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CADERNO DE TESTES

Testes de Direito Penal
com Respostas Comentadas
Michele Ribeiro de Melo

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EDITORA NOVA APOSTILA
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NOSSA EQUIPE
AUTORA
MICHELE RIBEIRO DE MELO

DIAGRAMAÇÃO
EMANUELA AMARAL
ELAINE CRISTINA GOMES

DESIGN GRÁFICO
BRUNO FERNANDES

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
ANDRÉIA AGOSTIN EMÍDIO
MÁRCIO ANDRÉ EMÍDIO

COORDENAÇÃO GERAL
JULIANA PIVOTTO
PEDRO MOURA

ISBN: 978-85-64384-40-8

Michele Ribeiro de Melo
Professora de Direito Civil na Faculdade de Direito da Alta Paulista em
Tupã/SP. Consultora jurídica. Palestrante. Autora das obras: Psicografia e
Prova Judicial pela Editora Lex Magister; Teoria Geral do Direito: ensaios
sobre dignidade humana e fraternidade, Editora Boreal; Resumo de Direito
Penal Comentado, pela Editora Nova. Autora de diversos artigos jurídicos.
Mestre em Teoria do Direito e do Estado pelo Centro Universitário Eurípi-
des de Marília – UNIVEM. Graduada em Direito pelo Centro Universitário
Eurípides de Marília – UNIVEM.

ÍNDICE

APRESENTAÇÃO...........................................................................................07
AÇÃO PENAL..................................................................................................11
APLICABILIDADE DALEI PENAL...........................................................22
CONCURSO DE PESSOAS...........................................................................57
EXTINÇÃO DAPUNIBILIDADE.................................................................64
IMPUTABILIDADE PENAL.........................................................................73
PRINCÍPIOS DO D IREITO PENAL............................................................79
TEORIAGERALDO CRIME.......................................................................89
TEORIA GERAL DE PENA........................................................................136
DOS CRIMES EM ESPÉCIE: DOS CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA......................................................................................................156
DOS CRIMES CONTRAO PATRIMÔNIO..................................................158
DOS CRIMES CONTRAAINCOLUMIDADE PÚBLICA..........................183
DOS CRIMES CONTRAAFÉ PÚBLICA.....................................................185
DOS CRIMES CONTRAAADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.......................203
DOS CRIMES CONTRAAADMINISTRAÇÃO DAJUSTIÇA...................242
DOS CRIMES CONTRAAPESSOA.............................................................275
DOS CRIMES CONTRAAORGANIZAÇÃO DOTRABALHO.................290
LEGISLAÇÕES............................................................................................291

além das questões dos crimes contra a ordem tributária. sempre lembrando que tão importante quando o estudo é a educação mental para atingir os objetivos. é notória a necessidade da preparação do candidato por meio de cursos. livros. a qualidade de vida que todos merecem. contra o patrimônio. mas é preciso cuidar das emoções. O Direito Penal é o ramo do direito público que define as infrações penais e estabelece as sanções a serem aplicadas. por este motivo. na confiança em si e compromissado com o bem geral. Acreditando no seu potencial reunimos nesta obra 500 questões de Direito Penal. É interessante constatar que não raras vezes as questões das provas dos concursos se repetem ou até mesmo pouco se modificam. daquele que luta por um país mais justo a começar por suas pequenas atitudes diárias. contra a administração pública. mas que somente se alcança quando se sente responsável por seus próprios atos e pelo meio em que vive. É área muito importante no direito brasileiro e por este motivo de suma importância para o candidato à vaga em cargos públicos. APRESENTAÇÃO Nos dias atuais. que é um ponto de suma importância para seus estudos. visando a melhor seleção dos futuros funcionários públicos do Estado. A obra conta com questões da parte geral do Direito Penal. criando uma conduta mental positiva. disciplina de estudo e preparação mental. o candidato que se propõe a resolver questões de concursos anteriores se prepara com mais plenitude. contra a incolumidade pública. estabilidade e sucesso. cresce também o grau de dificuldade das provas. O candidato a um cargo público precisa ter o perfil do agente transformador da sociedade. visando oferecer mais uma importante ferramenta em sua preparação. apostilas. aplicado e com muita disciplina. assim. Com certeza. com este perfil o candidato alcançará o tão almejado cargo e muito mais. pois para o sucesso do candidato é preciso aliar todas as ferramentas e recursos disponíveis. Nesse contexto. cresce o número de candidatos em busca deste padrão profissional. possuindo maiores conhecimentos que com certeza o auxiliarão a atingir o objetivo a ser atingido. antecipando a responsabilidade com a carreira que pretende abraçar. vídeo-aulas. contra a fé pública. alcançará o sucesso pessoal que todos buscam. . A preparação para as provas deve ser realizada por meio de estudo sério. onde se conjuga segurança. o concurso público é a grande porta para careiras profissionais estáveis e bem remuneradas. contra a administração da justiça e dos crimes contra a vida. Com a crescente procura por carreiras sólidas e estáveis.

É notório que concurso público exige perseverança. renúncia e esforço. desse modo. A autora. Desse modo. dedicação. . Desejamos a você muito sucesso. O simulado de provas é um meio muito importante para a preparação do aluno. o perfil das questões e a administração do tempo para a resolução das questões. pois assim. confiantes de que será um profissional exemplar e dando sua quota de colaboração para a construção de um Brasil melhor. reunimos questões de diversos concursos e diversos graus de dificuldade para facilitar o estudo e a preparação do candidato. é preciso ter foco naquilo que se almeja e força de vontade. oberva o grau de dificuldade das provas.

MICHELE RIBEIRO DE MELO Direito Penal Caderno de Testes 2ª edição São Paulo Nova Apostila 2014 .

podendo ser dispensado sempre que o integrante do Ministério Público ou o ofendido tiver elementos suficientes para promover a ação penal. o órgão do MP dispensará o inquérito se. do CPP. utilizar a expressão “sempre que”. requerer o arquivamento do inquérito policial. Art. deverá determinar o prosseguimento da ação penal. se o ofendido morrer ou for decla- rado ausente por decisão judicial. que significa uma condição. C) Tanto a ação pública incondicionada quanto a ação condicionada devem ser promovidas por denúncia do MP. D) Seja qual for o crime. a ação será extinta. informações sobre o fato e a autoria. o lugar e os elementos de convicção. o juiz. quando praticado em detrimento do patrimônio da União ou de estado. estabelece que qualquer um do povo poderá fornecer. B) Em se tratando de delitos de ação penal pública condicionada à repre- sentação do ofendido. em vez de apresentar a denúncia. forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. Da mesma forma. indicando o tempo. no caso de considerar improcedentes as razões invoca- das. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – CESPE/2012) Assinale a opção correta a respeito de ação penal. 12. não é imprescindível. por escrito. a ação penal será pública condicionada à representação da autoridade competente. 11 . porque o art. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa. do Código de Processo Penal. apesar de ser uma peça importante. Os doutrinadores baseiam tal entendimento no fato de o art. sempre que servir de base a uma ou outra”. Atualmente. a doutrina tradicional entende que o inquérito policial. E) Se o MP. independentemente de representação do ofendido. 27. A) Nas hipóteses de ação penal privada. Os defensores dessa corrente sustentam que o inquérito policial não é uma etapa obrigatória da persecução penal. que trata da  delatio crimi- nis postulatória. Direito Penal AÇÃO PENAL 1. uma vez que não haverá mais legitimidade processual que justifique o seu prosseguimento. 12. com a repre- sentação.

nos casos em que caiba a ação pública. por escrito. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público. o § 5º. 16). No último caso. ao órgão do Ministério Público. mediante declaração. e de 15 dias. estando o réu preso. escrita ou oral. ou à autoridade policial. Direito Penal Essa circunstância significa. No mesmo sentido. se o réu estiver solto ou afiançado. fornecendo-lhe.  O prazo para oferecimento da denúncia. oferecerá a denúncia no prazo de 15 (quinze) dias. Finalmente. 12 . feita ao juiz. se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art. para os adeptos da referida tese. e. 46. pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. que quando tais informações forem suficientes não é necessário o inquérito policial: Art. contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos. o lugar e os elementos de convicção. do CPP. se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. será de 5 dias. estabelece que o integrante do Parquet dispensará o inquérito se forem apresentados elementos suficientes para a propositura da ação: Art. 46. do art. o prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação. 39. O direito de representação poderá ser exercido. § 1o  Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial. 27. informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo. 39. o § 1º do art. contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial. neste caso. § 5º. descreve mais uma hipótese de dispensabilidade do inquérito policial: Art. O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito.

Art. desde que. do Código Penal. 2. b) O direito de queixa pode ser exercido mesmo depois de renunciado taci- tamente.CESPE/2010) No sistema criminal brasi- leiro. se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. (DPU . constituem crimes. 16). por si mesmos. em relação a qualquer destes. 101 dispõe sobre a ação penal no crime complexo: Art. RESPOSTA: “B”. (FEPESE/SC . 101 . se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. A questão está errada pois contrária dispositivo de lei. 104. RESPOSTA: “D”. O Código Penal. desde que. contado do data em que se praticou a conduta delituosa. haja vista que. c) O ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. e) Para produzir efeitos. 3. 13 .Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que. não se admite a renúncia tácita ao direito de queixa. de acordo com o art. ainda que outro seja o momento do resultado. a questão está correta de acordo com disposto no Código Penal. Direito Penal No último caso. em seu art. se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art. pode-se afirmar: a) A representação será irretratável depois de recebida a denúncia. contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos. Assim. 104. cabe ação pública em relação àquele. O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente. constituem crimes.Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ/2010) De acordo com o Código Penal. por si mesmos. d) Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fa- tos que. cabe ação pública em relação àquele.Agente administrativo . o perdão independe de aceitação pelo querelado. em relação a qualquer destes.

RESPOSTA: “CORRETA”.A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. 14 . todavia. 100 . (DPU . art. Vejamos o que dispõe o Código Penal a respeito da Ação pública e de iniciativa privada: Art. A questão está de acordo com o disposto no Código Penal.Agente administrativo – CESPE/2010) Nos crimes de ação penal pública ou nos que se procede mediante queixa. Direito Penal Parágrafo único . a questão está correta.A ação penal é pública. salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido.Agente administrativo – CESPE /2010) Para oferecer queixa. § 2º que reza que “Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória”. a vítima poderá perdoar o agressor. ainda que o processo esteja em grau de re- curso e tramitando perante tribunal.   Desse modo. não a implica. 4. 6. o procurador deve ser necessariamente advogado e possuir poderes gerais de re- presentação do ofendido. o perdão do ofendido obsta o prosseguimento da ação. desse modo. contanto que o faça antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. a questão está errada. RESPOSTA: “ERRADA”.Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo. 5.  2º .  RESPOSTA: “ERRADA”. (DPU . pois a representação não necessita ser efetuada por advogado com poderes gerais de representação do ofendido.Agente administrativo – CESPE/2010) Na ação penal privada. o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. (DPU . 106.

in verbis: Art. obsta ao prosseguimento da ação. nos crimes em que somente se procede mediante queixa. art.Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que. no art. por si mesmos. em qualquer hipótese. 105. reza que o prazo decadencial é de 6 meses contado do dia em que o ofendido ou sucessor veio a saber quem é o autor do crime. Art. 103 . 105. em relação a qualquer destes. cabe ação pública em relação àquele. RESPOSTA: “ERRADA”. se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. 101. 100 deste Código. (DPU . do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.  RESPOSTA: “ERRADA”.Agente administrativo – CESPE/2010) A ação penal no crime complexo será intentada. constituem crimes. no caso do § 3º do art. O Código Penal. O Código Penal. por intermédio de queixa-cri- me. 103. O perdão do ofendido.   15 . 101 . desde que. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. dispõe sobre a ação penal no crime complexo.Salvo disposição expressa em contrário. (DPU . vejamos: Art. Direito Penal A afirmativa está errada porque contraria o disposto no Código Penal. 7. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. ou. art.Agente administrativo – CESPE/2010) O prazo decadencial de representação para os sucessores corre a partir do momento em que eles forem notificados judicialmente para manifestar interesse em representar. 8.

se concedido por um dos ofendidos. II . no processo ou fora dele. a ordem de preferência deverá ser respeitada. descendente ou irmão. 106 dispõe que: Art. Direito Penal Dessa forma. a questão errada ao contrariar dispositivo de lei quando afirma que a ação penal no crime complexo será intentada por intermédio de queixa-crime. No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial. descendente ou irmão. (DPU .Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória. 106 . 100.se concedido a qualquer dos querelados. de igual modo. (DPU . a extinção da punibilidade. se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa. A doutrina entende havendo divergência entre sucessores. § 1º . a todos aproveita. não prejudica o direito dos outros.Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação. expresso ou tácito: I .Agente administrativo – CESPE/2010) A recusa do perdão por um dos querelados não produz efeitos jurídicos aos demais querelados que acei- tarem ser perdoados e impede. o juiz extinguirá a ação penal.se o querelado o recusa. § 2º . o parente mais próximo na ordem de ascendente. terá preferência o cônjuge. na ausência deste. não produz efeito. e. O Código Penal em seu art. ascendente. O art. 16 . RESPOSTA: “ERRADA”. 9. reza que: § 4º.Agente administrativo – CESPE/2010) No caso de morte do ofen- dido ou quando declarado ausente por decisão judicial. III . Havendo divergência entre os sucessores. RESPOSTA: “ERRADA”. o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge.O perdão. 10. § 4º do Código Penal.

RESPOSTA: “ERRADA”. no caso do § 3º do art. § 4º do Código Penal. (DPU . Dessa forma. o direito de representação passará aos sucessores. Observamos que o prazo para a representação é decadencial. reza que: Art. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. de seis meses. manifeste desinteresse em propor a ação ou em ofertar a representação. No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial. Salvo disposição expressa em contrário. 12. não obstará o direito dos demais sucessores. 11. observamos que a questão está errada. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.Agente administrativo – CESPE/2010) Na sucessão do direito de queixa ou de representação. 100. vindo esta a falecer. reza que: § 4º. RESPOSTA: “ERRADA”. caso o cônjuge. caso a vítima. os outros que o aceitaram terão extinta a punibilidade. tenha deixado transcorrer o prazo para representar. ascendente. RESPOSTA: “ERRADA”. Direito Penal Desse modo. O Código Penal em seu art. 103. 17 . se um dos querelados não aceitar o perdão. mesmo tendo ciência da autoria da infração penal. isso obstará o direito dos outros sucessores. o exercício do direito não passará aos sucessores. descendente ou irmão. haja vista que. o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge. 103. que possui preferência.Agente administrativo – CESPE/2010) Na ação penal pública condicionada à representação. caso o cônjuge manifeste desinteresse em propor a ação ou em ofertar a representação. Caso transcorra o prazo. ou. 100 deste Código. maior de idade e capaz. (DPU . O art.

Agente administrativo – CESPE/2010) Em qualquer infração penal.Agente administrativo – CESPE/2010) A extinção da pessoa ju- rídica. RESPOSTA: “ERRADA”.Agente administrativo – CESPE/2010) A denúncia é o instru- mento de provocação da jurisdição na ação penal pública. titular da ação penal privada em curso. A questão está correta. o recebimento de valores pelo ofendido ou seus sucessores. Direito Penal 13. seja ela condicionada ou incondicionada. 104. RESPOSTA: “CORRETA”. sem deixar sucessor. reza que: § 2º. seja esta condiciona- da ou incondicionada. De acordo com o parágrafo único. (DPU . Assim. 14. RESPOSTA: “ERRADA”. Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo. O art. do art. todavia. a ação penal pública. (DPU . in verbis: Parágrafo Único. autoriza o MP a dar seguimento à ação. dispõe sobre a ação pública e de iniciativa privada e em seu § 2º. portanto. (DPU . a questão está errada. 18 . o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. o Ministério Público não poderá dar prosseguimento à ação. necessita de provocação do Ministério Público e é inicia por meio da denúncia. 15. Em caso de extinção da pessoa jurídica. não a implica. a questão está errada. como inde- nização do dano causado pelo crime. 100 do Código Penal. do Código Penal. Resposta: errada. A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. haja vista que. consiste em renúncia tácita ao direito de queixa ou de representação.

RESPOSTA: “ERRADA”. 17. devendo ser observado o prazo prescricional do delito. a legitimidade ativa é exclusiva do ofendido. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. RESPOSTA: “ERRADA”.Agente administrativo – CESPE/2010) Se.Agente administrativo – CESPE/2010) Na ação penal pública condicionada. desse modo. (DPU . a vítima se tornar incapaz. Na ação penal personalíssima. 103. A legitimidade ativa. 100 deste Código. ou nomear curador especial para tal fim. entretanto. a nomeação de curador especial. RESPOSTA: “ERRADA”. existe prazo decadencial para o oferecimento da representação. ou. Vejamos o que dispõe o art. sendo a vítima menor de idade. do Código Penal: Art.Agente administrativo – CESPE/2010) Na ação penal privada personalíssima. caso o MP não ofereça denúncia no prazo. 19 . do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. é exclusiva do ofendido. não cabendo portanto. o direito de queixa transfere-se ao curador legal e uma vez restabelecida a capacidade. este deve aguardar a maioridade para ingressar com ação penal e a partir de então terá início a contagem do prazo decadencial. De acordo com mencionado artigo. deverá aguardara maioridade para ingressar com a ação penal. ocorrerá para este a decadência. não há prazo decadencial para a denúncia. 18. Salvo disposição expressa em contrário. na ação penal privada personalíssima. (DPU . é vedado seu exercício ao curador legal. pode a vítima prosse- guir com a ação penal intentada ou desistir dela. na ação penal priva- da personalíssima. observamos que na ação penal pública condicionada. 103. Direito Penal 16. Caso o ofendido seja menos. (DPU . no caso do § 3º do art. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses.

A única possibilidade existente em nosso Direito Penal da ação penal privada personalíssima do ofendido é a do crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento para o casamento. iniciando a fluência desse prazo no dia seguinte ao dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime.Agente administrativo – CESPE/2010) A única possibilidade da ação penal privada personalíssima do ofendido existente no ordenamento ju- rídico brasileiro é a do crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento para o casamento. (DPU . em caso de falecimento do titular da ação penal privada personalíssima. iniciando a fluência desse prazo no dia seguinte ao dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime. Como já antes mencionado. por motivo de erro ou impedimento. iniciando a fluência desse prazo no dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime. (TJ/MS . d) de dois meses. anule o casamento.Contrair casamento.detenção. Parágrafo único . 20 .A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que. iniciando a fluência desse prazo no dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime. De acordo com o Código Penal: Art. b) de dois meses. e) enquanto não estiver prescrito o crime praticado.Agente administrativo – CESPE/2010) No caso de falecimento do titular da ação penal privada personalíssima com a ação penal em curso. (DPU . Direito Penal 19. na ação penal personalíssima. RESPOSTA: “ERRADA”. 21.Magistratura – FGV/2008) O prazo para o ajuizamento da queixa-crime é: a) de seis meses. ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena . induzindo em erro essencial o outro contraente. é exclusiva do ofendido. os sucessores poderão prosseguir no feito. a legitimidade. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. c) de seis meses. 20. RESPOSTA: “CORRETA”. não haverá possibilidade de prosseguimento no feito por seus sucessores. 236 .

Desse modo. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. 100 deste Código. ou. Vejamos o que alude o Código Penal sobre a ação publica e ação privada em seu art.A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. ascendente. assinale a alternativa INCOR- RETA: a) A ação de iniciativa privada é provida mediante representação do ofendi- do ou de quem tenha qualidade para representá-lo. salvo quando a lei expressamente a declara pri- vativa do ofendido. 100 . o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses.  Desse modo. 21 . 103 . (OAB – FGV/2006) sobre a ação penal. salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. RESPOSTA: “A”. b) A ação penal é pública. d) A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública. pois a ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. a alternativa “A” está errada.  § 2º . 22. se o Ministério Público não oferece no prazo denúncia no prazo legal. Direito Penal O Código Penal trata da decadência do direito de queixa ou de representação em seu artigo 103: Art. RESPOSTA: “C”.Salvo disposição expressa em contrário. c) No caso de morte do ofendido.A ação penal é pública. o direito de oferecer queixa passa ao côn- juge. no caso do § 3º do art. a resposta correta é a alternativa “C”. descendente ou irmão. 100 e § 2º: Art.

no espaço e em relação às pessoas. o fato de lei nova suprimir determinado recurso.CESPE/2013) No que diz respeito à aplicação da lei processual no tempo. não afasta o direito à recorribilidade subsistente pela lei anterior. Desse modo. em vista do princípio da igualdade estabelecido na Constituição Federal de 1988. RESPOSTA: “A”. que de qualquer modo favorecer o agen- te. D) A lei processual penal posterior. considera-se praticado o crime no momento da ação ou omis- são. aplica-se a lei processual penal brasileira a todo delito ocorrido em território nacional. ainda que decididos por sentença condena- tória transitada em julgado. o fato de lei nova suprimir determinado recurso. E) De acordo com o princípio da territorialidade. con- forme dispõe o art. independentemente do momento do resultado. C) O princípio da imediatidade da lei processual penal abarca o transcurso do prazo processual iniciado sob a égide da legislação anterior.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. pelo qual a lei a ser aplicada ao crime será a lei vigente no momento da prática da conduta delituosa. surge o princípio do tempus regit actum. 4º. Conjuntamente aos princípios da legalidade e anterioridade. Quanto ao tempo do crime O Código Penal adotou a teoria da atividade. existente em le- gislação anterior. aplicar-se-á aos fatos anteriores. 4º . ainda que outro seja o momento do resultado. sem exceção. A) Por força do princípio tempus regit actum. existente em legislação anterior. assinale a opção correta. Art. invalidando os atos realizados sob a vigência da lei anterior que com ela for incompatível. quando o julgamento tiver ocorrido antes da entrada em vigor da lei nova. não afasta o direito à re- corribilidade subsistente pela lei anterior. Direito Penal APLICABILIDADE DA LEI PENAL 23. ainda que mais gravosa ao réu. (TRE/MS – Analista Judiciário . Segundo esta teoria. quando o julgamento tiver ocorrido antes da entrada em vigor da lei nova.Área Judiciária . 22 . B) A nova lei processual penal aplicar-se-á imediatamente.

sociedade de economia mista. 25. 3º . do Direito Federal. sendo irrelevante onde se produziu ou deveria produ- zir-se o resultado. se decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstân- cias que a determinaram. d) considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omis- são. aos crimes contra a administração pública praticados por qualquer pessoa. Art. b) considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. RESPOSTA: “B”. é CORRETO dizer que: a) a lei excepcional ou temporária não se aplica ao fato praticado durante sua vigência. de Município. 4º. 4º . c) a lei brasileira não se aplica aos crimes contra o patrimônio ou a fé pú- blica da União. Direito Penal 24.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. ainda que outro seja o momento do resultado. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. adotou a teoria da atividade em que “considera- se praticado o crime no momento da ação ou omissão. B) ultratividade da lei penal excepcional. O Código Penal.A lei excepcional ou temporária. de Território. e) aplica-se a lei brasileira. em seu art. (TRF/5ª Região – Estágio em Direito – TRF/5ª Região/2013) Sobre a aplicação da lei penal. ainda que outro seja o momento do resultado. Art. de Estado.  23 . (TJ/ RJ – Juiz Substituto – VUNESP/2012) A regra tempus regit actum explica o fenômeno da A) retroatividade da lei penal mais benéfica. de empresa pública. no todo ou em parte. autarquia ou fundação instituí- da pelo Poder Público. embora cometidos no estrangeiro. ainda que outro seja o momento do resultado”. C) territorialidade temperada. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. se praticados no estrangeiro. D) extraterritorialidade.

embora cessadas as circunstâncias que determinaram a lei excepcional ou mesmo decorrido o período de vigência da lei temporária. aqui temos a cobrança literal da lei. etc. RESPOSTA: “ERRADA”. art. de empresa pública ou de sociedade de economia mista. O item está errado. 3º. como guerra. crime contra administração pública. Em consonância com o que reza o CP. Direito Penal A lei excepcional é a feita para vigorar em períodos especiais. A circunstância de a conduta ser lícita no país onde foi praticada ou de se encontrar extinta a punibilidade será irrelevan- te para a responsabilização penal do agente no Brasil. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. 3º o Código Penal. (DPF . aplicam-se elas aos fatos ocorridos durante a sua vigência e ainda que prejudique o agente. ainda que no estrangeiro. 27. calamidade. As leis penais temporárias e excepcionais possuem característica ultrativa. Portanto.Agente de Polícia Federal – CESPE/2012) Será submetido ao Código Penal brasileiro o agente. que cometer. Ela vigorará enquanto perdurar o período excepcional. em decorrência do prin- cípio da anterioridade. que sejam sancionadas condutas praticadas antes da vigência de norma excepcional ou temporária que as caracterize como crime. 3º: Art. ou co- meter crime contra o patrimônio ou a fé pública da União. estando a seu serviço. a lei temporária não pode sancionar condutas anteriores a sua vigência. Já a lei temporária é a feita para vigorar em um período de tempo pré-determinado fixado pelo legislador. RESPOSTA: “B”. (DPF . A lei excepcional ou temporária. A lei traz em seu texto a data de cessação de sua vigência. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. brasileiro ou não. 24 . a lei a ser aplicada ao delito é a lei vigente no momento da prática da conduta delituosa. Segundo o princípio do tempus regit actum. de acordo com art.Agente de Polícia Federal – CESPE/2012) Julgue os itens a seguir com base no direito penal O fato de determinada conduta ser considerada crime somente se estiver como tal expressamente prevista em lei não impede. 26.

  c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. 25 . por tratado ou convenção. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. mercantes ou de propriedade privada.Nos casos do inciso I. de Estado.Ficam sujeitos à lei brasileira.os crimes:   a) que. por agente que está a seu serviço.  c) contra a administração pública. Assim. pois não há possibilidade de recurso. o Brasil se obrigou a reprimir.  b) praticados por brasileiro. embora os delitos tenham sido cometidos no estrangeiro.   RESPOSTA: “CORRETA”. do Distrito Federal.  b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. 7º . Direito Penal A afirmativa está correta. assinale a alternativa incorreta: A) As circunstâncias e consequências do crime são levadas em conta na análise das circunstâncias judiciais (art. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. tendo em vista o assunto da assertiva encontra amparo legal no Código Penal.AC/2012) Em relação à aplicação da pena. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. aplicando-se o princí- pio da extraterritorialidade incondicionada.  § 1º . de Município. por quem está a seu serviço. de Território. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. este será punido segundo a lei brasileira. 59 do Código Penal).  II . 28. ou seja. no enunciado é abordado a questão do crime contra a administração pú- blica.  d) de genocídio. o agente é punido segundo a lei brasileira. estrangeiro ou não. (TJ/AC – Juiz Leigo – TJ . Art. embora cometidos no estrangeiro:  I . de empresa pública.os crimes:  contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. ficam sujeitos à lei brasileira. sociedade de economia mista.

conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:  Conforme disposto no art. 59 do Código Penal). do Código Penal. sem mais po- tencialidade lesiva. aos motivos. 29. A sentença penal condenatória proferida no estrangeiro. aos antecedentes. acredita-se que haja mais de um dispositivo legal tipificando a mesma conduta. bem como ao comportamento da vítima. atendendo à culpabilidade. estabelecerá. à personalidade do agente. quando um crime constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro criem aplica-se a norma mais abrangente. RESPOSTA: “ERRADA”. este absorve aquele. 30. (DPF . D) Os motivos do crime podem constituir uma agravante.O juiz.Agente de Polícia Federal – CESPE/2012) Conflitos aparentes de normas penais podem ser solucionados com base no princípio da consunção. o comportamento da vítima é levado em conta na análise das chamadas circunstâncias judiciais. Direito Penal B) O comportamento da vítima não é levado em conta na análise das cha- madas circunstâncias judiciais (art. O item está certo. quando num primeiro momento. no caso de cometimento do crime de falsificação de documento para prática do crime de estelionato. 59 . De acordo com esse princípio. (TCE/ES – Auditor de Controle Externo – CESPE/2012) A eficácia da sentença penal condenatória proferida no estrangeiro depende de homologação tanto para obrigar o condenado à reparação do dano. RESPOSTA: “B”. às circunstâncias e consequências do crime. a restituições e a outros efeitos civis quanto para o reconhecimento da reincidência. 59. à conduta social. necessita de homolo- gação para obrigar o condenado à reparação do dano. Por exemplo. ou absorção. 26 . Art. a restituições e outros efeitos civis e para sujeitá-lo à medida de segurança. C) Incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. Configura-se conflito aparente de normas penais.

De acordo com disposto no artigo 5º do Código Penal. C) Entre o roubo e o furto é possível estabelecer uma relação de especiali- dade. consta do inteiro teor da Súmula n. é absorvida pela conduta tipificada no art. Art. in verbis: “Quando o falso se exaure no estelionato.Aplica-se a lei brasileira. à lei penal no espaço e ao conflito aparente de normas. 14 da Lei 10. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. B) A irretroatividade da lei penal mais grave é decorrência direta do prin- cípio constitucional da humanidade. é por este absorvido”. RESPOSTA: “CORRETA”.º 17 do STJ. podemos destacar o princípio da consunção ou da absorção. no exemplo. em que a violência contra a pessoa ou a grave ameaça funcionam como elementos especiais ou especializantes. o qual tem como característica básica o englobamento de uma conduta típica menos gravosa por outra de maior relevância. A primeira conduta de portar arma de fogo de maneira ilegal está descrita como crime no Estatuto do Desarmamento. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. 121 do Código Penal. dentre as quais. art.826/03. tratados e regras de direito internacional. ficam sujeitos à lei penal brasileira os crimes praticados a bordo de embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou privada. Já à última parte da questão. A) Pelo princípio da bandeira. E) A requisição do ministro da Justiça é condição indispensável para aplica- ção da lei penal brasileira aos crimes cometidos contra brasileiro fora do Brasil. mas o grau de violação do mesmo bem jurídico. 27 . porém. (TJ/AL . ao crime cometido no território nacional. sem prejuízo de convenções.Analista Judiciário Especializado – CESPE/2012) Assinale a opção correta no que diz respeito à lei penal no tempo. Direito Penal Para resolver o problema basta aplicar ao caso concreto uma série de interpre- tações. sem mais potencialidade lesiva. por ter sito um meio necessário para a configuração do delito. D) Para o princípio da consunção não é importante a relação entre meio e fim. aplicam-se à lei penal brasileira aos crimes praticados a bordo de embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou privada. 31. 5º .

achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. respectivamente. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. desde que não decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Direito Penal § 1º . 2 e 3 são verdadeiras. que de qualquer modo favorecer o agente. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. B) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. aplica-se aos fatos anteriores. Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. 4. D) Somente as afirmativas 2. Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. 3 e 4 são verdadeiras. Assinale a alternativa correta. a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. aplica-se aos fatos anteriores. 3. C) Somente as afirmativas 1. A lei posterior. 2. A lei posterior. 28 . cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 32. § 2º . entretanto.Para os efeitos penais. que de qualquer modo favorecer o agente. mercantes ou de propriedade privada. não cessando em virtude dela. que se achem. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) Relativamente à lei penal no tempo. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. A) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. RESPOSTA: “A”.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. considere as seguintes afirmativas: 1.

Nos termos do Código Penal: Art. RESPOSTA: “A”. Direito Penal A afirmativa 1 está correta. no que concerne ao local do crime. assinale a alternativa correta. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) No que concerne à lei penal no tempo e no espaço. Desse modo. aplica-se aos fatos anteriores. conforme disposto no Código Penal. 6º . A afirmativa 2 está correta. que de qualquer modo favorecer o agente. 29 . ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. nesse caso ela retroagirá. adotou aquela que se chama de teoria da atividade ou de teoria da ação. caput: Art. 33. adotou aquela que se chama de teoria da ubiquidade ou de teoria mista. adotou aquela que se chama de teoria do resultado. art. 2º do Código penal:   Parágrafo único . cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. exceto quando for mais benéfica ao réu. C) O Código Penal. D) O Código Penal. A) O Código Penal. observamos que a norma penal.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. no que concerne ao tempo do crime. não retroagirá.A lei posterior. B) O Código Penal. conforme disposto no Parágrafo único do art. no que concerne ao local do crime. adotou aquela que se chama de teoria da ubiquidade ou de teoria mista. no que concerne ao tempo do crime. no todo ou em parte. 2º . não atingirá fatos passados. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. 2º.

30 . Direito Penal Deste modo. assinale a opção correta a respeito da aplicação da lei penal. A partir dessa situação hipotética. RESPOSTA: “C”. 34. aplica-se a lei penal brasileira para a punição do crime. ao crime cometido no território nacional. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – CESPE/2012) A tripulação de determi- nado navio africano de propriedade privada. Art. § 2º. aplica-se a lei penal brasileira para a punição dos responsá- veis pelo delito. 5º. verificamos que a teoria adotada pelo Código Penal para definir o lugar do crime é a teoria da ubiquidade. englobando mares interiores. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. a lei brasileira será aplica- da ao caso narrado apenas se a vítima for de nacionalidade brasileira. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. morreu afogado. percebeu a presença de um passageiro clandestino que. 5º . ou mista. sem prejuízo de convenções. uma vez que foi praticado em território nacional. No caso acima descrito o crime ocorreu em mar territorial brasileiro e desse modo. aplica-se a lei penal brasileira. ainda que todos sejam de nacionalidade estrangeira. já que não se trata de embarcação que estava a serviço de país estrangeiro. jogado ao mar antes de a embarcação atracar no porto de Maceió. E) Segundo previsão expressa do Código Penal. B) Nesse caso. quando a embarcação já se encon- trava em águas territoriais brasileiras. faixa do mar exterior ao longo da costa. A) A lei penal brasileira só será aplicada ao caso se os responsáveis pelo delito não forem julgados em seus países de origem. D) Aplica-se a essa situação a lei penal do país onde se localizava o último porto em que a embarcação havia atracado antes de ingressar em águas mari- nhas brasileiras. C) Deve ser aplicada ao caso exclusivamente a lei penal do país de origem do navio. No caso hipotético acima descrito. § 1º . pois considera o lugar do crime o local onde ocorreu a ação/omissão. tratados e regras de direito internacional. baías.Para os efeitos penais. com fulcro no art.Aplica-se a lei brasileira. Em nossa legislação penal considera-se território nacional todo o espaço em que o Estado exerce sua soberania. bem como o local onde se deu o resultado.

no ordenamento jurídico brasileiro determinada conduta só será considerada crime caso seja publicada lei poste- rior definindo-a como tal. terá iniciado em 1. E) Exceto se já decididos por sentença transitada em julgado. a lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente aplica-se aos fatos anteriores. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. C) Se determinada pessoa tiver sido vítima de homicídio no dia 1. 10 . os meses e os anos pelo calendário comum. conforme disposto no art. § 2º . da lei penal no tempo e no espaço e da contagem de prazo. RESPOSTA: “B”. D) Segundo o princípio da legalidade. do Código Penal.º/8/2012. Contam-se os dias. mercantes ou de propriedade privada.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. Direito Penal bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. Art. 36. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – Cespe/2012) Acerca dos princípios da legalidade e da anterioridade. RESPOSTA: “C”. assinale a opção correta.º/8/2012. B) Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omis- são. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. onde foi condenado definitivamente à pena máxima 31 . que se achem. A contagem de prazos penais inclui-se o dia do começo no cômputo do prazo. 10. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – Cespe/2012) Determinado cidadão brasi- leiro praticou delito de genocídio na Argentina. sendo irrelevante o lugar onde ocorreu o resultado. a contagem dos prazos penais. A) Conforme previsão do Código Penal. tendo matado membros de um grupo étnico daquele país. o tempo do crime é o momento da ação ou omissão que coincida com o momento do resultado. respectivamente. 35. nesse caso.

se a pena aplicada no Brasil for superior àquela cumprida na Argentina. Direito Penal de oito anos de reclusão. assinale a opção correta em relação à extraterritorialidade da lei penal. Art. D) A sentença estrangeira. quando idênticas. ou nela é computada. 8º . sob pena de violação do prin- cípio da anterioridade. o brasileiro poderá ser condenado novamente pela justiça do Brasil e. A) A hipótese revela situação de extraterritorialidade da lei penal brasi- leira. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências. segundo a legislação argentina. RESPOSTA: “C”.os crimes: d) de genocídio. esse cidadão retornou a Maceió. C) Nesse caso. embora cometidos no estrangeiro: I . que só seria aplicada caso as vítimas fossem brasileiras. B) Se tivesse sido absolvido pela justiça argentina. Deste modo. quando diversas. E) Por se tratar de delito de genocídio. 7º .Ficam sujeitos à lei brasileira. Após ter cumprido integralmente a pena. na situação hipotética acima descrita o brasileiro poderá ser con- denado novamente pela justiça do Brasil e. será atenuada. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. não pode ser homologada no Brasil para fins de reparação civil. se a pena aplicada no Brasil for superior àquela cumprida na Argen- tina.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. A partir dessa situação hipotética. o brasileiro não deveria ser submetido à aplicação da lei penal brasileira. será atenuada. Art. que seria aplicada apenas se o brasileiro não tivesse sido condenado na Argentina. cidade onde sempre es- tabeleceu domicílio. à pena cumprida no estrangeiro e à eficácia da sentença estrangeira. a utilização da lei penal argentina afasta a aplicação da lei penal brasileira. 32 .

apenas. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. III. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. analise as assertivas. Diante deste contexto. III . Estão corretas as afirmativas: A) I e III. III e IV. apenas. B) I e IV. 1º  .As leis penais excepcionais ou temporárias têm como característica a ultratividade. a lei em sentido formal pode descre- ver condutas criminosas. 33 . D) II. consagra-se a irretroatividade da norma penal. do Código Penal dispõe que: Art. apenas. Desse modo.Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. (TJ/MT – Oficial de Justiça – TJ/MT/ 2012) Em relação à aplicação da lei penal. 3º.Caso uma nova lei venha a revogar lei antiga que descrevia um crime. RESPOSTA: “A”. Direito Penal 37. 3º . C) I. II . salvo para beneficiar os agentes. aplicam-se elas aos fatos ocorridos durante a sua vigência e ainda que prejudique o agente. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. pois em consonância com o art. que de qualquer modo favorecer o agente. I . apenas. as leis temporárias e excepcionais são ultrativas. o art. bem como decretos e outras normas gerais e abstratas. já estava em vigor a lei que descrevia o delito.A lei excepcional ou temporária. salvo a lei posterior. seus efeitos devem retroagir. embora cessadas as circunstâncias que determinaram a lei excepcional ou mesmo decorrido o período de vigência da lei temporária. Logo. II e III. também está correta a afirmativa. aplica-se aos fatos anteriores. No que tange as leis temporárias e excepcionais. pois regulam condutas praticadas durante sua vigência produ- zindo efeitos mesmo após sua revogação. a afirmativa está correta.  Assim. Art. IV . uma pessoa só pode ser punida se. 3º o Código Penal. à época do fato por ela praticado. Segundo o princípio da anterioridade é necessário que na data em que o fato é praticado a lei que descrevia o delito já estava em vigor.Segundo o princípio da reserva legal.Segundo o princípio da anterioridade.

não se inclui no seu cômputo. 34 . a questão está errada ao afirmar que em nenhum caso lei posterior incide sobre fatos praticados na forma da lei penal anterior. que de qualquer modo favorecer o agente. a teoria adotada é: a) da equivalência dos antecedentes. in verbis:   Art. De acordo com o parágrafo único do art.Advogado – CESPE/2010) No que diz respeito à lei penal no tempo e no espaço. Desse modo. e) da territorialidade temperada. ainda que outro seja o momento do resultado. é INCORRETO afirmar: a) Na contagem do prazo pelo Código Penal. o dia do começo. 4º . RESPOSTA: “D”. (MPE/RS – Secretário de Diligências – FCC/2010) Em tema de aplica- ção da lei penal. (CEF . é correto afirmar que a vigência de norma penal posterior atenderá ao princípio da imediatidade. não incidindo. nem se desprezam na pena de multa. 4º CP. em nenhum caso. as frações de Real. aplica-se aos fatos anteriores. 2º do Código Penal. d) da atividade. RESPOSTA: “ERRADA”. o Código Penal (CP) adota o princípio da territorialidade como regra geral. c) da ubiquidade. 39. Direito Penal 38. b) do resultado. b) Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omis- são.Delegado de Polícia Civil – PC/SP/2011) Em relação ao tempo do crime. A lei posterior. 2º. (PC/SP . bem como onde se produziu ou deveria produzir-se e o resultado. no todo ou em parte. No tocante à lei penal no espaço.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. in verbis: Art. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Em relação ao tempo do crime o Direito Penal adotou a teoria da atividade. previsto no art. 40. sobre fatos praticados na forma da lei penal anterior.

a) a aplicação da lei nova depende da expressa concordância do Ministério Público.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. e) a aplicação da lei nova.8° . Nesse caso. 10 . se tiver havido condenação. Assim. O artigo 2º do Código Penal discorre sobre o tema da seguinte forma: Art. o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. O Código Penal dispõe em seu artigo 10 sobre a contagem de prazo: Art.O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Direito Penal c) O princípio da legalidade compreende os princípios da reserva legal e da anterioridade. RESPOSTA: “A”. lei nova estabeleceu somente a sanção pecuniária para o delito cometido por João. d) aplica-se a lei nova. (TRT . os meses e os anos pelo calendário comum.  35 . Contam-se os dias. pois de acordo com disposto no Código Penal. observamos que a alternativa “A” está incorreta. d) A regra da irretroatividade da lei penal somente se aplica alei penal mais gravosa. 41. nova em razão do princípio da irretroatividade das leis penais. depende do reconhe- cimento do bom comportamento carcerário do condenado.Analista Judiciário – FCC/2010) João cometeu um crime para o qual a lei vigente na época do fato previa pena de reclusão. e) As leis temporárias ou excepcionais são autorrevogáveis e ultrativas. mesmo que a sentença condenatória já tiver transi- tado em julgado. Posterior- mente. b) aplica-se a lei nova somente se a sentença condenatória ainda não tiver transitado em julgado c) não se aplica a lei. 2º .

prevista no artigo 7º do Código Penal. RESPOSTA: “C”. salvo para beneficiar o réu.A lei posterior. 36 . onde trabalhava como funcionário público. brasileiro. nem pena sem prévia comi- nação legal. A extraterritorialidade incondicionada ocorre quando a lei brasileira é aplicada a fatos ocorridos no exterior. portanto. independentemente de condições ou requisitos. pos trata acertadamente sobre a extraterritorialidade incondicionada. 43. A resposta correta é alternativa “C”. Em tal situação. independentemente da existência de processo no Japão e de entrada do agente no território nacional. contra a vida. que de qualquer modo favorecer o agente. (TJ/MG . RESPOSTA: “D”. (TRT 8° .  A resposta correta. mas está condicionado à entrada do agente no território nacional. c) aplica-se a lei brasileira. somente se for mais favorável ao agente do que a lei japonesa. é a alternativa “D”. que está de acordo com disposto no artigo acima citado. b) somente se aplica a lei brasileira se José não tiver sido processado pelo mesmo fato no Japão. e) aplica-se a lei brasileira. apropriando-se de valores da embaixada brasileira no Japão. mesmo que a sentença condenatória já tiver transitado em julgado. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. C) não há crime sem lei anterior que o defina. é INCORRETO afirmar que: A) a lei penal não retroagirá. Direito Penal Parágrafo único . d) aplica-se a lei brasileira. a) somente se aplica a lei brasileira se José não tiver sido absolvido no Ja- pão. aplica-se a lei nova para favorecer o réu. 42. B) não haverá juízo ou tribunal ou exceção.Analista Judiciário – FCC/2010) José. D) tribunal do júri tem competência unicamente para o julgamento dos crimes dolosos consumados. aplica-se aos fatos anteriores. cometeu cri- me de peculato. por sentença definitiva. independe da existência de processo no Japão.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Analisando a Constitui- ção de 1988.

Art. Direito Penal De acordo com a Constituição Federal (art. c) a lei brasileira adotou a teoria do resultado quanto ao tempo do crime. se a sua vigência é anterior à cessão da continuidade ou da permanên- cia. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.FCC/2010) No tocante à aplicação da lei penal. O Tribunal do Júri. mas lhe incumbe também o julgamento dos crimes que forem conexos aos dolosos contra a vida. a) a lei brasileira adotou a teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime. muito embora essa regra comporte exceções. aborto. e) compete ao juízo da causa a aplicação da lei mais benigna. De acordo com o art. b) lei penal mais grave não se aplica ao crime continuado ou ao crime per- manente. Mas essa competência é mínima também porque ela pode ser estendida. portanto. essa competência ditada pela Lei Maior. juízo de menores (Vara da Infância e Juventude) ou sujeitos à Justiça Militar. segundo entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal. participação em suicídio. Dispõe do artigo 78. No entanto. d) o dia do fim inclui-se no cômputo do prazo. portanto. contando-se os meses e anos pelo calendário comum. ainda que transitada em julgado a sentença condenatória. Veja-se. RESPOSTA: “D”. segundo entendimento sumula- do do superior Tribunal de Justiça. 78. qual seja. que o Tribunal do Júri. serão observadas as seguintes regras:  I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum. 37 . (TCE/RO . isto por- que somente o Tribunal do Júri pode julgar crimes desta natureza. Na determinação da competência por conexão ou continência. desde que não sejam crimes eleitorais. 44. infanticídio. desprezados os dias. será competente. também para julgar crimes conexos. minimamente. no todo ou em parte. alínea “d”). XXXVIII. é reconhecida a instituição do júri com competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.Procurador .Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. prevalecerá a competência do júri. 5º. é considerada mínima porque ela não pode ser suprimida. para julgar os crimes dolosos contra a vida. deve julgar o crime doloso contra a vida. inciso I. quais sejam: homicídio. do Código de Processo Penal que. 6º do Código Penal: Art. 6º .

46. Considere. considera-se o crime praticado a) na Argentina. (MPE/SE . contamine a água potável que será utilizada para distribuição no Brasil e Paraguai. na Argentina. e) no Chile. (MP/SP Analista de Promotoria –– VUNESP/2010) Considere que um indivíduo. ainda. em território argentino. onde o local do crime é tanto o lugar em que ocorreu a ação ou omissão. De acordo com a regra do art. quanto onde se produziu o resultado. 6º . no Brasil e no Equador. sendo que no Brasil é vitimado. Direito Penal A teoria adotada pelo Código Penal é a teoria da ubiquidade. Vejamos o que reza o Código Penal acerca do lugar do crime: Art. no caso acima citado. em razão da contaminação. ocorre a morte de um cidadão paraguaio. apenas. 38 . apenas. o território nacional estende-se a embarcações e ae- ronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. b) no Brasil e na Argentina. no Paraguai. 6.°. apenas. como disposto no artigo acima citado. do nosso Código Penal (“lugar do cri- me”). c) no Chile e na argentina. no todo ou em parte. apenas. pois considera-se o lugar do crime tanto o da conduta quanto o do resultado. O Código Penal adotou a teoria da ubiquidade. RESPOSTA: “D”. d) na Argentina.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. que neste último país. 45. no Brasil e no Paraguai. apenas. RESPOSTA: “A”.Promotor de Justiça Substituto – CESPE/2010) De acordo com a lei penal brasileira. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. logo a resposta “D” é a alternativa correta. o crime foi praticado na Argentina e o resul- tado no Brasil e no Paraguai. Dessa forma. de nacionalidade chilena. um equatoriano. onde quer que se encontrem.

consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras.Promotor de Justiça Substituto – CESPE/2010) De acordo com a lei penal brasileira. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. que se achem. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. Desse modo. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. 5º. respectivamente. 48. Para os efeitos penais. Direito Penal Art. § 1º do Código penal: § 1º. pois segue o disposto no art. 5º. 47. 39 . Para os efeitos penais. mercantes ou de propriedade privada. respectivamente. o território nacional estende-se a embarcações e ae- ronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. RESPOSTA: “CORRETA”. A resposta está correta. § 1º Para os efeitos penais. 5º. que se achem. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. (MPE/SE . o território nacional estende-se a embarcações e ae- ronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. § 1º. onde quer que se encontrem. RESPOSTA: “CORRETA”. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar”. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. mercantes ou de propriedade privada. De acordo com o art. onde quer que se encontrem. (MPE/SE . a questão está correta.Promotor de Justiça Substituto – CESPE/2010) De acordo com a lei penal brasileira.

de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. desde que se encontrem no espaço aéreo brasileiro ou em alto-mar. respectivamente. respectivamente. que se achem. 5º. 5º.Promotor de Justiça Substituto – CESPE/2010) De acordo com a lei penal brasileira. Para os efeitos penais. 50. Assim. RESPOSTA: “ERRADA”. RESPOSTA: “CORRETA”. Conforme dispõe o art. (MPE/SE . RESPOSTA: “CORRETA”. § 1º. respectivamente. pois o território nacional estende-se a embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública onde quer que se encontrem. 49. o território nacional estende-se a embarcações e aero- naves brasileiras de natureza pública. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. o território nacional estende-se a embarcações e ae- ronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar”. De acordo com o Art. mercantes ou de propriedade privada. mercantes ou de propriedade privada. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras.Promotor de Justiça Substituto – CESPE/2010) De acordo com a lei penal brasileira. que se achem. a resposta está errada. Para os efeitos penais. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. in verbis: § 1º. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. que se achem. 40 . (MPE/SE . Direito Penal bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar”. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. onde quer que se encontrem. mercantes ou de propriedade privada. § 1º do Código Penal: § 1º.

7º . No Direito Penal brasileiro.) os crimes (. (TJ/GO . c) da nacionalidade ou da personalidade ativa..Ficam sujeitos à lei brasileira. embora cometidos no estrangeiro: II . Vejamos o disposto no Código Penal: Art. 53. admite-se a interpretação extensiva em bonam par- tem. para beneficiar o réu. a) norma especial afasta a geral. b) é admissível a combinação de normas favoráveis ao agente.. 41 .°. independentemente do local da prática do crime. d) real. 52. embora cometidos no estrangeiro (. 7. D) Admite-se a interpretação extensiva em bonam partem (em favor do acusado).os crimes:  b) praticados por brasileiro. do Código Penal – ficam sujeitos à lei brasileira. b) da territorialidade.Magistratura – VUNESP/2009) A norma inserida no art. RESPOSTA: “C”.. alínea “b”. RESPOSTA: “D”. inciso II. assinale a alternativa CORRETA: a) A lei penal pode retroagir em qualquer caso.FCC/2009) Pela regra da consunção. c) A lei penal brasileira não se aplica a nenhum crime ocorrido fora do território nacional. de defesa ou da proteção de interesses. No disposto no artigo acima citado observamos que o Código Penal adotou o princípio da nacionalidade ou personalidade ativa em que aplica-se a lei nacional do autor do crime.Magistratura . b) A lei penal brasileira aplica-se a todos os crimes ocorridos no Brasil. (OAB/SP – FGV/2009) Sobre norma e lei penal. Direito Penal 51.) praticados por brasileiro – encerra o princípio a) da universalidade ou da justiça mundial. (TJ /SP ..

Desse modo. a) quando ao momento em que o crime é considerado praticado. desprezando a teoria da ubiquidade. execução ou exaurimento do crime mais grave. b) Com relação ao lugar em que o crime é considerado praticado. O princípio da consunção se aplica quando um fato definido como crime atua como fase de preparação. ficando o crime mais leve absorvido pelo crime mais grave. a lei penal brasileira adotou expressamente a teoria da ubiquidade. mesmo que o crime tenha ocorrido em outro país. RESPOSTA: “C” 54. assinale a opção correta. d) Os agentes diplomáticos são imunes á lei civil do Brasil. O artigo 7º do Código Penal dispõe sobre o tema: Art. a lei penal brasileira adotou expressamente a teoria da atividade. 7º . c) Aplica-se a lei penal brasileira a crimes praticados contra a vida ou a liberdade do presidente da República.os crimes:  a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. Direito Penal c) a norma incriminadora de fato que constitui meio necessário para práti- ca de outro crime fica excluída pela que tipifica a conduta final. Pela regra da consunção a norma incriminadora de fato que constitui meio necessário para prática de outro crime fica excluída pela que tipifica a conduta final. mas não à lei penal.Ficam sujeitos à lei brasileira. mas estão sujeitos à sanção penal no caso de incorrerem em crime contra a honra. (PGE/PE . RESPOSTA: “C” 42 . desprezando a teoria da atividade. se favorável ao agente.Procurador do Estado – CESPE/2009) A respeito da aplica- ção da lei penal. e) Os parlamentares não podem ser processados civilmente pelas opiniões que emitem no exercício de sues mandatos. embora cometidos no estrangeiro: I . a alternativa correta é a “C”. e) o concurso material prevalece ao final. d) a norma subsidiária é excluída pela principal.

(DETRAN/DF . 22. no todo ou em parte.CESPE/2009) Com relação ao lugar em que o crime é considerado praticado. Art.Analista de Trânsito – CESPE/2009) O Estado é a única fonte de produção do direito penal. “lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo”. RESPOSTA: “CORRETA”. comercial. marítimo. desprezando a teoria da ubiquidade. de acordo com parágrafo único do art. 43 . processual. 56. foi adotada a teoria da ubiquidade. Conforme o art. (DETRAN/DF .Procurador . bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. espacial e do trabalho. aeronáutico.direito civil. A lei penal admite interpretação analógica. eleitoral.Analista de Trânsito – CESPE/2009) O Estado é a única fonte de produção do direito penal. já que compete privativamente à União legislar sobre normas gerais em matéria penal. Compete privativamente à União legislar sobre: I . (PGE/PE . através da indicação de fórmula genérica pelo legislador. 22. haja vista que considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. a lei penal brasileira adotou expressamente a teoria da atividade. penal. RESPOSTA: “ERRADA”. Excepcionalmente. 58. já que compete privativamente à União legislar sobre normas gerais em matéria penal. Direito Penal 55. agrário. 6º do Código Penal.Analista de Trânsito – CESPE/2009) A lei penal admite interpretação analógica. recurso que permite a ampliação do conteúdo da lei penal. 57. que se trata de hipótese de interpretação extensiva do conteúdo da norma aos casos análogos correspondentes à vontade da lei. (DETRAN-DF . RESPOSTA: “CORRETA”.

22. I da Constituição Federal. excepcionalmente. Não há crime sem lei anterior que o defina e não há pena sem prévia cominação legal. 1º. que é des- dobrado nos princípios da reserva legal e da anterioridade. a medida de segurança está sujeita ao princípio da legalidade. permitido pela União. Entretanto. conforme disposto no art. RESPOSTA: “CORRETA”. que não possuem natureza de pena. 44 .1º do Código Penal. O princípio da legalidade é subdividido em princípio da anterioridade e princípio da reserva legal. 5º. (DETRAN/DF . 59. embora tenha decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a deter- minaram. XXXIX. para a prática de fato definido como crime.Advogado . Desse modo. 61. compete privativamente à União legislar sobre o Direito Penal. portanto. não se aplica às medidas de segurança. RESPOSTA: “CORRETA”. atos normativos secundários e analogia penal in malam partem  sirvam para incriminar condutas. O princípio da legalidade está consagrado no art. (OAB/SP . desde que por meio de lei complementar. e a criação de crimes e penas pelos costumes. (AGU . Existe exceção no que tange lei estadual e distrital. que poderá tratar sobre questões específicas de Direito Penal. aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência. Direito Penal Conforme disposto no art. 1º do Código Penal. Segundo este princípio: Art. por semi-imputável. e também no art. não é possível que costumes.CESPE/2009) O princípio da legalidade.Analista de Trânsito – CESPE/2009) O princípio da le- galidade veda o uso da analogia in malam partem. somente a lei pode definir condutas criminosas e sanções. pois a parte geral do Código Penal apenas se refere aos crimes e contravenções penais. só pode ser imposta quando houver previsão legal. por inimputável ou. da Constituição Federal. RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2009) A lei excepcional ou temporária. 60.

mesmo que o crime tenha ocorrido em outro país. como guerra. 3º. A lei traz em seu texto a data de cessação de sua vigência. não importa revogação ou atenuação posterior. 4º. Ela vigorará enquanto perdurar o período excepcional. 7º. desprezando a teoria da atividade. embora cometidos no estrangeiro os crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. RESPOSTA: “CORRETA”. etc. basta que o fato tenha sido praticado na vigência da lei para que a norma seja aplicada. “a”: Ficam sujeitos à lei brasileira. I.CESPE/2009) Quanto ao momento em que o crime é considerado praticado. A lei excepcional ou temporária. De acordo com o Art. ainda que outro seja o momento do resultado. (PGE/PE . Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. 4º. a lei penal brasileira adotou expressamente a teoria da ubiquidade. RESPOSTA: “CORRETA”. Direito Penal Lei excepcional é aquela produzida para vigorar em períodos especiais. Portanto. adotou a teoria da atividade. Já a lei temporária é a feita para vigorar em um período de tempo pré- determinado fixado pelo legislador. (PGE/PE . in verbis: Art.Procurador .CESPE/2009) Aplica-se a lei penal brasileira a crimes praticados contra a vida ou a liberdade do presidente da República. 63.Procurador . O código Penal. calamidade. RESPOSTA: “ERRADA”. 62. quanto ao momento do crime. 45 . embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. que de acordo com o art.

