica. gás de rua. Ela Benzeno C6H6 1. toma-se a densidade flamabilidade (lii) e o limite superior de in. a mistura C2H5OH é inflamável sob certas condições.3 Densidade pelo meio. de modo que a quantidade de oxigênio é tão baixa que uma eventual ignição não consegue se propagar 2. Entre o limite inferior de in. a mistura é chamada de Essa densidade. E. com as outras substâncias. Mistura pobre Mistura rica mo de temperatura. Prevenção contra Explosões e outros Riscos 2. Éter Etílico 1. Na tabela a se. uma vez que a região de risco estará situada e a temperatura a ela associada é chamada de nas partes inferiores ou superiores. a mistura torna-se Álcool Etílico 3. mistura explosiva torna-se particularmente cias inflamáveis comuns. Essa concentração é chamada: Para quem vai fazer uma classificação de áreas.7 36 50 1100 tura correspondente à do ponto de fulgor (C2H5)2O (ponto de combustão).2 8 39 270 é dita mistura pobre. estão alguns exemplos de faixas de ar no ambiente e. é atingido um grau de con. dirige-se para Limite superior de inflamabilidade baixo ou para cima é de extrema importância. Nesta concentração. caminhar grandes distâncias sempre próximos ra inflamável será tanto maior quanto maior ao solo.2 Limites de Inflamabilidade Tabela 1 – Limites de Inflamabilidade Durante o processo de evaporação de Substância Limites de Inflamabilidade um líquido inflamável com a formação de Inferior Superior Inferior Superior uma mistura acima da superfície livre do (%vol. quando comparadas com que o ar. saber se o gás ou vapor inflamável.) (g/m3) (g/m3) líquido acontecem fases diferentes de con- Metano CH4 5 15 33 100 centração.2. Se a con- centração continua elevando-se pelo acrésci. as partes inferiores formando nuvens de gás e mosfera. leve que o ar não se acumulam nas regiões beração em ambos os casos. e à pressão de 1 bar.6 3. As substâncias que pos. Se for maior do que nada de: um.5 82 16 880 Limite inferior de inflamabilidade e a temperatura a ela associada é chamada de ponto inferior de inflamabilidade. normalmente. considera-se mais leve Faixa de inflamabilidade. Acima da densidade da substância inflamável. é possível uma rápida mistura com o guir. Carbono CS2 se inflamável é chamada: Hidrogênio H2 4 75. . e. amônia. metano. Existem poucos gases e vapores com te é expressa em porcentagem por volume ou densidade relativa menor do que um. dependendo ponto superior de inflamabilidade. quan- do liberado para o meio externo. A míni.) (%vol.3 64 Acetileno C2H2 1. eles podem ocupar menores. pois. dessa concentração. Incluí- em gramas por metro cúbico. neste caso. minimizada. de modo que com baixa concen- tração a mistura ainda não é inflamável. Somente à tempera. o tempo de permanência com mistu. considera-se como mais pesado que o ar e se for menor que um.

