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UNIVERSIDADE FEDERAL DO

AMAZONAS
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ELETRICIDADE

MÁQUINAS ELÉTRICAS

MÁQUINA SÍNCRONA

Prof. Dr. Rubem Cesar Rodrigues Souza

Manaus/AM

Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona

1. INTRODUÇÃO

As máquinas síncronas constituem a primeira categoria importante de máquinas de
corrente alternada.
Como todas as outras máquinas elas são reversíveis e podem funcionar
indiferentemente como gerador (chamado de ALTERNADOR) ou como motor (chamado de
COMPENSADOR SÍNCRONO).
As duas características essenciais de uma máquina síncrona são:
 Seu rotor é excitado por uma corrente contínua (chamado de circuito de excitação ou
circuito de campo) que é polarizado como um eletroímã (o rotor pode ser considerado
teoricamente como um simples ímã permanente);
 A VELOCIDADE DE ROTAÇÃO é, como seu nome indica, SÍNCRONA. Na prática,
isto significa que EXISTE UMA RELAÇÃO entre a velocidade de sincronismo
(VELOCIDADE NO EIXO DA MÁQUINA), a FREQUÊNCIA DAS CORRENTES
DO ESTATOR e o NÚMERO DE POLOS da máquina.

2. FORMAS CONSTRUTIVAS

As máquinas síncronas polifásicas compõem-se essencialmente de um INDUZIDO
COM ENROLAMENTO POLIFÁSICO, distribuído em ranhuras, EXCITADO POR
CORRENTES POLIFÁSICAS e de um INDUTOR COM ENROLAMENTO que pode ser
CONCENTRADO EM UMA ÚNICA BOBINA, OU também DISTRIBUÍDO, e EXCITADO
COM CORRENTE CONTÍNUA.
O induzido, também chamado de armadura, pode ser localizado na parte fixa (estator)
quando se trata de geradores e motores síncronos de média e grande potência ou na parte
rotativa, nos casos de menor potência. Normalmente, acima de algumas dezenas de kVA, o
primeiro tipo construtivo é o preferido.
Na abordagem a ser apresentada tomar-se-á como base às máquinas de induzido fixo e
indutor rotativo por serem mais comuns, embora não haja diferença entre elas no que diz
respeito aos modelos teóricos para efeito de equacionamento eletromecânico.

2.1 Estator

O ESTATOR Tem uma periferia geralmente lisa e possui, dentro de ranhuras, os
enrolamentos chamados “circuito de armadura”, ou simplesmente “fases”. Quando a
máquina funciona como motor, nos seus enrolamentos são aplicadas correntes alternadas e,
quando a máquina funciona como alternador, fornecem correntes.
Pode-se chamar assim as máquinas: monofásicas (1 só enrolamento no estator), bifásica
(2 enrolamentos no estator), trifásica (3 enrolamentos no estator) e etc.

2.2. Rotor

O rotor pode ser de dois tipos:

 POLOS LISOS (cilíndrico): quando a periferia é perfeitamente lisa (com exceção
das ranhuras, naturalmente). É como um tambor. Sua sequência de bobinagem é tal
que o eixo magnético é radial (e não longitudinal). Neste caso a relutância do

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circuito magnético, entre rotor e estator, é praticamente constante e independente
da posição do rotor. Trabalham com altas velocidades.

 POLOS SALIENTES: Sua periferia é retangular, ou cruciforme. A bobinagem é
realizada de tal sorte que surgem polos sucessivos sobre a superfície Norte e Sul.
Todas as bobinas de excitação são percorridas pela mesma corrente contínua, em
série.

OBS 1: Quanto ao diâmetro desses rotores, o mesmo será função da rotação para a qual a
máquina é projetada. Assim, as máquinas de rotações baixas serão de maior
diâmetro e menor comprimento, ao passo que, quando a rotação aumenta, o
diâmetro diminui, seguido de um acréscimo no comprimento.

OBS 2: Uma construção de polos salientes é característica de geradores hidrelétricos
porque as turbinas hidráulicas funcionam com velocidades relativamente baixas,
e um número grande de polos é necessário para produzir a frequência desejada; a
construção de polos salientes adapta-se mais, mecanicamente, a esta situação.
Para velocidades relativamente altas, como nos alternadores acionados por
turbinas, ou turboalternadores, são utilizadas comumente máquinas de 2 ou 4
polos com rotor cilíndrico.

3. ALGUNS PROBLEMAS RELATIVOS A ALTERNADORES

3.1 Isolamento

O isolamento é quem limita a potência que se pode extrair de uma máquina elétrica,
sendo que a temperatura de trabalho dos isolantes depende da classe dos mesmos.
Para o campo, as tensões usuais são de 125 V ou 250 V, muito embora os isolantes
suportem tensões mais elevadas (visando as possíveis sobretensões).
Já os enrolamentos da armadura são construídos para uma tensão de 11.000 V a
15.000 V.
Alguns isolantes comumente usados são:
a- Mica;
b- Papel impregnado;
c- Fitas de cambraia, e;
d- Calços de madeira.

3.2 Ventilação e refrigeração

A transferência de calor pelas perdas é transmitido para o exterior principalmente por
convecção. Assim, conforme a direção do movimento da massa de ar, tem-se os seguintes
tipos de ventilação:
a- Axial: corrente de ar na direção do eixo;
b- Radial: fluxo de ar na direção do raio;
c- Circunferencial: o fluxo de ar tangencial a superfície externa do estator.

A ventilação poderá ser produzida pelo próprio rotor, ou as vezes é auxiliada pela
adição de ventiladores ao eixo da máquina.
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Comparando a máquina de polos salientes relativamente às de polos lisos, concluímos
que o problema nos turbogeradores é mais grave que nas máquinas enquadradas no
primeiro grupo.

Assim, em algumas máquinas de rotor cilíndrico (turbo) as vezes emprega-se
hidrogênio como refrigerante. Em alguns casos utilizam-se condutores de armadura
perfurados, por onde passa um fluxo de óleo refrigerante (para máquinas de grande porte).

4. ÂNGULO ELÉTRICO E ÂNGULO MECÂNICO

Quando se considera uma máquina de um par de polos, para que se realize um ciclo de
f.m.m. induzida ou 360  elétricos em um ponto do estator, é necessário que o rotor
complete também um ângulo mecânico de 360  (uma volta completa).

Todavia se o rotor apresentar 2 pares de polos, fato este que leva a armadura a
apresentar cada fase com enrolamentos em conjuntos correspondentemente múltiplos de
bobinas, quando o rotor descrever um ângulo mecânico de 180, já se tem um ciclo
elétrico completo.
Generalizando:
(graus elétricos) = p. (graus mecânicos) [1]
onde: p = número de pares de polos.

5. VELOCIDADE SÍNCRONA

Uma máquina síncrona é caracterizada pelo fato da mesma girar com uma
velocidade constante (em regime permanente), chamada de “velocidade de sincronismo”,
dada pela relação:

m  [2]
p
onde:
m: velocidade de rotação síncrona (eixo da máquina), rd/s.
 : pulsação da corrente estatórica (armadura), em rd/s.
p : número de pares de polos.

Pode-se encontrar o resultado por um raciocínio direto.
Se o rotor possui um par de polo, será induzida na bobina do estator uma tensão cujo
período é igual ao tempo necessário para o rotor fazer uma volta, considerando-se que a
frequência é igual ao número de voltas por segundo, tem-se:
n (rps) = f (Hz)
Designando-se por n a velocidade de rotação em rpm, tem-se:

n (rpm) = 60*f (Hz) [3]

Se o motor possui vários pares de polos, cada enrolamento do estator é constituído por
tantas bobinas em série quantos forem o número de pares de polos. A frequência da tensão
nos bornes será, nesse caso, dupla, pois corresponde dois períodos elétricos à uma rotação do
rotor.

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Para generalizar, para uma máquina de “p” pares de polos, a velocidade de rotação, em
rpm, será dada por:
60 * f [4]
n
p
onde:
n: velocidade de rotação síncrona, em rpm.
f: frequência das correntes de armadura, em Hz.
Eixo magnético rotórico
p: número de pares de polos.

EXERCÍCIO
1) Um gerador CA tem oito polos e opera numa velocidade de 900 rpm. Calcule:

a) A frequência da tensão gerada.
b) A velocidade da máquina primária requerida para gerar frequências de 50 Hz e 25 Hz.
SOLUÇÃO:
PN 4 x900
a. f    60 Hz
60 60

60 f 60 x50
N   750 rpm ( para gerar 50 Hz )
P 4
b.
60 x 25
  375 rpm ( para gerar 25 Hz )
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6. CRIAÇÃO DO FLUXO MAGNÉTICO NO INTERIOR DA MÁQUINA

Uma máquina elétrica à vazio ou em carga, é um local onde existe um fluxo magnético
que resulta da ação simultânea de correntes circulantes dentro dos diferentes enrolamentos.

6.1 Indução criada no entreferro por uma bobina diametral

Seja uma máquina com entreferro constante sobre toda sua periferia possuindo uma
bobina com N espiras percorridas por uma corrente i (ver Figura 1).

Eixo magnético rotórico

Figura 1. Linhas de campo de um enrolamento rotórico bipolar.

A tensão magnética total ou f.m.m é tal que:
 
 = c H . dl  Ni [5]
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H’. A máquina considerada é bipolar. os condutores são divididos dentro de várias ranhuras (ver Figura 3). sendo seu período espacial correspondente a da periferia da superfície interna: T = 2R = D.2. a circulação de campo se reduz à circulação através do entreferro:  = 2.H '   cte [8] 2g B . A curva de indução no entreferro é periódica. Tp   [10] 2 2 6.  entreferro  . g: comprimento do entreferro. Figura 2.g = 2. Indução e tensão magnéticas criadas pelo enrolamento. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Tp T = D. 5 Prof. [9] Na expressão [9] D é o diâmetro da superfície interna do motor. .Ni B' ( x)   o .m.  entreferro  Ni  ferro S Considerando-se a permeabilidade magnética do ferro  Fe  infinita.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Essa expressão pode ser escrita para o circuito com a bobina diametral como: l 1   ferro  entreferro   ferro . o campo no entreferro H’ é dado em A/m.H ' se distribuem ao longo da superfície interna segunda uma curva quadrada (ver Figura 2).  t . tal que: Ni [7] H ' ( x)   cte 2g  o . sendo este dado por: T D.m. Curva de indução de um enrolamento bipolar dividido Por razões construtivas.) nos bornes do entreferro. ’: tensão magnética (f. O arco de comprimento igual a T/2 é chamado de PASSO POLAR Tp. Na relação [6] o comprimento do entreferro (g) é dado em metro. A tensão magnética no entreferro ’ e a indução B   o . Dr. ’ = Ni [6] onde: H’: intensidade de campo magnético no entreferro.

Dr. A curva de indução. Indução e tensão magnéticas criadas pelo enrolamento da Figura 3. Linhas de campo de um enrolamento estatórico bipolar dividido sobre uma fração de passo polar. Figura 4.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Eixo magnético rotórico Figura 3. é representada na Figura 4. 6 Prof. determinada novamente pela lei da circulação de corrente. Figura 5. A figura 5 é relativa a um enrolamento dividido sobre toda a periferia. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Indução e tensão magnéticas criadas por um enrolamento distribuído sobre todo passo polar.

