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SGA-PGR

PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE
RISCOS-PGR Página 1 de 76
02 Julho 2012 Revisão 00

PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS - PGR

PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL / SC

As informações deste Plano de Controle de Emergência estão protegidas pelos
direitos de proteção de propriedade intelectual estabelecidas pelo art. 7 da Lei Federal
nº 9610/98

Julho de 2012

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul
Direitos Autorais Lei nº 9610/98, art. 7° 1/76

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 2

2. OBJETIVOS .............................................................................................................................................. 3

3. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E DA REGIÃO ............................................................. 3
3.1. IDENTIFICAÇÃO ................................................................................................................................ 3
3.2. LOCALIZAÇÃO .................................................................................................................................. 4
3.3. HISTÓRICO ........................................................................................................................................ 9
3.4. CARACTERÍSTICAS........................................................................................................................ 10
3.5. PERSPECTIVAS DE AMPLIAÇÕES ............................................................................................... 18
3.6. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ................................................................................ 19

4. ANÁLISE, AVALIAÇÃO E REVISÃO DOS RISCOS............................................................................. 49
4.1. ESTUDO ANÁLISE DE RISCO........................................................................................................ 49
4.1.1. Categorias de freqüências dos cenários utilizadas ............................................. 50
4.1.2. Categorias de severidade das conseqüências dos cenários.............................. 50
4.1.3. Categorias de risco .................................................................................................. 51
4.1.4. Registro dos resultados .......................................................................................... 51
4.1.5. Resultados ................................................................................................................ 51
4.1.6. Considerações finais ............................................................................................... 69

5. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ................................................................................................... 70

6. MANUTENÇÃO E GARANTIA DA INTEGRIDADE DE SISTEMAS CRÍTICOS ................................... 71
6.1. MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO......................................................................................................... 71

7. CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS ...................................................................................... 72
7.1. PROGRAMA DE TREINAMENTO ................................................................................................... 72
7.2. TREINAMENTO PERIÓDICO / COMPLEMENTAR ........................................................................ 72

8. INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTES E ACIDENTES............................................................................... 73

9. AUDITORIAS .......................................................................................................................................... 73

10. RESPONSÁVEL TÉCNICO .................................................................................................................... 75

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1. INTRODUÇÃO

O presente documento apresenta o PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos para a operação do

Porto de São Francisco do Sul. O PGR destina-se a definir as ações de gestão para o pleno controle das

atividades operacionais do Porto. A gestão deve ocorrer de forma preventiva, reduzindo a probabilidade de

ocorrência de acidentes; e corretiva, minimizando eventuais impactos ambientais quando da ocorrência desses

eventos.

As ações preventivas são aquelas que garantem maior segurança aos seguintes processos:

 Processo Operacional;

 Manutenção de equipamentos e instalações;

 Sistematização de atividades operacionais;

 Implantação de sistemas de segurança;

 Treinamentos; e

 Auditorias.

As ações corretivas voltadas para a redução das conseqüências (impactos ambientais, ao

patrimônio, ao corpo funcional do PSFS e à comunidade) estão contempladas no PAE - Plano de Ação de

Emergência, que devem ser consideradas como parte integrante do PGR - Programa de Gerenciamento de

Riscos.

1.1 Conceitos Básicos

As instalações industriais estão sujeitas ao risco de acidentes, sejam eles ambientais ou

ocupacionais. Os acidentes ocupacionais são aqueles que afetam os trabalhadores no desempenho de suas

atividades laborais, enquanto os acidentes ambientais podem afetar não só os trabalhadores, mas também as

comunidades, as instalações da empresa e o ecossistema.

Entende-se por acidente ambiental aquele evento ou seqüência de eventos de ocorrência

anormal, que resulta em perda, dano ou prejuízo ambiental ou patrimonial. Os acidentes estão diretamente

relacionados com o tipo, dimensão e características operacionais de cada instalação, bem como, com a

quantidade e variedade de produtos perigosos manipulados.

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incluindo a elaboração de:  Estudo de Análise de Riscos.E. que minimizem o efeito adverso que perdas acidentais possam ter sobre uma organização. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E DA REGIÃO 3. 7° 3/76 . 3.268/0001-90 I. 2. Este programa procurou identificar. para posterior tomada de decisões. as instalações e a segurança do corpo funcional e das comunidades circunvizinhas ao Porto. e  Plano de Emergência Individual (PEI). ENDEREÇO COMPLETO. Leite Ribeiro.168. IDENTIFICAÇÃO NOME. art. com vista à prevenção de acidentes.: 254.1. serviços e operações do PSFS. Estes estudos e planos foram elaborados de acordo com o Manual de orientação para a elaboração de estudos de análises de riscos da CETESB (P4.131. avaliar e propor medidas de controle e tratamento para os riscos envolvidos nas instalações do Porto de São Francisco do Sul.261). TELEFONE E FAX DA INSTALAÇÃO Nome: Administração do Porto de São Francisco do Sul CNPJ: 83. Eng.493 Endereço: Av.  Plano de Ação de Emergências (PAE). Centro Município: São Francisco do Sul . OBJETIVOS O PGR tem como objetivo definir as atividades e procedimento a serem adotados durante a realização de atividades. de modo a preservar o meio ambiente. Norma Regulamentadora 29 do MTE e Resolução CONAMA N° 398/08.SC Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. analisar. Costa e Haddad (2000) o gerenciamento de risco é o ato de identificar e classificar situações de risco. 782. Segundo Junior.

br NOME.gov. LOCALIZAÇÃO O Porto está localizado na ilha de São Francisco do Sul.84''S e 48º38'05. TELEFONE E FAX DO COORDENADOR DAS AÇÕES DE RESPOSTA Nome: Arnaldo S`Thiago Cargo: Diretor de Logística Endereço: Av. 782. Eng. ENDEREÇO COMPLETO.sc. TELEFONE E FAX DO REPRESENTANTE LEGAL DA INSTALAÇÃO Nome: Paulo César Côrtes Corsi Endereço: Av.sc. Leite Ribeiro. Telefone: (47) 3471 1200 Fax: (47) 3471.sc. CARGO.SC.SC. Leite Ribeiro. 782. Centro Município: São Francisco do Sul .gov.sc.1211 E-mail: paulocorsi@apsfs.apsfs. Eng. Telefone: (47) 3471 1249 Fax: (47) 3471 1260 E-mail: arnaldo@apsfs. art.gov. 7° 4/76 .2. litoral norte de Santa Catarina (Figura 1 e Figura 2). Telefone: (47) 3471 . CEP: 89240-000.gov.1200 Fax: (47) 3471-1211 E-mail: porto@apsfs. CEP: 89240-000.br NOME. Centro Município: São Francisco do Sul . Sendo as seguintes coordenadas geográficas principais: 26º14'17. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.br Home page: www.br 3.22’'W. ENDEREÇO COMPLETO.

As melhores condições de tráfego são encontradas na BR-101. e com inúmeras cidades com base fabril e agrícola (Blumenau. No limite geográfico a Leste está o oceano Atlântico. Brasil. O município de São Francisco do Sul tem 541. 7° 5/76 . Elaborado por: CARUSO JR. além da divisa com o estado do Paraná. 2012. A proximidade com o mais importante centro industrial de Santa Catarina. Figura 1. onde o PSFS é abrigado.8 km² de extensão.. A economia municipal está baseada nas atividades portuárias. Joinville. entre os quais se forma a Baía de Babitonga. art. enquanto em seu limite Sul o município de Balneário Barra do Sul. tornam o PSFS é um importante aliado na importação/exportação de mercadorias produzidas em Santa Catarina. Pomerode. A BR-101 e a BR-280 constituem os eixos básicos de ligação da região de estudo com o restante do país. litoral norte de Santa Catarina. Localização do Porto de São Francisco do Sul. seu limite geográfico ao Norte compreende os municípios de Garuva e Itapoá. Jaraguá do Sul e Brusque). A oeste se localizam os municípios de Joinville e Araquari. visto que a pavimentação asfáltica da Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.

2. e.1. a partir da barra. em vários momentos do dia tem um volume de tráfego muito intenso para a sua capacidade de suporte. Vista aérea do Porto de São Francisco do Sul.2. 3. 7° 6/76 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.1. art. Esse canal possui largura mínima de 150 metros (Figura 3).20 milhas náuticas) de extensão. Acesso Aquático O acesso aquaviário ao Porto de São Francisco do Sul se dá pela Baía da Babitonga. DESCRIÇÃO DOS ACESSOS À INSTALAÇÃO 3.5 km (ou 6. (Foto: APSFS.1. por meio de um canal com 11.BR-280 está em estado de conservação satisfatório. Figura 2. 2011).

Figura 3 Acessos aquático e terrestre ao empreendimento. o que tem proporcionado atualmente a entrada e saída de embarcações com calado até 13 metros. compreendendo o canal externo e interno. os quais proporcionam um menor custo de frete. surgiu a necessidade de aumentar o calado da região portuária do Porto de São Francisco do Sul.. 3. Curitiba. ocorre a importante ligação da área de estudo com os pólos industriais de Santa Catarina. bacia de evolução. Desse modo. formados pelos vales dos rios Itajaí e Itapocú.1. conforme carta náutica da região. Elaborado por: CARUSO JR. Acessos Terrestres O principal acesso viário à cidade é pela BR-101. foram executadas obras de aprofundamento do canal de acesso e bacia de evolução do Porto.2. 7° 7/76 . Essa obra foi realizada em três etapas distintas. 2012. dársena e berços de atracação. Itajaí e Florianópolis.2. A etapa final dessa obra foi entregue em novembro de 2011. Em decorrência da tendência do mercado armador oferecer navios cada vez maiores. em direção ao oeste. servindo como corredor para o transporte de bens e materiais do Porto de São Francisco do Sul. A partir do entroncamento dessa rodovia com a BR-280. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. que liga o município a importantes cidades como Joinville. art.

O acesso até as proximidades do Porto é feito pelo anel-viário evitando assim a degradação do centro histórico da cidade. Tabela 1. art. 7° 8/76 . tenham que passar por esse mesmo ponto. ocasionando percursos relativamente longos dentro da área de operação (Figura 4). Distância a partir de São Francisco do Sul. Além disso. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Principais vias de acesso para o PSFS (Fonte MPB SANEAMENTO 2001). A Tabela 1 apresenta distâncias a partir de São Francisco do Sul para algumas cidades da região. Essa situação faz com que todos os veículos de carga com destino ou origem nos locais de estocagem e/ou nos berços de atracação. também permite entrada ao pátio de estacionamento de veículos leves. acrescentando mais tráfego ao trecho. próximo aos prédios administrativos e aos escritórios e oficinas. Figura 4. Cidade Distância Cidade Distância Curitiba 180 km Foz do Iguaçu 855 km São Paulo 580 km Caxias do Sul 680 km Itajaí 116 km Chapecó 655 km Florianópolis 215 km Montevidéu 1575 km Porto Alegre 680 km Buenos Aires 1755 km A Avenida Engenheiro Leite Ribeiro permite acesso ao único portão da área operacional do PSFS.

que liga São Francisco do Sul à cidade de Mafra. um dos mais importantes corredores de grãos do país. distante 60 km. e com Porto Alegre. Figura 5. com a construção de 2 armazéns de 4 mil m² cada e do cais 1 e 2 com 550 metros de extensão. Também se pode acessar a rede ferroviária que corta o Paraná no sentido oeste. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. A terceira opção é o Aeródromo de São Francisco do Sul. que possibilita o uso de pequenas aeronaves particulares em sua pista de mil metros. Após um levantamento hidrográfico. A inauguração do Porto de São Francisco do Sul aconteceu em 1 de julho de 1955. Construção do Porto de São Francisco do Sul (Fonte: APFS. a Inspetoria Federal de Portos. porém em 1950 foram paralisadas. que outorgou permissão a Companhia da Estrada de Ferro de São Paulo – Rio Grande para inserir uma estação marítima na baia de Babitonga. entretanto a obra não foi efetivada. a apenas oito km do Porto. 2009). que se conecta com São Paulo. e o de Navegantes. HISTÓRICO A história do Porto começa a partir da assinatura do Decreto nº 9. Rios e Canais preparou um projeto para construção de instalações no local. Composições ferroviárias entram e saem do Porto por meio da estrada de ferro 485. Esses são servidos por linhas aéreas domésticas que os interligam com os principais centros nacionais e internacionais. Em Mafra se acessa a malha ferroviária. 3. em outubro de 1922. art. distante 167 km. Neste mesmo ano foi criado pelo Estado a Autarquia “Administração do Porto de São Francisco do Sul – APSFS”. Somente em 1945 as obras de construção foram iniciadas (Figura 5). em 1921.3. a maior cidade da região Sul. que fica a 100 km. de 26 de dezembro de 1912.967. 7° 9/76 . O Porto tem nas suas proximidades ainda três aeroportos: o de Joinville. a maior cidade do país. Com isso. a União contratou o Governo de Santa Catarina para realização das obras portuárias.