3º do Código Penal. e não ao juízo da condenação. no todo ou em parte. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. c) da ação ou do efeito.VUNESP/2009) O Código Penal Brasileiro. b) do resultado ou do evento. Desse modo a resposta está correta. RESPOSTA: “D”. a aplicação da lei mais benigna. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. Art.CESPE/2008) A lei temporária. De acordo disposto no art. não se aplica mais nem aos fatos pratica- dos durante sua vigência nem aos posteriores. 66.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. d) da ubiquidade. (AGU . 3º. 6º . A lei excepcional ou temporária. A súmula 611 do STF dispõe da seguinte forma: Transitada em julgado a sentença condenatória. O Código Penal adotou a teoria da ubiquidade. 65. adota a teoria: a) da atividade ou da ação.Oficial de Promotoria . bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. segundo a qual o lugar do crime é tanto o da conduta quanto o do resultado. como lugar do crime.CESPE/2009) Ocorrendo a hipótese de novatio legis in mellius em relação a determinado crime praticado por uma pessoa definitivamente condenada pelo fato. in verbis: Art. (TJ/SP . (MPE/RR . RESPOSTA: “CORRETA”. após decorrido o período de sua duração. compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna.Juiz de Direito . 46 . caberá ao juízo da execução. 6º. em seu art.Advogado da União . Direito Penal 64.

De acordo com a súmula 711 do STF “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. porque a lei temporária será aplicada ao fato praticado em sua vigência mesmo que tenha decorrido o período de sua duração. (PM/AC . que de qualquer modo favorecer o agente. aplica-se a última lei. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.Fiscal de Tributos . se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”. observamos que a irretroatividade da lei penal é regra. 47 . 69. 67. O caso acima citado trata-se de crime permanente. nem pena sem prévia cominação legal. vindo o delito a se prolongar no tempo até a entrada em vigor de nova legisla- ção. aplica-se aos fatos anteriores. em face do princípio da irretroatividade da lei penal.CESPE/2007) O princípio da estrita lega- lidade ou da reserva legal e o da irretroatividade da lei penal controlam o exer- cício do direito estatal de punir. uma nova lei torne mais branda a pena para aquele delito. Direito Penal A questão contraria o disposto em lei. 68. RESPOSTA: “ERRADA”. mesmo que seja a mais severa. (PC/TO . RESPOSTA: “CORRETA”. Nessa situação. RESPOSTA: “ERRADA”. (Polícia Civil/TO . salvo quando a norma for mais benéfica ao réu. ao afirmarem que não há crime sem lei anterior que o defina.Delegado – CESPE/2008) Considere que um indivíduo seja preso pela prática de determinado crime e. aplica-se ao crime permanente a lei vigente no momento em que cessa o crime. De acordo com disposto no art. o indiví- duo cumprirá a pena imposta na legislação anterior. já na fase da execução penal. Desse modo. 2º do Código Penal. in verbis: Parágrafo único: A lei posterior.Delegado – Polícia Civil – CESPE/2008) Na hipótese de o agente iniciar a prática de um crime permanente sob a vigência de uma lei. que é aquele que se prolonga no tempo.

O princípio da anterioridade conjuntamente com o princípio da reserva legal. que: XLVII . mas não impede que a lei penal seja aplicada a fatos ocorridos no início de sua vigência. nos termos do art. de trabalhos forçados. 84. reza em seu art. O princípio da anterioridade penal está previsto na Constituição Federal no art. (PM/AC . e no art. Não há pena sem prévia cominação legal. a resposta está de acordo com a Constituição Federal. de banimento e as cruéis. XLVII. salvo em caso de guerra declarada. Desse modo. (PM/AC . 70. Assim.CESPE/2007) A Constituição Federal veda de forma expressa a adoção da pena de morte. RESPOSTA: “ERRADA”. 1º do Código Penal dispõe que: Art.5º. XIX. Direito Penal O Art. RESPOSTA: “CORRETA”. preceitua que “não há crime sem lei anterior que o defina nem pena sem prévia cominação legal”. o princípio da reserva legal e da irretroatividade penal. 1º.Fiscal de Tributos. as penas de caráter perpétuo. 71. XXXIX. Nossa constituição pátria. no direito penal. 48 .Fiscal de Tributos. 5º. proíbe que uma lei penal seja aplicada a um delito cometi- do menos de um ano após a publicação da norma incriminadora que passou a prever o fato como criminoso. portanto.não haverá penas: a) de morte. o princípio contemplado impede a aplicação de lei penal nova a fatos pretéritos. Não há crime sem lei anterior que o defina.CESPE/2007) O princípio da anteriorida- de. desse modo. RESPOSTA: “CORRETA”. está correta. visando o controle do direito estatal de punir. Consagra-se.1º do Código Penal. protegendo o indivíduo de possíveis ações arbitrárias por parte do Estado. salvo nos casos de guerra declarada.

a aplicação de outras medidas (advertência.368/76) e estabeleceu. porém. 74. aplica-se o princípio da retroatividade da lei mais benigna. assim ela retroagirá. pois as leis temporárias e excepcionais não derrogam o princípio da reserva legal. 49 . aplica-se aos fatos anteriores. que afastou a incidência de pena privativa de liberdade e de multa quanto ao crime de porte de substância entorpecente para uso próprio (cominadas na Lei n. etc. presta- ção de serviços à comunidade. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. d) novatio legis in mellius. configura hipótese de: a) abolitio criminis.). A pena privativa de liberdade é mais rígida que a pena pecuniária.Procurador .CESPE/2007) As leis temporárias e excepcio- nais não derrogam o princípio da reserva legal e não são ultra-ativas. 11. A lei posterior. já que não se aplicam a fatos ocorridos antes de sua vigência. Direito Penal 72. RESPOSTA: “ERRADA”. era punido por meio de pena de detenção. Ocorre. ou seja. são aplicadas aos fatos praticados durante sua vigência. cominando pena pecuniária para o mesmo fato que. que as leis temporárias são ultra-ativas. de acordo com disposto no art. 73. 6.343/06. (TJ/SP – Juiz de Direito – TJ/SP/2007) A Lei n.CESPE/2007) Quando lei nova que muda a natureza da pena. A novatio legis in mellius ocorre quando a lei nova. RESPOSTA: “D”.Procurador . A primeira parte da questão está correta. mesmo depois de sua auto-revogação. parágrafo único do Código Penal: Parágrafo único. for mais favorável ao sujeito. 2º. em seu lugar. sem excluir a incriminação. nesse caso. que de qualquer modo favorecer o agente. RESPOSTA: “ERRADA”. na vi- gência da lei anterior. não se aplica o princípio da retroatividade da lei mais benigna. (TCM/GO . (TCM/GO . aplica-se a pena pecuniária. c) novatio legis incriminadora. b) novatio legis in pejus. sendo aplicado o princípio da retroatividade da lei mais benigna.

c) é possível a aplicação da lei penal pátria a crime cometido por estrangei- ro contra brasileiro. do C. porque o nosso ordenamen- to penal considera como tempo do crime. Penal). não se aplica ao fato. d) A lei nova. 711 do STF. antes da liberação involuntária do ofendi- do. mais severa. O Código Penal. a) A lei nova. c) A lei nova. agravando as penas. o momento da ação ou omissão e o momento do resultado. foi promulgada e entrou em vigor lei nova. 76. porque sua vigência é anterior à cessação da permanência. com vistas à aplicação da lei penal. in verbis: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. frente ao princípio geral da irretroatividade da lei. em seu artigo 4º. mais severa. No curso do crime em questão. de autoria de CLÓVIS. 50 . Regula as situações em que a punição é de interesse da humanidade. não se aplica ao fato. é incorreto afirmar que: a) um dos princípios que regem a matéria é o da territorialidade. ainda que outro seja o mo- mento do resultado. mais severa. A resposta a esta questão está contida na Súmula n. Direito Penal 75. b) A lei nova. d) um dos princípios que regem a matéria é o da justiça universal. b) é possível a aplicação da lei penal pátria a crime cometido fora do terri- tório nacional. e) o brasileiro que comete um crime no exterior e se refugia no Brasil não poderá ser extraditado. (PGM/SP . Este prin- cípio é absoluto e não admite exceções. se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. Assinale a opção correta. não se aplica ao fato. com vistas à aplicação da lei penal. mais severa. (TJ/SP – Juiz de Direito – TJ/SP/2006) JOSÉ foi vítima de um crime de extorsão mediante sequestro (artigo 159. aplicando-se a sanção da lei anterior.Procurador Municipal — FCC/2004) Em relação à aplicação da lei penal no espaço. RESPOSTA: “C”. considera praticado o crime no momento da ação ou omissão. é aplicável ao fato. por ser mais branda. em obediência à teoria da atividade.

Posteriormente à sua prisão.  § 2º . respectivamente. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 51 . em que a lei penal brasileira aplica-se a todo crime ocorrido no Brasil. quando transportava em seu veículo. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. convenção ou regras internacionais. Art. Nessa situação. ato normativo retirou a referida substância do rol dos entorpecentes ou dos que causam dependência física ou psíquica. sem prejuízo de con- venções.  § 1º . mercantes ou de propriedade privada.Analista Judiciário . no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. em face da abolitio criminis. pois em face da abolitio criminis há extin- ção da punibilidade. ao crime cometido no território nacional. de natureza pública ou a serviço do gover- no brasileiro onde quer que se encontrem. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras.É também aplicável a lei brasileira aos crimes prati- cados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. A questão está em consonância com o disposto em lei no art. extinguiu-se a punibilidade.CESPE/2004) Considere a seguinte situa- ção hipotética.Aplica-se a lei brasileira. tratados e regras de direito internacional. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspon- dente. 77. consideram-se como ex- tensão do território nacional as embarcações e aerona- ves brasileiras. (TJ/DF . que se achem. Um indivíduo respondia a processo judicial por ter sido preso em flagrante delito.Ninguém pode ser punido por fato que lei poste- rior deixa de considerar crime.  Desse modo. 2º . RESPOSTA: “A”. Direito Penal O art. RESPOSTA: “CORRETA”. salvo o disposto em tratado.Para os efeitos penais. 2º do Código Pe- nal. a questão está correta. caixas contendo clore- to de etila (lança-perfume). in verbis: Art. 5º do Código Penal adotou o princípio da territorialidade temperada. 5º .

aplicar-se-á a lei penal brasileira.Aplica-se a lei brasileira. ao crime cometido no território nacional. no caso citado. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem.  § 1º .CESPE/2004) Se. tratados e regras de direito internacional. um cidadão russo praticar lesão corporal em um dos tripulantes. obri- gatoriamente. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. 79. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. que se achem. à hipótese. aplicar-se-á. Observamos que leis excepcionais e temporárias são ultrativas já que se aplicam sempre ao fato praticado durante sua vigência. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. respectivamente. 52 . 3º . RESPOSTA: “CORRETA”. 5º . (TJ/DF . Direito Penal 78.Analista Judiciário . embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. no interior de uma embarcação não-mercante brasileira que esteja navegando em alto-mar. sem prejuízo de convenções. Dessa forma. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. Vejamos o que dispõe o Código penal acerca da territorialidade: Art.A lei excepcional ou temporária. em face do princípio da territo- rialidade. a lei penal brasileira. (TJ/DF . RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2004) As leis penais excepcional e temporária são ultrativas pois se aplicam a fatos ocorridos antes e durante as respectivas vigências. De acordo com o art. mercantes ou de propriedade privada.Analista Judiciário . 3º do Código Penal: Art. em face do princípio da territorialidade.Para os efeitos penais.

que a revogue expressamente ou regula integralmente a matéria por ela tratada. RESPOSTA: “ERRADA”. 53 . A lei traz em seu texto a data de cessação de sua vigência.CESPE/2004) A lei posterior. que de qualquer modo favorecer o agente. já a lei excepcional será revogada quando terminar o período especial. uma vez que perde a vigência automaticamente. (DPE/AL . calamidade.   RESPOSTA: “ERRADA”. A lei temporária é a feita para vigorar em um período de tempo pré-determinado fixado pelo legislador. A questão está errada pois contraria o disposto no Código Penal: Art.A lei posterior. 81.Defensor Público . etc.CESPE/2004) A lei penal excepcional ou temporária aplicar-se-á aos fatos ocorridos durante o período de sua vigência.        Parágrafo único . ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. aplicar-se-á aos fatos anteriores. (DPE/AL . 2º . Direito Penal 80. são ultrativas e mesmo após sua revogação produzirá efeitos sob os fatos praticados em sua vigência. 3º o Código Penal. embora cessadas as circunstâncias que determinaram a lei excepcional ou mesmo decorrido o período de vigência da lei temporária. A lei temporária é exceção a esta regra.Defensor Público . desde que não tenha sido revogada. as leis temporárias e excepcionais possuem como característica a autorrevogabilidade e ultratividade. decididos por sentença condenatória. ou seja ela se auto-revoga na data fixada em seu próprio texto. aplicam-se elas aos fatos ocorridos durante a sua vigência e ainda que prejudique o agente Assim. Ultrativas: de acordo com art. quede qual- quer modo favoreça o agente. Ela vigorará enquanto perdurar o período excepcional. uma lei somente poderá ser revogada por outra lei posterior. Auto-revogáveis: em regra. Desse modo. A lei excepcional é a feita para vigorar em períodos especiais. desde que em trâmite recurso interposto pela defesa.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. aplica-se aos fatos anteriores. como guerra. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

a legislação penal brasileira adotou o chamado princípio da territorialidade temperada. d) somente II e IV. II e III. quanto o local onde se deu o resultado. 5º e 6º do Código Penal. 2º .  Art.Não há crime sem lei anterior que o defina. o Código Penal Brasileiro adotou a cha- mada teoria mista. pelo que se considera a imputabilidade do agente no momento em que o crime é cometido. V. II. abolitio criminis. tem como fundamento o princípio nullum crimen. que leva em conta tanto o local onde ocorreu a conduta.A lei posterior.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 1º  . o momento da produção do resultado. 4º. para tanto. em regra. IV e V. III. previsto no art. ao entrar em conflito com lei penal anterior. segundo disposto nos arts. que de qualquer modo favorecer o agente.   54 . tendo como exceções as convenções. pode apresentar as seguintes situações: novatio legis incriminadora. ado- tou a teoria da atividade.   Parágrafo único . O Código Penal Brasileiro. pelo qual a lei penal brasi- leira é. Em relação à lei penal no espaço. Todas as afirmativas estão corretas. III. Não há pena sem prévia cominação legal. II. A lei penal. tratados e regras de direito internacional. (MP/SP – Promotor de Justiça – MP/SP/2003) Dados os enunciados: I. novatio legis in pejus e novatio legis in mellius. 2º. no que diz respeito ao tempo do crime. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. c) somente I e V. aplica-se aos fatos anteriores. Art. e) somente I. nulla poena sine praevia lege. São verdadeiros: a) I. aplicada aos crimes praticados no território nacional. 1º do Código Penal. O princípio da legalidade. sendo irrelevante. No tocante ao lugar do crime. IV. Direito Penal 82. 1º. b) somente I e II.

55 . in verbis: § 3º . c) estende-se quanto a brasileiro vítima de tortura.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. § 3º. Art. 3º . b) estende-se quanto à propriedade privada de brasileiro quando a sua em- barcação esteja atracada no exterior. Direito Penal Art. se. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.    Art. art.A lei excepcional ou temporária.  b) houve requisição do Ministro da Justiça. no todo ou em parte.Aplica-se a lei brasileira.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. ao crime cometido no território nacional. 5º . reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:  a) não foi pedida ou foi negada a extradição. 7º. RESPOSTA: “C”. RESPOSTA: “A”. 6º .A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. (TRF 3ª – Juiz Federal – TRF 3ª/2003) Frente ao princípio da extrater- ritoriedade penal pode-se afiançar que a aplicação da lei penal: a) não se estende fora do território nacional. d) não se estende sendo a tortura também punível no exterior. conforme prevê o Código Penal.  Art. 4º . A lei penal brasileira aplica-se a crimes cometidos contra brasileiro no exterior. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. tratados e regras de direito internacional. sem prejuízo de convenções. 83. ainda que outro seja o momento do resultado.

A resposta encontra respaldo na Súmula n. independentemente de quando se iniciou ou cessou a con- duta. RESPOSTA: “C”. adotada a regra geral do tempus regit actum (prevalên- cia da lei do tempo do fato). (PGE/SP . Direito Penal 84. se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. in verbis: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. 711 do STF.FCC/2002) Em matéria de eficácia da lei penal no tempo. b) mais benéfica.Procurador do Estado . e) vigente quando da prolação da sentença. a lei aplicável nos casos de crimes permanente será a lei: a) vigente quando se iniciou a conduta ilícita do agente. 56 . c) vigente quando cessou a conduta ilícita do agente. independentemente de quando se iniciou ou cessou a con- duta. d) mais severa.

E) podem ser coautores ou partícipes e a pena. C) são concorrentes de menor importância e têm a pena diminuída de um sexto a um terço. não praticando atos executórios do cri- me concorre de qualquer modo para a sua realização. essa pena será aumentada até metade. No domínio do fato. ser-lhe-á aplicada a pena deste. B) são coautores e incidem na mesma pena cabível ao autor do crime. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. executando atos sem conotação típica con- tribuíram. (TRF/5ª Região Analista Judiciário – FCC/2013) Indivíduos que são alcançados pela lei penal. para a ação criminosa de outrem A) não são punidos por atipicidade da conduta. D) são considerados partícipes e incidem nas penas cominadas ao crime. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. na medida de sua culpabilidade.Quem.  Desse modo. de qualquer modo.Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. § 1º . é dimi- nuída de um terço. na conduta acima descrita os agentes são considerados partícipes e incidem nas penas cominadas ao crime. objetivamente e subjetivamente. na medida de sua culpabilidade.Se a participação for de menor importância. em qualquer caso. Direito Penal CONCURSO DE PESSOAS 85. não porque tenham praticado uma conduta ajustável a uma figura delitiva. Art. RESPOSTA: “D”. é quem efetiva um comportamento que não se adapta ao verbo do tipo e não tem poder de decisão sobre a execução ou consumação do crime. A participação ocorre quando o sujeito. 29 . na medida de sua culpabilidade. mas porque.  § 2º . 57 .

Direito Penal 86. aplicando-se as penas de um dos crimes au- mentada até o triplo. D) concurso formal impróprio e as penas aplicam-se cumulativamente. para a ação criminosa de outrem A) não são punidos por atipicidade da conduta. em qualquer caso. aplicando-se as penas de um dos crimes aumentada de um sexto a dois terços. Participação ocorre quando o sujeito. Nesse caso. é dimi- nuída de um terço. mas porque. Já no induzimento. Ex. C) são concorrentes de menor importância e têm a pena diminuída de um sexto a um terço. E) concurso formal próprio. não praticando atos executórios do crime concorre de qualquer modo para a sua realização. No domínio do fato. contudo no art. houve: A) crime continuado. na medida de sua culpabilidade. 58 . o agente faz nascer a ideia do crime na mente do sujeito. au- mentada de um sexto até a metade. assim como a um autor ou autores determinados. RESPOSTA: “D”.Analista Judiciário – TRF 5ª/2012) Indivíduos que são alcança- dos pela lei penal. 31. a modalidades que esta pode apresentar. E) podem ser coautores ou partícipes e a pena. contribuí- ram. nem a sua forma de realização. é quem efeti- va um comportamento que não se adapta ao verbo do tipo e não tem poder de decisão sobre a execução ou consumação do crime. Embora o CP brasileiro não tenha estabelecido as espécies de participação. B) crime continuado. C) concurso formal próprio. objetivamente e subjetivamente. Moral: feita por meio de induzimento ou instigação.Área Judiciária . A instigação deve dirigir- se a um fato determinado. aplicando-se a pena de um dos crimes aumentada de dois terços até o dobro. 87. Material: o partícipe exterioriza sua contribuição através de um comportamento. Instigação ocorre quando já existe a vontade e o partícipe atua sobre esta vontade. B) são coautores e incidem na mesma pena cabível ao autor do crime. executando atos sem conotação típica. (TRE/PR – Analista Judiciário . aplicando-se as penas de um dos crimes. exemplifica. de um auxílio.: emprestar a arma para o homicida. não porque tenham praticado uma conduta ajustável a uma figura delitiva. D) são considerados partícipes e incidem nas penas cominadas ao crime.FCC/2012) Tício amarrou dois inimigos juntos num poste e os matou com um único disparo. (TRF/5ª .

sendo a vontade do autor a pratica de todos os delitos. Em caso de concurso formal impróprio. identidade da infração penal e a existência de prévio acordo entre os agentes. comunicam-se as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. 30 do Código Penal: Art. salvo quando elementares do crime. C) Em sede de concurso de pessoas. RESPOSTA: “B”. 30 . As elementares são componentes essenciais da figura típica. assinale a opção correta. no crime de homicídio é “matar alguém”. 59 . Direito Penal Concurso formal impróprio ocorre quando há dois ou mais crimes praticados mediante uma única ação ou omissão.Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. a condição de servidor público do comparsa. ex. B) No concurso de pessoas. E) Aquele que se serve de pessoa inimputável ou inconsciente para realizar ação delituosa é responsável pelo evento na condição de autor indireto ou me- diato. D) O servidor público somente será processado por crime funcional próprio se desconhecia.Analista Judiciário – CESPE/2012) Em relação ao concurso de pessoas. quando do crime. As circunstâncias e elementares comunicam-se aos partícipes desde que conhecidas por eles. o simples ajuste. mesmo que o autor não tenha iniciado a execução do delito. as penas dos diversos crimes serão sempre somadas. (TJ/RO . a instigação ou o auxí- lio são puníveis a título de participação. ainda que não sejam elementares do crime. 88. Ocorre concurso de pessoas quando duas ou mais pessoas cometem uma infração. quando juntados á figura típica influenciam na fixação da pena. De acordo com o art. ou seja desígnios autônomos. RESPOSTA: “D”. A) Os requisitos para o concurso de pessoas incluem a pluralidade de agen- tes e de condutas. As circunstâncias são os dados que.

Promotor de Justiça – CESPE/2010) Com relação à autoria delitiva. 29. Para a teoria extensiva. Partícipe é o agente que não comete nenhum dos verbos descritos na lei. RESPOSTA: “CORRETA”. o Código Penal adotou a teoria monista ou unitária. não admitindo a existência de causas de diminuição de pena nem de diferentes graus de autoria. RESPOSTA: “ERRADA”. apenas. é quem realiza o verbo do tipo penal. somente é considerado autor aquele que pra- tica o núcleo do tipo. o CP adotou a teoria unitária ou monista. Porém. de acordo com essa teoria todos os que contribuem para um resultado delituoso respondem pelo mesmo crime. de acordo com a teoria extensiva. não há distinção entre a figura do autor e a do partícipe. A teoria restritiva distingue autor de partícipe. O Código Penal adotou a teoria restritiva conforme dispõe o art. parágrafos e 1º e 2º. (MPE/ES . havendo pluralidade de fatos típicos. 91. partícipe é aquele que. considera-se autor todo aquele que concorre para a consecução do resultado. Desse modo. 60 . induzindo ou instigando o autor. auxiliando. sem realizar a conduta principal. 90. concorre para o resultado. autor é somente aquele que executa a conduta típica descrita na lei. Direito Penal 89. com a figura do cúmplice (autor menos relevante). De acordo com a mencionada teoria. e não como afirma a questão quando diz que cada um dos agentes responde por um delito próprio. a teoria extensiva considera que todos os participantes do evento deli- tuoso são autores. Coautoria ocorre quando dois ou mais agentes praticam a conduta conjuntamente.Promotor de Justiça .CESPE/2010) Segundo o critério ob- jetivo-formal da teoria restritiva.compatibilizando-se. que deve receber pena idêntica à dos de- mais agentes. (MPE/ES .CESPE/2010) Em relação à natureza jurídica do concurso de agentes. (MPE/ES .Promotor de Justiça . mas de algum modo concorre para a realização do crime. A questão está correta somente ao afirmar que em relação à natureza jurídica do concurso de agentes. se- gundo a qual cada um dos agentes (autor e partícipe) responde por um delito próprio. caput. de modo que cada agente deve responder por um crime diferente.

são crimes de concurso necessário.CESPE/2009) A participação de menor importân- cia configura exceção à teoria monista. Entretanto. adotada pelo CP quanto ao concurso de pessoas. O crime plurissubjetivo são aqueles que somente podem ser praticado por duas ou mais pessoas. (PC/PB .CESPE/2009) Dividem-se os crimes em monossub- jetivo e plurissubjetivo. 93. Os crimes monossubjetivos são aqueles que podem ser cometidos por uma única pessoa. §4°. (PC/PB . RESPOSTA: “ERRADA”. sendo esta. não existe necessidade de aplicação de norma de extensão. 155. 95.CESPE/2010) Ao crime plurissubjetivo aplica-se a norma de extensão do art. exemplo de norma de adequação típica mediata. do Código Penal.Delegado . IV. portanto. 29. que dispõe sobre o concurso de pessoas.Procurador . 61 . (TRE/GO . do Código Penal. 94. estão previstos no próprio tipo. Exemplo: o crime de quadrilha ou rixa. o furto é qualificado. Direito Penal Importante destacar que existem exceções. haja vista que admite-se a punição menos severa ao coautor que participou de crime menos grave conforme disposto no art. eventualmente podem ser cometidos por duas ou mais pessoas. 29 do Código Penal. Exemplo. § 2º. o crime de homicídio. sendo que somente neste último pode ocorrer concurso de pessoas. a pena é majorada reclusão de dois a oito anos se o crime for praticado mediante o concurso de duas ou mais pessoas. em que várias pessoas matem a vítima.Analista .Delegado . Crime plurissubjetivo são aqueles que somente podem ser praticado por duas ou mais pessoas.CESPE/2009) É circunstância que qualifica o cri- me de furto a prática do delito mediante o concurso de duas ou mais pessoas Em conformidade com disposto no art. RESPOSTA: “ERRADA”. haverá um crime de concurso eventual. RESPOSTA: “ERRADA”. 92. RESPOSTA: “CORRETA”. (AGU .

Procurador de Estado . do Código Penal. RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2009) Ser co-autor de um cri- me significa ter sido um agente de menor participação na empreitada criminosa. logo. 98. Se a participação for de menor importância. 97. §1º. in verbis: §1º. haja vista que. A coautoria ocorre quando dois ou mais agentes praticam a conduta conjuntamente. 96.Procurador de Estado . Desse modo. entretanto. Desse modo. ela será causa de diminuição da pena. para ser considerado como tal. (PGE/PE . portanto a resposta está errada. observamos que a participação de menor importância não é exceção à teoria monista. 62 . Partícipe é o agente que não comete nenhum dos verbos descritos na lei. §1º.CESPE/2009) O partícipe. 29.Procurador de Estado . tampouco ter o domínio final da conduta. do Código Penal dispõe sobre a participação de menor importância. mas de algum modo concorre para a realização do crime. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. o partícipe responde pelo mesmo crime do autor. 29. o coautor não é um agente de menor participação na empreitada criminosa. Direito Penal O art. RESPOSTA: “CORRETA”. Se a participação for de menor importância. RESPOSTA: “ERRADA”. o partícipe não realiza diretamente o ato do procedimento típico e não possui o domínio final da conduta. (PGE/PE .CESPE/2009) A participação maior ou menor do agente no crime não influencia na pena. De acordo com o art. A participação maior ou menor do agente no crime influencia na pena. (PGE/PE . não pode realizar diretamente ato do procedimento típi- co. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço”. §1º e 2º.

do Código Penal. 100. respondendo pelo crime cometido. Considera-se autor intelectual o agente que planeja o crime e também tem controle sobre a prática do crime. 99. não é necessariamente aquele que tem controle sobre a consumação do crime. 101. a doutrina majoritária admite a coautoria em crimes culposos que ocorre quando duas ou mais pessoas conjuntamente. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.CESPE/2009) O autor intelectual é assim chamado por ter sido quem planejou o crime. Existem posições divergentes quando ao tema. 30. ele será capaz de conter ou fazer prosseguir a execução do crime. Conforme disposto no art. (PGE/PE . (OAB/SP . RESPOSTA: “ERRADA”. acabam por violar o dever objetivo de cuidado a todos imposto. É preciso que o agente tenha domínio do fato. 63 .CESPE/2009) As circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se comunicam. in verbis: Art. Direito Penal § 2º Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. RESPOSTA: “ERRADA”. entretanto. salvo quando elementares do crime. negligência ou imperícia. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. para configurar a autoria intelectual. RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2009) Não existe a possibi- lidade de coautoria em crime culposo.Procurador de Estado . mesmo quando elementares do crime. essa pena será aumentada até metade.Procurador de Estado . ao agir com imprudência. ser-lhe-á aplicada a pena deste. desse modo. 30. (PGE/PE . RESPOSTA: “ERRADA”.

1241). Se o instituto tivesse caráter processual. conforme estatuído no artigo 107. (TRF/5ª Região Analista Judiciário – FCC/2013) Sobre a prescrição como causa extintiva da punibilidade é correto afirmar: A) Seu fundamento político-criminal não prevalece sobre as pretensões do réu. pois o fundamento político-criminal da prescrição prevale- ce sobre as pretensões do réu” .1984) IV . como se trata de instituto de direito material. 64 . in (Código Penal e Sua Interpretação Jurisprudencial.pela prescrição. por acreditar em sua inocência. 5ª ed. tal possibilidade não existe.209. o réu poderia renunciá-lo e exigir um julgamento de mérito. RESPOSTA: “E”. E) O reconhecimento da prescrição exclui a apreciação de outras prelimi- nares e do mérito.7. Segundo nos ensina o professor Alberto Silva Franco e outros. portanto. decadência ou perempção. mesmo admitido seu caráter de material. A prescrição é Instituto de direito material e. C) O réu pode renunciar ao seu reconhecimento e requerer julgamento de mérito por seu caráter meramente processual. pág. Direito Penal EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 102. 107 . de 11.. in verbis: Art.Extingue-se a punibilidade:  (Redação dada pela Lei nº 7. Prescrição é a perda da pretensão punitiva ou executória em face do decurso do tempo. D) Não sendo matéria de ordem pública. “O reconhecimento da pres- crição exclui a apreciação de outras preliminares e do mérito. não pode ser reconhecida ex officio pelo juiz. o seu reconhecimento exclui a apreciação outras preliminares e do mérito. Mas. B) A consideração do perdão judicial é sempre antecedente ao eventual re- conhecimento da prescrição. inciso IV do Código Penal.

10. (TJ/MG . (TCE/RO . dispõe que: Art.FCC/2010) No tocante às causas de extinção da punibilidade. 348. os meses e os anos pelo calendário comum.Administração . 105. existem outras causas de extinção de punibilidade a exemplo do favorecimento pessoal. entre outros. Desse modo.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Analisando as causas de extinção da punibilidade. inclui-se a possibi- lidade de casamento do autor do crime de estupro coma vítima. As causas de extinção de punibilidade possuem um rol exemplificativo disposto no art. 104.Auditor . RESPOSTA: “ERRADA”. Direito Penal 103. (PM/DF . O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. NÃO se inclui entre elas: a) a doença grave do agente b) a graça c) a perempção d) a renúncia do direito de queixa. Essa previsão legal foi revogada pela Lei 11. O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência. 65 . 107 do Código Penal. previsto no §2° do art. d) A concessão do indulto restabelece a condição de primário do beneficiado. e) É cabível o perdão judicial em qualquer crime. contanto que o casamento se realize antes de a sentença penal condenatória transitar em julgado. b) O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência c) São previstas exclusivamente na parte geral do Código Penal. a alternativa correta é a “B”.106/05. é correto afirmar que a) a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Presidente da República. Contam-se os dias.CESPE/2010) Entre as formas de extinção da punibilidade do agente de fato delituoso previstas no CP. por ser um rol exemplificativo e não taxativo. O Código Penal em seu artigo 10. RESPOSTA: “B”. Entretanto.

108 do Código Penal que: Art.106. a extinção da punibilidade de um deles impede. 107 .pela anistia. nos casos previstos em lei. II .pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito. RESPOSTA: “ERRADA”. observamos que a doença grave do agente não é causa de extinção de punibilidade. VII - (Revogado pela Lei nº 11.pela morte do agente. Nos crimes conexos.pelo perdão judicial. portanto. a agravação da pena resultante da conexão. nos crimes de ação privada. 106. quanto aos outros. Reza o art. decadência ou perempção. Direito Penal As causas de extinção da punibilidade estão elencadas no artigo 107 do Código Penal: Art. a extinção da punibilidade de um deles não impede. de 2005) VIII - (Revogado pela Lei nº 11. RESPOSTA: “A”. 108. A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto. Conforme artigo acima mencionado. III .Extingue-se a punibilidade:   I . a alternativa correta é a “A”. V .Procurador . 66 .106.pela prescrição.pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. a agravação da pena resultante da conexão.CESPE/2010) Nos crimes conexos. (AGU . quanto aos outros. de 2005) IX . nos casos em que a lei a admite. elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. VI . IV . graça ou indulto.pela retratação do agente.

Direito Penal 107.pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito.  67 .  V .106.pelo perdão judicial.O curso da prescrição interrompe-se:         I .pela anistia.209.1984) I .pelo recebimento da denúncia ou da queixa. B) a graça. se corresponder à prescrição da pretensão punitiva d) pela sentença concessiva de perdão judicial e) pelo acórdão condenatório recorrível O Código Penal dispõe que: Art. NÃO se inclui entre elas: A) a doença grave do agente.        II .106. IV .pelo início ou continuação do cumprimento da pena.pela prescrição. (TCE/RO – Procurador – FCC/2010) A prescrição é interrompida a) pelo oferecimento da denúncia b) pela sentença absolutória imprópria c) pela reincidência.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Analisando as causas de extinção da punibilidade. nos casos em que a lei a admite. Art.  VI .pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso.pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. RESPOSTA: “A”.pela reincidência. C) a perempção. D) a renúncia ao direito de queixa. II . V . graça ou indulto.pela pronúncia. 117 . de 2005) IX . III .           IV . 107 .Extingue-se a punibilidade:  (Redação dada pela Lei nº 7.pela morte do agente. 108. nos crimes de ação privada. (TJ/MG . III . VI .pela decisão confirmatória da pronúncia.7. decadência ou perempção. nos casos previstos em lei. de 2005) VIII - (Revogado pela Lei nº 11.pela retratação do agente. de 11. VII - (Revogado pela Lei nº 11.

RESPOSTA: “CORRETA”. permanecem os efeitos de natureza civil. mas permanecem os efeitos civis. Entretanto. 111. e de acordo com o Art. como afirma a questão. a alternativa correta é a ‘E”. ainda que con- cedido após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Direito Penal Desse modo. 107. RESPOSTA: “ERRADA”. Desse modo. Ocorre a abolitio criminis quando o Estado deixa de considerar determinado fato como criminoso. 106.Analista .CESPE/2009) A prescrição da pretensão pu- nitiva do Estado extingue a punibilidade do agente e impede a propositura de ação civil reparatória dos danos causados pela conduta criminosa.pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso”. o perdão do ofendido extinguirá a punibilidade nos crimes de ação penal privada somente se concedido antes do transito em julgado da sentença penal condenatória. (DETRAN/DF . entre com ação reparatória dos danos causados pela conduta criminosa. § 2º do Código Penal : §2º.CESPE/2009) A lei penal que deixa de con- siderar determinado fato como criminoso retroage e extingue a punibilidade do agente. porém. não recai sobre o direito da vítima ser reparada pelo dano causado pela conduta criminosa. 68 .CESPE/2009) O perdão do ofendido extin- gue a punibilidade do agente nos crimes de ação penal privada. 110. (Detran/DF . RESPOSTA: “ERRADA”. III. 109. Mesmo que o delito penal encontre-se prescrito. não impede que a vítima. A prescrição penal da pretensão punitiva recai apenas sobre o direito de o Estado punir o acusado.Analista . a prescrição é interrompida pelo acórdão condenatório recorrível.Analista . do Código Penal “Extingue-se a punibilidade:  III . no juízo cível. Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória. (DETRAN/DF . De acordo com o art. RESPOSTA: “E”.

  Desse modo. c) Retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. (TRF 4ª Região . nos crimes de ação privada. O Código Penal dispõe que: Art. graça ou indulto. RESPOSTA: “D”. anistia.pelo início ou continuação do cumprimento da pena. e prescrição. b) Anistia. e casamento do agente com a vítima. São causas extintivas de punibilidade. além de outras: a) renúncia do direito de queixa. decadência ou perempção. prevista no Código Penal. No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional. a prescrição da pretensão executória deve ser regulada pelo tempo que resta da pena.  V . decadência ou perempção. e casamento do agente com a vítima.pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. nos crimes contra os costumes. morte da vítima. e agente maior de setenta anos na data do crime.  VI . a alternativa correta é a “D”. nos crimes contra costumes. morte da vítima. e) prescrição.pela pronúncia. A resposta está correta.pelo recebimento da denúncia ou da queixa. prescrição.        II . 113. anistia. III .pela decisão confirmatória da pronúncia. graça ou indulto. menoridade do agente. retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. perdão judicial. Direito Penal 112.Analista Judiciário – FCC/2007) São causas extintivas de punibilidade. e prescrição. prevista no Código Penal. RESPOSTA: “CORRETA”.           IV . retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso.pela reincidência. a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. decadência. 113 do Código Penal Art. d) morte do agente. além de outras a morte do agente. 117 . (OAB . pois está de acordo com disposto no art. decadência ou perempção. 69 .CESPE/2008) No caso de o condenado evadir-se. nos casos previstos em lei. e decurso do prazo.O curso da prescrição interrompe-se:         I . 113.

salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena. vejamos: Art. 112 . a sentença condenatória.CESPE/2008) O curso da prescrição interrompe-se pelo ofe- recimento da denúncia e pela sentença condenatória ou absolutória recorrível. Portanto.pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. porém. 70 .Juiz de Direito . 110 deste Código. IV . ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional.do dia em que transita em julgado a sentença condenatória. a prescrição começa a correr:  I .  Dessa forma. A resposta está errada.O curso da prescrição interrompe-se: I . pois contradiz o disposto no art. não subsiste a sentença penal condenatória para fins de reparação do dano. (OAB . 115. para a acusação. a afirmação correta seria que a prescrição começa a correr a partir do dia em que transita em julgado a sentença condenatória. observamos que a questão apresenta o mencionado artigo. RESPOSTA: “ERRADA”. 116. vejamos:  Art. A afirmação está errada. 112 do Código Penal.No caso do art. II . RESPOSTA: “ERRADA”. (OAB .117 do Código Penal. para a acusação. (TJ/TO . para a defesa. trocando os termos. Direito Penal 114.CESPE/2007) Em caso de extinção da puni- bilidade decorrente de anistia. 117 .do dia em que se interrompe a execução.CESPE/2008) A prescrição começa a correr a partir do dia em que transita em julgado. pois contraria o disposto no art.pelo recebimento da denúncia ou da queixa.

no juízo cível. 107. Desse modo. do Código Penal dispõe que: Art. Extingue-se a punibilidade: V . apagando seus efeitos. (TJ/RR . nos crimes de ação privada. A anistia exclui o crime. após o início da ação penal. nos crimes em que somente se procede mediante queixa. 71 . a vítima continua possuindo o direito à indenização. 105. Segundo disposto no art. desde que não tenha transitado em julgado a sentença condenatória. extingui-se a punibilidade pena anistia. admitindo-se outras causas de extinção de punibilidade que não estejam elencadas no mencionado artigo. A afirmação está errada. ou seja.pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito. Perdão do ofendido é o ato de desistência do prosseguimento da ação pena privada. que é a renúncia do Estado ao seu direito de punir. II. 107 do Código Penal é exemplificativo. 117. a afirmação está correta. 105. RESPOSTA: “CORRETA”. sendo cabível após o início da ação penal. RESPOSTA: “ERRADA”. haja vista que. implicará na extinção da punibilidade.CESPE/2004) O perdão do ofendido é o ato por meio do qual o próprio ofendido ou o seu representante legal. Entretanto. permanecem inalterados os efeitos civis da sentença condenatória para fins de reparação do dano. desiste de seu prosseguimento. O perdão do ofendido. (DPF . é a desculpa ao querelado pela infração penal. 118. V do Código Penal: Art. Direito Penal Conforme disposto no art. obsta ao prosseguimento da ação. desde que o crime seja apurado por meio de ação penal privada.107. pois o rol previsto no art. O art.Escrivão . Aceito pelo acusado.Analista Processual . 107. do Código Penal. RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2006) O artigo do Código Penal que prevê as causas extintivas da punibilidade é taxativo proibindo que sejam admitidas outras hipóteses extintivas além daquelas nele relacionadas.

(PGM/SP . 107. Direito Penal 119. 107 . III. c) extingue a punibilidade. e) é causa de perdão judicial.Procurador Municipal — FCC/2004) A retroatividade de lei penal que não mais considera o fato como criminoso: a) exclui a imputabilidade. é causa extintiva da punibilidade prevista no art. Art. 72 . b) afasta a tipicidade. Trata-se da abolitio criminis.pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso.Extingue-se a punibilidade: III . RESPOSTA: “C”. do CP. d) atinge a culpabilidade.

121. veja- mos: §1o . comoo regra. o critério adotado para aferir a inimputabilidade do agente. nem su- perior a trezentos e sessenta salários mínimos. não inferior a um salário mínimo. (TJ/ES . a teoria biopsicológica de acor- do com estabelecido no art.CESPE/2012) A pena de prestação pe- cuniária consiste no pagamento — em dinheiro. de impor- tância fixada pelo juiz. A teoria biopsicológica considera inimputável o agente que em razão de sua condição mental. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de de- terminar-se de acordo com esse entendimento. O Código Penal brasileiro adotou. à víti- ma. § 1º. O código Penal dispõe sobre a prestação pecuniária em seu art. se coincidentes os beneficiários. 26. é totalmente incapaz de entender o caráter ilícito da sua ação ou omissão e determinar-se de acordo com esse entendimento.CESPE/2012) No direito penal. ao tempo da ação ou da omissão. a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social. era. a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social — de importância fixada pelo juiz. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima. 26. por doença men- tal ou desenvolvimento mental incompleto ou retarda- do. vejamos: Art. (TJ/ES . é o biopsicológico. à vista ou em parcelas. É isento de pena o agente que. não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salá- rios mínimos. O valor pago será deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil. RESPOSTA: “CORRETA”.Analista Judiciário . como regra.Analista Judiciário . Direito Penal IMPUTABILIDADE PENAL 120. 45. 73 .

a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de comportar-se de acordo com esse entendimento. Por sua vez. 122.Agente de Suporte Educacional .Agente de Investigação . a potencial consciência da ilicitude é quando o agente possui condições de saber que seu comportamento contraria o ordenamento jurídico. (DPE/CE . ao tempo da ação ou omissão.CESPE/2010) A emancipa- ção civil aos dezesseis anos de idade acarreta a imputabilidade penal do adoles- cente. por embriaguez proveniente de caso fortuito. Desse modo. A imputabilidade penal é a capacidade que o agente possui de entender que determinado fato é ilícita e determinar-se de acordo com esse entendimento. a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente.Agente de Investigação . 123. RESPOSTA: “CORRETA”. RESPOSTA: “ERRADA”. 124.CESPE/2009) No ordenamento ju- rídico brasileiro. a imputabilidade penal equivale à potencial consciência da ili- citude. RESPOSTA: “CORRETA”. A imputabilidade é a capacidade de entender o caráter ilícito do seu comporta- mento e agir de acordo com esse entendimento. A questão está errada.CESPE/2008) De acordo com regra do Código Penal. 125. (SEDU . haja vista que a emancipação abrange a responsabilidade civil. a imputabilidade penal é a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. observamos que a questão está em consonância com o disposto em lei. a emancipação civil não gera efeitos quanto à inim- putabilidade do menor de 18 anos. e não penal. (PC/PB . RESPOSTA: “ERRADA”. razão pela qual ele não mais se sujeita às regras do ECA. não possuía.CESPE/2009) No ordenamento ju- rídico brasileiro. Direito Penal Desse modo.Defensor . 74 . (PC/PB .

28 . RESPOSTA: “CORRETA”. se o agente.Perito .É isento de pena o agente que. por embriaguez completa. 126. § 2º . não possuía. proveniente de caso fortuito ou força maior. pelo álcool ou substância de efeitos análogos. provocada por álcool ou substância de efeitos análogos. ao tempo da ação ou da omissão.a embriaguez. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. por embriaguez completa.a emoção ou a paixão. Embriaguez II . Direito Penal Vejamos o que dispõe o Código Penal acerca do tema: Art. 75 . pelo álcool ou substância de efeitos análogos.  Embriaguez II .Não excluem a imputabilidade penal:  I . § 1º . voluntária ou culposa.É isento de pena o agente que. ao tempo da ação ou da omissão. por embriaguez. era. proveniente de caso fortuito ou força maior.a emoção ou a paixão.Não excluem a imputabilidade penal: I .a embriaguez.CESPE/2008) A embriaguez completa e culposa. ao tempo da ação ou da omissão. 28 . exclui a imputabilidade penal. era. § 1º . voluntária ou culposa. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. proveniente de caso fortuito ou força maior. O Código Penal dispõe que: Art. A resposta está correta de acordo com o parágrafo 2º do artigo citado.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. (SGA/AC .

RESPOSTA: “ERRADA”. No caso acima citado. Desse modo. não excluem a imputabilidade. são causas de diminuição de pena. (TJ/PI – Juiz de Direito . A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade. assim.   129. por embriaguez.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. Observamos que em caso de embriaguez culposa. se o agente. A embriaguez preordenada ocorre quando o agente ingere bebida alcoólica com a intenção de embriagar-se e. Maria será absolvida tendo como fundamento a inexistência de ilicitude da con- duta. que esta. RESPOSTA: “ERRADA”. em que o agente não tendo a intenção de embriagar-se acaba. no decorrer da ação penal. não servem para excluir a imputabilidade penal nem para aumentar ou diminuir a pena aplicada. de acordo com o art. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. II. RESPOSTA: “ERRADA”.CESPE/2007) A embriaguez preordenada não exclui a culpabilidade do agente. Desse modo. do Código Penal. Maria será absolvida por não existir culpabilidade. Nessa hipótese. a questão está errada. embora presente a culpabilidade. praticou um crime.Agente – CESPE/2008) Considere a seguinte situação hipo- tética. Direito Penal § 2º . ingerindo bebida alcoólica em demasia e embriagando-se. não excluem a imputabilidade. não possuía. cometer o crime. (PC/TO . A emoção e a paixão. e. de acordo com o Código Penal. 127. foi demonstrado. (TJ/PI – Juiz de Direito . 76 . era inimputável em decorrência de doença mental. 28 do código penal.CESPE/2007) A emoção e a paixão. por imprudência. entretanto. Maria. ao tempo do crime. 28. de acordo com o art. proveniente de caso fortuito ou força maior. ao tempo da ação ou da omissão. por meio do competente laudo. 128. maior de 18 anos de idade. mas pode reduzir a sua pena de um a dois terços.

Embriaguez II . 77 . § 2º . acaba por agravar ou até qualificar o delito. de acordo com o art. De acordo com o § 2º do artigo acima mencionado. voluntária ou culposa.ter o agente cometido o crime: l) em estado de embriaguez preordenada. 61. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. pelo álcool ou substância de efeitos análogos. proveniente de caso fortuito ou força maior. RESPOSTA: “ERRADA”. (TJ/PI – Juiz de Direito . RESPOSTA: “ERRADA”. era.a emoção ou a paixão.a embriaguez. não possuía. se o agente. do Código Penal.Não excluem a imputabilidade penal: I . ao tempo da ação ou da omissão. 28 .São circunstâncias que sempre agravam a pena. proveniente de caso fortuito ou força maior. a embriaguez involuntária incompleta do agente é causa de redução de pena. § 1º . por embriaguez completa.É isento de pena o agente que. II.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. ao tempo da ação ou da omissão. l. Vejamos o que dispõe o Código Penal: Art. 61 .CESPE/2007) A embriaguez involuntária incompleta do agente não é causa de exclusão da culpabilidade nem de redução de pena. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. quando não constituem ou qualificam o crime: II . Direito Penal A embriaguez preordenada não reduz a pena. 130. Art. por embriaguez.

CESPE/2004) Segundo o Código Penal.Não excluem a imputabilidade penal:  I .a emoção ou a paixão. RESPOSTA: “ERRADA”. são providencias de caráter preventivo com fundamento na periculosi- dade do agente.Consultor . (OAB . 133.CESPE/2004) A pena imposta ao semi-imputável não pode ser substituída por medida de segurança. A emoção e paixão podem servir  como atenuantes genéricas até mesmo como circunstância minorante em determinados delitos. A imputabilidade é a capacidade de o agente entender o caráter ilícito de um fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento. são causas excludentes da imputabilidade penal. 132. ainda que tenha sido desenvolvida essa capacidade em idade inferior. (Senado . a emoção e a paixão não são causas excludentes da imputabilidade penal. A questão está correta conforme dispõe o Código Penal: Art. 78 . 28 . porém. (DPF . inicia-se aos dezoito anos de idade. Direito Penal 131.Agente da Polícia Federal . As medidas de segurança aplicam-se tanto aos inimputáveis quanto aos semi -imputáveis. RESPOSTA: “CORRETA”. Os menores de 18 anos são inimputáveis no Direito Penal Pátrio.CESPE/2004) Por imputabilidade entende-se a capacidade de o agente entender o caráter ilícito de um fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento. RESPOSTA: “CORRETA”. no direito penal.

porque evita a imposição de penas proscritas do orde- namento jurídico brasileiro. 5º. XLVIII. (PC/PA . a Constitui- ção de 1988. E) dignidade humana O princípio da proporcionalidade tem o objetivo de coibir excessos. Tem por objetivo a adequação entre os meios e os fins. vedando-se a imposição punições em medida superior ao estritamente necessário para atender interesse público. 135. determina que “a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. porque impõe ao Estado o dever de clas- sificar os apenados a partir de características pessoais concretas.Delegado . por meio do sopesamento da compatibilidade entre os meios e os fins da atuação administrati- va. em seu art. d) da individualização da pena. prevenindo problemas como o da “contaminação carcerária”. NÃO tem expressa e literal disposição constitucional o da: A) legalidade. D) pessoalidade. porque não se pode impor ao apenado o cumprimento de pena em estabelecimento que não esteja regulamentado por lei específica. c) da humanidade. b) da culpabilidade. a idade e o sexo do apenado”. para evitar restrições desnecessárias ou abusivas. todos especialmente importantes ao direito penal brasileiro. Esta norma garante o princípio: a) da legalidade. 79 . B) proporcionalidade. por sentença condenatória transitada em julgado. (TRF/3ª Região – Analista Judiciário . de acordo com a natureza do delito.UEPA/2013) Dispondo sobre os direitos e garan- tias fundamentais dos brasileiros e estrangeiros residentes no país. C) individualização. RESPOSTA: “B”. Direito Penal PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL 134. e) da pessoalidade ou intranscendência da pena. porque assegura aos fami- liares do apenado não sofrerem os constrangimentos do cárcere. porque não se pode impor ao réu uma pena sem a comprovação de sua culpa.FCC/2014) Dentre as ideias estruturantes ou princípios abaixo.