Se N representar o número total de espiras em série dentro do enrolamento. Dr. [14] g 2p* g A distribuição espacial de indução criada por este enrolamento está ilustrada pela Figura 7. apresentarão um período espacial dado por: D. Figura 7. Linhas de campo de um enrolamento estatórico quadripolar distribuído sobre uma fração de passo polar. a FORÇA MAGNETOMOTRIZ POR PAR DE POLO vale: N *i  =  2* Np *i [13] p NP = N/2p representa o número de espiras em série por polo. portanto. Rubem Cesar Rodrigues Souza . A indução máxima no entreferro é igual a: N *i N *i Bmax   o . T [11] p e um passo polar Tp será dado por:  *D Tp  [12] 2p O enrolamento assim obtido comporta 2p polos (ver Figura 6). 7 Prof. p   o .3 Curva de indução de um ENROLAMENTO MULTIPOLAR DISTRIBUÍDO As distribuições precedentes relativas a um par de polos se apresentarão p vezes sobre a superfície do estator e.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 6. Figura 6. Indução e tensão magnéticas criadas pelo enrolamento da Figura 6.

ou seja um observador que esteja em um ponto sobre o estator. Um observador parado sobre o estator viria passar p*n ondas bipolares por segundo e a frequência induzida nos condutores do estator é igual a: fs = p*n [16] Esta relação fundamental é válida para qualquer máquina de corrente alternada.n [15] n expressa o número de rotações por segundo. CAMPO GIRANTE Seja um rotor como representado na Figura 8. onde a fundamental está representada na Figura 9. Distribuição espacial de uma onda fundamental de indução no instante t = 7 T/8. fixada em relação ao rotor.fs [17] A expressão [17] apresenta a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética de comprimento 2p e de frequência fs. a onda de indução desloca-se em relação ao estator. Da relação [16]. Aparece no ENTREFERRO uma distribuição espacial periódica de indução. portanto   vT 8 Prof. tem-se: v = 2. a uma velocidade v. Figura 9. Nota: Deve-se observar que o período T é o tempo necessário para que a onda percorra a distância de um comprimento de onda λ. composto por um enrolamento PERCORRIDO POR UMA CORRENTE CONTÍNUA. dada por: v = 2p. Rubem Cesar Rodrigues Souza . A visualização do comportamento ondulatório da indução pode ser percebido se for considerado um observador se deslocando em movimento circular na região do entreferro.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 7. Campo girante criado por um enrolamento rotórico quadripolar. Dr. Quando o rotor gira. Figura 8.Tp.Tp.

a onda vista do rotor é progressiva e REPRESENTA UM CAMPO GIRANTE..Interação de dois campos magnéticos. isto se desprezarmos as variáveis locais de permeância provocadas pelas reentrâncias do estator e do rotor.T p . quais sejam: . ORIGEM DO TORQUE ELETROMAGNÉTICO O torque eletromagnético desenvolvido no interior de uma máquina elétrica pode ser proveniente de dois fenômenos distintos.  2.Ação de um campo magnético sobre uma estrutura com relutância variável. t )  B1 sen   t  [18]  Tp  O sinal (-) corresponde a uma onda progressiva ou direta. com velocidade de fase v. Dr. giram em relação ao estator igualmente a velocidade v e induzem nos condutores do estator uma frequência: fs v = h f s [19] 8. 5. o sinal + a uma onda retrógrada ou inversa.. O primeiro processo diz respeito as máquinas com entreferro constante no qual o circuito magnético pode ser considerado igual em todas as direções. .T  2.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Substituindo v obtido da equação [17] e o período por T = 1/fs na expressão tem-se: 1   2. ocorrendo isolados ou simultaneamente. Nesta configuração. no instante t é 2 y  ym sen x  vt   Substituindo na expressão λ por   vT .T p fs Em um ponto x num tempo t. ao decorrer do tempo. 7. Rubem Cesar Rodrigues Souza . e frequência angular ω ou pulsação. k. tem-se: x t  y  ym sen 2     T  Para reduzir a equação para uma forma mais compacta. denominadas número de onda. definem-se duas grandezas. As ondas harmônicas ímpares de ordem h = 1. tem-se:  x  B1 ( x. 3.T p . Nota: A equação de uma onda que se propaga para a direita (progressiva). a equação de uma onda senoidal que progride para a direita é y  ym sen kx  t  No caso da máquina da Figura 8. f s .. dadas pelas equações 2 2 k e   T Em função dessas grandezas. f s . O segundo é específico das máquinas com polos salientes cujo circuito magnético presente não é igual em todas as direções. o torque eletromagnético pode 9 Prof.

excitado por uma corrente de pulsação s cria um campo girante com velocidade Ws = s /ps com relação ao estator tal que:  2p  Bs ( x. Br ωs ω r’ x Br Bs Figura 10. 9. t )  Br sen r y  Wr t  [22]  D  onde: Wr é a velocidade do campo girante do rotor com relação ao rotor. t )  B1sen x  t   B1sen x  t   B1sen x  t  [20]  Tp   D   D     2p    Na expressão [20] D representa o diâmetro interno da máquina. excitado por uma corrente de pulsação r cria um campo girante com velocidade Wr = r/pr com relação ao rotor. para indicar que são os polos do rotor). t )  Bs sen s x  Ws t  [21]  D  onde: Ws é a velocidade do campo girante do estator com relação ao estator. tal que:  2p  Br ( y. Se o rotor é excitado. no caso do rotor de polos salientes sem enrolamento de excitação. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dr.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona ser proveniente unicamente dessa variação do campo magnético no espaço. A relação [18] pode ser escrita da seguinte forma:         2p  B1 ( x. Bs.1 MÁQUINAS COM ENTEFERRO CONSTANTE Nesta família de máquinas o estator e o rotor possuem enrolamentos mono ou polifásicos. o torque eletromagnético é composto de dois termos. Um é o torque relutante o outro é proveniente da interação dos campos do estator e rotor. O ENROLAMENTO POLIFÁSICO COM 2P POLOS DO ESTATOR (a partir de agora representado por 2ps. para indicar que são os polos do estator). o torque é dito de RELUTÂNCIA. Campos girantes dos enrolamentos do rotor e estator. O ENROLAMENTO POLIFÁSICO COM 2P POLOS DO ROTOR (a partir de agora representado por 2pr. 8. 10 Prof.1 Expressão das ondas do campo estatórico e rotórico Sejam duas ondas de indução girantes progressivas com distribuição espacial senoidal geradas pelos enrolamentos estatóricos e rotóricos no entreferro da máquina (ver Figura 10). O campo resultante é criado pela solenóide total.

t )  Br sen r x  r"t  pr m  [27]  D  O ângulo m corresponde ao ângulo mecânico de defasagem inicial entre as duas ondas (ou ainda sobre o eixo magnético do rotor e o eixo magnético do estator): 2. e a velocidade angular elétrica será: r’ = pr. Mudança de referencial. m [25] O rotor girando com uma velocidade angular mecânica m. Rubem Cesar Rodrigues Souza . de sorte que a onda de indução rotórica seja expressa no referencial do estator como:  2p  Br" ( x. considerando uma defasagem entre o eixo magnético do rotor e o eixo magnético do estator (xo). respectivamente (ver Figura 12). S N s S  'r N S N xo x 0 Figura 12. Dr. Representação simbólica de duas ondas de campo.x m  o [28] D A distribuição das duas ondas girantes pode ser esquematizado por dois sistemas magnéticos deslocados para referirmos à um referencial fixo com velocidade s e r’. a velocidade relativa com relação ao estator da onda de indução rotórica será igual a: Wr’ = Wr + m [23] Onde: Wr’ é a velocidade do campo girante do rotor com referência ao estator.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Se o rotor girar com uma velocidade angular m. leva a: x = y + (D/2) m t + xo [26] Figura 11. 11 Prof.Wr’ = r + m [24] com uma pulsação mecânica dada por: m = pr. (ver Figura 11). no referencial visto do estator.

para ps diferente de pr: D * l * g  Bs  Br  Emag    [35] 2 o  2  para ps = pr = p: D * l * g Bs  Br Emag  {  Bs Br cos[( s  r" )t  p m ]} [36] 2o 2 12 Prof.1.B r dx  ]x  ( s   r" )t  2 o 2 o D [33] 2( p s  pr ) pr  m }dx  {0D cos[ ]x  ( s   r" )t  pr  m }dx} D Deve-se observar que E1 é a energia armazenada na indutância própria do estator. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Substituindo-se Bs e Br” por suas expressões e desenvolvendo-se [29] vem: g * l D 2  * D * l * g Bs E1  0 B s dx  [30] 2o 2o 2 g * l D "2  * D * l * g Br" E2   B dx  [31] 2o 0 r 2 o 2 g * l D " 2( p  pr ) Bs Br {{0D cos[ s g *l E3  0 2 Bs .Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 8. Considerando-se que ps e pr são dois números inteiros tem-se: .1 Energia magnética armazenada no entreferro A energia magnética é praticamente concentrada no entreferro (permeabilidade magnética do ferro é muito maior que a permeabilidade do ar) e seu valor é: B2 E mag  v dV 2o  g * l D 2o 0  B s  B" r 2  dx  g * l D 2 2o 0    Bs  B"r2  2Bs * B"r dx  E1  E 2  E 3 [29] g e 1 designam respectivamente o entreferro e o comprimento axial do rotor. Dr.para ps = pr = p: Dl * g E3  Bs Br cos[( s   r" )t  p  m ] [34] 2 o A energia magnética total vale.para ps diferente de pr: E3 = 0. portanto: . E 2 é a energia armazenada na indutância própria do rotor e E 3 é a energia armazenada na indutância mútua entre estator e rotor. .

1. obtém-se: . tem-se três bobinas dispostas de 120o elétricos.1.para ps = pr = p: D * l * g Tem   Bs Br p sen[(s  "r ) t  pm ] [38] 2o 8. é dada por: s = r” = r + m [39] O torque desenvolvido dessa maneira independe do tempo e possui valor constante igual a: *D*l*g Tem   Bs Br p sen(pm ) [40] 2o A condição [39] é chamada CONDIÇÃO DE FREQUÊNCIA. A aplicação de um torque mecânico no eixo da máquina provoca uma defasagem m entre os eixos.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 8. Para que o torque Tem não seja constantemente nulo é necessário que as 2 ondas sejam produzidas pelo mesmo número de polos. é dado por: dEmag Tem  [37] dm Derivando as expressões [35] e [36].2 Torque eletromagnético O torque eletromagnético em regime não saturado. uma em relação a outra.3 Condições para obter um torque útil por interação de dois campos magnéticos O torque segundo [38] é pulsante e seu valor médio é nulo. Dr. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO COMO ALTERNADOR Como se pode observar nas Figuras 13 e 14. isto implica em dizer que os enrolamentos do rotor e estator precisam ser iguais. de tal sorte que o torque médio é não nulo desde que: sen pm  0 [41] 9. Rubem Cesar Rodrigues Souza .para ps diferente de pr: Tem = 0 . e obter uma conversão eletromagnética interessante. Ela diz que a condição necessária à obtenção de um torque médio a partir de duas ondas de indutância girantes é que as duas ondas sejam síncronas. A condição para se obter um valor médio não constantemente nulo. 13 Prof.

