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3 UNIDADE 1 - Introdução
5 UNIDADE 2 - Envelhecimento: Uma Experiência Individual
9 UNIDADE 3 - Alterações Decorrentes do Envelhecimento
9 3.1 Modificações anatômicas

12 3.2 Modificações funcionais

14 3.3 Alterações emocionais

16 UNIDADE 4 - Avaliação Física / Antropométrica no Idoso
23 UNIDADE 5 - Avaliação Nutricional/ Dietética
UNIDADE 6 - Aspectos Psicológicos e Neurológicos

SUMÁRIO
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28 6.1 Aspectos psicológicos

30 6.2 Aspectos neuropsicológicos

32 6.3 Avaliação psicológica e neuropsicológica do idoso

35 6.4 Caminhando para a depressão

38 6.5 Características da Depressão no Idoso
41 REFERÊNCIAS

44 ANEXOS

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UNIDADE 1 - Introdução

Um dos primeiros passos a dar quando o víduo (VELASCO, 2006).
foco é trabalhar com pessoas idosas ou no
Embora a definição dada pelos geronto-
ambiente voltado para elas é conhecer os
logistas reporte ao envelhecimento como o
meandros dessa fase da vida que para al-
responsável por diminuir a capacidade de so-
guns pode ser realmente a melhor idade,
brevivência do organismo, ela é muito vaga,
enquanto para outros é uma fase cercada de
nos diz muito pouco sobre o envelhecimento.
problemas físicos, biológicos e psicológicos,
inspirando e requerendo muitos cuidados, A principal dificuldade está em separar
ou seja, quando pensamos o processo do en- o processo biológico primário do envelhe-
velhecimento em termos de tempo, é preci- cimento, das doenças associadas e fatores
so considerar vários aspectos, dentre eles: ambientais. Essa separação é fundamental
para o entendimento do processo em nossa
físico – também chamado de tempo
vida. Velasco (2006) chama a atenção tam-
objetivo, é medido em calendários, relógios,
bém sobre o fator desuso, ou seja, a utili-
data de nascimento e outros. Mensurável e
zação inadequada dos sistemas orgânicos,
quantificável, pode ser relacionado à idade
geneticamente determinados para a rea-
do organismo. O tempo físico não correspon-
lização de diversas funções e atividades; o
de ao tempo biológico;
sedentarismo atual diante das característi-
biológico – é aquele que se refere aos cas ancestrais da espécie humana de caça e
relógios biológicos, ritmos circadianos e me- coleta implicando em grande atividade física;
tabólicos de sincronização individual. A idade os níveis de colesterol nas diferentes popu-
biológica reflete as variações entre indivídu- lações, além do elevado índice de doenças
os com a mesma idade cronológica e se defi- cardiovasculares, da fragilidade musculoes-
ne como a posição do indivíduo em relação à quelética, da obesidade, do envelhecimento
sua expectativa de vida. O envelhecimento, precoce e da depressão.
neste caso, poderia refletir modificações ou
Somar esses fatores ou promover um ba-
dessincronização dos relógios internos;
lanço entre eles, com certeza generalizando,
psicológico – definido como a expe- podemos creditar 20% para a herança gené-
riência subjetiva do tempo, e o modo como tica; 10% para o meio ambiente e 70% para
é percebido e vivenciado pelo indivíduo. No o estilo de vida.
idoso encontra-se uma vivência interna de
Essas percentagens nos mostram tam-
lentificação da passagem do tempo, ao pas-
bém que o envelhecimento é um processo
so que externamente este parece acelerado;
altamente individual, com os indivíduos en-
social – refere-se à posição e hábitos velhecendo em ritmos que podem ser muito
sociais adquiridos e sentidos pelo indivíduo diferentes dos de outros com a mesma idade
como pertencentes ao papel social e cultu- cronológica. Na verdade, as diferenças indi-
ral, esperado para a idade. O envelhecimen- viduais são uma marca do envelhecimento
to, por este parâmetro, é avaliado de acordo tanto quanto o declínio na função relaciona-
com o papel social desempenhado pelo indi- do à idade. São medidas calculando-se o des-

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vio-padrão dos indivíduos dentro de um gru- Em segundo lugar, deixamos claro que este
po de pessoas mensuradas. As diferenças módulo é uma compilação das ideias de vá-
individuais também podem ser mostradas rios autores, incluindo aqueles que conside-
graficamente e analisadas como distribuição ramos clássicos, não se tratando, portanto,
de frequência cumulativa. de uma redação original e tendo em vista o
caráter didático da obra, não serão expres-
As várias fontes de diferenças individuais
sas opiniões pessoais.
incluem diferenças genéticas, doenças e di-
versos índices de envelhecimento dos siste- Ao final do módulo, além da lista de refe-
mas fisiológicos e biológicos nos indivíduos. rências básicas, encontram-se outras que
Variações no estilo de vida e comportamen- foram ora utilizadas, ora somente consulta-
tos compensatórios dos adultos mais idosos das, mas que, de todo modo, podem servir
também criam diferenças. Outras fontes são para sanar lacunas que por ventura venham
o sexo, a cultura, a educação e a condição so- a surgir ao longo dos estudos.
cioeconômica.

Mudanças na função e desempenho re-
lacionadas ao tempo seguem padrões dife-
rentes: nenhuma mudança (estabilidade),
mudança relacionada a doença, declínio
constante na função, manifestação precipi-
tada de doença, mudança compensatória e
mudanças culturais. Essa diversidade de ma-
neiras em que uma mudança pode ocorrer
(ou não ocorrer) nos e entre os indivíduos,
aumenta as diferenças individuais.

Pois bem, estes aspectos e fatores dividi-
dos aqui em físicos, psicológicos e nutricio-
nais que, digamos, determinam e/ou influen-
ciam o envelhecimento serão abordados ao
longo deste módulo.

Em anexo disponibilizamos alguns mode-
los de ficha para avaliação física e funcional
do idoso que podem auxiliar na elaboração
de sua própria ficha.

Ressaltamos em primeiro lugar que embo-
ra a escrita acadêmica tenha como premissa
ser científica, baseada em normas e padrões
da academia, fugiremos um pouco às regras
para nos aproximarmos de vocês e para que
os temas abordados cheguem de maneira
clara e objetiva, mas não menos científicos.

interagem com seu meio ambiente são rela- As diferenças individuais originam-se de tivamente estáveis durante todo o tempo de muitas fontes. de características e função são expressas ferentes um dos outros. os ma taxa em todas as modalidades sensoriais sistemas fisiológicos envelhecem em ritmos . quando os indivíduos são 2005). desenvolvendo mentos que se originam na herança genética comportamentos únicos de compensação. inteligência e uma temas fisiológicos e comportamentais enve- série de outras variáveis. Além disso. mas estudos de comporta- sistemas fisiológicos com índices de enve. desempenho menos consistente em vários racterísticas e comportamentos. A deterioração variáveis. que variam em veis. ção gerontológica também contribuem para ram que a idade cronológica não é uma boa as observações das diferenças individuais. Os indivíduos herdam carac. pressão arterial não muda outros sistemas Em outras palavras. con- mento é uma experiência individual. diferenças culturais. diferença individual para certos comporta- ração com o meio ambiente. uma vez forme ficam mais idosas. 5 UNIDADE 2 . mas não na mes- para as diferenças individuais. tipos de testes.Envelhecimento: Uma Experiência Individual Segundo Spirduso (2005). na qual os sis- da pele e dos olhos. dade física perdura até a segunda metade do mas pessoas. com o passar do de (BUSS e PLOMIN. mento genético das crianças mostraram que lhecimento diferentes. o envelheci. vida. e primeiras experiências. padrões podem refletir uma tendência da ções diferentes. tempo. também. alguns padrões de podem estar deteriorando-se mais rapida- comportamento pelos quais os indivíduos mente. também determinados pela hereditarieda- te em uma coorte de idade. muitas dimensões e centenas de caracterís- O envelhecimento é um processo alta. todavia. e muitas evidências sugerem que esses terísticas. bém na maneira como elas mudam com o educação e condição socioeconômica são tempo. sexo. sozinhas ou combinadas. Não só muitas diferenças individuais mente pessoal. que magnificam essas diferenças. A pressão arterial os hábitos de atividades físicas e sociais são média. contribui dos sistemas é progressiva. indicaram que a influência genética na ativi- rial não aumenta de jeito nenhum em algu. Contudo. diferentes para cada pessoa. 1984 apud SPIRDUSO. forma para prever-se a função ou o desem- As pessoas nascem com genótipos úni- penho de um indivíduo na maioria das variá- cos (formações genéticas). As pesso- Outro contribuinte para as discrepâncias as diferem na idade. rimentos e de projetos de pesquisa usando Os modelos de pesquisa adotados na avalia- tanto animais como humanos demonstra. fontes adicionais de diferenças individuais. não só com indivíduos di. mas tam. aumenta gradualmen. força. mas também com geneticamente. por exemplo. peso. e uma vida inteira de inte. ticas. nesses indivíduos cuja tempo de vida. as pessoas têm um que as pessoas diferem não só em suas ca. altura. Cada uma dessas lhecem dentro do indivíduo. Os resultados de centenas de expe. comportamentos e predisposi. Sexo. Estudos de gêmeos adultos também medidos longitudinalmente. cor individuais é a diferente taxa. a pressão arte.

Veja abaixo: várias mensurações de uma variável de um mesmo indivíduo é chamada de variabilidade interna do sujeito. observações. ou consis. de reação. Contudo. o resultado adulto idoso ativo. A capaci- das da velocidade de condução do nervo. mas gradualmente no da dez vezes durante um minuto. nas dez tomadas. mas as me- tros componentes cardiovasculares. são mantidos. a velocidade de condução do próprio sujeito. vas tem de ser realizado para que a média ou tência do sujeito. como gicos ou pode ser causada por erros de men- uma tomada de decisão rápida. Medidas varia- ratória máxima deteriora-se muito. por dade vital diminui significativamente. Em outras variáveis.6 e sistemas fisiológicos. nervo diminui relativamente pouco durante Em algumas variáveis. eles esperam que suas men. a não ser que as mensurações sejam em um sistema único. o que não se dá com ou- não será igual. surações representem o valor real dessa A motivação. Mesmo ticos. A variabilidade o débito cardíaco. A quantidade de variação que ocorre em em 1962. o siste- realizadas em horários diferentes do dia. como o tempo -se. como didas serão muito próximas. a variação interna o tempo de vida. posta do sujeito. O princípio é o mesmo usado para determinar as diferenças individuais dentro de um gru- po: para determinar as diferenças individu- ais. Alguns aspectos da fun- interna do sujeito pode ocorrer em razão da ção psicomotora. as respostas dos sujeitos são tão Outra fonte de diferenças individuais é a variadas que um número maior de tentati- variabilidade interna do sujeito. to no clássico gráfico publicado por Shock. o aprendizado do função ou desse comportamento. proporcionam valores quase idên- índice cardíaco diminui muito menos. calcula-se a distância média do resultado de cada pessoa em relação à média do grupo. deterioram- suração. Para determinar a variabilidade interna do sujeito. mas o exemplo. o cansaço. calcula-se a distância média de cada resultado do sujeito em relação à média do Por exemplo. Se ma cardiovascular. por exemplo. porém a capacidade respi- do sujeito é muito pequena. como a memória de longo natureza das oscilações dos sistemas bioló- prazo. enquanto outros. Essa variação é descrita como o desvio-padrão de todas as tentativas do sujeito em relação à média do sujeito. sujeito e o uso experimental de estratégias resultados verdadeiros de uma função ou de diferentes em vários testes explicam algu- um comportamento só podem ser estima- mas das variabilidades internas do sujeito dos obtendo duas ou mais medidas do mes- . Em nenhum lugar mo indivíduo e usando a média dessas várias isso está tão claramente demostrado quan. Quando os pesquisadores mediana dessas tentativas possa ser usada medem as funções ou os comportamentos para estimar a verdadeira velocidade de res- dos indivíduos. a frequência cardíaca a frequência cardíaca em repouso for medi- máxima diminui lenta.

