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SUMÁRIO

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA ATUALIZADO
ATÉ A LEI 13.010/14. LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990......3

LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012 - SISTEMA NACIO-
NAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO (SINASE)............87

LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993 - LEI ORGÂNICA DA AS-
SISTÊNCIA SOCIAL COM ALTERAÇÕES DA LEI 12.435/11.....118

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LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 - ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE ATUALIZADO ATÉ A LEI 13.010/14
Dispõe sobre sobre o Estatuto da Art. 4º É dever da família, da comu-
Criança e do Adolescente, e dá outras nidade, da sociedade em geral e do
providências. Poder Público assegurar, com abso-
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA luta prioridade, a efetivação dos di-
Faço saber que o Congresso Nacional reitos referentes à vida, à saúde, à ali-
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: mentação, à educação, ao esporte, ao
lazer, à profissionalização, à cultura,
LIVRO I à dignidade, ao respeito, à liberdade e
PARTE GERAL à convivência familiar e comunitária.
Parágrafo único. A garantia de priori-
TÍTULO I
dade compreende:
DAS DISPOSIÇÕES
a) primazia de receber proteção e so-
PRELIMINARES
corro em quaisquer circunstâncias;
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a prote-
b) precedência de atendimento nos
ção integral à criança e ao adolescente.
serviços públicos ou de relevância
Art. 2º Considera-se criança, para os pública;
efeitos desta Lei, a pessoa até doze
anos de idade incompletos, e ado- c) preferência na formulação e na
lescente aquela entre doze e dezoito execução das políticas sociais públi-
anos de idade. cas;
Parágrafo único. Nos casos expressos d) destinação privilegiada de recursos
em Lei, aplica-se excepcionalmente públicos nas áreas relacionadas com
este estatuto às pessoas entre dezoito a proteção à infância e à juventude.
e vinte e um anos de idade.
Art. 5º Nenhuma criança ou adoles-
Art. 3º A criança e o adolescente go-
cente será objeto de qualquer forma
zam de todos os direitos fundamentais
de negligência, discriminação, explo-
inerentes à pessoa humana, sem pre-
ração, violência, crueldade e opres-
juízo da proteção integral de que trata
são, punido na forma da lei qualquer
esta lei, assegurando-se-lhes, por lei
atentado, por ação ou omissão, aos
ou por outros meios, todas as opor-
seus direitos fundamentais.
tunidades e facilidades, a fim de lhes
facultar o desenvolvimento físico, Art. 6º Na interpretação desta Lei
mental, moral, espiritual e social, em levar-se-ão em conta os fins sociais
condições de liberdade e de dignidade. a que ela se dirige, as exigências do

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bem comum, os direitos e deveres prevenir ou minorar as consequên-
individuais e coletivos, e a condição cias do estado puerperal. (Parágra-
peculiar da criança e do adolescente fo acrescido pela Lei nº 12.010, de
como pessoas em desenvolvimento. 3/8/2009)
§ 5º A assistência referida no § 4º des-
TÍTULO II
DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS te artigo deverá ser também prestada
a gestantes ou mães que manifestem
CAPÍTULO I interesse em entregar seus filhos para
DO DIREITO À VIDA E À SAÚDE adoção. (Parágrafo acrescido pela
Art. 7º A criança e o adolescente têm Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
direito a proteção à vida e à saúde, Art. 9º O Poder Público, as institui-
mediante a efetivação de políticas ções e os empregadores propiciarão
sociais públicas que permitam o nas- condições adequadas ao aleitamento
cimento e o desenvolvimento sadio e materno, inclusive aos filhos de mães
harmonioso, em condições dignas de submetidas a medida privativa de li-
existência. berdade.
Art. 8º É assegurado à gestante, atra- Art. 10. Os hospitais e demais esta-
vés do Sistema Único de Saúde, o belecimentos de atenção à saúde de
atendimento pré e perinatal. gestantes, públicos e particulares, são
§ 1º A gestante será encaminhada aos obrigados a:
diferentes níveis de atendimento, se- I - manter registro das atividades de-
gundo critérios médicos específicos, senvolvidas, através de prontuários
obedecendo-se aos princípios de re- individuais, pelo prazo de dezoito
gionalização e hierarquização do Sis- anos;
tema.
II - identificar o recém-nascido me-
§ 2º A parturiente será atendida pre-
diante o registro de sua impressão
ferencialmente pelo mesmo médico
plantar e digital e da impressão di-
que a acompanhou na fase pré-natal.
gital da mãe, sem prejuízo de outras
§ 3º Incumbe ao Poder Público pro- formas normatizadas pela autoridade
piciar apoio alimentar à gestante e à administrativa competente;
nutriz que dele necessitem.
III - proceder a exames visando ao
§ 4º Incumbe ao poder público pro- diagnóstico e terapêutica de normali-
porcionar assistência psicológica à dades no metabolismo do recém-nas-
gestante e à mãe, no período pré e cido, bem como prestar orientação
pós-natal, inclusive como forma de aos pais;

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IV - fornecer declaração de nasci- municados ao Conselho Tutelar da
mento onde constem necessariamen- respectiva localidade, sem prejuízo
te as intercorrências do parto e do de outras providências legais.
desenvolvimento de neonato;
Parágrafo único. As gestantes ou mães
V - manter alojamento conjunto, pos- que manifestem interesse em entregar
sibilitando ao neonato a permanência seus filhos para adoção serão obriga-
junto à mãe. toriamente encaminhadas à Justiça da
Infância e da Juventude. (Parágrafo
Art. 11. É assegurado atendimento
único acrescido pela Lei nº 12.010, de
integral à saúde da criança e do ado-
3/8/2009)
lescente, por intermédio do Sistema
Único de Saúde, garantido o aces- Art. 14. O Sistema Único de Saúde
so universal e igualitário às ações e promoverá programas de assistência
serviços para promoção, proteção e médica e odontológica para a preven-
recuperação da saúde. (“Caput” do ção das enfermidades que ordinaria-
artigo com redação dada pela Lei nº mente afetam a população infantil,
11.185, de 7/10/2005) e campanhas de educação sanitária
para pais, educadores e alunos.
§ 1º A criança e o adolescente porta-
dores de deficiência receberão atendi- Parágrafo único. É obrigatória a vaci-
mento especializado. nação das crianças nos casos recomen-
dados pelas autoridades sanitárias.
§ 2º Incumbe ao Poder Público forne-
cer gratuitamente àqueles que neces-
CAPÍTULO II
sitarem os medicamentos, próteses e
DO DIREITO À LIBERDADE, AO
outros recursos relativos ao tratamen-
RESPEITO E À DIGNIDADE
to, habilitação ou reabilitação.
Art. 15. A criança e o adolescente têm
Art. 12. Os estabelecimentos de aten-
direito à liberdade, ao respeito e à
dimento à saúde deverão proporcio-
dignidade como pessoas humanas em
nar condições para a permanência em
processo de desenvolvimento e como
tempo integral de um dos pais ou res-
sujeitos de direitos civis, humanos e
ponsável, nos casos de internação de
sociais garantidos na Constituição e
criança ou adolescente.
nas leis.
Art. 13. Os casos de suspeita ou
Art. 16. O direito à liberdade com-
confirmação de castigo físico, de
preende os seguintes aspectos:
tratamento cruel ou degradante e de
maus-tratos contra criança ou ado- I - ir, vir e estar nos logradouros pú-
lescente serão obrigatoriamente co- blicos e espaços comunitários, ressal-

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vadas as restrições legais; qualquer pessoa encarregada de cui-
dar deles, tratá-los, educá-los ou pro-
II - opinião e expressão;
tegê-los.
III - crença e culto religioso;
Parágrafo único. Para os fins desta
IV - brincar, praticar esportes e diver- Lei, considera-se:
tir-se;
I – castigo físico: ação de natureza
V - participar da vida familiar e co- disciplinar ou punitiva aplicada com
munitária, sem discriminação; o uso da força física sobre a criança
ou o adolescente que resulte em:
VI - participar da vida política, na
forma da lei; a) sofrimento físico; ou
VII - buscar refúgio, auxílio e orien- b) lesão;
tação.
II – tratamento cruel ou degradante:
Art. 17. O direito ao respeito consis- conduta ou forma cruel de tratamento
te na inviolabilidade da integridade em relação à criança ou ao adolescen-
física, psíquica e moral da criança e te que:
do adolescente, abrangendo a preser-
a) humilhe; ou
vação da imagem, da identidade, da
autonomia, dos valores, idéias e cren- b) ameace gravemente; ou
ças, dos espaços e objetos pessoais.
c) ridicularize.
Art. 18. É dever de todos velar pela
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da
dignidade da criança e do adolescen-
família ampliada, os responsáveis, os
te, pondo-os a salvo de qualquer tra-
agentes públicos executores de medi-
tamento desumano, violento, aterro-
das socioeducativas ou qualquer pes-
rizante, vexatório ou constrangedor.
soa encarregada de cuidar de crianças
Art. 18-A. A criança e o adolescente e de adolescentes, tratá-los, educá-los
têm o direito de ser educados e cui- ou protegê-los que utilizarem castigo
dados sem o uso de castigo físico ou físico ou tratamento cruel ou degra-
de tratamento cruel ou degradante, dante como formas de correção, dis-
como formas de correção, disciplina, ciplina, educação ou qualquer outro
educação ou qualquer outro pretexto, pretexto estarão sujeitos, sem prejuí-
pelos pais, pelos integrantes da fa- zo de outras sanções cabíveis, às se-
mília ampliada, pelos responsáveis, guintes medidas, que serão aplicadas
pelos agentes públicos executores de acordo com a gravidade do caso:
de medidas socioeducativas ou por
I – encaminhamento a programa ofi-

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cial ou comunitário de proteção à ou colocação em família substituta,
família; II – encaminhamento a trata- em quaisquer das modalidades pre-
mento psicológico ou psiquiátrico; III vistas no art. 28 desta Lei. (Parágrafo
– encaminhamento a cursos ou pro- acrescido pela Lei nº 12.010, de
gramas de orientação; IV – obrigação 3/8/2009)
de encaminhar a criança a tratamento
§ 2º A permanência da criança e do
especializado; V – advertência.
adolescente em programa de acolhi-
Parágrafo único. As medidas previs- mento institucional não se prolongará
tas neste artigo serão aplicadas pelo por mais de 2 (dois) anos, salvo com-
Conselho Tutelar, sem prejuízo de provada necessidade que atenda ao
outras providências legais. seu superior interesse, devidamente
fundamentada pela autoridade judi-
CAPÍTULO III ciária. (Parágrafo acrescido pela Lei
DO DIREITO À CONVIVÊNCIA nº 12.010, de 3/8/2009)
FAMILIAR E COMUNITÁRIA
§ 3º A manutenção ou reintegração
Seção I de criança ou adolescente à sua
Disposições Gerais família terá preferência em relação a
qualquer outra providência, caso em
Art. 19. Toda criança ou adolescen- que será esta incluída em programas
te tem direito a ser criado e educado de orientação e auxílio, nos termos
no seio da sua família e, excepcio- do parágrafo único do art. 23, dos
nalmente, em família substituta, as- incisos I e IV do caput do art. 101 e
segurada a convivência familiar e dos incisos I a IV do caput do art. 129
comunitária, em ambiente livre da desta Lei. (Parágrafo acrescido pela
presença de pessoas dependentes de Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
substâncias entorpecentes.
§ 4°  Será garantida a convivência da
§ 1º Toda criança ou adolescente que criança e do adolescente com a mãe ou
estiver inserido em programa de aco- o pai privado de liberdade, por meio
lhimento familiar ou institucional terá de visitas periódicas promovidas pelo
sua situação reavaliada, no máximo, a responsável ou, nas hipóteses de aco-
cada 6 (seis) meses, devendo a autori- lhimento institucional, pela entidade
dade judiciária competente, com base responsável, independentemente de
em relatório elaborado por equipe autorização judicial.  (Incluído pela
interprofissional ou multidisciplinar, Lei nº 12.962, de 2014)
decidir de forma fundamentada pela
Art. 20. Os filhos, havidos ou não da
possibilidade de reintegração familiar
relação do casamento, ou por adoção,

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terão os mesmos direitos e qualifica- condenação por crime doloso, sujeito
ções, proibidas quaisquer designações à pena de reclusão, contra o próprio
discriminatórias relativas à filiação. filho ou filha.       (Incluído pela Lei
nº 12.962, de 2014)
Art. 21. O poder familiar será exerci-
do, em igualdade de condições, pelo Art. 24. A perda e a suspensão do
pai e pela mãe, na forma do que dis- poder familiar serão decretadas ju-
puser a legislação civil, assegurado a dicialmente, em procedimento con-
qualquer deles o direito de, em caso traditório, nos casos previstos na le-
de discordância, recorrer à autoridade gislação civil, bem como na hipótese
judiciária competente para a solução de descumprimento injustificado dos
da divergência. (Expressão “pátrio deveres e obrigações a que alude o
poder” alterada pelo art. 3º da Lei nº art. 22. (Expressão “pátrio poder”
12.010, de 3/8/2009) alterada pelo art. 3º da Lei nº 12.010,
Art. 22. Aos pais incumbe o dever de de 3/8/2009)
sustento, guarda e educação dos fi-
lhos menores, cabendo-lhes ainda, no Seção II
interesse destes a obrigação de cum- Da Família Natural
prir e fazer cumprir as determinações Art. 25. Entende-se por família natural
judiciais. a comunidade formada pelos pais ou
Art. 23. A falta ou a carência de re- qualquer deles e seus descendentes.
cursos materiais não constitui motivo Parágrafo único. Entende-se por famí-
suficiente para a perda ou a suspen- lia extensa ou ampliada aquela que se
são do poder familiar. (Expressão estende para além da unidade pais e
“pátrio poder” alterada pelo art. 3º filhos ou da unidade do casal, formada
da Lei nº 12.010, de 3/8/2009) por parentes próximos com os quais a
§ 1° Não existindo outro motivo que criança ou adolescente convive e man-
por si só autorize a decretação da me- tém vínculos de afinidade e afetivida-
dida, a criança ou o adolescente será de. (Parágrafo único acrescido pela
mantido em sua família de origem, a Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
qual deverá obrigatoriamente ser in- Art. 26. Os filhos havidos fora do
cluída em programas oficiais de auxí- casamento poderão ser reconhecidos
lio.        (Incluído pela Lei nº 12.962,
pelos pais, conjunta ou separadamen-
de 2014)
te, no próprio termo de nascimento,
§ 2° A condenação criminal do pai ou por testamento, mediante escritura ou
da mãe não implicará a destituição do outro documento público, qualquer
poder familiar, exceto na hipótese de que seja a origem da filiação.

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Parágrafo único. O reconhecimento se-á em conta o grau de parentesco
pode preceder o nascimento do filho e a relação de afinidade ou de
ou suceder-lhe ao falecimento, se afetividade, a fim de evitar ou minorar
deixar descendentes. as consequências decorrentes da
medida. (Parágrafo acrescido pela
Art. 27. O reconhecimento do estado
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
de filiação é direito personalíssimo,
indisponível e imprescritível, poden- § 4º Os grupos de irmãos serão colo-
do ser exercitado contra os pais ou cados sob adoção, tutela ou guarda da
seus herdeiros, sem qualquer restri- mesma família substituta, ressalvada
ção, observado o segredo de Justiça. a comprovada existência de risco de
abuso ou outra situação que justifi-
Seção III que plenamente a excepcionalidade
Da Família Substituta de solução diversa, procurando-se,
em qualquer caso, evitar o rompimen-
Subseção I to definitivo dos vínculos fraternais.
Disposições Gerais (Parágrafo acrescido pela Lei nº
Art. 28. A colocação em família subs- 12.010, de 3/8/2009)
tituta far-se-á mediante guarda, tutela § 5º A colocação da criança ou ado-
ou adoção, independentemente da si- lescente em família substituta será
tuação jurídica da criança ou adoles- precedida de sua preparação gradati-
cente, nos termos desta lei. va e acompanhamento posterior, rea-
§ 1º Sempre que possível, a criança lizados pela equipe interprofissional
ou o adolescente será previamente a serviço da Justiça da Infância e da
ouvido por equipe interprofissional, Juventude, preferencialmente com o
respeitado seu estágio de desenvolvi- apoio dos técnicos responsáveis pela
mento e grau de compreensão sobre execução da política municipal de ga-
as implicações da medida, e terá sua rantia do direito à convivência fami-
opinião devidamente considerada. liar. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
(Parágrafo com redação dada pela 12.010, de 3/8/2009)
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) § 6º Em se tratando de criança ou
§ 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) adolescente indígena ou proveniente
anos de idade, será necessário seu de comunidade remanescente de
consentimento, colhido em audiência. quilombo, é ainda obrigatório:
(Parágrafo com redação dada pela I - que sejam consideradas e respei-
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
tadas sua identidade social e cultural,
§ 3º Na apreciação do pedido levar- os seus costumes e tradições, bem

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como suas instituições, desde que Subseção II
não sejam incompatíveis com os di- Da Guarda
reitos fundamentais reconhecidos por
Art. 33. A guarda obriga à prestação
esta Lei e pela Constituição Federal;
de assistência material, moral e edu-
II - que a colocação familiar ocorra cacional à criança ou adolescente,
prioritariamente no seio de sua co- conferindo a seu detentor o direito de
munidade ou junto a membros da opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
mesma etnia;
§ 1º A guarda destina-se a regularizar
III - a intervenção e oitiva de repre- a posse de fato, podendo ser deferida,
sentantes do órgão federal responsável liminar ou incidentalmente, nos pro-
pela política indigenista, no caso de cedimentos de tutela e adoção, exceto
crianças e adolescentes indígenas, e de no de adoção por estrangeiros.
antropólogos, perante a equipe inter-
profissional ou multidisciplinar que irá § 2º Excepcionalmente, deferir-se-á
acompanhar o caso. (Parágrafo acres- a guarda, fora dos casos de tutela e
cido pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) adoção, para atender a situações pe-
culiares ou suprir a falta eventual dos
Art. 29. Não se deferirá colocação em pais ou responsável podendo ser de-
família substituta a pessoa que revele, ferido o direito de representação para
por qualquer modo, incompatibilida-
a prática de atos determinados.
de com a natureza da medida ou não
ofereça ambiente familiar adequado. § 3º A guarda confere à criança ou
adolescente a condição de dependen-
Art. 30. A colocação em família subs-
te, para todos os fins e efeitos de di-
tituta não admitirá transferência da
reito, inclusive previdenciários.
criança ou adolescente a terceiros ou a
entidades governamentais ou não-go- § 4º Salvo expressa e fundamentada
vernamentais, sem autorização judicial. determinação em contrário, da autori-
Art. 31. A colocação em família subs- dade judiciária competente, ou quan-
tituta estrangeira constitui medida do a medida for aplicada em prepa-
excepcional, somente admissível na ração para adoção, o deferimento da
modalidade de adoção. guarda de criança ou adolescente a
terceiros não impede o exercício do
Art. 32. Ao assumir a guarda ou a tute- direito de visitas pelos pais, assim
la, o responsável prestará compromis- como o dever de prestar alimentos,
so de bem e fielmente desempenhar o que serão objeto de regulamentação
encargo, mediante termo nos autos. específica, a pedido do interessado

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ou do Ministério Público. (Parágra- termos da lei civil, a pessoa de até 18
fo acrescido pela Lei nº 12.010, de (dezoito) anos incompletos. (“Caput”
3/8/2009) do artigo com redação dada pela Lei
nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 34. O poder público estimula-
rá, por meio de assistência jurídica, Parágrafo único. O deferimento da
incentivos fiscais e subsídios, o aco- tutela pressupõe a prévia decretação
lhimento, sob a forma de guarda, de da perda ou suspensão do poder fa-
criança ou adolescente afastado do miliar e implica necessariamente o
convívio familiar. (“Caput” do ar- dever de guarda. (Expressão “pátrio
tigo com redação dada pela Lei nº poder” alterada pelo art. 3º da Lei nº
12.010, de 3/8/2009) 12.010, de 3/8/2009)
§ 1º A inclusão da criança ou adoles- Art. 37. O tutor nomeado por testamen-
cente em programas de acolhimento to ou qualquer documento autêntico,
familiar terá preferência a seu acolhi- conforme previsto no parágrafo único
mento institucional, observado, em do art. 1.729 da Lei nº 10.406, de 10 de
qualquer caso, o caráter temporário janeiro de 2002 - Código Civil, deverá,
e excepcional da medida, nos termos no prazo de 30 (trinta) dias após a aber-
desta Lei. (Parágrafo acrescido pela tura da sucessão, ingressar com pedido
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) destinado ao controle judicial do ato,
observando o procedimento previsto
§ 2º Na hipótese do § 1º deste arti-
nos arts. 165 a 170 desta Lei. (“Caput”
go a pessoa ou casal cadastrado no
do artigo com redação dada pela Lei nº
programa de acolhimento familiar
12.010, de 3/8/2009)
poderá receber a criança ou adoles-
cente mediante guarda, observado o Parágrafo único. Na apreciação do
disposto nos arts. 28 a 33 desta Lei. pedido, serão observados os requisi-
(Parágrafo acrescido pela Lei nº tos previstos nos arts. 28 e 29 desta
12.010, de 3/8/2009) Lei, somente sendo deferida a tutela
Art. 35. A guarda poderá ser revoga- à pessoa indicada na disposição de
da a qualquer tempo, mediante ato última vontade, se restar comprova-
judicial fundamentado, ouvido o Mi- do que a medida é vantajosa ao tute-
nistério Público. lando e que não existe outra pessoa
em melhores condições de assumi-la.
Subseção III (Parágrafo único com redação dada
Da Tutela pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)

Art. 36. A tutela será deferida, nos Art. 38. Aplica-se à destituição da tu-
tela o disposto no art. 24.

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Subseção IV entre o adotado, seus descendentes, o
Da Adoção adotante, seus ascendentes, descen-
Art. 39. A adoção de criança e de dentes e colaterais até o 4º grau, obser-
adolescente reger-se-á segundo o dis- vada a ordem de vocação hereditária.
posto nesta lei. Art. 42. Podem adotar os maiores
§ 1º A adoção é medida excepcional de 18 (dezoito) anos, independente-
e irrevogável, à qual se deve recorrer mente do estado civil. (“Caput” do
apenas quando esgotados os recursos artigo com redação dada pela Lei nº
de manutenção da criança ou adoles- 12.010, de 3/8/2009)
cente na família natural ou extensa, § 1º Não podem adotar os ascenden-
na forma do parágrafo único do art. tes e os irmãos do adotando.
25 desta Lei. (Parágrafo acrescido
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) § 2º Para adoção conjunta, é indispen-
sável que os adotantes sejam casados
§ 2º É vedada a adoção por procu- civilmente ou mantenham união está-
ração. (Parágrafo único transforma- vel, comprovada a estabilidade da fa-
do em § 2º pela Lei nº 12.010, de mília. (Parágrafo com redação dada
3/8/2009) pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 40. O adotando deve contar com, § 3º O adotante há de ser, pelo menos,
no máximo, dezoito anos à data do dezesseis anos mais velho do que o
pedido, salvo se já estiver sob a guar- adotando.
da ou tutela dos adotantes.
§ 4º Os divorciados, os judicialmente
Art. 41. A adoção atribui a condição separados e os ex-companheiros po-
de filho ao adotado, com os mesmos dem adotar conjuntamente, contanto
direitos e deveres, inclusive sucessó- que acordem sobre a guarda e o re-
rios, desligando-o de qualquer víncu- gime de visitas e desde que o estágio
lo com pais e parentes, salvo os impe- de convivência tenha sido iniciado na
dimentos matrimoniais. constância do período de convivência
e que seja comprovada a existência
§ 1º Se um dos cônjuges ou concubi-
de vínculos de afinidade e afetividade
nos adota o filho do outro, mantêm-se
com aquele não detentor da guarda,
os vínculos de filiação entre o adota-
que justifiquem a excepcionalidade da
do e o cônjuge ou concubino do ado-
concessão. (Parágrafo com redação
tante e os respectivos parentes.
dada pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 2º É recíproco o direito sucessório § 5º Nos casos do § 4º deste artigo,

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desde que demonstrado efetivo bene- Art. 46. A adoção será procedida de
fício ao adotando, será assegurada a estágio de convivência com a criança
guarda compartilhada, conforme pre- ou adolescente, pelo prazo que a au-
visto no art. 1.584 da Lei nº 10.406, de toridade judiciária fixar, observadas
10 de janeiro de 2002 - Código Civil. as peculiaridades do caso.
(Parágrafo com redação dada pela § 1º O estágio de convivência poderá
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) ser dispensado se o adotando já
§ 6º A adoção poderá ser deferida ao estiver sob a tutela ou guarda legal
adotante que, após inequívoca mani- do adotante durante tempo suficiente
festação de vontade, vier a falecer no para que seja possível avaliar a
curso do procedimento, antes de prola- conveniência da constituição do
tada a sentença. (Parágrafo acrescido vínculo. (Parágrafo com redação
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) dada pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 43. A adoção será deferida quan- § 2º A simples guarda de fato não
do apresentar reais vantagens para o autoriza, por si só, a dispensa da rea-
adotando e fundar-se em motivos le- lização do estágio de convivência.
gítimos. (Parágrafo com redação dada pela
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 44. Enquanto não der conta de sua
administração e saldar o seu alcance, § 3º Em caso de adoção por pessoa ou
não pode o tutor ou o curador adotar o casal residente ou domiciliado fora do
pupilo ou o curatelado. País, o estágio de convivência, cum-
prido no território nacional, será de,
Art. 45. A adoção depende do con- no mínimo, 30 (trinta) dias. (Parágra-
sentimento dos pais ou do represen- fo acrescido pela Lei nº 12.010, de
tante legal do adotando. 3/8/2009)
§ 1º O consentimento será dispensado § 4º O estágio de convivência será
em relação à criança ou adolescente acompanhado pela equipe interpro-
cujos pais sejam desconhecidos ou fissional a serviço da Justiça da Infân-
tenham sido destituídos do poder cia e da Juventude, preferencialmente
familiar. (Expressão «pátrio poder» com apoio dos técnicos responsáveis
alterada pelo art. 3º da Lei nº 12.010, pela execução da política de garan-
de 3/8/2009) tia do direito à convivência familiar,
que apresentarão relatório minucioso
§ 2º Em se tratando de adotando maior
acerca da conveniência do deferi-
de doze anos de idade, será também
mento da medida. (Parágrafo acres-
necessário o seu consentimento.
cido pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)

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Art. 47. O vínculo da adoção consti- partir do trânsito em julgado da sen-
tui-se por sentença judicial, que será tença constitutiva, exceto na hipótese
inscrita no registro civil mediante prevista no § 6º do art. 42 desta Lei,
mandado do qual não se fornecerá caso em que terá força retroativa à
certidão. data do óbito. (Parágrafo acrescido
§ 1º A inscrição consignará o nome pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
dos adotantes como pais, bem como o § 8º O processo relativo à adoção assim
nome de seus ascendentes. como outros a ele relacionados serão
§ 2º O mandado judicial, que será ar- mantidos em arquivo, admitindo-se
quivado, cancelará o registro original seu armazenamento em microfilme
do adotado. ou por outros meios, garantida a sua
conservação para consulta a qualquer
§ 3º A pedido do adotante, o novo tempo. (Parágrafo acrescido pela
registro poderá ser lavrado no Cartório Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
do Registro Civil do Município de sua
residência. (Parágrafo com redação § 9° Terão prioridade de tramitação
dada pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) os processos de adoção em que o
adotando for criança ou adolescente
§ 4º Nenhuma observação sobre a com deficiência ou com doença
origem do ato poderá constar nas crônica. (Incluído pela Lei nº 12.955,
certidões do registro. (Parágrafo com de 2014)
redação dada pela Lei nº 12.010, de
3/8/2009) Art. 48. O adotado tem direito de
conhecer sua origem biológica, bem
§ 5º A sentença conferirá ao adotado como de obter acesso irrestrito ao pro-
o nome do adotante e, a pedido de cesso no qual a medida foi aplicada e
qualquer deles, poderá determinar a seus eventuais incidentes, após com-
modificação do prenome. (Parágrafo pletar 18 (dezoito) anos. (“Caput” do
com redação dada pela Lei nº 12.010, artigo com redação dada pela Lei nº
de 3/8/2009) 12.010, de 3/8/2009)
§ 6º Caso a modificação de prenome Parágrafo único. O acesso ao processo
seja requerida pelo adotante, é obriga- de adoção poderá ser também deferi-
tória a oitiva do adotando, observado do ao adotado menor de 18 (dezoito)
o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 28 des- anos, a seu pedido, assegurada orien-
ta Lei. (Parágrafo com redação dada tação e assistência jurídica e psico-
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) lógica. (Parágrafo único acrescido
§ 7º A adoção produz seus efeitos a pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)

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Art. 49. A morte dos adotantes não orientação, supervisão e avaliação da
restabelece o poder familiar dos pais equipe técnica da Justiça da Infância e
naturais. (Expressão “pátrio poder” da Juventude, com apoio dos técnicos
alterada pelo art. 3º da Lei nº 12.010, responsáveis pelo programa de acolhi-
de 3/8/2009) mento e pela execução da política mu-
nicipal de garantia do direito à convi-
Art. 50. A autoridade judiciária mante-
vência familiar. (Parágrafo acrescido
rá, em cada comarca ou foro regional,
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
um registro de crianças e adolescentes
em condições de serem adotados e ou- § 5º Serão criados e implementados
tro de pessoas interessadas na adoção. cadastros estaduais e nacional de
crianças e adolescentes em condições
§ 1º O deferimento da inscrição dar-
de serem adotados e de pessoas ou ca-
se-á após prévia consulta aos órgãos
sais habilitados à adoção. (Parágrafo
técnicos do Juizado, ouvido o Minis- acrescido pela Lei nº 12.010, de
tério Público. 3/8/2009)
§ 2º Não será deferida a inscrição se o § 6º Haverá cadastros distintos para
interessado não satisfizer os requisitos pessoas ou casais residentes fora do
legais, ou verificada qualquer das hi- País, que somente serão consultados
póteses previstas no art. 29. na inexistência de postulantes nacio-
§ 3º A inscrição de postulantes à ado- nais habilitados nos cadastros mencio-
ção será precedida de um período de nados no § 5º deste artigo. (Parágrafo
preparação psicossocial e jurídica, acrescido pela Lei nº 12.010, de
orientado pela equipe técnica da Jus- 3/8/2009)
tiça da Infância e da Juventude, prefe- § 7º As autoridades estaduais e fe-
rencialmente com apoio dos técnicos derais em matéria de adoção terão
responsáveis pela execução da polí- acesso integral aos cadastros, incum-
tica municipal de garantia do direito bindo-lhes a troca de informações e a
à convivência familiar. (Parágrafo cooperação mútua, para melhoria do
acrescido pela Lei nº 12.010, de sistema. (Parágrafo acrescido pela
3/8/2009) Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 4º Sempre que possível e recomendá- § 8º A autoridade judiciária provi-
vel, a preparação referida no § 3º deste denciará, no prazo de 48 (quarenta e
artigo incluirá o contato com crianças oito) horas, a inscrição das crianças e
e adolescentes em acolhimento fami- adolescentes em condições de serem
liar ou institucional em condições de adotados que não tiveram colocação
serem adotados, a ser realizado sob a familiar na comarca de origem, e das

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pessoas ou casais que tiveram defe- do pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
rida sua habilitação à adoção nos ca-
§ 13. Somente poderá ser deferida
dastros estadual e nacional referidos
adoção em favor de candidato domici-
no § 5º deste artigo, sob pena de res-
liado no Brasil não cadastrado previa-
ponsabilidade. (Parágrafo acrescido
mente nos termos desta Lei quando:
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
I - se tratar de pedido de adoção uni-
§ 9º Compete à Autoridade Central
lateral;
Estadual zelar pela manutenção e
correta alimentação dos cadastros, II - for formulada por parente com o
com posterior comunicação à Autori- qual a criança ou adolescente mante-
dade Central Federal Brasileira. (Pa- nha vínculos de afinidade e afetividade;
rágrafo acrescido pela Lei nº 12.010,
III - oriundo o pedido de quem detém
de 3/8/2009)
a tutela ou guarda legal de criança
§ 10. A adoção internacional somente maior de 3 (três) anos ou adolescente,
será deferida se, após consulta ao ca- desde que o lapso de tempo de convi-
dastro de pessoas ou casais habilita- vência comprove a fixação de laços
dos à adoção, mantido pela Justiça da de afinidade e afetividade, e não seja
Infância e da Juventude na comarca, constatada a ocorrência de má-fé ou
bem como aos cadastros estadual e qualquer das situações previstas nos
nacional referidos no § 5º deste ar- arts. 237 ou 238 desta Lei. (Parágra-
tigo, não for encontrado interessado fo acrescido pela Lei nº 12.010, de
com residência permanente no Bra- 3/8/2009)
sil. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
§ 14. Nas hipóteses previstas no § 13
12.010, de 3/8/2009)
deste artigo, o candidato deverá com-
§ 11. Enquanto não localizada pessoa provar, no curso do procedimento,
ou casal interessado em sua adoção, a que preenche os requisitos necessá-
criança ou o adolescente, sempre que rios à adoção, conforme previsto nesta
possível e recomendável, será coloca- Lei. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
do sob guarda de família cadastrada 12.010, de 3/8/2009)
em programa de acolhimento fami-
Art. 51. Considera-se adoção inter-
liar. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
nacional aquela na qual a pessoa ou
12.010, de 3/8/2009)
casal postulante é residente ou do-
§ 12. A alimentação do cadastro e a miciliado fora do Brasil, conforme
convocação criteriosa dos postulantes previsto no Artigo 2 da Convenção
à adoção serão fiscalizadas pelo Mi- de Haia, de 29 de maio de 1993, Re-
nistério Público. (Parágrafo acresci- lativa à Proteção das Crianças e à

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Cooperação em Matéria de Adoção terior terão preferência aos estrangei-
Internacional, aprovada pelo Decre- ros, nos casos de adoção internacional
to Legislativo nº 1, de 14 de janeiro de criança ou adolescente brasileiro.
de 1999, e promulgada pelo Decreto (Parágrafo com redação dada pela
nº 3.087, de 21 de junho de 1999. Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
(“Caput” do artigo com redação
§ 3º A adoção internacional pressupõe
dada pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
a intervenção das Autoridades Cen-
§ 1º A adoção internacional de crian- trais Estaduais e Federal em matéria
ça ou adolescente brasileiro ou domi- de adoção internacional. (Parágrafo
ciliado no Brasil somente terá lugar com redação dada pela Lei nº 12.010,
quando restar comprovado: («Caput» de 3/8/2009)
do parágrafo com redação dada pela
§ 4º (Revogado pela Lei nº 12.010, de
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
3/8/2009)
I - que a colocação em família subs-
Art. 52. A adoção internacional obser-
tituta é a solução adequada ao caso
concreto; (Inciso acrescido pela Lei vará o procedimento previsto nos arts.
nº 12.010, de 3/8/2009) 165 a 170 desta Lei, com as seguintes
adaptações: (“Caput” do artigo com
II - que foram esgotadas todas as pos- redação dada pela Lei nº 12.010, de
sibilidades de colocação da criança 3/8/2009)
ou adolescente em família substituta
brasileira, após consulta aos cadas- I - a pessoa ou casal estrangeiro, inte-
tros mencionados no art. 50 desta ressado em adotar criança ou adoles-
Lei; (Inciso acrescido pela Lei nº cente brasileiro, deverá formular pe-
12.010, de 3/8/2009) dido de habilitação à adoção perante
a Autoridade Central em matéria de
III - que, em se tratando de adoção de adoção internacional no país de aco-
adolescente, este foi consultado, por lhida, assim entendido aquele onde
meios adequados ao seu estágio de está situada sua residência habitual;
desenvolvimento, e que se encontra (Inciso acrescido pela Lei nº 12.010,
preparado para a medida, mediante de 3/8/2009)
parecer elaborado por equipe inter-
profissional, observado o disposto II - se a Autoridade Central do país de
nos §§ 1º e 2º do art. 28 desta Lei. acolhida considerar que os solicitan-
(Inciso acrescido pela Lei nº 12.010, tes estão habilitados e aptos para ado-
de 3/8/2009) tar, emitirá um relatório que contenha
informações sobre a identidade, a
§ 2º Os brasileiros residentes no ex- capacidade jurídica e adequação dos

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solicitantes para adotar, sua situação VII - verificada, após estudo reali-
pessoal, familiar e médica, seu meio zado pela Autoridade Central Esta-
social, os motivos que os animam e dual, a compatibilidade da legislação
sua aptidão para assumir uma adoção estrangeira com a nacional, além do
internacional; (Inciso acrescido pela preenchimento por parte dos postu-
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) lantes à medida dos requisitos obje-
tivos e subjetivos necessários ao seu
III - a Autoridade Central do país de
deferimento, tanto à luz do que dis-
acolhida enviará o relatório à Auto- põe esta Lei como da legislação do
ridade Central Estadual, com cópia país de acolhida, será expedido laudo
para a Autoridade Central Federal de habilitação à adoção internacional,
Brasileira; (Inciso acrescido pela Lei que terá validade por, no máximo, 1
nº 12.010, de 3/8/2009) (um) ano; (Inciso acrescido pela Lei
IV - o relatório será instruído com nº 12.010, de 3/8/2009)
toda a documentação necessária, in- VIII - de posse do laudo de habilita-
cluindo estudo psicossocial elaborado ção, o interessado será autorizado a
por equipe interprofissional habilitada formalizar pedido de adoção perante
e cópia autenticada da legislação per- o Juízo da Infância e da Juventude do
tinente, acompanhada da respectiva local em que se encontra a criança
prova de vigência; (Inciso acrescido ou adolescente, conforme indicação
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) efetuada pela Autoridade Central Es-
V - os documentos em língua estran- tadual. (Inciso acrescido pela Lei nº
geira serão devidamente autenticados 12.010, de 3/8/2009)
pela autoridade consular, observados § 1º Se a legislação do país de acolhi-
os tratados e convenções internacio- da assim o autorizar, admite-se que os
nais, e acompanhados da respectiva pedidos de habilitação à adoção in-
tradução, por tradutor público jura- ternacional sejam intermediados por
mentado; (Inciso acrescido pela Lei nº organismos credenciados. (Parágrafo
12.010, de 3/8/2009) acrescido pela Lei nº 12.010, de
VI - a Autoridade Central Estadual 3/8/2009)
poderá fazer exigências e solicitar § 2º Incumbe à Autoridade Central Fe-
complementação sobre o estudo psi- deral Brasileira o credenciamento de
cossocial do postulante estrangeiro à organismos nacionais e estrangeiros
adoção, já realizado no país de aco- encarregados de intermediar pedidos
lhida; (Inciso acrescido pela Lei nº de habilitação à adoção internacional,
12.010, de 3/8/2009) com posterior comunicação às Autori-