TRF 5ª /2012) O princípio. expressamente previstos em lei. (TRF/1ª Região – Estágio em Direito – TRF/1ª Região/2013) São prin- cípios informadores do direito penal. qualquer tipo de padronização. RESPOSTA: “D”. XLVI da CF. parágrafo único. 80 . D) subsidiariedade. embora seja o que disponha dos instrumentos mais enérgicos.Analista Judiciário – Execução de Mandados . segundo o qual se afirma que o Direito Penal não é o único contro- le social formal dotado de recursos coativos. da LEP e Art. II. não deverá ser utilizado o direito penal. 5º. Este princípio de fundamente no Art. Direito Penal O princípio da individualização da pena garante que as penas dos infratores não devem ser igualadas. C) fragmentariedade. 136. ou seja. 8º. quando o conflito puder ser resolvido por outro ramo do direito. E) proporcionalidade Segundo o princípio da subsidiariedade a intervenção do direito penal só se justifica em ultima ratio do Direito. (TRF/5ª. Arts. pois segundo este princípio as penas impostas aos infratores devem ser personalizadas e particularizadas de acordo com a natureza e as circunstâncias dos delitos e à luz das características pessoais do infrator. 41. é reconhecido pela doutrina como o princípio da A) lesividade. exceto: a) legalidade ou reserva legal b) anterioridade c) intervenção mínima d) individualização da pena e) retroatividade da lei penal benéfica O princípio da individualização da pena é o princípio que garante que as penas dos infratores não sejam igualadas ou padronizadas. devem ser personalizadas e particularizadas de acordo com a natureza e as circunstâncias dos delitos e à luz das características pessoais do infra- tor. assim. 137. 5º. B) intervenção mínima. RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “D”. vedado. XII e 92. 34 do CP.

a lei penal é sempre irretroativa. garante que: Art. ela retroagirá mesmo que o fato tenha sido definitivamente julgado. 81 . A) Em face do princípio da legalidade constitucionalmente consagrado. XL . E) Código Penal (1940). salvo no caso de abolitio criminis ou de se tratar de lei que. pois saímos da triste “Idade das Trevas” para o Iluminismo. fazendo cessar os efeitos civis e penais da sentença condenatória. O Código Criminal representou grande avanço para nosso direito. desde que não venha a criar figura típica inexistente. D) Ordenações Filipinas (1603). D) A lei penal não pode retroagir para alcançar fatos ocorridos anterior- mente a sua vigência. 5º. RESPOSTA: “B”. 5º. sobretudo porque simbolizava uma ruptura com a dominação colonial.a lei penal não retroagirá. em seu art.Delegado de Polícia Civil – PC/SP/2011) Assinale a alternativa que contenha o nome de uma elogiada legislação brasileira que. B) Código Criminal do Império (1830). aplica-se ao fato cometido sob a égide de lei anterior. A Constituição Federal. (PC/SP . (MP/SP – Promotor de Justiça – MP/SP/2011) Assinale a alternativa que estiver totalmente correta. nunca podendo retroagir. O Código Criminal do Império foi promulgado quando o Brasil iniciava seus primeiros passos como nação. favoreça o agente. B) Se entrar em vigor lei penal mais severa. após debates acalorados. deixando de considerar crimino- sa a sua conduta. 139. XL. manteve a pena de morte dentre as sanções penais e que foi respon- sável pela criação do sistema de dias-multa. C) Consolidação das Leis Penais (1932). desde que ele ainda não tenha sido decidido por sentença condenatória transitada em julgado. A elaboração de uma nova legislação criminal era premente. de qualquer modo. A) Código Penal da República (1890). Direito Penal 138. C) Sendo a lei penal mais favorável ao réu. buscando adaptar nosso Direito às novas doutrinas vigentes à época. salvo para beneficiar o réu. ela será aplicável a fato come- tido anteriormente a sua vigência. E) Se a lei nova for mais favorável ao réu.

estuprou Maria. (TJ/SP – Juiz de Direito – TJ/SP/2011) Antônio. que de qualquer modo favorecer o agente.  RESPOSTA: “C”. C) fragmentariedade. em qual deles fundamentou-se tal decisão.Delegado de Polícia Civil – PC/SP/2011) A ideia de que o Direito Penal deve tutelar os valores considerados imprescindíveis para a socie- dade. 140. Assinale. fundamentando tal decisão no dispositivo revogado (art. Segundo o princípio da fragmentariedade o direito penal deve se ocupar de uma tutela seletiva de bens jurídicos. dentre os princípios adiante mencionados.A lei posterior. ao proferir a sentença. em razão do casamento com Maria. c) Princípio da retroatividade da lei penal benéfica. aplica-se aos fatos anteriores. julgou extinta a punibilidade de Antônio. que contemplava como causa extin- tiva da punibilidade o casamento da ofendida com o agente. a) Princípio da isonomia. O juiz. ou seja. Parágrafo único . ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. publicada no dia 29 de março de 2005. do Código Penal). 11. com a qual veio a casar em 30 de setembro de 2005. o Código Penal. 107. d) Princípio da ultra-atividade da lei penal benéfica.106. RESPOSTA: “D”. sintetiza o princípio da: A) adequação social. o direito penal só deve se ocupar com ofen- sas realmente graves aos bens jurídicos protegidos. do art. VII. e não todos os bens jurídicos. 107. 82 . art. D) ofensividade. 141.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. b) Princípio da proporcionalidade. do Código Penal. 2º . B) culpabilidade. quando ainda em vigor o inc. (PC/SP . VII. posteriormente revogado pela Lei n. E) proporcionalidade. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. e) Princípio da legalidade. 2º prevê: Art. Direito Penal No mesmo sentido.

de acordo com a ultra-atividade benéfica da lei penal. a) o princípio da humanidade das penas está consagrado na Constituição Federal. RESPOSTA: “D”. d) de banimento.Advogado – FEPESE/2010) Assinale a alternativa correta. e) cruéis. c) o princípio da intervenção mínima não se confunde com o princípio da ultima ratio. b) o princípio da aplicação da lei mais benéfica não é utilizado pelo direito penal. pois caso a lei seja revogada por outra gravosa. 142. Direito Penal No caso acima citado.não haverá penas: a) de morte. c) de trabalhos forçados. (UDESC . mesmo após sua revogação aplica-se a fatos ocorridos durante sua vigência. a alternativa correta é a “A”. e) A existência de crimes funcionais ofende o princípio da igualdade. (DPE/SP .Defensoria Pública – FCC/2010) A absorção do crime-meio pelo crime-fim configura aplicação do princípio da a) sucessividade b) alternatividade c) consunção d) especialidade e) subsidiariedade 83 . d) por força do princípio da insignificância não são punidos os crimes de menor potencial ofensivo. b) de caráter perpétuo. salvo em caso de guerra declarada. Por força do disposto na Constituição Federal. nos termos do art. 84. XIX. Desse modo. artigo 5º: XLVII . 143. RESPOSTA: “A”.

ocupando-se somente de uma parte dos bens prote- gidos pela ordem jurídica. RESPOSTA: “B” 146. RESPOSTA: “C”.CESPE/2009) Segundo o princípio da culpabilidade. em processo em que seja assegurada a igualdade das partes. (DPE/MA . (MPE/AP – Técnico Administrativo . De acordo com o princípio da fragmentariedade o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes.Defensoria Pública – FCC/2009) Na consideração de que o crime de falso se exaure no estelionato. o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes. isto é. denomina-se princípio: 84 . Direito Penal Segundo ensinamento de Capez (2009) consunção “ é o princípio segundo o qual um fato mais amplo e mais grave consome. responsabilizando-se o agente apenas por este crime. isto é. 145.FCC/2009) O princípio constitu- cional que assegura ao acusado o direito de ampla defesa. que funcionam como fase normal de preparação ou execução ou mero exaurimento”. ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurídica. que funcionam como fase normal de preparação ou execução ou mero exaurimento”. absorve outros fatos menos graves. (OAB . Já. RESPOSTA: “ERRADA”. o dolo ou a culpa devem estar presentes na conduta do agente. no princípio da culpabilidade. 144. o princípio aplicado para o aparente conflito de normas é o da: a) subsidiaridade b) consunção c) especialidade d) alternatividade e) instrumentalidade A alternativa correta é a “B” pois de acordo com ensinamentos de Capez (2009) consunção “ é o princípio segundo o qual um fato mais amplo e mais grave consome. absorve outros fatos menos graves. afastando-se a responsabilidade objetiva.

cabível a adoção do princípio da subsidiariedade. 5º. RESPOSTA: “E”. havendo o conflito aparente de normas primeiramente deve-se tentar aplicar a o fato na norma primária. com os meios e recursos a ela inerentes”. 147. Nesse dispositivo consti- tucional está consagrado o princípio a) da anterioridade da lei penal b) da presunção de inocência c) da legalidade d) do contraditório e) do juiz natural 85 . deve ser aplicá-lo na norma subsidiária. (MP/SE – Analista do Ministério Público . assegura: “aos litigantes. da Constituição Federal dispõe que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. não sendo possível. Dessa forma. cabível a adoção do princípio da a) subsidiariedade b) fragmentariedade c) anterioridade d) tipicidade e) culpabilidade Para a solução de questões relacionadas a conflitos aparente de normas. LV. em processo judicial ou administrativo. 148. Direito Penal a) juiz natural b) do estado de inocência c) da verdade real d) da obrigatoriedade e) do contraditório A Constituição Federal. em seu art. 5°. (MP/SE . e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa.FCC/2009) Para a solução de questões relacionadas a conflitos aparente de normas. LVII.Técnico do Ministério Público – FCC/2009) O art. RESPOSTA: “A”. O contraditório é garantia constitucional da igualdade entre as partes e o direito de ação.

e) O juiz tem o poder de impor sanção penal ao autor de um fato não des- crito como crime na lei penal. RESPOSTA: “C”. 150. c) É vedado o uso da analogia para punir o autor de um fato não previsto em lei como crime. Por força do princípio da Reserva Legal é vedado o uso da analogia para punir o autor de um fato não previsto em lei como crime. b) O juiz pode fixar a pena a ser aplicada ao autor do delito acima do máximo previsto na lei. B) Pelo princípio da disponibilidade do direito à integridade física. Direito Penal De acordo com artigo 5º. da Constituição Federal “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. RESPOSTA: “B”. ou seja devem ser considerados penalmente atípicos. é correto afirmar que a) é lícita a aplicação de pena não prevista em lei se o fato praticado pelo agente for definido como crime no tipo penal. aplicando os costumes vigentes na localidade em que ocorreu. anti-social ou danoso à sociedade. d) Fica ao arbítrio do juiz determinar a abrangência do preceito primário da norma incriminadora se a descrição do fato delituoso na norma penal for vaga e indeterminada. se esse fato for imoral. 149. em tese. a alternativa correta é a “B”. assim. (MPE/RS . D) Por razão de política criminal. ainda. ou. (TJ/SP – Juiz de Direito – TJ/SP/2007) Um profissional faz numa pes- soa furo na orelha.Secretário de Diligências – FCC/2008) Tendo em conta o Princípio da Reserva Legal. caracterizam lesão corporal. Tais práticas. mas não são puníveis. O princípio da adequação social determina que não se pode reputar criminosa uma conduta tolerada pela sociedade. ou coloca um piercing em parte de seu corpo. LVII. Assinale a alternativa correta pela qual assim são consideradas. Esse dispositivo assegura o princípio da presunção da inocência. C) Pelo princípio da adequação social. faz- lhe uma tatuagem. 86 . mesmo sendo semelhante a outro por ela definido. A) Por força do princípio da insignificância. ainda que se enquadre em uma descrição típica.

De acordo com princípio da insignificância quando a lesão ao bem jurídico tu- telado se mostra ínfima. quem que “não há pena sem prévia cominação legal”. não só àque- les que ofendem o patrimônio. D) somente tem aplicabilidade em crimes contra o patrimônio. da incidência de suas graves sanções. 87 . o princípio da anterioridade. B) somente pode ser invocado em relação a fatos que geraram mínima per- turbação social. que as consequências da conduta te- nham sido de pequena relevância. RESPOSTA: “C”. Tal dispositivo legal consagra o princípio da a) ampla defesa b) legalidade c) presunção de inocência d) dignidade e) isonomia O artigo 1° do Código Penal: “Não há crime sem lei anterior que o defina.Promotor de Justiça – MP/SP/2006) Em relação ao princípio da insignificância ou de bagatela. consagra o princípio da legalidade. Não há pena sem prévia cominação legal”. C) sua aplicação não é prevista no Código Penal. 151. em que reza que não há crime sem lei anterior que o defina e. E) exige. Não há pena sem prévia cominação legal”.Técnico Administrativo – FCC/2007) Dispõe o artigo 1° do Código Penal: “Não há crime sem lei anterior que o defina. RESPOSTA: “B” 152. O princípio da insignificância pode ser aplicado a diversos crimes. não há necessidade da intervenção do Direito Penal e. Tal princípio subdivide-se em dois. constituindo-se em instrumento de interpretação restritiva do tipo penal. pois exclui-se a tipicidade material do delito. o princípio da legalidade. (MPU . mas é amplamente admi- tida pela doutrina e jurisprudência. RESPOSTA: “D”. por este motivo pode ser considerada crime. Direito Penal Estão em consonância com a ordem social. con- sequentemente. (MP/SP . para seu reconhecimento. assinale a alternativa incorreta: A) seu reconhecimento exclui a tipicidade.

88 . D) culpabilidade se refere ao fato.FCC/2006) Considerando a ado- ção do princípio da culpabilidade pelo Código Penal. D) diz respeito aos comportamentos aceitos no meio social. C) orienta-nos a aferir a conduta em relação à importância do bem juridi- camente atingido. O princípio da culpabilidade determina que o agente deva ser punido pelo ato praticado. pelo fato. Direito Penal 153. 154. ou seja.Defensor . não por quem é o autor. De acordo com princípio da insignificância quando a lesão ao bem jurídico tu- telado se mostra ínfima. (MP/FEDERAL . é correto afirmar que a: A) análise da culpabilidade não é essencial para a individualização da pena. (Defensoria Pública/SP .Procurador da República .MP/FEDERAL/2004) O princípio da insignificância: A) só é admissível para crimes de menor potencial ofensivo. da incidência de suas graves sanções. não há necessidade da intervenção do Direito Penal e. E) análise da culpabilidade compete ao juiz do processo de conhecimento e ao juiz do processo de execução. B) diz respeito a irrelevante lesão do bem jurídico mesmo que o crime seja de médio potencial ofensivo. pois exclui-se a tipicidade material do delito. con- sequentemente. C) culpabilidade se refere ao autor. B) culpabilidade não interfere na medida da pena. RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “B”.

o bem ju- rídico não sofre lesão nem perigo. C) Na hipótese de tentativa irreal ou supersticiosa. em sua defesa. o agente não responde pelo crime pretendido porque sua intenção não basta para ofender o bem jurí- dico visado. (TRF/5ª Região – Juiz Federal Substituto . responderá criminalmente por sua conduta. como um meio usual de so- brevivência. por imprudência. conforme o caso. por exemplo. B) Crime profissional consiste na prática de ações com intenção de lucro. RESPOSTA: “C”. Neste caso. o crime impossível ou o delito putativo. ocorre quando o agente acredita numa situa- ção típica que não pode ser realizada pela conduta do agente. D) Não pode alegar. A tentativa supersticiosa ou irreal. na aplicação da pena. menor de dezoito anos de idade ou pessoa vulnerável. conforme o caso. A) Tratando-se de crime de estupro. o rufianismo. (TRF/5ª Região – Juiz Federal Substituto . na localização da vítima e na recuperação total ou parcial do produto do crime. Desse modo. do curandeirismo.CESPE/2013) Assinale a opção correta com base no direito penal. como é o caso. por exemplo. como. incidindo. a circunstância agravante de ter sido o crime praticado contra mulher grávida. o crime impossível ou o delito putativo. B) Os crimes de racismo e de injúria racial assemelham-se quanto à legiti- midade do MP para promover a ação penal pública incondicionada. Direito Penal TEORIA GERAL DO CRIME 155. 89 . E) Será reduzida de um a dois terços a pena do condenado pelo crime de latrocínio que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o pro- cesso criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime.CESPE/2013) No que se refere à teoria e à aplicação do direito penal. sendo a tentativa impunível e. estado de necessidade o indivíduo que tem o dever legal ou contratual de enfrentar o perigo. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. a tentativa é impunível e. colidir em veí- culo dirigido por uma gestante. assinale a opção correta. A) O condutor de veículo automotor que. 156. enquanto o crime habitual con- siste na reiteração da mesma conduta reprovável. a ação penal pública é incondicionada se a vítima for pobre.

crime de redução à condição análoga à de escravo e crime de racismo aquele que. devendo ser punido com pena privativa de liberda- de. no exercício de atividade comercial. enquanto o crime eventualmente permanente é aquele para cuja caracterização é dispensável a persistência da situação antijurídica. impor- tando para fins de diminuição de pena se a ideia de desistir no prosseguimento da execução criminosa partiu do agente. pode-se falar em desistência voluntária. responde o agente pelos atos já prati- cados. vende bebida alcoólica a adolescente comete crime. ou se foi induzido a isso por circuns- tancias externas. como ocorre com o delito de usurpação de função pública. Direito Penal C) Comete. que poderá. Já no crime eventualmente permanente a persistência da situação antijurídica não é indispensável e. No crime necessariamente permanente é essencial a continuidade do estado da- noso ou perigoso para que seja configurado o crime. ou esgota tudo aquilo que tinha ao seu alcance para chegar à consu- mação da infração penal. mas somente a uma conduta punível. não bastando a voluntariedade da desistência. não dá lugar a vários crimes. 90 . RESPOSTA: “E”. ficando afastada a sua punição pela tentativa da infração penal por ele pretendida inicialmente. não dá lugar a vários crimes. 157. ser substituída por pena restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. b) É caracterizada quando o agente é interrompido durante os atos de execução. D) Aquele que. c) Havendo desistência voluntária. d) A lei penal exige que a desistência seja voluntária e espontânea. E) É necessariamente permanente o crime para cuja caracterização é essen- cial a continuidade do estado danoso ou perigoso. o prolongamento da conduta está contido na norma como elemento do crime. como ocorre com o sequestro ou cárcere privado. mas não age da mesma forma com os trabalhadores de cor branca. nesse último caso. em concurso material. submete trabalhador de cor negra a jornada de trabalho exaustiva e exige que ele resida próximo ao local de trabalho. mas a uma só con- duta punível. se ela se verifica. (TRF/1ª Região –Estágio em Direito – TRF/1ª Região/2013) A desistên- cia voluntária: a) Encontrando-se o agente praticando somente os atos preparatórios do delito. por motivo de preconceito de raça. conforme o caso. que somente não ocorre em virtude de circunstancias alheias a sua vontade. se ela se verifica.

158. no momento do fato. ocorra efetivamente. Direito Penal e) Aplicam-se os benefícios da desistência voluntária ainda que o resultado do crime. l) em estado de embriaguez preordenada. II. do Código Penal. 61 . desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza.Área Judiciária . l. 61. 15 . cuja execução se iniciou. RESPOSTA: “D”. o agente responde somente pelos atos já praticados. C) exclui a culpabilidade se completa. NÃO é cabível: 91 . Sobre o tema. a embriaguez preordenada traz a seguinte consequência: A) exclui a imputabilidade. (TRE/MG – Analista Judiciário . A desistência voluntaria ocorre quando o agente inicia a execução do crime mas não prossegue até a consumação por ato de vontade.O agente que. D) constitui causa agravante genérica. E) é uma causa de exclusão da ilicitude.CONSULPLAN /2013) O Código Penal elenca a legítima defesa dentre as hipóteses de causas de exclusão da ilicitude. consumir bebida alcoólica para praticá-lo ou. Art. Art. (TRE/MG – Analista Judiciário . 159.São circunstâncias que sempre agravam a pena. RESPOSTA: “C”.CONSULPLAN /2013) O agente pode cometer o crime embriagado. É correto afirmar que. quando não constituem ou qualificam o crime: II . Não exclui a imputabilidade e ainda é causa de agravante genérica de acordo com art. estar embriagado involuntariamente. só responde pelos atos já praticados. A embriaguez preordenada ocorre quando o agente embriaga-se com a finalida- de de vir a praticar o ilícito. ficando afastada a sua punição pela tentativa da infração penal por ele pretendida inicialmente. B) constitui causa atenuante. voluntariamente. para o Direito Penal.Área Judiciária .ter o agente cometido o crime. Desse modo.

Entende-se em legítima defesa quem. ou seja. o erro de tipo permis- sivo é inconfundível com a hipótese descrita expressamente no Código Penal brasileiro como descriminante putativa. A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão injusta o agente pode defender-se. sempre exclui o dolo e. repele injusta agressão. C) legítima defesa contra agressão injusta de inimputável. seja em relação aos elementos do tipo. erro de proibição indireto.CESPE/2013) A respeito do erro em matéria penal. É cabível a legítima defesa contra agressão acobertada por qualquer outra causa de exclusão da culpabilidade. atual ou iminente. não tendo nenhuma relação com a representação que o agente faz da realidade. E) legítima defesa real contra agressão acobertada por excludente da cul- pabilidade. C) De acordo com a teoria limitada da culpabilidade. RESPOSTA: “E”. pois não importa se o agressor não está em condições de conhecer o caráter delituoso do fato que pratica. Direito Penal A) legítima defesa real contra legítima defesa real. (TJ/MA .Juiz de Direito . D) legítima defesa putativa contra legítima defesa putativa. assinale a opção correta: A) Erro de pessoa e aberratio ictus são espécies de erro na execução do crime. em consequência. o 92 . seja em relação à consciência da ilicitude. 160. seja quando ele atua sem ter a atual consciência da ilicitude. a direito seu ou de outrem. tendo portanto. o dolo é normativo e reside na culpabilidade. D) Segundo a teoria extremada do dolo. ou não. também a culpabilidade. o direito a legítima defesa. seja quando o agente incorre em erro quanto à existência de uma ele- mentar do tipo penal. B) legítima defesa real contra legítima defesa putativa. 25 . usando moderadamente dos meios necessários. o erro penalmente relevante referido a uma causa de exclusão da ilicitude pode. o erro inevitável. já que independentemente desse conhecimento o outro está sofrendo um ataque injustificável. Assim sendo. Segundo a Teoria Extremada. Art. configurar erro de permissão. B) Consoante a teoria estrita da culpabilidade. desde que use de meios moderados para o ato.

C) Todos os valores ético-sociais que estejam a exigir uma proteção especial. marque a única alternativa correta. 161. o erro que recai sobre o aspecto psicológico cognoscitivo do dolo ou sobre a consciência atual da ilicitude exclui o dolo e. (Polícia Civil/ES . RESPOSTA: “C”. a ilicitude e a culpabilidade. A) Duas pessoas podem estar em legítima defesa real ao mesmo tempo. D) Não cabe legítima defesa real de legítima defesa putativa.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Quanto à legí- tima defesa. por conseguinte. considerado em seu conjunto. RESPOSTA: “D”. no âmbito do direito penal. exclui a culpabilidade. Direito Penal dolo é excluído. De acordo com a teoria extremada do dolo. repele injusta agressão. E) Que o delito é sinônimo de contravenção penal no Brasil. Legítima defesa sucessiva: é a repulsa contra o excesso. O agente que inicialmente defendia-se de agressão injusta passa a ser agressor. A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão injusta o agente pode defender-se. que rege um semelhante. E) A legítima defesa é causa de exclusão da culpabilidade. atual ou iminente. C) Legítima defesa sucessiva ocorre quando alguém se defende do excesso de legítima defesa. 162. desde que use de meios moderados para o ato. usando moderadamente dos meios necessários. por se revelarem insuficientes à proteção dos outros ramos do direito. 93 . Art. B) Não cabe legítima defesa concomitante com o estado de necessidade.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Infração penal significa: A) Quando um caso não previsto em lei é regulado por um preceito legal. 25 . levando-se em consideração os elementos subjetivos do tipo. a direito seu ou de outrem. permitindo a legítima defesa por parte do primeiro agressor.Entende-se em legítima defesa quem. D) Quando o princípio para o caso omitido se deduz do espírito e do sistema do ordenamento jurídico. (Polícia Civil/ES . B) Ofensa real ou potencial a um bem jurídico.

Maria: A) praticou o crime de estelionato (fraude no pagamento por meio de che- que). 24 observamos que existe estado de necessidade quando alguém. que não tem dever legal de enfrentar situação de perigo atual. a ilicitude e a culpabilidade.  § 2º . pois estava sob estado de necessidade. utilizando-o para saldar uma dívida em um comércio. E) não praticou crime. RESPOSTA: “D”. Direito Penal O Código Penal Brasileiro adota o sistema binário em que prevê a infração penal como gênero. Art.  § 1º .000. B) não praticou crime. Assim. pois estava sob coação física irresistível. O cheque foi depositado e devolvido. C) não praticou crime.Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado. (TJ/AL . cujo sacrifício. nas circunstâncias. direito próprio ou alheio. sabendo que não existia tal importância no banco. a pena poderá ser reduzida de um a dois terços.Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. me- diante um soco desferido contra o rosto da frágil Maria.00.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Joaquim.Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. obrigou-a a assinar um cheque no valor de R$ 5. pois estava sob legítima defesa. 24 . D) não praticou crime. o crime e a contravenção penal são espécies.Analista Judiciário Especializado –– CESPE/2012) A coação moral irresistível e a obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico são causas de exclusão da 94 . 163. sacrifica um bem jurídico para salvar outro bem jurídico ameaçado por este perigo. (Polícia Civil/ES .É ofensa real ou potencial a um bem jurídico. que não provocou por sua vontade. pois estava sob coação moral irresistível. 164. RESPOSTA: “B”. não era razoável exigir-se. nem podia de outro modo evitar. levando-se em consideração os elementos subjetivos do tipo. De acordo com o art.

A coação moral irresistível e a obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico são causas de exclusão da culpabilidade. portanto. 4 . A obediência à ordem não manifestamente ilegal ocorre quando a ordem exarada por superior hierárquico é ilegal. Art. 22 . apenas a contravenção con- sumada. 4º dispõe: Art. assinale a alternativa correta. b) A pena de prisão simples deve ser cumprida com rigor penitenciário e em regime fechado. c) A lei brasileira é aplicável à contravenção praticada em território estran- geiro. de superior hierárquico. não manifestamente ilegal. RESPOSTA: “D”. Neste caso responde pelo crime o superior hierárquico. A tentativa existe. pois há excludente de culpabilidade daquele que age coagido. D) culpabilidade.688.Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem. C) ilicitude. em seu art. E) tipicidade objetiva. porém.Não é punível a tentativa de contravenção”. de 03 de outubro de 1941. A alternativa está correta de acordo com Decreto-Lei nº 3. a) Não é punível a tentativa de contravenção. com principal previsão no Decreto-Lei nº 3. B) tipicidade subjetiva. d) O condenado à pena de prisão simples deverá cumprir pena junto dos condenados apenados com reclusão ou detenção.688. só é punível o autor da coação ou da ordem. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) Acerca das contravenções penais. Direito Penal A) imputabilidade. a ilegalidade não é perceptível ao homem médio. 165. 95 . A coação pode ser moral ou física e neste caso o coautor é quem responde pelo delito. mas não é punível.

repele injusta agressão. É cabível agir em legítima defesa diante de conduta praticada por inim- putável. 166. que reza: Art. Direito Penal Em geral as condutas mais graves são crimes. a direito seu ou de outrem. nem podia de outro modo evitar. B) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. nas circunstâncias. considere as seguintes afirmativas: 1. não era razoável exigir-se. O estado de necessidade é disposto no artigo 24 do Código Penal. C) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. 25 do Código Penal. 24 . Não é cabível agir em legítima defesa diante de conduta culposa. O Crime admite reclusão ou detenção enquanto que a contravenção penal só admite prisão simples e multa. A) Somente a afirmativa 2 é verdadeira. ou seja. RESPOSTA: “A”. que não provocou por sua vontade. Não é cabível agir em legítima defesa diante da conduta de quem se sabe agir em estado de necessidade. 4. 2. usando moderadamente dos meios necessários. cujo sacrifício.Entende-se em legítima defesa quem. as menos graves. direito próprio ou alheio. Assinale a alternativa correta. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) Relativamente à figura da legítima defesa. 3. 96 . Não é cabível agir em legítima defesa diante de agente que age no estrito cumprimento do dever legal de forma excessiva. atual ou iminente. É admissível a legítima defesa contra inimputáveis. que diz: Art. contravenções penais.Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. D) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. repelir injustiça agressão que deve ser aferida de forma objetiva. 25 . A legítima defesa é tratada no art.

B) Estão corretos os itens I. o juiz deverá fixar a pena base atendendo ao critério do art. em seguida. (TJ/GO – Escrevente Judiciário . as causas de diminuição e de aumento de pena. C) “a” e “b” estão corretas. 18. RESPOSTA: “C”. no crime doloso: A) O agente quer o resultado. RESPOSTA: “B”. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. 97 . 59 do Código Penal. A) Apenas o item II está correto. 168. D) Nenhuma das anteriores Dolo é a vontade e a consciência de realizar os elementos constantes do tipo legal. D) Estão incorretos os itens III e IV. por último. o tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade pode ser superior a trinta anos. 167. considerar as circunstâncias ate- nuantes e agravantes. IV – Excepcionalmente. I do Código Penal: Art.Diz-se o crime:  Crime doloso  I . pois o agente que age em estado de necessidade pratica uma conduta amparada pelo ordenamento jurídico. mesmo que esta conduta ofenda bens jurídicos protegidos.doloso. Dispõe o art. 18 . II e III. C) Estão corretos os itens II e III. (TJ/AC – Juiz Leigo – TJ/AC/2012) Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta: I – A perda de bens e valores pertencentes ao condenado ocorre em favor da vítima. de acordo com doutrina majoritária. Direito Penal Assim.TJ/2012) De acordo com o Código Penal Brasileiro. não é cabível agir em legítima defe- sa diante da conduta de quem se sabe agir em estado de necessidade. II – A limitação de fim de semana obriga o condenado a permanecer cinco horas diárias aos sábados e domingos em casa de albergado ou estabelecimento adequado. B) O agente assume o risco de produzir o resultado. III – Na dosimetria da pena.

Durante a permanência do condenado poderão ser minis- trados ao condenado cursos ou demais atividades educativas. desse modo. aos sábados e domingos. se previsto em lei. 169.o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. em casa de albergado ou em outro estabelecimento adequado.a substituição da pena privativa da liberdade aplicada. devendo ser consideradas as condições ou qualidades da vítima da infra- ção. A limitação do fim de semana é a pena que consiste na obrigação de permanecer.a quantidade de pena aplicável. atendendo à culpabilidade. aos motivos. 98 . mas permite a punição por crime culposo. 59 . por cinco horas diárias. III – Na dosimetria da pena. mas exclui a culpa. IV . por outra espécie de pena. em seguida.O juiz. As qualificadoras não entram nas fases de fixação da pena. Art. serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes genéricas. aos antecedentes. III . à personalidade do agente. Direito Penal II – A limitação de fim de semana obriga o condenado a permanecer cinco horas diárias aos sábados e domingos em casa de albergado ou estabelecimento adequado. a pena-base será fixada atendendo-se às circunstâncias judiciais. II . o juiz deverá fixar a pena base atendendo ao critério do art.as penas aplicáveis dentre as cominadas. O Código Penal adotou o critério trifásico para a fixação da pena. se cabível. (TJ/AC – Juiz Leigo – TJ/AC/2012) Assinale a alternativa correta: A) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. por último. C) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. 59 do Código. dentro dos limites previstos. bem como ao comportamento da vítima. as causas de diminuição e de aumento de pena. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:  I . às circunstâncias e consequências do crime. estabelecerá. à conduta social.  RESPOSTA: “C”. B) O erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui o dolo.

RESPOSTA: “A”. a pena imposta ao agente deve ser reduzida de um a dois terços.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. por ausência de justa causa.Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. o agente quer praticar o crime. Já no delito putativo por erro de tipo. B) O arrependimento eficaz é instituto a ser aplicado na terceira fase de aplicação da pena. não isenta de pena. o agente não quer cometer o crime. 20 . não podendo ser utilizado como fundamento para a rejeição da denúncia. se inevitável. neste caso. supõe situação de fato que. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. independentemente de o fato ter sido praticado mediante violência ou grave ameaça a pessoa. mas permite a punição por crime culposo. pois não conduz à atipicidade da con- duta por ausência de dolo. Direito Penal D) O erro sobre a ilicitude do fato. 20. A) Verificada a ocorrência do instituto do arrependimento posterior. que impe- de a consumação do crime. 99 . mas poderá diminuí-la de um sexto a um terço.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. mas por erro comete-o. tornaria a ação legítima. Descriminantes putativas § 1º .É isento de pena quem. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. as condições ou qualidades da vítima.  Erro sobre a pessoa § 3º . mas por erro desconhece que está cometendo apenas um irrelevante penal. No erro de tipo. Erro determinado por terceiro  § 2º . (TJ/PA – Juiz Substituto – CESPE/2012) Assinale a opção correta acer- ca do arrependimento eficaz e do arrependimento posterior. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. não se confunde com a figura do arrependimento posterior. se previsto em lei. que é causa obrigatória de redução de pena. se existisse. O erro sobre elementos do tipo está previsto no art. do Código Penal e dispõe que: Art. C) O arrependimento eficaz do agente. 170. Não se consideram.

Direito Penal D) Nos procedimentos do tribunal do júri. A) Autor de sonegação fiscal que. E) Para que seja reconhecido o instituto do arrependimento eficaz. Segundo previsto no art. 16. fica configurado o arrependimento posterior na alternativa C. 15. antes do início da ação penal. Art. quando de seu interrogatório em juízo. O arrependimento posterior está previsto no art. por isso o arrependimento por su- gestão ou conselho de terceiro não implica redução da pena. por ato de vontade. acrescidos de juros. (TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP/2012) Assinale a hipótese que con- figura arrependimento posterior (CP. 16). junta aos autos do processo o comprovante de pagamento de todos os impostos devidos. a desistência voluntária e o arrependimento eficaz são espécies de tentativa qualificada ou tentativa abandonada. repara o dano ou restituiu a coisa antes do recebimento da denúncia ou queixa. 100 . art. os bens móveis de que se havia apropriado. B) Autor de estelionato que. só responde pelos atos já praticados. voluntariamente. D) Autor de resistência que. multas e correção monetária. voluntariamente. o mero reconhecimento da ocor- rência de arrependimento posterior ou de arrependimento eficaz. o agente deve agir de forma voluntária e espontânea. do Código Penal. 15 – O agente que. antes de ser descoberto e consternado pelo pre- juízo que causaria. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. os dois institutos. o arrependimento posterior é causa obrigatória de redução de pena aplicável aos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. não deposita em favor próprio o cheque que ardilosamente obteve da vítima. por não im- plicar revolvimento do contexto fático probatório. desculpa­se com a vítima e por ela é perdoado. C) Autor de peculato doloso que no momento de sua prisão em flagrante devolve. pode ser feito no âmbito do STJ. do Código Penal e segundo este dispositivo legal. RESPOSTA: “B”. em que o agente. em recurso especial. Assim. 171.

mas lhe dá causa por imprudência. (TJ/PE – Oficial de Justiça – FCC/2012) O gerente de uma determi- nada agência bancária. existe a previsão do resultado. por ato voluntário do agente. 18. Nesta. sinceramente. porém. Parágrafo único . mas não se importa que o mesmo venha a ocorrer. mas lhe dá causa por negligência. o agente acredita que pode evitar o resultado por meio de sua habilidade. reparado o dano ou restituída a coisa. Direito Penal Art.Diz-se o crime: Crime culposo II . 101 . até o recebimento da denúncia ou da queixa. 16 . E) não prevê o resultado. (TJ/PE – Oficial de Justiça – FCC/2012) Na culpa consciente. mas a ele dá causa. RESPOSTA: “C”. D) ilicitude denominada coação física irresistível. B) não prevê o resultado. o agente A) prevê o resultado. que não ocorrerá. 173. B) ilicitude denominada obediência hierárquica. Sua conduta encontra guarida na excludente de A) ilicitude denominada legítima defesa. a pena será reduzida de um a dois terços.Salvo os casos expressos em lei. C) prevê o resultado.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.culposo. 172. D) não prevê o resultado. fornece a chave para abertura do cofre da agência bancária. E) culpabilidade denominada coação moral irresistível. C) culpabilidade denominada actio libera in causa. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. mas lhe dá causa por imperícia. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. 18 . RESPOSTA: “C”. após longa sessão de tortura psicológica infligida a ele pelos bandidos. No crime culposo. O art. o agente não quer nem assume o risco de produzir o resultado. II do Código Penal assim prevê: Art. Culpa consciente ocorre quando o agente prevê o resultado. mas espera que ele não ocorra. mas espera. negligencia ou imperícia. senão quando o pratica dolosamente.

174. do Código Penal. A coação moral é irresistível quando o agente coagido não possui condições de reagir. B) A vontade na produção do resultado. 22. pode ser moral. a coação moral irresistível e a obediência hierárquica. mas assumido. é o emprego de violência física para alguém faça ou deixe de fazer alguma coisa.Estagiário de Direito –TRF 1ª/2012) É elemento do crime cul- poso: A) A observância de um dever objetivo de cuidado. (TRF/1ª. Parágrafo único . fundado no princípio de que só podem ser punidas as condutas que poderiam ser evitadas. o agente não quer nem assume o risco de produzir o resultado. fica excluída a culpabilidade do agente. pelo agente. senão quando o pratica dolosamente.Diz-se o crime: Crime culposo II . ou seja. ou seja. E) A previsibilidade. 102 . Neste caso há o crime. porém haverá a exclusão da culpabilidade. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. art. RESPOSTA: “E”. A coação irresistível pode ser física. II do Código Penal assim dispõe: Art. D) A conduta humana voluntária. negligencia ou imperícia. 18. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. RESPOSTA: “C”. se a conduta diversa era inexigível. No crime culposo. mas a ele dá causa. É um elemento que compõe a culpabilidade. C) O resultado lesivo não querido. O coator responderá pelo crime praticado pelo agente coagido. Direito Penal Exigibilidade de conduta diversa é a expectativa da sociedade de um comportamento diverso daquele cometido pelo agente.culposo. 18 .Salvo os casos expressos em lei. A lei prevê duas hipóteses de causas que levam à exclusão da exigibilidade de conduta diversa. sempre comissiva. O art. o emprego de grave ameaça para que alguém faça ou deixe de fazer alguma coisa. Desse modo.

E) crime impossível. mas. A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão injusta o agente pode defender-se. d) existência de circunstância atenuante (art. prevista no art. o sujeito após esgotar seu plano executório por ato voluntário atua de forma eficiente a impedir a consumação. este a tivesse devolvido. RESPOSTA: “B”. e o sujeito por ato voluntá- rio desiste de nela prosseguir. Trata-se de hipótese típica de: A) arrependimento eficaz. resolve armar-se e voltar ao local do fato. c) existência de causa de diminuição de pena (art. ainda influenciado por violenta emoção. há o início da execução. C) tentativa. Direito Penal 175. a diferença reside no fato de que na desistência basta a omissão do sujeito em prosseguir a execução enquanto no arrependimento é necessária conduta positiva para impedir a consumação. retira-se e vai para sua casa. do Código Penal). No momento em que Pedro retirava a carteira do bolso para entregar para Paulo este resolveu ir embora espontaneamente sem subtrair a res. (TJ/SP – Juiz de Direito – VUNESP/2011) Antônio. 176. e) excludente da inexigibilidade de conduta diversa. decorridos cerca de trinta minutos. (TRE/AP. depois de provoca- do por ato injusto de Pedro. b) excludente da legítima defesa putativa. “c”. anunciou o assalto e exigiu a entrega da carteira com dinheiro. Portanto. provo- cando-lhe a morte.Analista Judiciário – FCC/2011) Paulo abordou a vítima Pedro em via pública e. Nesta hipótese. 121. desde que use de meios moderados para o ato. Antônio pode invocar em seu favor a a) excludente da legítima defesa real. impedindo a consumação. Se a vítima tivesse entregue a carteira ao sujeito e após esta entrega. do Código Pe- nal). onde reencontra Pedro. No Arrependimento Eficaz. 65. B) desistência voluntária. estaríamos num caso típico de arrependimento eficaz. III. 25 do CP. no qual desfere um tiro. Já na desistência voluntária. mediante grave ameaça com emprego de arma de fogo. § 1º. 103 . D) arrependimento posterior.

tentado. c) o agente limpa o local do crime após a consumação. cuja execução foi iniciada. unicamente.Diz-se o crime: II . esse ao cair. a direito seu ou de outrem. 104 . não houve a legítima defesa. a) o agente sequer inicia os atos executórios. mas passada. quando. usando moderadamente dos meios necessários. 25 . atual ou iminente.Entende-se em legítima defesa quem. pois não houve agressão atual ou iminente. pois a reação não foi imediata. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. por circunstancias alheias à vontade do agente não foi consumada. e) o agente não atinge o objeto material do delito. Direito Penal Art. iniciada a execução. C) para julgamento no tribunal do júri. A tentativa é a não consumação do crime. RESPOSTA: “D”. NO caso acima citado. repele injusta agressão. (PC/SP . Ocorre a tentativa branca ou incruenta quando o vítima não é atingida nem tampouco sofre ferimentos. 177. RESPOSTA: “E”. B) com imperícia. (TJ/MG . Também não ocorreu o privilégio do crime de homi- cídio. 178.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Considere o exemplo a seguir: João quer ferir e assim dá um soco no rosto de Antônio. Art. É CORRETO afirmar que estamos diante de exemplo de um crime A) com erro de tipo. bate com a cabeça na pedra e morre. 14 . b) o agente impede voluntariamente a consumação do delito. D) preterdoloso. d) o corpo da vítima não derrama sangue.Delegado de Polícia – PC/SP/2011) Na tentativa branca ou incruenta. porém.

como sendo aqueles que são qualificados pelo resultado. independentemente do resultado. do CP com a seguinte redação: Art. portanto.Pelo resultado que agrava especialmente a pena. RESPOSTA: “D”. no entan- to. É uma espécie de crime agravado pelo resultado. O art. 180. (TJ/MG . pratica dois ou mais crimes. 179. como é o caso do crime de injúria verbal. Há dolo no fato antecedente e culpa no consequente. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. C) crime formal. está previsto no artigo 19. e desta decorre um resultado posterior culposo. 19 . define os crimes preterdolosos. B) Não há tentativa em crime culposo. é CORRETO defini-lo como A) crime de mera conduta. Direito Penal O crime preterdoloso. Crime formal é aquele em que a lei descreve uma ação e um resultado. 105 . C) No concurso material de crimes o agente. § 3º º. que se torna mero exaurimento do delito. mediante uma só ação ou omis- são. (TJ/MG . 129 9. A) Casa de albergado é para cumprimento de pena dos condenados primá- rios. também chamado de crime híbrido. 19 do Código Penal Brasileiro.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Quando o resultado do crime surge ao mesmo tempo em que se desenrola a conduta como no crime de injúria verbal. CP). D) crime material. B) crime impróprio. descritas no tipo. no qual o agente pratica uma conduta anterior dolosa. RESPOSTA: “C”. D) Partícipes são os que realizam ações rápidas essenciais. Exemplo: Lesão Corporal seguida de morte (art. o delito restará consumado no momento da prática da ação.Técnico Judiciário – FUNDEP/2010) Analise as seguintes afirmativas e assinale a CORRETA.

ne- gligência ou imperícia. e) não responderá por nenhum delito. o Código Penal brasileiro adotou a teoria sub- jetiva. Nesse caso. por interferência externa. pois. d) crimes subsidiários são aqueles para cuja caracterização se faz impres- cindível outra norma definidora de suas elementares. em regra. não há que se falar em tentativa. O crime funcional impróprio é aquele em que retirada a condição de funcionário público do sujeito ativo. c) responderá por tentativa de furto. já que a tentativa pressupõe que o crime não se consume por circunstâncias alheias à vontade do agente. Em vista disso. o ato continua tendo caráter criminoso. Direito Penal O crime é culposo quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. 106 . RESPOSTA: “C”. já no interior da moradia. não consegue praticar todos os atos executórios necessários à consu- mação. (SEFIN/FO . pois houve arrependimento poste- rior. b) não responderá por nenhum delito. embora corresponda a outro tipo penal.Auditor Fiscal de Tributos Estaduais – FCC/2010) Paulo deu início à execução de crime de furto e ingressou na casa de Pedro com o objetivo de subtrair um televisor. 181. Paulo: a) responderá apenas por invasão de domicílio. Nesta modalidade de culpa própria. c) crimes funcionais impróprios são aqueles que podem revestir-se de par- cial atipicidade. d) não responderá por nenhum delito. RESPOSTA: “B”. 182. pois houve desistência voluntária. e) dá-se a ocorrência de crime falho quando o agente. desistiu de prosseguir na execução do delito. Não se confunde com o crime doloso. pois houve arrependimento eficaz. não há vontade do agente em alcançar o resultado. (MP/SP – Promotor de Justiça – MP/SP/2010) Assinale a alternativa correta: a) crime putativo por erro de tipo pressupõe a suposição errônea do agente sobre a existência da norma penal. antevendo os riscos que assumiria em prosseguir no seu intento e pressentindo a possibilidade de ser surpreendido. b) relativamente à tentativa. percebeu que a vítima dormia no sofá da sala onde o aparelho está instalado.

mas o agente se omite.Diz-se o crime:  II . dispõe que: 107 . b) os crimes culposos próprios. 185. 184. RESPOSTA: “C”. iniciada a execução. Os atos de cogitação materialmente não concretizados são impuníveis em quaisquer hipóteses. observamos que Paulo responderá pela tentativa do crime de furto. Vejamos o que prevê o Código Penal: Art.CESPE/2010) No crime impossível.tentado.Analista Judiciário . negando-se a cumprir um dever legal. Paulo responderá por tentativa de furto. Analisemos primeiramente o crime impossível.CESPE/2010) Os atos de cogitação materialmente não concretizados são impuníveis em quaisquer hipóteses. não se con- suma por circunstâncias alheias à vontade do agente. porém para que haja punição é preciso que o agente execute o que idealizou.MP/MG/2010) Não admitem a tenta- tiva. enquanto no crime putativo tanto pode ocorrer seu exaurimento quanto sua consumação. 183. (TRE/BA . (TRE/BA . pois a cogitação é uma idealização do crime. Os crimes omissivos impróprios são aqueles em que a lei descreve uma conduta positiva. 17 do Código Penal. Eles admitem a tentativa. e) os crimes unissubsistentes. O art. quando. a alternativa correta é “A”. c) as contravenções penais. exceto a) os crimes omissivos impróprios. 14 . jamais ocorre consumação. Direito Penal No caso acima citado. d) os crimes preterdolosos.Analista Judiciário .  Assim. desse modo. (MP/MG . RESPOSTA: “CORRETA”. RESPOSTA: “A”.Ministério Público .

mas. RESPOSTA: “ERRADA”. configuram crime impossível e. não manifestamente ilegal. de superior hierárquico. são puníveis o autor da ordem e o agente que agiu em obediência hierárquica. torna-se punível a tentativa. 22. Desse modo. logo não há consumação nem tampouco exaurimento do mesmo. (TRE/MT . 108 . 22 do Código Penal dispõe que Art. causa de redução da pena. Passemos para a análise do crime putativo. tornam impunível a tentativa.CESPE/2010) A ineficácia do meio e a impropriedade do objeto. 186.CESPE/2010) Se o fato é cometido em estrita obediência à ordem. a segunda parte da questão está incorreta.Analista Judiciário . é impossível consumar-se o crime. de superior hierárquico. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. Assim. se a ineficácia do meio ou a impropriedade do objeto forem relativas. 17. assim. observamos que a primeira parte da questão está correta por ser impossível a consumação do crime por ineficácia absoluta do meio ou absoluta impropriedade do objeto. é uma excludente de antijuridicidade imaginária. só é punível o autor da coação ou da ordem. em relação a este. O art. portanto. sejam tais circunstâncias relativas ou absolutas. (TRE/BA . 17. havendo.Analista Judiciário . é impossível consumar-se o crime. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. Direito Penal Art. Dessa forma. Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem. RESPOSTA: “ERRADA”. o crime putativo é aquele pelo qual o agente imagina que está praticando um delito. Não se pune a tentativa quando. Não se pune a tentativa quando. 187. 17 do Código Penal: Art. Desse modo. Segundo disposto no art. Se não há crime por ser imaginário. RESPOSTA: “ERRADA”. não manifestamente ilegal. que na realidade está praticando fato que não constitui crime. Putativo é sinônimo de imaginário. o agente que agiu em obediência ao superior hierárquico não será punido.

Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.Analista Judiciário . isenta de pena. 23 .Analista Judiciário .Não há crime quando o agente pratica o fato:  I . 190.Magistratura/2010) São hipóteses de exclusão antijuridicidade: a) erro de tipo e erro de proibição. desde que demonstre que praticou o fato para salvar de perigo atual. se evitável. se inevitável.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito 109 .  II .em estado de necessidade. e) erro de proibição e escrito cumprimento do dever legal. 24. Dessa forma. O art. b) inexigibilidade de conduta diversa e legítima defesa. dentre outros. RESPOSTA: “ERRADA”. (TRE/MT. 189. O desconhecimento da lei é inescusável. a questão está errada. Direito Penal 188. III . (TRT 6ª Região . policiais.em legítima defesa. d) inexigibilidade de conduta diversa e estado de necessidade. § 1° do Código Penal assim dispõe: Art. 24. se evitável. Assim. (TRE/MT. O erro sobre a ilicitude do fato. 21. exclui o dolo. c) estrito cumprimento do dever legal e estado de necessidade. a questão está errada. se inevitável.CESPE/2010) O erro sobre a ilicitude do fato.CESPE/2010) Pode alegar estado de necessidade quem tem o dever legal de enfrentar o perigo. constitui causa de isenção da pena. O art. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. RESPOSTA: “ERRADA”. eles possuem o dever legal de enfrentar o perigo. Quem tem o dever legal de enfrentar o perigo são os profissionais tais como bombeiros. 21 do Código Penal dispõe que: Art. Art.

b) Há crime.em estado de necessidade. artigo 23. mas o fato é impunível. pode haver dolo e o fato pode ser punível dependendo das circunstâncias.Agente Penitenciário – UPENET/2010) Sempre exclui a ilicitude. 23 . direito próprio ou alheio. pode haver dolo e o fato pode ser punível ser for típico. 191. que não provocou por sua vontade. cujo sacrifício. e) Exercício regular de um direito.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. b) Estado de necessidade. EXCETO: a) legítima defesa real. O consentimento do fendido. segundo disposto no art. c) Há crime e pode haver dolo.  II . III . A excludente de antijuridicidade do estado de necessidade está previsto no Código Penal. Art. 110 . (SERES/PE .em estado de necessidade.  II . 192. nem podia de outro modo evitar.Não há crime quando o agente pratica o fato:  I . d) Consentimento do ofendido. 23 do CP não é causa de excludente da ilicitude. Art. c) Estrito cumprimento do dever legal. a legitima defesa e o estado de necessidade. 23 . nas circunstâncias.em legítima defesa. RESPOSTA: “C”.em legítima defesa.Magistratura /2010) Quando o agente pratica o fato para salvar de perigo atual. mas não há dolo. Direito Penal São hipóteses de exclusão antijuridicidade o estrito cumprimento do dever legal. d) Há crime. não era razoável exigir-se: a) Não há crime. e) Há crime.Não há crime quando o agente pratica o fato:  I . (TRT/6ª Região . RESPOSTA: “A”.

nas circunstâncias. sejam tais circunstân- cias relativas ou absolutas.Defensor – CESPE/2010) A responsabilidade penal do agente nos casos de excesso doloso ou culposo aplica-se às hipóteses de estado de neces- sidade e legítima defesa. a determinação ou a instigação e o auxílio. C) O ajuste. A) A ineficácia do meio é a impropriedade do objeto. não são puníveis. 31 . 111 . pois está em conformidade com o disposto no art. RESPOSTA: “D”. se o crime não chega. (DPU . a ser tentado. exclui tal responsabi- lidade em casos de excesso decorrente do estrito cumprimento de dever legal ou do exercício regular de direito. expressamente. pelo menos. portanto. 194. inteira ou parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo com esse entendimento. salvo disposição expressa em contrário. era. (TRE/MT . não era razoável exigir-se.O ajuste. desde que demonstre que praticou o fato para salvar de perigo atual direito próprio cujo sacrifício.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. pelo menos. A alternativa “A” está correta. Direito Penal III . D) É isento de pena o agente que. configuram crime impossível e. não são puníveis. B) Pode alegar estado de necessidade quem tem o dever legal de enfrentar o perigo.Analista Judiciário . assinale a opção correta. por embriaguez completa. 193. a ser tentado. proveniente de caso de fortuito ou força maior. mas o legislador. tornam impunível a tentativa. 31 do Código Penal.CESPE/2010) Quanto à parte geral do Código Penal. a determinação ou instigação e o auxílio. E) As circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se comunicam ao co-réu quando forem elementares do crime. RESPOSTA: “C”. salvo disposição expressa em contrário. Art. ao tempo da ação ou da omissão. se o crime não chega.

Nesse caso. 13.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. O art. somente ele responderá pela omissão de socorro. tanto no dolo quanto na culpa. 195. 23 .em estado de necessidade. RESPOSTA: “ERRADA”.O agente. observamos que segundo o dispositivo legal o guarda-vidas da piscina do clube possui por lei obrigação de proteção ou vigilância.CESPE/2010) Considere que um guarda-vidas e um banhista. 112 . observamos que a questão está errada. ambos podendo agir sem perigo pessoal. responderá pelo excesso doloso ou culposo. Desse modo.  II . A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. Desse modo. e a imputabilidade penal é pressuposto desta. em qualquer das hipóteses deste artigo. RESPOSTA: “CORRETA”. RESPOSTA: “ERRADA”. proteção ou vigilância.em legítima defesa. 196. De acordo com a teoria psicológica. (DPU . A culpabilidade acaba por se confundir ao dolo e a culpa e seu pressuposto seria a imputabilidade.Promotor de Justiça .Não há crime quando o agente pratica o fato:  I . III . os dois agentes devem responder pelo delito de omissão de socorro. § 2º do Código Penal dispõe que: Art. a culpabilidade é a relação psíquica do agente com o fato. § 2º. 13. o dolo e a culpa fazem parte da análise da culpabilidade. Parágrafo único . na hipótese de morte da vítima. tenham presenciado o afogamento de uma pessoa na piscina do clube onde o guarda- vidas trabalha e não tenham prestado socorro a ela.Defensor – CESPE/2010) Segundo a teoria psicológica da culpabilidade. portanto. (MPE/ES . Direito Penal Vejamos o diz o Código Penal: Art.

(TCE/RO – Procurador . a alternativa “A” está correta. 198. d) crime putativo.FCC/2010) João. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. é impossível consumar-se o crime. e) tentativa de crime. e) dolo eventual. João agiu com a) dolo direto. portanto. avançou com o veículo contra uma multi- dão. 199. com pressa de chegar ao seu destino. caracteriza-se a) crime impossível. No caso acima mencionado. a) o agente. conscientemente. admite e aceita o risco de produzir o resultado. c) dolo indireto. embora este seja previsível. conscientemente. 17 . inidôneo para iludir a vítima. trata-se de crime impossível. mas sem se importar com essa possibilidade. b) crime provocado c) erro sobre elementos do tipo.Não se pune a tentativa quando. b) culpa. d) o sujeito não prevê o resultado. para a prática de estelionato. 113 . pois o meio utilizado é absolutamente ineficaz. consciente do risco de ocasionar a morte de um ou mais pedestres. RESPOSTA: “A”. e) o agente quer determinado resultado. No dolo eventual o agente. Vejamos o que dispõe o Código Penal: Art. utiliza-se de documentos falsificados de forma grosseira. admite e aceita o risco de produzir o resulta- do. c) o sujeito prevê o resultado as espera que este não aconteça. RESPOSTA: “A”. d) culpa consciente. dirigindo um automóvel. (TCE/RO – Procurador / FCC/2010) no dolo eventual. Direito Penal 197. (SJCDH/BA – Agente penitenciário – FCC/2010) Se o agente. b) a vontade do agente visa a um ou outro resultado.

admite e aceita o risco de produzir o resultado. não manifestamente ilegal.Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem. é preciso a que a ordem seja legal. só é punível o autor da coação ou da ordem. c) culposos e formais. e) permanentes e formais. Dessa forma. 22 . RESPOSTA: “C”. RESPOSTA: “C”. no caso acima citado João agiu com dolo eventual ao assumir o risco do resultado. A obediência hierárquica ocorre quando um funcionário de categoria superior determina a um subordinado que faça algo. há crime. de superior hierárquico. (TCE/AP .FCC/2010) A coação moral irresistível e a obe- diência hierárquica excluem a a) antijuridicidade b) tipicidade c) culpabilidade d) ilicitude e) punibilidade A coação irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão de culpabilidade. mas o código determina a exclusão da culpabilidade. Direito Penal No dolo eventual agente. vejamos o disposto no Código Penal: Art. b) materiais e omissivos próprios. portanto. a alternativa correta é “C”. Os crimes omissivos impróprios e materiais são crimes que se consumam no momento em que o resultado é produzido. 200. A coação moral irresistível é aquele decorrente de emprego de grave ameaça e que não poderia ser superada pelo agente. d) de mera conduta e omissivos impróprios. 201.Procurador – FCC/2010) São crimes que se consumam no momento em que o resultado é produzido: a) omissivos impróprios e materiais. desse modo. (MP/AP – Procurador . 114 . conscientemente.

