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Giovanni 5artorz

SARTORI, Giovanni. "Da facção ao partido".
Partidos e sistemas partidários. Partidos e Sistemas
Rio de Janeiro: Zahar; Brasília: Ed. UnB, 1982 Partidários
[1976] p. 23-33.
I

Pensamento
Político
Prefácio do Autor
à Edição Brasileira

Apresentação de DA VID FLEISCHER
do Departamerito de Ciências Sociais,
Universidade de Brasflia

Tradução: 'Waltensir Dutra

.Revisão Técnica: Antonio Monteiro Guimarães
Professor do Departamento de Sociologia
e Pollúca, PUC-Rj

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SEJ Editora Universidade de Brasília
~ ZAHAR EDITORES IMI fUNOACÃO ROBERTO MARINHO

t...César. aplicável às facções quênão são ·sediciosas. que apenas reflete as ambigüi- o dades e perplexidades de todo século XVIII.>-. Em toda a tradição do pensa- mênto político ocidental dificilmente.nãQé.maIs-enfraquecida. {"un parti s"éditieux dans un état" (". po~". assim. substituindo gradualment~ a e~pres~~ depreciativã"fãcéão".a.!... 2 ª A afirmação de que palavra facção era repulsiva não exigia"desde os tempos romanos até o século XIX.9 o PARTIDO COMO PARTE 1. que não é necessariamente um mal e que não "- perturba necessariamente o bon~m commune. slção de facção para partido foi. das i~~~~s~~. A facção. tanto no domínio....-RI1.. A palavra partido parece. Trata-se então de uma distinção que não tem base em uma diferen- ça? Seria injusto fazer tal crítica a Voltaire.!gsiva.. Assim.. começadD quando_Y!>ltaire: escr~. com a acei-tação da idéia de que um partido nã~~~ necessariamente uma facção.<:>s_!at()~.havia.haverá umautor que não tenha ado- tado a mesma opinião... escreveu ele. o bem-estar comum.. que uma~cção é "um partido sedicióso quando ainda fraco. lenta e tortuosa. ª-p<l1ª-vra facção sempre é~l Com o seu versátil gênio para a: síntese.Rartjdo. levantar essa questão em relação a todos os autores que se ocuparam do 23 . em lugar dis- so. nesse caso. Justificar-se-ia.~(). traJl. se~unda meta'de do sécul?> )ÇVI!! mª.E. Mas Voltaire continuou. se não destruída.Qncisamente na Encyclo- pédie: "A palavr.eIlLsi. portanto.. aque- la "em que Voltaire admite que os partidos podem ser diferentes.pelà observaçãõdê-VõHaire qe que "um chefe de um partido é sempre um chefe de facção".'{e_U_C.tor­ iiôu~seTogourii-p-àrfidod'oriimãnteque engoliuaRepública". Não se .1 Da facção ao par:ido O termo "partido" entrou em uso. "~fgççç:o_de.. Voltaire resumiu nessa frase um debate iniciado por Bolingbroke em 1732 e que se desenrolaria ainda por cerca de um século. porém" "ar a Vo1t~~crêõ1Í:o de ter sustentado essa diferença.llm pa!tido se- dicioso num Estado").. explicando. provas. E a distinção.:. ficããTiida . quando_ não particip& [partage] de todo o Estado". A parte interessante da frase é. }. na verdade. que a palavra part00 não tem necessariamente uma conotação negativa..

o. a referência ao mundo real toma os dois indistinguíveis. diatamente em seguida. Se Montesquieu parece ter ido um ção e divisão. • Roma livre".o. porem. IparticipaçãoD . aos "partidários dos quais nascem aS partes da cidade".ação menos negativa do que "facção" trar umas poucas indicações alusivas a um entendimento favorável das e.. um do povo e ou- vr_a_.eLem si~jI~ pala. tal no voca1. "Part~do'. muito citados como precursores da idéia de taçao.. separação..dada CºnLQ. 24 PARTIDOS E SISTÉMAS PARTlDÃRIOS o PARTIDO COMO PAR. A palavra~e" esta no verbo franc. ) ~ como expressão passou a Ii~ar-se à religião. passo além de Maquiavel. Sua predecessora mais antiga.o ~ao obstante. um gr_upo_Mlí1ico~mpenha<iº.4 testante..~r~<1ªI1~?. e especialmente ao sectarismo p. com uma cono. mrus}. . [assoclaçao] e partzclpatlOn. para rentemente: facção aplica-se a .~.a su- Jel. mesmo que pareçam opor-se. subscreveu ardorosamente a condenação das seitas inglê. na verdade e segundo suas palavras. impiedoso e.I. então. de nenhuma maneira expressiva.rdid.quer falasse italiano. uma complicação. E~imológica e semanticamente.._em um é muitá mais uma divisão analitica.o que significa que não entra no discurso po.