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O que é metamorfismo?

Metamorfismo é o conjunto de processos geológicos que leva à formação das rochas
metamórficas. Esses processos envolvem transformações sofridas pelas rochas, quando
submetidas ao calor/temperatura, pressão, os fluidos e o tempo.

Qual a importância do seu estudo?

Entender a evolução da crosta (principalmente em cinturão de montanhas), entender a gênese
dos depósitos minerais, é importante para a construção civil e etc...

Como as rochas metamorfizam?

As rochas metamorfizam a partir a instabilidade dos minerais quando expostos a condições de
P e T diferentes, sendo que os minerais começam a ficar instáveis a partir de 5 km de
profundidade, a partir daí ocorre então a recristalização de minerais na rocha, sendo que a
mesma se mantem sólida durante o processo.

O que é Grau Metamórfico?

O grau metamórfico refere-se à intensidade do metamorfismo. Sendo que o tamanho dos
cristais e a foliação metamórfica (espessura) aumenta com o grau metamórfico.

➢ Alto grau: indica condições energéticas, de altas temperaturas e pressão, minerais
grandes e bem formados com estruturas de foliação espessa.
➢ Baixo grau: indica condições brandas, de temperaturas e pressões mais baixas, minerais
pequenos e foliação pouco espessa.
➢ Médio grau: Indica condições medianas de temperatura e pressão.

As rochas são fortemente dobradas e falhadas. ➢ Metamorfismo de Contato: Resultado apenas da ação da temperatura. metamórficas ou magmáticas. sofrem recristalização. Tipos de Metamorfismo ➢ Metamorfismo Regional/ Orogênico/ Dimano-termal: Ocorre em grandes extensões bem como em grandes profundidades na crosta. gnaisses e anfibolitos. . pressão litosférica e pressão dirigida sendo aplicadas durante milhões de anos. As rochas deste grupo são conhecidas por "hornfels". apresentando estrutura foliada. através do calor cedido por intrusão magmática que corta uma sequência de rochas sedimentares encaixantes. Suas transformações estão relacionadas à ação combinada da temperatura. São exemplos: ardósias. xistos. Através destes cortes e do constante contato entre as superfícies teremos como resultado o fenômeno metamórfico. A área afetada é proporcional ao tamanho e a temperatura da intrusão.

portanto pode ser diretamente relacionada com o metamorfismo. o fator determinante e exclusivo é o atrito. em locais de impacto de grandes meteoritos. aumento de temperatura nos divergentes e grande impacto e mudança brusca de temperatura nos pontos onde é transformante. Na falha a deformação é rúptil e forma cataclasitos. ➢ Metamorfismo de Soterramento: Característico de bacias sedimentares em subsidência. ➢ Metamorfismo Cataclástico ou dinâmico: Neste caso. Outra rocha gerada é a Brecha de falha que se forma onde não ocorre mudanças mineralógicas. ➢ Metamorfismo Hidrotermal: Resultado da infiltração de águas quentes através das fraturas e grânulos da rocha. com a crosta recém-formada e quente que interage com a água fria do mar. meta-basaltos. locais mais favoráveis para que rochas metamórficas sejam formadas. A energia de impacto é dissipada na forma de ondas de choque. ➢ Metamorfismo de Contato/ Impacto: Ocorre em regiões limitadas da crosta. Os minerais são cristalizados a temperaturas de 100 a 370º C. Tectônica de placas e Metamorfismo A tectônicas de placas promove a pressão nos pontos em que é convergente. a rocha apenas se quebra. meta-andesitos. vaporizando o meteorito e fundindo as rochas. Resultado de espessas camadas de rochas sedimentares e vulcânicas a grandes profundidades. . Stichovita. Coesita. de diversas formas. greenstone. Rochas geradas não apresentam xistosidade e são: meta-basaltos. ➢ Metamorfismo de Fundo Oceânico: Característico dos rifts das cadeias meso- oceânicas. uma vez que cria. no cisalhamento a deformação é dúctil e forma milonitos. Rochas Geradas são: Tectito. meta-tufos. Processo importante na geração de depósitos minerais e para produção de energia geotérmica. Ocorre ao longo de zonas de falhas e cisalhamento onde pressões de grande intensidade causam movimentações e rupturas na crosta. que deslocam as rochas. formando a cratera de impacto e de calor. podendo chegar a 300ºC. Rochas geradas são: meta-arenitos. meta- gabro e serpentinito.