O alternador representado esquematicamente (2 polos). a referência está sendo transferida para a bobina "a". Ver a máquina síncrona com apenas 2 polos (1 par de polos) e generalizar as conclusões para alternadores com “p” pares de polos. a Figura 15 ilustra. a bobina da fase "a". (na direção radial) variar senoidalmente no tempo.m. Pela Figura 14 se pode facilmente observar que a força magnetomotriz produzida no rotor advinda de uma excitação em corrente contínua é constante em módulo. Posicionar as tensões. 14 Prof. por exemplo. ii.m.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Figura 13.m. correntes e polos em têrmos de graus elétricos. um ponto qualquer do estator vê essa f. É conveniente sob vários aspectos tratarmos a máquina síncrona da seguinte forma: i. Dessa forma. Rubem Cesar Rodrigues Souza . entretanto.m. O alternador em sua concepção básica (4 polos). Dr. Figura 14. induzida no ponto P pelo campo indutor é dada por: F1 = F cos (t) [42] Façamos agora com que o ponto P coincida com o centro de uma das bobinas do estator. Veja Figura 16. A f.

Eixo d Eixo d Figura 15. Figura 16. Dr.m. Seja a bobina da fase "a": A = área de uma espira da fase a. Conceituação do fluxo em uma bobina. Visualização da indução de uma bobina. Rubem Cesar Rodrigues Souza . produzida no rotor tempos) (constante em módulo) Eixo q Eixo q w: velocidade angular do rotor. 15 Prof.m. B = indução do rotor no estator Figura 17.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Direção radial (contagem dos F = f. Variação da indução no ponto P. w: velocidade angular do rotor.

N. e = N. = N. Dr.B.A [43] Para N espiras que constituem a bobina tem-se um fluxo  (= fluxo concatenado. que nos casos gerais englobará os efeitos de outras bobinas.f onde:  é a velocidade angular do rotor. [53] 2 ou Eef = 4. N...m. obtêm-se:  = N.Bmax cos (t) [46] Pela lei de Faraday. Esse fluxo é expresso como:  = N. tem-se que: d e [47] dt Assim.f. Emax = N. [55] 16 Prof.A [44] Como a expressão da indução B é análoga a da f..f.f.Bmax =  [49] A equação [49] representa o fluxo quando o eixo do rotor coincide com o centro da bobina. recebendo o nome de fluxo enlaçado). sen (t) [50] Tomando-se.N. e = N. . Esse fluxo pode ser expresso como:  = B.. Rubem Cesar Rodrigues Souza .A. em virtude da densidade de fluxo B que corta cada espira.m. Tem-se: e = Emax sen (t) onde: Emax = 2.. e  = 2. Bmax sen (t) [48] Fazendo-se.f .K [54] finalmente: Eo = Eef = K1.N.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Em cada espira de área A tem-se um fluxo magnético . [51] O valor eficaz é dado por: E max 2fN E ef   [52] 2 2 2 E ef  . A. tem-se que: B = Bmax cos (t) [45] Substituindo-se [45] em [44].44.A.

Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona onde: K1 = 4.120) [59] ec = Emax sen (2ft . tem-se: e = Emax sen (2. pode-se reduzir ou mesmo anular alguma harmônica inconveniente. Sendo assim. 10. senoidal.t) [57] que é a f.m. o pequeno ímã “ns” será submetido a um torque eletromagnético. não alimentando nenhuma carga. estando a máquina à vazio. estão defasadas da bobina "a" de 120. a fundamental e cada uma das harmônicas produzirão (individualmente) uma f.m. Princípio de um motor síncrono. o campo da armadura em relação ao campo do rotor possuem um escorregamento nulo”. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dependendo do valor de Ke. calcula-se a f.f. Ke = fator de enrolamento. decompondo-a em sua fundamental e nas diversas harmônicas (de ordem ímpar).e. que aparece nos terminais da bobina "a". dada pela expressão [48]. Caso a onda não seja perfeitamente senoidal.e. final gerada. Finalmente por uma composição adequada. Ke [56] sendo: Ki = fator de inclinação. Figura 18. Dr. PRINCÍPIO DO MOTOR SÍNCRONO O princípio do motor síncrono está representado na Figura 18.m.240) [60] Como é possível observar as três últimas equações possuem a mesma frequência do rotor ou seja: “A fem induzida na armadura está em sincronismo com o rotor. 17 Prof. partindo-se da fem na bobina "a". Assim sendo. deve-se fazer a análise harmônica da mesma. como se pode observar na Figura 15. e será por conseguinte arrastado com a mesma velocidade. ou seja.44 K = 4.e. Considere um pequeno ímã “ns” situado dentro do campo de uma ímã maior “NS”. Colocando o ímã NS em rotação (criando assim um campo girante). Sabe-se que as demais bobinas "b" e "c". isto é. se pode obter as equações das fem induzidas nas bobinas "b" e "c". Substituindo-se a expressão [51] em [50]. ea = Emax sen (2ft) [58] eb = Emax sen (2ft .44 Ki.

o fato do modelo ser de “polos lisos” simplifica muito o estudo. Em compensação.1 Tensões elétricas e diagramas A equação geral que define a tensão nos bornes do rotor é a representada abaixo. A condição de sincronismo é. O ângulo de rotação  do rotor é. onde I r é o valor máximo (e constante) da corrente contínua de excitação: ( = 0). 18 Prof.I. sua forma complexa: is  2 . o papel desempenhado pelo pequeno ímã “ns” é desempenhado pelo rotor (uma corrente contínua polariza sua estrutura magnética como um ímã). e o “campo girante” criado por “NS” é obtido não por ímãs girando no estator. e admitimos que existe uma “defasagem angular” . mais do envolvimento das correntes polifásicas dentro dos enrolamentos fixos.I. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dr. Esta defasagem  será tanto maior quanto maior for o torque resistente.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Exercendo-se um torque resistente sobre “ns”. portanto. excitada por uma corrente contínua. EQUAÇÕES DA MÁQUINA SÍNCRONA DEDUZIDA DE "CONVERSORES ROTATIVOS" Vamos examinar as equações gerais de tensão e torque da máquina dentro das seguintes hipóteses: HIPÓTESE 1: Consideremos uma só bobina no rotor. por exemplo. 13. e tomando-se uma “defasagem angular”  com relação à “NS” (em atraso). um modelo trifásico com “p” pares de polos. HIPÓTESE 2: Os enrolamentos do estator são bifásicos com “p” pares de polos. constante no tempo. com uma velocidade angular m suposta constante. entre a direção do “campo girante” do estator e o eixo magnético R do rotor (todos os dois girando à velocidade síncrona.I cost  ou. mais com uma defasagem  entre eles): d [61]  m dt   mt    p  t  p [62] OBSERVAÇÃO: As hipóteses 2 e 3 são simplesmente uma comodidade de cálculo. são iguais à pulsação das correntes is1 e is2 divididas por “p”: [rd / s] m [rd / s]  p HIPÓTESE 3: As correntes do estator (armadura) são defasadas de 90. uma função linear do tempo. Dentro do motor síncrono real. todos continuam a girar com a mesma velocidade.e jt is 2  2 . assim: is1  2. i r1. portanto. ou ainda a velocidade angular do “campo girante” criado pelos enrolamentos do estator. 13. Nas expressões são designados por I o valor eficaz e por  sua pulsação. sent  HIPÓTESE 4: A máquina funciona em regime permanente. que a velocidade de rotação angular. neste sentido os cálculos seriam similares se tomássemos.

A equação [64] define as tensões nos bornes do estator na forma complexa: vs  vs1  jv s 2  2.e. sendo este caracterizado pelo fato de que o fasor da f. Seu módulo vale.e. Rubem Cesar Rodrigues Souza .e j t  p  [64] dividindo-se por e jt .” da máquina.I r . chamado “ângulo de potência eletromagnética”.c. está em atraso com relação a tensão de alimentação V (o ângulo de E com relação a V. efetivamente é uma corrente contínua.Ir [63] Ela não surge de tensões induzidas no rotor. Figura 19.e j t    Rs  j.e.Ls  2.m. Circuito Equivalente para o motor síncrono.I r .m. tem-se: 2.I s . 19 Prof.  =  . uma vez que Is foi escolhido implicitamente como origem das fases (i s = 0 para t = 0).e.M o .c. é negativo). é a seguinte: V = (Rs + j. O último termo do segundo membro representa a “f.c.m.M o .e j  p  90  [65] Nesta equação o ângulo  representa a defasagem da tensão com relação a corrente. O diagrama fasorial está representado na Figura 20. corrente e a f.e j  Rs  j. em valor eficaz: . será positivo entrando na máquina quando a mesma funciona como MOTOR. "E".Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Vr = Rr. Rs I Reatância Xs síncrona V Alimentação do estator E Fc.Vs .m.Vs .I s  .Ls). A equação [67] é a que representa o funcionamento de um motor síncrono.M o . sob a forma complexa. portanto.I r [66] E  ef 2 e sua defasagem com relação a corrente vale:  = p + 90 [67] A expressão que representa a relação fasorial entre a tensão. Dr.I + E [68] a) FUNCIONAMENTO COMO MOTOR A convenção do sentido de corrente.. por fase.e jt  j.Ls  2. nos bornes de cada fase da armadura. portanto.

por fase. (a) Motor sub-excitado (b) Motor sobre-excitado Existem duas possibilidades de funcionamento. e a equação dos fasores de V. V Figura 21.m. Rubem Cesar Rodrigues Souza .I na equação [68]. com a convenção de corrente do "alternador". é dita positiva saindo da máquina. do alternador em vazio. quando em carga. é necessário trocar I por . Com esta convenção. o consumo de potência ativa “P” e de potência reativa “Q” sobre a malha. Circuito equivalente do alternador por fase. está representado na Figura 20b. A Figura 21 representa o circuito equivalente por fase de um alternador. está representado na Figura 20a.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona V I em avanço com relação a V jXsI P<0 Q>0 90 <  < 0  E RsI 90 <  < 0   I I  I em atraso com relação a V  P<0  V Q<0 RsI 0 <  < 90 90 <  < 0 jXsI E (a) (b) Figura 20.m. Dr. 20 Prof. o motor é dito “sub-excitado”. a convenção para a sua corrente. b) FUNCIONAMENTO COMO ALTERNADOR Para a máquina funcionando como alternador. 2) Quando a corrente consumida pelo motor está em avanço com relação à tensão. E e I é escrita como: V = Eo . o consumo de potência ativa “P” e potência reativa “Q” sobre a malha. conforme a defasagem da corrente consumida: 1) Quando a corrente consumida pelo motor está em atraso com relação à tensão. Diagrama de um motor síncrono (polos lisos). o motor é dito “sobre-excitado”.(Rs + j.I [69] "Eo" representa agora a f.e.Ls). Rs Reatância I síncrona Xs V Carga externa Fe.

