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Anotações de enfermagem

As anotações de enfermagem são todos os registros das informações do paciente, das
observações feitas sobre o seu estado de saúde, das prescrições de enfermagem e sua
implantação, da evolução de enfermagem e de outros cuidados, entre eles a execução das
prescrições médicas.
Pode-se afirmar que é um instrumento valorativo de grande significado na assistência de
enfermagem e na sua continuidade, tornando-se, pois, indispensável na aplicação do processo
de enfermagem, pois está presente em todas as fases do processo.
As anotações de enfermagem são o meio utilizado pela enfermagem para informar sobre a
assistência prestada e, como consequência, uma fonte disponível para avaliação da eficiência e
eficácia dessa assistência. Assim, demandam clareza em relação a sua forma e conteúdo, a fim
de garantir a compreensão e a legibilidade da informação.

Tipos de anotações de enfermagem

São vários tipos de anotações de enfermagem que podem ser registrados no prontuário do
paciente. Dentre eles são destacados:

• Gráfico: facilita a visualização de oscilações dos parâmetros vitais do paciente, como
temperatura (T), pulso (P), respiração (R) e pressão arterial (PA) ou dos sinais objetivos, tais
como: peso, altura, perímetros, pressão venosa central, entre outras;

• Descrição: numérica - são anotados valores de parâmetros mensuráveis.

Podem ser locais específicos para o registro desses valores para facilitar a visualização; narração
escrita - registro da forma narrativa daquilo que foi realizado, observado e ou informado pelo
paciente ou familiar. É o tipo de anotação mais freqüentemente utilizado em prontuário de
paciente.

A anotação de enfermagem, quando cientificamente estruturada, apresenta elementos valiosos
para o diagnóstico das necessidades do paciente, da família e da comunidade, facilitando o
planejamento de assistência ao paciente e apresentando elementos para o ensino e pesquisa
no campo profissional.

No dia-a-dia verificamos que as anotações de enfermagem, de modo geral, não são completas
em relação ao cuidado integral que o paciente necessita e recebe, e não satisfazem os requisitos
necessários para sua padronização.

Acreditamos que essas falhas ocorram devido à falta de conscientização de seu valor pelo
pessoal de enfermagem.

Quanto mais consciência o funcionário tiver sobre a finalidade dos registros de enfermagem,
mais ele o fará com riqueza de conteúdo, colaborando assim, efetivamente, para a elaboração
de cuidados de enfermagem, individualizados, ao paciente.

Roteiro para anotação de enfermagem

Comportamento e observações relativas ao paciente:

• Nível de consciência;

Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro

• Estado emocional;

• Integridade da pele e mucosa;

• Hidratação;

• Aceitação de dieta;

• Manutenção venóclise;

• Movimentação;

• Eliminação;

• Presença de cateteres e drenos.

Cuidados prestados aos pacientes, prescritos ou não pelo enfermeiro:

• Mudança de decúbito;

• Posicionamento no leito ou na poltrona;

• Banho;

• Curativos;

• Retirada de drenos, sondas, cateteres, etc.

Medidas prescritas pelo médico e prestadas pela enfermagem:

• Repouso;

• Uso de colete/faixas;

• Recusa de medicação ou tratamento.

Respostas específicas do paciente à terapia e assistência:

• Alterações do quadro clínico;

• Sinais e sintomas;

• Alterações de sinais vitais;

• Intercorrências com o paciente;

• Providências tomadas;

• Resultados.

Medidas terapêuticas executadas pelos membros da equipe:

• Passagem de dispositivo intravenoso (intracath, duplo ou triplo lúmen, etc.);

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Acompanhar o paciente ao leito. inspirando-lhes confiança no hospital e na equipe que o atenderá. Orientações educativas: • Nutrição. da nutricionista ou psicólogo. Refere algia generalizada. mantendo venóclise por scalp em MSE. tomou banho de aspersão. Procedimentos: 1. deambulando. • Atividade física. normotenso. por determinado período.• Visita médica especializada (avaliações). Outros fatos relevantes (de qualquer natureza) referidos pelo paciente ou percebidos pelo profissional: • Acidentes e intercorrências. abdômen ascistico doloroso à palpação. afebril. o paciente está preocupado com a sua saúde. Receber o paciente cordialmente. horários das refeições. ictérico. SVD com débito de 200ml de coloração alaranjada. 4. nome do médico e da enfermeira chefe. e deste primeiro contato depende em grande parte a colaboração do paciente ao tratamento. Marcela 1. 2. Admissão É a entrada e permanência do paciente no hospital. proporcionar conforto e segurança. auxiliando-o a deitar e dando-lhe todo o conforto possível. Geralmente. Orientar o paciente em relação à: localização das instalações sanitárias. aceitou o desjejum oferecido. A primeira impressão recebida é fundamental ao paciente e seus familiares. • Atendimento do fisioterapeuta. comunicativo. taquicardico. sem sinais flogisticos. Deve ser recebido com gentileza e cordialidade para aliviar suas apreensões e ansiedades. • Uso de medicações. Exemplo de prontuário: 9:00hs. • Recebimento de visitas. proporcionará sensação de segurança e bem estar. Se recebido atenciosamente. dispneico. modo de usar a campainha. eliminação intestinal ausente há 1 dia. verificando se as fichas estão completas. Tem por objetivos facilitar a adaptação do paciente ao ambiente hospitalar. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . com bom refluxo. Na unidade de internação o paciente é recebido por um profissional da unidade e encaminhado ao quarto ou enfermaria. Apresentá-lo aos demais pacientes do seu quarto. 3.apresenta-se consciente.