➢ (b) TEMPERATURA: As reações metamórficas iniciam-se a temperaturas superiores a 200ºC. Varia em função da coluna de rocha sobrejacente e da densidade da rocha. a pressão litostática é transmitida através do contato direto entre os minerais. . É a força aplicada sobre um corpo numa direção perpendicular à sua superfície de corte e num sentido tal que. É o resultado da aplicação de uma força de compressão a um material. (ii)Contração: (Forma Estruturas planares e lineares). resultando em uma redução em seu volume. os gradientes geotérmicos na crosta variam entre 15 e 30ºC/km. (iii) Cisalhamento: (Forma Estruturas planares e lineares). mas com intensidades diferentes A pressão pode ser dividida em litostática. A pressão pode causar perda de volume com a formação de minerais de alta densidade. ➢ (c) PRESSÃO: A tensão atua nas rochas diminuindo o espaço de crescimento dos minerais. quando então ocorrem processos de fusão parcial. em direções semelhantes. Pode ser: Isoquímica: mesma composição. Em temperaturas muito elevadas o metamorfismo se desenvolve no limite da transição para o campo de geração das rochas ígneas. ou Aloquímica: Ocorre mudança na composição. Em geral. dirigida e de fluídos: ➢ (i) Pressão Litostática: (Igual em todas as direções). É relacionada com metamorfismo regional. Em rochas sem a presença de um fluido intersticial. possivelmente. Existem três tipos de tensão: (i) Tração: (Forma Fraturas na rocha). É um tipo de tensão gerado por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos. Fatores que controlam o Metamorfismo ➢ (a) NATUREZA DO PROTÓLITO: Mineralogia da rocha a ser metamorfizada. provoque a sua ruptura.

onde os minérios se encontram em veios. extensiva e cisalhante. Constituintes minerais característicos são plagioclásio. albita e quartzo. produzindo tensões e deformações. muscovita. granada e diopsídio. Portanto. ortopiroxênio. ➢ Fáceis PP: Prehnita-Pumpelita. clorita. epidoto. As assembléias minerais incluem: clorita. ➢ Fácies Granulito: Reflete as condições de máximas temperaturas de metamorfismo regional. ocorre fraturamento e perda de fluido. A deformação mecânica das rochas tem grande influência na geração de texturas. ➢ Fácies Anfibolito: Ocorre em terrenos metamórficos de médio a alto grau. ➢ (iii) Pressão de Fluídos: É a pressão exercida pelos fluidos intersticiais aos minerais. Esse tipo de pressão pode ser: Compressiva. muscovita e quartzo. estruturas orientadas e na migração de fluidos. Quando tal pressão supera a resistência mecânica da rocha. pois quanto maior o tempo maior será a exposição da rocha as novas condições. Este processo é importante para a formação de depósitos minerais. Tipos de fáceis metamórficas ➢ Fáceis Zeolita: Representa o mais baixo grau de metamorfismo. sendo que as condições metamórficas variam de forma suficientemente lenta para que as reações metamórficas se completem. Os constituintes minerais incluem: hornblenda. As assembleias minerais incluem: zeolita. plagioclásio e almandina. ➢ Fáceis Xisto Verde: Metamorfismo de baixo grau de muitos terrenos metamorfisados regionalmente. ➢ (d) TEMPO: É um fator importante. ➢ (ii) Pressão Dirigida: (Existe uma direção preferencial). Produzida pela movimentação de placas litosféricas. Fáceis metamórficas Basicamente implica conhecer as condições P e a que a rocha foi submetida durante o percurso de recristalização sinorogénica (metamorfismo regional). diz-se que uma rocha pertence a uma determinada fácies metamórfica quando a mesma é constituída por uma certa associação mineralógica que é estável para a gama de pressões e de temperaturas característica dessa fácies. .