5. com alguma superfície aquecida e a tempera. balho o seguinte critério: em todos os tópicos. em sua maioria de origem americana. destacando-se os documen- tos: NEC-National Electrical Code e as pu- blicações do API-American Petroleum Insti- 2. en- ticular das substâncias inflamáveis e. porém dentro de tolerâncias. e a maneira de versas condições. que dependendo do nas normas americanas. há equipamen. o volume de risco dentro do qual pode ocorrer mistura inflamá- mento do gás ou vapor fica muito próximo do vel. possuem temperaturas sileira/internacional. considera-se 2. porém.8. teriormente. a respeito da máxima temperatura que Essas mudanças refletem-se de modo ge- pode ser atingida pela superfície de um equi.17 petróleo. define. o que permite. entre outras coisas. o Sub-Comitê 31. através de um ceitos até então adotados aqui no Brasil. . bém. em que for aplicável. Tal critério será útil. Quando se começou a manusear as nor- de temperatura. significa elaborar um mapa que Na faixa situada entre 0. de Normas Técnicas. base para o desenvolvimento de normas nacio- ça. como por exemplo. ral. que é um parâmetro obriga- mas internacionais. de classificação de áreas. Historicamente. pelas normas internacionais. estão disponíveis normas e pro- comportamento do ar. os resistores de aque.8 e 1. particularmente da IEC– seja considerado. Porém. Percebe-se claramente uma tendência univer- felizmente. durante muito tem- po. Para isto. seguiu-se a orientação da normalização técnica americana. em compensação. foi im- tura dessa superfície for superior à sua tempe. através de revi- volvimento de uma classificação de áreas. tos elétricos que podem gerar altas temperatu. a classificação de áreas. e este fato deve ser le. e significa a indicação. conforme visto an- tenha densidade relativa igual ou inferior a 0. o início da indústria de processo no Brasil foi caracterizado pela importação de projetos. peraturas de superfície muito elevadas. maioria das substâncias inflamáveis possui. sal de adoção das normas internacionais como o que é uma característica a favor da seguran. tos. é necessário que essas normas fossem feitas com base nas nor- no projeto das instalações elétricas esse fato mas internacionais. Deve-se res- Portanto.4 Temperatura de Ignição tute.1 e como mais leve que o ar aquele que Classificar uma área.1. Esta é uma propriedade par. por exemplo. que mudava de maneira bastante radical os con- sivas.1 Introdução a 1. A sões recentes de seus documentos normativos. químicas e petroquímicas. será adotado neste tra- tipo e potência da lâmpada podem criar tem. tomou-se conhecimento de tório de marcação nos equipamentos elétricos uma evolução tecnológica muito significativa. é definida a classe International Electrotechnical Commission. de nossa indústria. instalações feitas com base cimento. ou as luminárias. comparar as duas tecnologias. mas a condição era de que gerar temperaturas elevadas. no início da década de 80. às vantagens de uma técnica sobre a outra. para uso em atmosferas potencialmente explo. e ex- cujas temperaturas de superfície situem-se trair daí o seu próprio sentimento em relação abaixo desse valor. Por isso. nais e regionais. temperaturas de ignição elevadas. abrangendo a construção dos equipamen- pamento elétrico em serviço sob as mais ad. plantada na ABNT – Associação Brasileira ratura de ignição.5 Classificação de uma Área como gás ou vapor mais pesado que o ar aquele que tenha densidade em relação ao ar superior 2. Praticamente esse fato perdurou até re- As substâncias inflamáveis podem iniciar centemente na maioria das indústrias de pe- um processo de combustão se tiverem contato tróleo. tam- de ignição superiores a 200ºC. aplicar equipamentos elétricos mesmo. cedimentos que permitem efetuar o desenho vado em conta quando da classificação de áreas. executar as montagens elétricas. pelo fato de que o leitor poderá por ele nesse caso.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Do ponto de vista prático. Em vista de haver. código. No que se refere às instalações elétricas em atmosferas potencialmente explosivas. o conhecimento das temperaturas de saltar que mesmo os Estados Unidos hoje es- ignição das substâncias inflamáveis torna-se tão adotando também a tecnologia prevista também de capital importância para o desen. ainda em grande parte ras. como os carregado de elaborar normas brasileiras so- equipamentos elétricos e/ou eletrônicos podem bre esse assunto. será feita a menção às A maioria dos produtos da indústria de duas linhas de atuação – a americana e a bra. o comporta.

possui baixa temperatura de ignição senvolvem valores similares de elevações de 100°C. Butano. Éter n-Butil Alil Glicí- dico. desde que todos os eletro- sibilitou ao Brasil um grande avanço. de 18 São também previstas pelo NECâ as seguintes con. utilizados em atmosferas contendo . farinha considerando as diferenças entre os Grupos: de trigo. ou gases e voláteis ou tenham reagido com outros vapores de risco equivalente. ou gases e vapores Grupo G Pós combustíveis que não se enquadrem de risco equivalente. tais como de equipamentos elétricos. Metano. cujo tamanho de suas partículas. instaladas a não mais do que 45 cm do das com as técnicas americanas. vitamina B1. em fun- ção de ser um produto altamente tóxi- Classe III Fibras co. além do diminuto interstício pressão.2 Conceituação Conforme Prática Americana pileno e acroleína. vapores de vernizes. Grupo B Butadieno. de plásticos. Prevenção contra Explosões e outros Riscos A adoção das normas internacionais pos. nos Grupos E e F. Nafta. magnésio. do invólucro. e Grupo D Acetona. Óxido de Etileno. interessantes. Quer-se dizer que as proteção adicionais além daquelas ne- substâncias pertencem a um mesmo grupo cessárias para o respectivo Grupo. incluindo alumínio. que o ar. É porque elas se comportam de forma similar o caso do dissulfeto de carbono. que quando submetidas à combustão. à prova de explosão. certos gases manufaturados) Classe I Classe II Grupo F Pós carbonáceos combustíveis. Amônia. que se mostram quando compara.5. Acroleína. e suas ligas Grupo A Acetileno comerciais ou outros pós combustíveis. conforme mostra o quadro seguinte. que exige medidas de proteção con- As Classes I e II são subdividias em gru. mais do que 8% no total de materiais Sulfeto de Hidrogênio. unidades seladoras à prova de explo- flamável está na forma de gás ou vapor. dades seladoras à prova de explosão sificadas. celulose. de grãos. vitamina C. Etileno. Essa subdivisão em grupos está funda. Pós de carvão. pós de coque são exemplos de pós Benzol. madeiras e de produtos químicos. Óxido de Etileno. aspirina. desde que todos os Os ambientes onde pode ocorrer presença eletrodutos que chegam ao invólucro de produtos inflamáveis são definidos por três à prova de explosão sejam selados com CLASSES. tendo Grupo C Ciclopropano. – Equipamentos do Grupo D podem ser algumas resinas termoplásticas. muito mais invólucro. Exemplos: açúcar. tra vazamento. levando em conta se o produto in. Benzeno. incluindo pós de cereais. Alil Glicídico. mentada nas propriedades físicas e químicas – Certos locais podem conter produtos das substâncias inflamáveis quando submeti. Álcool. de. ovo em pó. Gás Natural. uma vez dutos que chegam ao invólucro à pro- que disponibilizou novas alternativas para apli. va de explosão sejam selados com uni- cação de equipamentos elétricos em áreas clas. goma arábica. carbonáceos. Na tabela a seguir. quer seja do ponto de vista eco. são apresentados exemplos dessa subdivisão em grupos: Grupo E Pós metálicos combustíveis. pó ou são instaladas a não mais do que 45 cm fibra. Hexano. velocidades de propagação de chama para o resfriamento do gás em juntas e elevações de temperatura. cessões para aplicação de equipamento elétrico. materiais e apresentam risco de explosão. abrasividade e condutividade Hidrogênio (ou gases e vapores de risco apresentem risco similar quanto ao uso equivalente ao do Hidrogênio. químicos que requerem medidas de das a uma combustão. de grafite. óxido de pro- 2. Gasolina. – Equipamentos do Grupo C podem ser nômico. quer seja do ponto de vista de nível utilizados em atmosferas contendo Éter de segurança. etc. ou seja. – Os locais que contém amônia podem Classe I Gases e Vapores ser considerados como áreas não clas- Classe II Pós sificadas ou de menor risco. além de ser mais leve pos. Propano. Butadieno. Éter Etílico.