A alta do paciente deve ser assinada pelo médico. proceder ao exame físico. Preparar o paciente em relação aos exames a que será submetido. Entregar ao paciente a receita médica e orientá-lo devidamente. 3. Fazer o prontuário do paciente. 5. Exemplo de Admissão: 10:00 hs. Devolver objetos e medicamentos ao paciente. horário de repouso. ( o resto é como no prontuário) 2. pulso e respiração. 11. Fornecer roupa do hospital. que foram guardados no hospital. Procedimentos: 1. pressão arterial. se a rotina da enfermeira não permitir o uso da própria roupa. 6. Alta Alta Hospitalar é o encerramento da assistência prestada ao paciente no hospital. colocá-los em um saco e grampear. Anotar no Relatório Geral a admissão e o censo diário. a fim de obter sua cooperação. que deve estar assinada pelo médico. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . 2. 8. 8. 7. Explicar o regulamento do hospital quanto à: fumo. Verificar temperatura. O paciente recebe alta quando seu estado de saúde permitir ou quando está em condições de recuperar-se e continuar o tratamento em casa. horário de visita. Anotar no relatório de enfermagem a admissão. Providenciar cadeira de rodas ou maca para transportar o paciente até o veículo.5. 6. Informar ao paciente sobre a alta. Auxiliar o paciente a vestir-se. Certificar-se da alta no prontuário do paciente. Reunir as roupas e objetos pessoais e colocá-los na mala ou sacola..Admitida nesta unidade vinda de casa acompanhada pela prima para tratamento cirúrgico. 9. 4.. 7. Os pertences do paciente devem ser entregues à família no ato da admissão. se não for possível. 10. Verificar no prontuário as medicações ou outros tratamentos a serem feitos antes da saída do paciente. 12. identificando com um impresso próprio e encaminhar para a sala de pertences. hora e de como será transportado.

Proceder as anotações de enfermagem no plano assistencial. 1 Via oral Vantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via Desvantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via Potenciais complicações • Complicações específicas de cada agente Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . 6. Transportar o paciente. intra-retal. Retornar ao setor levando a maca ou cadeira de rodas. subcutânea. Auxiliar na acomodação do paciente. endovenosa. medicamentos e pertences. 10. 4. intrapleural. 5. intravesical. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS QUIMIOTERÁPICOS ANTINEOPLÁSICOS Os quimioterápicos antineoplásicos podem ser administrados pelas vias: oral. 8. dentro do próprio hospital. 10. Preparar a unidade para receber outro paciente. Separar medicamentos para encaminhá-los junto com o paciente. 7. 3. Proceder o transporte do paciente. intrarterial. entregando-os à família ou encaminhando junto ao paciente. Checar na prescrição toda a medicação que foi administrada e cuidados prestados. 3. 9. orientar o paciente. Após confirmação da vaga pela chefia. Poderá ser transferido quando necessitar de cuidados intensivos. com auxílio. 2. Levar o prontuário completo. mudança de setor e troca do tipo de acomodação. Preparar a unidade para receber outro paciente. Transferência interna do paciente É a transferência do paciente de um setor para o outro. Fazer rol de roupas e pertences do paciente.9. Procedimentos: 1. intratecal e intraperitoneal. intramuscular.

4 Via intratecal Vantagens • Maiores níveis séricos da antineoplásico no liquido cérebro-espinhal Desvantagens • Requer punção lombar ou colocação cirúrgica do reservatório ou um cateter implantável para a administração da droga Potenciais complicações • Cefaléia. 3 Via arterial Vantagens • Aumento da dose para tumores com diminuição dos efeitos colaterais sistêmicos Desvantagens • Requer procedimento cirúrgico para colocação do cateter Potencias complicações • Sangramento e embolia Cuidados de enfermagem na aplicação por via arterial cateter fazendo compressão por 5 minutos ou mais. confusão. enfermagem descritiva. Cuidados de enfermagem na via intramuscular -sepsia rigorosa no local de aplicação. convulsões Cuidados de enfermagem na aplicação por via intratecal para prevenir cefaléia. -la logo em seguida. náuseas e vômitos. Desvantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via. letargia. 2 Via intramuscular Vantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . Potenciais complicações • Lipodistrofias e abcessos.Cuidados de enfermagem na via oral relação aos efeitos colaterais. criança. menor calibre.

formação de vesículas ou necrose quando extravasado o antineoplásico. a 2 horas. flebite. tações de enfermagem descritiva 5 Via intrapleural Vantagens • Esclerose da parede da pleura para prevenir a recidiva de derrame pleural Desvantagens • Requer inserção do dreno de tórax Potenciais complicações • Dor. 7 Via endovenosa Vantagens • Efeito imediato e completa disponibilidade da medicação. descritiva. infecção Cuidados de enfermagem na aplicação por via intrapleural amparados para o médico fazer a aplicação do quimioterápico antineoplásico. Desvantagens • Esclerose venosa. 6 Via intravesical Vantagens • Exposição direta da superfície da bexiga à droga Desvantagens • Requer inserção do cateter de Folley Potenciais complicações • Infecções do trato urinário. Potencias complicações • Infecção. cistite. contratura da bexiga. -la após a infusão fazer com a sonda de alívio. hiperpigmentação da pele. urgência urinária. Cuidados de enfermagem na aplicação por via endovenosa Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . cateter utilizando técnica asséptica. conforme prescrição médica. reações alérgicas à droga Cuidados de enfermagem na aplicação por via intravesical hídrica por 8 a 12 horas antes da sondagem.

de iniciar a quimioterapia. descoloração. s quimioterápicos são lesivos para as células normais e que as medidas de proteção usadas pela equipe minimizam sua exposição ao medicamento. contínua. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . decúbito sempre que possível. punção refluxo do quimioterápico e sangue. diminuição ou parada do retorno venoso e dor no local da punção. urticária. venoso periférico. planejar possíveis efeitos colaterais e toxicidade sistêmica importante. usão quando houver: edema. hiperpigmentação venosa e necrose tecidual secundária ao extravasamento. conforme prescrição médica. 8 Via retal Vantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via Desvantagens • As mesmas de outra medicação administrada por essa via Cuidados de enfermagem na aplicação por via intra retal o evitando extravazamento. vasoespasmo. mentosa. em intervalos programados durante todo o período de administração de medicamentos. dor. hiperemia. eritema.das áreas de flexão. 9 Procedimento para administração de quimioterápicos na prescrição médica. quimioterápicos por veia periférica: flebite. te a visualização do local da inserção do cateter para a avaliação de extravasamento.