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dades Centrais Estaduais e publicação limites fixados pelas autoridades com-
nos órgãos oficiais de imprensa e em petentes do país onde estiverem sedia-
sítio próprio da internet. (Parágrafo dos, do país de acolhida e pela Autori-
acrescido pela Lei nº 12.010, de dade Central Federal Brasileira;
3/8/2009)
II - ser dirigidos e administrados por
§ 3º Somente será admissível o cre- pessoas qualificadas e de reconheci-
denciamento de organismos que: da idoneidade moral, com compro-
I - sejam oriundos de países que ra- vada formação ou experiência para
tificaram a Convenção de Haia e es- atuar na área de adoção internacio-
tejam devidamente credenciados pela nal, cadastradas pelo Departamento
Autoridade Central do país onde esti- de Polícia Federal e aprovadas pela
verem sediados e no país de acolhida Autoridade Central Federal Brasilei-
do adotando para atuar em adoção ra, mediante publicação de portaria
internacional no Brasil; do órgão federal competente;
II - satisfizerem as condições de in- III - estar submetidos à supervisão
tegridade moral, competência profis- das autoridades competentes do país
sional, experiência e responsabilida- onde estiverem sediados e no país de
de exigidas pelos países respectivos acolhida, inclusive quanto à sua com-
e pela Autoridade Central Federal posição, funcionamento e situação
Brasileira; financeira;
III - forem qualificados por seus pa- IV - apresentar à Autoridade Central
drões éticos e sua formação e expe- Federal Brasileira, a cada ano, rela-
riência para atuar na área de adoção tório geral das atividades desenvolvi-
internacional; das, bem como relatório de acompa-
nhamento das adoções internacionais
IV - cumprirem os requisitos exigi-
efetuadas no período, cuja cópia será
dos pelo ordenamento jurídico bra- encaminhada ao Departamento de
sileiro e pelas normas estabelecidas Polícia Federal;
pela Autoridade Central Federal Bra-
sileira. (Parágrafo acrescido pela Lei V - enviar relatório pós-adotivo se-
nº 12.010, de 3/8/2009) mestral para a Autoridade Central
Estadual, com cópia para a Autori-
§ 4º Os organismos credenciados dade Central Federal Brasileira, pelo
deverão ainda: período mínimo de 2 (dois) anos. O
I - perseguir unicamente fins não lu- envio do relatório será mantido até a
crativos, nas condições e dentro dos juntada de cópia autenticada do regis-

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tro civil, estabelecendo a cidadania (Parágrafo acrescido pela Lei nº
do país de acolhida para o adotado; 12.010, de 3/8/2009)
VI - tomar as medidas necessárias § 9º Transitada em julgado a decisão,
para garantir que os adotantes en- a autoridade judiciária determinará a
caminhem à Autoridade Central Fe- expedição de alvará com autorização
deral Brasileira cópia da certidão de de viagem, bem como para obtenção
registro de nascimento estrangeira e de passaporte, constando, obrigato-
do certificado de nacionalidade tão riamente, as características da criança
logo lhes sejam concedidos. (Pará- ou adolescente adotado, como idade,
grafo acrescido pela Lei nº 12.010, cor, sexo, eventuais sinais ou traços
de 3/8/2009) peculiares, assim como foto recente
e a aposição da impressão digital do
§ 5º A não apresentação dos rela- seu polegar direito, instruindo o do-
tórios referidos no § 4º deste artigo cumento com cópia autenticada da
pelo organismo credenciado poderá decisão e certidão de trânsito em jul-
acarretar a suspensão de seu creden- gado. (Parágrafo acrescido pela Lei
ciamento. (Parágrafo acrescido pela nº 12.010, de 3/8/2009)
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 10. A Autoridade Central Federal
§ 6º O credenciamento de organismo Brasileira poderá, a qualquer momen-
nacional ou estrangeiro encarregado to, solicitar informações sobre a situa-
de intermediar pedidos de adoção ção das crianças e adolescentes adota-
internacional terá validade de 2 (dois) dos. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
anos. (Parágrafo acrescido pela Lei 12.010, de 3/8/2009)
nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 11. A cobrança de valores por par-
§ 7º A renovação do credenciamento te dos organismos credenciados, que
poderá ser concedida mediante re- sejam considerados abusivos pela
querimento protocolado na Autorida- Autoridade Central Federal Brasileira
de Central Federal Brasileira nos 60 e que não estejam devidamente com-
(sessenta) dias anteriores ao térmi- provados, é causa de seu descreden-
no do respectivo prazo de validade. ciamento. (Parágrafo acrescido pela
(Parágrafo acrescido pela Lei nº Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
12.010, de 3/8/2009)
§ 12. Uma mesma pessoa ou seu
§ 8º Antes de transitada em julgado a cônjuge não podem ser representados
decisão que concedeu a adoção inter- por mais de uma entidade credenciada
nacional, não será permitida a saída para atuar na cooperação em adoção
do adotando do território nacional. internacional. (Parágrafo acrescido

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pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) liberações do respectivo Conselho de
Direitos da Criança e do Adolescente.
§ 13. A habilitação de postulan-
(Artigo acrescido pela Lei nº 12.010,
te estrangeiro ou domiciliado fora
de 3/8/2009)
do Brasil terá validade máxima de
1 (um) ano, podendo ser renovada. Art. 52-B. A adoção por brasileiro re-
(Parágrafo acrescido pela Lei nº sidente no exterior em país ratificante
12.010, de 3/8/2009) da Convenção de Haia, cujo proces-
§ 14. É vedado o contato direto de re- so de adoção tenha sido processado
presentantes de organismos de adoção, em conformidade com a legislação
nacionais ou estrangeiros, com diri- vigente no país de residência e aten-
gentes de programas de acolhimento dido o disposto na Alínea “c” do Ar-
institucional ou familiar, assim como tigo 17 da referida Convenção, será
com crianças e adolescentes em con- automaticamente recepcionada com
dições de serem adotados, sem a de- o reingresso no Brasil.
vida autorização judicial. (Parágrafo § 1º Caso não tenha sido atendido o
acrescido pela Lei nº 12.010, de disposto na Alínea «c» do Artigo 17
3/8/2009) da Convenção de Haia, deverá a sen-
tença ser homologada pelo Superior
§ 15. A Autoridade Central Federal
Tribunal de Justiça.
Brasileira poderá limitar ou suspender
a concessão de novos credenciamen- § 2º O pretendente brasileiro residen-
tos sempre que julgar necessário, me- te no exterior em país não ratificante
diante ato administrativo fundamenta- da Convenção de Haia, uma vez rein-
do. (Parágrafo acrescido pela Lei nº gressado no Brasil, deverá requerer a
12.010, de 3/8/2009) homologação da sentença estrangeira
pelo Superior Tribunal de Justiça. (Ar-
Art. 52-A. É vedado, sob pena de res- tigo acrescido pela Lei nº 12.010, de
ponsabilidade e descredenciamento, 3/8/2009)
o repasse de recursos provenientes de
organismos estrangeiros encarrega- Art. 52-C. Nas adoções internacionais,
dos de intermediar pedidos de adoção quando o Brasil for o país de acolhida,
internacional a organismos nacionais a decisão da autoridade competente
ou a pessoas físicas. do país de origem da criança ou do
adolescente será conhecida pela Auto-
Parágrafo único. Eventuais repasses ridade Central Estadual que tiver pro-
somente poderão ser efetuados via cessado o pedido de habilitação dos
Fundo dos Direitos da Criança e do pais adotivos, que comunicará o fato
Adolescente e estarão sujeitos às de- à Autoridade Central Federal e deter-

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minará as providências necessárias à CAPÍTULO IV
expedição do Certificado de Naturali- DO DIREITO À EDUCAÇÃO,
zação Provisório. À CULTURA, AO ESPORTE
E AO LAZER
§ 1º A Autoridade Central Estadual,
ouvido o Ministério Público, somente Art. 53. A criança e o adolescente têm
deixará de reconhecer os efeitos da- direito à educação, visando ao pleno
quela decisão se restar demonstrado desenvolvimento de sua pessoa, pre-
que a adoção é manifestamente con- paro para o exercício da cidadania e
trária à ordem pública ou não atende qualificação para o trabalho, assegu-
rando-se-lhes:
ao interesse superior da criança ou do
adolescente. I - igualdade de condições para o
acesso e permanência na escola;
§ 2º Na hipótese de não reconheci-
mento da adoção, prevista no § 1º des- II - direito de ser respeitado por seus
te artigo, o Ministério Público deverá educadores;
imediatamente requerer o que for de
III - direito de contestar critérios ava-
direito para resguardar os interesses liativos, podendo recorrer às instân-
da criança ou do adolescente, comuni- cias escolares superiores;
cando-se as providências à Autoridade
Central Estadual, que fará a comuni- IV - direito de organização e partici-
cação à Autoridade Central Federal pação em entidades estudantis;
Brasileira e à Autoridade Central do V - acesso a escola pública e gratuita
país de origem. (Artigo acrescido próxima de sua residência.
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Parágrafo único. É direito dos pais ou
Art. 52-D. Nas adoções internacio- responsáveis ter ciência do processo
nais, quando o Brasil for o país de pedagógico, bem como participar da
acolhida e a adoção não tenha sido definição das propostas educacionais.
deferida no país de origem porque
a sua legislação a delega ao país de Art. 54. É dever do Estado assegurar
acolhida, ou, ainda, na hipótese de, à criança e ao adolescente:
mesmo com decisão, a criança ou o I - ensino fundamental, obrigatório e
adolescente ser oriundo de país que gratuito, inclusive para os que a ele
não tenha aderido à Convenção re- não tiveram acesso na idade própria;
ferida, o processo de adoção seguirá
as regras da adoção nacional. (Arti- II - progressiva extensão da obrigato-
go acrescido pela Lei nº 12.010, de riedade e gratuidade ao ensino médio;
3/8/2009) III - atendimento educacional espe-

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cializado aos portadores de deficiên- mentos de ensino fundamental comu-
cia, preferencialmente na rede regu- nicarão ao Conselho Tutelar os casos
lar de ensino; de:
IV - atendimento em creche e pré-es- I - maus-tratos envolvendo seus alu-
cola às crianças de zero a seis anos nos;
de idade;
II - reiteração de faltas injustificadas
V - acesso aos níveis mais elevados e de evasão escolar, esgotados os re-
do ensino, da pesquisa e da criação cursos escolares;
artística, segundo a capacidade de
cada um; III - elevados níveis de repetência.

VI- oferta de ensino noturno regular, Art. 57. O Poder Público estimulará
adequado às condições do adolescen- pesquisas, experiências e novas pro-
te trabalhador; postas relativas a calendário, seria-
ção, currículo, metodologia, didática
VII - atendimento no ensino funda- e avaliação, com vistas à inserção de
mental, através de programas suple- crianças e adolescentes excluídos do
mentares de material didático-escolar, ensino fundamental obrigatório.
transporte, alimentação e assistência à
saúde. Art. 58. No processo educacional
respeitar-se-ão os valores culturais,
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório artísticos e históricos próprios do
e gratuito é direito público subjetivo. contexto social da criança e do ado-
§ 2º O não-oferecimento do ensino lescente, garantindo-se a estes a li-
obrigatório pelo Poder Público ou sua berdade de criação e o acesso às fon-
oferta irregular importa responsabili- tes de cultura.
dade da autoridade competente. Art. 59. Os Municípios, com apoio
§ 3º Compete ao Poder Público recen- dos Estados e da União, estimularão
sear os educandos no ensino funda- e facilitarão a destinação de recursos
mental, fazer-lhes a chamada e zelar, e espaços para programações cultu-
junto aos pais ou responsáveis, pela rais, esportivas e de lazer voltadas
freqüência à escola. para a infância e a juventude.

Art. 55. Os pais ou responsáveis têm CAPÍTULO V
a obrigação de matricular seus filhos DO DIREITO À
ou pupilos na rede regular de ensino. PROFISSIONALIZAÇÃO E À
Art. 56. Os dirigentes de estabeleci- PROTEÇÃO NO TRABALHO

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Art. 60. É proibido qualquer trabalho em entidade governamental ou não-
a menores de quatorze anos de idade, governamental, é vedado trabalho:
salvo na condição de aprendiz.
I - noturno, realizado entre as vinte e
Art. 61. A proteção ao trabalho dos duas horas de um dia e as cinco horas
adolescentes é regulada por legisla- do dia seguinte;
ção especial, sem prejuízo do dispos-
II - perigoso, insalubre ou penoso;
to nesta lei.
Art. 62. Considera-se aprendizagem III - realizado em locais prejudiciais à
a formação técnico-profissional mi- sua formação e ao seu desenvolvimen-
nistrada segundo as diretrizes e bases to físico, psíquico, moral e social;
da legislação de educação em vigor. IV - realizado em horários e locais que
Art. 63. A formação técnico-profis- não permitam a freqüência à escola.
sional obedecerá aos seguintes prin- Art. 68. O programa social que tenha
cípios: por base o trabalho educativo, sob
I - garantia de acesso e freqüência responsabilidade de entidade gover-
obrigatória ao ensino regular; namental ou não-governamental sem
fins lucrativos, deverá assegurar ao
II - atividade compatível com o de- adolescente que dele participe condi-
senvolvimento do adolescente; ções de capacitação para o exercício
III - horário especial para o exercício de atividade regular remunerada.
das atividades. § 1º Entende-se por trabalho
Art. 64. Ao adolescente até quatorze educativo a atividade laboral em que
anos de idade é assegurada bolsa de as exigências pedagógicas relativas
aprendizagem. ao desenvolvimento pessoal e social
do educando prevalecem sobre o
Art. 65. Ao adolescente aprendiz,
aspecto produtivo.
maior de quatorze anos, são assegu-
rados os direitos trabalhistas e previ- § 2º A remuneração que o adolescente
denciários. recebe pelo trabalho efetuado ou a
Art. 66. Ao adolescente portador de participação na venda dos produtos
deficiência é assegurado trabalho de seu trabalho não desfigura o
protegido. caráter educativo.

Art. 67. Ao adolescente empregado, Art. 69. O adolescente tem direito
aprendiz, em regime familiar de traba- à profissionalização e à proteção no
lho, aluno de escola técnica, assistido trabalho, observados os seguintes as-
pectos, entre outros:

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I - respeito à condição peculiar de e com as entidades não governamen-
pessoa em desenvolvimento; tais que atuam na promoção, prote-
ção e defesa dos direitos da criança e
II - capacitação profissional adequa-
do adolescente;
da ao mercado de trabalho.
III - a formação continuada e a ca-
TÍTULO III pacitação dos profissionais de saúde,
DA PREVENÇÃO educação e assistência social e dos
CAPÍTULO I demais agentes que atuam na promo-
DISPOSIÇÕES GERAIS ção, proteção e defesa dos direitos
da criança e do adolescente para o
Art. 70. É dever de todos prevenir a desenvolvimento das competências
ocorrência de ameaça ou violação dos necessárias à prevenção, à identifica-
direitos da criança e do adolescente. ção de evidências, ao diagnóstico e
Art. 70-A. A União, os Estados, o ao enfrentamento de todas as formas
Distrito Federal e os Municípios de- de violência contra a criança e o ado-
verão atuar de forma articulada na lescente;
elaboração de políticas públicas e na IV - o apoio e o incentivo às práticas
execução de ações destinadas a coi- de resolução pacífica de conflitos que
bir o uso de castigo físico ou de trata- envolvam violência contra a criança e
mento cruel ou degradante e difundir o adolescente;
formas não violentas de educação
de crianças e de adolescentes, tendo V - a inclusão, nas políticas públicas,
como principais ações: de ações que visem a garantir os di-
reitos da criança e do adolescente,
I - a promoção de campanhas educa- desde a atenção pré-natal, e de ativi-
tivas permanentes para a divulgação dades junto aos pais e responsáveis
do direito da criança e do adolescente com o objetivo de promover a infor-
de serem educados e cuidados sem o mação, a reflexão, o debate e a orien-
uso de castigo físico ou de tratamento tação sobre alternativas ao uso de
cruel ou degradante e dos instrumen- castigo físico ou de tratamento cruel
tos de proteção aos direitos humanos; ou degradante no processo educativo;
II - a integração com os órgãos do Po- VI - a promoção de espaços interseto-
der Judiciário, do Ministério Público riais locais para a articulação de ações
e da Defensoria Pública, com o Con- e a elaboração de planos de atuação
selho Tutelar, com os Conselhos de conjunta focados nas famílias em si-
Direitos da Criança e do Adolescente tuação de violência, com participação

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de profissionais de saúde, de assistên- tação se mostre inadequada.
cia social e de educação e de órgãos
Parágrafo único. Os responsáveis pe-
de promoção, proteção e defesa dos las diversões e espetáculos públicos
direitos da criança e do adolescente. deverão afixar, em lugar visível e de
Parágrafo único. As famílias com fácil acesso, à entrada do local de
crianças e adolescentes com deficiên- exibição, informação destacada so-
cia terão prioridade de atendimento bre a natureza do espetáculo e a faixa
nas ações e políticas públicas de pre- etária especificada no certificado de
venção e proteção.” classificação.

Art. 71. A criança e o adolescente Art. 75. Toda criança ou adolescente
têm direito a informação, cultura, la- terá acesso às diversões e espetáculos
zer, esportes, diversões, espetáculos públicos classificados como adequa-
e produtos e serviços que respeitem dos à sua faixa etária.
sua condição peculiar de pessoa em Parágrafo único. As crianças menores
desenvolvimento. de dez anos somente poderão ingres-
Art. 72. As obrigações previstas nesta sar e permanecer nos locais de apre-
lei não excluem da prevenção espe- sentação ou exibição quando acompa-
cial outras decorrentes dos princípios nhadas dos pais ou responsável.
por ela adotados. Art. 76. As emissoras de rádio e te-
Art. 73. A inobservância das normas levisão somente exibirão, no horário
de prevenção importará em responsa- recomendado para o público infanto-
bilidade da pessoa física ou jurídica, juvenil, programas com finalidades
nos termos desta lei. educativas, artísticas, culturais e in-
formativas.
CAPÍTULO II
DA PREVENÇÃO ESPECIAL Parágrafo único. Nenhum espetáculo
será apresentado ou anunciado sem
Seção I aviso de sua classificação, antes de
Da Informação, Cultura, Lazer, sua transmissão, apresentação ou exi-
Esportes, Diversões e Espetáculos bição.
Art. 74. O Poder Público, através do Art. 77. Os proprietários, diretores,
órgão competente, regulará as diver- gerentes e funcionários de empresas
sões e espetáculos públicos, infor- que explorem a venda ou aluguel de
mando sobre a natureza deles, as fai- fitas de programação em vídeo cuida-
xas etárias a que não se recomendem, rão para que não haja venda ou loca-
locais e horários em que sua apresen- ção em desacordo com a classificação

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atribuída pelo órgão competente. Dos Produtos e Serviços
Parágrafo único. As fitas a que alude Art. 81. É proibida a venda à criança
este artigo deverão exibir, no invólu- ou adolescente de:
cro, informação sobre a natureza da I - armas, munições e explosivos;
obra e a faixa etária a que se destinam.
II - bebidas alcoólicas;
Art. 78. As revistas e publicações
contendo material impróprio ou ina- III - produtos cujos componentes
dequado a crianças e adolescentes possam causar dependência física ou
deverão ser comercializadas em em- psíquica ainda que por utilização in-
balagem lacrada, com a advertência devida;
de seu conteúdo. IV - fogos de estampido e de artifício,
Parágrafo único. As editoras cuida- exceto aqueles que pelo seu reduzido
rão para que as capas que contenham potencial sejam incapazes de provo-
mensagens pornográficas ou obsce- car qualquer dano físico em caso de
nas sejam protegidas com embala- utilização indevida;
gem opaca. V - revistas e publicações a que alude
Art. 79. As revistas e publicações o art. 78;
destinadas ao público infanto-juvenil VI - bilhetes lotéricos e equivalentes.
não poderão conter ilustrações, foto-
grafias, legendas, crônicas ou anún- Art. 82. É proibida a hospedagem de
cios de bebidas alcoólicas, tabaco, ar- criança ou adolescente em hotel, mo-
mas e munições, e deverão respeitar tel, pensão ou estabelecimento con-
os valores éticos e sociais da pessoa gênere, salvo se autorizado ou acom-
e da família. panhado pelos pais ou responsável.

Art. 80. Os responsáveis por estabe- Seção III
lecimentos que explorem comercial- Da Autorização para Viajar
mente bilhar, sinuca ou congênere ou
por casas de jogos, assim entendidas Art. 83. Nenhuma criança poderá
as que realizem apostas, ainda que viajar para fora da comarca onde re-
eventualmente, cuidarão para que side, desacompanhada dos pais ou
não seja permitida a entrada e a per- responsável, sem expressa autoriza-
manência de crianças e adolescentes ção judicial.
no local, afixando aviso para orienta- § 1º A autorização não será exigida
ção do público. quando:
Seção II a) tratar-se de comarca contígua à da

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residência da criança, se na mesma DA POLÍTICA DE
unidade da Federação, ou incluída na ATENDIMENTO
mesma região metropolitana;
CAPÍTULO I
b) a criança estiver acompanhada: DISPOSIÇÕES GERAIS
1. de ascendente ou colateral maior, Art. 86. A política de atendimento
até o terceiro grau, comprovado do- dos direitos da criança e do adoles-
cumentalmente o parentesco; cente far-se-á através de um conjunto
articulado de ações governamentais e
2. de pessoa maior, expressamente não-governamentais, da União, dos
autorizada pelo pai, mãe ou respon- Estados, do Distrito Federal e dos
sável. Municípios.
§ 2º A autoridade judiciária poderá, Art. 87. São linhas de ação da política
a pedido dos pais ou responsável, de atendimento:
conceder autorização válida por dois
anos. I - políticas sociais básicas;

Art. 84. Quando se tratar de viagem II - políticas e programas de assistên-
ao exterior, a autorização é dispensá- cia social, em caráter supletivo, para
vel, se a criança ou adolescente: aqueles que deles necessitem;
I - estiver acompanhado de ambos os III - serviços especiais de prevenção
pais ou responsável; e atendimento médico e psicossocial
às vítimas de negligência, maus-tra-
II - viajar na companhia de um dos tos, exploração, abuso, crueldade e
pais, autorizado expressamente pelo opressão;
outro através de documento com fir-
ma reconhecida. IV - serviço de identificação e locali-
zação de pais, responsável, crianças e
Art. 85. Sem prévia e expressa au- adolescentes desaparecidos;
torização judicial, nenhuma criança
ou adolescente nascido em território V - proteção jurídico-social por enti-
nacional poderá sair do País em com- dades de defesa dos direitos da crian-
panhia de estrangeiro residente ou ça e do adolescente.
domiciliado no exterior. VI - políticas e programas destinados
a prevenir ou abreviar o período de
LIVRO II
afastamento do convívio familiar e a
PARTE ESPECIAL
garantir o efetivo exercício do direito
TÍTULO I à convivência familiar de crianças e

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adolescentes; (Inciso acrescido pela em um mesmo local, para efeito de
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) agilização do atendimento inicial a
adolescente a quem se atribua autoria
VII - campanhas de estímulo ao aco-
de ato infracional;
lhimento sob forma de guarda de
crianças e adolescentes afastados do VI - integração operacional de órgãos
convívio familiar e à adoção, espe- do Judiciário, Ministério Público,
cificamente inter-racial, de crianças Defensoria, Conselho Tutelar e en-
maiores ou de adolescentes, com carregados da execução das políti-
necessidades específicas de saúde cas sociais básicas e de assistência
ou com deficiências e de grupos de social, para efeito de agilização do
irmãos. (Inciso acrescido pela Lei nº atendimento de crianças e de ado-
12.010, de 3/8/2009) lescentes inseridos em programas de
acolhimento familiar ou institucio-
Art. 88. São diretrizes da política de
nal, com vista na sua rápida reinte-
atendimento:
gração à família de origem ou, se tal
I - municipalização do atendimento; solução se mostrar comprovadamen-
II - criação de conselhos municipais, te inviável, sua colocação em família
estaduais e nacional dos direitos da substituta, em quaisquer das modali-
criança e do adolescente, órgãos de- dades previstas no art. 28 desta Lei;
liberativos e controladores das ações (Inciso com redação dada pela Lei nº
em todos os níveis, assegurada a parti- 12.010, de 3/8/2009)
cipação popular paritária por meio de VII - mobilização da opinião públi-
organizações representativas, segundo ca para a indispensável participação
leis federal, estaduais e municipais; dos diversos segmentos da sociedade.
III - criação e manutenção de progra- (Inciso acrescido pela Lei nº 12.010,
mas específicos, observada a descen- de 3/8/2009)
tralização político-administrativa; Art. 89. A função de membro do
IV - manutenção de fundos nacional, Conselho Nacional e dos conselhos
estaduais e municipais vinculados estaduais e municipais dos direitos
aos respectivos conselhos dos direi- da criança e do adolescente é consi-
tos da criança e do adolescente; derada de interesse público relevante
e não será remunerada.
V - integração operacional de órgão
do Judiciário, Ministério Público, CAPÍTULO II
Defensoria, Segurança Pública e As- DAS ENTIDADES DE
sistência Social, preferencialmente ATENDIMENTO

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Seção I 18/1/2012, publicada no DOU de
Disposições Gerais 19/1/2012, em vigor 90 (noventa)
Art. 90. As entidades de atendimen- dias após a publicação)
tos são responsáveis pela manuten- § 1º As entidades governamentais e
ção das próprias unidades, assim não governamentais deverão proce-
como pelo planejamento e execução der à inscrição de seus programas,
de programas de proteção e sócio-e- especificando os regimes de atendi-
ducativos destinados a crianças e mento, na forma definida neste artigo,
adolescentes, em regime de: no Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente, o qual
I - orientação e apoio sócio-familiar; manterá registro das inscrições e de
II - apoio sócio-educativo em meio suas alterações, do que fará comuni-
aberto; cação ao Conselho Tutelar e à auto-
ridade judiciária. (Parágrafo único
III - colocação familiar; transformado em § 1º pela Lei nº
IV - acolhimento institucional; (In- 12.010, de 3/8/2009)
ciso com redação dada pela Lei nº
§ 2º Os recursos destinados à imple-
12.010, de 3/8/2009)
mentação e manutenção dos progra-
V - prestação de serviços à comuni- mas relacionados neste artigo serão
dade; (Inciso com redação dada pela previstos nas dotações orçamentárias
Lei nº 12.594, de 18/1/2012, publica- dos órgãos públicos encarregados das
da no DOU de 19/1/2012, em vigor áreas de Educação, Saúde e Assistên-
90 (noventa) dias após a publicação) cia Social, dentre outros, observando-
VI - liberdade assistida; (Inciso com se o princípio da prioridade absoluta à
redação dada pela Lei nº 12.594, de criança e ao adolescente preconizado
18/1/2012, publicada no DOU de pelo caput do art. 227 da Constituição
19/1/2012, em vigor 90 (noventa) Federal e pelo caput e parágrafo único
dias após a publicação) do art. 4º desta Lei. (Parágrafo acres-
cido pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
VII - semiliberdade; e (Inciso com
redação dada pela Lei nº 12.594, de § 3º Os programas em execução
18/1/2012, publicada no DOU de serão reavaliados pelo Conselho
19/1/2012, em vigor 90 (noventa) Municipal dos Direitos da Criança e
dias após a publicação) do Adolescente, no máximo, a cada 2
(dois) anos, constituindo-se critérios
VIII - internação. (Inciso com re- para renovação da autorização de
dação dada pela Lei nº 12.594, de funcionamento:

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I - o efetivo respeito às regras e prin- compatível com os princípios desta
cípios desta Lei, bem como às resolu- lei;
ções relativas à modalidade de aten-
c) esteja irregularmente constituída;
dimento prestado expedidas pelos
Conselhos de Direitos da Criança e d) tenha em seus quadros pessoas ini-
do Adolescente, em todos os níveis; dôneas.
II - a qualidade e eficiência do tra- e) não se adequar ou deixar de cumprir
balho desenvolvido, atestadas pelo as resoluções e deliberações relativas
Conselho Tutelar, pelo Ministério à modalidade de atendimento prestado
Público e pela Justiça da Infância e expedidas pelos Conselhos de Direi-
da Juventude; tos da Criança e do Adolescente, em
todos os níveis. (Alínea acrescida pela
III - em se tratando de programas de
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
acolhimento institucional ou familiar,
serão considerados os índices de su- § 2º O registro terá validade máxima
cesso na reintegração familiar ou de de 4 (quatro) anos, cabendo ao Conse-
adaptação à família substituta, con- lho Municipal dos Direitos da Crian-
forme o caso. (Parágrafo acrescido ça e do Adolescente, periodicamente,
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) reavaliar o cabimento de sua renova-
ção, observado o disposto no § 1º des-
Art. 91. As entidades não-governa-
te artigo. (Parágrafo acrescido pela
mentais somente poderão funcionar
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
depois de registradas no Conselho
Municipal dos Direitos da Criança Art. 92. As entidades que desenvol-
e do Adolescente, o qual comunica- vam programas de acolhimento fami-
rá o registro ao Conselho Tutelar e liar ou institucional deverão adotar
à autoridade judiciária da respectiva os seguintes princípios: (“Caput” do
localidade. artigo com redação dada pela Lei nº
12.010, de 3/8/2009)
§ 1º Será negado o registro à entidade
que: (Parágrafo único transformado I - preservação dos vínculos familia-
em § 1º pela Lei nº 12.010, de res e promoção da reintegração fami-
3/8/2009) liar; (Inciso com redação dada pela
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
a) não ofereça instalações físicas em
condições adequadas de habitabilida- II - integração em família substitu-
ta, quando esgotados os recursos de
de, higiene, salubridade e segurança;
manutenção na família natural ou ex-
b) não apresente plano de trabalho tensa; (Inciso com redação dada pela
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)

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III - atendimento personalizado e em § 3º Os entes federados, por inter-
pequenos grupos; médio dos Poderes Executivo e Judi-
IV - desenvolvimento de atividades ciário, promoverão conjuntamente a
em regime de co-educação; permanente qualificação dos profis-
sionais que atuam direta ou indireta-
V - não-desmembramento de grupos mente em programas de acolhimento
de irmãos; institucional e destinados à colocação
VI - evitar, sempre que possível, a familiar de crianças e adolescentes, in-
transferência para outras entidades de cluindo membros do Poder Judiciário,
crianças e adolescentes abrigados; Ministério Público e Conselho Tute-
lar. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
VII - participação na vida da comuni-
12.010, de 3/8/2009)
dade local;
§ 4º Salvo determinação em contrário
VIII - preparação gradativa para o des-
da autoridade judiciária competente,
ligamento;
as entidades que desenvolvem progra-
IX - participação de pessoas da co- mas de acolhimento familiar ou insti-
munidade no processo educativo. tucional, se necessário com o auxílio
§ 1º O dirigente de entidade que de- do Conselho Tutelar e dos órgãos de
senvolve programa de acolhimento assistência social, estimularão o con-
institucional é equiparado ao guar- tato da criança ou adolescente com
dião, para todos os efeitos de direito. seus pais e parentes, em cumprimen-
(Parágrafo único transformado em § to ao disposto nos incisos I e VIII do
1º com nova redação dada pela Lei nº caput deste artigo. (Parágrafo acres-
cido pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
12.010, de 3/8/2009)
§ 5º As entidades que desenvolvem
§ 2º Os dirigentes de entidades que
programas de acolhimento familiar ou
desenvolvem programas de acolhi-
institucional somente poderão rece-
mento familiar ou institucional reme-
ber recursos públicos se comprovado
terão à autoridade judiciária, no má-
o atendimento dos princípios,
ximo a cada 6 (seis) meses, relatório
exigências e finalidades desta Lei.
circunstanciado acerca da situação de
(Parágrafo acrescido pela Lei nº
cada criança ou adolescente acolhido
12.010, de 3/8/2009)
e sua família, para fins da reavalia-
ção prevista no § 1º do art. 19 desta § 6º O descumprimento das disposi-
Lei. (Parágrafo acrescido pela Lei nº ções desta Lei pelo dirigente de en-
12.010, de 3/8/2009) tidade que desenvolva programas de
acolhimento familiar ou institucional

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é causa de sua destituição, sem pre- que são titulares os adolescentes;
juízo da apuração de sua responsabi-
II - não restringir nenhum direito que
lidade administrativa, civil e criminal.
não tenha sido objeto de restrição na
(Parágrafo acrescido pela Lei nº decisão de internação;
12.010, de 3/8/2009)
III - oferecer atendimento personali-
Art. 93. As entidades que mantenham zado, em pequenas unidades e grupos
programa de acolhimento institucio- reduzidos;
nal poderão, em caráter excepcional
e de urgência, acolher crianças e ado- IV - preservar a identidade e oferecer
lescentes sem prévia determinação ambiente de respeito e dignidade ao
da autoridade competente, fazendo adolescente;
comunicação do fato em até 24 (vin- V - diligenciar no sentido do restabe-
te e quatro) horas ao Juiz da Infância lecimento e da preservação dos vín-
e da Juventude, sob pena de respon- culos familiares;
sabilidade. (“Caput” do artigo com
VI - comunicar à autoridade judiciá-
redação dada pela Lei nº 12.010, de
ria, periodicamente, os casos em que
3/8/2009)
se mostre inviável ou impossível o
Parágrafo único. Recebida a comuni- reatamento dos vínculos familiares;
cação, a autoridade judiciária, ouvido
VII - oferecer instalações físicas em
o Ministério Público e se necessário
com o apoio do Conselho Tutelar lo- condições adequadas de habitabilida-
cal, tomará as medidas necessárias de, higiene, salubridade e segurança
para promover a imediata reintegra- e os objetos necessários à higiene
ção familiar da criança ou do adoles- pessoal;
cente ou, se por qualquer razão não VIII - oferecer vestuário e alimenta-
for isso possível ou recomendável, ção suficientes e adequados à faixa
para seu encaminhamento a programa etária dos adolescentes atendidos;
de acolhimento familiar, institucional
ou a família substituta, observado o IX - oferecer cuidados médicos, psi-
disposto no § 2º do art. 101 desta Lei. cológicos, odontológicos e farmacêu-
(Parágrafo único acrescido pela Lei ticos;
nº 12.010, de 3/8/2009) X - propiciar escolarização e profis-
Art. 94. As entidades que desenvol- sionalização;
vem programas de internação têm as XI - propiciar atividades culturais,
seguintes obrigações, entre outras: esportivas e de lazer;
I - observar os direitos e garantias de XII - propiciar assistência religiosa

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àqueles que desejarem, de acordo com entidades que mantêm programas de
suas crenças; acolhimento institucional e familiar.
(Parágrafo com redação dada pela
XIII - proceder a estudo social e pes-
soal de cada caso; Lei nº 12.010, de 3/8/2009)

XIV - reavaliar periodicamente cada § 2º No cumprimento das obrigações
caso, com intervalo máximo de seis a que alude este artigo as entidades
meses, dando ciência dos resultados utilizarão preferencialmente os
à autoridade competente; recursos da comunidade.

