Técnicas de Investigação Percepção Vibracional De

Vivaldi a Raul
Como pesquisar internamente as influências musicais

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Marcos 7:34-35

“E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te. E logo se abriram os seus ouvidos, (...)”

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NOTA: Luz do S.E.R. juntamente com o Consciência Livre, unem-se para proporcionar mais um encontro com as possibilidades do saber. Com o presente curso, sugere-se a proposta inicial do conhecimento que se encontra solto no universo à nossa disposição, livre para acessar e desfrutar. Resta saber de sua existência e ter as noções necessárias para trabalhá-lo. Não nos olvidando de que a premissa básica é o querer! Este livreto não tem o condão de querer se prevalecer sobre qualquer outro conhecimento, dogma, doutrina, fé, crença, filosofia, religião, seita, ordem, tratado, estudo ou até mesmo opinião pessoal, isso deve ficar bem frisado para o leitor que busca o Conhecimento! A palavra de ordem é: LIBERDADE! Agradecemos aos colaboradores e em especial ao nosso verdadeiro e real SER Interno.

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“Não existe um lá fora e um aqui dentro. Tudo no universo está conectado, é apenas um campo de energia.”
Kheóps Justo

Motivos não nos faltam para indagações. O ser humano é uma máquina perfeita construída com uma ferramenta adequada para essa função maravilhosa que é o pensar, o questionar, reflexionar. Indagar-se primeiramente sobre os motivos pelos quais se escolhe dois personagens tão díspares da nossa historiografia musical seria uma dessas questões que deveria nos assolar num curso voltado para esse tema. Pesquisando profundamente antes da construção deste curso, nos voltamos para o momento em que fomos incumbidos de ministrá-lo e estruturá-lo. A opinião das pessoas é formada por conceitos, conceitos estes que se resumem em gostos e, gosto se discute – como diria o pensador Immanuel Kant. Verificando com critério não é muito difícil perceber muitas similaridades entre o universo pessoal de Vivaldi com o de Raul, suas paixões pela música, pela
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necessidade

de

se

divulgar

uma

mensagem

à

humanidade, suas dificuldades de reconhecimento e sua reabilitação musical perante a humanidade após suas passagens. Se não dissermos o nome de um ou de outro, pode-se falar de ambos sem que se distinga de quem se trata no discurso. Mas, a base que nos compete é a liberdade conceitual. Livrar-nos do rechaço automático da música clássica ou do rock nacional é o alicerce principal para aquele que envereda pelo campo da pesquisa epistêmica isenta de opiniões subjetivas com o fito unicamente de extrair o melhor de ambos (ou do que se investiga). Investigar as escalas musicais, a origem do som desde as esferas superiores, sua captação e conversão em notas e sons possíveis de serem percebidos por nossos aparelhos orgânicos – tanto os ouvidos quanto nossas células – é obra para poucos, portanto, considerados mestres! Podermos fazer uso de uma pequena parcela desse momento importante que é o ato de ouvir uma música, é saber com consciência o que nos serve e o que não nos

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serve internamente e a música é um veículo muito especial nesse sentido. A música nos transporta e nos conduz a frequências diversas e multidimensionais, não somente alcançando notas que nossos ouvidos podem ouvir, mas fazendo vibrar nossos átomos em um ritmo distinto e diferente do que estamos acostumados em nossa rotina diária. Não sermos vítimas involuntárias do processo musical que hoje se alastra é um ato de esforço pessoal importante, tanto quanto não sermos omissos às músicas que alimentam a alma e nos ajudam a resgatar partículas importantíssimas de nossa própria existência evolucional. Como fazer isso? Como desfrutar desse cenário musical tão amplo e variado que está ao nosso alcance? Buscando entrar em sintonia com as esferas vibracionais da música e seus Mestres. Entretanto, um exercício absolutamente opcional, eis que a proposta é consciência livre. Este o estímulo do presente curso de Percepções Vibracionais, esta a oportunidade que se apresenta para quem dedica um pouco de tempo a si mesmo e refletir,

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compreender, assimilar de uma forma díspar esse novo projeto de vida.

À todos, um bom proveito.