cuidado do cliente. gradáveis na enfermaria. Farmacologia dos agentes antineoplásicos. O enfermeiro habilitado para administrar drogas antineoplásicas deve demonstrar conhecimento técnico e científico nas seguintes áreas: I. mantendo-a na boca por 2 minutos e deglutindo após. as nutrizes. estão proibidos de manusear os antineoplásicos as gestantes. Punção e terapia intravenosa. IV. incluindo os antineoplásicos. com o dedo enrolado na gaze com soro fisiológico e solução alcalina (bicarbonato de sódio) na ausência de hemorragia. higiene oral. os administram e os descartam. III. comunicar e registrar presença de reações adversas NORMAS TÉCNICAS PARA O MANUSEIO SEGURO DOS QUIMIOTERÁPICOS ANTINEOPLÀSICOS A exposição aos antineoplásicos representa risco potencial à saúde dos profissionais que os manuseiam. conforme prescrição média. II. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . Dessa forma. 1 Equipamentos de Proteção Individual de Uso Obrigatório A Instituição deve fornecer a seus trabalhadores os EPIs necessário para que estes possam desempenhar suas atividades com o menor risco de contato com os QTAs. profissionais expostos ao raio-X (fator de risco adicional) e por profissionais não habilitados. Princípios da administração de medicamentos. Efeitos colaterais da quimioterapia e intervenções de enfermagem. ar. 10 Intervenções de enfermagem frente ao tratamento com os quimioterápicos antineoplásicos hemorragias gengivais. possibilidade de vômitos para o cliente.

• Manusear roupa de cama. obrigatoriamente. • Desprezar com cautela as secreções e excretas para evitar a contaminação através de respingos.KIT: avental descartável e impermeável de manga longa com punho justo e fechado na frente de comprimento abaixo do joelho. • Procurar atendimento médico. luvas. frascos e ampolas • Desprezar os dispositivos perfurocortantes utilizados no cliente em tratamento com quimioterápicos antineoplásicos em um recipiente rígido e impermeável de polipropileno. • Lavar com água corrente e sabão neutro exaustivamente a pele exposta ou irrigar o olho exposto com água ou solução isotônica por 5 minutos. gazes. 2 compressas absorventes. As instruções devem ser entregues aos trabalhadores por escrito mediante protocolo. 2 Normas relativas ao manuseio dos clientes • Utilizar os EPIs (luvas. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . 4 Normas de segurança relativas aos descartáveis. avental e frasco vazios ou com restos de medicação utilizado na quimioterapia no saco plástico duplo já identificado com o símbolo de lixo tóxico na lixeira com tampa no expurgo. • Retirar o EPI somente ao terminar as atividades com o cliente ou se houver derramamento acidental do quimioterápico no EPI. Dessa forma. no lixo próprio localizado no expurgo. • Retirar o ar do equipo dentro de um saco plástico. • Preencher a ficha de acidentes 16 Normas relativas ao transporte do quimioterápico antineoplásico O profissional destinado ao transporte do QTA da unidade de preparo à unidade solicitante. óculos com protetor lateral e descrição do procedimento no caso de acidentes de acordo com PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). o escriturário hospitalar. 1avental impermeável. mantendo a pálpebra aberta. 5 Normas relativas à contaminação pessoal • Retirar todo equipamento de proteção individual contaminado e descartá-lo imediatamente. para o transporte seguro. máscara facial com filtro. Exigência da NR32. luvas 007 de cano longo e saco plástico duplo para coleta de roupas usadas e lixo. deixar uma cópia para inspeção da fiscalização do trabalho. se presente. substância neutralizadora do quimioterápico(bicarbonato de sódio) e álcool a 70% para limpeza do local. 3 Normas de segurança na administração do quimioterápico antineoplásico • Usar EPI (específico). máscara respiratória facial com filtro ou com carvão ativado. • Desprezar o equipo. 2 plásticos absorventes com capacidade de 250ml cada um. A tampa do recipiente deverá permanecer sempre fechada. para administração de quimioterápico antineoplásico. Deixar o recipiente localizado no expurgo. é necessário que o quimioterápico seja levado em um contaener térmico e fechado por meio de um carrinho de inox provido de rodas articuladas juntamente com o KIT de segurança que deverá conter: 2 pares de luvas de procedimento. • Embalar em saco plástico fechado e identificar como ROUPA CONTAMINADA antes de encaminhar à lavanderia. óculos com protetor lateral. óculos e avental específicos) no manuseio de secreção e excretas. deverá ser treinado quanto aos riscos de acidentes e contaminação pelo contato direto ou por inalação dos quimioterápicos antineoplásicos. camisolas e pijamas contaminados com luva de procedimento.