Os agentes importadores e exportadores procuram o porto para movimentar suas cargas. na década de 1970. Já no início da década de 1990. foi aumentado o espaço para a iniciativa privada. acompanhadas pela WRC. Em 1993 a Lei Federal nº 8630 reformulou o ordenamento jurídico da organização portuária. A partir de 1994. além de carga geral e de bobinas de aço transportadas em navios. atual CIDASC – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina. berços de atracação e equipamentos fica evidenciado e leva a administração do porto a executar atos administrativos e operacionais. retoma o crescimento. e outro terminal de grãos da COCAR. por meio de três importantes medidas: privatização dos serviços portuários pela livre concorrência. especialmente em terminais de contêineres (ALFREDINI. A partir da implementação desta lei. Como em curto prazo não havia possibilidades para construção de mais um cais. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. 7° 10/76 .000 m2 para carga geral. o porto sofreu um processo de descontinuidade em relação ao crescimento experimentado na década anterior. face a sua localização privilegiada. Os investimentos limitaram-se na aquisição de uma empilhadeira para movimentação de contêineres com capacidade para 37 t. o Porto teve um crescimento significativo. com o intuito de promover a modernização dos portos brasileiros e aumentar o grau de competitividade internacional do modal aquaviário nacional. O esgotamento de retroárea. construção de pátio de contêineres de 11. art. CARACTERÍSTICAS Atualmente o Porto de São Francisco do Sul é um terminal de uso de múltiplo. atendendo de forma complementar as operações de navios de contêiner. contando com investimentos públicos para suprir a demanda. Na década de 80. nem disponibilidade financeira para tal obra. O instrumento institucional criou bases para promover a eficiência dos serviços e a redução dos custos portuários.000 m2 e construção de armazém com 4. 2005). Foi construído um pátio para contêineres (16 mil m²) e adquiridos vários equipamentos. com a instalação de dois terminais: o TEFRAN – Terminal da Petrobras. o PSFS. O Porto ganha novo impulso.4. buscando manter suas características de baixos custos. modernização das relações capital-trabalho e descentralização da administração portuária. que opera com o recebimento de petróleo. 3. sendo que esta operação é realizada por empresas terceirizadas contratadas pelos agentes marítimos. o custo portuário caiu aproximadamente 50% e a produtividade triplicou. produtividade e rapidez no atendimento. Eventualmente ocorre a retirada de óleo das embarcações.

pátio de contêineres. A infra-estrutura do Porto de São Francisco do Sul é composta por: cais acostável.500 toneladas hora. pátio de contêineres. O canal de acesso possui 9.30 milhas de extensão. A principal característica do Porto é sua excelente posição geográfica. .Berço 101: especializado na movimentação de granéis sólidos e líquidos de origem vegetal para Exportação. 150 metros de largura e 13 metros de calado.500 toneladas hora ligam os ship loaders aos armazéns de retaguarda da CIDASC. oficina de manutenção. 7° 11/76 . armazéns. sendo três localizadas na Baía da Babitonga e uma fora do canal de acesso. com capacidade nominal de 1.529 metros. possui 220 metros de comprimento. O Porto dispõe de quatro rebocadores.3 milhas do canal de acesso e a bacia de evolução. calado de 14 metros DHN. Conta com dois equipamentos tipo MHC. gate e vias de circulação internas. A bacia de evolução e o canal de acesso tem dimensões e profundidade privilegiadas. gate e vias de circulação internas. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. com capacidade de movimentação de 18 unidades/hora. com amplitude de maré de 2 metros (APSFS. art. possui 200 metros de comprimento. São quatro as áreas de fundeadouros oficiais em funcionamento. sede administrativa. divididos em seis berços descritos a seguir: . garantindo precisão e segurança à navegação do Porto. sendo o segundo porto brasileiro com este padrão internacional. Conta com dois equipamentos de envio tipo Ship Loader. armazéns. Duas correias transportadoras com capacidade nominal de 1. sede administrativa.Berço 102: especializado na movimentação de contêiner. A bacia de evolução é muito ampla. o que o torna um dos melhores portos naturais do sul do país. 2007).00 metros DHN. Bunge e Terlogs. marca Gottwald.  Cais acostável As instalações de acostagem do Porto de São Francisco do Sul correspondem a um total de 1. calado de 14. sendo três com 40 tbf e um com 27 tbf (tração estática) A infra-estrutura do Porto de São Francisco do Sul é composta por: cais acostável. Um sistema de sinalização eletrônica cobre as 9. A torre suporta ventos de até 200 km/h. Já o sistema de bóias e torre funciona com energia solar e tem autonomia de até 30 dias.

00 metros DHN. com capacidade de movimentação de 18 unidades/hora. almoxarifado. . de multiuso possui 384 metros de comprimento. assessoria de meio ambiente e engenharia. com capacidade de movimentação de 18 unidades/hora. na Rua Engenheiro Leite Ribeiro. Além da sede. possui 185 metros de comprimento. sofreu reforço estrutural no ano de 2007. com capacidade de movimentação de 18 unidades/hora. É constituída de uma construção de alvenaria de um pavimento. marca Gottwald. como granel sólido de importação. Conta com um equipamento tipo MHC. Há também as instalações da Policia Federal e Receita Federal constituídas de uma construção de alvenaria de um pavimento localizado ao lado do gate principal. calado de 14. Opera com todos os segmentos de cargas. calado de 14. Opera com todos os segmentos de cargas.00 metros DHN. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.Berço 301 – Interno: berço arrendado. constituídos de estruturas de tijolos maciços com dois pavimentos que comportam os setores de planejamento e avaliação. marca Fantussi MHC 200. calado de 14. .Berço 201: berço de multiuso possui 276 metros de comprimento. como granel sólido de importação. de multiuso possui 264 metros de comprimento. carga geral e contêiner. copa e salas administrativas. Conta com um equipamento tipo MHC. calado de 14. o Porto possui anexos administrativos. ou equipamentos de bordo. carga geral e contêiner.  Sede administrativa A sede administrativa do Porto de São Francisco do Sul está localizada nas proximidades do portão de acesso principal do empreendimento. marca Gottwald. . operações. Conta com um equipamento tipo MHC. segurança portuária e apoio operacional (Figura 6). carga geral e contêiner e podendo operar com equipamentos MHC. . construído em 1997.Berço 103: especializado na movimentação de contêiner. departamento de contêineres.Berço 301 – Externo: berço arrendado. 7° 12/76 . como granel sólido de importação.00 metros DHN. banheiros. art. construído no ano de 2007. Opera com todos os segmentos de cargas. dividida nos seguintes setores: recepção.00 metros DHN.

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Prédios administrativos do Porto de São Francisco do Sul. art. 7° 13/76 . Atualmente encontram-se instalados 3 armazéns de lona com estruturas metálicas de sustentação com área total de 4.  Armazéns O armazém de alvenaria localizado próximo ao acesso principal está sendo utilizado para as instalações e almoxarifado do Exército Brasileiro (Batalhão de Construção). Os armazéns localizam-se na porção nordeste do empreendimento e são destinados a estocagem de carga geral.Figura 6. Figura 7. Os armazéns de carga instalados no Porto de São Francisco do Sul são de responsabilidade da empresa Seatrade Agência Marítima Ltda.000 m². Encontra-se ainda uma estrutura pré-moldada localizada na porção sudeste do Porto que comporta inspeções de cargas realizadas pela Receita Federal (Figura 9). Armazéns instalados no Porto de São Francisco do Sul.

00 m². Imagem do galpão da receita federal  Pátio de contêineres . Figura 9.Figura 8.136 TEU para o segmento de cargas secas e uma quadra com capacidade para 254 TEU para cargas Frigorificadas e igual número de tomadas para alimentação em 380/440 v. com cerca de 51. 7° 14/76 .Pátio para Contêiner do Berço 201 Trata-se de área irregular. justaposta o berço 201. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. com capacidade estática para atender 3. Imagem panorâmica dos armazéns de carga em geral (Foto: CARUSO JR. composto por 10 quadras de dimensões distintas. arruamentos com largura de 12.470.40 metros. 2012). art.

também para a carga seca.00 metros.900. . com capacidade estática de 108 TEU e 10.00 metros quadrados. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. . com capacidade estática de 864 TEU para carga seca e 416 TEU para carga frigorificada. art.00.00 X 40.000.100. com capacidade estática de 272 TEU e 140 tomadas para contêiner frigorificado para alimentação em 380/440 v. com cerca de 1. com capacidade estática de 864 TEU para carga seca e 140 TEU para carga frigorificada e igual numero de tomadas para alimentação em 380/440 v.00 m². O pátio de contêineres (Figura 10) tem área total de 14. utilizada para a armazenagem de cargas perigosas categoria IMO.Pátio para contêiner berço 102 – Pré –estivagem Pátio com 5.000. 7° 15/76 .Pátio para Contêiner Berço 103 – Pré-Estivagem Pátio com 4. com capacidade estática de até 15485 TEU’s.00 X 40. com cerca de 12.Pátio para contêiner berço 101 – Pré–estivagem Pátio com 4.100. . .00 metros.00 metros. dimensões aproximadas de 100. Atualmente o pátio dispõe de 610 tomadas para o armazenamento de contêineres refrigerados (reefers).00 X 40.00 metros quadrados. dimensões aproximadas de 100.Pátio Para Contêiner – Bela Vista Trata-se de área irregular. com capacidade estática de 864 TEU para carga seca e um segundo pátio com dimensões de 10.00 x 110.00 m².00 m² para armazenagem de carga geral.200. dimensões aproximadas de 100.500 m² pavimentada e iluminada.00 mil metros quadrados.

é utilizada a linha da BUNGE.  Corredor de exportação O corredor de exportação é utilizado hoje pelos Terminais da Bunge. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. O portão secundário de acesso localiza-se na porção nordeste do empreendimento. A CIDASC não tem uma linha direta com o corredor de exportação. Leite Ribeiro e tem a finalidade de escoar o tráfego de carretas (Figura 12). para a movimentação de grãos e óleo vegetal. Pátio de contêineres. A balança de pesagem é anexa ao gate principal. 7° 16/76 . também com entrada pela Rua Eng. A acoplagem desta linha no navio é feita pela equipe de manutenção da CIDASC. próxima das imediações do berço 201.Figura 10.  Gates O Porto de São Francisco do Sul possui 2 portões de acesso a veículos de carga. art. Esta operação é realizada através da conexão de mangotes de 8 polegadas no navio. O portão principal localiza-se próximo a sede administrativa com entrada pela Rua Engenheiro Leite Ribeiro e é constituído de cabine de controle e segurança (Figura 11). O óleo vegetal é estocado nos tanques da CIDASC ou da Bunge e o embarque é feito por uma linha de tubulação de 14 polegadas vinda da Bunge. da CIDASC e Terlogs. quando é necessário fazer embarque dos tanques da CIDASC.

espaçadas 20 m. 7° 17/76 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. com cinco ruas internas de acesso. onde operam os equipamentos de manuseio (empilhadeiras e reach stackers) e os guindastes MHC. se estacionados durante a noite. dentro da área portuária os veículos trafegam com os faróis acesos. permanecem com as lanternas acesas. Gate principal. aproximadamente.  No pátio dos berços 103 e 102. A velocidade máxima de veículos e equipamentos permitida para circulação nas vias do porto é de 20 km/h. o limite de altura de cinco unidades. acesso aos berços do alinhamento 103 a 101.  Vias de circulação O Porto possui apenas uma rua de acesso. Figura 12. existindo pilhas de seis unidades de largura. havendo duas ruas internas de circulação. Além dessas ruas.Figura 11. que permite o acesso aos portões da área operacional. Estes acessos passam pelas áreas de carregamento e descarga dos navios. A área operacional do porto é cruzada por duas grandes vias. art. incluindo-se o pátio de contêineres e o armazém 01 e acesso ao pátio do Berço 201 e ao terminal privado TESC. obedecendo-se. Gate secundário. entretanto. a Rua Engenheiro Leite Ribeiro. os pátios têm vias internas de acesso às pilhas de estocagem de contêineres:  No pátio do berço 201 as pilhas são arrumadas quatro unidades de largura por quatro de altura. a arrumação não segue a mesma regularidade.

milho. o Porto de São Francisco do Sul também movimenta em grandes proporções granéis sólidos (trigo.843 Trigo 36. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.268 .616.843 2.192 Outros 426. 435. denominado de 401A.356 336. A Figura 14 indica a localização deste novo berço. 200. 2011) 3.156 1.000 Madeira .268 Soja .352 158. 7° 18/76 . que será utilizado para movimentação de granéis sólidos.121 Malte e cevada 45.681 . Tabela 2.724 Fertilizantes adubos 370. 24.5.069 Milho .175 521.Figura 13.995 79. óleos animais/vegetais . 370.121 24. conforme demonstra a Erro! Fonte de referência não encontrada. no Porto Organizado de São Francisco do Sul – 2011.616.069 .681 Gordura. GRUPO / MERCADORIA DESEMBARQUE EMBARQUE TOTAL GERAL Carga conteinerizada 829. 2.351 Soda cáustica 200. fertilizantes.982 435.568 1.119.  Movimentação de cargas Além das cargas conteinerizadas.840 195. 168. 45. Vias de circulação interna do Porto de São Francisco do Sul. cevada e principalmente soja) e granéis líquidos (óleo de soja e óleos vegetais). PERSPECTIVAS DE AMPLIAÇÕES Faz parte do projeto de ampliação do Porto de São Francisco do Sul a construção de um novo berço.982 Produtos siderúrgicos 256.683 95.948.000 168. Principais mercadorias movimentadas por sentido e navegação.. art.858 (Fonte: APFS.