Ainda outra maneira pela qual a condição socioeconômica pode in- As diferenças individuais na juventude e fluenciar a análise das diferenças individuais na meia-idade também podem ser acentu- feita por um pesquisador é que adultos ido- adas com o aumento da idade. Todavia. Isso é especialmente verdadeiro quando se 3. Se os pesquisadores simples- 1. porque em sos com baixa renda. se comparam o nível edu- cacional. em termos de educação. portanto. Fragilidade física e cristalização psí- estudam as mulheres. Robustez física e maturidade psíqui- tenham o mesmo nível de educação. do que o grupo de indivíduos com 20 anos. Moraes e Lima (2010) que dependerá do mamente diferente dos indivíduos com 70 grau de fragilidade do organismo e psiquis- e 80 anos. comparados aos indivíduos com mo. eles tam- o indivíduo apresenta perturbação do seu bém comparam grupos que têm experiên- psiquismo. outra fonte de dife. Vale a pena conferir os quatro tipos de en- Uma outra forma de diferença individual velhecimento individual. 20 anos. perfil intelectual e de personalidade muito 4. O histórico educacional extre- es. Robustez física e cristalização psíqui- ca: o envelhecimento somático não está as- mente comparam o desempenho cognitivo sociado a alguma perda física limitante. torna excepcionalmente difícil en- tender mudanças cognitivas relacionadas à São eles: idade que sejam independentes do histórico educacional. conquistando a maturidade mental. com limitações e/ou incapacidades físi- las com 80 anos que fizeram curso superior cas e seu psiquismo encontra-se cristalizado podem representar uma população com um na infância psíquica. pois seus dispositivos de segurança são cada vez . evoluiu. Pessoas um estudo apenas pelo incentivo monetário. A condição socioeconômica proporciona O seu viver é pautado na aceitação da reali- um ambiente totalmente diferente para os dade e na tolerância à dor e seus estados de indivíduos e é. está re. sentido da vida. que o impede de compreender o cias educacionais extremamente diferentes. 2005). equilíbrio são cada vez mais flexíveis. Fragilidade física e maturidade psí- diferente. o psiquismo do indivíduo penho físico. mais idosas. que aque. nico. gênico. A influência do nível educacional quica: o envelhecimento somático é pato- não está restrita a testes cognitivos. renças individuais. a paz zada da população. podem ser voluntários de soas mais idosas são abrandadas. Contrariamente. com limitações e/ou incapacidades lacionada também a muitos tipos de desem. e a sabedoria. físicas. psiquismo atinge a maturidade mental. eles es. Tão poucas mulheres quica: o envelhecimento somático é patogê- fizeram faculdade nos anos 1930. ca: o envelhecimento somático não está as- tão estudando um grupo de indivíduos com sociado a alguma perda física limitante e o 80 anos que representa uma faixa mais eliti. proposto por Mora- é a educação. que estão estressados muitas culturas as restrições sobre as pes- “financeiramente”. têm enquanto adultos jovens podem ser volun- mais liberdade para comportar-se da manei- tários por outras razões (SPIRDUSO. ra como desejarem. na maioria das culturas. para observar apenas sujeitos que 2. 7 nesses comportamentos. mas de indivíduos com 20 e 80 anos.

caso as limitações físi. que dão ideia das capa- cidades de um grande número de pessoas para certa idade. A fe. Moraes. 72). é preciso termos claro que pretá-lo dentro das estruturas das diferen- o envelhecimento é individualizado. Lima (2010. tanto que aquele que estu- da e trabalha o envelhecimento deve inter- . pesso.8 mais eficazes na relação com o mundo. ças individuais. p. De todo modo. al e as médias de função e comportamento para diferentes faixas etárias cronológicas são apenas médias. cas não sejam suficientemente graves para Tipos de envelhecimento individual Fonte: Moraes. comprometer os mecanismos homeostáti- licidade pode ocorrer. cos do organismo (ilustrado a seguir).

que. áspera e pálida. Nem sempre o que os olhos veem é a rea. a elastina fica “porosa”. orelhas e sobran- lidade. indepen. havendo alterações de ambos 30 anos. Dependendo de vários fatores. estas fibras se alteram. com exceção das narinas. dão origem às rugas. com precisão. Não são todas as pessoas a aparenta. diferentes em cada sutura. Por essa razão. o sa corpórea. portanto. cerca de 1 cm por década. daí a noção das linhas de fenda. perdendo a elasti- mento”. por tecido fibroso. funcionais e As fibras elásticas da derme formam fei- emocionais. pro- dos são os rins e o fígado. Nesta não há perda óssea significa- encurtamento da coluna vertebral devido a tiva antes da menopausa. c) Sistema ósseo a) Composição e forma do corpo O osso contém dois aspectos: compacto A estatura começa a diminuir. a aumentar. A perda de tecido ósseo se deve à diminuição dos arcos do pé e ao au. na pele exposta à luz solar. os efeitos naturais ciais. quando se perfura a pele com cilin- produzidas pelas inúmeras afecções que po- dros. ocor- rem fisicamente a idade que possuem. Por este deste processo (senescência) das alterações motivo.1 Modificações anatômi. No dorso das mãos 3. a partir dos e esponjoso. os que mais sofrem prejuízo com o passar do desaparecendo por completo em épocas tempo. obtém-se uma fenda e não um orifício dem acometer o idoso (senilidade). 9 UNIDADE 3 . conforme as linhas de tensão. com a perda de mas. O crânio tende. cas Ocorre diminuição geral de pelos no corpo. cutâneo. os ossos são unidos composição do corpo e. dando a conformação típica do idoso. Com Jacob Filho e Souza (2000). b) Pele e pelos há peculiaridades anatômicas. as alterações anatômicas ocorrem. Tal perda no envelhecimento. a apresentar menor número de os- . Com o envelhecimento.Alterações Decorrentes do Envelhecimento No processo natural do envelhecimento. Há alterações evidentes na Nas suturas do crânio. tecido vai sendo substituído por osso. somadas à das. circular. cidade. Os músculos são cesso que começa por volta dos 30 anos. celhas. ocorre de maneira diferente no homem e na mento das curvaturas da coluna. fenômeno. no capítulo 3 o envelhecimento. após este alterações nos discos intervertebrais. A pele torna- -se seca. o processo é mais intenso do que metros da caixa torácica e do crânio tendem nos homens. Estas alterações são mais intensas ções anatômicas e funcionais hoje atribuí. dentemente das “intervenções plásticas”. apresentam as principais modifica. é preciso saber xes dispostos segundo direções preferen- discernir. surgem as manchas hiperpigmentadas. do livro “Anatomia e Fisiologia do Envelheci. exclusivamente ao processo natural de diminuição das espessuras da pele e do sub- envelhecimento. os órgãos internos mais afeta. Porém. O nariz e os pavilhões auditivos d) Sistema articular continuam a crescer. surgindo a calvície. mas re diminuição numérica de bulbos ativos. além de um mulher. Os diâ.

As cartilagens ficam mais delgadas e surgem rachaduras e fendas na superfície. do um aumento do colágeno intersticial no músculo do idoso. haven. científicas. Essas fibras se degeneram com o passar dos anos. na diminuição do contro- as contrações excêntricas. promo- vendo alterações bastante complexas no . tem se constata- sidade. a força muscular no sexo masculino. também o aumento volumétrico dos ventrí- perda de unidades motoras alfa. e. junto à sua área de secção. neurotransmissores (acetilcolina. da força dinâmica. etc. e) Sistema muscular das contrações de velocidade rápida. prejudicando os movimentos articulares. As contagens de neurô- da atividade da unidade motora. serotonina. podemos afirmar que as contrações repetidas de baixa inten- nas pesquisas realizadas. O peso do músculo diminui da força muscular no sexo feminino. diminuição nios. o declínio: especialmente a torácica. diminuindo sua resistência a fraturas. Verifica-se certo grau de atrofia do hormônio de crescimento. assim como na doença de Parkin- son. de Alzheimer. demonstrando f) Sistema nervoso perda de massa muscular – a chamada sar- copenia. e brancas. inatividade física. mostram uma perda de estrógenos e andrógenos.10 sos. A espessura dos discos intervertebrais Por outro lado. ções. com o envelhecimento. nos distúrbios do sono. contribuindo para da força muscular dos músculos de ati- a cifose. Os mecanismos que levam a essa O peso e o volume do cérebro diminuem perda são vários: diminuição da secreção com a idade. produção de contínua e muitas células neuronais mos- citoquinas inflamatórias interleukinas e TNF tram alterações variáveis. as repercussões causadas na função cere- vidades diárias. mas a força dos músculos envolvidos nas ati. Resumidamente. comumente observada entre os vidades especializadas. existem Convém mencionarmos que há também algumas características conservadas: diversas alterações em sistemas neuro- transmissores com o envelhecimento. do a ocorrência da diminuição em todos os a força angular de pequenas articula. podendo evoluir e diminuição da ingestão de proteínas. dopamina. ções. e. acentuam-se as curvas da coluna. aumento da cerebral com o passar do tempo. das contrações concêntricas. no esquecimento da senescência. bral ainda é material de muitas pesquisas a força isométrica. noradrenalina e GABA). idosos. ocorrendo massa lipídica corporal. le motor. Em relação à força muscular. alteração culos encefálicos. as contrações de velocidade lenta. há diminui. O músculo é formado por fibras vermelhas da produção de potência. em várias idades. As que desaparecem são da força angular de grandes articula- substituídas por tecido conjuntivo. até a sua morte completa.

devido à rup- No coração. gida. Entre o esterno e as cartilagens cimento. há um aumen- to no peso do coração e na espessura da pa. essas Nas cartilagens costais. em meio a outros normais. Nas valvas. pode desaparecer. muitos condrócitos fibras diminuem em números. as alterações são mais inten- tais no estômago e diminuição da superfície sas nas cúspides da mitral e nas válvulas da do jejuno. O conteúdo tes ocorrem no miocárdio. Com a idade. Com o en- terno aumenta. e aparelho valvar. com a idade. o depósito de de cálcio em toda sua parede. Nas ar- minuição em todo o sistema. aumenta. Há interno. i) Sistema digestivo rede ventricular esquerda. 11 mecanismo cerebral. Por ser resultado de repetidas des- so ocorre infiltração de gordura. com a idade. Portanto. O peso absoluto do fígado diminui após os . fibras de tecido conjuntivo em zes. unindo-se às duas partes ta. também mostra. ainda. A arteríola do labirinto. a pres- alterações citadas provocam importante di- são das artérias. ticas nas suas paredes. embora não esteja claro em quais partes do contrariamente ao que acontece em outros tecido. no ouvido mostra discreta diminuição com a idade. as artérias menores e as arteríolas. as cordas tendineas se espessam degenerar-se discretamente no idoso. h) Sistema respiratório g) Sistema circulatório Os elementos que compõe a caixa toráci- ca são muito importantes para a mecânica Em se tratando dos vasos. com o passar da idade. No idoso aparecem placas arteroes- e a musculatura da parede intestinal parece cleróticas. elas desaparecem. nodo sinoatrial de elastina no pulmão aumenta com a idade. a aorta se dilata e seu diâmetro in- costais há articulações sinoviais. aumento do nudações epiteliais – pelo reflexo do ácido conjuntivo e diminuição das células muscula- gástrico – há substituição das células parie- res. o diâmetro é sempre menor no idoso do que No pulmão. as carótidas se estreitam ósseas. na parte distal do esôfago. sendo o processo mais intenso no respiração depende dessas articulações. Por exemplo. em geral. órgãos. Em relação ao miocárdio. enquanto o degeneram. as homem do que na mulher. mesmo sem hipertensão. é substituído. às ve- res pequenas. os ele- possuir grande quantidade de fibras elás- mentos ósseos e cartilaginosos se fundem. diminuindo seu número. a superfície total alveolar no jovem. formando cistos. deposição bras colágenas se espessam. A musculatura do colo se espessa. ela sofrendo transformações idênticas a da aor. e o grau de esclerose aumenta. pro. Com a idade. bem como fusão dos mesmos. O manúbrio e o corpo do esterno são também. No ido- colunar. unidos por fibrocartilagem. O nodo sinoatrial. as alterações mais importan- tura dos septos interalveolares. cálcio aumenta e a cartilagem fica mais rí- Os processos arteroescleróticos atingem. é constituído por células muscula- tratificado. Tal artéria se caracteriza por velhecimento. No tubo digestivo o epitélio escamoso es- no jovem. teríolas renais. Ocorre. com o envelhe- respiratória. frequente presença de alvéolos dilatados gressivo espessamento da parede. aorta. com o envelhecimento assim como as co- Como a mobilidade da caixa torácica na ronárias. por epitélio quantidade moderada e fibroblastos. as fi- colágeno aumenta.

anatômico do rim é a diminuição do número frequentemente. Há exceção . lização e atividade biológica dos principais de do que aos 30. As glân. as produtores masculinos são menos eviden. aos 50 anos. os cistos apresentados pelos idosos. as alterações nos órgãos re. convém lembrar e próstata. perdura até o extremo da de glomérulos com aumento do tecido fibro. portanto sua função passa a não a idade. A quantidade de grosseiramente evidentes. vida. e sua elasticidade é perdida hormônios – relacionados às funções repro- à medida que o tecido elástico é substituído dutivas – ao metabolismo do cálcio e à regu- por feixe de tecido colágeno fibroso. Em cerca de 75% dos idosos. cesso de envelhecimento são significativas na-se menos umidificado. metabo- durecidos. resultantes de provas la- favorecer a ocorrência de infecções. Já os ligamentos que suportam período – pouco perceptível – até que as al- as mamas tornam-se fracos. possibilitando-os cair. enquanto ocorre a perda do tecido to e estabilização. rações importantes na produção. perdurando por longo gorduroso. Geralmente discretas e progressivas. atrófico. bexiga e o reto em posição podem tornar-se fracos na 3. A O sistema endócrino é fundamental na menopausa ocorre entre os 40 e 50 anos. As primeiras al- pelos púbicos gradualmente diminui.12 65 anos. podem atrofiar-se. O tecido boratoriais e de diversas queixas e sintomas fibroso torna-se mais abundante. Fisiologicamente. lação homeostática da glicose. e a secreção que cada rim necessita apenas de 25% do de testosterona diminui sem ultrapassar os seu tecido original para funcionar normal. soluta do órgão ou do aparelho. com o envelhecimento. a prós. as células da parede dos túbulos ter a mesma eficiência. envolvidas na reprodução e nu- trição dos gametas masculinos. gamentos que mantém o útero. não ocorrendo o mes- mente da ocorrência de enfermidades. mas a fertilidade. limites da normalidade. podendo na interpretação. com isso elas terações estruturais e funcionais tornam-se ficam pendentes e flácidas. O útero. do corpo cavernoso do pênis diminui de es- tata aumenta de volume. ativação e modulação de diversos órgãos e A vagina diminui de comprimento e largura. à se. k) Sistema reprodutor l) Sistema endócrino Na mulher.2 Modificações funcionais mulher idosa. o envelhecimento tem dulas mamárias são substituídas por tecido início no término da fase de desenvolvimen- fibroso. detectadas ao fim da terceira década de vida. permanecendo inalterável. com o número culos não diminuam necessariamente com de células. A túnica albugínea mente. os órgãos diminuem de peso e se atrofiam. modificações não causam insuficiência ab- tes. tornam-se j) Sistema urinário maiores e menos ativas. Porém. seminíferos. O número de esper- O fato mais evidente no envelhecimento matozoides cai à metade. independente. Glândulas. No homem. mo com o corpo esponjoso. sistemas. pessura com a idade. As alterações associadas ao pro- seu revestimento interno normalmente tor. terações atribuídas ao envelhecimento são melhança do tecido adiposo na região. ocorrendo. pesa meta. também. Embora o tamanho e o peso dos testí. como as vesículas seminais so que os substitui. Existem alte- ovarianos são comuns e os vasos ficam en. Os li.