1. jóias. corticosteróides. e resíduos destes agentes inalados ou ingeridos podem provocar no profissional: tontura. Bloqueadores beta-adrenergicos. anticoagulantes. Gastrointestinais (náuseas. • Controlar a diurese. diuréticos. disfunções menstruais. • Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico Definição de pós – operatório É o período que se inicia a partir da saída do paciente da sala de cirurgia e perdura até a sua total recuperação Subdivide –se em: Mediato: (após 24 horas e até 7 dias depois) Tardio: (após 07 dias do recebimento da alta) Intervenções de enfermagem : Receber e transferir o paciente da maca para o leito com cuidado. Urinárias (infecção e retenção urinária).2. • Pesar o paciente. psicotrópicos. infecção e deiscência) e choque. ornamentos e identificá- los. Intervenções de enfermagem : Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas (esclarecimento de dúvidas). • Fazer tricotomia conforme rotina.7. • Verificar sinais vitais. alergia. álcool. disfunção valvular e defeitos cardíacos congênitos. 1. vômitos. • Manter o paciente em jejum. carcinogeneses. • Posicionar o paciente no leito. cefaléia. antibióticos profiláticos. 1. 3-Cirurgia cardíaca congênita. • Realizar movimentos dos membros superiores ou inferiores livres se possível. • Colher material para exames conforme solicitação médica.1. hepático. alterações nas mucosas. aborto e/ou mau formação congênita e infertilidade. • Obter estudos laboratoriais pré-operatórios. vômitos. Conduta pré – operatória/cuidados de enfermagem: • Rever a doença do paciente para determinar o estado dos sistemas pulmonar. • Verificar sinais vitais. • Avaliar drenagens e soroterapia. dispnéia. Subdivide-se em mediato (desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela) e em imediato (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia). da ferida operatória (hemorragia. náuseas. agitação”). irritação da garganta. digital. Efeitos adversos no manejo da quimioterapia antineoplásica para os trabalhadores Os quimioterápicos em contato com a pele e mucosa. anti-hipertensivos. 2-Cirurgia valvular. Vasculares (Cianoses e edemas). • Retirar próteses dentárias. Tipos de cirurgia cardíaca: 1-Cirurgia de “transposição” da artéria coronária. hematológico e metabólico. Definição de pré-operatório É o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia e termina no momento em que o paciente chega à sala de operação. • Orientar o paciente a esvaziar a bexiga 30 minutos antes da cirurgia. conforme o tipo de anestesia. - Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . • Assistir psicologicamente o paciente e os familiares. alterações genéticas. . sede). • Observar e anotar a aceitação da dieta. conforme rotina. • Observar o estado de consciência (sonolência). • Observar e relatar as seguintes complicações: (pulmonares “cianose. Cirurgia Cardíaca A cirurgia do coração aberto é mais comumente realizada para a doença da artéria coronariana. constipação intestinal. • Melhorar a doença pulmonar subjacente e a função respiratória para reduzir o risco de complicações. • Fazer medicações conforme prescrição. mutagenicidade. observando sondas e soro etc.Estimular o paciente a interromper o fumo. • Avaliar os esquemas medicamentosos. • Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o paciente para o centro cirúrgico.

checagem freqüente dos sinais vitais. • Imobilizar a área afetada e eliminar a atividade a fim de proteger o local operado e estabilizar as estruturas músculo esqueléticas.3. G1. 1. usar o espirômetro de incentivo e mobilizar a incisão. drenos. a insuficiência respiratória é comum após a cirurgia de coração aberto. antes da cirurgia. • Explicar os fundamentos da respiração profunda e ensinar ao paciente como virar-se tossir. que podem resultar de um sangramento significativo e de uma hemostasia precária dos músculos que ocorre com a cirurgia ortopédica. • Outras responsabilidade de enfermagem evitando complicações. • Preparar o paciente para as rotinas pré-operatórias: tosse e respiração profunda. para avaliar o estado cardiovascular e respiratório e o equilíbrio hidroeletrolitico. Essas medidas minimizarão as complicações pós – operatórias • Administrar líquidos ou nutrição Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . • Monitorar rigorosamente o equilíbrio hidroeletrolítico.4.IM G4. Cuidados de enfermagem no pós – operatório: • Monitorar o estado neurovascular e tentar eliminar a tumefação causada por edema e sangramento para dentro dos tecidos. Conduta pós-operatória/cuidados de enfermagem: • Garantir uma oxigenação adequada no período pós-operatório imediato a insuficiência. • Aliviar a dor. • Determinar se a pessoa apresenta infecção poderia contribuir para o surgimento de osteomielite após cirugia. Tratamento pré-operatório/cuidados de enfermagem: Explicar todas as provas diagnosticas e procedimentos para promover uma colaboração e relaxamento. • Promover a orientação perceptiva e psicológica.1.Arritmias G2. • Monitorar a drenagem dos drenos torácicos mediastinais e pleurais. Cuidados de enfermagem no pré-operatório :Avaliar o estado nutricional: hidratação ingesta protéica e calórica maximizar a cicatrização e reduzir o risco de complicações pelo fornecimento de líquidos intravenosos. bem como os cuidados pós-operatórios (isto é soro. conforme indicado. respirar. podem ocorrer a acidose metabólica e o equilíbrio eletrolítico depois do uso de um oxigenador de bomba. 2. bomba de analgesia controlada pelo paciente.Insuficiência renal 2.Tamponamento cardíaco G3.2. cuidados com a incisão. • Avaliar estado emocional do paciente e tentar diminuir as ansiedades. • Manutenção do débito cardíaco adequado. • Empregar a monitorização hemodinâmica durante o período pós- operatório imediato. conforme indicado pelo tipo de cirurgia 2. Tipos de cirurgia: • Cirurgias Gástricas • Cirurgia para Hernia • Cirurgias Intestinais • Cirurgias Laparoscopica 3. Cirurgia Gastrintestinal 3.Sangramento G6.Tratar a infecção e a congestão pulmonar vascular. • Preparação cirúrgica. 1. sonda nasogástrica. • Determinar se a pessoa recebeu previamente terapia com corticosteróides. • Monitorar quanto a complicações. Cirurgia Ortopédica 2. possibilidade de ostomia.2. • Monitorar quanto a hemorragia e choque. • Preparar o paciente para os acontecimentos no período pós – operatório. • Pedir ao paciente que pratique como urinar na comadre ou no compadre na posição de decúbito dorsal.4.Embolização G5. Intervenções de enfermagem • Monitorando quanto choque e hemorragia • Promovendo um padrão respiratório eficaz • Monitorando o estado neurovascular periférico • Aliviando a dor • Prevenindo infecção • Minimizando os efeitos da imobilidade • Proporcionando cuidados adicionais de enfermagem 3. Intervenções de enfermagem • Minimizar ansiedade. no sentido de evitar complicações ou reconhecê-las o mais cedo possível. vitaminas e suplementos nutricionais. • Instituir o marcapasso cardíaco se indicado através dos fios do marca- passo temporário.1. • Promover uma troca gasosa adequada. • Familiarizar o paciente com o aparelho de tração e a necessidade de uma tala ou um aparelho gessado. • Descrever o motivo e o tipo do procedimento cirúrgico. • Mantendo o volume adequado de líquido. • Administrar medicamentos pós-operatórios. Tipos de cirurgia: Redução aberta • Fixação interna • Enxerto ósseo • Artroplastia • Substituição articular • Substituição articular total • Minescectomia • Transferência tendinosa • Fasciotomia • Amputação 2.Febre/infecção G7.3.