Prevenção contra Explosões e outros Riscos Observações: 1. Para equipamentos de uso industrial ambiente máxima igual a 40°C. Essa 2. como é o caso de atmosferas que contém pó de Alumí- nio. não classificadas. de modo a evitar a penetração do pó nos invólucros à prova de ignição de pós. Para a Classe I: aplicação. conforme mencionado 120 248 T4A anteriormente. Magnésio e suas ligas comerciais. pós de Zircônio. exceto lu- os seguintes: minárias. números para os ambientes de Classe II. conforme a seguir. Classes de Temperatura tendo terminais de ligação. que são pro- °C °F jetados para operar em temperaturas ambientes superiores a 40°C. não são marcadas. Os valores são (comuns) de instalação fixa. mento durante um processo de combustão. 230 446 T2C 215 419 T2D 200 392 T3 Observação: 180 356 T3A Para a Classe III não há subdivisão em 165 329 T3B Grupos. Certos pós metálicos podem ter características próprias que requeiram medidas adicio- nais de proteção além das usuais. dem atingir em operação normal ou de sobre. carga prevista. Para os materiais da Classe II. normais de operação. Para equipamentos que. aplicados em Classe I Divi- são 2. de- marcação é uma informação para o usuário do signadas para operar em Classe I Di- equipamento a respeito das máximas tempe. devem 450 842 T1 ser marcados com ambas as tempera- 300 572 T2 turas: a temperatura ambiente máxi- 280 536 T2A ma e a temperatura de operação ou 260 500 T2B faixa de temperaturas de operação. uma particularidade importantíssima. e também da temperatura de ignição do material. e equipamentos que tuem em item obrigatório de marcação para a produzem calor. Tório e Urânio têm temperaturas de ignição extremamente baixas (tão baixas como 20°C) e energias míni- mas de ignição mais baixas do que qualquer material da Classe I ou Classe II.ou Classe II Divisão 2. apenas raturas de superfície que os equipamentos po. a subdivisão em Grupos envolve o efetivo aperto nas juntas e as entradas de eixos. Porém. eletrodu- As classes de temperatura. As características de explosão com pós combustíveis varia com os materiais envolvidos. a subdivisão em grupos é feita 100 212 T5 tendo em vista a similaridade de propriedades 85 185 T6 das substâncias com relação ao seu comporta- Fonte : NEC® – 1999. obrigatoriamente. tais como caixas con- . Divisão ou Temperatura Máxima Número de Identificação temperatura de operação. Para luminárias de instalação fixa. mas cuja temperatura maioria dos equipamentos elétricos para áreas máxima não ultrapasse a 100°C. em condições ordem. Por exemplo. há necessidade de marcação no tocan- gos para os ambientes de Classe I e através de te à temperatura de operação. são indicadas através de códi. que se consti. A B D C tores de calor. que sejam permitidos para esta 1. não são produ. mas também para o Grupo para o qual o mesmo será aplicado. Equipamentos elétricos. 160 320 T3C 135 275 T4 Para a Classe I. além do efeito de sobreaquecimento provocado por depósito em camadas de pó nos invólucros. 19 Observações: nessa subdivisão em grupos. Grupo. é o fato de que a 1. Por isso é necessário que o invólucro seja aprovado não somente para a Classe. de Superfície (Código) 4. considerando a temperatura 3. tos e acessórios. em relação ao Grupo. visão 2. não necessitam ser marca- dos com Classe. 2.