XV - informar, periodicamente, o Seção II
adolescente internado sobre sua si- Da Fiscalização das Entidades
tuação processual;
Art. 95. As entidades governamentais
XVI - comunicar às autoridades com- e não-governamentais, referidas no
petentes todos os casos de adolescen- art. 90, serão fiscalizadas pelo Judi-
te portadores de moléstias infecto- ciário, pelo Ministério Público e pe-
contagiosas; los Conselhos Tutelares.
XVII - fornecer comprovante de de- Art. 96. Os planos de aplicação e as
pósito dos pertences dos adolescentes; prestações de contas serão apresen-
XVIII - manter programas destinados tados ao Estado ou ao Município,
ao apoio e acompanhamento de egres- conforme a origem das dotações or-
sos; çamentárias.
XIX - providenciar os documentos Art. 97. São medidas aplicáveis às en-
necessários ao exercício da cidadania tidades de atendimento que descum-
àqueles que não os tiverem; prirem obrigação constante do art. 94,
sem prejuízo da responsabilidade civil
XX - manter arquivo de anotações
e criminal de seus dirigentes ou pre-
onde constem data e circunstâncias
postos:
do atendimento, nome do adolescente,
seus pais ou responsável, parentes, en- I - às entidades governamentais:
dereços, sexo, idade, acompanhamen-
a) advertência;
to da sua formação, relação de seus
pertences e demais dados que possibi- b) afastamento provisório de seus di-
litem sua identificação e a individuali- rigentes;
zação do atendimento.
c) afastamento definitivo de seus di-
§ 1º Aplicam-se, no que couber, as rigentes;
obrigações constantes deste artigo às

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d) fechamento de unidade ou interdi- CAPÍTULO I
ção de programa. DISPOSIÇÕES GERAIS
II - às entidades não-governamentais: Art. 98. As medidas de proteção à
a) advertência; criança e ao adolescente são aplicá-
veis sempre que os direitos reconhe-
b) suspensão total ou parcial do re- cidos nesta lei forem ameaçados ou
passe de verbas públicas; violados:
c) interdição de unidades ou suspen- I - por ação ou omissão da sociedade
são de programas; ou do Estado;
d) cassação do registro. II - por falta, omissão ou abuso dos
§ 1º Em caso de reiteradas infrações pais ou responsável;
cometidas por entidades de atendi- III - em razão de sua conduta.
mento, que coloquem em risco os di-
reitos assegurados nesta Lei, deverá CAPÍTULO II
ser o fato comunicado ao Ministério DAS MEDIDAS ESPECÍFICAS DE
Público ou representado perante au- PROTEÇÃO
toridade judiciária competente para
as providências cabíveis, inclusive Art. 99. As medidas previstas neste
suspensão das atividades ou disso- Capítulo poderão ser aplicadas isolada
lução da entidade. (Parágrafo único ou cumulativamente, bem como subs-
transformado em § 1º pela Lei nº tituídas a qualquer tempo.
12.010, de 3/8/2009) Art. 100. Na aplicação das medidas
§ 2º As pessoas jurídicas de direito pú- levar-se-ão em conta as necessidades
blico e as organizações não governa- pedagógicas, preferindo-se aqueles
mentais responderão pelos danos que que visem ao fortalecimento dos vín-
seus agentes causarem às crianças e culos familiares e comunitários.
aos adolescentes, caracterizado o des- Parágrafo único. São também princí-
cumprimento dos princípios norteado- pios que regem a aplicação das me-
res das atividades de proteção especí- didas:
fica. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
I - condição da criança e do adolescen-
12.010, de 3/8/2009)
te como sujeitos de direitos: crianças e
TÍTULO II adolescentes são os titulares dos direi-
DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO tos previstos nesta e em outras Leis,
bem como na Constituição Federal;

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II - proteção integral e prioritária: a VII - intervenção mínima: a interven-
interpretação e aplicação de toda e ção deve ser exercida exclusivamente
qualquer norma contida nesta Lei pelas autoridades e instituições cuja
deve ser voltada à proteção integral ação seja indispensável à efetiva pro-
e prioritária dos direitos de que crian- moção dos direitos e à proteção da
ças e adolescentes são titulares; criança e do adolescente;
III - responsabilidade primária e VIII - proporcionalidade e atualida-
solidária do poder público: a plena de: a intervenção deve ser a necessá-
efetivação dos direitos assegurados ria e adequada à situação de perigo
a crianças e a adolescentes por esta em que a criança ou o adolescente se
Lei e pela Constituição Federal, salvo encontram no momento em que a de-
nos casos por esta expressamente res- cisão é tomada;
salvados, é de responsabilidade pri- IX - responsabilidade parental: a in-
mária e solidária das 3 (três) esferas tervenção deve ser efetuada de modo
de governo, sem prejuízo da munici- que os pais assumam os seus deveres
palização do atendimento e da possi- para com a criança e o adolescente;
bilidade da execução de programas
por entidades não governamentais; X - prevalência da família: na promo-
ção de direitos e na proteção da crian-
IV - interesse superior da criança e do ça e do adolescente deve ser dada
adolescente: a intervenção deve aten- prevalência às medidas que os man-
der prioritariamente aos interesses e tenham ou reintegrem na sua família
direitos da criança e do adolescente, natural ou extensa ou, se isto não for
sem prejuízo da consideração que for possível, que promovam a sua inte-
devida a outros interesses legítimos gração em família substituta;
no âmbito da pluralidade dos interes-
XI - obrigatoriedade da informação:
ses presentes no caso concreto;
a criança e o adolescente, respeitado
V - privacidade: a promoção dos di- seu estágio de desenvolvimento e ca-
reitos e proteção da criança e do ado- pacidade de compreensão, seus pais
lescente deve ser efetuada no respeito ou responsável devem ser informados
pela intimidade, direito à imagem e dos seus direitos, dos motivos que de-
reserva da sua vida privada; terminaram a intervenção e da forma
VI - intervenção precoce: a inter- como esta se processa;
venção das autoridades competentes XII - oitiva obrigatória e participa-
deve ser efetuada logo que a situação ção: a criança e o adolescente, em
de perigo seja conhecida; separado ou na companhia dos pais,
de responsável ou de pessoa por si

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indicada, bem como os seus pais ou 12.010, de 3/8/2009)
responsável, têm direito a ser ouvidos
VIII - inclusão em programa de aco-
e a participar nos atos e na definição
lhimento familiar; (Inciso com re-
da medida de promoção dos direitos dação dada pela Lei nº 12.010, de
e de proteção, sendo sua opinião de- 3/8/2009)
vidamente considerada pela autorida-
de judiciária competente, observado IX - colocação em família substituta.
o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 28 (Inciso acrescido pela Lei nº 12.010,
desta Lei. (Parágrafo único acresci- de 3/8/2009)
do pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) § 1º O acolhimento institucional e
Art. 101. Verificada qualquer das hi- o acolhimento familiar são medidas
póteses previstas no art. 98, a autori- provisórias e excepcionais, utilizáveis
dade competente poderá determinar, como forma de transição para rein-
dentre outras, as seguintes medidas: tegração familiar ou, não sendo esta
possível, para colocação em família
I - encaminhamento aos pais ou res- substituta, não implicando privação de
ponsável, mediante, termo de respon- liberdade. (Parágrafo único transfor-
sabilidade; mado em § 1º com nova redação dada
II - orientação, apoio e acompanha- pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
mento temporários; § 2º Sem prejuízo da tomada de me-
III - matrícula e freqüência obriga- didas emergenciais para proteção de
tórias em estabelecimento oficial de vítimas de violência ou abuso sexual e
ensino fundamental; das providências a que alude o art. 130
desta Lei, o afastamento da criança ou
IV - inclusão em programa comuni- adolescente do convívio familiar é de
tário ou oficial de auxílio à família, à competência exclusiva da autoridade
criança e ao adolescente; judiciária e importará na deflagração,
V - requisição de tratamento médico, a pedido do Ministério Público ou
psicológico ou psiquiátrico, em regi- de quem tenha legítimo interesse, de
me hospitalar ou ambulatorial; procedimento judicial contencioso,
no qual se garanta aos pais ou ao res-
VI - inclusão em programa oficial ou ponsável legal o exercício do contra-
comunitário de auxílio, orientação e ditório e da ampla defesa. (Parágrafo
tratamento a alcoólatras e toxicôma- acrescido pela Lei nº 12.010, de
nos; 3/8/2009)
VII - acolhimento institucional; (In- § 3º Crianças e adolescentes somente
ciso com redação dada pela Lei nº poderão ser encaminhados às institui-

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ções que executam programas de aco- do sob a responsabilidade da equipe
lhimento institucional, governamen- técnica do respectivo programa de
tais ou não, por meio de uma Guia de atendimento e levará em consideração
Acolhimento, expedida pela autorida- a opinião da criança ou do adolescen-
de judiciária, na qual obrigatoriamen- te e a oitiva dos pais ou do responsá-
te constará, dentre outros: vel. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
I - sua identificação e a qualificação 12.010, de 3/8/2009)
completa de seus pais ou de seu res- § 6º Constarão do plano individual,
ponsável, se conhecidos; dentre outros:
II - o endereço de residência dos pais I - os resultados da avaliação inter-
ou do responsável, com pontos de re- disciplinar;
ferência;
II - os compromissos assumidos pe-
III - os nomes de parentes ou de ter- los pais ou responsável; e
ceiros interessados em tê-los sob sua
guarda; III - a previsão das atividades a serem
desenvolvidas com a criança ou com
IV - os motivos da retirada ou da não o adolescente acolhido e seus pais ou
reintegração ao convívio familiar. responsável, com vista na reintegra-
(Parágrafo acrescido pela Lei nº ção familiar ou, caso seja esta vedada
12.010, de 3/8/2009) por expressa e fundamentada deter-
§ 4º Imediatamente após o acolhimento minação judicial, as providências a
da criança ou do adolescente, a serem tomadas para sua colocação
entidade responsável pelo programa de em família substituta, sob direta su-
acolhimento institucional ou familiar pervisão da autoridade judiciária.
elaborará um plano individual de (Parágrafo acrescido pela Lei nº
atendimento, visando à reintegração 12.010, de 3/8/2009)
familiar, ressalvada a existência de § 7º O acolhimento familiar ou insti-
ordem escrita e fundamentada em tucional ocorrerá no local mais pró-
contrário de autoridade judiciária ximo à residência dos pais ou do res-
competente, caso em que também ponsável e, como parte do processo
deverá contemplar sua colocação em de reintegração familiar, sempre que
família substituta, observadas as re- identificada a necessidade, a família
gras e princípios desta Lei. (Parágra- de origem será incluída em progra-
fo acrescido pela Lei nº 12.010, de
mas oficiais de orientação, de apoio e
3/8/2009)
de promoção social, sendo facilitado
§ 5º O plano individual será elabora- e estimulado o contato com a criança
ou com o adolescente acolhido. (Pa-

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rágrafo acrescido pela Lei nº 12.010, veis ao ajuizamento da demanda. (Pa-
de 3/8/2009) rágrafo acrescido pela Lei nº 12.010,
de 3/8/2009)
§ 8º Verificada a possibilidade de rein-
tegração familiar, o responsável pelo § 11. A autoridade judiciária manterá,
programa de acolhimento familiar ou em cada comarca ou foro regional, um
institucional fará imediata comunica- cadastro contendo informações atuali-
ção à autoridade judiciária, que dará zadas sobre as crianças e adolescentes
vista ao Ministério Público, pelo prazo em regime de acolhimento familiar e
de 5 (cinco) dias, decidindo em igual institucional sob sua responsabilidade,
prazo. (Parágrafo acrescido pela Lei com informações pormenorizadas so-
nº 12.010, de 3/8/2009) bre a situação jurídica de cada um, bem
como as providências tomadas para
§ 9º Em sendo constatada a impos-
sua reintegração familiar ou colocação
sibilidade de reintegração da crian-
em família substituta, em qualquer das
ça ou do adolescente à família de
modalidades previstas no art. 28 desta
origem, após seu encaminhamento
Lei. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
a programas oficiais ou comunitá-
12.010, de 3/8/2009)
rios de orientação, apoio e promoção
social, será enviado relatório funda- § 12. Terão acesso ao cadastro o Mi-
mentado ao Ministério Público, no nistério Público, o Conselho Tutelar,
qual conste a descrição pormenoriza- o órgão gestor da Assistência Social
da das providências tomadas e a ex- e os Conselhos Municipais dos Direi-
pressa recomendação, subscrita pelos tos da Criança e do Adolescente e da
técnicos da entidade ou responsáveis Assistência Social, aos quais incumbe
pela execução da política municipal deliberar sobre a implementação de
de garantia do direito à convivência políticas públicas que permitam re-
familiar, para a destituição do poder duzir o número de crianças e adoles-
familiar, ou destituição de tutela ou centes afastados do convívio familiar
guarda. (Parágrafo acrescido pela e abreviar o período de permanência
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) em programa de acolhimento. (Pará-
grafo acrescido pela Lei nº 12.010, de
§ 10. Recebido o relatório, o Ministé- 3/8/2009)
rio Público terá o prazo de 30 (trinta)
dias para o ingresso com a ação de Art. 102. As medidas de proteção de
destituição do poder familiar, salvo que trata este Capítulo serão acompa-
se entender necessária a realização nhadas da regularização do registro
de estudos complementares ou outras civil.
providências que entender indispensá-

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§ 1º Verificada a inexistência de regis- nal a conduta descrita como crime ou
tro anterior, o assento de nascimento contravenção penal.
da criança ou adolescente será feito
Art. 104. São penalmente inimputá-
à vista dos elementos disponíveis, veis os menores de dezoito anos, su-
mediante requisição da autoridade jeitos às medidas previstas nesta lei.
judiciária.
Parágrafo único. Para os efeitos desta
§ 2º Os registros e certidões necessá- lei, deve ser considerada a idade do
rias à regularização de que trata este adolescente à data do fato.
artigo são isentos de multas, custas e
emolumentos, gozando de absoluta Art. 105. Ao ato infracional praticado
prioridade. por criança corresponderão as medi-
das previstas no art. 101.
§ 3º Caso ainda não definida a pater-
nidade, será deflagrado procedimento CAPÍTULO II
específico destinado à sua averigua- DOS DIREITOS INDIVIDUAIS
ção, conforme previsto pela Lei nº
8.560, de 29 de dezembro de 1992. Art. 106. Nenhum adolescente será
(Parágrafo acrescido pela Lei nº privado de sua liberdade senão em
flagrante de ato infracional ou por or-
12.010, de 3/8/2009)
dem escrita e fundamentada da auto-
§ 4º Nas hipóteses previstas no ridade judiciária competente.
§ 3º deste artigo, é dispensável o
Parágrafo único. O adolescente tem
ajuizamento de ação de investigação
direito à identificação dos responsá-
de paternidade pelo Ministério Público
veis pela sua apreensão, devendo ser
se, após o não comparecimento ou a
informado acerca de seus direitos.
recusa do suposto pai em assumir a
paternidade a ele atribuída, a criança Art. 107. A apreensão de qualquer
for encaminhada para adoção. adolescente e o local onde se en-
(Parágrafo acrescido pela Lei nº contra recolhido serão incontinenti
12.010, de 3/8/2009) comunicados à autoridade judiciária
competente e à família do apreendido
TÍTULO III ou à pessoa por ele indicada.
DA PRÁTICA DE ATO
INFRACIONAL Parágrafo único. Examinar-se-á,
desde logo e sob pena de responsa-
CAPÍTULO I bilidade, a possibilidade de liberação
DISPOSIÇÕES GERAIS imediata.
Art. 103. Considera-se ato infracio- Art. 108. A internação, antes da sen-

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tença, pode ser determinada pelo pra- te pela autoridade competente;
zo máximo de quarenta e cinco dias.
VI - direito de solicitar a presença de
Parágrafo único. A decisão deverá seus pais ou responsável em qualquer
ser fundamentada e basear-se em in- fase do procedimento.
dícios suficientes de autoria e mate-
CAPÍTULO IV
rialidade, demonstrada a necessidade
DAS MEDIDAS SÓCIO-
imperiosa da medida.
EDUCATIVAS
Art. 109. O adolescente civilmen-
Seção I
te identificado não será submetido
Disposições Gerais
à identificação compulsória pelos
órgãos policiais, de proteção e judi- Art. 112. Verificada a prática de ato
ciais, salvo para efeito de confronta- infracional, a autoridade competente
ção, havendo dúvida fundada. poderá aplicar ao adolescente as se-
guintes medidas:
CAPÍTULO III
DAS GARANTIAS PROCESSUAIS I - advertência;
Art. 110. Nenhum adolescente será II - obrigação de reparar o dano;
privado de sua liberdade sem o devi- III - prestação de serviços à comuni-
do processo legal. dade;
Art. 111. São asseguradas ao adoles- IV - liberdade assistida;
cente, entre outras, as seguintes ga- V - inserção em regime de semiliber-
rantias: dade;
I - pleno e formal conhecimento da VI - internação em estabelecimento
educacional;
atribuição de ato infracional, median-
te citação ou meio equivalente; VII - qualquer uma das previstas no
art. 101, I a VI.
II - igualdade na relação processual,
podendo confrontar-se com vítimas e § 1º A medida aplicada ao adolescen-
testemunhas e produzir todas as pro- te levará em conta a sua capacidade
vas necessárias à sua defesa; de cumpri-la, as circunstâncias e a
gravidade da infração.
III - defesa técnica por advogado;
§ 2º Em hipótese alguma e sob
IV - assistência judiciária gratuita e pretexto algum, será admitida a
integral aos necessitados, na forma prestação de trabalho forçado.
da lei;
§ 3º Os adolescentes portadores
V - direito de ser ouvido pessoalmen-

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de doença ou deficiência mental Seção IV
receberão tratamento individual e Da Prestação de Serviços à
especializado, em local adequado às Comunidade
suas condições.
Art. 117. A prestação de serviços co-
Art. 113. Aplica-se a este capítulo o munitários consiste na realização de
disposto nos arts. 99 e 100. tarefas gratuitas de interesse geral, por
período não excedente a seis meses,
Art. 114. A imposição das medidas
junto a entidades assistenciais, hospi-
previstas nos incisos II a VI do art. 112
tais, escolas e outros estabelecimentos
pressupõe a existência de provas sufi-
congêneres, bem como em programas
cientes da autoria e da materialidade
comunitários ou governamentais.
da infração, ressalvada a hipótese de
remissão, nos termos do art. 127. Parágrafo único. As tarefas serão
atribuídas conforme as aptidões do
Parágrafo único. A advertência po-
adolescente, devendo ser cumpridas
derá ser aplicada sempre que houver
durante jornada máxima de oito horas
prova da materialidade e indícios su-
semanais, aos sábados, domingos e fe-
ficientes da autoria.
riados ou em dias úteis, de modo a não
prejudicar a freqüência à escola ou à
Seção II
jornada normal de trabalho.
Da Advertência
Art. 115. A advertência consistirá em Seção V
admoestação verbal, que será reduzida Da Liberdade Assistida
a termo e assinada.
Art. 118. A liberdade assistida será
adotada sempre que se afigurar a
Seção III
medida mais adequada para o fim
Da Obrigação de Reparar o Dano
de acompanhar, auxiliar e orientar o
Art. 116. Em se tratando de ato infra- adolescente.
cional com reflexos patrimoniais, a
autoridade poderá determinar, se for § 1º A autoridade designará pessoa
o caso, que o adolescente restitua a capacitada para acompanhar o caso, a
coisa, promova o ressarcimento do qual poderá ser recomendada por en-
dano, ou, por outra forma, compense tidade ou programa de atendimento.
o prejuízo da vítima. § 2º A liberdade assistida será fixa-
Parágrafo único. Havendo manifesta da pelo prazo mínimo de seis meses,
impossibilidade, a medida poderá ser podendo a qualquer tempo ser pror-
substituída por outra adequada. rogada, revogada ou substituída por
outra medida, ouvido o orientador, o

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Ministério Público e o defensor. Seção VII
Da Internação
Art. 119. Incumbe ao orientador, com
o apoio e a supervisão da autoridade Art. 121. A internação constitui medi-
competente, a realização dos seguin- da privativa da liberdade, sujeita aos
tes encargos, entre outros: princípios de brevidade, excepciona-
lidade e respeito à condição peculiar
I - promover socialmente o adoles-
de pessoa em desenvolvimento.
cente e sua família, fornecendo-lhes
orientação e inserindo-os, se necessá- § 1º Será permitida a realização de ati-
rio, em programa oficial ou comuni- vidades externas, a critério da equipe
tário de auxílio e assistência social; técnica da entidade, salvo expressa de-
terminação judicial em contrário.
II - supervisionar a freqüência e o
aproveitamento escolar do adoles- § 2º A medida não comporta prazo
cente, promovendo, inclusive, sua determinado, devendo sua manuten-
matrícula; ção ser reavaliada, mediante decisão
fundamentada, no máximo a cada
III - diligenciar no sentido da profis- seis meses.
sionalização do adolescente e de sua
inserção no mercado de trabalho; § 3º Em nenhuma hipótese o período
máximo de internação excederá a três
IV - apresentar relatório do caso. anos.
Seção VI § 4º Atingido o limite estabelecido no
Do Regime de Semiliberdade parágrafo anterior, o adolescente de-
verá ser liberado, colocado em regi-
Art. 120. O regime de semiliberdade me de semiliberdade ou de liberdade
pode ser determinado desde o início, assistida.
ou como forma de transição para o
meio aberto, possibilitada a realiza- § 5º A liberação será compulsória aos
ção de atividades externas, indepen- vinte e um anos de idade.
dentemente de autorização judicial. § 6º Em qualquer hipótese a desinter-
§ 1º É obrigatória a escolarização e a nação será precedida de autorização
profissionalização, devendo, sempre judicial, ouvido o Ministério Público.
que possível, ser utilizados os recur-
§ 7º A determinação judicial men-
sos existentes na comunidade.
cionada no § 1º poderá ser revista a
§ 2º A medida não comporta prazo qualquer tempo pela autoridade judi-
determinado, aplicando-se no que ciária. (Parágrafo acrescido pela Lei
couber, as disposições relativas à in- nº 12.594, de 18/1/2012, publicada
ternação. no DOU de 19/1/2012, em vigor 90

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(noventa) dias após a publicação) privado de liberdade, entre outros, os
seguintes:
Art. 122. A medida de internação só
poderá ser aplicada quando: I - entrevistar-se pessoalmente com o
representante do Ministério Público;
I - tratar-se de ato infracional cometi-
do mediante grave ameaça ou violên- II - peticionar diretamente a qualquer
cia a pessoa; autoridade;
II - por reiteração no cometimento de III - avistar-se reservadamente com
outras infrações graves; seu defensor;
III - por descumprimento reiterado e IV - ser informado de sua situação
injustificável da medida anteriormen- processual, sempre que solicitada;
te imposta.
V - ser tratado com respeito e digni-
§ 1º O prazo de internação na hipótese dade;
do inciso III deste artigo não poderá
VI - permanecer internado na mesma
ser superior a 3 (três) meses, devendo
localidade ou naquela mais próxima
ser decretada judicialmente após o
ao domicílio de seus pais ou respon-
devido processo legal. (Parágrafo
sável;
com redação dada pela Lei nº 12.594,
de 18/1/2012, publicada no DOU de VII - receber visitas, ao menos sema-
19/1/2012, em vigor 90 (noventa) nalmente;
dias após a publicação) VIII - corresponder-se com seus fa-
§ 2º Em nenhuma hipótese será miliares e amigos;
aplicada a internação, havendo outra IX - ter acesso aos objetos necessá-
medida adequada. rios à higiene e asseio pessoal;
Art. 123. A internação deverá ser X - habitar alojamento em condições
cumprida em entidade exclusiva para adequadas de higiene e salubridade;
adolescentes, em local distinto da-
quele destinado ao abrigo, obedecida XI - receber escolarização e profissio-
rigorosa separação por critérios de nalização;
idade, compleição física e gravidade XII - realizar atividades culturais, es-
da infração. portivas e de lazer;
Parágrafo único. Durante o período de XIII - ter acesso aos meios de comu-
internação, inclusive provisória, serão nicação social;
obrigatórias atividades pedagógicas.
XIV - receber assistência religiosa,
Art. 124. São direitos do adolescente segundo a sua crença, e desde que as-

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sim o deseje; Parágrafo único. Iniciado o procedi-
mento, a concessão da remissão pela
XV - manter a posse de seus objetos
autoridade judiciária importará na
pessoais e dispor de local seguro para
suspensão ou extinção do processo.
guardá-los, recebendo comprovante
daqueles porventura depositados em Art. 127. A remissão não implica ne-
poder da entidade; cessariamente o reconhecimento ou
comprovação da responsabilidade,
XVI - receber, quando de sua de-
nem prevalece para efeito de antece-
sinternação, os documentos pessoais
dentes, podendo incluir e eventual-
indispensáveis à vida em sociedade.
mente a aplicação de qualquer das
§ 1º Em nenhum caso haverá medidas previstas em lei, exceto a
incomunicabilidade. colocação em regime de semiliberda-
de e a internação.
§ 2º A autoridade judiciária poderá
suspender temporariamente a visita, Art. 128. A medida aplicada por força
inclusive de pais ou responsável, se da remissão poderá ser revista judi-
existirem motivos sérios e fundados cialmente, a qualquer tempo, me-
de sua prejudicialidade aos interesses diante pedido expresso do adolescen-
do adolescente. te ou de seu representante legal, ou
do Ministério Público.
Art. 125. É dever do Estado zelar pela
integridade física e mental dos inter- TÍTULO IV
nos, cabendo-lhe adotar as medidas DAS MEDIDAS PERTINENTES
adequadas de contenção e segurança. AOS PAIS OU RESPONSÁVEL
CAPÍTULO V Art. 129. São medidas aplicáveis aos
DA REMISSÃO pais ou responsável:
Art. 126. Antes de iniciado o proce- I - encaminhamento a programa ofi-
dimento judicial para apuração de cial ou comunitário de proteção à fa-
ato infracional, o representante do mília;
Ministério Público poderá conceder a
II - inclusão em programa oficial ou
remissão, como forma de exclusão do
comunitário de auxílio, orientação e
processo, atendendo às circunstâncias
tratamento a alcoólatras e toxicôma-
e conseqüências do fato, ao contexto
nos;
social, bem como à personalidade do
adolescente e sua maior ou menor par- III - encaminhamento e tratamento
ticipação no ato infracional. psicológico ou psiquiátrico;

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IV - encaminhamento a cursos ou pro- TÍTULO V
gramas de orientação; DO CONSELHO TUTELAR

V - obrigação de matricular o filho ou CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
pupilo e acompanhar sua freqüência e
aproveitamento escolar; Art. 131. O Conselho Tutelar é órgão
permanente e autônomo, não jurisdi-
VI - obrigação de encaminhar a cional, encarregado pela sociedade
criança ou adolescente a tratamento de zelar pelo cumprimento dos direi-
especializado; tos da criança e do adolescente, defi-
VII - advertência; nidos nesta lei.

VIII - perda da guarda; Art. 132.  Em cada Município e em
cada Região Administrativa do Dis-
IX - destituição da tutela; trito Federal haverá, no mínimo, 1
X - suspensão ou destituição do po- (um) Conselho Tutelar como órgão
der familiar. (Expressão “pátrio po- integrante da administração pública
der” alterada pelo art. 3º da Lei nº local, composto de 5 (cinco) mem-
12.010, de 3/8/2009) bros, escolhidos pela população local
para mandato de 4 (quatro) anos, per-
Parágrafo único. Na aplicação das mitida 1 (uma) recondução, mediante
medidas previstas nos incisos IX e X novo processo de escolha. (Redação
deste artigo, observar-se-á o disposto dada pela Lei nº 12.696, de 2012)
nos arts. 23 e 24.
Art. 133. Para a candidatura a mem-
Art. 130. Verificada a hipótese de bro do Conselho Tutelar, serão exigi-
maus-tratos, opressão ou abuso se- dos os seguintes requisitos:
xual impostos pelos pais ou respon-
I - reconhecida idoneidade moral;
sável, a autoridade judiciária poderá
determinar, como medida cautelar, o II - idade superior a vinte e um anos;
afastamento do agressor da moradia III - residir no município.
comum.
Art. 134.  Lei municipal ou distrital
Parágrafo único. Da medida cautelar disporá sobre o local, dia e horário de
constará, ainda, a fixação provisória funcionamento do Conselho Tutelar,
dos alimentos de que necessitem a inclusive quanto à remuneração dos
criança ou o adolescente dependentes respectivos membros, aos quais é as-
do agressor. (Parágrafo único acres- segurado o direito a:  (Redação dada
cido pela Lei nº 12.415, de 9/6/2011) pela Lei nº 12.696, de 2012)

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I - cobertura previdenciária; (Incluído no art. 101, I a VII;
pela Lei nº 12.696, de 2012)
II - atender e aconselhar os pais ou
II - gozo de férias anuais remuneradas, responsável, aplicando as medidas
acrescidas de 1/3 (um terço) do valor previstas no art. 129, I a VII;
da remuneração mensal;  (Incluído III - promover a execução de suas de-
pela Lei nº 12.696, de 2012) cisões, podendo para tanto:
III - licença-maternidade; (Incluído a) requisitar serviços públicos nas
pela Lei nº 12.696, de 2012) áreas de saúde, educação, serviço
IV - licença-paternidade; (Incluído social, previdência, trabalho e segu-
pela Lei nº 12.696, de 2012) rança;

V - gratificação natalina. (Incluído b) representar junto à autoridade ju-
pela Lei nº 12.696, de 2012) diciária nos casos de descumprimen-
to injustificado de suas deliberações;
Parágrafo único.  Constará da lei or-
çamentária municipal e da do Distrito IV - encaminhar ao Ministério Públi-
Federal previsão dos recursos neces- co notícia de fato que constitua infra-
sários ao funcionamento do Conselho ção administrativa ou penal contra os
Tutelar e à remuneração e formação direitos da criança ou adolescente;
continuada dos conselheiros tutelares. V - encaminhar à autoridade judiciá-
(Redação dada pela Lei nº 12.696, de ria os casos de sua competência;
2012)
VI - providenciar a medida estabele-
Art. 135.  O exercício efetivo da fun-
cida pela autoridade judiciária, dentre
ção de conselheiro constituirá serviço
as previstas no art. 101, de I a VI, para
público relevante e estabelecerá pre-
o adolescente autor de ato infracional;
sunção de idoneidade moral. (Reda-
ção dada pela Lei nº 12.696, de 2012) VII - expedir notificações;
CAPÍTULO II VIII - requisitar certidões de nasci-
mento e de óbito de criança ou ado-
DAS ATRIBUIÇÕES DO
CONSELHO lescente quando necessário;

Art. 136. São atribuições do Conse- IX - assessorar o Poder Executivo
lho Tutelar: local na elaboração da proposta orça-
mentária para planos e programas de
I - atender as crianças e adolescentes atendimento dos direitos da criança e
nas hipóteses previstas nos arts. 98 e do adolescente;
105, aplicando as medidas previstas

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X - representar, em nome da pessoa e Art. 139. O processo para a escolha
da família, contra a violação dos direi- dos membros do Conselho Tutelar
tos previstos no art. 220, § 3°, inciso II será estabelecido em lei municipal
da Constituição Federal; e realizado sob a responsabilidade
do Conselho Municipal dos Direitos
XI - representar ao Ministério Público da Criança e do Adolescente, e a
para efeito das ações de perda ou sus- fiscalização do Ministério Público.
pensão do poder familiar, após esgo- (Redação dada pela Lei nº 8.242, de
tadas as possibilidades de manutenção 12.10.1991)
da criança ou do adolescente junto à
família natural. (Inciso com redação § 1°  O processo de escolha dos
dada pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) membros do Conselho Tutelar
ocorrerá em data unificada em todo
Parágrafo único. Se, no exercício de o território nacional a cada 4 (quatro)
suas atribuições, o Conselho Tutelar anos, no primeiro domingo do mês
entender necessário o afastamento do de outubro do ano subsequente ao da
convívio familiar, comunicará incon- eleição presidencial. (Incluído pela
tinenti o fato ao Ministério Público, Lei nº 12.696, de 2012)
prestando-lhe informações sobre os
§ 2°  A posse dos conselheiros
motivos de tal entendimento e as pro-
tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro
vidências tomadas para a orientação,
do ano subsequente ao processo de
o apoio e a promoção social da famí-
escolha. (Incluído pela Lei nº 12.696,
lia. (Parágrafo único acrescido pela
de 2012)
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 3°  No processo de escolha dos
Art. 137. As decisões do Conselho
membros do Conselho Tutelar, é
Tutelar somente poderão ser revistas
vedado ao candidato doar, oferecer,
pela autoridade judiciária a pedido de
prometer ou entregar ao eleitor bem
quem tenha legítimo interesse.
ou vantagem pessoal de qualquer
natureza, inclusive brindes de
CAPÍTULO III
pequeno valor. (Incluído pela Lei nº
DA COMPETÊNCIA
12.696, de 2012)
Art. 138. Aplica-se ao Conselho Tu-
CAPÍTULO V
telar a regra de competência constan-
DOS IMPEDIMENTOS
te do art. 147.
Art. 140. São impedidos de servir no
CAPÍTULO IV mesmo Conselho marido e mulher,
DA ESCOLHA DOS ascendentes e descendentes, sogro e
CONSELHEIROS genro ou nora, irmãos, cunhados, du-

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rante o cunhadio, tio e sobrinho, pa- Parágrafo único. A autoridade judi-
drasto ou madrasta e enteado. ciária dará curador especial à criança
ou adolescente, sempre que os inte-
Parágrafo único. Estende-se o im-
resses destes colidirem com os de
pedimento do conselheiro, na forma
seus pais ou responsável, ou quando
deste artigo, em relação à autoridade
carecer de representação ou assistên-
judiciária e ao representante do Mi-
cia legal ainda que eventual.
nistério Público com atuação na Jus-
tiça da Infância e da Juventude, em Art. 143. É vedada a divulgação de
exercício na Comarca, Foro Regional atos judiciais, policiais e administra-
ou Distrital. tivos que digam respeito a crianças e
adolescentes a que se atribua autoria
TÍTULO VI de ato infracional.
DO ACESSO À JUSTIÇA Parágrafo único. Qualquer notícia a
CAPÍTULO I respeito do fato não poderá identificar
DISPOSIÇÕES GERAIS a criança ou adolescente, vedando-se
fotografia, referência a nome, apelido,
Art. 141. É garantido o acesso de filiação, parentesco, residência e, in-
toda criança ou adolescente à Defen- clusive, iniciais do nome e sobrenome.
soria Pública, ao Ministério Público e (Parágrafo único com redação dada
ao Poder Judiciário, por qualquer de pela Lei nº 10.764, de 12/11/2003)
seus órgãos.
Art. 144. A expedição de cópia ou
§ 1° A assistência judiciária gratuita certidão de atos, a que se refere o ar-
será prestada aos que dela necessita- tigo anterior, somente será deferida
rem, através de defensor público ou pela autoridade judiciária competen-
advogado nomeado. te, se demonstrado o interesse e justi-
§ 2° As ações judiciárias da compe- ficada a finalidade.
tência da Justiça da Infância e da Ju- CAPÍTULO II
ventude são isentas de custas e emo- DA JUSTIÇA DA INFÂNCIA E DA
lumentos, ressalvada a hipótese de JUVENTUDE
litigância de má-fé.
Seção I
Art. 142. Os menores de dezesseis
Disposições Gerais
anos serão representados e os maio-
res de dezesseis e menores de vinte Art. 145. Os Estados e o Distrito
e um anos assistidos por seus pais, Federal poderão criar varas especia-
tutores ou curadores, na forma da le- lizadas e exclusivas da infância e da
gislação civil ou processual. juventude, cabendo ao Poder Judiciá-

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rio estabelecer sua proporcionalidade emissora ou rede, tendo a sentença
por número de habitantes, dotá-las de eficácia para todas as transmissoras ou
infra-estrutura e dispor sobre o aten- retransmissoras do respectivo Estado.
dimento, inclusive em plantões.
Art. 148. A Justiça da Infância e da
Juventude é competente para:
Seção II
Do Juiz I - conhecer de representações pro-
movidas pelo Ministério Público,
Art. 146. A autoridade a que se refe-
para apuração de ato infracional atri-
re esta Lei é o juiz da Infância e da
buído a adolescente, aplicando as
Juventude, ou o Juiz que exerce essa
medidas cabíveis;
função, na forma da Lei de Organiza-
ção Judiciária local. II - conceder a remissão, como forma
de suspensão ou extinção do processo;
Art. 147. A competência será deter-
minada: III - conhecer de pedidos de adoção e
seus incidentes;
I - pelo domicílio dos pais ou respon-
sável; IV - conhecer de ações civis fundadas
em interesses individuais, difusos ou
II - pelo lugar onde se encontre a
coletivos afetos à criança e ao ado-
criança ou adolescente, à falta dos
lescente, observado o disposto no art.
pais ou responsável.
209;
§ 1º Nos casos de ato infracional,
V - conhecer de ações decorrentes
será competente a autoridade do
de irregularidades em entidades de
lugar da ação ou omissão, observadas
atendimento, aplicando as medidas
as regras de conexão, continência e
cabíveis;
prevenção.
VI - aplicar penalidades administra-
§ 2º A execução das medidas poderá
tivas nos casos de infrações contra
ser delegada à autoridade competente
norma de proteção a crianças ou ado-
da residência dos pais ou responsável,
lescentes;
ou do local onde sediar-se a entidade
que abrigar a criança ou adolescente. VII - conhecer de casos encaminha-
dos pelo Conselho Tutelar, aplicando
§ 3º Em caso de infração cometida
as medidas cabíveis.
através de transmissão simultânea de
rádio ou televisão, que atinja mais de Parágrafo único. Quando se tratar de
uma comarca, será competente, para criança ou adolescente nas hipóteses
aplicação da penalidade, a autoridade do art. 98, é também competente a
judiciária do local da sede estadual da Justiça da Infância e da Juventude

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para o fim de: pais ou responsável, em:
a) conhecer de pedidos de guarda e a) estádio, ginásio e campo desporti-
tutela; vo;
b) conhecer de ações de destituição b) bailes ou promoções dançantes;
do poder familiar, perda ou modifica-
c) boate ou congêneres;
ção da tutela ou guarda; (Expressão
“pátrio poder” alterada pelo art. 3º d) casa que explore comercialmente
da Lei nº 12.010, de 3/8/2009) diversões eletrônicas;
c) suprir a capacidade ou o consenti- e) estúdios cinematográficos, de tea-
mento para o casamento; tro, rádio e televisão;
d) conhecer de pedidos baseados em II - a participação de criança e ado-
discordância paterna ou materna, em lescente em:
relação ao exercício do poder fami-
liar; (Expressão “pátrio poder” alte- a) espetáculos públicos e seus en-
rada pelo art. 3º da Lei nº 12.010, de saios;
3/8/2009) b) certames de beleza.
e) conhecer a emancipação, nos ter- § 1º Para os fins do disposto neste
mos da lei civil, quando faltarem os artigo, a autoridade judiciária levará
pais; em conta, dentre outros fatores:
f) designar curador especial em casos a) os princípios desta Lei;
de apresentação de queixa ou repre-
sentação, ou de outros procedimentos b) as peculiaridades locais;
judiciais ou extrajudiciais em que haja c) a existência de instalações adequa-
interesses de criança ou adolescente; das;
g) conhecer de ações de alimentos; d) o tipo de freqüência habitual ao
h) determinar o cancelamento, a retifi- local;
cação e o suprimento dos registros de e) a adequação do ambiente à even-
nascimento e óbito. tual participação ou freqüência de
Art. 149. Compete à autoridade judi- crianças e adolescentes;
ciária disciplinar, através de portaria, f) a natureza do espetáculo.
ou autorizar, mediante alvará:
§ 2º As medidas adotadas na confor-
I - a entrada e permanência de criança midade deste artigo deverão ser fun-
ou adolescente, desacompanhado dos damentadas, caso a caso, vedadas as

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determinações de caráter geral. assim como na execução dos atos e
diligências judiciais a eles referentes.
Seção III (Parágrafo único acrescido pela Lei
Dos Servidores Auxiliares nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 150. Cabe ao Poder Judiciário, Art. 153. Se a medida judicial a ser
na elaboração de sua proposta orça- adotada não corresponder a procedi-
mentária, prever recursos para ma- mento previsto nesta ou em outra lei,
nutenção de equipe interprofissional, a autoridade judiciária poderá inves-
destinada a assessorar a Justiça da tigar os fatos e ordenar de ofício as
Infância e da Juventude. providências necessárias, ouvido o
Ministério Público.
Art. 151. Compete à equipe inter-
profissional, dentre outras atribuições Parágrafo único. O disposto neste ar-
que lhe forem reservadas pela legisla- tigo não se aplica para o fim de afas-
ção local, fornecer subsídios por escri- tamento da criança ou do adolescente
to, mediante laudos, ou verbalmente, de sua família de origem e em outros
na audiência, bem assim desenvolver procedimentos necessariamente con-
trabalhos de aconselhamento, orien- tenciosos. (Parágrafo único acresci-
tação, encaminhamento, prevenção e do pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
outros, tudo sob a imediata subordi- Art. 154. Aplica-se às multas o dis-
nação à autoridade judiciária, assegu- posto no art. 214.
rada a livre manifestação do ponto de
vista técnico. Seção II
Da Perda e da Suspensão
CAPÍTULO III do Poder Familiar
DOS PROCEDIMENTOS
(Expressão “pátrio poder” alterada pelo
art. 3º da Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Seção I
Disposições Gerais Art. 155. O procedimento para a per-
da ou a suspensão do poder familiar
Art. 152. Aos procedimentos regula- terá início por provocação do Minis-
dos nesta Lei aplicam-se subsidiaria- tério Público ou de quem tenha legí-
mente as normas gerais previstas na timo interesse. (Expressão “pátrio
legislação processual pertinente. poder” alterada pelo art. 3º da Lei nº
Parágrafo único. É assegurada, sob 12.010, de 3/8/2009)
pena de responsabilidade, prioridade Art. 156. A petição inicial indicará:
absoluta na tramitação dos processos
e procedimentos previstos nesta Lei, I - a autoridade judiciária a que for

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dirigida; Art. 159. Se o requerido não tiver
possibilidade de constituir advogado,
II - o nome, o estado civil, a profissão
sem prejuízo do próprio sustento e de
e a residência do requerente e do re-
sua família, poderá requerer, em car-
querido, dispensada a qualificação em
se tratando de pedido formulado por tório que lhe seja nomeado dativo, ao
representante do Ministério Público; qual incumbirá a apresentação de res-
posta, contando-se o prazo a partir da
III - a exposição sumária do fato e o intimação do despacho de nomeação.
pedido;
Parágrafo único.  Na hipótese de
IV - as provas que serão produzidas, requerido privado de liberdade, o
oferecendo, desde logo, o rol de tes- oficial de justiça deverá perguntar,
temunhas e documentos. no momento da citação pessoal, se
Art. 157. Havendo motivo grave, deseja que lhe seja nomeado defen-
poderá a autoridade judiciária, ouvi- sor. (Incluído pela Lei nº 12.962, de
do o Ministério Público, decretar a 2014)
suspensão do poder familiar, liminar Art. 160. Sendo necessário, a autori-
ou incidentalmente, até o julgamento dade judiciária requisitará de qualquer
definitivo da causa, ficando a crian- repartição ou órgão público a apresen-
ça ou adolescente confiado a pessoa tação de documento que interesse à
idônea, mediante termo de responsa- causa, de ofício ou a requerimento das
bilidade. (Expressão “pátrio poder” partes do Ministério Público.
alterada pelo art. 3º da Lei nº 12.010,
de 3/8/2009) Art. 161. Não sendo contestado o pe-
dido, a autoridade judiciária dará vista
Art. 158. O requerido será citado
dos autos ao Ministério Público, por
para, no prazo de dez dias, oferecer
cinco dias, salvo quando este for o
resposta escrita, indicando as provas
requerente, decidindo em igual prazo.
a serem produzidas e oferecendo,
desde logo, o rol de testemunhas e § 1º A autoridade judiciária, de ofí-
documentos. cio ou a requerimento das partes ou
do Ministério Público, determinará a
§ 1° A citação será pessoal, salvo
realização de estudo social ou perícia
se esgotados todos os meios para
por equipe interprofissional ou multi-
sua realização (Incluído pela Lei nº
disciplinar, bem como a oitiva de tes-
12.962, de 2014)
temunhas que comprovem a presença
§ 2° O requerido privado de liberdade de uma das causas de suspensão ou
deverá ser citado pessoalmente.(In- destituição do poder familiar previs-
cluído pela Lei nº 12.962, de 2014) tas nos arts. 1.637 e 1.638 da Lei nº

