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EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A).

FEDERAL DA __ VARA PREVIDENCIÁRIA DE
[SUBSEÇÃO] – RS

XXXXXXX, já cadastrado eletronicamente, vem,
com o devido respeito, por meio de seus procuradores, perante
Vossa Excelência, propor

AÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE CONCESSÃO DE
APOSENTADORIA ESPECIAL

em face do INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL (INSS), pelos seguintes fundamentos
fáticos e jurídicos que passa a expor:

I – DOS FATOS

O Requerente, nascido em xx/xx/xxxx, possui diversos anos de atividade
laborativa, na grande maioria sujeito a agentes nocivos. O quadro abaixo mostra de forma
objetiva as profissões desenvolvidas e o tempo de contribuição:

Data de
Data final Empregador Atividade Tempo de serviço
início
Serviço Militar 1 ano e 16 dias
15/05/1969 30/05/1970 Exército Brasileiro
Obrigatório [8 meses e 16 dias ]1
Motorista de
10/05/1979 14/01/1980 Empresa 1 8 meses e 5 dias2.
caminhão
Motorista de
01/02/1980 10/04/1981 Empresa 2 1 ano, 2 meses e 10 dias2.
carreta
26/04/1982 30/03/1985 Empresa 3 Motorista 2 anos, 5 meses e 27 dias2.

1 do Decreto 9. TOTAL TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 35 anos. II – DO DIREITO O § 1º do art.4 do Decreto 53.080/79.048/99.4. 02/01/1989 30/12/1991 Empresa 5 Motorista 1 ano.71]. 20/03/1991 29/07/1994 Empresa 6 3 anos e 3 meses2. teve seu pedido indevidamente negado. carreta Motorista de 02/01/2004 26/11/2010 Empresa 11. 7 meses e 3 dias. a Lei 8. o Requerente. 7 meses e 27 dias2. 4 Correspondente a 312 contribuições A despeito da existência de todos os requisitos ensejadores do benefício de aposentadoria especial. 10 meses e 24 dias3.01/07/1985 11/09/1988 Empresa 4 Motorista 3 anos. e itens 1.0. Tal decisão indevida motiva a presente demanda.831/64.0.1.1 do Decreto 3.172/97 e 1. 1Conversão de tempo de serviço comum em especial [0. Por conseguinte.5 e 2.4. 201 da Constituição Federal determina a contagem diferenciada dos períodos em que os segurados desenvolveram atividades especiais. Motorista 2 anos. 10 meses e 25 dias3. Motorista Motorista de 01/04/1995 30/10/1996 Empresa 7 1 ano e 7 meses2. 10 meses e 10 dias TOTAL TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL 1 25 anos. 01/04/1999 22/02/2002 Empresa 9. 3Atividade considerada insalubre conforme itens 1. carreta 16/11/1998 30/03/1999 Empresa 8 Motorista 4 meses e 15 dias3.213/91. 2Atividade considerada insalubre com base nos códigos 1. Motorista de 03/02/2003 08/04/2003 Empresa 10 2 meses e 6 dias3.0. estabeleceu a necessidade do .6 e 2.3 e 2.1. sob a justificativa infundada de “falta tempo de contribuição”. 6 anos. Truck CARÊNCIA 25 anos.3 e 2.2 do Decreto 83.0. 2 meses e 11 dias2. em via administrativa. 11 meses e 3 dias. regulamentando a previsão constitucional.

