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* PESSOAS NATURAIS

I - Conceito de personalidade jurídica:

A personalidade jurídica é um atributo essencial para ser sujeito de direito (art. 1º do CC).
Para a teoria geral do direito civil a personalidade é uma aptidão genérica para titularizar direitos e contrair
obrigações.

II - Início da personalidade jurídica da pessoa natural

O início da personalidade é marcado pelo nascimento com vida, conforme dicção do art. 2º do
CC. Clinicamente o nascimento é aferível pelo exame de docimasia hidrostática de Galeno.

III - Proteção jurídica do nascituro

Nascituro é o ente já concebido, mas ainda não nascido. Deixando de lado as discussões
teóricas sobre o início da personalidade jurídica, é certo que a segunda parte do art. 2º do CC expressamente
“põe à salvo os seus direitos”. Assim, pode-se afirmar que na legislação em vigor o nascituro:

a) É titular de direitos personalíssimos (como o direito à vida);

b) Pode receber doação, conforme dispõe o art. 542 do CC: “A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita
por seu representante legal”;

c) Pode ser beneficiado por legado e herança (art. 1798 do CC);

d) Pode ser-lhe nomeado curador para a defesa dos seus interesses (arts. 877 e 878 do CPC);

e) O Código Penal tipifica o crime de aborto;

f) Tem direito a alimentos.

IV - Capacidade de direito e capacidade de fato

Por capacidade de direito, também conhecida como capacidade de gozo ou capacidade de
aquisição, pode ser entendida como a medida da intensidade da personalidade. Todo ente com personalidade
jurídica possui também capacidade de direito, tendo em vista que não se nega ao indivíduo a qualidade para ser
sujeito de direito. Personalidade e capacidade jurídica são as duas faces de uma mesma moeda.

A capacidade de fato, ao contrário da capacidade de direito possui estágios definidos no
próprio Código Civil. Ele distingue duas modalidades de incapacidade, a saber: a incapacidade em absoluta e a
relativa. Trata-se de um divisor quantitativo de compreensão do indivíduo.

De acordo com o art. 3º do CC são considerados absolutamente incapazes:

a) os menores de dezesseis anos;

b) os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses
atos;

c) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade (art. 3º, III)

não há como valorar a vida ou a honra de uma liberdade cerceada. tenham o discernimento reduzido. Pelé). integridade intelectual. b) Direitos vitalícios: os direitos da personalidade perduram durante todo o ciclo vital da pessoa. sem desenvolvimento mental completo. Parágrafo único. além de possuir um aspecto privado e um aspecto público. V – Direitos da Personalidade: Os direitos da personalidade são faculdades jurídicas cujo objeto são os diversos aspectos da própria pessoa do sujeito. direito ao nome. nele são compreendidos o prenome (designa o indivíduo) e o sobre nome (indica a origem familiar). 4º do CC são considerados relativamente incapazes: a) I . ou seja. ou seja.os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. De acordo com o art. Observa-se ainda que o prenome pode ser mudado nas seguintes situações: a) Adoção de um menor. dos quais são tutelados o direito a integridade física. No aspecto privado o nome é direito da personalidade ligado ao princípio da dignidade da pessoa humana. etc. Destaca-se ainda que são chamados de contingentes ou secundários o agnome (neto. VI – O direito fundamental da identidade: 1) Nome civil: elemento designativo do indivíduo e fator de sua identificação na sociedade. no entanto. direito de imagem e BBB. pode dispor somente do seu exercício. um atributo da personalidade que envolve simultaneamente um direito individual e um interesse público.) c) Erro gráfico d) Homonímia e) Pessoas que estão no programa de proteção a vítimas . os viciados em tóxicos. b) Nome vexatório (Graciosa Rodela. integridade moral. a vida. o vocatório (Xuxa. é ainda. c) os excepcionais. ou seja. já nasce o direito à honra. Ex. etc. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. iniciam-se com a vida e se findam com a morte. por deficiência mental. É direito e é dever. d) Direitos extrapatrimoniais: os direitos da personalidade não têm valor patrimonial. está ligado à ideia de identidade. já que os direitos da personalidade são ínsitos ao aspecto físico e espiritual do seu titular. isto é. No aspecto público. quando do nascimento com vida. seu titular não pode dele dispor. e) Direitos intransmissíveis: não há como transferir a honra. o nome é necessário para que todos nós sejamos identificados. b) os ébrios habituais. d) os pródigos. filho). Salienta-se ainda que os direitos da personalidade possuem as seguintes características: a) Direitos inativos: esses direitos são adquiridos com o surgimento da personalidade. c) Direitos indisponíveis: os direitos da personalidade estão fora do comercio. ou seja. e os que. é um conjunto de atributos naturais.