A quantidade de água ção e diluição urinária. O processo natural de envelhecimento se c) Alterações renais acompanha de alterações no número de Em consequência das alterações na reser- sensibilidade dos sensores. esta cria condi- Com tanto sobe e desce. principalmente. ele é alterações no fluxo sanguíneo. A insuficiência renal não deve ser atribuí- da pela senescência. ves disfunções em idosos. há o incremento do e da excreção de radicais ácidos. ocorre uma nar. encarre- tológicos. responsáveis pela detecção do ponsável pela ocorrência de fenômenos pa- desequilíbrio. ou estruturais do miocárdio – reduzindo o volu- pela existência de processos patológicos me sistólico máximo – e ao já conhecido de- . e sua possível infecção. Por isso. imposta a um siste- fato se deve. Somam-se às al- prejudicando a eficácia dos mecanismos de terações modificações musculoesqueléticas manutenção da homeostasia. o rim do idoso apre- tabilidade dos centros reguladores e na efi- senta diminuição capacitativa de concentra- ciência dos efetores. porém. Com a diminuição da elasticidade pulmo- Nos demais sistemas. as disfunções encontradas nos camos que esta se encontra bastante limita- idosos. porém. em comparação aos 20 anos de idade. devem ser interpretadas como fruto da. Tais mecanis- do arcabouço torácico. diminuição da reserva funcional. absolutamente fisio- repouso ou de mínima solicitação. centros reguladores. em função da menor eficiência redução da síntese de aldosterona. meio interno. em condi- perfeitamente adequadas à demanda. capazes de executar as devidas correções. Portanto. Daí fica fácil entender mos compõem-se fundamentalmente de como um processo fisiológico pode ser res- sensores. ocorrem sobre o envelhecimento ser individual. Mas. diminuição do metabo- idoso requer maior tempo para equilibrar o lismo basal. verifi- Portanto. alteração da tolerância à glicose. a) Alterações cardiorrespiratórias Não contradizendo um pouco o exposto O coração envelhece e. O de excessiva demanda. no linear de exci- va funcional do sistema. alterada de maneira geral. lógico e caracterizado pela manutenção de ções circulatórias do idoso saudável estarão quase todas as funções orgânicas. compro- favorecendo o incremento do volume resi- metendo a capacidade de adaptação às mo- dual. tante a um aumento da síntese de hormônio antidiurético. às alterações ma fisiologicamente incapaz de supri-la. aparelho cardiocirculatório do idoso. há uma menor capacidade de expiração. a capacidade ventilatória é dificações ao meio externo e/ou interno. promovendo aos jovens possam ser responsáveis por gra- alterações significativas. as funções dos ções para que agressões pouco importantes órgãos ficam desequilibradas. declinam ou desaparecem em período relati- b) Alterações respiratórias vamente precoce: os ovários e o timo. cujas funções clínio da frequência cardíaca máxima. Em estado de um processo natural. 13 de pelo menos dois órgãos. concomi- dos seus mecanismos compensatórios. com isso. nquica. as condi. de absorção de sódio corporal total declina. como a retenção de secreção brô- gados da modulação da resposta. ções habituais. o componente lipídico. com progressiva redução da quando avaliamos a reserva funcional do reserva funcional dos órgãos e aparelhos. e efetores.

ao pas. Pode-se fazer uma observação sem ter como concretizar seu desejo. omite-se a no. ção. pensar num depois. pois os so que para a mulher. mente a capacidade de produção e consumo. as meias elás- ticas e as cintas anti-hérnias. a única saída desse impasse A velhice para muitas pessoas também é é alienação ou enfermidade física (real ou uma triste coleção de perdas e limitações. esta anomalia normal. Em relação à linguagem. aten. memória. adaptação. não deterioram com a idade. a velhice não é neces- numa coisa nem noutra. não se permite faixa etária. força e pre. criatividade. mas ainda encontramos divergên- cias entre os autores relacionadas à inteli- A sexualidade é também fonte de angús. função de suas fantasias infantis. embora geralmente camuflados nesta dade. Aquilo retirando do idoso. gência e às perdas em algumas habilidades tias e contradições: para o homem é desejar intelectuais. não oferece alternativas. quando consciente de sua reali- . trosa. velhice (VELASCO. a possi- bilidade de poder continuar desenvolvendo Além disso. Envelhecer deve ser a reinvenção criativa de muitos idosos têm algumas habilidades ver- si mesmo e a busca de novas fontes de satis. lhice é a morte. pelo contrário. Existem também alterações cognitivas na dão ao velho a sensação de inautenticidade. Dessa forma. e apresentam certa deterio- desejada. as próteses dentárias. Afasta-se a ideia impróprio quanto este continuar vivendo em de doença invocando a idade. seu significado e importância social. seria deficiência no some. ra. idade não dessexualiza ninguém. chega-se a não acreditar nem idoso pode enfrentar. los.14 que. também. sariamente uma perda. bais superiores as dos jovens. a quem a cultura mui. parece cia. os ócu. que é a velhice. energia. depois da cura restará a doença incurável – a cisão manuais. Mas convém ressaltarmos que a ração da lembrança. essa doença. iniciativa e sociabilidade. não pode ter projetos. que pouco produz e con- que é normal no idoso.3 Alterações emocionais Quase sempre. merecem toda a atenção diag. sua personalidade. velhice. A cultura ocidental valoriza excessiva- imaginação. imaginária) criando um falso depois. já que o depois da ve- nóstica e terapêutica. importante em relação à memória. Para muitos é é necessariamente uma experiência desas- fácil acreditar que estão doentes e não ve. homem adulto. fação. Apesar de ção de idade invocando a doença e. Os idosos apresentam baixo desempenho O idoso. porque que diminuem visão e audição. apenas podemos afirmar que as habilidades verbais requer aceitação da mudança de padrões. O idoso tenta justificar suas Mas precisamos entender que a velhice não limitações através da doença. 3. é chegar à velhice e não ser sequer curta duração. idosos são menos capazes de manipular e tas vezes interdita a própria possibilidade do organizar de forma adequada a memória de desejo. 2006). nesse todas as dificuldades de adaptação que o deslizamento. robustez e flexibilidade. pidez na execução de tarefas. entre outras. É. a não ser que se generalize o conceito lhos. que a idade adulta caminha para a senescên- A velhice. O desejo de manter na velhice o desem- ser vivida no plano da saúde com um misto penho e as aspirações da idade adulta é tão de indiferença e mal-estar. os aparelhos acústicos.

Alguns aspectos da função psicomotora mantêm-se inalterados. expec- tativas sociais e a ocorrência de doenças. todos esses ele- mentos juntos nos dão uma fotografia (em branco e preto) da velhice e do processo de envelhecimento. Distúrbios Ansiosos. Distúrbios pelo Uso de Subs- tâncias Psicoativas e Distúrbios do Sono. de dimi- nuição de atividade física. apontando. Consequentemente. os efeitos da idade são diferentes para os diversos sistemas do organismo. Somatoformes e Dissociativos. como deco- dificação e seleção de resposta. Orgânicas. para um envolvimento do córtex frontal. portanto. Além do fato de estarem sujeitos a múl- tiplas variações que podem modificar subs- tancialmente o desenvolvimento esperado. deterioram. deteriorados com a idade. memória. enquanto outras. planejamento e avaliação de comporta- mentos complexos. 15 em tarefas que requeiram iniciativa. motivação. ten- do alguns parâmetros mais deteriorados que outros. assim como as principais síndromes psiquiátricas: Síndromes Depres- sivas. para cada indivíduo e cada tarefa. aparentemente. . Apresentam também diminuição do de- sempenho intelectual. Isso tudo poderá promover o adoecer psíquico do idoso. o desequilíbrio emocional se instala e a autoestima diminui. Mentais. como a memória de longo prazo para ativida- des motoras. Delirantes. Em relação ao desempenho psicomotor. Neu- roses. Torna-se. capacidade de resolução de problemas e percepção. assim. bastante difícil distin- guir alterações fisiológicas da idade. contro- le. Sendo que. Velocidade de resposta e coordenação de movimentos também são. de acordo com Velasco (2006).

gordura corporal. A leitura deve ser feita quando Na prática clínica. Entre estas podemos citar o aumento aferição entre a população idosa. a antropometria apresenta Para aferição da estatura. a altura é uma medida de difícil idoso. podemos utilizar tura. ções que ocorrem com o envelhecimento. circun. baixo custo e fácil aquisição. a Perissinotto et al. lam em decréscimo de 1 cm a cada década. da circunferência correlação com a altura. ciadas à idade. olhando para um ponto fixo na altu- ra dos olhos. e o indivíduo estiver no máximo de sua tricional de idosos. Na impossibilidade de o indivíduo postar- ção. do tecido adiposo. enquanto as pregas cutâneas trici. escolioses. Enquanto alguns autores fa- cuidados específicos e considerar as altera. cada de vida. da. Nos idosos. as medidas antropomé- a haste horizontal da escala encostar na ca- tricas utilizadas na avaliação do estado nu- beça. de costas para o marcador. circunferência da cintura. que se inicia por volta dos 40 do idoso. fim de não comprometer a determinação de 2007) fala em 2 a 3 cm de decréscimo por dé- um diagnóstico antropométrico preciso. Os indivíduos devem dos. arqueamento dos cesso de envelhecimento normal ocorrem membros inferiores e do arco plantar. com a cabeça idoso. os indicadores antropométricos anos e torna-se mais acentuada com o avan- são essenciais. (2002 apud CABISTANI. a redução da massa mus- a) Altura cular e a redução da água corporal total. As medidas de peso. por possuírem uma boa inspiração. formando um ângulo de 90° com o joe- . com os braços ao longo um padrão ouro para avaliação nutricional do do corpo e em posição ereta. medidas alternativas de estimativa de altura ferência do braço.16 UNIDADE 4 . erguida. e é preciso lembrar que não existe com os pés unidos. pois no pro. são: esta. pregas cutâneas tricipital como a do comprimento da perna (altura do e subescapular e circunferência muscular do joelho ou Knee height) que apresenta boa braço. o indivíduo deve estar dizem tanto a massa muscular como o tecido sentado ou deitado. mas para isto devemos tomar çar do tempo. acha- alterações fisiológicas e biológicas que afe. tamento dos discos de cartilagens entre as tam de modo geral a composição corporal do vértebras. do um antropômetro. estar descalços. sente-se a necessidade de dados tatura dos idosos. Para a realização da do braço e da circunferência da cintura pre. com a perna flexiona- adiposo. correlação com a composição corpórea dos indivíduos e ainda pela facilidade de aplica. -se na posição adequada. cifose dorsal. peso. específicos para esta população.Avaliação Física / Antropo- métrica no Idoso Vimos frisando ao longo do curso que o pital e subescapular determinam a massa de aumento da expectativa de vida leva à ne. Estudos apontam uma redução na altura Para uma adequada avaliação nutricional com a idade. deve ser usa- algumas limitações na aplicação dos méto. cessidade de intervenção na população ge- Devido às alterações anatômicas asso- riátrica. como também na interpretação dos re. tais como: osteoporose. altura do joelho (AJ). que afetam a postura e a es- Hoje. sultados.