Projeção de ampliação com a construção do berço 401A. as áreas adjacentes ao Porto de São Francisco do Sul correspondem apenas aos bairros Paulas. Áreas circunvizinhas A área urbana do município de São Francisco do Sul é dividida em 15 bairros. Paulas. denominados de: Centro.Figura 14. Água Branca. São José do Acaraí. Ubatuba. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 3. 3. Reta. Rocio Pequeno. Morro Grande. Praia Grande. art.6. Entretanto. Praia do Ervino e Vila da Glória. Iperoba. 7° 19/76 . Laranjeiras. Rocio Pequeno e Centro. conforme demonstra a Figura 15. Rocio Grande.6. Enseada. São José do Acaraí.1. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.

art. A urbanização da circunvizinhança é predominantemente portuária.  TESC – Terminal Santa Catarina S. Delimitação dos bairros de São Francisco do Sul (Fonte: adaptado de Prefeitura Municipal de SFS.Figura 15.. O Porto de São Francisco do Sul está localizado em Zona Industrial (com domínio Portuário). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. alterada pela Lei Municipal n°285/03.  CIDASC – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina.A. 2008). sendo eles:  BUNGE Alimentos S. Os estabelecimentos industriais instalados no entorno do Porto consistem de quatro terminais privativos.A. definida pela Lei Municipal n° 763/81.. 7° 20/76 . e  TERLOGS – Terminal Marítimo Ltda.

O TESC é um terminal portuário privado com a atuação direcionada principalmente ao segmento de granéis sólidos (grãos e fertilizantes).7 mil toneladas por dia. Figura 16. O complexo da Bunge tem 125 mil m². A CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) opera o Terminal Graneleiro Irineu Bornhausen.A. além de cinco tanques metálicos para granéis líquidos (Figura 16). O terminal da CIDASC possui dois armazéns dedicados a granéis sólidos. bobinas de chapas metálicas e bordo e transbordo de contêineres em navios para importação (Figura 17). A empresa BUNGE Alimentos S. e duas moegas rodo-ferroviárias. 7° 21/76 . com uma planta de extração de soja para o processamento de até 1. A capacidade de armazenagem é de 200 mil toneladas de granéis sólidos e 45 mil toneladas de óleo de soja. art. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. A capacidade de expedição chega a 1. A recepção é composta por 3 balanças com capacidade para até 120 vagões e 150 caminhoes por dia. com capacidade total de 110 mil toneladas. ambas com fluxo de 500 toneladas/horas. possui três armazéns para granéis sólidos (com capacidade para 174 mil toneladas de grãos) e onze tanques para armazenar óleo de soja. Terminal graneleiro da CIDASC.5 mil TPH (tonelada por hora) de granéis sólidos e 1 mil TPH de óleo de soja.

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.000 ton.Figura 17.A. art. e iniciou suas operações em fevereiro de 2003. Vista aérea do TESC – Terminal Santa Catarina S. O terminal de granéis TERLOGS foi fundado pela SOGO SouthOcean Grãos e Óleos Ltda. As instalações do terminal possuem capacidade estática de armazenagem de até 140. e capacidade total para armazenamento de 140 mil toneladas de granéis (Figura 18). O terminal opera uma área de 40 mil m². 7° 22/76 . contando com um conjunto de 13 balanças ferroviárias e rodoviárias. e pela ALL – América Latina Logística.

A proximidade do litoral e a barreira provocada pela Serra do Mar fazem com que todas as massas de ar e umidade trazida pelos ventos de quadrante Leste provoquem os altos índices de precipitação durante todo o ano. segundo Ayoade (1998). Caracterização climática O município de São Francisco do Sul.Figura 18. art. sendo uma região classificada climaticamente como “mesotérmico úmido sem estação seca definida”. Com duas estações bem distintas. que nada mais é. No inverno. Mesmo nestes meses. Vista aérea do terminal graneleiro da empresa TERLOGS. podem ocorrer chuvas de grande intensidade. do que as mudanças do clima influenciadas pelo relevo. Estas massas de ar provocam temperatura e umidade muito altas e por efeito de convecção. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. provocando queda de temperatura e umidade. Este fenômeno é conhecido como orografia. podem ocorrer períodos em que a precipitação alcança valores extremos para tal época do ano. situa-se em uma área do Estado de Santa Catarina marcada pelo dinamismo atmosférico.6.2. Nestas ocasiões ocorrem alguns dias seguidos de tempo seco. 3. 7° 23/76 . as massas de ar que predominam são as polares. o verão e o inverno. no verão atuam com mais freqüência às massas de ar equatoriais e tropicais. por sua posição geográfica.

7° 24/76 .4°C em janeiro e fevereiro e mínima de 16. A temperatura média na região é de 20. art. situada no município de São Francisco do Sul. Figura 19. mesotérmico úmido e marcado por um verão quente. Segundo a classificação Climática de Köppen.5°C em julho (Figura 20). mas a série histórica apresenta várias lacunas derivadas de interrupções nas medições em diversos anos. a 45 m de altitude. foram utilizados dados da estação meteorológica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI. Para caracterização do clima.5°C. na latitude de 26º 15’ S e longitude de 48º 39’ W. com máxima de 24. Classificação climática do Estado de Santa Catarina (Fonte: CIRAM / EPAGRI). A variável temperatura está correlacionada diretamente com as variáveis de pressão Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Os dados são referentes a médias mensais no período de 1939 a 1983. a região de São Francisco do Sul pertence à área de Clima Subtropical (Cfa). o que evidencia a influência direta das massas de ar tropicais e equatoriais no verão e polares no inverno. conforme observado na Figura 19. A temperatura média apresenta uma variação mensal fortemente relacionada com as estações do ano.

no em outubro.1oC. A média da temperatura mínima absoluta foi de 9. ocorrem centros de baixa pressão. Fevereiro também foi o mês que registrou a maior de precipitação máxima em 24 horas (Figura 21). Em média. média 45 T emp.atmosférica e precipitação. T emp. com temperaturas mais elevadas. Estes dados estão associados a precipitação total acumulada. A média da temperatura absoluta máxima foi de 34. devido às massas de ar freqüentes nesta época.6 mm. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. e o menor. temperaturas máximas (em vermelho) e temperaturas mínimas (em azul). abs. A média mensal é 158. com 92. a temperatura mínima absoluta no município foi 2. Durante o período amostrado. min. No verão. A maior temperatura máxima absoluta registrada entre 1939 e 1983 em São Francisco do Sul foi 40. em janeiro. em agosto (Figura 21). O maior número de dias de chuva foi registrado em fevereiro. abs. Na série histórica utilizada nesta caracterização climática. art. T emp.6°C. com 30. A média de dias com chuva por mês é de 15 dias. Esta baixa pressão provoca aumento de precipitação. chovem 15 dias por mês na área de estudo. A maior temperatura mínima registrada foi de 15. e o menor foi agosto. A média anual de precipitação em São Francisco do Sul é 1. 40 35 30 Temperatura (°C) 25 20 15 10 5 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Meses Figura 20.3°C no mês de fevereiro.904 mm. 7° 25/76 . o mês que registrou a maior quantidade de precipitação foi fevereiro. enquanto que a menor máxima absoluta ocorreu em junho. A menor foi registrada em agosto.2 mm (Figura 21). Temperatura média (linha amarela).6o C. máx.8°C.7°C. com 281 mm.

6 horas (Figura 22). Estes meses com menor umidade estão relacionados aos períodos com maior insolação e menores índices de nebulosidade em São Francisco do Sul.9 % e o com o valor mais baixo é dezembro com 85. precipitação máxima em 24 hs e dias com chuva. A média de horas de sol por mês na área de estudo é 142 horas. Precipitação acumulada. O mês com a maior média é janeiro. art. A média da umidade relativa do ar na área de estudo é 87 %. 7° 26/76 . com 88. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. setembro. com 171. 180 160 140 120 Insolação (horas) 100 80 60 40 20 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Meses Figura 22. com 102. Precipitação acumulada Precipitação máx 24hs 300 Dias com chuva 20 18 250 16 14 Dias com chuva (n°) 200 Precipitação (mm) 12 150 10 8 100 6 4 50 2 0 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Meses Figura 21. para o município de São Francisco do Sul.2% (Figura 23). Horas de insolação acumuladas mensais. O mês com média mais elevada é agosto. e o de menor.4 horas.

São influenciadas por massas de ar polares e passagens de frentes frias. Pressão atmosférica na área de estudo. As altas pressões estão correlacionadas aos meses mais frios do ano. Média da umidade relativa do ar A pressão atmosférica média na altitude da estação meteorológica da EPAGRI em São Francisco do Sul é 1014. 7° 27/76 . A maior média mensal é ocorre em julho e a menor em janeiro (Figura 24). art. As baixas pressões medidas nos meses mais quentes são decorrentes das massas de ar equatoriais e tropicais que atingem o município de São Francisco do Sul no verão. 90 89 88 Umidade relativa (%) 87 86 85 84 83 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Meses Figura 23. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Os centros de baixa e alta pressão são os principais responsáveis pelos índices pluviométricos e alterações de temperatura.5 milibares. 1020 1018 1016 Pressão atmosférica (mb) 1014 1012 1010 1008 1006 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Meses Figura 24.

com velocidade média de 2. art.5 9. Os autores analisaram os dados da estação meteorológica da Escola Técnica Tupy.8 NE E Nos meses de verão.1 NE SW Março 2. A maior velocidade média foi registrada em janeiro (3.4 NE SE Novembro 2. 2002).7 SW SE Maio 2.8 10.7 9.9 10.5 NE SE Fevereiro 2. com velocidade média de 2. Entretanto. a direção predominante do vento foi nordeste.9 10.7 SE NE Setembro 2. 7° 28/76 .0 10. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.8 10. Os demais ocorrem com baixa freqüência: norte (5 %). possuem dominância no verão.4 SW NE Agosto 2. Na primavera. houve dominância de ventos sudoeste. Os resultados apresentados para inverno e verão são coerentes com aqueles da EPAGRI utilizados para este no diagnóstico.4 SE NE Dezembro 3.1 SW NE Abril 2. as direções sudoeste e sudeste foram as mais incidentes.2 m/s) e a menor em junho (2. A velocidade média geral do vento foi 2.8 10. Os ventos das direções nordeste e sudoeste predominaram em São Francisco do Sul no período analisado (1939 a 1983). com velocidade média 2.7 m/s. No outono.0 SW W Julho 2. VELOCIDADE DIREÇÃO DIREÇÃO MESES VELOCIDADE (KM/H) (M/S) PREDOMINANTE SECUNDÁRIA Janeiro 3.7 9. da UNIVILLE e da FATMA-GTZ para o período de 1995 a 1999 e identificaram que na região de São Francisco do Sul predominam os ventos de leste (27 %). As altas pressões atmosféricas no inverno diminuem a incidência de ventos nos meses de maio a agosto.8 m/s.6 m/s na estação. A velocidade média no verão foi 3.7 SW W Junho 2. apresentando valores de velocidade abaixo da média anual (VEADO et al. Os ventos de nordeste com 16 % das ocorrências. a predominância de ventos de leste não condiz com aquelas as direções dominantes encontradas pela EPAGRI (nordeste e sudeste). Para o período de inverno. Tabela 3.6 9.5 m/s) (Tabela 3).2 11. oeste (4 %) e noroeste (2 %).8 m/s. houve maior ocorrência de ventos nordeste e sudeste.1 NE SW Outubro 2. sudeste (15 %) e sul (13 %) predominam no inverno.0 m/s. Velocidade e direção de ventos predominante em cada mês (dados referente ao período de 1939 a 1983).7 9. enquanto que os ventos sudoeste (16 %).

7° 29/76 .3. na desembocadura do canal de acesso à baía. de orientação principal NE-SW e comprimentos de 22 e 30 km nas suas margens Norte e Sul. Em algumas áreas é possível observar contornos morfológicos que evidenciam a presença de paleocanais de drenagem. respectivamente (Figura 25). O setor Norte apresenta um gradiente suavizado e um fundo plano e raso. art. a Baía de Babitonga por sua vez é caracterizada por ser um corpo de água rasa (profundidades médias de 3. a média de 5. Segundo HORN FILHO (1997). A sua largura máxima é de 10 km. encontra-se subdividida em três setores distintos.3. desconsiderando as planícies de marés adjacentes. como é o caso da região localizada ao largo da desembocadura da Baía da Babitonga.6. Descrição dos aspectos físicos e do uso do solo da área de entorno Em termos morfológicos. 1997). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.2 m). que ocupam relativa extensão. assim como platôs observados ao largo da Ilha de São Francisco (PETROBRAS. a plataforma continental interna situada defronte à região que compreende a Ilha de São Francisco. a porção central mostra uma maior inclinação e uma morfologia irregular. levando em consideração sua inclinação e irregularidades de fundo. Figura 25. Imagem de satélite do complexo hídrico da Baía da Babitonga.1 km e a mínima de 2 km. A área total é de 125 km2. e no setor Sul o gradiente se torna maior e representado por uma superfície mais plana.

que constituem a conexão da região continental com a Ilha de São Francisco (Figura 26). o aporte de numerosos canais fluviais e a presença de urna extensa plataforma continental interna adjacente. Estas condições incluem: o caráter salobro de suas águas. uma única e exclusiva conexão com as águas do Oceano Atlântico. Atualmente. Figura 26. art. do ponto de vista de ecossistema. os padrões de circulação bastante complexos e restritos. Entre os aportes fluviais na baía destacam-se ao Norte. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. que desembocam no Canal do Linguado. o Rio Cachoeira que lança suas águas na Lagoa Saguaçu e desta para a baía e. No setor central. o Rio Palmital que se estende para NW por um comprimento de 24 km e o Canal Cubatão do Norte. A Baía de Babitonga reúne as condições básicas de caráter geológico. 7° 30/76 . ao Sul. somente a porção Norte deste canal comunica-se livremente com as águas da Baía de Babitonga. Aterro do Canal do Linguado. uma vez que sua porção Sul foi individualizada do restante do canal pela construção dos aterros Nordeste e Sudoeste. a influência marcante das correntes marinhas e das correntes de marés. geomorfológico e oceanográfico para a inclusão da mesma na categoria de estuário. os rios Panaguamirim e Parati.