fato de que. alimentícias e carboníferas. sociada também é baixa. embora necessá. deve ser considerado como alto. Por esta ra. não é suficiente. em que extensão esse grau de risco ocor. então o grau de risco cessariamente. a proba- Para a Classe II. ração anormal”. se De acordo com a visão americana. Pela terminologia ras combustíveis de conduzirem ou não eletri.5. outro lado. praticamente não c) quando o defeito em um equipamento havendo em suspensão no ar. A proteção dos invólucros contra a penetração de poeira. É preciso complementar es. qual o volume desse risco). se um equipamento elétrico foi aprovado lado. ne. Prevenção contra Explosões e outros Riscos significa uma gradação de risco. ou seja. esse grau de risco do Grupo C. pois os esfor. b) em áreas adjacentes às de Divisão 1. c) em locais onde exista um sistema de 20 ses dados com mais duas indicações: uma de. a referência é feita apenas ao tipo a) somente em caso de quebra acidental de substância que pode estar presente naquela ou operação anormal do equipamento atmosfera. aparecimento de uma mistura explosi- ses I e II. estão as indústrias farma. o grau ocorre uma explosão com um produto do Gru. e assim por diante. ria para um trabalho de classificação de áreas. a determinação do temperatura são maiores do que se fosse uma grau de risco está diretamente relacionada ao explosão com um gás ou vapor do Grupo B. devido a vazamentos Para a Classe III. ventilação forçada. que é a de menor risco. estes locais recebem a seguinte cidade. os critérios de instalação denominação: aplicáveis a esse tipo de indústria diferem bas. de processo ou operação incorreta do são em Grupos e os critérios de instalação são mesmo provoca. significa que existe uma alta probabilida- maiores e o equipamento pode não ter condi. o efeito de elevação de pressão. mável externamente ao equipamento de pro- gia mínima de ignição. em dois níveis: alto ou dade de propagação de chama e elevação de baixo. o menos rigorosos que os aplicáveis às das Clas. se é esperado haver mistura infla- que por sua vez teria um efeito maior do que mável em condições normais de operação do se fosse uma explosão com um gás ou vapor equipamento de processo. mal desse equipamento. Desse modo. os cuidados maiores estão na pro. Esta informação. de operação do equipamento de processo. apenas qualitativa. a subdivisão em Grupos bilidade de presença de mistura inflamável as- leva em conta a propriedade que tem as poei. exerce um papel muito importante como re- quisito de construção dos equipamentos. Locais com baixa probabilidade de tante dos critérios aplicáveis às indústrias da presença de mistura inflamável Divisão 2 Classe I. veloci. Para Resumindo: o Grupo G. não há subdivi. provocados por reparos de manuten- pois os materiais inflamáveis estão sob a for. os gases ou vapores inflamáveis podem existir: ca. cêuticas. va e uma fonte de ignição de origem elétrica. refere-se ao . neste contexto.3 O Conceito de Divisão para a Classe I As áreas de divisão 2 são aquelas em que Quando são mencionados os termos clas. ambientes de grupos anteriores. para ser aplicado num cesso se houver uma falha ou operação anor- determinado grupo de gás. 2. principalmente para os Locais com alta probabilidade de presença de mistura inflamável Divisão 1 Grupos E e F (condutores de eletricidade). las refere-se ao grau de risco (alto ou baixo) que é esperado existir na respectiva área e a Observação: outra. b) freqüentemente. Se por outro zão. não pode ser. que ocorre pela movimentação desse tipo a) continuamente. aplicado de forma segura em deve ser considerado como baixo. É importante considerar que o termo “ope- re (isto é. somente é esperado haver mistura infla- em função de ensaios de explosão ou de ener. As áreas de divisão 1 são aquelas em que teção contra a geração de eletricidade estáti. de risco esperado no local é uma informação po A. se o grau de risco é baixo. ou de material não condutor de eletricidade. periodicamente em condições normais Nesta Classe. Conceitualmente. de de presença de mistura inflamável e por ções de suportar tais solicitações. os gases e vapores inflamáveis podem existir: se e grupo. de processo. simultaneamente. ma de fibras mais pesadas. Se o ambiente possui um alto grau de ris- ços e as energias solicitados seriam muito co. ção freqüentes. intermitentemente. americana.