LUZ DO SER

CONSCIÊNCIA LIVRE

http://www.luzdoser.org

http://kheops.blog.terra.com.br

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“Essa energia de frequência elevada penetra o nosso sistema nervoso, nosso coração, nosso cérebro, aumentando assim a nossa energia, e assegurando-nos uma vida melhor.” Gilberto Franzoni

Antonio Lucio Vivaldi Antonio Lucio Vivaldi, nascido em Veneza, 4 de março de 1678 e falecido em Viena, 28 de julho de 1741, foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre vermelho") por ser um sacerdote de cabelos ruivos.
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Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É, sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações"). Filho de Camila Calicchio e Giovanni Battista Vivaldi , era o mais velho de sete irmãos. Seu pai, um barbeiro, mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música, matriculando-o ainda pequeno, na Capela Ducal de São Marcos para aperfeiçoar seus conhecimentos musicais e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Em 1704, foilhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. Em 1705 a primeira colecção (raccolta) dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens. Em 1712 compôs o "Estro armonico", uma coleção de 12 concertos que repercutiu em toda a Europa e mais tarde teve seis obras transcritas por Bach, em 1713, tornou-se responsável pelas atividades musicais da instituição. Em paralelo
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com suas atividades sacras, Vivaldi obteve permissão para apresentar no teatro de Santo Ângelo suas primeiras óperas e alguns concertos: "Outtone in villa" e "Orlando Furioso" e entre outros concertos, "La Stravaganza". Em 1723 publicou o Opus 8, que contém "As Quatro Estações", sua obra mais conhecida. Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com uma de suas alunas, a cantora Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara atividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello, que terá escrito um panfleto contra ele. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se, sobretudo à composição das seguintes obras: Concertos: Há divergências sobre o número exato de concertos compostos por Vivaldi. Algumas publicações contam 550 concertos compostos por ele. Em outras publicações, cita-se 477 concertos e outros ainda 456. Seus concertos mais conhecidos e divulgados são Le quattro stagioni (As quatro estações). 46 óperas, 44 motetos,

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sinfonias, 2 serenatas, 73 sonatas, 100 árias 30 cantatas música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta, como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Nicolas Chédeville), música sacra - três oratórios (Oratorio Juditha Triumphans, composto para a Pietá; dois Gloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros). Menos conhecido é o fato de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do século XX em Turim e Gênova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidada em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmônicos, inventando melodias e trechos originais. Ademais, Vivaldi era francamente capaz de compor música não-acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A
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alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compor. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seus valores nacionais. Legado Johann Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Aria de Vivaldi (revivido nas suas Paixões e Cantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para o cravo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Baixo Contínuo. Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinsky afirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos, mas um único, repetido centenas de vezes.

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Capa da primeira edição de Juditha Triumphans Apesar de todos os detratores e das críticas negativas que Vivaldi recebeu, seu talento é inegável. Foi o compositor que inventou ou, pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. Foi o primeiro compositor a usar consistentemente a forma ritornelo em seus concertos, como pode ser verificado em "As quatro estações". Sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia. Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.
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A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 devese, sobretudo aos esforços de Alfredo Casella, que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "atuação historicamente informada" conseguiu catapultá-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Instituto Italiano Antonio Vivaldi, cujo primeiro diretor artístico foi o compositor Gian Francesco Malipiero, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições de seus trabalhos. A música de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foi incluída nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical. Últimos anos e morte Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez tiveram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a
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posição de compositor real na Corte Imperial. Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para sobreviver. Faleceu pouco tempo depois, no dia 28 de julho de 1741. Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn teria cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

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“O que as pessoas realmente procuram é um entendimento que não lhes obrigue a fazer mudança alguma em suas vidas". General Uchôa.

Raul Santos Seixas Raul Santos Seixas, nascido em Salvador-BA, aos 28 de junho de 1945, faleceu em São Paulo, aos 21 de agosto de 1989, foi um cantor, compositor, produtor e músico
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brasileiro, é considerado por representante do rock brasileiro.