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. presença de ilhas constituídas de depósitos lagunares e paludiais de idade holocênica. localizados nas porções marginais dos setores externo e interno da baía. nas proximidades de sua desembocadura e do Rio Palmital e Canal do Linguado. ambos com mais de 600 m. entrecortado por canais.3 m). com profundidades menores que 2 ou 3 m. maiores larguras. 7° 31/76 . art. o fundo é plano. Ocorre também.7 m). atingindo profundidades de até 22 ou 24 m. apresenta: águas mais turvas. profundidades maiores (máximo de 6. nas menores profundidades do setor NW deste canal. associado com o crescente assoreamento da baía e com a interrupção da conexão natural das águas do Canal do Linguado. O fluxo de material detrítico fino. A morfologia de fundo da Baía de Babitonga pode ser subdividida em dois segmentos distintos de acordo com sua profundidade (HORN FILHO. em Itapoá. 2) o segmento mais raso. No setor mais interno da baía. O Sudeste. repercutiram na maior sedimentação pelítica e. e sedimentação de fundo síltico-argilosa. constituído de bancos imersos e eventualmente emersos na forma de terraços rasos e horizontalizados. fundos mais rasos (em média de 2. composta por um conjunto de pequenos morros agrupados. raso. onde as profundidades atingem no máximo 5 m. O Noroeste. sob influência flúvio-marinha dominante. sob influência fluvial predominante. e sedimentação de fundo areno síltico-argilosa. e o morro do Cantagalo em São Francisco do Sul. presença de ilhas formadas de depósitos pleistocênicos e holocênicos. que acompanha praticamente a orientação principal da baía. formando um setor com relevo ondulado a forte ondulado (8 a 45% de declividade) (Figura 27). exibe: águas mais escuras e límpidas. constituído de um canal central. conseqüentemente. na planície uma formação conhecida como “Mar de Morros”. com no máximo 1 km. Na região que circunda a Baía da Babitonga encontram-se serras e morros isolados. com concentração de sedimentos mais arenosos e matéria orgânica. de direção Nordeste-Sudoeste. É marcante o contraste existente entre os setores NW e SE do Canal do Linguado. menores larguras. como por exemplo a Serra da Tiririca. alongado. enriquecidas em sedimentos finos em suspensão. 1997): 1) o segmento mais profundo. com no máximo 3 km. originado das planícies de marés e das lagoas das imediações da cidade de Joinville.

Figura 27. enquanto que os vales seriam entalhados nos corpos de predominância básica. raramente aflorantes. Segundo CHODUR et al. Uma direção de Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. ocorrem altitudes que variam entre 25 a 35 m. As partes mais proeminentes do relevo devem assim corresponder aos termos mais ácidos e menos fraturados. 7° 32/76 . que tem presença marcante na região. (1997). devido à sua proximidade do litoral e suas grandes altitudes. intercalando-se aos fundos de vale que se nivelam pela planície costeira. As vertentes ocidentais são mais curtas. produzidos pelo deslocamento de materiais dissecados do intemperismo das rochas do embasamento. Na transição entre os terrenos da planície costeira e o embasamento cristalino. representando os depósitos continentais de encostas. art. nesta região ocorre uma sucessão de relevos que se encontram alinhados Norte-sul. A planície se estende para Oeste. íngremes e ravinadas. Conjunto de pequenos morros agrupados (Mar de Morros). Ao longo de toda a metade oriental do Complexo Granulítico. até ser interceptada pela Serra do Mar. a assimetria das vertentes sugere mergulhos de foliação orientados preferencialmente para Leste.

Estes. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. correntes e marés. compartimentam-se regionalmente. rebaixando o topo dos serrotes. que se apresentam na forma de extensas áreas aplainadas. O nivelamento do fundo dos vales principais. e facilitando a implantação de vias que demandam o interior. serras e montanhas separadas por vales profundos em “V”. relacionados principalmente às características da rede de drenagem. que está localizada na faixa litorânea. subdividem-se em unidades geomorfológicas. vinculadas às variações eustáticas negativas do mar. Os eventos geológicos causadores de amplos arranjos estruturais e de expressivas ocorrências litológicas geraram grandes conjuntos de formas de relevo. Estas planícies são caracterizadas por espessa sedimentação onde se observa uma ação controlada pela maior energia do mar. levemente inclinadas para jusante. 7° 33/76 . Tais compartimentos compreendem as regiões geomorfológicas que.fraturamento Leste-Oeste de longa extensão corta o maciço. sem deslocar seus alinhamentos. As diversas formas de relevo que cobrem esta região resultam. realça a importância e a profundidade atingida durante os ciclos de dissecação. da sua história geológica. da litologia e de fatores paleoclimáticos. mas sim de fatores de ordem essencialmente climática e de determinadas condições fitoecológicas e pedológicas. com caráter meandrante. picos. A qual se apresenta como um conjunto de cristas. art. em função não mais de causas geológicas. que constituem os domínios morfoestruturais. que está presente na porção mais interior da área (Figura 28). 1998). Áreas de predomínio alúvio-fluviais encontram-se sob ação eminentemente deposicional de canais de 1ª e 2ª ordem. O segundo domínio compreende a unidade geomorfológica Serra do Mar. em decorrência de processos morfogenéticos mais localizados. São porções topograficamente baixas e aplainadas que margeiam os grandes rios. pela ação de ondas. Na área de influência direta do Porto ocorrem dois domínios morfoestruturais: Depósitos Sedimentares Quaternários e Rochas Granitóides (IBGE – DIGEO/SUL. O material mais imaturo deve caracterizar os sedimentos destes períodos de clima possivelmente mais seco e com temperaturas mais amenas. Esta unidade compreende todo o conjunto de ambientes associados aos sedimentos transportados e depositados sob o regime praial. No primeiro domínio está presente a unidade geomorfológica Planícies Marinhas/Eólicas. por sua vez. evidenciada pela grande quantidade de meandros abandonados. principalmente. com encostas de forte declividade e um nítido controle estrutural.

Cachoeira e Parati. há uma apreciável renovação de água na baía. uma maré com Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. além de outras pequenas sub-bacias. com 3. 7° 34/76 . Suas águas são drenadas para leste e seus principais rios deságuam ou diretamente no oceano Atlântico (rio Itapocu) ou na baía da Babitonga (rio Cubatão norte).6. com destaque para a lagoa do Saguaçu. Devido ao fenômeno das marés.4 km2. na área de influência do Porto de São Francisco do Sul. Várias lagoas também estão presentes na região.4.22 m3/s-1.38 km2 e a lagoa do Capivari. art.03 km2. 3. 2003). a lagoa do rio Acaraí com 3. Assim. com vazão média estimada de 57. Recursos hídricos superficiais O Complexo Hídrico da Baía de Babitonga fica localizado na Região Hidrográfica da Baixada Norte Catarinense e faz parte do Sistema Independente de Drenagem da Vertente Atlântica sendo composta pelas bacias hidrográficas dos rios Cubatão. com 1.Figura 28.400 km2. A Baía da Babitonga abrange uma área total de 1. Domínio morfoestrutural Rochas Granitóides compreendendo a unidade geomorfológica Serra do Mar. As águas destas lagoas costeiras normalmente são salobras devido à proximidade com o oceano (MMA. Palmital.

com abertura de 1. Deve-se destacar inicialmente que o litoral norte catarinense encontra-se sob domínio de um regime de micromarés (amplitude menor que 2 metros). ondulação (de SE). que representa 20% do volume total de água da baía.30 metros e com duração de 6 horas. vagas de ENE e vagas provenientes de SSE. Os principais estados do mar associados aos padrões meteorológicos. durante o refluxo das águas por ocasião da baixa-mar. vagas (Sea) e ondas de tempestade (Storm). em 1935. para facilitar a ligação viária entre a Ilha de São Francisco e o continente. durante o período de sizígia. três tipos de ondas atingem a costa da região de estudo: ondulações (Swell). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. com altura média de 0. conferindo boa navegabilidade na região. Segundo FATMA / GTZ (2002). transportando sedimentos para o interior do estuário durante a preamar e desta para o Oceano Atlântico.7 x 108 m3. é a mais importante formação de águas marinhas interiores do litoral Norte de Santa Catarina.8 m e máxima de 1.2 m.8x108 m3. característicos do clima de ondas do verão e do outono são: lestada (proveniente de E e ESE). art.850 m. que atuam dominantemente na desembocadura da Baía da Babitonga.amplitude de 1. a Baía da Babitonga possui uma lâmina de água com área total de 134 km2 e um volume de armazenamento de água em torno de 7. Ao norte da Ilha. Conforme as informações compiladas por HORN FILHO (1997). 7° 35/76 . entre a Praia da Figueira do Pontal (Itapoá) e a Praia do Capri (São Francisco do Sul). propiciam a formação de esporões arenosos como aqueles verificado no Pontal do Capri. A profundidade da baía atinge entre 10 a 15 m no canal. As marés astronômicas provocam o estabelecimento das correntes de marés e de ondas locais. proporciona uma renovação da ordem de 1. A baía possuía uma segunda ligação com o oceano que foi interrompida com o aterro do canal. ligando-se ao Oceano Atlântico através de uma barra principal ao Norte. semidiurno. as correntes de marés aliadas à atuação das ondas e dos ventos predominantes de direção NE. na interface Baía/Oceano.

Figura 29. Carta imagem do Complexo Hídrico da Baía da Babitonga (Fonte: FATMA/GTZ, 2002).

Esse complexo atinge parcialmente seis municípios (Joinville, São Francisco do Sul, Garuva,

Araquari, Itapoá e Barra do Sul) e sua grande extensão territorial pode ser observada pela diversidade

ambiental existente na área. Com nascentes no alto das serras, entre campos de altitude e matas de galeria,

os rios descem as encostas da serra do Mar e atingem a planície quaternária, protegidos pela densa Floresta

Atlântica, até desaguar na Baía da Babitonga, passando pela região dos manguezais. Formada entre o

continente e a Ilha de São Francisco, a Baía da Babitonga é uma das principais formações estuarinas do Sul

do Brasil, onde são encontradas as maiores áreas de manguezais do limite austral da América do Sul.

Os municípios inseridos na área de drenagem do Complexo, à exceção de Joinville, não possuem

sistema público de esgotos sanitários que atenda a malha urbana, ou seja, nas cidades de Garuva, Araquari,

Itapoá, Barra do Sul e São Francisco do Sul os esgotos ali gerados, sem tratamento, são lançados diretamente,

ou por meio das galerias pluviais, nas águas dos rios existentes na região.

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3.6.5. Hidrografia

Na Ilha de São Francisco, a rede hidrográfica consiste de rios perenes da vertente Atlântica, os

quais drenam os terrenos cristalinos do Escudo Catarinense no setor ocidental e os terrenos sedimentares da

planície costeira adjacente. A maioria destes rios apresenta forma meândrica livre, de baixa a média

sinuosidade, desembocando nas águas da Baía da Babitonga, do Canal do Linguado e do Oceano Atlântico

O município de São Francisco do Sul possui bacias hidrográficas litorâneas insulares e

continentais. As principais bacias hidrográficas insulares que drenam para a Baía de Babitonga são: rio Monte

de Trigo, rio Morro da Palha ou Olaria, Arroio Tamarina ou Laranjeiras, Rio Pedreira e rio Jacutinga. No Canal

do Linguado, deságuam os rios Miranda e Pequerê, principalmente. Daqueles que deságuam diretamente no

Oceano Atlântico, a bacia do rio Acaraí é a mais importante. Este está localizado no Centro-Norte da Ilha de

São Francisco e desloca-se na direção Nordeste por cerca de 19 km, desde suas nascentes em meio aos

depósitos pleistocênicos até sua foz, no setor central da Praia da Enseada. Na porção continental, a principal

bacia é a do rio Saí-Mirim, que também deságua no Oceano. Outras pequenas bacias da porção continental de

São Francisco do Sul drenam para a Baía de Babitonga.

Apesar de o município localizar-se em uma região caracterizada como de alta pluviosidade, não

possui bacias hidrográficas em sua porção insular capazes de acumular volumes hídricos significativos,

basicamente devido às pequenas dimensões territoriais dessas bacias. Até alguns anos atrás, o abastecimento

público era atendido por pequenos mananciais distribuídos ao longo da ilha como o Rio Laranjeiras com vazão

de 36L/s, Rio Olaria com 36L/s e Rio Cardoso com 4L/s. Com a construção de um sistema de adução

submerso na Baía de Babitonga, para suprimento das demandas de abastecimento público, atualmente

também são utilizados mananciais de água situados na porção continental do município que são o Rio Alegre

com vazão de 58L/s e o Rio da Rita com 40L/s.