~." se to:na.lulano da política. tríciQs e plebeus ( . pelo menos e~ part~. :entidade concreta. realmente enfrentando o problema. F. o slgmficado antes transmitido . TE 25 ptoblema:' Bolingb.pelo termo Ora. nas partes deste universo.aCçãO.5 Não obstante. não sendo possível registrar qualquer referência a. Montesquieu foi. partilha) (pãiãnão fãiã'rmo~ de partn~rship e do facciosismo. Assim-:-~ . Não' obstan. . Primeiro. eternamente ligadas pelas suas ações e reações. uma conot. é uma união de harmonia..lutaram.st~v~ c~l1s~!!. a denvaçao. com a observação complementar de que em toda república ~~!. de modo que "todas as leis feitas em favor da ?OS _tempos antigos . do O que se chama de união do corpo poI(tico é algo muito ambíguo: a verdadeira união . "Partido" tê1lns..II . Essas observações também nos alertam para o fato de que os autores dIT~ oMas n~o fa.~onotaç.. "partido" temos.' também vem do latim.es partageD_ql!!! Significa partilhar. porém. que é uma palavra bem mais antiga e consolidada.' Como '~á.ert'eôo que a primeira derivação.!. ..!ntlcas: a derivação~. à sua própria época.muito antigas. n? vecaade.JJ~missor~. palavra vinda do latim secare.t~ a du_aJ. francês. Esta ultima e.<:ri~l1a!. desde o Imc~o. é "seita". em dire doings (atos terríveis). et~mologlca muito parecida.. E ISSO reforçou a ligação original de "partido" com a idéia de separa. nao passou -despercebida dos autores dos séculos XVII e XVIII. esse argumento é altamente abstrato.roke. prima fade. e nem mesmo. Burke à parte. :'parte" ha via ~~~lui tOI>e. de ie não se mantém. é preciso ler toda a obra de Montesquieu para encon- do ~eve. pois essas "partes" levam a cidade à sua "ruína". a~) efactio logo passou a indicar.s par!aking (p~r.~. E isso explica por que a distinção se perde rapidamente mficado prImordial transmitido pela raiz latina é uma idéia de hubris. encontram-se "dois temperamentos [umori] diferentes. num dado momento. Enquanto "partido" entrava ties]. alemão ou liberdade resultam de sua desunião". escreveu: lado. do vocabulário que falavam de "partes" mas não usavam a palavra "partido" não estavam poO!It!CO ate o seculo XV. uma distinção que encerrava uma diferença. realmente "partes" de uma república. musical e cosmológica . do que uma f~c~re pert~rl?ad. si~ificado preciso dep~rtire. as duas não são usadas indife- vem do verbo latm? facere (fazer.na arena política . uma palavr.e. portanto daninho ~bstrato. dividir.L.-~~amente a idéia de parte. QUiil!g~ "p~rte. ) foram uma das principais causas que mantiveram ~artldo prestou-se a um uso }TIais impreciso 'eooscuro.out. ao passo que "partido" autores que escreViam em latim.xiWa e de Maquiavel relevante nesse contexto diz que os "distúrbios entre pa- ~.te. Não há dUVIdas de que nenhum autor do século XVIII. devemos compreender-lhes a die Jnguiu os dois conceitos. Hume. Amda assim.ig. Mas Maquiavel deixou bem claro ime- mgles --compr~fi~ia a-. Mas eles não usaram a palavra~ O trecho que slgmfica separ~rLcortar e.harmonia seita.~icj~ação. prestarmos atenção à escolha das palavras.z parte. um pouco mais longe do que Maquia- veL Em suas cOl1sidérations sobre as causas da grandeza e da decadência . q~e significa divi.~~ue~~~~:. etlmologIca âe partTdode-12ar1ire. Se facção é o grupo concreto e partido o agrupamento comportamento excessivo. b o que ocorre especialmente com htJ~o dl~eta~e~te do latIm. e pO~~E1~i1à1ITêip~-ª"9. quando Maquiavel se referiu . nutadamente Bolingbroke-e-Htime .rer~~o~i~queusava através do latim (e grego). com isso. em conseqüência da qual todas as partes [toutes les par· Devemos {)~s~rvar.-~'a as~o~laça~"c?mtomar parte. dividir. espanhol. Por ~ss~ caminho. do verbo partire.um ~o. e parte nao .q~ sQciedade culta tro dos poderosos [grandiJ".isto é. um construto mental. . é porque estava disposto a estender aos ingleses de sua época a aplicação da observação feita pelo italiano sobre os roma- " O que disse~o~ ~cima contribUi mnito para explicar por que "parti- nos. 3 Na realidade. "seita" dele saía. de um dos romanos. a palavra partido adquiriu também. concorrem para o bem geral da sociedade. Se ao lermos seus trabalhos mo slgmficado. com . partiâos no capítulo fundamental de L 'esprit d~s [ois em que Montes-- .~~PLeCJatlva: e um construto analítico. ~ çerto . tal como entra no a um grupo concreto. todos os nossOs autores . e as imagens .~q. que não se inclinava a aplicar essa generalização P~rtanto.. Durante o século XVII a como algumas dissonâncias na música concorrem para a harmonia geral (. Burke e os protagonistas das Revoluções / ' Fran~esa ~ Amencana. "facJio" e "partido" não têm o mes. contmuou sendo um sinônimo próximo desta.l!E'tire. Maquiavel e Montesquieu. partido num sentido favorável.r.e termmologla.