Porque frequentemente.Mo . a relação entre potência ativa e reativa é mostrada na Figura 22 b. Dr. segundo o alternador forneça corrente em atraso ou em avanço com relação à tensão V: 1) Quando I está em atraso com relação a V.N E ef  .m. Diagrama de um alternador (polos lisos). . . o [70] 2 60 onde: n: número total de espiras.m. i1 = Ir = corrente de excitação do rotor. M2 = Mo = valor máximo da indutância mútua.e.Ir Eef  [71] 2 Observa-se imediatamente que na realidade essas duas fórmulas são equivalentes. 2) Quando I está em avanço com relação a V. o alternador é dito "sub-excitado". E I em avanço com relação a V jXsI P>0 Q<0 90 <  < 0  RsI V 0 <  < 90  I I I em atraso com relação a V   P>0  E Q>0 RsI 0 <  < 90 0 <  < 90 jXsI V (a) (b) Figura 22. aplica-se a fórmula de definição da indutância mútua entre as bobinas do estator e do rotor:  M 2  n 2 .e. o alternador é dito "sobre-excitado". m1 [72] i1 Usa-se o índice 1 para o rotor e o índice 2 para o estator: n2 = n = número total de espiras por fase do estator.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona O diagrama de fasores (Figura 22) é caracterizado pelo fato do fasor da f.n. (a) sobre-excitado (b) sub-excitado Novamente há duas possibilidades de funcionamento. por fase. 21 Prof. de uma máquina síncrona em função dos diferentes parâmetros geométricos e magnéticos que a caracterizam: 2 p. OBSERVAÇÃO: É possível obter duas fórmulas que definem a f. é positivo). Rubem Cesar Rodrigues Souza . m1 = o = fluxo máximo criado pelo rotor através do estator (fluxo por polo). "E" se manter em avanço com relação à tensão V (o ângulo de potência eletromagnética  =  . N: rotação da máquina. a relação entre potência ativa e reativa é mostrada na Figura 22a.

em rd/s. 22 Prof.e.M o .m.cos . e Te é negativo. o que corresponde ao funcionamento como ALTERNADOR.sen p  [73] Esta equação mostra que o torque eletromagnético (resultante da interação mútua entre os circuitos de armadura e o circuito de excitação) é constante em valor instantâneo. O sinal do torque eletromagnético depende do sinal do ângulo . em V.valor eficaz da f. Nós encontramos aqui o resultado obtido intuitivamente pela observação do princípio do motor síncrono (pequeno ímã "ns" em atraso com relação ao ímã "NS").M o . b) Quando  é positivo. Substituindo na expressão do torque Mo.f representa a pulsação dessa corrente.I s .e.Ir por seu valor obtido da expressão [71] (sendo sen p = .pulsação elétrica das correntes da armadura. I . Te . sen p é positivo. Assim:  2  p. ver equação [66]).I r E ef    .2 Torque eletromagnético A equação geral que define o torque eletromagnético produzido. E da máquina.valor eficaz da corrente por fase. em N. Nós acionamos a máquina por uma turbina para contrabalancear o torque (quando o alternador gera) e o rotor nesse momento avança sobre o campo girante do estator.E. sen p é negativo. isto corresponde ao funcionamento da máquina como MOTOR. e Te é positivo.n. Frequentemente é mais conveniente escrever a expressão do torque. p.  . sob uma forma que mostre diretamente a f.n. de defasagem angular (ângulo entre o eixo magnético do rotor e a direção do campo girante do estator): a) Quando  é negativo. Obtêm-se assim:  p Te  m.torque eletromagnético total.número de fases da armadura (estator).I r .I .defasagem da f.m. p . Dr.o   .m.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Mrs = Mo cos p assim: n o Mo  Ir pn Sabe-se que a quantidade representa a frequência f das correntes do estator e a 60 quantidade  = 2.número de pares de polos.  . . E .N     .o   2  60   2 2 13.m. por fase. em A. é: Te   2. com as hipóteses e convenções do item 14.e. Rubem Cesar Rodrigues Souza . cos [74]   onde: m . E com relação a corrente I.

Te. por fase.I + E.I.I. pela velocidade de rotação.E. projetando os fasores de V e E sobre I. tirado da expressão [74].cos  O balanço de potência está representado na Figura 23.I. Rs. Rs. Por definição esta potência é igual ao produto do torque eletromagnético.cos  = Rs. pode-se fazer dois balanços diferentes segundo a máquina funcione como alternador ou como motor.cos.cos  23 Prof. obtêm-se: E. Pmec (entrada) Prot Peletromagnética EI cos  por fase Pjoule Pelet (saída) RsI2 por fase VI cos  por fase Figura 23. a potência mecânica da máquina primária representa as perdas rotacionais e a potência eletromagnética transformável: Pmec = Prot + m.I.I2 + m.cos  Para estabelecer o balanço de potência de uma máquina síncrona. cos  = m. projetando V e E sobre I: V. obtêm-se para uma máquina de "m" fases: Pe = m.I.V. BALANÇO DE POTÊNCIA A potência eletromagnética de uma máquina síncrona representa a potência que é "transformada" da forma mecânica para a forma elétrica (ou inversamente).cos Pode-se verificar essa relação no diagrama da Figura 22 (a ou b). por fase. Rubem Cesar Rodrigues Souza .I2 + m.cos  = m.cos = Rs. então: Pe = Te * m = Te * /p Substituindo nesta expressão o valor de T e. Com efeito.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 14. I + V.I. é necessário considerar as perdas JOULE dentro do rotor.V. Sabendo que a potência que aparece sob a forma elétrica vale V. Rs. e as perdas rotacionais (representando a inércia no eixo e as fricções aerodinâmicas).E. m. Dr.I2.E. cos  e a potência eletromagnética representa as perdas Joule e a potência elétrica fornecida: m.I. Para um motor.E. Balanço de potência de um alternador síncrono. cos  Esta relação aparece no diagrama da Figura 20 (a ou b). a potência elétrica de alimentação é igual às perdas Joule e a potência eletromagnética transformável: m. Para um ALTERNADOR.

tendo inicialmente um aspecto linear. como será mostrado posteriormente. 11. do alternador é proporcional ao fluxo indutor ϕr criado pelo circuito de campo do rotor (fluxo por polo) e assim.m. Os resultados variam para a máquina de polos salientes somente do ponto de vista qualitativo. a equação [71] para a f. Pelet (entrada) VI cos  por fase Peletromagnética EI cos  por fase Pjoule RsI2 por fase Prot Pmec útil (saída) Figura 24. O ponto normal de operação da máquina se situa na região onde tem início a saturação.e. vamos considerar o caso da máquina de polos lisos.m. é válida. Continuando a observação da curva se constata uma inclinação da característica indicando que estamos agora na região saturada. também será proporcional a corrente rotórica Ir. Dr.1 Característica à vazio Denomina-se característica à vazio a curva obtida relacionada a um sistema cartesiano correspondente a: Eo = f (iexc) À vazio. a f. 24 Prof.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona A potência mecânica útil é igual à potência eletromagnética MENOS as perdas rotacionais. Rubem Cesar Rodrigues Souza . desde que a máquina não esteja saturada. O balanço de potência é representado na Figura 24.e. Portanto. A representação assume a forma indicada pelas curvas 1 ou 2 da Figura 25. Balanço de potência de um motor síncrono. 11. enquanto não houver problemas de saturação. ANÁLISE DO FUNCIONAMENTO DO ALTERNADOR (POLOS LISOS) Para estudar as características do funcionamento de um alternador.

e. Como se pode observar na Figura 25.e.n Eo  [75] n' onde: n . sendo o resultado plotado na curva.e. Característica à vazio. (Eo). a característica Eo = f (iexc) nada mais é do que a curva de magnetização do alternador.m. maior) é que se faz notar o efeito do aço (saturação).m. A parte retilínea caracteriza o entreferro (ar).m.m. em um alternador (). e corrente. Nota 1: Para realizar o ensaio à vazio é necessário manter a velocidade constante e igual a nominal. para rotação n' Nota 2: Para o caso de máquinas trifásicas. Isto se deve a diferença de relutância no circuito magnético para as duas máquinas. uma corrente de excitação maior que para aquelas de polos salientes (iex1 > iex2). Dr. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Assim.m. tem-se uma exigência mecânica de grande entreferro. deverá sofrer correção. Para verificar o motivo desta observação. Um ponto que diferencia as duas máquinas é o problema da saturação. 25 Prof. Caso contrário a f.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Linha de entreferro Máquina de polos salientes Máquina de polos lisos Figura 25. Eo  n Eo'  n' E'o . necessita-se para as máquinas de polos lisos.f. para rotação n Eo' . para uma mesma f. que se manifesta mais acentuadamente para as máquinas de polos salientes. veja na expressão [54] a influência da velocidade no valor da Eef.e. Pela Figura 25 tem-se que. somente para as correntes de excitação maiores (f.f. pois devido as altas velocidades para as primeiras. daí a proporcionalidade entre f. a tensão entre fases deverá ser dividida por 3 .velocidade do rotor [rpm] Eo .m.e.e. a característica é construída por fase.

m.e l I fuga e. as correntes que circulam no enrolamento da armadura (correntes induzidas no estator) produzem um fluxo ϕs. ou reação da armadura.m. resultando na equação [78]. ϕt = T.I [78] 26 Prof.F e.2 Reação do induzido em carga Quando o alternador está suprindo uma carga. em carga (E) e a indutância de fuga l (e não mais a f. em carga E está defasado de 90 com relação a ϕ´.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 11.m. e uma parte que corresponde a indutância de reação do indutor.e m ca m m . não saturado (polos lisos) O fluxo ϕs decorrente do circuito de armadura está em fase com I (corrente do estator).I (onde T é a indutância de magnetização do rotor). Este pode ser expresso matematicamente por: s  l  t [77] Assim. em carga.e. O campo produzido pelas correntes induzidas também é um campo girante (com mesma velocidade do campo indutor do rotor). rga ca Rs I m V ae s aíd de r nsã o ´ Te I s Figura 26.      r  s . é diferente da f.I (onde l é a indutância de fuga). e soma-se à ϕr para produzir o fluxo resultante ϕ´.m.m.e.I. l. E. T. análogo ao que ocorre nas máquinas de corrente contínua. de tal sorte que o fluxo que atravessa efetivamente o indutor. A f. o fasor da f. dado pela expressão [76]. Portanto. e o resultado da ação desses dois campos é a produção da f. No diagrama da figura 26. em vazio Eo e a indutância síncrona Ls). à vazio Eo está defasado de 90o com relação ao fluxo ϕr do rotor. se constitui na “reação do induzido” (neste caso o estator). m F.e. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Diagrama de um alternador em carga. que se suporpõe ao fluxo ϕr do rotor. a queda de tensão indutiva se constitui de duas partes: uma parte ωl.m. V  E  ( Rs  jl ). o o fluxo criado pelo induzido ϕs não atravessa inteiramente o indutor (rotor).I reação do induzido E Ls . em vazio Eo. Existe um fluxo de fuga ϕf = l. em carga. Eo  T .e. . Dr.e. podemos reescrever a equação [68] usando a f. Na prática. [76] O fasor da f.I síncrona o zi va rg a .m.e. Esse fenômeno. que corresponde a indutância de fuga. é menor. A quantidade Ls = l + T é denominada de indutância síncrona não saturada (que aparece nas equações gerais de funcionamento do alternador).e.

sendo a mesma calculada pela expressão [79].[%] 100 [79] V Na prática. No quadro a seguir. inicia-se com iexc = 0 e aumenta-se lentamente seu valor até que a corrente que circula pelo estator assuma valores dentro da faixa permissível.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Sobre o diagrama da figura 26. uma vez que as quedas indutivas são muito maiores frente a estas. aumenta-se gradativamente o valor da corrente de excitação que circula pelo enrolamento de campo. estabelece-se um curto-circuito nos terminais do estator. tem-se uma ordem de grandeza das quedas de tensões mencionadas. Rs I Ls I l.e. quando se passa do regime em vazio para o regime de carga normal. a queda de tensão.I V V V Alternador hidráulico 0. largamente utilizados para as máquinas síncronas. i ex Característica de curto circuito iex Figura 27. estando a máquina na condição de curto-circuito. as quedas ôhmicas são desprezíveis. E V R. De modo a definirmos alguns valores característicos. Característica de curto-circuito. Icc Eo = f (n . vejamos a Figura 28.)  = k. que trabalhamos com baixos valores de corrente de excitação. Assim sendo. que uma pequena f. o aspecto da característica a ser obtida será o da Figura 27. Assim. e. é representado pelas diferença entre os vetores E e V. Considerando-se pois.T .3 Característica de curto-circuito Denomina-se característica de curto-circuito à curva correspondente a representação de: Icc = f (iexc) Para realização do ensaio de curto-circuito. definiu-se a regulação de tensão como uma queda relativa de tensão entre esses dois regimes.m. 27 Prof.5% 70% a 120% 20% Turbo alternadores 2% 200% a 250% 25% 11. Dr. pois se atingisse valores bastante acima da nominal o calor desenvolvido poderia danificar o isolante. Rubem Cesar Rodrigues Souza . induzida poderia originar uma grande corrente (I = E/Z). É fácil imaginar.