A área de localização do empreendimento encontra-se próximo à beira da Baía da Babitonga, e

situa se também, próxima ao rio Pedreira. O rio Pedreira é um pequeno curso d’água com somente 2,12 km2 de

extensão. O rio sofre influência intensa das atividades antrópicas do município de São Francisco do Sul com a

contribuição de esgotos domésticos devido à falta de um sistema de saneamento básico e por estar centrado

em meio à área urbana do município. Durante o desenvolvimento do município não houve uma preocupação

com a preservação de cobertura vegetal ao longo da margem do rio Pedreira, este quadro agrava possíveis

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processos erosivos que podem ser desencadeados devido à modificação da estrutura do solo causando a

instabilidade de margens.

Figura 30. Rio Pedreira (durante a maré enchente).

3.6.6. Contagem populacional e densidade demográfica

De acordo com a última contagem da população realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística – IBGE (2007), São Francisco do Sul apresenta uma população de 37.613 habitantes, distribuídos

em uma área de 493 km2, o que confere ao município uma densidade demográfica média de aproximadamente

76 hab/km2.

Tabela 4. Censo populacional.
SEXO LOCALIDADE
ANO DO CENSO TOTAL
HOMENS MULHERES URBANO RURAL
1970 126.058 62.981 63.077 112.131 13.927
1980 235.803 119.406 116.397 222.296 13.507
1991 347.151 173.775 173.376 334.674 12.477
1996 397.951 199.044 198.907 372.691 25.260
2000 429.604 213.535 216.069 414.972 14.632
Fonte: IBGE (2007)

É importante destacar que São Francisco do Sul teve a sua população praticamente duplicada

desde a década de 1970 até os dias atuais. Este crescimento ocorreu concomitantemente em outros
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299 Indústria de Transformação 723 531.335 Administração Pública 1. 7° 39/76 .509 298. São inferiores apenas aos postos ligados ao setor comercial (19 %) e de serviços.6.302 Construção Civil 253 52. Economia e fonte de renda no município Em 2005 o PIB do município era de 1.598. Tabela 5.7. art.056 1.574 Total 8. Com relação à renda da população urbana de São Francisco do Sul por faixa salarial. Em Santa Catarina. Número de empregos formais em dezembro de 2006 no município de São Francisco do Sul e em Santa Catarina.464 Serviços Industriais de Utilidade Pública 108 12. seguida de serviços (27%) e comércio (19%) (Tabela 5). fruto do atendimento às demandas geradas pelas atividades portuárias – vitais para a economia local – e pelo turismo. que conta com 47 % da mão-de-obra do município.859 432.822 Comércio 1.466 222. o setor que gera mais empregos formais é a indústria de transformação (33%). que tem apresentado crescimento substancial nas últimas décadas. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.454 FONTE: Ministério do Trabalho e Emprego – RAIS (2006).9 milhões de reais.588 Agropecuária 35 42.070 Serviços 3. Em São Francisco do Sul. 3. os empregos relacionados a cargos públicos representam 18 % do total. ATIVIDADE SÃO FRANCISCO DO SUL SANTA CATARINA Extrativa Mineral 103 6.municípios pertencentes à região nordeste de Santa Catarina e pode ser explicado em função da expansão do setor industrial no estado e na conseqüente absorção de mão-de-obra proveniente de outras regiões. os resultados de uma pesquisa SEBRAE realizada em 2001 indicam que a maioria da população entrevistada recebe de 1 a 3 salários mínimos mensais (Tabela 6).

Observando as formações vegetais presentes na região de estudo.42 no ano 2000. é possível notar uma clara distinção entre aquelas localizadas na baía e aquelas localizadas na área terrestre litoral.908 15. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.1 De 20 a 30 salários mínimos 58 0. como espartina.0 Não informou 17. sendo o perímetro demarcado pela supramaré de sizígia.319 5. e pela área conhecida como “Mar de Morros”. 2003). nanofanerófitas (arbustos com 2 a 3 metros de altura).8.28 por hab/mês em 1991 para o montante de R$ 333.1 De 3 a 5 salários mínimos 1. Avicennia schaueriana e Laguncularia racemosa e a área terrestre é caracterizada pela Mata Atlântica com formação das terras baixas. As formações encontradas no interior da Baía da Babitonga caracterizam-se pela presença de manguezais e plantas higrófitas.388 5.6 De 10 a 20 salários mínimos 296 1. com representantes de vegetações mesofanerófitas (árvores com 6 a 10 metros de altura). RENDA VALOR ABSOLUTO PARTICIPAÇÃO % Menos de 1 salário mínimo 333 1. epífitas (plantas que se desenvolvem sobre outros vegetais) e constritoras (plantas que nascem sobre outras árvores. art. lianas (plantas herbáceas ou lenhosas de hábito trepador ou reptante). disponibilizados pelo Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina – ICEPA revelaram que valor passou de R$ 201. composta por um conjunto de pequenos morros agrupados.3 1 salário mínimo 1.632 68. (PMSFS. lançando suas raízes para o solo). Caracterização da vegetação A área de influência do Porto Organizado está delimitada pelo contorno de terra da Baía da Babitonga. 7° 40/76 .65%.4 De 5 a 10 salários mínimos 933 3. formando um setor com relevo ondulado a forte ondulado (8 a 45% de declividade).1 Fonte: SEBRAE (2001). Tabela 6. representando uma variação positiva de 65.2 Mais de 30 salários mínimos 11 0.6. 3. dados do componente renda do IDH. População urbana de São Francisco do Sul por categoria de renda. No que se refere à renda per capita mensal auferida pelos habitantes do município.1 De 1a 3 salários mínimos 3.

Á sudeste do Porto verifica-se uma vegetação secundária de floresta ombrófila densa de terras baixas. em estágio inicial a nordeste. Estas formações estão limitadas a extensão do morro. art. A face sul do morro está delimitada pela própria área da cidade de São Francisco do Sul. O entorno do Porto é caracterizado essencialmente por floresta ombrófila densa de terras baixas. por estarem circundadas pelo perímetro urbano. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Estas formações se encontram em estágio evoluído de desenvolvimento a sudeste do terreno e. e encontra-se próximo as margens do Rio Pedreira. próximo a comunidade de moradores do Bela Vista. 7° 41/76 . e a face norte pelas rodovias e pelo terreno do Porto (Figura 32). À sudoeste. Vista aérea das áreas de entorno do Porto de São Francisco do Sul. o Porto faz limite com o centro histórico da cidade de São Francisco do Sul. Observa-se ainda que a fronteira entre Terminal e a floresta ombrófila está demarcada por rodovias que cortam a área de influência direta (Figura 31). Figura 31. com uma pequena área de mangue.

Esta variação de fatores inerentes ao solo faz com que a vegetação mais próxima ao mar. formada sobre solos recentes e instáveis. permitem comparar e inferir o processo sucessional. Nota-se um estreito corredor florestal delimitado por atividades antrópicas em todas as suas faces. 1996). A Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas caracteriza-se por uma elevada diversidade florística. art. encontrada sobre solos mais antigos. seja mais pobre em relação à complexidade estrutural da Floresta Ombrófila Densa mais interior. de modo a embasar a recuperação de áreas degradadas (SALIMON. estudos de áreas de idades diferentes presentes na mesma região climática e sobre tipos de solo semelhantes. Cobertura vegetal do relevo na porção anterior à área do empreendimento.Figura 32. O estabelecimento das plantas sobre as planícies litorâneas segue um gradiente vegetacional limitado à condição edáfica. 7° 42/76 . tendo sua flora arbórea estimada em 708 espécies (KLEIN 1978). Dada a dificuldade de se acompanhar todo o processo sucessional de uma área. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.

Ao mesmo tempo. que. de pesquisas e intangível. A área é responsável pelo abrigo.6. Naquele ano. rios e banhados. Foi criado em 23 de setembro de 2005. além da Praia Grande. esta última onde o homem não poderá circular. abrangendo 18 km de praia e 4 ilhas oceânicas do arquipélago de Tamboretes (AMECA.667 hectares. e ocupa uma área correspondente a 24% da ilha de São Francisco do Sul. a Restinga da Praia Grande e o fragmento de Floresta das Terras Baixas que acompanha as nascentes dos referidos rios e continua sua distribuição por longo trecho das margens do rio Acaraí. para que seja conservada a harmonia natural primitiva de procriação das espécies. entre elas as endêmicas e ameaçadas de extinção. Na área do parque incluem-se as nascentes dos rios Perequê e Acaraí e lagoa do Capivaru. Unidades de conservação No município de São Francisco do Sul há uma Unidade de Conservação Estadual – Parque Estadual do Acaraí. 7° 43/76 . restinga.3.AMECA no município. O Parque é constituído por um mosaico de ecossistemas com florestas de terras baixas. mangues. e as áreas primitiva. a associação começou a receber pedidos da população local para que fossem denunciadas a exploração da madeira. como forma de se manter intacta a flora e fauna.517. que apresenta uma área aproximada de 6. localizada na planície litorânea da ilha. A idéia da criação do Parque teve início na época da fundação da Associação Movimento Ecológico Carijós . da ictiofauna. reprodução e alimentação de várias espécies aquáticas. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. pelo Decreto Estadual n° 3. A intenção era a de garantir a preservação de áreas de Mata Atlântica – um dos biomas mais ameaçados do planeta – de relevância em biodiversidade e do mais importante remanescente contínuo de ecossistemas costeiros em Santa Catarina formado pela restinga da Praia Grande. agressões a bromélias e orquídeas. somado a Vegetação de Restinga e de Floresta das Terras Baixas do Domínio da Mata Atlântica. em 1987. a AMECA acionava os órgãos ambientais para que proibissem o loteamento da região. com a utilização de recursos provenientes de compensação ambiental decorrente do licenciamento para a instalação da Empresa Vega do Sul no município. O Parque é dividido em 4 áreas: a área tangível (aberta à visitação pública). art. 2005). constituem local para proteção da flora e fauna. e no caso especifico desta reserva.9. construções irregulares e retirada de areia das dunas.

de restinga. mergulhão. tamanduás. pintassilgo. Uma ave comum há duas décadas e de rara aparição na atualidade é o cuspidor–de-máscara-preta. grachains. cobras raras e venenosas. tirivas. art. 2006). lontras. em vias de extinção. (Conopophaga melanops). socós. o Pica-Pau-de-Banda-Branca (Dryocopus lineatus). dentre outras espécies ainda não identificadas. gaturano. mãos-peladas. rolinha. gambás. cuatis. macacos-prego. que habita o estrato baixo das florestas úmidas das baixadas litorâneas da Serra do Mar (MÜLLER. conhecido também por chupa-dente-de-máscara. A Unidade de Conservação também é um dos locais com maior concentração de sambaquis (sítios arqueológicos ou pré-históricos que representam testemunhos da cultura dos paleoameríndeos do Brasil). aracuã. inhambu. canário da terra. como a Garça Real (Pilherodius pileatus). em grande parte ainda intacta entre a faixa litorânea da Praia Grande (com mais de 20 quilômetros). corujas. joão-de-barro. É recanto ainda de espécies como o curió. Entre as espécies encontradas na região do parque é possível citar os tatus. O inventário das espécies ainda está sendo levantado pelos técnicos da FATMA. macuco. o Martim-Pescador-Grande (Ceryle torquata). pacas. até nascentes dos rios Perequê e do Acaraí. o beija-flor. capivaras. jacu. bonitolindo sanhaço-azul. tico-ticos e muitas espécies de garças. Entre as aves. coleiros. cutias. é possível encontrar algumas espécies raras. 7° 44/76 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. devido a sua proximidade ao centro urbano e a existência da rodovia que liga a Prainha à Praia do Ervino. A vegetação do Parque Estadual do Acaraí é endêmica. sabiás. incluindo nas margens das lagoas que formam e são de procriação natural da ictiofauna. merecendo destaque ainda o alto grau de acessibilidade desta área natural. arapongas. tucanos e saíras de várias espécies. Numerosos sambaquis e outros sítios arqueológicos estão identificados na área.

