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| Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 1

“Tinha em Macedo de Cavaleiros o meu pai, a


minha mãe e a minha irmã, cunhados e sobri-
nhos, mas eu tinha perdido a ligação à terra. (…)
Voltei a sentir-me a ser macedense, coisa que
tinha perdido!”

Cipreste
Nuno Altino Fernandes Dias | Entrevista P 16

1.00 €
II série nº 12 Mensal
12 de Agosto de 2010
Director: Miguel Midões
Fundado em 1997

Ecoresorts em
conflito

Macedenses burlados
com promessa de
emprego em França
Destaque |P 3

Final do Campeonato
É o Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida que dita se podem ou não ser construídos Nacional de Vólei
resorts na zona, alega o ICNB. Instituto admite que nem sempre o diálogo com as autarquias e
os empresários é bem conseguido.
no Azibo
Macedo |P 7
Desporto |P 17

Violência Doméstica Restaurante * Residencial

Avenida
almoços
jantares
Uma mulher de Grijó, Macedo de Cavaleiros, denunciou o companheiro por alegados casamentos
batizados
maus-tratos, depois de ter encoberto a situação durante vários anos. Do pouco que falou à Tel.: 278 421 236
festas
reportagem apenas contou que estava cansada e que denunciou o homem com quem vivia Av. D. Nuno Álvares Pereira
Macedo de Cavaleiros
pelos filhos, um de 16 e outro de quatro anos. Famílias de ambos desconheciam a situação,
mas população de Grijó não tem dúvidas, o casal é problemático e a vítima aparecia várias
vezes marcada. Destaque |P 3 quartos equipados: aquecimento central
ar condicionado - wc privativo - televisão

ORÇAMENTOS GRÁTIS
2 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

Cruz das JMJ em Macedo


As Jornadas Mundiais da Juventude têm lugar em Madrid, em 2011. Mas, no início do mês de Agosto a
Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude chegou à diocese de Bragança-Miranda, e passou por Macedo
de Cavaleiros. Foi acolhida no Jardim 1º de Maio por centenas de pessoas a bater palmas. O Cónego
Melo mostrou-se contente pelo acolhimento da cruz na sua paróquia e espera que ela simbolize a apro-
ximação dos jovens à Igreja.

Morais
Destaque
Incêndio aflige população

Morais viveu horas de aflição. Área ardida ainda não está contabilizada.

A
população de Mo- com que o incêndio abrisse O incêndio deflagrou por combate a incêndios estacio- Acúrcio Martins, que correu
rais, em Macedo de em direcção às aldeias de La- volta da uma da tarde de sá- nado na Serra da Nogueira, da aldeia vizinha da Sobreda
Cavaleiros, não ga- goa como a Morais”. Apesar bado e às cinco estava domi- em Bragança. para ver como estavam as an-
nhou para o susto, no sába- do susto, o comandante ga- nado. Às oito da noite entrou danças do fogo expressava a
do 7 de Agosto. Um incêndio rante que “nunca chegaram a em fase de vigilância. A área População revoltada sua revolta. “O fogo começou
deflagrou nas imediações da estar casas em perigo devido ardida, apesar de ainda não com a situação no início da semana e já rea-
aldeia, com grande violência à intervenção dos bombeiros, estar contabilizada, é con- cendeu por três ou quatro ve-
e, caso não fosse a rápida que tentaram extinguir a fren- siderável, no ponto de vista A população estava incré- zes. Acabaram as cegadas e
intervenção dos Bombeiros te de fogo que se propagava do comandante da corpora- dula com o que via e tentava, começaram os fogos. Isto não
Voluntários de Macedo de com mais violência para a al- ção de Macedo. Os prejuízos com o que tinha à mão, auxi- se admite. São atentados que
Cavaleiros, podia ter-se vivi- deia de Morais”. também são avultados, até liar no combate às chamas e fazem”.
do momentos ainda piores. Ao longo da semana os porque aquela é uma zona salvaguardar o que era seu. Opinião partilhada por
“Desenvolveu-se com muita voluntários de Macedo foram de pastorícia e de matos, A maior parte dos populares João Geraldes, habitante da
violência e com muita inten- chamados por diversas vezes ardendo também algumas inquiridos estranha que os in- aldeia de Morais, que viu um
sidade devido ao local onde a apagar pequenas ocorrên- oliveiras, árvores de fruto e cêndios na freguesia de Mo- lameiro que tinha naquela
ocorreu”, referiu ao Cipreste cias em locais próximos deste sobreiros”. rais apenas ocorram depois zona “reduzido a cinzas”. “Os
o comandante dos bombeiros incêndio, mas neste sábado o No local, no combate às das cegadas e nunca durante freixos e os carvalhos que lá
voluntários de Macedo. João vento também não ajudou e o chamas, estiveram 55 bom- o tempo em que os cereais es- tinha ficaram reduzidos a car-
Venceslau acrescenta que “o fogo tomou proporções enor- beiros, auxiliados por 14 via- tão por colher, independente- vão”, lamentava. n
vento estava muito forte e fez mes. turas e ainda o helicóptero de mente do calor que faça. Miguel Midões
Destaque | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 3
Grijó – Macedo de Cavaleiros Reunião de Câmara

Mulher denuncia Cidade foi


violência doméstica tema principal
U
m homem foi detido durante todo este tempo enco- visitava e que o casal vivia na
pela GNR de Mace- berto as agressões. Com dois outra ponta da aldeia, daí que
do de Cavaleiros por filhos, um de 16 e outro de 4 a distância não lhes permitisse
posse ilegal de armas de fogo. anos, o casal é conhecido na saber se as agressões exis-
Na sequência de uma de- aldeia de Grijó por desentendi- tiam ou não. A população local,
núncia por violência domésti- mentos. reunida no café da aldeia, não
ca, militares do posto da GNR Populares contaram à re- pensa o mesmo, e garante que
de Macedo realizaram uma portagem que Armando Máximo a vítima encobria muitas vezes
busca domiciliária em casa do chegou mesmo, num dos casos as mazelas provocadas pelas
sujeito, que vive na localidade de alegadas agressões, a colo- agressões.
de Grijó. car mulher e filhos na rua, não A vítima, que trabalha no
Foi apreendida uma espin- os deixando entrar em casa. Centro de Dia da aldeia, não
garda de calibre 14 mm, duas É tido como trabalhador, quis prestar declarações, sa-
pistolas de calibre 6.35mm, 101 normalmente à jeira, mas nes- lientando apenas que chegou à
munições de diversos calibres e te momento, segundo a mãe exaustão e, por isso, partiu para
três navalhas com comprimen- Raquel Angelina, o filho traba- a denúncia.
tos entre os 18 e os 19,5 cm. lhava na construção civil, na Ao que conseguimos apu-
Na aldeia é tido como pa- aldeia vizinha de Vale Benfeito. rar, esta é a segunda detenção
cato e boa pessoa, mas os po- Nega que fosse agressivo para de Armando Máximo, a primei-
pulares confirmam as cenas de a companheira e que apenas ra ocorreu devido a desacatos,
violência doméstica. tinham os desentendimentos mas foi libertado depois de ter
A denúncia de violência do- típicos de qualquer casal. His- sido ouvido em tribunal.
méstica partiu da própria com- tória que os pais da própria ví- Por enquanto, as duas crian-
panheira, com que reside há tima corroboram, alegando que ças menores estão entregues à
cerca de 16 anos, e que terá ela não se queixava quando os guarda da mãe. n

Burla dos melões

Promessa de trabalho Executivo discute problemas da cidade

sem concretização N
a última reunião de quando estes estiverem nego-
câmara, a oposição ciados.
perguntou ao exe-
cutivo camarário onde paira a Pássaros a mais no
rotunda esperada para o cru- centro da cidade
zamento do Intermarché, que
segundo Rui Vaz deverá ser Os transeuntes que deam-
cartas para enviar ao patrão, construída pela empresa. O ve- bulam pela zona centro da cida-
para que quando lá chegassem reador está preocupado com a de de Macedo de Cavaleiros já
começassem logo a trabalhar”, perigosidade da zona, uma vez conhecem o problema e a Câ-
acrescentou. que há pouco tempo houve no mara até já fez tenções de re-
Mais tarde, depois deste local mais um acidente a envol- solver o problema, mas a medi-
valor já pago, o alegado burlão ver três viaturas, do qual resul- da não teve sucesso. Passeios,
voltou a contactar as vítimas taram alguns feridos ligeiros. carros, roupa e casas continu-
dizendo que se tinha enganado A presidir a reunião de Câ- am manchadas pela presença
nas contas e que o valor será mara, Duarte Moreno, vice-pre- abundante das pequenas aves
105 e não 75, fora os 40€ para sidente da autarquia, respon- no centro da cidade. Rui Vaz
as quartas. “Mandou-os prepa- deu dizendo que foi dado algum sugeriu que fosse tapados os
rar para quarta-feira, que vinha tempo à empresa que apresen- buracos dos edifícios onde as
a buscá-los, mas bem esperá- tou uma contraproposta acerca aves nidificam, obrigando a que
mos pela carrinha e nunca se da substituição da conduta de procurem outros locais. Duarte
viu carrinha nenhuma”. Como água na zona, proposta esta Moreno diz que “fica a suges-
desculpa disse que tinha havido que acabou “chumbada pela tão” e que o executivo irá falar
um problema no carro e adiou entidade competente”, segundo com os “técnicos da área”.
a partida para o meio-dia, mas o autarca. As obras eram para
mais uma vez, quando já eram ter tido início em Março, mas Obras de Vale Prados
três da tarde ainda nem sinal da acabaram adiadas.
viatura e da partida para Fran- A oposição quis saber em
ça. “Cerca das cinco, disseram Obras mal planificadas que pé estão as obras que vão
que tinham ido primeiro buscar do cemitério a Vale Prados. Fo-
Macedenses burlados para a apanha do melão pessoal de Morais e que já apa- A oposição chamou a aten- ram abertas valas para sanea-
reciam, coisa que não aconte- ção para algumas demolições mento pelo empreiteiro que ga-
ceu mais, e até hoje ainda não que têm sido feitas na cidade, nhou o concurso, mas ao que