Consequentemente se o alternador está conectado em .corrente de curto-circuito em geral. Definição de corrente de excitação característica.é o valor particular da corrente de excitação que produz a corrente nominal na armadura com o estator em curto-circuito. para máquinas de polos salientes. possuindo um dado valor para cada i exc. in . Rubem Cesar Rodrigues Souza . assim.0 e 1.corrente de curto-circuito permanente.1 Relação de curto-circuito A relação de curto-circuito é definida como: i [80] r n i cc onde: in: é o valor particular da corrente de excitação que produz no alternador a sua tensão nominal com a máquina a vazio.é o valor particular da corrente de excitação que produz no alternador a vazio a sua tensão nominal.6 e 1. quando ocorrer um curto-circuito acidental durante seu funcionamento.4 nos alternadores de polos salientes. Este valor varia entre 0. Na Figura 28. icc: é o valor particular da corrente de excitação que produz a corrente nominal na armadura com o estator em curto-circuito. É o valor da corrente de armadura estando a mesma curto-circuitada. icc . Para melhor entendimento do significado da relação de curto-circuito. Os alternadores modernos tem “r” variando entre 1. podendo atingir até 3 nos turbo alternadores. aproximadamente. Dr. podemos concluir: 28 Prof. iexc . Iccp . 11.corrente de excitação. tem-se: Icc .3. consideremos duas máquinas com as mesmas características nominais e relações de curto-circuito diferentes. a corrente de linha deve ser dividida por 3 .2.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Icc Eo Eon In iexc icc in Figura 28. NOTAS: 1) Iccp será o valor da corrente circulante na armadura. 2) A característica Icc = f (iexc) é normalmente construída por fase do alternador. quando no seu campo circular uma corrente de excitação igual a nominal.

sensível e capaz de executar grandes alterações na corrente de excitação.3. Representação esquemática de uma fase do gerador síncrono.impedância de fase.e.corrente de fase considerada. V . Assim. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Figura 29. Rs Xs Eo V Carga I Figura 30. 29 Prof. a máquina com MENOR relação de curto-circuito requer uma mudança MAIOR e MAIS RÁPIDA da corrente de campo para se adaptar à nova situação.I [81] onde: Eo .f. caso haja uma mudança de carga (ou seja. sendo que a tensão nos terminais passa a ser V.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Estando ambas em operação. cada fase do alternador pode ser encarada como uma bobina na qual é induzida uma f. gerada. Aplicando-se carga em seus terminais.e. Representação de um gerador síncrono com 1 bobina. Dr. para alternadores trabalhando e fornecendo uma certa tensão e corrente. portanto. as quais podem ser representadas por uma impedância Zs. entender a relação de curto-circuito com uma MEDIDA DA ESTABILIDADE DA MÁQUINA ou de sua SENSIBILIDADE À MUDANÇA DE CARGA.2 Influência da frequência no curto-circuito Em qualquer máquina. Se pode. Portanto.tensão nos bornes da máquina. I . Zs . na corrente de armadura).m. 11. Eo. a máquina com menor valor de r requer um sistema de excitação mais confiável.m. tem-se: Eo = V + Zs. tem-se quedas de tensões internas.

Traçando as duas características sobre o mesmo gráfico (Figura 31). à vazio por fase.N = K2'. I r. Dr. . por meio de 2 curvas: .f = K1'. à velocidade síncrona). Icc Icc = (K2' / K1'). a “característica de curto-circuito” (corrente de curto-circuito por fase. E.4 Determinação experimental da reatância síncrona Pode-se determinar experimentalmente a “reatância síncrona” de um alternador não saturado. em função da corrente de excitação do rotor Ir.f Ecc = 4.iexc Logo: Icc = K5. induzida no estator.f.44. a característica à vazio (f. obtêm-se a "reatância síncrona" para cada valor de Ir (este valor é constante devido ao fato da máquina não está saturada nessa região). nos alternadores.Ls..e. à velocidade síncrona) e. normalmente Xs >>> R. E Xs  [83] I cc 30 Prof. Icc.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Durante o ensaio de curto-circuito.m. Xs = ..f.  Geralmente no ensaio de curto-circuito trabalha-se em uma região da curva de magnetização pouco saturada. bem como. iexc Conclui-se assim que. tem-se: V = 0 Eo = Ecc I = Icc Deste modo: Ecc = Zs. . isto implica que se pode fazer:  = K4.m. Icc = K3.f Portanto: K2'. assim: Zs = Xs Lembrando a expressão de Xs em função da frequência. dentro de certos limites.L = K1'. tem-se: X = 2f. Porém. 11. em função da corrente de excitação.e. Rubem Cesar Rodrigues Souza . a expressão [55] para a f.Icc [82] Como sabemos Zs = R + jXs. a corrente de curto independe da frequência.

V X s  no min al [85] Ia 31 Prof. Na tensão nominal o valor da reatância síncrona de saturação é dada pela expressão [85]. Diagrama de um alternador em curto-circuito. à vazio não é mais diretamente proporcional a corrente de excitação Ir (zona pontilhada sobre a figura 31). quando o alternador está em curto-circuito.m.Icc Icc Figura 32.e. não se pode falar nem de indutância síncrona nem de indutância de reação do induzido.) Excitação do rotor Figura 31.) Ir (amp. seu diagrama por fase se reduz ao desenhado na Figura 32 (com V = 0). Eo menor do que se o circuito fosse linear (em Oa). portanto. obtêm-se a relação [82].e.m. Considerando a figura 32 tem-se a relação: E  R s2  Xs2 .Icc [84] Considerando-se que Rs é desprezível com relação a Xs.e. a qual é depende do valor da corrente de excitação da máquina na região de saturação.m.1 Caso do alternador saturado Quando o alternador está saturado. Com efeito. em carga E não pode mais ser deduzida simplesmente da f. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dessa forma. a f. A denominação dada. Seu diagrama fasorial está desenhado na figura 33. em vazio Eo e da queda de tensão puramente indutiva (como no caso da máquina em vazio. figura 26). Medida experimental da reatância síncrona. Dr. 11.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona E (volts) Xs (ohm) Iex (amp.e.4. foi indutância de saturação.m. E Xs.Icc E' Rs. Verifica-se que a f. com uma f.

m m . Rubem Cesar Rodrigues Souza . 116. no min al   118 A 3 . Expresse a reatância síncrona em ohms por fase e por unidade (pu).F e V Rs Is Fmm r Fmm´ Is O Fmms Figura 33. seis polos e 60 Hz.6 Xs   0. a tensão de fase na linha de entreferro é 202 Va   116.84 A Da característica de curto-circuito Corrente de armadura.20 A. para a mesma corrente de campo. SOLUÇÃO: Com uma corrente de campo de 2. Exemplo: Os seguintes dados foram tomados das características a vazio e de curto-circuito de uma máquina síncrona trifásica ligada em Y de 45 kVA.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona a Eo E zio va rg a . tomando as especificações nominais da máquina como base. a corrente de armadura em curto-circuito.cc = 118 A Da equação [84]. é Is. Diagrama fasorial de um alternador saturado.220 32 Prof. Dr. A 118 152 Corrente de campo.e m ca .20 A Tensão de linha = 202V Calcule o valor não saturado da reatância síncrona.84 Da linha de entreferro: Corrente de campo = 2.m .988  / fase 118 Observe que a corrente de armadura nominal é 45. Da característica a vazio: Tensão de linha = 220 V corrente de campo = 2.000 I s.6 V 3 e. A 2. 220 V (tensão de linha). o seu valor saturado na tensão nominal e a relação de curto-circuito.20 2.e l Is F.e .

92 Xs  s   0. 33 Prof. e da equação [84]. despreza-se a resistência de armadura Rs (das fases do estator) e supõe-se que o rotor é de polos lisos (essas duas hipóteses simplificam muito o estudo e não introduzem um grande erro.Ls representa a “reatância síncrona” (não saturada do motor).29 Finalmente. 15. o diagrama por fase correspondente é o representado na Figura 34.92 pu I s.cc) em pu é vale: 118 A I s. que por sua vez implica em uma reatância elevada. dado que. tem-se que a corrente de curto-circuito (Is. onde a f. Vejamos 1 1 Xs    0. Em geral. a relação de curto-circuito (r) é dada por: 2.92 pu 220 V A reatância síncrona em pu é dada por: V pu 0. um motor síncrono é alimentado com uma tensão da rede. Tomando a tensão V como referência. ANÁLISE DO FUNCIONAMENTO DE UM MOTOR SÍNCRONO (POLOS LISOS E RESISTÊNCIA DE ARMADURA DESPREZÍVEL) Para analisar o funcionamento de um motor síncrono. 118 V no min al pu 1 Xs  s   0.20 OBS 1: O inverso da relação de curto-circuito (r) é igual a reatância síncrona saturada em pu. das características a vazio e de curto-circuito e da equação [85].e.775 pu I s pu 1.c.cc   1 pu 118 A A tensão correspondente na linha de entreferro é 202 V Vs   0. Rubem Cesar Rodrigues Souza .29. de valor eficaz V e de frequência f constantes. Dr. E está em atraso com relação à tensão V.836  / fase Is 152 152 Por unidade.29 2.84 r  1. a equação elétrica dos fasores se reduz a: V = E + jXs.29 OBS 2: Se r é pequeno tem-se uma impedância (Zs) elevada.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Adotando os seguintes valores de base: V = 220 V e Is.m.775 pu r 1.I sendo que Xs = . obtendo-se 220 V no min al Xs  s  3  0. nominal = 118 V.cc pu 1 A reatância síncrona saturada pode ser obtida das características a vazio e de curto- circuito e da equação [85]. 1 a 3%). tem-se: Z s  X s . I s   1. desprezando-se Rs.

34 Prof. exprimir a potência eletromagnética em função do “ângulo de potência eletromagnética”  =  . Potência eletromagnética em função do ângulo .E. 15. Diagrama simplificado de um motor síncrono (polos lisos.I.I.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona H O K V   V K O    XsI XsI   I E  H E Figura 34. em um ponto K (Figura 35 a ou b). Rubem Cesar Rodrigues Souza .V. com I em avanço em relação a V.m. Figura 35.cos  [86] Dessa forma.cos  = OH Para uma máquina de “m” fases: Pe = m.E Pe  m( ).c. a potência eletromagnética transformada pelo motor é igual à potência elétrica consumida da rede. é possível escrever a expressão da potência como: V. ou a projeção do vetor Xs. tem-se o diagrama da Figura 35. fazendo a projeção de OE sobre EK. E pequenas).cos  = m.I. Pode-se exprimir EK de duas formas diferentes.1 Expressão da potência eletromagnética em função do ângulo de carga Desprezando-se as perdas Joule dentro do estator. que é igual à projeção de V sobre o vetor I: E. de defasagem entre V e E. com I atrasada em relação a V. tem-se o diagrama desenhado em (b). Com efeito.cos  representa a projeção de E sobre o vetor I. este é representado pelo diagrama desenhado em (a). e quando o motor está "sobre-excitado" (Ir e E grandes). no qual E. sen  [87] Xs O gráfico da potência em função de  está representada na Figura 35.e.cos  = V. Dr.I. Rs  0) (a) Motor sub-excitado (b) Motor sobre-excitado Quando o motor está "sub-excitado" (corrente de excitação Ir e f.cos  Pode-se assim. sobre EK: EK = E sen  = Xs.