C) Nos tipos penais abertos a conduta não é totalmente individualizada. o risco de produzir o resultado. valendo-se. de modo a abarcar os mais amplos comportamentos. excepcionalmente. entretan- to. dá causa a um resultado posterior que tinha dever jurídico de evitar. RESPOSTA: “A”. 14.Defensoria Pública . a) o agente prevê o resultado. 204.FCC/2009) Assinale a alternativa cor- reta. mas espera que este não aconteça. D) O tipo penal define condutas e personalidades criminosas. para tanto. A) Bens jurídicos relevantes são penalmente tutelados independentemente de tipo penal. 202. E) A lei penal em branco é inconstitucional por conter delegação de com- petência. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. o juiz pode. diminuída de um a dois terços”. (DPU/SP . O crime material é aquele em que a lei descreve uma ação e um resultado e ainda exige a ocorrência do resultado para a consumação o crime. Direito Penal O crime omissivo impróprio são aqueles em que o agente. e) o agente aceita. O tipo penal aberto são aqueles crimes cuja definição emprega termos amplos. do Có- digo Penal dispõe que “salvo disposição em contrário. conscientemente. O crime preterdoloso é umas das espécies de crimes qualificados pelo resultado. O percentual de diminuição de pena a ser considerado levará em conta 115 . b) o dolo do agente é subsequente ao resultado culposo.Defensoria Pública . usando analogia. Em razão da ausência ou in- completude de descrição transferem ao intérprete a tarefa de tipificar cada conduta.FCC/2009) O art. c) há maior intensidade de dolo por parte do agente. (TCE/AP . criar tipos penais. RESPOSTA: “C”. por meio de uma omissão. §único. RESPOSTA: “D”. Nos crimes preterdolosos o agente é punido a título de dolo e também de culpa. 203. B) Os tipos penais são criados pelo legislador. d) o agente é punido a título de dolo e também de culpa. (DPE/MT .Procurador – FCC/2010) Nos crimes preterdolosos. de elementos não integrantes do tipo.

formais e comissivos. ou seja. Ex. Crime omissivo: é o crime praticado por meio de uma omissão. já que o critério que o magistrado utilizará deve observar o caminho percorrido pelo agente para a aplicabilidade da causa de diminuição de pena. violação de domicílio. RESPOSTA: “B”. Direito Penal a) a intensidade do dolo b) o iter criminis percorrido pelo agente c) a periculosidade do agente d) a reincidência e) os antecedentes do agente O percentual de diminuição de pena a ser considerado levará em conta o iter criminis percorrido pelo agente. habituais e culposos. 205. E) omissivos próprios. B) permanentes. C) formais. para si ou para outrem. Ex. O crime consuma-se no momento em que a vitima é sequestrada independentemente da obtenção do resgate. do efeito material da conduta huma- na não se aplica aos crimes A) habituais. (TJ/PA . 150 do CP. Ex. independente de resultado posterior. RESPOSTA: “C”. Crime de mera conduta: é aquele em que a lei descreve apenas uma conduta e consuma-se no momento em que esta é praticada. do Código Penal Brasileiro. como condição ou preço do resgate.Analista Judiciário – FCC/2009) O artigo 13. omissivos próprios e de mera conduta. Crime formal: não exige a produção do resultado para a consumação do crime. que trata do resultado. 135 e 269 CP. ou seja. 116 .: art. qualquer vantagem.: arts. o agente deixa de fazer alguma coisa. culposos e formais.: art. comissivos e de mera conduta. 159 do Código Penal que descreve o crime de extorsão mediante sequestro: sequestrar pessoa com o fim de obter. Subdividem-se em: Omissivo próprio: se consumam pela simples abstenção do agente. D) comissivos. a lei incrimina a conduta de ingressar ou permanecer em domicílio alheio sem autorização do morador.

a cogitação. C) de fraude. Por força do princípio da materialização ou exteriorização do fato. 207. é impunível. cabe observar que para ser agente ativo dos crimes em tese é necessário ser um agente público e. este só se torna penalmente relevante quando se manifesta exteriormente. classificam-se como crime A) de estelionato. que significa “caminho do crime”. RESPOSTA: “D”.Analista Judiciário – FCC/2009) A participação é impunível. (TJ/PA . O Direito Penal não chega a ingressar no pensamento do agente para puni-lo pelo que pensa. ou seja. quando A) há ineficácia absoluta do meio de execução. Nullum crimen sine actio (não há crime sem conduta). (TJ/PA . E) próprio A questão pede a CLASSIFICAÇÃO do crime. portanto. RESPOSTA: “E”. 117 . O texto legal versa particularmente sobre os crimes contra as finanças públicas e partindo dessa analise. Iter criminis é uma expressão em latim. E) há arrependimento posterior. em Direito Penal. Mentalmente todo delito pode ser idealizado e o Direito Penal não se interessa por isso. atentem-se para o fato de que todas as alternativas. D) o crime não chega à fase de execução. com exceção da letra “e)” tratam da nomenclatura do crime. o conjunto de fases descrevendo as etapas que se sucederam desde o momento em que surgiu a ideia do delito até a sua consumação.Analista Judiciário – FCC/2009) Os crimes contra as finanças públicas cometidos por agente público que possua atribuição legal para orde- nar. classificam-se como crime próprio. autorizar ou realizar operação de crédito. D) de apropriação indébita. e não de sua classificação. Direito Penal 206. uti- lizada no direito penal para se referir ao processo de evolução do delito. C) ocorre o arrependimento eficaz. B) de peculato. B) ocorre a desistência voluntária. No entanto.

(TRF 1ª / Juiz Federal .Analista Judiciário – CESPE/2009) A desistência voluntá- ria e o arrependimento eficaz provocam a exclusão da adequação típica indire- ta.CESPE/2009) Segundo a teoria finalista. (TRE/MA . não. A teoria mista defende que a pena tem a dupla função de punir o criminoso e prevenir a prática do crime pela reeducação e pela intimidação coletiva. O agente que. não. O ato de arrepender-se posteriormente não descaracteriza o crime. voluntariamente. (TRE/PI . em relação ao crime de desobediência. respondendo o autor pelos atos até então praticados e. pela tentativa. No caso mencionado há configuração do crime de desobediência. pois foi consumado no momento em que deixou de obedecer ordem legal. RESPOSTA: “B” 210.FCC/2009) João. respondendo o autor pelos atos até então praticados e. desobedecendo a ordem recebida fugiu em alta velocidade.Analista Judiciário . 118 . A desistência voluntária e o arrependimento eficaz provocam a exclusão da ade- quação típica indireta. ocorreu: A) tentativa B) consumação C) arrependimento eficaz D) desistência voluntária E) crime impossível. a pena funciona como prevenção do crime e assegura a segurança nacional da sociedade. submeteu-se à fiscalização. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. Direito Penal 208. in verbis: Art. João. foi interceptado por um policial em serviço de trânsito. 209. no entanto. Cerca de uma hora depois. Já para a teoria finalista. a pena tem a dupla função de punir o criminoso e prevenir a prática do crime pela reeducação e pela intimidação coletiva. pela tentativa. 15. REPOSTA: “ERRADA”. RESPOSTA: “CORRETA”. Nesse caso. 15. o qual lhe deu ordem para parar o veículo. arrepen- deu-se de sua conduta e voltou ao local. conforme dispõe art. dirigido uma moto- cicleta sem capacete. só responde pelos atos já praticados. pois o delito consumou-se no momento em que o agente deixou de obedecer ordem legal.

Técnico do Ministério Público – FCC/2009) Denomina-se crime complexo o que a) exige que os agentes atuem uns contra os outros. Dessa forma. b) se enquadra num único tipo legal. acaba por praticá-lo. Denomina-se crime complexo o que é formado pela fusão de dois ou mais tipos legais de crime. ex. a) o dolo e a culpa integram a culpabilidade b) a culpa integra a tipicidade e dolo a culpabilidade c) o dolo integra a punibilidade e a culpa a culpabilidade d) a culpa e o dolo integram a tipicidade e) o dolo integra a tipicidade e a culpa a culpabilidade Segundo a teoria finalista não é possível dissociar a ação da vontade.CESPE /2009) No delito putativo por erro de tipo. 212. em face do erro. mas. 119 . RESPOSTA: “C”. (TRF 1ª . RESPOSTA: “D”. o agente não sabe que comete um crime. (MP/SE . ou seja.Juiz Federal . RESPOSTA: “ERRADA”. 213. 157§ 3º do Código Penal.Analista do ministério Público – FCC/2009) Adotada a teoria finalista da ação. Assim. a culpa e o dolo integram a tipicidade. (MP/SE . d) exige a atuação de dois ou mais agentes. doloso ou culposo. No delito putativo por erro de tipo. crime de latrocínio previsto no art. mas em realidade não está cometendo crime algum. A conduta é o comportamento voluntário e consciente. a normal penal tutela dois ou mais bens jurídicos. Direito Penal 211. o agente imagina que está cometendo um crime. c) é formado pela fusão de dois ou mais tipos legais de crime. mas o crime complexo é uma unidade jurídica. e) atinge mais de um bem jurídico.

Direito Penal
214. (PC/RN - Delegado - CESPE/2009) É possível que os mortos figurem
como sujeito passivo em determinados crimes, como, por exemplo, no delito de
vilipêndio a cadáver.

O sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico protegido. No crime de
vilipêndio a cadáver, disposto no art. 212 do Código Penal, o sujeito passivo serão
os familiares e a própria coletividade, haja vista que, os mortos não são titulares de
direitos.

RESPOSTA: “ERRADA”.

215. (OAB - CESPE/2009) Considera-se perfeita ou acabada a tentativa
quando o agente atinge a vítima, vindo a lesioná-la.

Considera-se tentativa perfeita ou acabada quando o agente pratica todos os
meios e , mesmo assim, não consegue consumar o crime.

RESPOSTA: “ERRADA”.

216. (DPE/AL - Defensor Público - CESPE/2009) Para a teoria limitada
da culpabilidade, adotada pelo CP brasileiro, toda espécie de descriminante
putativa, seja sobre os limites autorizadores da norma, seja incidente sobre
situação fática pressuposto de uma causa de justificação, é sempre considerada
erro de proibição.
A primeira parte da questão esta correta, a teoria limitada da culpabilidade é a
teoria adotada pelo CP brasileiro.
O erro encontra-se na segunda parte da questão, pois, segundo essa teoria as
descriminantes putativas são divididas em duas vertentes: de fato, consideradas erro
de tipo, disposto no art. 20,§1°, CP e, de direito, consideradas erro de proibição,
disposto no art. 21, CP.

RESPOSTA: “ERRADA”.

217. (PC/RN - Delegado - CESPE/2009) A atuação em estado de necessidade
só é possível se ocorrer na defesa de direito próprio, não se admitindo tamanha
excludente se a atuação destinar-se a proteger direito alheio.
De acordo com art. 24 do CP “Considera-se em estado de necessidade quem
pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade,
nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas
circunstâncias, não era razoável exigir-se”.

RESPOSTA: “ERRADA”.

120

Direito Penal
218. (OAB - CESPE/2009) Caracteriza-se a culpa própria quando o agente,
por erro de tipo inescusável, supõe estar diante de uma causa de justificação
que lhe permite praticar, licitamente, o fato típico.

A culpa imprópria caracteriza-se quando o agente, por erro de tipo inescusável,
supõe estar diante de uma causa de justificação que lhe permite praticar, licitamente,
o fato típico.
Já, a culpa própria caracteriza-se quando o agente não deseja o resultado nem
assume o risco de produzi-lo, mas dá causa ao mesmo por imprudência, negligência
ou imperícia.

RESPOSTA: “ERRADA”.

219. (TJ/GO - Magistratura – FCC/2009) Há exclusão da culpabilidade em
função de não se poder exigir conduta diversa do agente no caso de
a) coação moral irresistível
b) doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
c) erro sobre a ilicitude do fato.
d) embriaguez completa proveniente de força maior.
e) menoridade.

Há exclusão da culpabilidade em função de não se poder exigir conduta diversa
do agente no caso de coação moral irresistível e obediência hierárquica, previstas
no art. 22 do Código Penal.

Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível
ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem.

RESPOSTA: “A”.

220. (MPE/AP - Técnico Administrativo - FCC/2009) Há tentativa punível
quando o agente.
a) deu início à execução do delito que não consumou por circunstâncias
alheias à sua vontade.
b) Cogitou da prática e decidiu praticar o delito.
c) Deu início ao delito que não se consumou pela própria vontade do agente.
d) De início ao delito que não se consumou pela própria vontade do agente.
e) Armou-se dos instrumentos necessários à prática da infração penal.

121

Direito Penal
Há tentativa punível quando o agente deu início à execução do delito que não
consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, conforme previsto no Código
Penal:

Art. 14 - Diz-se o crime: 
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se
consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente. 

RESPOSTA: “A”.

221. (OAB - CESPE/2009) Crime unissubsistente é o que se consuma com
a simples criação do perigo para o bem jurídico protegido, sem produzir dano
efetivo.
Crime unissubsistente é aquele que consuma-se com um único ato e a tentativa
é inadmissível.

RESPOSTA: “ERRADA”.

222. (OAB - CESPE/2009) A tentativa determina a redução da pena,
obrigatoriamente, em dois terços.
Segundo o  parágrafo único do art. 14 do CP, “salvo disposição em contrário,
pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de
um a dois terços”.
Desse modo, a questão está errada ao afirmar que obrigatoriamente a tentativa
determina a redução da pena em dois terços.

RESPOSTA: “ERRADA”.

223. (PC/PB - DELEGADO – CESPE/2009) A respeito de tipicidade, ilicitu-
de e culpabilidade, assinale a opção correta.
a) A participação, no concurso de pessoas, é considerada hipótese de tipici-
dade mediata ou indireta.
b) Elemento subjetivo especial é aquele que depende de uma interpretação
jurídica, como ocorria em relação ao conceito de mulher honesta, atualmente
não mais previsto na legislação penal.
c) No caso de legítima defesa de direito de terceiro, é necessário a prévia
autorização desde para que a conduta do agente não seja ilícita
d) O Código Penal (CP) adota a teoria psicológico-normativa da culpabili-
dade, para a qual a culpabilidade não requisito do crime, mas, sim, pressuposto
de aplicação da pena.

122

Direito Penal
e) Se o bem jurídico tutelado pela norma penal for disponível, independen-
temente da capacidade da vítima, o consentimento do ofendido constitui causa
supralegal de exclusão da ilicitude.

A respeito de tipicidade, ilicitude e culpabilidade, a participação, no concurso de
pessoas, é considerada hipótese de tipicidade mediata ou indireta, pois o agente não
comete conduta típica, entretanto, concorre para o crime.

RESPOSTA: “A”.

224. (PM/DF - Soldado - CESPE/2009) O estado de necessidade, a legítima
defesa, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito são
excludentes da culpabilidade do agente que pratica delito.

Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:       
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no
exercício regular de direito.

Conforme disposto no artigo acima, o estado de necessidade, a legítima defesa,
o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito são excludentes
da culpabilidade do agente que pratica delito são excludentes de ilicitude ou
antijuridicidade.

RESPOSTA: “ERRADA”.

225. (DPE/ES - Defensor Público - CESPE/2009) A tentativa incruenta não
é punível, pois considera-se que o agente não iniciou a fase executória do iter
criminis.
Tentativa incruenta é aquela na qual o sujeito mesmo utilizando-se de todos os
meios não consegue atingir o objeto material, o agente inicia a fase executória do iter
criminis, mas por circunstâncias alheias à sua vontade não consegue não consegue
atingir o objeto material contra o qual recairia sua conduta.
A tentativa incruenta, também conhecida por tentativa branca é punível já que a
conduta do agente era dirigida à prática de um crime.

RESPOSTA: “ERRADA”.

123

Direito Penal
226. (DPE/AL - Defensor Público - CESPE/2009) Considere a seguinte
situação hipotética. Célio chegou inconsciente e gravemente ferido à emergência
de um hospital particular, tendo o chefe da equipe médica determinado o imediato
encaminhamento do paciente para se submeter a procedimento cirúrgico, pois o
risco de morte era iminente. Luiz, irmão de Célio, expressamente desautorizou
a intervenção cirúrgica, uma vez que seria necessária a realização de transfusão
de sangue, fato que ia de encontro ao credo religioso dos irmãos. Nessa situação,
o consentimento de Luiz com relação à intervenção cirúrgica seria irrelevante,
pois os profissionais médicos estariam agindo no exercício regular de direito.
A resposta está correta pois o caso citado trata-se de exercício regular de direito,
vejamos o que dispõe o Código penal:
Constrangimento ilegal

Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou
grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por
qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a
não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não
manda:
§ 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo:
I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o
consentimento do paciente ou de seu representante
legal, se justificada por iminente perigo de vida;

Dessa forma, no caso acima citado, observamos que o direito à vida sobrepõe-se
à crença religiosa.

RESPOSTA: “CORRETA”.

227. (OAB - CESPE/2009) Caracteriza-se a culpa consciente caso o agente
preveja e aceite o resultado de delito, embora imagine que sua habilidade possa
impedir a ocorrência do evento lesivo previsto.
Na culpa consciente o agente prevê o resultado, mas acredita que este não
acontecerá devido sua habilidade.

RESPOSTA: “ERRADA”.

228. (BACEN - Procurador - CESPE/2009) O desconhecimento da lei é
inescusável. Desse modo, o erro sobre a ilicitude do fato, evitável ou inevitável,
não elidirá a pena, podendo apenas atenuá-la.

124

a coação moral irresistível não elenca as causas de exclusão de ilicitude.Não há crime quando o agente pratica o fato:  I . o agente imagina que está cometendo um crime. e) exercício regular do direito. (TRF 1ª Região . 1ª parte. Haverá delito quando o sujeito ativo praticar fato típico em função de coação moral irresistível. c) legitima defesa.Procuradoria do estado – CESPE/2008) Há crime quando o sujeito ativo pratica fato típico em função de a) estado de necessidade. 230.CESPE/2009) No delito putativo por erro de tipo. O erro sobre a ilicitude do fato. Como podemos observar no artigo acima mencionado. Direito Penal A resposta está errada.Juiz . mas.em legítima defesa. se evitável. RESPOSTA: “ERRADA”. b) coação moral irresistível. acaba por praticá-lo. O coator responderá pelo crime praticado pelo coagido. mas o artigo 22. 21 . o agente não sabe que comete um crime.O desconhecimento da lei é inescusável. já que ela é causa de excludente de culpabilidade amparada na exigibilidade de conduta diversa. Vejamos o previsto no Código Penal sobre a exclusão de ilicitude: Art. RESPOSTA: “ERRADA”.em estado de necessidade. III . d) estrito cumprimento do dever legal. 229. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. vejamos: Art. mas em realidade não está cometendo crime algum. isenta de pena. determina a exclusão de culpabilidade. se inevitável. em face do erro. RESPOSTA: “B”. II . No delito putativo por erro de tipo. 125 . pois contraria disposto no Código Penal. 23 .em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. (PGE/CE .

Art.Defensoria Pública — FCC/2007) A diferença entre crime e contravenção penal está estabelecida: A) pelo Código Penal. 3. c) a legítima defesa é uma das causas excludentes da antijuridicidade.Procurador do Trabalho – MPT/2008) Leia com atenção as assertivas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA: a) o estado de necessidade pode ser alegado por quem não tinha o dever legal de enfrentar o perigo. usando moderadamente dos meios necessários. haja uma agressão injusta. RESPOSTA: “B”.099/95 (Juizados Especiais). a direito próprio ou alheio. O art. e) não respondida. atual ou iminente. quer alternativa ou cumulativamente 126 . repele injusta agressão. dispõe da seguinte forma: Art 1º Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção. Direito Penal 231. (DPU/SP. d) mesmo em caso de exercício regular de um direito. A legítima defesa pressupõe. E) pela Constituição Federal. D) pela Lei de Introdução ao Código Penal. B) pela Lei de Contravenções Penais. 232. A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão injusta o agente pode defender-se.Entende-se em legítima defesa quem.914/41. entre outros. Agressão é requisito da legítima defesa. (MPT/ BR . é o ataque humano contra um bem jurídico. b) na legítima defesa há ação em razão de um perigo e não de uma agressão. desde que use de meios moderados para o ato. 1º da Lei de Introdução ao Código Penal. quer isoladamente. a direito seu ou de outrem. o agente responderá pelo excesso doloso ou culposo. atual ou iminente. Decreto-lei n. 9. 25 . C) pela Lei n.

insidiosamente. A legítima defesa pode ser praticada por inimputá- veis. que não existe. Art. no entanto. (MP/SP – Promotor de Justiça – MP/SP/2007) Crime falho é: A) aquele no qual alguém. toma as devidas providências para que o mesmo não se consume. tido como inimputável no curso de um processo-crime em prova pericial. art. pena de prisão simples ou de multa. embora este pratique todos os atos necessários para a consumação do crime. B) aquele no qual o agente acredita que está praticando um crime. deve absolver o réu. no mínimo. a direito seu ou de outrem. pois o fato não é típico. D) o mesmo que tentativa inadequada ou inidônea.Entende-se em legítima defesa quem. C) o mesmo que tentativa perfeita. por ser o delito apenado com reclusão. RESPOSTA: “D”. 97. 127 . causan- do-lhe ferimentos de natureza grave. 25 do CP. vem a agredir João. (TJ/SP – Juiz de Direito – VUNESP/2007) José. 233. provoca uma situação que leva o agente à prática do crime. usando moderadamente dos meios necessários. A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão injusta o agente pode defender-se. RESPOSTA: “B”. alternativa ou cumulativamente. isoladamente. um ano. O juiz. atual ou iminente. a infração penal a que a lei comina. d) mas aplicar-lhe medida de segurança de. Direito Penal com a pena de multa. mas. desde que use de meios moderados para o ato. que agiu em legíti- ma defesa. a) sujeitando-o à internação em casa de custódia. prevista no art. 234. ante o disposto no Código Penal. na qual o crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. antes. b) descabendo a aplicação de qualquer medida de segurança. repele injusta agressão. contravenção. na qual o crime não pode ser consumado por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impro- priedade do objeto. 25 . ou ambas. Apura-se. c) e aplicar-lhe medida de segurança pelo prazo correspondente a seu grau de periculosidade.

d) Crimes de mera conduta são de consumação antecipada. mas. apesar de ser previsto em lei. embora não o deseje. A conduta de Geraldo. assumindo o risco. 128 . É por este motivo que os crimes formais também são denominados de crimes de consumação antecipada. Sem desejar. RESPOSTA: “D”. danifica o patrimônio de Ciro. 235. identifica: a) dolo direto. RESPOSTA: “B”. d) culpa consciente. mas com resultado jurídico. (Procurador da Fazenda Nacional . Os crimes formais se consumam com a simples prática da conduta prevista em lei. antevis- to o resultado. ocorre quando o delito não se consuma. c) Crimes de mera conduta são aqueles sem resultado naturalístico. mas. b) dolo eventual. porém não obtém o resultado. Desse modo a diminuição de pena deverá ser mínima. apesar do esgotados os atos executórios por parte do autor. assumindo assim.ESAF/2006) Geraldo. c) culpa inconsciente. pratica a conduta X. porém. b) Crimes formais descrevem a conduta do agente e o resultado. que não é exigido para a consumação do tipo penal. o risco de produzi-lo. O agente emprega todos os meios executórios postos à sua disposição. pois avisada pela vítima que sabia previamente que o crime iria acontecer. se torna dispensável para a consumação do crime. (TJ/SP – Juiz de Direito – TJ/SP/2006) Assinale a alternativa incorreta. Direito Penal E) aquele no qual a polícia efetua a detenção do agente no momento da prática delitiva. RESPOSTA: “C”. no aspecto subjetivo. Crime falho é também denominado de tentativa perfeita. a) Crimes materiais descrevem a conduta e o resultado naturalístico exigi- do. tendo mentalmente. configurando mero exaurimento dele. 236. e) preterdolo. Há dolo eventual quando o agente prevê o resultado. em que o resultado. mas acredita que não ocorrerá.

2º . o resultado. por reagir. B) pela abolitio criminis se fazem desaparecer o delito e todos os seus refle- xos penais. (TRE/AP . mesmo que favoreça o agente de outra forma caso se esteja procedendo á execução da sentença. b) Alberto estava obrigado a fugir. a) Alberto agiu em legítima defesa. (TJ/SP – Juiz de Direito – VUNESP/2006) Alberto estava no interior de um bar.Analista Judiciário – FCC/2006) Considerando princípios que regulam a aplicação da lei penal no tempo. que poderia ter deixado o local. não se aplica ao fato praticado durante a sua vigência. RESPOSTA: “B” 238. porque próximo à saída. produzindo em Roberto lesão corporal de natureza grave. em razão da imutabilidade da coisa julgada. Conforme o artigo acima citado. d) Alberto agiu em legítima defesa putativa. esta norma será aplicada ao autor do fato. porém os efeitos civis permanecem. c) Alberto excedeu-se no uso dos meios necessários a repelir a agressão e responderá pelo excesso doloso. fugindo. pode-se afirmar que A) não se aplica a lei nova. Direito Penal 237. mesmo optando pela reação. Em dado momento. 129 . mas aumentadas suas consequências penais.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. consequentemente. Art. sacou uma arma e desferiu um golpe com a coronha na cabeça de Alberto. D) a lei excepcional ou temporária embora decorrido o período de sua du- ração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. a que responderá. nas chamadas leis penais em branco com caráter excepcional ou temporário. revogada ou alterada a norma complementar. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. desaparecerá o crime. a abolitio criminis faz desaparecer os efeitos penais. mas optou. golpeando o agressor com um pedaço de madeira encontrada ao acaso e naquele instante sob o balcão. que passou a provocá-lo sem razão aparente. E) permanecendo na lei nova a definição do crime. permanecendo apenas os civis. Roberto aproximou-se. C) em regra. Lá também se encontrava Roberto. evitando a reação e. em fração de segundos. Assinale a resposta certa.

Direito Penal
A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma
agressão injusta o agente pode defender-se, desde que use de meios moderados para
o ato. A legítima defesa não requer que seja a agressão repelida inevitável, ou seja,
mesmo tendo tido condições de deixar o local, pode o sujeito atuar em sua própria
defesa.

Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando
moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

RESPOSTA: “A”.

239. (SEFAZ/PB - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais – FCC/2006) A coa-
ção irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão
a) culpabilidade
b) ilicitude
c) tipicidade
d) punibilidade
e) antijuridicidade

A coação irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão de
culpabilidade, vejamos o disposto no Código Penal:

Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível
ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem.

A coação moral irresistível é aquele decorrente de emprego de grave ameaça
e que não poderia ser superada pelo agente, desse modo, há crime, mas o código
determina a exclusão da culpabilidade.
A obediência hierárquica ocorre quando um funcionário de categoria superior
determina a um subordinado que faça algo, é preciso a que a ordem seja legal.

RESPOSTA: “A”.

240. (TRT/5ª - Magistratura Trabalho – TRT/5ª/2005) Assinale a alternati-
va incorreta:
a) age, em legítima defesa, quem, usando moderadamente dos meios neces-
sários, repele injusta agressão, ainda que futura, a direito seu;

130

Direito Penal
b) usar de grave ameaça para favorecer interesse alheio contra parte em
processo administrativo, constitui crime de coação no curso do processo;
c) o crime é culposo quando o agente deu causa ao resultado por imprudên-
cia, negligência ou imperícia;
d) o desconhecimento da lei penal é inescusável, contudo, pode constituir
circunstância atenuante;
e) se o crime é cometido em estrita obediência a ordem de superior hierár-
quico, não manifestamente ilegal, só é punível o autor da ordem.

A legítima defesa é uma causa excludente de ilicitude em que diante de uma agressão
injusta o agente pode defender-se, desde que use de meios moderados para o ato.

Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando
moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

RESPOSTA: “A”.

241. (PC/DF - Delegado de Polícia – UFRJ/2005) Não ocorre nexo de cau-
salidade nos crimes:
a) mera conduta.
b) materiais.
c) omissivos impróprios.
d) comissivos por omissão.
e) de dano.

Os crimes de mera conduta são aqueles cuja conduta descrita no tipo penal só
poderá ser executada por uma única pessoa e desse modo, não admitem coautoria.
Exemplo: violação de domicílio, artigo 150 do CP.

RESPOSTA: “A”.

242. (MP/CE - Ministério Público - FCC/2008) Ainda que não encontre ti-
pificação em excludente prevista em lei, a doutrina tem aceito a inexigibilidade
de conduta diversa como causa supralegal de exclusão da
a) antijuridicidade
b) culpabilidade
c) tipicidade
d) ilicitude
e) punibilidade

131

Direito Penal
A culpabilidade é a reprovabilidade do fato praticado pelo agente. Entretanto,
não haverá culpabilidade na ação típica e ilícita praticada pelo agente quando não
lhe era exigível conduta diversa, são os casos de coação moral irresistível e estrita
obediência hierárquica.

RESPOSTA: “B”.

243. (BACEN - Procurador – FCC/2006). O resultado é prescindível para a
consumação nos crimes
a) materiais e de mera conduta.
b) formais e materiais
c) formais e materiais
d) omissivos próprios e materiais
e) de mera conduta e formais

Nos crimes formais e de mera conduta não há necessidade da ocorrência do
resultado.
O crime formal é aquele em que a lei descreve uma ação e um resultado,
entretanto, deixa claro que a consumação do crime ocorre no momento da ação,
nesse caso o resultado é mero exaurimento do crime.
O crime de mera conduta é aquele em que a lei descreve apenas uma conduta e
consuma-se no momento em que a conduta é praticada.

RESPOSTA: “E”.

244. (DPE/MS - Defensoria Pública – VUNESP/2008) Admite a figura cul-
posa o crime de:
a) dano
b) corrupção ou poluição de água potável
c) infração de medida sanitária preventiva
d) excesso de exação

Vejamos o que prevê o Código Penal:

Art. 271 - Corromper ou poluir água potável, de uso
comum ou particular, tornando-a imprópria para
consumo ou nociva à saúde:
Pena - reclusão, de dois a cinco anos.
Parágrafo único - Se o crime é culposo:
Pena - detenção, de dois meses a um ano.

132

Direito Penal
Desse modo, a resposta correta é “B”, admite a figura culposa o crime de
corrupção ou poluição de água potável.

RESPOSTA: “B”

245. (MPE/AP - Técnico Administrativo – FCC/2009) No tocante à culpa,
considere:
I. conduta arriscada, caracterizada pela intempestividade, precipitação in-
sensatez ou imoderação.
II. falta de capacidade, despreparo ou insuficiência de conhecimentos técni-
cos para o exercício de arte, profissão ou ofício.
III. displicência, falta de precaução, indiferença do agente, que, podendo
adotar as cautelas necessárias, não o faz.
As situações descritas caracterizam, respectivamente, a
a) negligência, imprudência e imperícia.
b) Imperícia, negligência e imprudência
c) Imprudência, imperícia e negligência
d) Imperícia, imprudência e negligência
e) Negligência, imperícia e imprudência

A alternativa correta é “C”, imprudência, imperícia e negligência.
A imprudência é uma conduta positiva, uma ação, que se trata da falta de cuidado
na ação do agente.
A imperícia é a incapacidade ou falta de conhecimentos técnicos da profissão.
A negligência é uma conduta negativa, há uma omissão por parte do agente que
deixa de tomar as cautelas devidas.

RESPOSTA: “C”.

246. (MP/PE – Ministério Público - FCC/2002). Na culpa consciente, o
agente:
a) prevê o resultado, assumindo o risco de que venha a ocorrer.
b) Não prevê o resultado, que era previsível.
c) Prevê o resultado, mas espera sinceramente que não venha a ocorrer.
d) Não prevê o resultado, que é imprevisível.
e) Prevê e deseja que o resultado ocorra.

Na culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas espera sinceramente que
não venha a ocorrer.

RESPOSTA: “C”.

133

Direito Penal
247. (TJ/PR - Magistratura – FAE/2008) A culpa que decorre de erro culpo-
so sobre a legitimidade da ação realizada denomina-se:
a) culpa própria
b) culpa imprópria
c) culpa inconsciente
d) culpa consciente

A culpa imprópria se dá quando o agente supõe estar agindo acobertado por uma
excludente de ilicitude e provoca um resultado ilícito.

RESPOSTA: “B”.

248. (TJ/MT - Serviços Notariais - CESPE/2005) Se o agente comete o crime
sob coação física irresistível não existe relação de causalidade, portanto não há
crime.

Se o agente comete o crime sob coação física irresistível não existe relação
de causalidade, portanto não há crime. A coação física  irresistível afasta  a
voluntariedade do ato, excluindo a conduta do agente e a tipicidade, desse modo,
não há crime.

RESPOSTA: “CORRETA”.

249. (TJ/MT - Serviços Notariais - CESPE/2005) Nos crimes comissivos por
omissão exige-se a produção de um resultado posterior para sua consumação.

O crime comissivo por omissão, também conhecido por crime omissivo
impróprio, é aquele em que o agente, por uma omissão inicial, dá causa a um
resultado posterior, que tinha o dever jurídico de evitar.

RESPOSTA: “CORRETA”.

250. (CESPE - Escrivão - DPF/2004) Ocorre erro de tipo quando o agente
se equivoca escusavelmente sobre a licitude do fato, determinando a lei que, nesse
caso, o agente fique isento de pena.
Vejamos o que dispõe o Código Penal sobre o erro de tipo:

Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo
legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por
crime culposo, se previsto em lei.

134

cuja execução foi iniciada. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. RESPOSTA: “CORRETA”. por circunstancias alheias à vontade do agente não foi consumada. mas acreditar que sua habilidade impedirá que o mesmo ocorra. (PGE/RR . a questão está errada. Um atirador de elite. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. c) não permite a ocorrência de lesões na vítima. 135 .Procurador Municipal — FCC/2002) Tentativa “branca” ou “incruenta” é a tentativa que: a) iniciada a execução. iniciada a execução.atinge a vítima. desfere tiro que. RESPOSTA: “C”. por erro. A situação descrita acima configura hipótese de culpa consciente.Diz-se o crime: II . Art. divisando a vítima junto ao criminoso.Procurador . embora prevendo que poderia atingir referida pessoa. (PGM/SP . A culpa consciente caracteriza-se pelo fato do agente prever o resultado. A tentativa é a não consumação do crime. confia na sua pontaria e. porém. RESPOSTA: “CORRETA”. pois o erro de tipo exclui o dolo mas permite a punição. quando. 14 .tentado. 252. e) admite reparação de danos à vítima. e acreditando atingir o alvo. Ocorre a tentativa branca ou incruenta quando o vítima não é atingida nem tampouco sofre ferimentos. b) reúne todos os elementos de sua definição legal. 251. d) ocorre nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.CESPE/2004) Considere a seguinte situação hipotética. Direito Penal Dessa forma.

(TRF/5ª Região – Estágio em Direito – TRF/5ª Região/2013) Para a fi- xação da pena base. tempo de duração. objeto material. etc. O Código Penal adotou o critério trifásico para a fixação da pena. D) os antecedentes criminais. etc. a intensidade da lesão produzida no bem jurídico em decorrência da infração penal. profissionais. Conduta social. C) os motivos que levaram ao crime. Leva-se em conta os motivos que levaram o agente a comer o crime. Consequências do crime. na dosimetria da sentença penal condenatória. podem ser bons ou maus. a pena-base será fixada atendendo-se às circunstâncias judiciais. 136 . desse modo. por último. as condições pessoais do mesmo e as características do crime. forma de abordagem. Essa circunstância diz respeito ao grau de reprovabilidade da conduta praticada pelo agente. caráter e grau de periculosidade. familiares. serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes genéricas. o que deve abrandar a pena. Motivos do crime. em seguida. Para a fixação da pena base são considerados os seguintes fatores: Grau de Culpabilidade. E) a prescrição. é analisado se o comportamento da vítima de pode ter estimulado a prática do crime. são levados em consideração os seguintes fatores. Circunstâncias do crime. Referem-se à consequência do crime. h) Comportamento da vítima. Leva-se em conta o comportamento da vítima. ou seja. Essa circunstância leva em conta o comportamento do agente nas relações sociais. as causas de diminuição e de aumento de pena. Antecedentes. EXCETO: A) a personalidade do agente. B) o comportamento da vítima. observando seu temperamento. Leva em conta os fatos referentes à vida pregressa do agente. ou seja. levando em conta os instrumentos do crime. Direito Penal TEORIA GERAL DE PENA 253. O magistrado analisará a personalidade do agente. Personalidade. RESPOSTA: “E”. Considera a maior ou menor gravidade do delito em razão do modo operacional utilizado pelo agente.

C) restritivas de direitos. Elas possuem caráter subs- titutivo. o juiz. D) Nenhuma das anteriores.As penas são: I . o juiz deve aplicar a pena privativa de liberdade e.restritivas de direitos. interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana. B) Multa. RESPOSTA: “C”. Direito Penal 254. substituí-la pela restritiva. D) de prisão simples. não podem ser aplicadas dire- tamente e também não podem ser aplicadas cumulativamente com a pena privativa de liberdade. Art.Analista Judiciário – Execução de Mandados . 32 .privativas de liberdade. prestação de serviços à comuni- dade ou a entidades públicas. III . 43 do CP e são as seguin- tes: prestação pecuniária. Dessa forma. presentes os requisitos legais. São penas autônomas. multa e restritivas de direito. perda de bens e valores. ao aplicar a pena 137 . 256. C) Privativas de liberdade. RESPOSTA: “C”. II .TJ/2012) Quais as espécies de penas adotadas pelo Código Penal Brasileiro? A) Reclusão e privativa de liberdade. E) acessórias As penas restritivas de direitos substituem a pena privativa de liberdade por certas restrições ou obrigações.(TJ/GO – Escrevente Judiciário . previstas na parte geral do Código Penal. detenção e reclusão.Analista Judiciário – FCC/2012) O fornecimento de cestas básicas a instituições de caridade inclui-se dentre as penas A) de multa B) privativas de liberdade. 255.TRF 5ª /2012) No concurso entre causas de aumento e de diminuição de pena. As penas restritivas de direitos estão previstas no art.de multa. não são previstas em abstrato no tipo penal. (TRF/2ª . (TRF/5ª.

cobrar ou obter. 59 . em razão da função. relacionado a transação comercial internacional. (TRF/4ª. caracteriza o crime de corrupção passiva em transação comercial internacional.a substituição da pena privativa da liberdade aplicada. Art. de acordo com o Código Penal. por último. se cabível. a pena-base será fixada atendendo-se às circunstâncias judiciais. C) deverá obrigatoriamente considerar ambas as causas. vantagem ou promessa de vantagem. E) resolverá o concurso aparente aplicando o princípio da consunção.o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. vantagem indevida. bem como ao comportamento da vítima. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções. III . conforme seja necessário e suficiente para repro- vação e prevenção do crime:  I .a quantidade de pena aplicável. recebe ou exige.as penas aplicáveis dentre as cominadas. Direito Penal A) desconsiderará a causa que não tiver relação com o liame subjetivo da conduta do agente.O juiz. todavia. II . D) considerará preponderante a reincidência sobre qualquer outra. dentro dos limites previstos. B) A conduta de solicitar. à conduta social. exigir. atendendo à culpabilidade. estabele- cerá.Juiz Substituto . prevalecen- do. à personalidade do agente. IV . 138 . por outra espécie de pena. A) Pratica crime de corrupção passiva o funcionário público que solicita. para si ou para outrem. aos ante- cedentes. serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes genéricas. desse modo. a causa que mais aumente ou a que mais diminua a pena. aos motivos. às circunstâncias e consequências do cri- me. em seguida. direta ou indiretamente.TRF 4ª /2012) Assinale a alternativa correta. as cau- sas de diminuição e de aumento de pena. RESPOSTA: “C”. 257. B) poderá limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição. para si ou para outrem. O Código Penal adotou o critério trifásico para a fixação da pena.

salvo no caso dos crimes hediondos. C) De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal. entidades estatais ou paraestatais de país estrangeiro.003. na forma definida em lei ou regulamento. (TRF/4ª.072/1990 (Lei dos Crimes Hediondos). as contribuições. o condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime de cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou ou à devolução do produto do ilícito praticado. o cumprimento mínimo de 2/5 da pena. 139 . empre- go ou função pública em representações diplomáticas. em qualquer hipótese. declara e confessa. 258. da Lei nº 8. § 1º. com- petindo ao juiz da condenação analisar os requisitos objetivos e subjetivos pre- vistos na Lei de Execuções Penais quanto à possibilidade de progressão para regime menos severo.TRF 4ª/2012) Assinale a alternativa correta. em substituição à privativa de liberdade. ainda que de forma superveniente ao trânsito em julgado da sentença penal condenatória. exerce cargo. que deve trabalhar ou frequentar curso fora do estabeleci- mento prisional. B) O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. RESPOSTA: “C”. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. D) Considera-se funcionário público estrangeiro. espontaneamente. D) Considera-se requisito objetivo para a progressão de regime o cumpri- mento de 1/6 da pena no regime inicial fixado na sentença penal condenatória. 33. De acordo com o § 4º do art.763. acrescido pela Lei nº 10.Juiz Substituto . para os efeitos penais. do Código Penal. para os quais o legislador estabeleceu. quem. de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Direito Penal C) A reparação do dano causado constitui condição objetiva para a pro- gressão de regime aos condenados por crime contra a Administração Pública. A) O regime aberto baseia-se na autodisciplina e no senso de responsabili- dade do condenado. importâncias ou valores e presta as informações devidas à Previdência Social. de 12 de novembro de 2. deve ser observado para a concessão de outros benefícios. E) É extinta a punibilidade do crime de sonegação de contribuição previ- denciária se o agente. é incons- titucional o artigo 2º. até o término da ação fiscal. que determina o cumprimento da pena em regime integralmente fechado. limite esse que. podendo cumprir pena restritiva de direito. como o livramento condicional ou o regime mais favorável de exe- cução. com os acréscimos legais. como condição especial imposta pelo juiz.

§ 2º do CP dispõe que as penas privativas de liberdade devem ser exe- cutadas em forma progressiva. Para que surtam os efeitos previstos no art. c) Apenas II. pode ser eventual (o agente. O dolo pode ser direto (ou determinado) ou indireto (ou indeterminado). de acordo com merecimento do condenado. 259. desde que o seu mérito autorize a progressão. segundo a lei de execução penal. por outro lado. inadmitindo-se. III. de acordo com o entendimento dos Tribunais Superiores. 15 do CP. V. 140 . O indulto. (MPE/SC . portanto. admite e aceita o risco de produzir o resultado) ou alternativo (a vontade do agente visa a um ou outro resultado). RESPOSTA: “E”. o condenado tem direito a passar do regime inicial para um regime mais brando após o cumprimento de 1/6 da pena. exclui somente a pena. reparado o dano ou restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa. tanto a desistência voluntária quanto o arrependimento eficaz devem ser voluntários e espontâ- neos. deve ser gradativa. por ato voluntário do agente. A anistia e o indulto são causas extintivas da punibilidade. b) Apenas II e IV estão corretas. 333 do CP) somente se consuma se o funcionário recebe a vantagem indevida. Desse modo. II.Ministério Público – MPE/SC/2010) Considere as asserti- vas. a) Apenas I e V estão corretas. consciente. persistindo os efeitos do crime de forma que o condenado indultado não retorna à condição de primário. 16 do CP – arrependimento posterior. sendo. Direito Penal E) A progressão de um regime prisional a outro. crime material. A anistia exclui o crime e faz desaparecer suas consequências penais. 33. d) Apenas IV e V estão corretas. No crime de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo. e) Apenas III e V estão corretas. IV e V estão corretas. IV. a denominada progressão per saltum. O art. sendo retroativas e irrevogáveis. I. Nesta última hipótese (dolo indireto). a pena será reduzida de um a dois terços nos termos do art. O crime de corrupção ativa (art. II.

pela anistia.o juiz poderá aplicar a substituição. 260.Analista judiciário . qualquer que seja a pena aplicada.Extingue-se a punibilidade: II . II e IV b) I e IV c) I. se o crime for culposo. III e IV e) II e III 141 . pois a anistia e o indulto são causas extintivas da punibilidade. 107 .FCC / 2010) – Considere as seguintes assertivas sobre a substituição da pena privativa de liberdade pelas penas res- tritivas de direito: I. II e III d) II. 107. Art. IV. a medida seja socialmente recomendável. Se o condenado for reincidente específico em razão a prática do mesmo crime. II. conforme prevê o Código Penal. (TRF 4ª . As penas privativas de liberdade não superiores a 4 anos podem ser substituídas por penas restritivas de direito se o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. respeitando o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. A afirmativa V está correta. já o dolo indireto alternativo ocorre quando o agente visa um ou outro resultado. A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorre o descumprimento injustificado da restrição imposta e. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. RESPOSTA: “D”. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direito e multa ou por duas restritivas de direito. De acordo com o Código Penal.. Dolo direito ocorre quando o agente visa determinado resultado. no cál- culo da pena privativa de liberdade a executar. graça ou indulto. III. O dolo indireto pode ser eventual ou alternativo. art. será deduzido o tempo cumpri- do da pena restritiva de direito. dolo indireto ocorre quando o agente não visa determinado resultado. II. Na condenação igual ou inferior a dois anos. se superior a dois. desde que. está correto o que consta APENAS em a) I. pois o dolo pode ser direito ou indireto. O dolo indireto eventual ocorre quando o agente assume o risco de produzi-lo. em face da condenação anterior. Direito Penal A afirmativa IV está correta.

Dessa forma.A multa deve ser paga dentro de 10 (dez) dias depois de transitada em julgado a sentença.FCC/2010) Sobre a pena de MULTA prevista no Código Penal. é INCORRETO afirmar que A) deve ser paga dentro de 10 (dez) dias depois do trânsito em julgado da sentença. não deve incidir sobre os re- cursos indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família. O Código Penal dispõe: Art. está correta: Art. a alternativa E está correta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. qualquer que seja a pena aplicada. Direito Penal A afirmativa II está em conformidade com o Código Penal. 50 . se o crime for culposo. pois quando o condenado não pagar a multa ocorrerá a conversão em divida ativa da Fazenda Pública. C) Sua cobrança pode ser efetuada mediante desconto no salário do conde- nado. B) Se converte em pena de detenção. deste modo. Esta incorreta a alternativa “B”. D) Sua execução será suspensa se sobrevém ao condenado doença mental. quando: I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. 261. § 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. RESPOSTA: “E”. quando aplicada isoladamente. quando o condenado solvente deixa de pagá-la ou frustra a sua execução. A afirmativa III está em conformidade com previsto no Código Penal. 44. § 4º. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. 142 . respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. E) Se cobrada mediante desconto no salário. (TRE/RS . 44. art.Analista Judiciário .

aplicando-se- lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos. se iguais.Quando o agente.Transitada em julgado a sentença condenatória. 70 . § 2º . o juiz pode permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais. As penas aplicam-se.O desconto não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família.Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. mas aumentada. de um sexto até metade. consoante o disposto no artigo anterior. 51 . se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. 69 deste Código. Direito Penal A requerimento do condenado e conforme as circunstâncias. inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. entretanto. aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. O art. a multa será considerada dívida de valor. idênticos ou não. a pena privativa de liberdade não pode exceder a que seria cabível pela regra do concurso material. pratica dois ou mais crimes.Defensor . Parágrafo único . vejamos: Art. mediante uma só ação ou omissão.  143 . § 1º .A cobrança da multa pode efetuar-se mediante desconto no vencimento ou salário do condenado quando:  a) aplicada isoladamente. somente uma delas. 70 do Código Penal dispõe sobre o concurso formal. Art.CESPE/2010) Em caso de concurso formal de crimes.  RESPOSTA: “B”. em qualquer caso. (DPU . c) concedida a suspensão condicional da pena. 262. cumulativamente.

Defensor . Admite-se a concessão do livramento condicional ao condenado por crime doloso. RESPOSTA: “CORRETA”.Defensor . porém. (DPU . RESPOSTA: “CORRETA”. a sanção privativa de liberdade poderá ser substituída por duas penas restritivas de direitos. nesse caso.CESPE/2010) A sentença que concede a suspensão condicional da pena pode especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão. 69. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa.CESPE/2010) Não se admite a concessão de livramento condicional ao condenado por crime doloso. desde que a pena aplica- da não exceda a dois anos. RESPOSTA: “ERRADA”. 69 dispõe sobre o concurso material. vedada sua admissão se o crime for punido com reclusão. assinale a alternativa CORRETA. desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. 265. (DPU . 263. e) Se a condenação for a reprimenda superior a um ano.Ministério Público /2010) Sobre as penas restritivas de di- reito. (MPE/MG . desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado”. 79 do Código Penal ”A sentença poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão. Direito Penal O art. c) Podem ser aplicadas nas contravenções penais e nos crimes punidos com detenção. d) Deverão ser cumpridas no prazo de quatro anos. de conformidade com a disciplina do Código Penal. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Desse modo. b) A prestação de serviços à comunidade somente é aplicável às condena- ções inferiores a dois anos. além das legalmente previstas. A resposta está correta ao afirmar o disposto no art. 144 . a) São cabíveis em se tratando de crimes culposos. 264. que afirma que a pena privativa de liberdade não pode exceder a que seria cabível pela regra do concurso material disposto no art. a concessão fica subordinada à determinadas condições pessoais que presuma que o agente não volte a cometer o delito. observamos que no parágrafo único encontramos a resposta para a questão. a contar da data da extração da Carta de Guia deflagatória da execução penal.

e) Não. em face de condenação anterior. quando: § 3o Se o condenado for reincidente. sempre b) não. Direito Penal Se a condenação for a reprimenda superior a um ano. § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. 266. do Código Penal. se superior a um ano. 44. em nenhuma hipótese c) sim. o juiz poderá aplicar a substituição. a reincidência não impede a substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 145 .°. mas desde que a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da pratica do mesmo crime. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. §3. Vejamos o que dispõe o referido artigo: Art. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. mas apenas na hipótese de a condenação anterior ter se dado há mais de cinco anos. 44. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. Não. d) Não. mas desde que a medida seja socialmente recomendável e a reinci- dência não se tenha operado em virtude da pratica do mesmo crime. desde que. (MPE/SP . conforme reza o art. 44.   RESPOSTA: “E”. a sanção privativa de li- berdade poderá ser substituída por duas penas restritivas de direitos. RESPOSTA: “E”. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. § 2º. mas apenas para os crimes hediondos ou aqueles que lhes são equi- pados.VUNESP/2010) Nos termos do quanto prescreve o art. do Código Penal.Analista de promotoria . a reincidência impede a subs- tituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos? a) sim.

pena má- xima não superior a dois anos de detenção.  § 1º . 78 .605/1998). c) se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção. consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo os crimes a que a lei comine.Ministério Público – MPE/MG/2010) Assinale a alterna- tiva CORRETA. artigo 12). no primeiro ano do prazo. 48). 9. comissivos e plurissubsistentes. o prazo da suspensão. e) no primeiro ano do prazo. (MPE/RS . 9. b) O benefício do sursis não é incompatível com a prática de crimes contra o meio ambiente (Lei n° 9.Durante o prazo da suspensão. previstos na Lei n°.No primeiro ano do prazo. 46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. a alternativa correta é “E”. RESPOSTA: “E”. o benefício. deverá o condenado prestar serviços à comunidade ou submeter-se à limitação de fim de semana. conside- rando-se a incidência do princípio da especialidade (CP. 146 .503/1997.Secretário de Diligências – FCC/2010) No sursis. Direito Penal 267. ainda que o condenado seja maior de sessenta anos de idade. o condenado ficará sujeito à observação e ao cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz. restritivas de direito e à multa. b) a suspensão se estende às penas privativas de liberdade. revoga-se. não se aplicam as normas gerais do Código Penal. em qualquer caso. por 1 (um) a 2 (dois) anos. a) Os crimes de tortura (Lei n° 9. Desse modo. isoladamente.9099/1995.455/1997) são infrações penais de mão própria. (MPE/MG . suspensão condicional da pena. dentre outras hipóteses. e) Nos termos da Lei n°. d) a pena não superior a 3 (três) anos poderá ser suspensa. a) a condenação anterior à pena de multa impede. deverá o condenado prestar serviços à comu- nidade ou submeter-se à limitação de fim de semana. O Código Penal dispõe que: Art. deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. obrigatoriamente. c) Aquele que eventualmente e sem objetivo de lucro oferece droga a pessoa de seu relacionamento para juntos a consumirem pratica o crime de porte de droga para uso próprio d) Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores. 268. a concessão do benefício.

nenhuma da afirmativas está correta. Por fim. RESPOSTA: “B”. 61 do Código Penal. analise as afirmativas a seguir: I. e) Se todas as afirmativas estiverem corretas. d) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. A afirmativa I está incorreta haja vista que a gravidade do delito praticado não agrava a pena conforme dispõe o art. ter o agente cometido crime por motivo de relevante valor social ou moral e ter o agente cometido o crime em estado de embriaguez preordenada. 16 da referida lei: Art. b) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. Direito Penal O benefício do sursis não é incompatível com a prática de crimes contra o meio ambiente. Desse modo. ao passo que a pena será ainda atenuada em relação ao agente que induz outrem à execução material do crime. ter o agente cometido o crime por motivo fútil ou torpe e ter o agente cometido o crime contra criança.Magistratura . São circunstâncias que sempre agravam a pena. a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. enfermo ou mu- lher grávida. Já a alternativa II está incorreta ao afirmar que ocorrerá circunstância atenuante quando o agente comete o crime em estado de embriaguez pr´-ordenada . (TJ/PA . maior de 60 (sessenta) anos. A pena será ainda agravada em relação ao agente que promover ou or- ganizar a cooperação no crime ou dirigente a atividade dos demais agentes. 62 do Código Penal. dentre outras. conforme trata o art. São circunstâncias que sempre atenuam a pena. as seguintes: a gravidade do crime pra- ticado. Assinale: a) se nenhuma afirmativa estiver correta. II. dentre outras as seguin- tes: ser o agente menor de 21 (vinte e um) anos na data do fato. 65 e 66 do Código Penal.FGV/2009) Com relação à aplicação da pena. Nos crimes previstos nesta Lei. a afirmativa III está incorreta já que o agente que induz outrem à execução material do crime terá a pena agravada conforme disposto no art. conforme disposto no art. a alternativa correta é “A”. c) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA: “A” 147 . 16. quando não constituem ou qualificam o crime. III. 269.