D
ois homens de Ma- nha do melão.
cedo de Cavaleiros Maria da Natividade, mu- vimos o tipo”, acrescenta Maria que têm como finalidade criar parece é a Câmara quem está
foram burlados, de- lher e sogra das vítimas, deu a da Natividade. algumas infra-estruturas ne- a tapar as ditas valas. Duarte
pois de terem sido aliciados cara para acusar esta situação No final, as vítimas deram cessárias na urbe, mas que Moreno explicou que a popula-
para trabalharem, com contra- e refere que o alegado burlão é 250€ ao suposto burlão. A GNR acabam em “banho Maria”. Rui ção “precisava de saneamen-
to, em França, na zona junto à “um tipo de Freixo de Espada de Macedo já tomou conta da Vaz quis saber qual o ponto da to”, e que agora se seguem
fronteira com Andorra. Sogro e à Cinta, do qual não tínhamos ocorrência e tem inclusive al- situação do novo parque de es- as instalações telefónicas, os
genro deixaram o que faziam conhecimento”. Confessa que guns elementos identificativos tacionamento, que está a ser passeios e a estrada, e adian-
em Portugal, um a trabalhar desconfiou desde que o mari- do alegado “trapaceiro”, segun- construído nas imediações da tou que a obra foi a concurso
temporariamente na Câmara de do chegou a casa a contar-lhe do a mulher e nora dos lesados. rua Pereira Charula. Segundo sem reposição, sendo esta
Macedo, através do Centro de a história e que ainda fez força “Temos a fotocópia dele, do bi- Duarte Moreno, a construção agora feita pela Câmara. Rui
Emprego, e o mais novo, genro para que não fosse. “Ainda ten- lhete de identidade”. do parque “decorre com nor- Vaz achou a explicação insufi-
do primeiro, carpinteiro por con- tei dar-lhe a volta para ele não Ao que conseguimos apu- malidade”. No mesmo ponto, ciente, frisando que o que está
ta própria. ir, mas ele entusiasmou-se e rar, estes não foram os primei- o vice-presidente tocou no as- a ser feito fica aquém do pro-
Foi-lhes prometido, depois quis ir”, diz. ros dois casos de burla que sunto do Parque da Cidade e jecto que passou pela reunião
de um encontro no Jardim 1º de “Disse que tinham que pa- ocorreram no concelho, prati- adiantou que os terrenos estão de Câmara e apelidou esta ati-
Maio, no centro da cidade, um gar a viagem adiantada, 75€ de cados pela mesma pessoa e da a ser negociados e que a cons- tude de “estratégia política” da
ordenado considerável, na apa- cada um, e ainda o registo das mesma forma. n trução do mesmo só se iniciará altura das eleições. n
4 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

"Já não existe a casa dos meus bisavós (onde viveram as minhas tias Sousas e onde morreu a minha avó), demo-
lida recentemente para dar lugar a uma rua perpendicular à rua Pereira Charula. Mas existem as histórias do
muito que nela ocorreu. Visita relativamente frequente da casa foi Guerra Junqueiro"
Manuel Cardoso

EDITORIAL
Ideias & debate
A linha do Tua e os
Não há violência que não deva ser denunciada.
Todo e qualquer atentado à integridade física e psi-
cológica de uma pessoa deve ser ecoado, e ao mal

afectos de um povo
feitor deve ser apontado o dedo. A violência física é,
sem dúvida, mais fácil de denunciar (pelo menos bu-
rocraticamente) porque desta há marcas, que são pro-
va. Já os maus-tratos psicológicos, as chantagens, as
pressões e as impressões que se deixam, são tudo
estigmas que dificilmente se provam e comprovam e
que fazem com que dificilmente se denunciem. n Virgínia do Carmo
Ao “denunciador” de agressões físicas chega um

H
oje escrevo como pessoa que se Sublinho, portanto, que não terei por base,
turbilhão de ideias contraditórias, porque na maior mistura no povo a que pertence, nas considerações que estou prestes a pos-
parte dos casos, as molestas físicas chegam da pes- para escutar os sussurros implíci- tular, nenhuma intenção argumentativa de
soa que se ama e os laços são muitos, mas também tos nos seus gritos, e descodificar o lamen- cariz técnico, económico ou, tão pouco, ló-
porque nem sempre, na sociedade actual, e em mui- to subliminarmente emanado da sua revolta, gico.
nem sempre, quanto a mim, bem gerida (per- É que nem só de lógica se faz a histó-
tas aldeias desta região, é o “denunciador” que acaba doe-me o povo que eu também sou). ria de um povo. Aliás, os afectos são os que
apoiado, mas sim “o denunciado”. É o que bate que E o tema que me move é a Linha do Tua. mais mandam em épocas históricas críticas,
acaba como o “coitadinho” e o que recebe a “panca- em que é colocada em causa a sua identida-
da” que tem de ouvir comentários do género “estava à de e a sua dignidade. Não será tão extremo
este caso, mas adiante.
espera de quê”…
Muito há ainda para mudar no que a tradições e cul- Antes de iniciar o No entanto, antes de iniciar o meu percur-
so pela linha, não ferroviária, mas afectiva,
turas diz respeito, e conformemo-nos todos que esta
coisa não se muda assim de um dia para o outro.
meu percurso pela que atravessa o dilema da linha versus bar-
ragem, etc., eu quero sublinhar que admiro
o esforço de todos quantos têm dado corpo
É como a questão das burlas. Todos pensamos linha, não ferroviá- argumentativo à sua voz e à voz de todos os
que nunca chegará o nosso dia e todos questionamos que lutam pela manutenção deste que é um
como é que “fulano de tal caiu que nem patinho”. É ria, mas afectiva, que ponto de passagem, uma estação, se assim
daquelas situações que estamos em crer que só vi- o quisermos, do património material e pai-
venciando. Ora estando a economia como está, ora atravessa o dilema sagístico de terras de Trás-os-Montes e Alto
Douro.
estando o desemprego como está, a instabilidade fi-
nanceira como está, a sociedade como está… o que da linha versus bar- E reforço paisagístico, porque eu julgo
ser por aí que se desenham os caminhos do
se pode fazer mais do que partir à aventura quando
nos oferecem teoricamente um emprego seguro, em ragem, etc., eu quero apego emocional das gentes às traves e aos
carris da discórdia. É que não obstante a vali-
dade de tudo o que possa ser dito em defesa
França, e nem que seja na apanha do melão? sublinhar que admiro da sua manutenção, o que eu vejo nos olhos
A única solução meus caros, e serve apenas como de quem contesta, sempre, é a ameaça de
“remendo” e não como “remédio” para este tipo es- o esforço de todos um Reino Maravilhoso esventrado, de uma
pecífico de burla é pensar que lá fora a crise está tão sublime pintura subitamente rasurada, de um
bem ou mais instalada que aqui e que a quimera que quantos têm dado pedaço de um “penedo falante” a ser violenta-
mente silenciado. Em última instância, e nem
os países ricos representavam para nós, já não são
bem assim… que o digam os “nossos” emigrantes que corpo argumentativo que todos os outros argumentos falhassem,
esse apelo interior é, quanto a mim, o que
se queixam, vejam lá bem, dos preços altos, da crise, move cada um de nós a rebelar-se, contra a
e do desemprego… o “tumor” está ramificado pela Eu- à sua voz e à voz de extinção da linha do Tua.
ropa fora… As saudades que vamos ter da adrenali-
todos os que lutam na das íngremes encostas a fugirem-nos dos
Cordialmente, olhos ao ritmo da lentidão das carruagens,
Miguel Midões pela manutenção a vastidão dos abismos e das “vagas side-
radas” a formarem o “oceano megalítico” de
deste que é um ponto Torga, a beleza das cores a romperem-nos a

Cipreste de passagem, uma


razão peito adentro.
[E se isto é crime, culpada me confesso.]
E o que me incomoda, sinceramente, é
que os pretensos carrascos deste pedaço
Director: Miguel Midões Redacção: Miguel Midões; Paulo Nu-
nes dos Santos; Sofia Ledesma estação, se assim o do nosso Reino, não só não têm em consi-
Colaboraram nesta edição: Hélder Morais; Manuel Cardoso; deração este apego como também não vêm
Pedro Faria, Raquel Mourão; quisermos, do pa- que os seus critérios economicistas pode-
Ilustração: Fiachra Lennon riam ter aqui uma significativa oportunidade
Paginação: Edições Imaginarium, Lda. trimónio material e de expressão pelo aproveitamento turístico –
Publicidade: Eduardo Brea uma possibilidade também já sobejamente (e
Impressão: Casa de Trabalho - Bragança; Tiragem: 1.000 ex.
Sede: Edificio Translande Loja, 49 Apartado 82 - 5340 219
paisagístico de terras bem) argumentada, e como argumentar ob-
jectivamente não é, de todo, o meu propósito,
Macedo de cavaleiros Telf. /Fax 278 431 421 por aqui me fico. Mas o problema é que esta
e-mail: geral@jornalcipreste.com de Trás-os-Montes e oportunidade daria muito mais trabalho, cla-
Sitio Internet: www.jornalcipreste.com ro. E isso, como transmontana assumida que
Propriedade e editor: Rui Jorge Miranda da Silva; Macedo de Alto Douro. sou, magoa-me. E sinto que magoa, igual-
Cavaleiros mente, todos os restantes transmontanos.
Registado no ICS com o n.º 125688 Tenho dito. l
Opinião | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 5

Guerra Junqueiro n Manuel Cardoso

J
á não existe a casa dos meus era apenas o de um coleccionador de sando toda a nossa história, com os seus
bisavós (onde viveram as mi-
nhas tias Sousas e onde morreu
Hoje já não existe a antiguidades e de bric-à-brac. Era um in-
teresse pela substância dos crucifixos. O
momentos de glória e as suas crises.
Hoje já não existe a casa das Sousas,
a minha avó), demolida recentemente
para dar lugar a uma rua perpendicular
casa das Sousas, nem seu coleccionismo era simbólico do ver-
dadeiro coleccionismo que fazia no seu
nem Guerra Junqueiro, nem reis reinando
em Portugal, nem está em vigor a bandei-
à rua Pereira Charula. Mas existem as
histórias do muito que nela ocorreu. Vi-
Guerra Junqueiro, espírito e onde permanentemente, numa
ebulição que o aterrou pela vida fora, fer-
ra azul e branca. Mas existe a possibilida-
de de se pensar em tudo isto não como
sita relativamente frequente da casa foi nem reis reinando em mentavam os pensamentos do remorso, uma época passada mas como uma per-
Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à da plenitude e da eternidade. manente busca da verdade, como o fez
Cinta, 1850 – Lisboa, 1923), o poeta, Portugal, nem está em Raul Brandão, nas suas memórias, Junqueiro ao longo da sua vida.
candidato a eleições e deputado pelo descreve uma das cenas mais patéticas e Guerra Junqueiro, o poeta-génio de
círculo de Macedo de Cavaleiros para a vigor a bandeira azul importantes em que foi confidente do po- Trás-os-Montes, morreu em Lisboa, em 7
legislatura de 1880, amigo do meu bisa- eta e pensador. Encontraram-se no Porto de Julho de 1923, ao fim de uma vida em
vô, o juiz Sousa (e também frequentador e branca. Mas existe (1921), aonde tinha ido expressamente que os seus crucifixos de madeira, marfim
da casa dos sogros deste, os Morgados a pedido dele, GJ, e lhe fez confissões e cerâmica se foram espiritualizando. O
de Macedo, também conhecidos como a possibilidade de se terríveis em que lhe declarou ter conclu- seu amigo Raul Brandão acompanhou-o
Oliveira). ído a sua filosofia, milhares de páginas até ao fim:
Uma vez, numa dessas visitas, pediu pensar em tudo isto de revisão do que fora a sua vida. “O que “Morreu naquela cama de ferro hoje
para ficar com um crucifixo que ainda hoje aí está são tentativas que fui escrevendo de manhã, às cinco horas menos dezas-
existe na nossa família. Este gesto pode não como uma época pela vida fora até descobrir a verdade”. sete minutos, depois duma breve agonia.
parecer-nos esquisito, por parte do es- Outra das coisas que desabafou então foi Não soube que morria. No caixão, com o
critor, célebre por ter sido um denodado passada mas como a sua posição relativamente à República fatinho preto e coçado, espiritualizou-se
autor de obras ímpias, anti-monárquico e à Monarquia: “Durante oito anos deixei ainda mais. Barba em bico, testa enorme,
e republicano entusiasta, tão assazmen- uma permanente bus- de trabalhar por causa dessa [sic] mise- duas farripas aos lados e mãos esguias e
te anticlerical e anti-religioso que sobre rável república – e agora não posso, não brancas: parecia a figura de Nun’Álvares.
ele escreveu o Abade de Baçal: “Muitas ca da verdade, como o posso! E eu nunca fui republicano. O que Nem um livor cadavérico. A sala da frente
das obras deste brilhante génio estão disse numa nota da Pátria [1896] foi que está escura. À cabeceira brilha a chama
traduzidas em espanhol, inglês, francês fez Junqueiro ao longo tudo dependia do rei... O rei foi D. Car- de duas velas dum e doutro lado dum cru-
e italiano e há apreciações críticas de- los – e então a república impôs-se. Mas o cifixo com violetas. Sombras amarfanha-
las em diversas revistas estrangeiras, da sua vida. mal não é do regímen, o mal é da nação. das ao fundo, e ao lado do caixão uma
da máxima competência, como na Ale- E agora vamos acabar...”. figura imóvel, com a manta pela cabeça,
manha, França, etc., sendo de lamentar é uma glória da terra que o viu nascer.” Já quando se discutira a bandeira na- a velha Ana, que parece uma imagem
que um talento tão universalmente apre- Contudo, GJ veio a ficar mais desilu- cional, após a implantação da República, de retábulo ou um daqueles humildes de
ciado se deixasse obscurecer algumas dido com a República do que antes esti- GJ tinha feito uma proposta em que, dei- que tanto falava e que lhe chamavam Se-
vezes por composições ímpias como as vera com a Monarquia e veio a inflectir a xando de haver a coroa real, se manti- nhor Poeta”.
do mais vulgar e nulo candidato à fácil sua posição anti-religiosa. nham as cores azul e branca em vez das Neste ano de comemorações, é inte-
popularidade das turbas ignaras, que É um autor cujo percurso de vida – e verde e vermelha que eram nada mais ressante revisitar os nomes de algumas
vêem simplesmente no desbragamento postura perante a morte – deverá mere- nada menos do que as do partido republi- das ruas de Macedo na perspectiva de
da adjectivação a característica do gé- cer, num ano em que tanto se fala do cen- cano e, como tal, sectárias. E propunha o que os mesmos estão vivos para nós,
nio. Ou será que esta popularidade lhe tenário da República, algumas reflexões. azul e branco como as cores mais abran- como fonte de inspiração e sabedoria, tal
resulta em parte muito sensível desta Cuidadosas reflexões. gentes já que tinham sido as cores nacio- como este de Guerra Junqueiro, um tras-
mesma razão? Seja como for, Junqueiro O interesse de GJ por crucifixos não nais desde D. Afonso Henriques, atraves- montano inesquecível. l
6 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