. outros sintomas cardíacos relacionados) e ensinar os exercícios de respiração profunda. quando prescrito.Hipertensão. • Manter a SNG. Tratamento pós-operatório/cuidados de enfermagem: • Monitorar os sinais vitais e a área da incisão quanto a indícios de sangramento ou hemorragia. (nefrostomia). • Enviar amostras de sangue conforme prescrito para estudos laboratoriais pré-operatórios. com informações a respeito da rotina da sala de cirurgia. • Instruir sobre o uso de analgesia controlada pelo paciente ou fornecer conforto com outros analgésicos. • Coordenar uma consulta como enfermeiro terapeuta quando o paciente estiver programado para uma ostomia a fim de iniciar o conhecimento o tratamento precoce dos cuidados pós – operatórios. tosse eficaz e uso do espirômetro de incentivo. A ausência de um rim não leva a uma função renal inadequada quando o rim remanescente é normal.5ºC. se prescrito. • Aplicar meias elásticas.Tratamento pré-operatório/cuidados de enfermagem: • Preparar o paciente para cirurgia. Hipertensão. administrar medicamentos imunossupressores (corticosteróides. Manter os pulmões limpos e boa drenagem do tubo torácico. conforme determinado para melhorar o equilíbrio hidroeletrolítico e o estado nutricional. quando indicados.1. pneumotórax. conforme prescrito. uso de anticoncepcionais orais varizes nas extremidades inferiores) e aplicar meias elásticas. procedimentos para remover obstrução. • Avaliar o estado pulmonar (presença de dispnéia. • Manter a permeabilidade dos tubos de drenagem urinária (nefrostomia. As abordagens variam mas podem envolver o flanco. • Avaliar quanto a complicações pulmonares de atelectasia. • Explicar que o paciente estará em dieta zero após a meia noite da véspera da cirurgia 3. dor ou hipersensibilidade sobre o local do enxerto. administrar antibióticos para limpeza intestinal. • Monitorar a ingestão e a eliminação. monitorar e tratar dos seguintes sintomas da síndrome pós-infarto. • Mantendo o equilíbrio hídrico. Rever os exercícios com a perna e fornecer informações a respeito das meias compressivas/seqüenciais que serão utilizadas no pós-operatório. 4. tal como cálculos ou tumores. 4.Febre. aumento de peso de 1kg ou mais durante a noite. • Administrar antibióticos. • Promovendo a eliminação urinária. conforme prescrito. . Cirurgia Renal A cirurgia renal pode incluir a nefrectomia (remoção do rim).temperatura superior a 38. • Informar que o preparo do intestino será iniciado 1 a 2 dias antes da cirurgia para uma melhor visualização. • Mudar os curativos todos os dias ou quando necessário. que pode durar até 3 dias: . • Para os pacientes de transplante renal. as regiões torácicas e abdominal. 4. e monitorar os sinais precoces de rejeição. para tumores malignos do rim. transplante renal para insuficiência renal crônica. A nefrectomia é mais utilizada.parenteral total (NPT) antes da cirurgia.3. • Monitorar as extremidades inferiores e o estado respiratório quanto a complicações trombólicas. • Avaliar sons intestinais. mas também pode estar indicada para traumatismo e rim que não mais funciona devido a distúrbios obstrutivos e outras doenças renais. • Aumentar a dieta conforme prescrito o retorno dos sons intestinais indica que o trato GI readquiriu a motilidade. acessos IV e todos os cateteres. cateter suprapubiano ou uretral) e extensores uretrais. • Monitorar os resultados dos exames laboratoriais e avaliar o paciente quanto a sinais e sintomas de desequilíbrio eletrolítico.3. • Se a embolização da artéria renal está sendo feita antes da cirurgia para pacientes com carcinoma de células renais. 4. • Estimular e ajudar o paciente a virar-se. quando usado (a proximidade da cavidade toráxica com a região operada pode levar à necessidade de uma drenagem torácica pela colocação de um dreno no pós-operatório). Intervenções de enfermagem: Aliviando a dor. tosse produtiva. • Manter drenos. distensão abdominal e dor que possa indicar íleo paralítico e necessidade de descompressão nasogástrica. Tratamento Pós – operatório/cuidados de enfermagem: • Realizar um exame físico completo pelo menos uma vez por plantão ou mais freqüentemente. . procedimentos para introduzir tubos de drenagem. débito urinário diminuído. respirar profundamente e usar o espirômetro de incentivo a cada 2 Hs e conforme necessidade.Dor no flanco. mantendo uma técnica asséptica. • Avaliar os fatores de risco para a tromboembolia (Fumo. • Orientar quanto aos hábitos dietéticos. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . conforme indicado. • Evitando a infecção. creatinina sérica aumentada. e monitorar os resultados. pneumonia.Leucocitose. tossir.2. associados com azatioprina [imuran] ou agente semelhante).