: Certas pessoas jurídicas. pois como regra essas pessoas são criadas por meio de lei específica.: empresas estrangeiras. A reação a esses abusos deu origem à Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica: permite que o juiz não mais considere os efeitos da personificação ou da autonomia jurídica da sociedade para atingir e vincular a responsabilidade dos sócios – podendo invadir seu patrimônio para garantir indenizações – . d) Liceidade dos seus objetivos (objetos ilícitos ou nocivos extinguem a pessoa jurídica – art. b) Uso de nome fictício – art. o nome da pessoa não pode ser utilizado por uma terceira pessoa.  Teorias Afirmativistas: procuram explicar a existência de tal agrupamento. Obs.  Da Ficção: pessoa jurídica como ente fictício.  Da Realidade: Pessoas jurídicas como realidade viva e não mera abstração (existência própria). dotado de personalidade jurídica própria e constituído na forma da lei. para a consecução de fins comuns. por estarem ligadas a interesses de ordem coletiva. por violação a honra objetiva e subjetiva. sem a devida autorização.: Algumas formas de proteção do nome: a) Vedação do uso do nome em propaganda na falta de autorização – art. 2)Natureza jurídica:  Teorias Negativistas: negam a existência de tais pessoas.  A Teoria da Realidade Técnica: é a mais aceita. assunto tratado no âmbito do direito administrativo. c) Registro do ato constitutivo no órgão competente. mesmo que não seja exposto ao desprezo público. já que só a pessoa natural é sujeito de direito. Esse princípio da autonomia patrimonial possibilita que sociedades empresárias sejam utilizadas como instrumento para a prática de fraudes e abusos de direito contra credores. 19 CC/02. Obs. sob pena de reparação. 18 CC/02. agências de seguros. Assim. ainda quando não haja intenção difamatória. 3) Requisitos para a constituição da pessoa jurídica:  De direito privado: a) Vontade humana criadora (intenção de criar uma entidade distinta de seus membros). ainda dependem de prévia autorização ou aprovação do Governo Federal (Ex. De direito público: regidas pelo direito público e não pelo CC/02. b) Elaboração de ato constitutivo (estatuto ou contrato social). etc. 69). 4) Desconsideração da Personalidade Jurídica: O Direito confere às pessoas jurídicas personalidade distinta da dos seus membros. acarretando-lhes prejuízos.2) Proteção do nome: o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. considera que o direito pode conceder personalidade a um conjunto de pessoas ou bens a entes que merecem.). * DAS PESSOAS JURÍDICAS – DISPOSIÇÕES GERAIS: 1) Conceito: Consiste num conjunto de pessoas ou de bens.