devem ser sempre consideradas (CP). Para avaliarmos o percentual de perda de sobrepeso e obesidade são bons indicadores peso. é possível esti- têm um ganho de peso até os 75 anos. O peso é uma medida de simples realiza- dor nutricional. As variações do peso corporal. verificada ou referida do braço (CB) e circunferência da panturrilha pelo idoso. 1 semana 1-2 >2 1 mês 5 >5 3 meses 7.4 x PCSE) .37 x PCSE) .73 x CB) + ( 0. e que. para diferentes patologias e estão relacio- do à quantidade de medidas corporais que nados com aumento no risco de morbimor- utiliza: comprimento da perna (AJ). o calço.24 x idade (anos)] + 84.81. assim.83 x AJ (cm)] .peso atual) x 100 / peso usual Através do resultado obtido podemos ve. A perda de peso ou mudanças na cutânea subescapular (PCSE).62. utilizamos a fórmula: Perda de peso (%) = (peso usual . só en- mar o peso corporal através da equação de tão iniciando a perda ponderal (GOING et al.[0. 2007). como demonstra a tabela de peso (%) de peso (%) abaixo.5 6 meses 10 >10 . tendida até a base da cabeça da fíbula. de uma balança de plataforma ou eletrônica Estudos têm demonstrado que os homens calibrada. des- componentes corporais.[0. refletindo.04 x idade (anos)] + 64.5 >7. Homens: (0.35 Esta equação apresenta limitações devi.16 x AJ) + (1.98 x CP) + (1. 2007). que deverá ter a parte fixa ra a partir do comprimento da perna: colocada embaixo do calcanhar e a haste es- Homens: [2. o indivíduo deve o mesmo representa a soma de todos os estar com o mínimo de roupa possível e. O instrumento utilizado para a reali- Recomenda-se também a utilização das zação desta medida pode ser do tipo estadi- equações de Chumlea para estimar a estatu- ômetro infantil. No caso de impossibilidade do idoso em a partir daí passam a perder. 2002 apud CABISTANI.02 x AJ (cm)] . Para a sua obtenção.19 Mulheres: [1. ganham peso até os 65 anos de idade. 17 lho (CHUMLEA et al. 2007). devemos considerar que ção. e as mulheres posicionar-se na balança. Quando utilizamos o peso como indica.88 b) Peso 1998 apud CABISTANI. Perda rificar a perda de peso em relação ao tempo Perda grave Tempo significativa e a sua gravidade..27 x CP) + (0. prega talidade.87 x AJ) + (0. baixo peso. Chumlea. 1985 apud CABISTANI... posicionar-se em pé no centro da base equilíbrio energético-proteico do indivíduo.98 x CB) + (0. (GRANT et al. circunferência composição corporal.69 Mulheres: (1.

permitindo uma intervenção precoce nas ção pode ser aplicada em todos os níveis de alterações do estado nutricional do idoso.0 pregas cutâneas. Isto pode levar a maior Desnutrição <22. Nos idosos.0 dificuldade na separação do tecido muscular Eutrofia 22. água corporal. pois o mesmo não reflete as modi. Os pesquisadores sugerem. râmetro para avaliação do tecido adiposo mos utilizar o peso atual (em quilos) e dividir subcutâneo. Este tão sujeitas à variação inter e intraobserva- índice. para as pregas tricipital e subescapular. seus avaliadores devem ser o peso e apresentar um bom parâmetro de treinados sobre suas técnicas de aplicação e avaliação do estado nutricional. ças crônico-degenerativas do que as pesso- as que engordam ou emagrecem. edema ou obesidade mórbida. os possíveis erros de aferição.00 e adiposo. ainda. ocorrendo diminuição como apresentado na tabela abaixo: da elasticidade e podendo. Medidas de pregas cutâneas podem for- c) Índice de massa corporal necer uma estimativa razoável da gordura Para o Índice de Massa Corporal (IMC) tam. assim. ele deve estar associado a outros indi. Valores baixos de IMC no ido- ao longo do tempo podem apresentar um so geralmente estão relacionados a doenças risco menor de serem acometidos por doen- graves como o câncer. modificar a compressibilidade do tecido conjuntivo e da Diagnóstico IMC (kg/m2) gordura subcutânea. sugeridos e mudança na quantidade e distribuição da por Lipschirz (1994 apud CABISTANI. que apresenta uma necessidade maior de reservas. a fim de que sejam minimizados cadores. pois apresentam um bom pa- bém chamado de índice de Quetelet. da insulinemia. é o que su. no caso do seguir protocolos de padronização dos pro- idoso. prevenindo assim formas graves Os idosos que mantêm o peso constante de desnutrição. que do colesterol HDL e dos triglicérides. por isso. processo de envelhecimento traz perda de segundo o IMC. 2007).5 kg/m2 e 25. o IMC acima de 27 kg/m2 em ho- gere alguns estudos realizados com homens mens e mulheres idosas pode estar relacio- e mulheres idosos acompanhados por vários nado com a piora da glicemia.0 a 27. associado de medidas. 2007). assistência. esta forma de avalia. redução do tecido muscular térios e diagnóstico nutricional. ainda. estas medidas es- pela altura (em metros) ao quadrado. Entretanto. a população adulta. com limites de eutro- ção do estado nutricional do idoso seja o uso fia menores entre 8. interferindo na verificação das Obesidade >27. estes deveriam ser monitorados cuidadosa- d) Pregas cutâneas e circunferências mente. Apesar disso. existe uma correlação significativa entre a Estes pontos de corte para o IMC dife- quantidade total de gordura subcutânea e rem dos sugeridos pela OMS. gordura subcutânea.. em 1995. . nos idosos. anos. corporal total. o Para classificação do estado nutricional.18 Mesmo que a recomendação para avalia. 2002 apud CABISTANI. E. apesar de ter uma boa relação com dor e. deve. cedimentos.0 kg/m2. utilizam-se os seguintes cri. ficações na distribuição da gordura ocorridas A utilização de medida das pregas cutâne- no processo de envelhecimento (PERISSI- as não é indicada caso o indivíduo apresente NOTTO et al.

Obs: Todos os grupos étnicos. PCT = prega cutânea tricipital. CB= circunferência do braço. tabelas a seguir. °Erro-padrão: CB= circunferência do braço. EMB= circun- ferência muscular do braço. Fonte: Kuczmarski et aI. prega cutânea tricipital e circunferência muscular do braço para homens de 60 anos ou mais. a partir de um estudo com tal (PCT) de idosos. prega cutânea tricipital e circunferência muscular do braço para mulheres de 60 anos ou mais. Circunferência do braço. Obs: Todos os grupos étnicos. tion Examination Survey). apud CABISTANI. como as desenvolvidas uma amostra representativa de idosos. apud CABISTANI. avaliadas no NHANES III. 2007). 2007). 19 A OMS recomenda o uso de padrões refe. pelo NHANES III (National Health and Nutri- Circunferência do braço.d. Fonte: Kuczmarski et al. avaliadas no NHANES III. °Erro-padrão. conforme as duas rências específico da prega cutânea tricip. . EMB= circun- ferência muscular do braço. (s. PCT = prega cutânea tricipital.

Circunferência muscular do braço velo). separa-se levemente a prega do bra- CB e da PCT de acordo com a fórmula a seguir: ço. como apresentamos a se. apli- ca-se então o calibrador formando um ângu.TI x [ PCT(mm) 10] lo reto. quamente ao eixo longitudinal.20 A técnica empregada para a realização da va das reservas proteico-calóricas. Deve ser medição das pregas cutâneas segue àque. mas não utiliza a Com o braço relaxado e solto ao longo do correção da área óssea. O indivíduo (Ambc): a área muscular do braço corrigida deverá estar com os ombros e braços relaxa- também fornece uma estimativa das reser- dos para a aplicação do calibrador. Igualmente ao CB. flexível. enquanto percentil entre 5 e 15 temos 90°. com fita métrica inextensível e . EMB(cm) = CB(cm) . refletindo assim mais da CB representa o somatório das áreas que adequadamente o tecido muscular. como recomenda abaixo do ângulo inferior da escápula. Nos idosos é a medida mais circunferência da cintura como um dos me- sensível da massa muscular. nores de 35 cm indicam perda de massa mus- Circunferência da Panturrilha: esta cular. nos fornece uma estimativa das reservas proteicas do organismo. utilizando-se uma fita métrica guir: inextensível e flexível. desprendendo-a do tecido muscular. no belas apresentadas anteriormente. ponto médio entre o acrômio da escápula e o olécrano da ulna (entre o ombro e o coto.π x PCT (mm) 10] – 10 / 4π Mulheres: AMB (cm2) = [ CB (cm) . e o resultado deve ser avaliado de acordo com os valores de re- Prega cutânea tricipital (PCT): a medida ferência apresentados. -se através da seguinte fórmula: Homens: AMB (cm2) = [ CB (cm) . apud te como descrito anteriormente para a me- CABISTANI. 2007). vas proteicas do organismo. obli. a OMS. e nos dá uma estimati. dida da PCT. valores me- til <5.5 / 4π Quanto o percentil >15 temos AMBc nor. e é obtida através da corpo. O ponto médio deve ser obtido com o (EMB): a circunferência muscular do braço braço flexionado a 90°. só que descon- Circunferência do braço (CB): a medida tando a massa óssea. e obtém- constituem o braço. nas ta- deve ser feita no braço não dominante. de acordo com lhores indicadores antropométricos de gor- a OMS. uma desnutrição leve a moderada e percen- De acordo com a OMS 1995.d. os resultados devem Prega cutânea subescapular (PCSUB): a ser avaliados de acordo com os valores de espessura da PCSUB deve ser obtida 2 cm referência do NHANES III. em percentis. um quadro de desnutrição grave.6. têm demonstrado cunferência da panturrilha entre o tornoze- que a circunferência da cintura apresenta lo e o joelho. com o joelho dobrado em ângulo de mal. seguindo as Área Muscular do Braço Corrigida orientações dos arcos costais. medida é um bom indicador das modifica- Circunferência da Cintura (CC): dife- ções que ocorrem na massa magra com o rentes estudos têm apontado a medida da envelhecimento. ainda. A medida deve ser feita na maior cir- dura visceral. E. feita no ponto médio do braço não dominan- las descritas por Lonhan em 1991 (s.π x PCT (mm) 10)2 .

colocada em plano horizontal na linha te do corpo: natural da cintura. medicações e exercícios físicos devem físicos. além de ser um fator de risco para e os braços afastados em paralelo ao tronco. Para a realização da avaliação. conteúdo mineral ósseo e boa correlação da BIA com outros métodos gordura. O método da lar na avaliação da composição corporal.X de Dupla . doença cardiovascular. apresentam diferenças em seus princípios dos. protuberância óssea do punho. por isto a OMS reco. a avaliação estrutural da composição corpo- ral através da condutividade elétrica. e) Bioimpedância elétrica (BIA) f) Raios . 21 relação com várias alterações metabólicas. re. com as pernas diabetes. dividindo a massa corporal em três com- ponentes básicos: tecido macio livre de mi- Existem estudos que demonstram uma nerais e gordura. Para sua medida de. Hologic e Norland) que ções sobre alimentação. como diluição de radioisótopos e densitome- tria. acima dos nós dos dedos da mão. que divide a cabeça da ulna e que se inicia na Não existem parâmetros específicos des. (cm) (cm) Apesar do uso de métodos e equações va- Masculino ≥94 ≥102 lidados para a estimativa da gordura corporal Feminino ≥80 ≥88 por BIA. Para que se obtenha um bom resultado Existem três tipos de sistemas DEXA mais na aplicação do método. rápido e preci- seu baixo custo. valores da resistência e reactância obtidos cunferência da cintura por sexo são utilizados para os cálculos dos comparti- Muito mentos de acordo com o software do equi- Aumentado Sexo aumentado pamento. mesmo . de gordura e da massa magra corpo. ral. não existe um padrão-ouro a ser uti- lizado para os idosos. substitui na prática clínica so que vem se tornando uma medida popu- os métodos mais sofisticados. específicos da mão e do pé no lado dominan- sível. a sua simplicidade e ao É um método não invasivo. (M2). 2007). Os eletrodos devem ser colocados em locais vemos utilizar fita métrica flexível e inexten. e a leitura deve corte do eletrodo em uma linha imaginária ser feita no momento da expiração. o segun- Grau de risco associado a complica. algumas orienta. usados (Lunar DPX. Os ções metabólicas de acordo com a cir. o paciente e é um bom preditor no desenvolvimento do deve estar em posição supina. ingestão de líqui. em bioimpedância pode avaliar a quantidade de países desenvolvidos. menda a utilização dos padrões estipulados No pé: o primeiro (P1) com a borda de cor- para adultos como demonstrado na tabela te do eletrodo em uma linha imaginária que abaixo: divide os maléolos medial e lateral. podendo por isto gerar variações nos re- sultados do percentual de gordura. acima dos nós dos dedos dos pés. Esse método permite fluidos. no ponto médio entre a Na mão: o primeiro (M1) com a borda de crista ilíaca e a última costela. o segundo ta medida para idosos.Varredura (DEXA) A bioimpedância é um método que. do (P2). na calibração e detecção da configu- ser seguidas pelo paciente antes do teste ração óssea e na de hardware e de softwa- (CABISTANI. de- vido a sua precisão.

para uma melhor definição do diagnóstico nutricional do pa- ciente idoso. mas os aparelhos diferentes. 2007). Apesar das limitações na realização das medidas antropométricas nos idosos. uma vez termos profissionais específicos para tais avaliações. esperamos que tenham compreendido o quão largo é o universo de possibilidades para cuidarmos da saúde do idoso (CABISTANI. a an- tropometria ainda constitui uma maneira simples. . Embora nossa intenção não fosse mes- mo estudar pormenores da avaliação física.22 quando os métodos utilizados forem os mes- mos. barata e de fácil aplicabilidade na avaliação nutricional dos idosos e sempre que possível deve estar associada à avalia- ção bioquímica e clínica.

