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O sociólogo francês Burdieu divide a sociedade em rede de relações estruturados

da qual a chama de campos e nestes campos existe a concorrência pelo capital além de
uma estrutura de hierarquia, onde quem possui mais capital possui por conseguinte
vantagens e pertence ao grupo da classe dominante, vale lembrar que para Burdieu o
conceito de capital vai muito além de mero recurso pecuniário, cada campo possui seu
próprio capital que é reconhecido internamente por seu membros.

Burdieu, estudou como a educação corrobora para a manutenção do
stablishment social e como isso é passado adiante para gerações vindouras. Viu que a
escola naturalmente ensina aquilo é compreendido como importante pela sociedade e
percebeu, curiosamente, que o que é passado para futuras gerações encontra-se
inserido dentro dos grupos das classe de maior prestígio na sociedade. A grosso modo
poderíamos afirmar que a escola nesse sentido fala a língua da classe dominante.

Dessa forma o aluno que possui um capital cultural fornecido por um núcleo
familiar tem mais vantagens que uma criança que não tenha recebido tal recurso em
uma família de origem humilde consolidando por conseguinte uma espécie de “relação
embrionária” de desigualdade social.

Nesse sentido, uma criança proveniente de classe dominada deve se prestar a
um esforço muito maior para que esta chegue a se tornar uma aluno mediano, já uma
criança de origem socialmente abastada, que tem internalizado o capital social de
família dominante, possui certa vantagem pois este já orbita desde o berço em um
ambiente favorável.