lo : . .s acesas animosidades entre aproxima muito de sua legitimação. ------. _. que ..IS~... Mas isso está.. ~_n._'.. ' b" d .9.te.--.Se. ele esta e . Deu a esse desejo Q. -r ' a noça-o do partmo n~ . 8 ..tanto no que gumento de que a degeneração dos partidos em facções é inevitável. P . dependendo'-Q.. menos aos partidos da Grande Rebelião que levou à Constituição de 1688. . e tivo concreto que indicasse"\:lma.nJemen. entre os "partidos nacio. Poderia pàiécéTque mo o governo pelo parttd. Bolingbroke admi. ~a verdade. Assim. há uma diferença real. d' .!. vibrante em suas defim~ .nã. Sua po. isto é. a las._ ul-~~b o"'ke Só com relaçã.:e.- o . cerca de 30 anos depols.lrtido LJ . deve ser autorizado pela voz do país. ~-P~'. . o contemporâneo de Montesg.o entrara~!Úealmente no problema p. devemos começar com Bolingbroke. Bolingbroke só estabelece. . e~LE!~- as m.. a tn~.Q. 7 o país contra a c~rt:: os su e~radamente. dos.~~a . De um lado.!~o.. -es odIOsas os partidos e aboltr Istt?ÇO . em e colocam em perigo o govemo P ção seja pior do que o partido. . um partido . isto é.. asso ue Burke ocupou~e_ Q-ªss~n de partido é um tanto ambivalente. . 1" 'TC": ' U entre os grandes oso os a \ pessoais" .. o partido do país é.13 i q~olir .:ois as "facções subyertem O gover- siçãO. Deve ser formado sobre princípios nlllileI1S da mesma na~o .~ma veemenqa.~-pãrtldo.-. estendeu-se sobre partidos. e como pr político. uma necessidade para uma boa causa.lo Assim.. e tãQ tola. pois os partidos . ela fac ão cortesã (que é realmente uma tuição contra sua usurpaçao P . que fazem causa comum contra os inimigos opostas em . ao "partido do país" de sua época.-. / . r ~ __ . É esse o caso do partido do país. I!artido e facção indifere. ambos são desgraças da mesma famIlia .b t te o 'Ideal'de Hume cont!- r e" ao o s an . .-"l~l~po~an~e P~:~do-pôde não ser pra!i~vel.---.às facções .. na verdade.. "parte'~ p-aI-ª-.. com relação a este último é muito interessante. mesmo que apenas para emergências. . E época Hume perce ..e se estar ele referindo da Dissertation de Bolmgbroke. _~ ~da constituição.foi na verdade o primeiro autor que dividiram a nação. colocou nais" do século XVII. e não da razão e da eqüidade. ele se ~eflue ele mostra a me. ' ho entre Bolingbroke e Burke. Bolingbroke era ~ntipartido. _..-~ . Bolingbroke apressa-se a acrescen.[ltidade ou agência ~cretaJd~tilJ. ões do que DO tng r .-. todas as dlstinçoes e PN.Jr~çK. se governa no Pa~~~~omo .. ~_ ~ .(Ensaios) de Hume so. -... ~'partido" . .ç.estav<i em conceber o partido como um termo objeto. abolir essas distinções de part~do .d m da palxao e o tn t er s . . porém..1_ mal Será justo conclUI.ãIé_m de Bolingbroke. por fim.-~ . com freqüência.e.... r ção entre facções e partidos..cO~~. ' de maneira tão fatal a prinCipiO. Não obstante. o partido que era o seu.. . e as divisões de sua época. -o de Bolingbroke é "reconciliar im'i..depois_. por tanto t:mpo. harmonia.guiyel que deve acab~( com toa~~. na qual já não havia preocupação os partidos em pnmelfo plano d? o é o fato de Hume ter se ocupado . ' Hume colocou-se a meio ~a~ d ue do segundo .. do pnmetro o q E ~ ra estivesse malS prOlumo cronológicos. Os primeiros ssays do as duas coisas se fundem. A -põsição de Bolingbroke é a de que. .de.isto rd. 6 E nâo há dúvida.pior de todos os partidos".. ~i1 .-1~mOS al _ _ . por outro lado. s uume é mais toleri)...fos contra um soberano que agiu errado para das "facções". ou em 1770. riUãSeíldõ muito semelhante ao e o tng bl'a' "um desejo universãLde ~ uma necessidade. ' s ammOSI a es .11 Boling.na. Não obstante. o partido d~:V~~~ ~~oBolingbroke deixam implícito - de que Montesquieu estava plenamente de acordo com a condenação geral nOSSO sentido) mas . de acordo com Bol. aqui.l~ção ao que e essenCI no go. Co- deve_terminar semprerlo goveffiõ de uI!1aJ-ª~-ª-o ( ."o_goveIE. ) O"paftido é ~rJ.. pois afirma que "um partido do país --=-- no -. upon de ~ão). embo- se fossem sinôrumos.i te·hDá.r..LI .letivo ._ . aq vemo". bI mais constttUlçao. eram tornam impotentes as_ . e a facçãõ 'é 'o.. que governo pela facçãO... ~o ~ qé -como seria de esperar. que refletiam uma "diferença real de