no decorrer da cirurgia. idade. como acontece com muitos portadores de disfunção intracraniana. Um agente hiperosmótico e um diurético podem ser administrados imediatamente antes e por vezes. . O uso de armações e equipamentos estereotáxicos possibilitam a localização de um alvo puntiforme específico no cérebro. Para alguns pacientes. conforme prescrito. O couro cabeludo é tricotomizado imediatamente antes da cirurgia. O Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . Os vasos às estruturas podem ser coagulados sem provocar lesões para as próprias estruturas.a mais comum e feita sem uma incisão por meio de instrumento endoscópico. 5. respiratório e circulatório para diminuir o risco de complicações. embolia pulmonar. • Administrar a preparação intestinal conforme prescrito. O paciente pode receber antibióticos. Cirurgias proctologicas A cirurgia proctologicas pode ser feita para HPB ou câncer de próstata. • Reduzindo a ansiedade. 5. a impotência geralmente não é uma complicação da RTU. Intervenções cirúrgicas: Ressecção trasuretral da próstata (RTU ou RTUP).2. 6. a craniotomia permanece como a conduta mais apropriada. mas é freqüentemente uma complicação da prostatectomia aberta. exercícios perineais (kegel) ajudam a readquirir o controle urinário.Tromboflebite.2. 6. ela pode ser combinada a outras modalidades de tratamento. Tratamento pós – operatório/cuidados de Enfermagem: • Manter a drenagem urinária e monitorar quanto à hemorragia. irrigação e monitoramento da hematúria. • Discutir as complicações da cirurgia e como o paciente se adaptará. Tratamento pré-operatório: Em geral são colocados sob medicamentos anticonvulsivantes antes da cirurgia para diminuir o risco de convulsões pós – operatórias.incisão na área suprapubiana e através da parede vesical. mas produz uma incidência mais elevada de incontinência urinária e impotência. 5.incisão ao nível da sínfise pubiana. feita freqüentemente para HBP • Perineal – incisão entre o escroto e a área retal. 6.3. • Evitando a infecção. caso o paciente tenda a reter líquidos.Infecção e deiscência da ferida. incluindo a drenagem por cateter. • Prostatectomia aberta • Suprapubaian. Os instrumentos microcirúrgicos permitem que o delicado tecido seja separado sem trauma. A abordagem cirúrgica depende do tamanho da glândula. • Aliviar a dor e promover a deambulação precoce. disfunção sexual. Uma sonda urinária de demora é inserida antes que o paciente seja levado para a sala de cirurgia. Tratamentos pós – operatório: Um acesso arterial e uma linha de pressão venosa central podem estar posicionados para monitorizar a pressão arterial e a pressão venosa central. intensidade da obstrução. caso exista um possibilidade de contaminação cerebral.Incontinência urinária. • Ejaculação retrógrada – líquido seminal liberado para dentro da bexiga e eliminado na urina me vez da uretra durante as relações sexuais. de modo a drenar a bexiga durante a administração dos diuréticos e para permitir que o débito urinário seja monitorizado.5. . Intervenções de enfermagem • Facilitando a drenagem Urinária. conserva os nervos responsáveis pela função sexual em 50% de pacientes. • Administrar antióticos profiláticos.1. 5. os esteróides podem ser administrados para reduzir o edema cerebral.4. ou instruir o paciente na administração doméstica e manter-se em jejum após a meia – noite. . • Garantir um bom estado cardíaco. • Aliviando a Dor. O paciente pode ter um acesso central instalado para a administração de líquidos e para a monitorização da pressão venosa central depois da cirurgia. as condutas esterotáxicas são utilizadas com lasers e bisturi gama. Tratamento pré-operatório / cuidados de Enfermagem • Explicar a natureza da cirurgia e os cuidados pós-operatórios presvistos. .1.Hemorragia. Os líquidos podem ser restringidos. saúde subjacente e doença prostática. • Proporcionar cuidados com a ferida e evitar a infecção. Cirurgia neurológica Os avanços tecnológicos e o refinamento dos procedimentos de imageamento e das técnicas cirúrgicas tornaram possível aos neurocirurgiões localizar e tratar das lesões intracranianas com maior precisão que outrora. • Monitorar e evitar as complicações : . • Retropúbica. ou diazepam antes da cirurgia para combater a ansiedade. de modo que quaisquer abrasões superficiais resultantes não tenham tempo para ficar infectadas.Obstrução ou infecção urinária. Antes da cirurgia. pode ser feita em pacientes com baixo risco cirúrgico. • Incontinência ou gotejamento da urina por até 1 ano após a operação.