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10.406, de 10 de janeiro de 2002 - co dias, salvo quando este for o re-
Código Civil, ou no art. 24 desta Lei. querente, designando, desde logo,
(Parágrafo com redação dada pela audiência de instrução e julgamento.
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
§ 1º A requerimento de qualquer das
§ 2º Em sendo os pais oriundos de partes, do Ministério Público, ou de
comunidades indígenas, é ainda obri- ofício, a autoridade judiciária poderá
gatória a intervenção, junto à equipe determinar a realização de estudo
profissional ou multidisciplinar referi- social ou, se possível, de perícia por
da no § 1º deste artigo, de represen- equipe interprofissional.
tantes do órgão federal responsável
§ 2º Na audiência, presentes as par-
pela política indigenista, observado o
tes e o Ministério Público, serão ou-
disposto no § 6º do art. 28 desta Lei.
vidas as testemunhas, colhendo-se
(Parágrafo com redação dada pela Lei oralmente, o parecer técnico, salvo
nº 12.010, de 3/8/2009) quando apresentado por escrito, ma-
§ 3º Se o pedido importar em modifi- nifestando-se sucessivamente o re-
cação de guarda, será obrigatória, des- querente, o requerido e o Ministério
de que possível e razoável, a oitiva da Público, pelo tempo de vinte minutos
criança ou adolescente, respeitado seu cada um, prorrogável por mais dez.
estágio de desenvolvimento e grau de A decisão será proferida na audiên-
compreensão sobre as implicações da cia, podendo a autoridade judiciária,
medida. (Parágrafo acrescido pela excepcionalmente, designar data para
Lei nº 12.010, de 3/8/2009) sua leitura no prazo máximo de cinco
dias.
§ 4º É obrigatória a oitiva dos pais
sempre que esses forem identificados Art. 163. O prazo máximo para con-
e estiverem em local conhecido. clusão do procedimento será de 120
(Parágrafo acrescido pela Lei nº (cento e vinte) dias. (“Caput” do
12.010, de 3/8/2009) artigo com redação dada pela Lei nº
12.010, de 3/8/2009)
§ 5° Se o pai ou a mãe estiverem
privados de liberdade, a autoridade Parágrafo único. A sentença que de-
judicial requisitará sua apresentação cretar a perda ou a suspensão do po-
para a oitiva. (Incluído pela Lei nº der familiar será averbada à margem
12.962, de 2014) do registro de nascimento da criança
ou do adolescente. (Parágrafo úni-
Art. 162. Apresentada a resposta, a co acrescido pela Lei nº 12.010, de
autoridade judiciária dará vista dos 3/8/2009)
autos ao Ministério Público, por cin-

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Seção III quisitos específicos.
Da Destituição da Tutela
Art. 166. Se os pais forem falecidos,
Art. 164. Na destituição da tutela, tiverem sido destituídos ou suspen-
observar-se-á o procedimento para a sos do poder familiar, ou houverem
remoção de tutor previsto na lei pro- aderido expressamente ao pedido de
cessual civil e, no que couber, o dis- colocação em família substituta, este
posto na Seção anterior. poderá ser formulado diretamente em
cartório, em petição assinada pelos
Seção IV próprios requerentes, dispensada a
Da Colocação em Família Substituta assistência de advogado. (“Caput”
do artigo com redação dada pela Lei
Art. 165. São requisitos para a con-
nº 12.010, de 3/8/2009)
cessão de pedidos de colocação em
família substituta: § 1º Na hipótese de concordância dos
pais, esses serão ouvidos pela auto-
I - qualificação completa do reque-
ridade judiciária e pelo representante
rente e de seu eventual cônjuge, ou
do Ministério Público, tomando-se
companheiro, com expressa anuência
por termo as declarações. (Parágrafo
deste;
único transformado em § 1º com nova
II - indicação de eventual parentesco redação dada pela Lei nº 12.010, de
do requerente e de seu cônjuge, ou 3/8/2009)
companheiro, com a criança ou ado-
§ 2º O consentimento dos titulares
lescente, especificando se tem ou não
do poder familiar será precedido de
parente vivo;
orientações e esclarecimentos pres-
III - qualificação completa da criança tados pela equipe interprofissional
ou adolescente e de seus pais, se co- da Justiça da Infância e da Juventu-
nhecidos; de, em especial, no caso de adoção,
sobre a irrevogabilidade da medi-
IV - indicação do cartório onde foi
da. (Parágrafo acrescido pela Lei nº
inscrito nascimento, anexando, se
12.010, de 3/8/2009)
possível, uma cópia da respectiva
certidão; § 3º O consentimento dos titulares
do poder familiar será colhido pela
V - declaração sobre a existência de
autoridade judiciária competente em
bens, direitos ou rendimentos relati-
audiência, presente o Ministério Pú-
vos à criança ou ao adolescente.
blico, garantida a livre manifestação
Parágrafo único. Em se tratando de de vontade e esgotados os esforços
adoção, observar-se-ão também os re- para manutenção da criança ou do

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adolescente na família natural ou ex- Parágrafo único. Deferida a conces-
tensa. (Parágrafo acrescido pela Lei são da guarda provisória ou do es-
nº 12.010, de 3/8/2009) tágio de convivência, a criança ou o
adolescente será entregue ao interes-
§ 4º O consentimento prestado por es-
sado, mediante termo de responsabi-
crito não terá validade se não for rati-
lidade. (Parágrafo único acrescido
ficado na audiência a que se refere o §
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
3º deste artigo. (Parágrafo acrescido
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) Art. 168. Apresentado o relatório
social ou o laudo pericial, e ouvida,
§ 5º O consentimento é retratável
sempre que possível, a criança ou o
até a data da publicação da sentença
adolescente, dar-se-á vista dos autos
constitutiva da adoção. (Parágrafo
ao Ministério Público, pelo prazo de
acrescido pela Lei nº 12.010, de
cinco dias, decidindo a autoridade ju-
3/8/2009)
diciária em igual prazo.
§ 6º O consentimento somente terá
Art. 169. Nas hipóteses em que a des-
valor se for dado após o nascimento
tituição da tutela, a perda ou a sus-
da criança. (Parágrafo acrescido
pensão do poder familiar constituir
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
pressuposto lógico da medida princi-
§ 7º A família substituta receberá a pal de colocação em família substi-
devida orientação por intermédio tuta, será observado o procedimento
de equipe técnica interprofissional a contraditório previsto nas Seções II
serviço do Poder Judiciário, prefe- e III deste Capítulo. (Expressão “pá-
rencialmente com apoio dos técnicos trio poder” alterada pelo art. 3º da
responsáveis pela execução da polí- Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
tica municipal de garantia do direito
Parágrafo único. A perda ou a modifi-
à convivência familiar. (Parágrafo
cação da guarda poderá ser decretada
acrescido pela Lei nº 12.010, de
nos mesmos autos do procedimento,
3/8/2009)
observado o disposto no art. 35.
Art. 167. A autoridade judiciária, de
Art. 170. Concedida a guarda ou a tu-
ofício ou a requerimento das partes
tela, observar-se-á o disposto no art.
ou do Ministério Público, determina-
32, e, quanto à adoção, o contido no
rá a realização de estudo social ou, se
art. 47.
possível, perícia por equipe interpro-
fissional, decidindo sobre a conces- Parágrafo único. A colocação de
são de guarda provisória, bem como, criança ou adolescente sob a guarda
no caso de adoção, sobre o estágio de de pessoa inscrita em programa de
convivência. acolhimento familiar será comuni-

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cada pela autoridade judiciária à en- II - apreender o produto e os instru-
tidade por este responsável no prazo mentos da infração;
máximo de 5 (cinco) dias. (Parágra-
III - requisitar os exames ou perícias
fo único acrescido pela Lei nº 12.010,
de 3/8/2009) necessários à comprovação da mate-
rialidade e autoria da infração.
Seção V Parágrafo único. Nas demais hipóte-
Da apuração de Ato Infracional ses de flagrante, a lavratura do auto
Atribuído a Adolescente poderá ser substituída por boletim de
Art. 171. O adolescente apreendido ocorrência circunstanciada.
por força de ordem judicial será, des- Art. 174. Comparecendo qualquer
de logo, encaminhado à autoridade dos pais ou responsável, o adoles-
judiciária. cente será prontamente liberado
Art. 172. O adolescente apreendido pela autoridade policial, sob termo
em flagrante de ato infracional será, de compromisso e responsabilidade
desde logo, encaminhado à autorida- de sua apresentação ao representan-
de policial competente. te do Ministério Público, no mesmo
dia ou, sendo impossível, no primeiro
Parágrafo único. Havendo repartição dia útil imediato, exceto quando, pela
policial especializada para atendi- gravidade do ato infracional e sua re-
mento de adolescente e em se tratan- percussão social, deva o adolescente
do de ato infracional praticado em permanecer sob internação para ga-
co-autoria com maior, prevalecerá a rantia de sua segurança pessoal ou
atribuição da repartição especializa- manutenção da ordem pública.
da, que, após as providências neces-
Art. 175. Em caso de não-liberação,
sárias e, conforme o caso, encami-
a autoridade policial encaminhará,
nhará o adulto à repartição policial
desde logo, o adolescente ao repre-
própria.
sentante do Ministério Público, junta-
Art. 173. Em caso de flagrante de ato mente com cópia do auto de apreen-
infracional cometido mediante vio- são ou boletim de ocorrência.
lência ou grave ameaça a pessoa, a
§ 1º Sendo impossível a apresentação
autoridade policial, sem prejuízo do
imediata, a autoridade policial enca-
disposto nos arts. 106, parágrafo úni-
minhará o adolescente a entidade de
co e 107, deverá: atendimento, que fará a apresentação
I - lavrar auto de apreensão, ouvidas ao representante do Ministério Públi-
as testemunhas e o adolescente; co no prazo de vinte e quatro horas.

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§ 2º Nas localidades onde não informação sobre os antecedentes do
houver entidade de atendimento, a adolescente, procederá imediata e in-
apresentação far-se-á pela autoridade formalmente à sua oitiva e, em sendo
policial. A falta de repartição policial possível, de seus pais ou responsável,
especializada, o adolescente aguar- vítima e testemunhas.
dará a apresentação em dependência Parágrafo único. Em caso de não
separada da destinada a maiores, -apresentação, o representante do
não podendo em qualquer hipótese, Ministério Público notificará os pais
exceder o prazo referido no parágrafo ou responsável para apresentação do
anterior. adolescente, podendo requisitar o
Art. 176. Sendo o adolescente libera- concurso das Polícias Civil e Militar.
do, a autoridade policial encaminhará Art. 180. Adotadas as providências a
imediatamente ao representante do que alude o artigo anterior, o represen-
Ministério Público cópia do auto de tante do Ministério Público poderá:
apreensão ou boletim de ocorrência.
I - promover o arquivamento dos autos;
Art. 177. Se, afastada a hipótese de
flagrante, houver indícios de partici- II - conceder a remissão;
pação de adolescente na prática de III - representar à autoridade judiciá-
ato infracional, a autoridade policial ria para aplicação de medida sócio-e-
encaminhará ao representante do Mi- ducativa.
nistério Público relatório das investi-
gações e demais documentos. Art. 181. Promovido o arquivamen-
to dos autos ou concedida a remissão
Art. 178. O adolescente a quem se pelo representante do Ministério Pú-
atribua autoria de ato infracional não blico, mediante termo fundamentado,
poderá ser conduzido ou transportado que conterá o resumo dos fatos, os
em compartimento fechado de veícu- autos serão conclusos à autoridade
lo policial, em condições atentatórias judiciária para homologação.
à sua dignidade, ou que impliquem
risco à sua integridade física ou men- § 1º Homologado o arquivamento ou
tal, sob pena de responsabilidade. a remissão, a autoridade judiciária
determinará, conforme o caso, o
Art. 179. Apresentado o adolescente, cumprimento da medida.
o representante do Ministério Públi-
co, no mesmo dia e à vista do auto § 2º Discordando, a autoridade
de apreensão, boletim de ocorrência judiciária fará remessa dos autos ao
ou relatório policial, devidamente Procurador-Geral de Justiça, mediante
autuados pelo cartório judicial e com despacho fundamentado, e este

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oferecerá representação, designará e parágrafo.
outro membro do Ministério Público
§ 1º O adolescente e seus pais ou
para apresentá-la, ou ratificará o
responsável serão cientificados do
arquivamento ou a remissão, que só
teor da representação, e notificados a
então estará a autoridade judiciária
comparecer à audiência, acompanha-
obrigada a homologar.
dos de advogado.
Art. 182. Se, por qualquer razão, o
representante do Ministério Público § 2º Se os pais ou responsável não
não promover o arquivamento ou forem localizados, a autoridade judi-
conceder a remissão, oferecerá re- ciária dará curador especial ao ado-
presentação à autoridade judiciária, lescente.
propondo a instauração de procedi- § 3º Não sendo localizado o adoles-
mento para aplicação da medida só- cente, a autoridade judiciária expedi-
cio-educativa que se afigurar a mais rá mandado de busca e apreensão, de-
adequada. terminando o sobrestamento do feito,
§ 1º A representação será oferecida até a efetiva apresentação.
por petição, que conterá o breve re- § 4º Estando o adolescente internado,
sumo dos fatos e a classificação do será requisitada a sua apresentação,
ato infracional e, quando necessário, sem prejuízo da notificação dos pais
o rol de testemunhas, podendo ser ou responsável.
deduzida oralmente, em sessão diária
instalada pela autoridade judiciária. Art. 185. A internação, decretada ou
mantida pela autoridade judiciária,
§ 2º A representação independe de não poderá ser cumprida em estabe-
prova pré-constituída da autoria e lecimento prisional.
materialidade.
§ 1º Inexistindo na comarca entidade
Art. 183. O prazo máximo e impror- com as características definidas no
rogável para a conclusão do procedi- art. 123, o adolescente deverá ser
mento, estando o adolescente interna- imediatamente transferido para a
do provisoriamente, será de quarenta localidade mais próxima.
e cinco dias.
§ 2º Sendo impossível a pronta trans-
Art. 184. Oferecida a representação, ferência, o adolescente aguardará sua
a autoridade judiciária designará au- remoção em repartição policial, des-
diência de apresentação do adoles- de que em Seção isolada dos adultos
cente, decidindo, desde logo, sobre a e com instalações apropriadas, não
decretação ou manutenção da interna- podendo ultrapassar o prazo máximo
ção, observado o disposto no art. 108

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de cinco dias, sob pena de responsa- por mais dez, a critério da autoridade
bilidade. judiciária, que em seguida proferirá
decisão.
Art. 186. Comparecendo o adoles-
cente, seus pais ou responsável, a au- Art. 187. Se o adolescente, devida-
toridade judiciária procederá à oitiva mente notificado, não comparecer,
dos mesmos, podendo solicitar opi- injustificadamente, à audiência de
nião de profissional qualificado. apresentação, a autoridade judiciária
designará nova data, determinando
§ 1º Se a autoridade judiciária enten-
sua condução coercitiva.
der adequada a remissão, ouvirá o
representante do Ministério Público, Art. 188. A remissão, como forma de
proferindo decisão. extinção ou suspensão do processo,
poderá ser aplicada em qualquer fase
§ 2º Sendo o fato grave, passível de
do procedimento, antes da sentença.
aplicação de medida de internação ou
colocação em regime de semiliber- Art. 189. A autoridade judiciária não
dade, a autoridade judiciária, verifi- aplicará qualquer medida, desde que
cando que o adolescente não possui reconheça na sentença:
advogado constituído, nomeará de-
I - estar provada a inexistência do
fensor, designando, desde logo, au-
fato;
diência em continuação, podendo de-
terminar a realização de diligências e II - não haver prova da existência do
estudo do caso. fato;
§ 3º O advogado constituído ou III - não constituir o fato ato infracio-
o defensor nomeado, no prazo de nal;
três dias contado da audiência de
IV - não existir prova de ter o ado-
apresentação, oferecerá defesa prévia
lescente concorrido para o ato infra-
e rol de testemunhas.
cional.
§ 4º Na audiência em continuação,
Parágrafo único. Na hipótese deste
ouvidas as testemunhas arroladas
artigo, estando o adolescente interna-
na representação e na defesa prévia,
do, será imediatamente colocado em
cumpridas as diligências e juntado o
liberdade.
relatório da equipe interprofissional,
será dada a palavra ao representante Art. 190. A intimação da sentença
do Ministério Público e ao defensor, que aplicar medida de internação ou
sucessivamente, pelo tempo de vinte regime de semiliberdade será feita:
minutos para cada um, prorrogável I - ao adolescente e ao seu defensor;

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II - quando não for encontrado o ado- instrução e julgamento, intimando as
lescente, a seus pais ou responsável, partes.
sem prejuízo do defensor.
§ 1º Salvo manifestação em audiên-
§ 1º Sendo outra a medida aplicada, cia, as partes e o Ministério Público
a intimação far-se-á unicamente na terão cinco dias para oferecer alega-
pessoa do defensor. ções finais, decidindo a autoridade
judiciária em igual prazo.
§ 2º Recaindo a intimação na pessoa
do adolescente, deverá este manifes- § 2º Em se tratando de afastamento
tar se deseja ou não recorrer da sen- provisório ou definitivo de dirigente
tença. de entidade governamental, a autori-
dade judiciária oficiará à autoridade
Seção VI administrativa imediatamente supe-
Da Apuração de Irregularidades em rior ao afastado, marcando prazo para
Entidade de Atendimento a substituição.

Art. 191. O procedimento de apura- § 3º Antes de aplicar qualquer das
ção de irregularidades em entidade medidas, a autoridade judiciária po-
governamental e não-governamental derá fixar prazo para a remoção das
terá início mediante portaria da auto- irregularidades verificadas. Satisfei-
ridade judiciária ou representação do tas as exigências, o processo será ex-
Ministério Público ou do Conselho tinto, sem julgamento de mérito.
Tutelar, onde conste, necessariamen- § 4º A multa e a advertência serão
te, resumo dos fatos. impostas ao dirigente da entidade ou
Parágrafo único. Havendo motivo programa de atendimento.
grave, poderá a autoridade judiciária,
ouvido o Ministério Público, decretar Seção VII
liminarmente o afastamento provisó- Da Apuração de Infração
rio do dirigente da entidade, median- Administrativa às Normas de
te decisão fundamentada. Proteção à Criança e ao Adolescente

Art. 192. O dirigente da entidade será Art. 194. O procedimento para im-
citado para, no prazo de dez dias, ofe- posição de penalidade administrativa
recer resposta escrita, podendo juntar por infração às normas de proteção
documentos e indicar as provas a pro- à criança e ao adolescente terá iní-
duzir. cio por representação do Ministério
Público, ou do Conselho Tutelar, ou
Art. 193. Apresentada ou não a res- auto de infração elaborado por servi-
posta, e sendo necessário, a autorida- dor efetivo ou voluntário credencia-
de judiciária designará audiência de

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do, e assinado por duas testemunhas, judiciária dará vista dos autos ao Mi-
se possível. nistério Público, por cinco dias, deci-
§ 1º No procedimento iniciado com o dindo em igual prazo.
auto de infração, poderão ser usadas Art. 197. Apresentada a defesa, a au-
fórmulas impressas, especificando- toridade judiciária procederá na con-
se a natureza e as circunstâncias da formidade do artigo anterior, ou, sen-
infração. do necessário, designará audiência de
§ 2º Sempre que possível, à instrução e julgamento.
verificação da infração seguir-se-á Parágrafo único. Colhida a prova
a lavratura do auto, certificando-se,
oral, manifestar-se-ão sucessivamen-
em caso contrário, dos motivos do
te o Ministério Público e o procura-
retardamento.
dor do requerido, pelo tempo de vinte
Art. 195. O requerimento terá prazo minutos para cada um, prorrogável
de dez dias para apresentação de de- por mais dez, a critério da autoridade
fesa, contado da data da intimação, judiciária, que em seguida proferirá
que será feita: sentença.
I - pelo autuante, no próprio auto,
quando este for lavrado na presença Seção VIII
do requerido; Da Habilitação de
Pretendentes à Adoção
II - por oficial de justiça ou funcio-
(Seção acrescida pela Lei nº 12.010,
nário legalmente habilitado, que
de 3/8/2009)
entregará cópia do auto ou da repre-
sentação ao requerido, ou a seu repre- Art. 197-A. Os postulantes à adoção,
sentante legal, lavrando certidão; domiciliados no Brasil, apresentarão
petição inicial na qual conste:
III - por via postal, com aviso de re-
cebimento, se não for encontrado o I - qualificação completa;
requerido ou seu representante legal; II - dados familiares;
IV - por edital, com prazo de trinta III - cópias autenticadas de certidão
dias, se incerto ou não sabido o pa- de nascimento ou casamento, ou de-
radeiro do requerido ou de seu repre- claração relativa ao período de união
sentante legal. estável;
Art. 196. Não sendo apresentada a IV - cópias da cédula de identidade
defesa no prazo legal, a autoridade e inscrição no Cadastro de Pessoas

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Físicas; preparo dos postulantes para o exer-
cício de uma paternidade ou materni-
V - comprovante de renda e domicílio;
dade responsável, à luz dos requisitos
VI - atestados de sanidade física e e princípios desta Lei.
mental;
§ 1º É obrigatória a participação dos
VII - certidão de antecedentes crimi- postulantes em programa oferecido
nais; pela Justiça da Infância e da Juventu-
VIII - certidão negativa de distribui- de preferencialmente com apoio dos
ção cível. (Artigo acrescido pela Lei técnicos responsáveis pela execução
nº 12.010, de 3/8/2009) da política municipal de garantia do
direito à convivência familiar, que in-
Art. 197-B. A autoridade judiciária, clua preparação psicológica, orienta-
no prazo de 48 (quarenta e oito) ho- ção e estímulo à adoção inter-racial,
ras, dará vista dos autos ao Ministé- de crianças maiores ou de adolescen-
rio Público, que no prazo de 5 (cinco) tes, com necessidades específicas de
dias poderá: saúde ou com deficiências e de gru-
I - apresentar quesitos a serem res- pos de irmãos.
pondidos pela equipe interprofissio- § 2º Sempre que possível e recomen-
nal encarregada de elaborar o estudo dável, a etapa obrigatória da prepa-
técnico a que se refere o art. 197-C ração referida no § 1º deste artigo
desta Lei; incluirá o contato com crianças e
II - requerer a designação de audiên- adolescentes em regime de acolhi-
cia para oitiva dos postulantes em juí- mento familiar ou institucional em
zo e testemunhas; condições de serem adotados, a ser
realizado sob a orientação, supervi-
III - requerer a juntada de documen- são e avaliação da equipe técnica da
tos complementares e a realização de Justiça da Infância e da Juventude,
outras diligências que entender ne- com o apoio dos técnicos responsá-
cessárias. (Artigo acrescido pela Lei veis pelo programa de acolhimento
nº 12.010, de 3/8/2009) familiar ou institucional e pela exe-
Art. 197-C. Intervirá no feito, obriga- cução da política municipal de garan-
toriamente, equipe interprofissional a tia do direito à convivência familiar.
serviço da Justiça da Infância e da Ju- (Artigo acrescido pela Lei nº 12.010,
ventude, que deverá elaborar estudo de 3/8/2009)
psicossocial, que conterá subsídios Art. 197-D. Certificada nos autos a
que permitam aferir a capacidade e o conclusão da participação no progra-

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ma referido no art. 197-C desta Lei, a pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
autoridade judiciária, no prazo de 48
(quarenta e oito) horas, decidirá acer- CAPÍTULO IV
ca das diligências requeridas pelo DOS RECURSOS
Ministério Público e determinará a
Art. 198. Nos procedimentos afetos
juntada do estudo psicossocial, desig-
à Justiça da Infância e da Juventude,
nando, conforme o caso, audiência de
inclusive os relativos à execução das
instrução e julgamento.
medidas socioeducativas, adotar-se-á
Parágrafo único. Caso não sejam re- o sistema recursal da Lei nº 5.869, de
queridas diligências, ou sendo essas 11 de janeiro de 1973 (Código de Pro-
indeferidas, a autoridade judiciá- cesso Civil), com as seguintes adap-
ria determinará a juntada do estudo tações: (“Caput” com redação dada
psicossocial, abrindo a seguir vista pela Lei nº 12.594, de 18/1/2012,
dos autos ao Ministério Público, por publicada no DOU de 19/1/2012, em
5 (cinco) dias, decidindo em igual vigor 90 (noventa) dias após a publi-
prazo. (Artigo acrescido pela Lei nº cação)
12.010, de 3/8/2009)
I - os recursos serão interpostos inde-
Art. 197-E. Deferida a habilitação, o pendentemente de preparo;
postulante será inscrito nos cadastros
II - em todos os recursos, salvo nos
referidos no art. 50 desta Lei, sendo
embargos de declaração, o prazo para
a sua convocação para a adoção fei-
o Ministério Público e para a defesa
ta de acordo com ordem cronológica
será sempre de 10 (dez) dias; (In-
de habilitação e conforme a disponi-
ciso com redação dada pela Lei nº
bilidade de crianças ou adolescentes
12.594, de 18/1/2012, publicada no
adotáveis.
DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no-
§ 1º A ordem cronológica das habili- venta) dias após a publicação)
tações somente poderá deixar de ser
III - os recursos terão preferência de
observada pela autoridade judiciária
julgamento e dispensarão revisor;
nas hipóteses previstas no § 13 do art.
50 desta Lei, quando comprovado ser IV - (Revogado pela Lei nº 12.010,
essa a melhor solução no interesse do de 3/8/2009)
adotando.
V - (Revogado pela Lei nº 12.010, de
§ 2º A recusa sistemática na adoção 3/8/2009)
das crianças ou adolescentes indica-
VI - (Revogado pela Lei nº 12.010,
dos importará na reavaliação da habi-
de 3/8/2009)
litação concedida. (Artigo acrescido

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VII - antes de determinar a remes- Art. 199-C. Os recursos nos procedi-
sa dos autos à superior instância, no mentos de adoção e de destituição de
caso de apelação, ou do instrumento, poder familiar, em face da relevância
no caso de agravo, a autoridade judi- das questões, serão processados com
ciária proferirá despacho fundamen- prioridade absoluta, devendo ser ime-
tado, mantendo ou reformando a de- diatamente distribuídos, ficando ve-
cisão, no prazo de cinco dias; dado que aguardem, em qualquer si-
tuação, oportuna distribuição, e serão
VIII - mantida a decisão apelada ou
colocados em mesa para julgamento
agravada, o escrivão remeterá os au-
sem revisão e com parecer urgente do
tos ou o instrumento à superior ins-
Ministério Público. (Artigo acrescido
tância dentro de vinte e quatro horas,
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
independentemente de novo pedido
do recorrente; se a reformar, a re- Art. 199-D. O relator deverá colocar o
messa dos autos dependerá de pedido processo em mesa para julgamento no
expresso da parte interessada ou do prazo máximo de 60 (sessenta) dias,
Ministério Público, no prazo de cinco contado da sua conclusão.
dias, contados da intimação.
Parágrafo único. O Ministério Pú-
Art. 199. Contra as decisões proferi- blico será intimado da data do julga-
das com base no art. 149 caberá re- mento e poderá na sessão, se enten-
curso de apelação. der necessário, apresentar oralmente
seu parecer. (Artigo acrescido pela
Art. 199-A. A sentença que deferir
Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
a adoção produz efeito desde logo,
embora sujeita a apelação, que será Art. 199-E. O Ministério Público po-
recebida exclusivamente no efeito derá requerer a instauração de proce-
devolutivo, salvo se se tratar de ado- dimento para apuração de responsabi-
ção internacional ou se houver perigo lidades se constatar o descumprimento
de dano irreparável ou de difícil repa- das providências e do prazo previstos
ração ao adotando. (Artigo acrescido nos artigos anteriores. (Artigo acres-
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) cido pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009)
Art. 199-B. A sentença que destituir CAPÍTULO V
ambos ou qualquer dos genitores do DO MINISTÉRIO PÚBLICO
poder familiar fica sujeita a apelação,
que deverá ser recebida apenas no Art. 200. As funções do Ministério
efeito devolutivo. (Artigo acrescido Público, previstas nesta Lei, serão
pela Lei nº 12.010, de 3/8/2009) exercidas nos termos da respectiva
Lei Orgânica.

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Art. 201. Compete ao Ministério Pú- depoimentos ou esclarecimentos e,
blico: em caso de não-comparecimento in-
justificado, requisitar condução coer-
I - conceder a remissão como forma
citiva, inclusive pela polícia civil ou
de exclusão do processo;
militar;
II - promover e acompanhar os pro-
b) requisitar informações, exames,
cedimentos relativos às infrações atri-
perícias e documentos de autoridades
buídas a adolescentes;
municipais, estaduais e federais, da
III - promover e acompanhar as ações administração direta ou indireta, bem
de alimentos e os procedimentos de como promover inspeções e diligên-
suspensão e destituição do poder fa- cias investigatórias;
miliar, nomeação e remoção de tuto-
c) requisitar informações e documen-
res, curadores e guardiães, bem como
tos a particulares e instituições priva-
oficiar em todos os demais procedi-
das;
mentos da competência da Justiça da
Infância e da Juventude; (Expressão VII - instaurar sindicâncias, requisi-
“pátrio poder” alterada pelo art. 3º tar diligências investigatórias e de-
da Lei nº 12.010, de 3/8/2009) terminar a instauração de inquérito
policial, para apuração de ilícitos ou
IV - promover, de ofício ou por soli-
infrações às normas de proteção à in-
citação dos interessados, a especiali-
fância e à juventude;
zação e a inscrição de hipoteca legal
e a prestação de contas dos tutores, VIII - zelar pelo efetivo respeito aos
curadores e quaisquer administrado- direitos e garantias legais assegura-
res de bens de crianças e adolescentes dos às crianças e adolescentes, pro-
nas hipóteses do art. 98; movendo as medidas judiciais e ex-
trajudiciais cabíveis;
V - promover o inquérito civil e a
ação civil pública para a proteção dos IX - impetrar mandado de seguran-
interesses individuais, difusos ou co- ça, de injunção e habeas corpus , em
letivos relativos à infância e à adoles- qualquer juízo, instância ou tribu-
cência, inclusive os definidos no art. nal, na defesa dos interesses sociais
220, § 3°, inciso II, da Constituição e individuais indisponíveis afetos à
Federal; criança e ao adolescente;
VI - instaurar procedimentos admi- X - representar ao juízo visando à
nistrativos e, para instruí-los: aplicação de penalidade por infrações
cometidas contra as normas de pro-
a) expedir notificações para colher
teção à infância e à juventude, sem

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prejuízo da promoção da responsabi- § 5º Para o exercício de atribuições
lidade civil e penal do infrator, quan- de que trata o inciso VIII deste artigo,
do cabível; poderá o representante do Ministério
Público:
XI - inspecionar as entidades públi-
cas e particulares de atendimento e os a) reduzir a termo as declarações do
programas de que trata esta lei, ado- reclamante, instaurando o competen-
tando de pronto as medidas adminis- te procedimento, sob sua presidência;
trativas ou judiciais necessárias à re-
b) entender-se diretamente com a
moção de irregularidades porventura
pessoa ou autoridade reclamada, em
verificadas;
dia, local e horário previamente noti-
XII - requisitar força policial, bem ficados ou acertados;
como a colaboração dos serviços
c) efetuar recomendações visando à
médicos, hospitalares, educacionais
melhoria dos serviços públicos e de
e de assistência social, públicos ou
relevância pública afetos à criança e
privados, para o desempenho de suas
ao adolescente, fixando prazo razoá-
atribuições.
vel para sua perfeita adequação.
§ 1º A legitimação do Ministério Pú-
Art. 202. Nos processos e procedi-
blico para as ações cíveis previstas
mentos em que não for parte, atuará
neste artigo não impede a de tercei-
obrigatoriamente o Ministério Públi-
ros, nas mesmas hipóteses, segundo
co na defesa dos direitos e interesses
dispuserem a Constituição e esta lei.
de que cuida esta lei, hipótese em que
§ 2º As atribuições constantes deste terá vista dos autos depois das partes,
artigo não excluem outras, desde que podendo juntar documentos e reque-
compatíveis com a finalidade do Mi- rer diligências, usando os recursos
nistério Público. cabíveis.
§ 3º O representante do Ministério Art. 203. A intimação do Ministério
Público, no exercício de suas funções, Público, em qualquer caso, será feita
terá livre acesso a todo local onde se pessoalmente.
encontre criança ou adolescente.
Art. 204. A falta de intervenção do
§ 4º O representante do Ministério Ministério Público acarreta a nuli-
Público será responsável pelo uso dade do feito, que será declarada de
indevido das informações e docu- ofício pelo juiz ou a requerimento de
mentos que requisitar, nas hipóteses qualquer interessado.
legais de sigilo.
Art. 205. As manifestações proces-

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suais do representante do Ministério judiciária.
Público deverão ser fundamentadas.
CAPÍTULO VII
CAPÍTULO VI DA PROTEÇÃO JUDICIAL DOS
DO ADVOGADO INTERESSES INDIVIDUAIS,
DIFUSOS E COLETIVOS.
Art. 206. A criança ou o adolescente,
seus pais ou responsável, e qualquer Art. 208. Regem-se pelas disposições
pessoa que tenha legítimo interesse desta Lei das ações de responsabi-
na solução da lide poderão intervir lidade por ofensa aos direitos asse-
nos procedimentos de que trata esta gurados à criança e ao adolescente,
Lei, através de advogado, o qual será referentes, ao não-oferecimento ou
intimado para todos os atos, pessoal- oferta irregular:
mente ou por publicação oficial, res-
I - do ensino obrigatório;
peitado o segredo de justiça.
II - de atendimento educacional espe-
Parágrafo único. Será prestada assis-
cializado aos portadores de deficiência;
tência judiciária integral e gratuita
àqueles que dela necessitarem. III - de atendimento em creche e pré
-escola às crianças de zero a seis anos
Art. 207. Nenhum adolescente a
de idade;
quem se atribua a prática de ato in-
fracional, ainda que ausente ou fora- IV - de ensino noturno regular, ade-
gido, será processado sem defensor. quado às condições do educando;
§ 1º Se o adolescente não tiver de- V - de programas suplementares de
fensor, ser-lhe-á nomeado pelo juiz, oferta de material didático-escolar,
ressalvado o direito de, a todo tempo, transporte e assistência à saúde do
constituir outro de sua preferência. educando do ensino fundamental;
§ 2º A ausência do defensor não de- VI - de serviço de assistência social
terminará o adiamento de nenhum visando à proteção à família, à ma-
ato do processo, devendo o juiz no- ternidade, à infância e à adolescência,
mear substituto, ainda que proviso- bem como ao amparo às crianças e
riamente, ou para o só efeito do ato. adolescentes que dele necessitem;
§ 3º Será dispensada a outorga de VII - de acesso às ações e serviços de
mandato, quando se tratar defensor saúde;
nomeado ou, sido constituído, tiver
VIII - de escolarização e profissiona-
sido indicado por ocasião de ato for-
lização dos adolescentes privados de
mal com a presença da autoridade

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liberdade. Capítulo serão propostas no foro do
local onde ocorreu ou deva ocorrer
IX - de ações, serviços e programas
a ação ou omissão, cujo juízo terá
de orientação, apoio e promoção so-
competência absoluta para processar
cial de famílias e destinados ao pleno
a causa, ressalvadas a competência
exercício do direito à convivência
da Justiça Federal e a competência
familiar por crianças e adolescentes.
originária dos Tribunais Superiores.
(Inciso acrescido pela Lei nº 12.010,
de 3/8/2009) Art. 210. Para as ações cíveis funda-
das em interesses coletivos ou difu-
X - de programas de atendimento
sos, consideram-se legitimados con-
para a execução das medidas socioe-
correntemente:
ducativas e aplicação de medidas de
proteção. (Inciso acrescido pela Lei I - o Ministério Público;
12.594, de 18/1/2012, publicada no
II - a União, os Estados, os Municí-
DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no-
pios, o Distrito Federal e os Territó-
venta) dias após a publicação)
rios;
§ 1º As hipóteses previstas neste arti-
III - as associações legalmente cons-
go não excluem da proteção judicial
tituídas há pelo menos um ano e que
outros interesses individuais, difusos
incluam entre seus fins institucionais
ou coletivos, próprios da infância
a defesa dos interesses e direitos
e da adolescência, protegidos pela
protegidos por esta lei, dispensada a
Constituição e pela Lei. (Parágrafo
autorização da assembléia, se houver
único transformado em § 1º pela Lei
prévia autorização estatutária.
nº 11.259, de 30/12/2005)
§ 1º Admitir-se-á litisconsórcio facul-
§ 2º A investigação do desapareci- tativo entre os Ministérios Públicos da
mento de crianças ou adolescentes União e dos Estados na defesa dos in-
será realizada imediatamente após no- teresses e direitos de que cuida esta lei.
tificação aos órgãos competentes, que
deverão comunicar o fato aos portos, § 2º Em caso de desistência ou
aeroportos, Polícia Rodoviária e com- abandono da ação por associação
panhias de transporte interestaduais e legitimada, o Ministério Público ou
internacionais, fornecendo-lhes todos outro legitimado poderá assumir a
os dados necessários à identificação titularidade ativa.
do desaparecido. (Parágrafo acresci- Art. 211. Os órgãos públicos legiti-
do pela Lei nº 11.259, de 30/12/2005) mados poderão tomar dos interessa-
Art. 209. As ações previstas neste dos compromisso de ajustamento de

69

C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 69 15/07/14 11:28
sua conduta às exigências legais, o ou compatível com a obrigação, fixan-
qual terá eficácia de título executivo do prazo razoável para o cumprimento
extrajudicial. do preceito.
Art. 212. Para defesa dos direitos e § 3º A multa só será exigível do
interesses protegidos por esta lei, réu após o trânsito em julgado da
são admissíveis todas as espécies de sentença favorável ao autor, mas será
ações pertinentes. devida desde o dia em que se houver
configurado o descumprimento.
§ 1º Aplicam-se às ações previstas
neste Capítulo as normas do Código Art. 214. Os valores das multas re-
de Processo Civil. verterão ao fundo gerido pelo Conse-
lho dos Direitos da Criança e do Ado-
§ 2º Contra atos ilegais ou abusivos lescente do respectivo município.
de autoridade pública ou agente
de pessoa jurídica no exercício de § 1º As multas não recolhidas até trinta
atribuições do Poder Público, que dias após o trânsito em julgado da de-
lesem direito líquido e certo previsto cisão serão exigidas através de execu-
nesta lei, caberá ação mandamental, ção promovida pelo Ministério Públi-
que se regerá pelas normas da lei do co, nos mesmos autos, facultada igual
mandado de segurança. iniciativa aos demais legitimados.