princípios e apaixonada e prol~ng~da análtSe~ rf~r ou seus contemporâneos e sucesso- ddesígnios".14 mas estes são apenas os parti. .l . talYe~ tar que o partido do país é "impropriamente chamado de partido. . artl 'd d' e m'esmoo s nomes dos partidos . e não nominal. (Dlssertaçao sobre os . .1 com os "interesses nacionais". do assunto pouco depoIs.iiÚídos.?. setêõberta antes de se chegar a Burke. " . broke também usou. "tentafíya de extmg ulf a ." -~ B!llQ. o o .uieu. quieu delineia a constituição inglesa. l\1pquiavel e Montesquieu. de 'Introduça-o à DissertatlOn d d' t' a que serve . .o ~cabad s:m : : . com eles. ou a coalizão de partidos."18 Quanto aos"p'~ . Essa abertura só ocorreu com Burke. m sua .é um partido entre outros (em .~. _+t~·.!!1 a..Montesquieu.--·. . o pn . ao escrever. al era o preferido de BolingbtQ).. Na _e Ica OH Ir "'c rsf o ele' apresentá seu trabalho co~o a . . ela os parti os nasce .eceu. . -. ilMas ele deixa claro que a diferença é também de espécie..-." Em SI. E sua ingbroke. .2 !~~ nílo age ~ -o tem razao para se_!ornar um 'que o passo crucial -.~o'" faz~.9_de_.r . dividem um povo "segundo os princípios". . as duas palavras' também se devem fundir . e quan.E o governo constttuclOn ... ls É esse. segue-se que os partidos enfraqu:c .-. cuj~mdade e d . como um substan- ª determina constitui...--:.1. 12 s diz respeito às idéiíls como em t:drmo 'ram menOS de dez anos depois Devemos reconhecer.:. que a noção que Bolingbroke tinha bre os parti os surgi d to . E.. sem dúvida.9 ..:_e . que defende a consti- :. para nos darmos conta da distância que teveoe Parti~s.or..--. ~7 O PARTIDO COMO PARTE 26 PARTIDOS E SISTEMAS PARTIDÁRIOS .. que passavam a "subordinar-se aos interesses oblema 17 prova ISS fii1' f res a en f ren t ar o pr . . '. Por outro lado. ' . . pOIS adnute do interesse comum". fOI. E a nação falando e agindo no discurso e na conduta de alguns homens" . . portanto.Ção. uma dITerençã de grau: embora a fac.ll- ~ . .. de acordo com seu ar.~p.ce. t' ueles "que mantinham opmJ_§ r te que há partidos que "precisamos ter". quase meio século BolingQroke . 'õ ficiais e odiOsas.sendo essa "a verdadeira característica da facção" . . . "facção") . ao que qualquer outro antes: ~ma else~da em numerosOS escritos. nem desejável num governo IYl-d' B r broke' o fim das distinções artl- .-.ôrtantejlue..

Lde_todos tinI d ___ __ HJ. ' mas difiéllmente como uma condi ã d há. o via a mesma ten.enSaiO ~.. uma agência con- uso de "?artido"): "Os partidos de za~ '.m PESU ' 1 - o~~pamento_s. ~nclal. Os artidos--uitra assam as fac ões.ssada ..b.-..-.E Hume ~ontinua (observe·se o ~speculatl~o abstrato..facilm'nt"..emoJiYLe~}: _ r I os novos" surgido b " . do ioi". •• . um mundo de di erenças entre considerar-se os partidos como _ :~ncipal~ontribuição d oSHpnnclpl?s das diferentes facções" 20 de fato inevitáveis24 e a visão burkeiana de que os partidos são ao mesmo -~ ..r p-Qlíticos. 0. " dencia nos "pa t 'd m parhdos de princípio" nã . 0'J'. Os Thoughts (pensamentos) de Burke são • De modo geral.e _QI~ que as facções pessoais" são A definição de Burke~·mü. ipalugia Digamo~ ~po concreto.. ': do . o partido não é um parti- ~~ <!' ~'.º.rlca~ das pequenas repúbliCãs ê. E.q s partidos s~ável.e.p. Burke tratou detalhada mente .. qualquer elas- e ' sem dúvid a.~ºsJ>~~~-º. ". sas uas palavras Dev ' '~O'u:" fundãrffenl01inuV'onacio-cínios: Como autor político.. ~~_ de quà1qun..em-i~resses.. çao * pOl s ' quanto aSele su sequentemente " sob a den omma.-pelãSuãPrópna-ri.'oHpicas do '.rincípiQ Ç.asses: facções_d~ (i) interesse: (ii\ P:~~~: .. com todo o der e auto '4~~Q Estado".) ---- . 'qu"tO" Lavras de Burke. ensaio fi. Embo. -yJ!ros...-nas ~F?cas mo.n.ipios. E os homens do rei argumentavam que o "partido deveria ser totalmente eliminado..iQ9 será vistO.F. ~e a..~s..~2tros e?SaIOS.. são "as mais racionai~ e . ele diz facção.a.has.ãu. f~.' E SIS TEMAS pi"'. _mo_ e__ o caso _' de todos... Mas Hume esta- partido] ( . e. mostrando que a0acçõe~.igjOSos.J}dos e Ja nao podem ser confundidos: tornaram-se diferentes or defi i. No juízo de H .i.