Linha de extremidade de I I3 3 I2 Vo O 1 Xs. e quando  vale 90 para um alternador. para E constante (sendo Ir constante). Deformação do diagrama de um motor síncrono funcionando a potência constante. quando a carga resistente é constante. e está "sub-excitado". tirada da expressão da potência.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Observa-se da expressão [82] e da Figura 35 que.I3 (XsPo)/ Xs. Dr. 15. Pode-se ver pela Figura 37 que. porque a quantidade I. a quantidade E sen   s o (ver m. para um motor.Vo expressão [82]). A linha que liga os extremos de I é.m. um segmento perpendicular à Vo.c.I).P Como estamos supondo que a potência é constante. e consequentemente a linha que liga os extremos dos fasores de E é paralela à Vo (ver Figura 36). Pode-se assim. Quanto ao fasor de corrente consumida I.e. E (que é proporcional a Ir. é constante (ver expressões [86] e [87]). X . quando a f. ver expressão [78]). é possível modificar a componente reativa da corrente que é consumida agindo-se sobre a corrente de excitação Ir do circuito de campo (rotor).Vo). estão em atraso com relação à Vo. o motor consome nesse caso potência reativa.2 Funcionamento com potência constante: curvas em “V” de Mordey e controle de fator de potência Quando um motor síncrono alimentado com uma tensão constante V o funciona à potência constante. isto é.I2 E1 E2 E3 Linha de extremidade L de E Po/mVo Figura 36. Sua componente reativa I1 sen  é positiva. cos  = Po/(m. Isto pode ser verificado considerando a deformação do diagrama de fasores quando modificamos a f.90. Rubem Cesar Rodrigues Souza .m. portanto. ocupa uma posição tal que E 1 e a corrente consumida I1.e.c. a potência eletromagnética é máxima quando o ângulo  vale . observar que a superfície do triângulo construído com os fasores de E e Vo (que devem ser constantes porque é proporcional a potência) tem uma base V o constante e uma altura OL constante.I1 I1 (mVo) Xs. é constante. 35 Prof. este possui uma direção perpendicular ao segmento que une os extremos de E e Vo e módulo proporcional a este segmento de reta (que vale Xs.

m.c. 36 Prof. a f. sua f. seu diagrama (Figura 38) se deforma. Pode-se observar que: a) Sob cada curva.c. de tal sorte que a extremidade do fasor E desliza sobre um circulo de centro O e de raio igual à Eo (módulo constante da f. corrente puramente ativa) são situadas sobre uma hipérbole (h1 sobre a figura 37) que representa.m. agora em avanço com relação à Vo. e a corrente consumida aumenta e ocupa uma posição I3.e.m. O motor funciona de modo a fornecer potência reativa (contudo consumindo a mesma potência ativa constante P o).Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Se aumentarmos a excitação. a f.m.Mo.e.e. "CONDENSADOR SÍNCRONO".m. Quando sobre-excitamos o motor.e. conforme o valor da carga. portanto. 15.Ir) / 2 é igualmente constante em valor absoluto (ver expressão [78]). e um ponto situado à direita do mínimo corresponde a uma corrente em avanço com relação à tensão ( < 0 ). a linha dos mínimos de corrente consumida para diferentes valores de carga Po. e a componente I3 sen  é negativa.e. aumenta e a corrente consumida diminui. As curvas representando as variações de corrente consumida ou de armadura I (por fase) em função da corrente de excitação ou de campo Ir estão representadas na Figura 37.3 Funcionamento com correntes de excitação constante Quando o motor síncrono funciona à corrente de excitação constante. um ponto situado à esquerda do mínimo corresponde a uma corrente em atraso com relação à tensão ( > 0 ). elas parecem com um "v" minúsculo e por terem sido estudas por MORDEY. Dr. E = (. Supondo que a tensão de alimentação é constante. b) Os mínimos de cada curva (correspondentes a cos  = 1. Rubem Cesar Rodrigues Souza .). no mínimo é unicamente ativa (em fase com Vo. a f.c. Figura 37. assume um valor E 3. O motor consome agora somente potência ativa (sempre igual à Po constante).c. Curvas em "v" de MORDEY.c.  = 0). ocupa a posição E 2. Para um certo valor. e a corrente consumida I2. Do mesmo modo que um banco de capacitores em paralelo sobre uma rede. recebem seu nome. ou então. ele é chamado "COMPENSADOR SÍNCRONO".

e. Eo constante K E1 V O   Imin X s I  L s I I E2 H Linha da extremidade de E E3 Figura 38. Dr. A corrente consumida é então mínima e puramente reativa (e proporcional ao segmento E1. e a potência mecânica fornecida pelo motor é também máxima (ver Figura 36). a superfície do triângulo OE3V é máxima. onde se vê um dispositivo eletromecânico de translação (relé).c. Relé eletromecânico. Deformação do diagrama de um motor síncrono funcionando com excitação constante. Esta posição corresponde ao valor  = . Rubem Cesar Rodrigues Souza . e perpendicular em direção).90 do ângulo de potência eletromecânica: Pmax   = .90 Ao contrário.m.e. MÁQUINAS DE POLOS SALIENTES Para compreender as máquinas de polos salientes é necessário compreender como se estabelece o torque de relutância. ocupa a posição E 1 (Figura 39).m. de tal sorte que o fluxo do rotor e o fluxo de reação da armadura estão em fase.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Quando a f. e a defasagem angular  é nula. O motor funciona a vazio. r i n u x armadura guia Figura 39. 16. ocupa a posição E 3 (Figura 38). 16.I.V = Xs. 37 Prof.1 Torque de relutância Seja o circuito da figura 39.c. a potência fornecida é nula quando a f.

e da relutância do circuito. a energia magnética é função de duas quantidades: Wm  f ( . A função energia magnética é uma função de estado e deverá estar escrita em termos do fluxo λ e da posição x. A força magnetomotriz (Fmm) pode ser expressa como: Fmm  ni  .Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona A energia magnética Wm armazenada na carcaça é uma função do fluxo λ. Devemos observar o que segue: 1 1. 2 .Fmm [94] 2 2. obtêm-se: d x  Fem  . obtêm-se: Wm   x . Dr. que por sua vez também é função da posição x da armadura. Rubem Cesar Rodrigues Souza .x . 2 1 [96] 2 Considerando o que estabelece a expressão [93] e a expressão [96]. Assim. x  i [92]  Wm  . Wm  . criado pela corrente i. obtêm-se: Wm Wm i d  Fem dx  d  dx [90]  x Ou  Wm   Wm    i  d   Fem   dx  0 [91]     x  Para que a relação [91] seja sempre verdadeira é necessário que as funções que multiplicam dλ e dx sejam sempre nulas. x   d  dx [89]  x Substituindo-se a equação [89] na [88]. x    . como o que consta da figura 40. A energia magnética pode ser dada por: Wm  . 1 [97] 2 dx Vejamos agora o que ocorre em um circuito magnético girante. x  Fem   [93] x A Fem é definida como a derivada parcial da função energia magnética em função da posição. 38 Prof. [95] Substituindo [95] em [94]. Assim. assume a forma: d i  F dx  dWm [88] em   Energia elétrica Energia mecânica Energia magnética do núcleo O diferencial da função energia magnética escreve-se na forma geral como: Wm Wm dWm  . x) Nestas condições a expressão que traduz o princípio da conservação de energia.

de forma senoidal dado por: 1  V     v dt  max sen  t  com max  max  [101] n  2 f n  39 Prof.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Figura 40. a relutância é mínima (porque o comprimento do entreferro é mínimo). como segue: d   Te  . Rubem Cesar Rodrigues Souza . 1 [98] 2 d Deve-se observar que a relutância do entreferro varia conforme os valores de θ. sem calculá-la: d  min . podemos escrever a equação [97]. que o fluxo ϕ que atravessa o circuito será. Dispositivo conversor de energia rotativo. como segue: d  q d  q     cos 2 [99] 2 2 Da expressão [99] verifica-se que a relutância é uma função de 2θ. diz-se que ao longo do eixo direto. diz-se que ao longo do eixo em quadratura. como segue: a) Quando θ = 0o ou θ = 180o. sem calculá-la: q  max . Para o caso de circuitos rotativos o torque é a grandeza equivalente a força eletromagnética. com pulsação ω = 2πf. Vamos chamá-la de  d . c) Para valores intermediários de θ. 2 . b) Quando θ = 90o ou θ = 270o. Vamos chamá-la de  q . portanto.     . sendo x  esta dada por:  Ld  Lq Ld  Lq  L   k 2   cos 2  [100]  2 2  Supondo que a fonte de tensão u da figura 40 seja puramente senoidal. tem-se: v  Vmax cos t É possível deduzir. n2 Considerando que Lx   é possível deduzir a expressão para a indutância. a relutância assume valores quaisquer entre  d e  q (depende da geometria do rotor e da distribuição de fluxo no entreferro). A relutância pode ser calculada por uma expressão aproximada obtida a partir do desenvolvimento de FOURIER limitado a 2 termos. portanto. a relutância é máxima (porque o comprimento do entreferro é máximo). Dr. desprezando a resistência e aplicando a lei de Faraday.

40 Prof. Por outro lado. sen 2 m   t    4  2 [104]   sen 2 m   t     sen 2 mt    1 2  Quando ω e ωm assumem valores quaisquer. o rotor tem uma forma retangular. Dr. 1 2 d 2     max d  q sen 2 t sen 2 2 [102] Admitamos que o rotor gira com uma velocidade angular constante ω m. denominado de “ defasagem angular”. Tomando como referência a expressão [105] se pode expressar o T e em função da indutância. o rotor deverá girar a uma velocidade igual a pulsação da corrente da fonte (ωm = ω). [99] e [101]. calcular o torque eletromagnético usando as expressões [98]. Figura 41. como segue: k 2 I max   2 Te   Ld  Lq . Assim se pode escrever: d  m e dt   m t   [103] δ que é um valor constante (em regime permanente). quando ωm é igual a ±ω. o valor médio do torque é dado por: 2  Te   max d  q . assim: d   Te  . 2 . portanto.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Podemos. para a máquina poder funcionar. sen 2  8  [105] A expressão [105] é referente ao TORQUE DE RELUTÂNCIA e mostra que. o torque resultante é nulo. e o entreferro varia de modo cíclico ao longo da periferia.     .2 Modelagem da máquina de polos salientes No caso destas máquinas. Rubem Cesar Rodrigues Souza . A expressão [102] pode ser reescrita usando as seguintes relações trigonométricas:  2 1  cos 2 t sen m t  2  sen a cos b  1 sen a  b   sen a  b   2 2   1  Te  max d  q . sen 2  [106] 8 16.