Art. 213. Na ação que tenha por ob- § 2º Enquanto o fundo não for
jeto o cumprimento de obrigação de regulamentado, o dinheiro ficará
fazer ou não fazer, o juiz concederá a depositado em estabelecimento
tutela específica da obrigação ou de- oficial de crédito, em conta com
terminará providências que assegu- correção monetária.
rem o resultado prático equivalente Art. 215. O juiz poderá conferir efei-
ao do adimplemento. to suspensivo aos recursos, para evi-
§ 1º Sendo relevante o fundamento tar dano irreparável à parte.
da demanda e havendo justificado Art. 216. Transitada em julgado a
receio de ineficácia do provimento sentença que impuser condenação ao
final, é lícito ao juiz conceder a tutela Poder Público, o juiz determinará a
liminarmente ou após justificação remessa de peças à autoridade com-
prévia, citando o réu.
petente, para apuração da responsabi-
§ 2º O juiz poderá, na hipótese do pa- lidade civil e administrativa do agen-
rágrafo anterior ou na sentença, impor te a que se atribua a ação ou omissão.
multa diária ao réu, independentemen-
Art. 217. Decorridos sessenta dias
te de pedido do autor, se for suficiente

70

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do trânsito em julgado da sentença ensejar a propositura de ação civil,
condenatória sem que a associação remeterão peças ao Ministério Públi-
autora lhe promova a execução, de- co para as providências cabíveis.
verá fazê-lo o Ministério Público,
Art. 222. Para instruir a petição ini-
facultada igual iniciativa aos demais
cial, o interessado poderá requerer às
legitimados.
autoridades competentes as certidões
Art. 218. O juiz condenará a asso- e informações que julgar necessárias,
ciação autora a pagar ao réu os ho- que serão fornecidas no prazo de
norários advocatícios arbitrados na quinze dias.
conformidade do § 4º do art. 20 da
Art. 223. O Ministério Público po-
Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973
derá instaurar, sob sua presidência,
- Código de Processo Civil, quando
inquérito civil, ou requisitar, de qual-
reconhecer que a pretensão é mani-
quer pessoa, organismo público ou
festamente infundada.
particular, certidões, informações,
Parágrafo único. Em caso de litigân- exames ou perícias, no prazo que as-
cia de má-fé, a associação autora e sinalar, o qual não poderá ser inferior
os diretores responsáveis pela propo- a dez dias úteis.
situra da ação serão solidariamente
§ 1º Se o órgão do Ministério Públi-
condenados ao décuplo das custas,
co, esgotadas todas as diligências,
sem prejuízo de responsabilidade por
se convencer da inexistência de fun-
perdas e danos.
damento para a propositura da ação
Art. 219. Nas ações de que trata este cível, promoverá o arquivamento dos
Capítulo, não haverá adiantamento autos do inquérito civil ou das peças
de custas, emolumentos, honorários informativas, fazendo-o fundamenta-
periciais e quaisquer outras despesas. damente.
Art. 220. Qualquer pessoa poderá e § 2º Os autos do inquérito civil ou
o servidor público deverá provocar as peças de informação arquivados
a iniciativa do Ministério Público, serão remetidos, sob pena de se
prestando-lhe informações sobre fa- incorrer em falta grave, no prazo de
tos que constituam objeto de ação ci- três dias, ao Conselho Superior do
vil, e indicando-lhe os elementos de Ministério Público.
convicção. § 3º Até que seja homologada ou re-
Art. 221. Se, no exercício de suas jeitada a promoção de arquivamento,
funções, os juízes e tribunais tiverem em sessão do Conselho Superior do
conhecimento de fatos que possam Ministério Público, poderão as asso-

71

C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 71 15/07/14 11:28
ciações legitimadas apresentar razões Art. 227. Os crimes definidos nesta
escritas ou documentos, que serão lei são de ação pública incondicio-
juntados aos autos do inquérito ou nada.
anexados às peças de informação.
Seção II
§ 4º A promoção de arquivamento
será submetida a exame e deliberação Dos Crimes em Espécie
do Conselho Superior do Ministério Art. 228. Deixar o encarregado de
Público, conforme dispuser o seu Re- serviço ou o dirigente de estabeleci-
gimento. mento de atenção à saúde de gestan-
§ 5º Deixando o Conselho Superior te de manter registro das atividades
de homologar a promoção de arqui- desenvolvidas, na forma e prazo re-
vamento, designará, desde logo, ou- feridos no art. 10 desta lei, bem como
tro órgão do Ministério Público para de fornecer à parturiente ou a seu
o ajuizamento da ação. responsável, por ocasião da alta mé-
dica, declaração de nascimento, onde
Art. 224. Aplicam-se subsidiariamen- constem as intercorrências do parto e
te, no que couber, as disposições da do desenvolvimento do neonato:
Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985.
Pena - detenção de seis meses a dois
TÍTULO VII anos.
DOS CRIMES E DAS INFRAÇÕES
Parágrafo único. Se o crime é culposo:
ADMINISTRATIVAS
Pena - detenção de dois a seis meses,
CAPÍTULO I
ou multa.
DOS CRIMES
Art. 229. Deixar o médico, enfermei-
Seção I
ro ou dirigente de estabelecimento de
Disposições Gerais
atenção à saúde de gestante de identi-
Art. 225. Este Capítulo dispõe sobre ficar corretamente o neonato e a par-
crimes praticados contra a criança e turiente, por ocasião do parto, bem
o adolescente, por ação ou omissão, como deixar de proceder aos exames
sem prejuízo do disposto na legisla- referidos no art. 10 desta lei:
ção penal.
Pena - detenção de seis meses a dois
Art. 226. Aplicam-se aos crimes de- anos.
finidos nesta lei as normas da Parte
Parágrafo único. Se o crime é culpo-
Geral do Código Penal e, quanto ao
so:
processo, as pertinentes ao Código de
Processo Penal. Pena - detenção de dois a seis meses,

72

C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 72 15/07/14 11:28
ou multa. to da ilegalidade da apreensão:
Art. 230. Privar a criança ou o adoles- Pena - detenção de seis meses a dois
cente de sua liberdade, procedendo à anos.
sua apreensão sem estar em flagrante
Art. 235. Descumprir, injustifica-
de ato infracional ou inexistindo or-
damente, prazo fixado nesta lei em
dem escrita da autoridade judiciária
benefício de adolescente privado de
competente:
liberdade:
Pena - detenção de seis meses a dois
Pena - detenção de seis meses a dois
anos.
anos.
Parágrafo único. Incide na mesma
Art. 236. Impedir ou embaraçar a
pena aquele que procede à apreensão
ação de autoridade judiciária, mem-
sem observância das formalidades
bro do Conselho Tutelar ou represen-
legais.
tante do Ministério Público no exer-
Art. 231. Deixar a autoridade policial cício de função prevista nesta lei:
responsável pela apreensão de crian-
Pena - detenção de seis meses a dois
ça ou adolescente de fazer imediata
anos.
comunicação à autoridade judiciária
competente e à família do apreendido Art. 237. Subtrair criança ou adoles-
ou à pessoa por ele indicada: cente ao poder de quem o tem sob sua
guarda em virtude de lei ou ordem ju-
Pena - detenção de seis meses a dois
dicial, com o fim de colocação em lar
anos.
substituto:
Art. 232. Submeter criança ou ado-
Pena - reclusão de dois a seis anos,
lescente sob sua autoridade, guarda
e multa.
ou vigilância a vexame ou a cons-
trangimento: Art. 238. Prometer ou efetivar a en-
trega de filho ou pupilo a terceiro,
Pena - detenção de seis meses a dois
mediante paga ou recompensa:
anos.
Pena - reclusão de um a quatro anos,
Art. 233. (Revogado pela Lei nº
9.455, de 7/4/1997) e multa.

Art. 234. Deixar a autoridade compe- Parágrafo único. Incide nas mesmas
tente, sem justa causa, de ordenar a penas quem oferecer ou efetiva a paga
imediata liberação de criança ou ado- ou recompensa.
lescente, tão logo tenha conhecimen- Art. 239. Promover ou auxiliar a efe-

73

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tivação de ato destinado ao envio de 25/11/2008)
criança ou adolescente para o exterior
I - no exercício de cargo ou função
com inobservância das formalidades
pública ou a pretexto de exercê-la;
legais ou com o fito de obter lucro:
(Inciso com redação dada pela Lei nº
Pena - reclusão de quatro a seis anos, 11.829, de 25/11/2008)
e multa. II - prevalecendo-se de relações
Parágrafo único. Se há emprego de domésticas, de coabitação ou de
violência, grave ameaça ou fraude: hospitalidade; ou (Inciso com re-
dação dada pela Lei nº 11.829, de
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 8 (oito) 25/11/2008)
anos, além da pena correspondente à
violência. (Parágrafo único acresci- III - prevalecendo-se de relações de
do pela Lei nº 10.764, de 12/11/2003) parentesco consangüíneo ou afim até
o terceiro grau, ou por adoção, de tu-
Art. 240. Produzir, reproduzir, diri- tor, curador, preceptor, empregador
gir, fotografar, filmar ou registrar, por da vítima ou de quem, a qualquer
qualquer meio, cena de sexo explícito outro título, tenha autoridade sobre
ou pornográfica, envolvendo criança ela, ou com seu consentimento. (In-
ou adolescente: ciso acrescido pela Lei nº 11.829, de
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 25/11/2008)
(oito) anos, e multa. (“Caput” do Art. 241. Vender ou expor à venda fo-
artigo com redação dada pela Lei nº tografia, vídeo ou outro registro que
11.829, de 25/11/2008) contenha cena de sexo explícito ou
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem pornográfica envolvendo criança ou
agencia, facilita, recruta, coage, adolescente:
ou de qualquer modo intermedeia Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8
a participação de criança ou (oito) anos, e multa. (Artigo com re-
adolescente nas cenas referidas no dação dada pela Lei nº 11.829, de
caput deste artigo, ou ainda quem 25/11/2008)
com esses contracena. (Parágrafo
com redação dada pela Lei nº 11.829, Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponi-
de 25/11/2008) bilizar, transmitir, distribuir, publicar
ou divulgar por qualquer meio, inclu-
§ 2º Aumenta-se a pena de 1/3 sive por meio de sistema de informá-
(um terço) se o agente comete o tica ou telemático, fotografia, vídeo
crime: («Caput» do parágrafo com ou outro registro que contenha cena
redação dada pela Lei nº 11.829, de de sexo explícito ou pornográfica en-

74

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volvendo criança ou adolescente: a ocorrência das condutas descritas
Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) nos arts. 240, 241, 241-A e 241-C
anos, e multa. desta Lei, quando a comunicação for
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: feita por:
I - assegura os meios ou serviços para I - agente público no exercício de
o armazenamento das fotografias, ce- suas funções;
nas ou imagens de que trata o caput II - membro de entidade, legalmen-
deste artigo; te constituída, que inclua, entre suas
II - assegura, por qualquer meio, o finalidades institucionais, o recebi-
acesso por rede de computadores às mento, o processamento e o encami-
fotografias, cenas ou imagens de que nhamento de notícia dos crimes refe-
trata o caputdeste artigo. ridos neste parágrafo;
§ 2º As condutas tipificadas nos III - representante legal e funcio-
incisos I e II do § 1º deste artigo nários responsáveis de provedor de
são puníveis quando o responsável acesso ou serviço prestado por meio
legal pela prestação do serviço, de rede de computadores, até o rece-
oficialmente notificado, deixa de bimento do material relativo à notícia
desabilitar o acesso ao conteúdo feita à autoridade policial, ao Minis-
ilícito de que trata o caput deste ar- tério Público ou ao Poder Judiciário.
tigo. (Artigo acrescido pela Lei nº § 3º As pessoas referidas no § 2º
11.829, de 25/11/2008) deste artigo deverão manter sob
Art. 241-B. Adquirir, possuir ou ar- sigilo o material ilícito referido.
mazenar, por qualquer meio, fotogra- (Artigo acrescido pela Lei nº 11.829,
fia, vídeo ou outra forma de registro de 25/11/2008)
que contenha cena de sexo explícito Art. 241-C. Simular a participação
ou pornográfica envolvendo criança de criança ou adolescente em cena
ou adolescente: de sexo explícito ou pornográfica por
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (qua- meio de adulteração, montagem ou
tro) anos, e multa. modificação de fotografia, vídeo ou
§ 1º A pena é diminuída de 1 (um) qualquer outra forma de representa-
a 2/3 (dois terços) se de pequena ção visual:
quantidade o material a que se refere Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três)
o caput deste artigo. anos, e multa.
§ 2º Não há crime se a posse ou o Parágrafo único. Incorre nas mesmas
armazenamento tem a finalidade de penas quem vende, expõe à venda,
comunicar às autoridades competentes disponibiliza, distribui, publica ou
divulga por qualquer meio, adquire,

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possui ou armazena o material produ- Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis)
zido na forma do caput deste artigo. anos. (Artigo com redação dada pela
(Artigo acrescido pela Lei nº 11.829, Lei nº 10.764, de 12/11/2003)
de 25/11/2008)
Art. 243. Vender, fornecer ainda que
Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar gratuitamente, ministrar ou entregar,
ou constranger, por qualquer meio de de qualquer forma, a criança ou ado-
comunicação, criança, com o fim de lescente, sem justa causa, produtos
com ela praticar ato libidinoso: cujos componentes possam causar
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) dependência física ou psíquica, ainda
anos, e multa. que por utilização indevida:
Parágrafo único. Nas mesmas penas
incorre quem: Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (qua-
tro) anos, e multa, se o fato não cons-
I - facilita ou induz o acesso à crian-
titui crime mais grave. (Artigo com
ça de material contendo cena de sexo
redação dada pela Lei nº 10.764, de
explícito ou pornográfica com o fim
12/11/2003)
de com ela praticar ato libidinoso;
II - pratica as condutas descritas no Art. 244. Vender, fornecer ainda que
caput deste artigo com o fim de indu- gratuitamente ou entregar, de qual-
zir criança a se exibir de forma por- quer forma, a criança ou adolescente
nográfica ou sexualmente explícita. fogos de estampido ou de artifício,
(Artigo acrescido pela Lei nº 11.829, exceto aqueles que, pelo seu reduzido
de 25/11/2008) potencial, sejam incapazes de provo-
Art. 241-E. Para efeito dos crimes car qualquer dano físico em caso de
previstos nesta Lei, a expressão utilização indevida:
“cena de sexo explícito ou pornográ- Pena - detenção de seis meses a dois
fica” compreende qualquer situação anos, e multa.
que envolva criança ou adolescen-
te em atividades sexuais explícitas, Art. 244-A. Submeter criança ou
reais ou simuladas, ou exibição dos adolescente, como tais definidos no
órgãos genitais de uma criança ou caput do art. 2º desta Lei, à prostitui-
adolescente para fins primordialmen- ção ou à exploração sexual:
te sexuais. (Artigo acrescido pela Lei Pena - reclusão de quatro a dez anos,
nº 11.829, de 25/11/2008) e multa.
Art. 242. Vender, fornecer ainda que
§ 1º Incorrem nas mesmas penas
gratuitamente ou entregar, de qual-
o proprietário, o gerente ou o
quer forma, a criança ou adolescente
arma, munição ou explosivo:

76

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responsável pelo local em que se comunicar à autoridade competente
verifique a submissão de criança ou os casos de que tenha conhecimento
adolescente às práticas referidas no envolvendo suspeita ou confirmação
caput deste artigo. de castigo físico, tratamento cruel
ou degradante ou maus-tratos contra
§ 2º Constitui efeito obrigatório da criança ou adolescente:
condenação a cassação da licença de
localização e de funcionamento do Pena – multa de 3 (três) a 20 (vinte)
estabelecimento. (Artigo acrescido salários-mínimos, aplicando-se o do-
bro em caso de reincidência.
pela Lei nº 9.975, de 23/6/2000)
Art. 246. Impedir o responsável ou
Art. 244-B. Corromper ou facilitar a funcionário de entidade de atendi-
corrupção de menor de 18 (dezoito) mento o exercício dos direitos cons-
anos, com ele praticando infração pe- tantes nos incisos II, III, VII, VIII e
nal ou induzindo-o a praticá-la: XI do art. 124 desta Lei:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (qua- Pena - multa de três a vinte salários
tro) anos. de referência, aplicando-se o dobro
§ 1º Incorre nas penas previstas no em caso de reincidência.
caput deste artigo quem pratica as Art. 247. Divulgar, total ou parcial-
condutas ali tipificadas utilizando-se mente, sem autorização devida, por
de quaisquer meios eletrônicos, in- qualquer meio de comunicação,
clusive salas de bate-papo da internet. nome, ato ou documento de proce-
dimento policial, administrativo ou
§ 2º As penas previstas no caput des- judicial relativo a criança ou adoles-
te artigo são aumentadas de um terço cente a que se atribua ato infracional:
no caso de a infração cometida ou
induzida estar incluída no rol do art. Pena - multa de três a vinte salários
de referência, aplicando-se o dobro
1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de
1990. (Artigo acrescido pela Lei nº em caso de reincidência.
12.015, de 7/8/2009) § 1º Incorre na mesma pena quem
exibe, total ou parcialmente,
CAPÍTULO II fotografia de criança ou adolescente
DAS INFRAÇÕES envolvido em ato infracional, ou
ADMINISTRATIVAS qualquer ilustração que lhe diga
Art. 245. Deixar o profissional da respeito ou se refira a atos que
saúde, da assistência social ou da edu- lhe sejam atribuídos, de forma a
cação ou qualquer pessoa que exerça permitir sua identificação, direta ou
cargo, emprego ou função pública de indiretamente.

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§ 2º Se o fato for praticado por órgão diciária, em hotel, pensão, motel ou
de imprensa ou emissora de rádio ou congênere:
televisão, além da pena prevista neste
Pena - multa. (“Caput” do artigo com
artigo, a autoridade judiciária poderá
redação dada pela Lei nº 12.038, de
determinar a apreensão da publicação
1/10/2009)
ou a suspensão da programação da
emissora até por dois dias, bem como § 1º Em caso de reincidência,
da publicação do periódico até por sem prejuízo da pena de multa,
dois números. a autoridade judiciária poderá
determinar o fechamento do
Art. 248. Deixar de apresentar à au-
estabelecimento por até 15 (quinze)
toridade judiciária de seu domicílio,
dias. (Parágrafo acrescido pela Lei
no prazo de cinco dias, com o fim de
nº 12.038, de 1/10/2009)
regularizar, adolescente trazido de
outra comarca para a prestação de § 2º Se comprovada a reincidência em
serviço doméstico, mesmo que auto- período inferior a 30 (trinta) dias, o
rizado pelos pais ou responsável: estabelecimento será definitivamente
fechado e terá sua licença cassada.
Pena - multa de três a vinte salários
(Parágrafo acrescido pela Lei nº
de referência, aplicando-se o dobro
12.038, de 1/10/2009)
em caso de reincidência, independen-
temente das despesas de retorno do Art. 251. Transportar criança ou ado-
adolescente, se for o caso. lescente, por qualquer meio, com
inobservância do disposto nos arts.
Art. 249. Descumprir, dolosa ou cul-
83, 84 e 85 desta Lei:
posamente, os deveres inerentes ao
poder familiar ou decorrente de tutela Pena - multa de três a vinte salários
ou guarda, bem assim determinação de referência, aplicando-se o dobro
da autoridade judiciária ou Conselho em caso de reincidência.
Tutelar: (Expressão “pátrio poder”
Art. 252. Deixar o responsável por
alterada pelo art. 3º da Lei nº 12.010,
diversão ou espetáculo público de
de 3/8/2009)
afixar, em lugar visível e de fácil
Pena - multa de três a vinte salários acesso, à entrada do local de exibi-
de referência, aplicando-se o dobro ção, informação destacada sobre a
em caso de reincidência. natureza da diversão ou espetáculo e
a faixa etária especificada no certifi-
Art. 250. Hospedar criança ou ado-
cado de classificação:
lescente desacompanhado dos pais
ou responsável, ou sem autorização Pena - multa de três a vinte salários
escrita desses ou da autoridade ju- de referência, aplicando-se o dobro

78

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em caso de reincidência. Pena - multa de três a vinte salários
de referência; em caso de reincidên-
Art. 253. Anunciar peças teatrais, fil-
cia, a autoridade judiciária poderá
mes ou quaisquer representações ou
determinar o fechamento do estabe-
espetáculos, sem indicar os limites de
lecimento por até quinze dias.
idade a que não se recomendem:
Art. 257. Descumprir obrigação
Pena - multa de três a vinte salários
constante dos arts. 78 e 79 desta lei:
de referência, duplicada em caso de
reincidência aplicável, separadamen- Pena - multa de três a vinte salários
te, à casa de espetáculo e aos órgãos de referência, duplicando-se a pena
de divulgação ou publicidade. em caso de reincidência, sem prejuí-
zo de apreensão da revista ou publi-
Art. 254. Transmitir, através de rádio
cação.
ou televisão, espetáculo em horário
diverso do autorizado ou sem aviso Art. 258. Deixar o responsável pelo
de sua classificação. estabelecimento ou o empresário de
observar o que dispõe esta lei sobre o
Pena - multa de vinte a cem salários
acesso de criança ou adolescente aos
de referência; duplicada em caso de
locais de diversão, ou sobre sua parti-
reincidência, a autoridade judiciá-
cipação no espetáculo.
ria poderá determinar a suspensão
da programação da emissora por até Pena - multa de três a vinte salários
dois dias. de referência; em caso de reincidên-
cia, a autoridade judiciária poderá
Art. 255. Exibir filme, trailer, peça,
determinar o fechamento do estabe-
amostra ou congênere classificado
pelo órgão competente como inade- lecimento por até quinze dias.
quado às crianças ou adolescentes Art. 258-A. Deixar a autoridade com-
admitidos ao espetáculo: petente de providenciar a instalação e
Pena - multa de vinte a cem salários operacionalização dos cadastros pre-
de referência; na reincidência, a auto- vistos no art. 50 e no § 11 do art. 101
ridade poderá determinar a suspensão desta Lei:
do espetáculo ou o fechamento do es- Pena - multa de R$ 1.000,00 (mil
tabelecimento por até quinze dias. reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais).
Art. 256. Vender ou locar a criança ou Parágrafo único. Incorre nas mes-
adolescente fita de programação em mas penas a autoridade que deixa de
vídeo, em desacordo com a classifi- efetuar o cadastramento de crianças
cação atribuído pelo órgão compe- e de adolescentes em condições de
tente:

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serem adotadas, de pessoas ou casais Parágrafo único. Compete aos Esta-
habilitados à adoção e de crianças e dos Municípios promoverem a adap-
adolescentes em regime de acolhi- tação de seus órgãos e programas às
mento institucional ou familiar. (Ar- diretrizes e princípios estabelecidos
tigo acrescido pela Lei nº 12.010, de nesta lei.
3/8/2009)
Art. 260. Os contribuintes poderão
Art. 258-B. Deixar o médico, enfer- efetuar doações aos Fundos dos Di-
meiro ou dirigente de estabelecimen- reitos da Criança e do Adolescente
to de atenção à saúde de gestante de nacional, distrital, estaduais ou mu-
efetuar imediato encaminhamento à nicipais, devidamente comprovadas,
autoridade judiciária de caso de que sendo essas integralmente deduzidas
tenha conhecimento de mãe ou ges- do imposto de renda, obedecidos os
tante interessada em entregar seu fi- seguintes limites: (“Caput” com re-
lho para adoção: dação dada pela Lei nº 12.594, de
18/1/2012, publicada no DOU de
Pena - multa de R$ 1.000,00 (mil 19/1/2012, em vigor 90 (noventa) dias
reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais). após a publicação)
Parágrafo único. Incorre na mesma I - 1% (um por cento) do imposto
pena o funcionário de programa ofi- sobre a renda devido apurado pe-
cial ou comunitário destinado à garan- las pessoas jurídicas tributadas com
tia do direito à convivência familiar base no lucro real; e (Inciso com re-
que deixa de efetuar a comunicação dação dada pela Lei nº 12.594, de
referida no caput deste artigo. (Arti- 18/1/2012, publicada no DOU de
go acrescido pela Lei nº 12.010, de 19/1/2012, em vigor 90 (noventa)
3/8/2009) dias após a publicação)
DISPOSIÇÕES FINAIS E II - 6% (seis por cento) do imposto
TRANSITÓRIAS sobre a renda apurado pelas pessoas
Art. 259. A União, no prazo de no- físicas na Declaração de Ajuste Anual,
venta dias contados da publicação observado o disposto no art. 22 da Lei
deste Estatuto, elaborará projeto de nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997.
lei dispondo sobre a criação ou adap- (Inciso com redação dada pela Lei nº
tação de seus órgãos às diretrizes da 12.594, de 18/1/2012, publicada no
política de atendimento fixados no DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no-
art. 88 e ao que estabelece o Título V venta) dias após a publicação)
do Livro II. § 1º (Revogado pela Lei nº 9.532, de
10/12/1997)

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§ 1º-A. Na definição das prioridades Municipal dos Direitos da Criança e
a serem atendidas com os recursos do Adolescente, dos incentivos fis-
captados pelos Fundos Nacional, cais referidos neste artigo. (Pará-
Estaduais e Municipais dos Direitos grafo acrescido pela Lei nº 8.242, de
da Criança e do Adolescente, serão 12/10/1991)
consideradas as disposições do Plano
§ 5º Observado o disposto no § 4º
Nacional de Promoção, Proteção e
do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de
Defesa dos Direitos de Crianças e dezembro de 1995, a dedução de
Adolescentes à Convivência Familiar, que trata o inciso I do caput: (Pará-
bem como as regras e princípios grafo com redação dada pela Lei nº
relativos à garantia do direito à 12.594, de 18/1/2012, publicada no
convivência familiar previstos nesta DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no-
Lei. (Parágrafo acrescido pela Lei nº venta) dias após a publicação)
12.010, de 3/8/2009)
I - será considerada isoladamente,
§ 2º Os Conselhos Municipais, Es- não se submetendo a limite em con-
taduais e Nacional dos Direitos da junto com outras deduções do impos-
Criança e do Adolescente fixarão cri- to; e (Inciso com redação dada pela
térios de utilização, através de planos Lei nº 12.594, de 18/1/2012, publica-
de aplicação das doações subsidiadas da no DOU de 19/1/2012, em vigor
e demais receitas, aplicando necessa- 90 (noventa) dias após a publicação)
riamente percentual para incentivo ao
acolhimento, sob a forma de guarda, II - não poderá ser computada como
de criança ou adolescente, órfãos ou despesa operacional na apuração do
abandonado, na forma do disposto lucro real. (Inciso com redação dada
no art. 227, § 3º, VI, da Constituição pela Lei nº 12.594, de 18/01/2012, pu-
Federal. blicada no DOU de 19/1/2012, em vigor
90 (noventa) dias após a publicação)
§ 3º O Departamento da Receita Fe-
deral, do Ministério da Economia, Art. 260-A. A partir do exercício de
Fazenda e Planejamento, regulamen- 2010, ano-calendário de 2009, a pes-
tará a comprovação das doações fei- soa física poderá optar pela doação
tas aos fundos, nos termos deste arti- de que trata o inciso II do caput do
go. (Parágrafo acrescido pela Lei nº art. 260 diretamente em sua Declara-
8.242, de 12/10/1991) ção de Ajuste Anual.

§ 4º O Ministério Público determina- § 1º A doação de que trata o caput
rá em cada comarca a forma de fis- poderá ser deduzida até os seguintes
calização da aplicação, pelo Fundo percentuais aplicados sobre o imposto

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apurado na declaração: ção de Ajuste Anual com os acrésci-
mos legais previstos na legislação.
I - (VETADO);
§ 5º A pessoa física poderá deduzir
II - (VETADO);
do imposto apurado na Declaração
III - 3% (três por cento) a partir do de Ajuste Anual as doações feitas,
exercício de 2012. no respectivo ano calendário, aos
§ 2º A dedução de que trata o caput: fundos controlados pelos Conselhos
dos Direitos da Criança e do Adoles-
I - está sujeita ao limite de 6% (seis cente municipais, distrital, estaduais
por cento) do imposto sobre a renda e nacional concomitantemente com a
apurado na declaração de que trata o opção de que trata o caput, respeita-
inciso II do caput do art. 260; do o limite previsto no inciso II do
II - não se aplica à pessoa física que: art. 260. (Artigo acrescido pela Lei nº
12.594, de 18/1/2012, publicada no
a) utilizar o desconto simplificado; DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no-
b) apresentar declaração em formulá- venta) dias após a publicação)
rio; ou Art. 260-B. A doação de que trata o
c) entregar a declaração fora do pra- inciso I do art. 260 poderá ser dedu-
zo; zida:
III - só se aplica às doações em es- I - do imposto devido no trimestre,
pécie; e para as pessoas jurídicas que apuram
o imposto trimestralmente; e
IV - não exclui ou reduz outros bene-
fícios ou deduções em vigor. II - do imposto devido mensalmente
e no ajuste anual, para as pessoas ju-
§ 3º O pagamento da doação deve
rídicas que apuram o imposto anual-
ser efetuado até a data de vencimento
da primeira quota ou quota única mente.
do imposto, observadas instruções Parágrafo único. A doação deverá ser
específicas da Secretaria da Receita efetuada dentro do período a que se
Federal do Brasil. refere a apuração do imposto. (Arti-
§ 4º O não pagamento da doação no go acrescido pela Lei nº 12.594, de
prazo estabelecido no § 3º implica a 18/1/2012, publicada no DOU de
glosa definitiva desta parcela de de- 19/1/2012, em vigor 90 (noventa) dias
dução, ficando a pessoa física obri- após a publicação)
gada ao recolhimento da diferença de Art. 260-C. As doações de que trata o
imposto devido apurado na Declara- art. 260 desta Lei podem ser efetua-

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das em espécie ou em bens. § 2º No caso de doação em bens, o
comprovante deve conter a identifi-
Parágrafo único. As doações efetua-
cação dos bens, mediante descrição
das em espécie devem ser deposi-
em campo próprio ou em relação
tadas em conta específica, em insti-
anexa ao comprovante, informando
tuição financeira pública, vinculadas
também se houve avaliação, o nome,
aos respectivos fundos de que trata o
CPF ou CNPJ e endereço dos ava-
art. 260. (Artigo acrescido pela Lei nº
12.594, de 18/1/2012, publicada no liadores. (Artigo acrescido pela Lei
DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no- nº 12.594, de 18/1/2012, publicada
venta) dias após a publicação) no DOU de 19/1/2012, em vigor 90
(noventa) dias após a publicação)
Art. 260-D. Os órgãos responsáveis
pela administração das contas dos Art. 260-E. Na hipótese da doação
Fundos dos Direitos da Criança e do em bens, o doador deverá:
Adolescente nacional, estaduais, dis- I - comprovar a propriedade dos bens,
trital e municipais devem emitir reci- mediante documentação hábil;
bo em favor do doador, assinado por
pessoa competente e pelo presidente II - baixar os bens doados na declara-
do Conselho correspondente, especi- ção de bens e direitos, quando se tra-
ficando: tar de pessoa física, e na escrituração,
no caso de pessoa jurídica; e
I - número de ordem;
II - considerar como valor dos bens
II - nome, Cadastro Nacional da Pes- doados:
soa Jurídica (CNPJ) e endereço do
emitente; a) para as pessoas físicas, o valor
constante da última declaração do
III - nome, CNPJ ou Cadastro de Pes- imposto de renda, desde que não ex-
soas Físicas (CPF) do doador; ceda o valor de mercado;
IV - data da doação e valor efetiva- b) para as pessoas jurídicas, o valor
mente recebido; e contábil dos bens.
V - ano-calendário a que se refere a Parágrafo único. O preço obtido em
doação. caso de leilão não será considerado
§ 1º O comprovante de que trata o na determinação do valor dos bens
caput deste artigo pode ser emitido doados, exceto se o leilão for deter-
minado por autoridade judiciária.
anualmente, desde que discrimine os
(Artigo acrescido pela Lei nº 12.594,
valores doados mês a mês.
de 18/1/2012, publicada no DOU de

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19/1/2012, em vigor 90 (noventa) mento das obrigações previstas no
dias após a publicação) art. 260-G, a Secretaria da Receita
Federal do Brasil dará conhecimento
Art. 260-F. Os documentos a que se
do fato ao Ministério Público. (Arti-
referem os arts. 260-D e 260-E de-
vem ser mantidos pelo contribuinte go acrescido pela Lei nº 12.594, de
por um prazo de 5 (cinco) anos para 18/1/2012, publicada no DOU de
fins de comprovação da dedução 19/1/2012, em vigor 90 (noventa)
perante a Receita Federal do Brasil. dias após a publicação)
(Artigo acrescido pela Lei nº 12.594, Art. 260-I. Os Conselhos dos Di-
de 18/1/2012, publicada no DOU de reitos da Criança e do Adolescente
19/1/2012, em vigor 90 (noventa) nacional, estaduais, distrital e muni-
dias após a publicação) cipais divulgarão amplamente à co-
Art. 260-G. Os órgãos responsáveis munidade:
pela administração das contas dos I - o calendário de suas reuniões;
Fundos dos Direitos da Criança e do
Adolescente nacional, estaduais, dis- II - as ações prioritárias para aplica-
trital e municipais devem: ção das políticas de atendimento à
criança e ao adolescente;
I - manter conta bancária específica
destinada exclusivamente a gerir os III - os requisitos para a apresentação
recursos do Fundo; de projetos a serem beneficiados com
recursos dos Fundos dos Direitos da
II - manter controle das doações re- Criança e do Adolescente nacional,
cebidas; e estaduais, distrital ou municipais;
III - informar anualmente à Secretaria IV - a relação dos projetos aprovados
da Receita Federal do Brasil as doa- em cada ano-calendário e o valor dos
ções recebidas mês a mês, identifi- recursos previstos para implementa-
cando os seguintes dados por doador: ção das ações, por projeto;
a) nome, CNPJ ou CPF; V - o total dos recursos recebidos e
b) valor doado, especificando se a a respectiva destinação, por projeto
doação foi em espécie ou em bens. atendido, inclusive com cadastra-
(Artigo acrescido pela Lei nº 12.594, mento na base de dados do Sistema
de 18/1/2012, publicada no DOU de de Informações sobre a Infância e a
19/1/2012, em vigor 90 (noventa) Adolescência; e VI - a avaliação dos
dias após a publicação) resultados dos projetos beneficiados
com recursos dos Fundos dos Di-
Art. 260-H. Em caso de descumpri-
reitos da Criança e do Adolescente

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nacional, estaduais, distrital e muni- do pela Lei nº 12.594, de 18/1/2012,
cipais. (Artigo acrescido pela Lei nº publicada no DOU de 19/1/2012, em
12.594, de 18/1/2012, publicada no vigor 90 (noventa) dias após a publi-
DOU de 19/1/2012, em vigor 90 (no- cação)
venta) dias após a publicação)
Art. 260-L. A Secretaria da Receita
Art. 260-J. O Ministério Público de- Federal do Brasil expedirá as ins-
terminará, em cada Comarca, a forma truções necessárias à aplicação do
de fiscalização da aplicação dos in- disposto nos arts. 260 a 260-K. (Ar-
centivos fiscais referidos no art. 260 tigo acrescido pela Lei nº 12.594,
desta Lei. de 18/1/2012, publicada no DOU
de 19/1/2012, em vigor 90 (noventa)
Parágrafo único. O descumprimento
dias após a publicação)
do disposto nos arts. 260-G e 260-I
sujeitará os infratores a responder por Art. 261. À falta dos Conselhos Mu-
ação judicial proposta pelo Ministé- nicipais dos Direitos da Criança e do
rio Público, que poderá atuar de ofí- Adolescente, os registros, inscrições
cio, a requerimento ou representação e alterações a que se referem os arts.
de qualquer cidadão. (Artigo acresci- 90, parágrafo único, e 91 desta Lei
do pela Lei nº 12.594, de 18/1/2012, serão efetuados perante a autoridade
publicada no DOU de 19/1/2012, em judiciária da comarca a que pertencer
vigor 90 (noventa) dias após a publi- a entidade.
cação)
Parágrafo único. A União fica autori-
Art. 260-K. A Secretaria de Direitos zada a repassar aos Estados e Muni-
Humanos da Presidência da Repúbli- cípios, e os Estados aos Municípios,
ca (SDH/PR) encaminhará à Secreta- os recursos referentes aos programas
ria da Receita Federal do Brasil, até e atividades previstos nesta lei, tão
31 de outubro de cada ano, arquivo logo estejam criados os Conselhos
eletrônico contendo a relação atua- dos Direitos da Criança e do Adoles-
lizada dos Fundos dos Direitos da cente nos seus respectivos níveis.
Criança e do Adolescente nacional,
Art. 262. Enquanto não instalados os
distrital, estaduais e municipais, com
Conselhos Tutelares, as atribuições a
a indicação dos respectivos números
eles conferidas serão exercidas pela
de inscrição no CNPJ e das contas
autoridade judiciária.
bancárias específicas mantidas em
instituições financeiras públicas, Art. 263. O Decreto-Lei nº 2.848, de
destinadas exclusivamente a gerir os 7 de dezembro de 1940, Código Pe-
recursos dos Fundos. (Artigo acresci- nal, passa a vigorar com as seguintes

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alterações: Parágrafo único. Se o ofendido é me-
nor de catorze anos: Pena - reclusão
“1) Art. 121. - ....................................
de três a nove anos.”
........................................
Art. 264. O art. 102 da Lei nº 6.015,
§ 4º No homicídio culposo, a pena é
de 31 de dezembro de 1973, fica
aumentada de um terço, se o crime
acrescido do seguinte item:
resulta de inobservância de regra téc-
nica de profissão, arte ou ofício, ou “Art. 102. - ........................................
se o agente deixa de prestar imediato ........................................
socorro à vítima, não procura dimi-
6º) a perda e a suspensão do pátrio
nuir as conseqüências do seu ato, ou
poder.” (Vide art. 3º da Lei nº 12.010,
foge para evitar prisão em flagrante.
de 3/8/2009)
Sendo doloso o homicídio, a pena é
aumentada de um terço, se o crime é Art. 265. A Imprensa Nacional e de-
praticado contra pessoa menor de ca- mais gráficas da União, da adminis-
torze anos. tração direta ou indireta, inclusive
fundações instituídas e mantidas pelo
2) Art. 129. - ......................................
Poder Público Federal, promoverão
..........................................
edição popular do texto integral deste
§ 7º Aumenta-se a pena de um terço, estatuto, que será posto à disposição
se ocorrer qualquer das hipóteses do das escolas e das entidades de aten-
art. 121, § 4º. dimento e de defesa dos direitos da
criança e do adolescente.
§ 8º Aplica-se à lesão culposa o
disposto no § 5º do art. 121. Art. 266. Esta Lei entra em vigor no-
venta dias após sua publicação.
3) Art. 136. - ......................................
....................................... Parágrafo único. Durante o período
de vacância deverão ser promovidas
§ 3º Aumenta-se a pena de um terço,
atividades e campanhas de divulga-
se o crime é praticado contra pessoa
ção e esclarecimentos acerca do dis-
menor de catorze anos.
posto nesta lei.
4) Art. 213. - ......................................
Art. 267. Revogam-se as Leis nºs
...................................
4.513, de 1964 e 6.697, de 10 de ou-
Parágrafo único. Se a ofendida é me- tubro de 1979 (Código de Menores),
nor de catorze anos: Pena - reclusão e as demais disposições em contrário.
de quatro a dez anos.
Brasília, 13 de julho de 1990; 169º da
5) Art. 214. - ...................................... Independência e 102º da República.

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LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012 - SISTEMA NACIO-
NAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO (SINASE)

Institui o Sistema Nacional de Aten- das medidas destinadas a adolescente
dimento Socioeducativo (Sinase), que pratique ato infracional. 
regulamenta a execução das medidas
§ 1o  Entende-se por Sinase o con-
socioeducativas destinadas a adoles-
junto ordenado de princípios, regras
cente que pratique ato infracional; e
e critérios que envolvem a execução
altera as Leis nos 8.069, de 13 de ju-
de medidas socioeducativas, incluin-
lho de 1990 (Estatuto da Criança e do
do-se nele, por adesão, os sistemas
Adolescente); 7.560, de 19 de dezem-
estaduais, distrital e municipais, bem
bro de 1986, 7.998, de 11 de janeiro
como todos os planos, políticas e pro-
de 1990, 5.537, de 21 de novembro
gramas específicos de atendimento a
de 1968, 8.315, de 23 de dezembro
adolescente em conflito com a lei. 
de 1991, 8.706, de 14 de setembro de
1993, os Decretos-Leis nos 4.048, de § 2o  Entendem-se por medidas
22 de janeiro de 1942, 8.621, de 10 socioeducativas as previstas no art.
de janeiro de 1946, e a Consolidação 112 da Lei no 8.069, de 13 de julho de
das Leis do Trabalho (CLT), aprova- 1990 (Estatuto da Criança e do Ado-
da pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o lescente), as quais têm por objetivos: 
de maio de 1943.
I - a responsabilização do adolescen-
A PRESIDENTA DA REPÚBLI- te quanto às consequências lesivas do
CA Faço saber que o Congresso Na- ato infracional, sempre que possível
cional decreta e eu sanciono a seguin- incentivando a sua reparação; 
te Lei: 
II - a integração social do adolescen-
TÍTULO I te e a garantia de seus direitos indi-
DO SISTEMA NACIONAL viduais e sociais, por meio do cum-
DE ATENDIMENTO primento de seu plano individual de
SOCIOEDUCATIVO (Sinase)  atendimento; e 
III - a desaprovação da conduta infra-
CAPÍTULO I
cional, efetivando as disposições da
DISPOSIÇÕES GERAIS 
sentença como parâmetro máximo de
Art. 1o  Esta Lei institui o Sistema Na- privação de liberdade ou restrição de
cional de Atendimento Socioeducati- direitos, observados os limites pre-
vo (Sinase) e regulamenta a execução vistos em lei. 