denominadas diminuindo o uso de recursos da saúde. TAVARES. como causas de subdiagnóstico nutricional são observadas no idoso em função de um nesta faixa etária. o grande consumo alimentar de indivíduos idosos e. detalhadamente. redistribuição sua problemática específica e enfrentar os da massa corporal. te ingerido pode não necessariamente estar A ausência de uma rotina de avaliação nutri- sendo bem aproveitada pelo organismo do cional e incapacidade de distinguir diferen- idoso. ferem no estado nutricional. alterações na percepção e envelhecimento dentro das peculiaridades sensorial e diminuição da sensibilidade à do país. todas as outras podem interferir diretamente no con- De acordo com Sampaio (2004). 23 UNIDADE 5 . (SAMPAIO. Quanto à sua absorção. destacam-se As modificações intestinais. certo grau de atrofiamento da mucosa e re- vestimento musculares que resulta na defi- Lauffer e Wierck (2007) também ressal- ciência de absorção de nutrientes. pois a quantidade do nutrien- tando uma intervenção nutricional efetiva. ças entre os sinais e sintomas de subnutri- ção com os do envelhecimento. como síndrome depressiva. as alterações fisiológicas ser investigados. tornando-se ne. compreensão sobre o papel da nutrição na promoção e manutenção da independência Quanto aos fatores fisiológicos que inter- e autonomia dos idosos. gera maior necessidade em aprofundar a seja qualitativos ou quantitativas. a avalia- sumo alimentar. Com exceção das duas primeiras. ne- e menor tempo de recuperação de doenças. 2004. o . alterações no funciona- desafios da pesquisa no campo de nutrição mento digestivo.Avaliação Nutricional/ Dietética Segundo Faustino Neto (2003). o estado nutricional de e a qualidade de vida de uma população que devem ser levadas em conta juntamen- em processo de envelhecimento. anorexia patológica. visando secundárias ao envelhecimento podem se diagnóstico nutricional acurado. pode-se con- cessário produzir informações nutricionais siderar a diminuição do metabolismo basal referentes ao grupo para começar a avaliar associada à menor atividade. sede. gumas são devido às alterações fisiológicas quado beneficiam tanto o indivíduo idoso características do envelhecimento. os quais necessitam ma quantitativa. e. por exemplo. desafio da sociedade é saber manter a saú. quando se analisa a inges- ção do estado nutricional do idoso é consi- tão alimentar com o objetivo de determinar derada complexa em razão da influência de a ingestão de nutrientes específicos de for- uma série de fatores. já que a boa nutrição está to outras. consequentemente. possibili- tornar cruciais. interação entre drogas e nutrientes. bem como as relaciona- das com a situação socioeconômica e a fami- Mais uma vez afirmamos que o aumento liar que não podem ser esquecidas em estu- do envelhecimento mundial das populações dos sobre a análise do consumo alimentar. entre ou- tam as várias peculiaridades que afetam o tras complicações. ANJOS. enquan- como a sociedade. Uma boa te com a análise da ingestão alimentar. oplasias e artrite reumatoide. influenciadas pelas enfermidades associada a um menor grau de dependência presentes. Al- alimentação e um estado nutricional ade. 1999).

O padrão cular corporal (índice creatinina-altura) e dietético mais favorável foi associado com a estado nutricional proteico (Albumina. registros alimentares NHANES II (Second National Health and Nu- e índices de qualidade global da dieta (LAUF- trition Examination Survey. (CABISTANI. subescapular e circunferência do braço. ferritina) (MOULIN. trientes. a análise de c) Avaliação bioquímica: os principais indicadores de qualidade da dieta foi inges. podendo resultar em ação diminu- ída dos sais biliares. história alimentar. hematócrito. WIECK. Utili- za-se o questionário de frequência alimen- Segundo o estudo desenvolvido pelo tar. este se trata de um bom método para avalia- ção de um diagnóstico antropométrico acu. hemo- mente para os homens idosos. para avaliação. Bioim- menor secreção ácida. interferindo. inclusive.24 mais prejudicado parece ser o cálcio. Os que viviam globina. com o aspecto de ter ou não um companhei- Entre os métodos que utilizam conjunta- ro. corporal e da ingestão dietética podemos Existem vários métodos para avaliar citar a Avaliação Global Subjetiva (AGS) e a o estado nutricional de idosos. E. ção do estado nutricional de idosos e de fácil . 2007). CAIAFFA. o consumo alimentar do idoso e seu estado nuição na capacidade de digestão e absorção nutricional devem ser levadas em conta jun- de carboidratos. validado. rado e preciso. 2007). com a idade. Em estudo realizado algumas alterações que ocorrem no envelhe. sendo Mini avaliação Nutricional (MAN) (SILVEIRA. na disponibilidade biológica dos nu- (DEXA). área mus- Inclusive o crescimento bacteriano exces- cular do braço corrigida. Peso. e número de refeições omitidas. to. em am. duas categorias. grupos alimentares e a frequên. desse pedância elétrica e Raio X de dupla varredura modo. má absorção de gordura b) Avaliação dietética . to com a análise da ingestão alimentar. Prega cutânea tricipital. de baixo cus- a) Avaliação antropométrica: é essen. marcadores bioquímicos são divididos em tão calórica. podendo ser realizado rapida- cial para a avaliação nutricional. especial. (2008): A AGS é um método simples. IMC. que FER.inquéritos ali- e na diarreia. a renda foi mais for- conjunta de indicadores que possibilitem temente associada ao padrão dietético que uma avaliação nutricional mais fidedigna. circunferência da sivo no intestino pode ocorrer resultante da panturrilha. com idosos utilizando a AGS. é necessário uma abordagem Já as mulheres idosas. -albumina. alterações nos mecanismos de transporte. avaliou a dieta-padrão de adultos idosos (65 a 74 anos) dos Estados Unidos. pode ocorrer uma dimi. provavelmente. estes os principais segundo Brandão LOPES. secundário. pessoas idosas com perda da mente os componentes da avaliação clínica autonomia tendem a ter mais problemas nu- bioquímica. circunferência da cintura. Estudos também vêm apontan. antropométrica da composição tricionais que indivíduos saudáveis. pré- convivência com seu companheiro. cir- cunferência muscular do braço. concluiu-se que cimento podem comprometer a determina. Cita-se: Estatura e altura do bos os sexos. 1976-1980). 2007). entretanto mente a beira do leito. 2007). transferrina. mentares: As peculiaridades que afetam do que. a avaliação de massa mus- cia. às joelho. sozinhos e com baixa renda apresentaram Como não existe um instrumento preciso alto risco de ingestão alimentar inadequada.

com idosos é que eles têm um padrão ali- mentar diferente que a contraparte mais jo. tem um baixo momento. As características alimentares incluem consiste em recordar. consumo alimentar do passado imediato ou Sobre os inquéritos alimentares. dentre pos específicos de alimentos e verificar a as quais se ressalta a ocorrência de enfer. ou usual. é importante que esses aspectos sejam também por telefone. a avaliam o consumo alimentar são. Métodos prospectivos: utilizados para vantagens e desvantagens. em algum maioria dos idosos. 2008). 2000. consumo alimentar em um período de tempo determinado (meses ou anos). por conseguinte. dos para avaliar a ingestão habitual de gru- gação dietética. portanto. imperfeitos. Métodos retrospectivos: avaliam o sumo alimentar. no Brasil. creve amplo número de alimentos e hábitos alimentares. se autoadministrado a dieta habitual. aplicação de técnicas subdivididas em dois SEN et al. 2000 apud BRANDÃO. informações são colhidas. entrevista pessoal profunda conduzida por tradicionalmente. considerados tanto para avaliação de estado São vantagens desse método: nutricional do idoso quanto para a escolha do método do inquérito alimentar mais apro. O Método Recordatório de 24 horas (R24h) vem. o consu- mo alimentar pode ser estimado mediante a se for aplicado de forma seriada. definida como a média do ou por meio da técnica de entrevista. definir e quantificar alta frequência de consumo de alimentos todos os alimentos e bebidas. é de rápida administração. podendo ser realizada sim. três refeições ao dia. É importante também marcante influência na escolha do método e saber que o método escolhido pode avaliar sua forma de aplicação. no dia anterior (24 horas anteriores). as metodologias podem ser classifica- não altera a ingestão do indivíduo ou o das conforme o período de tempo em que as comportamento alimentar. em pessoas idosas. consumidos étnicos ou tradicionais. tamanhos de por.. Com a finalidade de obter informações sobre o consumo alimentar em nível indivi. sendo impor. a validade das questionário de frequência alimentar). em geral. vale con. ou autoadministrada. Tendo em vista que todos os métodos que Acrescente-se ainda que. avaliar o consumo alimentar atual ou presen- tante avaliar previamente a fim de evitar te (registros de alimentos e recordatórios). a longo prazo e são frequentemente adota- siderar algumas especificidades na investi. pode . dual. 25 reprodução (BARBOSA SILVA. grupos: Todos os métodos disponíveis têm suas 1. profissional treinado. É uma ções menores e maior organização: realizam. associação entre consumo alimentar e ocor- midades que comprometem a memória do rência de enfermidades (história dietética e indivíduo e. não existe padrão- nível de escolaridade. DUERK. aspecto que exerce -ouro em nutrição. é sensível às diferenças culturais e des- priado a ser utilizado na pesquisa. informações obtidas. problemas metodológicos na análise do con- 2. as. que Outra avaliação importante a ser consi- significa a média do consumo alimentar em derada em pesquisas de consumo alimentar curto período de tempo.

São vantagens do QFA: Desvantagens: não necessita entrevistador treinado. que não se sente intimidado. dois pedaços de pizza). pode ser aplicado em qualquer faixa Portanto. estima a ingestão habitual do indivíduo. tos (de caráter qualitativo). o QFA pode ser apresentado na etária e em analfabetos. classifica os indivíduos em categorias existe dificuldade em estimar o tama- de consumo. o desenho do instrumento requer es- O questionário de frequência alimentar forço e tempo. a habilidade de recordar de forma pre. como algum alimentar por um período amplo de tempo. ou com opção de uma porção-padrão baseada nas porções pode ser aplicado pelo telefone. sem porções dos alimen- tem baixo custo. entrevistado a estimar corretamente as por- Desvantagens: ções consumidas. o que pode ser minimiza- do através de instrumentos utilizados como minimiza a variação intrapessoal ao lon- modelos. entre outros fatores. dificuldade para o entrevistador con- forme o número e a complexidade da lista de A inclusão do tamanho da porção consu- alimentos. fotos e utensílios para orientar o go dos dias. coito salgado. pelas idades extremas. com 5 a 10 opções. (QFA) consiste em uma lista de alimentos e um espaço (categorias de frequência) em pode haver limitações em analfabetos. é de rápida e simples aplicação e efi- cisa o consumo de alimentos é influenciada ciente. pode ser autoadministrado ou enviado pelo a qualidade da informação vai depender correio.26 estimar a ingestão habitual. mantendo o anonimato do mesmo. sexo e nível de esco- fornece informação global da ingestão laridade. sua forma simples. mida dentro do QFA vem sendo discutida e .: cinco unidades de bis- olhando diretamente para o entrevistado. mato de perguntas simples e fechadas. o que médias informadas pelos participantes nos dá a vantagem de o entrevistador não estar recordatórios (por ex. da memória e da cooperação do entrevista- do e de um bom canal de comunicação. não estima a ingestão habitual. que o indivíduo responde com qual frequên- a validade pode ser testada a cada novo cia os consome e sugere-se que tenha for- questionário. depende da memória dos hábitos ali- pode ocorrer o fenômeno flat slope (fe- mentares passados. ou subestimar porções grandes). alguns autores não consideram esse tópico significativo para a validade do questionário. nho das porções. tem baixo custo. tipo de deficiência. o que pode se tornar nômeno de superestimar porções pequenas uma limitação para idosos.

Estudos mostram que a associação entre R24h e QFA é método de avaliação de fácil aplicação e acurácia na população idosa. 2007). que tendem a ter maior nível de iletrados. pouca memória. . WIECK. dificuldade de audição ou visão prejudicada. bem como outras populações semelhantes (LAUFFER. 27 quantificação pouco exata.

o homem cia sexual corresponde a uma boa qualidade envelhece de modo conforme àquele com de vida. além de desencadear mudanças (tanto desenvolvido sua personalidade baseada no indivíduo quanto no ambiente) em seus na imagem do seu corpo real. com modificações morfológicas. po real começa a sofrer modificações im- dem ser graves já sabemos! Prejuízos re. físico e emocional.28 UNIDADE 6 . demência são comprometimento da identidade. pria identidade da pessoa (ALBERTO.o à morte (BORGONOVI. pendência e autonomia. tem cidade de adaptação do indivíduo ao meio relevância na senescência. Assim. andropausa/menopausa (CANÇADO. apud SCHLINDWEIN-ZANINI. o conceito de liberdade e o direito tude de cada indivíduo ao longo de sua vida. mas o círculo de amizades lhecimento. audição. A satisfação na experiên- De acordo com Aranha (2003). físicos e neu. com risco alguns dos problemas que podem compro. vai-se restringindo e as perdas são relevan- tes. A identidade do idoso o idoso do sexo masculino (CAVALCANTE. pessoas mais saudáveis e otimistas – que poderão manter e alimentar sua inde- apresentam melhores condições de adapta. pode acontecer um progressivo lacionados à visão. quer o isolamento. sociais. PAPALEO Para os idosos. em gran- hereditariedade. colabora com a que tenha vivido cada etapa anterior de sua intimidade e a comunicação entre homens e vida e reage às angústias e dificuldades de mulheres idosos (WEISSBACH-RIEGER. forma de expressão pessoal. lacionamento do indivíduo consigo mesmo (CAVALCANTE. tão mais importantes quanto tenha a pessoa os. 1987 cada uma delas geralmente da mesma for. cial é a aposentadoria. Consequentemente. as caracterís. o corpo é uma expressão reveladora do re- ropsicológicos.Aspectos Psicológicos e Neurológicos Que os problemas de saúde do idoso po. Nela se apoiam. A primeira grande redução do campo so- Frequentemente. de conflitos e dificuldades. 2002). 1994). de expressão – muito importantes para ele Assim. A dimensão econômica também tem uma Para Brandão et al (2002). que encontra 2002). o “eu físico” 6. 1998). ma. A relação com aspectos psicológicos. gressivo. de parte. duzindo. Aspecto a ser também considerado é a fisiológicas. portantes. A sexu- determinam a perda progressiva da capa. 2002). com a história e com a ati. origina-se do corpo simbólico. valendo-se dos mesmos recursos. À medida que o cor- . importância significativa na estabilidade ticas psicológicas estão relacionadas com a psíquica do idoso. alidade. mas não deve ser ambiente. ocasionando maior incidência de vista como restrita entre a puberdade e a processos patológicos. 2009). ela tem um grande significado NETTO. suporte no corpo real. principalmente para ída a partir do corpo. O idoso normal não ção às transformações trazidas pelo enve. a identidade é constru. bioquímicas e psicológicas que vivência da sexualidade pelo idoso.1 Aspectos psicológicos pode ser um referencial importante da pró- O envelhecimento é um processo pro. que poderão ser meter seriamente a autonomia dos indivídu. que terminam con.