Analista Judiciário – FCC/2007) Na aplicação da pena-base. a conduta social. permissão para saída temporária e interna- ção em escola agrícola. b) internação em casa de custódia. os antecedentes. bem como o comportamento da vítima.FCC/2007) Sobre as penas res- tritivas de direitos.  III – (VETADO)  IV – prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. d) limitação de fim de semana. a con- duta social do agente. (TRF 2° Região . a natureza. II – perda de bens e valores. c) prestação pecuniária. a resposta “C” está correta ao afirmar que prestação pecuniária. recolhimento domiciliar e prestação pe- cuniária. a gravidade e a natureza do crime. a conduta social e a personalidade do agente. multa e prestação de serviços à comunidade. (TRF – 4° Região . a gravidade e as consequências do crime bem como a idade da vítima. Vejamos o que alude o Código Penal: Art. a idade do réu. é absolutamente correto afirmar que são dessa espécie: a) perda de bens e valores. as circunstâncias. c) os antecedentes da vítima. d) o comportamento do agente.Analista Judiciário . a idade e os antecedentes da vítima. RESPOSTA: “C”.  VI – limitação de fim de semana. os motivos. prestação pecuniária e multa. as circunstâncias e as consequências do crime. bem como as circuns- tâncias atenuante. a personalidade do agente. perda de bens e valores e limitações de fim de se- mana. Desse modo. As penas restritivas de direitos são: I – prestação pecuniária. perda de bens e valores e limitações de fim de semana são penas restritivas de direitos.         V – interdição temporária de direitos. o juiz deve considerar a) a culpabilidade. Direito Penal 270. a repercussão do crime para o agente. os antecedentes. 148 . 43. e) cesta básica. os motivos. 271. b) a culpabilidade. a gravidade e as consequências do crime.

a personalidade do agente. além de outras a prescrição. Direito Penal e) a culpabilidade. bem como as circunstâncias agravantes. e agente maior de setenta anos na data do crime. os antecedentes. bem como ao comportamento da vítima. aos motivos.a quantidade de pena aplicável. os antecedentes. 272. e agen- te maior de setenta anos na data do crime. a idade do agente a gravidade do crime. II . nos crimes contra costumes. RESPOSTA: “A”. b) Anistia. aos antecedentes. conforme prevê o Código Penal: Art. prescrição. a personalidade do agente. o juiz deve considerar a culpabilidade. e casamento do agente com a vítima. menoridade dos agente. a morte da vítima. Na aplicação da pena-base. prevista no Código Penal. nos casos previstos em lei. retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso e prescrição . nos crimes de ação privada. prevista no Código Penal. dentro dos limites previstos.a substituição da pena privativa da liberdade aplicada.as penas aplicáveis dentre as cominadas. decadência ou perempção. atendendo à culpabilidade. à personalidade do agente. decadência ou perempção. d) Morte do agente. se cabível. por outra espécie de pena. c) Retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. estabelecerá. os motivos. a conduta social. e) Prescrição.o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. as circunstâncias e as consequências do crime. a decadência. anistia. a conduta social. e decurso do prazo. além de outras: a) renúncia. do direito de queixa. decadência. graças ou indulto.FCC/2007) São causas extintivas de punibilidade. 59 . a menoridade dos agente. às circunstâncias e consequências do crime. (TRF 4ª Região . morte da vítima. morte da vítima. conforme disposto no Código Penal: 149 .O juiz. São causas extintivas de punibilidade. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I .Analista Judiciário . à conduta social. bem como o comportamento da vítima. perdão judicial. III . IV .

c) Acaso o magistrado. 273.pela retratação do agente. assinale a alternativa CORRETA: a) o sistema atualmente em vigor no Brasil permite a acumulação de penas com medidas de segurança.pela morte do agente. ou medida de segurança aos semi-imputáveis. 150 . Não pode haver cumulação entre ambas. b) O sistema vigente no Brasil é o do duplo binário. 274.FGV/2006) Sobre as sanções penais. vislumbrado a gravidade do crime cometido. poderá aplicar a pena privativa de liberdade. reconheça a impunidade do agente. VII - (Revogado). nos casos em que a lei a admite. (OAB . V . vislumbrando a gravidade do crime cometido. decadência ou perempção.pela prescrição. assinale a alternativa CORRETA: a) O sistema vicariante foi adotado pela reforma da Parte Geral do Código Penal brasileiro em 1984. enten- da ser o acusado perigoso. Direito Penal Art. d) Acaso o magistrado. VI . para os criminosos de alta periculosidade. de um a dois terços. poderá impor. IX .pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. sem a necessidade de proferir a sentença de mérito. Tal sistema determina a aplicação de pena reduzida. (OAB . Sobre a aplicação da pena e medida de segurança o sistema vicariante foi adotado pela reforma da Parte Geral do Código Penal brasileiro em 1984. acumulada com medida de segurança. por ocasião da sentença condenatória. nos casos previstos em lei. graça ou indulto.FGV/2006) Sobre a aplicação da pena e medida de segurança. a medida de segurança. III .pela anistia. VIII - (Revogado).pelo perdão judicial. 107 . II . desde logo.pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito. IV . em virtude de doença mental. RESPOSTA: “A”. en- tenda ser o acusado perigoso. nos crimes de ação privada. RESPOSTA: “D”.Extingue-se a punibilidade:   I .

no regime fechado. também. b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola. A de detenção. c) O condenado por crime contra a administração pública terá a progres- são de regime do cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou. As penas de multa e restritivas de direitos são penas alternativas às privativas (ou restritivas) de liberdade. industrial ou estabelecimento similar.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. industrial ou estabelecimento similar.  § 1º . em serviços ou obras públicas. 275. fixado pelo Juiz no momento da prolação da sentença segundo disposto no Có- digo Penal: Art. (OAB . salvo necessidade de transferência a regime fechado. 151 . semi-aberto ou aberto. A pena de detenção deve ser cumprida em regime fechado. RESPOSTA: “D”. d) O trabalho externo é admissível. c) As medidas de segurança podem ser aplicadas. b) A execução da pena em regime semi-aberto será feita em colônia agríco- la.FGV/2006) Sobre as penas privativas de liberdade. fixado pelo Juiz no momento da prolação da sentença. em regime semi-aberto. d) As penas de multa e restritivas de direitos são penas alternativas às pri- vativas (ou restritivas) de liberdade. assinale a alternativa INCORRETA: a) A pena de detenção deve ser cumprida em regime fechado. semi-aberto ou aber- to. com posterior progressão. semi-aberto ou aberto.Considera-se: a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média. c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 33 . ou à devolução do produto do ilícito praticado. aos adolescentes infratores que se mostrem inadaptados socialmente. ou aberto. Direito Penal b) As penas privativas de liberdade devem obrigatoriamente ter seus cum- primento iniciado em regime fechado.

43.     276.FCC/2009) Não se inclui dentre as penas restritivas de direito a a) limitação de fim de semana b) multa c) perda de bens e valores d) prestação de serviços à comunidade e) interdição temporária de direitos Não se inclui dentre as penas restritivas de direito a multa. c) o condenado não reincidente. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso:  a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado. § 3º . (DPE/MT . poderá.  II – perda de bens e valores. Direito Penal § 2º . poderá. desde o início. conforme disposto no artigo 43 do Código Penal: Art.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. RESPOSTA: “A”. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos.A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. com os acréscimos legais. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito). b) o condenado não reincidente.  III – (VETADO)  152 . segundo o mérito do condenado. 59 deste Código.Defensoria Pública . cumpri-la em regime aberto. As penas restritivas de direitos são: I – prestação pecuniária. cumpri-la em regime semi-aberto. desde o princípio. ou à devolução do produto do ilícito praticado. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou.

Direito Penal
IV – prestação de serviço à comunidade ou a entidades
públicas; 
V – interdição temporária de direitos; 
VI – limitação de fim de semana.

RESPOSTA: “B”.

277. (OAB - CESPE/2007) A partir do trânsito em julgado da sentença pe-
nal condenatória, começa a correr o prazo da prescrição da pretensão punitiva.
Vejamos o que reza o Código Penal:

Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a
sentença final, começa a correr:  
I - do dia em que o crime se consumou
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a
atividade criminosa; 
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a
permanência;  
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração
de assentamento do registro civil, da data em que o fato
se tornou conhecido.        
V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e
adolescentes, previstos neste Código ou em legislação
especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito)
anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a
ação penal.   

Desse modo, observamos que a questão está errada.

RESPOSTA: “ERRADA”.

278. (TJ/PI - Juiz de Direito - CESPE/2007) A pena restritiva de direitos
converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injus-
tificado da restrição imposta.

A questão está de acordo com o art. 44,  § 4º do Código Penal que reza que:

Art. 44, §4º. A pena restritiva de direitos converte-se
em privativa de liberdade quando ocorrer o descum-
primento injustificado da restrição imposta. No cálculo

153

Direito Penal
da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o
tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado
o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.

RESPOSTA: “CORRETO”.

279. (ES - Agente Penitenciário – CESPE/2007) O regime inicial da execu-
ção da pena privativa de liberdade é estabelecido na sentença de condenação,
observadas a natureza e a quantidade da pena, bem como a reincidência e as
circunstâncias judiciais da fixação da pena-base.
A questão está correta, haja vista que está de acordo com o art. 59 do Código
Penal que dispõe sobre a fixação da pena, vejamos:

Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos ante-
cedentes, à conduta social, à personalidade do agente,
aos motivos, às circunstâncias e consequências do cri-
me, bem como ao comportamento da vítima, estabele-
cerá, conforme seja necessário e suficiente para repro-
vação e prevenção do crime:
III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa
de liberdade.

RESPOSTA: “CORRETA”.

280. (ES - Agente Penitenciário – CESPE/2007) Para o ingresso do conde-
nado no regime aberto, bastam a comprovação de aptidão física para o trabalho
e a de oferta idônea de emprego ou a de condições para o trabalho autônomo.
A afirmativa está errada pois contraria o disposto no art. 113 e 114 da Lei de
Execução Penal:

Art. 113. O ingresso do condenado em regime aberto
supõe a aceitação de seu programa e das condições im-
postas pelo Juiz.
Art. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o
condenado que:
I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de
fazê-lo imediatamente;
II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resulta-
do dos exames a que foi submetido, fundados indícios
de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de res-
ponsabilidade, ao novo regime.

RESPOSTA: “ERRADA”.

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Direito Penal
281. (SEAD/AP - Agente Penitenciário – FCC/2002) Para a aplicação de
sanções disciplinares é imprescindível
a) procedimento administrativo com garantia de defesa ao condenado.
b) a concordância do Promotor de Justiça.
c) A decisão do juiz da execução penal
d) A decisão do conselho Disciplinar.
e) A prática, pelo preso, de crime doloso.

Para a aplicação de sanções disciplinares é imprescindível procedimento
administrativo com garantia de defesa ao condenado.
O artigo 59 da Lei nº. 7210/84, Lei de Execuções Penais dispõe que:

Art. 59 – Praticada a falta disciplinar; deverá ser
instaurado o procedimento para sua apuração
conforme regulamento, assegurado o direito de defesa.

RESPOSTA: “A”.

282. (SEAD/AP - Agente Penitenciário – FCC/2002) São espécies de regimes
prisionais:
a) fechado, semi-aberto e aberto.
b) reclusão, detenção e liberdade assistida.
c) liberdade assistida, liberdade vigiada e semiliberdade.
d) privação de liberdade e restrição de direitos.
e) reclusão, detenção e prisão simples.

Os regimes fechado, semi-aberto e aberto são espécies de regimes prisionais.

Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em
regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção,
em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de
transferência a regime fechado.
§ 1º - Considera-se: 
a) regime fechado a execução da pena em
estabelecimento de segurança máxima ou média;
b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia
agrícola, industrial ou estabelecimento similar;
c) regime aberto a execução da pena em casa de
albergado ou estabelecimento adequado.

RESPOSTA: “A”.

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Direito Penal

DOS CRIMES EM ESPÉCIE
DOS CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA

283. (TCE/AP - Procurador – FCC/2010) Nos crimes contra a ordem a or-
dem tributária,
a) não tipifica delito funcional o ato de utilizar ou divulgar programa de
processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária
possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda
Pública.
b) É admissível o concurso de pessoas apenas na forma de co-autoria.
c) A pena pode ser aumentada até a metade, se praticado o delito por fun-
cionário público e ocasionar grave dano à coletividade.
d) É punível apenas a supressão de tributo ou contribuição social.
e) É admissível a forma culposa.

Nos crimes contra a ordem a ordem tributária não tipifica delito funcional o ato
de utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito
passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é,
por lei, fornecida à Fazenda Pública. O delito tem como sujeito ativo o contribuinte.
Vejamos o que dispõe da lei 8.137/90:

Art. 3° Constitui crime funcional contra a ordem tri-
butária, além dos previstos no Decreto-Lei n° 2.848,
de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal (Título XI,
Capítulo I)
I - extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer
documento, de que tenha a guarda em razão da função;
sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, acar-
retando pagamento indevido ou inexato de tributo ou
contribuição social;
II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem,
direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, van-

156

Direito Penal
tagem indevida; ou aceitar promessa de tal vantagem,
para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribui-
ção social, ou cobrá-los parcialmente. Pena - reclusão,
de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.
III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse
privado perante a administração fazendária, valendo-
se da qualidade de funcionário público. Pena - reclusão,
de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

RESPOSTA: “A”.

157

B) contra ascendente ou descendente.Delegado . ficando a falsificação de documento público ab- sorvida por ser o meio executivo da fraude cometida. em concurso mate- rial.com abuso de confiança. C) apenas por furto qualificado pelo abuso de confiança. 158 . E) por falsificação de documento público e estelionato. Enquanto a se- cretária foi chamar o chefe. B) apenas por furto qualificado. RESPOSTA: “D”.mediante concurso de duas ou mais pessoas. ele na verdade subtraiu bens da vítima. IV . (Polícia Civil/SP . escalada ou destreza. 155. III .A pena é de reclusão de dois a oito anos. C) durante o repouso noturno. um homem entrou no escritório de uma empresa. se o crime é cometido: I . em concurso material. uso de documento falso e estelio- nato. deveria ser indiciado: A) apenas por estelionato.UEPA/2013) Usando um crachá que o identifica- va como oficial de justiça.(PC/PA . porque a despeito de haver fraude na con- duta do agente. supostamente para entregar uma intimação ao proprietário. E) mediante emprego de arma de fogo. nos termos do art. porque o cidadão comum tem natural confiança na autoridade pública. D) por falsificação de documento público. e multa.com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. Constatando-se posteriormente que o suposto oficial de justiça havia falsificado o crachá. 285 . II . ser o fato praticado. § 4º . D) com abuso de confiança. Direito Penal DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO 284. ou mediante fraude. o visitante se aproveitou de que ficara só na sala para guardar em sua pasta um notebook e um tablet. A) em local ermo ou de difícil acesso.º do CP.Escrivão de Polícia – VUNESP/2014) Qualifica o crime de furto. § 4.com emprego de chave falsa. retirando-se em seguida.

No furto comum (ou simples). § 4º . b) por apropriação indébita. c) por receptação. libera o rapaz para buscar dinheiro.UEPA/2013) Em relação aos crimes patrimoniais.A pena é de reclusão de dois a oito anos. peças de celulares que eles roubarem dali por diante. instalada justamente para monitorar o comportamento dos funcionários. se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. o indivíduo que chantageia seu concorrente em um concur- so público.com emprego de chave falsa.com abuso de confiança. para fins de revenda. e) por extorsão. como forma de forçá-lo a desistir da vaga. por meio do qual se compromete a comprar. Direito Penal O furto qualificado o é assim chamado devido ao modo de execução do delito. e multa. o comerciante que faz um acordo com assaltantes de seu bairro. escalada ou destreza.A pena é de reclusão de três a oito anos. § 5º . a pena é de reclusão de 1 a 4 anos. d) por extorsão mediante sequestro o indivíduo que.com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. o funcionário que retira do cofre da empresa certa quantia em dinheiro. Ao furto qualificado é aplicada pena de 2 a 8 anos. deve ser indiciado: a) por estelionato o agente que. 286. disposto no art. II . como condição para libertar a moça que continuará em seu poder até o recebimento dos valores. É crime de extorsão mediante sequestro. como condição para libertar a moça que continuará em seu poder até o recebimento dos valores 159 .Escrivão . sub- trai do escritório de uma empresa dois notebooks que estavam sobre mesas de trabalho. IV . sem saber que havia no local uma câmera. e multa. (PC/PA . após tomar um casal de namorados como reféns. libera o rapaz para buscar dinheiro.mediante concurso de duas ou mais pessoas. que assim será destinada ao coator. se o crime é cometido: I . III . 159 do CP. a conduta em que o indivíduo após tomar um casal de namorados como reféns. fazendo-se passar por auditor fiscal. ou mediante fraude. que facilita a sua consumação. enquanto os funcionários se afastam para buscar os livros contábeis por ele exigidos. ameaçando apresentar provas de um crime por ele cometido. e multa. RESPOSTA: “B”.

  § 3º . facilitando a libertação do sequestrado. ou com emprego de arma.  RESPOSTA: “D”. de oito a quinze anos.reclusão. de vinte e quatro a trinta anos. (Polícia Civil/SP . 287.reclusão. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. D) coação no curso do processo.reclusão. § 1o Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas.Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas.Constranger alguém. para si ou para outrem. se o sequestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.  Pena . C) exercício arbitrário. e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica.  § 2º .  § 4º .reclusão. 160 . tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa caracteriza o crime de A) extorsão. qualquer vantagem. de doze a vinte anos. a fazer.Se resulta a morte:  Pena .Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:  Pena .reclusão. a fazer. de quatro a dez anos. mediante violência ou grave ameaça. aumenta-se a pena de um terço até metade. Direito Penal Art.Sequestrar pessoa com o fim de obter. B) abuso de poder. E) roubo. terá sua pena reduzida de um a dois terços. § 1º . tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa: Pena .Escrivão de Polícia – VUNESP/2013) A conduta de constranger alguém. 159 . mediante violência ou grave ameaça e com o intuito de ob- ter para si ou para outrem trem indevida vantagem econômica. e multa. 158 . de dezesseis a vinte e quatro anos. como condição ou preço do resgate:          Pena . Art. o concorrente que o denunciar à autoridade.Se o crime é cometido em concurso.

Na ocasião. o prazo se esgotou sem que ele efetivasse o pa- gamento. Art.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Elpídio. aplicam-se as penas previstas no art. de 6 (seis) a 12 (doze) anos. Márcio solicitou mais dez dias para saldar seu débito. e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica. além da multa. §§ 2º e 3º.reclusão. conhecido corretor. e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica. tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa: Pena . o locador procurou Márcio e solicitou que ele pagasse pelo menos dois meses. a fazer. 158 .Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo anterior. Elpídio ameaçou Már- cio com um revólver calibre 38. se resulta lesão corporal grave ou morte. alugou uma casa para seu amigo Márcio. § 1º . Elpídio praticou o crime de extorsão.  161 . B) roubo. de quatro a dez anos. Direito Penal § 2º . Indignado com a inadimplência de seu amigo. Elpídio praticou o crime de: A) furto. RESPOSTA: “A”. levando sua TV de 42”. 288 . Entretanto.  § 3º  Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima.Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do artigo anterior. No caso acima citado. respectivamente. seu relógio Rolex. 159. mediante violência ou grave ameaça. a pena é de reclusão. aumenta-se a pena de um terço até metade. ou com emprego de arma. C) extorsão.Constranger alguém. § 2º . objetivando compensar seu prejuízo.Assim. e multa. Quando a inadimplência do locatário já somava quatro meses. no que foi atendido. relatando a importância dos aluguéis para sua subsistência.(PC/ES .Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas. seu DVD. E) exercício arbitrário das próprias razões. D) ameaça. previsto no art. 158 do Código Penal.

Entretanto. respectivamente. D) apropriação indébita.se há o concurso de duas ou mais pessoas. 289.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Vitorina.A pena aumenta-se de um terço até metade: I . § 1º . Acreditando em Vitorina.se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma. Logo. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . B) roubo. a pena é de reclusão. aplicam-se as penas previstas no art. II . Direito Penal § 3º  Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima. C) estelionato. RESPOSTA: “C”. a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. § 2º . emprega violência contra pessoa ou grave ameaça. Vitorina praticou o crime de furto. No caso acima.Subtrair coisa móvel alheia. §§ 2º e 3º. Art. ou depois de havê-la. ex-funcio- nária da empresa de fornecimento de energia elétrica.reclusão. que utilizou o dinheiro para comprar alguns vestidos. e multa. 159. por qualquer meio. mesmo que não tenha subtraí- do o dinheiro mediante violência. vestindo um uniforme antigo. as contas dessa empresa eram e deveriam ser pagas na rede bancária.Na mesma pena incorre quem. 162 . 157 . Pauliana pagou os valores a esta. Vitorina praticou o crime de: A) furto. além da multa. como sempre. e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica. E) extorsão. logo depois de subtraída a coisa. para si ou para outrem. de 6 (seis) a 12 (doze) anos. nem grave ameaça ela usou de outros meios que reduzindo à possibilidade de resistência. se resulta lesão corporal grave ou morte. foi até a casa de Pauliana dizendo que estava ali para receber os valores da conta mensal de fornecimento de energia elétrica. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. (PC/ES . de quatro a dez anos.

  § 3º Se da violência resulta lesão corporal grave. O crime de extorsão é o ato de constranger alguém mediante violência ou grave ameaça. A) A tentativa. (TJ/RO . simplesmente imagina. assinale a opção correta. 163 . Execução: momento em que o agente inicia a agressão ao bem jurídico. D) A tentativa de homicídio se distingue do delito de lesões corporais dolo- sas pela gravidade da ofensa à integridade física da vítima. RESPOSTA: “B”. Direito Penal III . além da multa. 290. restringindo sua liberdade.CESPE/2012) A respeito do iter criminis e do momento de consumação do delito. IV .Analista Judiciário . Consumação: quando há a reunião de todos os elementos do tipo penal. não se enquadra direta- mente no tipo incriminador. C) O crime de extorsão se consuma com a obtenção da indevida vantagem econômica por parte do agente. pois o que vale é a intenção do agente. se resulta morte. No crime de extorsão há a consumação no momento em que o agente obtém a vantagem econômica indevida. sem prejuízo da multa. Compreende quatro fases quais sejam: Cogitação: momento em que o agente mentaliza o delito. Preparação: momento em que o sujeito reúne os atos necessários à prática da ação criminosa. Inicia a realização da conduta descrita no tipo penal. a pena é de reclusão.se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância.se o agente mantém a vítima em seu poder. a reclusão é de vinte a trinta anos. com o intuito de obter para si ou para outrem vantagem econômica indevida. uma norma de extensão temporal. faz-se necessária uma norma que amplie a figura típica até alcançar o fato material.  V . E) O crime tentado é punido da mesma forma que o crime consumado. de sete a quinze anos. B) A tentativa perfeita ou crime falho é aquela na qual o agente interrompe a atividade executória e não consuma o crime por circunstâncias alheias à sua vontade. ou trajetória da infração penal. Iter Criminis é o caminho.se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior.

exclui o crime de estelionato em sua forma básica. quando relativas afastam a culpabilida- de. o que inclui. acerca de crimes contra o patrimônio. A) O cadáver. (TJ/RO . 211 – Destruir. RESPOSTA: “A”.Constranger alguém. quan- do absolutas isentam o agente de pena. de quatro a dez anos. mediante violência ou grave ameaça. 291. e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica. Caso contrário o delito será de destruição. no prazo legal. 158 . subtração ou ocultação de cadáver art. 211 do CP. as imunidades penais de caráter pessoal. subtrair ou ocultar cadáver ou par- te dele: Pena – reclusão. inde- pendentemente de dano patrimonial efetivo à previdência. Direito Penal Art. diminuindo o juízo de reprovação da conduta. não caracteriza objeto material do crime de furto. tanto o possuidor quanto o proprietário da coisa móvel. em virtude de sua absoluta impropriedade. C) O cheque emitido fraudulentamente mediante falsificação da assinatura do titular. D) Para a consumação do crime de apropriação indébita previdenciária basta o não recolhimento das contribuições descontadas. B) Nos delitos patrimoniais. E) Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo do crime de furto em sua forma simples. O cadáver pode ser objeto material do crime de furto quando tem valor econômico e está em posse legitima de alguém. tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa: Pena . utilizado para estudos em uma universidade. de um a três anos. se pago integralmente antes do recebimento da denúncia.Analista Judiciário – CESPE/2012) Assinale a opção correta. em alguns casos. a fazer.reclusão. e multa. que foi subtraí- do e destruído com o simples propósito de impedir as pesquisas acadêmicas. e multa. 164 . Art. RESPOSTA: “C”.

equipara a coisa móvel à energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. seja satélite. Art. pois são passíveis de serem retirados pela invigilância da vítima. equipara-se a coisa móvel a energia elé- trica ou qualquer outra que tenha valor econômico. 165 . bem como clonagem de linha telefônica e sinal de internet. e multa. assinale a opção correta. Direito Penal 292. RESPOSTA: “B”. O Código Penal.reclusão.A pena aumenta-se de um terço. somente bens móveis podem ser subtraídos. de um a quatro anos. coisa alheia móvel: Pena . sequestrar alguém deverá responder pelo delito de extorsão indireta. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – CESPE/2012) Assinale a opção correta acerca dos delitos contra o patrimônio e do crime de homicídio. como o sinal de TV a cabo. A) Quem se apropria de coisa alheia móvel de que tem a posse ou a deten- ção pratica o delito de furto qualificado.Subtrair. § 3º . § 1º . considera-se furto a captação clandestina de sinal de TV.Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. A coisa move. ou aplicar somente a pena de multa. D) Aquele que. C) Independentemente de ter praticado o crime sozinho ou de ter contado com a ajuda de um comparsa. § 2º . Deste modo. com o mesmo fim. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – CESPE/2012) Acerca dos delitos de es- telionato e outras fraudes e do crime de receptação. empregar violência que resulte na morte da vítima responderá pelo delito de homicídio. com a intenção de roubar. 155 . o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. E) Aquele que. para si ou para outrem. B) Tratando-se de delito de furto. se o crime é praticado durante o repouso noturno. o agente condenado pela prática do delito de furto receberá a mesma pena. seja a cabo. com o fim de obter qualquer vantagem como condição do resgate.Se o criminoso é primário. diminuí-la de um a dois terços. A) Constitui crime o ato de lesar o próprio corpo com o intuito de receber valor de seguro. com o objetivo de possibilitar a punição do furto de bens corpóreos que possuem valor econômico. 293. as consequências de lesão já sofrida. e é de pequeno valor a coisa furtada. mas não o ato de agravar. é o objeto material do furto.

ardil. con- duzir ou ocultar. para si ou para outrem. a alternativa correta é a E. receba ou oculte). 294. art. inferior a um salário mínimo. ou influir para que terceiro de boa-fé. a adquira. em proveito próprio ou alheio. as consequências do privilégio são as mesmas do furto privilegiado. para si ou para outrem. é um 166 . 155.Analista Judiciário – FCC/2010) O crime de receptação des- crito no art. o agente deve ser primário e o prejuízo causado à vítima deve ser de pequeno valor. induzindo ou mantendo alguém em erro. RESPOSTA: “E”. coisa que sabe ser produto de crime. para tanto. Art.Se o criminoso é primário.Subtrair. o juiz poderá aplicar somente a pena de multa. e é de pequeno valor o prejuízo. Desse modo. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. coisa alheia móvel: § 2º . 155 . do Código Penal (adquirir. transportar. 155. o juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art.Se o criminoso é primário. Existe a forma privilegiada para o crime de estelionato. E) Tratando-se do delito de estelionato. e multa. D) Só se admite a punição pela prática do delito de receptação caso seja conhecido e punido o autor do crime de que proveio a coisa ilícita. ou aplicar somente a pena de multa. vantagem ilícita. ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . receber. de quinhentos mil réis a dez contos de réis. 180. (TRT/8ª . diminuí-la de um a dois terços. mediante artifício. se aloja em hotel ou se utiliza de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento pratica o delito de estelionato. se o criminoso é primário e é de pe- queno valor o prejuízo causado. § 2º.reclusão.Obter. e é de pequeno valor a coisa furtada. em prejuízo alheio. caput. Direito Penal B) Aquele que faz refeição em restaurante. no que concerne aos elementos do fato típico. C) No que se refere ao delito de receptação qualificada. § 2º: Art. de um a cinco anos. 171 . não se equipara à atividade comercial o comércio irregular ou clandestino. § 1º .

é um tipo penal anormal. e) nenhuma das respostas é correta. face à existência de elemento subjetivo.TRT/2010) Durante o movimento grevista. e multa. ao setor administrativo da empresa. roubo e estelionato. furto qualificado e dano. a adquira. que estava trabalhando normalmente. receba ou oculte:  Pena . face à existência de elemento subjetivo c) crime omissivo d) crime sem resultado e) exemplo de tipicidade indireta. no que concerne aos elementos do fato típico. três empregados filiados ao sindicato da categoria profissional praticaram as seguintes condutas: o primeiro. seguida. já o tipo anormal prevê tanto os elementos objetivos quando os subjetivos e normativos. em proveito próprio ou alheio. 167 . d) apropriação indébita. res- pectivamente a) furto. caput. levando-a consigo na mochila. parado na cal- çada do portão de entrada da empresa. passou cima da cerca elétrica e em. transportar. de forma sorrateira. conduzir ou ocultar. necessita da valoração do magistrado.Adquirir. Os crimes cometidos pelos trás empregados foram. roubo e estelionato. retirou e se apropriou da câmera de fil- magem instalada na parede interna. c) furto qualificado. b) apropriação indébita. escalou o muro lateral do estabelecimento. ou influir para que terceiro. o segundo . furto e dano qualificado. 295. coisa que sabe ser produto de crime. receber. propiciando contínuo do equipamento dos alto-falantes. dirigiu-se. Tipo normal é o que prevê somente elementos objetivos. (TRT / 1ª . entre o poste de energia da rua e o carro de som do sindicato. O crime de receptação descrito no art.reclusão. fez uma ligação clandestina. por meio de um fio. de um a quatro anos. já elemento subjetivo re- fere-se ao componente anímico da conduta e por fim o elemento normativo é aquele atribui um valor à ação. de boa-fé. do Código Penal prevê: Art. Direito Penal a) tipo penal normal b) tipo penal anormal. 180. Elemento objetivo refere-se a materialidade do delito. RESPOSTA: “B”. 180 . O crime de receptação. abriu o arquivo das pastas de contratos e cheques de clientes e os rasgou.Juiz Federal . o terceiro.

foi praticado o crime de dano. constitui crime de a) fraude na entrega de coisa. art. RESPOSTA: “A”. furto qualificado e dano. se o crime é cometido: II . do Código Penal: Art. disposto no art. abusando da situação de alguém.A pena é de reclusão de dois a oito anos. ou multa. 155. ou mediante fraude. inutilizar ou deteriorar coisa alheia: Pena . Primeiramente foi praticado o crime de furto. b) estelionato c) fraude no comércio d) extorsão indireta e) furto qualificado pela fraude 168 . 163 do CP: Art.Analista de Processos Organizacionais – FCC/2010) O ato de receber. (BAHIAGÁS .com abuso de confiança. e multa. § 4º.detenção. coisa alheia móvel: § 3º . para si ou para outrem. II. 155 . para si ou para outrem. disposto no Código Penal.Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. 155 . Posteriormente foi praticado o crime de furto qualificado disposto no art. coisa alheia móvel: § 4º . de um a seis meses. escalada ou destreza.Subtrair. como garantia de dívida.Subtrair. do- cumento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima.Destruir. Direito Penal Os crimes cometidos pelos trás empregados foram. 155. 163 . Por fim. 296. § 3º: Art. respectivamente furto.

contra o patrimônio da União. na constância da sociedade conjugal. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. a alternativa correta é “D”. RESPOSTA: “D”. (PC/AP . para si ou para outrem.Se o criminoso é primário. Considera-se qualificado o dano praticado com violência à pessoa ou grave ameaça. ou aplicar somente a pena de multa. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. e a coisa furtada é de peque- no valor. Todas as alternativas estão corretas. se o criminoso é primário. Desse modo. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista ou ainda por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para vítima. e é de pequeno valor a coisa furtada. com emprego de substância inflamável ou explosiva (se o fato não constitui crime mais grave). e multa. desde que não haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa ou que a vítima não seja idosa nos termos da Lei 10.Subtrair. Muni- cípio. 297. No crime de furto. Direito Penal O crime de extorsão indireta esta previsto no Código Penal. 155 . Analisemos cada uma delas. Estado.reclusão.Delegado de Policia – FGV/2010) Relativamente aos crimes contra o patrimônio. 169 . diminuí-la de um a dois terços. documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: Pena . É isento de pena quem comete qualquer dos crimes contra patrimônio em prejuízo do cônjuge.Exigir ou receber. III. 160: Art. e) se todas as afirmativa estiverem corretas. c) se somente a afirmativa III estiver correta. 155. art. b) se somente a afirmativa II estiver correta. como garantia de dívida. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. II.741/2003. abusando da situação de alguém. coisa alheia móvel: § 2º . analise a seguir: I. § 2º: Art. Alternativa I está em conformidade com disposto no Código Penal art. 160 . de um a três anos.

ou multa. em geral.detenção.se o crime é de roubo ou de extorsão. 182 .        Art.do cônjuge.de tio ou sobrinho. II . se o fato não constitui crime mais grave. em prejuízo:  I . II . II . se o crime previsto neste título é cometido em prejuízo:  I .Se o crime é cometido: I . de seis meses a três anos.  IV . de um a seis meses.de ascendente ou descendente. quando haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa. Art.do cônjuge desquitado ou judicialmente separado. Estado. 181 .de irmão. ou.ao estranho que participa do crime. empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista. III . na constância da sociedade conjugal.detenção.Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: I . 163 . 181 e se- guintes do Código Penal. inutilizar ou deteriorar coisa alheia: Pena . seja o parentesco legítimo ou ilegítimo. além da pena correspondente à violência.com emprego de substância inflamável ou explosiva.         Art. Parágrafo único . 170 . e multa. III . Município. legítimo ou ilegítimo. com quem o agente coabita. II . seja civil ou natural. III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos RESPOSTA: “E”. Direito Penal A alternativa II está de acordo com o art.É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título. 183 . A afirmativa III está correta pois está de acordo com disposto no art.por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima: Pena . 163 do Código Penal: Art.com violência à pessoa ou grave ameaça.Somente se procede mediante representação.Destruir.contra o patrimônio da União.

emprega violência contra a pessoa ou grave ameaça. 158 do Código Penal. a fazer. reduzido à impossibilidade de resistência. (TRE/BA . mediante grave ameaça ou violência a pessoa. A Súmula 96 do Superior Tribunal de Justiça reza que: O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida.CESPE/2010) Para que o crime de extorsão seja consumado é necessário que o autor do delito obtenha a vantagem indevida. por qualquer meio. O caso mencionado na questão trata-se do roubo impróprio. disposto no §1° do art.157. mediante violência ou grave ameaça.CESPE/2010) O indivíduo que fizer uso de violência após subtrair o veículo de outro cometerá o denominado roubo próprio.Constranger alguém. é possível concluir que a extorsão consuma-se no instante em que a vítima.Subtrair coisa móvel alheia.Técnico Judiciário .Técnico Judiciário . Pela redação do art.Na mesma pena incorre quem. após sofrer violência ou grave ameaça. 157 . a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. 171 . O roubo próprio é aquele constante do caput  do art. Direito Penal 298. toma a atitude que o agente desejava. e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica. Art. 157 do Código Penal. vejamos: Art. ainda que este não consiga obter qualquer vantagem econômica em sua decorrência. 157 . RESPOSTA: “ERRADO”. logo depois de subtraída a coisa. A obtenção de vantagem indevida é mero exaurimento do crime. (TRE/BA . para si ou para outrem. ou depois de havê-la. tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa. abaixo descrito: Art. 299. 158 .

Trata-se de crime plurissubsistente. e posteriormente ocorre a violência ou grave ameaça para assegurar a impunidade do agente ou detenção da coisa. RESPOSTA: “CORRETA”. RESPOSTA: “ERRADA”. ou seja.  Caso o agente não consiga o resultado por circunstâncias alheias à sua vontade. (SEAD/AP . primeiramente ocorre a subtração da coisa móvel alheia. 301. c) O elemento subjetivo do crime é o dolo. 300. assinale a afirmativa incorreta. d) Não é cabível tentativa do crime. 172 .Técnico Judiciário . pois este se traduz como crime unisub- sistente. A questão está de acordo com o §3° do art. 302. b) A pena do crime de apropriação indébita previdenciária comporta o be- nefício da suspensão condicional do processo. e) É crime de ação penal pública incondicionada cuja competência para processamento é da Justiça Federal. a consumação se dá com o efetivo dano ao objeto material. (TRE/BA . RESPOSTA: “B”. não transferir aos cofres públicos a contribuição previdenciária descontada dos contribuintes. é necessário que a pena mínima seja igual ou inferior a 1 ano de detenção ou reclusão.CESPE/2010) A subtração de energia elétrica pode tipificar o crime de furto. não sendo possível apropriação indébita previdenciária culposa.Técnico Judiciário . RESPOSTA: “ERRADA”. total ou parcial.CESPE/2010) O crime de dano não admite a tentativa.Auditoria da Receita do Estado – FGV/2010) Com base no artigo 168-A do Código Penal – crime de apropriação indébita previdenciária. A suspensão condicional do processo está prevista na lei dos juizados especiais. O crime de dano é um crime material. Direito Penal Neste. a) O elemento objetivo do tipo é deixar de repassar. 155 do Código Penal: “Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico”. admite-se a tentativa. para tanto. permitindo o fracionamento do iter criminis. (TRE/BA .

conforme nos aduz o Código Penal: Art. coisa alheia móvel. 304. terá sua pena reduzida.FCC/2010) Sobre o crime de extorsão mediante sequestro. RESPOSTA : “ERRADA”. 305. Entretanto. (TRE/BA .Analista – CESPE/2009) O furto de coisa comum submete- se à ação penal pública incondicionada.Somente se procede mediante representação. 156 . depois de haver reduzido à impossibilidade de resistência da vítima. De acordo com o art. (TRE/GO . 173 .Analista Judiciário . caso preste informações que facilitem a libertação do sequestrado. 157 do Código Penal e não o crime de furto. a liberdade individual e a incolumidade pessoal. § 1º . Direito Penal 303. c) aquele que participou do delito. violência ou grave ameaça. previsto no art. é INCORRETO afirmar que a) seu objeto jurídico é patrimônio e. a quem legitimamente a detém.CESPE/2009) Pratica crime de furto o agente que subtrai coisa alheia móvel. a coisa comum. com animus furandi. (TRE/GO . co-herdeiro ou sócio. Animus furandi  significa vontade de furtar.Subtrair o condômino.Analista . que são elementares do crime de roubo. para si ou para outrem. que se consuma quando o agente obtém a vantagem econômica exigida. d) se trata de crime material. para a subtração. o crime de furto é o ato de subtrair. RESPOSTA: “D”. indiretamente. 155 do Código Penal. o agente que subtrai coisa alheia móvel depois de haver reduzido à impossibilidade de resistência da vítima comete o crime de roubo. haja vista não ter empregado. De acordo com a Súmula 96 do STJ “O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida”. b) se trata de crime permanente. O crime de extorsão mediante sequestro é crime formal e não material como afirma a alternativa “D”. para si ou para outrem. O furto de coisa comum somente se procede através de ação penal pública con- dicionada à representação do ofendido.

Subtrair coisa móvel alheia. reduzido à impossibilidade de resistência: § 1º . Quando estava saindo do local.00 do seu interior. logo depois de subtraída a coisa. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. Direito Penal Art.Analista Judiciário . José responderá por a) furto qualificado pela fraude e pelo arrombamento. arrombou a gaveta e subtraiu R$ 3. 157 . do local de posse do dinheiro subtraído. há o emprego violência ou grave ameaça. para si ou para outrem. No interior do escritório. no entanto. sendo que o segurança não lhe obstou o acesso por- que estava vestido de faxineiro e portando materiais de limpeza. reduzido à impossibilidade de resistência. alertado pelo barulho. o agrediu e o deixou desacordado e ferido no solo. e) estelionato. por qualquer meio. a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. a violência ou a grave ameaça deve ocorrer logo depois da subtração do bem. No roubo impróprio o agente deve apoderar-se do objeto que pretende furtar. fugindo. o segurança.FCC/2009) José ingressou no es- critório da empresa Alpha. para si ou para outrem. § 1º. como abaixo descrito: Art.000. 306. ou depois de havê-la. por qualquer meio. José. o agente tem por finalidade garantir sua impunidade ou a detenção da coisa. RESPOSTA: “ERRADO”. 157. b) furto qualificado pela fraude. em se- guida. RESPOSTA: “C”. c) roubo impróprio. José responderá por roubo impróprio em que o agente já de posse da coisa alheia emprega a violência ou grave ameaça para assegurar a coisa alheia ou a impunidade do crime. 157 .Na mesma pena incorre quem.Subtrair coisa móvel alheia. d) furto simples. O crime está previsto no Código Penal no art. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. (TRT 3ª Região . emprega violência contra pessoa ou grave ameaça. tentou detê-lo. para si ou para terceiro. ou depois de havê-la. Nesse caso. 174 .

158. obtém. para si ou para outrem. vantagem econômica indevida. a fazer. mediante violência ou grave ameaça. in verbis: Art. 158. o entendimento majoritário é que o crime de extorsão é delito formal. entre outros aspectos. Constranger alguém. fazendo-o por ter sofrido violência ou grave ameaça. realiza a subtração dos bens visados no início da ação criminosa. após matar a vítima. mediante violência ou grave ameaça. no estelionato. (DPF . A Súmula 96 do Superior Tribunal de Justiça reza que: “O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida”.CESPE/2009) Diferenciam-se os crimes de extorsão e estelionato. constrangendo a vítima a fazer alguma coisa ou a tolerar que ela seja feita Existe divergência entre a doutrina no que tange a consumação da extorsão. em prejuízo alheio. quando o homicídio se consuma. mediante artifício. Súmula 610. porém. RESPOSTA: “CORRETA”. (OAB .Escrivão da Polícia Federal . pois foi induzida ou mantida em erro pelo agente mediante o emprego de fraude.efetivamente.OAB/2009) O crime de extorsão é consumado quando o agente. tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa. STF dispõe que: “Há crime de latrocínio. ou qualquer outro meio fraudulento.CESPE/2009) O crime de latrocínio só se consuma quando o agente. (CESPE . 171 do Código Penal. a vítima despoja-se de seu patrimônio contra a sua vontade. 309.” RESPOSTA: “ERRADA”. 175 . na extorsão. ardil. porque. Direito Penal 307. Já o crime de extorsão está descrito no art. vantagem ilícita. enquanto. O crime de estelionato está descrito no Art. induzindo ou mantendo alguém em erro. 171. ainda que não se realize o agente a subtração de bens da vítima. Configura crime de estelionato. Art. Obter. e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica. a vítima quer entregar o objeto. 308.

Art. o crime de furto é o ato de subtrair. do Código Penal. toma a atitude que o agente desejava. Em conformidade com disposto no art. mediante grave ameaça ou violência a pessoa.Analista . a pena é majorada reclusão de dois a oito anos se o crime for praticado mediante o concurso de duas ou mais pessoas. (TRE/GO .CESPE/2009) Pratica crime de furto o agente que subtrai coisa alheia móvel. 157 . (TRE/GO .Analista . haja vista não ter empregado. 176 . a quem legitimamente a detém. IV. para si ou para outrem. De acordo com o art. co-herdeiro ou sócio. ainda que este não consiga obter qualquer vantagem econômica em sua decorrência. (TRE/GO . para a subtração.Subtrair coisa móvel alheia. para si ou para outrem. depois de haver reduzido à impossibilidade de resistência da vítima. 156 . 310. previsto no art.Subtrair o condômino. conforme nos aduz o Código Penal: Art. por qualquer meio.Analista . o agente que subtrai coisa alheia móvel depois de haver reduzido à impossibilidade de resistência da vítima comete o crime de roubo.CESPE/2009) É circunstância que qualifica o crime de furto a prática do delito mediante o concurso de duas ou mais pessoas. RESPOSTA: “CORRETA”. ou depois de havê-la. O furto de coisa comum somente se procede através de ação penal pública condicionada à representação do ofendido. violência ou grave ameaça. § 1º . com animus furandi.Somente se procede mediante representação. 155. que são elementares do crime de roubo. para si ou para outrem.CESPE/2009) O furto de coisa comum submete- se à ação penal pública incondicionada. o furto é qualificado. RESPOSTA: “ERRADA”. Animus furandi  significa vontade de furtar. reduzido à impossibilidade de resistência. 312. Direito Penal Pela redação do art. após sofrer violência ou grave ameaça. Entrentanto. 158 do Código Penal é possível concluir que a extorsão consuma-se no instante em que a vítima. coisa alheia móvel. 311. a coisa comum. §4°. 155 do Código Penal. RESPOSTA: ”ERRADA”. RESPOSTA: “ERRADO”. 157 do Código Penal e não o crime de furto.

§ 1º . ela não terá aplicação.Analista . Observamos claramente no dispositivo legal. terá sua pena reduzida de um a dois terços.CESPE/2009) No crime de furto em residência. § 4º. o concorrente que o denunciar à autoridade.Perito . é irrelevante o horário em que o agente pratica a ação criminosa.A pena aumenta-se de um terço. Direito Penal 313. o concorrente que o denunciar à autoridade terá sua pena reduzida. coisa alheia móvel: Pena . facilitando a libertação do sequestrado. praticado em concurso de agentes. para si ou para outrem. (PC/PB . O crime de furto está tratado no art. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. para efeitos de aplicação da pena.CESPE/2009) No crime de extorsão mediante sequestro. pois a pena em qualquer situação será a mesma. 155 do Código Penal e o § 1º trata do furto noturno que prevê aumento de pena para o delito cometido à noite. O Código Penal dispõe que a pena do crime de roubo aumenta de um terço até metade se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma. se o crime é praticado durante o repouso noturno. ainda que a delação não facilite a libertação do sequestrado. conforme segue abaixo: 177 . 159. caso contrário. (PC/PB . que um dos requisitos para a delação premiada é a facilitação na libertação do sequestrado. e multa.CESPE/2009) O emprego de arma de fogo para a prática do crime de roubo não implica a majoração da pena cominada.reclusão. RESPOSTA: “ERRADA”.Subtrair. se durante o dia ou à noite. Art. Art. (TRE/GO . 315. Se o crime é cometido em concurso. pois ela deve ser eficiente a ponto de facilitar a libertação da vítima que foi sequestrada. 155 .Perito . RESPOSTA: “ERRADA”. 314.

e multa. (TRE/MA . em tese. caso contrário. 317. para si ou para outrem.Subtrair coisa móvel alheia. a questão está errada ao contrariar dispositivo legal. RESPOSTA: “ERRADA”.Analista . A Súmula 73 do Superior Tribunal de Justiça prevê que: A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. que um dos requisitos para a delação premiada é a facilitação na libertação do sequestrado. facilitando a libertação do sequestrado. (TRE/GO . o concorrente que o denunciar à autoridade terá sua pena reduzida. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. da competência da Justiça Estadual. RESPOSTA: “ERRADA”. Direito Penal Art. ou depois de havê-la. de competência da justiça federal. o concorrente que o denunciar à autoridade.A pena aumenta-se de um terço até metade: I . por qualquer meio. ela não terá aplicação.Se o crime é cometido em concurso. o crime de moeda falsa.reclusão. 159. terá sua pena reduzida de um a dois terços. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. 316. 178 . Observamos claramente no dispositivo legal. § 4º .CESPE/2009) No crime de extorsão mediante sequestro.Analista Judiciário – CESPE/2009) A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. em tese. praticado em concurso de agentes. pois ela deve ser eficiente a ponto de facilitar a libertação da vítima que foi sequestrada. Art. § 2º . ainda que a delação não facilite a libertação do sequestrado. 157 .se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma. o crime de estelionato. Desse modo.

(DPE/MT . não constituiria crime por falta de tipicidade. subtrai com o intuito de devolvê-la a seu legítimo proprietário. b) a pena. consiste em sub- trair para si ou para outrem coisa alheia móvel. d) há latrocínio tentado nesse caso de homicídio consumado e subtração tentada. Nesse caso. 318. a conduta é atípica. é correto afirmar que a) o estelionato não admite a figura privilegiada de delito. (DPE/MT . O crime de furto. na extorsão. absorve os delitos de dano e invasão de domicí- lio. RESPOSTA: “ERRADA”. se aceito. segundo entendimento sumulado do supremo tribunal federal. o conflito aparente de normas foi solucionado pelo princípio da: a) legalidade b) consunção c) especialidade d) subsidiariedade e) alternatividade 179 . c) o chamado “furto de uso”. Direito Penal Quando a falsificação é grosseira não será lesionada a fé pública. 319. subordinado a coisa furtada seu poder. haverá lesão ao patrimônio do particular. O núcleo do tipo consiste em subtrair um bem de outra pessoa. com ar- rombamento em casa habitada. e) o emprego de arma de brinquedo qualifica o roubo.Defensoria Pública – FCC/2009) quanto aos crimes contra o patrimônio.Defensoria Pública – FCC/2009) O crime de furto. RESPOSTA: “C”. a conduta tipificada pelo artigo 155 exige que o agente se aproprie da coisa subtraída. requisito exigido pela lei penal no crime de furto. ou seja ele não quer se apropriar da coisa. logo. nos termos do artigo 155 do Código Penal. O furto de uso caracteriza-se pela ausência de vontade do agente em subtrair o bem para si ou para outrem. pode ser aumentada até dois terços se praticada por duas ou mais pessoas. de acordo com súmu- la do superior tribunal de justiça. Nessa conduta está ausente a vontade de se apropriar. Desse modo.

execução ou mesmo mero exaurimento de outro crime considerado mais grave. (Metrô/SP . c) roubo. Paulo procurou uma pessoa e. de quinhentos mil réis a dez contos de réis.00 (um mil reais). do Código Penal. b) furto qualificado pela fraude. RESPOSTA: “B”. Nesse caso. ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . em prejuízo alheio. conforme pre- vê o Código Penal: Art. No caso mencionado. recebeu donativo de R$ 1. para si ou para outrem. 171 . induzindo ou mantendo alguém em erro. 321. Após ter deixado o referido emprego. estelionato e usurpação de águas são crimes contra o patrimônio. conhecia a lista das pessoas que contribuí- ram através de donativos para aquela entidade beneficente. d) roubo. Roubo. ficando absorvido por este. Paulo responderá por crime de: a) furto simples. de um a cinco anos. vantagem ilícita. estelionato e moeda falsa e) roubo. 157. (TJ/MS .000. dizendo-se funcionário do asilo Alpha. estelionato e peculato. estelionato e usurpação de águas. 180 . RESPOSTA: “B”. e multa. RESPOSTA: “D”. 171 e 161 § 1º. b) roubo.Advogado – FCC/2008) Paulo havia trabalhado como co- brador no asilo Alpha e. e) extorsão. c) apropriação indébita. estelionato e injúria. dispostos no art. Direito Penal Ocorre a consunção quando um fato definido como crime atua como fase de preparação. estelionato e lesão corporal. ardil.I.reclusão. por isso.Obter. mediante artifício. Paulo responderá por crime de estelionato. 155. d) estelionato. 320. que consumiu em proveito próprio.Magistratura – FGV/2008) São crimes contra o patrimônio: a) roubo.

CESPE/2008) A violência física que tipifica o delito de roubo consiste no emprego de força física sobre a vítima. para o reconhecimento desse delito. o crime será outro. que a vítima seja privada de sua liberdade de locomoção por tempo juridicamente relevante. 159 do Código Penal reza que o crime de sequestro se dá ao sequestrar pessoa com o fim de obter. não sendo necessário. caso ela não seja externada.Técnico Judiciário . O dolo surge após o agente ter a posse ou detenção do bem. in verbis: Art. (TJ/DF . como meio de subtração da coisa. como condição ou preço do resgate. o dolo antecede ao recebimento da coisa. A violência física que tipifica o delito de roubo consiste no emprego de força física sobre a vítima. também conhecida como vis absoluta.entre outros elementos. porém . no estelionato. é necessário. 168 do Código Penal. A privação de liberdade de locomoção da vítima deve ser por tempo juridicamente relevante. (TJ/DF . Já a intenção de conseguir a vantagem indevida é elemento subjetivo específico do tipo penal. disposto no art. e que a intenção de conseguir a vantagem indevida seja externada. O art. qualquer vantagem. 324. 181 .CESPE/2008) A apropriação indébita difere do estelionato. 148 do Código Penal. RESPOSTA: “CORRETA”. A violência será dirigida à pessoa na forma de lesão corporal ou mesmo nas vias de fato. ou violência própria. de que tem a posse ou a detenção. só surge depois de o agente ter a posse da coisa. 168. a vontade de se apropriar. ou seja.Técnico Judiciário . que ocorram lesões corporais mesmo que de natureza leve. Apropriar-se de coisa alheia móvel. O crime de apropriação indébita está disposto no art. de sequestro e cárcere privado.Técnico Judiciário . RESPOSTA: “CORRETA”. O agente recebe legitimamente o bem. para si ou para outrem. recebida legitimamente. (TJ/DF . enquanto. pois nela o dolo. 323. posteriormente ele modifica seu ânimo e passa à vontade de apropriar-se do bem. A apreciação do tempo relevante é feito pelo magistrado. Direito Penal 322.CESPE/2008) Para a configuração da conduta típica do crime de extorsão mediante sequestro.

reclusão. Desse modo.Na mesma pena incorre quem. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . induzindo ou mantendo alguém em erro. RESPOSTA: “ERRADA”. 326. Art. para si ou para outrem.CESPE/2008) A violência como elementar do roubo. RESPOSTA: “CORRETA”.Subtrair coisa móvel alheia. 171.Obter. por qualquer meio. mediante artifício. a intenção de apossar-se da coisa surge anteriormente ao recebimento da coisa.CESPE/2008) A fraude elementar do estelionato não é somente a fraude empregada para induzir alguém a erro. ou depois de havê-la. do Código Penal. logo depois de subtraída a coisa. ou qualquer outro meio fraudulento. do Código Penal. já que o núcleo manter permite a que o agente mantenha a vítima em erro. emprega violência contra pessoa ou grave ameaça. RESPOSTA: “CORRETA”. vantagem ilícita. de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. o dolo antecede ao recebimento da coisa. in verbis: Art. 171 . 171. 325. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. de acordo com o art. segundo dispõe o Código Penal. mas também a que serve para manter um erro preexistente. 157 . em prejuízo alheio. § 1º . a resposta está correta. em seu proveito ou em proveito de terceiro. 182 . a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. Direito Penal No estelionato.Agente Técnico . e multa. § 1º a questão está errada ao contrariar dispositivo legal. (MPE/AM . 157. (MPE/AM .Agente Técnico . para si ou para outrem. disposto no art. ou seja. Desse modo. estando excluída desse conceito a violência exercida post factum para assegurar ao agente a detenção da coisa subtraída ou a impunidade. O crime de estelionato está previsto no art. ardil. é somente a que se emprega para efeito de apreensão da coisa.

(C) III.Expor a perigo a vida. 183 . RESPOSTA: “CORRETA”. Parágrafo único . farmacêutico. RESPOSTA: “D”. Completa adequadamente a proposição o que se afirma apenas em (A) I. e multa. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. mediante explosão. (D) I e III. e multa. 251 . 328. Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA 327.reclusão. farmacêutico. exerce profissão de médico.detenção. § 1º .Infringir determinação do poder público. III.Promotor . Art. se a substância utilizada não for dinamite ou explosivo de efeitos análogos.CESPE/2010) Tratando-se de crime de explosão. II. a integridade física ou o patrimônio de outrem. e multa. dentista ou enfermeiro. (TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP/2012) O crime de infração de me- dida sanitária preventiva tem pena aumentada de um terço se o agente I. dentista ou enfermeiro. arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena . de um mês a um ano. 268 .A pena é aumentada de um terço. o agente será menos severamente punido. Art. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. praticou o ato com intenção de lucro. (B) II.Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena . de 3 (três) a 6 (seis) anos. (MPE/SE . destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena . é funcionário da saúde pública.reclusão.

este será responsabilizado penalmente. pois contraria disposto em lei. RESPOSTA: “ERRADA”. a integridade física ou o patrimônio de outrem”.CESPE/2010) Não se pune o incêndio culposo. é necessário que haja ao menos lesão corporal leve em uma das vítimas. 331. RESPOSTA: “ERRADA”. 250. negligência ou imperícia do agente. para a consumação não se exige a efetiva ocorrência de dano. Vejamos o que aduz o Código Penal: Art. (MPE/SE . 184 . Desse modo. Dessa forma. expondo a perigo a vida. assim. aduzindo que: § 2º. a intenção de obter vantagem pecuniária com o incêndio além de constituir fato punível é causa de aumento de pena. O crime de incêndio trata-se de crime de perigo comum.As penas aumentam-se de um terço: I . O art.Promotor . dispondo que o crime consistem no ato de “Causar incêndio. (MPE/SE . 250 . 250 do Código Penal trata sobre o crime de incêndio.CESPE/2010) Para que o crime de incêndio se consume.se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio.CESPE/2010) No que concerne a crime de incêndio. a questão está errada. a intenção de obter vantagem pecuniária com a conduta constitui fato não punível.Causar incêndio.Promotor . de seis meses a dois anos. a integridade física ou o patrimônio de outrem. RESPOSTA: “ERRADA”. Basta que o agente exponha a perigo a vida. dispõe sobre o incêndio culposo. O art. Se culposo o incêndio. ser punida. se o incêndio se deu mediante imprudência. (MPE/SE . §2º do Código Penal. a integridade física ou o patrimônio de outrem: § 1º . é pena de detenção. pois pertence à fase de cogitação do crime e não pode. expondo a perigo a vida.Promotor . Direito Penal 329. a menos que o sujeito ativo possua o dever legal de evitar o perigo. 330.

reclusão. (Polícia Civil/SP . possuir ou guardar maquinismo. Tal conduta A) configura o crime de petrechos para falsificação de moeda (CP. O crime de falsificação de documento público está disposto no art. B) configura crime assimilado ao de moeda falsa (CP. (TRF/2ª Região . a título oneroso ou gratuito. 289). Clemente: A) e Clementina responderão pelo crime de falsificação de papéis públicos. do Có- digo Penal. RESPOSTA: “A”. 185 . E) não configura crime algum.Escrivão de Polícia – VUNESP/2014) Imagine que Pedro. art. E) responderá pelo crime de falsificação de documento particular e Cle- mentina por uso de documento falso. B) responderá pelo crime de falsificação de documento público e Clementi- na por uso de documento falso. 333. por ausência de previsão legal. art.Analista Judiciário – FCC/2013) Clemente falsificou um alvará judicial para levantamento de depósito judicial em nome de Clemen- tina. Art. adquirir. de dois a seis anos. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena . aparelho. guarda consigo tinta papéis e um aparelho capaz de fabri- car moeda falsa. 291 . 290). D) não configura crime algum. por se tratar de mero ato preparatório. que acabou descobrindo a falsificação. art. 291). D) responderá pelo crime de falsificação de papéis públicos e Clementina por uso de papel público falsificado. e multa. fornecer. 297. Clementina foi até a agência bancária e o apresentou ao caixa. Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA 332.Fabricar. C) e Clementina responderão pelo crime de falsificação de documento pú- blico. Nesse caso. ilicitamente. C) configura o crime de moeda falsa (CP.

declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 1º . 304. 297 . Art. de dois a seis anos. aumenta-se a pena de sexta parte.Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. do Código Penal. o título ao portador ou transmissível por endosso. nos documentos mencionados no § 3o.Se o agente é funcionário público. a remuneração. O crime de uso de documento falso está disposto no art.reclusão. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. § 4º Nas mesmas penas incorre quem omite. 186 . equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. 304 . e multa. II . III . 297 a 302: Pena . § 2º .a cominada à falsificação ou à alteração. § 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I . Direito Penal Art.na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. os livros mercantis e o testamento particular. as ações de sociedade comercial.Para os efeitos penais. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. nome do segurado e seus dados pessoais. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.Falsificar. Na situação acima descrita Clemente responderá pelo crime de falsificação de documento público e Clementina por uso de documento falso. RESPOSTA: “B”. a que se referem os arts. no todo ou em parte. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . documento público.na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório.