ê'ç~!y:ldO..e_~e!!l mistura"." [..is>.enerosa ~p_Q_der ~um... . LgOY. H omeceu parte do material tãÇãCl.M/~S'" ' qU. Slli--ll~I~os."0 li"'.eI:am sendo os últimos as facçC:s .'A tipologia de tl~naosó permitiu um entendiml!I}t." ns.. baseiamnão entao. R.. .&~Jly>Q!Jli.. lJllY.º mais. e não a enas em afetos a "afeição" de Hume). de 1742 ---. nesse caso. menos sificaÇã'Õ.dá. 9i(ez:~~s geraram uma c~: últimas não são ocasionais.I "q... despóticos ."expl"..e ' I 2 sí!r dlstmgui<lõs dos prinçÍ. -__ !.OlitiC. um .eadas._bem-Claramente. pOISd ele foi tiCodo assunto como tam5!mi>rõpO-reiónou::. ume. qs_ -'l!. m eresse. __ _-' . O leito.'elementoS' estávéís' que"-servem de r sente.~ tempç. princípio. ou antes.JIlª-s :/~~e O~l) gr~pos gr~os ~~.que(~~tJo ~ubdivididas em três I ço conJunt~J. e os partidos são o "meio uado" ue ermite a esseshõmenS"íéVãr seus lanos rá: as mais desculpáveis" e embora "f ." .lIéI-se nás "fac oes" . as facções de ' t ' fica.tiumiOto'do '0".I !!0 rul~ comuns~à..."''' ' dQJ>". pnnCl..1e\~eou' no ..~º-_ mais furios~ do que as mais mma sempre na facção.CQffiO _ J.!Lconcebido. e. [". são mais reais as diferenças que um partido tem de uma parte.do. portanto.~molumentos" po)' __ .e~UinhL~ i!!~~.ci. Nq Humeaceitou os z dde Whig e Tory .dnUtind~ entendimento diferente e G~(Dos vet perspectiva de felicidad f e VIU.P.!ill>dernOs . . nome de "ten d-encla .dernaLe talvez se. sem dúvida. am 00. mas constitui uma ponte através da qual o p~r.. qual todos concordam" ."do uma d'''ifi.ceJlem partido. .S reh~osos_s.ld"o e!ec: neste ponto.cõffio ráz. part~'.p1õ:1>oh:tu::0~. isto é.!. . do T.sendo esta última uma excelente defm' -o dos propósi~ faccões. que se segue.. com todos os males que causa". Hume nao lO! pro- ~~~~~e~~~:~~~~ente sust~nt~rt~ss~o:a~Si~~~~:~~~~~eo ha~a 'est~e~: Pdi...poH"oo. Isso é Burke.ll!.__ >gI~' _'ll:!~_<.:" . .que s L1amhé.pessqais e (ii) \ uma no~~ª-.e_qUlLQl!.: L ue.'ia -- ~élffi!lmen--.u~a dl!>tinção crucial entre carg~J e. N. . a análIse de c!. .stamos desorientados para di.~P~ é um grupO de homens un..-I1elo seu esfor· ume c5>ncen.moderno.' Hume nquanto os"part'd I os " ra~_amente s..llJl)e. ~~t~_princí."óm'no é ""-t' . facS§es u>ar. particularmente princípio ~~eta~ algo tão real como a~ facções .) será distinta __ r1[lflClPI~S "políticos" e "re!ig.." . nesse e ~-m ..Hdo .".. luta da...~~L.. Liberal e Co n 5ervador.-.o.. trariedade de cômport~nto co _~~:." u. da questão. e. .am.''"o féii'C'õ..Ho"o p'.resse e!!L~um nacional c_Q!P. ...~-º-ª-meta-[eãfde ~~r~~s ciueiS-f.lme . o~ . só são conheci:OSnclPJO..enas. que Hume estabelece uma.ç~ com uma distinção básic ' IpO ogIa de partidarismo .iQsos" ~aiao. m por ISSO . partidofrases' .16 Evidentemente.t~. 'à coalizão" .eIlLPtillCipioS=..~. tioo e'BUr -etffo e apeifaSUmmeio respeitável : é um partidO com todas e malS perniciosas por essa mesma ra _ . d·r . já 'U'.. Qs fins exigem meioS. .ç. o par- vemos "n~' . 5 ' n . portanto que H 'oi" :'7'_~"".mais.?OS reaiS."I. I .~'itá"" .. I IplO e lll) afeição.H~.ot.5 - 1 o fenomeno mais extraordiná " .ido na.. .... Tinha um alvo bem definido : os homens do rei. O PARTIDO COMO PARTE 29 PARTlD.r:ldC?~ em Geral). ~~~~ropnas "~ssaj!./ ume(DfOI __ _Parties in Gene7-al tipolo Ica um tanto confuso.o ob. rcspectivamente.p>~w" "' tid~u.--llase 2. Sua classe de "facções de.prin.fu' ' mai~anqüilo !~ta.(N. 21 O argumento já não é o de que o partido ter- .·9 P''''' ql!'.poli1ica:' está ~parece~~ para a ainda muito distante daquilo que chamaremos de partidos ideológicos.. Asdiz.-d 28 _ PARTIDOS . Of Parties in PartidOs na Grã·Bretanha)..ito-citad~ -embora pouco compreendida.s..do. !equentemente sao me ' não apareçam" em go- .c. ":.e mente . também e rinei al e te e . Quando Burke quer dizer facção. embora com~~u~t me~os Justificável.~~ ... quando quer dizer m tEatamenlo diferente .un~. nessa coalescên cia da Cu"d. pa~~e.amreuC"':. Oi \ . mas o de que. er a natureza...ta_m.e. Mas Hume riu o caminho.. das pretensões e d ' s ..QS-deYiam real de sentimento ou interesse" 2faErtldos baseados em alguma diferença \ ti ~ encontr. pelo uso indiferente coerente do que Bolingb ro k e no çuso des.lião '"' utu.:__ o ' .Oêffiodo algum."a..analí- que faz Hume de "partido" e "fac ã. é: H "10" .se.

