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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS
ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO
CURSO DE FORMAÇÃO DE AQUAVIÁRIOS
(CFAQ I-C)

MANUSEIO E ESTIVAGEM DE CARGAS
– MEC 001 –

1ª.edição
Rio de Janeiro
2013
1

© 2013 direitos reservados à Diretoria de Portos e Costas

Autor: Professor Henrique Vaicberg

Revisão Pedagógica:
Revisão ortográfica:
Diagramação/Digitação: Invenio Design

Coordenação Geral:

____________ exemplares

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Rua Teófilo Otoni, n. 4 – Centro
Rio de Janeiro, RJ
20090-070
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Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto no 1825, de 20 de dezembro de 1907
IMPRESSO NO BRASIL / PRINTED IN BRAZIL
2

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 5

UNIDADE 1 - MOVIMENTAÇÃO DE CARGA ..................................................................... 7
1.1 ACESSÓRIOS UTILIZADOS NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS ............................. 7
1.2 TIPOS DE CABOS UTILIZADOS NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS ...................... 9
1.3 EQUIPAMENTOS DE CARGA UTILIZADOS NAS OPERAÇÕES DE CARGA .......... 10
1.4 LINGAS OU ESTROPOS UTILIZADOS DURANTE O EMBARQUE E DESEMBAR-
QUE DE CARGAS ........................................................................................................ 12
1.5 CARGAS SOLTAS E UNITIZADAS ............................................................................. 14
1.6 EMBALAGENS DA CARGA GERAL ........................................................................... 14
1.7 AVARIAS À CARGA ..................................................................................................... 20
UNIDADE 2 - ARRUMAÇÃO E ESTIVAGEM. ..................................................................... 22
2.1 CAPACIDADE VOLUMÉTRICA DOS COMPARTIMENTOS DE CARGA ................... 22
2.1.1 Fator de estiva ................................................................................................... 22
2.1.2 Quebra de estiva................................................................................................ 23
2.2 VOLUME PARA GRANEL E VOLUME PARA FARDOS ............................................. 24
2.3 CARGA A GRANEL .................................................................................................... 24
2.4 ÂNGULO DE REPOUSO DO GRANEL SÓLIDO ......................................................... 25
2.5 RECHEGO DA CARGA A GRANEL ............................................................................. 25
2.6 TÉCNICAS DE ESTIVAGEM DA CARGA GERAL ...................................................... 26
2.6.1 Principais técnicas de estivagem de caixaria, cartões, engradado, fardos e
sacaria ............................................................................................................... 26
2.7 SEPARAÇÃO DA CARGA ........................................................................................... 27
2.7.1 Separar uma carga ........................................................................................... 27
2.7.2 Segregação da carga ........................................................................................ 28
2.8 CARGAS PERIGOSAS ................................................................................................ 28
2.9 CLASSIFICAÇÃO DA CARGA PERIGOSA ................................................................ 28
2.10 CLASSIFICAÇÃO E AS ETIQUETAS DE CARGAS PERIGOSAS .................. 31
UNIDADE 3 - PEAÇÃO E ESCORAMENTO DA CARGA GERAL ..................................... 32
3.1 MATERIAL EMPREGADO NA PEAÇÃO .................................................................... 32
3.2 SISTEMA DE PEAÇÃO DE CONTÊINERES .............................................................. 33
3.3 SISTEMA DE PEAÇÃO DE TUBOS ........................................................................... 34
3.4 MATERIAIS UTILIZADOS NO ESCORAMENTO DA CARGA .................................... 34
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 36

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4 .

Esta disciplina apresenta informações básicas sobre movimentação de cargas nas embarcações bem como sua arrumação e estivagem. Os conhecimentos acima expostos e que agora começaremos a estudar. peação e escoamento. 5 . Conheceremos também os principais tipos de contêineres e veremos ainda como evitar possíveis acidentes. Conheceremos os principais acessórios e equipamentos utilizados na estivagem das mercadorias a bordo das embarcações mercantes Aprenderemos sobre os principais tipos de navios e seus carregamentos. separando e segregando a carga conforme as classes das cargas perigosas. estiva e terminais. INTRODUÇÃO O conhecimento da forma correta de como uma carga deve ser estivada a bordo é essencial para a preservação da segurança do navio e da própria carga. carga geral ou granel. possibilitam que e nossas embarcações mantenham sua estabilidade e que a movimentação seja segura para seus tripulantes. sabendo reconhecer os principais problemas de um navio de contêineres.

6 .

de aço. dentro da qual trabalham duas ou mais roldanas em um mesmo eixo.1 ACESSÓRIOS UTILIZADOS NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA Moitão O que é moitão? É uma caixa de madeira ou de chapa de metal. Catarina É um moitão especial. Ele é usado para retorno de um cabo. utilizado nas operações de grande peso. de acordo com o número de roldanas que possuem. Cadernal É uma caixa de madeira ou de metal semelhante ao moitão. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Esses cadernais são classificados como cadernais de dois ou três gornes. de forma oval. nos teques e talhas. principalmente nos aparelhos de pau de carga.DPC. Fonte: internet 7 . UNIDADE 1 MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 1. dentro da qual trabalha uma roldana.DPC. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.