(TRE/RO – Analista Judiciário .Usar. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. como próprio. autêntico. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. No caso supra citado. e multa.Área Jurídica . o único documento que carregava. uma norma que prevê uma ofensa mais ampla e mais grave ao bem jurídico prevalece sobre outra norma que prevê ofensa menos ampla e menos grave ao bem jurídico. um título de eleitor. documento dessa natureza.FCC/2013) O crime de falsa identidade A) só é punido quando não for elemento de crime mais grave. C) só se configura se tiver o objetivo de obter vantagem patrimonial. foi abordado por policiais militares e. ao ser questionado acerca do documento de identificação. 308 . observamos a configuração do crime de uso de documento de identidade alheio. B) Silas praticou o crime de falsidade ideológica. título de eleitor. 335. Art.detenção. 187 . passaporte. Nessa situação hipotética. C) configurou-se o delito de uso de documento falso. (TRE/MS – Analista Judiciário .  308 do CP tem por objeto material a cédula de identificação verdadeira. De acordo com o princípio da subsidiariedade. na forma culposa. fornecendo identidade imaginária. para que dele se utilize. A) a conduta de Silas ajusta-se ao crime de uso de documento de identidade alheio. pertencente a terceira pessoa. D) exige imprudência ou negligência por parte do agente. próprio ou de terceiro: Pena .CESPE/2013) Silas. logo fica configurado o crime de uso de docu- mento de identidade alheio. o tipo incriminador do art. de quatro meses a dois anos. B) não se caracteriza quando o agente se faz passar por pessoa inexistente. RESPOSTA: “A”. maior e capaz. E) não se caracteriza quando tiver o objetivo de causar dano a outrem. D) Silas perpetrou o crime de falsa identidade. apresentou. pois ele exibiu o documento apenas por exigência dos policiais. Direito Penal 334.Área Judiciária . como sendo seu. E) a conduta de Silas foi atípica. lex primaria derogat legi subsi- diariae.

Se a falsidade for grosseira. 307. Nos crimes contra a fé pública a potencialidade de dano. 188 . ou multa. Direito Penal O art. portanto o crime.Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. Não há delito de falso sem potencialidade lesiva. ou seja o dano capaz de iludir a vítima. de três meses a um ano. C) moeda falsa. (A) Excepcionalmente admitem a modalidade culposa quando se tratar de falsificação de documento particular. incapaz de enganar. RESPOSTA: “B”. B) petrechos para falsificação de moeda. mesmo ausente a capacidade ilusória da con- trafação.detenção. 307 . ou para causar dano a outrem: Pena . RESPOSTA: “A”. está implícita. (C) A alteração inapta a induzir número indeterminado de pessoas leva à consideração da forma tentada em qualquer caso. 336. incorre nas penas do crime de A) falsidade ideológica. não ofenderá a fé-pública.Escrivão de Polícia – VUNESP/2013) Aquele que desvia e faz circular moeda. D) emissão de título ao portador sem permissão legal. E) falsificação de papéis públicos. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. (D) No crime de moeda falsa. (E) Tratando-se de crimes formais não admitem forma tentada. (B) Exigem como elemento a imitação ou alteração da verdade. a possibili- dade de dano e o dolo. 337. muito embora não sen- do elemento típico expresso no tipo. inexistirá. tem-se caracterizada sua consumação. Art. cuja circulação não estava ainda autorizada. é uma norma subsidiária expressa. já fazendo parte de sua essência. (PC/SP . do Código Penal. (TRF/5ª Região Analista Judiciário – FCC/2013) Em relação aos cri- mes contra a fé pública previstos no Código Penal brasileiro é correto afirmar. pois a própria lei já diz expressamente que só será aplicada se o fato não constituir crime mais grave. em proveito próprio ou alheio.

RESPOSTA: “C”. § 2º .reclusão. gerente. a restitui à circulação.Nas mesmas penas incorre quem. depois de conhecer a falsidade. II .de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. 289 . § 4º . 189 . tendo recebido de boa-fé. é punido com detenção. Logo. B) praticou o crime de impedimento. vende. importa ou exporta.Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. empresta. moeda falsa ou alterada. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena . o funcionário público ou diretor.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Carlindo. de três a doze anos. Carlindo: A) praticou o crime de estelionato (artigo 171 do CP). (PC/ES . de três a quinze anos. Direito Penal Art. troca. E) não praticou crime. fabricando-a ou alterando-a.Quem.Falsificar. § 3º . guarda ou introduz na circulação moeda falsa. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. e multa. cede. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I . cuja circulação não estava ainda autorizada.de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. sendo o primeiro colocado no concurso público. por conta própria ou alheia. adquire. e multa.É punido com reclusão. médico. § 1º . de seis meses a dois anos. perturbação ou fraude de concorrên- cia (artigo 335 do CP). e multa. 338. con- seguiu e utilizou o conteúdo da prova do concurso público para provimento do cargo de médico do governo estadual. como verdadeira. D) praticou o crime de fraude em certames de interesse público (artigo 311- A do CP). C) praticou o crime de violação do sigilo de proposta de concorrência (ar- tigo 326 do CP).

ou    IV . b) reintroduzir à circulação papel-moeda que tendo recebido de boa-fé. depois de conhecer a falsidade. (TRF/5ª Região – Estágio em Direito – TRF/5ª Região/2013) Configura o crime de moeda falsa. indevidamente.  Esse dispositivo legal tutela a credibilidade dos certames de interesse público e é um crime comum (que pode ser praticado por qualquer pessoa).exame ou processo seletivo previstos em lei:     Pena . conteúdo sigiloso de:     I . RESPOSTA: “D”.avaliação ou exame públicos. por qualquer meio.     § 1o  Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. uma vez que os tribunais superiores já haviam julgado como conduta atípica. já que o conteúdo sigiloso integra o tipo penal em estudo. 190 . a conduta passa a ser típica e punível. e multa. mas somente será típica no caso de divulgação de conteúdo sigiloso e não com a simples utilização de um ponto eletrônico.  Utilizar ou divulgar. ou de comprometer a credibilidade do certame.processo seletivo para ingresso no ensino superior. e multa. o acesso de pessoas não autorizadas às informações mencionadas no caput. 339. 311-A.     III .reclusão.     § 2o  Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública:     Pena .     § 3o  Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público. com o fim de beneficiar a si ou a outrem.reclusão. por acreditar ser ela verdadeira.concurso público. podendo ter a pena aumentada em 1/3 quando praticado por servidor público. Com o advento do artigo. EXCETO: a) falsificar moeda metálica em curso no estrangeiro. no entanto. Direito Penal O Artigo em comento (311-A do Código Penal) é fruto de recente alteração introduzida pela Lei 12.550 de 2011 e o crime em estudo é denominado de Fraudes em Certames de Interesse Público.     II . de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Art. Esse crime é ainda doloso e a sua importância esta ligada ao que se convencio- nou denominar de “cola eletrônica”.

Nas mesmas penas incorre quem. a restitui à circulação. 340. tem a pena aumentada de sexta parte se o agente 191 . empresta.Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. é punido com detenção. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena .de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. tentar devolvê-la a quem lhe repassou. informando sobre a falsidade. por conta própria ou alheia.  II . não configura o crime de moeda falsa quando pessoa tendo rece- bido papel-moeda que reconheceu ser falsa. Art. fabricando-a ou alterando-a. e) autorizar o diretor do Banco Central do Brasil a fabricação de papel- moeda em quantidade superior à autorizada. e multa.Falsificar. tentar devolvê-la a quem lhe repassou. adquire. como verdadeira.reclusão. d) fazer circular moeda. e multa. Desse modo. cuja circulação ainda não estava autorizada. e multa. 295 do CP. Direito Penal c) tendo recebido papel-moeda que reconheceu ser falsa.VUNESP/2012) O crime de “petrechos de falsificação” (CP. art. cede. importa ou exporta. de três a quinze anos. por expressa disposição do art. de três a doze anos.de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário . guarda ou introduz na circulação moeda falsa. 289 . o funcionário público ou diretor. gerente. moeda falsa ou alterada. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I .  § 4º .Quem.É punido com reclusão. vende. 294). § 1º . tendo recebido de boa-fé. informando sobre a falsidade. § 3º . troca. cuja circulação não estava ainda autorizada. depois de conhecer a falsidade. § 2º . RESPOSTA: “C”. de seis meses a dois anos.

e comete o crime prevalecendo-se do cargo. fornecer. E) causa.Fabricar. (TRF/1ª . da qual é credor. com sua ação. 295 . 294 . no todo ou em parte. D) falsificação de documento público. de dois a seis anos. 294 do Código Penal e dispõe: Art. no crime de petrechos de falsificação se o agente é funcionário pú- blico. 297 .Se o agente é funcionário público. C) tem intuito de lucro. Art. § 1º .FCC/2011) Aquele que falsifica a assinatura de avalista numa nota promissória. Direito Penal A) é funcionário público. e multa. de um a três anos. Art. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. aumenta-se a pena de sexta parte. 192 .Execução de Mandados . Desse modo. 341. prevalecendo­se do cargo. documento público. e multa. B) é funcionário público. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena . D) confecciona documento falso hábil a enganar o homem médio. E) uso de documento falso.reclusão. B) falsidade ideológica.reclusão. O crime de petrechos de falsificação está previsto no art. C) falsificação de documento particular. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. prejuízo ao erário público. ou alterar documento público verdadeiro: Pena .Falsificar. responderá pelo crime de A) falsa identidade.Se o agente é funcionário público. aumenta-se a pena de sexta parte. e comete o crime. RESPOSTA: “B”. aumenta-se a pena de sexta parte.Analista Judiciário . adquirir.

Art. no todo ou em parte. aumenta-se a pena de sexta parte. e multa.Para os efeitos penais. os livros mercantis e o testamento particular. (D) I e II. 342. a mera alteração de documento público verdadeiro não constitui crime. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . do art. É correto. 297 do CP. as ações de sociedade comercial. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário .Falsificar. § 1º .VUNESP/2012) O crime de falsificação de documento público. também se configura se o documento trata ­se de livro mercantil. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. (C) II. ou seja. (B) II e III. RESPOSTA: “D”. § 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir:  I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.reclusão. o que se afirma em (A) III. os livros mercantis e o testamento particular. (E) I. 193 . as ações de sociedade comercial. documento público. III. também se configura se o documento trata ­se de testamento particular. configura ­se apenas se a falsificação é total.Se o agente é funcionário público. de dois a seis anos. I. o título ao portador ou transmissível por endosso.Para os efeitos penais. § 2º . o título ao portador ou transmissível por endosso. II. Direito Penal § 2º . apenas. 297 . equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.

(C) falsificação de documento particular. § 1º . (E) uso de documento falso. nome do segurado e seus dados pessoais. no todo ou em parte.Se o agente é funcionário público. a remuneração. as ações de sociedade comercial. documento público. RESPOSTA: “D”.reclusão. aumenta-se a pena de sexta parte. (D) falsificação de documento público. RESPOSTA: “B”. § 2º . responderá pelo crime de: (A) falsa identidade. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4º Nas mesmas penas incorre quem omite. Vejamos o que dispõe o Código Penal sobre falsificação de documento público: Art. Direito Penal II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. (B) falsidade ideológica. nos documentos mencionados no § 3º. ou alterar documento público verdadeiro: Pena .Analista Judiciário . da qual é credor. de dois a seis anos. III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.Falsificar. e multa. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. (TRF 1ª .FCC/2011) Aquele que falsifica a assi- natura de avalista numa nota promissória. os livros mercantis e o testamento particular. 343. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.Para os efeitos penais. 194 . o título ao portador ou transmissível por endosso. 297 . a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviço.

apenas.  II – importa.papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. adquire. comete crime de falsidade ideológica. (D) II e III. comete crime contra a fé pública Completa adequadamente a proposição o que se afirma em (A) I. IV . por Estado ou por Município: Pena . III . 293 .talão.VUNESP/2011) Nos termos do quanto determina o art. VI . V . (E) I.Falsificar. fabricando-os ou alterando-os: I – selo destinado a controle tributário. possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. e multa. Direito Penal 344 . apenas.Escrevente Técnico Judiciário . guarda.  (TJ/SP . empresta. Art. guia. vende. recibo. apenas. (B) II. II. aquele que recebe de boa-fé selo destinado a controle tributário. papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo. alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. fornece ou restitui à circulação selo falsificado destinado a controle tributário.reclusão. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. recebe a mesma pena daquele que falsificou o selo. apenas. descobre que se trata de papel falso e o restitui à circulação I. § 1o Incorre na mesma pena quem:  I – usa.bilhete. guarda. de dois a oito anos. troca. III.  II .vale postal.  195 . 293 do Código Penal. II e III. exporta. cede. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União.cautela de penhor. (C) III.

inclusive o exercido em vias.Escrevente Técnico Judiciário . guarda. praças ou outros logradouros públicos e em residências. e multa. (TJ/SP .Incorre na mesma pena quem usa.VUNESP/2011) O médico que.Dar o médico. 345. fornece. produto ou mercadoria:  a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário. art. mantém em depósito.  b) sem selo oficial. no exercício de atividade comercial ou industrial.º). empresta. qualquer forma de comércio irregular ou clandestino. vende.  RESPOSTA: “C”. 298). cede. quando legítimos. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. 301). exporta. §1. art. art.Suprimir. 302). expõe à venda. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena . C) falsificação de documento particular (CP. a que se referem este artigo e o seu § 2º. B) falsificação de documento público (CP. ou multa. depois de alterado.  § 2º . atestado falso: 196 . com o fim de torná-los novamente utilizáveis. § 4º . no exercício de sua profissão. nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua aplicação. em qualquer desses papéis. Art. dá atestado falso comete crime de A) falsidade de atestado médico (CP. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo anterior. 302 . porta ou.reclusão. falsificado. de um a quatro anos. incorre na pena de detenção. utiliza em proveito próprio ou alheio. § 5o Equipara-se a atividade comercial. de seis meses a dois anos. no exercício da sua profissão. D) certidão ou atestado ideologicamente falso (CP.Quem usa ou restitui à circulação. art. art. 301. adquire. para os fins do inciso III do § 1o. § 3º . troca. E) falsidade material de atestado ou certidão (CP. 297). Direito Penal III – importa. de qualquer forma. depois de conhecer a falsidade ou alteração. embora recibo de boa-fé.

e art. 307. fabricando-a ou alterando-a. RESPOSTA: “ERRADA”.Analista Judiciário – CESPE/2009) A substituição de fotografia no documento de identidade verdadeiro caracteriza. a questão está errada haja vista que tratam-se de delitos que contam com condutas e sanções distintas. dispõe que o crime de moeda falsa consiste em “falsificar. próprio ou de terceiro”. 347.detenção. 348. No Código Penal brasileiro estão previstos dois tipos penais distintos elencados no art. que define como crime “atribuir-se falsa identidade para obter vanta- gem ou para causar dano a outrem”.Procurador . como próprio. 346. RESPOSTA: “A”. de documento de identidade alheio.Advogado . em uma única figura típica.Se o crime é cometido com o fim de lucro. Desse modo.CESPE/2010) O sistema penal brasileiro. 289. pois constitui elementar do crime de moeda falsa a colocação em circulação de moe- da com curso legal no país ou no exterior. para que dele se utilize. em tese. no to- cante aos delitos contra a fé pública. o delito de falsa identidade. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. aplica-se também multa. nesses casos. 197 . título de eleitor. documento dessa natureza. RESPOSTA: “ERRADA”. (TRE/MA . (AGU . unificou os crimes de atribuir-se falsa iden- tidade para obter vantagem e o uso. (CAIXA . O §4° do artigo traz a previsão do desvio e da circulação antecipada. O Código Penal. a possibilidade da incidência de sanção penal mais severa.308 que dispõe como crime “usar. ressaltando. Direito Penal Pena . no art. e não foram unificadas. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro”. como próprio. de um mês a um ano. passaporte. se o fato constituir elemento de crime mais grave. Parágrafo único .CESPE/2010) É atípica a conduta do agente que desvia e faz circular moeda cuja circulação ainda não estava autorizada. no qual incorrerá “nas mesmas penas o agente que desvia e faz circular moeda cuja circulação ainda não estava autorizada”.

pois. previsto no Código Penal. 351.Falsificar. ou alterar documento público verdadeiro.Falsificar.Analista Judiciário .CESPE/2009) Ainda que seja a nota falsifica- da de pequeno valor. no todo ou em parte. documento público. é inviável a afirmação do desinteresse estatal na sua repressão. alterando o documento.CESPE/2009) A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. de competência da justiça federal. documento público. da competência da Justiça Estadual”. em tese. 297: Art. art. alterando o documento. (TRE /MA .Juiz Federal . 349. em tese. previsto no Código Penal.Analista Judiciário . art. em tese. o crime de estelionato. em princípio. (TRF 1ª . 297: Art. RESPOSTA: “ERRADA”. o agente adultera documento público verdadeiro inserindo outra fotografia em documento de identidade. A substituição de fotografia no documento de identidade verdadeiro caracteriza crime de falsificação de documento público. Direito Penal A substituição de fotografia no documento de identidade verdadeiro caracteriza crime de falsificação de documento público. descabe. ou alterar documento público verdadeiro. RESPOSTA: “ERRADA”. aplicar ao crime de moeda falsa o princípio da insignificância. RESPOSTA: “ERRADA”. A Súmula 73 do Superior Tribunal de  Justiça prevê que “A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. 350. o delito de falsa identidade. o crime de moeda falsa. 297 . Nesse caso. o agente adultera documento público verdadeiro inserindo outra fotografia em documento de identidade. Nesse caso. Quando a falsificação é grosseira não será lesionada a fé pública. haverá lesão ao patrimônio do particular. tratando-se de delito contra a fé pública. 297 . no todo ou em parte. (TRE /MA .CESPE/2009) A substituição de fotografia no documento de identidade verdadeiro caracteriza. 198 .

depois de conhecer a falsidade. de três a doze anos.Falsificar. adquire. a restitui à circulação. falsa a ideia nele contida. e multa. § 2º . § 3º . tendo recebido de boa-fé. o documento é formalmente perfeito. Direito Penal O crime de moeda falsa é um crime contra a fé pública e desse modo. no entanto. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena . de três a quinze anos. Art. Tutela-se a confiança que a sociedade deposita na moeda e mesmo que a nota falsificada seja de pequeno valor será o agente penalizado. (TRE/MA . cuja circulação não estava ainda autorizada. guarda ou introduz na circulação moeda falsa. vende.É punido com reclusão. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. II . emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I . é punido com detenção. gerente. importa ou exporta. sendo. 352.Nas mesmas penas incorre quem. troca. por conta própria ou alheia.Quem. RESPOSTA: “CORRETA”.de papel-moeda em quantidade superior à autorizada.Analista Judiciário – CESPE/2009) No delito de falsidade ideológica. moeda falsa ou alterada. empresta.de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. § 1º . cede. § 4º . o funcionário público ou diretor. 299 do Código Penal. e multa. que aduz como crime: 199 . 289 . O crime de falsidade ideológica está previsto no art.reclusão. e multa. como verdadeira. fabricando-a ou alterando-a. de seis meses a dois anos.Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. não se admite a aplicação do princípio da insignificância.

§ 2º . da qual tomou posterior conhecimento de que se tratava de moeda falsa. está previsto como crime a conduta do agente que restitui à circulação.CESPE/2009) No crime de falsificação de documento público. declaração que dele devia constar.Procurador . art.reclusão.Quem. 297. como verdadeira.CESPE/2009) É atípica a conduta do agente que restitui à circulação. §1° do Código Penal está previsto o crime de falsificação de documento público. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. em documento público ou particular. tendo em vista que tal delito é contra a fé e não contra a administração pública. tendo recebido de boa-fé. 289 . O crime de moeda falsa está previsto no Código Penal. com o fim de prejudicar direito. 289. porém o documento em si é materialmente verdadeiro. No documento há uma inverdade reduzida a escrito. RESPOSTA: “ERRADA”. (BACEN . fabricando-a ou alterando-a. e multa. RESPOSTA: “CORRETA”. papel falsificado pela supressão de sinal indicativo de sua inutilização. a restitui à circulação. 299.Falsificar. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena . No art. o que é falso é e informação que consta nele. o fato de ser o agente funcionário público é um indiferente penal. de seis meses a dois anos. papel falsificado pela supressão de sinal indicativo de sua inutilização. ainda que esse agente cometa o crime prevalecendo-sedo cargo. de três a doze anos. (PC/PB . mesmo tendo recebido de boa-fé. 354. Direito Penal Art. da qual tomou posterior conhecimento. vejamos: Art.Delegado . 200 . Omitir. depois de conhecer a falsidade. moeda falsa ou alterada. mesmo tendo recebido de boa-fé. 353. é punido com detenção. e multa. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. Desse modo.

ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita.reclusão.Omitir. o fato de ser o agente funcionário público é um indiferente penal. a falsidade está na informação contida nele.Se o agente é funcionário público. Desse modo.CESPE/2009) No crime de falsidade ideológica. Observamos que o documento em si é materialmente verdadeiro. A primeira parte da questão está correta ao afirmar que nos delitos de falsidade material. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . em documento público ou particular. como afirma a questão. 299 . com o fim de prejudicar direito.Falsificar. Entretanto. 297 . seja porque nele inseriu ou fez inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. 356. seja porque o agente omitiu declaração que dele deveria constar. RESPOSTA: “ERRADA”. de dois a seis anos. na falsidade ideológica. deverá haver o dolo específico de prejudicar direito. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. o documento utilizado pelo criminoso é materialmente falso. mas seu conteúdo não reflete a realidade. a segunda parte está incorreta haja vista que o documento é verdadeiro. sendo certo que. mas de conteúdo falso. declaração que dele devia constar. documento público. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. o documento é materialmente verdadeiro. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. e multa. RESPOSTA: “ERRADA”. (TCE/AC . e existe e o fim de prejudicar direito. RESPOSTA: “CORRETA”. aumenta-se a pena de sexta parte.CESPE/2009) Nos delitos de falsidade material e ideológica. 201 . no todo ou em parte. 355. (BACEN . O Código Penal define o crime de falsidade ideológica como: Art.Procurador . Direito Penal Art. o documento utilizado pelo criminoso é materialmente falso. § 1º .Analista .

Analista Judiciário . No documento há uma inverdade reduzida a escrito. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. no entanto. (TRE/MA . com o fim de prejudicar direito. declaração que dele devia constar. o que é falso é e informação que consta nele. sendo. Direito Penal 357. falsa a ideia nele contida. em documento público ou particular.CESPE/2009) No delito de falsidade ideológica. que aduz como crime “Omitir. 299 do Código Penal. o documento é formalmente perfeito. RESPOSTA: “CORRETA”. porém o documento em si é materialmente verdadeiro. O crime de falsidade ideológica está previsto no art. 202 .

319 – Retardar ou deixar de praticar. C) responde por emprego irregular de verbas públicas e não por peculato o delegado de polícia que usa para reformar os banheiros dos policiais verba destinada especificamente ao conserto da área da carceragem. é correto afirmar que Coriolano praticou crime de A) desobediência (Art.UEPA/2013) Sobre os crimes contra a Administra- ção Pública. do CP).   A conduta descrita no problema enquadra-se perfeitamente na redação do crime de prevaricação. do CP). Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA   358. indevidamente. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena – detenção. de modo que um visitante da delegacia consegue subtraí-lo clandestinamen- te. objetivando proteger seu amigo Ro- mualdo.Escrivão . não obedeceu à requisição do Promotor de Justiça no sentido de de- terminar a instauração de inquérito policial para apurar eventual prática de conduta criminosa por parte de Romualdo. RESPOSTA: “B”. 321. do CP). chamado a funcionar como perito em uma cidade onde não existem peritos oficiais. 319. responde por peculato culposo desde que o autor da subtração seja também funcionário público. D) crime de advocacia administrativa (Art. B) médico que atua exclusivamente como profissional liberal. 203 . 317. B) prevaricação (Art. de três meses a um ano. Art. (PC/PA . caso aceite dinheiro para fraudar o laudo. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. (OAB – FGV/2013) Coriolano. e multa. ato de ofício. 330. não pode ser considerado funcionário público e por isso não responde pelo crime de falsa perícia. é correto afirmar que: A) policial que sai da sala deixando em cima da mesa um revólver apreendi- do. C) corrupção passiva (Art. 359. Nesse caso. previsto no artigo 319 do CP. do CP).

e multa. ou. do CP. em fiscalização de rotina. de dois a oito anos. A conduta de Tício caracterizou o crime de A) prevaricação. Responde por emprego irregular de verbas públicas. 316 . (TRF/2ª. funcionário público federal. reveste-se de especial gravidade. mas em razão dela. disposto no art. direta ou indiretamente. constatou que Paulus. motivo pelo qual deve o ofensor ser preso em flagrante. Art.Exigir. Direito Penal D) responde por crime de desobediência o particular que descumpre ordem judicial para a qual foi cominada multa diária. ou multa. o delegado de polícia que usa para reformar os banheiros dos policiais verba desti- nada especificamente ao conserto da área da carceragem. por isso.reclusão. proprietário de uma mercearia. 315.detenção. Excesso de exação § 1º .Analista Judiciário – FCC/2012) Tício. que a lei não autoriza:   204 . estava devendo tributos ao Fisco. para si ou para outrem. vantagem indevida: Pena . 315 . C) concussão.Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena . B) calúnia. Concussão Art. D) corrupção passiva. em caso de descumprimento.Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. quando devido. RESPOSTA: C 360. E) o crime de desacato constitui ofensa à dignidade do serviço público e. E) excesso de exação. de um a três meses. dizendo: “Este comerciante deve ao Fisco e deverá pagar o tributo devido em quarenta e oito horas”. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Em vista disso. concedeu-lhe o prazo de quarenta e oito horas para efetivar o pagamento e mandou colocar uma faixa na porta do estabelecimento. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso.

ou seja. pelo Estatuto.reclusão. A questão trata do conceito de funcionário público para efeitos penais por equiparação. mas sim pela CLT. e multa.Agente de Infância e da Juventude . C) Tão somente a pessoa que desempenhe função pública com remunera- ção. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena . exerça cargo. artigo abaixo transcrito: Art.reclusão. 327 . para os efeitos penais. emprego ou função pública.Se o funcionário desvia. exerce cargo. 361. conforme disposto no Código Penal. embora transitoriamente ou sem remuneração.  Desse modo. RESPOSTA: “E”.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Função pública. embora transitoriamente ou sem remuneração. em proveito próprio ou de outrem.  § 2º . ou seja. B) Tão somente a pessoa legalmente investida em cargo público. emprego ou função pública.TJ/2012) É considerado funcionário público para efeitos penais: A) A pessoa que.  Emprego. § 1º . de dois a doze anos. quem.Considera-se funcionário público. e multa. (TJ/MT . emprego ou função em entidade paraestatal. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. de 3 (três) a 8 (oito) anos. 205 . Direito Penal Pena . atribuições públicas desempenhadas por agente que não correspondam a cargo ou emprego público. aquele em que a relação jurídica estabelecida entre seu titular e a administração não é regida pela lei 8112/90. é fácil compreender que funcionário público é o agente que exerce: Cargo público. definido no artigo 3º da lei 8112/90 como sendo o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. D) Tão somente a pessoa que desempenhe função pública em caráter per- manente.

e multa. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Art. haja vista que se considera funcionário público aquele que atue sem remuneração e ainda que de forma transitória. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. Direito Penal Não é necessário que o agente desempenhe função remunerada e permanente. Facilitação de contrabando ou descaminho. 206 . art. D) Concussão (Código Penal. § 2º  . O enunciado acima trata do crime de corrupção passiva. para si ou para outrem.reclusão. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. em consequência da vantagem ou promessa. e multa.reclusão. vantagem indevida caracteriza crime de: A) Corrupção ativa (Código Penal. (Redação dada pela Lei nº 10. RESPOSTA: “A”. art.detenção. B) Corrupção passiva (Código Penal. 317). vantagem indevida. RESPOSTA: “B”. de três meses a um ano.11. se. 333).763. ou multa.TJ/2012) O ato de o funcionário público solicitar. de 1 (um) a 8 (oito) anos. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. Pena . (TJ/MT . art. 362. com infração de dever funcional. de 12. de acordo com disposto no Código Penal.Se o funcionário pratica. mas em razão dela. para si ou para outrem.A pena é aumentada de um terço. direta ou indiretamente.Solicitar ou receber. mas em razão dela. 316). ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena . 312). de 2 (dois) a 12 (doze) anos. direta ou indiretamente.Agente de Infância e da Juventude . C) Peculato (Código Penal. artigo 317.2003) § 1º . cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . 317 . art.

e multa. Funcionário público que exclui indevidamente dados corretos dos bancos de dados da Administração Pública com o fim de causar dano poderá ser responsabilizado pelo crime de violação de sigilo funcional. 325 do Código Penal. B) Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. em proveito próprio ou alheio: Pena . e multa. O crime de peculato está disposto no artigo 312 do Código Penal e é apenado com reclusão de dois a doze anos. de dois a doze anos.TJ/2012) Relativamente ao crime de Peculato. (TJ/SP . público ou particular. C) ele não pode ser praticado por quem exerce cargo em entidade paraes- tatal. a alternativa correta é a letra E. E) sujeita seu autor apenas à pena de reclusão. (TJ/MT . e multa. D) Tergiversação. de dois a doze anos. conforme disposto no art. E) Excesso de exação. Art. B) se o funcionário público reparar o dano antes da sentença irrecorrível. terá sua pena reduzida de metade.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. O crime de violação  de  sigilo  funcional  é um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. RESPOSTA: “E”. ou desviá-lo.reclusão. D) se o funcionário público se apropriar de bem móvel de que tem a posse em razão do cargo. apenado com reclusão de 2 a 6 anos. 312 . 364. é correto afirmar que: A) ele é punível apenas na modalidade dolosa. C) Violação de sigilo funcional. desse modo.Agente de Infância e da Juventude . de que tem a posse em razão do cargo.Analista de Sistemas Judiciário . terá a mesma pena daquele outro que desviar o bem em proveito alheio.Vunesp/2012) Funcioná- rio público que exclui indevidamente dados corretos dos bancos de dados da Administração Pública com o fim de causar dano poderá ser responsabilizado pelo crime de: A) Inserção de dados falsos em sistema de informações. valor ou qualquer outro bem móvel. abaixo transcrito: 207 . Direito Penal 363.

do acesso restrito. art.permite ou facilita. 208 . conforme disposto no Código Penal.reclusão. A) Conduzido que. 365.detenção. cedendo a pedido de delegado de polícia. indevidamente.  § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem:  Pena . cedendo a pedido de delegado de polícia. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma. C) Delegado de polícia que impõe ao conduzido o pagamento de determi- nada quantia em dinheiro para deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante comete o crime de corrupção passiva. 333. paga determinada quantia em dinheiro em troca da não lavratura do auto de prisão em flagrante comete o crime de corrupção ativa. paga deter- minada quantia em dinheiro em troca da não lavratura do auto de prisão em flagrante comete o crime de corrupção ativa. D) Conduzido que oferece a delegado de polícia determinada quantia em dinheiro para que este deixe de lavrar o auto de prisão em flagrante comete o crime de corrupção passiva. se o fato não constitui crime mais grave. mediante atribuição. B) Delegado de polícia que solicita ou pede ao conduzido determinada quantia em dinheiro para deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante comete o crime de concussão.Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo.se utiliza. assinale a opção correta. E) Delegado de polícia que recebe pagamento ou aceita promessa de paga- mento do conduzido para deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante comete o crime de corrupção passiva.  II . RESPOSTA: “C”. ou multa. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 325 . Conduzido que. de seis meses a dois anos. (TJ/AL – Analista Judiciário Especializado – CESPE/2012) Com rela- ção a classificação penal da conduta. ou facilitar- lhe a revelação: Pena . e multa. Direito Penal Art. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem:  I . o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública.

para determiná-lo a praticar. Art. ou o pratica contra disposição expressa de lei.A pena é aumentada de um terço. em razão da vantagem ou promessa. Parágrafo único . que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo:  Pena: detenção. e multa. 333 . de 3 (três) meses a 1 (um) ano. A alternativa D é correta. recebeu por erro de outrem.detenção. ou o pratica infringindo dever funcional. Direito Penal Art. de rádio ou similar. D) Aquele que retarda ou deixa de praticar. 319 . B) Aquele funcionário que modifica ou altera sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade com- petente comete o crime de inserção de dados falsos em sistema de informações.Retardar ou deixar de praticar. às verbas ou rendas públicas. assinale a alternativa correta. comete o crime de peculato culposo. ato de ofício. se. indevidamente.Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público. abaixo transcrito. RESPOSTA: “A”. e multa. de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico. Art.  Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. indevidamente. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. o funcionário retarda ou omite ato de ofício. aplicação diversa da esta- belecida em lei comete o crime de concussão. C) Aquele que dá. comete crime de prevaricação. para satisfazer interesse ou sen- timento pessoal. 209 . A) Aquele que se apropria de dinheiro ou qualquer utilidade que. ato de ofício. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) Com base no que o Código Penal dispõe acerca dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral.reclusão. a conduta é própria do crime de prevaricação disposto no Código Penal. 366. artigo 319. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena . 319-A. omitir ou retardar ato de ofício: Pena . de três meses a um ano. no exer- cício do cargo.

se aproveita de sua posição para defender interesses particulares de outrem perante a Administração Pública.detenção. pratica o delito de excesso de exação. interesse privado perante a administração pública. 210 . enquanto que deixar de praticar é desistir da execução. que a lei não autoriza. RESPOSTA: “C”. quan- do devido. Direito Penal O núcleo do tipo penal é retardar. pratica o delito de concussão. valendo-se da qualidade de funcionário: Pena .detenção. emprega na cobrança meio vexatório. A) Pratica o delito de condescendência criminosa o diretor de penitenciária que deixa de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico que permita a comunicação com o ambiente externo. além da multa. na con- dição de funcionário público. O crime de prevaricação é crime funcional próprio. E) O funcionário público que exige tributo que sabe ser indevido. ou multa. já o núcleo praticar significa executar a ação.Se o interesse é ilegítimo: Pena . de um a três meses. pois somente pode ser pra- ticado por funcionário público. de três meses a um ano. necessariamente públicos. realizar. ou seja. RESPOSTA: “D”. B) O delito de peculato consiste na apropriação por funcionário público de dinheiro ou qualquer outro bem móvel. direta ou indiretamente. (TJ/AL – Auxiliar Judiciário – CESPE/2012) Assinale a opção correta a respeito dos delitos contra a administração pública. vantagem indevida. 321 . C) Patrocinar indiretamente interesse privado legítimo perante a adminis- tração pública. 367. ou. Art.Patrocinar. D) O funcionário público que exige para si ou para outrem. atrasar ou procrastinar. O delito de advocacia administrativa é o crime cometido por agente que. configura o de- lito de advocacia administrativa. de que tem a posse em razão do cargo. ainda que fora da função. Parágrafo único . valendo-se da qualidade de funcionário público. mas em razão dela.

e multa. E) diminuída de um a dois terços se a resistência não é praticada com vio- lência. 369. 316. C) maior. não se executa. mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena . Art.As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência RESPOSTA: “D”.reclusão. C) configura crime de corrupção ativa. mas em razão dela. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário . Direito Penal 368. em razão da violência. de um a três anos. § 1º . se o funcionário público. D) maior se o ato. RESPOSTA: “D”. vantagem indevida: Pena . exige para outrem. de dois meses a dois anos. em razão da resistência. 329 . pois o fato ocorre antes de assumir a função. B) não configura crime algum. indiretamente. O crime de concussão está previsto no art.VUNESP/2012) A pena previs- ta pelo Código Penal para o crime de “resistência” (CP. por expressa disposição legal. em razão da resistência. é A) de reclusão e de multa.VUNESP/2012) A conduta do funcionário público que.detenção. art. 316 . abaixo trans- crito: Art. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário . para si ou para outrem. fica afastado do cargo. § 2º . 329).Se o ato. 211 . de dois a oito anos.Opor-se à execução de ato legal. pois a exigência é indireta e para outrem. de seis meses a um ano. direta ou indiretamente. não se executa: Pena .reclusão. mas em razão dela. vantagem indevida A) configura crime de corrupção passiva.Exigir. do Código Penal. B) de reclusão. D) configura crime de concussão. E) não configura crime algum. antes de assumir a função.

para si ou para outrem. 312 . vantagem indevida. concussão e prevaricação. mas em razão dela.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. público ou particular. direta ou indiretamente. mas em razão dela. ou desviá-lo. de que tem a posse em razão do cargo. direta ou indiretamente. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Exigir. mas em razão dela. 317 . concussão. Direito Penal 370. (TJ/MT – Oficial de Justiça – TJ/MT/2012) Analise os seguintes tipos penais: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. corrupção passiva. dos conceitos legais dos crimes de: A) Concussão. valor ou qualquer outro bem móvel. Solicitar ou receber. para si ou para outrem. mas em razão dela.Solicitar ou receber. público ou particular. para si ou para outrem. vantagem inde- vida ou aceitar promessa de tal vantagem. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. Trata-se. ato de ofício. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. em proveito próprio ou alheio. para satisfazer interesse ou sentimento pes- soal. Retardar ou deixar de praticar. vantagem indevida.Exigir. 316 . indevidamente. corrupção passiva e peculato. ou desviá-lo. Concussão Art. de que tem a posse em razão do cargo. ou aceitar promessa de tal vantagem: 212 . B) Peculato. em proveito próprio ou alheio. respectivamente. concussão. direta ou indiretamente. peculato. D) Prevaricação. para si ou para outrem. valor ou qualquer outro bem móvel. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. prevaricação e corrupção passiva. vantagem indevida: Corrupção passiva Art. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. direta ou indiretamente. corrupção passiva e prevaricação. C) Peculato. Peculato Art.

mas engana seu cliente e não procura a testemunha. Direito Penal Prevaricação Art. intérprete ou testemunha: Pena . órgão do Ministério Público. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: RESPOSTA: “C”. Além disso. aproveitando-se de um descuido dos policiais. B) cometeu o crime de usurpação de função pública. para fins de linchamento. (TRF/2ª -Técnico Judiciário . mediante violência.FCC/2012) A respeito dos Crimes contra a Administração Pública. tradutor.As penas aumentam-se de um terço. a fim de influenciá­la a prestar um depoimento mais favorável à pretensão do cliente. 371. e multa. O advogado recebe o dinheiro. jurado. Nesse caso. deixando claro que. funcionário de justiça. pessoa presa da guarda da escolta que o tinha sob custódia. 213 . caracteri- za o delito de arrebatamento de preso. RESPOSTA: “C”. ato de ofício. D) cometeu o crime de corrupção ativa. considere: O preso que foge do presídio.VUNESP/2012) Imagine que um advogado solicite dinheiro de seu cliente. de um a cinco anos. perito. Art. C) cometeu o crime de exploração de prestígio. procurará uma testemunha do processo. não responde por nenhum delito relacionado à sua fuga. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário . E) não cometeu crime algum. a pretexto de influir em juiz. mediante o pa- gamento do valor.reclusão.Retardar ou deixar de praticar. indevidamente. retirando. Parágrafo único . 372. o advogado: A) cometeu o crime de corrupção passiva. 319 . 357 .Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. o advogado insinua que a quantia será repartida com a testemunha. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. A ação de várias pessoas. se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

o ato legal não vier a ser executado. § 1o Incorre na mesma pena quem: 214 . além da pena correspondente à violência.FCC/2012) No que concerne aos cri- mes praticados contra a Administração em geral. D) O crime de corrupção passiva admite a forma culposa quando cometido através de interposta pessoa.reclusão. a reintrodução no país de produtos de fabricação nacional destinados exclusivamente à exportação e de venda proibida no Brasil. é correto afirmar A) O crime de resistência só se consuma se. não comete nenhum delito. Está correto o que consta SOMENTE em: a) III. constitui crime de contrabando. 334-A. Importar ou exportar mercadoria proibida: Pena .Arrebatar preso. E) O funcionário público. 353 . logrando êxito em fugir. inciso III e IV. RESPOSTA: “E”. Direito Penal A conduta do preso que permite ao seu companheiro de cela assumir sua identidade e assim se apresentar ao carcereiro encarregado de dar cumprimen- to a alvará de soltura. d) I. c) II e III. Art. e) I e II. do poder de quem o tenha sob custódia ou guarda: Pena . não pode cometer crime de desobediência. 373. a fim de maltratá-lo. constitui crime de contrabando. de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos. Art. de um a quatro anos. De acordo com o art. B) A reintrodução no país de produtos de fabricação nacional destinados exclusivamente à exportação e de venda proibida no Brasil. em razão da violência ou grave ameaça. b) I e III. do Código Penal.reclusão. C) O crime de desacato admite a forma culposa quando o agente estiver no exercício de suas funções. pela ausência de grave ameaça ou violência à pessoa. estando fora de suas funções. 334 – A. (TRE/PR – Analista Judiciário .

no exercício de atividade comercial ou industrial. mercadoria proibida pela lei brasileira. no exercício de atividade comercial ou industrial. comete crime de: A) Prevaricação. para si ou para outrem. se. inclusive o exercido em residências. vantagem indevida.Equipara-se às atividades comerciais. III . C) Concussão. Art. qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras. E) Corrupção Passiva. recebe ou oculta. cedendo a pedido ou influência de outrem. a contrabando. utiliza em proveito próprio ou alheio. em conseqüência da vantagem ou promessa. RESPOSTA: “B”. B) Peculato. direta ou indiretamente. em lei especial. D) Excesso de Exação.pratica fato assimilado. V . o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. mercadoria proibida pela lei brasileira. Direito Penal I .adquire. § 3º A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é praticado em transporte aéreo.Solicitar ou receber. mas em razão dela. o funcionário que retarda ato de ofício. para os efeitos deste artigo. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. expõe à venda. § 2º . II .reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada à exportação. análise ou autorização de órgão público competente. mantém em depósito ou.vende. em proveito próprio ou alheio. marítimo ou fluvial. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. e multa.  § 1º . 317 . (TRE/AP – Analista Judiciário – FCC/2011) No tocante aos crimes contra a Administração Pública. 374. com infração de dever funcional.importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa de registro. 215 . IV . de qualquer forma.A pena é aumentada de um terço.

CP. está previsto o crime de prevaricação . caso o fun- cionário deixasse de praticar o ato de ofício por interesse ou sentimento pessoal. E) Corrupção Passiva Muito embora uma análise superficial da questão possa parecer tratar-se de cri- me de prevaricação. comete crime de A) Prevaricação. 216 . Seria prevaricação. em que o núcleo do tipo é “solicitar” ou “receber” ou “aceitar promessa”. parágrafo 2º do Código Penal. II. No art.Se o funcionário pratica. RESPOSTA: “E”. cedendo a pedido ou influência de outrem.detenção. do CP está previsto o crime de corrupção passiva. na realidade está configurado o crime de corrupção passiva. 319. D) Excesso de Exação. Pena .Escrevente Técnico Judiciário . 317. B) Peculato. 317. ou multa. retardando ou deixando de praticar qualquer ato de ofício. (TJ/SP . cedendo a pedido ou influência de outrem. § 2º o funcionário que retarda ato de ofício. com infração dever funcional.VUNESP/2011) A pena do crime de corrupção passiva é aumentada se o funcionário público em conse- quência da vantagem ou promessa. Direito Penal § 2º . cedendo a pedido ou influência de outrem. tendo em vista que deixou de praticar o ato a pedido ou influência de outrem. tratando-se de crime formal e o objeto material é a vantagem indevida. De acordo com o art. em que o dolo de fazer ou deixar de fazer alguma coisa com o objetivo de satisfazer sentimento ou interesse pessoal e consuma-se com a omissão. com infração de dever funcional. RESPOSTA: “E”. de três meses a um ano. 319 do CP. C) Concussão.Analista Judiciário – FCC/2011) No tocante aos crimes contra a Administração Pública. nos termos do art. com infração de dever funcional. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. 376. de forma intencional ou premeditada. infringe dever funcional I. (TRE/AP. comete crime de corrupção passiva. o funcionário que retarda ato de ofício. praticando qualquer ato de ofício. III. nos termos do artigo 317. 375. No art.

deixa de praticar ou retarda ato de ofício. de três meses a um ano. II e III. § 2º . 317 . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. o funcionário que retarda ato de ofício. para si ou para outrem. comete crime de: A) Prevaricação. Direito Penal É correto o que se afirma em A) I. em consequência da vantagem ou promessa. para si ou para outrem. com infração de dever funcional. com infração de dever funcional. cedendo a pedido ou influência de outrem. e multa. Art. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . apenas. mas em razão dela. D) I e II. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. direta ou indiretamente. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. C) III. B) II. Art.  § 1º . e multa. ou multa. direta ou indiretamente. apenas. se.  217 . 377. E) Corrupção Passiva. vantagem indevida. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. mas em razão dela.detenção. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de 2 (dois) a 12 (doze) anos.A pena é aumentada de um terço. RESPOSTA: “D”.Solicitar ou receber. E) I. apenas. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.FCC/2011) No to- cante aos crimes contra a Administração Pública. vantagem inde- vida.Analista Judiciário – Área Judiciária . (TRE/AP . C) Concussão.Se o funcionário pratica. apenas. D) Excesso de Exação. B) Peculato.Solicitar ou receber. 317 .

detenção. se. indevidamente.Retardar ou deixar de praticar. 319 . com infração de dever funcional. § 2º o funcionário que retarda ato de ofício. ou multa. comete crime de corrupção passiva. atendendo a apelo do réu. 378. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. o funcionário re- tarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. atendendo a apelo do réu. que consiste em: Art. (B) peculato.detenção. retarda por vários me- ses o cumprimento de mandado de citação para possibilitar-lhe mais tempo para preparar a defesa.A pena é aumentada de um terço. § 2º . (C) excesso de exação. cedendo a pedido ou influência de outrem. ato de ofício. retarda o cumprimento de mandado de citação para possibilitar-lhe mais tempo para preparar a defesa. e multa.Se o funcionário pratica. 317. 218 .Analista Judiciário . no exercício de suas funções. RESPOSTA: “E”. responderá pelo crime de prevaricação. no exercício de suas funções. (TRF 1ª . de três meses a um ano. deixa de praticar ou retarda ato de ofício.FCC/2011) O funcionário público que. 319. O Código Penal. com infração de dever funcional. Pena . De acordo com o art. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena . em conse- quência da vantagem ou promessa. o funcionário público que. (D) corrupção passiva. dispõe sobre o crime de prevaricação no art. Desse modo. Direito Penal § 1º . de três meses a um ano. RESPOSTA: “E“. (E) prevaricação. responderá pelo crime de: (A) concussão. cedendo a pedido ou influência de outrem.

em proveito próprio ou alheio. fazer sua a coisa alheia. 312. valor ou qualquer outro bem móvel. 219 . b) Peculato culposo c) Corrupção passiva.Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. recebeu por erro de outrem configura o crime de a) corrupção ativa. (TJ/SP . e) Peculato mediante erro de outrem. no exercício do cargo. Desse modo. o funcionário passa a agir como se fosse o dono ou desvia a coisa dando um fim diverso do previsto em lei.configura o crime em tela. sendo certo que o mero uso do bem público para satisfazer interesse particular. É denominado animus rem sibi habendi. 312. ou seja. do Código Penal: Art. (TRE/MA . de que tem a posse em razão do cargo.Agente de Fiscalização Judiciária – VUNESP/2010) A conduta de apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. a alternativa “E” está correta. O elemento subjetivo do tipo é o dolo. ou seja. de um a quatro anos. ainda que haja devolução posterior. ou desviá-lo. vejamos: Art. recebeu por erro de outrem: Pena . é desnecessário o elemento subjetivo do tipo denominado animus rem sibi habendi.Analista Judiciário – CESPE/2009) No delito de peculato. e multa. O crime de peculato está previsto no art. RESPOSTA: “ERRADA”. no exercício do cargo. 380. 313 . d) Excesso de exação. RESPOSTA: “E”. A ação nuclear do tipo é apropriar-se. Direito Penal 379.reclusão. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. público ou particular. consubstanciado na vontade livre e consciente de praticar a conduta. O crime de peculato mediante erro de outrem está previsto no artigo 313 do Código Penal.

portanto. 325 . não obstante a prática de crime pelo agente. de que tem a posse em razão do cargo. apropriou-se de bens públicos de que tinha posse em razão do cargo e vendeu-os a terceiros. violando dever funcional.Administrativo . A vítima.Administrativo . em proveito próprio ou alheio”. Nessa hipótese. exigiu dele o pagamento de determinada soma em dinheiro. Direito Penal 381. O art. público ou particular. a questão está correta. (AGU . pois inexiste nexo causal entre a função pública desempenhada pelo policial e a ameaça proferida. o que acarretou graves consequências de ordem administrativa e patrimonial devido à anulação do certame. RESPOSTA: “CORRETA”. auferindo assim proveito financeiro. ao abordar um cidadão. do Código Penal. antecipou a alguns candidatos as questões e as respostas do exame.CESPE/2010) Um servidor público. (CESPE . além das sanções administrativas correspondentes. 220 .CESPE/2010) Um servidor da administração direta da União. 382. ou facilitar- lhe a revelação. nomeado para elaborar prova de concurso para a progressão de servidores para classe imediatamente superior. ou desviá-lo. prevê o peculato como”apropriar-se o funcionário público de dinheiro. Nessa situação. o agente deverá responder pelo delito de peculato. sem prejuízo das sanções administrativas correspondentes. cedeu às exigências formuladas e entregou ao policial a quantia exigida. o agente responderá pelo crime de violação de sigilo funcional. não há que se falar em delito de concussão.Administrativo . RESPOSTA: “CORRETA”.Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. ante o temor da ameaça.AGU/2010) Um policial militar em serviço. 383. Vejamos o que diz o Código Penal quanto ai crime de violação de sigilo funcional: Art. utilizando-se de violência e ameaçando-o de sequestrar o seu filho. verificamos que questão está correta. 312. Nessa situação. valor ou qualquer outro bem móvel. Assim. (AGU . Dessa forma a conduta exemplificada na questão caracteriza o delito de violação de sigilo funcional.

é necessário que exista nexo de causalidade entre a ameaça e a função pública desempenhada pelo agente.reclusão. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: Pena . e multa. 385. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exército da função.  Parágrafo único .Solicitar. Desse modo. mas em razão dela. vantagem indevida. ainda que fora da função ou antes de assumi -la. (TJ/SE – Analista Judiciário – FCC/2009) Quem solicita vantagem para si. exigir. haja vista que qualquer pessoa poderia ameaçar sequestrar o filho da vítima a fim de obter a vantagem indevida. para configurar o crime em questão. produto a venda de drogas.A pena é aumentada da metade. vantagem ou promessa de vantagem. RESPOSTA: “B”. comete o crime de a) peculato b) tráfico de influência c) excesso de exação d) advocacia administrativa e) corrupção ativa Art. cobrar ou obter. 332 . de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. para si ou para outrem. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. para si ou para outrem.Exigir. Assim. (TRE/PI .Analista Judiciário . RESPOSTA: “CORRETA”. direta ou indi- retamente. a alternativa “B” está correta. Direito Penal O crime de concussão está descrito no Código penal como: Art. No caso acima citado não há nexo causal. 316 . 384. 221 .FCC/2009) O policial que se apropria de quantia em dinheiro encontrada em poder de traficante preso em flagrante.

conforme prevê o Código Penal. público ou particular. em proveito próprio ou alheio.reclusão. embora não tendo a posse do dinheiro. A resposta está de conformidade com disposto no Código Penal. c) comete crime de peculato culposo. ou concorre para que seja subtraído. porto que tinha pleno conhecimento da lega- lidade do ato. 321 . valendo-se da qualidade de funcionário público. d) não pratica nenhum crime. produto a venda de drogas. direta ou indiretamente. c) pratica o crime de Advocacia Administrativa. RESPOSTA: “E”. a) responderá no máximo por crime culposo. de que tem a posse em razão do cargo. o subtrai.FCC/2009) Quem patrocinar. b) pratica nenhuma infração. b) não comete crime contra a administração pública. e) não responderá pela prática se ocupante de cargos de comissão ou função de direção. artigo 312. interesse privado perante a administração pública. Direito Penal a) comete crime de corrupção passiva. § 1º . e multa. de dois a doze anos.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. e) comete crime de peculato doloso. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. direta ou indiretamente. valendo-se da qualidade de funcionário: 222 . (TRE/PI . valor ou bem. O policial que se apropria de quantia em dinheiro encontrada em poder de traficante preso em flagrante. se o funcionário público.Analista Judiciário . interesse privado perante a administração pública. em proveito próprio ou alheio: Pena .Aplica-se a mesma pena. d) comete crime de concussão. valor ou qualquer outro bem móvel. Vejamos: Art. 386. se advogado. comete crime de peculato doloso. 312 . artigo 321 que prevê o crime de advocacia administrativa.Patrocinar. ou desviá-lo. Art.

valendo-se da quantidade de funcionário. valendo-se da qualidade de funcionário: Pena . de três meses a um ano. solicita para si vantagem indevida para deixar de praticar o ato de ofício. (TJ/SC . direta ou indiretamente. Parágrafo único . ou multa.Analista de Processos Organizacionais – FCC/2010) Quem patrocina. direta ou indiretamente. RESPOSTA: “A”. (BAHIAGÁS . quem patrocina.detenção.Se o interesse é ilegítimo: Pena . além da multa. ou multa. interesses privados perante a Admi- nistração Pública. comete crime de advocacia administrativa.Se o interesse é ilegítimo: Pena . de um a três meses. RESPOSTA: “C”.detenção. b) Prevaricação. 388. em razão da função. direta ou indiretamente. 321 .detenção. fica sujeito às penas previstas para o crime de: a) Corrupção ativa. Assim.detenção. comete crime de a) advocacia administrativa b) prevaricação c) tráfico de influência d) favorecimento real e) favorecimento pessoal O crime de advocacia administrativa está previsto no artigo 321 do Código Penal. c) Favorecimento pessoal.TJ/SC/2010) O funcionário público que. abaixo descrito: Art. Parágrafo único . d) Corrupção passiva. de três meses a um ano. e) Usurpação de função pública.Patrocinar. de um a três meses.Assistente Social . 223 . interesses privados perante a Administração Pública. interesse privado perante a administração pública. valendo-se da quantidade de funcionário. 387. Direito Penal Pena . além da multa.

