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Artigo 01 – Código de Ética Profissional do IBAPE–PR

Aprovado em assembleia geral ordinária em 25 de agosto de 2009

1 – Preâmbulo
Art. 1º – O Código de Ética Profissional do IBAPE–PR enuncia os fundamentos éticos e
as condutas necessárias à boa e honesta prática das profissões de peritos e avaliadores
da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da
Meteorologia e relaciona direitos e deveres correlatos de seus profissionais.

Art. 2º – Os preceitos deste Código de Ética Profissional têm alcance sobre os
profissionais peritos e avaliadores em geral.

2 – Dos deveres
Art. 3º – Considerar a profissão como alto título honorífico, utilizando ciência e
consciência:
a) ciência: pelo emprego de conhecimento técnico adequado, considerando como
primeiro dever ético o domínio das regras para o eficiente desempenho de sua atividade,
obrigando-se ao processo de educação continuada, acompanhando o progresso e o
desenvolvimento, sem prejuízo de sua formação básica de graduação;
b) consciência: pela adoção de elevado padrão ético e moral no desempenho dessas
funções sociais mediante o exercício continuado da profissão com permanente
aprimoramento.

Art. 4º – Interessar-se pelo bem comum contribuindo com seu conhecimento, capacidade
e experiência para melhor servir à coletividade.
a) cooperar para o progresso em geral, com seu concurso intelectual e material no
aprimoramento da cultura profissional, ilustração técnica, ciência aplicada e investigação
científica;
b) partilhar experiências e conhecimentos com os colegas, tanto na solução de problemas
já conhecidos, como dos inéditos;
c) envidar esforços na difusão de conhecimentos para melhor e mais correta
compreensão dos aspectos técnicos e assuntos relativos ao exercício profissional;
d) expressar-se publicamente sobre assuntos técnicos somente quando devidamente
capacitado para tal;
e) emitir opiniões ou pareceres somente quando em benefício da verdade e sempre com
conhecimento da finalidade da solicitação.

Art. 5º – Abster-se de praticar ou contribuir para que se pratiquem injustiças contra
colegas e velar para que não se pratiquem atos que, direta ou indiretamente, possam
prejudicar seus interesses profissionais.
a) renegar qualquer falsidade ou malícia que de modo direto ou indireto possam macular
a reputação, a situação ou atividade de outro colega;
b) abster-se de se interpor entre outros profissionais e seus clientes sem ser solicitada
sua intervenção e, neste caso, cuidar para que não se cometam injustiças;
c) respeitar o direito autoral, não se apossando como sua de ideia, estudo ou trabalho de
outrem e não permitindo ou contribuindo, no âmbito do seu conhecimento, para que

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dentro da melhor técnica. b) manter-se atualizado quanto ao Regulamento de Honorários da entidade e adotá-lo como base para seus serviços. neste caso fazê-lo. sem deixar-se influenciar por interesses pessoais ou escusos. limitando seus pareceres às matérias específicas objeto da consulta. direta ou indireta. prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano às pessoas ou a seus bens patrimoniais. salvo por determinação judicial. 7º – Abster-se de solicitar ou submeter à apreciação de terceiros propostas que contenham condições que possam representar competição de preços por serviços profissionais de igual teor. e) recusar-se a substituir outro colega quando as razões para tal não forem plenamente justificáveis. c) receber remuneração somente de uma única fonte pelo mesmo serviço prestado. proposta. para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais. 8º – Exercer o trabalho profissional com lealdade. assim como. quando o fizer. exceto quando o mesmo se recusar a completá-lo ou manifestar vontade de abster-se do procedimento. c) pautar-se sempre pela veracidade dos fatos. houver prévio consentimento de todas as partes interessadas. de concessão. renunciando a qualquer remuneração excessiva ou inadequada. com prévio conhecimento deste. árbitro e. para ser merecedor de confiança e fazer jus ao conceito que possui. evitando propostas de honorários com valores vis ou extorsivos. b) manter conduta ilibada e irrepreensível caracterizada pela incorruptibilidade tanto na vida pública. d) jamais reproduzir trabalhos alheios. somente proceder a revisão. d) manter o decoro e a dignidade profissional somente aceitando encargo para o qual esteja especificamente habilitado. alteração ou complementação de trabalhos de outrem. b) considerar como confidencial toda informação técnica. 6º – No exercício da profissão são condutas vedadas ao profissional ante ao ser humano e a seus valores: a) descumprir voluntária e injustificadamente com os deveres do ofício. 2 . 9º – Como Perito Judicial observar as normas e obrigações morais pertinentes: a) identificar-se e dedicar-se com zelo à profissão. que obtenha sobre os interesses de seu cliente no exercício de tarefas como consultor. financeira ou de outra natureza. c) prestar de má-fé orientação. como na particular. sem a necessária citação e autorização expressa e. Art. salvo se. com o conhecimento do substituído. b) usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função de forma abusiva. observando o princípio da equidade. para proceder de modo diverso. dentro da mais absoluta imparcialidade. c) usar de artifícios ou expedientes enganosos para a obtenção de vantagens indevidas. reproduzi-lo por inteiro de modo a expressar corretamente o sentido das teses desenvolvidas. nos processos judiciais. Art. Art. como perito ou assistente técnico. a) dispensar tratamento justo a terceiros. Art.outros o façam. a) abster-se de competir por meio de reduções de remuneração ou qualquer outra forma. dedicação e honestidade e com espírito de justiça e equidade para com seus solicitantes. ganhos marginais ou conquista de contratos.