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§ 3o Entendem-se por programa de III - prestar assistência técnica e suple-
atendimento a organização e o fun- mentação financeira aos Estados, ao
cionamento, por unidade, das condi- Distrito Federal e aos Municípios para
ções necessárias para o cumprimento o desenvolvimento de seus sistemas; 
das medidas socioeducativas. 
IV - instituir e manter o Sistema Na-
§ 4o  Entende-se por unidade a base cional de Informações sobre o Aten-
física necessária para a organização dimento Socioeducativo, seu fun-
e o funcionamento de programa de cionamento, entidades, programas,
atendimento.  incluindo dados relativos a financia-
§ 5o  Entendem-se por entidade de mento e população atendida; 
atendimento a pessoa jurídica de V - contribuir para a qualificação e
direito público ou privado que instala ação em rede dos Sistemas de Aten-
e mantém a unidade e os recursos dimento Socioeducativo; 
humanos e materiais necessários ao
desenvolvimento de programas de VI - estabelecer diretrizes sobre a or-
atendimento.  ganização e funcionamento das uni-
dades e programas de atendimento e
Art. 2o  O Sinase será coordenado pela as normas de referência destinadas ao
União e integrado pelos sistemas es- cumprimento das medidas socioedu-
taduais, distrital e municipais respon- cativas de internação e semiliberdade; 
sáveis pela implementação dos seus
respectivos programas de atendimen- VII - instituir e manter processo de
to a adolescente ao qual seja aplicada avaliação dos Sistemas de Atendi-
medida socioeducativa, com liberdade mento Socioeducativo, seus planos,
de organização e funcionamento, res- entidades e programas; 
peitados os termos desta Lei.  VIII - financiar, com os demais entes
federados, a execução de programas
CAPÍTULO II e serviços do Sinase; e 
DAS COMPETÊNCIAS 
IX - garantir a publicidade de infor-
Art. 3o  Compete à União:  mações sobre repasses de recursos
I - formular e coordenar a execução aos gestores estaduais, distrital e
da política nacional de atendimento municipais, para financiamento de
socioeducativo;  programas de atendimento socioedu-
cativo. 
II - elaborar o Plano Nacional de Aten-
dimento Socioeducativo, em parceria § 1o São vedados à União o desen-
com os Estados, o Distrito Federal e volvimento e a oferta de programas
os Municípios;  próprios de atendimento. 

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§ 2o  Ao Conselho Nacional dos VI - prestar assessoria técnica e su-
Direitos da Criança e do Adolescente plementação financeira aos Municí-
(Conanda) competem as funções pios para a oferta regular de progra-
normativa, deliberativa, de avaliação mas de meio aberto; 
e de fiscalização do Sinase, nos ter-
VII - garantir o pleno funcionamen-
mos previstos na Lei no 8.242, de 12
to do plantão interinstitucional, nos
de outubro de 1991, que cria o referi-
termos previstos no inciso V do art.
do Conselho. 
88 da Lei no 8.069, de 13 de julho de
§ 3o  O Plano de que trata o inciso II 1990 (Estatuto da Criança e do Ado-
do caput deste artigo será submetido lescente); 
à deliberação do Conanda. 
VIII - garantir defesa técnica do ado-
§ 4o  À Secretaria de Direitos Humanos lescente a quem se atribua prática de
da Presidência da República (SDH/ ato infracional; 
PR) competem as funções executiva e
de gestão do Sinase.  IX - cadastrar-se no Sistema Nacio-
nal de Informações sobre o Aten-
Art. 4o  Compete aos Estados:  dimento Socioeducativo e fornecer
I - formular, instituir, coordenar e regularmente os dados necessários
manter Sistema Estadual de Atendi- ao povoamento e à atualização do
mento Socioeducativo, respeitadas as Sistema; e 
diretrizes fixadas pela União;  X - cofinanciar, com os demais entes
II - elaborar o Plano Estadual de Aten- federados, a execução de programas
dimento Socioeducativo em confor- e ações destinados ao atendimento
midade com o Plano Nacional;  inicial de adolescente apreendido
para apuração de ato infracional, bem
III - criar, desenvolver e manter pro- como aqueles destinados a adoles-
gramas para a execução das medidas cente a quem foi aplicada medida so-
socioeducativas de semiliberdade e cioeducativa privativa de liberdade. 
internação; 
§ 1o  Ao Conselho Estadual dos
IV - editar normas complementares Direitos da Criança e do Adolescente
para a organização e funcionamento competem as funções deliberativas e
do seu sistema de atendimento e dos de controle do Sistema Estadual de
sistemas municipais;  Atendimento Socioeducativo, nos
V - estabelecer com os Municípios for- termos previstos no inciso II do art.
mas de colaboração para o atendimen- 88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de
to socioeducativo em meio aberto;  1990 (Estatuto da Criança e do Ado-

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lescente), bem como outras definidas voamento e à atualização do Sistema;
na legislação estadual ou distrital.  e 
§ 2o  O Plano de que trata o inciso II VI - cofinanciar, conjuntamente com
do caput deste artigo será submetido os demais entes federados, a execu-
à deliberação do Conselho Estadual ção de programas e ações destinados
dos Direitos da Criança e do Adoles- ao atendimento inicial de adolescente
cente.  apreendido para apuração de ato in-
fracional, bem como aqueles destina-
§ 3o  Competem ao órgão a ser
dos a adolescente a quem foi aplica-
designado no Plano de que trata o
da medida socioeducativa em meio
inciso II do caput deste artigo as fun-
aberto. 
ções executiva e de gestão do Siste-
ma Estadual de Atendimento Socioe- § 1o  Para garantir a oferta de programa
ducativo.  de atendimento socioeducativo de
meio aberto, os Municípios podem
Art. 5o  Compete aos Municípios: 
instituir os consórcios dos quais trata
I - formular, instituir, coordenar e a Lei no 11.107, de 6 de abril de 2005,
manter o Sistema Municipal de Aten- que dispõe sobre normas gerais de
dimento Socioeducativo, respeitadas contratação de consórcios públicos e
as diretrizes fixadas pela União e pelo dá outras providências, ou qualquer
respectivo Estado;  outro instrumento jurídico adequado,
como forma de compartilhar respon-
II - elaborar o Plano Municipal de
sabilidades. 
Atendimento Socioeducativo, em
conformidade com o Plano Nacional § 2o  Ao Conselho Municipal dos
e o respectivo Plano Estadual;  Direitos da Criança e do Adolescente
competem as funções deliberativas
III - criar e manter programas de aten-
e de controle do Sistema Municipal
dimento para a execução das medidas
de Atendimento Socioeducativo, nos
socioeducativas em meio aberto; 
termos previstos no inciso II do art.
IV - editar normas complementares 88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de
para a organização e funcionamen- 1990 (Estatuto da Criança e do Ado-
to dos programas do seu Sistema de lescente), bem como outras definidas
Atendimento Socioeducativo;  na legislação municipal. 
V - cadastrar-se no Sistema Nacional § 3o  O Plano de que trata o inciso II do
de Informações sobre o Atendimento caput deste artigo será submetido à de-
Socioeducativo e fornecer regular- liberação do Conselho Municipal dos
mente os dados necessários ao po- Direitos da Criança e do Adolescente. 

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§ 4o  Competem ao órgão a ser Art. 8o  Os Planos de Atendimento
designado no Plano de que trata o Socioeducativo deverão, obrigatoria-
inciso II do caput deste artigo as mente, prever ações articuladas nas
funções executiva e de gestão do Sis- áreas de educação, saúde, assistência
tema Municipal de Atendimento So- social, cultura, capacitação para o tra-
cioeducativo.  balho e esporte, para os adolescentes
atendidos, em conformidade com os
Art. 6o  Ao Distrito Federal cabem,
princípios elencados na Lei nº 8.069,
cumulativamente, as competências
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
dos Estados e dos Municípios. 
Criança e do Adolescente). 
CAPÍTULO III Parágrafo único.  Os Poderes Legis-
DOS PLANOS DE lativos federal, estaduais, distrital e
ATENDIMENTO municipais, por meio de suas comis-
SOCIOEDUCATIVO  sões temáticas pertinentes, acom-
Art. 7o  O Plano de que trata o inciso panharão a execução dos Planos de
II do art. 3o desta Lei deverá incluir Atendimento Socioeducativo dos
um diagnóstico da situação do Si- respectivos entes federados. 
nase, as diretrizes, os objetivos, as
CAPÍTULO IV
metas, as prioridades e as formas de
DOS PROGRAMAS DE
financiamento e gestão das ações de
ATENDIMENTO 
atendimento para os 10 (dez) anos
seguintes, em sintonia com os princí- Seção I
pios elencados na Lei nº 8.069, de 13 Disposições Gerais 
de julho de 1990 (Estatuto da Criança Art. 9o  Os Estados e o Distrito Fe-
e do Adolescente).  deral inscreverão seus programas de
§ 1o  As normas nacionais de referência atendimento e alterações no Conse-
para o atendimento socioeducativo lho Estadual ou Distrital dos Direitos
devem constituir anexo ao Plano de da Criança e do Adolescente, confor-
que trata o inciso II do art. 3o desta Lei.  me o caso. 

§ 2o  Os Estados, o Distrito Federal Art. 10.  Os Municípios inscreverão
e os Municípios deverão, com base seus programas e alterações, bem
no Plano Nacional de Atendimento como as entidades de atendimento
Socioeducativo, elaborar seus planos executoras, no Conselho Municipal
decenais correspondentes, em até 360 dos Direitos da Criança e do Adoles-
(trezentos e sessenta) dias a partir da cente. 
aprovação do Plano Nacional.  Art. 11.  Além da especificação do

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regime, são requisitos obrigatórios VI - a indicação da equipe técnica,
para a inscrição de programa de aten- cuja quantidade e formação devem
dimento:  estar em conformidade com as nor-
mas de referência do sistema e dos
I - a exposição das linhas gerais dos
conselhos profissionais e com o aten-
métodos e técnicas pedagógicas, com
dimento socioeducativo a ser realiza-
a especificação das atividades de na-
do; e 
tureza coletiva; 
II - a indicação da estrutura material, VII - a adesão ao Sistema de Infor-
dos recursos humanos e das estraté- mações sobre o Atendimento Socioe-
gias de segurança compatíveis com ducativo, bem como sua operação
as necessidades da respectiva unida- efetiva. 
de;  Parágrafo único.  O não cumprimen-
III - regimento interno que regule o to do previsto neste artigo sujeita as
funcionamento da entidade, no qual entidades de atendimento, os órgãos
deverá constar, no mínimo:  gestores, seus dirigentes ou prepostos
à aplicação das medidas previstas no
a) o detalhamento das atribuições e art. 97 da Lei nº 8.069, de 13 de ju-
responsabilidades do dirigente, de lho de 1990 (Estatuto da Criança e do
seus prepostos, dos membros da equi- Adolescente). 
pe técnica e dos demais educadores; 
Art. 12.  A composição da equipe téc-
b) a previsão das condições do exer- nica do programa de atendimento de-
cício da disciplina e concessão de be- verá ser interdisciplinar, compreen-
nefícios e o respectivo procedimento dendo, no mínimo, profissionais das
de aplicação; e  áreas de saúde, educação e assistên-
c) a previsão da concessão de bene- cia social, de acordo com as normas
fícios extraordinários e enaltecimen- de referência. 
to, tendo em vista tornar público o § 1o  Outros profissionais podem ser
reconhecimento ao adolescente pelo acrescentados às equipes para aten-
esforço realizado na consecução dos der necessidades específicas do pro-
objetivos do plano individual;  grama. 
IV - a política de formação dos recur- § 2o  Regimento interno deve discri-
sos humanos;  minar as atribuições de cada profis-
V - a previsão das ações de acompa- sional, sendo proibida a sobreposição
nhamento do adolescente após o cum- dessas atribuições na entidade de
primento de medida socioeducativa;  atendimento. 

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§ 3o  O não cumprimento do previsto Art. 14.  Incumbe ainda à direção do
neste artigo sujeita as entidades de programa de medida de prestação de
atendimento, seus dirigentes ou serviços à comunidade selecionar e
prepostos à aplicação das medidas credenciar entidades assistenciais,
previstas no art. 97 da Lei nº 8.069, hospitais, escolas ou outros estabele-
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da cimentos congêneres, bem como os
Criança e do Adolescente).  programas comunitários ou gover-
namentais, de acordo com o perfil do
Seção II socioeducando e o ambiente no qual
Dos Programas de Meio Aberto  a medida será cumprida. 
Art. 13.  Compete à direção do pro- Parágrafo único.  Se o Ministério Pú-
grama de prestação de serviços à co- blico impugnar o credenciamento, ou
munidade ou de liberdade assistida:  a autoridade judiciária considerá-lo
inadequado, instaurará incidente de
I - selecionar e credenciar orientado-
impugnação, com a aplicação subsi-
res, designando-os, caso a caso, para
diária do procedimento de apuração
acompanhar e avaliar o cumprimento
de irregularidade em entidade de
da medida; 
atendimento regulamentado na Lei
II - receber o adolescente e seus pais no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Es-
ou responsável e orientá-los sobre a tatuto da Criança e do Adolescente),
finalidade da medida e a organização devendo citar o dirigente do progra-
e funcionamento do programa;  ma e a direção da entidade ou órgão
credenciado. 
III - encaminhar o adolescente para o
orientador credenciado;  Seção III
IV - supervisionar o desenvolvimen- Dos Programas de
to da medida; e  Privação da Liberdade 
V - avaliar, com o orientador, a evo- Art. 15.  São requisitos específicos
lução do cumprimento da medida e, para a inscrição de programas de re-
se necessário, propor à autoridade gime de semiliberdade ou internação: 
judiciária sua substituição, suspensão I - a comprovação da existência de
ou extinção.  estabelecimento educacional com
Parágrafo único.  O rol de orientado- instalações adequadas e em confor-
res credenciados deverá ser comuni- midade com as normas de referência; 
cado, semestralmente, à autoridade II - a previsão do processo e dos re-
judiciária e ao Ministério Público.  quisitos para a escolha do dirigente; 

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III - a apresentação das atividades de 2 (dois) anos; e 
natureza coletiva; 
III - reputação ilibada. 
IV - a definição das estratégias para
a gestão de conflitos, vedada a pre- CAPÍTULO V
visão de isolamento cautelar, exceto DA AVALIAÇÃO E
nos casos previstos no § 2o do art. 49 ACOMPANHAMENTO DA
desta Lei; e  GESTÃO DO ATENDIMENTO
V - a previsão de regime disciplinar SOCIOEDUCATIVO 
nos termos do art. 72 desta Lei.  Art. 18.  A União, em articulação
Art. 16.  A estrutura física da unidade com os Estados, o Distrito Federal e
deverá ser compatível com as normas os Municípios, realizará avaliações
de referência do Sinase.  periódicas da implementação dos
Planos de Atendimento Socioeduca-
§ 1o  É vedada a edificação de tivo em intervalos não superiores a 3
unidades socioeducacionais em es- (três) anos. 
paços contíguos, anexos, ou de qual-
quer outra forma integrados a estabe- § 1o  O objetivo da avaliação é verifi-
lecimentos penais.  car o cumprimento das metas estabe-
lecidas e elaborar recomendações aos
§ 2o  A direção da unidade adotará,
gestores e operadores dos Sistemas. 
em caráter excepcional, medidas para
proteção do interno em casos de risco § 2o  O processo de avaliação deve-
à sua integridade física, à sua vida, ou rá contar com a participação de re-
à de outrem, comunicando, de ime- presentantes do Poder Judiciário, do
diato, seu defensor e o Ministério Ministério Público, da Defensoria
Público.  Pública e dos Conselhos Tutelares, na
Art. 17.  Para o exercício da função de forma a ser definida em regulamento. 
dirigente de programa de atendimento § 3o  A primeira avaliação do Plano
em regime de semiliberdade ou de in- Nacional de Atendimento Socioedu-
ternação, além dos requisitos específi- cativo realizar-se-á no terceiro ano de
cos previstos no respectivo programa vigência desta Lei, cabendo ao Poder
de atendimento, é necessário:  Legislativo federal acompanhar o
I - formação de nível superior compa- trabalho por meio de suas comissões
tível com a natureza da função;  temáticas pertinentes. 
II - comprovada experiência no traba- Art. 19.  É instituído o Sistema Na-
lho com adolescentes de, no mínimo, cional de Avaliação e Acompanha-

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mento do Atendimento Socioeducati- seu efetivo cumprimento. 
vo, com os seguintes objetivos: 
§ 5o  O acompanhamento tem por
I - contribuir para a organização da objetivo verificar o cumprimento das
rede de atendimento socioeducativo;  metas dos Planos de Atendimento
Socioeducativo. 
II - assegurar conhecimento rigoroso
sobre as ações do atendimento so- Art. 20.  O Sistema Nacional de Ava-
cioeducativo e seus resultados;  liação e Acompanhamento da Gestão
III - promover a melhora da quali- do Atendimento Socioeducativo as-
dade da gestão e do atendimento so- segurará, na metodologia a ser em-
cioeducativo; e  pregada: 

IV - disponibilizar informações sobre I - a realização da autoavaliação dos
o atendimento socioeducativo.  gestores e das instituições de atendi-
mento; 
§ 1o  A avaliação abrangerá, no míni-
mo, a gestão, as entidades de atendi- II - a avaliação institucional externa,
mento, os programas e os resultados contemplando a análise global e inte-
da execução das medidas socioedu- grada das instalações físicas, relações
cativas.  institucionais, compromisso social,
atividades e finalidades das institui-
§ 2o  Ao final da avaliação, será ela- ções de atendimento e seus progra-
borado relatório contendo histórico mas; 
e diagnóstico da situação, as reco-
mendações e os prazos para que es- III - o respeito à identidade e à diver-
sas sejam cumpridas, além de outros sidade de entidades e programas; 
elementos a serem definidos em re- IV - a participação do corpo de funcio-
gulamento.  nários das entidades de atendimento e
§ 3o  O relatório da avaliação deve- dos Conselhos Tutelares da área de
rá ser encaminhado aos respectivos atuação da entidade avaliada; e 
Conselhos de Direitos, Conselhos V - o caráter público de todos os pro-
Tutelares e ao Ministério Públi- cedimentos, dados e resultados dos
co.????????????????  processos avaliativos. 
§ 4o  Os gestores e entidades têm o
Art. 21.  A avaliação será coordena-
dever de colaborar com o processo
da por uma comissão permanente e
de avaliação, facilitando o acesso às
realizada por comissões temporárias,
suas instalações, à documentação e
essas compostas, no mínimo, por 3
a todos os elementos necessários ao
(três) especialistas com reconhecida

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atuação na área temática e definidas IV - a articulação interinstitucional e
na forma do regulamento.  intersetorial das políticas. 
Parágrafo único.  É vedado à comis- Art. 23.  A avaliação das entidades
são permanente designar avaliadores:  terá por objetivo identificar o perfil e
o impacto de sua atuação, por meio
I - que sejam titulares ou servidores
de suas atividades, programas e pro-
dos órgãos gestores avaliados ou fun-
jetos, considerando as diferentes di-
cionários das entidades avaliadas; 
mensões institucionais e, entre elas,
II - que tenham relação de parentesco obrigatoriamente, as seguintes: 
até o 3o grau com titulares ou servi-
I - o plano de desenvolvimento ins-
dores dos órgãos gestores avaliados
titucional; 
e/ou funcionários das entidades ava-
liadas; e  II - a responsabilidade social, con-
siderada especialmente sua contri-
III - que estejam respondendo a pro-
buição para a inclusão social e o de-
cessos criminais. 
senvolvimento socioeconômico do
Art. 22.  A avaliação da gestão terá adolescente e de sua família; 
por objetivo: 
III - a comunicação e o intercâmbio
I - verificar se o planejamento orça- com a sociedade; 
mentário e sua execução se proces-
IV - as políticas de pessoal quanto
sam de forma compatível com as ne-
à qualificação, aperfeiçoamento, de-
cessidades do respectivo Sistema de
senvolvimento profissional e condi-
Atendimento Socioeducativo; 
ções de trabalho; 
II - verificar a manutenção do fluxo
V - a adequação da infraestrutura físi-
financeiro, considerando as necessi-
ca às normas de referência; 
dades operacionais do atendimento
socioeducativo, as normas de refe- VI - o planejamento e a autoavalia-
rência e as condições previstas nos ção quanto aos processos, resultados,
instrumentos jurídicos celebrados en- eficiência e eficácia do projeto peda-
tre os órgãos gestores e as entidades gógico e da proposta socioeducativa; 
de atendimento; 
VII - as políticas de atendimento para
III - verificar a implementação de os adolescentes e suas famílias; 
todos os demais compromissos assu-
VIII - a atenção integral à saúde dos
midos por ocasião da celebração dos
adolescentes em conformidade com
instrumentos jurídicos relativos ao
as diretrizes do art. 60 desta Lei; e 
atendimento socioeducativo; e 

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IX - a sustentabilidade financeira.  cooperação com vistas à correção de
problemas diagnosticados na avalia-
Art. 24.  A avaliação dos programas
ção; 
terá por objetivo verificar, no míni-
mo, o atendimento ao que determi- V - reforço de financiamento para
nam os arts. 94, 100, 117, 119, 120, fortalecer a rede de atendimento so-
123 e 124 da Lei no 8.069, de 13 de cioeducativo; 
julho de 1990 (Estatuto da Criança e
VI - melhorar e ampliar a capacitação
do Adolescente). 
dos operadores do Sistema de Aten-
Art. 25.  A avaliação dos resultados dimento Socioeducativo; e 
da execução de medida socioeducati-
VII - os efeitos do art. 95 da Lei no
va terá por objetivo, no mínimo: 
8.069, de 13 de julho de 1990 (Esta-
I - verificar a situação do adolescen- tuto da Criança e do Adolescente). 
te após cumprimento da medida so-
Parágrafo único.  As recomendações
cioeducativa, tomando por base suas
originadas da avaliação deverão indi-
perspectivas educacionais, sociais,
car prazo para seu cumprimento por
profissionais e familiares; e 
parte das entidades de atendimento
II - verificar reincidência de prática e dos gestores avaliados, ao fim do
de ato infracional.  qual estarão sujeitos às medidas pre-
vistas no art. 28 desta Lei. 
Art. 26.  Os resultados da avaliação
serão utilizados para:  Art. 27.  As informações produzidas
a partir do Sistema Nacional de In-
I - planejamento de metas e eleição
formações sobre Atendimento So-
de prioridades do Sistema de Atendi-
cioeducativo serão utilizadas para
mento Socioeducativo e seu financia-
subsidiar a avaliação, o acompanha-
mento; 
mento, a gestão e o financiamento
II - reestruturação e/ou ampliação da dos Sistemas Nacional, Distrital, Es-
rede de atendimento socioeducativo, taduais e Municipais de Atendimento
de acordo com as necessidades diag- Socioeducativo. 
nosticadas; 
CAPÍTULO VI
III - adequação dos objetivos e da
DA RESPONSABILIZAÇÃO DOS
natureza do atendimento socioedu-
GESTORES, OPERADORES E
cativo prestado pelas entidades ava-
ENTIDADES DE ATENDIMENTO 
liadas; 
Art. 28.  No caso do desrespeito,
IV - celebração de instrumentos de
mesmo que parcial, ou do não cum-

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primento integral às diretrizes e de- ção na administração pública direta,
terminações desta Lei, em todas as indireta ou fundacional e dá outras
esferas, são sujeitos:  providências (Lei de Improbidade
Administrativa). 
I - gestores, operadores e seus pre-
postos e entidades governamentais às
CAPÍTULO VII
medidas previstas no inciso I e no §
DO FINANCIAMENTO E DAS
1o do art. 97 da Lei no 8.069, de 13 de
PRIORIDADES 
julho de 1990 (Estatuto da Criança e
do Adolescente); e  Art. 30.  O Sinase será cofinanciado
com recursos dos orçamentos fiscal e
II - entidades não governamentais,
da seguridade social, além de outras
seus gestores, operadores e prepostos
fontes. 
às medidas previstas no inciso II e no
§ 1o do art. 97 da Lei no 8.069, de 13 § 1o  (VETADO). 
de julho de 1990 (Estatuto da Criança § 2o  Os entes federados que tenham
e do Adolescente).  instituído seus sistemas de atendi-
Parágrafo único.  A aplicação das me- mento socioeducativo terão acesso
didas previstas neste artigo dar-se-á a aos recursos na forma de transferên-
partir da análise de relatório circuns- cia adotada pelos órgãos integrantes
tanciado elaborado após as avalia- do Sinase. 
ções, sem prejuízo do que determi- § 3o  Os entes federados beneficiados
nam os arts. 191 a 197, 225 a 227, com recursos dos orçamentos dos
230 a 236, 243 e 245 a 247 da Lei no órgãos responsáveis pelas políticas
8.069, de 13 de julho de 1990 (Esta- integrantes do Sinase, ou de outras
tuto da Criança e do Adolescente).  fontes, estão sujeitos às normas e
Art. 29.  Àqueles que, mesmo não procedimentos de monitoramento
sendo agentes públicos, induzam ou estabelecidos pelas instâncias dos
concorram, sob qualquer forma, dire- órgãos das políticas setoriais envol-
ta ou indireta, para o não cumprimen- vidas, sem prejuízo do disposto nos
to desta Lei, aplicam-se, no que cou- incisos IX e X do art. 4o, nos incisos
ber, as penalidades dispostas na Lei V e VI do art. 5o e no art. 6o desta Lei. 
no 8.429, de 2 de junho de 1992, que Art. 31.  Os Conselhos de Direitos,
dispõe sobre as sanções aplicáveis nas 3 (três) esferas de governo, de-
aos agentes públicos nos casos de finirão, anualmente, o percentual de
enriquecimento ilícito no exercício recursos dos Fundos dos Direitos da
de mandato, cargo, emprego ou fun- Criança e do Adolescente a serem

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aplicados no financiamento das ações não governamentais integrantes do
previstas nesta Lei, em especial para Sinase que solicitem recursos tenham
capacitação, sistemas de informação participado da avaliação nacional do
e de avaliação.  atendimento socioeducativo; 
Parágrafo único.  Os entes federados III - o projeto apresentado esteja de
beneficiados com recursos do Fundo acordo com os pressupostos da Polí-
dos Direitos da Criança e do Adoles- tica Nacional sobre Drogas e legisla-
cente para ações de atendimento so- ção específica.” 
cioeducativo prestarão informações
Art. 33.  A Lei no 7.998, de 11 de ja-
sobre o desempenho dessas ações por
meio do Sistema de Informações so- neiro de 1990, passa a vigorar acres-
bre Atendimento Socioeducativo.  cida do seguinte art. 19-A: 

Art. 32.  A Lei no 7.560, de 19 de de- “Art. 19-A.  O Codefat poderá priori-
zembro de 1986, passa a vigorar com zar projetos das entidades integrantes
as seguintes alterações:  do Sistema Nacional de Atendimento
Socioeducativo (Sinase) desde que: 
“Art. 5o  Os recursos do Funad serão
destinados: I - o ente federado de vinculação da
........................................................... entidade que solicita o recurso pos-
..................................  sua o respectivo Plano de Atendi-
mento Socioeducativo aprovado; 
X - às entidades governamentais e
não governamentais integrantes do II - as entidades governamentais e
Sistema Nacional de Atendimento não governamentais integrantes do
Socioeducativo (Sinase). Sinase que solicitem recursos tenham
........................................................... se submetido à avaliação nacional do
........................” (NR)  atendimento socioeducativo.” 
“Art. 5o-A.  A Secretaria Nacional de Art. 34.  O art. 2o da Lei no 5.537, de
Políticas sobre Drogas (Senad), órgão 21 de novembro de 1968, passa a vi-
gestor do Fundo Nacional Antidrogas gorar acrescido do seguinte § 3o:
(Funad), poderá financiar projetos “Art. 2o  ..............................................
das entidades do Sinase desde que:  ...........................................................
I - o ente federado de vinculação da ........................................................... 
entidade que solicita o recurso pos-
§ 3o  O fundo de que trata o art. 1o
sua o respectivo Plano de Atendi-
poderá financiar, na forma das reso-
mento Socioeducativo aprovado; 
luções de seu conselho deliberativo,
II - as entidades governamentais e programas e projetos de educação

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básica relativos ao Sistema Nacional que sejam restaurativas e, sempre que
de Atendimento Socioeducativo (Si- possível, atendam às necessidades
nase) desde que:  das vítimas; 
I - o ente federado que solicitar o re- IV - proporcionalidade em relação à
curso possua o respectivo Plano de ofensa cometida; 
Atendimento Socioeducativo apro-
V - brevidade da medida em resposta
vado; 
ao ato cometido, em especial o res-
II - as entidades de atendimento vin- peito ao que dispõe o art. 122 da Lei
culadas ao ente federado que solici- no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Es-
tar o recurso tenham se submetido à tatuto da Criança e do Adolescente); 
avaliação nacional do atendimento
VI - individualização, considerando-
socioeducativo; e 
se a idade, capacidades e circunstân-
III - o ente federado tenha assinado cias pessoais do adolescente; 
o Plano de Metas Compromisso To-
VII - mínima intervenção, restrita ao
dos pela Educação e elaborado o res-
necessário para a realização dos obje-
pectivo Plano de Ações Articuladas
tivos da medida; 
(PAR).” (NR) 
VIII - não discriminação do adoles-
TÍTULO II cente, notadamente em razão de etnia,
DA EXECUÇÃO DAS MEDIDAS gênero, nacionalidade, classe social,
SOCIOEDUCATIVAS  orientação religiosa, política ou se-
xual, ou associação ou pertencimento
CAPÍTULO I a qualquer minoria ou status; e 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
IX - fortalecimento dos vínculos fa-
Art. 35.  A execução das medidas
miliares e comunitários no processo
socioeducativas reger-se-á pelos se-
socioeducativo. 
guintes princípios: 
I - legalidade, não podendo o adoles- CAPÍTULO II
cente receber tratamento mais gravo- DOS PROCEDIMENTOS 
so do que o conferido ao adulto; 
Art. 36.  A competência para juris-
II - excepcionalidade da intervenção dicionar a execução das medidas so-
judicial e da imposição de medidas, cioeducativas segue o determinado
favorecendo-se meios de autocompo- pelo art. 146 da Lei no 8.069, de 13
sição de conflitos;   de julho de 1990 (Estatuto da Criança
e do Adolescente). 
III - prioridade a práticas ou medidas

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Art. 37.  A defesa e o Ministério a) cópia da representação; 
Público intervirão, sob pena de nu-
b) cópia da certidão de antecedentes; 
lidade, no procedimento judicial de
execução de medida socioeducati- c) cópia da sentença ou acórdão; e 
va, asseguradas aos seus membros
d) cópia de estudos técnicos realiza-
as prerrogativas previstas na Lei no
dos durante a fase de conhecimento. 
8.069, de 13 de julho de 1990 (Es-
tatuto da Criança e do Adolescente), Parágrafo único.  Procedimento idên-
podendo requerer as providências tico será observado na hipótese de
necessárias para adequar a execução medida aplicada em sede de remis-
aos ditames legais e regulamentares.  são, como forma de suspensão do
processo. 
Art. 38.  As medidas de proteção, de
advertência e de reparação do dano, Art. 40.  Autuadas as peças, a autori-
quando aplicadas de forma isolada, se- dade judiciária encaminhará, imedia-
rão executadas nos próprios autos do tamente, cópia integral do expediente
processo de conhecimento, respeitado ao órgão gestor do atendimento so-
o disposto nos arts. 143 e 144 da Lei no cioeducativo, solicitando designação
8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatu- do programa ou da unidade de cum-
to da Criança e do Adolescente).  primento da medida. 
Art. 39.  Para aplicação das medi- Art. 41.  A autoridade judiciária dará
das socioeducativas de prestação de vistas da proposta de plano indivi-
serviços à comunidade, liberdade as- dual de que trata o art. 53 desta Lei
sistida, semiliberdade ou internação, ao defensor e ao Ministério Público
será constituído processo de execu- pelo prazo sucessivo de 3 (três) dias,
ção para cada adolescente, respeitado contados do recebimento da proposta
o disposto nos arts. 143 e 144 da Lei encaminhada pela direção do progra-
nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Es- ma de atendimento. 
tatuto da Criança e do Adolescente), § 1o  O defensor e o Ministério Públi-
e com autuação das seguintes peças:  co poderão requerer, e o Juiz da Exe-
I - documentos de caráter pessoal do cução poderá determinar, de ofício, a
adolescente existentes no processo de realização de qualquer avaliação ou
conhecimento, especialmente os que perícia que entenderem necessárias
comprovem sua idade; e para complementação do plano indi-
vidual. 
II - as indicadas pela autoridade judi-
ciária, sempre que houver necessidade § 2o  A impugnação ou complementação
e, obrigatoriamente:  do plano individual, requerida pelo

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defensor ou pelo Ministério Público, § 2o  A gravidade do ato infracional,
deverá ser fundamentada, podendo os antecedentes e o tempo de duração
a autoridade judiciária indeferi-la, se da medida não são fatores que, por
entender insuficiente a motivação.  si, justifiquem a não substituição da
medida por outra menos grave. 
§ 3o  Admitida a impugnação, ou se
entender que o plano é inadequado, § 3o  Considera-se mais grave a inter-
a autoridade judiciária designará, se nação, em relação a todas as demais
necessário, audiência da qual cientifi- medidas, e mais grave a semiliberda-
cará o defensor, o Ministério Público, de, em relação às medidas de meio
a direção do programa de atendimen- aberto. 
to, o adolescente e seus pais ou res- Art. 43.  A reavaliação da manuten-
ponsável.  ção, da substituição ou da suspensão
§ 4o  A impugnação não suspenderá a das medidas de meio aberto ou de
execução do plano individual, salvo privação da liberdade e do respectivo
determinação judicial em contrário.  plano individual pode ser solicitada
a qualquer tempo, a pedido da dire-
§ 5o  Findo o prazo sem impugnação,
ção do programa de atendimento, do
considerar-se-á o plano individual
defensor, do Ministério Público, do
homologado. 
adolescente, de seus pais ou respon-
Art. 42.  As medidas socioeducativas sável. 
de liberdade assistida, de semiliber-
§ 1o  Justifica o pedido de reavaliação,
dade e de internação deverão ser rea-
entre outros motivos: 
valiadas no máximo a cada 6 (seis)
meses, podendo a autoridade judiciá- I - o desempenho adequado do ado-
ria, se necessário, designar audiência, lescente com base no seu plano de
no prazo máximo de 10 (dez) dias, atendimento individual, antes do pra-
cientificando o defensor, o Ministé- zo da reavaliação obrigatória; 
rio Público, a direção do programa II - a inadaptação do adolescente ao
de atendimento, o adolescente e seus programa e o reiterado descumpri-
pais ou responsável.  mento das atividades do plano indi-
§ 1o  A audiência será instruída com vidual; e 
o relatório da equipe técnica do III - a necessidade de modificação
programa de atendimento sobre a das atividades do plano individual
evolução do plano de que trata o art. que importem em maior restrição da
52 desta Lei e com qualquer outro liberdade do adolescente. 
parecer técnico requerido pelas partes
e deferido pela autoridade judiciária.  § 2o  A autoridade judiciária poderá

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indeferir o pedido, de pronto, se en- Art. 45.  Se, no transcurso da execu-
tender insuficiente a motivação.  ção, sobrevier sentença de aplicação
de nova medida, a autoridade judiciá-
§ 3o  Admitido o processamento do
ria procederá à unificação, ouvidos,
pedido, a autoridade judiciária, se
previamente, o Ministério Público e
necessário, designará audiência,
o defensor, no prazo de 3 (três) dias
observando o princípio do § 1o do art.
sucessivos, decidindo-se em igual
42 desta Lei. 
prazo. 
§ 4o A substituição por medida
§ 1o  É vedado à autoridade judiciária
mais gravosa somente ocorrerá
determinar reinício de cumprimento
em situações excepcionais, após o
de medida socioeducativa, ou deixar
devido processo legal, inclusive na
de considerar os prazos máximos, e
hipótese do inciso III do art. 122 da
de liberação compulsória previstos na
Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990
Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990
(Estatuto da Criança e do Adolescen-
(Estatuto da Criança e do Adolescen-
te), e deve ser: 
te), excetuada a hipótese de medida
I - fundamentada em parecer técnico;  aplicada por ato infracional praticado
II - precedida de prévia audiência, e durante a execução. 
nos termos do § 1o do art. 42 desta § 2o  É vedado à autoridade judiciária
Lei.  aplicar nova medida de internação,
Art. 44.  Na hipótese de substituição por atos infracionais praticados
da medida ou modificação das ativi- anteriormente, a adolescente que
dades do plano individual, a autori- já tenha concluído cumprimento
dade judiciária remeterá o inteiro teor de medida socioeducativa dessa
da decisão à direção do programa de natureza, ou que tenha sido
atendimento, assim como as peças que transferido para cumprimento de
entender relevantes à nova situação medida menos rigorosa, sendo tais
jurídica do adolescente.  atos absorvidos por aqueles aos quais
se impôs a medida socioeducativa
Parágrafo único.  No caso de a subs- extrema. 
tituição da medida importar em
vinculação do adolescente a outro Art. 46.  A medida socioeducativa
programa de atendimento, o plano in- será declarada extinta: 
dividual e o histórico do cumprimen- I - pela morte do adolescente; 
to da medida deverão acompanhar a
II - pela realização de sua finalidade; 
transferência. 
III - pela aplicação de pena privativa

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de liberdade, a ser cumprida em regi- § 1o  Postulada a revisão após ouvida
me fechado ou semiaberto, em execu- a autoridade colegiada que aplicou a
ção provisória ou definitiva;  sanção e havendo provas a produzir
em audiência, procederá o magistrado
IV - pela condição de doença grave,
na forma do § 1o do art. 42 desta Lei. 
que torne o adolescente incapaz de
submeter-se ao cumprimento da me- § 2o  É vedada a aplicação de
dida; e  sanção disciplinar de isolamento
a adolescente interno, exceto seja
V - nas demais hipóteses previstas
essa imprescindível para garantia
em lei. 
da segurança de outros internos ou
§ 1o  No caso de o maior de 18 do próprio adolescente a quem seja
(dezoito) anos, em cumprimento de imposta a sanção, sendo necessária
medida socioeducativa, responder a ainda comunicação ao defensor, ao
processo-crime, caberá à autoridade Ministério Público e à autoridade
judiciária decidir sobre eventual judiciária em até 24 (vinte e quatro)
extinção da execução, cientificando horas. 
da decisão o juízo criminal
competente.  CAPÍTULO III
DOS DIREITOS INDIVIDUAIS 
§ 2   Em qualquer caso, o tempo de
o

prisão cautelar não convertida em Art. 49.  São direitos do adolescente
pena privativa de liberdade deve ser submetido ao cumprimento de medi-
descontado do prazo de cumprimento da socioeducativa, sem prejuízo de
da medida socioeducativa.  outros previstos em lei: 
Art. 47.  O mandado de busca e I - ser acompanhado por seus pais ou
apreensão do adolescente terá vigên- responsável e por seu defensor, em
cia máxima de 6 (seis) meses, a con- qualquer fase do procedimento ad-
tar da data da expedição, podendo, se ministrativo ou judicial; 
necessário, ser renovado, fundamen-
II - ser incluído em programa de
tadamente. 
meio aberto quando inexistir vaga
Art. 48.  O defensor, o Ministério para o cumprimento de medida de
Público, o adolescente e seus pais ou privação da liberdade, exceto nos ca-
responsável poderão postular revisão sos de ato infracional cometido me-
judicial de qualquer sanção discipli- diante grave ameaça ou violência à
nar aplicada, podendo a autoridade pessoa, quando o adolescente deverá
judiciária suspender a execução da ser internado em Unidade mais pró-
sanção até decisão final do incidente.  xima de seu local de residência; 

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III - ser respeitado em sua perso- § 2o  A oferta irregular de programas
nalidade, intimidade, liberdade de de atendimento socioeducativo em
pensamento e religião e em todos os meio aberto não poderá ser invocada
direitos não expressamente limitados como motivo para aplicação ou
na sentença;  manutenção de medida de privação
da liberdade. 
IV - peticionar, por escrito ou verbal-
mente, diretamente a qualquer auto- Art. 50.  Sem prejuízo do disposto
ridade ou órgão público, devendo, no § 1o do art. 121 da Lei no 8.069,
obrigatoriamente, ser respondido em de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
até 15 (quinze) dias;  Criança e do Adolescente), a direção
do programa de execução de medida
V - ser informado, inclusive por es-
de privação da liberdade poderá au-
crito, das normas de organização e
torizar a saída, monitorada, do ado-
funcionamento do programa de aten-
lescente nos casos de tratamento mé-
dimento e também das previsões de
dico, doença grave ou falecimento,
natureza disciplinar; 
devidamente comprovados, de pai,
VI - receber, sempre que solicitar, mãe, filho, cônjuge, companheiro ou
informações sobre a evolução de seu irmão, com imediata comunicação ao
plano individual, participando, obri- juízo competente. 
gatoriamente, de sua elaboração e, se
Art. 51.  A decisão judicial relativa à
for o caso, reavaliação; 
execução de medida socioeducativa
VII - receber assistência integral à será proferida após manifestação do
sua saúde, conforme o disposto no defensor e do Ministério Público. 
art. 60 desta Lei; e 
CAPÍTULO IV
VIII - ter atendimento garantido em
DO PLANO INDIVIDUAL DE
creche e pré-escola aos filhos de 0
ATENDIMENTO (PIA) 
(zero) a 5 (cinco) anos. 
Art. 52.  O cumprimento das medi-
§ 1o  As garantias processuais
das socioeducativas, em regime de
destinadas a adolescente autor de ato
prestação de serviços à comunidade,
infracional previstas na Lei no 8.069,
liberdade assistida, semiliberdade ou
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
internação, dependerá de Plano Indi-
Criança e do Adolescente), aplicam-se
vidual de Atendimento (PIA), instru-
integralmente na execução das medi-
mento de previsão, registro e gestão
das socioeducativas, inclusive no âm-
das atividades a serem desenvolvidas
bito administrativo. 
com o adolescente. 