8 . fechada numa das extremidades por um pino chamado cavirão.DPC. São usados nos cabos de aço dos paus de carga e guindastes para içar a carga colocada nos estropos Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. geralmente constituídas de uma peça única. Patesca É uma caixa semelhante ao moitão. nas operações de peação da carga. a fim de possibilitar gurnir ou desgurnir um cabo pelo seio Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. com olhal. porém mais comprida e aberta de um lado. É usualmente empregada nos aparelhos de pau de carga e. Gatos O que é gatos? São peças de aço forjado.DPC. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.DPC.DPC. também. Grampos ou clips São peças de metal em forma de U que servem para fazer emendas em cabos de aço bastante utilizadas na peação de carga. em forma de gancho. Manilha O que é manilha? É uma peça fabricada em vergalhão de metal recurvado em forma de U.

1. parte de arame e parte de fibra vegetal. c oco. torcemos as fibras. é o mais resistente. Quais os tipos de cabos? Os cabos. quanto à natureza de suas fibras. 6 x 12. sendo de aparência muito mais apresentável. também chamado de cabo de aço. formamos os fios de carreta. 9 . possui 72 arames. Assim dizemos “a bitola do cabo é de tantas polegadas”.2 TIPOS DE CABOS DE FIBRA E DE AÇO UTILIZADOS NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA Saber manusear os cabos é garantia de uma embarcação bem amarrada. Mesmo assim o cabo de arame. Os cabos de arame de aço empregados a bordo são classificados em tipos padrões de 6 x 7. como em alguns reboques. Assim.  Mistos Em certas operações especiais. quanto maior for o número de arames. é preferível usar-se um cabo misto. um cabo 6 x 12 tem seis cordões de 12 fios. de uma carga bem peada. É mais resistente que o vegetal. uma vez que compõe-se apenas de fios torcidos e isto não pode ser feito de forma manual. Medimos o cabo de vegetal pela sua circunferência e em milímetros.  De arame A formação dos cabos de arame difere bastante da que se faz com fibra vegetal. Medimos o cabo de arame pelo seu diâmetro e em polegadas. 6 x 24 e 6 x 37. 6 x 19. O número de arame por cordão e a madre desses cordões são responsáveis pelo grau de flexibilidade desejado. juta e outros. O número 6 indica o número de cordões. cânhamo. Assim dizemos “a bitola do cabo é de tantos milímetros”. Os cabos de arame mais comuns são constituídos por seis cordões cochados em torno de uma madre. Existem vários tipos de cabos de matéria plástica. e o segundo número mostra quantos fios de arame tem cada cordão. cochados com inclinação uniforme em torno de uma madre. Ao torcermos os fios de carreta formamos os cordões e ao torcermos os cordões formamos os cabos. que é um cabo de linho cânhamo alcatroado. algodão. maior será a flexibilidade do cabo. linho. sendo o nylon o mais conhecido. podem ser:  Vegetal Quando desfiamos certos vegetais como o sisal. Para o mesmo diâmetro do cordão.  Sintético De matérias plásticas artificiais e que podem ser esticadas em forma de fios. Os cabos de arame de aço são constituídos por um número variável de cordões. isto é. isto é.

fácil de ser manobrado por apenas um operador durante as operações de carga e descarga. Fonte: internet. Pau de carga Equipamento de movimentação vertical. Guindaste Atualmente é o equipamento mais utilizado para as operações de carga e descarga de mercadorias nas embarcações e nos portos. sendo pouco utilizado atualmente porque os guindastes têm maior produtividade. instalado no convés da embarcação junto a cada porão para movimentação de pequenos pesos. 10 . Guindaste de convés Equipamento instalado junto aos porões das embarcações.3 EQUIPAMENTOS DE CARGA UTILIZADOS NAS OPERAÇÕES DE CARGA Vamos conhecer alguns equipamentos utilizados para manipulação das cargas em navios de carga geral e porta-contêineres.1. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.DPC.

“Portainer” Diferença entre Porteiner e Transteiner: Equipamento de movimentação de contêineres instalado nos terminais de contêineres (Tecon). “Transtainer” Aparelho de movimentação vertical dos contêineres utilizado apenas no pátio do terminal. Cábrea Flutuante Guindaste flutuante que combina a movimentação de carga vertical e horizontal. 11 . o que facilita a visão do terminal. Fonte: internet. A cabine do operador fica localizada no próprio portainer. Ele opera a carga nos sentidos horizontal e vertical de maneira segura.DPC. do convés e do interior do porão. Referência: internet. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. pois não provoca balanços bruscos.

Existem vários tipos. podendo ser de fibra vegetal ou sintética ou de arame de aço.DPC. 1. 12 . a gás ou eletricidade. assim temos: Linga de estropo Quais os tipos de lingas? Pedaço de cabo com os chicotes unidos por costura redonda. Usada para movimentar caixaria em geral e volumes individuais leves. Tem capacidades variadas. gasolina. podendo ser movida a diesel. Ponte rolante Tipo de aparelho de carga utilizado a bordo. Fonte: internet. Empilhadeira Equipamento utilizado na movimentação da carga nos porões das embarcações. Desloca-se sobre trilhos ao longo do convés. cada um de acordo com o tipo de mercadoria a ser movimentada.4 LINGAS OU ESTROBOS UTILIZADOS NAS OPERAÇÕES DE CARGA Lingas O que é linga? São acessórios que servem para engatar uma lingada de um ou mais volumes ao gato do aparelho de carga da embarcação ou do porto. assim como nos pátios e armazéns. podendo movimentar a carga do pátio para o interior dos porões ou vice versa. com movimentações horizontal e vertical. alcançando todas as escotilhas dos porões. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.