brasileira e internacional pelo conceito de ção elétrica em locais de Classe II e Classe III. Esse volume de risco receberá a denomina- ção de zona 0. A prática brasileira está harmonizada com – Zona 1 – local onde a ocorrência de a prevista pela normalização internacional da mistura inflamável é provável de acon- IEC. butadieno. existem medidas de emergência que são D A tomadas ao tempo em que esses eventos acon- tecem. C B ções.5. IIB Mesmas substâncias do grupo C do NEC. Ou seja. cana. car o problema. Então.6 Extensão das Áreas Classificadas mais acroleína. mistura inflamável é contínua ou exis- leira/Internacional te por longos períodos. se acontecer. C B duto para o meio externo. conforme Os locais denominados como zona 0. O termo divisão. com o seguinte significado: períodos. tem-se: – Zona 0 – local onde a ocorrência de 2. O exemplo típico de um estão. com A liberação de uma grande quantidade de pro. está. Estão excluídas deste significado. assim. é substituído na norma disponibilidade de normas técnicas para instala. conforme utilizado pela Cabe mencionar que ainda é muito pobre a filosofia americana.4 Conceituação Conforme Prática Brasi. relacio- des. a norma internacional fala em gru. ZONA. altíssima probabilidade de formação de uma mais acetaldeído e monóxido de carbono. existem diferen. ao invés de dois. e que transcendem completamente O Conceito de Zona àquelas aqui consideradas para efeito de ins- talação elétrica. . bem como erupção de poço de petróleo.Prevenção contra Explosões e outros Riscos caso em que a liberação de produto inflamá. americana e internacional. Como se pode observar. Pelas definições assim adotadas: – Grupo II – são assim marcados os Norma Americana Divisão 1 Divisão 2 equipamentos fabricados para operar Norma IEC/Brasileira Zona 0 Zona 1 Zona 2 em outras indústrias (indústrias de su- perfície). IIB e IIC. onde existe uma IIA Mesmas substâncias do grupo D do NEC. anormal do equipamento de processo. – Zona 2 – local onde a ocorrência de Ao invés de classificar os ambientes em mistura inflamável é pouco provável de classes. zona 1 ou zona 2. a subdivisão em vel para o meio externo ocorre de uma forma grupos. não eram considerados na designação ameri- vidas. definidos: local zona 0 é a parte interna situada acima da superfície do líquido inflamável em um tan- Grupos Substância que de armazenamento. acetileno. sendo subdividido. (volumes de risco) gases manufaturados contendo mais do que A determinação da extensão da área clas- 30% em volume de Hidrogênio e óxido de sificada representa o volume de risco que o 21 propileno equipamento de processo. óxido de eteno. entre outras. Nestas situa. sendo estabelecidos três níveis de grau de risco. em pequenas quantida. apresenta para o meio exter- dissulfeto de carbono no. estando associada à operação – Grupo I – são assim marcados os equi. são definidos como sendo aqueles locais onde praticamente existe mistura inflamável As substâncias e seus respectivos grupos durante todo o tempo. de forma geral. 2. que as características das substâncias envol. nada: ções consideradas como catastróficas. pamentos fabricados para operar em mineração subterrânea. como por exemplo: o rompimento de um tanque de Norma Americana Norma Brasileira/Internacional armazenamento de líquido inflamável. tecer em condições normais de opera- ças muito significativas no modo de qualifi. é por curtos pos. ção do equipamento de processo. as situa. conforme adotado pela normalização controlada. prevista. em IIA. ou divisão 1. assim. que contém o pro- IIC Atmosfera contendo: hidrogênio. e duto inflamável. mistura inflamável. acontecer e.

zona 1 ventilação adequada conforme ou zona 2. e/ou gradiente de temperatura. ciente para assegurar. o do ar e sua renovação com o ar que implica na análise e tratamento de diver. Para auxiliar. uma área local. artificiais (por exemplo. tais como: condições de – Ventilação Artificial Geral – ventilação. ar ambiente. ventiladores) cesso oferece uma influência muito forte na e aplicado a uma área geral. nação desses volumes. deixando a cargo do usuário a escolha a salas. são encontradas diversas arranjo não permita renovação com definições a respeito de ventilação. foi levado em . por meios artificiais para expressar as diferenças que o porte e o (usualmente extração). abordagem segundo a norma brasileira e in- ternacional. determinação desse volume de risco.1 As Figuras de Classificação de Áreas ceito de ventilação em três níveis: Para a determinação das figuras de classi- – Ventilação Adequada – ventilação ficação de áreas (volumes de risco) há duas natural ou artificial considerada como abordagens completamente diferentes. mento do ar e sua renovação com o to de fonte de risco de magnitude relativa. A Inferior de Inflamabilidade (LII). dependendo da filosofia utilizada: b) A IEC 60079-10 define ventilação do internacional (brasileira) ou americana. com o ar ambiente por meios O porte e o tipo do equipamento de pro. haja ventilação pelo fato de que o sificação de áreas. Assim. Os do. que quantidades significativas de mistura optou por aplicar figuras padronizadas. 2. conforme o ar ambiente. porte e tipo do equipamento de movimento do ar e sua renovação processo. todos os fatores que influenciam na determi- dade ou curtas em duração. lação. – Ventilação Artificial Local – movi- cumentos americanos introduziram o concei. começando pela metodologia americana. é de não utilizar figuras padroni- – Ventilação Inadequada – aplicável zadas. que não haverá acúmulo Metodologia americana para a determinação da de mistura inflamável de hidrocar. ção. Uma é suficiente para evitar o acúmulo de a adotada pela normalização americana. Este conceito nado anteriormente. Nas diversas normas sobre clas. As condições de ventilação mostram-se como um dos fatores mais importantes a ser – Não Ventilado – locais onde não considerado. mas também com fatores externos. em função das condições de venti- definida acima. seguinte modo: A principal questão é estabelecer critérios – Ventilação Natural – movimento para a determinação desse volume de risco. extensão das áreas classificadas bonetos em concentração acima de A filosofia americana para a determina- 22 25% de seu LII por períodos de ção dos volumes de risco. Prevenção contra Explosões e outros Riscos divisão 2. prédios ou espaços que não do melhor critério para a determinação da ex- tensão das áreas classificadas. ambiente devido aos efeitos de vento sos fatores relacionados não só com a subs. é tenham sistema de ventilação natural apresentado um método de cálculo que serve ou mecânica capazes de prover para determinar se o local será zona 0. – Ventilação Limitada – ventilação Serão consideradas as duas linhas de atua- natural ou artificial que seja sufi. aplicado a tipo do equipamento de processo apresentam uma fonte de risco particular ou a para a determinação do volume de risco. tância inflamável em questão. e das taxas de liberação de material in- flamável que são esperadas. estabelece figuras padro- é aplicável para liberações que sejam nizadas que foram obtidas levando em conta relativamente pequenas em quanti. apresentado a seguir: a) API RP 500 (1997) estabelece o con. de modo razoável.6. já le- inflamável em concentrações que vando em conta os diversos aspectos que in- estejam acima de 25% de seu Limite fluenciam na determinação desses volumes. conforme mencio- tempo significativos. etc.