dependendo da profissão e /ou agentes nocivos. DA ATIVIDADE ESPECIAL É importante destacar que a comprovação da atividade especial até 28 de abril de 1995 era feita com o enquadramento por atividade profissional (situação em que havia presunção de submissão a agentes nocivos) ou por agente nocivo. 57 do referido diploma legal. . que regulamentou as disposições introduzidas no art. embasado em laudo técnico. No entanto.213/91.032/95. 57 da Lei 8. estando a atividade devidamente comprovada pelas anotações na CTPS do demandante.831/64 e 2. ou por meio de perícia técnica. Nesse ponto. cuja comprovação demandava preenchimento pela empresa de formulários SB40 ou DSS-8030. 20 ou 25 anos para a concessão da aposentadoria especial. sendo indispensável a apresentação de formulários. para o ruído e o calor.4 do decreto 53.4. conforme previsto no art. Ademais. seguem anexos diversos formulários DSS-8030 e PPP para comprovação das atividades especiais. prevista nos códigos 2. com a nova redação do art. Além disso. Todavia.4.2 do Decreto 83. além de Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho e/ou PPRA’s das empresas que ainda se encontram em atividade. no caso em tela.080/79. Entretanto. os segurados que desempenharam atividade considerada especial podem comprovar tal aspecto observando a legislação vigente à data do labor desenvolvido.523/96 (convertida na Lei nº 9. 58 da Lei de Benefícios pela Medida Provisória nº 1.172/97. indicando o agente nocivo sob o qual o segurado esteve submetido. independentemente do tipo de agente especial. é necessário ressaltar que a atividade de motorista desenvolvida pelo Autor possui enquadramento como atividade especial por categoria profissional. passou-se a exigir a apresentação de formulário-padrão. a partir do Decreto nº 2.desempenho de atividades nocivas durante 15. passou a ser necessária a comprovação real da exposição aos agentes nocivos. sempre foi necessária a comprovação através de laudo pericial. dada pela Lei 9.528/97). as quais compravam o seu trabalho como motorista de caminhão e de carreta.

213/91. COMPROVAÇÃO.213/91. o qual estabelecia a possibilidade da conversão do tempo de serviço comum em especial. Curitiba: Juruá.4. em sua redação original.080/79 e a exposição a níveis excessivos de ruído deve ser reconhecida a especialidade da atividade de motorista desenvolvida pelo Autor. REQUISITOS PREENCHIDOS. conforme disposto no art. 2008 (p. 1. perigosas ou penosas. Até 28-04-1995 é admissível o reconhecimento da especialidade por categoria profissional ou por sujeição a agentes nocivos. pois estas se encontram desativadas. mas sem prejudicar o direito adquirido aos períodos anteriores à sua vigência. a fim de aferir o nível de ruído dos ambientes de trabalho do demandante. podendo a prova pericial inclusive suprir os formulários que não foram obtidos. torna-se necessária a realização de perícia técnica laboral. considerando o enquadramento por categoria nos profissional nos códigos 2. 3. 57 da Lei 8. poderá comprovar a atividade especial mediante ajuizamento de ação ordinária previdenciária.4 do decreto 53. requerendo a realização de perícia técnica. DA CONVERSÃO DO TEMPO DE SERVIÇO COMUM EM ESPECIAL A Lei 8. 241). a lição dada na obra de Maria Helena Carreira Alvim Ribeiro2: Ainda que o segurado não disponha de documentação comprovando a prestação de serviços em condições insalubres.032/95 afastou esta hipótese de conversão ao alterar o§3º do art. 64 deste diploma legal. ainda que os requisitos para aposentadoria somente sejam preenchidos posteriormente. . Nesse sentido é a jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região: PREVIDENCIÁRIO. conforme comprovam as certidões da receita federal em anexo. foi disciplinada pelo Decreto 611/92. ATIVIDADE ESPECIAL.2 do Decreto 83. De qualquer forma. Nesse sentido. Maria Helena Carreira Alvim. 4 e 5. APOSENTADORIA ESPECIAL. (Sem grifos no original). Não foi possível apresentar documentos referentes às empresas 1. Por outro lado. Aposentadoria especial: regime geral da previdência social. Ante o exposto.4. a Lei 9.831/64 e 2. aceitando-se qualquer meio 2RIBEIRO.