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Parágrafo único.  O PIA deverá con- Art. 55.  Para o cumprimento das
templar a participação dos pais ou medidas de semiliberdade ou de in-
responsáveis, os quais têm o dever de ternação, o plano individual conterá,
contribuir com o processo ressocia- ainda: 
lizador do adolescente, sendo esses
I - a designação do programa de aten-
passíveis de responsabilização admi-
dimento mais adequado para o cum-
nistrativa, nos termos do art. 249 da
primento da medida; 
Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990
(Estatuto da Criança e do Adolescen- II - a definição das atividades internas
te), civil e criminal.  e externas, individuais ou coletivas,
das quais o adolescente poderá par-
Art. 53.  O PIA será elaborado sob a
ticipar; e 
responsabilidade da equipe técnica
do respectivo programa de atendi- III - a fixação das metas para o alcan-
mento, com a participação efetiva do ce de desenvolvimento de atividades
adolescente e de sua família, repre- externas. 
sentada por seus pais ou responsável. 
Parágrafo único.  O PIA será elabo-
Art. 54.  Constarão do plano indivi- rado no prazo de até 45 (quarenta e
dual, no mínimo:  cinco) dias da data do ingresso do
adolescente no programa de atendi-
I - os resultados da avaliação inter-
mento. 
disciplinar; 
Art. 56.  Para o cumprimento das me-
II - os objetivos declarados pelo ado-
didas de prestação de serviços à co-
lescente; 
munidade e de liberdade assistida, o
III - a previsão de suas atividades de PIA será elaborado no prazo de até 15
integração social e/ou capacitação (quinze) dias do ingresso do adoles-
profissional;  cente no programa de atendimento. 
IV - atividades de integração e apoio Art. 57.  Para a elaboração do PIA,
à família;  a direção do respectivo programa de
atendimento, pessoalmente ou por
V - formas de participação da família
meio de membro da equipe técnica,
para efetivo cumprimento do plano
terá acesso aos autos do procedimen-
individual; e 
to de apuração do ato infracional e
VI - as medidas específicas de aten- aos dos procedimentos de apuração
ção à sua saúde.  de outros atos infracionais atribuídos
ao mesmo adolescente. 
§ 1o  O acesso aos documentos de

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C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 106 15/07/14 11:28
que trata o caput deverá ser realizado CAPÍTULO V
por funcionário da entidade de aten- DA ATENÇÃO INTEGRAL À
dimento, devidamente credenciado SAÚDE DE ADOLESCENTE EM
para tal atividade, ou por membro CUMPRIMENTO DE MEDIDA
da direção, em conformidade com as SOCIOEDUCATIVA 
normas a serem definidas pelo Poder
Judiciário, de forma a preservar o que Seção I
determinam os arts. 143 e 144 da Lei Disposições Gerais 
no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Es- Art. 60.  A atenção integral à saúde
tatuto da Criança e do Adolescente).  do adolescente no Sistema de Aten-
§ 2o  A direção poderá requisitar, dimento Socioeducativo seguirá as
ainda:  seguintes diretrizes: 
I - ao estabelecimento de ensino, o his- I - previsão, nos planos de atendi-
tórico escolar do adolescente e as ano- mento socioeducativo, em todas as
tações sobre o seu aproveitamento;  esferas, da implantação de ações de
promoção da saúde, com o objetivo
II - os dados sobre o resultado de me- de integrar as ações socioeducativas,
dida anteriormente aplicada e cum-
estimulando a autonomia, a melhoria
prida em outro programa de atendi-
das relações interpessoais e o fortale-
mento; e 
cimento de redes de apoio aos adoles-
III - os resultados de acompanhamen- centes e suas famílias; 
to especializado anterior. 
II - inclusão de ações e serviços para
Art. 58.  Por ocasião da reavaliação a promoção, proteção, prevenção de
da medida, é obrigatória a apresen- agravos e doenças e recuperação da
tação pela direção do programa de saúde; 
atendimento de relatório da equipe
técnica sobre a evolução do adoles- III - cuidados especiais em saúde
cente no cumprimento do plano indi- mental, incluindo os relacionados
vidual.  ao uso de álcool e outras substâncias
psicoativas, e atenção aos adolescen-
Art. 59.  O acesso ao plano indivi- tes com deficiências; 
dual será restrito aos servidores do
respectivo programa de atendimento, IV - disponibilização de ações de
ao adolescente e a seus pais ou res- atenção à saúde sexual e reprodutiva
ponsável, ao Ministério Público e ao e à prevenção de doenças sexualmen-
defensor, exceto expressa autoriza- te transmissíveis; 
ção judicial.  V - garantia de acesso a todos os

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níveis de atenção à saúde, por meio Art. 63.  (VETADO). 
de referência e contrarreferência, de
§ 1o  O filho de adolescente nascido
acordo com as normas do Sistema
nos estabelecimentos referidos no
Único de Saúde (SUS); 
caput deste artigo não terá tal infor-
VI - capacitação das equipes de saú- mação lançada em seu registro de
de e dos profissionais das entidades nascimento. 
de atendimento, bem como daqueles § 2o  Serão asseguradas as condições
que atuam nas unidades de saúde de necessárias para que a adolescente
referência voltadas às especificidades submetida à execução de medida
de saúde dessa população e de suas socioeducativa de privação de
famílias;  liberdade permaneça com o seu filho
VII - inclusão, nos Sistemas de Infor- durante o período de amamentação. 
mação de Saúde do SUS, bem como
no Sistema de Informações sobre Seção II
Atendimento Socioeducativo, de da- Do Atendimento a Adolescente com
dos e indicadores de saúde da popu- Transtorno Mental e com Dependên-
lação de adolescentes em atendimento cia de Álcool e de Substância Psicoa-
socioeducativo; e  tiva 

VIII - estruturação das unidades de Art 64.  O adolescente em cumpri-
internação conforme as normas de re- mento de medida socioeducativa que
ferência do SUS e do Sinase, visando apresente indícios de transtorno men-
ao atendimento das necessidades de tal, de deficiência mental, ou associa-
Atenção Básica.  das, deverá ser avaliado por equipe
técnica multidisciplinar e multisse-
Art. 61.  As entidades que ofereçam torial. 
programas de atendimento socioedu-
cativo em meio aberto e de semiliber- § 1o  As competências, a composição
dade deverão prestar orientações aos e a atuação da equipe técnica de que
socioeducandos sobre o acesso aos trata o caput deverão seguir, conjun-
serviços e às unidades do SUS.  tamente, as normas de referência do
SUS e do Sinase, na forma do regu-
Art. 62.  As entidades que ofereçam lamento. 
programas de privação de liberdade
deverão contar com uma equipe mí- § 2o  A avaliação de que trata o caput
nima de profissionais de saúde cuja subsidiará a elaboração e execução
composição esteja em conformidade da terapêutica a ser adotada, a qual
com as normas de referência do SUS.  será incluída no PIA do adolescente,
prevendo, se necessário, ações volta-

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das para a família.  cópia dos autos ao Ministério Público
para eventual propositura de interdi-
§ 3o  As informações produzidas na
ção e outras providências pertinentes. 
avaliação de que trata o caput são
consideradas sigilosas.  Art. 66.  (VETADO). 
§ 4   Excepcionalmente, o juiz poderá
o
CAPÍTULO VI
suspender a execução da medida
DAS VISITAS A ADOLESCENTE
socioeducativa, ouvidos o defensor
EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA
e o Ministério Público, com vistas a
DE INTERNAÇÃO 
incluir o adolescente em programa
de atenção integral à saúde mental Art. 67.  A visita do cônjuge, compa-
que melhor atenda aos objetivos nheiro, pais ou responsáveis, paren-
terapêuticos estabelecidos para o seu tes e amigos a adolescente a quem foi
caso específico.  aplicada medida socioeducativa de
internação observará dias e horários
§ 5o  Suspensa a execução da medi-
próprios definidos pela direção do
da socioeducativa, o juiz designará o
programa de atendimento. 
responsável por acompanhar e infor-
mar sobre a evolução do atendimento Art. 68.  É assegurado ao adolescen-
ao adolescente.  te casado ou que viva, comprovada-
mente, em união estável o direito à
§ 6o  A suspensão da execução da
visita íntima. 
medida socioeducativa será avaliada,
no mínimo, a cada 6 (seis) meses.  Parágrafo único.  O visitante será
identificado e registrado pela direção
§ 7   O tratamento a que se submeterá
o
do programa de atendimento, que
o adolescente deverá observar o
emitirá documento de identificação,
previsto na Lei no 10.216, de 6 de
pessoal e intransferível, específico
abril de 2001, que dispõe sobre a
para a realização da visita íntima. 
proteção e os direitos das pessoas
portadoras de transtornos mentais e Art. 69.  É garantido aos adolescentes
redireciona o modelo assistencial em em cumprimento de medida socioe-
saúde mental.  ducativa de internação o direito de
receber visita dos filhos, independen-
§ 8o  (VETADO). 
temente da idade desses. 
Art. 65.  Enquanto não cessada a ju-
Art. 70.  O regulamento interno esta-
risdição da Infância e Juventude, a
belecerá as hipóteses de proibição da
autoridade judiciária, nas hipóteses
entrada de objetos na unidade de in-
tratadas no art. 64, poderá remeter
ternação, vedando o acesso aos seus

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portadores.  nimo, 3 (três) integrantes, sendo 1
(um), obrigatoriamente, oriundo da
CAPÍTULO VII equipe técnica. 
DOS REGIMES DISCIPLINARES 
Art. 72.  O regime disciplinar é inde-
Art. 71.  Todas as entidades de aten- pendente da responsabilidade civil ou
dimento socioeducativo deverão, em penal que advenha do ato cometido. 
seus respectivos regimentos, realizar
Art. 73.  Nenhum socioeducando po-
a previsão de regime disciplinar que
derá desempenhar função ou tarefa
obedeça aos seguintes princípios: 
de apuração disciplinar ou aplicação
I - tipificação explícita das infrações de sanção nas entidades de atendi-
como leves, médias e graves e deter- mento socioeducativo. 
minação das correspondentes san-
Art. 74.  Não será aplicada sanção
ções; 
disciplinar sem expressa e anterior
II - exigência da instauração formal de previsão legal ou regulamentar e o
processo disciplinar para a aplicação devido processo administrativo. 
de qualquer sanção, garantidos a am-
Art. 75.  Não será aplicada sanção
pla defesa e o contraditório; 
disciplinar ao socioeducando que te-
III - obrigatoriedade de audiência do nha praticado a falta: 
socioeducando nos casos em que seja
I - por coação irresistível ou por mo-
necessária a instauração de processo
tivo de força maior; 
disciplinar; 
II - em legítima defesa, própria ou de
IV - sanção de duração determinada; 
outrem. 
V - enumeração das causas ou cir-
cunstâncias que eximam, atenuem ou CAPÍTULO VIII
agravem a sanção a ser imposta ao DA CAPACITAÇÃO PARA O
socioeducando, bem como os requi- TRABALHO 
sitos para a extinção dessa; 
Art. 76.  O art. 2o do Decreto-Lei no
VI - enumeração explícita das garan- 4.048, de 22 de janeiro de 1942, pas-
tias de defesa;  sa a vigorar acrescido do seguinte §
1o, renumerando-se o atual parágrafo
VII - garantia de solicitação e rito de
único para § 2o: 
apreciação dos recursos cabíveis; e 
“Art. 2o  ............................................
VIII - apuração da falta disciplinar
.............
por comissão composta por, no mí-

110

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§ 1o  As escolas do Senai poderão ................Parágrafo único.  Os pro-
ofertar vagas aos usuários do gramas de formação profissional ru-
Sistema Nacional de Atendimento ral do Senar poderão ofertar vagas
Socioeducativo (Sinase) nas condi- aos usuários do Sistema Nacional de
ções a serem dispostas em instrumen- Atendimento Socioeducativo (Sina-
tos de cooperação celebrados entre os se) nas condições a serem dispostas
operadores do Senai e os gestores dos em instrumentos de cooperação cele-
Sistemas de Atendimento Socioedu- brados entre os operadores do Senar
cativo locais.  e os gestores dos Sistemas de Atendi-
mento Socioeducativo locais.” (NR) 
§ 2o  ..................................................
.....” (NR)  Art. 79.  O art. 3o da Lei no 8.706, de
14 de setembro de 1993, passa a vi-
Art. 77.  O art. 3o do Decreto-Lei no gorar acrescido do seguinte parágrafo
8.621, de 10 de janeiro de 1946, pas- único: 
sa a vigorar acrescido do seguinte §
1o, renumerando-se o atual parágrafo “Art. 3o  .............................................
único para § 2o:  ............................ 

“Art. 3o  ............................................ Parágrafo único.  Os programas de
.............. formação profissional do Senat po-
derão ofertar vagas aos usuários do
§ 1o  As escolas do Senac poderão Sistema Nacional de Atendimento
ofertar vagas aos usuários do Socioeducativo (Sinase) nas condi-
Sistema Nacional de Atendimento ções a serem dispostas em instrumen-
Socioeducativo (Sinase) nas condi- tos de cooperação celebrados entre os
ções a serem dispostas em instrumen- operadores do Senat e os gestores dos
tos de cooperação celebrados entre Sistemas de Atendimento Socioedu-
os operadores do Senac e os gestores cativo locais.” (NR) 
dos Sistemas de Atendimento So-
cioeducativo locais.  Art. 80.  O art. 429 do Decreto-Lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, passa
§ 2o. ................................................... a vigorar acrescido do seguinte § 2o: 
... ” (NR) 
“Art. 429.  ........................................
Art. 78.  O art. 1o da Lei no 8.315, de ...........................................................
23 de dezembro de 1991, passa a vi- ............................................... 
gorar acrescido do seguinte parágrafo
único:  § 2o  Os estabelecimentos de que trata
o caput ofertarão vagas de aprendi-
“Art. 1o  .......................................... zes a adolescentes usuários do Sis-

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tema Nacional de Atendimento So- obrigatoriamente, transferidos ao Po-
cioeducativo (Sinase) nas condições der Executivo no prazo máximo de 1
a serem dispostas em instrumentos de (um) ano a partir da publicação des-
cooperação celebrados entre os esta- ta Lei e de acordo com a política de
belecimentos e os gestores dos Siste- oferta dos programas aqui definidos. 
mas de Atendimento Socioeducativo
Art. 84.  Os programas de internação
locais.” (NR) 
e semiliberdade sob a responsabili-
TÍTULO III dade dos Municípios serão, obriga-
DISPOSIÇÕES FINAIS E toriamente, transferidos para o Poder
TRANSITÓRIAS  Executivo do respectivo Estado no
prazo máximo de 1 (um) ano a partir
Art. 81.  As entidades que mante- da publicação desta Lei e de acordo
nham programas de atendimento têm com a política de oferta dos progra-
o prazo de até 6 (seis) meses após a mas aqui definidos. 
publicação desta Lei para encami-
nhar ao respectivo Conselho Estadual Art. 85.  A não transferência de pro-
ou Municipal dos Direitos da Criança gramas de atendimento para os de-
e do Adolescente proposta de ade- vidos entes responsáveis, no prazo
quação da sua inscrição, sob pena de determinado nesta Lei, importará na
interdição.  interdição do programa e caracteriza-
rá ato de improbidade administrativa
Art. 82.  Os Conselhos dos Direitos do agente responsável, vedada, ade-
da Criança e do Adolescente, em to- mais, ao Poder Judiciário e ao Poder
dos os níveis federados, com os ór- Executivo municipal, ao final do re-
gãos responsáveis pelo sistema de ferido prazo, a realização de despesas
educação pública e as entidades de para a sua manutenção. 
atendimento, deverão, no prazo de 1
(um) ano a partir da publicação des- Art. 86.  Os arts. 90, 97, 121, 122,
ta Lei, garantir a inserção de adoles- 198 e 208 da Lei no 8.069, de 13 de
centes em cumprimento de medida julho de 1990 (Estatuto da Criança
socioeducativa na rede pública de e do Adolescente), passam a vigorar
educação, em qualquer fase do perío- com a seguinte redação: 
do letivo, contemplando as diversas “Art. 90.  ..........................................
faixas etárias e níveis de instrução.  ...........................................................
Art. 83.  Os programas de atendi- ..................................................... 
mento socioeducativo sob a respon- V - prestação de serviços à comuni-
sabilidade do Poder Judiciário serão, dade; 

112

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VI - liberdade assistida;  ...........................................................
.................................. 
VII - semiliberdade; e 
II - em todos os recursos, salvo nos
VIII - Internação .............................
embargos de declaração, o prazo para
.......................................................”
o Ministério Público e para a defesa
(NR) 
será sempre de 10 (dez) dias;
“Art. 97.  (VETADO)” 
...........................................................
“Art. 121.  .................................…… ........................” (NR) 
……………......................................
“Art. 208.  ........................................
..........................................................
...........................................................
......... 
............................................. 
§ 7o A determinação judicial
X - de programas de atendimento
mencionada no § 1o poderá ser revis-
para a execução das medidas socioe-
ta a qualquer tempo pela autoridade
ducativas e aplicação de medidas de
judiciária.” (NR) 
proteção.
“Art. 122.  ...................................
...........................................................
......................................................
........................” (NR) 
......................................................
...................  Art. 87.  A Lei no 8.069, de 13 de ju-
lho de 1990 (Estatuto da Criança e do
§ 1o  O prazo de internação na
Adolescente), passa a vigorar com as
hipótese do inciso III deste artigo não
seguintes alterações: 
poderá ser superior a 3 (três) meses,
devendo ser decretada judicialmente “Art. 260.  Os contribuintes poderão
após o devido processo legal. efetuar doações aos Fundos dos Di-
reitos da Criança e do Adolescente
...........................................................
nacional, distrital, estaduais ou mu-
........................” (NR) 
nicipais, devidamente comprovadas,
“Art. 198.  Nos procedimentos afetos sendo essas integralmente deduzidas
à Justiça da Infância e da Juventude, do imposto de renda, obedecidos os
inclusive os relativos à execução das seguintes limites: 
medidas socioeducativas, adotar-se-á
I - 1% (um por cento) do imposto
o sistema recursal da Lei no 5.869,
sobre a renda devido apurado pelas
de 11 de janeiro de 1973 (Código
pessoas jurídicas tributadas com base
de Processo Civil), com as seguintes
no lucro real; e 
adaptações:

113

C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 113 15/07/14 11:28
II - 6% (seis por cento) do imposto I - está sujeita ao limite de 6% (seis
sobre a renda apurado pelas pes- por cento) do imposto sobre a renda
soas físicas na Declaração de Ajuste apurado na declaração de que trata o
Anual, observado o disposto no art. inciso II do caput do art. 260; 
22 da Lei no 9.532, de 10 de dezem- II - não se aplica à pessoa física que: 
bro de 1997.
a) utilizar o desconto simplificado; 
...........................................................
..................................  b) apresentar declaração em formulá-
rio; ou 
§ 5o  Observado o disposto no § 4o
do art. 3o da Lei no 9.249, de 26 de c) entregar a declaração fora do prazo; 
dezembro de 1995, a dedução de que III - só se aplica às doações em es-
trata o inciso I do caput:  pécie; e 
I - será considerada isoladamente, não IV - não exclui ou reduz outros bene-
se submetendo a limite em conjunto fícios ou deduções em vigor. 
com outras deduções do imposto; e 
§ 3o  O pagamento da doação deve
II - não poderá ser computada como ser efetuado até a data de vencimento
despesa operacional na apuração do da primeira quota ou quota única
lucro real.” (NR)  do imposto, observadas instruções
“Art. 260-A.  A partir do exercício de específicas da Secretaria da Receita
2010, ano-calendário de 2009, a pes- Federal do Brasil. 
soa física poderá optar pela doação § 4o  O não pagamento da doação no
de que trata o inciso II do caput do
prazo estabelecido no § 3o implica a
art. 260 diretamente em sua Declara-
glosa definitiva desta parcela de de-
ção de Ajuste Anual. 
dução, ficando a pessoa física obri-
§ 1o  A doação de que trata o caput gada ao recolhimento da diferença de
poderá ser deduzida até os seguintes imposto devido apurado na Declara-
percentuais aplicados sobre o impos- ção de Ajuste Anual com os acrésci-
to apurado na declaração:  mos legais previstos na legislação. 
I - (VETADO);  § 5o  A pessoa física poderá deduzir
II - (VETADO);  do imposto apurado na Declaração
de Ajuste Anual as doações feitas, no
III - 3% (três por cento) a partir do respectivo ano-calendário, aos fundos
exercício de 2012.  controlados pelos Conselhos dos
§ 2o  A dedução de que trata o caput:  Direitos da Criança e do Adolescente

114

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municipais, distrital, estaduais e do Conselho correspondente, especi-
nacional concomitantemente com a ficando: 
opção de que trata o caput, respeita-
I - número de ordem; 
do o limite previsto no inciso II do
art. 260.”  II - nome, Cadastro Nacional da Pes-
soa Jurídica (CNPJ) e endereço do
“Art. 260-B.  A doação de que trata
emitente; 
o inciso I do art. 260 poderá ser de-
duzida:  III - nome, CNPJ ou Cadastro de Pes-
soas Físicas (CPF) do doador; 
I - do imposto devido no trimestre,
para as pessoas jurídicas que apuram IV - data da doação e valor efetiva-
o imposto trimestralmente; e  mente recebido; e 
II - do imposto devido mensalmente V - ano-calendário a que se refere a
e no ajuste anual, para as pessoas ju- doação. 
rídicas que apuram o imposto anual-
§ 1o  O comprovante de que trata o
mente. 
caput deste artigo pode ser emitido
Parágrafo único.  A doação deverá ser anualmente, desde que discrimine os
efetuada dentro do período a que se valores doados mês a mês. 
refere a apuração do imposto.” 
§ 2o  No caso de doação em bens, o
“Art. 260-C.  As doações de que trata comprovante deve conter a identifi-
o art. 260 desta Lei podem ser efetua- cação dos bens, mediante descrição
das em espécie ou em bens.  em campo próprio ou em relação
anexa ao comprovante, informando
Parágrafo único.  As doações efetua-
também se houve avaliação, o nome,
das em espécie devem ser deposita-
CPF ou CNPJ e endereço dos avalia-
das em conta específica, em institui-
dores.” 
ção financeira pública, vinculadas
aos respectivos fundos de que trata o “Art. 260-E.  Na hipótese da doação
art. 260.”  em bens, o doador deverá: 
“Art. 260-D.  Os órgãos responsáveis I - comprovar a propriedade dos bens,
pela administração das contas dos mediante documentação hábil; 
Fundos dos Direitos da Criança e do
II - baixar os bens doados na declara-
Adolescente nacional, estaduais, dis-
ção de bens e direitos, quando se tra-
trital e municipais devem emitir reci-
tar de pessoa física, e na escrituração,
bo em favor do doador, assinado por
no caso de pessoa jurídica; e 
pessoa competente e pelo presidente

115

C0MPILAÇÃO - VOLUME 1.indd 115 15/07/14 11:28
III - considerar como valor dos bens a) nome, CNPJ ou CPF; 
doados: 
b) valor doado, especificando se a
a) para as pessoas físicas, o valor doação foi em espécie ou em bens.” 
constante da última declaração do
“Art. 260-H.  Em caso de descum-
imposto de renda, desde que não ex-
primento das obrigações previstas no
ceda o valor de mercado; 
art. 260-G, a Secretaria da Receita
b) para as pessoas jurídicas, o valor Federal do Brasil dará conhecimento
contábil dos bens.  do fato ao Ministério Público.” 
Parágrafo único.  O preço obtido em “Art. 260-I.  Os Conselhos dos Di-
caso de leilão não será considerado reitos da Criança e do Adolescente
na determinação do valor dos bens nacional, estaduais, distrital e muni-
doados, exceto se o leilão for deter- cipais divulgarão amplamente à co-
minado por autoridade judiciária.”  munidade: 
“Art. 260-F.  Os documentos a que I - o calendário de suas reuniões; 
se referem os arts. 260-D e 260-E de-
II - as ações prioritárias para aplica-
vem ser mantidos pelo contribuinte
ção das políticas de atendimento à
por um prazo de 5 (cinco) anos para
criança e ao adolescente; 
fins de comprovação da dedução pe-
rante a Receita Federal do Brasil.”  III - os requisitos para a apresentação
de projetos a serem beneficiados com
“Art. 260-G.  Os órgãos responsáveis
recursos dos Fundos dos Direitos da
pela administração das contas dos
Criança e do Adolescente nacional,
Fundos dos Direitos da Criança e do
estaduais, distrital ou municipais; 
Adolescente nacional, estaduais, dis-
trital e municipais devem:  IV - a relação dos projetos aprovados
em cada ano-calendário e o valor dos
I - manter conta bancária específica
recursos previstos para implementa-
destinada exclusivamente a gerir os
ção das ações, por projeto; 
recursos do Fundo; 
V - o total dos recursos recebidos e
II - manter controle das doações re-
a respectiva destinação, por projeto
cebidas; e 
atendido, inclusive com cadastra-
III - informar anualmente à Secretaria mento na base de dados do Sistema
da Receita Federal do Brasil as doa- de Informações sobre a Infância e a
ções recebidas mês a mês, identifi- Adolescência; e 
cando os seguintes dados por doador: 
VI - a avaliação dos resultados dos

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projetos beneficiados com recursos Art. 88.  O parágrafo único do art. 3o
dos Fundos dos Direitos da Criança da Lei no 12.213, de 20 de janeiro de
e do Adolescente nacional, estaduais, 2010, passa a vigorar com a seguinte
distrital e municipais.”  redação: 
“Art. 260-J.  O Ministério Público “Art. 3o  .............................................
determinará, em cada Comarca, a ............................. 
forma de fiscalização da aplicação
Parágrafo único.  A dedução a que se
dos incentivos fiscais referidos no art.
refere o caput deste artigo não pode-
260 desta Lei. 
rá ultrapassar 1% (um por cento) do
Parágrafo único.  O descumprimento imposto devido.” (NR) 
do disposto nos arts. 260-G e 260-I
Art. 89.  (VETADO). 
sujeitará os infratores a responder por
ação judicial proposta pelo Ministé- Art. 90.  Esta Lei entra em vigor após
rio Público, que poderá atuar de ofí- decorridos 90 (noventa) dias de sua
cio, a requerimento ou representação publicação oficial.
de qualquer cidadão.” 
Brasília, 18 de janeiro de 2012; 191o
“Art. 260-K.  A Secretaria de Direitos da Independência e 124o da Repúbli-
Humanos da Presidência da Repúbli- ca. 
ca (SDH/PR) encaminhará à Secreta-
DILMA ROUSSEFF
ria da Receita Federal do Brasil, até
José Eduardo Cardozo
31 de outubro de cada ano, arquivo
Guido Mantega
eletrônico contendo a relação atua-
Alexandre Rocha Santos Padilha
lizada dos Fundos dos Direitos da
Miriam Belchior
Criança e do Adolescente nacional,
Maria do Rosário Nunes
distrital, estaduais e municipais, com
a indicação dos respectivos números
de inscrição no CNPJ e das contas
bancárias específicas mantidas em
instituições financeiras públicas, des-
tinadas exclusivamente a gerir os re-
cursos dos Fundos.” 
“Art. 260-L.  A Secretaria da Receita
Federal do Brasil expedirá as instru-
ções necessárias à aplicação do dis-
posto nos arts. 260 a 260-K.” 

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LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993 - LEI ORGÂNICA DA
ASSISTÊNCIA SOCIAL COM ALTERAÇÕES DA LEI 12.435/11
Dispõe sobre a organização da Assis- cado de trabalho; (Incluído pela Lei nº
tência Social e dá outras providências. 12.435, de 2011)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, d) a habilitação e reabilitação das pes-
faço saber que o Congresso Nacional soas com deficiência e a promoção de
decreta e eu sanciono a seguinte lei: sua integração à vida comunitária; e
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
LEI ORGÂNICA DA e) a garantia de 1 (um) salário-mínimo
ASSISTÊNCIA SOCIAL de benefício mensal à pessoa com defi-
CAPÍTULO I ciência e ao idoso que comprovem não
Das Definições e dos Objetivos possuir meios de prover a própria ma-
nutenção ou de tê-la provida por sua fa-
Art. 1º A assistência social, direito do mília; (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
cidadão e dever do Estado, é Política
de Seguridade Social não contributiva, II - a vigilância socioassistencial, que
que provê os mínimos sociais, realiza- visa a analisar territorialmente a ca-
da através de um conjunto integrado de pacidade protetiva das famílias e nela
ações de iniciativa pública e da socie- a ocorrência de vulnerabilidades, de
dade, para garantir o atendimento às ameaças, de vitimizações e danos; (Re-
necessidades básicas. dação dada pela Lei nº 12.435, de 2011)
Art. 2o A assistência social tem por III - a defesa de direitos, que visa a
objetivos: (Redação dada pela Lei nº garantir o pleno acesso aos direitos
12.435, de 2011) no conjunto das provisões socioassis-
tenciais. (Redação dada pela Lei nº
I - a proteção social, que visa à garan- 12.435, de 2011)
tia da vida, à redução de danos e à pre-
venção da incidência de riscos, espe- Parágrafo único. Para o enfrentamento
cialmente: (Redação dada pela Lei nº da pobreza, a assistência social reali-
12.435, de 2011) za-se de forma integrada às políticas
setoriais, garantindo mínimos sociais e
a) a proteção à família, à maternidade, provimento de condições para atender
à infância, à adolescência e à velhice; contingências sociais e promovendo
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011) a universalização dos direitos sociais.
b) o amparo às crianças e aos adoles- (Redação dada pela Lei nº 12.435, de 2011)
centes carentes; (Incluído pela Lei nº Art. 3o Consideram-se entidades e or-
12.435, de 2011) ganizações de assistência social aquelas
c) a promoção da integração ao mer- sem fins lucrativos que, isolada ou cumu-

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lativamente, prestam atendimento e as- órgãos públicos de defesa de direitos,
sessoramento aos beneficiários abrangi- dirigidos ao público da política de as-
dos por esta Lei, bem como as que atuam sistência social, nos termos desta Lei, e
na defesa e garantia de direitos. (Redação respeitadas as deliberações do CNAS,
dada pela Lei nº 12.435, de 2011) de que tratam os incisos I e II do art. 18.
§ 1o São de atendimento aquelas enti- (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
dades que, de forma continuada, per- CAPÍTULO II
manente e planejada, prestam serviços, Dos Princípios e das Diretrizes
executam programas ou projetos e con-
cedem benefícios de prestação social SEÇÃO I
básica ou especial, dirigidos às famí- Dos Princípios
lias e indivíduos em situações de vul- Art. 4º A assistência social rege-se pe-
nerabilidade ou risco social e pessoal, los seguintes princípios:
nos termos desta Lei, e respeitadas as
deliberações do Conselho Nacional de I - supremacia do atendimento às ne-
Assistência Social (CNAS), de que tra- cessidades sociais sobre as exigências
tam os incisos I e II do art. 18. (Incluído de rentabilidade econômica;
pela Lei nº 12.435, de 2011) II - universalização dos direitos sociais,
§ 2o São de assessoramento aquelas a fim de tornar o destinatário da ação
que, de forma continuada, permanente assistencial alcançável pelas demais
e planejada, prestam serviços e exe- políticas públicas;
cutam programas ou projetos voltados III - respeito à dignidade do cidadão, à
prioritariamente para o fortalecimento sua autonomia e ao seu direito a benefí-
dos movimentos sociais e das organiza- cios e serviços de qualidade, bem como
ções de usuários, formação e capacita- à convivência familiar e comunitária,
ção de lideranças, dirigidos ao público vedando-se qualquer comprovação ve-
da política de assistência social, nos xatória de necessidade;
termos desta Lei, e respeitadas as de-
IV - igualdade de direitos no acesso
liberações do CNAS, de que tratam os
ao atendimento, sem discriminação
incisos I e II do art. 18. (Incluído pela
de qualquer natureza, garantindo-se
Lei nº 12.435, de 2011)
equivalência às populações urbanas e
§ 3o São de defesa e garantia de direi- rurais;
tos aquelas que, de forma continuada,
V - divulgação ampla dos benefícios,
permanente e planejada, prestam ser-
serviços, programas e projetos assis-
viços e executam programas e projetos
tenciais, bem como dos recursos ofere-
voltados prioritariamente para a defesa
cidos pelo Poder Público e dos critérios
e efetivação dos direitos socioassisten-
para sua concessão.
ciais, construção de novos direitos, pro-
moção da cidadania, enfrentamento das SEÇÃO II
desigualdades sociais, articulação com Das Diretrizes

119

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Art. 5º A organização da assistência regulação, manutenção e expansão das
social tem como base as seguintes di- ações de assistência social;
retrizes: IV - definir os níveis de gestão, respei-
I - descentralização político-adminis- tadas as diversidades regionais e muni-
trativa para os Estados, o Distrito Fede- cipais; (Incluído pela Lei nº 12.435, de
ral e os Municípios, e comando único 2011)
das ações em cada esfera de governo; V - implementar a gestão do trabalho
II - participação da população, por e a educação permanente na assistência
meio de organizações representativas, social; (Incluído pela Lei nº 12.435, de
na formulação das políticas e no con- 2011)
trole das ações em todos os níveis; VI - estabelecer a gestão integrada de
III - primazia da responsabilidade do serviços e benefícios; e (Incluído pela
Estado na condução da política de as- Lei nº 12.435, de 2011)
sistência social em cada esfera de go- VII - afiançar a vigilância socioassis-
verno. tencial e a garantia de direitos. (Incluí-
do pela Lei nº 12.435, de 2011)
CAPÍTULO III
Da Organização e da Gestão § 1o As ações ofertadas no âmbito do
Suas têm por objetivo a proteção à fa-
Art. 6o A gestão das ações na área de mília, à maternidade, à infância, à ado-
assistência social fica organizada sob a lescência e à velhice e, como base de
forma de sistema descentralizado e par- organização, o território.(Incluído pela
ticipativo, denominado Sistema Único Lei nº 12.435, de 2011)
de Assistência Social (Suas), com os
seguintes objetivos: (Redação dada § 2o O Suas é integrado pelos entes fe-
pela Lei nº 12.435, de 2011) derativos, pelos respectivos conselhos
de assistência social e pelas entidades
I - consolidar a gestão compartilhada, e organizações de assistência social
o cofinanciamento e a cooperação téc- abrangidas por esta Lei. (Incluído pela
nica entre os entes federativos que, de Lei nº 12.435, de 2011)
modo articulado, operam a proteção so-
cial não contributiva; (Incluído pela Lei § 3o A instância coordenadora da Polí-
nº 12.435, de 2011) tica Nacional de Assistência Social é o
Ministério do Desenvolvimento Social
II - integrar a rede pública e privada de e Combate à Fome. (Incluído pela Lei
serviços, programas, projetos e benefí- nº 12.435, de 2011)
cios de assistência social, na forma do
art. 6o-C; (Incluído pela Lei nº 12.435, Art. 6o-A. A assistência social organi-
de 2011) za-se pelos seguintes tipos de proteção:
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
III - estabelecer as responsabilidades
dos entes federativos na organização, I - proteção social básica: conjunto de

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serviços, programas, projetos e bene- § 1o, a entidade deverá cumprir os se-
fícios da assistência social que visa a guintes requisitos: (Incluído pela Lei nº
prevenir situações de vulnerabilidade 12.435, de 2011)
e risco social por meio do desenvolvi- I - constituir-se em conformidade com
mento de potencialidades e aquisições o disposto no art. 3o; (Incluído pela Lei
e do fortalecimento de vínculos fami- nº 12.435, de 2011)
liares e comunitários; (Incluído pela
Lei nº 12.435, de 2011) II - inscrever-se em Conselho Munici-
pal ou do Distrito Federal, na forma do
II - proteção social especial: conjun- art. 9o; (Incluído pela Lei nº 12.435, de
to de serviços, programas e projetos 2011)
que tem por objetivo contribuir para
a reconstrução de vínculos familiares III - integrar o sistema de cadastro de
e comunitários, a defesa de direito, o entidades de que trata o inciso XI do
fortalecimento das potencialidades e art. 19. (Incluído pela Lei nº 12.435, de
aquisições e a proteção de famílias e 2011)
indivíduos para o enfrentamento das § 3o As entidades e organizações de as-
situações de violação de direitos. (In- sistência social vinculadas ao Suas ce-
cluído pela Lei nº 12.435, de 2011) lebrarão convênios, contratos, acordos
Parágrafo único. A vigilância socioassis- ou ajustes com o poder público para
tencial é um dos instrumentos das prote- a execução, garantido financiamento
ções da assistência social que identifica e integral, pelo Estado, de serviços, pro-
previne as situações de risco e vulnerabi- gramas, projetos e ações de assistência
lidade social e seus agravos no território. social, nos limites da capacidade insta-
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011) lada, aos beneficiários abrangidos por
esta Lei, observando-se as disponibili-
Art. 6o-B. As proteções sociais básica dades orçamentárias. (Incluído pela Lei
e especial serão ofertadas pela rede so- nº 12.435, de 2011)
cioassistencial, de forma integrada, dire-
tamente pelos entes públicos e/ou pelas § 4o O cumprimento do disposto no
entidades e organizações de assistência § 3o será informado ao Ministério do
social vinculadas ao Suas, respeitadas as Desenvolvimento Social e Combate
especificidades de cada ação. (Incluído à Fome pelo órgão gestor local da as-
pela Lei nº 12.435, de 2011) sistência social. (Incluído pela Lei nº
12.435, de 2011)
§ 1o A vinculação ao Suas é o reconhe-
cimento pelo Ministério do Desenvol- Art. 6o-C. As proteções sociais, básica e
vimento Social e Combate à Fome de especial, serão ofertadas precipuamente
que a entidade de assistência social in- no Centro de Referência de Assistência
tegra a rede socioassistencial. (Incluído Social (Cras) e no Centro de Referên-
pela Lei nº 12.435, de 2011) cia Especializado de Assistência Social
(Creas), respectivamente, e pelas enti-
§ 2o Para o reconhecimento referido no dades sem fins lucrativos de assistência