com autorização escrita daqueles órgãos. a seguir apresentadas. Observa-se que as refinarias de petróleo são consideradas como fontes de risco de mag- nitude relativa alta. As demais instalações. gás natural e eventualmente gás sulfídrico. ti. Entende-se que as Refinarias sejam consideradas dessa forma. normalmente não há uma caracte- rística muito acentuada de processo. velocidades de vento. Volume m3 < 19 19 a 25 > 25 Pressão kg/cm2 <7 7 a 35 > 35 – Indústrias químicas. 10 > 32.5. que foi dividida em três níveis: alta. No caso das unidades de Armazenamento e Transporte de produtos de petróleo. as unidades de produção de petróleo não têm grande diversidade de produtos inflamá- veis. referentes à vazão. uma característica muito forte de processo. veis a: média e baixa. volume e pressão. havendo também para essas unidades. além de serem em grande número. – Refinarias de petróleo. 3 -3 –3 –3 Vazão m /s < 6. tendo em vista que seus equi- pamentos de processo. transporte e armazenamento e unidades de produção de petróleo.5.Prevenção contra Explosões e outros Riscos conta. Essas diferenças aparecem de forma clara quando se observam as distâncias envolvidas e serve como meio de comparação e alerta. além de não haver também características de processo.5.5. lativa. 23 . além do que os equipamentos de processo operam na mai- oria das vezes com parâmetros não tão elevados como no caso das Refinarias de Petróleo. por exemplo. ou seja. Por exemplo.10 6.10 a 32. foram extraídas dos documentos americanos API e NFPA. Praticamente os produtos são: petróleo. bem como das instalações de produção. Equipamento Unidade Pequena/Baixa Média/Moderada Grande/Alta de Processo – Unidades de produção de petróleo. O principal parâmetro considerado foi o pos de indústria (porte e tipo do equipamento conceito de fonte de risco de magnitude re- de processo). 10-3 Figuras aplicáveis a refinarias de petróleo As figuras. operam com parâmetros de processo normalmente elevados. A tabela a seguir mostra os valores adotados: – Unidades de transporte e armazena- mento de produtos de petróleo. o que lhes confere os maiores volumes de risco. a partir de dados de processo. definindo então figuras aplicá. mostrando que cada tipo de indústria pode requerer critérios diferentes para a determinação da extensão das áreas classificadas. estão entre média e bai- xa. grande diversidade de tipos. a fim de mostrar o conceito.

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Isto ocorre por não haver. principalmente. além de que as fontes de risco são. 25 – instalações de carregamento e descarregamento de navios e de caminhões. nas dimen- sões da área classificada. . ou seja: – tanques de armazenamento. – tubulações e seus acessórios: válvulas. uma característica forte de pro- cesso. Nos exemplos a seguir.. de um mesmo tipo. – bombas. normalmente. observa-se uma grande diferença. – esferas de GLP.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Figuras aplicáveis às áreas de transporte e armazenamento de petróleo e derivados Para esse tipo de indústria. etc. – separadores de água e óleo. nesse caso. – compressores. flanges. – vasos de pressão. observa-se que as distâncias que definem a extensão da área classi- ficada variam em função dos parâmetros de processo (conceito de fonte de risco de magnitude relativa).

contendo acessórios. a classificação de áreas tem uma forma muito semelhante à mostrada acima para bombas e compressores.. porém as distâncias da extensão da área classificada são conforme mostrado a seguir: Distância (metro) Nível L R D Líquido. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 1 0.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) 30 7. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 1 0. pressão acima de 275 psig 15 7. flanges.5 0.5 0.6 Líquido.6 No caso de tubulações.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) 6 3 0.6 .6 26 Líquido. pressão acima de 275 psig 3 1 0. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Distância (metro) Nível L R D Líquido. etc.