7° 45/76 . Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (CEPSUL/IBAMA) e Instituto VIDAMAR (ONG responsável pelo projeto Meros do Brasil). art. uma proposta para a criação de uma Unidade de Conservação da baía da Babitonga. Estes estudos foram desenvolvidos por universidades e instituições de pesquisa das quais se destacam a Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. A proposta está embasada em diversos estudos técnico-científicos realizados especificamente para a baía da Babitonga.Figura 33. Parque Estadual do Acarai. Há ainda no município.

ao mesmo tempo. a lista de organismos da fauna aquática brasileira ameaçados de extinção ou sobreexplorados. crustáceos (Caranguejo-Uçá) e o Mero. hábitat exclusivo do Caranguejo-Uçá (Ucides cordatus). bem como do Mero (Epinephelus itajara). A imagem da Figura 34 apresenta a área proposta para Unidade de Conservação. nas ilhas e parcéis da costa adjacente. exemplar da ictiofauna local. acabou culminando na proposta de criação de uma Unidade de Conservação para a área. Espera-se garantir.) e das atividades de maricultura (cultivo de mexilhão e ostras) realizadas na Baía da Babitonga (IBAMA. Desta forma. Esta iniciativa teve o objetivo de promover uma integração harmoniosa entre as atividades produtivas da região e a conservação da natureza e de espécies da fauna que ali ocorrem. Os dados apresentados a seguir foram retirados da proposta de criação da reserva de Fauna da Baía da Babitonga. art. determinadas espécies de cetáceos (Toninha. 2007). Pontoporia blainvillei. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. sua área de alimentação e reprodução. As riquezas naturais singulares da Baía da Babitonga e a necessidade de proteger os ecossistemas locais do impacto das atividades humanas e. as fontes hídricas de relevante interesse para a sobrevivência destas espécies. espera-se assegurar as fontes de recursos naturais que sustentam as atividades turísticas e mais de 2000 famílias de pescadores artesanais. buscando a sustentabilidade destas populações. proteção à população residente de Boto da espécie Sotalia guianensis e da Toninha. onde é possível perceber que a zona portuária não se encontra inserida na proposta da Unidade de Conservação. apresentados por IBAMA (2007). O objetivo da criação da Unidade de Conservação inclui ainda a proteção da área de manguezal. que divulgou em seus anexos 1 e 2. em especial. 7° 46/76 . e considerando o fato de constarem na Instrução Normativa MMA nº 05/2004. pretende-se fomentar a realização de pesquisas que subsidiem a gestão da pesca do Robalo (Centropomus spp. Além disso. Boto cinza).

com a delimitação da unidade de conservação proposta. Nota-se que o canal de acesso ao Porto não está inserida na área. art. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.Figura 34. 7° 47/76 . Área da Baía da Babitonga.

como o morro da Palha. são também áreas de preservação. 7° 48/76 . art. com mata secundária em avançado estágio de recuperação. Para este último está sendo desenvolvido um projeto que visa o uso turístico. com trilhas ecológicas que incentivem a visitação (Secretaria Municipal do Meio Ambiente. onde há uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Cultural Natural que ocupa aproximadamente 7 ha. 2008). no centro histórico do município. existem ainda áreas menores no município que podem ser destacadas em função de sua relevância ambiental. O morro Laranjeiras. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Está localizada às margens da Rodovia BR-280. A área da reserva é composta de Floresta Ombrófila Densa. Além das duas Unidades de Conservação apresentadas. situado na localidade de mesmo nome e o morro do Hospício. nas imediações da empresa Vega do Sul.

a fim de propiciar os subsídios necessários para a atualização e o aperfeiçoamento do Programa de Gerenciamento de Riscos.I. avaliando a freqüência de ocorrência do evento e a severidade de eventuais impactos decorrentes desses perigos. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Os dados e informações que norteiam o PGR são baseados nos resultados do Estudo de Análise de Riscos –EAR. da severidade das consequências e do perigo associado. ao longo do tempo. contribuindo para a prevenção de situações de emergência e aprimoramento das ações previstas no Plano de Ação de Emergência. uma vez que as atividades. Quando da ocorrência de acidentes no Porto. Percussora de outras análises. 7° 49/76 . 4. devem ser realizados especificamente estudos de análise desses riscos. produto e serviços. esta metodologia consiste em identificar as causas que ocasionam a ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas consequencias. não devendo exceder a cinco anos. suas consequências e planos de contingência. ou mesmo a vizinhança e outros aspectos do entorno do Porto apresentam comportamento dinâmico. art. porém.E. este estudo deve ser revisado e atualizado.1. além de fornecer os subsídios necessários para permitir a implementação de medidas preventivas e mitigadoras para a redução e o controle dos riscos durante a operação do Porto de São Francisco do Sul. ESTUDO ANÁLISE DE RISCO A técnica selecionada para analisar os riscos envolvidos na operação do Porto de São Francisco do Sul foi a Análise Preliminar de Perigos (APP). conforme legislação vigente.4. Assim. ANÁLISE. serão parte de específico P. – Plano Individual de Emergência. ou sempre que necessário. o Estudo de Análise de Risco deve ser revisto. sendo então feita uma avaliação qualitativa da frequência de ocorrência do cenário de acidente. Além disso. periodicamente. são sugeridas medidas preventivas e/ou mitigadoras dos perigos a fim de se eliminar as causas ou reduzir os efeitos dos cenários de acidente identificados. bem como a detecção de situações perigosas que possam contribuir para a geração de acidentes. Os riscos ambientais referentes a derrames de derivados do petróleo em corpos d'água. AVALIAÇÃO E REVISÃO DOS RISCOS A análise de riscos tem por objetivo identificar os eventos perigosos.

prestadores de serviço ou em membros da comunidade. No Quadro 2 são exemplificadas as categorias de severidade utilizadas neste estudo. Quadro 2.1. Danos leves aos equipamentos. prestadores de serviço II Crítica ou em membros da comunidade (probabilidade remota de morte). III Marginal Lesões leves em empregados. Esperado ocorrer várias vezes durante a vida útil do E Freqüente processo / instalação. à propriedade e/ou ao meio ambiente. Provoca mortes ou lesões em varias pessoas (empregados.1. Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do D Provável processo / instalação.1.4. Categorias de severidade das conseqüências dos cenários CATEGORIA DENOMINAÇÃO DESCRIÇÃO/CARACTERÍSTICAS Danos irreparáveis aos equipamentos.). mas extremamente A Extremamente remota improvável de ocorrer durante a vida útil do processo / instalação. o máximo que pode ocorrer são casos de primeiros socorros ou tratamento médico menor. prestadores de serviço. Danos severos aos equipamentos. Categorias de freqüência dos cenários utilizadas CATEGORIA DENOMINAÇÃO DESCRIÇÃO Conceitualmente possível. Exige ações corretivas imediatas para evitar seu desdobramento em catástrofe. Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do C Improvável processo / instalação. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. comunidade. Não esperado ocorrer durante a vida útil do B Remota processo / instalação. etc. Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos. 4. Quadro 1. propriedade e/ou ao meio ambiente. art. os cenários acidentais serão classificados em categorias de freqüência. IV Desprezível Não ocorrem lesões/mortes de funcionários e/ou de terceiros. à propriedade e/ou ao meio I Catastrófica ambiente.2. as quais fornecem uma indicação qualitativa da freqüência esperada de ocorrência de cada cenário identificado conforme exemplifica o Quadro 1. 7° 50/76 . Categorias de severidade das conseqüências dos cenários Os cenários de incidentes e acidentes serão classificados em categorias de severidade. as quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das conseqüências de cada cenário identificado. Categorias de freqüências dos cenários utilizadas De acordo com a metodologia de APP utilizada para este estudo. Lesões de gravidade moderada em empregados. à propriedade e/ou ao meio ambiente (os danos materiais são controláveis e/ou de baixo custo de reparo).

4.3. Tal procedimento teve como objetivo identificar as características dos diversos componentes dos meios físico. biótico e antrópico. RISCO RECOMENDAÇÕES 4.5. Categorias de risco As categorias de freqüência e severidade serão combinadas para se gerar categorias de risco. Registro dos resultados Os resultados das APR’s serão registrados de uma forma que facilite sua leitura e entendimento. os principais impactos preliminarmente levantados por meio de vistoria e as características peculiares da região. os resultados serão apresentados na forma de tabelas. Exemplificação de tabela para o registro de resultados da APR.1. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.1. Quadro 3. conforme demonstra o Quadro 3. onde cada coluna representa um fator e as linhas os riscos. Quadro 4. 7° 51/76 . Matriz de classificação de risco Frequência A B C D E I 2 3 4 5 5 II 1 2 3 4 5 Severidade III 1 1 2 3 4 IV 1 1 1 2 3 SEVERIDADE FREQÜÊNCIA RISCO A – Extremamente I – Catastrófica 1 – Desprezível remota II – Crítica B – Remota 2 – Menor III – Marginal C – Improvável 3 – Moderado IV – Desprezível D – Provável 4 – Sério E – Freqüente 5 – Crítico 4. Resultados Para a elaboração da análise de perigos foram aplicadas diretrizes adotando-se como premissas o tipo de atividade exercida. Desta forma. art.4. visando avaliar os possíveis riscos a fim de poder gerenciá-los. SEV.1. PERIGO/EVENTO CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.

 Vazamento de produtos químicos.  Queda de contêiner no terminal. risco e recomendações. foram identificados os seguintes perigos/eventos:  Atropelamento. A seguir serão apresentadas as planilhas de cada evento/perigo mencionado.  Choque-elétrico.  Encalhes ou choques de embarcações.  Queda de homem ao mar.  Proliferação de doenças. com as suas respectivas causas. 7° 52/76 .  Invasões biológicas por água de lastro. severidade.  Acidente com veículos e equipamentos. art. freqüência.  Queda de carga no mar. consequências/efeitos.  Queda de equipamento no mar.  Incêndio nas instalações portuárias.  Queda de equipamento no terminal. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Incêndio em embarcação.  Queda em altura. Através da observação das dinâmicas de funcionamento da atividade portuária que são desenvolvidas no Porto de São Francisco do Sul.  Queda em mesmo nível.

SEV. sonoros e luminosos durante seus deslocamentos.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Atraso das atividades. negligência ou D – PROVÁVEL sonora e luminosa adequada para as manobras de marcha- II . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. fraturas ou morte).  Veículo em alta velocidade. alterado.  Falha mecânica. 7° 53/76 .  Danos às vítimas (lesões. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Falta de atenção ao dirigir.  Garantir que não haja trânsito ou permanência de pessoas no setor necessário à rotina operacional das máquinas e equipamentos. multas e/ou APR Nº 01 a-ré. indenizações.  Estabelecer regras de trânsito na área do Porto. operados por trabalhador habilitado e devidamente identificado.CRÍTICA  Embargo.  Prejuízo à imagem do Porto.  Trabalho com estado mental  Problemas com sindicatos.  Sinalização deficiente ou fora  Garantir que as máquinas e equipamentos sejam dos padrões.   Garantir que todos os veículos possuam sinalização ATROPELAMENTO Perda de carga.  Pedestre utilizando via de  Garantir que todo aparelho de guindar emita sinais veículos. art. 4 – SÉRIO imperícia do condutor. escoriações.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  Imprudência.

art.  Sinalização deficiente ou fora  Prejuízo à imagem do Porto.  Imprudência.  Problemas com sindicatos.  Especificar e exigir o uso de EPI’s.  Não utilização ou uso  Danos às vítimas (lesões. negligência ou  Atraso das atividades. inadequado dos equipamentos de escoriações. 7° 54/76 . morte). e/ou indenizações. ressarcimentos 2 – MENOR APR Nº 02 segurança. resgate nos locais de trabalho próximos à água e pontos de transbordo. dos padrões. C – IMPROVÁVEL  III – MARGINAL Estabelecer rotinas de simulação de acidentes.  Interdição na movimentação de  Treinar e capacitar os trabalhadores.  Mal súbito. SEV. de Emergência para resgate por meio aquático. QUEDA DE HOMEM AO MAR imperícia.  Desenvolver contrato de cooperação (ou contratação do serviço) com empresa que efetue o resgate aquático.  Disponibilizar uma área de atracação para embarcação de emergência ambiental e resgate aquático.  Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE.  Desatenção às normas de  Embargo. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Disponibilizar equipamentos de primeiros socorros. embarcações. fraturas.  Participar da elaboração do Plano de Ajuda Mútua –  Colisão de embarcação. multas. PAM. afogamento ou  Dispor bóias salva-vidas e outros equipamentos de segurança.  Trabalho com estado mental  Estabelecer equipe devidamente apoiada em um Plano alterado. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  Estabelecer sinalização náutica de acordo com a NORMAM 17.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.

desníveis ou buracos. art. antiderrapante. negligência ou imperícia. SEV. 3 . fraturas ou morte). obstáculo/desnível/buraco. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Imprudência.  Problemas com sindicatos. QUEDA EM MESMO NÍVEL  Existência de  Atraso das atividades. escoriações.  Trabalho com estado mental alterado. E – FREQÜENTE Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. segurança. APR Nº 03  Especificar e exigir o uso de EPI’s (sapatos com sola  Desatenção às normas de  Prejuízo à imagem do Porto. por exemplo).  Multas trabalhistas.  Não utilização ou uso inadequado dos equipamentos de segurança. 7° 55/76 .  Sinalização deficiente ou fora dos padrões.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do IV – DESPREZÍVEL  Danos às vítimas (lesões.  Identificar e/ou isolar os locais com obstáculos.MODERADO  Mal súbito.  Superfície escorregadia.  Treinar e capacitar os trabalhadores.