UFPR/2010) O servidor público comete crime con- tra Administração Pública quando pratica condutas definidas no Código Penal Brasileiro como crime. de três meses a um ano.Analista . se. ( ) Há crime de peculato quando o servidor se apropria de dinheiro que estava sob sua posse em razão do cargo que ocupa. Direito Penal O funcionário público que. Art. RESPOSTA: “D”. com infração de dever funcional.detenção. b) V – V – F.Se o funcionário pratica.A pena é aumentada de um terço. A respeito do assunto. identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F). d) F – F – F. 317 . direta ou indiretamente. em conseqüência da vantagem ou promessa. artigo 317. em razão da função. recebe vantagem para si ou para outrem. usando da influência de seu oposto. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. a) V – F – F. e) V – V. público ou particular. vantagem indevida. A primeira alternativa é Verdadeira. ou desviá-lo. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. ou multa. fica sujeito às penas previstas para o crime de corrupção passiva. 389. ( ) Concussão ocorre quando o servidor. (UFPR . em proveito próprio ou alheio”. 224 . o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . conforme previsto no Código Penal.V.  o crime de peculato previsto no artigo 312 dispõe que peculato é o ato de “apropriar-se o funcionário público de dinheiro. c) F – F – V. e multa. Assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta.Solicitar ou receber. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. valor ou qualquer outro bem móvel. mas em razão dela. de que tem a posse em razão do cargo. § 2º . solicita para si vantagem indevida para deixar de praticar o ato de ofício.  § 1º . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de cima para baixo. ( ) Prevaricação é o crime que ocorre quando o servidor deixa de responsa- bilizar seu subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. para si ou para outrem.

além da pena correspondente à violência. de quinze dias a um mês.FCC/2010) Quanto aos crimes contra a ad- ministração da justiça. direta ou indiretamente. 345 .detenção. RESPOSTA: “C”. depois da sentença no mesmo processo em que ocorreu o ilícito. para si ou para outrem. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. mas em razão dela. pois o crime de prevaricação previsto no artigo 319 do Código Penal prevê como crime “Retardar ou deixar de praticar.Se não há emprego de violência. conforme prevê o artigo 345 do Código Penal. previsto no artigo 316 do Código Penal. A alternativa “C” esta correta.Procuradoria . (TCE/AP . RESPOSTA: “A”. indevidamente. dispõe como crime “exigir. Art. se não há emprego de violência. embora legítima. Por fim. se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal. d) constitui favorecimento real auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a quem é cominada pena de reclusão. para satisfazer pretensão. 390. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.Fazer justiça pelas próprias mãos. vantagem indevida”. a última alternativa é falsa. pois o crime de concussão. o agente declara a verdade. se não há emprego de violência. c) o delito de exercício arbitrário das próprias razões somente se precede mediante queixa. não tipifica o delito de denunciação caluniosa. é correto afirmar que: a) o falso testemunho deixa de ser punido se. somente se procede mediante queixa. Parágrafo único . pois o delito de exercício arbitrário das próprias razões somente se precede mediante queixa. 225 . dando causa à instauração de processo judicial. b) a falsa imputação de contravenção penal. ou multa. Direito Penal A segunda afirmativa é falsa. ato de ofício. salvo quando a lei o permite: Pena . e) as penas são aumentadas de um terço na fraude processual.

Agente Penitenciário . d) somente se consuma se o ato. de um a três anos. 392. b) a condescendência criminosa e a advocacia administrativa. No crime de resistência pode ser sujeito passivo do crime a pessoa que esteja prestando auxílio ao funcionário que executa o ato. 329 . b) se a configura quando o agente desobedece a ordem legal de funcionário público compete. RESPOSTA: “A”. Não constituem crimes praticados por particular contra a administração em geral a condescendência criminosa e a advocacia administrativa. (SJCDH/BA . in verbis: Art. d) o tráfico de influência e a resistência. não se executa. não se executa. em razão da resistência. § 2º . não se executa: Pena .detenção. e) a desobediência e o contrabando. O Código Penal. Direito Penal 391. vejamos o que prevê o Código Penal sobre estes crimes: 226 . (TCE/AP .FCC/2010) no que diz respeito ao crime de resistência. e) as penas pelo crime são aplicáveis sem prejuízo das penas corresponden- tes à ameaça. de dois meses a dois anos. c) a corrupção ativa e a sonegação de contribuição previdenciária. dispõe sobre o crime de resistência no artigo 329. § 1º .As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. c) a pena máxima prevista é de quatro anos se o ato.Opor-se à execução de ato legal. mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena . em razão da resistên- cia. é correto afirmar que a) pode ser sujeito passivo do crime a pessoa que esteja prestando auxílio ao funcionário que executa o ato.reclusão.Se o ato. em razão da resistência.Procurador – FCC/2010) Não constituem crimes praticados por particular contra a administração em geral a) o desacato e a fraude de concorrência.

393.detenção. (TER/RS . praticado em transporte aéreo.detenção. Parágrafo único . e) o agente oculta mercadoria de procedência estrangeira acompanhada de documentos que sabe serem falsos. previsto no Código Penal. valendo-se da qualidade de funcionário: Pena . Direito Penal Condescendência criminosa Art. ou multa. 321 . não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena . de um a três meses. Advocacia administrativa Art.Patrocinar. 320 . a qualidade de funcionário público. é aplicada em dobro se. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. a) praticada navegação de cabotagem b) o agente vende mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País. como no caso. direta ou indiretamente.Deixar o funcionário. Vejamos o que dispõe o Código Penal sobre o crime de contrabando ou descaminho: 227 .Analista Judiciário – FCC/2010) A pena para o crime de contrabando ou descaminho. por indulgência. A condescendência criminosa e a advocacia administrativa tratam-se de crimes próprios já que exigem determinada característica. A pena para o crime de contrabando ou descaminho.detenção. de três meses a um ano. c) praticado em transporte aéreo. interesse privado perante a administração pública. ou multa. além da multa. d) o agente adquire mercadoria de procedência estrangeira.Se o interesse é ilegítimo: Pena . é aplicada em dobro se. quando lhe falte competência. de quinze dias a um mês. desacompa- nhada de documento legal. previsto no Código Penal. RESPOSTA: “B”.

a pretexto de influir em juiz. in verbis: Art.A pena aplica-se em dobro. prevê como crime de exploração de prestígio. no art. Direito Penal Art. Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. no todo ou em parte. funcionário de justiça. a pretexto de influir em ato praticado por outro funcionário. 395. o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada. RESPOSTA: “E”.FCC/2009) Aquele que solicita dinheiro a pretexto de influir em órgão do Ministério Público pratica o crime de a) condescendência criminosa b) advocacia administrativa c) tráfico de influência d) patrocínio infiel e) exploração de prestígio Aquele que solicita dinheiro a pretexto de influir em órgão do Ministério Público pratica o crime de exploração de prestígio. 357. órgão do Ministério Público. tradutor. se o crime de contrabando ou descaminho é praticado em transporte aéreo.reclusão. 357. 394. pela saída ou pelo consumo de mercadoria: Pena . RESPOSTA: “C”.Analista Judiciário . (TJ/PI . de um a quatro anos. (MPE/SE . intérprete ou testemunha.FCC/2009) O funcionário que solicita vantagem para si. perito. § 3º .Analista do Ministério Público . jurado. 334 Importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir. O Código Penal. comete o crime de a) improbidade administrativa b) corrupção ativa c) tráfico de influência d) advocacia administrativa e) excesso de exação 228 .

cobrar ou obter. pratica peculato desvio.Solicitar. por imprudência ou negligência. em proveito próprio ou de terceiros. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: Pena . pratica pecu- lato desvio. 229 . comete peculato doloso. Funcionário público que usa verba pública ou bens. pratica peculato-estelionato. Art.         Parágrafo único . 332 .Oficial de Chancelaria – FCC/2009) É correto afirmar que o funcionário público que: a) concorre. ou sem esta. o sujeito ativo pode ser particular ou funcionário público fora da função. que recebeu por erro.   No crime de tráfico de influencia. dinheiro ou bem móvel público. comete estelionato-apropriação. público ou particular. de que tem a posse em razão do cargo. RESPOSTA: “C”. a pretexto de influir em ato praticado por outro funcionário. para o crime de outro servi- dor público. comete o crime de tráfico de influência. para si ou para outrem. valor ou qualquer outro bem móvel. para promover reuniões sociais. em proveito próprio ou de terceiros. exigir. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. e) usa verba pública ou bens. pra- tica peculato-furto. Direito Penal O funcionário que solicita vantagem para si. c) se apropria de dinheiro ou utilidade pública. 396.reclusão. ou desviá-lo. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. para promover reuniões sociais. e multa. O Código Penal dispõe como peculato:  Art. em proveito próprio ou alheio. mediante fraude. d) se apropria de dinheiro ou de outro bem público de que tem a posse. de que tem a posse em razão do cargo. (MRE . 312 . vantagem ou promessa de vantagem.A pena é aumentada da metade. de que tem a posse em razão do cargo. b) subtrai.

RESPOSTA: “E”. que a lei não autoriza: Pena . Art. RESPOSTA: “C”. d) violência arbitrária. § 1º . ou multa. Alternativa “C” está correta. c) excesso de exação. 397. de dois a oito anos. 316 .reclusão. b) peculato mediante erro de outrem. e) prevaricação. conforme disposto no Código Penal. Art. (PC/PF . para si ou para outrem. portanto. direta ou indiretamente.Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de quinze dias a um mês.Delegado de Polícia – FUNIVERSA/2009) Se Marcos exigiu de Maria o pagamento de um tributo que ele sabia ser indevido. vantagem indevida: Pena . A questão. quando devido. ele cometeu o crime de a) concussão.CESPE/2009) A ocorrência de prejuízo público como resultado do fato não influencia a pena do crime de abandono de função. o destino. mas em razão dela.reclusão. e multa.Abandonar cargo público. RESPOSTA: “ERRADA”. 230 . Excesso de exação § 1º .Se do fato resulta prejuízo público: Pena . Direito Penal Desviar é alterar a finalidade.detenção. e multa. (BACEN . e multa. esta errada ao afirmar que a ocorrência de prejuízo público como resultado do fato não influencia a pena do crime.detenção.Procurador . de três meses a um ano. de 3 (três) a 8 (oito) anos. ou. 398. a alternativa “E” esta correta. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. já que ocorrência de prejuízo público é causa de aumento de pena. desse modo. 323 .Exigir. fora dos casos permitidos em lei: Pena .

de 2 (dois) a 12 (doze) anos.Analista . e multa. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. se. O delito de concussão está previsto no art. vantagem indevida”. sendo certo que o mero uso do bem público para satisfazer interesse particular. 317 . ou multa.Solicitar ou receber. direta ou indiretamente. 400. ainda que haja devolução posterior.configura o crime em tela. 401. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.CESPE/2009) No delito de peculato. praticar ato de ofício apenas por ceder à influência de outrem comete o crime de prevaricação. de três meses a um ano.A pena é aumentada de um terço. A conduta mencionada na questão caracteriza o delito de corrupção passiva. para si ou para outrem. 316. é desnecessário o elemento subjetivo do tipo denominado animus rem sibi habendi. direta ou indiretamente.  § 1º . a questão está errada. descumprindo dever funcional. mas em razão dela. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. RESPOSTA: “ERRADA”.Analista Judiciário . 231 . (IBRAM . mas em razão dela. com infração de dever funcional. Vejamos: Art. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. mediante ameaças e lesão corporal. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. RESPOSTA: “ERRADA”. praticar ato de ofício apenas por ceder à influência de outrem comete o crime de corrupção passiva e não de prevaricação. Direito Penal 399. (TRE/MA . Desse modo. descumprindo dever funcional. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena .detenção. em conseqüência da vantagem ou promessa.CESPE/2009) O agente público que. que dispõe: “exigir. vantagem indevida. exige vantagem pecuniária indevida comete o crime de concussão.CESPE/2009) O agente público que.Se o funcionário pratica. para si ou para outrem. (BACEN .Procurador . § 2º . pois o agente público que. do Código Penal.

RESPOSTA: “ERRADA”. 403. (TRE/MA . RESPOSTA: “ERRADA”. não se sujeitam ao rito dos juizados especiais. ato de ofício. 312. Desse modo. consubstanciado na vontade livre e consciente de praticar a conduta. do Código Penal. ou desviá-lo.099/95. 319 do Código Penal. ou seja. fazer sua a coisa alheia. público ou particular. desde que. valor ou qualquer outro bem móvel. exceto quando se portar como particular. ou seja. em razão de sua função. 61.CESPE/2009) A autoridade administrativa que se nega a cumprir ordem judicial para satisfazer sentimento pessoal pratica o delito de desobediência. 232 . RESPOSTA: “ERRADA”. disposto no art. em proveito próprio ou alheio.Analista Judiciário .Analista Judiciário . pois no crime de desobediência o sujeito ativo não será o funcionário público.Analista Judiciário . Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. É denominado animus rem sibi habendi. 402.CESPE/2009) Os crimes contra a administração pública. da lei 9. aduz que comete o crime o servidor público que “retardar ou deixar de praticar. cumulada ou não com multa. o funcionário público cometendo a conduta na questão descrita responderá pelo crime de prevaricação. a pena máxima não seja superior a 02 (dois) anos. in verbis: Art. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. O elemento subjetivo do tipo é o dolo. indevidamente. (TRE/MA .CESPE/2009) Comete o crime de concussão o médico de hospital público que exige de paciente. dinheiro para viabilizar o atendimento pelo SUS. ainda que considerados de menor potencial ofensivo. (TRE/MA. Os crimes contra a Administração Pública podem estar sujeitos ao rito dos juizados especiais. Direito Penal O crime de peculato está previsto no art. A questão está errada. de que tem a posse em razão do cargo. A ação nuclear do tipo é apropriar-se. o funcionário passa a agir como se fosse o dono ou desvia a coisa dando um fim diverso do previsto em lei. 312. de acordo com previsto no art. 404. O crime de prevaricação.

316 . entidade paraestatal. emprego ou função pública. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. 327 . e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. o médico que exige de paciente. direta ou indiretamente. 327. 233 .Exigir. § 1º . mas em razão dela. para si ou para outrem. de acordo com art. exerce cargo. 316 do Código Penal: Art. Art. RESPOSTA: “CORRETA”.CESPE/2009) Se um gerente do Banco do Brasil.A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. sociedade de economia mista. responderá pelo crime de concussão.Considera-se funcionário público. do Código Penal. é considerado funcionário público para fins penais.       § 2º . empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. dinheiro para viabilizar o atendimento pelo SUS. uma vez que ele não pode ser considerado funcionário público para fins penais. Desse modo.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo.Analista Judiciário . vantagem indevida. emprego ou função em entidade paraestatal. embora transitoriamente ou sem remuneração. o crime de concussão está previsto no art. Direito Penal O médico do hospital público. 405. (TRE/MA . apropriar-se de dinheiro particular de que tem a posse em razão do cargo. o crime por ele cometido será o de apropriação indébita. Já. em razão de sua função. para os efeitos penais. quem.

assinale a opção correta. o documento é materialmente verda- deiro. 406. 327.CESPE/2009) No crime de concussão. assim. emprego ou função pública. faz parte da Administração Indireta. c) No crime de prevaricação. Direito Penal De acordo com art. 327. para os efeitos penais. o fato de ser o agente funcionário público é um indiferente penal. b) No crime de falsidade ideológica. tendo em vista que tal delito é contra a fé e não contra a administração pública.Procurador – CESPE/2009) Quanto aos crimes contra a fé pública e contra a administração pública. Sendo o Banco do Brasil uma sociedade  de economia mista. RESPOSTA: “ERRADO”. 234 . (TRE/MA . in verbis: Art. mas seu conteúdo não reflete a realidade. do Código Penal. exerce cargo. A questão está errada. ainda que esse agente cometa o crime prevalecendo-se do cargo. a) No crime de falsificação de documento público. Considera-se funcionário público. d) Não haverá o crime de condescendência criminosa quando faltar ao fun- cionário público competência para responsabilizar o subordinado que cometeu a infração no exercício do cargo. quem. (BACEN . o gerente é considerado funcionário público para fins penais. a satisfação de interesse ou sentimento pessoal é mero exaurimento do crime. 407.Analista Judiciário . pois o Código Penal não prevê como causa de extinção da punibilidade o ressarcimento do dano. seja porque nele inseriu ou fez inserir de- claração falsa ou diversa da que devia ser escrita. embora transitoriamente ou sem remuneração. não sendo obrigatório a sua presença para a configuração do delito. seja porque o agente omitiu declaração que dele deveria constar. e) A ocorrência de prejuízo público como resultado do fato não influencia a pena do crime de abandono de função. o ressarcimento do dano é causa de extinção da punibilidade. RESPOSTA: “ERRADO”.

e para a configuração do crime é irrelevante que as contas do gestor público sejam rejeitas pelo tribunal de contas. 299 . aumenta-se a pena de sexta parte. de um a cinco anos. se o documento é público. Vejamos o que diz o Código Penal a respeito do crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas: Art. e multa. e reclusão de um a três anos. Desse modo.CESPE/2009) Para que se configure o crime de desvio irregular de verbas.reclusão.Analista Judiciário . Aqui. 408. Parágrafo único . ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. seja porque nele inseriu ou fez inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. o documento é materialmente verdadeiro. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.BACEN/2009) Não haverá o crime de condescendência criminosa quando faltar ao funcionário público competência para responsabilizar o subordinado que cometeu a infração no exercício do cargo. RESPOSTA: “B”. com o fim de prejudicar direito. 409. a falsidade recai apenas sobre o conteúdo do documento. em documento público ou particular.Procurador . 235 .Omitir. O Código Penal prevê como falsidade ideológica: Art. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena . RESPOSTA: “ERRADA”. mas seu conteúdo não reflete a realidade. (CESPE . se o documento é particular. e multa. 315 . a conduta descrita na questão caracteriza o crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. seja porque o agente omitiu declaração que dele deveria constar.Se o agente é funcionário público. é necessário que as contas do gestor público sejam rejeitadas pelo tribunal de contas. Direito Penal No crime de falsidade ideológica. declaração que dele devia constar. (TRE/MA .Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei.

mas em razão dela. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. 317 . Observamos que o delito pode ocorrer em duas situações: quando o funcioná- rio. por indulgência deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. direta ou indiretamente. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. indevidamente. quando lhe falte competência. q questão está errada ao afirmar que o delito só ocorrerá quando houver relação de subordinação. a questão está errada ao afirmar que a satisfação de interesse ou sentimento pessoal é mero exaurimento do crime. De acordo com art. Desse modo. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. não levar o fato ao conhecimento da autoridade com- petente. RESPOSTA: “ERRADA”. 410. que dispõe: Art. 319. por indulgência. do Código Penal. pois o crime de corrupção passiva está previsto no artigo 317 do Código Penal.Assessor – FCC/2008) O funcionário público que solicita quantia em dinheiro para aprovar candidato a obtenção de carteira de moto- rista. (MPE/RS . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. para si ou para outrem. o crime de prevaricação consiste em “retardar ou deixar de praticar. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão.Solicitar ou receber. vantagem indevida. Assim. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. ato de ofício. 320 .Deixar o funcionário. porque este é elemento subjetivo que deve coexistir com a intenção para que se configure o delito.         236 . comete o crime de a) concussão b) peculato c) corrupção passiva d) prevaricação e) corrupção ativa A alternativa “C” está correta. quando lhe falte competência. não levar o fato ao conheci- mento da autoridade competente. Direito Penal Vejamos o que prevê o Código Penal sobre o crime de condescendência criminosa: Art. e multa.

condescendência criminosa no artigo 320 e advocacia administrativa no artigo 321. advocacia administrativa. assinale a alternativa que traz. prevaricação. b) Constitui crime de desobediência o não atendimento por funcionário pú- blico de ordem legal de outro funcionário público. 237 .Se o funcionário pratica. de três meses a um ano. condescendência criminosa. c) Corrupção passiva. se. violência arbitrária. § 2º . a) Tráfico de influência. RESPOSTA: “C”. 411. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . trazem apenas crimes próprios no que concerne ao sujeito ativo. Crime próprio é aquele que somente poderá ser cometido por determinada categoria de pessoas pois o tipo penal exige certa característica do sujeito ativo. com infração de dever funcional. abandono de função. peculato. crimes próprios no que concerne ao sujeito ativo. em conseqüência da vantagem ou promessa. ape- nas. d) Favorecimento pessoal. (DPE/MS . é correto afirmar: a) Não configura o crime de contrabando a exportação de mercadoria proi- bida. ou multa.FCC/2007) A respeito dos crimes contra a Administração Pública.Defensoria Pública – VUNESP/2008) No que diz respeito aos crimes contra a Administração Pública. É o caso dos crimes elencados na alternativa “C” que só podem ser cometidos por funcionário público.detenção. condescendência criminosa. O Código Penal prevê os crimes de corrupção passiva no artigo 317. RESPOSTA: “C”.A pena é aumentada de um terço. b) Usurpação de função pública. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. Corrupção passiva. 412. advocacia administra- tiva. violação de sigilo funcional. concussão. (MPU – Analista processual . Direito Penal § 1º . c) Comete crime de corrupção ativa quem oferece vantagem indevida a funcionário público para determina-lo a deixar de praticar medida ilegal.

que a ofensa se verifique em função dela. ao cumprimento de mandado de prisão decorrente de sentença condenatória supostamente contraria à prova dos autos. prevê como crime de resistência: Art.ser servidor público. ao cum- primento de mandado de prisão decorrente de sentença condenatória suposta- mente contraria à prova dos autos. RESPOSTA: “ERRADA”.FCC/2007) Considera-se funcionário pú- blico.As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. 329 . Os crimes praticados por servidor contra a administração pública são classificados como próprios.CESPE/2007) Os crimes praticados por servidor contra a administração pública são classificados como impróprios. o a) tutor dativo b) perito judicial c) curador dativo d) inventariante judicial e) síndico falimentar 238 .Analista Processual . 413. 414. O Código Penal.Opor-se à execução de ato legal. e) Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o fun- cionário público esteja no exercício da função ou. RESPOSTA: “D”. para os efeitos penais. em razão da resistência. dentre outros.Se o ato. no caso.reclusão. § 2º . não estando. já que é exigida a qualidade de funcionário público. (MPU . mediante violência. (TSE . mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena . pois exige-se do agente uma determinada qualidade. de dois meses a dois anos. § 1º . Pratica crime de resistência quem se opõe.Analista Judiciário . Direito Penal d) Pratica crime de resistência quem se opõe. de um a três anos. mediante violência.detenção. não se executa: Pena .

de que tem a posse em razão do cargo. para os efeitos penais. Solicitar ou receber. mas em razão dela. direta ou indiretamente. II. (TRE/AP . extorsão. art. 316. RESPOSTA: “C”. Exigir.   RESPOSTA: “B”. emprego ou função pública. valor ou qualquer outro bem mó- vel. para si ou para outrem. Vejamos o previsto no Código Penal.Considera-se funcionário público. c) peculato. vantagem indevida. público ou particular. embora transitoriamente ou sem remuneração. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. abaixo descrito: Art. quem. prevaricação e apropriação indébita.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. excesso de exação e corrupção ativa. prevaricação. mas em razão dela. 239 . ou. peculato e extorsão. excesso de exação e corrupção passiva. § 1º . A descrição das condutas típicas acima. corrupção passiva. respectivamente. b) apropriação indébita. exerce cargo. extorsão e peculato. aos crimes de a) furto. vantagem indevida. previstos no Código Penal nos artigos 312. 327 . quando devido. peculato. o perito judicial. Direito Penal Considera-se funcionário público. 327. excesso de exação e corrupção passiva. correspondem. correspondem. IV. que a lei não autoriza. dentre outros. emprego ou função em entidade paraestatal. para os efeitos penais. Exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevi- do. e) estelionato. para si ou para outrem direta ou indiretamente. concussão. aos crimes de peculato. respectivamente.FCC/2006) Considere as seguintes as- sertivas: I. d) excesso de exação. ou aceitar promessa de tal vantagem. 316 § 1º e 317.Analista Judiciário . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. Desviar o funcionário público dinheiro. em proveito próprio ou alheio. concussão. A descrição das condutas típicas acima. 415. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. III.

assinale a assertiva correta. (TJ/RS . RESPOSTA: “C”. de dois a doze anos. a) a reparação do dano. de três meses a um ano. em proveito próprio ou alheio: Pena .detenção. § 3º . se lhe é posterior. extingue a punibi- lidade. Dessa forma. público ou particular. retarda ou deixa de praticar. Art. desde que anterior à decisão irrecorrível. § 2º . sem qualquer objetivo pes- soal. desde que anterior ao recebimento da denúncia. b) a reparação do dano. a) Está configurado o crime quando o agente. extingue a punibilidade. por mera negligência. Em caso de peculato culposo. d) a reparação do dano posterior à denúncia e anterior à sentença condena- tória irrecorrível permite redução da pena pela metade.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. extingue a punibilidade. e) a reparação do dano posterior ao recebimento da denúncia permite redu- ção da pena em dois terços. ou desviá-lo. desde que anterior à denúncia.reclusão. 417. ato de ofício. 312 . desde que anterior à sentença irrecorrível.Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena . e multa. se precede à sentença irrecorrível. extingue a punibilidade. extingue a punibilidade. retarda ou deixa de praticar. Direito Penal 416. ato de ofício. reduz de metade a pena imposta. c) a reparação do dano. conforme dispõe o Código Penal § 2º e 3º do artigo 312.No caso do parágrafo anterior. b) Está configurado o crime quando o agente. 240 . desde que anterior à decisão irrecorrível. sem qualquer objeto pessoal. a reparação do dano. de que tem a posse em razão do cargo. por indolência. a reparação do dano.Oficial de justiça – OFICCIUM/2003) Sobre o crime de pre- varicação. (PGE/RR . a reparação do dano. valor ou qualquer outro bem móvel.Procuradoria do Estado – FCC/2006) Em caso de peculato culposo. extingue a punibilidade.

a alternativa “C” está de conformidade com disposto no artigo 319 do Código Penal. d) Não pode ser sujeito ativo desse crime o funcionário público ocupante de cargo em comissão. Direito Penal c) Está configurado o crime quando o agente retarda ou deixa de praticar. indevidamente.Retardar ou deixar de praticar. e multa. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena . o sujeito passivo é só o particular atingido pela ação ou omissão. 241 . de três meses a um ano. o bem jurídico tutelado pela norma é o ordenamento jurídico como um todo. e) O sujeito ativo desse crime é qualquer funcionário público. ato de ofício. RESPOSTA: “C”. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. ou o pratica contra disposição expressa de lei. Desse modo.detenção. indevidamente. ato de oficio. independen- temente do cargo que ocupa. O crime de prevaricação está disposto no artigo 319 do Código Penal. Art. 319 . para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

art. (PC/SP . descendente. José responderá pelo crime de 242 . 348 . dessa forma. de quinze dias a três meses.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . Nesse caso. de um a seis meses. a subtrair-se à ação da autoridade pública A) deve cumprir pena por exercício arbitrário das próprias razões (CP. a esposa que ludibria autoridade policial e auxilia mari- do. B) deve cumprir pena por favorecimento real (CP.Escrivão de Polícia – VUNESP/2014) A esposa que comprova- damente ludibria autoridade policial e auxilia marido. 345). sendo perseguido por policiais. a prisão em flagrante deste. fica isenta de pena por ser cônjuge do criminoso. 348 do CP. 419. cônjuge ou irmão do criminoso.Analista Judiciário – FCC/2013) José percebeu que seu conhecido João havia cometido crime de desobediência e estava fugindo a pé. autor de crime de roubo. § 1º . § 2º . Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA 418. 348). autor de crime de roubo. 349). art. despistou os milicianos e colocou João no interior de seu veículo. deixando o local e impedindo. art. fica isento de pena. mas de acordo com o §2º. a subtrair-se à ação da autoridade pública comete crime de favorecimento pessoal. C) fica isenta de pena. disposto no art. e multa. e multa. (TRF/2ª Região .Se quem presta o auxílio é ascendente.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena .detenção. Art. E) deve cumprir pena por fuga de pessoa presa (CP. D) deve cumprir pena por crime de favorecimento pessoal CP. RESPOSTA: “C”. 351) No caso acima citado.detenção. Em vista disso. art.

Direito Penal A) favorecimento pessoal privilegiado. João e José responderão por crime de A) arrebatamento de preso. E) facilitar a fuga de pessoa presa. 351. Art. C) favorecimento pessoal em seu tipo fundamental. 420. D) motim de presos. e multa. que estava legalmente preso cumprindo pena privativa de liberdade. cônjuge ou irmão do criminoso. 348 . de quinze dias a três meses. C) fuga de pessoa presa. D) arrebatamento de preso. fica isento de pena. mediante grave ameaça com armas de fogo. de acordo com disposto no art. 243 .Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva. descendente. João e José responderão por crime de fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança. (TRE/RO – Analista Judiciário .Área Jurídica .Se quem presta o auxílio é ascendente. B) favorecimento real. 351 . de um a seis meses.FCC/2013) João e José invadiram um presídio e. para que o mesmo voltasse a auxiliá-los na prática de novos delitos. § 1º .detenção. e multa. B) evasão mediante violência contra pessoa. E) favorecimento real No caso acima citado. do Código Penal.detenção. do- minaram o carcereiro e os seguranças e possibilitaram a fuga de seu comparsa Jocival. RESPOSTA: “C”.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena .Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . Art. § 2º . RESPOSTA: “A”.

Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual. e) admite a modalidade culposa. é correto afirmar que o delito de exercício arbitrário ou abuso de poder. processo judicial ou inquérito civil. qualquer diligência. 422. 244 . ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança. b) investigação policial. processo judicial ou comissão parlamentar de in- quérito.Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2013) Assinale a alternativa que melhor representa o tipo penal do crime descrito no art. d) prevê apenas uma modalidade de conduta delitiva consistente em orde- nar medida privativa de liberdade individual.detenção. II . de um mês a um ano. 339 do CP. além da multa. 350 do CP.prolonga a execução de pena ou de medida de segurança. (TJ/SP . b) impõe penas de reclusão. Art. deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade. sem as formalidades legais ou com abuso de poder: Pena . c) admite a modalidade culposa e o perdão judicial. a) prevê.submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. com abuso de poder.Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2013) Apesar das discussões doutrinárias e jurisprudenciais acerca da revogação tácita do art. Direito Penal 421. A denunciação caluniosa consiste em imputar crime a quem o sabe inocente dando causa à instauração de a) investigação policial. 350 . Parágrafo único . IV . III .ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão.efetua. (TJ/SP . no parágrafo único. formas equiparadas de cometimento do de- lito. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. RESPOSTA: “A”.Na mesma pena incorre o funcionário que: I .

339. sendo também admitida a tentativa. Configura-se o crime quando o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa de forma si- multânea. o crime praticado por Crisântemo foi: a) falsidade ideológica.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Crisântemo. de processo judicial. na qualidade de advogado ou procurador. e) falimentar (Lei nº 11. cujo patrocínio. 245 . Direito Penal c) investigação policial. e multa. Trair. Assim. consumando-se com a prática de ato processual. O crime de tergiversação está previsto no artigo 355. em cujo nome lhe move ação executiva. Advogado. em juízo. e) investigação policial ou processo judicial. b) tergiversação. do Código Penal. d) investigação policial. 423. partes contrárias no litígio. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. comissão parlamentar de in- quérito ou ação de improbidade administrativa. Dar causa à instauração de investigação policial. art. parágrafo único. (PC/ES . processo judicial. simultaneamente. processo judicial. O crime de denunciação caluniosa está inserido nos crimes contra a administra- ção da justiça. recebeu. ou sucessivamente. 355.detenção. c) estelionato. do Códi- go Penal. procurações do inventariante de um espólio e de um credor deste. in- quérito civil ou ação de improbidade administrativa. d) fraude à execução. prejudicando interesse. de seis meses a três anos. o dever profissional. lhe é confiado: Pena . 339. abaixo transcrito: Art. também denominado como patrocínio simultâneo.101/1995). instauração de investigação administrativa. Art. investigação administrativa. A conduta ilícita é amparar partes contrárias na mesma causa. imputando- lhe crime de que o sabe inocente:  RESPOSTA: “C”.

e multa. a conduta de Cícero é: a) não é punível em razão do grau de parentesco entre eles. 349 do Código Penal. configura crime de favorecimen- to pessoal. configurando crime de favorecimento pessoal. tendo em vista que foi o autor do homicídio quem o procurou.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . d) típica. empresta um carro e o sítio de recreio que possui no interior para João se esconder. § 1º . § 2º .Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena . Direito Penal Patrocínio simultâneo ou tergiversação Parágrafo único . (PC/GO . RESPOSTA: “B”. 348 .detenção. de um a seis meses. de quinze dias a três meses.detenção. configurando crime de favorecimento real. fica isento de pena. diz dele não ter notícias. ao ser procurado pela polícia inda- gando sobre o paradeiro do perseguido. do Código Penal. Em meio à fuga. e multa. logo em seguida.Se quem presta o auxílio é ascendente. 424. previsto no art. após cometer um crime de homicídio contra sua esposa. vai até o escritório de seu tio Cícero. previsto no art. c) típica. descendente. ocasião em que este. que também é advogado. 348 do Código Penal. mas. cônjuge ou irmão do criminoso. A conduta de Cícero. 348.Delegado de Polícia . 246 .Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa. previsto no art. b) tipicamente irrelevante. RESPOSTA: “C”. foge da ação policial que busca prendê-lo em flagrante delito. Nesse contexto. no caso acima transcrito.UEG /2013) João. Art. simultânea ou sucessivamente. partes contrárias.

(PC/ES . e) altera parte de documento público verdadeiro pratica o crime de su- pressão de documento. § 1º .FUNCAB/2013) O agente penitenciário Mauro agenciou a fuga de três pessoas que cumpriam medida de segurança impos- ta pelo Juiz criminal no manicômio judiciário em que era lotado. d) solicita para si vantagem indevida em razão da função pública que exerce incide no crime de corrupção ativa. 426. pois se trata de cumprimento de medida de segurança. imputando-lhe falta de que o sabe inocente. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. conforme previsto no art. o agente que provoca instauração de investigação administrativa contra alguém. b) altera teor de certidão verdadeira.Analista Judiciário – CESPE/2013) No âmbito da adminis- tração pública.reclusão. comete o crime de denunciação caluniosa.A pena é diminuída de metade. Art. o agente que a) provoca instauração de investigação administrativa contra alguém. e multa. § 2º .Polícia Civil . comete o crime de denunciação caluniosa. RESPOSTA: “A”. (TRE/MS . Mauro recebeu um carro. de processo judicial. para provar fato que habilite al- guém a obter cargo público ou outra vantagem comete o crime de falsidade ideológica. instauração de investigação administrativa. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. Direito Penal 425. 339. 339 do Código Penal. uma casa e vinte mil reais em dinheiro. 247 . Para tanto. imputando- lhe crime de que o sabe inocente:  Pena . imputando-lhe falta de que o sabe inocente. Mauro: A) não deve responder por crime algum.A pena é aumentada de sexta parte. Dar causa à instauração de investigação policial. de dois a oito anos. se a imputação é de prática de contravenção. Portanto. Nos crimes contra a administração pública. c) pede dinheiro a pretexto de influir na decisão de juiz eleitoral incorre em crime de tráfico de influência.

Se o crime é praticado a mão armada. § 2º . D) deve responder pelo crime de corrupção passiva. b) poderá retratar-se antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. conforme previsto no art. de seis meses a dois anos. C) deve responder pelo crime de corrupção ativa. ou por mais de uma pessoa. (TJ/SP . 351 .Se há emprego de violência contra pessoa. preceituado no artigo 351 do CP. preceituado no artigo 317 do CP. 248 . § 1º . 427.VUNESP/2013) Faristeu da Silva fez afir- mação falsa como perito em processo judicial. de três meses a um ano. a pena é de reclusão. de dois a seis anos. RESPOSTA: “B”. ou multa. ou mediante arrombamento.No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda. c) deve recorrer da sentença que o condenou se esta já tiver transitado em julgado. Para que não seja punido. Art. de um a quatro anos. Mauro deve responder pelo crime de facilitação de fuga. praticando o crime de falsa perí- cia previsto no artigo 342 do Código Penal. § 4º . aplica-se a pena de detenção. No caso acima citado. Faristeu: a) terá que pagar uma multa de cem salários mínimos. § 3º . aplica- se também a pena correspondente à violência. E) deve responder pelo crime de concussão.detenção. Direito Penal B) deve responder pelo crime de facilitação de fuga.Médico Judiciário .A pena é de reclusão. e) pode fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público.Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva: Pena . preceituado no artigo 316 do CP. d) pode pedir o perdão judicial a qualquer tempo no mesmo processo ju- dicial. 351. se o crime é praticado por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado. preceituado no artigo 333 do CP.

c) na esfera trabalhista não caberá retratação. § 2º O fato deixa de ser punível se. Direito Penal No crime de Falso testemunho ou falsa perícia. analisando-se o instituto da extinção de punibilidade. contador. b) caberá retratação da testemunha a qualquer momento desde que tenha sido proferida sentença no processo trabalhista não acolhendo a tese da recla- mada baseada no testemunho falso. alegando estar arrependido por ter deliberadamen- te mentido. o agente se retrata ou declara a verdade. e multa. Art. antes do oferecimento da denúncia.reclusão. Nesta situação. ou em juízo arbitral:  Pena . e) a testemunha poderá se retratar no juízo trabalhista. é correto afirmar que: a) não cabe retratação uma vez que o crime de falso testemunho se consu- mou no momento em que a testemunha falseou a verdade.Juiz do Trabalho . ou negar ou calar a verdade como testemunha. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. 249 . inquérito policial. d) caberá retratação apenas se a testemunha tiver se arrependido antes do encerramento da audiência em que foi depor. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. 428.TRT/2ª/2012) Ernesto. conforme disposto no § 2º. (TRT/2ª . de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. tradutor ou intérprete em processo judicial. perito. ou administrativo. convidado pela recla- mada Alfa Serviços Ltda. Joa- quim compareceu à Secretaria da Vara e solicitou a sua retratação em relação aos fatos que testemunhou. Fazer afirmação falsa. podendo a testemunha uti- lizar desta faculdade no juízo criminal. No dia seguinte a audiência em que foi ouvido. 342 do Código Penal. apenas antes de ser sentenciado o processo pelo Juiz do Trabalho. previsto no art. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. fazendo afirmação falsa em favor da empresa ré. o agente poderá retratar-se antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. 342. RESPOSTA: “B”. prestou testemunho em reclamação trabalhista. após ser compro- missado.      § 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço.

inquérito policial. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. ou administrativo. Art. contador. 250 . previsto no art.detenção. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. e) fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança. RESPOSTA: “E”. descendente.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena .reclusão. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. ou em juízo arbitral:  Pena .Se quem presta o auxílio é ascendente. 348 . c) favorecimento real. Direito Penal No crime de Falso testemunho ou falsa perícia. foge da cadeia e busca auxílio para sair do Estado com seu irmão.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . de um a seis meses.detenção. Fazer afirmação falsa. e multa. levando-o no porta-malas do carro. Art. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. perito. conhecido trafican- te do Morro do Bem-te-vi. ou negar ou calar a verdade como testemunha. § 2º . Rafael. 429. mas é isento de pena por ser irmão de Rogério.Inspetor de Polícia – FEC/2012) Rogério. 342. tradutor ou intérprete em processo judicial. (PC/RJ . 342 do Código Penal. § 1º . b) favorecimento pessoal. d) favorecimento real. fica isento de pena. e multa. o agente se retrata ou declara a verdade. e multa. mas ambos são presos na divisa com Minas Gerais. cônjuge ou irmão do criminoso. Rafael praticou o crime de: a) favorecimento pessoal. o agente poderá retratar-se declarando a verdade antes da sentença no proces- so em que ocorreu o ilícito. § 2º O fato deixa de ser punível se.      § 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço. Este tenta ajudá-lo a fugir. mas é isento de pena por ser irmão de Rogério. de quinze dias a três meses. conforme disposto no § 2º.

na denunciação caluniosa. RESPOSTA: “C”. Direito Penal Na situação acima descrita Rafael praticou o crime de favorecimento pessoal. (TRT/20ª . se a imputação é de prática de contravenção. 339. auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. Art. de dois a oito anos. d) configura o delito de favorecimento pessoal o ato de prestar a crimino- so.reclusão. RESPOSTA: “C”.Juiz do Trabalho – FCC/2012) Nos crimes contra a admi- nistração da justiça. 430. e multa. for de prática de contravenção penal. de processo judicial. fora dos casos de coautoria ou receptação. instauração de investigação administrativa. do Código Penal. b) é pública condicionada a ação penal no crime de exercício arbitrário das próprias razões. § 1º . 339. e) só funcionário público pode ser sujeito ativo do delito de exploração de prestígio. imputando- lhe crime de que o sabe inocente:  Pena . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. O crime de denunciação caluniosa está inserido nos crimes contra a administra- ção da justiça. do Código Penal. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. Dar causa à instauração de investigação policial. c) a pena será diminuída se a imputação. e seu § 2º dispõe que a pena será diminuída se a imputação. segundo prevê o art. 348. § 2º .A pena é aumentada de sexta parte. mas é isento de pena por ser irmão de Rogério. a) a pena sempre deve ser aumentada se a falsa perícia for cometida com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo trabalhista. 251 . for de prática de contravenção penal. art. na denunciação caluniosa. §2º.A pena é diminuída de metade.

comunicando- lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena . não admite a forma culposa.Provocar a ação de autoridade. antes da sentença no processo em que ocorreu o falso testemunho. (TRE/PR . ou em juízo arbitral:  Pena . Fazer afirmação falsa. C) e diminuição da pena. b) não pode ser praticado por funcionário público no exercício de suas fun- ções. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. Direito Penal 431. d) só ocorre se a comunicação tiver sido dirigida a autoridade policial.FCC /2012) O crime de comunicação falsa de crime ou contravenção A) não admite a forma culposa. é causa A) de exclusão da imputabilidade. e) só se consuma quando tiver sido instaurado inquérito policial a respeito. E) supralegal de exclusão da ilicitude. ou multa. § 2º O fato deixa de ser punível se. RESPOSTA: “A”. 340 . contador. tradutor ou intérprete em processo judicial. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito.      § 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço. c) exige a formalização da falsa comunicação através de documento escrito. ou negar ou calar a verdade como testemunha. perito. 432. 342. e multa. 340 do CP. o agente se retrata ou declara a verdade. desse modo. O crime de comunicação falsa de crime ou contravenção está previsto no art. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. de um a seis meses.reclusão. Art. D) de exclusão da culpabilidade.detenção. Art. 252 .Analista Judiciário . B) de extinção da punibilidade. (TRT/11ª Região/AM – Juiz do Trabalho – FCC/2012) A retratação do agente. e tem por elemento subjetivo do tipo dolo com a finalidade de agir: para provocar ação investigatória da autoridade. ou administrativo. inquérito policial.

A pena é diminuída de metade. na denunciação caluniosa. 434.reclusão. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção. perante a auto- ridade. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. contra pessoa que é chamada a intervir em processo judicial. imputando- lhe crime de que o sabe inocente:  Pena . assinale a alternativa correta: a) Constitui crime de exercício arbitrário das próprias razões tirar. e multa. é causa de extinção da punibilidade. é correto afirmar que: a) não se tipifica o delito de coação no curso do processo se o agente.A pena é aumentada de sexta parte. § 2º. Direito Penal A retratação do agente. com o fim de favorecer interesse alheio. RESPOSTA: “B”. se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto.Juiz de Direito . 433. c) tipifica o delito de autoacusação falsa o ato de acusar-se. § 2º . 342. destruir ou danificar coisa própria. (TRT/3ª . O crime de denunciação caluniosa está disposto no art. 253 . se a imputação é de prática de contravenção. 339 do Código Penal e reza em seu § 1ª que a pena é aumentada de sexta parte. de dois a oito anos. § 1º . e) só configura o delito de favorecimento pessoal o ato de auxiliar a sub- trair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que for cominada pena de reclusão.TRT/2012) A respeito dos crimes contra a administração da justiça.Juiz do Trabalho – FCC/2012) No tocante aos crimes contra a administração da justiça. (TRT /4ª . Dar causa à instauração de investigação policial. b) a pena é aumentada de sexta parte. d) a pena sempre deve ser aumentada se a fraude processual se destina a produzir efeito em processo civil. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. RESPOSTA: “B”. supri- mir. de contravenção penal inexistente ou praticada por outrem. se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto. 339. de processo judicial. instauração de investigação administrativa. antes da sentença no processo em que ocorreu o falso testemunho. na denunciação caluniosa. conforme disposto no art. usar de violência ou grave ameaça. Art.

346 . b) favorecimento pessoal. e) patrocínio infiel. 357 do Código Penal. funcionário de justiça. tradutor. destruir ou danificar coisa própria. de um a cinco anos.TRT . Art. (TRT/2ª . d) fraude processual. A conduta de Antunes caracteriza o tipo penal de exploração de prestígio. Art. Pedro praticou o crime de evasão mediante violência contra pessoa. auxilia a subtrair da ação da autoridade pública o autor de crime. solicitou para si uma quantia em dinheiro do sócio da empresa. e multa. a pretexto de influir em juiz. suprimir.Tirar. 435. usando de violência contra o carcereiro. Direito Penal b) Pratica crime de favorecimento real o agente que efetivamente. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção: Pena . perito. promoveu a fuga de “José de Tal” que estava legalmente preso.2ª/2012) Antunes. A conduta de Antunes caracteriza o tipo penal de: a) exploração de prestígio. intérprete ou testemunha: Pena . com pretexto de influir junto ao perito nomeado pelo Juiz do Trabalho para que fosse apresentado laudo favo- rável à reclamada. d) Pratica crime de exploração de prestígio aquele que solicita vantagem a pretexto de influir em ato praticado apenas por funcionário público no exercí- cio da função. e) Arrebatamento de preso não é crime contra a administração da justiça. jurado. c) Pedro. de seis meses a dois anos.Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. órgão do Ministério Público.. Nessa situação. no curso de reclamação trabalhis- ta onde se discute o pagamento de adicional de insalubridade. advogado da empresa reclamada Beta Metalúrgica Ltda. c) favorecimento real.reclusão. dis- posto no art. Antunes alegou ainda que o dinheiro também se destina ao perito judicial.detenção.Juiz do Trabalho . 357 . 254 . RESPOSTA: “A”. e multa.

Art. RESPOSTA: “B”. 352 .FCC/2012) NÃO constitui crime contra a administração da justiça a) a denunciação caluniosa. além da pena correspondente à violência. d) o patrocínio infiel. (TRT /1ª. Paulus responderá por crime de evasão mediante violência contra pessoa.FCC/2012) Paulus foi preso em flagrante e recolhido à cadeia pública de uma cidade do interior. mas. usando de violência contra a pessoa: Pena . 436. 437. c) o favorecimento pessoal. na forma consumada. pois trata-se dos crimes praticados por particular contra a administração em geral. 352 do Código Penal.Juiz do Trabalho . foi dominado por policiais que estavam chegando ao local. na porta da delegacia. e) fuga de pessoa presa. dominou o carcereiro e tentou fugir. se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.Analista Judiciário . (TJ/PE . Direito Penal Parágrafo único .Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva. b) evasão mediante violência contra pessoa. c) motim de presos. RESPOSTA: “A”. mediante violência física. na forma consumada. na forma tentada. segundo o art. b) o exercício arbitrário das próprias razões. na forma tentada.detenção. No momento da alimen- tação. 255 . Paulus responderá por crime de a) arrebatamento de preso. e) a desobediência. de três meses a um ano. Não constitui crime contra a administração da justiça o crime de desobediência. d) evasão mediante violência contra pessoa. na forma consumada.As penas aumentam-se de um terço. na forma consumada.

Baco sabia que Minerva mora- va em uma grande casa e que poderia esconder o carro facilmente lá. a quem conta a empreitada criminosa e pede ajuda. sua amiga. e) não se caracteriza quando o agente auxiliar o criminoso a fugir após a perpetração do delito. ele se configura quando o agente auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime.Procurador Municipal .detenção. § 2º . Direito Penal Art. cônjuge ou irmão do criminoso. descendente. 348. Nessa situação. 348 . Minerva deve responder por 256 . de quinze dias a seis meses. e multa. (OAB – FGV/2012) Baco.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena .Se quem presta o auxílio é ascendente. (PGM/PB .detenção. c) pode ser cometido por omissão. e multa. apaixonada por Baco. O crime de favorecimento pessoal não se caracteriza quando alguém dificultar a investigação da autoridade ou de seus agentes. do CP. telefona para Minerva. 438. de um a seis meses. b) tipifica-se quando o agente prestar auxílio para iludir as investigações do delito.FCC/2012) O crime de favoreci- mento pessoal a) só se configura se o agente auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão. de quinze dias a três meses. d) não se caracteriza quando alguém dificultar a investigação da autori- dade ou de seus agentes. de acordo com o art. escondendo o carro em sua residência. fica isento de pena RESPOSTA: “D”.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . Art. 439.detenção. § 1º . Minerva. RESPOSTA: “E”. pergunta se Minerva poderia ajudá-lo. como quando o agente não comunica à autoridade o paradeiro do favorecido. e multa. Assim.Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena . após subtrair um carro esportivo de deter- minada concessionária de veículos. aceita prestar a ajuda. 330 .

o intérprete que. Art.  Pena: detenção. 342 . ou em juízo arbitral: Pena .TRF 5ª /2012) Em audiência judicial. D) comete o crime de falso testemunho ou perícia. 349-A. Art. E) comete o crime de falso testemunho ou falsa perícia no modo consumado. mas está isento de pena pela retratação. fora dos casos de co- autoria ou de receptação. Direito Penal a) participação no crime de furto praticado por Baco.reclusão. dolosamente. 349 . Art. d) favorecimento real. todavia que se retrata por escrito. contador. b) receptação.Fazer afirmação falsa. mas antes do trânsito em julgado. auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime: Pena . B) comete o crime de falso testemunho ou falsa perícia no modo tentado.Prestar a criminoso. e multa.Analista Judiciário – Execução de Mandados . de um a seis meses. ou administrativo. ou negar ou calar a verdade como testemunha. tradutor ou intérprete em processo judicial. C) não comete o crime de falso testemunho ou perícia.  Ingressar. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. intermediar. em estabelecimento prisional. auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel. promover. RESPOSTA: “E”. pois intérprete não é testemunha ou perito. e multa. perito. de 1 (um) a 3 (três) anos. traduz declaração de tes- temunha de modo contrário ao teor do depoimento. sem autorização legal. 440.detenção. inquérito policial. de rádio ou similar. RESPOSTA: “D”. c) favorecimento pessoal. 257 . (TRF/5ª. depois de proferida a sentença. A) não comete o crime de falso testemunho ou perícia por ocorrência de causa excludente da ilicitude.

os delitos de A) fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança e favoreci- mento pessoal. fica isento de pena.FCC /2012) Considere: I. do Código Penal. cônjuge ou irmão do criminoso. E) arrebatamento de preso e favorecimento pessoal. II. Em vista disso. C) favorecimento pessoal em seu tipo fundamental. deixando o local e impedindo. José responderá pelo crime de A) favorecimento pessoal privilegiado.Técnico Ministerial .Analista Judiciário – FCC/2012) José percebeu que seu co- nhecido João havia cometido crime de desobediência e estava fugindo a pé. E) facilitar a fuga de pessoa presa. que aduz: Favorecimento pessoal Art. a prisão em flagrante deste.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena . 442. B) arrebatamento de preso e favorecimento real. 348 .detenção. 258 . e multa. D) arrebatamento de preso. despistou os milicianos e colocou João no interior de seu veículo. D) condescendência criminosa e favorecimento pessoal.Se quem presta o auxílio é ascendente. e multa. de um a seis meses. Nesse caso. B) favorecimento real.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . 348. C) motim de presos e favorecimento real. (TRF/2ª . (MPE/PE . § 1º . Facilitar a fuga de pessoa legalmente presa. Direito Penal 441. Haverá o crime privilegiado se o crime praticado pelo favorecido não for comi- nada pena de reclusão.detenção. Essas condutas tipificam. respectivamente. dessa forma. descendente. O crime de favorecimento pessoal está disposto no art. § 2º . de quinze dias a três meses. sen- do perseguido por policiais. Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública o autor de crime que é cominada pena de reclusão. RESPOSTA: “A”.

penal e até em processo administrativo.  na pendência  de processo civil ou administrativo. ainda que não interessada na solução do processo. de coisa ou de pessoa. aplica-se a pena de detenção. e multa. de três meses a um ano. de seis meses a dois anos. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena – detenção. se o crime é praticado por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado. C) é punido com detenção e sanção pecuniária na modalidade culposa. de dois a seis anos. a pena é de reclusão. ou multa. pois a conduta descrita no tipo é fracionável. de um a quatro anos. (TJ/PE . Direito Penal Fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança Art.  ainda que não iniciado. 259 . as penas aplicam-se em dobro. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. aplica- se também a pena correspondente à violência. ou por mais de uma pessoa.Analista Judiciário . é INCORRETO afirmar que A) pode ser praticado por qualquer pessoa. B) pode ser praticado pelo procurador de qualquer das partes. 351 . RESPOSTA: “A”. § 4º . RESPOSTA: “C”.Se há emprego de violência contra pessoa. o estado de lugar.Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva: Pena .No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda.detenção. 347 – Inovar artificiosamente. § 3º . § 1º . E) é admissível a tentativa.Se o crime é praticado a mão armada. 443. ou mediante arrombamento. Parágrafo único – Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal. Art.A pena é de reclusão.FCC/2012) A respeito do crime de fraude processual. D) pode ocorrer em processo civil. § 2º .

do Código Penal. uma participação de 20% do valor que vier a receber caso obtenha sucesso na sua ação. 445. incorreria em crime.reclusão. o agente se retrata ou declara a verdade. 342. alegando que se assim fizesse. ou administrativo. No caso acima citado José praticou o crime de falso testemunho. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário . autora do uma ação trabalhista. previsto no art. Art. prometeu a José. ou negar ou calar a verdade como testemunha. contador. analise as seguintes Informa- ções e indique a alternativa correta: a) Maria praticou o crime de favorecimento pessoal privilegiado. que obteve a sentença condenatória pretendida.VUNESP/2012) O crime de “fraude processual”. 342. Direito Penal 444.      § 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço. Fazer afirmação falsa. d) José praticou o crime de falso testemunho. Para que alcance o êxito na demanda.000. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. perito.TRT /23ª /2012) Maria.Juiz do Trabalho . c) Jose praticou o crime de corrupção passiva. só se configura se a fraude se destina a produzir efeito em processo penal. onde pleiteia indenização por danos morais. III.00. como testemunha. RESPOSTA: “D”. auferindo crédito líquido de R$ 100. e) Maria e José não praticaram nenhum crime. do art. b) Maria praticou o crime de corrupção ativa de testemunha. tradutor ou intérprete em processo judicial. fato que não é verdadeiro. (TRT/ 23ª . que presenciou Maria sendo ofendida pelo gerente da ex-empregadora. ainda que não iniciado. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. ré na ação trabalhista. 260 . antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. § 2º O fato deixa de ser punível se. é punido com pena de reclusão e multa. I. Diante do enunciado. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. configura ­se se a fraude tem o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. mas recusou-se a entregar a parte prometida a José. e multa. seu ex-colega de trabalho. II. José testemunhou nos moldes solicitados por Maria. 347 do CP. é necessário que José sustente. ou em juízo arbitral: Pena . inquérito policial.