5 0.6 Distância (metro) Nível L1 L2 D Líquido.6 27 . nota a) 15 7.6 Líquido. pressão acima de 275 psig (v. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 3 0.5 0. nota b) 30 7.6 Líquido.5 0. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 3 0. nota a) 15 7.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Distância (metro) Nível L1 L2 D Líquido.5 0.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) (v. pressão acima de 275 psig (v. nota b) 30 7.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) (v.

a classificação de áreas assume uma forma similar às anteriores e as distâncias Nota b: A dimensão L1 pode ser reduzida a são modificadas para menos.6 Líquido.6 .6 Nível L D 28 Líquido.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) 6 0. ção com válvulas. de fonte de risco que se apresenta. Nível L D Líquido. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Nota a: as dimensões do nível 1 podem ser Se. As figuras que representam essa situação são mostradas a seguir. pressão acima de 275 psig 3 0.6 Líquidos altamente voláteis (LAV) 6 0. acessórios roscados. houver uma tubula- pressões acima de 275 psig onde a probabili. ao invés de uma bomba ou compres- usadas para pequenas bombas operando com sor no interior do prédio. pressão acima de 275 psig 3 0. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 0. flanges dade de vazamento é pequena. pressão 275 psig (1896 kPa) ou menor 3 0. ou similares. em face do tipo não menos do que 15 m onde a probabilida.6 Líquido. de de vazamento seja pequena.

Prevenção contra Explosões e outros Riscos Observação: A classificação de áreas conforme mostrado nas duas últimas figuras anteriores. aplica-se também para sistemas de amostragem. instrumentação e pequenas bombas de instrumentação. 29 .

5 7.5 Figuras aplicáveis às atividades de perfuração e produção de petróleo 30 . pressão 1900 kPa (275 psig) ou menor 3 Gás. pressão acima de 1900 kPa (275 psig) 7.5 Distância (metro) Nível L R Gás 1900 kPa (275 psig) ou menor 3 3 Gás acima de 1900 kPa (275 psig) 7. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Nível Distância (R) ( metro) Gás.

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com antepoço. sem antepoço. tegida. da.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Poço com bombeio submerso. situado em área aberta e com ventilação adequada. Vaso de pressão de hidrocarboneto ou vaso com chama pro- lada e com antepoço. Caixa de terminais em área aberta e com ventilação adequa- Poço com bombeio mecânico em área adequadamente venti. Figuras aplicáveis às áreas de processamento de gás e equipamentos de armazenamento 35 Poço com bombeio mecânico em área adequadamente venti. conectada a uma bomba elétrica submersa. situado em área aberto e adequadamente ventilada. lada e sem antepoço. Poço em ambiente aberto e com ventilação adequada em operação de arame. Poço com bombeio submerso. . situado em área aberta e com Poço surgente situado em ambiente fechado. inadequada. com ventilação ventilação adequada.

Bomba ou compressor de líquido. Instrumentos operados a gás inflamável. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Lançador ou recebedor de esfera situado em ambiente aberto e com ventilação adequada. . gás ou vapor inflamável em área aberta e bem ventilada. 36 Compressor ou bomba em área abrigada e adequadamente ventilada. Sonda de perfuração com torre semi fechada. Equipamento de água produzida e “gas blanketed” situado em ambiente aberto e com ventilação adequada. situados em ambien- te abrigado com ventilação adequada e todos os “vents” orien- tados para o lado externo. Figuras aplicáveis às unidades móveis marítimas de perfuração (MODU) Compressor ou bomba em ambiente aberto e com ventilação adequada. Sonda de perfuração – torre aberta. situados em ambi- ente abrigado com ventilação inadequada e todos os “vents” orientados para o lado externo. Instrumentos operados a gás inflamável.

.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Sonda de perfuração subestrutura aberta e torre semi-fechada. A grande mudança dos americanos! 37 Navio sonda de perfuração.