DPC. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Linga de patola Acessório formado por pés de galinha de corrente ou cabo de arame de aço com patolas ou gatos nos chicotes. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. 13 .DP C. fibra sintética ou arame de aço e usadas para movimentar mercadorias leves e pequenas. café e cereais em geral. tubos. Usada para movimentar tambores. barris. usada para fazer lingadas com sacaria de arroz. Font e: Apostila Noções de Estivagem de Carga . chapas etc.DPC. confeccionadas com cabos de fibra. Lingas de rede São redes com mãos (alças) nos quatro cantos. Linga de funda É um estropo com os chicotes unidos a uma lona costurada.

o desenvolvimento de modernos sistemas para sua movimentação. A carga geral solta ou fracionada. aumento de custos. quando as cargas são estivadas num pallet ou estrado. conseqüentemente. eliminando seu manuseio direto. Unitização em pallets Fale sobre a unitilização em pallet? É o processo de agrupar a carga em uma só unidade. visando reduzir os custos de viagem e o tempo de permanência dos veículos transportadores nos portos de embarque e desembarque. quase sempre paletizada. sempre traz dificuldades de estivagem.1.5 CARGAS SOLTAS E UNITIZADAS Entenda-se por unitização de cargas. isto é. 1. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.DPC. que consiste em acondicionar volumes uniformes em unidades de carga.DPC.6 EMBALAGEM DA CARGA GERAL A grande variedade de volumes. 14 . além de conceder maior segurança à carga. conforme mostrada na figura é caracterizada pelo embarque de volume por volume ou em unidades. formatos e pesos da carga geral. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. porque elas podem vir soltas demandando com isto maior tempo na operação de estiva e.

utilizados no transporte de granéis sólidos.DPC.DPC. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. 15 . Unitização em Big Bags O que é ‘Big Bags’? São também chamados de contêineres flexíveis. Unitização em contêineres Os volumes são estivados ou ovados dentro do contêiner.DPC. Unitização em Pré-lingados Processo de agrupar os volumes em estropos especiais num armazém antes do envio para as embarcações.

estocagem de mercadorias em áreas descobertas. e sua utilização intermodal. 13. 9. e 15. 7. foram criados equipamentos com medidas padrões e especificações técnicas de forma a permitir a evolução do seu uso. 4. redução de mão de obra na movimentação da carga. consideráveis custos de reparos dos contêineres. carga e equipamentos. 11. 12. 3. possíveis reduções de custos de embalagens e rotulagem. dotado de medidas externas. exigem equipamentos caros para sua utilização. desconto sobre o frete básico. quebra de estiva dentro do contêiner. 8. 3. Os contêineres embarcam sobre carretas atreladas a cavalo mecânico. aéreo e marítimo. de estrutura resistente. 4. Algumas desvantagens do uso dos contêineres são: 1. e 10. e 5. pagamento da taxa de “démarrage” pelo uso do contêiner quando este ficar à disposição do exportador por um período além do prazo. proteção contra intempéries 6. sendo o “porta a porta” o mais usado. Fale 3 vantagens dos contêineres: 2. custos elevados de administração para locação e controle dos contêineres. Contêineres Fale sobre contêineres: Contêiner é um equipamento construído de acordo com normas técnicas reconhecidas internacionalmente. melhoria do transporte de cargas perigosas. 5. melhor segurança para o pessoal. nem todos os portos estão capacitados para operar com contêineres. redução das taxas de capatazia nos portos brasileiros. 8. redução da estadia da embarcação nos portos. 16 . em termos de segurança e inviolabilidade. As principais vantagens da utilização dos contêineres são: 1. redução de perdas. 9. roubos e avarias. sob certas condições. pagamento do aluguel do contêiner. 7. 10. permitindo seu uso durante um longo espaço de tempo nos transportes: rodoviário. redução do tempo entre o produtor e o consumidor. Fale 3 desvantagens dos contêineres: 2. Padronização dos contêineres Tendo em vista os diversos tipos de transportes dos contêineres. transporte de contêiner vazio para o local de estufagem. 6. 14. redução do índice de avarias. menor manuseio da carga. facilidade no transporte intermodal. custo dos reparos. incorporação da tara do contêiner no peso global para cobrança do frete rodoviário. melhor controle de qualidade dos perecíveis. ou os cavalos mecânicos serão atrelados no destino. com total proteção da carga nele estivada.