AJAM na Moda
A 14 de Agosto, a AJAM – Associação Juvenil dos Artistas Macedenses, vai realizar a 2ª Edição da Moda
Ajam/ MODA MACEDO 2010 com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros. Este é um dos pontos al-
tos do plano de actividades da AJAM, pois “gera uma onda de entusiasmo nos associados, que têm aqui
uma oportunidade de dar asas à sua imaginação idealizando criações originais e desfilando com vestuá-
rio de lojas da localidade”, afirma Acácio Pradinhos, director artístico do grupo.

Igreja de Balsamão
Macedo
Bispo preside missa de abertura
H
á cerca de dois anos
que a Igreja de Bal-
samão, em Chacim,
concelho de Macedo de Cava-
leiros entrou em obras de repa-
ração. Perto de 750 mil euros
foi quanto custou esta interven-
ção, que se estendeu a outras
partes do convento, bem como
ao exterior da Igreja.
No domingo, 8 de Agosto,
centenas de fiéis assistiram à
missa presidida pelo bispo da
diocese de Bragança-Miranda,
D. António Montes Moreira, que
celebrou a reabertura do local Igreja remodelada por dentro e por fora
de oração.
Segundo o padre Basileu Pi-
res, superior dos Marianos em irmãos da Polónia” ofereceram da área. Foi ainda descoberta
Portugal, as reformas consis- cem mil euros e “o resto são uma moeda antiga, com as cin-
tiram no interior da Igreja, mas donativos que as pessoas nos co quinas portuguesas e uma
Bispo D. António Montes Moreira preside missa de reabertura
também a fachada, que “apesar deram e que creio que continu- antífona mariana, que estava
de ter mantido a fachada original arão a dar”. bastante deteriorada.
foi toda revestida de granito”, e grosso do financiamento para de pedir mais algum”, denota. No mesmo dia da abertura
ainda a escadaria, onde “foi re- as obras foi conseguido através Descoberta de frescos da Igreja do Convento de Bal-
novada a cantaria”. Houve ainda da contracção de empréstimos Instituições da região é mais-valia samão, em Chacim, Macedo
o arranjo da entrada sul e o res- e o Padre Basileu Pires não es- pouco participativas de Cavaleiros, foram come-
tauro do claustro, “onde mantive- conde que provavelmente terá Durante as obras foram moradas as bodas de ouro de
mos os granitos antigos, o poço, de fazer outro para os trabalhos Basileu Pires refere que até descobertos alguns frescos do sacerdócio dos padres Jorge,
mas metemos novo alpendre e que ainda faltam. “Há dois anos ao momento tem sido pouco o século XVI/XVII, que eram des- Francisco e Estanislau.
candeeiros e renovámos o quar- que cantamos os reis com essa apoio das instituições da região conhecidos e com a reparação De 2 a 5 de Setembro, o
to do Frei Casimiro”. finalidade e juntámos cerca de às obras de reparação da igre- é possível agora datar a ori- Convento de Balsamão, em
13 mil euros, e teremos de con- ja. Houve uma autarquia que gem da igreja de Balsamão. Os Chacim, Macedo de Cavalei-
Fiéis contribuíram com tinuar, a não ser que alguém já deu o seu donativo, mas o frescos não estão a olho nu de ros, recebe mais umas Jorna-
pequenos donativos generoso nos der a quantia que Padre prefere não mencionar a qualquer visitante, mas na Igre- das Culturais, subordinadas
falta”, acrescenta o sacerdote. quantia “porque até é vergonha ja foram criadas umas portadas ao tema: “Política, Cidadania e
Os fiéis contribuíram com “Já pedimos ao banco 75 mil dizê-lo”. Outra prometeu, “mas para que possam ser vistos e Religião”.n
pequenos donativos, mas o euros e provavelmente teremos ainda não deu”. Contudo, “os analisados pelos estudiosos Miguel Midões

Tourada em Morais Central de Camionagem


Obra para breve
Touros encheram as medidas
J á foi adjudicado o projecto da Central de
Camionagem de Macedo de Cavaleiros. A
infra-estrutura vai nascer no local onde hoje está
o parque de máquinas do município, à entrada da
arena, montada gente viesse. Este ano foi uma agra- cidade de Macedo. A obra é aguardada há muito
no Campo do dável surpresa”. Bons touros deram e Beraldino Pinto, presidente da autarquia local, diz
Santo André não lugar a boas pegas, na óptica de Má- que a Central de Camionagem já está “em fase de
enchesse dessa rio Teles, que assegura que são este pré-início dos trabalhos, numa fase de entrada em
vez. Contudo, tipo de eventos que “traz gente à nos- obra.” O projecto já foi adjudicado e “ultimam-se as
este ano a orga- sa terra”. entradas em obra com o departamento técnico da
nização não des- João Salgueiro, conhecido cava- câmara, para depois evoluírem a bom ritmo”.
corou este por- leiro dos amantes da tauromaquia, A Central de Camionagem de Macedo é com-
menor e todos faz um balanço positivo desta corrida participada por fundos comunitários e vai ficar, se-
os touros que en- de touros. “Gosto muito de tourear gundo o edil, “ao cimo de um parque de estacio-
traram na praça no norte do país, e sinto-me sempre namento em frente às escolas. Ocupa parte de um
Qualidade dos Touros maior nesta edição tinham cerca de bastante acarinhado, e é sempre um terreno devoluto que ali existe, e que tem um olival,
500kg. grande prazer vir aqui”. e parte do parque de máquinas da câmara muni-
afluência à Grande Corrida Mário Teles, “Um espectáculo muito bom” para

A
cipal”.
Nossa Senhora da Oliveira, presidente da Junta de Freguesia, sa- este cavaleiro, que permitirá a vinda Através de informações colhidas no site da Câ-
em Morais, foi um pouco lienta que a corrida é para continuar. de mais público em anos posteriores. mara Municipal, o Cipreste conseguiu saber que o
menor. Com menos gente, mas com O autarca local admite “que esperava A 2ª grande corrida Nossa Senho- orçamento desta futura obra ronda os 900 mil eu-
touros de maior qualidade. Segundo mais gente”, mas mesmo assim diz ra da Oliveira, em Morais, Macedo ros, e vai ter uma comparticipação da União Euro-
a Junta de Freguesia de Morais (Ma- que foi “um espectáculo engraçado” de Cavaleiros contou com cavaleiros peia de cerca de 650 mil.
cedo de Cavaleiros), que organiza e promete a sua repetição. como João Salgueiro, Marco José, Para além do edifício principal, esta obra conta
o evento, foi precisamente o tama- Cavaleiros e touros acima da mé- Marcelo Mendes e Alda Maria, e ainda ainda com um restaurante com capacidade para 48
nho reduzidos dos touros na Corrida dia, pois “o ano passado eram muito com os forcados Amadores do Monti- lugares, bar, um parque infantil e um parque de es-
do ano passado que fez com que a pequenos, o que fez com que menos jo e os Amadores de Arronches. n tacionamento público. n
Macedo | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 7
Áreas protegidas

ICNB explica impedimento de resorts

dimento A ou B. Discutimos
na base dos valores naturais
que estão em presença”. Por
isso mesmo, segundo este
responsável, “faz-se o ordena-
mento de acordo com aquilo
que interessa defender mais
ou menos. O que leva a fazer,
ou não, em área protegida é o
Plano de Ordenamento”.