sem excitar o rotor. Para operação geradora. são variáveis. pode-se escrever: Lr = constante M = Mo. Lsq . a indutância própria do estator varia como uma função periódica do ângulo 2. Neste caso as equações das tensões e do torque. 41 Prof. Xd e Xq. desenhamos o diagrama fasorial da Figura 42. é possível definir as reatâncias síncronas de eixo direto e quadratura.Indutância síncrona de eixo direto (valor de indutância quando os eixos do rotor e estator estão alinhados).Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Figura 41. cos 2   2   2  onde: Lsd .Funcionamento como GERADOR A relutância encontrada através do fluxo do estator é mantida como função da posição do rotor. Dr. Para estes conversores.Indutância síncrona de eixo em quadratura (valor da indutância quando os eixos do rotor e estator estão em quadratura). Correspondentemente. Dessa forma. Conversor rotativo de polos salientes . para uma máquina síncrona de polos salientes. sendo considerada desprezível a resistência de armadura Rs. Rubem Cesar Rodrigues Souza . tem-se o “motor de relutância”). (Se excitarmos o estator com corrente alternada. a indutância mútua varia com cos  (com um coeficiente de proporcionalidade Mo que é diferente do caso de conversores de polos lisos) e a indutância própria do rotor é constante.cos   Lsd  Lsq   Lsd  Lsq  Ls  k 2     .

cos ( + ) A expansão da expressão anterior. Id e Iq. cos  tg  V  I . Diagrama "d .q" de BLONDEL para um alternador (por fase. Dr.Xq [109] Substituindo [108] em [109]. Por meio deste diagrama fasorial.sen b.Id Xq.cos b – sen a. tg   I q OH Através do triângulo OKH da figura 42.Xq = I. tem-se: V sen  = Iq.Xq.Iq K Xd.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona q E Xq.I  a b Vq V   H  Iq I d 0 Id Vd Figura 42.X q . permite calcular o ângulo entre E e V (ângulo de potência eletromagnética) : OBS: cos (a + b) = cos a.sen Pode-se também calcular o ângulo  entre E e I. da seguinte forma: I d KH (Ver figura 42). obtêm-se: Id = I sen ( + ) = I sen ψ [107] Iq = I cos ( + ) = I cos ψ [108] V sen  = Iq.X q . resistência de armadura desprezível) Note que a corrente de fase foi decomposta em componentes (fictícios) nos eixos "d" e "q". I . Rubem Cesar Rodrigues Souza . tem-se: aK  aH tg  OH 42 Prof.

I  V .cos  Deve-se. portanto.sen  tg  V . Da expressão [108]. tem-se: V sen  Iq  [114] Xq Da figura 41. Dr. Projeção do fasor corrente I no fasor tensão V.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona aK  Vsen tg  [110] V . E  Vsen Id  [115] Xd Substituindo [114] e [115] em [113].cos  16. definir o valor do segmento aK para obter o ângulo ψ entre E e I.cos   I q cos   I d sen  [113] V Figura 43. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Da figura 43. obtêm-se: I . com o intuito de avaliar a projeção do fasor corrente de armadura I no fasor tensão V.1 Cálculo da potência e torque Na figura 43 apresenta-se uma ampliação dos fasores correntes da figura 42. obtêm-se: X q . que nos fornece a seguinte relação: ab ab Iq X q cos    aK   [111] aK cos  cos  Substituindo [108] em [111]. assim. tem-se que: E  V cos   I d X d . tem-se: 43 Prof. Para tal. o qual é semelhante ao triângulo OKH. têm-se: IX q cos  aK   aK  IX q [112] cos  Substituindo [112] em [110]. deve-se observar o triângulo abK da figura 42.

Dr. tem-se: V E V I cos   sen cos   sen  cos sen [117] Xq Xd Xd Multiplicando-se [117] por V. sen  1 V2  X d  X q sen 2  [121]  X d 2 Xd Xq  O valor da potência eletromagnética. é constituído de 2 termos: O primeiro termo é análogo ao que se obtêm para uma máquina de polos lisos. Esta representa a potência associada com o toque eletromagnético produzido pelo acoplamento mútuo entre o enrolamento de campo do rotor (representado por E) e o enrolamento de armadura do estator (representada por V). deve-se expressar a potência total como:  VE  P  m. e o segundo termo é independente da excitação E e depende unicamente das variações de relutância (é chamada de potência de relutância). P  VI cos   VE Xd sen  1 V2 2 Xd Xq  X d  X q sen 2 [120] A expressão [120] é a potência por fase. obtêm-se: VI cos   VE Xd sen  1 V2 2 Xd Xq  X d  X q sen 2  [119] Deve-se observar que o primeiro termo da expressão [119] é a potência ativa por fase. A curva (a) é uma plotagem do primeiro termo da equação [121] e é idêntica ao resultado obtido para a máquina de polos lisos. tem-se: V2 VE V2 VI cos   sen cos   sen  cos sen [118] Xq Xd Xd Desenvolvendo [118]. Assim. 44 Prof.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona V  E  V cos   I cos   sen cos     sen [116] Xq  Xd  Desenvolvendo [116].VI cos   m. A Figura 44 mostra a relação de variação da potência eletromagnética em função do ângulo . Sendo assim. Figura 44. Rubem Cesar Rodrigues Souza . portanto. Potência eletromagnética de uma máquina síncrona com polos salientes. é necessário multiplicá-la pelo número de fases “m” para obter a potência total da máquina. para uma máquina de polos salientes.

O efeito do termo de potência de relutância na expressão para a potência desenvolvida não é apenas aumentar o valor máximo da potência desenvolvida mas também fazer com que ocorra num valor de  menor que 900. Admitindo procedimento análogo ao que foi adotado para expressar a potência ativa. desta forma. obtêm-se: m. Visto que ele surge por causa da diferença na relutância entre os eixos direto e em quadratura.I q .sen     V .cos    . estabilidade de funcionamento. como indicado pela curva (c) na figura 44.sen  assim: V . é chamada de potência de relutância e tem normalmente um valor nas vizinhanças de 20 a 25% do valor nominal da máquina. DIAGRAMA DE CARGA: CURVA DE CAPABILIDADE Para se operar seguramente um gerador devemos conhecer os seus limites de operação. Consequentemente.sen 2  [123]   X d   2  X q X d   Por convenção.I .E  cos 2   2  sen 2   2 Q .Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona A curva (b) é uma representação gráfica do segundo termo da equação [121].V . excitação do campo e limite térmico do gerador. pode-se determinar a expressão da potência REATIVA fornecida pelo alternador: Por fase: Q  V . Rubem Cesar Rodrigues Souza .I . Dr. É independente da tensão de excitação. sen     . 17. causa um pico na curva de potência desenvolvida resultante. adotou-se Te > 0 para alternador e Te < 0 para um motor.V    Xd  X d   X q  Sabe-se que o torque eletromagnético é dado pela seguinte expressão: P P p Te  e  e  Pe [122] m   p Substituindo [121] em [122].V   . Além disso. Neste diagrama podemos analisar a área dentro da qual o gerador pode funcionar e então avaliar as condições de operação da máquina.I d cos   V . 45 Prof. Estes limites podem ser determinados pela potência da máquina acionante. o que mostra que este termo existe mesmo quando a corrente de campo é zero. Estas condições são todas analisadas por meio do diagrama de carga ou curva de capabilidade (figura 45). implica em dobrar o ângulo de potência e. uma fmm girante existe e tenta se alinhar com o percurso de menor relutância. p  VE  1  1 1  2  Te  .sen   V .

Figura 46. é como na figura 46. Dr. Do diagrama da figura 45 pode-se obter as seguintes relações: AB  X S I A cos  OA  X S I A sen  P  3V I A cos Q  3V I A sen S  3V I A Para alterar o eixo de tensão para potência deve-se utilizar o fator 3Vø/XS. O diagrama fasorial do gerador é obtido admitindo que V é constante e igual a tensão nominal da máquina. Assim. 3V 3V P  3V I A cos   X S I A cos  e Q  3V I A sen    X S I A sen  XS XS Essas relações permitem construir o diagrama fasorial de potência. Diagrama fasorial do alternador. 46 Prof. O diagrama fasorial de tensão. Rubem Cesar Rodrigues Souza . desprezando-se a resistência de estator. Curva de capabilidade ou de carga do alternador. conforme a figura 47.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Figura 45. A curva de capabilidade é um gráfico de potência complexa S = P + jQ.

47 Prof. de modo que a origem do diagrama de potência está em 3V 2 XS Q 3V  V    X  S O comprimento correspondente a EA no diagrama de potência é: 3E AV DE   XS Pelo triângulo OAB. tem-se: S  P 2  Q 2  V . a equação representa um círculo com centro na origem do gráfico da potência aparente versus a potência ativa. para tensão constante. Na figura 46 a origem do eixo de tensão está em (-Vϕ). implica que a corrente de armadura (Ia) é CONSTANTE e. com o eixo de potência ativa e outro de potência reativa. Diagrama de potência. esta produz AQUECIMENTO CONSTANTE NO ENROLAMENTO DA ARMADURA.I A Para uma potência aparente CONSTANTE. consequentemente. (Ver figura 48).Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Figura 47. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dr. Potência aparente CONSTANTE.

Da figura 47 tem-se: 2  V2   V E A  2  P  Q 2     XS      S  X Essa equação representa um círculo centrado em Q = -Va2/XS e determina o limite de aquecimento do campo sobre a operação da máquina. Curva de capabilidade. Rubem Cesar Rodrigues Souza . 48 Prof. onde a área escura representa a região de operação da máquina. depende de EA. Curva de capabilidade típica. OBS: O raio do círculo.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Limite de aquecimento de campo Valor nominal da máquina Limite de aquecimento de armadura Figura 48. Na figura 49 tem-se uma curva de capabilidade típica. Figura 49. Dr. que por sua vez depende da corrente de excitação da máquina. para Vϕ e Xs constantes. que depende da capacidade de condução do enrolamento de campo.

S2 e S3 pontos não satisfatórios – limites violados. AB: Limitação por If. Dr. DE: Limitação por Ia. Curva de capabilidade com seus limites operativos. Figura 50. FG: Limitação por excitação mínima. Na figura 50 tem-se uma curva de capabilidade com os limites operativos da máquina explicitados. EF: Limitação por estabilidade. BC: Limitação por Ia.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona S e S´ pontos permitidos – máquina não está plenamente utilizada. S1 ponto permitido – máquina plenamente utilizada. CD: Limitação pela máquina primária. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Esses pontos podem indicar o funcionamento com sobrecarga e alguns desses pontos jamais poderão ser atingidos. 49 Prof.

4 rd / s. 60 60 432 Por fase: Z   144 condutores ativos. 60f 60 * 60 A rotação é dada por (N.2  a) Qual a velocidade de rotação. Calcule a frequência e o valor eficaz da fem por fase quando o alternador gira a 1.8 polos .8 AR (I em atraso com relação a V). Rubem Cesar Rodrigues Souza . p 4  2f 2 * 60 A velocidade angular (m) é dada por: m     94. 50 Prof. SOLUÇÃO: pN 2 *1800 A frequência é dada por: f    60 Hz . 3 Z Z 144 O número total de espiras por fase é: n     72 espiras.800 rpm.6 *10 3  127 V. Dr.60 Hz . qual é a potência fornecida por uma turbina para arrastar o alternador? SOLUÇÃO: a) O número de pares de polos é: p = 8/2 = 4. velocidade de rotação síncrona): N    900 rpm. e) Supondo que as perdas rotacionais são nulas. p 2 2 Número de pares de polo: p = 4/2 = 2.220 V .polos lisos".e. p p 4 b) Para calcular a fem E construiu-se o diagrama fasorial apresentado na figura abaixo. E por fase. possui um total de 432 condutores ativos. .5 kVA .Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona PROBLEMAS RESOLVIDOS 1) O estator de um enrolamento trifásico com 4 polos. A resistência e a reatância por fase valem respectivamente: Rs = 0. c) Qual é a potência reativa fornecida pelo alternador à rede? d) Calcular o torque eletromagnético. 2 60 2 60 2) Um alternador "trifásico .m. em rpm e em rd/s? b) Calcular a f. O fluxo por polo. fornece potência nominal para rede com fator de potência cos  = 0.6  Xs = 3. 2 pN 2 2 *1800 O valor eficaz da fem é: E ef  n o  * 72 * * 6. produzido por uma corrente de excitação no rotor.6 mWb. vale 6.

