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Conforme nos informa Marcus Burke (1998), é de conhecimento geral da pesquisa iconográfica sobre a

arte colonial o fato de que diversos artistas daquele período, nas colônias tanto lusas como espanholas, se
valeram de gravuras europeias como modelos para as suas pinturas. Em grande parte as gravuras eram
oriundas das imprensas jesuíticas de Amberes – capital comercial de Flandres e também provenientes de
Augsburg, centros que tinham em comum (como também o Perú), fazerem parte do Sacro Imperio Romano
sob a regência da Casa de Habsburgo. Segundo nos diz Burke (1998), fossem elas encadernadas em obras
religiosas, como álbuns de artistas, ou ainda avulsas, as gravuras, aos milhares, foram parte de um intenso
mercado de obras de arte, circulando amplamente e marcando indelevelmente com a sua influência as
composições artísticas das colônias. Produzidas a modestos custos e reproduzíveis em quantidade,
facilmente transportáveis e armazenáveis debido à sua leveza, e sendo ainda resistentes aos rigores das
viagens, as gravuras européias foram utilizadas como estímulo à invenção dos artistas, apoio de
composição, repertorio de poses; além de veículo de ortodoxia iconográfica (BURKE, 1982, p. 32). As
gravuras seriam, na concepção de Manrique (1982, p. 59), uma “europa portátil” para os artistas coloniais.
Sendo ainda um significativo veículo de propaganda religiosa (OJEDA, 2013, s/p).

Encuadernados en obras religiosas, encolados en álbumes de artista, o sueltos
como parte de un robusto comercio de obras de arte, millares de grabados […]
viajaron a todo lo largo y ancho […] dejando a su paso una marca indeleble en
todas las composiciones artísticas de las colonias […]. Producido a bajo costo,
reproducido en grandes cantidades, transportado con ligereza, resistente a los
trajines de viaje, y almacenado con facilidad, el grabado europeo fue usado como
estímulo de invención, asistente de composición, repertorio de poses, y garante
de ortodoxia iconográfica [Burke 1998, 32s], convirtiéndose así en “portátil
Europa” para los artistas coloniales [Manrique 1982, 59].
[…] Esta resolución gráfica a la paradoja del arte colonial no es de factura
reciente. Ochenta años atrás, Louis Gillet señalaba ya que los grabados fueron
fuente fecunda de la pintura colonial—especialmente ciertas […] obras de
propaganda religiosa (Ojeda, 2012).

Burke, Marcus. Treasures of Mexican Colonial Painting. The Davenport Museum of Art
Collection. Davenport/Santa Fe: The Davenport Museum of Art/The University of Nuevo
Mexico Press, 1998.

OJEDA, Almerindo. El Grabado Como Fuente del Arte Colonial: Estado de la Cuestión.
Proyecto Sobre las Fuentes Grabadas del Arte Colonial (PESSCA). Universidad de
California, Davis.

Disponível em: <http://colonialart.org/essays/el-grabado-como-fuente-del-arte-colonial-
estado-de-la-cuestion>. (Acessado em 03/11/2013).

Manrique, Jorge Alberto (1982) “La estampa como fuente del arte en la Nueva España”.
En Anales del Instituto de Investigaciones Estéticas (Ciudad de México) 50: 55-
60.
http://www.analesiie.unam.mx/index.php/analesiie/article/view/1138