121

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social de que trata o art. 3o desta Lei. Art. 6o-E. Os recursos do cofinancia-
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011) mento do Suas, destinados à execução
§ 1o O Cras é a unidade pública mu- das ações continuadas de assistência
nicipal, de base territorial, localizada social, poderão ser aplicados no paga-
em áreas com maiores índices de vul- mento dos profissionais que integrarem
as equipes de referência, responsáveis
nerabilidade e risco social, destinada à
pela organização e oferta daquelas
articulação dos serviços socioassisten-
ações, conforme percentual apresenta-
ciais no seu território de abrangência
do pelo Ministério do Desenvolvimen-
e à prestação de serviços, programas e
to Social e Combate à Fome e aprova-
projetos socioassistenciais de proteção
do pelo CNAS. (Incluído pela Lei nº
social básica às famílias. (Incluído pela
12.435, de 2011)
Lei nº 12.435, de 2011)
Parágrafo único. A formação das equi-
§ 2o O Creas é a unidade pública de
pes de referência deverá considerar o
abrangência e gestão municipal, esta-
número de famílias e indivíduos refe-
dual ou regional, destinada à prestação
renciados, os tipos e modalidades de
de serviços a indivíduos e famílias que
atendimento e as aquisições que devem
se encontram em situação de risco pes-
ser garantidas aos usuários, conforme
soal ou social, por violação de direitos
deliberações do CNAS. (Incluído pela
ou contingência, que demandam in-
Lei nº 12.435, de 2011)
tervenções especializadas da proteção
social especial. (Incluído pela Lei nº Art. 7º As ações de assistência social,
12.435, de 2011) no âmbito das entidades e organizações
de assistência social, observarão as
§ 3o Os Cras e os Creas são unidades normas expedidas pelo Conselho Na-
públicas estatais instituídas no âmbito cional de Assistência Social (CNAS),
do Suas, que possuem interface com as de que trata o art. 17 desta lei.
demais políticas públicas e articulam,
coordenam e ofertam os serviços, Art. 8º A União, os Estados, o Distrito
programas, projetos e benefícios da Federal e os Municípios, observados
assistência social. (Incluído pela Lei nº os princípios e diretrizes estabelecidos
12.435, de 2011) nesta lei, fixarão suas respectivas Polí-
ticas de Assistência Social.
Art. 6o-D. As instalações dos Cras e dos
Creas devem ser compatíveis com os Art. 9º O funcionamento das entidades
serviços neles ofertados, com espaços e organizações de assistência social de-
para trabalhos em grupo e ambientes pende de prévia inscrição no respecti-
específicos para recepção e atendimen- vo Conselho Municipal de Assistência
to reservado das famílias e indivíduos, Social, ou no Conselho de Assistência
assegurada a acessibilidade às pessoas Social do Distrito Federal, conforme o
idosas e com deficiência. (Incluído pela caso.
Lei nº 12.435, de 2011) § 1º A regulamentação desta lei defi-

122

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nirá os critérios de inscrição e funcio- gestão, os serviços, os programas e os
namento das entidades com atuação projetos de assistência social em âmbi-
em mais de um município no mesmo to nacional; (Redação dada pela Lei nº
Estado, ou em mais de um Estado ou 12.435, de 2011)
Distrito Federal.
III - atender, em conjunto com os Es-
§ 2º Cabe ao Conselho Municipal de tados, o Distrito Federal e os Municí-
Assistência Social e ao Conselho de pios, às ações assistenciais de caráter
Assistência Social do Distrito Federal de emergência.
a fiscalização das entidades referidas
no caput na forma prevista em lei ou IV - realizar o monitoramento e a ava-
regulamento. liação da política de assistência social
e assessorar Estados, Distrito Federal e
§ 4º As entidades e organizações de
Municípios para seu desenvolvimento.
assistência social podem, para defesa de
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
seus direitos referentes à inscrição e ao
funcionamento, recorrer aos Conselhos Art. 12-A. A União apoiará financeira-
Nacional, Estaduais, Municipais e do mente o aprimoramento à gestão des-
Distrito Federal. centralizada dos serviços, programas,
Art. 10. A União, os Estados, os Mu- projetos e benefícios de assistência
nicípios e o Distrito Federal podem social, por meio do Índice de Gestão
celebrar convênios com entidades e Descentralizada (IGD) do Sistema Úni-
organizações de assistência social, em co de Assistência Social (Suas), para a
conformidade com os Planos aprova- utilização no âmbito dos Estados, dos
dos pelos respectivos Conselhos. Municípios e do Distrito Federal, des-
Art. 11. As ações das três esferas de go- tinado, sem prejuízo de outras ações
verno na área de assistência social rea- a serem definidas em regulamento, a:
lizam-se de forma articulada, cabendo (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
a coordenação e as normas gerais à es- I - medir os resultados da gestão des-
fera federal e a coordenação e execução centralizada do Suas, com base na
dos programas, em suas respectivas es- atuação do gestor estadual, municipal e
feras, aos Estados, ao Distrito Federal e do Distrito Federal na implementação,
aos Municípios. execução e monitoramento dos servi-
Art. 12. Compete à União: ços, programas, projetos e benefícios
I - responder pela concessão e manu- de assistência social, bem como na arti-
tenção dos benefícios de prestação con- culação intersetorial; (Incluído pela Lei
tinuada definidos no art. 203 da Consti- nº 12.435, de 2011)
tuição Federal; II - incentivar a obtenção de resultados
II - cofinanciar, por meio de transfe- qualitativos na gestão estadual, muni-
rência automática, o aprimoramento da cipal e do Distrito Federal do Suas; e

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(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011) I - destinar recursos financeiros aos
III - calcular o montante de recursos a Municípios, a título de participação no
serem repassados aos entes federados a custeio do pagamento dos benefícios
título de apoio financeiro à gestão do eventuais de que trata o art. 22, mediante
Suas. (Incluído pela Lei nº 12.435, de critérios estabelecidos pelos Conselhos
2011) Estaduais de Assistência Social; (Reda-
ção dada pela Lei nº 12.435, de 2011)
§ 1o Os resultados alcançados pelo ente
federado na gestão do Suas, aferidos II - cofinanciar, por meio de transfe-
na forma de regulamento, serão consi- rência automática, o aprimoramento da
derados como prestação de contas dos gestão, os serviços, os programas e os
recursos a serem transferidos a título de projetos de assistência social em âm-
apoio financeiro. (Incluído pela Lei nº bito regional ou local; (Redação dada
12.435, de 2011) pela Lei nº 12.435, de 2011)
§ 2o As transferências para apoio à ges- III - atender, em conjunto com os Mu-
tão descentralizada do Suas adotarão a nicípios, às ações assistenciais de cará-
sistemática do Índice de Gestão Des- ter de emergência;
centralizada do Programa Bolsa Famí- IV - estimular e apoiar técnica e finan-
lia, previsto no art. 8o da Lei no 10.836, ceiramente as associações e consórcios
de 9 de janeiro de 2004, e serão efetiva- municipais na prestação de serviços de
das por meio de procedimento integra- assistência social;
do àquele índice. (Incluído pela Lei nº
12.435, de 2011) V - prestar os serviços assistenciais
cujos custos ou ausência de demanda
§ 3o (VETADO). (Incluído pela Lei nº municipal justifiquem uma rede regio-
12.435, de 2011) nal de serviços, desconcentrada, no âm-
§ 4o Para fins de fortalecimento dos bito do respectivo Estado.
Conselhos de Assistência Social dos VI - realizar o monitoramento e a ava-
Estados, Municípios e Distrito Federal, liação da política de assistência social
percentual dos recursos transferidos de- e assessorar os Municípios para seu
verá ser gasto com atividades de apoio desenvolvimento. (Incluído pela Lei nº
técnico e operacional àqueles colegia- 12.435, de 2011)
dos, na forma fixada pelo Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate Art. 14. Compete ao Distrito Federal:
à Fome, sendo vedada a utilização dos I - destinar recursos financeiros para
recursos para pagamento de pessoal custeio do pagamento dos benefícios
efetivo e de gratificações de qualquer eventuais de que trata o art. 22, me-
natureza a servidor público estadual, diante critérios estabelecidos pelos
municipal ou do Distrito Federal. (In- Conselhos de Assistência Social do
cluído pela Lei nº 12.435, de 2011) Distrito Federal; (Redação dada pela
Art. 13. Compete aos Estados: Lei nº 12.435, de 2011)

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II - efetuar o pagamento dos auxílios projetos de assistência social em âmbi-
natalidade e funeral; to local; (Incluído pela Lei nº 12.435,
III - executar os projetos de enfrenta- de 2011)
mento da pobreza, incluindo a parceria VII - realizar o monitoramento e a ava-
com organizações da sociedade civil; liação da política de assistência social
IV - atender às ações assistenciais de em seu âmbito. (Incluído pela Lei nº
caráter de emergência; 12.435, de 2011)
V - prestar os serviços assistenciais de Art. 16. As instâncias deliberativas do
que trata o art. 23 desta lei. Suas, de caráter permanente e composi-
ção paritária entre governo e sociedade
VI - cofinanciar o aprimoramento da civil, são: (Redação dada pela Lei nº
gestão, os serviços, os programas e os 12.435, de 2011)
projetos de assistência social em âmbi-
to local; (Incluído pela Lei nº 12.435, I - o Conselho Nacional de Assistência
de 2011) Social;
VII - realizar o monitoramento e a ava- II - os Conselhos Estaduais de Assis-
liação da política de assistência social tência Social;
em seu âmbito. (Incluído pela Lei nº III - o Conselho de Assistência Social
12.435, de 2011) do Distrito Federal;
Art. 15. Compete aos Municípios: IV - os Conselhos Municipais de Assis-
I - destinar recursos financeiros para tência Social.
custeio do pagamento dos benefícios Parágrafo único. Os Conselhos de As-
eventuais de que trata o art. 22, me- sistência Social estão vinculados ao
diante critérios estabelecidos pelos órgão gestor de assistência social, que
Conselhos Municipais de Assistên- deve prover a infraestrutura necessária
cia Social; (Redação dada pela Lei nº
ao seu funcionamento, garantindo re-
12.435, de 2011)
cursos materiais, humanos e financei-
II - efetuar o pagamento dos auxílios ros, inclusive com despesas referentes
natalidade e funeral; a passagens e diárias de conselheiros
III - executar os projetos de enfrenta- representantes do governo ou da socie-
mento da pobreza, incluindo a parceria dade civil, quando estiverem no exercí-
com organizações da sociedade civil; cio de suas atribuições. (Incluído pela
Lei nº 12.435, de 2011)
IV - atender às ações assistenciais de
caráter de emergência; Art. 17. Fica instituído o Conselho Na-
cional de Assistência Social (CNAS),
V - prestar os serviços assistenciais de
órgão superior de deliberação colegia-
que trata o art. 23 desta lei.
da, vinculado à estrutura do órgão da
VI - cofinanciar o aprimoramento da Administração Pública Federal res-
gestão, os serviços, os programas e os ponsável pela coordenação da Política

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Nacional de Assistência Social, cujos e aprovar a proposta orçamentária, em
membros, nomeados pelo Presidente consonância com as diretrizes das con-
da República, têm mandato de 2 (dois) ferências nacionais, estaduais, distrital
anos, permitida uma única recondução e municipais, de acordo com seu âmbi-
por igual período. to de atuação, deverão ser instituídos,
§ 1º O Conselho Nacional de Assis- respectivamente, pelos Estados, pelo
tência Social (CNAS) é composto por Distrito Federal e pelos Municípios,
18 (dezoito) membros e respectivos mediante lei específica. (Redação dada
suplentes, cujos nomes são indicados pela Lei nº 12.435, de 2011)
ao órgão da Administração Pública Fe- Art. 18. Compete ao Conselho Nacio-
deral responsável pela coordenação da nal de Assistência Social:
Política Nacional de Assistência Social,
de acordo com os critérios seguintes: I - aprovar a Política Nacional de Assis-
tência Social;
I - 9 (nove) representantes governamen-
tais, incluindo 1 (um) representante dos II - normatizar as ações e regular a pres-
Estados e 1 (um) dos Municípios; tação de serviços de natureza pública e
privada no campo da assistência social;
II - 9 (nove) representantes da socie-
dade civil, dentre representantes dos III - acompanhar e fiscalizar o processo
usuários ou de organizações de usuá- de certificação das entidades e organi-
rios, das entidades e organizações de zações de assistência social no Ministé-
assistência social e dos trabalhadores rio do Desenvolvimento Social e Com-
do setor, escolhidos em foro próprio bate à Fome; (Redação dada pela Lei nº
sob fiscalização do Ministério Público 12.101, de 2009)
Federal. IV - apreciar relatório anual que con-
§ 2º O Conselho Nacional de Assistên- terá a relação de entidades e organiza-
cia Social (CNAS) é presidido por um ções de assistência social certificadas
de seus integrantes, eleito dentre seus como beneficentes e encaminhá-lo para
membros, para mandato de 1 (um) ano, conhecimento dos Conselhos de Assis-
permitida uma única recondução por tência Social dos Estados, Municípios e
igual período. do Distrito Federal; (Redação dada pela
Lei nº 12.101, de 2009)
§ 3º O Conselho Nacional de Assistên-
cia Social (CNAS) contará com uma V - zelar pela efetivação do sistema
Secretaria Executiva, a qual terá sua descentralizado e participativo de as-
estrutura disciplinada em ato do Poder sistência social;
Executivo. VI - a partir da realização da II Con-
§ 4o Os Conselhos de que tratam os in- ferência Nacional de Assistência Social
cisos II, III e IV do art. 16, com compe- em 1997, convocar ordinariamente a
tência para acompanhar a execução da cada quatro anos a Conferência Na-
política de assistência social, apreciar cional de Assistência Social, que terá a

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atribuição de avaliar a situação da assis- União, todas as suas decisões, bem
tência social e propor diretrizes para o como as contas do Fundo Nacional de
aperfeiçoamento do sistema; (Redação Assistência Social (FNAS) e os respec-
dada pela Lei nº 9.720, de 26.4.1991) tivos pareceres emitidos.
VII - (Vetado.) Art. 19. Compete ao órgão da Admi-
VIII - apreciar e aprovar a proposta nistração Pública Federal responsável
orçamentária da Assistência Social a pela coordenação da Política Nacional
ser encaminhada pelo órgão da Admi- de Assistência Social:
nistração Pública Federal responsável I - coordenar e articular as ações no
pela coordenação da Política Nacional campo da assistência social;
de Assistência Social;
II - propor ao Conselho Nacional de
IX - aprovar critérios de transferência Assistência Social (CNAS) a Política
de recursos para os Estados, Municí- Nacional de Assistência Social, suas
pios e Distrito Federal, considerando, normas gerais, bem como os critérios
para tanto, indicadores que informem de prioridade e de elegibilidade, além
sua regionalização mais eqüitativa, de padrões de qualidade na prestação
tais como: população, renda per capita, de benefícios, serviços, programas e
mortalidade infantil e concentração de projetos;
renda, além de disciplinar os procedi-
mentos de repasse de recursos para as III - prover recursos para o pagamento
entidades e organizações de assistência dos benefícios de prestação continuada
social, sem prejuízo das disposições da definidos nesta lei;
Lei de Diretrizes Orçamentárias; IV - elaborar e encaminhar a proposta
X - acompanhar e avaliar a gestão dos orçamentária da assistência social, em
recursos, bem como os ganhos sociais conjunto com as demais da Seguridade
e o desempenho dos programas e pro- Social;
jetos aprovados; V - propor os critérios de transferência
XI - estabelecer diretrizes, apreciar e dos recursos de que trata esta lei;
aprovar os programas anuais e pluria- VI - proceder à transferência dos recur-
nuais do Fundo Nacional de Assistên- sos destinados à assistência social, na
cia Social (FNAS); forma prevista nesta lei;
XII - indicar o representante do Con- VII - encaminhar à apreciação do Con-
selho Nacional de Assistência Social selho Nacional de Assistência Social
(CNAS) junto ao Conselho Nacional (CNAS) relatórios trimestrais e anuais
da Seguridade Social; de atividades e de realização financeira
XIII - elaborar e aprovar seu regimento dos recursos;
interno; VIII - prestar assessoramento técnico
XIV - divulgar, no Diário Oficial da aos Estados, ao Distrito Federal, aos

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Municípios e às entidades e organiza- SEÇÃO I
ções de assistência social; Do Benefício de Prestação Continuada
IX - formular política para a qualifica- Art. 20. O benefício de prestação conti-
ção sistemática e continuada de recur- nuada é a garantia de um salário-míni-
sos humanos no campo da assistência mo mensal à pessoa com deficiência e
social; ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos
X - desenvolver estudos e pesquisas ou mais que comprovem não possuir
para fundamentar as análises de neces- meios de prover a própria manutenção
sidades e formulação de proposições nem de tê-la provida por sua família.
(Redação dada pela Lei nº 12.435, de
para a área;
2011)
XI - coordenar e manter atualizado o
§ 1o Para os efeitos do disposto no
sistema de cadastro de entidades e or-
caput, a família é composta pelo re-
ganizações de assistência social, em
querente, o cônjuge ou companheiro,
articulação com os Estados, os Municí-
os pais e, na ausência de um deles, a
pios e o Distrito Federal;
madrasta ou o padrasto, os irmãos sol-
XII - articular-se com os órgãos res- teiros, os filhos e enteados solteiros e
ponsáveis pelas políticas de saúde e os menores tutelados, desde que vivam
previdência social, bem como com os sob o mesmo teto. (Redação dada pela
demais responsáveis pelas políticas Lei nº 12.435, de 2011)
sócio-econômicas setoriais, visando à § 2o Para efeito de concessão deste be-
elevação do patamar mínimo de atendi- nefício, considera-se pessoa com defi-
mento às necessidades básicas; ciência aquela que tem impedimentos
XIII - expedir os atos normativos ne- de longo prazo de natureza física, men-
cessários à gestão do Fundo Nacional tal, intelectual ou sensorial, os quais,
de Assistência Social (FNAS), de acor- em interação com diversas barreiras,
do com as diretrizes estabelecidas pelo podem obstruir sua participação plena
Conselho Nacional de Assistência So- e efetiva na sociedade em igualdade
cial (CNAS); de condições com as demais pessoas.
(Redação dada pela Lei nº 12.470, de
XIV - elaborar e submeter ao Conselho
2011)
Nacional de Assistência Social (CNAS)
os programas anuais e plurianuais de § 3o Considera-se incapaz de prover a
aplicação dos recursos do Fundo Na- manutenção da pessoa com deficiência
cional de Assistência Social (FNAS). ou idosa a família cuja renda mensal
per capita seja inferior a 1/4 (um quar-
CAPÍTULO IV to) do salário-mínimo. (Redação dada
Dos Benefícios, dos Serviços, pela Lei nº 12.435, de 2011)
dos Programas e dos Projetos de § 4o O benefício de que trata este arti-
Assistência Social go não pode ser acumulado pelo bene-

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ficiário com qualquer outro no âmbito do pela Lei nº 12.470, de 2011)
da seguridade social ou de outro regi- § 10. Considera-se impedimento de
me, salvo os da assistência médica e da longo prazo, para os fins do § 2o deste
pensão especial de natureza indenizató- artigo, aquele que produza efeitos pelo
ria. (Redação dada pela Lei nº 12.435, prazo mínimo de 2 (dois) anos. (Inclído
de 2011) pela Lei nº 12.470, de 2011)
§ 5o A condição de acolhimento em Art. 21. O benefício de prestação con-
instituições de longa permanência não tinuada deve ser revisto a cada 2 (dois)
prejudica o direito do idoso ou da pes- anos para avaliação da continuidade
soa com deficiência ao benefício de das condições que lhe deram origem.
prestação continuada. (Redação dada (Vide Lei nº 9.720, de 30.11.1998)
pela Lei nº 12.435, de 2011)
§ 1º O pagamento do benefício cessa
§ 6º A concessão do benefício ficará no momento em que forem superadas
sujeita à avaliação da deficiência e do as condições referidas no caput, ou em
grau de impedimento de que trata o § caso de morte do beneficiário.
2o, composta por avaliação médica e
avaliação social realizadas por médi- § 2º O benefício será cancelado quando
cos peritos e por assistentes sociais se constatar irregularidade na sua con-
do Instituto Nacional de Seguro So- cessão ou utilização.
cial - INSS. (Redação dada pela Lei nº § 3o O desenvolvimento das capacida-
12.470, de 2011) des cognitivas, motoras ou educacio-
§ 7o Na hipótese de não existirem ser- nais e a realização de atividades não
viços no município de residência do remuneradas de habilitação e reabi-
beneficiário, fica assegurado, na forma litação, entre outras, não constituem
prevista em regulamento, o seu encami- motivo de suspensão ou cessação do
nhamento ao município mais próximo benefício da pessoa com deficiência.
que contar com tal estrutura. (Incluído (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
pela Lei nº 9.720, de 30.11.1998) § 4º A cessação do benefício de presta-
§ 8o A renda familiar mensal a que se ção continuada concedido à pessoa com
refere o § 3o deverá ser declarada pelo deficiência não impede nova concessão
requerente ou seu representante legal, do benefício, desde que atendidos os re-
sujeitando-se aos demais procedimen- quisitos definidos em regulamento. (Re-
tos previstos no regulamento para o de- dação dada pela Lei nº 12.470, de 2011)
ferimento do pedido.(Incluído pela Lei Art. 21-A. O benefício de prestação
nº 9.720, de 30.11.1998) continuada será suspenso pelo órgão
§ 9º A remuneração da pessoa com concedente quando a pessoa com defi-
deficiência na condição de aprendiz não ciência exercer atividade remunerada,
será considerada para fins do cálculo a inclusive na condição de microem-
que se refere o § 3o deste artigo. (Inclí- preendedor individual. (Incluído pela

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Lei nº 12.470, de 2011) leis orçamentárias anuais, com base em
§ 1 Extinta a relação trabalhista ou a
o critérios e prazos definidos pelos res-
atividade empreendedora de que trata o pectivos Conselhos de Assistência So-
caput deste artigo e, quando for o caso, cial. (Redação dada pela Lei nº 12.435,
encerrado o prazo de pagamento do de 2011)
seguro-desemprego e não tendo o be- § 2o O CNAS, ouvidas as respectivas
neficiário adquirido direito a qualquer representações de Estados e Municípios
benefício previdenciário, poderá ser dele participantes, poderá propor, na
requerida a continuidade do pagamento medida das disponibilidades orçamen-
do benefício suspenso, sem necessida- tárias das 3 (três) esferas de governo, a
de de realização de perícia médica ou instituição de benefícios subsidiários no
reavaliação da deficiência e do grau de valor de até 25% (vinte e cinco por cen-
incapacidade para esse fim, respeitado to) do salário-mínimo para cada criança
o período de revisão previsto no caput de até 6 (seis) anos de idade. (Redação
do art. 21. (Incluído pela Lei nº 12.470, dada pela Lei nº 12.435, de 2011)
de 2011) § 3o Os benefícios eventuais subsidiá-
§ 2o A contratação de pessoa com de- rios não poderão ser cumulados com
ficiência como aprendiz não acarreta aqueles instituídos pelas Leis no 10.954,
a suspensão do benefício de prestação de 29 de setembro de 2004, e no 10.458,
continuada, limitado a 2 (dois) anos o de 14 de maio de 2002. (Redação dada
recebimento concomitante da remune- pela Lei nº 12.435, de 2011)
ração e do benefício. (Incluído pela Lei
nº 12.470, de 2011) SEÇÃO III
Dos Serviços
SEÇÃO II
Art. 23. Entendem-se por serviços so-
Dos Benefícios Eventuais
cioassistenciais as atividades conti-
Art. 22. Entendem-se por benefícios nuadas que visem à melhoria de vida
eventuais as provisões suplementares e da população e cujas ações, voltadas
provisórias que integram organicamen- para as necessidades básicas, observem
te as garantias do Suas e são prestadas os objetivos, princípios e diretrizes es-
aos cidadãos e às famílias em virtude tabelecidos nesta Lei. (Redação dada
de nascimento, morte, situações de vul- pela Lei nº 12.435, de 2011)
nerabilidade temporária e de calamida- § 1o O regulamento instituirá os servi-
de pública. (Redação dada pela Lei nº ços socioassistenciais. (Incluído pela
12.435, de 2011) Lei nº 12.435, de 2011)
§ 1o A concessão e o valor dos benefí- § 2o Na organização dos serviços da as-
cios de que trata este artigo serão defi- sistência social serão criados programas
nidos pelos Estados, Distrito Federal e de amparo, entre outros: (Incluído pela
Municípios e previstos nas respectivas Lei nº 12.435, de 2011)

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I - às crianças e adolescentes em si- tuação de vulnerabilidade social, com
tuação de risco pessoal e social, em o objetivo de prevenir o rompimento
cumprimento ao disposto no art. 227 da dos vínculos familiares e a violência no
Constituição Federal e na Lei no 8.069, âmbito de suas relações, garantindo o
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da direito à convivência familiar e comu-
Criança e do Adolescente); (Incluído nitária. (Incluído pela Lei nº 12.435, de
pela Lei nº 12.435, de 2011) 2011)
II - às pessoas que vivem em situação Parágrafo único. Regulamento defini-
de rua. (Incluído pela Lei nº 12.435, de rá as diretrizes e os procedimentos do
2011) Paif. (Incluído pela Lei nº 12.435, de
2011)
SEÇÃO IV
Art. 24-B. Fica instituído o Serviço
Dos Programas de Assistência Social
de Proteção e Atendimento Especiali-
Art. 24. Os programas de assistência zado a Famílias e Indivíduos (Paefi),
social compreendem ações integradas e que integra a proteção social especial e
complementares com objetivos, tempo consiste no apoio, orientação e acom-
e área de abrangência definidos para panhamento a famílias e indivíduos em
qualificar, incentivar e melhorar os be- situação de ameaça ou violação de di-
nefícios e os serviços assistenciais. reitos, articulando os serviços socioas-
§ 1º Os programas de que trata este ar- sistenciais com as diversas políticas
tigo serão definidos pelos respectivos públicas e com órgãos do sistema de
Conselhos de Assistência Social, obe- garantia de direitos. (Incluído pela Lei
decidos os objetivos e princípios que nº 12.435, de 2011)
regem esta lei, com prioridade para a Parágrafo único. Regulamento defini-
inserção profissional e social. rá as diretrizes e os procedimentos do
§ 2o Os programas voltados para o ido- Paefi. (Incluído pela Lei nº 12.435, de
so e a integração da pessoa com defi- 2011)
ciência serão devidamente articulados Art. 24-C. Fica instituído o Programa
com o benefício de prestação conti- de Erradicação do Trabalho Infantil
nuada estabelecido no art. 20 desta Lei. (Peti), de caráter intersetorial, integran-
(Redação dada pela Lei nº 12.435, de te da Política Nacional de Assistência
2011) Social, que, no âmbito do Suas, com-
Art. 24-A. Fica instituído o Serviço de preende transferências de renda, tra-
Proteção e Atendimento Integral à Fa- balho social com famílias e oferta de
mília (Paif), que integra a proteção so- serviços socioeducativos para crianças
cial básica e consiste na oferta de ações e adolescentes que se encontrem em si-
e serviços socioassistenciais de pres- tuação de trabalho. (Incluído pela Lei
tação continuada, nos Cras, por meio nº 12.435, de 2011)
do trabalho social com famílias em si-

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§ 1o O Peti tem abrangência nacional e governamentais e da sociedade civil.
será desenvolvido de forma articulada
pelos entes federados, com a partici- CAPÍTULO V
pação da sociedade civil, e tem como Do Financiamento da Assistência
objetivo contribuir para a retirada de Social
crianças e adolescentes com idade in- Art. 27. Fica o Fundo Nacional de Ação
ferior a 16 (dezesseis) anos em situação Comunitária (Funac), instituído pelo
de trabalho, ressalvada a condição de Decreto nº 91.970, de 22 de novembro
aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. de 1985, ratificado pelo Decreto Le-
(Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011) gislativo nº 66, de 18 de dezembro de
§ 2o As crianças e os adolescentes em 1990, transformado no Fundo Nacional
situação de trabalho deverão ser iden- de Assistência Social (FNAS).
tificados e ter os seus dados inseridos Art. 28. O financiamento dos benefí-
no Cadastro Único para Programas So- cios, serviços, programas e projetos
ciais do Governo Federal (CadÚnico), estabelecidos nesta lei far-se-á com os
com a devida identificação das situa- recursos da União, dos Estados, do Dis-
ções de trabalho infantil. (Incluído pela trito Federal e dos Municípios, das de-
Lei nº 12.435, de 2011) mais contribuições sociais previstas no
art. 195 da Constituição Federal, além
SEÇÃO V daqueles que compõem o Fundo Nacio-
Dos Projetos de nal de Assistência Social (FNAS).
Enfrentamento da Pobreza
§ 1o Cabe ao órgão da Administração
Art. 25. Os projetos de enfrentamento Pública responsável pela coordenação
da pobreza compreendem a instituição da Política de Assistência Social nas 3
de investimento econômico-social nos (três) esferas de governo gerir o Fundo
grupos populares, buscando subsidiar, de Assistência Social, sob orientação e
financeira e tecnicamente, iniciativas controle dos respectivos Conselhos de
que lhes garantam meios, capacidade Assistência Social. (Redação dada pela
produtiva e de gestão para melhoria das Lei nº 12.435, de 2011)
condições gerais de subsistência, ele- § 2º O Poder Executivo disporá, no pra-
vação do padrão da qualidade de vida, zo de 180 (cento e oitenta) dias a contar
a preservação do meio-ambiente e sua da data de publicação desta lei, sobre
organização social. o regulamento e funcionamento do
Art. 26. O incentivo a projetos de en- Fundo Nacional de Assistência Social
frentamento da pobreza assentar-se-á (FNAS).
em mecanismos de articulação e de § 3o O financiamento da assistência
participação de diferentes áreas gover- social no Suas deve ser efetuado me-
namentais e em sistema de cooperação diante cofinanciamento dos 3 (três)
entre organismos governamentais, não entes federados, devendo os recursos

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alocados nos fundos de assistência so- III - Plano de Assistência Social.
cial ser voltados à operacionalização, Parágrafo único. É, ainda, condi-
prestação, aprimoramento e viabiliza- ção para transferência de recursos do
ção dos serviços, programas, projetos e FNAS aos Estados, ao Distrito Federal
benefícios desta política. (Incluído pela
e aos Municípios a comprovação or-
Lei nº 12.435, de 2011)
çamentária dos recursos próprios des-
Art. 28-A. Constitui receita do Fundo tinados à Assistência Social, alocados
Nacional de Assistência Social, o pro- em seus respectivos Fundos de Assis-
duto da alienação dos bens imóveis tência Social, a partir do exercício de
da extinta Fundação Legião Brasileira 1999. (Incluído pela Lei nº 9.720, de
de Assistência. (Incluído pela Medida 30.11.1998)
Provisória nº 2.187-13, de 2001)
Art. 30-A. O cofinanciamento dos ser-
Art. 29. Os recursos de responsabili- viços, programas, projetos e benefícios
dade da União destinados à assistência eventuais, no que couber, e o aprimora-
social serão automaticamente repassa- mento da gestão da política de assistên-
dos ao Fundo Nacional de Assistência cia social no Suas se efetuam por meio
Social (FNAS), à medida que se forem de transferências automáticas entre os
realizando as receitas. fundos de assistência social e mediante
Parágrafo único. Os recursos de res- alocação de recursos próprios nesses
ponsabilidade da União destinados ao fundos nas 3 (três) esferas de governo.
financiamento dos benefícios de pres- (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011)
tação continuada, previstos no art. 20, Parágrafo único. As transferências au-
poderão ser repassados pelo Ministério tomáticas de recursos entre os fundos
da Previdência e Assistência Social di- de assistência social efetuadas à con-
retamente ao INSS, órgão responsável ta do orçamento da seguridade social,
pela sua execução e manutenção.(In-
conforme o art. 204 da Constituição
cluído pela Lei nº 9.720, de 30.11.1998)
Federal, caracterizam-se como despe-
Art. 30. É condição para os repasses, sa pública com a seguridade social, na
aos Municípios, aos Estados e ao Dis- forma do art. 24 da Lei Complementar
trito Federal, dos recursos de que trata no 101, de 4 de maio de 2000. (Incluído
esta lei, a efetiva instituição e funcio- pela Lei nº 12.435, de 2011)
namento de:
Art. 30-B. Caberá ao ente federado res-
I - Conselho de Assistência Social, de ponsável pela utilização dos recursos do
composição paritária entre governo e respectivo Fundo de Assistência Social
sociedade civil; o controle e o acompanhamento dos ser-
II - Fundo de Assistência Social, com viços, programas, projetos e benefícios,
orientação e controle dos respectivos por meio dos respectivos órgãos de con-
Conselhos de Assistência Social; trole, independentemente de ações do
órgão repassador dos recursos. (Incluído

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pela Lei nº 12.435, de 2011) § 2º O Ministro de Estado do Bem-Estar
Art. 30-C. A utilização dos recursos fe- Social indicará Comissão encarregada
derais descentralizados para os fundos de elaborar o projeto de lei de que
de assistência social dos Estados, dos trata este artigo, que contará com a
participação das organizações dos
Municípios e do Distrito Federal será
usuários, de trabalhadores do setor e de
declarada pelos entes recebedores ao
entidades e organizações de assistência
ente transferidor, anualmente, mediante
social.
relatório de gestão submetido à aprecia-
ção do respectivo Conselho de Assis- Art. 33. Decorrido o prazo de 120 (cen-
tência Social, que comprove a execução to e vinte) dias da promulgação desta
das ações na forma de regulamento. (In- lei, fica extinto o Conselho Nacional de
cluído pela Lei nº 12.435, de 2011) Serviço Social (CNSS), revogando-se,
em conseqüência, os Decretos-Lei nºs
Parágrafo único. Os entes transferido- 525, de 1º de julho de 1938, e 657, de
res poderão requisitar informações re- 22 de julho de 1943.
ferentes à aplicação dos recursos oriun-
dos do seu fundo de assistência social, § 1º O Poder Executivo tomará as pro-
para fins de análise e acompanhamento vidências necessárias para a instalação
de sua boa e regular utilização. (Incluí- do Conselho Nacional de Assistência
do pela Lei nº 12.435, de 2011) Social (CNAS) e a transferência das
atividades que passarão à sua compe-
CAPÍTULO VI tência dentro do prazo estabelecido no
Das Disposições Gerais e Transitórias caput, de forma a assegurar não haja
solução de continuidade.
Art. 31. Cabe ao Ministério Público
zelar pelo efetivo respeito aos direitos § 2º O acervo do órgão de que trata
o caput será transferido, no prazo de
estabelecidos nesta lei.
60 (sessenta) dias, para o Conselho
Art. 32. O Poder Executivo terá o prazo Nacional de Assistência Social (CNAS),
de 60 (sessenta) dias, a partir da publi- que promoverá, mediante critérios e
cação desta lei, obedecidas as normas prazos a serem fixados, a revisão dos
por ela instituídas, para elaborar e en- processos de registro e certificado
caminhar projeto de lei dispondo sobre de entidade de fins filantrópicos das
a extinção e reordenamento dos órgãos entidades e organização de assistência
de assistência social do Ministério do social, observado o disposto no art. 3º
Bem-Estar Social. desta lei.
§ 1º O projeto de que trata este artigo Art. 34. A União continuará exercendo
definirá formas de transferências papel supletivo nas ações de assistên-
de benefícios, serviços, programas, cia social, por ela atualmente executa-
projetos, pessoal, bens móveis e das diretamente no âmbito dos Estados,
imóveis para a esfera municipal. dos Municípios e do Distrito Federal,
visando à implementação do dispos-

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to nesta lei, por prazo máximo de 12 30.11.1998)
(doze) meses, contados a partir da data Parágrafo único. No caso de o primei-
da publicação desta lei. ro pagamento ser feito após o prazo
Art. 35. Cabe ao órgão da Administra- previsto no caput, aplicar-se-á na sua
ção Pública Federal responsável pela atualização o mesmo critério adotado
coordenação da Política Nacional de pelo INSS na atualização do primeiro
Assistência Social operar os benefícios pagamento de benefício previdenciário
de prestação continuada de que trata em atraso. (Incluído pela Lei nº 9.720,
esta lei, podendo, para tanto, contar de 30.11.1998)
com o concurso de outros órgãos do Art. 39. O Conselho Nacional de As-
Governo Federal, na forma a ser esta- sistência Social (CNAS), por decisão
belecida em regulamento. da maioria absoluta de seus membros,
Parágrafo único. O regulamento de que respeitados o orçamento da seguridade
trata o caput definirá as formas de com- social e a disponibilidade do Fundo Na-
provação do direito ao benefício, as cional de Assistência Social (FNAS),
condições de sua suspensão, os proce- poderá propor ao Poder Executivo a
dimentos em casos de curatela e tutela alteração dos limites de renda mensal
e o órgão de credenciamento, de paga- per capita definidos no § 3º do art. 20 e
mento e de fiscalização, dentre outros caput do art. 22.
aspectos. Art. 40. Com a implantação dos benefí-
Art. 36. As entidades e organizações cios previstos nos arts. 20 e 22 desta lei,
de assistência social que incorrerem extinguem-se a renda mensal vitalícia,
em irregularidades na aplicação dos re- o auxílio-natalidade e o auxílio-funeral
cursos que lhes foram repassados pelos existentes no âmbito da Previdência
poderes públicos terão a sua vinculação Social, conforme o disposto na Lei nº
ao Suas cancelada, sem prejuízo de res- 8.213, de 24 de julho de 1991.
ponsabilidade civil e penal. (Redação § 1º A transferência dos benefíciários
dada pela Lei nº 12.435, de 2011) do sistema previdenciário para a as-
Art. 37. O benefício de prestação conti- sistência social deve ser estabelecida
nuada será devido após o cumprimento, de forma que o atendimento à popula-
pelo requerente, de todos os requisitos ção não sofra solução de continuidade.
legais e regulamentares exigidos para a (Redação dada pela Lei nº 9.711, de
sua concessão, inclusive apresentação 20.11.1998
da documentação necessária, devendo § 2º É assegurado ao maior de setenta
o seu pagamento ser efetuado em até anos e ao inválido o direito de requerer
quarenta e cinco dias após cumpridas a renda mensal vitalícia junto ao INSS
as exigências de que trata este artigo. até 31 de dezembro de 1995, desde que
(Redação dada pela Lei nº 9.720, de atenda, alternativamente, aos requisitos
30.11.1998) (Vide Lei nº 9.720, de estabelecidos nos incisos I, II ou III do

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§ 1º do art. 139 da Lei nº 8.213, de 24
de julho de 1991. (Redação dada pela
Lei nº 9.711, de 20.11.1998
Art. 41. Esta lei entra em vigor na data
da sua publicação.
Art. 42. Revogam-se as disposições em
contrário.
Brasília, 7 de dezembro de 1993, 172º
da Independência e 105º da República.
ITAMAR FRANCO
Jutahy Magalhães Júnior

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