muitos

o

maior

Biografia Filho do engenheiro Raul Varella Seixas e da dona de casa Maria Eugênia Santos Seixas, Raul nasceu e cresceu na cidade de Salvador. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas. Em casa, mergulhava nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai. Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens, onde acompanha o pai, ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara. Porém, logo Raul Seixas conheceu um estilo que influenciou muito sua vida: o Rock'n Roll. Raul teve contato com o Rock através do consulado norteamericano, que ficava próximo de sua casa. A partir daí, foram muitas horas diárias na loja "Cantinho da Música", ouvindo discos de rock e várias sessões nos cinemas, onde passou a apreciar as performances de Elvis Presley, de quem torna-se fã. Tão fã que chega a fundar o "Elvis Presley Fã-Clube de Salvador". Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60. Juntamente com alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock", a primeira banda de Salvador a utilizar instrumentos elétricos. Mais tarde,
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a banda muda de nome, passa a se chamar "The Panters", e por último "Raulzito e os Panteras". Fazem shows pelo estado em bailes e festinhas e até mesmo para um público de duas mil pessoas no Festival da Juventude. Mas o sucesso da banda não ultrapassava o eixo baiano, fato que aborrecia Raul. A decepção com o mundo artístico foi reforçada pelo namoro com a americana Edith Wisner. A pedidos do pai da garota que era pastor protestante - Raul abandona a carreira musical. Algum tempo depois casa-se com Edith e passa a lecionar inglês e violão para ganhar a vida. Em 1967, Jerry Adriani vai a Salvador realizar um show, mas ele necessita de um músico local para tocar com sua banda. O pessoal local o indica Raulzito e Os Panteras. Raul Seixas o impressiona e é convidado para acompanhá-lo numa turnê pelo Rio de Janeiro pedido este que Raul Seixas aceita de imediato. E lá ele grava um disco pela gravadora Odeon. Após algum tempo, Raul foi convidado por Evandro Ribeiro para ser produtor da CBS (atual Sony BMG). Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como o próprio Jerry Adriani, Leno e Lilian e mais tarde Sérgio Sampaio, Diana, entre outros. Também compõe sessenta músicas para a Jovem Guarda. Em 1971, Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, grava seu segundo
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LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), em que faz parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. O disco, todavia, foi retirado do mercado sob o argumento de não se enquadrar à linha de atuação da gravadora e Raul acabou demitido. Em 1972, participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e conseguiu a classificação de duas músicas, "Let Me Sing, Let Me Sing" (um misto de baião e rockabilly) e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo". Devido à façanha, assinou com a gravadora Philips (atual Universal Music) para gravar o álbum Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock, que não tinha o seu nome na capa. No início dos anos 1970, Raul se interessou por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical. No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música "Ouro de Tolo" no álbum Krig-Ha, Bandolo, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do "Milagre Econômico". O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: "Metamorfose Ambulante, "Mosca na Sopa" e Al Capone.

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Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor. No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei". Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos onde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon. No entanto, o seu LP Gita gravado poucos meses antes faz tanto sucesso com a música "Gita", que a Ditadura achou melhor trazer os dois de volta ao Brasil para não levantar suspeitas sobre seus desaparecimentos. O álbum Gita rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda neste ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos com a filha do casal, Simone. Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais

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conhecidas, "Tente Outra Vez". O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias. Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet. Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como "Maluco Beleza" e "Sapato 36"; Mata Virgem, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas. A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver. No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.

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Altos e baixos No ano de 1980, assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, Abrete Sésamo, que contém outros sucessos e têm as faixas "Rock das 'Aranha'" e "Aluga-se" censuradas. Logo depois o contrato é rescindido. Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika. Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor. Desde 1980 Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil Plunct, Plact, Zuuum da Rede Globo, onde canta a música "Carimbador Maluco". O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP "Metrô Linha 743" pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações

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para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco Ao Vivo - Único e Exclusivo. Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 1º de dezembro 1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova. Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-BéinBum! faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco Duplo Sentido, da banda Camisa de Vênus). Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis. A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco. No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.
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"Canto Para Minha Morte"

Universo Alternativo - Profeta Raul Seixas As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 19 de agosto de 1989. Dois dias depois, na manhã do dia 21 de agosto de 1989, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama pela sua empregada Dalva, por volta das oito horas da manhã, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma
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pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Após a morte Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca... (1994 - Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de "Rock das Aranhas") de 1991 e Anarkilópolis (com "Cowboy Fora da Lei Nº2") de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte. Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso (Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos, baianos, como Raul).

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Lápide de Raul Seixas Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita "Gospel", censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.

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AS QUATRO ESTAÇÕES. Vivaldi A primavera: Adagio-Largo-Allegro O Verão: Allegro Non Molto-Adagio Molto-Presto O Outono: Allegro-Adagio Molto Inverno: Allegro Non Molto - Largo - Allegro

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As Profecias Raul Seixas Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho Tem dias que a gente se sente Um pouco, talvez, menos gente Um dia daqueles sem graça De chuva cair na vidraça Um dia qualquer sem pensar Sentindo o futuro no ar O ar, carregado sutil Um dia de maio ou abril Sem qualquer amigo do lado Sozinho em silêncio calado Com uma pergunta na alma Por que nessa tarde tão calma O tempo parece parado? Está em qualquer profecia Dos sábios que viram o futuro, Dos loucos que escrevem no muro. Das teias do sonho remoto Estouro, explosão, maremoto. A chama da guerra acesa, A fome sentada na mesa. O copo com álcool no bar, O anjo surgindo no mar. Os selos de fogo, o eclipse, Os símbolos do apocalipse. Os séculos de Nostradamus, A fuga geral dos ciganos.
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Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia. Um gosto azedo na boca, A moça que sonha, a louca. O homem que quer mas se esquece, O mundo do dá ou do desce. Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia. Sem fogo, sem sangue, sem ais O mundo dos nossos ancestrais. Acaba sem guerras mortais Sem glorias de Mártir ferido Sem um estrondo, mas com um gemido. Os selos de fogo, o eclipse Os símbolos do apocalipse A fuga geral do ciganos Os séculos de Nostradamus. Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia (3x) Um dia... Sim, sim, sim...