os estados físico e emocional do paciente são trabalhados até um nível ótimo. Avalia-se a disponibilidade de sistemas de suporte para o paciente e para a família. 6. Quando uma traqueostomia ou tubo endotraqueal está em posição.4. • Aplicar pré – anestésico prescrito. Quando os braços ou as pernas estão paralisados.paciente pode estar intubado e pode receber oxigenoterapia suplementar. • Regular a temperatura. disfunção visual. • Monitorar a PIC.2. o sangramento e o choque hipovolêmico. • Aliviar a dor e prevenindo as convulsões. Tratamento de Enfermagem: O histórico pré-operatório serve como uma linha basal contral a qual podem ser julgados o estado pós-operatório e a recuperação. • Monitorar a atividade convulsiva. Mesmo assim. copo para água. O estado físico do paciente é avaliado para os déficits neurológicos e seus impactos potenciais depois da cirurgia. A visão pode ficar limitada. de modo que deve ser estabelecido um método alternativo de comunicação. • Retirar gazes de tamponamento 24 horas após determinadas cirurgias Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . • Estimular a auto – imagem. • Monitorar a PIC aumentada. podem ser fornecidos para ajudar a melhorar a comunicação. • Melhorar a troca gasosa. • Monitorar e observar curativos. portos cesarianos. drenos e sangramentos vaginais. • Estimular deambulação precoce. desta forma cabe a enfermagem diversos cuidados relacionados ao paciente alguns deles estão relacionados logo abaixo 7. A compreensão que o paciente e a família têm do procedimento cirúrgico previsto e suas possíveis seqüelas é avaliada. O grande curativo craniano aplicado depois da cirurgia pode comprometer temporariamente a cura. perinioplastia. 7. observar drenagem e aspectos da urina. os materiais para escrever ou os cartões com figuras e palavras. Um paciente está afásico. • Tratar a privação de sensação. são necessários o encorajamento e a atenção para as necessidades do paciente.3. cobertor e outros itens freqüentemente utilizados. • Prevenir as infecções. alterações na personalidade e na fala. A despeito do estado de consciência do paciente. 6. • Elaborar tipagem sangüínea. o paciente será incapaz de falar até que o tubo seja removido. Cirurgias ginecológicas As cirurgias ginecológicas são uma gama de cirurgia relacionada ou aparelho reprodutor feminino. Na preparação para a cirurgia. a fim de reduzir o risco de complicações pós- operatórias. 7. • Providenciar preparo psicológico. bem como distúrbios vesicais e intestinais. como a paralisia. • Providenciar enteroclisma.1. indicando a comadre. salpingectomia. ligadura tubária entre outras. os apoios de trocanter são aplicados aos membros e os pés são posicionados contra uma prancha de pé. juntamente com suas reações à cirurgia iminente. • Alimentação progressiva – iniciar 24 ou 48 horas após cirurgia (critério médico). os membros da família precisam de tranqüilização e apoio porque eles reconhecem a gravidade da cirurgia cerebral. entre algumas delas pode-se relacionar: a histectomia. • Efetuar tricotomia local. Cuidados pós – operatórios: • Sonda vesical: deverá ser retirada 24 à 48 horas após cirurgia. A função motora dos membros é testada pela força de preensão manual ou pela impulsão com os pés. Cuidados pré – operatórios: • Manter paciente em jejum. caso os olhos apresentem edema. oforectomia. todas elas possuem cuidados em comuns estes cuidados também irá depender bastante das necessidades de cada paciente. Além disso deve-se obter os seguintes resultados: • Reduzir o edema cerebral. Esse histórico inclui a avaliação do nível de consciência e responsividade aos estímulos e a identificação de quaisquer déficits neurológicos. Um estado cognitivo alterado pode fazer com que o paciente não fique ciente da cirurgia iminente. O preparo emocional do paciente inclui fornecer informações sobre o que esperar depois da cirurgia. a enfermagem tem papel fundamental para com estas paciente isso se deve pela grande influencia psicossocial que a mesma irá enfrentar. Prescrições de Enfermagem: • Obter a homeostase neurológica.

Tromboembolismo pulmonar. Ausência de pulso. Trombose de coronária. Hipotermia. Pneumotórax hipertensivo. H+ acidose metabólica.Passo-a-passo para o Atendimento da Parada Cardiorrespiratória no Hospital Imagem retirada do Google DEFINIÇÃO Cessação abrupta das funções cardíaca. respiratória e cerebral. É determinada por quatro ritmos cardíacos: assistolia. São sinais clínicos da PCR: Inconsciência. atividade elétrica sem pulso (AESP). fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV) sem pulso. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . 5T Tamponamento cardíaco. Tóxico. Hipóxia. Ausência de movimentos ventilatórios (apneia) ou respiração agônica (gasping). CAUSAS: 5H Hipovolemia. Hipercalemia e Hipocalemia.

que compreende uma sequência de manobras e procedimentos destinados a manter a circulação cerebral e cardíaca. As Diretrizes da American Heart Association (AHA) 2015. um sistema de alerta imediato. que inclua médicos. por exemplo. Uma das alterações. e garantir a sobrevida do paciente. foi a utilização de “Cadeias de Sobrevivência” distintas para pacientes que sofrem uma PCR no ambiente intra ou extra-hospitalar. enfermeiros. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . mas. Geralmente. 2. entre outros (time de resposta rápida). fisioterapeutas. com o objetivo de prevenir a PCRIH. Em caso de detecção de ausência de responsividade. caso a PCR ocorra.SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) O atendimento da PCR é descrito na literatura como Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). propõe novas recomendações sobre a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE). Acredita-se que equipes treinadas na complexa coreografia da ressuscitação pode diminuir a ocorrência de uma PCIH e caso ocorra. é preciso uma interação harmoniosa dos vários departamentos e serviços da instituição e de um time multidisciplinar de profissionais. que: Acione a equipe médica. A nova diretriz preconiza o acionamento imediato do time de resposta rápida na iminência de pacientes com deterioração clínica aguda. Traga o carro de emergência. VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO Pacientes no ambiente hospitalar dependem de um sistema de vigilância adequado a fim de prevenir a PCR. a instituição possui um protocolo para o acionamento da equipe médica ou time de resposta rápida. aumenta a chance de um melhor desfecho no atendimento da PCR. RECONHECIMENTO E ACIONAMENTO IMEDIATO DO SERVIÇO MÉDICO DE EMERGÊNCIA O profissional de saúde deve reconhecer a PCR: Avalie a responsividade: Chame o paciente pelo nome! Avalie a respiração e pulso simultaneamente por 10 segundos. de forma clara e objetiva. solicite a outro profissional. respiração (ou gasping) e pulso. onde serão fornecidos os cuidados pós-PCR. Essa alteração aconteceu devido as diferenças existentes nos processos até que os pacientes sejam encaminhados à unidade de cuidados intensivos. Imagem retirada do Google 1. Traga o desfibrilador/DEA.