446. Direito Penal É correto o que se afirma. salvo quando a lei o permite: Pena . Parágrafo único . (TJ/SP . na pendência de processo civil ou administrativo. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena . embora legítima. Art. RESPOSTA: “E”. apenas. e multa. Parágrafo único . as penas aplicam-se em dobro. ainda que não iniciado.Fazer justiça pelas próprias mãos. 347 . ou multa. C) condescendência criminosa. para satisfazer pretensão. RESPOSTA: “E”. Art. somente se procede mediante queixa. De acordo com disposto no art. o crime de fraude proces- sual se confira quando o agente age com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.Inovar artificiosamente. B) violência arbitrária. de quinze dias a um mês. (D) I. (C) II. (E) III.detenção. (B) II e III. de coisa ou de pessoa. do Código Penal.Se não há emprego de violência. mas sem permissão legal.Escrevente Técnico Judiciário . de três meses a dois anos. 261 . D) coação no curso do processo. além da pena correspondente à violência. em (A) I e II.VUNESP/2011) O ato de fazer justiça pelas próprias mãos para satisfazer pretensão.detenção. 345 . E) exercício arbitrário das próprias razões. o estado de lugar. 347. embora legítima. configura o crime de A) fraude processual.Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal.

B) contra a administração da justiça C) por particular. RESPOSTA: “B”.Escrevente Técnico Judiciário . de um a cinco anos. Parágrafo único .reclusão. tradutor. contra a administração pública estrangeira.357 do Código Penal. Direito Penal 447. disposto no art. contra a administração em geral. D) por funcionário público. contra a administração em geral. Art. com expulsão do país. jurado. a pretexto de influir em juiz. indicando a inexistência de condição perigosa de trabalho. funcionário de justiça. órgão do Ministério Público. d) o reclamado que oferece dinheiro ao perito para modificar o resultado de seu laudo. 357 . 262 . perito.Juiz do Trabalho – TRT/15ª/2011) Assinale a alternativa incorreta: a) reingresso de estrangeiro banido do território nacional é crime punido. indicando a inexistência de condição perigosa de trabalho.As penas aumentam-se de um terço. subme- te-se à pena de reclusão de 03 (três) a 4 (quatro) anos e multa. intérprete ou testemunha: Pena . (TJ/SP . e) o perito que presta declarações falsas no corpo do laudo. se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.VUNESP/2011) O crime de exploração de prestígio está inserido no capítulo dos crimes praticados A) contra a moralidade pública. E) por particular. (TRT /15ª . somente. submete-se à pena de reclusão de 01 (um) a 3 (três) anos e multa. e multa. b) reingresso do estrangeiro expulso do território nacional é crime come- tido contra a administração da justiça. O crime de exploração de prestígio. com o obje- tivo de que o profissional não verifique as condições perigosas às quais o recla- mante estava submetido.Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. está inserido no capítulo dos crimes praticados contra a administração da justiça. c) comete fraude processual o empregador que modifica as condições do local do trabalho em momento anterior ao da diligência do perito. 448.

alegando que vira Tício. seu inimigo capital.Exercer função. so- mente. Caio compareceu à delegacia de polícia e no- ticiou o crime. 450. atividade. c) tem pena aumentada se o agente pratica o fato com intuito de lucro. e) não exige. o conhecido Estatuto do Estrangeiro. com expulsão do país. Em decorrência do exposto. pena de detenção e multa. Caio cometeu o crime de falso testemunho ou falsa perícia. foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do ocorrido. A esse respeito.FGV/2011) Ao tomar conhecimento de um roubo ocorrido nas adjacências de sua residência. em seus artigos 100 a 109. do Código Penal. de três meses a dois anos. d) crime de falso testemunho. cumulativamente. 263 . nos termos do quanto determina o art. 342.Oficial de Justiça . de 19 de agosto de 1980. Direito Penal O reingresso de estrangeiro banido do território nacional é crime punido. RESPOSTA: “E”. com alterações introdu- zidas pela Lei 6965 de 9 de dezembro de 1981. cumulativamente.815. O instituto da expulsão está regrado no artigo 65 e seguintes da Lei nº6. (TJM/SP . Art. previsto no art. que o regulamenta. praticar o delito. direito. b) delito de comunicação falsa de crime. de que foi suspenso ou privado por decisão judicial: Pena . No caso acima citado. ou multa. 359 . assim como no Decreto nº86715/81. (OAB . c) delito de denunciação caluniosa. d) tem pena aumentada se do fato resulta prejuízo à administração pública.detenção. que a decisão tenha transitado em julgado. mesmo sabendo que seu desafeto se encontrava na Europa na data do fato. 449. pena de reclusão e multa.VUNESP/2011) O crime de desobediên- cia a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito. 359 do CP a) comina. b) comina. RESPOSTA: “A”. autoridade ou múnus. em sua descrição típica. é correto afirmar que Caio cometeu: a) delito de calúnia.

356 . 451. documento ou objeto de valor probatório. apenas.detenção. ou seja. 356 do CP. ou administrativo. É correto o que se afirma em (A) II. Fazer afirmação falsa. II.VUNESP/2011) O crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório. a pena é I. (C) I e III. diminuída. a) comina. e multa. presentes os demais elementos. II e III. (E) I. exige a condição de advogado ou procurador. alternativamente. (TJ/SP . 452. tem a conduta típi- ca praticada por quem os recebeu na qualidade de advogado ou procurador. se ele se serve de anonimato.Escrevente Técnico Judiciário . tradutor ou intérprete em processo judicial. III. Direito Penal Art. aumentada. d) não se caracteriza na modalidade inutilização se esta é apenas parcial. perito. que recebeu na qualidade de advogado ou procurador: Pena . pois exige uma qualidade especial do sujeito exigida no próprio tipo penal. (D) II e III. ou deixar de restituir autos.Escrevente Técnico . inquérito policial. pena de detenção ou multa. aumentada. nos termos do quanto determina o art. RESPOSTA: “C”. pena de reclusão ou multa. Art. (B) I e II. apenas. (TJM/SP . O crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório é  crime próprio.VUNESP/2011)Ao agente do crime de denunciação caluniosa (CP. total ou parcialmente. apenas. c) comina. 339). 342. ou em juízo arbitral. e) só se caracteriza se. de seis meses a três anos. art. ou negar ou calar a verdade como testemunha. contador. apenas. alternativamente. se a imputação é de prática de contravenção. 264 . se ele se serve de nome suposto.Inutilizar. b) tem pena aumentada se praticado com intuito de lucro. RESPOSTA: “E”.

c) o delito de exercício arbitrário das próprias razões somente se procede mediante queixa. d) constitui favorecimento real auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão. se a inova- ção se destina a produzir efeito em processo penal. RESPOSTA: “C”.FCC/2010) Quanto aos crimes contra a admi- nistração da justiça. 339. (TRT 8ª – Magistratura . salvo quando a lei o permite: Pena .detenção. se a imputação é de prática de contravenção.Fazer justiça pelas próprias mãos.Se não há emprego de violência. Dar causa à instauração de investigação policial. ou multa. e) as penas são aumentadas de um terço na fraude processual. se não há emprego de violência. 454. RESPOSTA: “E”.A pena é diminuída de metade.reclusão. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. somente se procede mediante queixa. (TCE/AP .A pena é aumentada de sexta parte. 265 . Direito Penal Art. 453. de dois a oito anos. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. § 2º . imputando- lhe crime de que o sabe inocente:  Pena . é correto afirmar que a) o falso testemunho deixa de ser punido se. Art. e multa. para satisfazer pretensão. instauração de investigação administrativa.TRT 8ª/2010) Comete o crime de denuncia- ção caluniosa quem: a) Provoca ação de autoridade. depois da sentença no pro- cesso em que ocorreu o ilícito. de processo judicial. além da pena correspondente à violência. de quinze dias a um mês. Parágrafo único . dando causa à instauração de processo judicial.Procurador . o agente declara a verdade. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. embora legítima. § 1º . b) a falsa imputação de contravenção penal. 345 . não tipifica o delito de denunciação caluniosa.

administrativo ou em juízo arbitral. que acabou confessando a prática do fato delituoso. e) Usar de grave ameaça. 266 . parte. apurou-se que José era inocente e que o telefonema tinha vindo da residência de Paulo. Dar causa à instauração de investigação policial. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. b) denuncia caluniosa. instauração de investigação administrativa. com o fim de favorecer terceiro. tradutor ou intérprete em processo judicial ou administrativo. (TRT 8ª – Magistratura . de investigação administrativa. policial. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. valendo-se do anoni- mato. d) Quem der causa à instauração de investigação policial. e) auto-acusação falsa.TRT 8ª/2010) Paulo. de processo judicial. 339. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. Paulo responderá por crime de denunciação caluniosa. perito. tradutor ou intérpre- te em processo judicial. telefonou à polícia. Nesse caso. parte. perito. Direito Penal b) Quem acusa-se perante autoridade de crime inexistente ou praticado por outro. d) fraude processual. de processo ju- dicial. artigo 339. Paulo responderá por crime de a) comunicação falsa de crime. c) Fazer afirmação falsa contra terceiro. imputando-lhe crime de que o sabe inocente. previsto no artigo 339 do Código Penal. c) falso testemunho. 455. instaurado inquérito policial. No caso citado. RESPOSTA: “D”. abaixo transcrito: Art. contra autorida- de. testemunha. A alternativa “D” está correta pois está embasada no disposto no Código Penal. informando falsamente que seu vizinho e desafeto José havia assaltado um banco situado nas proximidades.

artigo 339. com redução da pena aplicada em metade. de processo judicial. § 1º .CESPE/2010) Quem der causa à instauração de mera investigação administrativa contra alguém. de um a seis meses. Paulo comete crime de favorecimento pessoal.Se quem presta o auxílio é ascendente. imputando-lhe crime de que o sabe inocente. Vejamos o que prevê o Código Penal: Art. § 2º . e multa.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena . 457. com redução da pena aplicada em metade.detenção.detenção. instauração de investigação administrativa. e) comete crime de favorecimento real. RESPOSTA: “C”. 348 . Direito Penal Art. a subtrair-se à ação de autoridade pública. Nesse caso. b) comete crime de favorecimento real. e multa. Paulo: a) comete crime de fraude processual. c) comete crime de favorecimento pessoal.   Quem der causa à instauração de mera investigação administrativa contra al- guém responderá por crime de denunciação caluniosa como prevê o Código Penal. 339. descendente. autor de crime a que é cominada pena de reclusão. in verbis: 267 . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. d) fica isento de pena. 456. fica isento de pena. não responde pelo delito de denunciação caluniosa. RESPOSTA: “B”. (TRT 8ª – Magistratura .Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . de quinze dias a três meses. Dar causa à instauração de investigação policial.TRT 8ª/2010) Paulo auxilia seu irmão. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. com redução da pena aplicada em metade. (TRT 1ª/ Juiz de Direito . cônjuge ou irmão do criminoso.

para a sua consumação. (TRT 1ª / Juiz Federal . comunicando-lhe a ocorrência de simples contravenção penal que sabe não se ter verificado. promover. sem autorização legal. intermediar. de processo judicial. comunicando-lhe a ocorrência de simples contravenção penal que sabe não se ter verificado. 339. 458. RESPOSTA: “CORRETA”.CESPE/2010) Aquele que facilita a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel.CESPE/2010) A fraude processual é crime comum e material. pois o agente que comete a conduta acima descrita comete o crime de favorecimento real. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. de rádio ou similar. instauração de investigação administrativa. 459. de rádio ou similar. 460. 349-A.  Ingressar. RESPOSTA: “ERRADA”. RESPOSTA: “ERRADA”. em estabelecimento prisional comete crime contra a administração da justiça. A afirmação está correta. comete crime de comu- nicação falsa de crime ou de contravenção. previsto no artigo 349-A. exigindo-se. Direito Penal Art. (TRT 1ª / Juiz Federal . Art. previsto no artigo 340 do Código Penal. não comete crime contra a administração da justiça. 340. não podendo ser cometido por pes- soa que não tenha interesse no processo. comunicando- lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. Aquele que provoca a ação de autoridade. em estabelecimento prisional. Dar causa à instauração de investigação policial. 268 . Art. (TRT 1ª / Juiz de Direito . que o juiz ou o perito tenham sido efetivamente induzidos a erro. sem autorização legal. do Código Penal. Provocar a ação de autoridade. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel.CESPE /2010) Aquele que provoca a ação de autoridade.

RESPOSTA: “ERRADA”. 347 . 347 do Código Penal. instauração de investigação administrativa. Quem der causa à instauração de mera investigação administrativa contra alguém responderá por crime de denunciação caluniosa como prevê o Código Penal. in verbis: Art. de coisa ou de pessoa. 461. 339. (DETRAN/DF – Analista . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. na pendência de processo civil ou administrativo. o estado de lugar. ainda que não iniciado.detenção.Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena . não há exigência que o juiz ou o perito tenham sido efetivamente in- duzidos a erro. de três meses a dois anos. crime de ação penal pública condicionada a representação. e multa. o resultado é mero exaurimento do crime. Direito Penal O crime de fraude processual está previsto no art. Assim.CESPE/2009) Caso assumisse a autoria do atropelamento. Dar causa à instauração de investigação policial. artigo 339. de processo judicial. consuma-se no momento da ação. que dispõe: Art. Parágrafo único . Por ser crime formal. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. não responde pelo delito de denunciação caluniosa.Inovar artificiosamente. por dar causa à instauração de investigação policial sabendo-se inocente. o pai de João cometeria denunciação caluniosa.CESPE/2010) Quem der causa à instauração de mera investigação administrativa contra alguém. RESPOSTA: “ERRADA”. imputando-lhe crime de que o sabe inocente. para a sua consumação. 269 . 462.Juiz de Direito . A fraude processual é crime comum e formal. Tratando-se de crime comum qualquer pessoa pode ser sujeito ativo do crime. (TRT/1ª . as penas aplicam-se em dobro.

vejamos o que diz o Código Penal: Art. ou multa. Direito Penal Caso assumisse a autoria do atropelamento. de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena . antes da sentença. 339. de três meses a dois anos. (SEBRAE/BA . de processo judicial. O art. 339. nesse delito previsão de isenção de pena em caso de retratação do agente.detenção. Inexiste.CESPE/2009) A retratação do agente. descendente. isenta-o de pena. (SEBRAE/BA . o pai de João cometeria o crime de auto-acusação falsa. O art. cônjuge ou irmão ficará isento de pena. Já o crime de denunciação caluniosa está previsto no art. de processo judicial.Acusar-se. dispõe sobre o crime de denunciação caluniosa. in verbis: Art.Analista jurídico . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. 463. Dar causa à instauração de investigação policial. perante a autoridade. RESPOSTA: “ERRADA”. 339 do Código Penal. portanto.CESPE/2009) O agente que pratica o crime de auto-acusação falsa para favorecer ascendente. instauração de investigação administrativa. RESPOSTA: “ERRADA”. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. in verbis: 270 . 341 . no crime de denunciação caluniosa. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. 341 do Código Penal dispõe sobre o crime de auto-acusação falsa. 464. instauração de investigação administrativa.Analista jurídico . 339 do Código Penal consiste em: Art. Dar causa à instauração de investigação policial.

Pedro. 342 dispõe acerca do crime de falso testemunho ou falsa perícia. em tese. Não existe. RESPOSTA: “ERRADA”. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. solicitou a seu cliente. crime de tráfico de influência. RESPOSTA: “ERRADA”. § 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço. Nessa situação. 342. in verbis: Art.CESPE/2007) Na hipótese do crime de falso testemunho. de crime inexistente ou praticado por outrem. ou administrativo. 357. perito. 357 . a retratação do agente é causa extintiva de punibilidade. a pretexto de influir em juiz. o advogado cometeu crime de exploração de prestígio. perante a autoridade. caso seja feita antes da prolação da sentença no processo em que foi prestado o falso testemunho. ou em juízo arbitral: Pena . tradutor. dessa forma. intérprete ou testemunha. ou negar ou calar a verdade como testemunha. tradutor ou intérprete em processo judicial. perito. Direito Penal Art. nesse crime. e multa. (PM/RN .Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade.reclusão. Acusar-se. a questão está incorreta. contador. 465. do Código Penal. que dispõe: Exploração de prestígio Art. João cometeu. determinada quantia em dinheiro. órgão do ministério público. 466. de um a três anos. (OAB . descendente.CESPE/2008) João. cônjuge ou irmão. previsto no art.Procurador . advogado regularmente inscrito na OAB/RN. Fazer afirmação falsa. Dessa forma. O Código Penal. 271 . inquérito policial. funcionário de justiça. 341. No caso acima citado. em seu art. a questão está errada. previsão de isenção de pena para o agente que o pratica com finalidade de favorecer ascendente. jurado. a pretexto de influenciar o perito do juízo onde a ação de Pedro tramitava.

468. Assim.Fazer justiça pelas próprias mãos. Vejamos o que dispõe o Código Penal: Exercício arbitrário das próprias razões Art. 348. a questão está correta. se não houver emprego de violência. salvo quando a lei o permite: Pena . o crime de favorecimento pessoal: Art. o agente se retrata ou declara a verdade. RESPOSTA: “CORRETA”. (TRT 5ª . pois está de conformidade com o dispositivo legal.CESPE/2006) No crime de exercício arbitrário das próprias razões. de acordo com disposto no parágrafo único do citado artigo. a ação penal é privada. Segundo dispõe o Código Penal. RESPOSTA: “ERRADA”.detenção. 272 . art. para satisfazer pretensão. Parágrafo único . antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão. 348.Juiz do Trabalho . 345 . (TRT 5ª . de quinze dias a um mês. além da pena correspondente à violência. ou multa.Juiz do Trabalho . embora legítima. A questão está correta ao afirmar que no crime de exercício arbitrário das próprias razões.CESPE / 2006) Comete crime de fraude processual o agente que auxilia sujeito ativo de crime punido com pena de reclusão a subtrair-se da ação da autoridade pública. se não houver emprego de violência. a ação penal é privada.Se não há emprego de violência. RESPOSTA: “CORRETA”. somente se procede mediante queixa. 467. Direito Penal § 2º O fato deixa de ser punível se.

podem constituir sujeitos ativos do crime de falso testemunho o perito. O crime de denunciação caluniosa está disposto no art. Fazer afirmação falsa. 471. a pena será diminuída em caso de contravenção. ou administrativo. Pena . não há variação da pena se o sujeito ativo imputa crime ou contravenção ao sujeito passivo. instauração de investigação administrativa. ou em juízo arbitral. § 1º .Juiz do Trabalho .A pena é diminuída de metade. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. se a imputação é de prática de contravenção.A pena é aumentada de sexta parte. apesar de seus apelos. recusou-se a namorá-lo. § 2º . houve o crime de exercício arbitrário das próprias razões. e multa. RESPOSTA: “CORRETA”. o intérprete ou a testemunha que figurem em processo judicial. Nessa situação. 342. subtraiu uma pulseira de ouro pertencente à amada. já que de acordo com o § 2º do citado artigo. tradutor ou intérprete em processo judicial. que. de dois a oito anos. Direito Penal 469.Agente – CESPE/2004) Segundo a lei penal. 339.CESPE/2006) No crime de denunciação caluniosa. Dar causa à instauração de investigação policial.CESPE/2004) Considere a seguinte situação hipotética. sabendo-o inocente. RESPOSTA: “ERRADA”. perito. De acordo com o Código Penal. por vingança. o tradutor. inquérito policial. imputando- lhe crime de que o sabe inocente. (PC/RR . se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. a questão está errada ao contrariar disposto em lei. Dessa forma. (PC/RR – Agente . 39 do Código Penal: Art. Nívio declarou seu amor a Tarciana. 273 . (TRT 5ª . ou negar ou calar a verdade como testemunha. 470. contador. Nívio. de processo judicial.reclusão. o crime de falso testemunho ou falsa perícia consiste em: Art.

345 do Código penal e consiste em “fazer justiça pelas próprias mãos. No caso acima citado. embora legítima. RESPOSTA: “ERRADA”. sabendo que a pretensão era ilegítima. 274 . Nesse caso. o agente não responde por crime de exercício arbitrário das próprias razões. para satisfazer pretensão. Nívio subtraiu uma pulseira de outro pertencente à amada. salvo quando a lei o permite”. Direito Penal O crime de exercício arbitrário das próprias está previsto no art. fundado em vingança.

        RESPOSTA: “C”. deve ser aplicada de imediato. Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A PESSOA 472. B) tem pena agravada se a vítima tem diminuída. instigar ou auxiliar outra pessoa a suicidar-se é crime disposto no art. se o suicídio se consuma. é correto afirmar que A) se reputará cumprido o requisito objetivo para a progressão de regime quando Felipe completar 1/6 (um sexto) do cumprimento da pena. se da tentativa resultar lesão de natureza grave a pena será de reclusão. por qualquer causa.Escrivão de Polícia – VUNESP/2014) A conduta de induzir. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. D) tem pena aumentada se a vítima for menor de idade. 11. portanto. que modificou o período para a pro- gressão de regime nos crimes hediondos para 2/5 (dois quintos) em caso de réu primário. 473. 11. 275 .464.reclusão. C) não é prevista como crime.464 tem caráter processual e. de dois a seis anos. instigar ou auxiliar outra pessoa a suicidar-se. entretanto se tem como resultado lesão corporal de natureza leve. Considerando-se que a Lei n. de um a três anos. ocorrido em 2006.464. a capacidade de resistência. de um a três anos. B) se reputará cumprido o requisito objetivo para a progressão de regime quando Felipe completar 2/5 (dois quintos) do cumprimento da pena. E) é punida com pena de 1 (um) a 3 (três) anos. (OAB/Exame X . uma vez que o crime foi praticado antes da Lei n.OAB/2013) Filipe foi condenado em janeiro de 2011 à pena de cinco anos de reclusão pela prática do crime de tráfico de drogas. 11. ou reclusão. que tem como resultado lesão corporal de natureza leve: A) tem pena duplicada se cometida por motivo egoístico. 122 do Código Penal. 122 . A conduta de induzir. não é prevista como crime. foi publicada em março de 2007. Art. (Polícia Civil/SP .Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . uma vez que a Lei n.

somente.  por não haver outra disposição legal cuidando da matéria. os fatos anteriores. sem a participação de João. no qual vem a falecer. contudo. passou-se então a aplicar a regra geral para todos os crimes. uma vez que a morte de Antônio ocorreu em função do incêndio ocorrido no hospital. 1/6. Antônio é internado em um hospital. (OAB/Exame X . hediondos ou não. §1º do CP. RESPOSTA: “A”.464 tem caráter processual e. após o STF declarar a redação do artigo §1º do artigo 2º da Lei 8072/90 (Habeas Corpus nº 82959/2006).OAB/2013) João.   RESPOSTA: “B”. Considerando mais uma vez o disposto no artigo 13. anteriormente.  B) Homicídio tentado. D) se reputará cumprido o requisito subjetivo para a progressão de regime quando Felipe completar 2/5 (dois quintos) do cumprimento da pena. ou seja. Assinale a alternativa que indica o crime pelo qual João será responsabilizado. A) Homicídio consumado. por aquilo que efetivamente tenha.464. ou seja. no caso acima citado. D) Lesão corporal seguida de morte. este responderá. uma tentativa de homicídio. com intenção de matar. portanto. praticado. bastaria cumprir o quantum de 1/6 da pena. não em razão dos ferimentos. 474. imputam-se a quem os praticou. efetua vá- rios disparos de arma de fogo contra Antônio. A Lei 11. in verbis: Art. entretanto. por si só. Direito Penal C) se reputará cumprido o requisito subjetivo para a progressão de regime quando Felipe completar 1/6 (um sexto) do cumprimento da pena. mas queimado em um incêndio que destrói a enfermaria em que se encontrava.464/07. C) Lesão corporal. 276 . Desse modo. A lei de crimes hediondos em sua origem estabelecia que o regime de cumpri- mento de pena seria integralmente fechado.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. § 1º . seu desafeto. produziu o resultado. 11. e. deve ser aplicada de imediato. como o individuo praticou o crime antes da vigência da Lei11.464 estabeleceu que para crime hediondo ou crime equiparado a pro- gressão se dará com o cumprimento de 2/5 da pena e 3/5 no caso de reincidente. uma vez que o crime foi praticado antes da Lei n. uma vez que a Lei n. No caso acima citado. 11. Ferido.

D) José e Maria respondem por tentativa de homicídio. B) José responde por lesão corporal grave e Maria não responde por nada. (OAB/Exame X .   No caso acima citado. C) Trata-se de crime inafiançável.Oficial Judiciário – TJ/MG/2013) S.OAB/2013) José e Maria estavam enamorados. mas posteriormente vieram a descobrir que eram irmãos consanguíneos. é inafiançável e insuscetível dos benefícios de anistia e graça. considerando que Maria. sendo certo que somen- te não vieram a falecer porque os vizinhos. foi preso em flagrante pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes. mas suscetível de anistia. Ocorre que. separados na maternidade. B) Trata-se de crime inafiançável. 476. pois sua conduta é atípica. combinaram e executaram o seguinte: no apartamento de Maria. Com base na situação descrita. A) Trata-se de crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. nos termos do art. e tais benefícios são proibidos para tal espécie. resolveram dar cabo à própria vida. O crime é equiparado a hediondo. mas suscetível de graça. José e Maria sofreram lesões corporais de natureza grave. assustados com o cheiro forte que vinha do apartamento de Maria. Extremamente infelizes com a notícia recebida.343/06. A) José responde por tentativa de homicídio e Maria por instigação ou au- xílio ao suicídio. C) José e Maria respondem por instigação ou auxílio ao suicídio. 33 da Lei 11. José abriu o registro do gás de cozinha. ainda que ambos desejassem o suicídio. não obstante o socorro ter chegado a tempo. assinale a afirmativa correta. que impedia por completo qualquer possibilidade de relacionamento. mas insuscetível de graça ou anistia. Com base nessa situa- ção hipotética. D) Trata-se de crime que admite fiança. Direito Penal 475. Assim. em con- curso de agentes. previsto no art. assinale a alternativa CORRETA. com todas as portas e janelas trancadas. 277 . 2º da Lei 8072/90. Ambos inspiraram o ar envenenado e desmaiaram. considerando o que estabelece a Constituição da República Federativa do Brasil acerca desse ato. (TJ/MG . por não ter realizado conduta positiva deverá responder tão somente pela instigação ou auxílio ao suicídio. O tráfico de entorpecentes. o fato de Jose ter aberto o registro de gás já o coloca como autor do crime de homicídio tentado em relação a sua irmã. Para tanto. RESPOSTA: “A”. decidiram arrombar a porta e resgatá-los. RESPOSTA: “A”.

C) privilegiado (caso de diminuição de pena). se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. doutrinariamente denominada de perdão judicial. aplica- se ao homicídio: A) cometido por relevante valor moral. b) mulher que leva a própria filha de doze anos para uma clínica clandes- tina. e) indivíduo que esquece o próprio filho dentro de um automóvel sob sol forte.Escrivão .Escrivão de Polícia – VUNESP/2013) A hipótese do art.UEPA/2013) Sobre os crimes contra a pessoa. 278 . na hora mais quente do dia. in verbis: § 5º . que trocaram agressões físicas na saída de um jogo de futebol. logo em seguida a injusta provocação da vítima. é correto afirmar que: a) responde por crime de maus-tratos o vizinho que. conforme disposto no art. a qual deverá ser aplicada nos casos previstos em lei. mas pode receber o perdão judicial. Em caso de homicídio culpo é cabível o perdão judicial. RESPOSTA: “ E”. (Polícia Civil/SP . B) culposo. Direito Penal 477. para castigar crianças que subiram em seu telhado e quebraram algumas telhas. onde a menina é submetida a um abortamento. 121. c) aprendiz de marceneiro que. O perdão judicial está previsto no artigo 107. comete homicídio culposo. 478. se ficar provado que a adolescente concordou com o ato. E) cometido por relevante valor social.Na hipótese de homicídio culposo. como uma modalidade de extinção de punibilidade. (Polícia Civil/PA . por grave imperícia. as obriga a ficar sen- tadas em chão de cimento.º do CP. §5º do Código Penal. amputa os dedos de um colega que o auxiliava deve responder por lesão corporal grave. deve responder por abor- tamento consensual. IX do Código Penal Brasileiro. já que hou- ve debilidade permanente de membro. devem ser indiciados pelo crime de rixa. 121. d) integrantes de duas torcidas organizadas rivais. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. D) cometido sob o domínio de violenta emoção. implicando em morte da criança. se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. § 5.

a impunidade ou vantagem de outro crime. aborto: § 2° Se resulta: I . se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. II . ( ) durante o repouso noturno.º do CP. E) enfermidade incurável. 129.deformidade permanente. V . ocorre: A) aceleração de parto.o do art. enfermidade incurável.Escrivão de Polícia – VUNESP/2013)Analise as infor- mações apresentadas a seguir e classifique-as como (V) verdadeira ou (F) falsa. IV . sentido ou função. § 2. O crime de homicídio é qualificado. D) perigo de vida. III perda ou inutilização do membro. doutrinariamen- te denominada gravíssima. ( ) por funcionário público no exercício de suas funções.enfermidade incurável. Direito Penal § 5º . (Polícia Civil/SP .aborto: RESPOSTA: “E”. A lesão corporal se enquadra nas hipótese expressas no art.Escrivão de Polícia – VUNESP/2013) A lesão corpo- ral se enquadra nas hipótese expressas no art. nos expressos termos do § 2. doutrinariamente denominada gravíssima. ocorre se resulta incapacidade perma- nente para o trabalho. 279 . 129.º do CP.Incapacidade permanente para o trabalho. RESPOSTA: “B”. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. C) debilidade permanente de membro.Na hipótese de homicídio culposo. deformidade permanente. sentido ou função. por mais de trinta dias. § 2. B) incapacidade para as ocupações habituais. a ocultação. 479. perda ou inutilização do membro. se cometido ( ) para assegurar a execução. 121 do CP. 480. (Polícia Civil/SP . sentido ou função.

de emboscada. II . REPOSTA: “B”. F. V . F.à traição. (B) F. III . 280 . ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. IV . (C) V.para assegurar a execução. E) tem a pena aumentada de metade se o crime é praticado por motivo egoístico. F. apenas. de cima para baixo.por motivo fútil. F. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. explosivo. C) é punido com pena de detenção. ou de que possa resultar perigo comum. V.com emprego de veneno. D) tem a pena aumentada de metade se a vítima é menor.Escrivão de Polícia – VUNESP/2013) O crime de induzimento. asfixia. V. 122 .Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena . ou reclusão. V. V. é: (A) V. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . V. se o suicídio se consuma. (Polícia Civil/SP .reclusão. 481. ou por outro motivo torpe. de um a três anos. Art.mediante paga ou promessa de recompensa. instigação ou auxílio a suicídio A) é punido com pena de detenção e multa. Direito Penal A classificação correta. V. fogo.reclusão. RESPOSTA: “D”. § 2° Se o homicídio é cometido: I . de doze a trinta anos. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. (E) V. de dois a seis anos. (D) V. B) só se caracteriza se o suicídio se consuma ou se a vítima sofre lesão cor- poral de natureza grave. a ocultação.

detenção. matando-o.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Marinaldo. C) deverá responder pelo crime de infanticídio doloso. o próprio filho. RESPOSTA: “A”. o estado puerperal. o que é falso. durante o parto ou logo após: Pena . B) deverá responder pelo crime de homicídio culposo. em face de ter acabado de dar à luz. E) comunicação falsa de crime (artigo 340 do CP) Art.(PC/ES . por ser inimigo de Nando. O infanticídio é o assassinato do filho cometido pela mãe em razão de estado mental abalado. que se encontrava ao seu lado na cama.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Maria. Marinaldo deverá res- ponder pelo crime de: A) calúnia (artigo 138 do CP). Infanticídio Art. Logo. a propala ou divulga. ao revirar na cama. E) não deverá responder por crime algum.detenção. § 1º . de seis meses a dois anos. § 2º . Direito Penal 482. 483. sabendo falsa a imputação.Na mesma pena incorre quem. 123 . estando sonolenta pela medicação que lhe fora ministrada. de dois a seis anos. (Polícia Civil/ES .Matar. 138 . Maria: A) deverá responder pelo crime de homicídio doloso. que estava sob a influência do estado puerperal. pois foi um acidente. sob a influência do estado puerperal. e multa.Caluniar alguém. espalhou junto à vizinhança em que moram que Nando furta toca-fitas de veículos. D) deverá responder pelo crime de infanticídio culposo. B) difamação (artigo 139 do CP). imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena . D) denunciação caluniosa (artigo 339 do CP). Logo. C) injúria (artigo 140 do CP). 281 .É punível a calúnia contra os mortos. acabou sufocando seu filho.

prevê o art. No caso em análise. Diz-se o crime: Crime doloso I – doloso. não houve intenção nem mesmo de ferir o terceiro. o dolo consiste na vontade da mãe de causar como resultado a morte do filho nascente ou recém-nascido ou assumir o risco desse resultado. Logo. E) praticou crime de lesão corporal seguida de morte. ferindo Paulo no pescoço.Diz-se o crime: Crime culposo II . praticou o crime de homicídio culposo. sem a intenção de matar. Art. RESPOSTA: C 484. ou seja. por mera brincadeira. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. Manoel virou subitamente. (PC/ES . portanto estão descartadas as hipóteses do crime de lesão corporal. Paulo. mas embora tenha agido por reflexo. veio por trás e deu um grito. Em razão do susto. No art. Direito Penal Sobre o crime doloso. estando descartada a hipótese de homicídio doloso. 18. do Código Penal:   Art. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. distraído. negligencia ou imperícia. previsto no art.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Manoel estava cortan- do uma laranja com um canivete em seu sítio. provocando uma lesão que o levou a óbito. C) praticou o crime de homicídio doloso por dolo direto. D) praticou crime de homicídio doloso por dolo eventual. 18 . B) praticou o crime de homicídio culposo. 18 do Código Penal. RESPOSTA: B 282 . 123 do CP. Manoel: A) não praticou crime. No caso mencionado. pois agiu por ato reflexo. inciso I. está previsto como fato típico do crime de infanticídio matar o próprio filho. quando seu primo.culposo. pois nesta há a intenção de ferir. Manoel praticou o crime de homicídio culposo. 18.

assim o princípio da confiança. da imputação falsa de fato definido como crime. mas po- derá fazer jus a benefícios penais. der causa à instauração de investigação policial e de processo judicial contra a vítima responderá em concurso material pelos crimes de calúnia e denunciação caluniosa. violando. ingressou na rotatória enquanto Jane fazia a manobra. 283 . No caso acima apresentado. acaba abalroando o carro de Lorena. RESPOSTA: “C”. ao efetuar manobra em uma rotatória. Lorena sofreu lesões corporais. verificou-se que Jane conduzia seu veículo dentro da uma normalidade necessária. Direito Penal 485. B) Jane não responderá pelas lesões corporais sofridas por Lorena com base no princípio da intervenção mínima. independen- temente da ciência ou divulgação por parte de terceiros. assinale a opção correta. pois agiu no exercício regular de direito. Nesse sentido. B) O crime de difamação não admite a exceção da verdade. o fato era de domínio público. D) A consumação do crime de calúnia se dá com o conhecimento. por parte do sujeito passivo. na mesma circunstância. C) Jane não pode ser responsabilizada pelo resultado com base no princípio da confiança. afastando o dolo da conduta.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Jane. mas permite que o agente ofereça a exceção de notoriedade do fato. (TRE/MS – Analista Judiciário . desrespeitando as regras de trânsito. podendo ser suprida mediante a deter- minação e a presença do animus caluniandi. entretanto a conduta imprudente de Lorena a colo- cou em risco. assinale a afirma- tiva correta. E) O autor de imputação falsa de fato descrito como infração penal que. dirigindo seu veículo dentro do limite de velocidade para a via. de modo a demonstrar que. 486. que. Em virtude do abalroamento. A) Jane não praticou crime. D) Jane praticou delito previsto no Código de Trânsito Brasileiro.   (PC/ES . dentro de parâmetros de normalidade mediana.CESPE/2013) Em relação aos crimes contra a honra. C) A configuração do crime de calúnia prescinde da imputação falsa de fato definido como crime ou contravenção. A) A lei penal prevê a impossibilidade de arguição da exceção da verdade no crime de calúnia se o fato imputado for crime de ação privada e o ofendido não tiver sido condenado por sentença irrecorrível. Segundo o princípio da confiança acreditamos poder confiar que as pessoas agi- rão de forma determinada. com base na teoria da imputação objetiva. para o agente.

para as suas ocupações habituais. se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.  § 5º .Na hipótese de homicídio culposo. em caso de imputação verdadeira o fato será atípico.detenção. 284 . Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . imputando-lhe falsamente fato definido como crime. 138. exis- tem exceções de acordo com o art.se. Art. é irrelevante o fato de o agente cometer o crime impelido por motivo de considerável valor social ou moral. de prevalecer-se o agente das relações do- mésticas. 129. por mais de trinta dias. E) Para o referido delito. o juiz poderá deixar de a pena se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 138 . 487. 121. o juiz poderá deixar de aplicar a pena. C) Na hipótese de lesão corporal culposa. ainda. realizar-se-á. B) Se do delito em questão resultar perigo de vida e caso se constate ter sido incompleto o primeiro exame pericial. salvo: I . ou. de três meses a um ano. RESPOSTA: “A”.Admite-se a prova da verdade. do Código Penal. constituindo o fato imputado crime de ação privada. o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. necessariamente. (TJ/PA – Juiz Substituto – CESPE/2012) No que se refere ao delito de lesões corporais. exame complementar por determinação da autoridade judiciária. entretanto. Em regra é cabível a exceção da verdade no crime de calúnia. § 3º . A) Constitui circunstância agravante o fato de o delito ser praticado contra cônjuge ou companheiro.Caluniar alguém. assinale a opção correta. de coabitação ou de hospitalidade. Direito Penal O crime de calúnia se confira se a imputação for falsa. D) A lesão corporal será considerada de natureza gravíssima se do fato re- sultar incapacidade da vítima. Lesão corporal Art. que há em caso de o fato imputado for crime de ação privada e o ofendido não tiver sido condenado por sentença irrecorrível.        Art.

Direito Penal
O perdão judicial aplicável à lesão culposa com base no o disposto no § 8º e §
5º do art. 121. 

RESPOSTA: “C”.

488. (DPE/AC – Defensor Público – CESPE/2012) Uma mulher grávida,
prestes a dar à luz, chorava compulsivamente na antessala de cirurgia da ma-
ternidade quando uma enfermeira, condoída com a situação, perguntou o mo-
tivo daquele choro. A mulher respondeu-lhe que a gravidez era espúria e que
tinha sido abandonada pela família. Após dar à luz, sob a influência do estado
puerperal, a referida mulher matou o próprio filho, com o auxílio da citada
enfermeira. As duas sufocaram o neonato com almofadas e foram detidas em
flagrante. Nessa situação hipotética,
a) a mulher e a enfermeira deverão ser autuadas pelo crime de infanticídio;
a primeira na qualidade de autora e a segunda na qualidade de partícipe, con-
forme prescreve a teoria monista da ação.
b) a mulher e a enfermeira deverão ser autuadas pelo crime de infanticídio;
a primeira na qualidade de autora e a segunda na qualidade de coautora, visto
que o estado puerperal consiste em uma elementar normativa e se estende a
todos os agentes.
c) a mulher deverá ser autuada pelo crime de infanticídio e a enfermeira,
pelo crime de homicídio, já que o estado puerperal é circunstância pessoal e não
se comunica a todos os agentes.
d) a mulher e a enfermeira deverão ser autuadas pelo crime de homicídio,
consoante as determinações legais estabelecidas pelas reformas penais de 1940
e 1984, que rechaçam a compreensão de morte do neonato por honoris causae.
e) a mulher deverá ser autuada pelo crime de infanticídio e a enfermeira,
pelo crime de homicídio, uma vez que o estado puerperal é circunstância perso-
nalíssima e não se comunica a todos os agentes.

Em regra, somente a mãe sob influência do estado puerperal, pode ser sujeito
ativo do crime de infanticídio. Entretanto, como crime próprio, é admissível a coau-
toria e a participação.
Importa salientar, que de acordo com o artigo 30 do CP, a condição do puerpério,
por ser elementar do delito de infanticídio, se comunica ao coautor ou partícipe.

Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as
condições de caráter pessoal, salvo quando elementares
do crime.

285

Direito Penal
Desse modo, a mulher e a enfermeira deverão ser autuadas pelo crime de infan-
ticídio; a primeira na qualidade de autora e a segunda na qualidade de coautora, visto
que o estado puerperal consiste em uma elementar normativa e se estende a todos
os agentes.

RESPOSTA: “B”.

489. (TJ/RJ – Juiz Substituto – VUNESP/2012) Considere as seguintes as-
sertivas no que concerne aos crimes contra a honra.
I. Não se admite a exceção da verdade para a injúria.
II. Não constituem calúnia ou difamação punível a ofensa irrogada em juí-
zo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador.
III. O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia
ou da difamação, fica isento de pena.
É correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) I, II e III.

O crime de injúria está previsto no art. 140, do Código Penal, conforme abaixo
descrito:

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade
ou o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou
diretamente a injúria;
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra
injúria.
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de
fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se
considerem aviltantes:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além
da pena correspondente à violência.
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos
referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a
condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de um a três anos e multa.

286

Direito Penal
A injúria é crime contra a honra que se constância em ofender a dignidade ou
o decoro de alguém. É indiferente que a imputação seja verdadeira ou não, desse
modo, não admite a exceção da verdade.

Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata
cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento de
pena.

RESPOSTA: “C”.

490. (TRF/1ª - Analista Judiciário - FCC/2011) A respeito dos crimes contra
a honra, é correto afirmar que
A) configura o crime de injúria a crítica genérica dirigida às instituições
em geral.
B) a pessoa jurídica pode ser sujeito passivo do crime de difamação.
C) os menores e os doentes mentais não podem ser sujeitos passivos do
delito de difamação.
D) a ofensa à dignidade ou decoro que caracteriza a injúria não pode ser
feita por gestos devendo ser ver verbal ou escrita.
E) aquele que, sabendo falsa a imputação, a propala não comete crime de
calúnia.

O crime de difamação está previsto no art. 139, do Código Penal, e tem como
bem jurídico tutelado a honra objetiva, ou seja, a reputação da vítima.

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo
à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

A pessoa jurídica também possui a honra objetiva, pelo conceito que tem no
meio social. Desse modo, segundo Rogério Greco, “qualquer pessoa pode ser con-
siderada sujeito passivo do delito em estudo, não importando se pessoa física ou
jurídica” (Greco, 2011).

RESPOSTA: “B”.

491. (DPE/MT - Defensoria pública - FCC/2010) João matou seu desafeto
com vinte golpes de faca. Nesse caso,
a) responderá por crime de homicídio tentado e consumado em concurso
material.

287

Direito Penal
b) ocorreu concurso formal de infrações.
c) responderá por vinte crimes de homicídio em concurso material.
d) deve ser reconhecido o crime continuado.
e) responderá por um crime de homicídio.

João matou seu desafeto com vinte golpes de faca. Nesse caso, responderá por
um crime de homicídio.

Art. 121. Matar alguém:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.

Os vintes golpes de faca foram o meio utilizado para a consumação do crime
de homicídio, crime único no caso acima citado, por isso responderá pelo homicídio
simples.

RESPOSTA: “E”.

492. (OAB/ExameX - OAB/2013) José, rapaz de 23 anos, acredita ter poderes
espirituais excepcionais, sendo certo que todos conhecem esse seu “dom”, já que
ele o anuncia amplamente. Ocorre que José está apaixonado por Maria, jovem de
14 anos, mas não é correspondido. Objetivando manter relações sexuais com Maria
e conhecendo o misticismo de sua vítima, José a faz acreditar que ela sofre de um
mal espiritual, o qual só pode ser sanado por meio de um ritual mágico de cura e
purificação, que consiste em manter relações sexuais com alguém espiritualmente
capacitado a retirar o malefício. José diz para Maria que, se fosse para livrá-la
daquilo, aceitaria de bom grado colaborar no ritual de cura e purificação. Maria,
muito assustada com a notícia, aceita e mantém, de forma consentida, relação sexual
com José, o qual fica muito satisfeito por ter conseguido enganá-la e, ainda, satisfazer
seu intento, embora tenha ficado um pouco frustrado por ter descoberto que Maria
não era mais virgem.
Com base na situação descrita, assinale a alternativa que indica o crime que
José praticou.
A) Corrupção de menores (Art. 218, do CP).
B) Violência sexual mediante fraude (Art. 215, do CP).
C) Estupro qualificado (Art. 213, § 1º, parte final, do CP).
D) Estupro de vulnerável (Art. 217-A, do CP).
 
No caso acima mencionado ocorreu o crime de violência sexual mediante
fraude, previsto no art. 215, do CP, pois José valendo-se de fraude praticou ato
sexual com Maria, que só o fez por acreditar que haveria a cura.

288

Direito Penal
Art. 215.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato
libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio
que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade
da vítima:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

RESPOSTA: “B”.

289

mediante fraude ou violência. RESPOSTA: “B”. A alternativa correta é a letra B. para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida. e multa. indígena ou portadora de deficiência física ou mental.detenção de um ano a dois anos. A) Os crimes contra a organização do trabalho estão tipificados apenas pela Consolidação das Leis do Trabalho e pelas Convenções da Organização Inter- nacional do Trabalho. 290 . disposto no artigo 203 do Código Penal. que confira o crime de   Frustração de direito assegurado por lei trabalhista. idosa.Frustrar. Direito Penal DOS CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 493. B) Frustrar.   II .impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza. mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais. Art. gestante. direito assegurado pela legislação do trabalho: Pena . com o intuito de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. mediante fraude ou violência. C) Invadir ou ocupar estabelecimento industrial. assinale a alternativa correta.  § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos. direito assegurado pela legisla- ção do trabalho é crime punível com detenção de um ano a dois anos.  § 1º Na mesma pena incorre quem:  I . 203 . caracteriza o crime de paralisação de trabalho de interesse coletivo. e multa. comercial ou agrícola.obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. D) Cometerá o crime de exercício ilegal de profissão legalmente regulamen- tada aquele que exercer atividade de que está impedido por decisão administra- tiva. além da pena correspondente à violência. (TJ/PR – Assessor Jurídico – UFPR/2012) Relativamente às disposi- ções sobre os crimes contra a organização do trabalho. além da pena correspondente à violência.

677. 213. § 3o. 2o e 3o). de 2 de julho de 1998).      VII-B . 158. caput.Código Penal. de 7 de dezembro de 1940 . (TRF/5ª Região Analista Judiciário – FCC/2013) São crimes hediondos próprios. (C) terrorismo. § 2o). extorsão mediante sequestro e tráfico ilícito de drogas.estupro de vulnerável (art. consumados ou tentados:  I . 267.848.falsificação. Art. desde que seguidos de morte. (E) atentado contra meio de transporte aéreo. caput e §§ 1o e 2o). corrupção. 217-A. 121. e homicídio qualificado (art. § 1o). dentre outros. § 1o-A e § 1o-B. (B) extorsão mediante sequestro.        V .072/1990. assim definidos pela Lei nº 8.extorsão qualificada pela morte (art.estupro (art. atentado violento ao pudor e racismo. II . Direito Penal LEGISLAÇÕES 494.homicídio (art. concussão e homicídio qua- lificado. IV e V).       VII .latrocínio (art.        291 . caput e § 1o.       VI .       III . 3o e 4o). (A) estupro de vulnerável. quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. I. ainda que cometido por um só agente.        IV . adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art.extorsão mediante sequestro e na forma qualificada (art. todos tipificados no Decreto-Lei no 2. 159. caput e §§ 1o. (D) homicídio. estupro. 157. com a redação dada pela Lei no 9. 273.epidemia com resultado morte (art. desastre ferroviário e incêndio. epidemia com resultado morte e adulteração de produto destinado a fim terapêutico. 121). in fine). latrocínio. e §§ lo. III. II. 2o. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes. § 2o.

IV – Não admite a redução da pena pela delação premiada. de 3 de março de 1998. Segundo o parágrafo 4º do citado artigo. se os crimes definidos na lei forem cometidos de forma reiterada ou por inter- médio de organização criminosa.Possui rol taxativo de crimes antecedentes que ensejam o cometimento dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens. 2o e 3o da Lei no 2. de 1o de outubro de 1956. disposição. direta ou indiretamente. conforme abaixo transcrito: § 4o  A pena será aumentada de um a dois terços.trata-se de crime comum e material. movimentação ou propriedade de bens.A pena imputada ao delito será aumentada de 1 (um) a 2/3 (dois terços). Art. II e IV E) I e III O crime de lavagem de capitais está disposto no art. Direito Penal VIII . 1o. origem. (TRF/1ª Região – Estágio em Direito – TRF/1ª Região/2013) Sobre o crime de lavagem de capitais: I . 1º da Lei nº 9. 292 . direitos e valores obtidos pela perpetração do delito antecessor. III e IV D) I.favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. III .      Parágrafo único. de infração penal. direitos ou valores provenientes. caput. tentado ou consumado. II . a pena será aumentada se os crimes fo- rem cometidos de forma reiterada ou por meio de organização criminosa. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts.     RESPOSTA: ”A”. localização. e §§ 1º e 2º). 495. 1º  Ocultar ou dissimular a natureza. 218-B. se os crimes definidos nesta Lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.613. Estão incorretas: A) II e IV B) II e III C) I.889.

em seu art. D) O processo perante o Juizado orientar-se-á pelo critério da escrita. em nenhuma hipótese. (TJ/MG . 293 . 5º. B) A competência do Juizado será determinada sempre pelo domicílio do réu. C) Um dos objetivos dos Juizados Especiais Criminais é a reparação dos danos sofridos pela vítima.” Nesse sentido. XI.099/95. inciso XI. em caso de hipó- teses de flagrante delito. A Constituição Federal dispõe. esta inviolabilidade é relativizada. 496. durante o dia. 5º. Crime comum é aquele que pode ser cometido por qualquer pessoa. ou cumprimento de ordem judicial durante o dia. entrar em uma residência no período da noite sem o consentimento do morador. por determinação judicial. ninguém nela podendo penetrar sem o consenti- mento do morador. é CORRETO afirmar que: A)Um policial militar que passa diante de uma residência à noite e percebe a presença de três indivíduos cometendo o crime de tráfico de entorpecentes. Crime material é aquele em que a lei descreve uma ação e um resultado e exige a ocorrência do resultado para as consumação.Oficial Judiciário – TJ/MG/2013) Tendo em vista as Disposições Gerais a respeito dos Juizados Especiais Criminais de acordo com a Lei Federal nº 9. além de outros direitos e garantias individuais. Direito Penal O crime de lavagem de capitais trata-se de crime comum e material. 497. desastre ou para prestar socorro ou. da vida privada. etc.: homicídio. RESPOSTA: “D”. mediante determinação judicial. entretanto. sobre a inviolabilidade do domicilio. B) Um oficial de justiça pode. D)A constituição prevê algumas exceções à garantia da inviolabilidade: em caso de flagrante delito. Ex. deverá ser aplicada a pena privativa de liberdade. poderá ser ameaçada pelo Estado. da honra.: o resultado morte no crime de homicídio. RESPOSTA: “E”. essa regra possui exceções. C) A garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio compreende a tutela da intimidade. desastre. Dessa forma. como a de que “a casa é asilo inviolável do indivíduo.Oficial Judiciário – TJ/MG/2013) A Constituição da Repú- blica Federativa do Brasil assegura a inviolabilidade do domicílio. (TJ/MG . no art. assinale a alternativa CORRETA: A) Para reprovação do ato. que prevalece sobre a oralidade. Ex. furto. bem como a proteção individual e familiar que. deve aguardar o dia amanhecer para ingressar no local e prender os criminosos.

constitui abuso de autoridade: A) Comunicar ao Juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa. i) à incolumidade física do indivíduo. em razão de discriminação religiosa. RESPOSTA “C”.Oficial Judiciário – TJ/MG/2013) Com base no disposto na Lei Federal nº 4. g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto. 3º da Lei 4898/65. Josenildo praticou o crime: 294 . evitando o litígio. 499. configura o abuso de autoridade. C) Qualquer atentado ao sigilo da correspondência. (TJ/MG . h) ao direito de reunião. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção. RESPOSTA: “C”. pois era evangélico e Fabrícia de uma religião de matriz afro-brasileira. e) ao livre exercício do culto religioso. j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. Direito Penal Um dos objetivos dos Juizados Especiais Criminais é a reparação dos danos sofridos pela vítima. f) à liberdade de associação. (Polícia Civil/ES . o que ele não admitia. d) à liberdade de consciência e de crença. a prisão de um de seus membros. Assim. D)  Deixar de comunicar. 3º. causando-lhe gran- de sofrimento mental. imediatamente. nos termos do art.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Josenildo constrangeu Fabrícia mediante emprego de grave ameaça. Os Juizados Especiais Criminais foram criados com o objetivo de dar maior agilidade ao judiciário. Art. b) à inviolabilidade do domicílio.898 de 09 de dezembro de 1965 (Abuso de Autoridade). à família. O atentado ao sigilo de correspondência quando praticado por autoridade no exercício da função ou em razão dela. 498. B) Reduzir a execução da prisão temporária. c) ao sigilo da correspondência. fomentando a conciliação entre as partes envolvidas.

nº 12.716/1989. Art. com a seguinte redação: Art. 387. D) tipificado na lei que definiu crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor (Lei nº 7. mais um.736. passou a contar com novo parágrafo. além desses três dias de pena cumprida. 500. por 5 horas diárias. de prisão administrativa ou de internação. que pode existir ou não. computam-se. do tempo de prisão provisória e o de internação em hospital ou manicômio.716/1989). tipifica- do na Lei nº 7. cor. 387.Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) Acerca da “detração”. C) de lesão corporal (artigo 129 do CP). B) É a conversão da pena restritiva de direitos em privativa de liberdade. B) de constrangimento ilegal (artigo 146 do CP). 1º Serão punidos. aos sábados e domingos. no Brasil ou no estrangeiro. etnia. RESPOSTA: “C”. (Polícia Civil/ES . para o preso que cumpre apena em regime fechado ou semiaberto. do Código de Processo Penal. de 30 de novembro de 2012. E) de tortura (Lei nº 9.455/1997). é um dado even- tual. sem que o crime seja excluído. Josenildo praticou o crime resultantes de preconceito de raça ou de cor. será computado para fins de determinação do regime inicial de pena privativa de liberdade. 295 . os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça. Direito Penal A) de injúria racial (artigo 140. religião ou procedência nacional. D) Consiste na obrigação de permanecer. C) É o cômputo. E) É todo fato ou dado que se encontra em redor do delito. é correto o que se afirma na alternativa: A) A cada três dias trabalhados no sistema prisional. o art. pelo tempo da pena aplicada. § 3º do CP). na forma desta Lei. RESPOSTA: “D”. Por força da Lei da detração. § 2º O tempo de prisão provisória. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança.

CAPEZ. São Paulo: Saraiva. BITENCOURT. Direito Penal REFERÊNCIAS JESUS. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 1988. Fernando. Vol. Vol. São Paulo: Saraiva. 296 . Fernando. 2011. 1. Direito penal: parte geral. Flávio Augusto Monteiro de. NORONHA. Vol. São Paulo: Saraiva. Magalhães. Victor Eduardo Rios. Direito penal: parte geral. 2008. 3. São Paulo: Saraiva. E. Direito Penal. BARROS. 2007.ed. GONÇALVES. 1. Tratado de Direito Penal. Curso de Direito Penal: Parte Especial. 2011. 2003. GRECO FILHO. Damásio Evangelista de. Vicente. CAPEZ. São Paulo. 2011. 2009. São Paulo: Saraiva. 17 ed. 19 ed. Saraiva. Direito Penal. Manual de Direito Penal.São Paulo: Saraiva. São Paulo: Saraiva. parte geral. 3. Cezar Roberto.