o Distrito Federal e os Territórios. São pessoas jurídicas de direito privado: I . morte dos sócios. As pessoas jurídicas são de direito público. O ato de dissolução pode assumir quatro formas distintas. ainda impedir a consumação de fraudes e abusos de direito cometidos por meio da personalidade jurídica. “Em caso de abuso da personalidade jurídica. 44 cc/02: Art.as empresas individuais de responsabilidade limitada (Incluído pela Lei nº 12.as fundações.os partidos políticos. 50. Art. II . de 22.825. b) LEGAL: motivos determinados na lei – falência. então. 41. Tal decisão judicial não desfaz o seu ato constitutivo.2003) V . que causem prejuízos ou danos a terceiros. vencimento do prazo de duração.as associações. TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.441. O CC. e etc. II .e.os Estados.as sociedades.12. (Incluído pela Lei nº 10. IV . São pessoas jurídicas de direito público interno: I . c) ADMINISTRATIVA: autorização (quando necessária) do Poder Público cassada.a União. de 2011). desaparecimento do capital. a requerimento da parte.2003) VI . de 22. caracterizado pelo desvio de finalidade. correspondentes às seguintes. assim preceituou: Art. conforme a natureza e a origem. 40. .12. III . 44.as organizações religiosas. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica”. (Incluído pela Lei nº 10. modalidades de extinção: a) CONVENCIONAL: deliberação de seus membros (todos).825. ou pela confusão patrimonial. interno ou externo. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. 6) Extinção da Personalidade Jurídica: Seu término pode decorrer de diversas causas. dissolução de casos previstos em lei ou no estatuto. pode o juiz decidir. d) JUDICIAL: desvio de fins. e de direito privado. 5) Espécies de pessoas jurídica de direito privado – art. pela falta da pluralidade de sócios. trata-se apenas de suspensão episódica da eficácia desse ato.

(Incluído pela Lei nº 10.12. por defeito do ato respectivo. quando houver. por parte destes.12.as demais entidades de caráter público criadas por lei. (Incluído pela Lei nº 10.12. (Incluído pela Lei nº 10.o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores. de 22. a sede. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano.as associações.2003) § 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. 45.825. (Redação dada pela Lei nº 11.107. inclusive as associações públicas. e dos diretores. de 2005) V .2003) § 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica.as empresas individuais de responsabilidade limitada. culpa ou dolo. Art. . se houver. Parágrafo único.as autarquias.2003) VI . 43. de 2011) (Vigência) § 1o São livres a criação. quando necessário. Salvo disposição em contrário.825.os partidos políticos. Art. a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas. (Incluído pela Lei nº 10. III . a organização. 44. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 12. II . São pessoas jurídicas de direito privado: I .2003) V . Art. Art. quanto ao seu funcionamento. IV .as fundações. Parágrafo único. II . Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro.as organizações religiosas. precedida. de 22. no que couber. regem-se. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado. o tempo de duração e o fundo social. de autorização ou aprovação do Poder Executivo.a denominação. de 22.2003) Art.III .825.825. os fins. 42.os Municípios. as pessoas jurídicas de direito público. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.12. sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros.12. 46. IV . de 22. O registro declarará: I . averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.as sociedades. pelas normas deste Código. a que se tenha dado estrutura de direito privado.441. contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.825. de 22.

Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva.se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração. no que couber. VI . Sob pena de nulidade. ela subsistirá para os fins de liquidação. Parágrafo único.os requisitos para a admissão.as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. Art. dolo. Art. 52. pode o juiz decidir. Art. Art. II . salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. a requerimento da parte. III . quando violarem a lei ou estatuto. § 3o Encerrada a liquidação. o juiz. ou não. CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES Art. nesse caso. IV . § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar. subsidiariamente. ou pela confusão patrimonial. Em caso de abuso da personalidade jurídica. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. V . Art. no que couber. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo. entre os associados. demissão e exclusão dos associados. judicial e extrajudicialmente. 48. 49. 50. promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica. o estatuto das associações conterá: I . ou forem eivadas de erro. Art.se os membros respondem. a averbação de sua dissolução. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento. direitos e obrigações recíprocos.a denominação. e de que modo. Parágrafo único. 47.o modo por que se administra e representa. § 1o Far-se-á. ativa e passivamente.III . as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes. 54. nomear-lhe-á administrador provisório. caracterizado pelo desvio de finalidade. pelas obrigações sociais. a proteção dos direitos da personalidade. às demais pessoas jurídicas de direito privado. os fins e a sede da associação. no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita. exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo. simulação ou fraude. 51.os direitos e deveres dos associados. . Não há. até que esta se conclua. Art. Aplica-se às pessoas jurídicas. a requerimento de qualquer interessado.

Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim. Os associados devem ter iguais direitos. V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos. o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado. salvo disposição diversa do estatuto. 60. VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. à instituição municipal. receber em restituição. . na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro.127. mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. de 2005) I – destituir os administradores. 57.127. (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. no Estado. por deliberação dos associados. 56. nos termos previstos no estatuto. (Redação dada pela Lei nº 11. Art. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto. atualizado o respectivo valor.IV . ou. se for o caso. 56.127. de 2005) Parágrafo único. de fins idênticos ou semelhantes.as fontes de recursos para sua manutenção. a não ser nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto. de 2005) Art. podem estes. as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. por deliberação dos associados. de 2005) Art. depois de deduzidas. bem como os critérios de eleição dos administradores. a transferência daquela não importará. A qualidade de associado é intransmissível. de 2005) II – alterar o estatuto. assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso. do Distrito Federal ou da União. de 2005) Parágrafo único.127. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11.127.127. de per si. Art.127. de 2005) VI . estadual ou federal. as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. se o estatuto não dispuser o contrário. em que a associação tiver sede.127. (Redação dada pela Lei nº 11. 58. Dissolvida a associação. garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la. § 2o Não existindo no Município. Parágrafo único. de 2005) Art. antes da destinação do remanescente referida neste artigo. será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto.as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. cujo quorum será o estabelecido no estatuto. Compete privativamente à assembléia geral: (Redação dada pela Lei nº 11.127. 59. de 2005) Art.(Revogado pela Lei nº 11. no seu silêncio. o remanescente do seu patrimônio líquido. 61. instituição nas condições indicadas neste artigo. 55. Art. § 1o Por cláusula do estatuto ou. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação. no Distrito Federal ou no Território. (Redação dada pela Lei nº 11. omisso este.

de 2015) IX – atividades religiosas. de 2015) IV – saúde. se não o fizer. 63. o seu instituidor fará. (Incluído pela Lei nº 13. ou outro direito real. (Incluído pela Lei nº 13. 62. (Incluído pela Lei nº 13. de 2015) I – assistência social. Parágrafo único. especificando o fim a que se destina. em nome dela. serão registrados. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio. e (Incluído pela Lei nº 13. (Incluído pela Lei nº 13. e declarando.151. 65. de 2015) Art. a incumbência caberá ao Ministério Público. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. (Incluído pela Lei nº 13. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas. (Redação dada pela Lei nº 13.151. de 2015) X – (VETADO). em cento e oitenta dias. de acordo com as suas bases (art. não havendo prazo. dotação especial de bens livres. de 2015) VII – pesquisa científica. da democracia e dos direitos humanos. por escritura pública ou testamento.151. CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES Art. à aprovação da autoridade competente. por mandado judicial. de 2015) V – segurança alimentar e nutricional.151. de 2015) III – educação.151.151. o estatuto da fundação projetada. 62). A fundação somente poderá constituir-se para fins de: (Redação dada pela Lei nº 13. se de outro modo não dispuser o instituidor. de 2015) II – cultura. em tendo ciência do encargo.151. § 1º Se funcionarem no Distrito Federal ou em Território. de 2015) VI – defesa. da cidadania. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor. Parágrafo único. e.151. caberá o encargo ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Para criar uma fundação. incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade. Quando insuficientes para constituir a fundação.151. formularão logo. se quiser. (Incluído pela Lei nº 13. (Incluído pela Lei nº 13.151. de 2015) VIII – promoção da ética.151. Art. os bens a ela destinados serão. (Incluído pela Lei nº 13. Art. 66. desenvolvimento de tecnologias alternativas. com recurso ao juiz. submetendo-o. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos. 64. em seguida.151. modernização de sistemas de gestão. (Incluído pela Lei nº 13. a maneira de administrá-la. de 2015) . ou. defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. Art. sobre os bens dotados.