-. 36 Todas e. mas entre sobe-' _.ciQnal~.Burke.Hn3Jmente mortais. nos pequenos ~a.!~ua visão fosse perfeitamente cQIupreendida. argumenroU=-con tra os partidos ingleses .!no.9. isto é. estavam im. lho .: Rousseau. Três razões são apresentadas geralmente para explicar esse coro unâ- sumdo e.pois concebeu o "partido" antes que este viesse a existir e. de maneira diferente" Mas Não se passara muito tempo desde a abertura intelectual de Burke.) Toda fac- çao haVIam desaparecIdo e que as facções do longo reinado de J~rge III ção procura enfraquecer a soberania do povo":E-amda mais concisamente.quan o a cose ~e IgJosa e a cnse constitucional haviam sido totalmente resolvid B I pierre afirmou ser o "interesse pessoal" que provoca uma pluralidade de mgbroke e Hume ainda tinham de argumentar em favor de um c~~sen~.sperte. era bastan te evi. ). ".e. e por quem. Danton de- ma. fazia. jacobinos e outros grupos políticos que. que o denuncia como elabora.?2-l1avia.a_sJacçQes ~~~~ e an ti facção em essê~cia. . o governo de parti. haveriam de transcor- elo' .e. é sacrificar o interesse geral".. Na época de Burke. em certos casos.29 Os homens ' ad rru·t·la eIe._a1UecDnhe_ç'<LJ!mªJacção~ea-natureza. Ligaça-o era. apr~veJtarem de um Parlamento assolado por facções de. sejam "acidentalmente passíveis de degenerarem e~ . Irrelevantes para essa realização A vantagem de Bu k c ' . com Burke o eixo da ar:gumentação deu uma te" ~ª r O !I~L:Ç<!º-'1u-. t : ianos:. partido·ê cnmlnQSo. essas razões são bastante válidas. Robes- r . um argumento para se lançar "um ódio contra as ligações'polí- t~~.entre. co-entendimento e consenso ainda menor quanto à maneira pela qual o o a arme em relação a d.d '" . Jiurke compreendeu -=-. Não <> fizeram. o reI se. nisso foi genial _ I nime: primeiro. . colocou o "partído" dentrodõãiTibIto -dogovernQ reconcebendO-Q como '_ vou que era essa a receita propagada em todas as épocas pelos que ser I uma divisão . ' IS. "1 e o continente europeu foi varrido pela Revolução Francesa .dividir um povo. I i I ~~a ~ef~tação met~culosa desse argumento....Qb. B. acçao . vIam a fIns "inconstitucionais". em sua época. com ISSO. partidos. Burke propôs que pala~ra~chave de Burke.. Burke E'es~nclalment~ necessárias ao pleno desempenho de nosso dever pÚblico" propunha . que os homens "podem fácil e rapidam~~:e °d:. se não totalmente a~.r' > .Ção é portanto crimiE-ºsa. mg ro e I en- I ICOU a go e IStlI~tJVO (em relação à facção) nos grandes partidos. Em todas.vremente pensarão. As clfcunstâncias não foram. na verdade a governo constitucional devia ser conduzido. r pO~lçao e resIstir a COroa se seus membros estivessem ligados . m U I o me-( . 30 vórtice daqueles memoráveis cinco anos. como o Parlamento não podia ser monolítico estaria em 't-.QlingbLOke. rer antes qJ.que "uiI1a d. " .:. f m _o~~ e~sas hga~õe~.. . porém. a Razão. Burke obser..e.de maneira c~>nvincente. r ~·'f _ Em essência.tucionaJ.. t buídos ire uma filosofi'!l@lvidualista. rece-me t?tal~ente Incompreensível que os homens possám passar sem Quase todos os pontos de vista políticos fóram apresentados durante o qu~q uer Ii~açao".que se ocupa das coisas públicas "não concordar 't~.do s. Mas a dizer chefe de uma facção. acabaríamos formando quase que um seculo depOIS dos anos de 1688-1689 isto e' d .r I os que tomavam forma na ~âmara dos Comuns do século XVIII.33 Mujtas décadas.!n. na verdadé.!s neces- OI e~sa a abertura de Burke.. porém. . ..:nent?u .e~ses pnnclplos geraIs em que se baseia o partido ( . e os o- ..