ICNB admite conflitos


com autarquias
Em Macedo de Cavaleiros,
Impasse na instalação de Ecoresorts continua não há consenso entre ICNB
e autarquia quanto ao Plano
de Ordenamento da Paisagem
O s habitantes das áreas
protegidas não devem
pagar taxas.
áreas. Uma área que tem de
ser estruturada “quer do ponto
de vista do alojamento, quer do
mos arranjar um negócio que
sustente um quinto do território
nacional. A lei diz que eles de-
partamento de Gestão das
Áreas Classificadas do Norte,
do ICNB (Instituto da Con-
Protegida do Azibo e Lagido
Domingos admitiu que existem
A opinião foi avançada no ponto de vista da visitação”. O vem receber e não pagar. Fe- servação da Natureza e da conflitos, em alguns casos,
dia 14 de Julho pelo bastoná- bastonário da Ordem dos Biólo- lizmente PS e PSD tiveram o Biodiversidade), explicou o com operadores económicos e
rio da Ordem dos Biólogos no gos defende que deve ser feita discernimento de verificar que que pode levar a um parecer poder local, devido a perspec-
Programa Sociedade Civil, da uma discriminação positiva na se estava a cometer uma injus- positivo, ou negativo, para a tivas diferentes daquilo que é
RTP 2. taxação das áreas protegidas, tiça”, adianta. construção de um Ecoresort preciso preservar.
José Guerreiro considera pois são estes quem preserva numa área protegida. “As áre- "Não há dúvida nenhuma
que os habitantes dos Parques os espaços. Plano de ordenamento as protegidas têm um plano de que por vezes temos conflitos
Naturais e Áreas Protegidas “Esta discriminação positiva pode impedir ordenamento e este momento com operadores económicos
não devem pagar, até porque, para os residentes, que pres- Ecoresorts é extremamente rico em dis- e poder local, porque temos
segundo o bastonário, são es- tam um serviço à sociedade, cussão, porque é o momento perspectivas diferentes daqui-
tes que, ao longo dos anos, pre- que não temos sido capazes Convidado no mesmo em que discutimos as coisas lo que é fundamental preser-
servam a riqueza natural das de fazer, porque não consegui- programa, o director do De- sem a emoção do empreen- var.” n

Pequenos electrodimésticos
Artigos de decoração

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Vidros e cristais


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a maior loja de utilidades


da região

Via Sul - Macedo de Cavaleiros


8 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste | Macedo
Artesanato Urbano e Velharias Festa do Emigrante

Apoio ao
Feiras animam
comércio local
ruas da cidade A ACIMC (Associação Co-
mercial e Industrial de
Macedo de Cavaleiros) premeia
os emigrantes do concelho de
Uma festa a pensar nos emi-
grantes, mas que tem a dinami-
zação do comércio local como
principal objectivo, segundo An-
Macedo e da região, com mais tónio Cunha. “A nossa principal
uma Festa do Emigrante, que já ideia é representarmos e valo-
vai na sua sexta edição. Há seis rizarmos os nossos associa-
anos que a Associação Comer- dos”, diz. Outra forma de atrair
cial e Industrial de Macedo dá público a este certame, para
as boas-vindas aos emigrantes além do cartaz musical é atra-
da região com vários dias de vés dos desportos radicais e
música nacional. não radicais, que a organização
Para além do cartaz mu- vai criar dentro e fora do Parque
sical, há ainda outras ofertas, Municipal de Exposições.
como refere António Cunha, O preço de entrada sobe
presidente da Associação Co- para 2€, mas em contrapartida
mercial e Industrial de Macedo os insufláveis serão gratuitos
de Cavaleiros. para os mais novos. A Festa do
“Mais uma edição, mais Emigrante conta com vários ar-
uma festa. Uma forma de lhes tistas nacionais, e um orçamen-
agradecer por virem passar as to que ronda os 60 mil euros.
férias à nossa região, porque é No cartaz deste ano figuram
muito importante para a nossa nomes como as Tayti, Kristiana,
economia e faz parte da nossa Luís Manuel ou Zé do Pipo, en-
cultura”, adianta o responsável tre outros. n
pela ACIMC. Miguel Midões
Património

UNESCO em
Macedo
O presidente da Co-
missão Nacional da
Unesco, Fernando Andresen
Guimarães passou por alguns
pontos obrigatórios numa visi-
ta ao município, como o Azibo,
Guimarães, esteve de visita ao a casa do Careto e o Maciço
concelho de Macedo de Cava- de Morais: na cidade a visita
Vladimiro Lopes vende mais na rua do que na loja
leiros, no passado mês de Ju- incidiu no Museu de Arte Sa-
lho. Um périplo pelo património cra, tendo depois andado pela
o último fim-de-se-

N
semelhança de toda a região zessem isto de três em três me- cultural e natural do município Casa do Careto, onde “tivemos
mana de Julho, a ci- transmontana. “Dinamizar as ses”, adianta. Vladimiro alega para apreciar o trabalho feito contacto com o pilar das tradi-
dade de Macedo de ruas da cidade” foi a meta da ainda que ter uma porta aberta pelo município na área do pa- ções do concelho”. Beraldino
Cavaleiros acolheu aquela que autarquia, com este pequeno não compensa, como é o seu trimónio. pinto acrescenta que a passa-
foi a primeira de duas Feiras de certame, que contou com cerca caso na via Sul, porque há dias Beraldino Pinto, autarca de gem ocorreu ainda pelo, para
Artesanato Urbano. A próxima de 20 expositores. em que não entra ninguém. Macedo, refere que o embaixa- “desfrutar desta paisagem é
edição deste mesmo evento “Chego a ter dias que não entra dor da Unesco ficou satisfeito sempre muito bom”. A volta
está marcada para Setembro, Velharias venderam uma única pessoa, aqui sempre com o trabalho que viu e que terminou no Maciço de Morais,
para o fim-de-semana do Fes- vamos vendendo alguma coisi- partilhou “muitas ideias”. “Quem “com o Dr. Eurico Pereira a
tival Internacional de Música Também no início do mês nha, e sempre dá para pagar as nos visita é sempre cordial e fazer a interpretação da geo-
Tradicional. de Julho a Câmara Municipal despesas que temos”. simpático”, frisa o autarca, que logia do local, sem falhar uma
A vereadora da Cultura da organizou uma Feira de Velha- O comerciante garante ainda pensa que o responsável terá passagem pelo novo centro
Câmara Municipal de Macedo rias. “Ainda compensa vender que a venda de velharias conti- sido “genuíno quando nos disse interpretativo deste património
de Cavaleiros, Sílvia Garcia fez velharias e antiguidades”, dis- nua a ser rentável. “Antigamente que ficou muito agradavelmen- geológico. “Depois fizemos a
saber que o objectivo de mais seram alguns comerciantes. q 814uando se comprava ofere- te satisfeito com o trabalho que prova da nossa Gastronomia
esta actividade nas ruas da ci- Vladimiro Lopes, proprietário cia-se mais um bocadinho e hoje tem vindo a ser desenvolvido e que é também, em termos cul-
dade, em pleno verão, está re- de uma loja de antiguidades na não se pode fazer isso, mas con- por estarem a ser encaminha- turais, muito importante para
lacionado com o facto de este cidade, aplaude este tipo de ini- tinua a ser rentável. Aproveitan- das várias acções em parceria além de ser quase obrigatório
ser um período rico em presen- ciativas e adianta que é mais lu- do estas feiras vendemos barato com a UNESCO.” estarmos com os nossos con-
ça de emigrantes e de turistas crativo vender nas ruas, do que e ganhamos mais”. Beraldino Pinto salientou vidados à mesa”, acrescentou
no concelho macedense, à em loja. “Eu até gostava que fi- Miguel Midões ainda que Fernando Adresen o autarca. n

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Macedo | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 9
Encontro de gerações

Idosos animados
com troca de farnéis
M
ais de 500 fere que as autarquias têm
pessoas mar- cada vez mais desempe-
caram presen- nhado um papel mais for-
ça em mais um Encontro te na área social, muito
de Gerações, com a orga- embora este papel seja
nização da Câmara Muni- assumido porque “cada
cipal de Macedo, Projecto vez mais há áreas que o
Trampolim e Santa Casa poder central vai deixando
da Misericórdia de Mace- de lado e isso impõe que
do, e que teve lugar no as autarquias, as IPSS
Santuário do Santo Am- (Instituições Particulares
brósio, em Macedo de Ca- de Solidariedade Social),
valeiros. O Santuário do a própria Igreja, sejam
Santo Ambrósio acolheu obrigadas a ter um papel
os farnéis dos mais velhos mais forte”. Até porque as
partilhados com os mais instituições locais estão
novos. Presentes estive- “mais próximas, sentimos
ram também centenas de melhor os problemas e
pessoas institucionaliza- independentemente do
das nos lares e centros de que as disposições legais
dia do município. referem, nós temos de es-
“É proporcionar um dia tar presentes e ser força
de alegria e de convívio a dinamizadora destas ac-
toda esta gente e propor- ções. Vamos continuar a
cionar estes encontros de reivindicar mais apoios da
gerações também, por- administração central e do
que estão aqui todas as governo, nós não vamos
instituições do concelho”, usar isso como desculpa,
advertiu Beraldino Pinto, vamos dar nosso apoio à
presidente da Câmara Música, dança e muita animação em mais um encontro de gerações medida das nossas dispo-
Municipal de Macedo de nibilidades.”
Cavaleiros. “As acções de ques todos, este convívio todo, perceptível a todos. Este dia a comunidade também reage Um encontro de gera-
apoio aos idosos merecem ser a troca que aqui é feita, é de também nos proporciona muita bem”, refere. ções onde não faltou a música e
enaltecidas, a população tam- facto um dia de muita alegria. alegria ao sentir que os nossos O autarca de Macedo de a animação, que agradou a mais
bém junta aqui estes piqueni- Penso que este sentimento é idosos estão bem activos e que Cavaleiros, Beraldino Pinto, re- novos e mais velhos. n

Junta de Freguesia de Macedo

Divergência levam a demissão da vice


D ivergências ideológicas
e visões de gestão con-
trárias terão estado na origem
Cipreste. A ex-vice-presidente
da Junta macedense afirma ter
sempre proposto uma “gestão
que estão a ser adoptadas.”
Elisabete Vilares foi eleita
na lista de Joaquim Seabra, do
colmatar todas as necessidades
que enfrenta e que poderá vir a
enfrentar”, acrescenta. Apesar
que uma vez tentou chegar à
fala com Joaquim Seabra, pre-
sidente da Junta de Fregue-
da demissão da vice-presidente equilibrada à medida da Junta PS, mas como independente. de se demitir do cargo de se- sia, mas tal não foi possível.
da Junta de Freguesia de Ma- de Freguesia”, tendo em conta Partilha de algumas ideias que cretária da direcção, Elisabete No entanto, na resposta à
cedo de Cavaleiros, Elisabete os “escassos recursos finan- o executivo pretende concreti- Vilares permanece com o seu carta de demissão que tive-
Vilares. A demissão foi pedida ceiros”. A secretária da Direc- zar, mas considera que não há lugar na Assembleia de Fre- mos acesso, Joaquim Seabra
a 1 de Julho e foi do conheci- ção não esconde e admite que fundo de maneio que o permita. guesia e promete ficar atenta. dá “despacho favorável” a esta
mento público algumas sema- considera que Joaquim Seabra Por isso, teme que a situação “Embora muitas vezes criti- demissão, pedindo a entrega
nas depois. O motivo está liga- “sempre teve em conta o desen- financeira da Junta de Mace- cada pelas pessoas da lista à das actas referentes às reuni-
do a “divergências ideológicas, volvimento de Macedo de Cava- do se agrave a curto prazo. “A qual pertencia como indepen- ões do órgão onde Elisabete
políticas e principalmente por leiros”, tendo “ideias inovadoras Junta de Freguesia terá que dente, vou estar muito atenta, Vilares exercia a função de
partilhar uma gestão contrária para projectar a cidade no bom enfrentar uma situação econó- vou ser uma voz muito activa secretária e agrade a cola-
àquela que tem vindo a ser pra- caminho”. Contudo, considera mica muito negativa e comple- e manter-me como elemento boração prestada, desejando
ticada pelo presidente da Junta que “esta política não está a ser xa, porque neste momento não na Assembleia de Freguesia”. “as maiores felicidades a ní-
de Freguesia”, confirmou Elisa- conseguida e neste momento estou a ver onde poderá ir bus- O Cipreste, em meados vel pessoal e profissional”.n
bete Vilares, entrevistada pelo não me revejo com as medidas car algum fundo monetário para do mês de Julho, por mais do Miguel Midões
10 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

“Em 1974, logo a seguir à revolução, e encontro esta empresa que estava a dar os primeiros passos em
Portugal, uma empresa muito pequena, onde comecei por trabalhar como vendedor. Sobretudo no Norte
do país, porque aí é que estavam as minhas origens.”