os grauvaques e os mármores. Classificação das Rochas Metamórficas As rochas metamórficas são classificadas de acordo com critérios texturais e mineralógicos. formadas essencialmente por metamorfismo regional: Os metaquartzitos. ➢ Fácies Xisto Azul: Representada por temperaturas relativamente baixas. anfibolito e granulito provavelmente abrangem a maior parte das rochas metamórficas. destacamos. As rochas podem ser: ➢ Rochas xistosas: As rochas xistosas apresentam foliação fina e. ➢ Fácies de Alta Pressão: Fácies xisto azul e eclogito. em geral. xisto mosqueado e o micaxisto. Apresentam um bandado grosseiro. xisto. ➢ Rochas granulares: Destas. Constituintes característicos são: lawsonita. . ➢ Fáceis Cornubianito. sem laminação. ➢ Fácies de Pressão: moderada e temperatura moderada a alta: As fácies xisto verde. originados pela recristalização da calcita ou da dolomita. pumpelyíta-prehnita-quartzo. onde bandas de cor clara e escura. mas pressões elevadas de metamorfismo em zonas orogênicas recentes (Califórnia e Japão). são associadas a graus elevados de metamorfismo. constituídas quase exclusivamente por quartzo. lawsonita-albita. hornblenda hornfels. albita. filito. com composições mineralógicas distintas. ➢ Fácies de Baixo Grau: Compreende as fácies zeólita e prehnita-pumpellyita. ➢ Fácies Eclogito: Representa as condições de metamorfismo de maior profundidade. Alguns autores subdividem em: laumontita-prehnita-quartzo. ➢ Rochas gnáissicas: Estas rochas têm o gnaisse como rocha-tipo. É conveniente considerar as fácies em quatro grupo. ➢ Fácies de Metamorfismo de Contato: Fácies albita-epidoto hornfels. piroxênio hornfels. Podem dividir-se em rochas foliadas (como o xisto e o gnaisse) e não foliadas (como o mármore). Destas. jadeíta. alternam entre si. podemos destacar: O xisto argiloso. Pertencem à série pelítica. Constituintes minerais característicos: piropo e omfacita (assembléia comum em pipes kimberlíticos). muscovita e granada. isto é. com lâminas de constituição mineralógica semelhante. e lawsonita-jadeíta-glaucofana.

piroxênio. essencialmente. utilizados: > Epizona: zona mais superficial do metamorfismo dínamo-termal com a formação de ardósias. . onde se formam gnaisses. A silimanite forma -se a pressões moderadas masa temperaturas elevadas (mínimo de 650 ºC). ignorando a noção de gradiente geotérmico. a distena só seencontra se se tiverem verificado pressões elevadas dentro de condiçõesde temperatura variáveis. A presença de minerais indicadores permite identificar diferentes graus demetamorfismo. granulitos. o piroxênio comumente sofre uma alteração deutérica para anfibólio. anfibolitos e gnaisses finos. ➢ Uralitização: Sob presença de h20 em temperaturas moderadas. a profundidades em que se realizou o metamorfismo. apesar de considerados obsoletos pelo fato de referirem-se. Zonas Metamórficas Região ou faixa de um terreno metamórfico. Retrometamorfismo Transformação metamórfica de uma rocha já metamorfisada para um grau mais baixo. Em metamorfismo regional. Minerais Índice São minerais das rochasmetamórficas. anfibolitos. ainda são. Por exemplo. As zonas são designadas pelo aparecimento de minerais índices. filitos e xistos finos. ➢ Seritização: É o processo pelo qual minerais félsicos são hidratados para produzir sericita. por vezes. delimitada por isógradas. As condições de metamorfismo diminuem após a fase progradante ter atingido um ápice e são registradas na rocha por paragêneses retrometamórficas. > Catazona: zona profunda do metamorfismo regional. > Mesozona: zona intermediária com a formação de rochas metamórficas como xistos. apresentando um determinado grau de metamorfismo correspondente a determinadas condições termodinâmicas limites. ➢ Clorotização: É a alteração de qualquer mineral máfico para clorita. mesozona e catazona. os termos epizona. com reações metamórficas de desidratação significativa da rocha. cuja presença permite identificar as condições de press ão e temperatura a que a rocha se formou.

