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TEXTO 3

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Pedagogia do Oprimido

Rodrigo Oliveira Andrade

Sobre o Autor
Paulo Freire nasceu em Recife, em 1921 e faleceu em 1997. Teve sua formação acadêmica em Direito, mas a partir da
década de 40, após casar-se com Elza Maia Costa, passou a ter mais contato com o mundo da educação.
Suas primeiras atividades educacionais foram desenvolvidas no SESI – Serviço Social da Indústria e no MCP –
Movimento de Cultura Popular, no qual criou o Programa de Alfabetização e a criação de círculos de cultura.
Em 1963, João Goulart, o então presidente da república, o convidou para desenvolver um programa nacional de
alfabetização de adultos e para trabalhar com educação básica. No entanto, em 1964, Paulo Freire foi obrigado a
paralisar suas atividades por causa do Golpe Militar e, com isso, teve a oportunidade de escrever e publicar em 1970 a
obra Pedagogia do Oprimido.
De 1964 a 1980, Paulo Freire ficou exilado no Chile e lá desenvolveu atividades no Instituto de Capacitatión e
Investigation em Reforma Agrária, tendo assim a oportunidade de continuar a desenvolver suas teorias e atividades.
Em 1969, foi nomeado especialista da UNESCO, e passa a dar aulas na Universidade de Harvad, nos EUA. E em 1970,
mudou-se para Genebra, exercendo atividades de consultor do Conselho Mundial de Igrejas, dando assessoria a
diversos países africanos, desenvolvendo programas de alfabetização e de apoio a reconstrução desses países.
Em 1980, retorna ao Brasil e passa a trabalhar na PUC-SP e em Campinas, mas interrompe suas atividades até 1986,
por causa de uma depressão após a morte de sua esposa Elza. Nesse ano, casa-se novamente com sua amiga de
infância, Nita Araújo.
Paulo Freire foi um dos fundadores do PT em 1989. Assumiu o cargo de Secretário Municipal de Educação em São
Paulo até 1991. Enquanto ocupava esse cargo, tinha como marca principal suas tentativas de democratizar as escolas
para a alfabetização de jovens e adultos. Em 1992, Paulo Freire volta a realizar suas atividades nas universidades
escrevendo inúmeras de suas obras e participando de grande número de conferências.

objetivo. dentro da história. concreto. num contexto real. Introdução “Humanização e desumanização. são possibilidades dos homens como seres inconclusos e conscientes de sua inconclusão.” .

Qual a real vocação histórica dos homens ? Humanização x Desumanização .

O poder de humanização do oprimido .Quando parte do opressor essa ação cai em falsa generosidade. .Somente o estado de debilidade do oprimido pode gerar uma ação libertadora .

Pedagogia do oprimido -Reflexão e práxis .Como chegariam os oprimidos à ação libertadora? .

A 'aderência' ao opressor .Relação hospede e hospedeiro -A adesão do oprimido ao papel de opressor 'os oprimidos têm no opressor o seu testemunho de “homem”' .

O medo da liberdade .Medo da luta -Medo de assumi-la -Adaptação a situação de injustiça .

O perigo da racionalização . material.O problema é concreto.Não basta reconhecer a situação de opressão . não subjetivo em sua essência .

Primeiro e segundo momento da pedagogia . transformando a realidade opressora .Reflexão e práxis .Pedagogia do homem em busca da permanente libertação .

é preciso que os oprimidos existam.. Os outros. para eles.. E isto ainda.' . há um só direito – o seu direito de viverem em paz. que talvez nem sequer reconheçam. para que eles existam e sejam “generosos”. porque. pessoa humana são apenas eles. afinal. estes são “coisas”. ante o direito de sobreviverem.Comportamento dos opressores 'É que. Para eles. mas somente admitam aos oprimidos.

Os critérios de saber que lhe são impostos são os convencionais. que não podem saber.' . terminam por se convencer de sua “incapacidade” . Falam de si como os que não sabem e do “doutor” como o que sabe e a quem devem escutar. que não produzem em virtude de tudo isto. indolentes. que não sabem nada. que são enfermos.Comportamento dos oprimidos 'De tanto ouvirem de si mesmos que são incapazes.

NINGUÉM LIBERTA NINGUÉM. NINGUÉM SE LIBERTA SOZINHO: OS HOMENS SE LIBERTAM EM COMUNHÃO .

Narração fria .Concepção bancária da educação .Depósito x recipiente .

impaciente.Como ferramenta da opressão "Só existe saber na invenção. permanente. na reinvenção. é o sujeito do processo. finalmente. meros objetos. na busca inquieta. com o mundo e com os outros." -Sem reflexão crítica não há transformação da situação da opressão "O educador. que os homens fazem no mundo. Busca esperançosa também. os educandos." -Manutenção da coisificação dos oprimidos .

Percepção de sua contradição . dando luz a transformação.Educadores solidários a um modelo oposto. de construção do saber e da crítica. .O homem em sua vocação de humanização pode perceber essa contradição em mantê-los reféns da opressão. não devem esperar esse momento de lucidez. .

Dicotomia Homem Mundo -Homem separado do mundo -Educação Bancária como adaptação para o mundo .

" . usam o mesmo instrumento alienador. Paradoxalmente. não chegam a perceber o seu significado ou a sua força desumanizadora.envolvidos pelo clima gerador da concepção “bancária" e sofrendo sua influência.O problema dos slogans ". então.. num esforço que pretendem libertador..

mas educador-educando com educando-educador .Construção da educação libertadora A educação libertadora se forma através da superação da contradição educador educando que resulta um termo novo: não mais educador do educando .

O caso da Finlândia As crianças são motivadas a falar mais nas aulas que os professores Usar mais projetos nas aulas Foco na produção de conteúdo pelos alunos .