Entrevista
Cavaco Silva distingue macedense
Nuno Altino Fernan-
des Dias, macedense, O meu pai era
embora a morar em
muito conhecido
Oeiras e a trabalhar em
Sintra, recebeu uma
em Macedo de
condecoração do Pre- Cavaleiros. Ele
sidente da República, a faleceu em 2002 e
comenda da Ordem de era muito conhe-
Mérito. O agora comen- cido pelo Norber-
dador aceitou falar ao
to das bicicletas,
Cipreste e conta como
surgiu esta distinção,
uma pessoa ex-
que o deixou surpre- traordinária, que
endido. Saiu cedo de me deixou valores
terras transmontanas, extraordinários,
começou a carreira em mas que me dei-
Angola, mas regressa
xou também ir
compassadamente de
dois em dois meses à
para Angola, onde
terra natal para receber estava uma irmã
o carinho da mãe. O
Nuno Dias distinguido pelo Presidente da República
dele, em 1963,
mais alto representante
que iria ser condecorado no dia Cavaleiros. Ele faleceu em 2002
com 15 anos. Foi
em Portugal da multina- seguinte, no Palácio de Queluz, e era muito conhecido pelo Nor-
aí que começou a
cional Wurth recebeu a Em 1978 pro- no encerro daquelas Jornadas berto das bicicletas, uma pes-
de Roteiro, que o nosso Presi- soa extraordinária, que me dei-
minha carreira
distinção das mãos de põem-me que fi- dente tem, e que tinha acabado
de fazer aqui aos cinco conce-
xou valores extraordinários, mas
que me deixou também ir para
Cavaco Silva, no mês que como gerente lhos do Oeste. Angola, onde estava uma irmã
dele, em 1963, com 15 anos.
de Julho, tendo o seu
da empresa, quan- Já tinha estado com o pre-
sidente da República?
Foi aí que começou a minha
carreira. Tive um percurso inte-
tinuam?
nome sido sugerido
pela Câmara Municipal
do éramos uns 13 Não! Foi a primeira vez que
ressante por lá. Fui secretário
da Câmara Municipal de Santo
Isso é uma coisa muito curio-
sa porque eu tinha-os perdido

de Sintra. funcionários, e estive. A minha condecoração António de Zaire, que hoje se completamente. Tinha em Ma-
cedo de Cavaleiros o meu pai,
foi proposta pela Câmara Muni- chama Soio. Fiz o meu serviço
hoje somos 850. É cipal de Sintra, onde está situ- militar no Comando Chefe, com a minha mãe e a minha irmã,
ada a minha empresa, porque algum mérito, julgo eu, e depois cunhados e sobrinhos, mas eu
Como é que surge esta esta a minha car- cada concelho deveria apresen- regresso a Portugal como toda a tinha perdido a ligação à terra.
distinção e como é que se tar uma figura, ou um cidadão, gente que vivia em Angola. Vim Mas, em 93/94 decidi construir
sentiu ao recebê-la perante o reira, porque seria que fosse um exemplo. Este foi um pouco mais cedo, em 1974, aí um edifício na Travessa das
presidente da República? o primeiro contacto, que foi ex- logo a seguir à revolução, e en- Flores, numas casas velhas que
muito complexo tremamente simpático. contro esta empresa que estava tinha aí, nuns pequenos terre-
Com muito orgulho, porque a dar os primeiros passos em nos. De repente, com esse ir a
é o reconhecimento de uma car- falar-lhe dos meus Tem raízes transmonta- Portugal, uma empresa muito Macedo, falar com as pessoas,
reira de 35 anos, numa empresa nas? pequena, onde comecei por tra- reencontrar os amigos, voltar a
multinacional, como é a Wurth. últimos 35 anos. balhar como vendedor. Sobretu- relembrar as famílias que me
Uma empresa alemã, onde ini- Eu não tenho raízes, eu sou do no Norte do país, porque aí é eram queridas e estavam no
ciei em 1975, e que hoje está transmontano. Nasci na Praça que estavam as minhas origens, meu cerne, voltei a ligar-me de
classificada como sendo uma tarde, ia na auto-estrada, para das Eiras, na Travessa das Flo- mas depois três anos mais tar- uma maneira absolutamente in-
das maiores 400 empresas por- a minha residência, em Oeiras, res. de, em 1978, propõem-me que crível, que eu próprio, para lhe
tuguesas. Como deve calcular o e recebo o telefonema da presi- fique como gerente da empresa, dizer a verdade, fiquei surpreen-
orgulho foi muito grande. dência da República porque que- Como é que um maceden- quando éramos uns 13 funcio- dido porque estive muitos anos
riam falar comigo. Fiquei muito se chega ao ponto mais alto nários, e hoje somos 850. É esta fora. Continuo a ir a Macedo, de
E de quem chegou a comu- atrapalhado, com o telemóvel de uma multinacional? a minha carreira, porque seria dois em dois meses, sobretudo
nicação, como é que soube? na orelha. Deram-me oportuni- muito complexo falar-lhe dos para ver a minha mãe, mas vol-
dade de sair da auto-estrada e O meu percurso de vida é meus últimos 35 anos. tei a sentir-me a ser macedense,
Soube de uma maneira mui- de falar com eles. Aí o professor muito simples. O meu pai era coisa que tinha perdido.
to curiosa. Num dia, ao final da David Justino informou-me de muito conhecido em Macedo de E os elos à terra natal con- Miguel Midões
Monte Mel
publireportagem | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 11

Restaurante e Residencial ***

Conforto e Qualidade no centro da cidade

L
ocalizado mesmo montana. São várias as Aqui, pode descançar em
no centro de Ma- sugestões da cazinha, mas absoluta calma e tranqui-
cedo de Cavalei- não se esqueça de provar lidade em quartos com
ros, em zona pedonal, o o bacalhau, a posta, o ca- casa-de-banho privativa,
Restaurante e residencial brito e o cordeiro. Se esti- aquecimento e Televisão.
Monte Mel oferece-lhe o ver na região com tempo, Desde a residencial
conforto e qualidade de encomende um arroz de Monte Mel pode facilmen-
um serviço 3 estrelas, no pato com pato assado, vai te percorrer a cidade, vi-
ambiente urbano de uma ver que a experiência gas- sitar o museu, o jardim, a
cidade transmontana. tronómica vale a pena. O igreja, e voltar ao conforto
O Restaurante usufrui de fumeiro transmontano, na do seu espaço em Mace-
uma sala localizada no pri- sua época, também é uma do de Cavaleiros.
meiro andar do edificio, com referência do restaurante
enorme iluminação natural, Monte Mel, onde pode pro- Telf: 278 421 378

tem uma vista prive-ligiada var o bom sabor da tradição Fax: 278 421 378
para o centro da cidade de transmontana. residencialmontemel@gmail.com
Macedo de Cavaleiros, lá, No andar superior ao Praça Agostinho Valente, Nº6
pode degustar verdadeiras restaurante Monte Mel, Macedo de Cavaleiros
iguarias da culi-nária trans- situa-se a Residencial.
12 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

Jornadas Culturais
De 2 a 5 de Setembro, o convento de Balsamão, em Chacim, recebe mais uma edição das Jornadas Culturais. Política, Ci-
dadania e Religião é o tema desta 13ª edição, que este ano visita o município de Vinhais, no sábado. As inscrições variam
entre os 15 e os 50 euros e devem ser efectuadas até dia 25 de Agosto.

AJAM “voa” no Porto


Cultura
Turistas recebidos com
Mascaretos de Macedo
A
Associação dos Jo- to de animação visual, com Moda Macedo, que conta com
vens Artistas Mace- paus e máscaras”, que ani- o empenho dos vários elemen-
denses (AJAM) foi mou sobretudo os turistas que tos que compõem a AJAM. É
convidada pela empresa que chegavam a Portugal, que pa- a segunda edição do evento,
gere a animação do Aeropor- ravam para tirar fotografias, que conta com o apoio de al-
to Francisco Sá Carneiro, no confessa Acácio Pradinhos. gum comércio local, e também
Porto, para animar o terminal O director artístico da AJAM, da autarquia. Os preparativos
das Chegadas, na passada explica que, mais do que a ani- estão em andamento, e os jo-
segunda-feira, dia 2 de Agosto. mação, o grupo acabou por vens que passaram no casting
O grupo de mascarados fazer a divulgação da região, feito pela associação desfilam,
aceitou o convite e mostrou a especificamente do concelho em frente aos paços do con-
cara da região transmontana, de Macedo. “Oferecemos al- celho, no dia 14 de Agosto. A
através de várias máscaras, guns panfletos a também al- iniciativa insere-se na “Macedo
inspiradas nos Caretos Trans- guns documentos sobre festas coMvida”. “Os miúdos e a Julita
montanos, tendo deambula- e monumentos do concelho de estão a preparar os vestidos”,
do pelo cais das “chegadas”, Macedo de Cavaleiros”. Ma- afirma sem levantar muito o
com a finalidade de relaxar terial cedido pelo pelouro da pano. Acácio Pradinhos su-
os passageiros acabados cultura da Câmara de Macedo. blinha como mais importante
de colocar os pés em terra. a afirmação de um estilo ma-
“Composto por máscaras AJAM na moda cedense de vestir, que pode
e fatos inspirados nos trajes surgir com o desenrolar con-
dos mascaretos. Um projec- Na calha está mais um secutivo desta iniciativa. n
AJAM encanta Aeroporto Sá Carneiro

Noites no Prado

Cultura é elo entre gerações


faz honras da casa presença da Sara Vidal, a vo-
calista do grupo Galego “Luar
A primeira noite começou na Lubre”. Na última noite, com
com Sebastião Antunes, com o grande tema “Tu és o artista
uma mistura de influências principal” será uma viagem ao
musicais, com base na música mundo do teatro”.
tradicional portuguesa. O voca-
lista dos Quadrilha, que agora Visita pelo concelho
começa faz carreira com o seu
“Sebastião Antunes Trio”. Nem Aos convidados que che-
sempre são três em palco, al- gam de fora, o padre Eduardo
guns apenas dois, outras che- Novo garante que a Santa Casa
gam a ser quatro. “Umas vezes da Misericórdia faz uma peque-
somos um trio de dois e outras na visita guiada pelo concelho
um trio de quatro”, disse ani- de Macedo. “Mostramos o que
mado em entrevista ao Cipres- temos de melhor, para além dos
te. Em Macedo de Cavaleiros vinhos da Santa Casa, do Lom-
esteve acompanhado por Luís bo, que muitos já conhecem”.
Peixoto, no bandolim e no cava- Os artistas ficam a conhecer
quinho. Sebastião Antunes en- as instalações e o trabalho da
Sebastião Antunes foi primeiro convidado das Noites no Prado Santa Casa, o Convento de
cheu de boa música tradicional
portuguesa, com influências do Balsamão e ainda alguns pon-
folk, a primeira noite no Prado tos fundamentais do concelho