ou qualquer interessado. 71 e 72. em dez dias.§ 2o Se estenderem a atividade por mais de um Estado. 70. que se proponha a fim igual ou semelhante. III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias. A chamada moradia ou habitação nada mais é do que o local onde o indivíduo permanece acidentalmente. * DOMICÍLIO: 1) Conceito: é a sede jurídica da pessoa onde ela se presume presente para efeitos de direito e onde exerce ou pratica. por determinado lapso de tempo. se quiser. ao respectivo Ministério Público. lhe promoverá a extinção. O elemento subjetivo é aquele de ordem interna. No conceito de domicílio estão presentes dois elementos: um subjetivo e outro objetivo. (Redação dada pela Lei nº 13. 2) Pluralidade de domicílios e domicílio incerto: É perfeitamente possível que uma pessoa possua mais de um domicílio. mesmo que dele se ausente por algum tempo. de 2015) Art. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime. Art. os administradores da fundação. ou vencido o prazo de sua existência. poderá o juiz supri-la. Tornando-se ilícita. designada pelo juiz. requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la. A residência representa o lugar no qual alguém habita com intenção de ali permanecer. sem o intuito de ficar (p. A pluralidade de domicílios é disciplinada nos arts. do Código Civil: . o órgão do Ministério Público. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo.151. Art. ou no estatuto. Logo. como regra geral. quando alguém aluga uma casa para passar as férias). 68. domicílio compreende a idéia de residência somada com a vontade de se estabelecer permanentemente num local determinado.seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I . II . O elemento objetivo é a caracterização externa do domicílio. impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação. isto é. caberá o encargo. habitualmente. a residência. escritório ou consultório em outro endereço. o domicílio da pessoa natural (note-se que o Código não fornece um conceito de domicílio): Art. por exemplo. representado pelo ânimo de ali permanecer. residindo em um local e mantendo. ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público. Em nosso Código Civil encontramos a indicação de qual seria. salvo disposição em contrário no ato constitutivo. ex. 67. a requerimento do interessado. em outra fundação. Cumpre ressaltar que domicílio e residência podem ou não coincidir. incorporando-se o seu patrimônio.. findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar.não contrarie ou desvirtue o fim desta. 69. em cada um deles. seus atos e negócios jurídicos.

cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. depois de ajuizada a ação.  domicílio do servidor público: é o lugar em que exerce permanentemente as suas funções. sendo da Marinha ou da Aeronáutica. porém. e para onde vai. o seu domicílio. o lugar onde esta é exercida.  domicílio do preso: é o lugar em que cumpre a sentença.  domicílio do marítimo: é o lugar onde o navio estiver matriculado. para tanto. 5) Domicílio da Pessoa Jurídica: . temos: (art. como os circenses. da própria mudança. CC)  domicílio do incapaz: é o do seu representante ou assistente. a sede do comando a que se encontra imediatamente subordinado. a pessoa natural tiver diversas residências. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. sendo que o Código Civil estabelece. Parágrafo único. se tais declarações não fizerem. Se. É também domicílio da pessoa natural. 87. nenhuma influência tem sobre a competência do foro (art. que. CC).Art. 77. com as circunstâncias que a determinaram (art. poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve (art. quanto às relações concernentes à profissão. alegar extraterritorialidade sem designar onde tem. Art. citado no estrangeiro. 4) Classificação do domicílio quanto à natureza: a) Voluntário: decorre do ato de livre vontade do sujeito. vagabundos. no país. Assim. 73. que não tenha residência habitual. A mudança de domicílio. onde. e. CPC). A prova da intenção resulta do que declarar a pessoa às municipalidades do lugar que deixa. b) Legal ou Necessário: decorre da lei. O agente diplomático do Brasil. opera-se a mudança de domicílio com a transferência da residência aliada à intenção manifesta de o alterar. o lugar onde for encontrada. pessoas desprovidas de moradia etc. Tal regra aplica-se também em relação às pessoas que têm vida errante. ou. como ambulantes. 3) Mudança de domicílio: De acordo com Pablo Stolze Gagliano. Há também casos de pessoas que vivem de passagem por vários locais. alternadamente. CC). Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. que fixa residência em um determinado local. viva. 72. 74.  domicílio do militar: é o lugar onde serve. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. a seguinte solução: Art. 71. com ânimo definitivo. em atenção à condição especial de determinadas pessoas. 76.