<!afuc.Qe tod~. a llgaçoes pohtlCas sao.pOI~~~ ~ ~omem . Bolingbroke e Hum ' disse: ". sua existência.. e que "em tODa a parte onde vejo ambição.OI~O ·já se argu. pois é somente "numa ligação" .~. desde que se tomassem partidos.eL.. amda assIm os melhores patriotas na maior comum'd d com o correr do tempo.~sígn~os maléficos"..) T.. partidos. facciosas". cionários franceses dão mostras de um mesmo ânimo e falam com a mes- tio na Gra-Bretarilia nao fOI ~nado pelos grandes partidos do século XVII. apenas lutavam pelos despojos do governo.{.-JllS1ificara_o"::partido~.flue j. deveria desde f os acontecimentos de 1789·1794 bem poderiam ter usado Burke para legi- o.. Impotente. as facções substituem a liberdade pela fúria do a ame t' " e VIram que partidari~rn~"35 aça an IconstJtuclOnal vinha da fórmula divide et inzpera d h mens d ' . entre si.ão isso poderia caber aos partidos. pela sua propna natureza..34 o problema era localIZar esse algo de distintivo . o da razão". os revolucionários de 1789 estavam sob o fassúlliLde que. As ligações em política". lnaipou: qua.al gov~rno pressupunha a dIssolução dos grandes partidos e foi. ( . segundo.á. . q~a. um cons·énso sobreaconstituiçãO. argumentou ele . cnado pelos pequenos partidos do século XVIII 31 BoI' b k 'd proca mais séria era a de éM de~p. ?enS"a~ I. orgamzados em "ligações honrosas".. intriga.l~l~. ü·qtje:. apenaLéómo <I oposição (quan- s· : s 0n:~ns do reI estavam propagando a doutrina de que "todas t do necessária) do país ao soberano inconstitll.nto ao~ aspectos fundamentais.lo "partl'do" ·-Condorcet~ ao aconselhar os girondinos sobre seu projeto consti- U! 4.e ligam. mas não devemos esquecer uma premissa . movimentaram co~ ... seu deus era La Raison. Saint-Just foi ainda_Jnais drál'!ico: "Todo _ q~e os grandes 'partidos que lutavam a favor ou contra a constitui.eClllivalia t'fi I d d' .rtLchef~deiar!ido. ma voz: foram unânimes e persistentes em sua condenação dos partidQs.Ç)s girondi- nos. lançou a idéia que ajudou os partidos a superarem as facções. ao passo que necessitamos de apenas um. I: timar suas ligações e seus princípios. clarou: "Se nos fôssemos exasperar mutuamente. " que .. 30 PARTlPO$ € SISr~MAS PARTlDÃRIOS o PARTIDO COMO PARTE 31 . a e sempre --glararn -·-r e promoveram taIs IIgações". . . na reali. Sob um aspecto apenas os revolu- (. de forma al u.. volta. ter escolhi~o alguma outra ocupação.não_se. E . T. ' g r e 101 escrever '-~.I\Q. na realidade. em lugar ctisso..súditos_fLs.as suas batãIhas verbais.za. I~so~ao e. .e. l ti- sidades primordiais da república francesa é não ter nenhum". portanto. a acusação recí- dade. maquiavelisIl1Q.. [overn~J'ela incfinação particular de uma cor. terceiIo. e com isso eram antipartido em prin. " E Burke conclu'i: "Pa.