é usa- de suporte psicossocial. idoso a perceber que a senescência deve ser 2009) diz que a minoria dos indivíduos tem vivida plenamente. explicam que a ocupação e a sociabilidade cepção da qualidade de sua vida. no intuito de superar obstáculos. afetivas e sociais. Shmo- tkin e Ryff (2002 apud SCHLINDWEIN-ZA. Pasian e Jacquemin falta de motivação e dificuldade de pla- (2001). dificuldade na adaptação às mudanças rápidas. no contexto do de- tários e religiosos como as principais redes senvolvimento do adulto e do idoso. Sobre esses mecanismos. a autonomia. Duarte e Santos (2004) te mais prósperos na vida e têm melhor per. vida para que as perdas sejam minimizadas 2009). influem na percepção do cuidado do idoso. jetivando o alcance de uma nova adaptação psicossocial. somatização. depressão. favorece seu ajustamento e maturidade individual. da estrutura emocional pro- alto nível de escolaridade são provavelmen. a autoestima . há outras manifesta- (BRANDÃO et al. ladas ao bem-estar do idoso estimulam au- péis. a fim 30% dos transtornos mentais nos idosos. Queroz e Neri (2005) estudaram as re- lações entre bem-estar psicológico e inte. É válido destacar que a qualidade de vida ligência emocional em idosos. ção a objetivos mais elevados. 2009) comentam que a consciência do tamento. in- Zimerman (2000) afirma que as alterações tegrando um grupo social sólido e solidário psicológicas podem ter como consequência: (CAVALCANTE. possibilitando a formação qualidade ou virtude do ego. um envelhecimento patológico. de suma importância iniciativas que levem o Blay (1989 apud SCHLINDWEIN-ZANINI. paranoia. indivíduo da existência de um processo de baixa autoestima e autoimagem distor- constante deslocamento de metas em rela- cida. Nesse sentido. Idosos com cercam. e indicador de de novas relações e atendendo à necessi- saúde mental na meia-idade e na senescên- dade de aprendizagem de um novo estilo de cia (Neri. ob- gânicas. Tanto que Confiança e segurança são fundamentais estudos indicaram uma prevalência de 15 a para o equilíbrio psicológico do idoso. de que ele possa sentir-se útil e amado. porcionada a ele. topreocupação. 2002 apud SCHLINDWEIN-ZANINI.. 2002). alcance de uma liares e amigos. o nejar o futuro. 2002). isto é. hipocondria. Keyes. notando as do idoso não depende apenas de sua idade. Por outro lado. os programas comuni- O termo maturidade. influências de idade e nível de escolaridade mas também da atitude das pessoas que o nas combinações de bem-estar. são ções na faixa etária idosa. apontando a família. idoso reorganiza sua existência às custas de necessidade de trabalhar as perdas or- determinados mecanismos defensivos. alterações psicológicas que exigem tra- NINI. É válida uma inter- do principalmente com três sentidos: cum- venção psicoterapêutica que objetive ajus- primento de normas etárias de que o grupo tar as relações sociais dos idosos com fami- dispõe para essas idades. 29 Segundo Oliveira. suicídio. Já que atitudes vincu- dificuldade na adaptação a novos pa.

(memória episódica). mes complementares. entorrinal ou eventualmente parietal. Nota-se diminuição do rias causas de demência. menor velocidade sequência específica e obrigatória de exa- de raciocínio. fusão. e a diminuição nerativo que acomete inicialmente a for- da capacidade de memória de curta duração. cujo diagnóstico número de neurônios e sinapses.2 Aspectos neuropsicoló. as idosas a relembrar memórias antigas em detrimento das mais recentes. portante lembrar que não se deve confundir amnésia senil com a tendência das pesso- 6. além da específico depende de conhecimento das existência de sintomas psicológicos e físicos. é menor e tem menos peso do que o mais recentes. ser uma das regiões mais afe- de uma pessoa jovem. com suas memórias média. sobretudo para fatos recentes outra função cognitiva (linguagem. mento (funções executivas) e de habilidades mente leve. ocorrem modificações mor. geral. finos e separados por sulcos mais profundos e abertos. a demência com A demência (a ser tratada em maiores corpos de Lewy (DEL) e a demência fronto- detalhes noutro módulo) é uma síndrome temporal (DFT). resultando em menor espessura Caramelli e Barbosa (2002) apontam vá- das regiões corticais. As quatro causas mais frequentes de de- sônia noturna com sonolência diurna e falta mência são: a doença de Alzheimer (DA). A insta- nho social ou profissional do indivíduo (Ame. diferentes manifestações clínicas e de uma como lapsos de memória. e a desorientação es- praxias ou funções executivas) com intensi. a preferência por evocar fatos O ingresso na faixa etária considerada ido. que se caracteriza pelo declínio da memó. distúrbios de planeja- disfunção da memória de trabalho. demência vascular (DV).30 e a sociabilidade. A DA é caracterizada por processo dege- ronais no córtex pré-frontal. gnosias. A partir da evolução do quadro. No -se mais fortes. tremor. 2002). 2001 apud de memória de curta duração. já que há. O cérebro do indivíduo idoso. 2004). constituem práticas sociais a perdas neuronais no hipocampo. com piora rican Psychiatric Association. da infância ou juventude. 1994 apud lentamente progressiva. pelo menos. lação desses sintomas é insidiosa. in. Entretanto. e em diminuição da capacidade visuoespaciais (KERTESZ. odos de relativa estabilidade clínica possam Frequentemente. Alguns giros são mais tadas pelo envelhecimento. apesar de que perí- SCHLINDWEIN-ZANINI. A redução da SCHLINDWEIN-ZANINI. O primeiro sintoma da DA é o declínio da ria associado a déficit de. pacial. as manifestações ini. com posterior compro- . felizes e belos (IZQUIERDO. há ciais do comprometimento cognitivo leve o aparecimento de alterações de linguagem amnéstico (CCL amnéstico) consistem em (destaca-se a anomia). gicos muitas vezes. dificuldade de locomoção. deve-se considerar o fato fológicas. memória de trabalho obedece a perdas neu. 2004). 2004). 2001). uma memória. em de o sistema límbico. ocorrer. mação hipocampal. MOHS. pendentes da formação hipocampal. em que sentiam- sa traz muitas mudanças no ser humano. no córtex preventivas em saúde mental (DUARTE. caso do cérebro. É im- SANTOS. a de equilíbrio (LENT. episódios passageiros de con. aspectos cognitivos em boa parte de- dade suficiente para interferir no desempe.

este fator é o de maior frequente em pessoas mais idosas (CARA- relevância para o diagnóstico diferencial com MELLI. preocupações so- recorrentes e sintomas parkinsonianos. desinibição. como. de distri. capacida- sensorial até as fases mais avançadas da do. visuais). inflexibilidade mental. os distúrbios de linguagem podem ser a ma- A atenção. de alterações de lingua- des lesões tromboembólicas (demência por gem (redução da fluência verbal. BARBOSA. -ZANINI. estereoti- múltiplos infartos).. demência associada a le- das. É importante destacar a importância do . perda de crítica. 2004). de de resolução de problemas e atividades ença. 2004). por exem- relativa preservação dos córtices primários. desinibição e hipermotividade com ansiedade (GIL. 2002). zado quando associado aos efeitos de gran- de comportamento. Duas manifestações são além da manifestação de desinteresse pelas necessárias para o diagnóstico de DEL pro. de condutas rituais ou colecionismo. A memória e as habilidades estratégicos (tálamo. 1994 apud SCHLIN- demencial com flutuação dos déficits cog- DWEIN-ZANINI. com relativa preservação da memó- caráter persecutório. vidade. 2002). hemorrágicos (ROMAN et al. buição simétrica. bulações inadaptadas. sões extensas da substância branca (doença de Binswanger). tendo início insidioso e cará- tados lacunares e as lesões únicas em locais ter progressivo. especialmente de iniciais. 1996 apud SCHLIN. alucinações visuais detalhadas. mas inclui também os es- pias e ecolalia). de vida diária). -se aos quadros causados pela presença de O quadro clínico característico da DFT in- doença cerebrovascular (DEV). nitivos em questão de minutos ou horas. quadro clínico da DA seja caracterizado por 2002). 1993 apud apatia. ge. deam- DWEIN-ZANINI. gressivo e interfere na capacidade funcional com preservação do funcionamento motor e do indivíduo (funções executivas. sinais de hiperoralidade e descuido da higie- A DEL indica a ocorrência de um quadro ne pessoal (BRUN et al. apatia. atividades e pessoas habituais. Provavelmente. 2002). giro angular esquerdo. A DEL tem um declínio cognitivo pro- alterações cognitivas e comportamentais. a DA (MESULAM. enquanto a sintomatologia psicóti- cognitivos mais comprometidos nas fases ca (como ideias delirantes. vívidas e Sintomas depressivos. angiopatia amiloide e de. manutenção vável (MCKEITH et al. alucinações (auditivas. 2000 apud SCHLINDWEIN- O termo “demência vascular” (DV) refere. viso espaciais ficam relativamente preserva- núcleo caudado). A maior predominância ocorre no sexo masculino. delírio Tal distribuição patológica faz com que o de identidade e distúrbios de memória (GIL. irritabilidade. plo.. as funções executivas e as nifestação predominante do processo de- habilidades viso espaciais são os domínios mencial.. dem ocorrer (CARAMELLI e BARBOSA. e alucinações) é mais ria. tendo manifestações compor. Na faixa pré-senil (antes dos 65 anos). É mais utili- clui alterações precoces de personalidade. 2004). As alterações de comportamento podem mência por acidentes vasculares cerebrais mostrar-se por meio de isolamento social. 31 metimento de áreas corticais associativas e tamentais importantes. 2004). máticas bizarras e estereotipias motoras po- ralmente do tipo rígido-acinético. impulsi- SCHLINDWEIN-ZANINI.

transtornos nais (Pfeffer) – detecta algum comprome- depressivos. inclui. Além disso. lin- abstrato e “lembrar de recordar”. ajudando na identificação de pacientes que TUGUEZ. à condição prévia do indivíduo. linguagem. teste da reprodução visual . deterio. ção. DA COSTA. leitura oral. a ca e nas estratégias de busca relacionadas à DEL e a DFT (CARAMELLI. enquanto outras. função executiva. mência (CARAMELLI. guagem. desta. 2002). sendo feito pela A avaliação neuropsicológica detalhada é família do paciente. memória. este procedimento for- Em associação. devam ser submetidos à avaliação mais de- talhada.32 diagnóstico diferencial e da avaliação neu. conteúdo espacial. Al. A neuropsicológica do idoso princípio. já que algumas alterações po- Segundo Portuguez (2002). O diagnóstico diferencial da síndrome de- questionário de atividades funcio- mencial. grupo do qual fazem parte a DA. ram-se mais rapidamente com a idade (POR. A comprova- ção do diagnóstico de demência depende de 6. 2007). como o subteste “Span de dí- cognitivas. fatos profissionais. recomendada especialmente nos estágios iniciais de demência em que os testes breves escala geriátrica para depressão – podem ser normais ou apresentar resultado visa à exclusão de quadro depressivo. ropsicológica. BARBOSA. um exame abreviado e global é uti- Reconhecidas as muitas mudanças que lizado e. como aprendi. compreensão da miniexame do estado mental (MMSE) linguagem). O diagnóstico etiológico da demência é baseado em exames laboratoriais e de neu. timento nas tarefas diárias. 2002). é possível a utilização de nece dados relativos ao perfil das alterações outros testes. limítrofe. além da constatação de perfil viso-espaciais. especialmente úteis para o diag- gitos” da escala de inteligência de adultos de nóstico diferencial de algumas formas de de- Wechsler (WAlS). delirium e lesão cerebral focal. informações testes: autobiográficas e conhecimento semântico (vocabulário. expres. pecto é particularmente importante para o diagnóstico diferencial das demências dege- teste de fluência verbal – verifica a existência de prejuízo de memória semânti- nerativas. BARBOSA. sibilitam examinar orientação temporal e são da linguagem (nomeação). testes mais específicos para cada habili- ca-se o declínio das funções cognitivas. rioração ou declínio intelectual em relação PORTUGUEZ. o diagnóstico dem ser confundidas com doenças psiquiá- de demência exige a constatação de dete- tricas/neurológicas (SCHLINDWEIN-ZANINI. planejamento e praxia. Esse as. praxias e habilidades construtivas. como habilidades práticas viada é constituída dos seguintes e motoras. principalmente. 2002). gumas delas são altamente resistentes ao A avaliação neuropsicológica abre- longo do tempo. capacidade de neuropsicológico característico. caso seja detectada alguma altera- o ser humano sofre na senescência. atenção e cálculo.3 Avaliação psicológica e avaliação objetiva das funções cognitivas. – inclui itens variados que rapidamente pos- zado de informações não familiares. desenho do relógio – avalia as funções roimagem. dade cognitiva são empregados.