2 *13. c) A potência aparente de 5 kVA fornecida pelo alternador pode ser dividida em: Potência ativa = 3VI cos  = 5000 * 0. 51 Prof.6 = 3 kVAr. Rubem Cesar Rodrigues Souza .68 E 161   47.1 A 220 Como o alternador está ligado em Y a tensão por fase é dada por: V por fase   127 V . tem-se: E 2  (V cos   R s I) 2  (V sen   X s I) 2 E 2  (127 * 0.9 V  X s I  3. 3 * 220 As perdas ôhmicas e indutivas são: R s I  0.9 V V=127 V  = 47o  = 37 o I = 13.8  7. Dr. Potência reativa = 3VI sen  = 5000 * 0. 3 A potência fornecida é a potência aparente total e a corrente fornecida por fase é dada por: 5000 I por fase   13. A fem é defasada da corrente I de um ângulo  que pode ser calculado da seguinte forma: V cos  R s I 127 * 0.6 *13.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Xs*I = 42 V E = 161V Rs*I=7.6  42) 2 E  161 V. calcular o valor de E através da aplicação do Teorema de Pitágoras no diagrama fasorial.8  7.1  42 V Pode-se então.1 A.1  7.8 = 4 kW. d) O torque eletromagnético pode ser calculado pela expressão [74].9) 2  (127 * 0.9 cos    0. Assim.

a2. p = 4. possui uma resistência de armadura desprezível e uma reatância síncrona por fase X s = 4 .c. E = 161 V.m. SOLUÇÃO: a) Se a corrente é mínima.1 A e cos  = 0. Verificação do balanço: Pe  Te * m   3V I cos  3R s I 2   45. . A potência ativa do motor vale: P = 2000 HP = 2000 * 746 = 1.E.1 * 0.e. E por fase.65 N. Calcule: a1. Rubem Cesar Rodrigues Souza .68. é dada por: P 1.1* 0. 4  4310W 4 kW 310 W 3) Um motor síncrono de 2000 HP – trifásico – triângulo – 2300 V – 60 Hz – 20 polos – polos lisos.m por fase b. Para uma montagem em . o novo valor de I’ da corrente consumida por fase b.310 W A perda total por efeito Joule vale: 3R s I 2  3 * 0. Dr. a potência entregue a turbina é igual à potência eletromagnética (ver diagrama da figura 23): Pe  Te *  m  mEI cos  3 *161 *13.m. a) A corrente de excitação Ir do rotor foi ajustada de tal sorte que a corrente consumida pelo motor é mínima.c. 65*94. I = 13.6 *13. I2 na figura 36 e ponto mínimo nas curvas v de Mordey na figura 37).Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona p Te  m. tem-se: P = 3 VI cos  a corrente consumida por fase.68  377  Te  45. o novo valor E’ da f.1.49*106 W = 1. e) Se forem negligenciadas as perdas rotacionais.2.866 adiantado).12  310 W. a potência reativa total Q que o motor fornece a rede. Calcule: b.  = 2f = 377 rd/s.49 *10 6 I    216 A 3V cos 3 * 2300 *1 52 Prof. o valor da f.e.3. 1.  4  Te  3 *   * 161 * 13. Ele fornece uma potência mecânica constante e igual a sua potência nominal. b) Uma modificação na corrente de excitação Ir do rotor fez com que a corrente consumida fique defasada de 30o em avanço com relação à tensão V (cos  = 0.I. o fator de potência vale cos  = 1 e I está em fase com V (condições E2.68 Pe  4.49 MW. cos   m = 3. puramente ativa. o valor da corrente nominal I por fase.

cos30 53 Prof. tal que: 216 I'  250 A. reativo I'= 250 A 30o V= 2300 V A B ativo Xs*I=864 V 30o E' = 2930 V Figura – Diagrama por fae para I’ defasado de 30o em avanço da tensão. 1. Rubem Cesar Rodrigues Souza . X s I  4 * 216  864 V E 2  2300 2  864 2 E  2. Para determinar E’ da figura tem-se: 2 E '  (2300  AB ) 2  864 2 2 E '  (2300  864 * tg 30)2  864 2 E '  2.460 V. I=216 A V= 2300 V Xs*I=864 V E=2460 V Figura – Diagrama por fase para I mínima.c. a f. b) Uma vez que a corrente está adiantada 30 o da tensão V.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 2. A extremidade do fasor I desliza sobre uma perpendicular ao fasor V (figura 36).e.m por fase é deduzida do diagrama por fase (ver figura) (E está em atraso com relação a V para um motor).930 V 2. passando a ocupar a posição I’ na figura acima. Dr. o diagrama deve ser modificado ficando como na figura a seguir.

sen  = 0. a potência reativa total que o motor sobre-excitado FORNECE a rede vale: Q = 3 V I’ sen 30o = 3*2300*125 = 862000 Var Q = 0.5) = 753*0.374. total: P  3 *1328 * 753 * 0. Potência reativa fornecida. por fase.8 em atraso. A componente reativa de I’.765  reatância em quadratura Xq = 1. tem-se: Id = I sen (37+20. Dr. b) Calcular nestas condições a contribuição do torque de relutância ao torque total.937. o ângulo  é positivo:  = 37o.4 MW.862 MVAr.e.m E por fase quando o alternador fornecer sua potência nominal em uma rede com fator de potência cos  = 0. A componente ativa de I’ vale I’ cos 30o = 216 A e corresponde a potência mecânica P constante fornecida pelo motor.844 = 635 A 54 Prof.8  2. V  X q sen  1328  1. 4) Um alternador de polos salientes trifásico – Y – 2300 V – 60 Hz – 3 MVA – 24 polos possui resistência de armadura desprezível.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona 3.8 MVAr . 3 3 *10 6 3 *10 6 Corrente fornecida por fase: I    753 A 3 * 2300 3 *1328 Potência ativa fornecida. em porcentagem deste. O ângulo  pode ser calculado como segue: X q I cos 1. Com I atrasada com relação a V.35 cos  = 0.147 * 753 * 0.147 * 753 * 0. SOLUÇÃO: 2300 a) Tensão fornecida por fase: V   1328 V .6  1.8 tg     0. e os seguintes valores de reatância por fase: reatância direta Xd = 1. Assim. total: P  3 *1328 * 753 * 0.147  a) Calcular o ângulo de potência eletromagnética  e a f.6  = 20.5o. Rubem Cesar Rodrigues Souza . é dada por: I’ sen 30o = 125 A.

147*405 = 465 V.76*105 MW.35    .765   Pe  36.147 1.937+1.76   0. Prel = 22% da Ptot Ptot 8 O torque eletromagnético total pode ser obtido da seguinte forma: Pe p * Pe 12 * 2400000 Te     76.5) = 753*0.m.35 = 465 V.sen 41   1. portanto. Xq Iq = 1. 5 O segundo termo da expressão [121] representa a potência devido à torque de relutância tendo o valor.765*635 E = 2. é dada por: E = Vq + Xd Id = V cos  + Xd Id E = 1328*0.363 V. Vd = Vsen  = 1328*0. Dr.24  1. qual seja:  V.22 ou seja. sen     .m m  2 *  * 60 O torque de relutância pode ser obtido por: Trel = 0.4 MW.e. assim: Prel 1.22 Te = 16.76*10  2.800 N. de 1.537 = 405 A A f.V .765 2  1.m 55 Prof. Rubem Cesar Rodrigues Souza .Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona Iq = I cos (37+20. b) A potência é dada pela equação [121].500 N.1328 2 * .E 1 1 1  2  Pe  m . sen 2   Xd  2  X q X d     1328 * 2363 1 1 1   Pe  3 *  * 0.

Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona q Xq Iq=465 V E= 2363 V Xd Id = 1120 V Vq =1243 V V = 1328 V I = 753 A  = 20. Dr. Rubem Cesar Rodrigues Souza .5 o  = 37o Iq =405 A d Vd =465 V Id =635 A 56 Prof.

Dr. ligação estrela. Um motor síncrono de rotor cilíndrico. trifásico. Encontre o valor eficaz da tensão por fase e o ângulo de carga. tendo uma reatância síncrona de 1. é conectado em paralelo com a carga. ligação Y. opera com ângulo de carga de 20o enquanto desenvolve uma potência de 36 kW. 2500 kVA. conjugado de carga constante. b) fator de potência indutivo. trifásico. O motor opera com uma carga tal que o ângulo de potência é -15o. 7) Um gerador síncrono trifásico. c) fator de potência capacitivo. tem X s igual a 2 Ω por fase e Ra igual a 0. potência de carga constante. c) frequência e tensão aplicada reduzidas de 10%. tem uma reatância síncrona de 3 Ω por fase e uma resistência de armadura de 0. polos salientes. fator de potência 0. potência de carga constante.8. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Para que a regulação seja de no máximo 23% quanto deve ser R e Xs ? 5) Um motor síncrono está funcionando a meia carga. o motor estava fornecendo ou absorvendo potência reativa indutiva? Explique. Se a corrente de campo for constante.866 adiantado enquanto consome uma corrente de linha de 350 A. e 220 V entre linhas. a resistência de armadura é desprezível. d) frequência e tensão aplicadas reduzidas de 10%.707 atrasado. calcule (a) a potência reativa (em kVAr) do motor e (b) o fator de potência do conjugado motor e carga. ligação estrela. 9) Um motor síncrono de rotor cilíndrico. b) frequência reduzida de 10%. como será afetado o ângulo de carga para as seguintes mudanças nas condições de funcionamento? a) frequência reduzida de 10%. A potência desenvolvida pelo motor é 33 kW com um ângulo de carga de 30 o. 2400 V entre fases.25 Ω por fase. Desprezar os efeitos da resistência e da reatância de dispersão da armadura. conjugado de carga constante. consome 50A.27 Ω por fase. As constantes da máquina por fase são Xd =2. ligação estrela. 2) O que é ângulo de carga? 3) Sob que condições de carga é possível para um gerador síncrono possuir regulação de tensão nula? 4) Em um gerador trifásico de polos lisos. e a sua excitação é ajustada de modo 57 Prof. é de 30o elétricos. 8) Uma carga trifásica. 10) Um motor síncrono de rotor liso (cilíndrico). Antes do aumento.5 Ω e Xq = 5 Ω. Desprezando a resistência de armadura. 2300 V. trifásico. a perda por efeito Joule na armadura com I igual a corrente nominal e frequência igual a nominal. O motor opera com fator de potência 0. com um fator de potência 0. é de 26. 7 kW. 2300 V. ligada em estrela. Calcule a regulação de tensão para as condições de operação dadas.1 Ω por fase. ligação estrela. frequência e carga nominais. 6) O ângulo de carga de um motor síncrono sob tensão. 440 V.Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona PROBLEMAS PROPOSTOS 1) Desenhe os diagramas fasoriais (alternador de polos lisos) mostrando a relação entre V e E para cargas com: a) fator de potência unitário. Um aumento na corrente de excitação de campo produz um decréscimo na corrente de armadura.

Máquinas Elétricas – Parte II: Máquina Síncrona que a tensão induzida internamente tenha módulo igual ao da tensão terminal. Determine (a) a corrente de armadura e (b) o fator de potência do motor. 58 Prof. Rubem Cesar Rodrigues Souza . Dr.