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Direito Empresarial B

Títulos de Crédito

1) NOÇÃO

Ideia da criatividade dos empresários que criaram um doc para corporificar o direito. A
transformação em um bem corpóreo, móvel um direito. Um direito de credito. Esse direito
assume uma posição de autonomia que pode ser repassado a outro. É uma convenção que
simplifica a sessão de direitos. Exemplos de titulo de crédito: cheque, promissória, letra de
cambio. Eles corporificam um credito ou direito. Conhecimento de deposito e conhecimento de
transporte são títulos de credito também que representam um direito a um bem. Negocia-se os
títulos e não os bens, e a pessoa q compra ao invés de transmitir os bens, transmite o titulo
(conhecimento de deposito). AS sociedade anônimas transmitem debendures que são títulos
representativos de credito.

Aqui no BR os títulos de credito foram disciplinados por leis estrangeiras ratificadas aqui - LEI
UNIFORME DE GENEBRA SOBRE CAMBIAIS – Dec 57663/66 que ratificou aqui no BR, especifica
por dispositivos notas promissórias e letras de cambio. Pq temos leis uniforme? A de genebra
decorre de uma convenção de Genebraa de 1930, onde os países que participaram buscavam
uma normativa comum para o comercio internacional, ao ter normas uniformes facilita o
comercio internacional, assim as leis do cheque por ex ou as normas de letra de cambio, ou
notas promissórias sendo parecidas no mundo inteiro, facilita-se o comercio internacional por
não ter duvida da sua aceitação em outros países. O BR participou dessa convenção e demorou
36 anos para ratificar essa convenção. Surgiu então o CC que também tem um capitulo
especifico que trata dos títulos de credito, institutos cambiários etc. O problema é que a normas
especiais prevalecem sobre as gerais. Tenho especiais para as cambiais e a de genebra, sobrando
pouco espaço para o CC, o qual também destoou em algumas partes das leis especiais. Há um
choque aparente de normas e pelo ppio da especialidade vai pra especial.

2. Caracteristicas

O CC tem hj expressamente uma noção de titulo de credito – art 887 – descreve o TC (titulo de
credito) – trouxe o conceito de TC de um doutrinador Italiano chamado Vivante – o TC é um
documento ou seja, cartularidade ou aspecto documental, onde expressa-se um direito literal,
a literalidade, que é um direito autônomo e esse documento deve seguir a forma indicada na
lei. Esta noção de Vivante traz os elementos que integram o TC. O DOCUMENTO está hj
relativizado pq documento é papel, o TC foi pensado como papel, mas hoje os TC circulam sem
base documental (duplicata eletrônica) que quase nunca e transformada em papel. Atenua-se a
ideia de documento papel. A cartularidade é a característica que relaciona o TC ao papel.

O nosso CC não chega a abordar o TC eletrônico, pois o projeto dele é da década de 70, mas
num dos primeiros artigos diz q os TC podem ser emitidos com caracteres de computador. Não
queria dizer eletrônico na época, mas hoje interpreta-se assim, sem cartularidade, ou seja,
informatizado.

O TC surgiu no final da Idade Media, próximo ao dto comercial, com uma função documental,
como uma carta de câmbio, pois tinha-se cidades autônomas (cidades-estados) e quando era
realizada uma negociação o comerciante que ia de cidade A para B, para sua segurança (não
carregar ouro, prata de um lado pra outro) poder-se-ia transmitir um credito para que o credor
receba na cidade dele na moeda dele. Assim o devedor passava uma letra de câmbio ao credor

então é ordem de pagamento. Ex: cheque é uma promessa ou ordem? É uma ordem. multa. então pega os títulos e negocia no banco. assim se ele não prevê juros. para facilitar a própria circulação. A duplicata é emitida pelo credor. que mando que o devedor pague. pois o credor vai comprar mercadorias que usará a letra de cambio para pagar. ela pode ser usada como ordem ou promessa. Na literalidade não é valido as partes reivindicarem em relação a um TC nada que não esteja no título. para circularem. Cada circulação é autônoma. ou seja. dissocia-se do negócio originário.para que ele descontasse perante a outro empresário em outra cidade. o qual adianta o dinheiro e fica com os títulos. Os comerciantes perceberam então que quem ia cobrar nem era o credor. pois as vezes o empresário tem o credito mas está sem liquidez. então vende a prazo mas precisa de dinheiro hoje. 3. Os TC transformam então credito em dinheiro. pois ele deve ser literal. cada relação jurídica é autônoma. por isso que tem características como literalidade e autonomia. ou seja. A autonomia por sua vez tem 2 sentidos: a autonomia que uma vez emitido o TC o negócio jurídico que lhe deu origem se separa dele. . Pode também envolver bens. endossando a outra pessoa. A letra de cambio depende. não pode-se exercer o direito a isso. E autonomia no sentido que o TC é colocado em cada relação jurídica. Entao os TC surgiram para endossar. Natureza Eles podem ter natureza de ordem e promessa de pagamento. facilitando o comercio. A nota promissória é promessa ou ordem? Promessa. o qual pagaria ao credor do título o valor devido. Ou então negocia com outro empresário ou com uma empresa de facture (?).

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