A utilização do DEAs/DAEs no ambiente hospitalar. 30 compressões: 2 ventilações (até a garantia de uma via aérea avançada).2.4 polegadas (6 cm). B: Boa ventilação – garantir via aérea avançada 3. assim que disponível. Colocar a prancha rígida embaixo do tórax do paciente. Relação Ventilação-Compressão adequada: Sem via aérea avançada: Realizar abertura de vias aéreas. e. Em caso de ritmo chocável (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem Pulso): Aplique 1 choque. Reinicie a RCP por 2 minutos até o DEA avisar sobre a verificação do ritmo. somente o desfibrilador manual. Minimizar as interrupções nas compressões. RCP IMEDIATA DE ALTA QUALIDADE Após o acionamento do serviço médico.Após os comandos. conforme previsto no protocolo de Suporte Básico de Vida. até ser avisado pelo DEA para verificação do ritmo. Ventilação numa relação: 30:2. ou seja. nesse caso. seja por causa cardíaca ou não cardíaca⁽⁴⁾. 3. Frequência: 100 a 120 compressões/ minuto. A: Vias aéreas – abrir vias aéreas. especialmente nas áreas cujo pessoal não esteja capacitado para reconhecer ritmos ou em que o uso de desfibriladores não seja frequente. pode ser considerada para facilitar a desfibrilação precoce (meta de administração de choques em tempo ≤ 3 minutos do colapso). 0001/2012 do COREN-ES: “[…] não é atribuição do enfermeiro o uso do desfibrilador manual dentro do ambiente intra-hospitalar […]”. na presença ou ausência do profissional médico. Continue até que o Suporte Avançado de Vida assuma ou a vítima se movimente. não encontra-se disponível o DEA. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . Não interromper as compressões por mais de 10 segundos. Em caso de ritmo não chocável: Reinicie a RCP por 2 minutos. Não apoiar-se sobre o tórax entre as compressões. RÁPIDA DESFIBRILAÇÃO Assim que chegar o Desfibrilador Externo Automático (DEAs/DAEs): Verificar o ritmo. 3.1. iniciar imediatamente a Sequência de Atendimento C – A – B: C: Compressões torácicas de alta qualidade. tendo em vista que é um procedimento privativo do profissional médico e segundo Parecer Técnico n. Continue até que o pessoal do SAV assuma ou até que a vítima se movimente. deve-se iniciar as compressões torácicas e ventilação em todos os pacientes adultos com PCR. sem flexionar os cotovelos. necessita que a equipe médica esteja disponível 24 horas. Compressões Torácicas de Alta Qualidade: Com as mãos sobre a metade inferior do esterno (região hipotenar). O DEA pode ser utilizado pelo Enfermeiro ou pela equipe de enfermagem sob sua supervisão. Profundidade: mínima de 2 polegadas (5 cm) e máximo 2. 4. Em alguns hospitais. Com via aérea avançada: Compressões contínuas a uma frequência 100 a 120/ minuto e 1 ventilação a cada 6 segundos (10 respirações por minuto). Permitir retorno total do tórax após cada compressão.

ou seja. Técnico de enfermagem responsável pelo paciente: à beira leito. e existe equipamento disponível. pois está relacionado com maior probabilidade de sobrevivência. No entanto. preferencialmente desfibrilador manual bifásico. taquicardia paroxística supraventricular e taquicardias com complexo largo e com pulso⁽¹⁾. equipamentos especiais para ventilação. permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco. A desfibrilação manual é utilizada no Suporte Avançado de Vida (SAV). entendendo suas particularidades. que eventualmente causam dúvidas nos profissionais: Cardioversão elétrica: procedimento eletivo no qual se aplica o choque elétrico de maneira ‘sincronizada’. exacerbar a bradiarritmia e insuficiência cardíaca. o choque inicial é aplicado de forma única. Cliníca Médica II – Professora: Joana Flexa Monteiro . pode ser indicado manter a prescrição para melhor prognóstico. 5. Esse choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio. na energia máxima do DEA ou do desfibrilador manual disponível (360 J no aparelho monofásico ou 180 a 220 J no aparelho bifásico) . devem ser avaliados caso a caso. em que a equipe multiprofissional está presente. conforme orientação médica Medicamentos mais utilizadas na PCR: Epinefrina – vasopressor para ressuscitação. Técnico de enfermagem auxiliar (“dupla): assistência ao médico na execução da compressão torácica e suporte para demais atividades que se fizerem necessárias. no período refratário da despolarização cardíaca. marcapasso e cuidados após o retorno a circulação espontânea’. SUPORTE AVANÇADO DE VIDA E CUIDADOS PÓS PC Segundo Tallo e cols. (2010) Beta bloqueadores – indicada para tratamento pós-PCR por FV ou TVSP. Enquanto o médico assume a responsabilidade quanto ao desfibrilador. desfibriladores. Ladeira (2013) afirma que quando indicado. Desfibrilação elétrica: procedimento terapêutico que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua ‘não sincronizada’ no músculo cardíaco. (2012) ‘o SAV engloba recursos adicionais como monitorização cardíaca. O fisioterapeuta realiza os cuidados com a via aérea e ventilação (AMBU/ventilador mecânico). pois podem ocasionar uma grave instabilidade hemodinâmica. Entenda a diferença entre a Desfibrilação e a Cardioversão. administrando as medicações solicitadas pelo médico. Lidocaína e Amiodarona – ambas são indicadas para evitar recorrência da fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso. a equipe de enfermagem necessita prestar assistência de forma organizada: Enfermeiro: controle do carro de emergência (preparo das medicações) e do tempo (intervalo entre as medicações e manobras de ressuscitação cardiopulmonar). administração de fármacos.É essencial que a equipe de enfermagem esteja atualizada e capacitada para a execução dos protocolos da instituição. tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV. Difosfato de Adenosina – A adenosina é recomendada como segura e potencialmente eficaz para o tratamento e o diagnóstico inicial da taquicardia de complexo largo monomórfica regular indiferenciada. Está indicada no tratamento de taquiarritmias como a Fibrilação atrial (FA) flutter atrial. a descarga elétrica é liberada na onda R. estabelecimento de uma via aérea avançada e orientações sobre os medicamentos a serem administrados (dose e frequência). pode ser utilizada logo após o início da PCR devido a um ritmo não chocável. Alguns pacientes que já eram cardiopatas e faziam uso de Beta- bloqueadores antes. uma vez que um bom atendimento pode determinar a sobrevivência do paciente. incluindo o Médico.

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