 Garantir que as escadas ou demais estruturas de acesso às embarcações fiquem apoiadas em terra. rampas e demais acessos às escoriações. imperícia.guarda-corpos de proteção contra quedas.  Imprudência. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. art. ressarcimentos D – PROVÁVEL  Desatenção às normas de possuindo boa resistência em toda a sua extensão. segurança. não II – CRÍTICA APR Nº 04 4 – SÉRIO e/ou indenizações. multas.  Garantir que as escadas e rampas disponham de  Condições climáticas adversas.  Atraso das atividades. segurança.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Garantir que os trabalhadores não permaneçam sobre contêiner quando este estiver sendo movimentado. negligência ou  Treinar e capacitar os trabalhadores. que permita a compensação dos movimentos da embarcação. tendo  Trabalho com estado mental em sua base um dispositivo rotativo. dos padrões. permitindo flexões que tirem o equilíbrio do usuário.  Embargo. QUEDA EM ALTURA  Mal súbito. inadequado dos equipamentos de  Problemas com sindicatos. conservação e limpeza. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  Sinalização deficiente ou fora  Garantir que as escadas. SEV. balaustrada.  Danos às vítimas (lesões. devidamente protegido alterado. fraturas ou morte).  Especificar e exigir o uso de EPI’s.  Garantir que os corrimões ofereçam apoio adequado. embarcações sejam mantidas em bom estado de  Prejuízo à imagem do Porto. 7° 56/76 . sendo preservadas as  Não utilização ou uso características das superfícies antiderrapantes.

 Falha operacional.  Danos materiais. acesso das embarcações.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Garantir que não sejam colocadas extensões elétricas  Embargo. art. ressarcimentos nas estruturas e corrimões das escadas e rampas de  Sinalização deficiente ou fora e/ou indenizações.  Atraso das atividades.  Exposição à corrente elétrica. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Problemas com sindicatos. queimaduras ou morte).  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do  Danos às vítimas (perda da C – IMPROVÁVEL 3 – MODERADO  Não utilização ou uso consciência. 7° 57/76 . multas. dos padrões. segurança.  CHOQUE-ELÉTRICO Não-atendimento da NR 10. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Imprudência. SEV.  Dispositivos de segurança inadequados/inexistentes.  Prejuízo à imagem do Porto. negligência ou imperícia. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) (sobretudo a NR II – CRÍTICA APR Nº 05 inadequado dos equipamentos de 10).

multas. fraturas.  Prejuízo à imagem da empresa.  Impor cláusulas de segurança e garantia nos contratos B – REMOTA II .  Danos materiais.  Dispositivos de segurança inadequados/inexistentes. com os armadores. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Imprudência.  Atraso das atividades. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Falha elétrica.  Condições atmosféricas adversas.  Fumar em local proibido. e/ou indenizações.  Danos às vítimas (lesões. SEV.  Iniciação acidental do combustível ou da carga.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. afogamento.  Falha operacional.CRÍTICA 2 – MENOR APR Nº 06  Negligência.  Problemas com sindicatos. 7° 58/76 . escoriações.  Danos ao meio ambiente. INCÊNDIO EM EMBARCAÇÕES  Falha mecânica.  Ausência de sinalização. queimaduras ou morte).  Estocar e/ou misturar  Compor com outras organizações o Plano de Ajuda  Embargo. art.  Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE. ressarcimentos inadequadamente produtos Mútua – PAM. químicos.

PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Propagação do incêndio que  Compor com outras organizações o Plano de Ajuda INCÊNDIO NAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS esteja ocorrendo em outra  Atraso das atividades.  Prejuízo à imagem da empresa. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Curto-circuito e demais panes elétricos (“no breaks”. SEV.  Estabelecer acordos de cooperação com o Corpo de  Dispositivos de segurança Bombeiros e Defesa Civil. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Estabelecer procedimento de inspeção e registro da  Falha mecânica. cigarros.  Instalar rede de hidrantes.  Elevação do valor do seguro da  Desenvolver regras de segurança sobre fontes de  Falha operacional.  Controlar das Fichas de Informação de Segurança de (incompatibilidade). fraturas.  Danos ao meio ambiente. art.  Problemas com sindicatos. de extintores de incêndio.  Elaborar um Plano de Emergência para aplicação da  Ausência de sinalização. inadequados/inexistentes.  Disponibilizar extintores de incêndio.  Realizar treinamentos com os trabalhadores sobre uso  Imprudência. químicos de forma inadequada ou morte). ressarcimentos e/ou indenizações.  Condições atmosféricas adversas. brigada de incêndio prevendo combates à grandes incêndios. APR Nº 07 máquinas e equipamentos. integridade dos containeres. multas. instalação do terminal. queimaduras com sensores de fumaça no prédio administrativo. I – CATASTRÓFICO Produto Químico – FISPQ’s. Mútua – PAM.  Danos às vítimas (lesões. etc.  Negligência.  Instalar rede de “sprinklers” (chuveiros automáticos)  Armazenamento de produtos escoriações. maçaricos.  Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE.). carga e da instalação.  Danos às instalações físicas da 3 – MODERADO  Aquecimento no motor das B – REMOTA empresa.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  Fumar em local proibido.  Iniciação acidental do  Realizar manutenção na rede elétrica.. etc. combustível ou da carga. 7° 59/76 .).  Embargo. ignição (isqueiros. ar condicionado.

geral.50 m das bordas do cais.  Elevação do valor do seguro da  Realizar manutenção preventiva nos equipamentos  Condições climáticas adversas.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. compatibilidade entre o peso das cargas e os equipamentos indenizações. QUEDA DE CARGA NO MAR do container.  Problemas com sindicatos. carga e da instalação. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. 1. utilizados na movimentação dos containeres.   Prejuízo à imagem da empresa. inadequados/inexistentes. art. 7° 60/76 . RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Colisão de embarcação.  Falha operacional.  Treinar e capacitar os operadores de equipamentos em  Imprudência. 1 – DESPREZÍVEL III – MARGINAL  Falha no equipamento utilizado  Implantar sistema de inspeção para verificar a B – REMOTA  Multas.  Danos ao meio ambiente.  Atraso das atividades. SEV. Negligência.  Elaborar um Plano de Emergência para resgate de  Dispositivos de segurança containeres em meio aquático.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do  Queda de altura devido ao peso Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). ressarcimentos e/ou APR Nº 08 na movimentação do container.  Dispor as pilhas de cargas ou materiais a pelo menos  Ruptura de cabo. utilizados na movimentação.

QUEDA DE CONTAINER NO TERMINAL  Queda de altura devido ao peso  Espalhamento de cargas na área  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do do container.  Estabelecer contrato de prestação de serviço com  Multas. APR Nº 09 na movimentação do container.  Negligência.  Ruptura de cabo. art. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.PROVÁVEL serem manuseados.  Problemas com sindicatos. 1.  Falha no equipamento utilizado  Danos ao meio ambiente.  Dispor as pilhas de cargas ou materiais a pelo menos  Prejuízo à imagem da empresa.  Verificação da integridade dos contêineres antes destes 3 – MODERADO III . carga e da instalação. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Colisão de embarcação. para que as cargas  Falha operacional. 7° 61/76 .50 m das bordas do cais. SEV.  Elevação do valor do seguro da adequadamente.  Atraso das atividades.  Dispositivos de segurança inadequados/inexistentes. espalhadas/contaminadas possam ser destinadas  Condições climáticas adversas.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Imprudência. indenizações. retroportuária Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).MARGINAL D . ressarcimentos e/ou empresa especializada em resíduos.

 Prejuízo à imagem da empresa. afastado possível das extremidades do navio. art.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. indenizações.  Negligência. possivelmente da capacidade e  Garantir que as operações de atracação.MARGINAL Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). SEV. desatracação  Falha de equipamento ou operacional.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do 1 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. ressarcimentos e/ou  Imprudência. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO QUEDA DE EQUIPAMENTO NO MAR  Colisão com embarcação.  Condições climáticas adversas.DESPREZÍVEL  Dispositivos de segurança III .  Estabelecer cronograma para vistorias e testes dos equipamentos.  Multas. e manobras de embarcações os guindastes estejam o mais operacional.  Vazamento de óleo no meio aquático  Ruptura de cabo. 7° 62/76 .  Multas ambientais.REMOTA  Perda do equipamento e APR Nº 10 inadequados/inexistentes. B .  Atraso da operação.

manipulação de equipamentos.  Condições climáticas adversas.  Perda do equipamento e possivelmente da capacidade e  Realizar treinamento sobre os riscos da atividade e  Negligência. SEV. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Estabelecer cronograma para vistorias e testes dos  Local inadequado para o equipamentos. operados apenas por trabalhador habilitado e devidamente inadequados/inexistentes. ferramentas/material/equipamentos  Atraso da operação. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). identificado. o tipo de material. ressarcimentos e/ou indenizações. 3 – MODERADO D – PROVÁVEL III – MARGINAL  Vazamento de óleo no meio  Garantir que as máquinas e equipamentos sejam  Dispositivos de segurança APR Nº 11 aquático. art. escoriações. 7° 63/76 .  Imprudência. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO QUEDA DE EQUIPAMENTO NO TERMINAL  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do  Falta de cuidado ao manusear  Lesões.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Possibilidade de vitimas.  Verificar se o local de armazenamento é adequado para operacional.  Falha de equipamento ou  Multas. armazenamento.  Estabelecer cronograma para vistorias e testes dos equipamentos. operacional.

 Abastecimento inadequado dos esportes náuticos. ressarcimentos e/ou indenizações.  Efeitos socioeconômicos  Dispositivos de segurança (impactos negativos ao turismo.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. na cadeia alimentar. hotelaria. máquinas alergias/irritativas. 4 – SÉRIO  Colisão entre veículos. 7° 64/76 . APR Nº 12 perigosos. SEV.  Disponibilizar equipamentos de proteção individual   Danos às vítimas (alergia. D – PROVÁVEL Queda de container.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do  Manuseio inadequado da carga.  Danos ambientais (desequilíbrio  VAZAMENTO DE PRODUTOS QUÍMICOS  Imprudência.  Carga acondicionada de químicos incompatíveis. maneira inadequada.  Manter em seu arquivo literatura técnica referente às  Elevação do valor do seguro da cargas perigosas. entre outros). Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. comércio. não sejam movimentadas com equipamentos inadequados ou equipamentos contra container. intoxicação. náusea. balneabilidade das praias. carga e da instalação. identificação das classes e tipos de produtos perigosos. inadequados/inexistentes. art. fotossintética das algas e plantas  Compor com outras organizações o Plano de Ajuda  Negligência. de  Explosão por mistura de produtos acordo com os símbolos padronizados pela OMI. multas. morte de animais por Mútua – PAM. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Atraso das atividades. quadro contendo a navios.  Segregar adequadamente os containeres no pátio.  Prejuízo à imagem da empresa. redução da taxa Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE. respeitando a classe de risco. maricultura.  Instalar em locais estratégicos. que possam danificá-las.  Ruptura de container. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). pesca. lazer. devidamente atualizadas.  Reações de sensibilização/  Garantir que as embalagens com produtos perigosos  Colisão de veículos. adequado a ação de emergência envolvendo produtos II – CRÍTICA irritabilidade. morte).  Embargo. aquáticas. entre outros).

 Alteração da biodiversidade  Analisar os padrões de navegação. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. da recreação e turismo. espécies aquáticas invasoras que o Porto pode enfrentar. APR Nº 13 4 – SÉRIO lastro. porto e navio. invasoras. nativa e dos processos biológicos.  Ausência de estruturas de D – PROVÁVEL II – CRÍTICA recepção e descarte de água de aqüicultura.  Danos à saúde humana.  Realizar o monitoramento da introdução de espécies  Ausência de requisitos para  Prejuízo à imagem do Porto. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO INVASÕES BIOLÓGICAS POR ÁGUA DE LASTRO  Desatenção aos requisitos da Organização Marítima Internacional  Levantar dados biológicos do Porto.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. (IMO) e do âmbito nacional. da  Fazer comparação entre os portos de destino e origem.  Fazer levantamento das operações de água de lastro  Prejuízo da produção pesqueira e (frequência e volumes). descarga de água de lastro – especialmente áreas permitidas ou  Desenvolver um plano de resposta a bio-invasão. 7° 65/76 .  Gestão inadequada da água de lastro utilizada pelo navio. básico da biota. SEV.  Propor áreas para a tomada de água de lastro e  Ausência de comunicação entre aquelas a serem evitadas. art. proibidas. da infra-estrutura. da indústria e de  Estabelecer o nível e os tipos de risco de introdução de  Ausência do levantamento outras atividades comerciais.  Atraso das atividades. eficiência da navegação.

 físicas (área de armazenamento temporário).  Especificar e exigir o uso de EPI’s. Resíduos Sólidos – PGRS apoiado nos requisitos PROLIFERAÇÃO DE DOENÇAS ambientais e sanitários. SEV.  Vulnerabilidades quanto à  Prejuízo à imagem do Porto. temporário dos resíduos sólidos.  Multas e/ou indenizações. art.SÉRIO Danos à saúde humana.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Ausência de estruturas  Implementar um sistema de controle de vetores adequadas para o armazenamento (dedetização. APR Nº 14 4 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.  Falta de capacitação ou insuficiência profissional da equipe  Atraso das atividades. E – FREQUENTE para os veículos. 7° 66/76 .  Deficiências da infra-estrutura existente (equipamentos) para o  Estabelecer procedimentos de limpeza e desinfecção  Prejuízo econômico.  Condições inadequadas de armazenamento e transporte dos  Implementar um Programa de Gerenciamento de resíduos sólidos. desratização).  Dispor de estruturas adequadas para o armazenamento legislação pertinente. temporário dos resíduos sólidos. resíduos.  Realizar capacitação da equipe envolvida no envolvida no gerenciamento dos gerenciamento dos resíduos.  Formas de destinação final incorretas. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Limpeza inadequada das instalações. equipamentos. recipientes e instalações III – MARGINAL gerenciamento dos resíduos.