Os tipos de contêineres mais usados atualmente são: Cite 4 tipos de contêineres: Contêiner para carga seca de 20 ou 40 pés Mais comumente utilizado devido a sua versatilidade para cargas secas.DPC.DPC. 48 e até 53 pés de comprimento e altura de 9 pés e 6 polegadas e 8 pés de largura. Open top (sem teto) de 20’ e 40’ É um equipamento com teto aberto. cartões devidamente embalados. caixaria. existem contêineres com comprimentos de 40. Esses contêineres são chamados de high cube (grande cubagem). 17 . foram construídos contêineres nas dimensões e capacidades mostradas na tabela a seguir: Além das dimensões mostradas acima. tais como: sacaria. Para permitir o intercâmbio entre os transportadores e viabilizando o transporte das mais variadas mercadorias. destinado ao acondicionamento de mercadorias que não podem passar pela altura da porta. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. portanto. 45. variando portanto o volume e capacidade de carga. somente podendo ser embarcadas por cima.

Elimina despesas de ensacamento e permite um maior aproveitamento da praça. Contêiner “vent hole” É igual o refrigerado integrado. Contêiner integrado Possui sistema de refrigeração próprio alimentado pela energia do navio ou do terminal. Esses contêineres também podem ser classificados como integrados ou “vent hole”. 18 . conforme explicaremos a seguir. porém depende de uma planta de refrigeração do navio. Contêiner térmico de 20' e 40' Equipamento destinado ao transporte de cargas perecíveis.DPC. podendo transportar mercadorias refrigeradas ou resfriadas. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Contêiner de 20' para granel sólido Foi projetado para transporte de carga seca a granel. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.DPC.

DPC. largas. 19 . irregulares ou com problema de acondicionamento. com revestimento à prova de corrosão e de vazamento e com controle de temperatura. Contêiner plataforma de 20' e 40' Fale sobre o contêineres plataforma de 20’ e 40’: É uma plataforma simples. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. projetado para transportar cargas que ultrapassam a sua largura.DPC. projetada para carregamento de cargas compridas. com cabeceiras. Contêiner tanque de 20' É um contêiner especial destinado ao transporte de cargas líquidas. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Contêiner Flat Rack de 20' e 40' É um contêiner plataforma.

variando no comprimento que pode ser de 40. 45 e 48 pés.7 AVARIAS À CARGA Fale sobre os tipos de avarias de 2 exemplos de cada: No transporte marítimo. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. as avarias podem ser classificadas em: Avaria grossa ou comum: Qualquer dano material ou despesa extraordinária causada ao navio e/ou a carga. altura de 9' 6".DPC. diante do perigo real e eminente. Ficando caracterizada este tipo de avaria.  Cargas eventualmente molhadas com água salgada por ocasião da extinção de um incêndio em equipamentos do navio. da embarcação ou das cargas. transbordo e frete das cargas quando o navio fica sem condições de navegabilidade para levá-las a seu destino contratual. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. Comunhão de benefícios.DPC. Seus requisitos são: 1.  Despesas de remoção. 2. Contêiner High Cube É utilizado para o transporte de cargas de grande volume e pouco peso. 20 . Possui a mesma largura de 8'. em benefício de vidas. por ato deliberado. Ser ato deliberado. as despesas serão rateadas proporcionalmente por todos os interessados envolvidos ou beneficiados com o fato. Exemplos de Avaria Grossa:  Alijamento ao mar de cargas explosivas ou combustíveis soltas no convés. 1. colocando em risco a segurança do navio e das demais cargas estivadas a bordo.

a ausência de vontade dos interessados. Exemplos de Avarias Simples:  Carga arrancada do convés e jogada ao mar por causas naturais. consciente e intencionalmente. 2. Avaria Simples ou Particular: Referente a todo dano material ou despesa extraordinária causados involuntariamente à carga ou ao navio. Existência de perigo que comprometa a segurança do navio ou da própria carga. de caráter inevitável e sem nenhuma interferência humana.  Carga molhada por água salgada por ocasião da extinção de um incêndio por ela própria iniciado.  Danos dolosos causados pela tripulação. de natureza ilegal e fraudulenta. sem a intenção de lesar. Seus requisitos são: 1. causados por imperícia.  Danos culposos. 21 . negligência ou imprudência da tripulação. sem afetar nenhuma das demais cargas a bordo e nem às instalações do navio.

O fator de estiva é expresso em metros cúbicos por tonelada métrica ou em pés cúbicos por tonelada longa.1 CAPACIDADE VOLUMÉTRICA DOS COMPARTIMENTOS DE CARGA Estudaremos fator de estiva e quebra de estiva e suas aplicações na distribuição das mercadorias nos porões. Tabela com valores de alguns fatores de estiva de cargas.1. Esse elemento pode ser determinado pela fórmula: FE = Volume Peso Portanto. podemos dizer que o fator de estiva de uma mercadoria é expresso por m³/t. ainda.00m.87 67 Caixa de Choc olate 1. Finalmente. tipos e utilizações. separação e segregação da carga. tomaremos conhecimento da carga a granel.Ele pode ser identificado nas listas de carga por “FE“. sobre contêiner. pesando 1 tonelada ou 1.00m e altura = 1.84 30 Soja (Rio Grande) Granel 1. suas particularidades. Vejamos o seguinte exemplo: Mercadoria Embalagem m /t Cuft/tl Cebola saco 1.67 60 Uma caixa com as dimensões: comprimento = 2.27 45 Arroz Saco 1. o fator de estiva aparece sempre na unidade metros cúbicos por tonelada métrica.00m.81 65 madeira Cimento Saco 0.48 53 Trigo (Rio Grande) Granel 1. podemos determinar o valor do FE. sabendo que cada tonelada representa mil quilos. tem o seguinte fator de estiva: 22 . se tivermos as dimensões da mercadoria e seu peso. Veremos também o significado de unitização e sua vantagem na armazenagem da carga em relação à carga solta ou fracionada.1 Fator de estiva É o volume ocupado por uma unidade de peso de uma mercadoria na sua forma ou embalagem de transporte. O que é armazenagem de cargas e fator de estiva? 2. Os valores do fator de estiva podem ser encontrados em listas especificas. No Brasil. largura = 1.000 quilos. UNIDADE 2 ARMAZENAGEM DA CARGA 2. Veremos. suas vantagens e desvantagens.62 58 Café Saco 1.

Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. b) Forma do compartimento destinado à estivagem da carga: normalmente os porões centrais apresentam menor quebra de estiva porque suas formas são regulares.00 m x 1. 2.000 t. menor será a quebra de estiva e isto é possível determinando-se que os volumes fiquem encostados um nos outros e junto das anteparas dos porões.DPC. 23 .00 m = 2 m³ = 2m³/ t 1 t 1 t Esse fator é importante porque. c) Má operação da estiva: Quanto melhor for a estivagem. podemos afirmar que o volume da carga é de 4.2 Quebra de estiva O que é quebra de estiva? É o espaço do porão ou outro compartimento de carga não ocupado pela carga. Ela pode variar em função de: a) Tipo de embalagem: a forma e o tamanho da embalagem contribuem para a perda de espaço dentro do porão.00 x 1.000 m³. por meio dele. não se estreitando como o porão um. FE = 2. podemos saber quantos metros cúbicos de carga poderemos carregar num compartimento de carga.1. Exemplo: se uma carga tem um fator de estiva de 2 metros cúbicos e pesa 2.

é o volume da própria carga mais a quebra de estiva. no carregamento de granéis. é despejada dentro do porão. praticamente nula. A carga a granel pode ser transportada no estado sólido.2 VOLUME PARA GRANEL E VOLUME PARA FARDOS Determina o espaço ocupado nos porões dos navios para a carga. os escoramentos e a peação também influem no aproveitamento das praças onde as mercadorias estão estivadas. Quando ocorre grande quebra de estiva. produtos químicos e gases liquefeitos. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. álcool. O volume ocupado pela carga no porão é também conhecido como volume de estivagem. pode-se completar estes espaços com carga de enchimento. 2.DPC. 24 . que são cargas menores estivadas entre volumes maiores. A quebra de estiva é mais evidente no embarque de carga geral e. desde que ela seja bem rechegada e pequena com estivagem de sacaria e cartões de pequenas dimensões.3 CARGA A GRANEL Carga a granel é aquela transportada por uma embarcação sem estar acondicionada em embalagem. quando tratar-se de grãos ou minérios e líquida quando se trata de petróleo. seus derivados. peação e escoramento da carga: A separação. 2. d) Dunagem. ou seja.

DPC. Para segurança dos navios graneleiros.4 ÂNGULO DE REPOUSO DO GRANEL SÓLIDO O que é ângulo de repouso do granel sólido? É o ângulo interno formado com o plano horizontal e a superfície do cone ao ser despejada a carga no porão. a carga se movimenta criando uma situação de banda permanente. se a embarcação sofrer uma inclinação superior ao ângulo de repouso do grão ou minério carregado. 25 . Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. máquinas portáteis. por meio de dalas ou de calhas de carregamento. que é projetado e construído para carregar grãos e minérios com segurança. 2. equipamentos ou trabalho manual para colocá-las numa posição conveniente e segura. durante o transporte de grão a carga tem que estar rechegada ou nivelada para evitar que corra lateralmente quando o navio balançar.5 RECHEGO DA CARGA A GRANEL Rechego é o nivelamento parcial ou total da carga no interior dos porões . colocando em risco a estabilidade do navio. O conhecimento deste ângulo é importante porque. Esse tipo de mercadoria é transportado no navio graneleiro.DPC. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga. 2.