Heyman. conceito de geratividade e suas dimensões Mohs. um denominador comum é o conhe- por OKAMOTO (2001). de terview for the diagnosis of dementia of Siqueira et al. e. convém destacar o valor do interesse Portuguez (2002): e da sensibilidade do profissional de saúde. Apesar dos recursos diagnósticos dispo- térios para o seu diagnóstico. 1997) e o do desenho do reló- gio (que se mostrou um bom teste para dife. ser integrada por diversas baterias. crescimento pessoal. pontuada pelo cer psíquico. DWEIN-ZANINI. Segundo estudos de Moraes. vidades da vida diária. 1986) e SIDAM (Structured in- a medida de inteligência emocional (MIE). com a finalidade primordial da de qualidade de vida. (2001) relatam que o estado lidade mental do idoso. autocontrole e auto- (que dispõe de dados normativos no Brasil) consciência. e de testes psicoló- pessoas com DA. autonomia. sociabili- como o de fluência verbal categoria animais dade. validada no Brasil. o aparecimento de alterações na funciona- Xavier et al. manter e oferecer.. vezes.. com 59 itens escala- Alzheimer's type. 33 de figuras da escala de memória de Wechsler emocional dos idosos também pode ser ava- (XAVIER et al. além de testes cinco dimensões fatoriais: empatia. 2004). 2004). Mittlhammer. ainda.. automotivação. Independentemente do enfoque a ser renciar indivíduos idosos normais brasileiros atuado na reabilitação de doenças degene- daqueles com DA e com DEL). os idosos . Po- A aplicação da bateria WAlS-III é indicada. Outro instru- tal disorders of the elderly examination) mento indicado por Queroz e Neri (2005) é (Roth et al. que avaliam (Zaudig. o desenvolvimento de estudos média ou acima). como o propósito de vida. au- CERAD (Consortium to establish a registry toaceitação. conforme níveis. Ausência de demência. 1989). ou seja. como a WHOQOL da avaliação da memória e da inteligência de WHO. CAMDEX (Cambridge men- em criar. às 1. (ABRISQUETA-GOMEZ. rioração em relação a uma linha de base de capacidade cognitiva pré. apresenta 30 itens de 5 pontos. cimento que o terapeuta deverá ter sobre a doença e o processo no qual está inserido Visando identificar e separar distúr. Queixas de memória evidentes nas ati. 1991). e 12 ao for Alzheimer's disease) (Morris. ser empregadas outras escalas Nesse caso. liado por meio do índice de satisfação com a vida de Neugarten e Havighurst (1961). 2002). de Psicologia e psiquiátricos no idoso propor- cionou mudança no paradigma do envelhe- 4. (EDEP). esquecidas na vida moderna (SCHLIN- 2. A escala de desenvolvimento pessoal LER. multiinfarct dementia) res. (1999). Função intelectual preservada (QI na Lima (2010). há cri. Durante a velhice. 18 fazem referência às dimensões de A citada avaliação neuropsicológica pode relações positivas com outros. bios de memória em idosos sadios dos déficits associados à demência. não é comum exame resumido do estado mental. domínio do ambiente. (BRUCKI et al. Moraes e 3. virtudes essas de suma importância. com quatro pontos cada um. dem. medindo o grau de dete- gicos projetivos. Idade superior a 50 anos. Des- tes.mórbida (WECHS. 2001). todos citados rativas.

e os idosos sejam adequadamente valorizados lentificação da velocidade da condução ner- em nosso meio. Observam-se. do encéfalo (10%). liposfuscina. habilida. audição. tarefas dependentes da O conhecimento da evolução neuropsi- memória de trabalho e também na conso- cológica permite aferir se alguma função lidação de informações recentes (memória cognitiva prejudicada significa doença. Surgem degeneração vascular O conhecimento sobre o envelhecimento amiloide. As alterações dos órgãos dos senti- do percepção. dos (visão. Enquanto as que se mantêm inalteradas são: inteligência verbal. controversas e não afetam significativa- mente as funções cognitivas.). atenção básica. redução da linguagem. possivelmente. As episódica recente. atenção (déficit atentivo). pela regulação do comportamento social e volvimento do conhecimento sobre os vários emocional. O desen. anatômicas e funcionais mais proeminentes. A porção dorsolateral da região tipos de demências. atenção. sem limitações físicas. recados. fluxo sanguíneo cerebral vamente. mero de neurônios e depósito neuronal de nalidade comparável à de adultos jovens. mas que requer a adaptação de (15-20%). volume ventricular ex-vacuo. A grande dificuldade acerca do O lobo frontal não apresenta mudanças envelhecimento é o limite entre alterações na sua porção ventro-medial. permitiu a consideração de que o idoso não Cançado (2006) observou redução de: peso seja tratado como um ser limitado cogniti.) dificultam o acesso tomada de decisões. incluin- medial. 2002 apud MORAES. etc. Não há alteração de são: memória de trabalho. velocidade de da memória semântica (MACPHERSON et al. nú- estímulos ambientais para possuir funcio. memória. entretanto. o avanço dos métodos pré-frontal. Há mais comprometimento na atenção manecem inalteradas. placas senis e degeneração neu- neuropsicológico ajuda a fundamentar as rofibrilar com comprometimento da neuro- mudanças exigidas pela sociedade para que transmissão dopaminérgica e colinérgica. na realização de tarefas dependentes da mas das habilidades cognitivas se modificam função executiva e da memória de traba- em relação ao tempo. por exemplo. e formação de estruturas complexas do co- nhecimento. vosa. etc. Algu. MORAES. lentificação de de cálculo e a maioria das habilidades de no processamento cognitivo. 2010). A definição de quais e como as funções psíquicas se modificam no decorrer dos anos Na revisão dos autores citados acima. pensamento e habilidades viso-espaciais. localização habilidades que sofrem declínio com a ida- de objetos. responsável cognitivas normais e patogênicas.34 saudáveis. lho. (registro) e resgate das informações previa- mente estocadas. priados permitiram o julgamento sobre o percebidas em sua dificuldade aumentada limite entre saúde e doença no idoso. enquanto outras per. raciocínio. possui alterações de neuroimagem e estudos científicos apro. solução de problemas às informações e o aprendizado. LIMA. podem ser mento fisiológico (senescência) do SNC são bastante produtivos. clinicamente. no lobo temporal funcionamento intelectual humano. As regiões mais sensíveis às alterações do envelhecimento localizam-se no lobo O termo cognição corresponde à faixa de frontal e.. mais dificulda- de no resgate das informações aprendidas As repercussões funcionais do envelheci- .

A influência do tempo so- verbal podem aumentar durante a vida toda. Outras funções da aten. saudável ou patológica.4 Caminhando para a de- para apreender uma situação é extrema. to determina. Uma das maiores dificulda- . com de explicações mais ricas e extensas e de as memórias explícitas e implícitas estoca. A capacidade dos idosos em reconhece- rem formas. MORAES. nham a velhice. objetos. LIMA. As capacidades cris. processa. psicológicas e sociais que acompa- problemas. nem restrição da cias cognitivas. As informações estocadas (memória de longo prazo intermediária e remota) não A lentidão no processamento de informa- são afetadas. enquanto as mulheres nas habilidades executivas. o déficit periférico pode ção das tarefas do cotidiano. pressão mente prejudicada. tendem a declinar gradualmente. envolvidas na solução de novos físicas. e mudar o foco da atenção quando for necessário. A capacidade do ido- so de dividir atenção entre vários estímulos 6. isto é. necessidade chegam constantemente ao cérebro. bre a cognição também amplifica as diferen- A linguagem espontânea pode se tornar me- ças entre os sexos. isto é. Os idosos. dimensões e a distân- O processo de atenção representa grupo cia não é prejudicada quando avaliada de complexo de comportamentos. A lentidão cognitiva influencia lhes). 2010). te do idoso. abstração. O vocabulário e expressão participação social. sustentar a concentração em apresentam habilidades viso-espaciais e vi- uma informação por um período de tempo. los matemáticos. em grande parte. em que o forma simples. das no neocórtex posterior. todas as outras funções e pode ser respon- sável pelo déficit cognitivo em idosos. os homens mais nos precisa e mais repetitiva com o passar do velhos mostram mais facilidades nos cálcu- tempo. As capacidades flui. mais tempo para executar cálculos. Segundo Teixeira (2004). não promovem ser compensado pelos recursos e experiên- limitação das atividades. planejamento. seguem elaborar e se adaptar às mudanças das. 35 (memória de trabalho) e redução da memória A velocidade na qual a informação é pro- prospectiva (“lembrar-se de lembrar”) e da cessada representa a alteração mais eviden- memória contextual (dificuldades com deta. ao mesmo tempo. os indivíduos percebem e lidam com as situ- Função executiva se refere à capacidade ações da vida e com as transformações ca- de resolução de problemas. norar outras. uma velhice mento de informações. a maneira como ção não se modificam com o envelhecer. entretanto. so-perceptivas inferiores às dos de jovens dividir a atenção entre dois ou mais aspectos (MORAES. entretanto. racterísticas do processo de envelhecimen- inibição de resposta. e sim a análise e comparação ções é observada em idosos em sua dificul- (memória de trabalho) das informações que dade em compreender textos. quando avalia- indivíduo pode selecionar informações e ig- dos em testes mais complexos. talizadas ou os conhecimentos adquiridos no Pode ser um momento extremamente di- curso do processo de socialização tendem a fícil para algumas pessoas quando não con- permanecer estáveis. Essas alterações A presbiacusia prejudica a compreensão não trazem prejuízo significativo na execu- da fala.

deve ser estendida. que as oportunidades em associação com os sintomas depressivos. associar-se a outras doenças. grave “pseudodemência”. O aumento da expectativa de vida refle- culdade na identificação de casos de trans. A avaliação de idosos no contex- existência. 2003). tendo em vista sua importância. Algumas queixas gústia que acompanha o processo de perdas mais frequentes são atribuídas ao envelhe- e de declínio físico. Diversos fatores contribuem para a difi. e compõem os sintomas depressi- sobre a própria vida e a proximidade da mor. consequentemente. atividades de lazer. mas nem todos conse. achando que não há mais possibilidades prevalência desse transtorno é alta entre os de reestruturação e de reorganização das idosos acima de 80 anos. qualidade de vida relativa à saúde (XAVIER sibilidade de rearticulação de seu presente. inclusive. econômica e possibilidades de trabalho (IZ. mas não . 2001). te. A depressão é uma doença de alta inci. ao consultório privado e às demais institui- QUIERDO. te desafios antes desconhecidos no âmbito tornos de humor em pessoas idosas. como sões da existência. No idoso. nos idosos e não confundi-la com o simples A velhice e a morte são limites vividos comprometimento cognitivo leve amnéstico dentro da existência. fato que merece a aten- depressão se instala. A tivos de depressão. já aconteceram. parentes. O fator decisivo não é somente a consci- Izquierdo (2002) adverte sobre a neces- ência da própria morte. como o trans- ta realidade quando chegam à terceira ida. 2002). ções. Ocorre comumente coisas em suas vidas. do en. da para um diagnóstico correto da depressão ausência de perspectiva de futuro. torno de ansiedade generalizada (TAG). em especial de quismo apenas as perdas e as faltas de uma psicólogos. vos. ocupação. a depressão pode ser mascarada por alguma Parece existir um senso comum de que os doença física ou até mesmo pela depressão pais têm deveres para com os filhos. devido à própria percepção compreensão dos seus mecanismos de ado- de sua crescente incapacidade física. de reflexões profundas cimento. Convêm recomendar que (especialmente o da memória) e das perdas tal postura profissional. (CCL amnéstico) ou com as fases iniciais de guem lidar com a questão da temporalidade e uma demência.36 des desta fase reside no sentimento de an. como amigos. A de. condição ensão global. derável das idosas (44%) apresenta indica- ao isolamento e a distúrbios depressivos. já que se impõe ao psi- ção de profissionais de saúde. mas a consciência da sidade de se extremarem as precauções sua proximidade e. que possibilitam melhor dência no idoso. ecimento e enfrentamento de dificuldades fraquecimento de seus poderes cognitivos (LINHARES. mortes e perdas na rede social. já que dos relacionamentos nas relações familiares. que visa à compre- concretas. a depressão pode da finitude e tendem a se perder dentro des. que o futuro está fechado além de se relacionar a um pior padrão de para qualquer projeto e que não existe pos. et al. desenvolvendo sentimentos de desânimo e Um estudo apontou que uma parte consi- vazio existencial que podem levar ao tédio. sem a possibilidade de se fazer to hospitalar-ambulatorial deve incorporar um trabalho de substituição simbólica des- dimensões não estritamente médicas e sim sas perdas pelos ganhos em outras dimen- dados significativos da história de vida.