A
cultura pretende ligar ção Particular de Solidariedade “deixar que a cultura seja o ve-
gerações no Prado de Social), enche-se de magia, ículo de proximidade de jovens de Cavaleiros. macedense. n
Cavaleiros, em Mace- para que a música, o teatro e o e idosos, chamar a atenção da Mas, estão prometidos mais
do de Cavaleiros, com a iniciati- cinema sejam “o veículo desta sociedade para o facto de San- serões, pelo menos até ao fi- Prado de Cavaleiros, em
va “Noites no Prado”, encetada aproximação” entre mais novos ta Casa não ser um lugar de nal do mês de Agosto e todas frente à Santa Casa da
pela Santa Casa da Misericórdia e mais idosos, e também para despejo, mas sim de festa e um as quartas-feiras. “A segunda Misericórdia de Macedo.
local. Todas as quartas-feiras do que esta actividade seja o “re- ponto de encontro de cultura noite será mais pequena, mas
mês de Agosto, à noite, o Prado cordar dos serões passados à para todos nós.” faremos uma viagem ao mundo Todas as quartas-feiras de
de Cavaleiros, em frente às ins- fresca”. O padre Eduardo Novo do cinema ao ar livre. A tercei- Agosto, às 21h30.
talações sede da IPSS (Institui- pretende ainda, para além de Vocalista dos Quadrilha ra noite será de fados, com a
Cultura | Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 13

horóscopo ler ouvir


Capricórnio Bom momento para consolidar
relaços profissionais e pesso-
Petróleo In Concert
ais. A influência de vênus fa- Dádiva & Maldição Soledad
22 de Dezembro
vorece também os relaciona- (150 anos de história)
19 de Janeiro mentos amorosos. O projecto Soledad foi
José Lopes Velho fundado em 1995 quando
cinco estudantes, na cidade
Aquário Altura propícia a conflitos, mas de Bruxelas, descobriram a
lembre-se que todas as situa- sua paixão comum pela mú-
ções são enriquecedoras e sica de Astor Piazzolla. Foi
20 de Janeiro
fontes de auto-conhecimento. um dos primeiros grupos a
18 de Fevereiro
especializar-se na interpreta-
ção do Novo Tango, utilizan-
Peixes Ajudas inesperadas irão sur- do os mesmos instrumentos
gir, nomeadamente a nível fi- que celebrizaram o quinteto
nanceiro. Intuição em alta na de Piazzolla. n
19 de Fevereiro
sua vida amorosa, aproveite
20 de Março para tomar decisões.
São 150 anos de depen-
dência do petróleo, o ouro
Carneiro Arranje tempo para fazer uma negro que move as socieda- De Volta Ao Tempo do Vinil
auto-análise honesta, ignoran- des industrializadas. Abord-
do as expectativas dos outros. gem de pontos de vista eco-
Filipe Gonçalves
21 de Março
Se tiver filhos, aplique essa nómico, político, ambiental, Sete anos após ser um
20 de Abril análisa na relação com eles. histórico e científico dos vencedores da "Opera-
ção Triunfo", da RTP, Filipe
Touro Teste as suas aptidões no Projecto Gonçalves lança o seu se-
gundo álbum de originais.
mundo do trabalho, em par-
21 de Abril ticular na área de vendas e Felicidade “De volta ao tempo do vinil”
relações públicas. Atenção à é um projecto inspirado nas
20 de Maio
saúde.
Gretchen Rubin cores e sonoridades dos
anos 60, 70 e 80, todo canta-
Não alimente melancolia diva- do em português, misturando
Gémeos
gando no passado. Encontre- blues, baladas soul, afrobeat
se com amigos, não se isole e gospel. n
21 de Maio
em casa. Tente dormir mais.
20 de Junho

Caranguejo Momento oportuno para se ver


dedicar à casa e à família. Irá
sentir-se seguro e acarinhado,
21 de Junho
22 de Julho
e aproveite para partilhar com
quem mais ama.
A Estrada
Blog de um advogado
John Hillcoat
Leão Este mês irá estar focado em americano que durante um
dinheiro e bens, portanto tente ano analisou e relatou as
gerir de forma cautelosa e sé- experiências das ditas “re-
23 de Julho
ria a sua vida financeira. ceitas para a felicidade”. Um
22 de Agosto A partir da obra de
livro cheio de humor. Cormac McCarthy, autor
de ESTE PAÍS NÃO É
Virgem Vénus torna-o mais atraente
aos olhos dos outros, apro- Poemas PARA VELHOS, chega-
nos a muito aguardada
23 de Agosto
veite para tirar benefícios da
simpatia alheia. Desligue da
Ameríndeos adaptação ao grande
22 de Setembro ecrã do bestseller, acla-
rotina e busque o prazer. Herberto Helder mado pela crítica e ven-
cedor do Pulitzer, A ES-
Balança A intuíção irá estar em alta, e TRADA.
deve aproveitar para deline-
ar claramente o rumo da sua O nomeado para o
23 de Setembro
vida. Agarre-se à lucidez e Prémio da Academia Vi-
22 de Outubro torne-se mais racional. ggo Mortensen, lidera
um elenco magnifico que
Escorpião A necessidade de tomar conta inclui Charlize Theron,
de alguém inensifica-se. Dedi- Robert Duvall, Guy Pear-
23 de Outubro que-se a uma causa humani- ce e o jovem Kodi Smit-
tária ou a alguém proximo. McPhee, num conto épico que retrata a sobrevivência, num
21 de Novembro
mundo pós-apocalíptico, de um pai (Mortensen) e do seu jovem
Um livro que declama na- filho (SmitMcPhee) durante a jornada através de uma América
Sagitário Olhe para dentro, e reflicta estéril, destruída por um misterioso cataclismo. Uma obra-prima
tureza, inspirado pelos ritmos,
na sua existência. Este é o da aventura, A ESTRADA idealiza corajosamente um futuro em
cheiros e beleza dos cânticos
momento ideal para estudar, que os homens são forçados ao seu pior e ao melhor; um futuro
22 de Novembro ameríndeos. Deixe-se levar
aprofundar conhecimento e em que um pai e filho são sustentados pelo amor que os une.n
21 de Dezembro pelos tons e sentires nativos,
fazer exames.
cheios de pureza e fé.

cinema
Auditório ACIMC - Agosto, 21:30 horas

A Saga Twilight - Eclipse Shrek Para Sempre Dia e Noite Toy Story 3
A saga conti- Shrek é agora Casal de fugi- A aventura dos
nua, num triân- um pai de fa- tivos que per- brinquedos
gulo amoroso mília “domesti- corre o mundo entregues por
que se torna cado”. numa perigosa engano a um
complicado. aventura. centro de dia.

124 mins 95 mins 108 mins 103 mins


m/12 m/6 m/12 m/6
romance/thriller anim./familiar acção/comédia anim./familiar

1 a 4 de Agosto 12 a 18 de Agosto 19 a 25 de Agosto 26 de Agosto a 1 de Setembro


14 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste | Publicidade

Expanda os horizontes
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| Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 15
Achado milionário
O carro que havia sido roubado, no ano passado, a Valter Birsa, jogador esloveno do Auxerre-
de França, um Cadillac Escalade foi encontrado num campo agrícola em Espinhoso, no con-
celho de Vinhais. Foi um agricultor que terá dado a alerta à GNR, ao deparar-se com um jipe
cheio de mazelas. Já no local, as autoridades viram que a matrícula portuguesa era falsa.

Caça à rola
Regional Douro Interior

Alteração de IC5 mata


calendário trabalhador
prejudica região

IC5 matou primeiro trabalhador em Agosto

M
ais uma morte na helicóptero para o Porto. Contu-
concessão do Dou- do, a vítima acabaria por falecer
ro Interior, sendo no caminho. “O senhor estava
já a quarta vítima mortal desde no chão, inconsciente. Fizeram-
que começaram as obras do lhe a reanimação e receberam
IP2 e do IC5. O acidente ocor- ordens para o transportar para
reu entre Roios e Lodões, no Bragança”. No entanto, no ca-
concelho de Vila Flor, na cons- minho foi assistido pela VMER
trução do Itinerário complemen- (Viatura Médica de Emergência
tar. e reanimação), que aconselhou
A vítima tinha apenas 36 que o levassem para Macedo
anos, era cabo-verdiana, e terá para ser helitransportado, “aca-
caído de uma altura de seis bando por falecer à chegada ao
Alteração de calendário de caça à rola causa polémica metros, quando se procedia à heliporto”, conta o comandante
desmontagem de um andaime dos BV de Vila Flor.
de 40 metros de altura. Este António Martins garante que

O
s caçadores do Nor- ca caçador adverte que será o “há interesses desconhecidos, andaime apoiava a construção externamente o indivíduo não
deste Transmontano turismo o sector que mais se no sentido de dar benefício ao de um viaduto do futuro IC5. O tinha nada, mas deveriam ser
estão descontentes vai ressentir e sair prejudica- sul do país”. trabalhador era contratado pela muitas as hemorragias inter-
com a alteração do calendário do. “Não há razões para que Castanheira Pinto diz que empresa CofraSado, contrata- nas.
da caça à rola e acusam a se- todos os anos aconteça isto, as este calendário “não deixa con- da pela Mota-Engil para aquele Só no concelho de Vila Flor
cretária de Estado do Desen- entidades precisam de ter um tente os caçadores do Norte”. tipo de serviço. já morreram dois trabalhadores.
volvimento Rural de os estar bom conhecimento técnico do Cerca de 50 mil caçadores que A vítima, que era o coorde- A Autoridade para as condições
a discriminar por comparação sector, porque se o norte é dife- estão descontentes “prejudi- nador daquela equipa de traba- no trabalho mostra-se preo-
com a zona sul do país. rente do sul, então assuma-se a cando toda a população, res- lho, segundo a empresa con- cupada com o número de aci-
A alteração do calendário de diferença”, adverte Rui Caseiro. tauração e hotelaria”. cessionária, estava a usar todo dentes, bem como o Governo
caça às rolas, de 15 para 22 de O caçador garante que ao não Este responsável teme que o equipamento de segurança Civil de Bragança, que preten-
Agosto, está a deixar descon- se caçar nesta altura “evita-se a situação não mude, mas pro- necessário. de agendar uma reunião com
tentes os caçadores da região. que muitos caçadores venham mete “continuar a reclamar”, e O homem ainda foi socor- a concessionária Mota-Engil, e
Uma das vozes críticas des- à nossa região para caçar neste para isso já está agendada uma rido no local pelos Bombeiros ainda o Bloco de Esquerda do
ta alteração está a ser Rui Ca- período”. reunião em Viseu, a 15 de Agos- Voluntários de Vila Flor, que distrito de Bragança, que já veio
seiro, caçador há vários anos Já o presidente da Federa- to, para “simbolicamente comer tentaram o seu transporte para a público sublinhar que estas
e também vice-presidente da ção de Caçadores da Primeira a merenda das rolas em frente Macedo de Cavaleiros, com a mortes estão associadas à falta
câmara de Bragança. O autar- Região Cinegética afirma que ao Governo Civil de Viseu”. n finalidade de ser evacuado de de prevenção. n
16 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

Dinheiro de plástico
Os transmontanos pagam mais com recurso a cartão, por comparação com igual período do ano passado. O uso do chamado “di-
nheiro de plástico”, segundo um estudo do UNICRE, o maior especialista português de emissão e gestão de cartões de pagamento,
o valor total da facturação do distrito de Bragança subiu 2,4 por cento, ascendendo a 70 milhões de euros. Dados de 2009. Foi
mesmo a quinta maior subida em todo o país, embora represente apenas 0,4 por cento da facturação nacional.