as caixas mais pesadas e resistentes devem ser estivadas em lugares mais baixos. com cartões. O estrado pode ser substituído pelo compensado.6 TÉCNICAS DE ESTIVAGEM DA CARGA GERAL A estivagem de cargas consiste em arranjar a carga em um navio da melhor maneira possível procurando reduzir os custos envolvidos. Na manipulação de fardos.2. a natureza da carga. procurando-se preencher os claros por vezes deixados pelo tipo de construção da caixa por outros menores. isto não só protege a carga. Separação para distribuir a pressão é necessária em cargas de embalagem fraca. De um modo geral. 2. dentre outros fatores. a fim de manter. o tipo de unidade de transporte. pois cobrem um número variado de artigos de diferentes espécies. a ventilação e a segurança para o pessoal podemos estivar: FARDO A FARDO e MEIO FARDO A MEIO FARDO. como a soja. outro entre a sexta e a sétima. fardos e sacaria A estivagem de caixarias de tamanho uniforme não apresenta dificuldades. Tambores e barricas em pé devem ser separados por estrados ou compensados em cada camada. para distribuir uniformemente a pressão da carga que está em cima com a que fica por baixo. daí por diante. devem-se colocar pranchas de madeira ou compensado. como certos cartões. Assim. Os fardos devem ser estivados em lugares secos e muito bem protegidos. Quando as embalagens não apresentarem uma resistência satisfatória para ser iniciada a segunda fiada. como permite uma boa estivagem das outras cargas a embarcar. e outro entre a décima segunda e a décima terceira. uma superfície plana. Conforme a disponibilidade de praça.6. tábuas devem ser colocadas de forma que o peso dos volumes pequenos seja exercido sobre as cantoneiras das caixas e não sobre os painéis das suas faces. mas oferece menor quebra de espaço. as caixarias de tamanhos diferentes são mais difíceis de serem estivadas. um estrado completo deve ser instalado entre a terceira e a quarta camada a contar de baixo. a embalagem e as dimensões. tanto quanto possível. exigindo certos cuidados na estivagem. apresentando problemas na arrumação provenientes de fatores como o peso. e 26 . Estrados devem também ser usados para nivelar a estivagem de volumes heterogêneos. cartões. engradados. O planejamento da estivagem deve considerar o tipo de carga a ser estivada.1 Principais técnicas de estivagem de caixaria. 3ª – ESTIVAGEM AM ARRADA: quando há necessidade de impedir o movimento dos sacos ou impedir que as pilhas se desfaçam ou quando a carga é de natureza muito móvel. porém. principalmente quando o conteúdo também for frágil e devem-se fazer estrados completos de apoio. 2ª – MEIO-SACO A MEIO-SACO: quando não necessita de muita ventilação. engradados. estrados a cada seis camadas. deve ser proibido o emprego de ganchos. Há formas básicas de estivar sacarias: 1ª – SACO-A-SACO: quando a ventilação é necessária. Ao se estivarem volumes pequenos sobre caixas grandes.

as duas não podem ser misturadas. 4ª – ESTIVAGEM PRÉ-LINGADA: maior rapidez na operação de carga e descarga. perda.  para tambores. Significa toda espécie de artigo que é usado com o fim de proteger a carga das avarias provenientes do fato de uma ficar em contato com outra. esteira. porém. sobre uma forração de dunagem chamada camada de drenagem. chapas. 27 . Tambores com querosene e sacarias não devem ficar no mesmo compartimento. haverá despesas com lingas e maior quebra de estiva. A escolha desse material compete ao encarregado da operação do navio e depende da natureza da carga a estivar. pode-se usar papel.  extravio (descaminho. rede etc. A separação também permite a ventilação da carga e a protegê-la contra possíveis contatos com líquidos provenientes de avarias em cargas úmidas ou suor dos porões.  para evitar mistura entre as partidas de portos diferentes. podem até ser estivadas no mesmo porão. sarrapilheira. trilhos. devemos estivá-la junto ao piso do compartimento. ou ainda de protegê-la de condensação das amuradas e de infiltrações nos porões. mas pode ser também de esteira. menor valor no custo da estiva. Para evitar que a carga seja avariada por carga úmida aquela que pode desprender líquidos que podem vazar (tambores.1 Separar uma carga O que é Dunagem? É estivá-la em compartimentos diferentes.  mofo. a separação pode ser com madeira em barrote. “separadas”. tábuas ou compensado. para separá-las. 2.7. papel etc. A dunagem é utilizada para evitar:  c ontato com líquidos livres. mas. além de adequado. ou de proteger a carga de ficar em contato com as partes estruturais do navio. A carga geral e a granel do ponto de vista da estivagem.  que haja esmagamento da carga. sumiço). o material deve ser bem estivado. barricas. O material adequado utilizado para a proteção e a separação de cargas é a “DUNAGEM”. Assim por exemplo:  Sacarias: separam-se com madeira para ventilar e proteger.). barris. e  currais de madeira: para separar castanha do Pará a granel.7 SEPARAÇÃO DA CARGA 2. umidade. lona. desde que convenientemente “separadas” por material adequado. aquecimento. baldes etc. Devem ser estivadas em compartimentos diferentes. encerado. O material de proteção ou separação geralmente é constituído de madeira. ou seja. boa ventilação.

em volume.3 supostamente. conforme apresentado na Tabela 1 abaixo.2 asfixiantes. tóxicos e corrosivos que constituam risco à saúde das pessoas.6 explosão em massa.4 significativo.8 CARGAS PERIGOSAS Os produtos perigosos são classificados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em nove classes de riscos e respectivas subclasses.5 explosão em massa.7. Substâncias e artigos com risco de fogo e com 1. Normalmente. sem risco de 1. no mínimo 12%. ou Classe 1 ambos. não t óxicos: são gases 2.1 massa. Substâncias muito insens íveis.2 Segregação da carga Consiste da separação da carga quando existe incompatibilidade de mercadorias. Substância e artigos com risco de projeção. sujas. devem ser obedecidas regras específicas para evitar a contaminação. Gases inflamáveis: são gases que a 20°C e à pressão normal são inflamáveis quando em mistura de 13% ou menos. oxidantes ou que não se enquadrem em outra subclasse. quando são transportadas cargas incompatíveis. dos tipos odoríferas. mas 1. Gases tóxicos: são gases.3 pequeno risco de explosão ou de projeção.2. mas sem risco de explosão em massa. com o ar 2. Explosivos Substância e artigos que não apresentam risco 1.1 ou que apresentem faixa de inflamabilidade com o ar de. 28 . com risco de 1. 2. Classe 2 Gase s Gases não-inflamáveis.9 CLASSIFICAÇÃO DA CARGA PERIGOSA Tabela 1 – Classificação ONU dos Riscos dos Produtos perigosos Classi ficação Subclasse Definições Substância e artigos com risco de explosão em 1. 2. entre outras. perigosas.2 sem risco de explosão em massa. higroscópicas. reconhecidamente ou 2. independent e do limite inferior de inflamabilidade. Artigos extremamente insens íveis.