 Excesso de velocidade. ressarcimentos e/ou  Garantir que as cargas transportadas por caminhões ou  Falha mecânica. indenizações. queimadura ou APR Nº 15 4 – SÉRIO  morte).  Garantir que todos os veículos possuam sinalização  Danos às vítimas (lesões. sonoros e luminosos durante seus deslocamentos.  Condições mentais alteradas.  Multas. carretas estejam peadas ou fixas de modo a evitar sua  Falha operacional. alcance do raio da lança do guindaste.  Incêndio/explosão.  Danos às instalações físicas. sinalizado.  Sinalizar as vias adequadamente (limite de velocidade.).  Estabelecer cronograma para vistorias e testes dos equipamentos.  Garantir que o acesso à embarcação fique fora do  Prejuízo à imagem da empresa. etc. sentido do tráfego. Mal súbito. fraturas.  Danos ao meio ambiente. art. queda acidental.  Negligência. a-ré. o local de acesso deve ser adequadamente  Problemas com sindicatos. alertas. II – CRÍTICA escoriações.  Danos aos equipamentos. sonora e luminosa adequada para as manobras de marcha- D – PROVÁVEL  Ausência de sinalização. Quando isso não for possível.  Atraso das atividades. ACIDENTE COM VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS  Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE. 7° 67/76 . Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). SEV.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ.  Garantir que todo aparelho de guindar emita sinais  Imprudência. restrição de acesso.

entre o prático.  Problemas com sindicatos. através de transceptor portátil. e o responsável em terra B – REMOTA queimadura ou morte).  Embargo.  Danos ao meio ambiente (vazamento de óleo. SEV. multas.  Perda de carga. fardos.  Incêndio/explosão. ENCALHES OU CHOQUES DE EMBARCAÇÕES  Atraso das atividades.  Prejuízo à imagem da empresa. de modo a  Falha no sistema de drenagem ser assegurada uma comunicação bilateral.  Falha mecânica na embarcação.  Desenvolver contrato de cooperação (ou contratação do serviço) com empresa que efetue o resgate aquático.  Compor com outras organizações o Plano de Ajuda  Danos às instalações físicas. ao peso excessivo de containers. e/ou indenizações.PERIGO/E CAUSAS CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS FREQ. 7° 68/76 .. na embarcação.  Estabelecer equipe devidamente apoiada em um Plano  Queda de homem ao mar. APR Nº 16 pela atracação. art.  Imprudência. de emergência ambiental e resgate aquático.  Falha operacional. etc.  Atender às Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). afogamento.  Garantir que os trabalhadores utilizem coletes salva-  Falha no sistema de vidas durante as operações de atracação. RISCO RECOMENDAÇÕES VENTO  Interdição na movimentação de embarcações no porto. Mútua – PAM.  Garantir que seja utilizado um sistema de comunicação I – CATASTRÓFICA  3 – MODERADO Condições climáticas adversas.  Sinalização deficiente ou fora  Disponibilizar uma área de atracação para embarcação dos padrões.  Queda de container na água. de Emergência para resgate por meio aquático. desatracação e comunicação. por exemplo).  Danos às vítimas (lesões. fraturas. no porão da embarcação. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. ressarcimentos manobras de embarcações. escoriações.  Adernamento do navio devido  Elaborar o Plano de Controle de Emergência – PCE.

7° 69/76 . aplicar técnicas mais sofisticadas para avaliar a redução dos perigos. possibilitando que sejam tomadas precauções mitigadoras destes riscos. O perigo é avaliado usando-se como modelos procedimentos estruturados com a finalidade de identificar os perigos mais sérios para. A partir da combinação das categorias de frequência e severidade para cada evento/perigo considerado para o Porto de São Francisco do Sul. A partir dos resultados obtidos na Análise Preliminar de Perigos – APP realizada para o Porto de São Francisco do Sul constatou-se que nenhum dos cenários acidentais foi considerado com risco crítico. art. verificando os danos (consequências) e a frequência (probabilidade) de ocorrência dos eventos sinistros.6. demonstradas no Quadro a seguir. sendo que aqueles categorizados como de risco sério deverão ser gerenciados de modo a que o risco residual se situe em níveis adequados.1. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. foram geradas categorias de risco. em seguida. Considerações finais A análise de risco consistiu em identificar a atual percepção e gestão dos riscos e perigos no Porto de São Francisco do Sul. RISCO IDENTIFICADO Nº DA APP EVENTO / PERIGO 1 – Desprezível 08 Queda de carga no mar 1 – Desprezível 10 Queda de equipamento no mar 2 – Menor 02 Queda de homem ao mar 2 – Menor 06 Incêndio em embarcações 3 – Moderado 03 Queda em mesmo nível 3 – Moderado 05 Choque-elétrico 3 – Moderado 07 Incêndio nas instalações portuárias 3 – Moderado 09 Queda de container no terminal 3 – Moderado 11 Queda de equipamento no terminal 3 – Moderado 16 Encalhes ou choques de embarcações 4 – Sério 01 Atropelamento 4 – Sério 04 Queda em altura 4 – Sério 12 Vazamento de produtos químicos 4 – Sério 13 Invasões biológicas por água de lastro 4 – Sério 14 Proliferação de doenças 4 – Sério 15 Acidente com veículos e equipamentos 4. Quadro 5. Resultado da Analise Preliminar de Risco – APR. se for o caso.

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Não Conformidades. 7° 70/76 . Ao longo das APRs foram indicadas diversas recomendações preventivas e mitigadoras com objetivo de minimizar ou mesmo eliminar os riscos estudados. Os principais procedimentos operacionais relacionados com a segurança das atividades estão relacionados abaixo:  SGA-PR-001 Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais.  SGA-PEI Plano de Emergência Individual. Estes procedimentos propiciam instruções precisas e condições necessárias para a realização de operações. Ressalta-se ainda a importância de realizar revisões periódicas na análise de risco de acordo com o andamento da fase de operação do Porto de São Francisco do Sul. considerando as informações de segurança e preservação do meio ambiente. art.  SGA-PR-011 Controle no manuseio e armazenamento de produtos perigosos e potencialmente impactantes. e  SGA-PR-012 Gerenciamento de resíduos sólidos.  SGA-PR-006 Registro e Tratamento de Anomalias.  SGA-PR-008 Gestão de terceiros e fornecedores. O Porto conta com procedimentos operacionais que descrevem instruções que complementam as normas e devem ser cumpridas por todos os colaboradores.  SGA-PR-002 Controle da legislação e requisitos aplicáveis. Ações Preventivas e Ações Corretivas e Investigação de Incidentes. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS As atividades e operações realizadas no Porto estão previstas em procedimentos operacionais que integram o Sistema de Gestão do PSFS.  SGA-PR-009 Gerenciamento de Emissões Atmosféricas. e  SGA-PCE Plano de Controle de Emergências.  SGA-PR-010 Gerenciamento de Efluentes Líquidos. 5.

que até aquela data não manifestou nenhum sinal de anormalidade.6. MANUTENÇÃO E GARANTIA DA INTEGRIDADE DE SISTEMAS CRÍTICOS Os procedimentos de manutenção têm por objetivo garantir o correto funcionamento dos equipamentos destinados às operações do Porto. a segurança das instalações. 6. para atender exigências baseadas em condições de parâmetro ou tempo.1.1. Também. ou fique demonstrado seu funcionamento irregular. que exige a retirada de funcionamento de um equipamento. 7° 71/76 . O PSFS realiza inspeção e manutenções preventivas e corretivas de seus equipamentos e os seus respectivos componentes. Classificação da Manutenção Instruções preventivas Refere-se à manutenção preventiva. a fim de evitar que eventuais falhas possam comprometer a continuidade operacional. art. é disponível um procedimento para Registro e Tratamento de Anomalias. bem como apresenta os formulários e checklists modelos e padrões em uso no Porto. Não Conformidades. Instruções corretivas Refere-se à manutenção corretiva. A seguir são apresentados os tipos de manutenção e inspeção executadas no Porto. MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO Os procedimentos de manutenção e inspeção reúnem de maneira condensada e simples os principais conceitos e diretrizes técnicas e administrativas ligados às atividades. 6. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.1. que trata sobre ações corretivas e preventivas dos sistemas críticos. O Porto possui procedimentos de manutenção preventiva em que são apresentados os requisitos para manutenção dos equipamentos críticos. detectável de maneira simples. Todos os procedimentos de manutenção e manuais devem ser revisados periodicamente por profissionais habilitados sendo divulgadas todas as alterações a todos os funcionários e terceiros envolvidos. Ações Preventivas e Ações Corretivas e Investigação de Incidentes. das pessoas e do meio ambiente. necessária quando ocorrem falhas no equipamento.

1. Todos os cursos e treinamentos são registrados. TREINAMENTO PERIÓDICO / COMPLEMENTAR O treinamento periódico/complementar tem a função de capacitar o colaborador que já está trabalhando na operação. demonstrando a competência exigida na realização de suas funções. no equipamento. Desse modo. sendo a documentação pertinente mantida arquivada pela área administrativa. Devem ser executados treinamentos relacionados com o atendimento a emergência. ou seja. 7. CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS O treinamento é uma das atividades de maior importância uma vez que tem por finalidade garantir que os funcionários estejam capacitados para desempenhar suas funções e estejam permanentemente atualizados para o desenvolvimento de suas atividades. no processo. Com o objetivo de preparar o colaborador para a execução de suas tarefas com segurança e respeito à saúde e ao meio ambiente. 7. todos os funcionários do Porto têm por obrigação conhecer detalhadamente suas tarefas. com dados atualizados e complementados com requalificação dentro do período de 2 a 3 anos. O treinamento consiste dos mesmos itens do treinamento inicial. estando preparado para emergências e situações operacionais que se fizer necessário. conscientizando e capacitando tecnicamente os colaboradores. atualizando-se com novas informações. os funcionários envolvidos devem receber treinamentos sobre as alterações implementadas antes que o novo equipamento/sistema entre em operação. no sistema. 7° 72/76 .2. É importante ressaltar que. art. para que esteja permanentemente reciclado com os procedimentos operacionais. sempre quando houver modificações nos procedimentos.7. PROGRAMA DE TREINAMENTO O treinamento desempenha um papel fundamental. nas instalações. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. quando for inserida uma nova atividade.

7° 73/76 . ou possam resultar.  Considerações dos fatos relevantes. buscando de forma preventiva. Não Conformidades. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTES E ACIDENTES O objetivo da investigação de incidentes e acidentes é obter o maior numero possível de elementos que possam identificar as causas básicas dessas ocorrências. Incidentes ou Acidentes das atividades executadas no PSFS.  Definição de causas que contribuíram para a ocorrência. Ações Preventivas e Ações Corretivas e Investigação de Incidentes Em casos específicos a investigação poderá contar com a assessoria de técnicos externos. art. A investigação é iniciada imediatamente após a informação da ocorrência. Todo acidente é objeto de investigação e análise.8. 9.  Levantamento de informações de equipamentos envolvidos. identificar situações que possibilitem alguma ocorrência indesejável. AUDITORIAS A realização de auditorias tem por objetivo identificar situações de não conformidade que possam influenciar na segurança das atividades desenvolvidas no PSFS.  Análise das informações coletadas.  Elaboração de ações de para o efetivo bloqueio de causas reincidentes e das anormalidades encontradas. especialmente contratados para esta atividade. A investigação contempla:  Avaliação técnica do local. em desconformidades operacionais. danos ao patrimônio ou impactos ambientais devem ser investigados e avaliados. danos à integridade física de pessoas. onde os técnicos responsáveis e membros da Comissão Interna de Investigação de Acidentes (CIPA) se deslocam até o local para coleta de informações e realização do atendimento. de acordo com sua gravidade. sendo elaborado o relatórios sumário no prazo máximo de trinta dias da ocorrência do fato. que resultem. a fim de prevenir outros eventos similares. As diretrizes para o processo de investigação e registros de acidentes é descrita no procedimento SGA-PR-006 Registro e Tratamento de Anomalias.

Ações Preventivas e Ações Corretivas e Investigação de Incidentes Todas as auditorias deverão ser registradas para o devido acompanhamento da implementação e eficácia das ações corretivas. O PSFS executará periodicamente a programação de auditorias para avaliar a eficácia do PGR. sendo que todos os documentos gerados nas auditorias deverão ser arquivados. sendo o Coordenador do PGR o responsável pela manutenção da programação e definição da equipe de auditoria interna. art. Não Conformidades. Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98. Vale ressaltar que a implantação das ações corretivas identificadas nas auditorias será apresentado no Plano de Ação. 7° 74/76 . baseado no procedimento SGA-PR-006 Registro e Tratamento de Anomalias.

Julho/2012 Programa de Gerenciamento de Riscos Porto de São Francisco do Sul Direitos Autorais Lei nº 9610/98.793-9 Renata Pereira de Araujo Segurança do Trabalho. 7° 75/76 . Msc.497 _______________________________________ Renata Pereira de Araujo Engenheira Ambiental e de Segurança do Trabalho. 611.10. art. Msc. RESPONSÁVEL TÉCNICO CADASTRO REGISTRO TÉCNICO FORMAÇÃO IBAMA CONSELHO DE CLASSE Engenheira Ambiental e de CREA/SC 71.