Existem vários tipos de falha: ➢ Falha Normal: Capa ou teto se movimenta para baixo em relação à lapa ou muro.) Clivagem de Crenulação: É uma segunda foliação gerada sobre rocha metamórfica. e pelo qual as paredes opostas se movem uma em relação à outra. Texturas Metamórficas A Textura é determinada pelos tamanhos. (b) Falhas: São rupturas e deslocamentos ao longo de um plano. Existem 1) Estrutura Maciça: Há ausência de elementos planares ou lineares na rocha. Existem diferentes tipos de Textura: ➢ Granoblástica: Rocha maciça com minerais equidimensionais. ➢ Falhas Transcorrentes: Acontece quando há deslocamento no plano horizontal entre os dois blocos. quartzitos e hornfels. ➢ Falha Inversa: Capa ou teto se movimenta para cima em relação à lapa ou muro. ➢ Nematoblástica: Possui orientação de minerais prismáticos.) Clivagem de Fratura. Estruturas Metamórficas As rochas metamórficas podem apresentar diversas estruturas. (a) Clivagem: Existem 3 tipos de clivagem: i. em decorrência de dobramento com pequeno comprimento de onda e amplitude. Elas podem ser de dois tipos: (a) Juntas: Fraturas cuja origem é a contração por resfriamento. ➢ Cataclástica: Possui fragmentos angulosos. formas e arranjos de deus cristais constituintes. . ➢ Lepidoblástica: Possui orientação de minerais lamelares. maciço.) Clivagem Ardosiana: Estrutura típica das ardósias e filitos caracterizados predominantemente pela iso-orientação de filossilicatos microcristalinos. classificadas de diferentes formas por vários autores. ➢ Porfiroblástica: Possui minerais maiores em uma matriz mais fina. ii. iii. que exibe aspecto compacto. Algumas texturas dependem dos tipos de minerais formados. o tamanho de grão aumenta com o grau metamórfico. em geral. 3) Foliações: Feições planares que se reproduzem de forma penetrativa no meio rochoso. Exemplos típicos são mármores. 2) Fraturas: É uma deformação por ruptura. normalmente rica em filossilicatos. a variação no tamanho de grão é um fator importante.

por outro lado. sendo. (i) Classificação: Suave. (b) Xistosidade: Termo usado para designar a foliação de rochas de granulação suficientemente grossa para serem diferenciadas dos filitos e. convexa então a sua denominação é anticlinal. aberta. por conter maior teor de minerais máficos (d) Foliação Milonítica: É formada sobre alta deformação cisalhante. 4) Lineações: É a porção linear em planos de foliação. Quando essa dobra é côncava encontramo-nos perante uma dobra do tipo sinclinal. (b) Dúctil: Se forma em uma zona situada a uma profundidade de cerca de 10 km na qual as rochas adquirem um comportamento mais dúctil (i) Lineação mineral: Lineação formada por minerais em arranjo paralelo em um dado volume de rocha. como serpentina. isoclinal. ou seja. portanto. cerrada. no qual a granulometria do protólito é reduzida em resposta às altas magnitudes de deformação. 5) Dobras: Uma dobra geológica se forma quando forças de origens diversas forçam as camadas rochosas planares a encurvar-se ou a dobrar-se. (ii) Lineação Fibrosa de Crescimento: lineação formada pelo crescimento de minerais fibrosos ou alongados. como agregados minerais e clastos de conglomerados. são denominados xistos e são típicos de um grau metamórfico médio. (ii) Lineação de Estiramento: Lineação formada pelo estiramento tectônico de objetos. (a) Ruptil: Se forma em falhas: (i) Estria de Falha: Ranhuras ou estrias provocadas pelo atrito de fragmentos de minerais ou de rochas mais duros ao deslizarem blocos de falha que se deslocam durante o falhamento. . apertada. Bandas claras. actinolita ou quartzo. que estria e recristaliza os minerais. mais ricas em quartzo e feldspato alternadas com bandas mais escuras. trata-se do conjunto de estruturas lineares produzidas em uma rocha como resultado de sua formação ou deformação. Essa estrutura normalmente é caracterizada por bandamento composicional. (c) Bandamento gnáissico: É a estrutura típica dos gnaisses.

ou rúptil (Porfiroclastos assimétricos. como o próprio nome sugere. Indicadores Cinemáticos Consistem de elementos encontrados em regiões que sofreram algum tipo de deformação. a direção ou cinemática do movimento. ou seja. resultando em entrada e/ou saída significativa de componentes químicos da rocha com modificação importante de seus minerais. A rocha transformada chama-se metassomatito. . Foliação S/C) Metassomatismo Processo de alteração quimica de uma rocha principalmente pela ação de fase fluida reagente. Estes elementos. Cristais escalonados. indicam movimentação. Eles podem ser de origem dúctil (Degrau de falha).