Qualquer material ou substância que contenha Classe 7 radionuclídeos. substâncias auto- reagentes que possam sofrer reação fortemente exotérmica. que produzam vapor inflamável a temperaturas de até 60. Substância s sujeitas à combustão espontânea.2 em condições normais de transporte.1 humana. se ingeridas ou inaladas. ou a emitem gases inflamáveis aquecimento em contat o com ar.3 com água. considerados como derivados do Substância s Oxidantes e 5. ou até 65. 29 . Sólidos inflamáveis. Substância s Tóxicas e Substância s Infectante s Substâncias infectantes: são substâncias que contém ou possam conter patógenos capazes de 6. cuja concentração de atividade e - Material radioativo atividade total na expedição (radiação). substâncias auto -reagentes e explosivos sólidos insensibilizados: sólidos que. em contato com água. excedam os valores especificados. por interação 4. 4. podendo inflamar-se.6ºC. podem tornar-se espontaneamente inflamáveis ou liberar gas es inflamáveis em quantidades perigos as.5°C. em Classe 3 . ensaio de vaso fechado. termicamente instáveis Peróxidos Orgânicos que podem sofrer decomposição exot érmica auto-acelerável. em condições de transporte. ou ainda os explosivos líquidos insensibilizados dissolvidos ou suspensos em água ou outras substâncias líquidas. lesões graves ou danos à saúde 6. ou que por atrito possam caus ar 4. emitem gases inflamáveis: substâncias que. misturas de líquidos ou líquidos que contenham sólidos em solução ou suspensão. Classi ficação Subclasse Definições Líquidos inflamáveis: são líquidos. Substâncias tóxicas: são s ubstâncias capazes de provocar morte. ou se Classe 6 entrarem em contato com a pele. Substância s Oxidantes e 5. explosivos sólidos insensibilizados Classe 4 que possam explodir s e não estiverem Sólidos Inflamáveis.2 provocar doenças infecciosas em seres humanos ou em animais. em geral pela liberação de oxigênio.1 fogo ou contribuir para tal. sejam facilmente combustíveis. em Líquidos Inflamáveis ensaio de vaso aberto. Peróxidos orgânicos: são poderosos agentes Classe 5 oxidantes.2 peróxido de hidrogênio. em substâncias sujeitas a aquecimento espontâneo contato com água. suficientemente diluídos. Substâncias sujeitas à c ombustão espontânea: substâncias que.1 causar a combustão de outros materiais ou Peróxidos Orgânicos contribuir para isso. Substâncias oxidantes: são substâncias que Classe 5 podem. Substâncias que.

danificam ou Substância s corrosiva s mesmo destroem outras cargas ou o próprio veículo. por ação química. durante o Substância s e Artigos . transporte. 2. Classe 9 São aqueles que apresentam. SEPARATE D FROM (NO MESMO COMPA RTIMENTO AFASTA DAS DE NO MÍNIMO 6 METROS ). 30 . Classi ficação Subclasse Definições São substâncias que. um risco não abrangido por nenhuma Perigosos Diversos das outras classes. causam severos danos quando em cont ato com tecidos Classe 8 . vivos ou. em caso de vaz amento. 1. AWAY FROM (NO MESMO COMPA RTIMENTO SEPARADAS DE NO MÍNIMO 3 METROS ).

CLASSE 3 – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS. 4. CLASSE 7 – SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS. 3. Liquefeito ou Dissolvido sobre Pressão). e CLASSE 9 – OUTRAS SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS. ratificadas na PARTE A – Capitulo VII da SOLAS: Quais as classes de carga perigosa? CLASSE 1 – EXPLOSIVOS.4 OF THE INS TRODUCTION TO CLASS 1 IN THE IMDG CODE. (NORMAM -02 /DP C/20) 2. CLASSE 6 – SUBSTÂNCIAS VENENOSAS E INFECCIOSAS. CLASSE 5 – SUBSTÂNCIAS OXIDANTES. CLASSE 4 – SÓLIDOS INFLAMÁVEIS. * SEE SUB-SECTION 5. SEPARATED LONGITUDINA LLY BY AN INTE RVENING COMPLE TE COMPARTME NT OR HOLD FROM(SEPA RADO LONGITUDINALME NTE POR UM COMPARTIME NTO COMPLE TO – NO CONVÉS 24 m) X NO GENE RAL SEGREGA TION RECOMMENDE D (NÃO HÁ SEGREGA ÇÃO. Este código classifica as cargas perigosas em nove categorias. CLASSE 8 – CORROSIVAS. CLASSE 2 – GASES (Comprimido. preparado pela International Maritime Organization (IMO). Fonte: internet 31 . SEPARATE D BY A COMPLE TE COMPARTME NT OR HOLD FROM (EM COMPA RTIMENTO DIFERE NTE – NO CONVÉS AFASTA DAS DE NO MÍNIMO 12 METROS ). CAS O HA JA VER NO IMDG).10 CLASSIFICAÇÃO E AS ETIQUETAS DE CARGAS PERIGOSAS Todas as cargas perigosas devem ser identificadas através do International Maritime Dangerous Goods Code (IMDG CODE).