aparecerem sentimentos de fragilidade. fim de linha. como indivíduo produtivo. a perda de pa- péis sociais e as perdas econômicas. dificultando o escolhas feitas durante a vida e que marcam contato social. lhecimento saudável depende também das condições de vida e das oportunidades so. muitas vezes. desafio a ser vencido. já que diminui o seu espaço de o modo de envelhecer de cada um. baixa estima. de realização das etapas anteriores é comum capaz e o idoso acaba aceitando essa reali. talvez seja a forma lista. Acaba se sentindo incapacitado ou sem cioculturais. samparo. solidão e desesperança. influenciando ne. como de- uma recompensa por toda uma vida dedica- pressão. são identificados sos. Socialmente. ini- talidade. sociedade de que não vale a pena escutar o cimento são produtos da forma como está velho. econômicos a imagem de desvalorização imposta pela e psicológicos que acompanham o envelhe. onde o indivíduo tem que expe- disfunções imunológicas e aumento da mor- rimentar a amargura do não fazer nada. FULMER. além de dificuldades cognitivas. 2002). O conhecimento acumulado passa a gativamente nas condições de vida daqueles ter valor secundário. valorizar e manter a memória ligada a fatos passados. Reconhece-se que os maus-tratos ciando. nem estruturada a sociedade. A tendência em super- que envelhecem. Haven. in. de responsabilidades parentais e pela difi- obsoletos e decadentes. PAVEZA. ge. lações com outras pessoas e confirmando Muitos dos sofrimentos físicos. a vida pode ficar sem sentido se et al. radora de adoecimento físico e psíquico. enfim. incentiva o ser economicamente pro- que muitos velhos encontram para tentar dutivo. 2009). substituí. de- conformismo ou de autodesvalorização. A velhice . do a inversão de papéis. pela falta de reconhecimento. forte como uma forma de produzir resulta- dos mais rápidos e imediatos. que aconteceram numa época de O modo de produção da sociedade capita- plenitude e de aceitação. dependência. pela negação das possibilidades determinados rótulos: impotente. frágil. 37 quando o cuidado muda de direção. assumindo uma atitude de capacidade. sentimento de inadequação e baixa da ao trabalho e sim como uma espécie de autoestima. um processo de perda transformam-se em importante fator na da própria identidade. pois são pouco produtivos. essa função parece Durante todo tempo. de útil. pela cessação dos pelos novos. in- dade como sua. A perda de um lugar social valorizado DWEIN-ZANINI. a sociedade remete ser desempenhada como uma retribuição ao o ser humano para a produção e após a apo- que se recebeu dos mais velhos (BRANDÃO sentadoria. 2006 apud SCHLIN. O registro de maus-tratos en- o indivíduo não desenvolveu aptidões para dereçados a idosos evidencia outra face do outros trabalhos diferentes do assalariado. A velhice é resultado da trajetó. enfim indivíduos culdade de satisfazer necessidades e impul- sem futuro. atrativos suficientes para desenvolver re- ria social do indivíduo desde que é concebido. levam o Apesar da responsabilidade pessoal das idoso a um maior isolamento. jovem e manter a própria valorização. Nesse sentido. o enve- vida físico e psíquico. Marcado pela perda dos projetos de vida. os velhos devem ser descartados. esses maus tratos re- A aposentadoria passa a ser vista não como sultam em distúrbios emocionais. porque não traz nada de novo.. enaltece tudo o que é belo. qualidade de vida dos idosos (VANDEWE- ERD.

anemia e com os filhos. de ansieda- vigor dos mais jovens e que têm o futuro pela de ou de vazio que limita o idoso e o conduz à frente. perda da autonomia perdas materiais podem presença ou ausência de desencadeantes se transformar em acontecimentos dramáti. (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Humor depressivo ou irritável. levá-lo a sentimentos depressivos e que po- A saúde física debilitada pode desenca- dem incorporar-se a uma condição crônica. podem vir a apresentar sen. sua autoestima. lançando o idoso numa postura ran- diminuição de sua independência e autono- corosa. perdas e frustrações pela satisfação de ter sua alimentação. condições biopsicossociais não lhe são fa- Determinadas situações que questionam voráveis. têm doenças crônicas. etc. cia. mentosos. doenças damente nesta idade como se estivessem neurológicas (como. seu de impedi-lo de substituir suas vivências de humor. à família e epilepsia. por exemplo. o antigo sentimento invejoso A depressão pode ser definida como um pode aparecer agora na inveja da beleza e do estado de tristeza persistente. morte rabilidade do indivíduo à depressão. incapacidade de sentir 6. não conseguem superar o declínio do vigor com a percepção de suas limitações. e sua relação vivido todos esses anos.38 pode ser um momento de crise existencial. neira complexa influenciando tanto a vulne- enças que colocam a vida em perigo. DPOC que nunca puderam superar a ligação ori. reeditada com o marido e túrbios endócrinos e metabólicos. podendo cos. entre eles: constituição genética. sua comunicação. porém se mostram mais niti. seu pensamento. quanto ou doença grave de familiar próximos. insatisfação. tais como câncer. seu sono. certas condições. o aciden- aparecendo pela primeira vez. hospitalização. Por exemplo. desânimo. saída o curso e o prognóstico dos episódios de- dos filhos de casa. po- presentes durante toda sua vida. institucionalização. ou menos rém existe uma associação específica com encobertas. fobia e senvolver um quadro depressivo quando as depressão. de depressão. conhecimento e maior compreensão do mundo e das pessoas (TEIXEIRA. alimentação inadequada. a as mulheres muito ligadas ao lar. ambientais. fatores psicológi- fundamente a esfera do indivíduo. Muitos fatores interagem de ma- valores existenciais importantes como do. os homens. a esclerose múltipla. cos e significativos por comprometerem pro. Qualquer pessoa pode de- distúrbios de ansiedade. hipocondria. com isso. apatia ou agitação psicomo- . É comum. efeitos colaterais de tratamentos medica- timentos de vazio e inutilidade. aparecendo o quadro nuindo. nem uma consequência inevitável da reagir ao envelhecimento desenvolvendo idade avançada. pressivos. 2004). dis- ginal com a mãe.5 Características da De. Muitas vivências dos idosos estiveram Isto pode ocorrer com qualquer doença. de ter experiên- para consigo mesmo e com os demais. dear elevado nível de angústia e depressão. se entristecerem. entre as pessoas que devido à aderência a uma imagem narcisista. dimi- e da potência sexual. prazer e alegria. te vascular cerebral. mudança de residência. mal humorada e exigente a tal ponto mia. o Parkinson e a demência). podendo comprometer seu corpo. cansaço. doenças físicas concomitantes. pressão no Idoso onde são necessárias mais defesas contra A depressão não é uma doença só do as ameaças e as frustrações e o idoso pode idoso.

Varia desde o sentimento de tris. que ocorre com todas as pesso- sofrimento. que pode acabar vendo no adoecimento a única Teixeira (2004) oferece algumas di- alternativa de ter atenção e importância. Dentro deste significativas pode dar ao idoso um senti- quadro. Para as que moram em aparta- Ao se relacionar com o idoso deprimido. pois pode agravar o como ajudá-lo a desenvolver tarefas do seu quadro do adoecimento. ele deve cia no sentido de uma melhor adaptação a tentar conscientizar o idoso do seu desânimo esse estágio no ciclo de vida. onde o funcionamento físico. mento ou em casa alta é indicado o uso de dizer o que ele deve fazer. 39 tora. meio social. Às vezes. mento de menos valia muito grande. A cas para enfrentar a situação: ajuda profissional é muito útil para ajudá-lo O cuidador deve estar atento às queixas a enfrentar o processo de envelhecimento. até um nível mais severo rou de crescer. Tratá-lo como um ser humano que diferentes. tem telas ou grades nas janelas e nas varandas. colhas e assumir também a responsabilidade A depressão tem formas e intensidade por isso. e silêncio como formas de escapar à própria vida. queixas so- O idoso precisa ser estimulado dentro de máticas e sentimento de solidão e isolamen- seus próprios limites. que fosse verbalizado pelo outro perdesse o É necessário que se deixe fora do seu al- sentido. A falta de objetivos e de atividades defesa para seu sofrimento. que fazem parte de sua história de ser usada pelo idoso para acelerar o proces. hipocondria. de incapacidade. vida. como um mecanismo de plicadas. inferioridade. devido a perdas e lutos inerentes à ex. pode passar sua experiência de vida e seu teza. fato coerente com a perda do senti- cance remédios. a do idoso para que possa identificar sinais que se adaptar às mudanças do organismo e do indiquem o início de uma depressão e comu. própria vida. auxiliando-o nas que forem mais com- so de enfermidade. geralmente. fazendo um balanço das perdas e ganhos nos sentimentos de onipotência e impotên- Com muita delicadeza e sutileza. É importante que o cuida- da reação do indivíduo a estímulos afetivos e dor transmita ao idoso que compreende seu ambientais). mente ficam infelizes e necessitam de aten- pois para o idoso esses discursos passam a ção e carinho. armas e outros ob- do da sua vida. negativismo. facas. assim como pode agrado. e se deprimidas é importante ser percebidos como paliativos. assim Deve ser tratada. do idoso com pessoas de quem gosta. assumir as perdas inevitáveis. que o respeita e que é possível . É importante a ajuda psicoló- jetos que possam ser usados contra sua gica. pois ele pode se sentir in- Não se pode confundir apatia (diminuição compreendido. como uma fuga de si mesmo. sentimento buscar alternativas. As pessoas com problemas de saúde real- essas tentativas acabam sendo limitadas. e não como alguém que pa- periência humana. conhecimento. há o risco de suicídio. É imprescindível que to são sintomas característicos em pessoas possibilitemos a ele fazer suas próprias es- deprimidas. efeito contrário. psíquico e so- É importante incentivar o relacionamento cial passa a ser prejudicados. como se o que se zele pela sua segurança. nicar à equipe de saúde e aos familiares.

. como psicoterapia (tratamento um conjunto de mudanças neuropsicológi- psicológico). às pessoas com quem con- cologia/neuropsicologia. morfológicas. atenção. quali. divíduo e que o ingresso nessa faixa etária orientação aos familiares. por ciocínio. aos as. sociais e culturais à vida do in- reabilitação cognitiva / neuropsicológica. Cabe ao idoso. co. autoesti. psi- considerar a importância de muitos cológicas e psiquiátricas). como a depressão aflita com cobranças imediatas (TEIXEIRA. especialmente. como tomografia axial computa- dorizada. é um processo dinâmico que pede ao idoso quiátrico e neurológico. que. das funções cognitivas do indivíduo. é possível considerar uma intervenção sional – psicólogo / neuropsicólogo. Essa avaliação aspectos: deve. dável. preferencialmente. acidente vas- etc. educador físico. anteriores. Ela pode ser utilizada na poucos dias. identidade. psicológico). epilepsia. tanto no âmbito neuropsicológico como em sua qualidade de necessidade de procedimentos em saú. ressonância magnética. a prática de sua capacidade de adaptação a atenção a fatores (médicos/físicos. referir-se à senescência é cefalograma e consultas neurológicas. tação. dade de vida. eletroen- Enfim. essencialmente. orien- pressão. A reabilitação cognitiva foca-se nas fun- pe. este processo e ao meio em que está inseri- macológicos) que devem ser excluídos ou do. utilizar instrumen- mudanças vivenciadas pelo indivíduo tos validados que contemplem o paciente e nessa idade. psicodiagnóstico (diagnóstico cas. médico. cranioencefálico. fisioterapeuta. reabilitadora. possibilitando-lhe novas vivências e ma. diferenciação de síndrome idoso de forma acolhedora. far. Considere-se que a senescência traz de mental. amiga. sentimentos de realização. querendo que responda em alterações neurológicas (traumatismo a tudo. bioquímicas. as influências do seu ambiente. da condição do paciente. zer também dessa fase um momento agra- pectos relacionados a depressão. ções cognitivas deficitárias e visa à melhoria plinar. com de. fa- consideração. A apatia parece um estado depres. nutricionista e profissional da enfermagem. influências culturais e contexto em que o indivíduo está inserido. fisiológicas. É importante que se relacione com o cular cerebral). em equi. mas difere deste. mas não psicológica e neurológica. linguagem. O cuidador deve controlar a sua identificação de declínio cognitivo no idoso. vida. atendimento psi. memória. déficits de memória. avaliação neuropsicológica e psicológicas. e a demência (além de considerar exames 2004). ra- sivo. que coma normalmente. considerados em exames referentes à psi. por meio de procedimentos e tes- ser uma situação que dura algumas horas ou tes padronizados. ansiedade para não ficar tentando estimular avaliação dos prejuízos de áreas cerebrais o idoso sem cessar. vive e aos profissionais da área da saúde. Tendo em vista o resultado do exame neuropsicológi- indicação de acompanhamento profis.40 as como um momento de recolhimento e um A avaliação neuropsicológica é o exame tempo de reflexão sobre si mesmo. que ande. promovem melhorias de modo interdisci.

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