2.048/99.213/91. tempo de serviço submetido a agentes nocivos e carência. 24/11/2011.). (TRF4. de acordo com os Decretos 53. nos termos do art. Restando devidamente comprovado nos autos o exercício pela parte autora de trabalho em condições especiais por mais de 25 anos.080/79.213/91. No caso em tela. de prova (exceto para ruído). III – DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA ENTENDE O AUTOR QUE A ANÁLISE DA MEDIDA ANTECIPATÓRIA PODERÁ SER MELHOR APRECIADA EM SENTENÇA.831/64. .032. 25. 2.3. 57 da Lei nº 8. da Lei 8.032/95 (15/05/1969 a 30/05/1970). com fulcro no art.7101. por meio de formulário embasado em laudo técnico.404. o Demandante adquiriu o direito à aposentadoria especial.213/91. é expressamente permitida a conversão de tempo de serviço comum em especial. torna-se necessária a exposição a agentes nocivos durante 25 anos de serviço para a concessão da aposentadoria especial. a partir de 29-04-1995 não mais é possível o enquadramento por categoria profissional. 7 meses e 3 dias de tempo de serviço especial. mostra-se imperiosa a conversão do tempo de serviço comum em especial pelo fator 0. número superior aos 180 meses previstos no art. haja vista que possui 25 anos.71. D. Destarte. APELREEX 5002087-77. 64 do Decreto 611/92.2010. Por fim.E. considerando que o Demandante desempenhou atividade que não estava sujeita a agentes nocivos em período anterior à Lei 9. II. o Demandante adquiriu o direito ao benefício. sem grifos no original. preenche os requisitos para a concessão da aposentadoria especial. Quanto à carência. 83. com relação às atividades desenvolvidas.172/97 e 3. a partir de então. independentemente de o implemento das condições para obtenção da aposentadoria especial dar-se somente a posteriori. Sexta Turma. verifica-se que foram realizadas 312 contribuições. de 29/04/1995. que modificou a redação do artigo 57. Até o advento da Lei nº 9. Portanto. ou por meio de perícia técnica. devendo existir comprovação da sujeição a agentes nocivos por qualquer meio de prova até 05-03-1997 e. cumprindo os requisitos exigidos em lei. Relator p/ Acórdão Luís Alberto D'azevedo Aurvalle. § 3º da Lei nº 8.

Comprovado o exercício de atividade especial por mais de 25 anos. salvo situações excepcionais. em acórdão assim ementado: PREVIDENCIÁRIO. 1. o segurado faz jus à concessão da aposentadoria especial. A regra.213/91 é inconstitucional. "d" c/c 29. peça. de 24-07-1991. A regra em questão não possui caráter protetivo. nos termos do artigo 57 e § 1º da Lei 8. ainda. Rel. De acordo com a previsão do art. sem que haja autorização constitucional para tanto (pois a constituição somente permite restrição relacionada à qualificação profissional). pois não veda o trabalho especial. 3. II. 2. ou que aguarde para se aposentar por tempo de contribuição. da Lei 8. não tem por escopo a proteção do trabalhador. A restrição à continuidade do desempenho da atividade por parte do trabalhador que obtém aposentadoria especial cerceia. e veda o acesso à previdência social ao segurado que implementou os requisitos estabelecidos na legislação de regência. observado. Nada obsta que o segurado permaneça trabalhando em atividades que impliquem exposição a agentes nocivos sem requerer aposentadoria especial. ostentando mero caráter fiscal e cerceando de forma indevida o desempenho de atividade profissional.0000. O § 8º do artigo 57 da Lei nº 8. 5. Federal Ricardo Teixeira Do Valle Pereira). A interpretação conforme a constituição não tem cabimento quando conduz a entendimento que contrarie sentido expresso da lei.7º. 170 da Constituição Federal. como nada impede que se aposentando sem a consideração do tempo especial. 18. . deverá ser atribuído apenas o efeito devolutivo ao recurso interposto no rito dos Juizados Especiais Federais. CONSTITUCIONAL. da lei 8. a contar da data do requerimento administrativo. 4. pois cerceia indevidamente o exercício do trabalho e o acesso a previdência social. APOSENTADORIA ESPECIAL. Nesse sentido. portanto. o desempenho de atividade profissional. Reconhecimento da inconstitucionalidade do § 8º do artigo 57 da Lei nº 8. a conversão da aposentadoria por tempo de contribuição em aposentadoria especial. 3. quando do afastamento definitivo do trabalho. Nessa toada. a corte especial do Tribunal Regional Federal da 4ª Região já decidiu pela inconstitucionalidade do § 8º. afrontando o art. ARGUIÇÃO DE INCONSTUCIONALIDADE. ou mesmo sua continuidade. Des. a fim de poder cumular o benefício com a remuneração da atividade. do art.213/91 veda a percepção de aposentadoria especial por parte do trabalhador que continuar exercendo atividade especial. 43 da lei 9. o disposto no art. VEDAÇÃO DE PERCEPÇÃO POR TRABALHADOR QUE CONTINUA NA ATIVA. DESEMPENHANDO ATIVIDADE EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. caso mantenha o vínculo.213/91. do artigo 57. caput e o art.213. impedindo apenas o pagamento da aposentadoria.213/91. imperioso ressaltar que a exigência de afastamento da atividade especial prevista no §8º. (Arguição De Inconstitucionalidade 5001401- 77. I.099/95. da LB.404.213/91.2012. § 8º DO ARTIGO 57 DA LEI Nº 8. 57.