39 . Madison enfrentou em termos de enge.aisparadôxalql. Ainda assim seria. Sua definição era a seguinte: Enquanto isso. e não uma guerra o programa do Partido Rep_ublic<I!. pouco mais está admi- foram tambem condenadas por pressupostos totalmente diferentes. e da dissensão ser estimulado. certos limites l .m. 32 o PARTIDO COMO PARTE 33 I PARTIDOS E SiStEMAS PARTIDÁRIOS real importa~te: ~ dura realid.2 Pluralismo A liberdade C. 8urke é. As facções continuam cientemente. em 1815 o grande pensador constitucional francês Benjamin Constant E pretendia que a União ajudaria a "dominar e controlar a violência reconheceu a impossibilidade de "esperar excluir as facçoes de uma orga- da facção".. ou quase. um século antes. E-1ã\vez a principal lição a ser apren. JIl. ) uma ad. objeto de uma denúncia apaixonada de Madame de Sta1:1.S. 42 Só globais da comunidade. suplantaram as Madison não foi o único a condenar o que Burke havia louvado. A transição da facção ao partido baseia-se num pro- manter vivo o espírito da liberdade. poderíamos esperar que tal não acon- como um partido que deveria-: P9LfimàJ~W."43 Constant estava ape- quada a controlar os efeitos . e muito no sentido clássico. com o partido de Jefferson. e continuava sendo.e-rro de uma constituição. Mas. ) e servem para havia sido preparado. mais enganosa e mais tortuosa. eví- nharia constitucional. quer sejam umá maioria ou sários lTiais de 30 anoS para que se fechassem as feridas da RevoluçãO Fran- uma minoria do todo..e não remover as causas das facções. embora num contexto diferente e mais amplo. Mas o terreno opinião de que os partidos nos países livres são controles úteis C. quando o governo é demasiado fraco para suportar as iniciativas da facção (. 38 course é que os partidos. ) Isso é provavelmente verdade.a paz sob um governo constitucional. de- sem sido postõs-em-ação_e~stivessem perfeitamente c01J.J~ff~r~9[LÇOncebeu S~ não é de surpreender que os revolucionários franceses não 'pudes- sel!. no continente europeu. 41 . das". que deveria durar atê 1830. Se a moderna idéia do u~~ "conspiração contra a naç-ão".41:!. a compreensão de que a diversidade e a dissensão não são necessariamente I I . adverso aos direitos de outros cidadãos ou aos interesses permanentes e discurso. 44 Os partidos não se tornaram respeitáveis O texto está realmente muito distante dos escritos dos revolucioná.J. (.'!li<1-ªd~ ~do pal'tid11rismo.ou compreender Burke. não há dúvidas de que Madison dentemellte. porque Burke assim tenha declarado. Os re.2 pela sua aceitação e seu funcionamen.. para a crença na diversidade. e sim mais devagar. o "vício perigoso" dos go.l. quando os "princípionepublicanos" houves- ~~~o~_ amda falava muito de "facções". o ponto crucial na história intelectual. a mensageip-. Quando Burke chegou a ver que os partidos tinham um uso positivo e ne- vertência solene' sobre os efeitos prejudiciais do espírito de partido C. . Ele organizou "ligações". unidos e ativados por um impulso comum de paixão. em 1787-1788. Mas o rumo dos acon- usou o termo facção num sentido negativo e que facção e partido eram tecimentos é outra questão. o Oportunista. ou pelo menos enfraquecê-Ia.mediante iguais ao "espírito do partido". su!-'or que. O que nas se atualizando com Madison. no mesmo ano do seu mteresse. facçoes eram o mesmo que para Halifax. Para eles. ou de cesa. onde Washington'-adrfúteque os parti.. entre outras coisas. tindo do que Hume. Somente cerca de 50 anos depois de seu Dis- ainda considerados como equivalentes. en tendo um certo número de cidadãos. Bl!rke havia. em tornar as facções o mais inofensivas possível. ) Hà uma cessário.. final- ~~1te: IiúÇ-ãd6 ralz~~_ Por:. . Mas acrescentou imediatamente: "Devemos portanto empenhar-nos nalmente e no contexto de como uma grande "república" está melhor ade. Quanto ao resto... partid-ós e..Rarti4()Jl1ais-º~-. partido foi primeiro identificada por Burke o primeiro partido moderno dIda desse salto de volta ao estado de espírito inglês d-ü século anterior to~!~i~adeLainda que para-desÚltegrar-se pouco depois nQs_Esl~ é a de que os partidos pressupõem .. Chegaram a ser aceitos . tece~se coI? os Founding Fathers dos Estados Unidos. E mesmo essas palavras eram demasiado Burke deixou às intenções nobres. da palavra. te na advertência contra o espírito do partido. Foram neces- Por uma facção.baseado num rascunho de Hamilton -lê-se: 1. e. 37 A novidade está em ser o problema visto constitucio. desta para a dissensão. nização política onde as vantagens da liberdade costumam ser preserva- vernos populares.. dentro de cesso paralelo: a transição ainda mais lenta.!!!enos como -Bolfngbroke concebia o partido do país: sem aceItar . passando por-cima_ dos_frderalistas. ) pouco mais é na realidade do que um nome.subcons- rios franceses. O caso de Jefferson é ainda mais interessante. avançadas para a Restauração. e mesmo assim com uma formidável relutância . e leyou ~o adeq'uado .19 à vitória com seu aReI o ao país como mtema que investe. tais como ele os havia definido.0Iidados. que havia sido. contra o próprio estabelecimento ull! todo. 4o Isso porque a ênfase de Washington recai claramen- v~~ionários franceses declaravam-se "patriotas". mas está igualmente longe de Burke. O "espírito do partido" de Washington foi. preclatlvo. As facções f dos poderiam manter vivo o espírito da /berdade. de 1796 . as idéias-ê-üs"acontecimentos não se movimentavam mais depressa. ) Permitam-me C•.e -paIeça. ) Mas em governos puramente eletivos é um espírito que não deve da intolerância para a tolerância. dos Unidos sob a liderança de Jefferson..-( e a virulêI\cia do facciosismo. não havia nenhuma teoria para apoiar sua opinião... No facções e começaram a existir no mundo de Iíngua inglesa. discurso de despedida de Washington.