em lugares diferentes. estradas. Caso a pessoa jurídica só tenha sede no estrangeiro. As pessoas jurídicas de direito público interno possuem domicílio especificado em lei: art. * BENS PÚBLICOS 1) Conceito: bens Públicos são todos aqueles que integram o patrimônio da Administração Pública direta e indireta. §§ 1º e 2º da CF/88. art. como emana do parágrafo 2º do já citado art. Ex: Mar. são os únicos que não precisam ser desafetados para que ocorra sua alienação. parques (art. Desafetação (desconsagração) consiste em retirar do bem aquela destinação anteriormente conferida a ele. III do CC). do CC. 103 CC). O domicílio da pessoa jurídica de direito privado é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. embora sejam pessoas jurídicas de direito privado. Ex: Terras devolutas. – As empresas públicas e as sociedades de economia. 99 do CPC. O uso desses bens públicos é oneroso. levar-se-á em consideração o estabelecimento. O parágrafo 1º do mesmo artigo estabelece que se houver mais de um estabelecimento relativo a mesma pessoa jurídica. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou oneroso. 3) Afetação e desafetação: Afetação consiste em conferir ao bem público uma destinação. de cada uma dessas entidades” (art. conforme for estabelecido por meio da lei da pessoa jurídica a qual o bem pertencer (art. 99. ou seja. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. Todos os demais são considerados particulares. como objeto de direito pessoal ou real. repartições publicas em geral (art. no Brasil. rio. teatros. escolas. 98 do CC). quartel. I do CC). a que ela corresponda. “São públicos os bens de domínio nacional pertencentes as pessoas jurídicas de direito público interno. 109. Ex: Bibliotecas. Os bens dominicais não apresentam nenhuma destinação pública. integram as pessoas jurídicas de direito público interno. não estão afetados. CC. fóruns. cada qual será considerado domicílio para os atos nele praticados. Os bens dominicais representam o patrimônio disponível do Estado. rua. a) Bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. praça. seja qual fora pessoa a que pertencerem” (art. 75. b) Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. e art. 99. Assim. pois não estão destinados e em razão disso o Estado figura como proprietário desses bens. isto quando os seus estatutos não constarem eleição de domicílio especial. museu. todos os outros são particulares. 75. em se tratando de obrigação contraída por agência sua. 99. Ex: Zona azul nas ruas e zoológico. CAPÍTULO III Dos Bens Públicos . assim os bens destas pessoas também são públicos. II do CC). c) Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. 2) Classificação: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério da destinação do bem para classificar os bens públicos.

os de uso especial. tais como rios. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Art. Art. estadual. 98. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. estradas. 99. Art. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído. de cada uma dessas entidades. como objeto de direito pessoal. enquanto conservarem a sua qualificação. inclusive os de suas autarquias.os dominicais. Art. II . na forma que a lei determinar. 100. territorial ou municipal. Parágrafo único. São bens públicos: I . seja qual for a pessoa a que pertencerem. 103. ou real. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. III . 102. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis.os de uso comum do povo. mares. todos os outros são particulares. Não dispondo a lei em contrário. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. ruas e praças. .Art. 101. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. observadas as exigências da lei. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. Art.