para que. querendo.741/03 (Estatuto do Idoso). o Requerente necessita da concessão do benefício em tela para custear a própria vida. com fulcro no art. bem como a concessão de prioridade na tramitação. As condições de insalubridade e o caráter alimentar do benefício traduzem um quadro de urgência que exige pronta resposta do Judiciário. 71 da lei 10. c) O recebimento e o deferimento da presente peça inaugural. em especial o documental. condenando o INSS a: 1) Reconhecer o tempo de serviço militar obrigatório exercido no período de 15/05/1969 a 30/05/1970. apresente defesa. Vale ressaltar que os requisitos exigidos para a concessão do benefício se confundem com os necessários para o deferimento desta medida antecipatória. d) A citação da Autarquia. tendo em vista que o Autor conta com mais de 60 anos. por meio de seu representante legal. tendo em vista que o Autor não tem como suportar as custas judiciais sem o prejuízo de seu sustento e de sua família. com a apreciação do pedido de implantação do benefício em sentença. motivo pelo qual. . em sentença. e) A produção de todos os meios de provas em direito admitidos. b) O recebimento e deferimento da presente peça inaugural. tendo em vista que nos benefícios previdenciários resta intuitivo o risco de ineficácia do provimento jurisdicional final. g) O julgamento da demanda com TOTAL PROCEDÊNCIA do pedido. o pericial e o testemunhal. se tornará imperiosa a sua concessão. De qualquer forma. f) O deferimento da antecipação de tutela. requer: a) A concessão do benefício da Assistência Judiciária Gratuita. IV – DO PEDIDO ANTE O EXPOSTO.

efetuar a conversão do tempo de serviço especial em comum (fator 1. Dá à causa o valor3 de R$ xx. 4) Conceder ao Autor o BENEFÍCIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL. no caso de não serem reconhecidos os 25 anos de atividades nocivas necessários para a aposentadoria especial. pede e espera deferimento. corrigidas na forma da lei. data. 01/02/1980 a 10/04/1981.032/95. 03/02/2003 a 08/04/2003. com a condenação do pagamento das prestações em atraso. 3) A conversão do tempo de serviço comum em tempo de serviço especial de todos os períodos de atividade comum anteriores a 29/04/1995. 5) Subsidiariamente.xxx.510 3 Valor da causa = 12 parcelas vincendas (R$ xx.xx . 26/04/1982 a 30/03/1985.xx) + parcelas vencidas (R$ xx.4) de todos os períodos submetidos a agentes nocivos.xx) = R$ xx.xxx. nos termos do subitem anterior. concedendo ao Demandante o benefício da aposentadoria por tempo de contribuição. 02/01/2004 a 26/11/2010. 01/04/1995 a 30/10/1996. 16/11/1998 a 30/03/1999. 2) Efetuar o enquadramento previdenciário dos agentes nocivos existentes nos seguintes períodos: 10/05/1979 a 14/01/1980.xxx. data da edição da Lei 9.xx Cidade. a partir do requerimento administrativo (26/11/2010). Átila MouraAbella Elenilse Keller Tesser OAB/RS 66. 01/07/1985 a 11/09/1988. o que só se admite hipoteticamente. 02/01/1989 a 30/12/1991.xxx. Nestes termos. 20/03/1991 a 29/07/1994.173 OAB/RS 87. acrescidas de juros de mora desde quando se tornaram devidas as prestações. 01/04/1999 a 22/02/2002.