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Meu Amigo Pedro Raul Seixas Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho Muitas vezes, Pedro, você fala Sempre a se queixar da solidão Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro É pena que você não sabe não Vai pro seu trabalho todo dia Sem saber se é bom ou se é ruim Quando quer chorar vai ao banheiro Pedro as coisas não são bem assim Toda vez que eu sinto o paraíso Ou me queimo torto no inferno Eu penso em você meu pobre amigo Que só usa sempre o mesmo terno Pedro, onde você vai eu também vou Pedro, onde você vai eu também vou Mas tudo acaba onde começou Tente me ensinar das tuas coisas Que a vida é séria, e a guerra é dura Mas se não puder, cale essa boca, Pedro E deixa eu viver minha loucura Lembro, Pedro, aqueles velhos dias Quando os dois pensavam sobre o mundo

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Hoje eu te chamo de careta, Pedro E você me chama vagabundo Pedro, onde você vai eu também vou Pedro, onde você vai eu também vou Mas tudo acaba onde começou Todos os caminhos são iguais O que leva à glória ou à perdição Há tantos caminhos tantas portas Mas somente um tem coração E eu não tenho nada a te dizer Mas não me critique como eu sou Cada um de nós é um universo, Pedro Onde você vai eu também vou Pedro, onde você vai eu também vou Pedro, onde você vai eu também vou Mas tudo acaba onde começou É que tudo acaba onde começou Meu amigo Pedro.

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Caroço de Manga Raul Seixas Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho Sempre que eu lhe dou a mão Você segura no meu pé Eu faço tudo por você Tudo o que você quiser Eu quero uma colher de chá No grande jogo do xadrez Não quero ver você chorar Não quero ver você chorar Tou aqui pro que vier Eu danço o que você tocar É só dar corda no boneco Tango, Rock ou Chá-chá-chá Não tenho nada a perder Aquilo que pintar eu tô Porque eu gosto de você Porque eu gosto de você Essa vida inteira é uma brincadeira É só ficar quieto e não dar bandeira Você chupou a manga até o fim E só deixou o caroço para mim E melhor que isso só carnaval

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Pegue essa motocicleta E vá mostrar quem é você Bota o seu blusão de couro Agora é que eu quero ver Na arrancada pro futuro Sem nunca pedir arrego Nos olhos cego do morcego Nos olhos cego do morcego Essa vida inteira é uma brincadeira Eu fico feliz com qualquer besteira Você chupou a manga até o fim E só deixou o caroço para mim E melhor que isso só carnaval Pegue essa motocicleta E vá mostrar quem é você Bota o seu blusão de couro Agora é que eu quero ver E na arrancada pro futuro Sem nunca pedir arrego Nos olhos cego do morcego Nos olhos cego do morcego Nos olhos cego do morcego Nos olhos cego do morcego.

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Aquela Coisa Raul Seixas Composição: Raul Seixas/ Kika Seixas/ Cláudio Roberto Meu sofrimento, é fruto do que me ensinaram a ser Sendo obrigado, a fazer tudo mesmo sem querer Siimm Quando o passado morreu e você não enterrou O sofrimento do vazio e da dor Fica o ciúmes, preconceitos de amor E então, e então É preciso você tentar Mas é preciso você tentar Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer (bis) Minha cabeça, só pensa aquilo que ela aprendeu Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu Sim... pra ser feliz e olhar as coisas como elas são Sem permitir da gente uma falsa conclusão Seguir somente a voz do seu coração E então, e então É preciso você tentar Mas é preciso você tentar Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer (bis) E aquela coisa que eu sempre tanto procurei É o verdadeiro sentido da vida
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Abandonar o que aprendi parar de sofrer Viver é ser feliz e nada mais Mas é preciso você tentar Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer (bis) Mas é preciso você tentar Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer (bis) Vai fundo...

“No mundo existem muitos iniciados, mas poucos acabados.” Bruce Lee.

* O presente livreto é entregue na totalidade da forma que

aqui se apresenta. Não nos responsabilizamos por quaisquer mudanças, alterações ou tergiversações de seu conteúdo! *

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