o espaço situado API. são consideradas como Deste modo. trouxe os conceitos de zona 0. baseadas nos argumentos que foram às instalações elétricas em atmosferas poten. denominado de API 505 de novembro acima da superfície de um tanque de armaze- 1997. As partes internas dos que representam hoje uma tendência mundial. ou internacionais (IEC) seja. como por exemplo. zona 1 e zona 2. onde pode ocorrer que também são adotados no Brasil. finalmen. tem-se os seguintes: 38 Definição: Equipamento elétrico construído de tal modo que seja capaz de suportar uma pressão de explosão interna sem se romper e não permite que essa explosão se propague para o meio externo. . numa forma genéri- térios de classificação de áreas que são preco. com raio de 0. zona 1 e namento de líquido inflamável de teto fixo. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Americanos adotam a filosofia de classificação É interessante observar que a metodologia de áreas com base nos conceitos das normas utilizada para a determinação da extensão das áreas classificadas permanece a mesma. praticada nos EUA. o API continua aplicando figuras padro- A grande virada deste século em relação nizadas. A principal modifi- cialmente explosivas foi o fato de.5m é considerada como Zona 0. a recente publicação do novo zona 0. descritos anteriormente. Tanque de armazenamento de líquido inflamavel Observação: A área ao redor do respiro. os americanos decidirem por adotar os cri. mistura inflamável. Tipos de Proteção Os tipos de proteção para aplicação em atmosferas potencialmente explosivas variam em função das técnicas construtivas que são incorporadas ao equipamento. zona 1 corresponde à divisão 1 e zona 2 nizados pelas normas internacionais (IEC) e corresponde à divisão 2. zona 0. ca. cação refere-se à introdução do conceito de te. zona 2 como aceitáveis para a classificação de áreas. equipamentos de processo. Previstos por normas técnicas.

b) ajuste do pressostato e da válvula re- guladora de pressão.Prevenção contra Explosões e outros Riscos Definição – Para imersão em resina Características Principais: a) material da resina tem que ser pré- a) grande quantidade de parafusos. visores. Características Principais: a) premissas de projeto para operação com Características Principais: baixa energia. nentes. – Para imersão em areia a) teor de umidade. d) dupla camada de impregnação para en- rolamentos. maiores dis- externo. b) compromisso quanto ao “MESG” b) limite de bolhas de ar internas ao meio. superior à pressão atmosférica. d) entradas de eletrodutos. c) qualidade do óleo: poder dielétrico. b) faixa granulométrica. tendo que cumprir com requisitos dimensionais e de materiais. mar uma atmosfera potencialmente explosiva em condi- ções normais de operação. tensão e paredes do invólucro. tâncias de entre-ferro. contaminantes. b) distâncias mínimas entre partes com d) análise de circuitos. etc. Características Principais: a) materiais pré-aprovados em laboratórios. Definição: Técnica de proteção baseada na aplicação de medidas construtivas adicionais de modo a aumentar a segurança de equipamentos e dispositivos elétricos que em condi- ções normais de operação não produzam centelhamento ou alta temperatura. As partes que podem produzir centelhamento ou alta temperatura estão imersas num meio isolante que pode ser: óleo. areia ou resina. Definição: b) maiores distâncias de isolação e escoa- Invólucro dotado de um sistema de sobrepressão interna mento. lucro. 39 c) distâncias mínimas entre partes com Definição: tensão e superfície da areia e entre Diz-se que o circuito. etc. umidade. c) válvula para purga. tensão e paredes do invólucro. Definição: Diz-se que o circuito. de tal modo que mesmo que haja uma contaminação de gás ou vapor no meio c) para máquinas rotativas. mano- plas de operação. mento. cies dos flanges. dispositivo ou sistema é de segurança intrínseca quando o mesmo não libera energia suficiente para inflamar uma atmosfera potencialmente explosiva quer Definição: seja em condições normais ou anormais de operação. (Interstício Máximo Experimental Se. Características Principais: e) diâmetro mínimo de fio para enrola- a) integridade das gaxetas de vedação. eixos. pamento. – Para imersão em óleo b) dispositivo associado para limitar energia. a) distâncias mínimas entre partes com c) limitação de temperaturas de compo- tensão e superfície do óleo. dispositivo ou sistema é não acendível quando o mesmo não libera energia suficiente para infla- partes com tensão e parede do invó. esse gás ou vapor não penetra no interior do equi. e) simulação de defeitos. c) distâncias entre partes com tensão e guro). . testado em laboratório. superfície da resina e partes com c) rugosidade média máxima nas superfí.

estão protegidas. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Características Principais: a) não possui partes centelhantes ou pro- dutoras de alta temperatura em condi- ções normais de operação e. c) resistente a impacto. Anotações 40 . se tiver. d) grau de proteção mínimo exigido. etc. b) maiores distâncias de isolação e escoa- mento.

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pela observância às normas de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento nacional. Governo e demais segmentos da sociedade. A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes de competitividade e lucratividade. fornecedores. acionistas. a dignidade. A Petrobras considera que a vida particular dos empregados é um assunto pessoal. a lealdade. pelo respeito ao meio ambiente. As informações veiculadas interna ou externamente pela Companhia devem ser verdadeiras. Prevenção contra Explosões e outros Riscos Principios Éticos da Petrobras A honestidade. o decoro. as decisões são pautadas no resultado do julgamento. o zelo. visando a uma relação de respeito e transparência com seus empregados e a sociedade. o respeito. 42 . competência e honestidade. parceiros. concorrentes. a eficácia e a consciência dos princípios éticos são os valores maiores que orientam a relação da Petrobras com seus empregados. sem descuidar da busca do bem comum. considerando a justiça. que é traduzido pela valorização de seus empregados enquanto seres humanos. legalidade. clientes. desde que as atividades deles não prejudiquem a imagem ou os interesses da Companhia. Na Petrobras.