Consultório de Fundos Comunitários


Economia
Plantação de Aloe Vera
Possuo um terreno 9º ano de escolaridade e com- PRODER, nomeadamente, a renováveis; ou superior a 100 000 €, res-
para exploração agríco- petências profissionais adequa- medida 1.1.1 Modernização 99 Investimentos associa- pectivamente.
das e possuir a titularidade da e Capacitação das Empresas dos ao cumprimento de novas
la no qual desejo cultivar exploração agrícola. na sua componente 1 – Inves- normas ambientais, de higiene Para se candidatar a esta
aloé vera, uma vez que timento em explorações agrí- e de bem-estar animal; componente deve cumprir, ain-
esta planta tem tido uma Esta medida permite-lhe colas para produção primária 99 Aquisição de prédios rús- da, os seguintes requisitos:
obter um subsídio não reem- de produtos agrícolas. De real- ticos Aquisição de programas 99 Encontrar-se legalmente
procura elevada devido às bolsável de 40 000 €, desde çar que, no caso de pretender informáticos; constituído;
suas propriedades rege- que cumpra as seguintes con- cumular os 2 apoios, deverá 99 Processos de certifica- 99 Cumprir as condições le-
neradoras e antioxidantes dições: apresentar em simultâneo as 2 ção reconhecidos. gais necessárias ao exercício
99 Possuir sistema de con- candidaturas. da actividade;
naturais. Para tal neces-
tabilidade organizada ou um Esta medida exige um in- 99 Não ter sido abrangido
sito de apoio financeiro à sistema de contabilidade sim- A componente 1 da medida vestimento mínimo elegível de por regimes de exclusão rela-
preparação do solo, com- plificada, aplicado nos termos 1.1.1 do PRODER considera 25 000 €, permitindo obter um cionados com o incumprimento
pra de máquinas e instala- das normas RICA; como elegíveis, entre outras, as subsídio não reembolsável ou de operações co-financiadas, a
99 Cumprir o plano empre- seguintes despesas: bonificação de juros. O apoio partir do ano 2000.
ção de sistema de rega. sarial; 99 Acções de formação pro- não pode ultrapassar os 750 99 Nas parcelas onde vão
99 Manter a actividade pelo fissional; 000 €, no caso de candidaturas ser realizados os investimen-
Tendo em conta que menos durante 5 anos; 99 Edifícios - Construção, individuais à componente 1. No tos, não estar a receber ajudas
99 Cumprir as obrigações aquisição, incluindo a locação seu caso, poderá usufruir de um que sejam incompatíveis com
sou um jovem licenciado
legais, designadamente as fis- financeira ou melhoramento de incentivo de 50% na aquisição os investimentos propostos;
em Engenharia Agrónoma, cais e para com a segurança bens imóveis, as plantações do sistema de rega, entre 25 99 Nos casos dos projectos
poderei candidatar-me a social; plurianuais e as despesas as- a 30% na preparação do solo que prevejam investimentos de
algum sistema de incenti- 99 Cumprir as normas co- sociadas à consolidação do in- e entre 35 a 40% na aquisição electrificação externa, demons-
munitárias ou assegurar a vestimento e outras estruturas de máquinas. Estes níveis de trarem a existência da mesma
vos? adaptação às mesmas num de produção; apoio variam consoante o seu ou comprometerem-se a fazê-lo,
prazo de 36 meses, a contar 99 Operações de regulari- investimento elegível for inferior até ao primeiro pagamento. l
Resposta da data de instalação, quando zação e preparação do solo,
houver necessidade de realizar desmatação e consolidação do

C omo efeito, parece


cumprir os requisitos
para o apoio a jovens agriculto-
investimentos para o seu cum-
primento;
99 Possuir registo da explo-
terreno;
99 Compra ou locação-
compra de novas máquinas e
res em regime de 1ª instalação ração no Sistema de Identifica- equipamentos, nomeadamente,
(Medida 1.1.3 do PRODER), ção Parcelar (SIP). sistemas de rega e equipamen-
nomeadamente, ter entre 18 a Cumulativamente, poderá to específico com vista à pro-
40 anos, possuir pelo menos o usufruir de um outro apoio do dução e utilização de energias

Palaçoulo

Negócio melhora com nó


P ara fomentar a econo-
mia local, os empresá-
rios do Palaçoulo querem um
Domingos Martins foi um
dos empresários que mais
se fez ouvir nestas reivindi-
deviam ser vistas com outros
olhos.
A ideia já recebeu pare-
nó de acesso ao IC5 junto a cações. “Todos os dias são cer positivo do presidente da
Fonte d’Aldeia. Umas das zo- muitos os camiões que vi- Câmara Municipal de Miranda
nas mais industrializadas do sitam as nossas PME. Che- do Douro. Na visão de Artur
distrito de Bragança, devido gam mais depressa turistas e Nunes, a existência deste nó
ao ramo da cutelaria, os em- compradores”. O empresário junto a Fonte D’Aldeia tam-
presários consideram que um considera que esta seria uma bém iria beneficiar a barra-
acesso mais próximo ao itine- forma de encurtar distâncias gem de Picote e estimular a
rário principal seria positivo e que as indústrias que estão própria economia da cidade
Freguesia do Palaçoulo vista do ar. para estimular o negócio. fora das grandes metrópoles de Miranda do Douro. n
| Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 17

Parapente
Macedo vai andar de olhos postos no ar. De 16 a 21 de Agosto, realiza-se o Nordeste 2010, a quinta
e última prova pontuável para o Campeonato Nacional de 2010. A prova é organizada pelo Clube
Azibo Aventura, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Voléi de Praia
Desporto
Azibo recebe primeira final
em praia fluvial

Beraldino Pinto entre Teodomiro Carvalho e Helder Silva da FPV

P
ela primeira vez desta final no Azibo estiveram cer o empenho e o trabalho directo. norma, privilegiam a nature-
uma praia fluvial re- a acompanhar o presidente demonstrado até agora. za.
cebe o campeonato da Câmara Municipal de Ma- Em Macedo de Cavalei- Desporto é aposta Ainda não será este
nacional de Voleibol de Praia. cedo de Cavaleiros, Beraldi- ros vão estar as melhores turística ano que a final conta com
Os dois anos em que a Praia no Pinto, estiveram Teodomi- duplas nacionais de voleibol uma dupla macedense, mas
da Ribeira, na Albufeira do ro Carvalho, secretário-geral de praia: 24 masculinas e 16 A aposta do município no o autarca refere que tem ha-
Azibo, em Macedo de Cava- da Federação Portuguesa de femininas. Rosas, Pedrosa e Voleibol de Praia relaciona-se vido um incremento da mo-
leiros, recebeu etapas deste Vólei, e ainda Hélder Silva, o Rui Moreira, alguns dos no- com a estratégia turística do dalidade no concelho, mas
campeonato foram bastante director de Marketing da Fe- mes mais sonantes do Voléi município. Beraldino Pinto, o o autarca está esperançado
positivos, e essa avaliação deração. A derradeira final de Praia nacional, vão marcar autarca de Macedo de Cava- que isso aconteça em breve.
fez com que a Federação Por- joga-se em Macedo devido ao presença na Praia da Ribeira, leiros, salienta a importância “Ainda não foi este ano, mas
tuguesa de Volei consideras- sucesso das etapas anterio- mas o membro da Federação que o evento representa para já temos alguns praticantes
se “positivo” realizar naquele res e à vontade da federação refere que outras duplas com a divulgação do concelho. “É com alguma assiduidade”.
espaço uma final. em descentralizar a prova. boa qualidade estarão presen- importante porque tem mais Beraldino Pinto garante que o
Para além das 40 duplas “Tínhamos as condições to- tes também. “Estão a surgir visibilidade e serão mais as município continuará a “insis-
que vão marcar presença no das para fazer aqui a final”, jovens muito aplicados, que pessoas que vão estar aten- tir” na modalidade, oferecen-
fim-de-semana de 13 a 15 afirma o secretário-geral, não estão a fazer frente aos mais tas a essa final, sendo maior do condições para a prática
de Agosto, a Câmara espera poupando elogios ao parceiro velhos, aos veteranos. Os jo- a divulgação do concelho e da modalidade.
que a iniciativa atraia algu- da organização: “bom, cola- vens estão a apostar muito no da região”, atalha o autarca, A final do campeo-
mas centenas de adeptos da borante e amigo”. Teodomiro vólei de praia”, sublinha. que pretende divulgar o Azi- nato de voleibol de praia, na
modalidade, que aproveitem Carvalho garante que não se A final do campeonato na- bo, associando a Paisagem praia da Ribeira, no Azibo, de
para visitar o concelho. trata de premiar o município cional de voleibol de praia vai Protegida a esta modalidade, 13 a 15 de Agosto. n
Presentes no lançamento de Macedo, mas sim reconhe- ter transmissão televisiva em disputada em locais que, por Miguel Midões
18 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste |

http://noticias.sapo.pt/cartoon/

A solta na net
Polemica em Estes Exmºs Senhores, que
estão sempre certos e nunca
operacional? Então e se alguém
tiver um acidente em Vilarinho
beiros quando aí chegam com
vitimas politraumatizadas... é
Trás-os-Montes erram, devem ter conhecimento
que:
Cova de Lua, também terá esse
socorro assim tão rápido que se
que reter ambulâncias de emer-
gência por causa de uma maca
O Distrito de Bragança, tem possa considerar um luxo? Será de vácuo, ou de um plano duro
Um helicóptero de emergên- UMA VMER e não duas... só que os familiares do Srº que por mais de uma hora (na maior
cia médica, duas VMER (Viatu- em Bragança meus senhores... recentemente padeceu num parte dos casos bem mais), é
ras Médicas de Emergência e a de Macedo de Cavaleiros?? acidente de tractor em Vidoedo um absurdo que compromete o
Reanimação) e uma ambulân- (que falta de informação...) reconhecerão esse luxo? "luxo" que tanto gabam... “O Manuel, depois de dor-
cia de suporte imediato de vida Se em conjunto com a Am- Também deveriam conhe- mir numa almofada de algodão
são um luxo para o distrito de bulância SIV estacionada em cer um pouco mais a realidade (Made in Egipt), começou o dia
Bragança. Mirandela mais o Helicóptero dos países a que se referem, já Comentário anónimo bem cedo, acordado pelo des-
A opinião é do director do que está estacionado em Mace- que os termos de comparação pertador (Made in Japan) às 7
departamento de cirurgia do do de Cavaleiros, são um ver- do Canadá e dos EUA (realida- Este director do CHNE só da manhã.
Centro Hospitalar do Nordeste. dadeiro luxo para o socorro do de que conheço e onde ja fiz diz asneiras, ao retirar o ser-
António Ferrão considera Distrito, deviam ir para o terreno serviço) são no mínimo absur- viço de Cirurgia Geral da Ur- Depois de um banho com
que, no distrito, um caso de conhecer a realidade do Distri- dos, não queiram comparar re- gência de Mirandela, quando sabonete (Made in France) e
emergência médica chega mais to, e deixarem de proferir tantos ferências mundiais nos serviços me refiro retirar digo sem reta- enquanto o café (importado da
rápido a uma unidade hospita- disparates! de emergência, onde há uma guarda de Bloco significa que Colômbia) estava a fazer na
lar do que na região do grande Deviam também fazer as verdadeira rede organizada de um traumatismo abdominal em máquina (Made in Chech Re-
Porto. contas um pouco mais realis- serviços de Emergência com Carrazeda demora bem mais public), barbeou-se com a má-
“Um acidentado numa ponta tas ao tempo que a VMER de recurso a meios que conside- do que 1h a chegar a Bragan- quina eléctrica (Made in China).
da cidade do Porto demora mui- Bragança está INOP... limitan- ramos de ponta, mas que para ça quer seja com heli ou sem Vestiu uma camisa (Made in Sri
to mais tempo e tem mais difi- do e de que forma o socorro eles são banais e a pessoas heli. Onde está aqui a Golden Lanka), jeans de marca (Made
culdade em chegar ao Centro pré-hospitalar no Distrito de DEVIDAMENTE FORMADAS Hour o conceito amplamente in Singapure) e um relógio de
Hospitalar do que um sinistrado Bragança em que situações a prestar socorro que sabem difundido pelos Serviços de bolso (Made in Swiss).
em Mirandela ou em qualquer graves, passam despercebidas minorar as consequências de Emergência Médica que au-
parte deste distrito. Não contam ou pela falta de passagem de situações potencialmente fa- menta em muito a possibilida- Depois de preparar as torra-
só as distâncias físicas, toda a dados ao CODU (lacuna que tais, executando manobras que de de sobrevivência dum Poli das de trigo (produced in USA)
gente sabe que há trânsito e surge pela falta de formação aqui em Tras-os-Montes (e em traumatizado. na sua torradeira (Made in Ger-
a VCI (Via de Cintura Interna). dos Bombeiros ou porque os Portugal), estamos habituados (...) A urgência de Mirande- many) e enquanto tomava o
Também não conheço nenhum TAS formados quer pela ENB, a ver apenas nos hospitais... la está neste momento sem café numa chávena (Made in
Centro Hospitalar de Portugal e quer pelo INEM, estão a fazer Não obstante, no Distrito Anestesia ouviram bem, sem Spain), pegou na máquina de
do mundo, mesmo dos países conduções de doentes), ou sim- de Bragança, há ambulâncias anestesia, isto significa que calcular (Made in Korea) para
mais civilizados como os Esta- plesmente porque não há meio de emergência com mais de não temos ninguém com ca- ver quanto é que poderia gastar
dos Unidos e o Canadá, onde diferenciado a enviar para as si- 15 anos a fazer serviço, com pacidade para lidar com uma nesse dia e consultou a Internet
um Centro Hospitalar tenha um tuações GRAVES que TODOS pessoal sem qualquer tipo de PCR na Urgência e não me di- no seu computador (Made in
INEM por cada unidade hospi- os dias ocorrem no Distrito de formação e com poucos recur- gam que os médicos de clínica Thailand) para ver as previsões
talar e um helicóptero. Eu di- Bragança. sos, ou quase nenhuns, onde geral o fazem porque estamos meteorológicas.
ria que é verdadeiramente um Trabalhei no Porto 4 anos é vulgar não haver material tão a cometer um grande erro,
luxo.” e nunca demorei meia hora a básico como luvas, compres- pois estes não tem preparação Depois de ouvir as notícias
Em relação à VMER que chegar a uma unidade hospi- sas e oxigénio... sei que muitos suficiente, gostaria de ver os pela rádio (Made in India), ain-
está estacionada no Hospital talar, pelo que provavelmente Bombeiros ao lerem isto, fica- certificados de SAV deste mé- da bebeu um sumo de laranja
de Bragança, o director clínico, devem estar a falar de outro rão tristes comigo, mas ao es- dicos. Quem vai fazer agora (produced in Israel), entrou no
Sampaio da Veiga, revela que a Porto... no entanto, os tempos tarmos conscientes das nossas uma sequência de entubação carro Saab (Made in Sweden) e
falta de médicos para assegu- que são referenciados são utó- limitações, só nos ajuda a que rápida do Hospital de Mirande- continuou à procura de empre-
rar o serviço se verifica sobretu- picos, já que pelos vistos só co- de futuro e no nosso dia-a-dia, la eu respondo ninguém. go.
do no período da manhã. nhecem os tempos de transpor- nos esforcemos para prestar O pior disto tudo é referir o
“A sua actividade normal te para a unidade de saúde... um melhor socorro... serviço de emergência médica Ao fim de mais um dia frus-
centra-se no período da manhã então e a caminho do local? E O socorro no Distrito de de Luxo no distrito. Luxo só se trante, com muitos contactos
até ao meio da tarde. É por isso o tempo que se perde no local? Bragança, não passa só pelo for na casa dele, porque aqui feitos através do seu telemóvel
que a nossa operacionalidade Será que estes senhores só INEM... e é da responsabilida- não existe o colega referiu mui- (Made in Finland) e, após co-
de 95%, 97% e 98% correspon- conhecem a expressão "scoop de do CHNE a operacionalida- to bem nas ambulâncias INEM mer uma pizza (Made in Italy), o
de a alguns períodos da manhã and run?" (provavelmente não de da VMER! dos PEM falta tudo mascaras António decidiu relaxar por uns
em que não temos médico dis- a conhecem...) Será que sabem Sei também que o que im- de O2 luvas, talas, compres- instantes.
ponível. Recentemente tivemos os tempos que em média se porta de momento neste país, sas, e falta o fundamental re-
médicos doentes que também demora a chegar ao local dos é agraciar a classe politica com cursos Humanos qualificados. Calçou as suas sandálias
não puderam ser substituídos.” meios de socorro do Distrito de entrevistas absurdas como a (...) Neste preciso momento (Made in Brazil), sentou-se
Já o helicóptero e a VMER Bragança? supracitada e noticiada pela ambulância INEM da minha num sofá (Made in Denmark),
de Macedo são da responsabi- Por acaso sabem que há CIR, mas a verdade, anda bem corporação só tem uns óculos serviu-se de um copo de vinho
lidade directa do Instituto Na- determinações Europeias em longe do luxo a que se refe- nasais e uma mascara de alto (produced in Chile), ligou a TV
cional de Emergência Médica que ao fim de 8 minutos, qual- rem... E já agora, vejam lá se débito e sabem que mais não (Made in Indonésia) e pôs-se a
(INEM). quer sinistrado deverá ter o so- se dão ao luxo de comprarem há para repor. O soro fisiológi- pensar porque é que não con-
Fonte: CIR corro junto a si? Isso no Distrito material de trauma para colocar co para lavagem, esta fora de seguia encontrar um emprego
de Bragança acontece quando? nas urgências da Unidade Hos- validade há mais de 3 anos e em PORTUGAL..."
ALGUMAS Quando a situação é na Cida- pitalar de Bragança do CHNE, este esta aberto há mais de 1.
CONSIDERAÇÕES... de de Bragança e a VMER está para substituírem o dos Bom- http://just-a-feeling.
blogspot.com/2009/04/
http://bombeirosparasempre.blogspot.com/2010/07/polemica-em-tras-os-montes.html made-in-portugal.html
| Cipreste | 12 de Agosto de 2010 | 19
Ó Maria, ando pr’aqui a pensar Há Maria! Poucos sabem quem
Cavaleirada numa coisa…Tu tens estátua em
Macedo, não tens?
és. Os da terra duvidam e os de
fora não sabem mesmo!
Então… pois tenho!
Mesmo em frente ao
Maria da Fonte!
Há dúvidas? !?!
!?

Juliano Silva

Suaves
Sabia que... Macedo no seu melhor
... há bocas de incêndio na zona industrial que estão a
ser utilizadas por alguns empresários instalados no espa-
ço para regar os jardins dos seus armazéns?

A caminho do incêndio que houve em Morais a 7 de Agosto, o Cipreste quis saber


qual o risco de incêndio para esse dia e no Monte de Morais deparou-se que o placar
estava simplesmente vandalizado. Quem o troca?

A sua opinião importa


Envie-nos os seus comentários e opiniões.
Email: geral@jornalcipreste.com
Morada: Cipreste
Edifício Translande Lj 49
5340 Macedo de Cavaleiros Até que haja quem tenha disponibilidade para estar a tempo inteiro nestes quiosques eles
lá vão abrindo de vez em quando, mas nunca todos ao mesmo tempo. pelo menos na hora do
calor não há quem pare por ali e os que param acabam por fazer deles um belo encosto!

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É de quem o lê, de quem colabora e escreve, de todos os
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Macedo ter um jornal ou não. Morada:
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Cipreste
Também o pode fazer através do nosso sitio da Internet: Edifício Translande Lj 49 - 5340 Macedo de Cavaleiros
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20 | 12 de Agosto de 2010 | Cipreste | Publireportagem

Já abriu!

a maior loja de utilidades da região

J
á abriu na Via Sul, em Ma- Calçado homem, senhora e bém tem espaço de destaque. Des-
cedo de Cavaleiros, a maior criança; de a utilidade mais pequena, como Mas é o preço que mais se desta-
loja de utilidades da região, uma pega de fogão à fruteira mais ca na Maçã Negra. Aqui a qualidade
um enorme espaço onde pode en- Vestuário e moda, masculina, requintada, encontra tudo na Maçã está ao alcance de todos. Todos os
contrar tudo o que lhe faz falta para feminina e criança; Negra. produtos garantem criterios de qua-
o lar: lidade e o cumprimento de todas as
Artigos de iluminação; Os artigos de iluminação são normas de segurança.
uma aposta forte na sua nova loja
Plásticos; Bricolage; de Macedo de Cavaleiros, a ofer- Quanto ao preço, venha ver para
ta de candeeiros cobre a gama de poder comprovar você mesmo: o
Utilidades; Ferramentas; candeeiros de tecto, de mesinha-de- melhor preço de toda a região.
cabeceira, de mesa, de pé, etc., em
Pequenos electrodimésticos; É o vestuário que ocupa uma muitas formas e cores onde, segu- Estamos na Via Sul, no cruza-
grande parte da sua nova loja em ramente, encontrará a opção mais mento com a rua do Hospital, temos
Artigos de decoração; Macedo de Cavaleiros. ajustada à sua preferência. estacionamento próprio.
Vestuário para todas as ocasi-
Loiças; ões, desde o trabalho do dia-a-dia
aos momentos de cerimónia. A es-
Vidros e cristais; colha? Enorme. Pode calmamente
escolher as peças que lhe agradam
Brinquedos; mais, de entre as centenas de ofer-
tas de vários modelos e materiais e
Artigos de papelaria; prová-las numa das várias cabines
de prova.
Artigos de limpesa;
Os artigos dedicados ao lar tam-