c) recusar-se a aceitar encargo como Assistente Técnico de qualquer uma das partes envolvidas nos processos em que tenha funcionado como Perito Judicial. à justiça e à verdade. com a antecedência necessária e suficiente ao agendamento. tendo em vista sua possível condição de guia e modelo. nessa hipótese. consoante a lei federal 5194/66. g) fornecer. h) darem os mais jovens e novatos tratamento respeitoso aos mais experientes e. devendo-se. a) auxiliar o perito. reciprocamente. se solicitado. sem justo e explicitado motivo. agindo no interesse exclusivo do trabalho e não se beneficiando de suas funções. abdicando-se de recebê-los. para as vistorias e eventuais reuniões técnicas. Art. l) sempre convidar os Assistentes Técnicos indicados no processo. 13º – É defeso aos engenheiros. de outras formas e fontes. manifestar-se sobre eventual estudo ou laudo prévio submetido a exames pelo perito oficial. contemporaneamente e em igualdade. acompanhando-o nos estudos e diligências e fornecer-lhe todas as informações disponíveis. sem embargo da possibilidade de palestras explicativas sobre o tema. em primeiro lugar. só aceitar nomeações em casos para os quais esteja especificamente habilitado e atualizado e. e nesse valor. documentos ou provas por eles oferecidas. 12º – É defeso aos engenheiros. cujos feitos ainda não tenham sido julgados. ministrar cursos destas disciplinas ou treinamento a pessoas alheias ao sistema CREA/CONFEA. direta ou indiretamente. assessorar de direito a parte que o indicou. exercerem concomitantemente as atividades profissionais de especialista em Engenharia de Avaliação e corretor de imóveis. abster-se de transferir perícias inteiramente a terceiros. abstendo-se de sonegar pormenores que possam servir posteriormente para criticar o laudo oficial desmerecendo sua credibilidade.e) atuar com lisura e transparência junto aos participantes da lide. Sempre que solicitado. mas de fato e. a tempo aos assistentes técnicos cópias de textos prévios ou definitivos de seus laudos. com autorização do Juízo. destacar a exclusividade dessa competência profissional aos engenheiros. permitindo-lhes assim exercer suas funções em tempo hábil para cumprir os prazos processuais. i) receber honorários somente depois de arbitrados. cujos feitos ainda não tenham sido julgados. contribuindo para que o resultado da perícia resulte na expressão desta. Art. argumentos. arquitetos e agrônomos. devem estes atender com solicitude aos primeiros. 3 . arquitetos e agrônomos especializados em Engenharia de Avaliações e Perícias. f) promover e aceitar. a assessoria dos assistentes técnicos do feito. 10º – Como Assistente Técnico em processo judicial. Art. k) recusar-se a aceitar encargo como Perito Judicial nos processos em que tenha funcionado como Assistente Técnico e/ou prestador de serviço de alguma das partes. b) apresentar todos os fatos e documentos de seu conhecimento ao perito judicial. j) como Perito Judicial. arquitetos e agrônomos. Art. colocando-os a par de suas atividades e estudos dos casos em questão e não omitir. por ser este tipo de encargo pessoal e intransferível (“intuito personae”). 11º – O Membro Titular inadimplente deve se abster de indicar sua titularidade nos seus trabalhos técnicos e no curriculum vitae.

g) à recusa ou interrupção de trabalho. descumpra os deveres do ofício. O presente Código foi baseado no Código de Ética Profissional do IBAPE–SP e nas Resoluções 1. c) ao reconhecimento legal. conhecendo e fazendo cumprir este código e a legislação que rege o exercício profissional. facultados para o pleno exercício de sua profissão. b) ao gozo da exclusividade do exercício profissional. de seus contratos e de seu trabalho. d) à exclusividade do ato de ofício a que se dedicar. 14º – Respeitar a regulamentação do logotipo do IBAPE. e) à justa remuneração proporcional à sua capacidade e dedicação e aos graus de complexidade. visando a agir com correção e colaborando para sua atualização e aperfeiçoamento. emprego. arquiteto ou engenheiro agrônomo. l) à propriedade de seu acervo técnico profissional.19 – A tipificação da infração ética para efeito de processo disciplinar será estabelecida. b) à liberdade de escolha de métodos.º 16 – São reconhecidos os direitos coletivos universais inerentes às profissões. 4 – Da infração ética Art. d) à representação institucional. 18 – Constitui-se infração ética todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos. Art.002 e 1. suas modalidades e especializações.004 do CONFEA. destacadamente: a) à liberdade de escolha de especialização. experiência e especialização requeridos por sua tarefa. 15º – Velar pela reputação do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (IBAPE–PR) e da profissão de engenheiro. 4 . f) ao provimento de meios e condições de trabalhos dignos. na forma que a lei determinar. eficazes e seguros. Art. Art. c) ao uso do título profissional. procedimentos e formas de expressão. 3 – Dos direitos Art. a partir das disposições deste Código de Ética Profissional. capacidade ou dignidade pessoais. k) à liberdade de associar-se a corporações profissionais. pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem.Art. contrato. destacadamente: a) à livre associação e organização em corporações profissionais. função ou tarefa quando julgar incompatível com sua titulação. risco. h) à proteção do seu título. j) à competição honesta no mercado de trabalho.º 17 – São reconhecidos os direitos individuais universais inerentes aos profissionais. i) à proteção da propriedade intelectual sobre sua criação.