O escoramento é também necessário quando o compartimento não está totalmente cheio e sobram espaços entre os volumes. UNIDADE 3 PEAÇÃO E ESCORAMENTO DA CARGA GERAL Peação É a operação efetuada a bordo que consiste em fixar a carga à estrutura da embarcação com a finalidade de evitar que ela se desloque da sua posição de estivagem durante a viagem devido aos movimentos do navio. a carga encontra-se mais propensa a correr durante a viagem devido aos balanços da embarcação. a peação nem sempre é suficiente para garantir a total seguranç a das mesmas durante a viagem. tal prática é indispensável. 32 .DPC. Em geral. quando se trata de cargas pesadas.1 MATERIAL EMPREGADO NA PEAÇÃO Os materiais mais empregados na peação de carga geral são:  Cabos de fibra vegetal. pois não sendo possível a realização de uma estivagem compacta.  Cabos de fibra de materiais sintéticos. No convés. 3. Escoramento É a operação fundamentalmente complementar da peação. Fonte: Apostila Noções de Estivagem de Carga.

33 . barra rígida ou corrente ao olhal. e  Madeiras.  Redes de cabos de fibra sintética ou de aço. escotilha ou qualquer compartimento de carga. podemos citar: Cabos galvanizados São usados para peação diagonal ou vertical do contêiner ao piso do convés. Olhais (D’Ring) São olhais em forma de “D“.  Manilhas.  Correntes. que servem para fixar o macaco esticador utilizado na peação dos contêineres. Entre os principais materiais utilizados na peação dos contêineres.  Fitas de aço.  Macacos esticadores.  Clips ou grampos.2 SISTEMA DE PEAÇÃO DE CONTÊINERES A peação dos contêineres exige materiais de maior resistência e durabilidade além da exigência de serem classificados. 3. Macaco esticador Para ser usado na peação do contêiner fixando o cabo de aço galvanizado.  Cabos de arame de aço. conforme mostra a figura. rebatíveis. é importante a distribuição de olhais pelos compartimentos de carga e convés. Qualquer que seja o material utilizado na peação.

Os barrotes ou caibros servem de escoras que são classificadas em: horizontais. inclinados e verticais. 3. pois as escoras de baixo para cima tendem a se desprender com o movimento da embarcação. devendo ser constituída de barrotes. Sapatas (castanhas) São peças de aço. soldadas ao convés. Horizontais São usadas através de calços e colocadas horizontalmente entre a carga e as partes estruturais da embarcação. pranchões e cunhas de madeira. Inclinadas Estas devem prender a carga de cima para baixo. 3. 34 . geralmente galvanizadas. convés. tampa da escotilha ou qualquer compartimento de carga. que servem para encaixe do pino de torção usado para fixar o contêiner. conforme mostrado na figura. tábuas. Pino de torção (twist lock) É um tipo de tranca de torção usado para pear o contêiner ao tampão da escotilha. conforme a direção da pressão exercida sobre a carga. compartimento de carga ou em outro contêiner.4 MATERIAIS UTILIZADOS NO ESCORAMENTO DA CARGA A madeira é o material mais utilizado nesta faina.3 SISTEMA DE PEAÇÃO DE TUBOS São apoiados em berços em berços de madeira ou metálicos e fixados por tirantes.

se colocadas na coberta. Estas tábuas são colocadas tanto na horizontal como na vertical e. devem ir de cima a baixo. Cunhas São peças de madeira que calçam e apertam as escoras de madeira em sentidos opostos. alcançando toda a altura deste local de estivagem. evitando que ela ocorra num só ponto. batidas umas contra as outras. As escoras devem ser fixadas e apoiadas sobre tábuas de separação para distribuir a pressão exercida pela carga. 35 .

1999 – BRASIL. 1991. 36 . BRASIL. Diretoria de Portos e Costas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BRASIL. Ministério da Defesa. São Paulo: FUNDACENTRO. 5 ed. 1989. 916 p. ISBN 85- 7047-051-7. 3. 2. Rio de Janeiro: SDGM. Norma da Autoridade Marítima nº 2 (NORMAM 02). Rio de Janeiro. Operação nos Trabalhos de Estiva. 2000. Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar – SOLAS 74/78 – Consolidada 1998 – Edição em português Rio de Janeiro: DPC. FONSECA. Ministério do Trabalho / Fundação Jorge Duprat de Figueiredo - FUNDACENTRO. 4. Marinha do Brasil. Maurilio M. Arte Naval.